A literatura espírita e a educação dos sentimentos | Maria Elisabeth Barbieri | 13º Congresso RS
O livro é o pão da vida. Ele muda realidades. Com emoção e profundo amor pelos livros, Maria Elisabeth Barbieri (RS) abordou o tema “A literatura espírita e a educação dos sentimentos”. Beth convidou o público a uma viagem no tempo, voltando 94 anos, ao Rio de Janeiro de 1931, quando o tenente Michelena e o poeta Manuel Quintão, ambos trabalhadores da FEB, receberam uma cartinha escrita por um jovem mineiro que psicografava versos de poetas portugueses desencarnados. O remetente? Chico Xavier. Um ano depois, nascia o primeiro livro: “Parnaso de Além-Túmulo”, marco inicial da literatura espírita e da editora da FEB — o início de uma trajetória luminosa de livros que continuam a educar corações. Beth prestou uma bela homenagem à Fergs Editora, com seus mais de 250 títulos publicados, herdeira desse legado. Citou obras de Emmanuel, André Luiz e tantos outros, destacando a nobreza da linguagem e a força poética das páginas que fertilizam as almas. Beth enfatizou que a literatura espírita é transgressora dos princípios corroídos pelo materialismo, e nos convida à adoção de novos e melhores hábitos. Falou também sobre a importância da pesquisa, da sustentabilidade e da valorização do livro espírita — que segue iluminando consciências e educando sentimentos. Encerrando, fez um chamado afetuoso: “Vamos amar a nossa literatura espírita. Cada leitor é um divulgador do Espiritismo.” #13CongressoEspiritaRS #DoutrinaEspirita #Espiritismo #FergsPlay
Amigos, irmãos, amigas, irmãs, recebam o carinho do nosso coração e a gratidão à coordenação desse evento, aos nossos voluntários e a todos vocês por permitirem este momento, esses instantes de convivência, de reflexões e sobretudo quero agradecer pelo tema que nos é oportunidade, o livro espírita a literatura espírita, que é um dos grandes amores da nossa vida. E para iniciarmos este momento, vamos voltar no tempo, uns 94 anos. para lembrarmos de uma tarde na cidade do Rio de Janeiro. Essa história ela envolve duas almas de escol. Uma delas, a época 1931, um jovem tenente do exército brasileiro cursando engenharia militar no Rio, o tenente Roberto Pedro Michelena. E o outro, um homem que já havia presidido a Federação Espírita Brasileira e que à época era seu vice-presidente, Manuel Quintão. Amigos, conheceram-se e desenvolveram uma grande amizade. Almoçavam perto da hoje sede histórica da Federação Espírita Brasileira, tomavam um cafezinho e rumavam para as atividades voluntárias na casa do Espiritismo. Manuel Quentão, receitista, médium receitista, recolhia na recepção, quando chegava as os pedidos de receita que ele ia analisando e um a um ia despachando aqueles pedidos. E Roberto encarregava-se de analisar a correspondência que chegava encaminhar para os setores competentes ali da FEB. Uma certa tarde nos descreve ele no livro Presença de Chico Xavier de Elias Barbosa, que um envelope muito volumoso havia chegado na recepção. Ele abriu para ver do que se tratava, para que encaminhar. E ali havia uma cartinha escrita de próprio punho por um jovem que dizia que fazia os seus versinhos para o gasto, mas que ultimamente estava recebendo nas reuniões mediúnicas da qual fazia parte alguns versos de fôlego que ele sabia não serem seus e que então encaminhava ao também poeta, filólogo, autodidata Manuel Quintão, para que ele examinasse. Porque se verdadeiramente se confirmasse que aqueles eram os poetas portugueses e os poetas brasileiros que assim assinavam, estaria também daquela forma
idata Manuel Quintão, para que ele examinasse. Porque se verdadeiramente se confirmasse que aqueles eram os poetas portugueses e os poetas brasileiros que assim assinavam, estaria também daquela forma comprovada a imortalidade da alma. Michelena descreve que entregou aquelas páginas encimadas por aquela carta na qual a assinatura ao final era Chico Xavier. entregou a Manuel Quintão. E Manuel Quentinão começou a ler, leu o primeiro, leu o segundo poema e foi tomado de um entusiasmo e passou a ler em voz alta e percorrer as dependências da FEB, recitando aquelas poesias para aqueles que ali estavam. Depois de ler, analisar, escreveu ao Chico, dizendo: "Mande todos os poemas que tiveres". E um ano depois, a Federação Espírita Brasileira publicava >> Parnaso de Alentúmulo. Roberto, que desencarnou poucos meses antes de completar 100 anos em 2001. presidiu na década de 40, de 1941 a 1947, a nossa Federação Espírita do Rio Grande do Sul. presidiu também aqui em Porto Alegre a Sociedade Espírita Allan Kardec, a cruzada dos militares espíritas e foi voluntário do Instituto Espírita Amigo Germano. Quando eu li e já li muitas vezes esta narrativa, eu fiquei pensando por razões Roberto foi a testemunha ocular. Ele estava presente, testemunhou aquele que foi o primeiro ato da implantação na terra deste programa monumental que é a divulgação do livro espírita através da maior editora que nós temos. que é a editora da Federação Espírita Brasileira, porque o Parnas foi o primeiro sucesso editorial da FEB. Podemos dizer que naquela tarde nascia ali a editora FEB. Talvez seja por isso, Antônio, que a nossa Federação Espírita do Rio Grande do Sul tenha seguido os mesmos passos. Porque hoje a nossa pequena gigante editora Ferges tem no seu catálogo 250 títulos publicados. Então, a literatura, a literatura espírita é uma literatura sugêneres, porque ela é composta de textos literários que tem uma mescla muito nobre. A literaridade, as características da nossa literatura espírita transita por um terreno que se compõe
a literatura sugêneres, porque ela é composta de textos literários que tem uma mescla muito nobre. A literaridade, as características da nossa literatura espírita transita por um terreno que se compõe da profundidade dos princípios desta doutrina redentora, a qual ela divulga, difunde. Ela tem nobreza de linguagem. A nossa literatura espírita, ela usa, ela tem uma característica muito própria, que é utilizar as figuras de linguagem com uma beleza ímpar. Quem não lembra desta obra? E quem não recorda daquele diálogo da pequena Alciion com o padre Damiano no velho adro de Espanha, perguntando a ele quando levantava os olhinhos para o céu e dizia: "Padre, quem terá feito as nuvens? que parecem flores grandes e pesadas e que nunca caem ao chão. E o velho sacerdote respondia: Deus, minha filha, como se no coração daquele ser pequenino não devesse existir o esquecimento das coisas simples. E ela voltava a perguntar: "E as pedras, padre? Quem criou as pedras que seguram o chão?" Então, nós vamos relendo estas obras clássicas da nossa doutrina espírita e vamos percebendo que na simplicidade das metáforas, das metonímias e de tantas outras figuras de linguagem, o conhecimento profundo dos princípios espírit espíritas, vai fertilizando o solo das nossas almas, dos nossos corações. é tão rica a nossa literatura que ela vai nos permitindo fazer conexões com as vivências que temos, com os conhecimentos de outras áreas que pouco a pouco também vão nos ensinando a aprofundar a sonda do conhecimento dessas lições. atemporais do espiritismo. Esta obra Cauã e os sábios, eu a trago aqui porque é uma obra da nossa editora, uma das mais belas que eu já tive oportunidade de revisar, preparar o texto e ler. Essa obra tem como autor um jovem, o nosso querido Yuri Bandeira narra a história de Cauã, de um jovem naquela fase do vestibular, com muitas lutas, a mediunidade, a incompreensão da mãe, a orfandade do pai, a falta de recursos para estudar e prestar um vestibular. E este jovem vai fazendo
de um jovem naquela fase do vestibular, com muitas lutas, a mediunidade, a incompreensão da mãe, a orfandade do pai, a falta de recursos para estudar e prestar um vestibular. E este jovem vai fazendo a sua viagem no terreno do conhecimento em companhia dos grandes filósofos do passado, Anaximandro, Sócrates, Platão, e vai fazendo o diálogo com os conhecimentos, os princípios da nossa doutrina. espírita. É uma obra de escrita criativa fantástica. foi feita para os jovens, mas acordou o jovem que existe em mim e acho que acorda que existe em vocês. Os capítulos mais belos desta obra é a viagem de Cauan com Anaximandro aos anéis de Saturno. essas figuras de linguagem, essa forma de trazer o conhecimento, é algo que a nossa doutrina espírita faculta, porque todo o o escritor espírita é no mínimo um inspirado. E o Jacobson nos dizia, já nascemos médiuns. Muito bem. Quando nos dedicamos à divulgação do espiritismo através do livro, isto nos faz efetivamente aqueles que trazem ao mundo, que trazem para a atualidade, que semeiam nos corações essas intuições ricas, essas inspirações belíssimas, como nós podemos ver nesta obra. E meus amigos, Michelena naquele dia em que ouviu Manuel Quintão recitar os poemas que iam compor aquela primeira edição do Parnas de Electundo, disse que nasceu ali o seu amor pela poesia. Tanto que a partir daquele momento ele passou a encerrar todas as suas palestras com alguma poesia. E algumas décadas depois, Médium acordou numa manhã com aquela voz que lhe dizia: "Tu precisas escrever poesias". e ele passou a escrever, publicar nos jornais de grande circulação da nossa capital. E é uma obra que também foi publicada na década de 70 e que existe alguns raros exemplares por aí. Eu ganhei um deles, ainda autografado pelo próprio Roberto para esse amigo que disse: "Bom, vou passar adiante porque acho que preciso". Credo da pátria do evangelho, foi eh editada na gráfica do Instituto Espírita Amigo Germano. Então, Roberto tornou-se um poeta e foi ele que nos convidou
, vou passar adiante porque acho que preciso". Credo da pátria do evangelho, foi eh editada na gráfica do Instituto Espírita Amigo Germano. Então, Roberto tornou-se um poeta e foi ele que nos convidou a transformarmos em poesia os capítulos do livro Os mensageiros do nosso querido Chico. essa obra tão atual, tão necessária para os nossos dias. Em dois volumes, há 51 poemas de vários estilos inspirados, intuídos pelo nosso querido Roberto Michelena. Esta é a literatura espírita. E nessas duas obras fica o nosso peito de gratidão a esse espírito Michelena que tem nos dito seguidamente: "É preciso ler poesia porque a poesia adossa a alma. A poesia nos faz ver o mundo de uma forma musical. terna, doce, principalmente para você, diz ele, que é guerreira, né? A nossa gênese do Rio Grande do Sul é bem guerreira, assim, então a gente vai se adoçando, se tornando mais terno, se tornando mais afável. E assim, meus amigos, esta função poética também muitas vezes nos nos faz tratar de temas sérios, temas muito sérios através da poesia. Quem não lembra das quadrinhas psicografadas pelo Chico Cimir Cunha, Cornélio Pires, tem uma que eu vou ler para vocês e vou dizer que eu eu troquei para não dar problema. pedi assim a a compreensão do Cornélio Pires, porque ela fala de adultério, mas como a época era a época, né, ela é dirigida à mulher adúltera. E, então eu fiz uma pequena troca e ela ficou assim: "Amigos, tomem cuidado porque eu os vejo onde andam." Beijo de alguém casado é beijo de contrabando, mas não é uma riqueza. a gente ouviu uma coisa séria com este humor todo. Pois então, a poesia nos proporciona isso, mas a nossa literatura espírita, ela também tem um conteúdo eminentemente educativo. Agora aqui eu fico meio complicado assim, porque já passaram educadores por aqui, né? A Sandrinha, estamos com Vinícius aí. Mas educandoos somos todos nós. E ouvia a Eulália, o Alessandro, o Jacobson, a Sandra, trazendo essa perspectiva das nossas dores, dos desafios que nós enfrentamos.
Sandrinha, estamos com Vinícius aí. Mas educandoos somos todos nós. E ouvia a Eulália, o Alessandro, o Jacobson, a Sandra, trazendo essa perspectiva das nossas dores, dos desafios que nós enfrentamos. E tudo isto nós vamos percebendo a necessidade que temos de trabalhar esta arte de formar o caráter que é a educação. E a literatura espírita é esta literatura que requer esse letramento. Basta nós lermos um livro no sentido de decodificarmos aquilo que está escrito, mas nós precisamos compreender, analisar, comparar, extrair do texto as aplicações para a vida. É, é um trabalho que o livro espírita vai nos proporcionando na Emanuel, nesta mensagem que se intitula instrução, que está no livro Pensamento e Vida, também já citado aqui hoje, olha aquela mensagem que começa dizendo que duas As asas levarão homem a Deus, um bom amor, outra sabedoria. Nós vamos extrair daí este parágrafo que diz: "O livro representa um vigorã de força atrativa, plasmando as emoções e concepções de que nascem os grandes movimentos da humanidade em todos os setores da religião, da ciência, da opinião e da técnica do pensamento e do trabalho. É verdade. O movimento espírita, a doutrina espírita nasce de um livro de mais um livro, de muitos livros. Então, esse íã de força atrativa para plasmar as nossas emoções, as nossas concepções. Olha o olhar que Emanuel nos faz lançar, nos desafia a lançar sobre o livro. Por esse dinamo de energia criadora, continua ele, encontramos os mais adiantados serviços de telementação, porquanto há imensas distâncias, no espaço e no tempo incorporamos as ideias dos espíritos superiores que passaram por nós há séculos. a necessidade que nós temos de cuidarmos da nossa sintonia com quem nós estamos estabelecendo comunhão de pensamentos. O que estamos pensando? O que estamos captando? Porque é isso que o escritor vai colocar no livro. É isto que o leitor vai recolher. É esta telementação, é esse processo de influência saudável, educativo, que nós precisamos estabelecer
os captando? Porque é isso que o escritor vai colocar no livro. É isto que o leitor vai recolher. É esta telementação, é esse processo de influência saudável, educativo, que nós precisamos estabelecer a partir dos nossos esforços como trabalhadores, voluntários, espíritas, para que isso atinja o mundo. Quando nós lemos no prefácio do céu e inferno, que Allan Kardec diz assim: "As novas ideias só frutificam quando a terra está preparada para recebê-la. Ora, por terra preparada não se deve entender algumas inteligências precoces que apenas dariam frutos isolados, mas um certo conjunto na predisposição geral, a fim de que não só dê frutos mais abundantes. Está nos chamando ao trabalho de equipe. Este projeto que se inicia lá com o apostolado de Chico Xavier, continua com o apostolado de Edivaldo Pereira Franco, de dona Ivone do Amaral Pereira, com apostolado de todos os escritores espíritas, muitos aqui presentes, com a sua contribuição. precisa do apoio, do amparo da grey espírita, das lideranças, dos trabalhadores. Hoje pela manhã, quando fazíamos uma um bate-papo na sala ali no estúdio, nós dizíamos, pedíamos, rogávamos, dirijam-se à livraria, falem com os autores. Não é uma questão de adquirir o livro, meus amigos. É uma questão de amparar o esforço de divulgação da doutrina espírita através do livro. Quando falando sobre a caridade, indagam aos espíritos na questão 889, não há homens que se vêm condenados a mendigar por culpa sua? E eles respondem, Vicente de Paulo, sem dúvida. Mas se uma boa educação moral lhes houver ensinado a praticar a lei de Deus, não teriam caído nos excessos causadores da sua perdição. Disso sobretudo é que depende a melhoria do vosso planeta. E ele não está falando somente na caridade material, mas sobretudo na caridade moral que o livro espírita proporciona. Porque a partir da leitura desta literatura altamente transgressora, que é a literatura espírita é transgressora? Sim, ela é transgressora da normose. Ela é transgressora dos princípios
a proporciona. Porque a partir da leitura desta literatura altamente transgressora, que é a literatura espírita é transgressora? Sim, ela é transgressora da normose. Ela é transgressora dos princípios minados pelo materialismo. Ela desacomoda, ela desconforta, porque ela nos conclama a adoção de novos hábitos. para que não venhamos a cair na mendicância moral, para que não vivamos perplexos, para que não vivamos angustiados, como diz Paulo aos Coríntios. Porque muitas vezes nós estamos diante dessas situações que ocorrem no dia a dia, os crimes, os vícios, a corrupção. E nos perguntamos: "Mas o que é isto? Por que isto?" Porque na verdade nós ainda não fizemos o letramento necessário. Nós ainda não aprendemos a retirar da obra. a identificação daquilo que nós precisamos aplicar na nossa vida de relação. Nós ainda não estabelecemos paradigmas adequados a nos tornarmos os cocriadores de um mundo melhor. diz dizse diz o a nossa doutrina espírita que a inteligência é rica de méritos para o futuro. E o que vai trazer esses méritos à inteligência, senão esta literatura transgressora do mesmismo da zona de conforto, das viciações inferiores. Então, amigos, agora vamos conversar de perto. Eu diria olho no olho, não posso vê-los daqui. Mas sintam-se. Sintam a proximidade desse diálogo, sem nenhuma imposição, mas é como se estivéssemos numa roda de chimarrão. falando tete a tete, face a face. Vamos falar sobre o leitor espírita. Vou fazer-lhes uma pergunta. Quem aqui leu um livro inteiro nos últimos três meses? Levante a mão, por favor. E que maravilha. Quem leu dois? Ah, não vou abusar de vocês, né? Mas até nisto o nosso projeto, o nosso programa da espiritualidade já está bafejado pelas brisas do mundo de regeneração. Porque a última pesquisa sobre livros, não sobre livre espírita, sobre livros, publicada em 2024, Retratos da Leitura do Brasil, é a sexta edição. é uma pesquisa feita pelo Instituto Próivro, que é uma uma associação privada que tem por objetivo a difusão, a divulgação da
ivros, publicada em 2024, Retratos da Leitura do Brasil, é a sexta edição. é uma pesquisa feita pelo Instituto Próivro, que é uma uma associação privada que tem por objetivo a difusão, a divulgação da leitura no Brasil. Ela traz um dado que aflige, que é esse aí, pela primeira vez, pela primeira vez. Nas seis edições, nós temos uma informação que o número de não leitores é menor do que o número de leitores. Isso é muito triste. É muito triste, porque nós sempre superamos o número de eleitores, mais de 50%. 2024 traz um dado que aflige. Eh, sobre o livro espírita nós pesquisamos muito pouco. Nós não conhecemos a nossa realidade sobre o livro espírita. Não há pesquisa organizada. A última que encontramos foi essa divulgada em 2019, feita por duas professoras da UnB. Uma pesquisa de largo espectro porque ela enviou mais de 15.000 questionários. Então é uma amostra considerável e nós fizemos uma pequena comparação entre a sexta edição da Retratos e a edição única de 2019 desta pesquisa intitulada Quem lê Livros Espíritos. É majoritário o número de eleitores espíritas que têm nível superior. E na pesquisa retratos também isso se comprova, se confirma. As mulheres leem mais do que os homens, embora isso na pesquisa retratos esteja diminuindo, aproximando-se, mas o público feminino ainda é o maior público de eleitoras. A faixa etária, tanto na Retratos mostra essa faixa entre 30 a 69 anos e no público espírita 41 a 60. a renda familiar dos leitores majoritariamente acima dos cinco salários mínimos. Isso também se comprova na pesquisa com relação aos aos espíritas. E a etnia, apenas a pesquisa sobre livros espíritas traz que majoritariamente os leitores espíritas são da etnia branca. Muito bem. Mais alguns dados assim, o no retratos da leitura, nós vamos encontrar a lista dos livros mais lidos. A Bíblia, como sempre, em todas as edições, é o livro mais lido no Brasil. Depois vem os contos, os romances, os livros religiosos como um todo, a poesia, os livros didáticos e os infantis. Nesta ordem.
Bíblia, como sempre, em todas as edições, é o livro mais lido no Brasil. Depois vem os contos, os romances, os livros religiosos como um todo, a poesia, os livros didáticos e os infantis. Nesta ordem. Alguns escritores espíritas que aparecem na edição do Retratos da Leitura, Alan Kardec, Chico Xavier e a Zíbia Gaspareto. É muito lembrada. Eh, o formato do livro do último livro lido, retratos da leitura em papel 83%, digital 16. A pesquisa sobre leitores espíritas, ela não faz essa diferenciação, mas ela coloca que os espíritas, 93% leem livro de papel. E quando perguntados na pesquisa retratos da leitura no Brasil, que formato você prefere ler? 57 prefere ler em papel, 22 digital e tanto faz 21%. Por que que eu estou trazendo isso? Porque eu queria saber quem é o nosso leitor espírita. A, na cadeia do livro, esta foto que eu printei aí é daquele material que nós utilizamos, que a nossa área do livro estuda, que os nossos centros espíritas fazem treinamento, que é o livro espírita e a sustentabilidade do movimento espírita. E aí tem a cadeia do livro. E eu fiquei olhando essa figura do leitor e fiquei pensando, nossa, é assim que a gente vê o nosso leitor. A gente não sabe o rosto dele, ele é alguma coisa quase abstrata ali, né? E mas isso reflete o nosso entendimento. Eu fiz parte da comissão que elaborou esse documento, né? Ele já é hum já tem alguns anos. E eu fiquei vendo o leitor só tem comunicação com as plataformas digitais. Vocês estão vendo as setas aí e com os livreiros, mas ele só tem comunicação e tá bem escrito ali para acessar as obras. Nós não temos nenhum mecanismo de escuta do nosso leitor. A gente não sabe do que ele gosta. A gente não sabe o que ele precisa. Precisamos pensar nisso, porque Allan Kardec quando publica o primeiro primeiro tomo da revista espírita, ele coloca ali toda a metodologia pra gente fazer publicações e nós não estamos atentando para isso. Ele diz que o exame raciocinado dos fatos e das consequências delas decorrentes é pois
ta espírita, ele coloca ali toda a metodologia pra gente fazer publicações e nós não estamos atentando para isso. Ele diz que o exame raciocinado dos fatos e das consequências delas decorrentes é pois um complemento sem o qual a nossa publicação seria de mediocrire utilidade e apenas ofereceram interesse secundário a quem reflete, quer dar-se conta do que vê. Contudo, diz ele, como o nosso objetivo é chegar à verdade, acolheremos todas as observações que nos forem dirigidas. E tanto quanto permitir o estado dos conhecimentos adquiridos, procuraremos resolver as dúvidas, esclarecer os pontos ainda obscuros. Nossa revista será, portanto, uma tribuna qual, entretanto, a discussão jamais deverá se afastar das normas das mais estritas conveniências. Numa palavra discutiremos, mas não disputaremos. As inconveniências de linguagem jamais foram boas razões aos olhos da gente sensata. e a arma daqueles que não possuem algo melhor e que se volta contra quem a maneja. Ou seja, nós precisamos aprender a conversar, a dar retorno. Não gostei do teu livro, Bet. OK, eu tenho que acolher. O meu leitor tem o direito de me dizer isso, mas ele precisa me dizer por quê? Porque às vezes o argumento dele é algo que me enriquece. Às vezes é um pedido de socorro. Escreva sobre isto. As editoras espíritas não encomendam obras paraos seus autores. Por quê? Porque a gente não sabe o que que o público quer ler. A gente supõe, é diferente. E às vezes quando a gente recebe, porque há leitores bons, né, Janete? e que te mandam devolutiva. Mas não é a devolutiva do ai que livro lindo, que maravilhoso. Não é essa a devolutiva que me faz crescer. A que me faz faz crescer é, olha, eu acho que esse livro tem algum problema aqui. Vamos conversar sobre isto. Pode ser que seja uma visão particular, mas pode ser que seja alguma coisa. que nos impulsione. Então, volto a dizer, não vamos para a fila dos autógrafos apenas para pegar o autógrafo. Vamos conversar com os autores. É o único canal que nós temos
e ser que seja alguma coisa. que nos impulsione. Então, volto a dizer, não vamos para a fila dos autógrafos apenas para pegar o autógrafo. Vamos conversar com os autores. É o único canal que nós temos hoje, os eventos. Chega e pergunte: "Por que que tu acha que eu tenho que ler esse livro?" O autor vai te dizer, vai, vai te dar o parecer dele. Manda pelo WhatsApp, posta na rede social. Quando a gente publica, olha, li, não li, por que que eu tenho que ler? Do que que trata? Vá na livraria, afague o livro, converse com o colaborador que está lá, leia a quarta capa, leia a orelha, folheie. Não é, não é comprar livro, meus amigos. Nós precisamos nos inserir, nós, os leitores, verdadeiramente nesse projeto de difusão da doutrina espírita. Cada um de vocês é um advogado da leitura espírita. Cada leitor é um divulgador, mas para isso é preciso amar essa literatura. na Flip do Rio de Janeiro, fizeram uma pesquisa de Parati, foram de casa em casa, porque ali eles vivem mergulhados nesse nesse evento internacional que é a Flip, entrevistaram nas ruas o que é preciso para divulgar a leitura, para formar leitores. E a resposta majoritária foi essa: é preciso ter sentimento pelo livro. Vamos amar a nossa literatura espírita, amigos. >> Vamos. Desculpem a arrogância, mas vocês são nossos amigos. Eu acho que eu posso dizer isso. Vocês estão convocados a a divulgar o livro espírita. Combinado? >> Que bom. e os nossos escritores, vocês que têm nos auxiliado a pintar o céu nas almas. Porque esta obra, esta efeméride, hoje, 160 anos, este ano do livro Céu e Inferno, para nos dizer que esse espaço do céu ou do inferno é um espaço que nós edificamos, pintamos nas nossas almas. Então, assim como os pintores pintaram muitos céus, como Vanangog pintou a noite estrelada, pintou a noite estrelada sobre o rótano, como este magrite pintou esse pássaro descomunal na promessa. E Georgone pintou a um céu de tempestade. Mente pintou esse céu cor de fogo do grito. A nossa querida Tarcila do Amaral, que
bre o rótano, como este magrite pintou esse pássaro descomunal na promessa. E Georgone pintou a um céu de tempestade. Mente pintou esse céu cor de fogo do grito. A nossa querida Tarcila do Amaral, que pintou muitos céus, né? E pintou este céu sobre o qual se recorta a lua demon. Os nossos escritores também t pintado nas suas obras o céu, assim como o nosso querido Vinícius pintando através desta obra que diz em uma das suas das suas mensagens que a paz é um caminho que deve ser trilhado no cotidiano, que não se configura como um recurso urso externo a ser anexado à alma, mas como um estado de espírito a ser construído. É uma obra que vai fazendo a gente esculpir o céu. O nosso querido Saí, que nos entregou o esperançar, essa obra que tem assinatura da resiliência do nosso povo gaúcho. consegui com a nossa equipe eh da editora que fez a campanha do ano passado e que colocou esse livro no centro desta campanha Esperançar. É o saíde que nos diz que bons nos diz inspirado, né? A psicografia é do querido Amazonas Hércules, uma alma que vale a pena conhecer. Eu não conhecia. Quando assisti a sexta literária e outras lives que acompanho o Saí e ouvi ele falar de Amazonas, eu fiquei encantada. E a Amazonas Hércules que nos diz: "Bons livros, boas relações, dedicação à arte, ao bem e à natureza depura nossos sentimentos. E a nossa querida Eulália, o primeiro romance mediúnico que a nossa editora imprimiu. Esta história linda, quem leu a Moura aqui? O romance de Rodrigo e Ester no Alcázar. E eu quero dizer para Eulal, não sei se ela tá me ouvindo ou não, senão vocês contem para ela, que como sua leitora, eu tenho me debruçado, Eulália, na janela do tempo, olhando o horizonte e esperando ver surgir a continuidade da história de amor de Estter e Rodrigo, que segundo você nos disse, continuou em terras americanas. Eu espero que um dia, talvez num pô de sol, surja a continuidade da história da Moura. perguntas que Jesus nos fez, a argúcia da nossa sangra, o seu conhecimento, trazendo as perguntas de Jesus,
anas. Eu espero que um dia, talvez num pô de sol, surja a continuidade da história da Moura. perguntas que Jesus nos fez, a argúcia da nossa sangra, o seu conhecimento, trazendo as perguntas de Jesus, analisando, falando sobre educação, pintando o céu das nossas crianças no poder da gentileza, o poder do respeito, o poder das palavras. O Alessandro nesta obra que na sua apresentação fala dele como um Orives que distribui joias com o colorido dos sentimentos nobres e que vai pintando os céus para que o nosso olhar se sempre se sensibilize e parta o encontro do significado verdadeiro dos dos ensinamentos da abençoada da doutrina espírita la corder hoje te ouvindo falar do amor com esta doçura, esta simplicidade esta obra, este céu que pintasse para nós e que Joana de Ângeles apresentou. Muito obrigada, amigo. Pode aplaudir. [aplausos] [aplausos] e também o nosso palestrante de hoje e de manhã, que escreveu esta obra e ele coloca que quem pode dizer que se faz algo sozinho, que considerando a realidade espiritual que nos inserimos, seria ingenuidade crermos no sós? Pois esta obra de estudo é uma obra psicográfica. que vai fazendo também se desenhar o nosso céu interior. E assim, queridos amigos, nossa editora Ferges tem 75 pintores de céus, para quem eu peço um aplauso. Agora sim. [aplausos] >> Por isso, como diria Castro Alves, na impaciência dessa sede de saber, como as almas do deserto, como as aves do deserto, as almas buscam beber. Ó bendito, o que semeia livros, livros a mã cheias e manda o povo pensar. O livro caindo na alma é germe que faz a palma, é chuva que faz o mar, um mar de bênçãos para todos. Muito obrigado. [aplausos]
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