A Justiça Divina segundo a Doutrina Espírita | Alessandro de Paula | 13º Congresso RS

FergsPlay - Canal da Federação Espírita do RS 29/11/2025 (há 4 meses) 58:27 457 visualizações 46 curtidas

“A cada um segundo as suas obras.” A frase do Evangelho de Mateus foi o ponto de partida da palestra de Alessandro de Paula (SP), que trouxe uma reflexão profunda sobre a Justiça Divina à luz do Espiritismo, em tempos de materialismo e transição planetária. Em referência aos 160 anos do livro O Céu e o Inferno, Alessandro lembrou que Kardec, já em 1862, na Revista Espírita, alertava sobre as consequências morais da reencarnação e da vida futura: “Temos a mesma responsabilidade espiritual e moral, num mundo cada vez mais materialista.” A palestra percorreu obras fundamentais do Espiritismo. Citando Emmanuel, em O Consolador (questão 227), recordou que “cada um edifica o céu ou o inferno dentro de si mesmo”, reforçando que justiça e misericórdia andam sempre de mãos dadas. Entre os destaques, mencionou o texto “O dedo de Deus”, publicado na Revista Espírita de 1863, onde se lê: “O dedo de Deus é a paz do coração do homem justo; é o perfume suave que enche a alma após uma boa ação; é a bênção do pobre assistido; é o doce olhar da criança cujas lágrimas enxugamos.” Para Alessandro, o dedo de Deus é a justiça temperada pela misericórdia. A verdadeira justiça divina não castiga, nem abandona — educa e liberta, convidando cada um a colher conforme o que semeia. Recordando O Céu e o Inferno, ele enfatizou o “Código Penal da Vida Futura”, onde se lê: “O Espírito é o árbitro de seu próprio destino; pode prolongar seus sofrimentos pela persistência no mal ou abreviá-los por seus esforços no bem.” Alessandro de Paula (São Paulo) é juiz de Direito, dirigente do Centro Espírita Allan Kardec (Itapetininga/SP), participante do programa radiofônico O Terceiro Milênio, diretor doutrinário da ABRAME e articulista das revistas Reformador (FEB) e Mundo Espírita (FEP). #13CongressoEspiritaRS #DoutrinaEspirita #Espiritismo

Transcrição

Bem, bom dia a todos. >> Bom dia. >> É uma alegria imensa podermos partilhar deste espaço de alta espiritualidade nestes tempos desafiadores que vivenciamos. Para mim, pessoalmente, tem sido uma alegria imensa poder conhecer o movimento espírita dessas terras gaúchas. Já tive a oportunidade de visitar algumas regiões, Uruguaiana, Alegrete, São Borja, Quaraí e também aqui essa cidade maravilhosa, próxima, né, Gramado, Canela. E tive a felicidade do meu avô Neco de Paula ter ajudado muito no movimento espírita de Gramado e Canela. Ele inclusive citado naquele vídeo institucional da Fergs quando completa 100 anos. E meu avô, embora de São Paulo, quando aposentou-se veio para Gramado e Canela, onde pôde ajudar no movimento espírita. Eu era muito novo, ele convidava para conhecer Gramado e eu falava: "Não vou passar frio aí, né, vô? Eu não gostar, preferir o calor frio." E fiquei anos sem conhecer Gramado. Ele voltou pro interior de São Paulo e depois de muitos anos pude visitar, fazer palestras e conhecer o movimento espírita. Então, este espaço, esta confiança que a Ferges nos dá, nos convidando, a fim de que possamos estreitar laços, compartilhar informações à luz da doutrina espírita, é um tesouro espiritual nos dias atuais. A temática central, a vida futura, a vida espiritual, é algo que nós necessitamos debater, dialogar, pensar e sentir. Porque nestes tempos atuais vivemos tempos de materialismo. É o nobre benfeitor Camilo, o benfeitor do nosso querido José Raul Teixeira. muito conhecido aqui no estado, numa obra chamada O Tempo de Deus. Camilo tem essa característica de um grande educador de almas. Ele tem uma facilidade, uma qualidade para diagnosticar as dificuldades que vivemos na atualidade. E na obra O Tempo de Deus, ele fala tempos de violência, tempos de descomprometimentos e vai tocar no assunto tempos de materialismo. E é tão interessante porque ele adota, usa uma palavra que ele chama de materialismo vivencial, não mais aquele materialismo clássico que ainda existe, que o nobre

r no assunto tempos de materialismo. E é tão interessante porque ele adota, usa uma palavra que ele chama de materialismo vivencial, não mais aquele materialismo clássico que ainda existe, que o nobre codificador Kardec encontrou naquele século XIX, quando o Espiritismo, o cristianismo rediv vivo, vinha para a Terra, onde se negava a alma, se negava Deus, negava-se a vida futura. Hoje vivemos um tempo, conforme Camilo fala, desse materialismo vivencial, onde acredita-se no espírito, mas vive-se prioritariamente para atender as questões da matéria. O Papa Leão X, na sua primeira homilia iria também tocar neste assunto, porque é algo visível para aqueles que buscam enriquecer-se de espiritualidade e transmiti-la ao mundo. Ele chamaria, na sua primeira homilia de ateísmo prático. Nós acreditamos em Deus, mas vivemos como se Deus não existisse. Então, quando uma temática como esta, a vida futura, esta vida pujante do mundo espiritual surge como temática central, naturalmente que muitas questões vão nos enriquecer o intelecto e o sentimento para que possamos modificar o nosso cotidiano, as nossas decisões, as nossas escolhas. Tema que homenageia os 160 anos da obra O céu e Inferno, a quarta obra da codificação. Estatisticamente a obra menos lida, menos estudada pelos frequentadores da casa espírita, inclusive por dirigentes e trabalhadores. Então, neste momento de ápice da transição, necessitamos trazer uma temática como essa para a pauta do nosso dia a dia, mas trazer com profundidade para ver se temos modificado a nossa vida a partir desta certeza. Para nós já não é mais uma expectativa, uma possibilidade, é algo real. Allan Kardec, numa obra que ele praticamente na sua vida doutrinária toda, de janeiro de 58 a dezembro de 1869, a a abril de 1869, ele escreveria todo mês um jornal, uma revista espírita, pouco conhecida, onde ele trataria desses e outros temas tão relevantes. E nós vamos, ao longo da nossa fala compartilhar algum desses textos. Vejam a preocupação de Kardec na revista

evista espírita, pouco conhecida, onde ele trataria desses e outros temas tão relevantes. E nós vamos, ao longo da nossa fala compartilhar algum desses textos. Vejam a preocupação de Kardec na revista espírita de abril de 1862, um texto de sua autoria, quando ele nos faz pensar, veja que que peculiar, a criatura humana passa metade da sua vida trabalhando, afadigando-se, preocupada com o sustento, com o salário, para que possa, na segunda parte da vida física, na outra metade, diria ele, poder desfrutar da sua aposentadoria em razão daquilo que amealhou na primeira parte da vida. Isto é um texto que está chamado consequências da doutrina da reencarnação sobre a propagação do espiritismo. E ele fala: "Naturalmente nós deveríamos ter esta mesma preocupação para a vida espiritual porque a criatura humana passa, hoje, vamos até trazer, fazer um upgrade dessa informação, né? Hoje já não é mais metade da vida, né? Hoje é 2/3 da vida trabalhando para poder desfrutar 1/3. Mas vejam, nós nos preocupamos com essa primeira parte para poder desfrutar da última parte. Com a certeza da vida futura, diz Kardec, nós deveríamos ter o mesmo empenho, o mesmo cuidado, a mesma responsabilidade, cuidando da vida material, para que possamos desfrutar, no sentido espiritual e moral da outra parte da vida, a vida verdadeira, o mundo espiritual, o mundo normal primitivo, conforme fala o livro dos espíritos. Então, Kardec, naquele momento de grande materialismo, trouxe à tona este assunto, mas naturalmente que Allan Kardec foi se aprofundando, porque essa temática vida espiritual, vida futura, a obra, o céu e inferno, que é um desdobramento da quarta parte de o livro dos espíritos, das consolações e das esperanças, onde Os benfeitores tratam do tema as penalidades, entenda-se as consequências, né, as alegrias e os sofrimentos da vida presente e da vida futura. Então, é uma temática que a doutrina espírita consegue enriquecer de tal forma que é para nós uma luz a nortear os nossos passos. Porque a criatura humana

ofrimentos da vida presente e da vida futura. Então, é uma temática que a doutrina espírita consegue enriquecer de tal forma que é para nós uma luz a nortear os nossos passos. Porque a criatura humana sempre procurou entender como é que funciona a justiça divina, como é que Deus interpreta, como é que ele se sente, como ele avalia os nossos erros e os nossos acertos. Deus castiga, Deus pune, Deus abandona, Deus dá uma ajuda nesse processo evolutivo da criatura humana. São questões de que desde que o homem está na Terra, ele naturalmente para para pensar. e imatur ignorância espiritual ainda nos norteando, principalmente naqueles tempos recuados, fomos construindo teses equivocadas, teses onde nós achávamos que Deus se assemelhava a um monarca humano. é Emanuel na obra consolador, na questão 227, que nos fala que Deus não concede favores. Deus não se assemelha ao monarca humano, atendendo a favores pessoais das pessoas ou se submetendo a caprichos pessoais de pessoas e grupos. Cada um através do trabalho edifica este céu e este inferno dentro de si mesmo. O Espiritismo trouxe um avanço para o pensamento religioso. Porque quando nós estamos tratando dessa temática, naturalmente que muitas questões entram em jogo. Aqui falamos de justiça divina, falamos de misericórdia divina, porque justiça e misericórdia andam conectadas, lincadas, de mãos dadas. E o espiritismo trouxe um avanço nessa forma de entender Deus agora para nós, justo e amoroso, justo e bom, conforme os seus atributos na obra O livro dos Espíritos. Só que nós temos dificuldade de entender a humanidade de uma maneira geral, temos dificuldade de conceber um ente, um ser que ao mesmo tempo é justo e bom. Porque para nós ou é justo ou é bom. Porque na nossa concepção de misericórdia e bondade, nós achamos que a divindade tem que facilitar, privilegiar, apagar os nossos erros, nos permitir um céu fácil. Isto é o que paira na mente de muitos, esta facilidade. Porque se Deus é justo e vai pedagogicamente exigir de nós a colheita, como a Sandra

ilegiar, apagar os nossos erros, nos permitir um céu fácil. Isto é o que paira na mente de muitos, esta facilidade. Porque se Deus é justo e vai pedagogicamente exigir de nós a colheita, como a Sandra falou ontem, daquilo que nós semeamos, daquilo que nós realizamos, nós temos uma dificuldade de fazer este ajuste, essa adaptação. E a doutrina espírita tocando nesse papel, vem nos ensinando. E nós temos na revista espírita um texto, que eu diria um texto marco, uma comunicação espiritual extraordinária, onde o espírito que não se identifica assina apenas um espírito, ele traz para nós um norte para que possamos entender justiça e misericórdia nos acertos e nos erros. esta justiça e esta misericórdia presente no nosso dia a dia, no nosso cotidiano, seja na vida presente, seja na vida futura, na vida do mundo espiritual. Naturalmente que a comunicação ela é longa e em momentos deste como palestras nós procuramos sintetizar, trazer alguns trechos, mas fica aqui o convite, né, como eu lá fez, deixando uma lição de casa para que vocês pudessem ver a história de Silas. Depois eu deixo aqui o convite também para que busquem a revista espírita setembro de 1863. E o título da mensagem já é bem peculiar, o dedo de Deus. Olha a imagem, porque normalmente nós usamos o dedo para apontar para as pessoas, julgando, apontando os defeitos, falando verdades. Então, normalmente o apontar o dedo é nós avaliando o que o outro fez, mas com a nossa visão imperfeita, a nossa avaliação é imperfeita. Mas a avaliação de Deus é perfeita, justo e bom. Não falha nos acertos e nos erros nessa contabilidade divina. O texto é muito bonito. Ele diz assim: "Nos erros, o dedo de Deus é o remorço que lhe roi o coração, censurando-lhes os crimes a cada momento. É o horrível pesadelo que tortura durante longas noites sem sono. É a febre que atormenta o egoísta. São as angústias perpétuas do mal rico que vem todos os que se lhe aproximam, espolhadores, dispostos a lhe roubar um bem. É a dor que ele experimenta em sua última hora

febre que atormenta o egoísta. São as angústias perpétuas do mal rico que vem todos os que se lhe aproximam, espolhadores, dispostos a lhe roubar um bem. É a dor que ele experimenta em sua última hora por poder não levar os seus tesouros inúteis. Então, o dedo de Deus no erro é esta voz da consciência que cedo ou tarde vai nos apontar os caminhos corretos para a nossa reabilitação espiritual dentro da justiça e com as mãos da misericórdia. Mas o dedo de Deus também está presente nas nossas escolhas acertadas, nas boas atitudes. O dedo de Deus é a paz do coração reservada ao homem justo. É o suave perfume que vos enche a alma após uma boa ação. É o doce prazer que se experimenta sempre ao fazer o bem. É a prece forvorosa da pobre mãe a quem se proporcionou o trabalho. É o contentamento consigo mesmo. E aí o fecho da comunicação extraordinária. O dedo de Deus é a justiça grave e austera, temperada pela misericórdia. Então, a doutrina espírita vai nos trazendo estes conceitos doutrinários que de início são conceitos onde nós, seres imortais que estamos muitas vezes cristalizados em nossas vivências anteriores com conceitos antigos. Deus castiga, Deus pune, Deus abandona. E nós vamos agora, à luz do Espiritismo, reconstruindo, ressignificando estes conceitos para entender esta amplitude e esta perfeição da justiça e da misericórdia divina, que são expressões da sua amorosidade incomparável, inesgotável, absoluta. Claro que nós, seres ainda imperfeitos, temos uma dificuldade de entender o absoluto dos atributos de Deus, mas nós vamos pouco a pouco entendo estes conceitos para que na caminhada da evolução mais adiante possamos entender estas qualidades absolutas da divindade. E é interessante que vivemos um período, conforme falamos de ápice da transição. E muitas almas procuram entender, porque o tópico justiça divina talvez seja uma das temáticas que mais trazem à casa espírita os chamados simpatizantes do espiritismo. Porque muitas vezes situações lhes acontecem, perdas,

m entender, porque o tópico justiça divina talvez seja uma das temáticas que mais trazem à casa espírita os chamados simpatizantes do espiritismo. Porque muitas vezes situações lhes acontecem, perdas, acidentes, doenças. E hoje com a globalização do mundo, as redes sociais, uma tragédia que acontece do outro lado do mundo, instantaneamente já nos impacta a alma e o coração. Então vemos tragédias coletivas, tragédias individuais, tragédias pessoais e a criatura humana quer entender a justiça divina. Então, muitas sem abrir mão da sua religião original, o que não é problema nenhum para o espiritismo, porque o espiritismo não faz proselitismo. A nossa preocupação é iluminar consciências, formar homens de bem. Então, muitos de outras religiões aportam na casa espírita querendo entender justiça divina. Tenho muitos amigos, amigas nesta situação, que já não aceitam mais o inferno, a justiça divina nos colocando num local de eterno sofrimento. E falam: "Eu sou de tal religião, mas não aceito o céu e inferno como a minha religião me apresenta. A minha percepção de vida se ajusta mais ao que o Espiritismo ensina. me parece mais racional, mais justo, mais concentâneo com a amorosidade de Deus. Tanto é assim que estatísticas apontam no Brasil que 50, 60% das pessoas admitem a ideia da reencarnação porque, de alguma forma querem entender a justiça divina. Então, vão fazendo estes movimentos para que possamos ir entendendo esta justiça, como é que ela se dá. Vamos comparando com a justiça humana e vamos entendendo a partir dali a perfeição da justiça divina. Existem obras espíritas que homenageiam as obras fundamentais de Allan Kardec. Muitos espíritos aproveitam para homenagear. E uma dessas obras do espírito Camilo, que nós já citamos é a obra Justiça e Amor, onde um livro pequeno, de tamanho, mas grande de conteúdo, o benfeitor usando esta pedagogia comparativa para que possamos entender a justiça divina a partir das imperfeições e das falhas da justiça humana. Então ele começa nos falando a

s grande de conteúdo, o benfeitor usando esta pedagogia comparativa para que possamos entender a justiça divina a partir das imperfeições e das falhas da justiça humana. Então ele começa nos falando a respeito disto, até porque nós temos como marco muito importante e está na obra o céu, o inferno. E não podemos esquecer no capítulo sétimo, na primeira parte, algo extraordinário que Kardec nos trouxe. Da onde ele trouxe? Através do diálogo com o mundo espiritual. O nosso querido Jacobson falou da mediunidade, este intercâmbio, a revelação espiritual que nos chega. Kardec, ouvindo os espíritos, foi capaz de construir o que nós chamamos o código penal da vida futura, as leis que regem a vida do espírito no mundo espiritual. E ali são 33 itens. Dois deles são importantes neste momento para esta temática. Um deles, a justiça divina é infinita e registra toda ação boa e má, inclusive das nossas ações, palavras e pensamentos. E o outro item, a misericórdia divina também é infinita, mas não é cega. Então Kardec, o Espiritismo, trazendo o evangelho do Cristo, consegue ajustar justiça divina infinita, misericórdia divina infinita. Mas é claro que quando nós passamos a olhar através da perspectiva da justiça humana que hoje eu estou transitoriamente em minha profissão, nós vamos entendendo que ela realmente é falha. Se nós olharmos aqui numa síntese muito curta a respeito do histórico da justiça humana, ela começou muito primitiva. A ideia de justiça para os homens era vingança. O indivíduo se equivocava, cometia um deslize, um crime e a única preocupação era punir, se vingar. E a pena maior aplicada no passado era a pena de morte. errou, mata-se, elimina-se aquele que faliu. Não havia espaço para outra concepção, mas o tempo foi passando, missionários mergulharam na carne e foram melhorando, aprimorando os nossos conceitos da justiça humana, para que pouco a pouco, degrau a degrau, ela pudesse ir se aproximando da justiça divina. É claro que está muito distante, mas nós não

am melhorando, aprimorando os nossos conceitos da justiça humana, para que pouco a pouco, degrau a degrau, ela pudesse ir se aproximando da justiça divina. É claro que está muito distante, mas nós não podemos negar que nesses últimos séculos, milênios, a justiça humana, a legislação humana foi avançando, porque conforme dissemos lá atrás, era vingança, punição. Não se pensava na reabilitação, no suerguimento, estender a mão para aquele que faliu, para que ele pudesse se reabilitar. E nós projetávamos em Deus as nossas imperfeições. Porque se a ideia era se vingar daquele que faliu, nós achávamos também que Deus se vingava de nós quando nós falíamos. E aí ele nos castigava, nos punia e a figura do inferno, dos deuses que castigavam. Daí nasceu o temor a Deus, que até hoje vigora em alguns corações. E a doutrina espírita vem nos ensinar que se Deus é justo e bom, não há espaço para temor, há um espaço de respeito e de profunda amorosidade em relação a este pai que vai cuidar do nós, de nós com a sua justiça e com a sua misericórdia infinitas. Mas a legislação humana avança, ela foi modificando, abriu o espaço para a reeducação do indivíduo. Ela continua ainda punindo as penas. Ela continua ainda tendo um caráter repressivo para servir de exemplo para a sociedade, para aqueles que erram, cometem crimes para que a sociedade veja que há uma norma, um regulamento. Mas hoje já se pensa muito em reabilitação. A lei avançou muito. Hoje pena de morte em muitos países existe, mas já é exceção. No Brasil tem pena de morte na Constituição. Quando nós estamos em estado de guerra declarado, pode se aplicar excepcionalmente a pena de morte. Mas no comum, quando não estamos em estado de guerra e esperamos que o Brasil nunca entre neste estado, existem outras penalidades. Eu trabalho com sistema prisional, trabalho com infância e juventude e presídios. E nós percebemos o quanto avançou o processo, as defesas, as penalidades, penas alternativas, serviço comunitário. Olha, serviço comunitário para delitos

trabalho com infância e juventude e presídios. E nós percebemos o quanto avançou o processo, as defesas, as penalidades, penas alternativas, serviço comunitário. Olha, serviço comunitário para delitos mais leves e médios, onde o indivíduo agora, repetindo a proposta do Evangelho, mal comparando, o amor cobre uma multidão de erros, conforme Simão Pedro fala, porque ouviu de Jesus. Ali o indivíduo, através do serviço comunitário, ainda que forçado, não voluntário, já começa a se rehabilitar do crime que ele cometeu. Então, a legislação humana avança, prevê muitos institutos, cursos são dados nos presídios para recuperar o indivíduo, prepararam para a vida fora do presídio. Porque nós falamos de justiça humana, queremos que o indivíduo se recupere, mas nós somos aqueles da sociedade que não dá chance para o indivíduo se recuperar. E se a justiça humana então vai avançando, preocupando-se agora com a recuperação do indivíduo, a justiça divina que é perfeita tem isto como premissa, como cláusula pétria, sempre agirá para a recuperação do indivíduo, o que é inevitável, porque nós trazemos dentro de nós um GPS divino. Podemos fazer atalhos, escolhas equivocadas, a justiça e a misericórdia age e nós vamos então retomando a rota. Alguns buscando mais atalhos, demorando mais, outro fazendo caminhos e escolhas mais acertadas, uma evolução um pouco mais eh ascensional. Mas assim vai funcionando. E hoje, à luz daquilo que nós estudamos na literatura espírita, não há margem mais para duvidar da justiça divina. quão perfeita, quão equilibrada ela é. Na justiça humana nós podemos enganar. Há inocentes sendo condenados. Sem dúvida acontece. Inocentes hoje. Muitos dos inocentes condenados hoje são aqueles que estão em nome da justiça divina resgatando os crimes cometidos no ontem, que ficaram impunes para a lei humana. Há criminosos sendo absolvidos. Sim, acontece absolvidos pela lei humana, mas jamais abarcados pela justiça, né? Esquecidos da justiça divina. Portanto, nós vamos aprendendo a confiar

ra a lei humana. Há criminosos sendo absolvidos. Sim, acontece absolvidos pela lei humana, mas jamais abarcados pela justiça, né? Esquecidos da justiça divina. Portanto, nós vamos aprendendo a confiar nesta justiça perfeita. E isto tem um impacto no nosso dia a dia, porque vemos pessoas que ficam profundamente perturbadas e desequilibradas diante dos criminosos que conseguem se evadir da justiça humana. Mas não deveríamos, porque se confiamos na justiça divina, sabemos que cedo ou tarde eles terão que dar conta já nesta vida ou em vindas, vidas por vindouras. De forma que não devemos odiar, malquerer, vibrar contra aqueles que cometem delitos mais variados e escapam da lei humana, porque nós temos a certeza que a lei divina age. Mas não podemos nos indignar, claro, indignar-se com a falha moral do outro, com a nossa, sim, mas não desequilibrar-se, porque sabemos que Deus cuida, Deus não falha. quando nos foi apresentado essa temática da justiça humana, eh, algo assim muito interessante. Eu tava pensando como abordar essa temática, porque eu ao longo deste ano tive a oportunidade de abordar algumas vezes este tema. Às vezes, ao separar o tema para os oradores, talvez pela profissão, mais apropriado alguém da área falar da justiça divina, até para que haja essas comparações. E como já abordei este tema algumas vezes, fiquei pensando aqui neste congresso, como poderíamos falar de justiça divina, digamos assim, com eh um toque, um olhar diferente daquilo que habitualmente eu abordei e muitas vezes é abordado. Porque quando falamos de justiça divina, nós costumamos olhar para aquilo que nos acontece e buscamos e entendemos que há um componente da justiça divina aí agindo. Colhemos o que fizemos hoje e ontem, as falhas que tem causa nesta vida e noutra. Então, às vezes, uma desencarnação que acontece, uma doença que aparece, um revés, um desafio. Então nós olhamos e procuramos hoje equilibradamente entender, fazer este encaixe com a justiça divina, a lei de causa e efeito, a lei da reencarnação, a

uma doença que aparece, um revés, um desafio. Então nós olhamos e procuramos hoje equilibradamente entender, fazer este encaixe com a justiça divina, a lei de causa e efeito, a lei da reencarnação, a lei do progresso, etc. E deveremos eleger ali a resiliência, a resignação, o bem sofrer conforme está em o Evangelho segundo o Espiritismo. Mas eu gostaria de chamar atenção para algo muito peculiar, um olhar sobre a justiça divina para coisas que não nos acontecem na vida. A literatura espírita nos mostra esses bastidores do mundo espiritual, incontáveis almas abnegadas que agem em nome da amorosidade de Deus, evitando que coisas nos aconteçam que não fazem parte. Vou usar Sandra Borba agora, gente. Vocês vão me ajudar aqui. Não fazem parte do nosso currículum espirituales reencarnatórium. Não faz parte. E se não faz parte do nosso planejamento reencarnatório e não tem conexão com as nossas ações de hoje, porque as nossas ações de hoje vão moldando e ajustando o nosso planejamento, elas não devem acontecer. Vocês já pararam para pensar nisso? Quantas coisas na revista espírita de junho de 1866, há um fato real e uma nota de Kardec, pérola. Eu sempre digo que a revista Espírita ela é toda uma pérola, mas você acha pérola da pérola às vezes. É um fato real. Kardec tomou contato com a notícia de um imperador da Rússia de nome Alexandre, que ele sofreu uma tentativa de assassinato. Kardec narra que inclusive houve uma comunicação espiritual antes do assassinato. Catarina I, Catarina a Grande se comunica espiritualmente num grupo lá da Rússia, tinha movimento espírita naquela época. se comunica avisando ao imperador vai sofrer um atentado. Não deram bola e eis que de fato aconteceu. Kardec narra que um camponês, Joseph, ele saiu de casa para atravessar o rio e ir para uma capela. O rio que estava congelado uns dias atrás começou ao degelo. Ele não conseguiu fazer a passagem. Ficou do lado então da margem onde ele estava. E ali perto havia o castelo desse imperador, quizar Alexandre.

que estava congelado uns dias atrás começou ao degelo. Ele não conseguiu fazer a passagem. Ficou do lado então da margem onde ele estava. E ali perto havia o castelo desse imperador, quizar Alexandre. E aí ele se aproxima porque ele estava ali no jardim de verão saindo, o público olhando e ele se aproxima e nota algo l algo lhe chama atenção, uma pessoa estranha na multidão que vai, ele percebe, fica atento, num dado momento tira uma arma para atirar na direção do imperador. Ele vem por trás, bate no braço da pessoa, hora que ela vai atirar, o disparo sai para o alto. E o assassinato do imperador é evitado. E aí Kardec comenta, né, que tudo está submetido a uma ação inteligente, que a sua hora não havia chegado, que os espíritos usam às vezes os homens como instrumentos da justiça divina. Ele foi um instrumento da justiça divina. Os espíritos estão aí nas estradas, nos hospitais, na via pública, neste local. nos aeroportos, em todos os locais, para que a justiça divina se cumpra. Deus está em tudo. Nós estamos mergulhados no psiquismo divino. Não há como Deus descuidar de nós um segundo que seja. Se não é devido, não acontece em nome da justiça divina. E às vezes nós vamos ver que a divindade usa dos mais variados recursos e eles têm recursos inumeráveis para evitar. Kardec fala aqui, né? Mas se aquele jovem camponês estivesse distraído com outra coisa e não recebesse essa inspiração, não captasse esta ideia do mundo espiritual, o alerta, ficar observando a pessoa os bons espíritos em nome da justiça divina que nunca falha, usaria de outros recursos. uma outra pessoa. Kardec fala uma ação fluídica sobre o atirador, certa feita, fazendo visitas espíritas ao presídio antes de ser magistrado junto com um colega. Este outro colega conta uma história interessante que ele conversou no presídio com um matador de aluguel. Matador de aluguel. E ele falou: "Olha, aconteceu coisas estranhas comigo. Eu programei matar uma pessoa, fui contratado para isso, tudo certinho, uma noite limpa, a pessoa ia entrar com o

de aluguel. Matador de aluguel. E ele falou: "Olha, aconteceu coisas estranhas comigo. Eu programei matar uma pessoa, fui contratado para isso, tudo certinho, uma noite limpa, a pessoa ia entrar com o carro na garagem, estava com a arma. A hora que eu fui atirar, um vento do nada levantou poeira em meus olhos. Eu perdi o foco. A hora que eu olhei, a pessoa entrou na casa". Outro caso, arrumei, testei a arma, testei a arma, funcionando perfeito. A hora que eu fui atirar, falhou. Então, vejam quantos as assassinatos, mortes indevidas são eh evitadas. Existe uma obra do Divaldo que eu recomendo a leitura. Entre os dois mundos, o nobre espírito Filomeno de Miranda ali visita trabalhadores do movimento espírita. Não que apenas nós recebamos esta ajuda do mundo espiritual. A justiça divina é para todos as pessoas de bem. E ele visita instituições, trabalhadores que tinham direito ao socorro espiritual em nome da justiça divina, por conta dos méritos que engaaram em outras vidas e na atual. Na atual, porque a cada um será dado segundo as suas obras. Emanuel na obra consolador tem uma interpretação extraordinária de uma passagem muito enigmática do evangelho. A quem mais tem, mais se dará. E ele falará: "Quem mais tem méritos espirituais pelas ações no bem em nome da caridade, é uma pessoa útil, preocupada com o próximo, com o coletivo, age no bem. Quem mais tem méritos, mais se dará ajuda espiritual. Porque os benfeitores sempre agem dentro dos limites da lei de causa e efeito, porque senão seria privilégio, favores pessoais. E isto não existe. É nós que vamos agindo no bem e vamos moldando a ação da justiça divina. Mesmo que esteja no currículum espirituales reencarnatórium, mas não é lei de italião, o amor vai modificando e os benfeitores vão agindo. Ali tem um caso muito interessante no capítulo 15 de um nobre trabalhador espírita que cuidava de um lar de idosos, tinha uma casa espírita, trabalhador abnegado, incansável, bom coração. Não é porque era trabalhadora espírita, mas era porque era um homem de

bre trabalhador espírita que cuidava de um lar de idosos, tinha uma casa espírita, trabalhador abnegado, incansável, bom coração. Não é porque era trabalhadora espírita, mas era porque era um homem de bem, que o espiritismo não traz privilégio. Sabemos, leia-se a obra Voltei de Francisco Cândido Xavier. E aí ele estava à noite na instituição, mora na própria instituição, um terreno grande, casa espírita, lar deoses e a sua casa, Silvério, nome fiquício. E ele sai da casa espírita à noite e um antigo funcionário da obra social, um enfermeiro ao mério, que vendia drogas para os pacientes, foi descoberto, foi mandado embora. Mas pela amorosidade de Silvério não foi denunciado à polícia, mas ele ficou bravo porque foi mandado embora. Vou matá-lo. Ficou era meia-noite atrás de uma árvore com um punhal. Silvério passaria sozinho ali à noite. Os benfeitores em nome da justiça divina não era devido. Tinha méritos para permanecer mais tempo. Dá, havia obsessores intuética, rompe a ligação de Almério com os obsessores. Ele meio atordoado, a hora que vai atacar com o punhal outra descarga magnética. Ele desmaia. Se o velho vê, ele se assusta, vê o punhal ao lado, percebe a intenção que faz seu velho? Acolhe-o na sua casa e cuida dele. E ele naturalmente, ao despertar e ver aquela cena, cuidado, a vibração afetuosa desiste. Mas vejam aqui, são exemplos que nós estamos trazendo em nome dessa justiça divina. Nós poderíamos ficar aqui horas e horas citando, né, quantas doenças evitadas em nome da justiça divina. Às vezes está no perespírito, antes de vir para o corpo, ganhamos méritos. Os benfeitores agem no perespírito e a doença nem se manifesta no corpo físico. Quantas vezes nos passes da casa espírita, durante a nossa oração, durante a prática do bem, durante uma palestra como esta, os benfeitores agem em nome da justiça divina. Se não impedem acontecer, é porque são das nossas necessidades evolutivas, expiatórias ou provacionais. Vocês já pararam para pensar, gente, quantas

sta, os benfeitores agem em nome da justiça divina. Se não impedem acontecer, é porque são das nossas necessidades evolutivas, expiatórias ou provacionais. Vocês já pararam para pensar, gente, quantas coisas evitadas, né? Quantas eles dão esse Demer espírito, Dr. Demer, que era desencarnado, médico, atende a saúde de Kardec e na revista espírita ele diz: "Houve uma situação que se eu não intervie a seu benefício teria desencarnado e nós não teríamos a obra o céu inferno e nem a obra Gênese. E a continuidade da revista espírita, que foi ali começo de 1865, 1864. Então eles vão agindo acidentes nas estradas. Quantas vezes nós estamos dirigindo um carro e aí vem uma ideia, às vezes até uma vontade de ir ao banheiro, parar para ir no po. Acabei de ir no banheiro, não faz nem meia hora. Ou vontade de ir no banheiro de novo. A gente para no posto ou vem aquela inspiração boa, né? Pare para tomar um cafezinho. Aí o benfeitor não precisa nem insistir muito, né? A gente para, toma um cafezinho e a gente mal sabe que o que evitou-se foi um acidente lá à frente que não nos era devido. Quantos trabalhadores nas estradas, nos aeroportos, se a gente for ficar contando história de pessoas que deveriam estar no avião e não estavam também, nós vamos ficar tarde. Mas eu não quero estragar o almoço de vocês, tá gente? F, daqui a pouco nós vamos almoçar. Quantos mesmo? Algo que me impressionou muito, conversando com um orador espírita de autorespeito doutrinário, a justiça divina, ela é tanta, nos escapa às vezes até a sua ação, mas não duvidamos dela, antecipa até a falha humana. Teve um caso conhecido de um avião aqui com time de futebol e outras pessoas. Foi falha humana, pane seca. A divindade antecipa mesmo a falha humana para que se não soou a hora para esta ou aquela pessoa não aconteça. E acidentes de carro, acidentes de avião que às vezes se a pessoa está lá, mas em nome da justiça divina não soou a hora como está em O Livro dos Espíritos, eles agem e tem como agir, fazendo uma proteção

identes de carro, acidentes de avião que às vezes se a pessoa está lá, mas em nome da justiça divina não soou a hora como está em O Livro dos Espíritos, eles agem e tem como agir, fazendo uma proteção fluídica. este ano 2025 que é uma cena mais emblemática do que o avião na China que explodiu. Esse caso levantou mal, levantou, subiu, aparece a imagem, explodiu e sai uma pessoa lá de dentro caminhando como proteção fluídica. A moratória do Raul Teixeira no acidente de carro, que eu tomei conhecimento que o La Corder estava junto, a inspiração para sair do carro, cumprimentar alguém que havia esquecido, voltar para o carro, trocar de lugar e aí o acidente. Ah, mas então alguém morreu no lugar dele? Não, ninguém morre no lugar de ninguém. É porque o outro estava no período, porque não há data e hora certa, é um período para voltar ao mundo espiritual. Então nós vamos v esse acidente, crimes sexuais. Normalmente nós vemos a notícia quando o crime sexual acontece. Eu trabalho com infância e juventude, com abrigos, acolhimentos. Ficamos triste quando acontece. Mas quantas vezes não aconteceram? Quando acontece, Camilo, obra, educação e vivências do Raul, sabemos justiça divina. A vítima traz débitos do passado, exalam odor psíquico da consciência que deve a um ajuste com o criminoso. Infelizmente acontece. O nosso olhar sempre é de solidariedade. Antes do olhar de justiça divina, o olhar de amor, de solidariedade para acolher e atender. Mas se houve, não foi impedido, era devidito. Mas se quantos não acontecem? Obra, sexo e obsessão de Divaldo. Lá, o sacerdote da obra adentra uma sala numa instituição educacional com uma criança com o intuito de abusar sexualmente. Uma sala que não se usava, a diretora passando os benfeitores. Algo estranho na sala. sentiu algo estranho, abriu a porta e antes que o ato fosse realizado, ela pega o sacerdote com uma criança. Opa, abono. Então nós vamos entendendo esta justiça divina no nosso cotidiano, no nosso dia a dia. Então, paremos para pensar

a e antes que o ato fosse realizado, ela pega o sacerdote com uma criança. Opa, abono. Então nós vamos entendendo esta justiça divina no nosso cotidiano, no nosso dia a dia. Então, paremos para pensar quantas coisas não nos acontecem em nome da justiça divina. Enquanto estamos no corpo físico e falando de vida futura, naturalmente há uma justiça divina no postmortem, conforme nós falamos. Isto é importante. Vamos despertar lá conforme os nossos méritos espirituais, de acordo com aquilo que realizamos ou deixamos de realizar. Era um tema tão importante que o Cristo não deixaria de tratá-lo. Leiam a parábola do Rick Lázaro. Conhecem parábola de Rick Lázaro? Algumas religiões têm dificuldade de interpretar a fundo sair da letra que mata e adentrar o espírito que vivifica. Porque o Cristo ali está falando de justiça divina após a desencarnação. O rico mau rico que não cuidou daquele que tinha chagas na porta da sua casa, egoísta apegado, desperta onde? no mundo espiritual, na região de sofrimento, no Ades, o pobre com as chagas, mas resignado, não consta ali que ele reclamava das chagas, ficava guardando as migalhas. Então, o bem sofrer diante das doenças, da pobreza, méritos, justiça, desperta onde? Ao lado de pai Abraão, numa região boa, no mundo espiritual. Méritos de cada um, colhendo o que semearam. Justiça divina. E há algo tão interessante na parábola que eu demorei muito para entender, mas muito, porque ele lá diz assim: "Porque Abraão em sofrimento vê o rico, vê o Lázaro e o pai Abraão, né? Lá em ele". E pai Abraão diz assim: "Você que está a ir para cá e nós que estamos aqui não podemos vir para aí. Há uma distância entre vós." E o espiritismo nos fala das distâncias vibratórias. Tudo bem, aquele que está em sofrimento, ainda sem méritos de ser socorrido, não pode ir para lá. Mas por que que os bons espíritos não vir para cá? Não é não vir, não é o ato de ir e vir, porque quanto mais equilibrado o espírito, mais ele tem essa liberdade de locomoção. É que ainda não era devido o socorro

que os bons espíritos não vir para cá? Não é não vir, não é o ato de ir e vir, porque quanto mais equilibrado o espírito, mais ele tem essa liberdade de locomoção. É que ainda não era devido o socorro espiritual do rico, que deveria permanecer mais tempo nas regiões de sofrimento, até que tivesse o arrependimento sincero, etc. a mudança íntima que o habilitaria a receber este socorro espiritual. Veja como Cristo tratou de tantas coisas. E hoje, à luz da doutrina espírita, nós podemos eh ter este entendimento. Então, quando nós vamos falando de justiça divina, nós vemos os benfeitores agindo. Mesmo num acidente coletivo de grandes proporções, um aéreo, um tsunami, 2004, na Indonésia, mais de 250.000, 200.000 pessoas. A obra Transição Planetária de Edivaldo, parte da obra retratando a ajuda a movimentação dos benfeitores ali agindo dentro da justiça divina. Vamos pensar rapidinho. Justiça divina após terem morte. Como nós queremos a nossa desencarnação, a nossa chegada, a nossa permanência lá. é através de atitudes. Agora, desde o desligamento mais rápido ou mais demorado, mais doloroso, é a justiça divina. Os benfeitores intervém quando é para um rompimento mais rápido, mais espiritualizado, uma pessoa que tem méritos. Então, esse desligamento mais ou menos rápido já é a aplicabilidade da justiça divina. Há uns que há alguns que em horas se desconectam, outros dias, semanas, meses. Morrem, mas não desencarnam. Conforme fala Filomeno de Miranda, morrer é biológico. O corpo morre, mas o espírito não desencarna porque fica com a mente conectada às coisas da terra. aquilo, as ideias e as atitudes materialistas, sensualistas, utilitaristas que ele cultivou. E um ponto, já que congresso, conferência também é um espaço para aprofundamento doutrinário, algo muito interessante que já é justiça divina, o fluído vital. Porque quando nós desencarnamos, a maioria de nós, como diz André Luiz, não somos completistas, seja no que diz respeito ao tempo da reencarnação e especialmente a qualidade

ça divina, o fluído vital. Porque quando nós desencarnamos, a maioria de nós, como diz André Luiz, não somos completistas, seja no que diz respeito ao tempo da reencarnação e especialmente a qualidade da reencarnação. Então, muitos de nós, antecipando consciente ou inconscientemente o tempo de vida, despertamos, morremos com ainda uma cota de fluido vital. Quando temos merecimento em nome da justiça divina, que fazem os benfeitores espirituais? Agem na obra transição planetária mostra os benfeitores dão um passe, uma ação magnética e este fluído vital que é a realidade no corpo físico, dispersa e retorna à origem, a matéria prima, o fluído cósmico universal. E aí isso ajuda no desligamento, ajuda no despertar, na lucidez. Porque quando remanece fluído vital no corpo físico de início dos primeiros momentos da desencarnação, podemos, se não temos merecimento, sofrerar sédio dos obsessores que se alimentam deste fluído vital, que nos aguardam, porque mantínhamos e nutríamos esta parceria com eles aqui pelas nossas escolhas doas e equivocadas. desencarnamos, eles estão lá, são comparsas, estamos ligados mentalmente. Não temos mérito para que os benfeitores venham e nos desconectem deles e nos levem para outras regiões. Eles nos aguardam. Foi o que nós fizemos em vida. As escolhas, as atitudes, os padrões mentais são comparsas nós. Que bom que você veio para cá. Vamos. E aí vamos para as regiões trevosas ou umbralinas. ou se temos merecimento, atendidos nos postos de socorros no mundo espiritual, ou se temos merecimento, já vamos para uma colônia intermediária ou as felizes, tudo em nome da justiça divina. O fluído vital, eu falei do aprofundamento doutrinário, até conversamos com a Lali há pouco tempo, para mim eu achei assim uma um achado na obra Memória de um suicida. Já tinha lido. Por quê? Porque sempre ouvimos que estes sensualistas suicidas, alguns reto o fluído vital, essas energias vitalizantes os atormentavam, gerando sofrimento durante muito tempo no mundo espiritual.

do. Por quê? Porque sempre ouvimos que estes sensualistas suicidas, alguns reto o fluído vital, essas energias vitalizantes os atormentavam, gerando sofrimento durante muito tempo no mundo espiritual. Mas eu falei, mas o fluído vital é realidade no corpo físico, daqui a pouco ele começa a se decompor, como é que isto impacta o espírito? E achei na obra, quem quiser lá, capítulo primeiro da obra Memória de um suicida, olha a ilucidação. Eu achei para mim foi, sabe quando a gente começa a estudar doutrina e você vai conectando as informações e vem aquela alegria do saber. Ali na obra fala sim a sobra do fluído vital, a falta de merecimento. Aí este fluído vital em excesso no corpo agora passa por uma adaptação e torna-se energias vitalizantes que se agregam agora ao perespírito e nos passam a afligir no mundo espiritual com diversas consequências que o tempo não nos permite. Então, vejam justiça divina, vida futura. Então, desde o despertar, o desligamento, a questão do fluído vital, né? A questão do socorro espiritual de imediato, ser tirado do corpo e levado para qual local, para onde vamos? Merecimento. Não há como momentos antes de desencarnar, fazer uma prece bonita e inspirada e achar que isso vai abrir para nós favores pessoais. A morte nada mais é do que nos colocar com a nossa realidade espiritual numa outra dimensão, exatamente como somos aqui. Colheremos aquilo que merecemos em nome da justiça divina, mas também receberemos o que nos é devido em nome da misericórdia divina. Socorro divino não falta para ninguém, seja nas trevas, num brau, em qualquer região, ou bem ali está, mas vai agir em nome da justiça no momento certo, de acordo com os merecimentos de cada um, arrependimento e tal. E se não houver arrependimento, em nome da misericórdia, trazem os espíritos para as reencarnações compulsórias. Compulsórias. Quanta coisa chegar no mundo espiritual. Ah, eu vou, eu quero trabalhar. Mas para isso tem que ter méritos. Em nome da justiça divina, você tem que estar acostumado a trabalhar

ulsórias. Compulsórias. Quanta coisa chegar no mundo espiritual. Ah, eu vou, eu quero trabalhar. Mas para isso tem que ter méritos. Em nome da justiça divina, você tem que estar acostumado a trabalhar aqui na terra. Se eu não estou acostumado a trabalhar aqui, como é que na minha chegada lá eu vou trabalhar? Eu vou ter que me qualificar, vou ter que aprender vencer as más inclinações. Se eu trabalho aqui, é mais fácil, é uma continuidade. Eu sempre conto a história do meu pai, bem curta. Ele certafeita em vida sonhando, estava numa região espiritual belíssima, um salão como este, repleto de espiritualidade, bons espíritos, uma preleção e ele no canto do salão. Aí um benfeitor se aproximou e ele achou que iam expulsá-lo do salão. E aí ele falou: "Não, não permita-me ficar aqui algum tempo desse ágape espiritual, nem que seja para varrer o salão". Aí o benfeitor falou para ele assim: "Você varre a sua casa? Não. Então vai aprender a varrer primeiro lá para depois vir varrer aqui. Aí ele acordou. [aplausos] Porque no mundo espiritual, em nome da justiça divina só tem duas situações. Ou nós trabalhamos ou damos trabalho. Alguém tem que estar cuidando de nós, ajustando, adaptando. Então, vejo quantas coisas ser acolhido por Jesus. Alguns têm este mérito, mas é mérito. Simão Pedro, Maria Madalena, Chico Xavier, nossa, mas são pessoas ilustres. Mas o mendigo Jorge também foi recebido por Jesus, conforme narra Chico Xavier. mendigo, pobre na miséria, que visitava o Chico e o beijava e deixava marcas de sangue em sua bochecha, boca rachada, mas o pouco que tinha na pobreza dividia com todo mundo. E aí o Emanuel fala: "Lembra do Jorge Chico numa reunião mediúnica assim, desencarnou, puxa". Aí foi recebido por Jesus. Por Jesus, sim, pelos méritos, né? Quantas coisas. Então, como despertamos lá, a revista espírita, tem uma mensagem lida. A chegada de um irmão. maio de 1861, as festas que acontecem no mundo espiritual, quando nós aqui na terra somos vencedores, temos méritos e passamos para esta vida

ta espírita, tem uma mensagem lida. A chegada de um irmão. maio de 1861, as festas que acontecem no mundo espiritual, quando nós aqui na terra somos vencedores, temos méritos e passamos para esta vida futura, esta vida espiritual com méritos, acolhido, desligando-se mais naturalmente do corpo, despertando lá alguns dias, dois, três dias, cco dias para algum, a relativa lucidez e os bons espíritos, festas espirituais em razão do êxito, ainda que relativo, mas o êxito da nossa reencarnação. Então, é assim que nós vamos entendendo a justiça divina na sua amplitude vida física e na sua amplitude vida no mundo espiritual. E vamos a partir deste conhecimento. Não é um conhecimento só para nós acharmos bonito, é para que desde já vamos nos educando para a desencarnação, para que desde já o conhecimento espírita nos toque a alma. e nós em vida possamos ser expressões da justiça e da misericórdia divina. Este é o convite. Já que eu entendi como funciona a justiça divina, eu sou uma pessoa justa dentro dos padrões do evangelho. Já que eu entendi misericórdia divina, sou no meu dia a dia uma pessoa misericordiosa, amorosa. Daí o Cristo, se a vossa justiça não exceder a dos escribas e fariseus, não for melhor. Então nós passamos agora a partir deste conhecimento, sabendo que não há como burlar nada, nós vamos desde já sendo justo, não fazendo outro aquilo que nós gostaríamos, não gostaríamos que nos fosse feito. E vamos andando na direção da misericórdia juntos, fazendo ao outro bem, aquilo que gostaríamos para nós, a fim de que cuidando da vida dentro dessa perspectiva espiritual, estejamos prontos a qualquer momento para que a justiça divina incida sobre nós, porque confiamos que ela não falha. Encerrando, não é por outra razão que na chamada oração dominical Jesus propõe, né? Pai nosso que estais no céu, santificado seja o vosso nome, venha a nós o vosso reino, seja feita a vossa vontade, assim na terra como nos céus, assim na vida física como na dimensão espiritual. Pai, hoje eu entendo a tua justiça e a

ificado seja o vosso nome, venha a nós o vosso reino, seja feita a vossa vontade, assim na terra como nos céus, assim na vida física como na dimensão espiritual. Pai, hoje eu entendo a tua justiça e a tua misericórdia. Que eu possa fazer a minha parte no bem, mas eu sei que a tua vontade é soberana, é perfeita e agirá sempre de acordo com as nossas necessidades evolutivas, a fim de despertar em nós o germe divino, para que possamos caminhar na direção da plenitude, que é inevitável. Pai, seja feita a vossa vontade, assim na terra como nos céus. Muito obrigado.

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