A Passagem à Luz da Divina Justiça | Eulália Bueno
📍 72ª Semana Espírita de Vitória da Conquista – Tema central: Justiça Divina Eulália Bueno reflete sobre a desencarnação como etapa natural da vida, analisada à luz da justiça divina, trazendo consolações e esclarecimentos que fortalecem a fé e a esperança. 📅 29/08 a 07/09/2025 📍 Centro de Convenções Divaldo Franco – Vitória da Conquista, Bahia #SemanaEspírita #JustiçaDivina #Espiritismo #PalestraEspírita #EuláliaBueno #Passagem #VidaEterna #TVMansãoDoCaminho #VitóriaDaConquista #DoutrinaEspírita
Queridos amigos, irmãos, amigas, irmãs, é com o coração transbordando de alegria e gratidão, que aqui nos confraternizamos com todos os que nos encontramos encarnados e desencarnados. Porque talvez o tema da noite interesse mais aos que já o estão vivendo, sem poderem retornar à vida que se esvau. Agradeço a diretoria da União Espírita de Vitória da Conquista, pela confiança, pela oportunidade de servir a Jesus. Agradeço o carinho de cada um que compõe esta mesa hoje e que se tornam verdadeiros irmãos em sustentação de amor. E agradeça aos invisíveis, aqueles que nós não sabemos que amanhecendo o dia aqui estão com todo o carinho para proporcionar um ambiente agradável, limpando, preparando com o seu esforço. este local para nos acolher. Iniciamos a nossa fala a pedido do Barreto, narrando uma vidência que nos chegou no primeiro dia na abertura desta semana espírita, quando a música penetrava os corações, tentava nos chamar para o encontro com os amigos espirituais. E de repente todo o fundo deste salão desapareceu. Uma gigantesca estrada de luz ladeada de flores, se abriu do infinito em direção à Terra, representando as mãos amorosas que sempre estão estendidas em nossa direção e que, na maioria das vezes, nos encontram mergulhados nas ilusões do mundo material, disfarçadas de necessidades, à frente de Valdo Pereira Franco, que adentrou sorrindo, espalhando a sua luz e pedindo para dizer aos amigos da União Espírita que desta vez ele vinha para ficar a semana inteira. Mas não era só. Visualizamos também a presença de dois espíritos que nos chamaram muito a atenção. Ivone do Amaral Pereira, Manuel Filomeno de Miranda. atrás deles caravanas de espíritos que se vocês rememorarem, eu citei na prece inicial, trazendo o distintivo dos servos de Maria, nos apontando a grande oportunidade que cada um de nós está tendo. no transcorrer desta semana de 10 dias para esse encontro íntimo com os benfeitores amigos, esvaziando os nossos corações e às vezes, sem conseguir fazê-lo,
oportunidade que cada um de nós está tendo. no transcorrer desta semana de 10 dias para esse encontro íntimo com os benfeitores amigos, esvaziando os nossos corações e às vezes, sem conseguir fazê-lo, sermos acessados por esse amor, por essa misericórdia de Jesus. despejada pelas mãos amorosas, não apenas desses espíritos citados, mas de centenas que compunham essa caravana e que nos dava a perceber pela especificidade dos seus dirigentes, digamos assim, de que a obsessão campeia na terra, conduzindo, infelizmente, muitos, principalmente em grande escala, jovens e até crianças, a porta ilusória do suicídio. Nós não vimos aqui para assistir a palestra apenas. Mas enquanto ela ocorre nos momentos que a antecedem e que a seguem posteriormente, nós imaginamos a extensão do atendimento feito a cada um de nós e aqueles que vinculados a nós, seja através dos laços familiares, seja pelo pensamento, Seja porque simplesmente alguém nos pediu uma oração, também serão atendidos. E ainda falta um espírito que ao adentrar este ambiente se fez preceder por centenas ou talvez milhares porque não dava para contar e que adentrando pela mesma estrada foram circundando todo este ambiente seguindo a luz do Dr. Bezerra de Menezes. O que nos falta mais para nos confiarmos definitivamente a eles e para, com a absoluta certeza que temos da existência deles, da vida que prossegue além da vida material, estabelecermos uma caminhada mais firme, a passos mais largos, porque se fazem urgentes para construir uma terra nova, começando dentro do terreno árido dos nossos corações. Quando nós vimos o tema a passagem, nós imaginamos por aqui sem coragem de adentrar, porque nós não gostamos de falar da morte, somos espíritas. Mas temos medo da morte. Eu pergunto, será? Será que é da morte em si que temos medo ou temos medo do que está nos aguardando além do portal da morte? Recolhi do livro Depois da Morte de Leon Denis, na sua introdução, o pequeno trecho de um texto magnífico que já nos convida a reflexões muito
medo do que está nos aguardando além do portal da morte? Recolhi do livro Depois da Morte de Leon Denis, na sua introdução, o pequeno trecho de um texto magnífico que já nos convida a reflexões muito profundas. Diz-nos, Leon. Vi deitadas nos seus sudários de pedra. ou de areia, as cidades famosas da antiguidade. Vi os últimos vestígios das cidades antigas, outrora formigueiros humanos hoje. Ruínas desertas que o sol do Oriente calcina com suas ardentes carícias. Evoquei as multidões que se agitaram e viveram nesses lugares. as desfilar diante do meu pensamento com as paixões que as consumiram, seus ódios, seus amores, suas ambições desfalecidas, seus triunfos e seus reveses, fumaças levadas pelo soplo dos tempos. E me perguntava por essa agitação dos povos da terra, por estas gerações que se sucedem como camadas de areia, por essas lutas, esses sofrimentos, se tudo deve conduzir ao túmulo? Quando nós pensamos, Deni desperta em nós a reflexão de que a vida não termina no túmulo. Acima de tudo, ele nos pergunta se é que temos dúvida da existência dessa continuidade. Por que nos agitamos tanto? Por corremos atrás de tantas coisas se nem sequer sabemos se teremos na vida física o amanhã que programamos e sobre o qual nós simplesmente exaurimos as nossas forças, abandonando a alegria de viver hoje. Eu não posso negar a vida após a morte, porque tenho certeza absoluta dela desde o momento em que lembro da minha infância, pautada em convivência estreita com os espíritos que naturalmente apareciam. E porque eu era uma de sete filhos que habitavam uma casa pequena, portanto viviam aglomerados. Então, nunca ninguém ao meu redor desconfiou que eu estivesse falando com alguém já tinha morrido. Um irmão sempre pensava que eu estava conversando com o outro. Até que na primeira semana do ano de junho, do mês de junho do ano de 1966, eu estava próxima de completar 9 anos e passava pelo primeiro grande desafio de saúde, o diagnóstico nefrite. E o prognóstico do médico, pouco tempo de vida.
de junho, do mês de junho do ano de 1966, eu estava próxima de completar 9 anos e passava pelo primeiro grande desafio de saúde, o diagnóstico nefrite. E o prognóstico do médico, pouco tempo de vida. Mas foi nesse momento que minha mãe, aos 45 anos, deu a luz à minha irmã mais nova. Imaginem uma casa com uma mulher que acabara de dar a luz, com uma criança doente, desenganada e com cinco meninos rebeldes. Estava esgotada. Nós procedemos de Portugal, como o nosso Joan falou, para os filhos, minha mãe era filha única. Foi a história que ela nos contara, porque se envergonhava do que se passar em sua família. Ela tinha mais uma irmã mais velha que ela. Início do século passado, jovem 15 anos engravidou antes de casar. E não foi apenas expulsa de casa, foi banida da família. E a partir daquele momento, ninguém podia pronunciar o nome dela ou falar da existência dela. Submissa à decisão dos pais, mesmo sendo uma mulher casada, vindo para o Brasil, minha mãe nunca nosa a história dessa tia. E nesse dia, ou melhor, nessa noite, quando meu pai foi para a casa espírita levando os cinco meninos, eu acamada, minha mãe alimentando e cuidando da irmãzinha que nascera dia 22 de maio, então não tinha nemhuma quinzena de vida. De repente começa um barulho assustador. Primeiro no teto de madeira da casa, podiam dizer ratos caminhando. algo muito pesado, porque movia a madeira como se alguém, um ser humano de peso avantajado estivesse se movimentando. E de repente esse barulho vem, desce pela parede e começa a sacudir um guarda-roupa daqueles antigos que por si só já eram muito pesados. As portas se abriram. Eu me assustei porque era a primeira vez que vivenciava um fenômeno porque desconhecia a mediunidade de efeitos físicos. Mas antes que pudesse contabilizar aquele susto, eis que adentra uma jovem numa cadeira de rodas, uma jovem muito bonita e sorridente, apesar de estar na cadeira de rodas, levanta-se e começa a andar dizendo Eu me chamo Carmen. Eu sou sua tia. Eu sou irmã da sua mãe.
a jovem numa cadeira de rodas, uma jovem muito bonita e sorridente, apesar de estar na cadeira de rodas, levanta-se e começa a andar dizendo Eu me chamo Carmen. Eu sou sua tia. Eu sou irmã da sua mãe. Diga a ela que eu não morri. Diga a ela que eu venci as dificuldades da vida e que hoje eu ando. Mas diga a ela, descreva para ela o vestido que eu estou usando. E quando eu comecei a dizer isso para minha mãe, a dar o nome dela, a revelar que ela estava vestida daquela maneira, que entrara numa cadeira de rodas e que agora andava com uma leveza incrível. E a beleza dela me chamava atenção, um rosto perfeitamente delineado. Minha mãe quase desencarnou. Para mim, eu estava vendo mais uma pessoa. Eu não entendia que ela tinha morrido e nem minha mãe o sabia. Ela então dirigiu-se àele armário cujas portas estavam escancaradas e apontou o bolso de um palitó de meu pai. E eu enfiei a mãozinha e retirei um pedacinho de papel que talvez alguns nunca tenham ouvido falar no telegrama, com uma faixa negra indicando luto, comunicando que ela havia desencarnado três dias antes do nascimento da minha irmã. Como eu posso duvidar da existência? E ela ainda se aproximou de mim, abraçou-me e disse: "Diga a sua mãe que você não vai morrer". Então, se vinha uma notícia assustadora, vinha outra maravilhosa que fez com que minha mãe se rendesse aos detalhes, porque eu não sabia nem da existência dessa tia. Naquele momento, minha mãe ficou livre para ir a uma pequena caixa que escondia as sete chaves, onde tinha as fotos com a irmã jovem e o vestido. Foi a última foto que as duas tiraram juntas. Minha mãe tinha dado de presente a ela no dia que ela foi embora de casa. Percebam quantos benfeitores espirituais e principalmente aqueles que se manifestaram trazendo de volta Jesus através dos alicerces estruturais sólidos da doutrina dos espíritos que, infelizmente, a maioria de nós frequenta através da casa espírita e a minoria conhece. Quantos nunca de fato abriram o livro O céu e o inferno?
erces estruturais sólidos da doutrina dos espíritos que, infelizmente, a maioria de nós frequenta através da casa espírita e a minoria conhece. Quantos nunca de fato abriram o livro O céu e o inferno? Quantos nunca se dirigiram à segunda parte do livro, pelo menos, para ler sobre todos os depoimentos que ali se encontram, que vieram, foram obtidos em locais completamente diferentes, com narrativas que nos comovem, mas que nos alertam e nos esclarecem sobre as condições que podemos desencarnar. Porque você tem os espíritos felizes, tem também aqueles arrependidos pelos crimes que praticaram, ou os criminosos e os suicidas, cada um dando informações preciosas sobre as experiências que vivem no mundo espiritual e e que são o exato resultado do que vivenciaram durante a reencarnação. Nós lemos a abertura da segunda parte do livro Céu e Inferno, exatamente a passagem. Vamos ao Evangelho segundo o Espiritismo. Meu reino não é deste mundo. Item cinco, o ponto de vista. E vamos perceber como eles escancaram, advertindo-nos da importância de construirmos o único futuro que realmente nós sabemos que vamos viver, que é o que se abre após o decesso do corpo físico. Hoje dobro as minhas horas de trabalho, faço investimentos para garantir que no futuro, quando meu corpo ao quebrado merecer uma aposentadoria em fundos de pensão para ter um retorno que complete o valor que ven a receber e me dê uma vida digna. Mas eu vou chegar lá. Eu me incomodo hoje de pensar que eu poderei não chegar lá. Não, eu paro para pensar que nessa situação, de repente eu estou dispendendo uma quantia que não vou receber de volta. Não, mas eu sei que eu vou morrer. Isso é um fato. Isso acontece em nossas vidas todos os dias. E eu faço um fundo de investimento para a minha chegada depois de passar pelo portal da morte física. O Código Penal da vida futura, no capítulo 7 da primeira parte, no seu artigo primeiro de 33 diz assim: "A alma ou espírito sofre na vida espiritual as consequências de todas as imperfeições
e física. O Código Penal da vida futura, no capítulo 7 da primeira parte, no seu artigo primeiro de 33 diz assim: "A alma ou espírito sofre na vida espiritual as consequências de todas as imperfeições de que não se libertou durante a vida corpórea. O seu estado feliz ou infeliz é inerente ao seu grau de depuração ou de imperfeição. Eu me lembro disso todos os dias. Vamos um pouco mais adiante no mesmo Código Penal já. no artigo 22, onde ele diz que a punição mais imediata, sobretudo aos que se acham apegados à vida material, com prejuízo, percebam, com prejuízo do progresso espiritual, consiste na lentidão do desprendimento da alma, nas angústias que acompanham a morte. e o despertar na outra vida e na consequente perturbação que pode estender-se por meses ou anos. e dá-nos a conhecer que ao contrário, aqueles que usufruíram de todas as as condições materiais, que trabalharam pelo seu progresso material, porque é natural que o façamos. Todos nós queremos conforto, queremos segurança, mas nem sempre o temos. Então, o espiritismo não diz que temos que ser miseráveis para poder evoluir moralmente, não. Mas ele nos diz que não devemos nos submeter às condições da materialidade, sendo escravizados por ela para termos um futuro feliz após a morte. Jesus chegou à terra numa manjedoura, foi acolhido numa gruta calcária na impossibilidade de ter um lugar digno onde vira a luz. Foi ali naquele coxo de alimentos de animais que foi depositado, aquele que até o fim dos tempos é o alimento das nossas almas. Mas nós o procuramos, nós o seguimos. Porque vejam que coisa perturbadora e que Paulo, o apóstolo, ele vai citar em suas epístolas, primeira epístola aos Coríntios, no capítulo 15, versículo 19, ele nos fala algo que eu particularmente parei para pensar muito. Ele diz assim: "Se temos esperança em Cristo somente para esta vida, somos os mais dignos de compaixão entre todos os homens. Eu creio em Jesus só para esta vida. Então, eu quero materializar Jesus para que ele atenda os meus desejos
a em Cristo somente para esta vida, somos os mais dignos de compaixão entre todos os homens. Eu creio em Jesus só para esta vida. Então, eu quero materializar Jesus para que ele atenda os meus desejos disfarçados de necessidades. Que tipo de certeza eu tenho ou eu conduzo comigo para construir cada dia se logo mais ou um pouco mais tarde tudo vai acabar? Qual é o trabalho de Jesus? É nos conduzir do berço à sepultura. Foi isso que Deus confiou a ele? É para isso que nós estamos na terra? E aí Paulo vai adiante no versículo 32 e diz: "Se os mortos não ressuscitam, comamos e bebamos, pois amanhã morreremos. E esses que se aprisionam a essas condições hoje tem as vidas vazias de objetivos futuros. Porque podemos ser surpreendidos pela morte a qualquer momento no meio de um projeto. Será que vale a pena sonhar com esse projeto? O que mais vemos hoje nas ruas, se é que estamos prestando atenção que existem outras pessoas além de nós, se é que temos olhar para perceber quantas criaturas na rua andam de olhos baixos ou com os olhos voltados para algum lugar que não conseguimos definir? criaturas que muitas vezes nós percebemos que não tem nenhum nenhum objetivo para viver, que praticamente se jogam à frente dos carros, como se pedisse a misericórdia de que alguém acabe com a vida dele, porque ele não tem por sonhar. E esse vazio, essa situação, essa sensação existe, porque nós não temos certeza ou temos medo de ter certeza de que a vida continua após a morte. Nós recolhemos do livro de André Luiz, Obreiros da Vida Eterna, quando desprendendo-se da colônia de nosso lar, o benfeitor Jerônimo, acompanhado de uma equipe, entre eles André Luiz, são encarregados de vir ao posto de socorro Fabiano de Cristo para com a responsabilidade de desatar os laços físicos de cinco pessoas que aqui estavam reencarnadas. Uma delas é postergado o seu desencarne, mas ela recebe contribuições fluídicas muito preciosas para ter essa pequena moratória de alguns meses, mas que fará a diferença no coração de sua filha, porque eles são
é postergado o seu desencarne, mas ela recebe contribuições fluídicas muito preciosas para ter essa pequena moratória de alguns meses, mas que fará a diferença no coração de sua filha, porque eles são da fé evangélica e a filha encontrava-se grávida. A morte de Albina, sua mãe, naquele momento, poderia pôr em risco a vida do bebê que chegava. Então, ela teve o desencarne postergado, mas deram continuidade ao trabalho de Dimas, que era médium, espírita, que chegava ao termo da sua existência com aproximadamente 50 anos, que partira da mesma colônia de onde vinha a equipe, o que quer dizer dizer que era uma pessoa preparada para aquela tarefa. E todos, todos, todos nós, todos somos previamente preparados para a reencarnação, não apenas os que vêm com a mediunidade ostensiva. Quando vamos ao Missionários da Luz, no seu capítulo 12, preparação de experiências, a visita de André Luiz ao Departamento de Planejamento Reencarnatório nos dá conta que somos convidados a analisar os mapas cromossômicos que darão origem às estruturas biológicas que iremos habitar e que pasmem. Muitas vezes nós chegamos e dizemos: "Mas o meu corpo está perfeito demais". Não dá para colocar um defeito? Porque se ele for tão perfeito, eu vou cair, eu vou esquecer do meu compromisso. Vejam isso. Então, todos nós somos preparados para o trabalho que vamos desenvolver. Se o vamos desenvolver, é questão de nos recordarmos que não fomos criados agora. E que se não fomos criados agora, já vimos de uma longa trajetória com conquistas e pendências. Crescer nas conquistas é fácil, mas e dispensar, vencer as tendências, as más inclinações? É fácil. Não é fácil. A primeira coisa que nós esquecemos quando conquistamos o corpo biológico é que vamos ter que voltar para casa. Ninguém tem alguém aqui que já sentou com a família e conversou sobre a própria morte. Acham um absurdo. É de mau agoro, dizem uns. Para que falar da morte se nós temos toda a vida pela frente? Por quanto tempo? Que vida? Então, nessas descrições do Obreiros da
ou sobre a própria morte. Acham um absurdo. É de mau agoro, dizem uns. Para que falar da morte se nós temos toda a vida pela frente? Por quanto tempo? Que vida? Então, nessas descrições do Obreiros da Vida Eterna, tem uma que me comooveu muito, que é de Fábio, porque ele nasceu num corpo muito franzino, logo no início da adolescência, foi diagnosticado com uma pneumonia dupla e tinha poucas chances de sobrevivência. O médico alertou inúmeras vezes o seu pai de que ele precisaria ser poupado de muitos esforços porque seu corpo não resistiria. Ele tinha sonhos de se formar, de cursar artes, letras, desenho. A pobreza que não permitiu à família condições de tratamento digno, tampouco lhe permitiu que ele fosse poupado de ir para o trabalho exatamente logo após a sua doença e foi trabalhar com o pai numa oficina mecânica. Casou-se sua esposa Mercedes, uma alma conjugada no mesmo esforço. Tiveram dois filhos. Os filhos estavam um com seis, outro com 8 anos. E ele então recebe o diagnóstico de tuberculose. Ele não era de fato uma pessoa de frequentar a religião, mas tinha mediunidade, porque a mediunidade é do espírito, não é do espiritismo. Há espíritos em outras religiões com mediunidades exuberantes que desconhecem e que, embora não tenham a estrutura do Espiritismo, são excelentes instrumentos do mundo espiritual na área em que atuam, frente a muitos médiuns espíritas que sim, simplesmente desperdiçam a bênção dessa oportunidade, buscando visibilidade quando no anonimato, sendo instrumentos desses espíritos iluminados, poderiam amenizar a dor e convencer pelo seu próprio exemplo. tantas criaturas para modificarem as suas más inclinações e assim garantirem um futuro pós esta vida com dignidade, recuperando-se das mazelas que trouxeram. Fábio, percebendo que a morte se aproximava, ele chamou os filhos, duas crianças, e lhes explicou em detalhes o que estava prestes a acontecer. Relembrou-lhes de Jesus, porque eles faziam a prece semanal em família. Falou-lhes do amor à mãe,
va, ele chamou os filhos, duas crianças, e lhes explicou em detalhes o que estava prestes a acontecer. Relembrou-lhes de Jesus, porque eles faziam a prece semanal em família. Falou-lhes do amor à mãe, a vida. e que não estariam deserdados da sua presença que tão logo se recuperasse. Então, ele deu aos filhos a certeza da sobrevivência da alma para que eles não vissem aquele pai amoroso que sempre foi atirado ao nada, simplesmente evaporar-se da sua existência, deixando-os realmente órfãos. E no dia que ele percebe a presença da equipe espiritual, que ele percebe o declínio das forças orgânicas, ele chama a família para junto de si, faz uma prece em família. Depois, sob a proteção de dois espíritos componentes dessa equipe, os filhos são resguardados num sono tranquilo, levados para um ambiente primaveril. Ele pede à esposa que o banhe. O banho lhe traz um conforto. Ele olha para ela e diz: "Não se esqueça de Jesus. Não deixamos recursos amoedados para garantir o conforto, mas a dignidade que construímos na certeza de Jesus e da vida após a morte te dará forças para trazeres o sustento digno para a nossa família. vão dormir. E de repente no início da madrugada ele que aparentava uma melhora para poder conversar com os filhos, melhora essa patrocinada pelos amigos espirituais, começa a ter uma sequência de hemoptizes, hemorragias que não paravam e vem ao desenlace com uma facilidade impressionante, porque a narrativa do livro livro nos dá conta, para aqueles que não conhecem, dos principais centros de ligamentos principais, porque na realidade o perespírito está ligado ao corpo célula a célula. Mas os principais focos de ligação são três. Exatamente. aqui no vegetativo ou plexo solar, onde ligamos ou eles desligam a sede de todas as manifestações fisiológicas, o plexo cardíaco ou emocional, a zona dos sentimentos e desejos. E por fim, nós temos o centro mental, o plexo coronário, o mais importante, o último a ser desligado. sempre precisa da interferência ou aquela ligação que nós conhecemos
na dos sentimentos e desejos. E por fim, nós temos o centro mental, o plexo coronário, o mais importante, o último a ser desligado. sempre precisa da interferência ou aquela ligação que nós conhecemos como fio prateado vai se desgastando quando apressamos a morte e o corpo ainda estuante de energias fica passando aquela força, aquela energia que ali ficou. quando não, e normalmente assim o é nessas situações, são vampirizadas por espíritos infelizes, apropriando-se delas para trazerem de volta as sensações físicas das quais não mais usufruem e assim dar vazão às más inclinações, principalmente aos vícios alcólicos. de drogadição, de sexualidade desregrada e pasmem Dimas, aquele que era médium, que serviu todo o tempo da reencarnação, que nunca se negou a atender qualquer necessitado que lhe abordava, mas exatamente por isso ele negligenciou a própria saúde, má alimentação, poucas horas de sono, não se dirigia a um médico por prevenção, coisa que muitos hoje ainda não fazem. E de repente ele foi danificando o seu fígado, foi adquirindo uma cirrose grave, sabia? Porque no convívio estreito com os espíritos, ele percebia a presença deles, sabia que ia desencarnar, porque logo no início do livro eles são levados a esse posto Fabiano de Cristo para serem cientificados da desencarnação breve, a fim de que se preparassem e pasmem. Os benfeitores espirituais lhes dizem assim: "Vão, procurem resolver todas as pendências da vida material. Olha isso. Para que não fiquem retidos por essas algemas no momento da reentrada no mundo espiritual. Como nós não sabemos que bom será se dermos conta de todas as pendências todos os dias, porque se partirmos sem nunca pensarmos nessa possibilidade, sem nunca nos adestrarmos para essa vida que é um fato, sofreremos nós e sofrerão os que irão permanecer na carne, acendendo muito a nossa culpa, a nossa preocupação e principalmente pelo fato de darmos conta de que não poderemos voltar atrás. É o que nós mais vemos nas reuniões mediúnicas, espíritos
cer na carne, acendendo muito a nossa culpa, a nossa preocupação e principalmente pelo fato de darmos conta de que não poderemos voltar atrás. É o que nós mais vemos nas reuniões mediúnicas, espíritos que nunca pensaram verdadeiramente na morte, porque a morte bate na porta do outro. Então, não dialogaram, não se preocuparam em deixar tudo adredemente, preparado, o menos complicado possível, para que não haja sofrimento desnecessário dos dos dois lados da vida. Então, enquanto Dimas precisou ficar até a hora do seu sepultamento, porque era adestrado, trabalhador de reuniões mediúnicas, vejam que nós às vezes frequentamos, achamos que vamos lá para ajudar os que já desencarnaram, sem avaliar a possibilidade de que nós podemos ser os próximos. achando que vamos lá ajudá-los. Mas como nós vamos ajudá-los se não cuidamos de nós mesmos? Deixamos de avaliar, de absorver os ensinamentos que eles nos trazem, porque eles dizem-nos exatamente quais foram as consequências que os surpreenderam depois da morte física. E nós temos observado o arrependimento tardio para resolver situações que facilmente poderiam ter sido diluídas e não foram. O arrependimento de não terem feito coisas que estavam programadas. Isso nós vamos encontrar também no Obras Póstumas, lá na parte minha iniciação no Espiritismo, ali na sequência regeneração da humanidade, a nova geração, do número de espíritos, espíritas que chegam ao mundo espiritual, tão rude o seu corpo perespiritual, tão denso, tão apegado, à materialidade que eles não se dão conta que morreram, confundem-no com o corpo físico e ficam num sofrimento para se desvencilhar dessas energias que não mais acrescem nada e por fim arrependem-se profundamente, dão-se conta de que tinham ciência do que vieram fazer, que foram preparados, que assumiram o compromisso e que de repente no meio da existência, por alguma distração, algum atrativo a mais, simplesmente não realizaram. E quanto pedem para uma nova reencarnação que seja mais complexa, não
am o compromisso e que de repente no meio da existência, por alguma distração, algum atrativo a mais, simplesmente não realizaram. E quanto pedem para uma nova reencarnação que seja mais complexa, não tem problema, mas é o que eles precisam. Então nós vemos Dimas ter o cordão prateado, rompido apenas no momento do sepultamento, porque ele tinha méritos, a fim de que as energias se diluíssem imediatamente e não fossem usurpadas por espíritos infelizes. Mas Dimas entrou num período de sofrimento, de desespero, porque tinha saudades da família, porque se preocupava como ficaria o seu lar. ficou abatido por dias, enquanto Fábio teve imediatamente no desvinculamento dos dois centros, ele teve imediatamente o corte desse cordão prateado e já tomou ciência lúcido da vida que se apresentava. Então, percebam, mas vamos falar dos nossos irmãos suicidas, cujos dolorosos depoimentos se encontram também nessa segunda parte do livro Céu e Inferno. Vamos notar que a maioria deles optou por essa ilusória saída, porque não tinham certeza, não tinham certeza de que iriam suportar a prova, na maioria das vezes, também os problemas materiais, um pouquinho de paciência, mais uma certeza de que aquela dificuldade Pode ser uma expiação, pode ser uma prova, um momento de reparação, que já foi falado aqui no transcorrer desses dias, e que os libertará da canga do sofrimento. Porque conforme nos fala a pergunta 921 do livro dos espíritos, que a estadia na terra é como um pernoite, um pernoite numa rude estalagem. Tem noção do que é um pernoite? que a grande maioria do tempo nós passamos desvestidos do corpo físico, no mundo espiritual, nos refazendo e nos preparando, refazendo da vida anterior e preparando para a vida futura. Então, há um livro, além do Memórias de um suicida, da nossa Ivone, há um livro da FEB chamado Martírio dos Suicidas e que diz que a primeira grande desilusão do suicídio é que a vida não acabou, que ele continua inserido naquele contexto pelo qual deixou a existência física,
vro da FEB chamado Martírio dos Suicidas e que diz que a primeira grande desilusão do suicídio é que a vida não acabou, que ele continua inserido naquele contexto pelo qual deixou a existência física, acreditando, liberar-se efetivamente dele. E vamos ali ver a trajetória de cinco espíritos que são Camilo Cândido Botelho e quatro amigos de nacionalidade portuguesa, cada um com a sua história, porém com o mesmo desfecho, e que são tratados enfrentando severas dificuldades, profundo arrependimento. E entre eles, Mário Sobral, que era pertencente a uma família aristocrata, residente em Lisboa, que teve todas as oportunidades, cursou a Universidade de Coimbra, mas era um stroina, era um homem de vida duvidosa, pendente na moral, vicioso. que frequentava os lupanares e que no meio dessa trajetória, uma das supostas mulheres com quem se relacionava se apaixonou por ele e se permitiu engravidar. Eulina acreditava que ele também a amasse e que ao saber da vinda de um filho, casaria com ela, daria-lhe a oportunidade de sair daquela condição e surpreendeu-se ao contar que Mário Sobral, transtornado, simplesmente mente, colocou-lhe as mãos ao pescoço. E mesmo sob as lágrimas e os pedidos e a lembrança de que havia ali um filho a caminho, ele a estrangulou para posteriormente ensandecido, enforcar-se. Sobral não conseguia liberar-se da culpa, do remorço, da dor e foi desenhando no próprio campo perespiritual uma deformidade, como se borrachas lhe apagassem os antebraços. Já lá no tratamento do complexo hospitalar Maria de Nazaré, ele ficou sem os antebraços e dizia aos amigos que era a única situação, a única condição dele vir à reencarnação e não atentar contra a própria vida. E quando eles chegam ao final do tratamento mais difícil e são convidados para se dirigir à cidade universitária, para fazer os cursos que duraram 10 anos e que lhes dava uma estrutura excepcional de resistência à vida material. Mário Sobral optou por reencarnar. E é tão interessante essa passagem, é comovente, porque os quatro amigos vão
uraram 10 anos e que lhes dava uma estrutura excepcional de resistência à vida material. Mário Sobral optou por reencarnar. E é tão interessante essa passagem, é comovente, porque os quatro amigos vão para a cidade universitária, mas vem a fila dos que vão reencarnar. E Mário Sobral sorrindo e com o cotoco do braço acenando-lhes como se fosse para uma viagem extraordinária, que de fato é a vida, onde podemos nos erguer das quedas morais, abrigados na bênção do esquecimento, experimentando o amor em nós. novas formas com aqueles que talvez antes desta reencarnação tenham sido nossas vítimas ou algozes. Camilo Cândido Botelho ou Camilo Castelo Branco fica estaciado e ao mesmo tempo sente-se um covarde. Porque indo para a cidade universitária, todos os demais vêm para o reencarne e já se passavam 8 anos do último que viera e ele não se encorajava a vir. Foi então que Ramiro de Guzma, um dos seus orientadores, o traz em visita a uma favela aqui no Brasil, ampliando as vistas do célebre escritor português, a grandeza do merecimento de nascer no Brasil. Será que alguma vez nós paramos para pensar? que é merecimento nascer no Brasil, que aqui a nossa sociedade convive com todas as desigualdades. O povo brasileiro, por mais açoitado pela dor, ele tem a alegria de viver. Então, quando nós saímos às ruas e vemos olhares perdidos, mãos que fogem de outras mãos, corações suplicando no silêncio, que sejam percebidos, que sejam acolhidos, que sejam cuidados, e nós, na nossa individualidade egoísta e ociosa, segundo nos diz Joana Ângeles, na abertura do livro Vidas vazias, estamos tomados por uma ociosidade mórbida, desperdiçando a grande oportunidade de estarmos reencarnados no Brasil, liberdade de expressão, de religião. O que é que estamos jogando fora quando retornarmos ao mundo espiritual e olharmos para trás? olharmos este celeiro abençoado sobre o qual Jesus estampou a sua, o seu símbolo, a sua cruz no céu estrelado do Brasil, para nos lembrar todos os dias ante as dificuldades
itual e olharmos para trás? olharmos este celeiro abençoado sobre o qual Jesus estampou a sua, o seu símbolo, a sua cruz no céu estrelado do Brasil, para nos lembrar todos os dias ante as dificuldades desafiadoras de que estamos sob a guarda e tutela do guia e modelo da humanidade. É porque ele sabe o caminho, porque hesitamos em segui-lo. Quando Camilo, Cândido Botelho chega àela favela topando com casas cobertas de zinco e taipas consumidas de madeira podre, e ele adentra um cree humilde. Ele reconheceu, eram os mesmos olhos, os cabelos revoltos. Era Mário Sobral. ali com aqueles cotocos tentando sustentar uma felicidade porque ele sabia do valor dessa reencarnação. Afetado por dificuldades asmáticas graves devido ao próprio enforcamento. Camilo ajoelhou-se à beira daquela cama, se é que assim podemos chamar. E Ramiro de Guzman lhe disse: "Vês, ele não está sozinho porque aquela reencarnação ainda fazia parte da sua recuperação como suicida e era patrocinada pelos cuidados daqueles que eles foram orientadores. Então, toda semana ou Ramiro de Guzman, o Teócrito, que é o dirigente principal daquele complexo, vinham em pessoa visitá-lo. Porém, todos os dias ele recebia energias salutares para não desistir da vida. E de repente Ramiro chama a atenção de Cândido, de Camilo Cândido, para olhar para um canto daquele barraco humilde e ele vê uma negra, uma mulher negra, bonita, aparentemente uns 50 anos, que ali costurava dedicadamente e que de repente deixou de lado a sua costura para vir trazer o medic medicamento necessário, erguendo o irmão que ela considerava com sérias dificuldades respiratórias para dar-lhe o medicamento. E ela trabalhava noite e dia para diminuir a necessidade dele sair naquelas condições para esmolar a fim de ter o alimento. A mãe já partir 15 anos. A mãe o recolhera aonde? Numa casa de prostituição. Uma mulher que engravidara, que se revoltara pelas circunstâncias, porque aquilo representava prejuízo. E quando aquele bebê vem à vida e ela olha, ele era um monstro.
onde? Numa casa de prostituição. Uma mulher que engravidara, que se revoltara pelas circunstâncias, porque aquilo representava prejuízo. E quando aquele bebê vem à vida e ela olha, ele era um monstro. Ela pega e pede a lavadeira que o leve, que ela costearia. a criação. E foi por isso que a mãe o pegou? Não foi porque olhou para ele algo no seu coração, falou mais alto. Ela sentiu-se comprometida com aquele espírito. Ela já tinha uma filha. Essa filha contava com 10 anos e foi a que a ajudou a cuidar do ser pequenino, desforme, mas um gigante de coragem que desceu a terra enclausurado num corpo extremamente limitado como única condição de contenção para não retornar ao suicídio. Com certeza nas suas marcas ele trazia a lembrança muda das dores que passou quando adentrou o mundo espiritual no vale dos suicidas, aquele lugar doloroso onde o tempo não medra, onde as dores são avaçaladoras, ele estava bem daquele jeito e era muito cuidado. Então Ramiro diz a Camilo, reconhece-a? Não, pois vá até ela, escute-lhe a mente e Camilo vai, envolve-a num passe, doa-lhe energias novas, mergulha naquele campo mental e reconhece naquela que cuidava dele incansavelmente, desveladamente. mesma Eulina, que um dia foi vítima da sua violência, que por amor, porque era o amor que ela dedicava àquele jovem, retornava para junto com ele fazer o caminho de volta, a fim de que um dia, quando novamente as portas da imortalidade se descerrassem, e o corpo abandonado à sepultura fosse realmente o casulo abençoado, que libertava do sacrifício duas almas redimidas. Não tenhamos medo de morrer. Tenhamos medo de viver de tal forma que não possamos garantir para o futuro a dignidade da nossa chegada ao mundo espiritual. Muita paz, infinita gratidão a todos.
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