A mediunidade na Infância e na Juventude (Palestra 7) - Dia 3 | 3º ENAM

FEBtv Brasil 30/10/2025 (há 5 meses) 45:55 317 visualizações

3º Encontro Nacional da Área da Mediunidade — “A mediunidade além do fenômeno” Local: Recanto Lins de Vasconcellos (Campo Largo/PR) Data: 12 a 14 de setembro 🎤 Palestra Título: A mediunidade na Infância e na Juventude (Palestra 7 - Domingo) Palestrante: Thiago Aguiar Este vídeo faz parte do 3º Encontro Nacional da Área da Mediunidade, que reuniu lideranças espíritas de todo o Brasil para integração, reflexão e convivência fraterna. A programação contou com palestras, rodas de conversa e ofi...

Transcrição

Gente boa, bom dia. Bom dia. Bom dia. >> Que gostoso esse encontro, né? Pena que tá acabando, mas depois tem mais. Eu falei com a Rute que a gente ia propor pro Jacobson que o encontro fosse a cada do anos. Deus, >> não é? Olha aí, ó. Eu espero que estejam esteja se registrado isso no éterno para ele não esquecer. >> Gostou da ideia? Eu quero dizer que eu me sinto muito, mais uma vez assim muito feliz de poder estar com vocês. Eh, me sinto falando entre amigos, entre irmãos e dessa forma a fala ela é mais ela é mais produtiva. Acredito que ela seja mais afetiva até, viu? Então, é um prazer muito grande da gente poder compartilhar e mais uma vez agradecendo a FEB, a Federação Espírita do Paraná pela acolhida e pela oportunidade da gente estar aqui tendo esse momento. Bem, falar sobre mediunidade na infância e na juventude é uma coisa também que anima muito o meu coração, porque a infância e a juventude, mas especialmente a infância, é uma fase do desenvolvimento humano, talvez ainda pouco compreendida, ainda pouco, eu diria, respeitada. Eh, eu trouxe hã negrão. ão ão não tá indo, negrão. Eu tenho que apontar para ir, né? Sim, >> né? >> Tá. Eh, então eu trouxe alguns slides iniciais para que a gente pudesse fazer uma introdução para nós refletirmos juntos a respeito da evolução do pensamento humano sobre a infância, tá? E nesse livro História Social da Infância e da Família, eh ele diz que a história da civilização mostra que há muito tempo a criança vem sofrendo com a falta de amor, um sentimento tão importante para o desenvolvimento do ser humano. A a velha sociedade via mal a criança e pior o adolescente. Deixa eu colocar aqui para eu acompanhar. Pode passar. Então, na Inglaterra, no final do século XIX, era comum, por exemplo, ver os pais vendendo os seus filhos. E aqueles que não eram vendidos porque eram muito pobres, por volta dos 4 anos já trabalhavam em fábricas. Eh, e aos oito em Minas de Carvão. Esse o Charles Dickens era um romancista, um escritor britânico e ele falava também

ndidos porque eram muito pobres, por volta dos 4 anos já trabalhavam em fábricas. Eh, e aos oito em Minas de Carvão. Esse o Charles Dickens era um romancista, um escritor britânico e ele falava também que as mortes infantis eram muito frequentes. No ano de 1860 foi descrito um estudo baseado, Deu, tá? Obrigado. Baseado eh em um estudo médico legal baseado em em uma catalogação sobre fraturas, sobre hematomas, sobre lesões em crianças. E esse foi o primeiro livro, a primeira publicação que falava sobre o conceito de maus tratos na infância. E esse autor, né, ele atendeu 32 casos. Desses 32 casos, a metade era abaixo de 5 anos de idade, sendo a sua maioria perpetrados no ambiente doméstico. E ele foi muito criticado pelo seu meio porque dizia-se que ele estava entrando, se intrometendo em assuntos particulares da das famílias. Olha que coisa interessante. Então, no Brasil, da mesma forma, eh, em 1830, o Código Penal não entendia como crime o abuso físico que era praticado pelos pais e só era entendido como crime se houvesse a morte da criança. E em 1990, então, que representa um marco, não é, no nosso país, em termos de proteção da criança e do adolescente, é sancionado o estatuto da infância e da adolescência, né, da criança e do adolescente. Isso tudo para dizer que a nossa percepção sobre a criança ainda muito lentamente vem se tornando mais adequada. Nós compreendemos ainda em muitas ocasiões as crianças como adulto em miniatura. Nós não respeitamos as especificidades do aprendizado da infância e da adolescência. Nós não consideramos eh que a criança ela aprende através de uma tradução simbólica da forma lúdica que ela vai compreendendo o ambiente e ela vai interpretando tudo aquilo que acontece. ao seu redor. Então, eh, ela a a gente ainda não consegue valorizar assim os aspectos da psicologia infantil e a própria condição do desenvolvimento da infância. Mas é numa fala de Jesus que eu acredito que ele traz um pensamento de vanguarda que também necessita da nossa atenção,

ctos da psicologia infantil e a própria condição do desenvolvimento da infância. Mas é numa fala de Jesus que eu acredito que ele traz um pensamento de vanguarda que também necessita da nossa atenção, necessita que a gente se debruce sobre ele para refletir o que ele já trazia há mais de 2000 anos atrás a respeito da infância. Em Lucas capítulo 18 ele diz que deixai vir a minhas criancinhas. É uma é uma passagem que a gente conhece bastante, né? E não as impeçais, porque delas é o reino dos céus. Então essa é uma proposta de vanguarda, porque fala a respeito da importância de nós levarmos Jesus aos infantes, às crianças. fala a respeito da necessidade de uma proposta de educação para o espírito imortal. Ele já sabia naquele momento que o espírito imortal vivia uma fase de infância do corpo físico. E desde ali então ele entendia o que hoje nós compreendemos bem, que era uma fase mais propícia para a aquisição dos valores, para a transformação, para a supressão de alguns maus pendores, por exemplo. Então, vamos imaginar que eh nós estamos prestes a reencarnar e nós estamos de posse de todas as nossas faculdades, faculdades cognitivas, faculdades sensoriais. Pelo contrário, nós até temos ampliadas algumas percepções em relação ao momento que nós estamos no corpo físico. E dali, alguns instantes, nós estaremos circunscritos a um corpinho de carne, a uma fragilidade, a uma vulnerabilidade completamente dependente de terceiros para nossa própria sobrevivência. O infante enfrenta as limitações cognitivas decorrentes da ausência de acesso às lembranças e memórias das experiências regressas pregressas, tolido no contato natural com suas tendências cristalizadas, limitado às condições de reflexão e cognição que o corpo impõe. e ainda tendo de processar informações e estímulos através de órgãos sensoriais e cérebro ainda não desenvolvidos. Então, imagina o que seria, por exemplo, se não fosse dado a esse recém-nascido a a comida, a vestimenta, a proteção, não é? O que seria de nós, por exemplo,

soriais e cérebro ainda não desenvolvidos. Então, imagina o que seria, por exemplo, se não fosse dado a esse recém-nascido a a comida, a vestimenta, a proteção, não é? O que seria de nós, por exemplo, se nós estivéssemos no momento de profunda vulnerabilidade e aqueles que estão responsáveis pelo nosso cuidado não pudesse, por exemplo, oferecer a continência, não é? O apoio que a gente precisa para nos constituirmos. Mas é esse momento de tanta vulnerabilidade e de tanta fragilidade existe, tem um porquê dele existir, né? Quando Allan Kardec pergunta a respeito disso aos espíritos, sobre a utilidade da infância, sobre o motivo pelo qual nós vivemos depois de sendo espíritos em sendo espíritos imortais. vivendo essa dicotomia dessa fragilidade, desse momento tão entregue, não é, aos nossos pais ou aos nossos responsáveis. Os espíritos falam que durante esse período, ah, nós estamos mais acessíveis às impressões que nós recebemos e que podem nos auxiliar ao nosso adiantamento. Então, nós reencarnamos para nos aperfeiçoarmos, mas é na infância, é nesse momento em que nós estamos muito mais do lado de lá do que daqui. e aos poucos esse processo da reencarnação se completa, é que nós estamos mais acessíveis a essas impressões. Então, vai ficando claro que por esse motivo a criança ela não é um adulto em miniatura, que ela tem necessidades das mais diversas e não apenas as necessidades que tocam a matéria, não é? o comer, o vestir, o dormir. Nós temos já nesta fase da vida necessidades também ah espirituais transcendentes que por conta da falta de um repertório, da falta de órgãos desenvolvidos, da falta de condições de de comunicação e de linguagem ainda não conseguem ser ditas, ainda não conseguem ser expostas, mas que de uma forma ou outra Isso vai se colocando. Por esse motivo, a criança não é, pois um adulto em miniatura, é um espírito pré-existente, reencarnado para progredir, que recebe de Deus a característica de frágil e inocente para ser alvo de amor e cuidado, e não de excessivo rigor e

is um adulto em miniatura, é um espírito pré-existente, reencarnado para progredir, que recebe de Deus a característica de frágil e inocente para ser alvo de amor e cuidado, e não de excessivo rigor e punição. Sua capacidade de reflexão, juízo de valor e livre arbítrio, serão retomados pouco a pouco na proporção do desenvolvimento dos órgãos. Então, diante dessas questões, diante dessas reflexões, é que a gente adentra propriamente no campo da mediunidade. Lembrando que para ser médium ou a mediunidade, a faculdade mediúnica, a possibilidade de nós nascermos médiuns é inequivocamente uma bênção da misericórdia divina para que a gente amplie, não é, as nossas condições de trabalho, para que a gente volte para casa, ah, com a consciência mais tranquila, mais em paz do dever cumprido, né? Mas em se referindo sobre a mediunidade na infância, eh ela por si só é uma fase de predisposição natural pro contato com o desencarnado. E nós, nesse momento, eh, pois é uma etapa de consolidação e ajustes a do espírito ao corpo físico. os elementos do mundo espiritual ainda estão muito vívidos e essa circunstância já permite que a gente tenha essa mesma essa mesma sensibilidade mais acentuada, como eu tava falando, e, portanto, mais facilidade de perceber a presença dos espíritos. Em ocorrendo algum tipo de contato mediúnico, a criança o estabelecerá nas proporções das suas próprias apetidões. Ela fará esse contato da forma em que o seu psiquismo ainda em desenvolvimento pode fornecer, pode fazer, porque as suas percepções são menos estruturadas que a nossa, que a de um adulto. Essa mediunidade, digamos, rudimentar, ela poderá ser desenvolvida ou não com o passar do tempo. Ainda é cedo na infância da gente dizer que ela, a faculdade mediúnica, faz parte da sua programação reencarnatória, não é? Então, a princípio, eh, nós a compreenderemos dessa forma. Quando Allan Kardec pergunta a respeito dos inconvenientes sobre a influência de se desenvolver a mediunidade na infância, que inconvenientes, por exemplo, haveriam de

s a compreenderemos dessa forma. Quando Allan Kardec pergunta a respeito dos inconvenientes sobre a influência de se desenvolver a mediunidade na infância, que inconvenientes, por exemplo, haveriam de se desenvolver a mediunidade na infância? Nós já conhecemos essa resposta. Os espíritos colocam que sim, que há o inconveniente em desenvolver a mediunidade na infância e sustento mesmo que seria muito perigoso. Mas, eh, parando o momento para refletir nessa fala dos espíritos, eu fiquei, eu parei para para pensar que nós deveríamos, na verdade, para compreender essa resposta, entender um pouquinho da pergunta. Eu fiquei imaginando o que seria desenvolver a mediunidade à época de Kardec. Com certeza não é a mesma, da mesma forma que nós entendemos hoje o que é desenvolver a mediunidade. A época de Kardec, por exemplo, nós não tínhamos estudos organizados, estruturados, que pudessem ah iniciar, compreender que aquilo, por exemplo, poderia se tratar de sintomas de mediunidade, de um afloramento da mediunidade ou uma eclosão. então iniciar um processo de estudo gradual paulatino, para que se compreendesse a respeito disso. A época de Kardec, a mediunidade era desenvolvida indo à atividade mediúnica. Você entrava, você participava da atividade da reunião mediúnica, digamos assim, e nela você ia descobrir se você era médium ou se você não era médium. Então, não havia uma outra forma de se compreender, de se deduzir isso. Então, aquela época nós íamos ao encontro do fenômeno, basicamente, e nós iríamos então entender, através do próprio fenômeno, não é, se nós tínhamos a faculdade mediúnica ou não. não havia exatamente ali uma manifestação, eh, digamos assim, espontânea nesse sentido, né? ela era espontânea na reunião, mas nós íamos em busca dessa dessa a manifestação. Então, eh para essas crianças, o interesse de se lançar a uma experiência dessa ordem de complexidade é compreendida como perigoso, né? era compreendida, na verdade, a altura, a época de Kardecigo e ainda assim é

ra essas crianças, o interesse de se lançar a uma experiência dessa ordem de complexidade é compreendida como perigoso, né? era compreendida, na verdade, a altura, a época de Kardecigo e ainda assim é perigoso na nossa compreensão, né? Já na pergunta número sete, que gira em torno do fato das crianças que já apresentam sintomas de mediunidade, não é? ele já responde, os espíritos respondem de uma forma diferente. Eles dizem que não, não é, que não seria, na verdade, um inconveniente, porque a faculdade ali já se manifesta de forma espontânea. E aí gera então uma dúvida pra gente, não é? Ué, então se na nossa compreensão, ao se manifestar de forma espontânea a mediunidade na infância, na criança, ela então nos habilita trazer essa criança para a iniciação, para o trabalho mediúnico. E é na oitava pergunta que os espíritos respondem que não há uma idade precisa para se trazer a a criança. E aí a gente inclui também nessa fala o jovem para o trabalho. Mas tem um adendo aí nessa resposta que eu gostaria que a gente conversasse. Isso depende inteiramente do desenvolvimento físico e mais ainda do desenvolvimento moral. E quando então a gente analisa eh sobre o prisma do desenvolvimento, o desenvolvimento físico e mental ele nunca se dará na infância. A natureza, eh, a natureza o torna, não é, o completa na adolescência. Então, será do da metade pro fim da adolescência que o desenvolvimento físico e mental ele vai se concluir, ele vai se fechar, não é? E aí ele, mas ele também fala sobre o desenvolvimento moral, né? O desenvolvimento moral, que é aquele que dá segurança e equilíbrio, ele independe da idade. Nós concordaremos com isso, que ele independe da idade, porém ele também depende da maturidade do dos órgãos físicos. Então, o desenvolvimento moral, ele também, de certa forma, está amarrado ao desenvolvimento do corpo físico. Porque antes disso, nós, ainda que vendo traços, sinais de um de um desenvolvimento ou de um amadurecimento moral, isso se completará com o desenvolvimento

amarrado ao desenvolvimento do corpo físico. Porque antes disso, nós, ainda que vendo traços, sinais de um de um desenvolvimento ou de um amadurecimento moral, isso se completará com o desenvolvimento do do jovem, com o desenvolvimento da criança, certo? Então, ainda que nessa nessa eh naquela resposta, né, na na oito, ele cite a respeito, por exemplo, da questão de uma idade específica, né? ele coloca sobre os 12 anos, mas a compreensão é de que isso vai se dar mesmo com o passar do tempo. Eh, é importante destacar que Allan Kardec teve eh o auxílio de muitos médiuns, né, de muitas médiuns, na verdade, adolescentes, muitas delas no início da adolescência. Mas eu acho que para esse pensamento é importante a gente pensar também no tempo, não é? Na fase que o espiritismo vivia aquela época. Hoje nós vivemos uma fase diferente, não é? Talvez não seja mais próprio nós pensarmos que é prudente trazer crianças ou ou jovens no início da adolescência para um trabalho que envolva uma complexidade, tanto requisitos ali como o trabalho mediúnico, certo? Quando a gente pensa então sobre a criança com a mediunidade ostensiva, nós eh entendemos que ela precisa ser observada. Nós precisamos de muito cuidado, de muita sensibilidade, entendendo que a maioria dessas percepções mediúnicas elas são anímicas, não é? Porque a criança ela vai trazer, na verdade visões, ela vai trazer lembranças, não é, das quais são portadoras do plano espiritual, lembranças de outras vidas. Então, é preciso que a gente aja com bastante naturalidade, orientando os pais. E a respeito disso, eu acho assim o nosso trabalho de fundamental importância na casa espírita, porque nós seremos uma diretriz segura para essas famílias que vão muitas vezes estar diante de problemas que são completamente desconhecidos para eles, não é? O Carlos falava a respeito de que cada vez mais no mundo de regeneração, a humanidade entrará em contato com a sua verdadeira essência, que é o ser espiritual que nós somos. Então, essa é uma forma, por

Carlos falava a respeito de que cada vez mais no mundo de regeneração, a humanidade entrará em contato com a sua verdadeira essência, que é o ser espiritual que nós somos. Então, essa é uma forma, por exemplo, de que as famílias possam entender o ser espiritual que nós todos somos, através de problemas, entre aspas, como estes, das percepções mediúnicas das crianças. Eu eu faço um trabalho no interior do estado do Amazonas e vou parar para contar esse esse caso rapidinho, que eu acho muito bonito. Eu eu recebi uma criança de 5 anos de idade que a mãe veio muito aflita, muito preocupada. E ele era uma daquelas crianças assim que chegava no ambiente e todo mundo se apaixonava por ele. Sabe aquele sedutor nato assim? Ele ia, dava bom dia para todo mundo e abraçava todo mundo e conversava com todo mundo. Ele era, ele é uma criança autista, na verdade, e ele é muito querido. E a mãe veio muito aflita conversar primeiro a respeito dos sintomas que ele possuía. Então, por conta do autismo, né, do transtorno do espectro autista, ele tinha uma certa agressividade, ele tinha muita inquietação, tinha insônia, mas no final da consulta, ela disse assim: "Poxa, eu também queria falar uma coisa que tá me preocupando muito". Ele fala sobre algumas no caso lembranças, não é? Ele faz algumas falas que eu fico muito confusa. Ele diz assim: "Quando eu era grande, eh, eu saía com os meus amigos para pegar as coisas das pessoas. Então, a gente passava de moto, eu andava de moto com ele e a gente fazia isso. E teve um dia que não deu certo e eu caí. E eu fui até Jesus. E aí depois Jesus me tornou pequeno de novo. Eu entrei na tua barriga falando pra mãe dele, não é? E eu tô aqui. E aí ela diz assim: "Eh, eu não, eu não consigo entender o que ele fala porque ele nunca andou de moto com estranhos, né?" Eh, então esse é um caso muito pitoresco que fala a respeito dessas manifestações muito espontâneas das crianças e são tão naturais, são tão fazem tão parte, não é, de quem elas são que elas saem naturalmente,

esse é um caso muito pitoresco que fala a respeito dessas manifestações muito espontâneas das crianças e são tão naturais, são tão fazem tão parte, não é, de quem elas são que elas saem naturalmente, elas são ditas naturalmente, sem nenhum abalo para eles. Pelo contrário, quem quem ficam abalados são os adultos tentando compreender, não é, de onde aquilo vem e o que que aquilo significa. Por isso, a importância de nós termos essa atenção para sabermos bem orientar os pais, não é? No final das contas, são eles que vão conduzir esses processos e nós vamos dar esse suporte, essa ajuda de assistência espiritual e inclusive de outras modalidades que a terapêutica espírita nos nos eh permite, né? Então, é importante que a gente entenda que a maioria dos casos de mediunidade que surgem antes da adolescência são casos como estes, não é? e que no máximo o que a gente pode considerar são transes ditos inspirativos leves, algumas aproximações que naturalmente vão fazer as crianças falarem alguma coisa que a gente pode dizer: "Epa, quem é que tá falando aí?" Não é? Será que é será que é você mesmo ou será que é alguém? Mas são coisas muito sutis, muito imperceptíveis, né? Então, é importante que a gente pense no sentido eh de observar para compreender a intensidade a natureza dos sintomas, não é? E para isso nós temos que ter esse olhar sensível. A gente tem que estar junto da criança. Lembra que nós falávamos sobre as experiências espirituais positivas ou não patológicas? Aqui elas também se revestem dos mesmos das mesmas características, não é? Então, não vai comprometer a funcionalidade da criança, ela vai continuar brincando, participando das atividades, frequentando a escola e nada disso vai perturbar a ordem das coisas, certo? Já no caso então o amigo imaginário é também uma coisa muito discutida quando a gente fala sobre a mediunidade na infância, né? Eh, nós sempre falamos a respeito da importância de nós também encararmos isso com muita naturalidade, de nós pararmos para observar o conteúdo

quando a gente fala sobre a mediunidade na infância, né? Eh, nós sempre falamos a respeito da importância de nós também encararmos isso com muita naturalidade, de nós pararmos para observar o conteúdo do que é trazido pela criança. Se normalmente forem conteúdos mais simples, mais poeris, nós podemos estar diante de um produto da imaginação. Mas se os diálogos forem mais complexos, se as informações forem estejam revestidas de, sabe, de mais importância, de mais detalhes, é preciso também que a gente comece a pensar que esse amigo imaginário não é tão imaginário assim, não é? Ele pode ser um contato mediúnico, um parente desencarnado que vem conviver com o seu neto, com o seu bisneto, não é? a gente pode pensar nesses termos. Eh, e também é importante, eh, sempre tá observando o que a criança consome em termos de desenhos, em termos de leituras, porque isso também pode fazer parte desse arsenal, né, dessa desse conteúdo imaginativo que vai revestindo que o que a criança traz. Quando nós falamos a respeito de alterações do sono, não é? Ah, sintomas como agressividade, inquietação, insônia, o próprio terror noturno, sintomas físicos, daí então a gente está falando de algo que é mais complexo. Nós podemos estar diante, então, de um quadro obsessivo na infância. É importante também a gente entender que os transes profundos são raros na infância, não é? Eles praticamente não acontecem, não devem acontecer na infância e quase sempre eles estão envolvidos com influências espirituais negativas, não é? com inimigos espirituais daquele espírito recém reencarnado. Tem uma coisa também legal para se falar sobre isso, é que a os sintomas psicóticos que nós discutimos na sexta-feira, eles praticamente não existem na fase da infância. Então, a esquizofrenia, por exemplo, que é o transtorno psicótico mais conhecido e emblemático da psiquiatria, ele tem como a sua idade média de início a partir dos 15 anos de idade pro homem e 25 anos de idade pra mulher. Então, os os meninos, os os adolescentes é que vão

nhecido e emblemático da psiquiatria, ele tem como a sua idade média de início a partir dos 15 anos de idade pro homem e 25 anos de idade pra mulher. Então, os os meninos, os os adolescentes é que vão eh a média, né, é que vão apresentar já na adolescência sintomas como as alucinações e os delírios. Então, muito raramente eles estão presentes na infância e quando estão geram também uma preocupação da gente considerar diferenciar esses sintomas de transtornos mentais. Eu tenho um outro caso também interessante sobre sobre isso para falar, é que foi encaminhado pra gente uma criança de 8 anos de de idade do interior do Amazonas. E ela começou, ela abriu um quadro, eh, ela morava na frente da escola que ela frequentava e ela em casa, ela estudava à tarde e de manhã ela começou a ficar irritada. E a mãe, ela morava com a mãe, os pais eram separados. Ela começou a perceber aquela mudança de comportamento na filha e ela começou a perguntar o que que estava acontecendo. E a criança respondeu que estavam falando mal dela na escola. Ela estava ouvindo da de casa do outro lado da rua, que ela estava sendo criticada pelas outras crianças. E a mãe então num primeiro momento disse: "Como que isso é possível?" Porque a única coisa que dava para ouvir o burburinho das crianças brincando ali nos períodos de intervalo ou das salas de aula. E ela então a partir daí foi demonstrando outros sintomas como as alucinações. Mas mesmo nesse caso, onde a gente compreendia que aquilo se tratava de um transtorno mental, numa das consultas, a avó que trouxe a criança do interior, ela disse assim: "Eu não sei se o senhor acredita, mas eu queria muito eh falar uma coisa que aconteceu comigo e com a minha neta. num dia à tarde, eu sempre costumo fazer tudo que eu preciso em casa até a hora do almoço. E à tarde eu tirei um cochilo. E nesse dia eu tive um pesadelo. Eu sonhei que uma cobra muito grande entrava em casa e perseguia a minha neta e tomava a minha neta. E eu falei: "Sim, compreendi? Mas o que

tarde eu tirei um cochilo. E nesse dia eu tive um pesadelo. Eu sonhei que uma cobra muito grande entrava em casa e perseguia a minha neta e tomava a minha neta. E eu falei: "Sim, compreendi? Mas o que que a senhora quer quer saber sobre isso? Ela disse assim: "Eu fiquei muito impressionada porque depois que eu acordei, ela veio ao meu encontro correndo me abraçar e disse assim: "Vó, não deixa essa cobra me pegar". E ela então assim ficou estarrecida sem saber o que responder pra neta, não é? Então, percebam que mesmo diante de um quadro tão sugestivo de transtorno mental, o que que nós temos? Uma influência obsessiva, uma influência espiritual. Eh, nós de, eu, eu volto a repetir isso para que a gente leve isso pros nossos lares, paraas nossas casas, paraas nossas federativas. Eh, até que se prove o contrário, eles precisam, esses casos, provar pra gente que só é uma causa daquilo que tá acontecendo, que aquilo que tá se passando só tem uma causa, seja ela orgânica ou espiritual, porque quase sempre nós estamos diante de algo que é multifatorial. E nós não poderíamos entender de uma outra forma, baseados naquilo que o espiritismo nos traz. Ah, a o adoecimento mental, ele vai produzir uma fragilidade, uma vulnerabilidade daquele sistema. E ainda que sejam oportunistas, essas influências espirituais, elas vão existir. Nós sabemos que espíritos em tão terridade sofrendo de um transtorno mental complexo como esse, eles têm uma carga ah cármica, não é? Um comprometimento grave. E naturalmente esse comprometimento grave se traduz em experiências de inimizades espirituais, não é? De comprometimentos com as leis divinas e o prejuízo na vida de tantas pessoas, de tantos espíritos que ainda desencarnados conseguem acessá-los e fazer com que eles sofram, não é? Ameaçá-los, enfim. Então, esse é um caso super interessante sobre eh a questão obsessiva, né, que envolve a infância. Os sintomas ansiosos na infância são os mais comuns. Se a gente então pudesse ter um ranking de quais os transtornos mentais mais

interessante sobre eh a questão obsessiva, né, que envolve a infância. Os sintomas ansiosos na infância são os mais comuns. Se a gente então pudesse ter um ranking de quais os transtornos mentais mais comuns na infância são os transtornos ansiosos. Então, nós não podemos, eh, tomando por base apenas os sintomas ansiosos, entender ou supor que aquilo se trata de alguma influência espiritual, tá? É importante que isso seja dito. Lembrando que a terapêutica espírita que a terapêutica espírita que a terapêutica espírita. Lembrando que a terapêutica espírita está à nossa disposição e no caso da infância, não é? A gente acrescenta a evangelização infanto juvenil e mais uma vez o suporte a essas famílias que necessitam de uma diretriz segura, de uma diretriz sadia para que conduzam os seus filhos, não é? Então, é a terapêutica espírita nesses casos, ela é elas são ela é essencial para fazer cessar esses estados mediúnicos indesejáveis, tá? Nós separamos aqui, ô, perdão, só um, tá? Pode passar. Nós separamos aqui uma coisa interessante que eu gostaria de ler com vocês. Eu vou pegar daqui para não ficar virado. Quando nós falamos sobre o exercício da mediunidade nessa faixa etária, nós e elencamos alguns aspectos importantes que nós precisamos ter e fizemos alguns comparativos com a infância, né? Então, o conhecimento teórico, nós sabemos que nós precisamos de um conhecimento teórico, de uma solidez doutrinária, de um embasamento para que nós possamos exercer a mediunidade a contento, não é? Então, o praticante deve ter estudo prévio e a condição da criança, como é que isso se daria? Então, ela não tem base cognitiva para compreender o fenômeno. Concordam? A necessidade do recolhimento requer treinamento e educação para obter-se o recolhimento. A condição infantil não enseja uma concentração prolongada. as crianças rapidamente se entediam, não é, e vão buscar outras atividades e outras atividades. Quando quando nós falamos sobre o aspecto da renúncia, então para nós cabe ao médium a

ração prolongada. as crianças rapidamente se entediam, não é, e vão buscar outras atividades e outras atividades. Quando quando nós falamos sobre o aspecto da renúncia, então para nós cabe ao médium a dedicação disciplinada ao estudo e à atividades da prática harmoniosamente com a vida cotidiana, ensejando renúncia de tempo para o lazer. E sobre a criança, ela precisa de tempo para brincar. Ela precisa de tempo para compartilhar da companhia de outras crianças e ela também precisa descansar. Lembrando que nós eh a criança apreende o mundo real, concreto a partir do lúdico. Então, como que ela conseguiria atender a esses requisitos no tocante à prática mediúnica, né? Vamos pro próximo. Acesso às lembranças de memórias anteriores. A criança nenhum acesso às lembranças de memórias do passado tem, pois os processos de cognição eles refletem ainda que eles se encontram em repouso, né? Então não há senão espontaneamente essas lembranças, né? A sensibilidade para perceber o mundo extracorpóreo. Na criança, ele se apresenta como uma predisposição natural, como nós conversamos, com maior capacidade de perceber essas presenças pelo pela própria condição que ela possui de ajuste ainda desse perespírito ao corpo físico. Enquanto que nós eh já estamos sob a necessidade de uma conduta moral elevada para nos mantermos em sintonia com os bons espíritos. E a capacidade de reflexão de juízo de valor e de livre arbítrio devem ser praticadas por nós adultos de forma consciente e responsável. E pelas crianças, elas estão limitadas pela condição de que a reflexão e a cognição não estão ainda a pleno vapor, não é? E isso é o corpo imaturo necessitado de desenvolvimento físico e mental que impõe. Então, esses quadros são interessantes para que a gente possa fazer esses paralelos, não é? admitindo, compreendendo que existe, não é, se na programação da criança a necessidade do envolvimento com a mediunidade, o momento chegará apropriado para tal, né? Aqui algumas orientações práticas, então

indo, compreendendo que existe, não é, se na programação da criança a necessidade do envolvimento com a mediunidade, o momento chegará apropriado para tal, né? Aqui algumas orientações práticas, então que na infância eh nós devemos priorizar o evangelho no lar, o diálogo esclarecedor, não é? a orientação, a vivência, a oração, evitando qualquer prática forçada e trabalhando sempre com muita naturalidade. Já na juventude, o estudo doutrinário, o preparo consciente para o exercício responsável, ele já pode então se pôr, né, se colocar há riscos e cuidados, como no item 22, Allan Kardec bem nos relembra. Então, os riscos eles também são pontos importantes para que a gente lembre, não é, da importância desse cuidado e da indicação, não é, daquele jovem, no caso, ao trabalho mediúnico, a influência de espíritos zombeteiros, as perturbações mentais e os cuidados que a gente também precisa ter. Pode passar. E já nos encaminhando pro finalzinho da nossa da nossa fala de hoje, dadas as peculiaridades da tarefa, não se aconselha seja desempenhada por crianças ou jovens de pouca idade, os quais, via de regra, não estão física ou psiquicamente preparados para o desempenho do mistério. Demais, a simples constatação de que a criança apresenta sensibilidade mais aguçada não significa, por si só, que na vida adulta tal aptidão continuará ostentando a pujança necessária para caracterizar seu portador como um médium, como um médium ostensivo, tá? E vale então uma reflexão eh não apenas para nós na condição na condição de responsáveis pelas crianças e pelos jovens, mas também no papel de espíritas, né, no papel de lideranças espíritas condutoras, não é, eh, dos processos que envolvem a área da mediunidade. Eh, o que nós devemos assegurar a um ser que é imortal, mas provisoriamente encontra-se experienciando a fase da infância e da juventude? Então, o ser frágil e o espírito imortal são duas dimensões que coexistem nesse momento e que reclamam a nossa assistência. Então, nós devemos investir

xperienciando a fase da infância e da juventude? Então, o ser frágil e o espírito imortal são duas dimensões que coexistem nesse momento e que reclamam a nossa assistência. Então, nós devemos investir na formação do homem de bem. Isso é preponderante no nosso trabalho para que de futuro, caso seja revelada a aptidão mediúnica, caso ela se apresente de forma ostensiva, tenha o adulto segurança e equilíbrio para lidar com a mediunidade. É essencial ensinar a criança e o jovem que mais importante não é ser médium, mas saber vivenciar todos os dias a mediunidade com Jesus. Muito obrigado, gente. Amen. [aplausos]

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