A Força do Espiritismo - A visão espírita dos evangelhos - Fabio Fortes

FEBtv Brasil 27/10/2023 (há 2 anos) 1:04:18 56 visualizações

"A Força do Espiritismo" é ao vivo e traz convidados para discutir aspectos relevantes da Doutrina Espírita, sempre às quintas-feiras, às 20h30. Vamos estudar e debater juntos? Uma produção do Espiritismo.NET em parceria com o Conselho Espírita do Estado do Rio de Janeiro - CEERJ e a FEBtv.

Transcrição

Olá meus amigos muito boa noite sejam bem-vindos a mais um programa A Força do Espiritismo que é uma produção do espiritismo.net em parceria com a TV crge com a FEB TV e retransmitido também por outros canais parceiros como a web rádio amigo espiritual a TV ideac a web rádio Fraternidade e a Associação Espírita Célia Xavier lá de Belo Horizonte e hoje trazendo um tema muito interessante né a visão espírita dos Evangelhos e para tratar desse tema nós temos a grande alegria de ter conosco Fábio fortes Boa noite meu amigo seja bem-vindo Boa noite Jaílton Boa noite a todos e a todas que estão conosco É isso aí o Fábio gente vai ter os 40 minutos iniciais para abordar o assunto depois a gente volta batendo um papo E para isso a gente já estimula vocês a fazerem perguntas né já que o tema É bem interessante que vocês possam perguntar fazerem seus comentários porque aí depois no final na nossa nosso momento de bate a gente insere essas questões esses comentários bom meu amigo vai lá a palavra então agora é tua e logo mais eu volto então muito obrigado já já muito obrigado a todos que estão aqui nos bastidores do espiritismo.net colaborando com esse programa e para mim um é uma alegria uma honra poder conversar durante esses minutos sobre a visão Espírita dos Evangelhos eu queria iniciar a nossa conversa dizendo que um fato que todos nós espíritas certamente sabemos o fundamento digamos assim dos estudos evangélicos na visão espírita é sem dúvida O Evangelho Segundo espiritismo esse livro que foi publicado né em 15 de abril de 1864 ou seja prestes a realizar daqui alguns meses 160 anos foi publicado inicialmente com o nome de imitação do evangelho e se propunha a ser uma espécie de reflexão espírita em torno do Evangelho e É de fato aquela obra pela qual a maior parte dos espíritas T acesso à mensagem de Jesus no entanto eu gostaria de de começar a nossa reflexão fazendo algum umas reflexões sobre o próprio Evangelho Segundo o Espiritismo a respeito dessa obra é importante nos lembrar que não se

em de Jesus no entanto eu gostaria de de começar a nossa reflexão fazendo algum umas reflexões sobre o próprio Evangelho Segundo o Espiritismo a respeito dessa obra é importante nos lembrar que não se trata de uma espécie de substituto dos Evangelhos ou seja daqueles textos que foram redigidos lá na antiguidade nos nas primeiras décadas depois da existência Histórica de Jesus por seguidores por cristãos e que depois viriam a constituir aquilo que nós chamamos na tradição Cristã de Novo Testamento que é um conjunto de textos que falam sobre a vida sobre a obra sobre os exemplos e sobre a mensagem de Jesus dos seus Apóstolos e dos primeiros cristãos o evangelho segundo espiritismo não é o Novo Testamento dos espíritas O Evangelho Segundo o Espiritismo não é não vem como uma substituição do novo testamento como muitos poderiam acreditar na verdade o evangelho segundo espiritismo é um comentário que Kardec realiza juntamente com espíritos guias da codificação a respeito de algumas passagens chave do contidas no Novo Testamento e que abordam essencialmente a dimensão ética ou moral do o espiritismo ou seja eh entre os vários elementos que estão lá no Novo Testamento que dizem respeito por exemplo à infância a biografia de Jesus muito simbolicamente representada né as os chamados Milagres as chamadas reflexões que depois seriam predições Para o Futuro os próprios princípios que estabeleceram a doutrina do cristianismo na antiguidade Kardec na verdade nesta obra O Evangelho Segundo espiritismo destaca apenas o ensinamento moral tanto é assim que se a gente pegar o Evangelho Segundo o Espiritismo e olhar quais passagens do novo testamento ele aborda nós veremos que essencialmente a maior parte dos comentários que Kardec e os espíritos fazem sobre o novo testamento são passagens que se encontram naquele conjunto de capítulos que perfazem por exemplo no Evangelho Segundo Mateus aquilo que nós chamamos o Sermão da Montanha ou seja o grosso por assim dizer do Evangelho Segundo espiritismo é

tram naquele conjunto de capítulos que perfazem por exemplo no Evangelho Segundo Mateus aquilo que nós chamamos o Sermão da Montanha ou seja o grosso por assim dizer do Evangelho Segundo espiritismo é o comentário dos Capítulos 3 a 6 do Evangelho de Mateus e de suas versões nos outros Evangelhos ditos canônicos porque é o essencial a fonte o objetivo principal dessa obra de Kardec era o comentário sobre a moral ou a ética cristã isso aliás Kardec já exprime na introdução do Evangelho Segundo espiritismo quando ele vai falar por exemplo que da que de todo o material que está no Novo Testamento que se poderiam classificar em Cinco partes né ele vai dizer os atos comuns da vida do Cristo os milagres as predições as palavras foram tomadas pela igreja para o fundamento de seus dogmas e o ensino moral o ensino moral seria o mais relevante mas é importante também a gente pensar ainda guisa de introdução que o Evangelho Segundo o Espiritismo representou na codificação Espírita uma espécie de guinada ou de viragem do pensamento espírita o que eu quero dizer com isso já no livro obras póstumas por por exemplo na sua segunda parte que é uma espécie de diário de bordo de Kardec discutindo com os espíritos da codificação sobre a sua própria experiência enquanto espírito missionário existe um texto que ele que ele que foi né posteriormente publicado nessa obra que retrata o momento em que Kardec estava redigindo O Evangelho Segundo o Espiritismo quando ele teria tirado uma espécie de de teria tirado uma espécie de férias por assim dizer alguns dias numa cidadezinha do interior da França chamada segir onde ele então estava completamente envolvido com a redação do evangelho e lá o espírito da Verdade teria dito para Kardec o seguinte aproxima-se a hora em que a face do céu e da terra terás de proclamar que o espiritismo é a única tradição verdadeiramente Cristã e a única instituição verdadeiramente divina e humana essa é uma passagem que eu estou citando do obras póstumas na parte dois

de proclamar que o espiritismo é a única tradição verdadeiramente Cristã e a única instituição verdadeiramente divina e humana essa é uma passagem que eu estou citando do obras póstumas na parte dois no capítulo que se chama a imitação do Evangelho justamente tratando do Evangelho Segundo o Espiritismo O que que a gente destaca dessa passagem a publicação do Evangelho Segundo espiritismo representou t no pensamento Espírita uma virada se o espiritismo não tenha se tornado no sentido estrito da palavra uma religião porque afinal de contas religiões enquanto instituições possuem elementos que o espiritismo não tem como por exemplo uma classe sacerdotal um conjunto muito fixo de dogmas um conjunto muito determinado de rituais são elementos que o espiritismo não tem por outro lado assim como as religiões a partir do Evangelho Segundo o Espiritismo pelo menos o espiritismo poderá ser pensado como uma reflexão que vai se colocar na esteira da tradição Cristã e por essa razão também vai alertar o espírito da verdade que o espiritismo será ainda mais perseguido justamente pela igreja Então essa Virada do do Espiritismo enquanto uma doutrina inicialmente experimental científica que vai investigar as relações entre encarnados e desencarnados em segundo lugar uma doutrina filosófica que vai dar conta da origem da destinação e da própria definição do que é o ser humano o espiritismo a partir de 1864 poderá de forma mais explícita ser pensado também como religião eu faço a introdução eh refletindo sobre o evangelho segundo espiritismo mas na verdade para dizer aqui que essa visão que essa obra traz dos Evangelhos não é uma visão que se coloque na doutrina espírita desde a sua origem na verdade se trata de uma compreensão que vai sendo desenvolvida à medida que o espiritismo se organiza e o que eu vou falar agora na sequência é pontuar alguns Capítulos digamos assim dessa edificação de uma visão espírita sobre o evangelho olhando pro Livro dos Espíritos que todo mundo sabe foi a

niza e o que eu vou falar agora na sequência é pontuar alguns Capítulos digamos assim dessa edificação de uma visão espírita sobre o evangelho olhando pro Livro dos Espíritos que todo mundo sabe foi a primeira obra publicada por Kardec já em 1857 se a gente fizer uma busca assim por palavras a palavra evangelho aparece pouquíssimas vezes eu fiz essa pesquisa e eu notei que essa palavra aparece apenas seis vezes no texto do Livro dos Espíritos claro que se a gente fizer o levantamento vai aparecer mais algumas vezes com notas e referências ao evangelho segundo espiritismo mas como o evangelho segundo espiritismo não estava escrito na época do Livro dos Espíritos então a gente pode tirar essas referências imaginar que na redação do Livro dos Espíritos pelo menos apenas e uma dúzia meia dúzia de vezes Kardec se debruça sobre o tema do Evangelho é muito pouco essa e nessas seis Breves ocorrências o que que qual que é a visão que a gente tem ali do Evangelho nessas poucas visões poucas ocorrências o Evangelho é evocado por Kardec no livro dos para basicamente três efeitos principais primeiro efeito é fazer uma espécie de denúncia do irracionalismo de determinadas leituras da própria Bíblia então Kardec por exemplo não vai ter tempo de eu mostrar todas as passagens aqui mas V fazer só alusão a ela no capítulo 1 por exemplo da parte do ele ele vai falar do Absurdo que tem algumas passagens do Evangelho quando eles quando elas são interpretadas literalmente então o evangelho tá sendo ali tomado numa perspectiva crítica segunda finalidade que a gente encontra nessas citações ao evangelho no Livro dos Espíritos diz respeito a uma a um arrazoado que Kardec faz das concordâncias entre princípios espíritas e o Novo Testamento então a passagem mais conhecida está na no Capítulo 5 da parte dois que é a questão 222 que na verdade é uma dissertação que Kardec escreve que tem como título considerações sobre a pluralidade das existências ou seja sobre a reencarnação em que Kardec vai retomar

ois que é a questão 222 que na verdade é uma dissertação que Kardec escreve que tem como título considerações sobre a pluralidade das existências ou seja sobre a reencarnação em que Kardec vai retomar determinadas passagens do Evangelho como por exemplo aqu aquela passagem de Elias o do retorno de Elias e de Nicodemos para mostrar que esse Pilar esse fundamento Espírita ele não é contrário digamos assim a uma certa interpretação do evangelho e o terceiro ponto que vai aparecer no Livro dos Espíritos sobre o Evangelho é mostrar que a moral evangélica os princípios da a ética cristã do amor ao próximo da Solidariedade do amor da da Fraternidade da desse espírito de colaboração mútua do da abnegação não são valores contrários a que a doutrina dos Espíritos traz eu fiz uma síntese para mostrar para vocês eu poderia citar essas passagens Não teremos tempo para dizer que na verdade no Livro dos Espíritos o evangelho está sendo evocado quase como algo secundário mas para dizer que as lições do Evangelho não são contrárias ao espiritismo necessariamente se bem interpretadas e para dizer que o espiritismo enquanto uma doutrina filosófica pode ser condizente com uma moral Cristã é quase como um discurso que Kardec faz de dizer Olha a nossa doutrina não é contrária a uma religião cristã mas a gente não tem ainda essa ideia de que o espiritismo se ocupa justamente do Evangelho no Livro dos Médiuns também do mesmo modo que nós sabemos foi publicado em 1861 existe apenas uma única referência ao evangelho a palavra evangelho né em que ele vai dizer em que um um espírito vai dizer assim a pergunta que Kardec faz é como pode um homem aperfeiçoar-se mediante o ensino dos Espíritos quando não tem nem por si mesmo nem com auxílio de outros médiuns osos meios de receber de modo direto esse ensinamento então se a pessoa não tem acesso à mediunidade para recolher dos Espíritos as instruções para a vida como poderemos progredir em outras palavras essa é a pergunta e os espíritos vão dizer não tem ele os

tão se a pessoa não tem acesso à mediunidade para recolher dos Espíritos as instruções para a vida como poderemos progredir em outras palavras essa é a pergunta e os espíritos vão dizer não tem ele os livros como tem o Cristão evangelho Essa é a única menção Evangelho no Livro dos Médiuns ou seja os livros como evangelho podem ser Fontes úteis para educação dos homens então nós concluímos que tampouco no Livro dos Médiuns o Evangelho é colocado como o foco específico e central do espiritismo já no livro céu e inferno que foi escrito depois eh foi justamente escrito eh depois né na sequência a gente já vai ver algumas referências ao evangelho justamente porque Kardec vai tratar de determinados dogmas da Igreja como por exemplo a existência de um céu a existência de um inferno então Kardec vai discutir e assim como no livro dos Espíritos Kardec vai mostrar que o evangelho como fonte de uma moralidade ou de uma ética que é muito mais fraterna muito mais amorosa muito mais eh humana não é contrário à doutrina espírita sobre a vida após a morte então também aqui nós temos o evangelho sendo tomado como um elemento par mas também não exatamente o foco da nossa doutrina já na Gênese E assim a gente vai encerrar o nosso sobrevoo digamos assim sobre as obras básicas nós vamos ver Kardec tratando a Gênese foi escrita depois do Evangelho Segundo espiritismo portanto Depois dessa virada que eu comentei no início da nossa fala Kardec vai tratar especificamente de dois pontos que não foram tratados no evangelho Segundo o Espiritismo que são os chamados Milagres e as chamadas predições que estão nos Capítulos 15 e 17 da Gênese já aqui na Gênese a gente vê uma ideia nova aparecendo digamos assim na doutrina espírita de que o espiritismo é uma leitura Renovada do próprio evangelho ou seja o espiritismo não é mais ou não somente ciência experimentação e filosofia o espiritismo é também de certa forma uma reflexão religiosa no sentido da palavra religião como Aquela dimensão da experiência

espiritismo não é mais ou não somente ciência experimentação e filosofia o espiritismo é também de certa forma uma reflexão religiosa no sentido da palavra religião como Aquela dimensão da experiência humana que aproxima os espíritos de Deus ou religa os espíritos a Deus né então a Gênese vai dizer claramente no seu capítulo um o seguinte o espiritismo longe de negar ou destruir o evangelho vem confirmar explicar e desenvolver pelas leis da natureza que revela tudo quanto o Cristo disse e fez então e aí outras passagens também vão mostrar como que já no âmbito né das obras fundamentais do Espiritismo o evangelho então vai se tornando um tema fundamental para a doutrina espírita então o evangelho não é mais um objeto lateral secundário para a experiência do Espírita mas é um objeto Central E aí gente nós passamos para um próximo capítulo Como que essa ideia que digamos assim já na ucação kardequiana vai ganhando força vai ganhando forma de que o Evangelho é um dos pilares da nossa doutrina para além das reflexões científicas sobre o acesso a espiritualidade ou a manifestação dos Espíritos né ou os estudos sobre mediunidade por um lado ou as especulações filosóficas sobre o ser sobre o destino sobre o Futuro por outro lado ou seja o evangelho também tá no centro da nossa doutrina no no caso desse dessa passagem histórica né que foi a implantação da doutrina espírita no Brasil é claro que nós vamos ver esse domínio do Evangelho cada vez mais grave mais importante no espiritismo brasileiro a gente eu vou Não não vou aprofundar nem vou mesmo discutir mas eu não posso deixar de notar para uma reflexão histórica mais mais precisa a importância de de um livro que hoje não é mais considerado eh uma fonte doutrinária confiável pela maior parte dos espíritas mas que por ocasião da implantação do espiritismo no Brasil teve uma importância para que o espiritismo fosse lido na sua perspectiva evangélica e religiosa eu estou me referindo Aos aos famosos quatro Evangelhos de do pensador Jean

ão do espiritismo no Brasil teve uma importância para que o espiritismo fosse lido na sua perspectiva evangélica e religiosa eu estou me referindo Aos aos famosos quatro Evangelhos de do pensador Jean Batista rusten que foi um contemporâneo de Kardec publicou essa obra em 1863 então esses quatro Evangelhos que hoje representam um livro livros né cujas teorias sobre o evangelho São contestadas mas tiveram por outro lado um peso muito grande no espiritismo Nascente no Brasil para que essa dimensão do Evangelho na experiência Espírita fosse maior do que as outras dimensões por assim dizer científicas e filosóficas mas eh grande mesmo importância teve a obra de Emmanuel e e sobre a obra de Emmanuel nós não temos nenhum tipo de ressalva né já em 1 1940 na revista o reformador Emmanuel Vai publicar o seu primeiro comentário ao evangelho espero que vocês estejam ainda me acompanhando porque que tá chovendo bastante tô com medo da conexão ter está falhando então em 1940 Emanuel vai publicar um comentário ao evangelho e vai começar uma um empreendimento que vai eh publicar digamos assim centenas de páginas comentando o evangelho em mais de 100 livros publicados sempre sob a Lavra de Chico Xavier que depois vão ser reunidos em livros né como aquela série fonte viva pão nosso Boa Nova e bem mais recentemente por iniciativa dos trabalhos da FEB vão ser coligidos nessa coleção o evangelho de por Emanuel né que compõe todos esses comentários espíritas sobre o evangelho e e Emmanuel também no livro o consolador quando vai se debruçar sobre o evangelho dentro das Revelações Emmanuel vai novamente enfatizar a idade do evangelho para a experiência Espírita tanto no sentido de que o evangelho os Evangelhos são a fonte de inspiração para a transformação da humanidade isso está contido por exemplo no Consolador quanto na ideia de que sem o evangelho o espiritismo estaria limitado e poderia deixar de existir então o centro de toda Revelação divina como vai dizer Emmanuel lá na questão

or exemplo no Consolador quanto na ideia de que sem o evangelho o espiritismo estaria limitado e poderia deixar de existir então o centro de toda Revelação divina como vai dizer Emmanuel lá na questão 282 É sim a mensagem de Jesus o evangel então com essa com essa reflexão eu fiz um um resumo digamos assim de como nessa hisa da noina o evangelho vem se tornando cada vez mais a fonte principal das reflexões espíritas desde as primeiras alusões indiretas de Kardec no Livro dos Espíritos e Livro dos Médiuns até a grande edificação das obras psicografadas por Chico Xavier em torno do Evangelho na Lavra de espírito como emel mas também outros espíritos eh que psicografam por outros médiuns como a Joana De Angeles por Divaldo também vão convergindo na centralidade cada vez maior do Evangelho para a vida eh coletiva Comunitária dos espíritas e para o modo como nós hoje lemos a nossa doutrina e buscamos vivenciá-la caminhando para pro desfecho da nossa reflexão eu não poderia deixar de dizer que nos últimos anos tem existido interesse cada vez maior na nossa doutrina para a leitura não dos não somente dos os ao evangelho ou não somente para voltar essas fontes kardequiano de Jesus mas para retornar à leitura e ao estudo sistematizado dos livros que compõem o Novo Testamento nós sabemos que cada vez mais tem tido traduções comentários grupos de estudos sobre o Novo Testamento E aí vem aquela pergunta qual é a como que nós espíritas devemos ler o novo testamento é claro que as chaves de leitura do novo testamento já estão dadas para nós na própria codificação Espírita e nas obras secundárias confiáveis mas quando a gente lê o Novo Testamento a gente não pode deixar de de levar em conta que na verdade esses textos que chegam a nós né na Bíblia os Evangelhos canônicos são fruto de um trabalho que sem dúvida por um lado teve a supervisão espiritual né próprio Paulo né e uma de suas cartas aos Tessalonicenses vai dizer não perdão carta Timóteo segunda carta Timóteo vai dizer toda a escritura inspirada por

por um lado teve a supervisão espiritual né próprio Paulo né e uma de suas cartas aos Tessalonicenses vai dizer não perdão carta Timóteo segunda carta Timóteo vai dizer toda a escritura inspirada por Deus e é útil para instruir para corrigir e para educar na justiça a gente como Espírita Pode admitir que esses textos da Bíblia que compõem o Novo Testamento foram inspirados pela espiritualidade a ponto de que eles pudessem compor digamos assim essas Fontes né sobre as quais a própria doutrina espírita foi edificada como eu falei agora a pouco por outro lado compreender essa dimensão digamos assim inspirada iluminada do dos novo dos textos que compõem o novo testamento não pode evitar não pode eh fazer com que nós abramos a eh mão do nosso espírito crítico de modo que não dá para ler esses textos do novo testamento sem uma reflexão sem traduzir os símbolos sem entender o contexto em que eles foram escritos e os símbolos próprios daquela cultura antiga mediterrânea Judaica que está ali implícito próprio Kardec no Livro dos Espíritos já alertava do Absurdo de interpretar literalmente a Bíblia Então nós não podemos como espíritas ter uma leitura que nós poderíamos chamar de fundamentalista que é uma leitura literal da Bíblia nós precisamos ler a Bíblia o novo testamento em espírito e verdade não somente em letra tentando traduzir aquelas lições para o máximo da espiritualidade que elas alcançam não para o mínimo da materialidade que muitas vezes a elas as interpretações se entregam então saber ler esses esses textos do novo testamento como textos inspirados pela espiritualidade superior deve sempre nos colocar na condição daqueles que observam a vida de Jesus os atos de Jesus os chamados milagres que estão ali representados as parábolas que estão ali narradas os gestos os olhares os as os personagens que aparecem ali na Ótica daqueles que se inspiram em seguir os exemplos de Jesus então na verdade a chave paraa leitura do novo testamento na Ótica Espírita está dado no primeiro livro da codificação

que aparecem ali na Ótica daqueles que se inspiram em seguir os exemplos de Jesus então na verdade a chave paraa leitura do novo testamento na Ótica Espírita está dado no primeiro livro da codificação espírita na questão 625 Qual que é o tipo mais perfeito que Deus concedeu a Humanidade para servir de modelo e guia Jesus então entender Jesus como esse farol que ilumina as páginas dos Evangelhos nos convidando a um novo modo de vida transformado por uma ética superior que ainda não está plenamente realizada em nosso planeta implica Buscar nos gestos de Jesus o modelo para Nossas ações e quando a gente pensa em modelo a gente pensa em quê a gente pensa Vamos pensar o modelo de um artista quando o artista tá pintando um quadro ou fazendo uma escultura ele olha pro modelo o modelo ele serve para ser o quê imitado então nós devemos buscar imitar Jesus imitar Jesus na importância dos seus gestos dos seus atos mas fazendo a contextualização paraa nossa época porque a gente poderia dizer assim ah mas Jesus fala de coisas que não existem no nosso mundo pois é verdade Jesus fala de coisas que dizem respeito à Vida na Palestina lá no século ieo e certamente não existe em nossa época como por exemplo Lavapés o Lavapés era um gesto de hospitalidade que os antigos faziam naquela sociedade hoje em dia quando alguém vem à nossa casa a gente não pede pra pessoa tirar o sapato pra gente lavar os pés dela a gente não vai imitar na literalidade o gesto de Jesus mas quando Jesus se ajoelha aos pés dos seus discípulos justamente naquele contexto que está na antessala da da assim chamada última ou Santa Ceia Jesus nos está pedindo para que nós imitemos o gesto do Lavapés mas que a gente faça o esforço do serviço e o serviço se não é o Lavapés em nossa época será outro nós saberemos nos colocar numa atitude de serviço porque Jesus justamente naquele contexto vai dizer pois assim serão reconhecidos os aqueles que me seguem os meus discípulos por muito se amarem então buscar Jesus enquanto modelo em primeiro lugar

ço porque Jesus justamente naquele contexto vai dizer pois assim serão reconhecidos os aqueles que me seguem os meus discípulos por muito se amarem então buscar Jesus enquanto modelo em primeiro lugar significa buscar Jesus na Perspectiva da imitação dos seus gestos por ISO isso aliás que o Evangelho Segundo o Espiritismo na sua primeira edição né aqui a edição histórica tinha como nome imitação do Evangelho Segundo o Espiritismo não tem nenhum problema em imitarmos Jesus nós temos que imitar os bons modelos para nossa vida a imitação é um tipo de aprendizado assim a gente faz para aprender desde tabuada na escola ou a ler escrever até as coisas mais complexas como para aqueles que sabem pilotar um avião a gente imita em algum grau aqueles que sabem só que Jesus não é só modelo a ser imitado Jesus é também guia e enquanto guia guia o que é o guia é aquele que está à frente de nós é aquele que nos antecede no caminho embora a gente não saiba exatamente para onde esse caminho ou como esse caminho nos conduz ao seu destino que é o destino da iluminação ou da felicidade por nós temos Jesus nós podemos confiar no próprio caminho se não houvesse Jesus nos antecedido na caminhada nós estaríamos mais perdidos nós não saberíamos se o caminho é um caminho confiável mas nós temos Jesus J segue à frente de todos nós Jesus é o nosso guia Jesus nos antecipa e nos assegura que seremos capazes de agir como ele agiu de até se for o caso caminhar sobre as águas ou multiplicar o pão Jesus nos ensina que que os maiores Milagres na verdade não são Milagres mas são o resultado da espírito Human Porque como Jesus di vs sois Deuses vs sois sal da terra V sois a luz do mundo nós poderemos Como Jesus agia porque Jesus nos ensinou o caminho a verdade e a vida então para encerrar as nosas reflexões o que pensar do Evangelho na visão espírita ou qual é a visão espírita do Evangelho a visão espírita do Evangelho é pensar o evangelho como Manancial de ensinamentos de Sabedoria de estímulo de desafios que nos que são colocados

visão espírita ou qual é a visão espírita do Evangelho a visão espírita do Evangelho é pensar o evangelho como Manancial de ensinamentos de Sabedoria de estímulo de desafios que nos que são colocados diante de nós para a construção de um novo ser o evangelho como vai dizer Emmanuel Como eu disse há pouco é a Pedra Angular da transformação do Espírito humano na terra pelo evangelho seremos mais espíritos seremos puramente espíritos pelo evangelho nós concretizarem a destinação a que todos nós estamos naturalmente fadados que é a Plenitude nós temos o evangelho porque Deus é misericordioso e permitiu que tivéssemos o evangelho nós espíritas modestamente devemos nos esforçar para dar dignidade cada vez maior ao estudo da mensagem de Jesus para que ela saia dos livros para que ela saia dos discursos que o próprio Jesus chamava de fermento dos fariseus das discussões e se transforme em práticas nas nossas vidas porque para nós espíritas não é fora do evangelho que não há salvação é fora da caridade que não há salvação o Evangelho é o caminho que nos ajuda encontrar a caridade e portanto a nossa destinação humana de espíritos caminhando pela terra Então são essas as minhas considerações iniciais agradeço MS a todos e todas que tiveram o carinho e atenção de me ouvir de me acompanhar até aqui e eu me coloco à disposição pra gente continuar conversa Se tiverem perguntas comentários ou observações ou mesmo correções para fazer agradeço novamente ao pelo carinhoso convite me amig a gente que agradece aí op de tão interessantes eu fiquei aqui viajando em muitas questões lembrando de de algumas eh colocações do do próprio Kardec em algumas de suas obras até mesmo na Revista Espírita né Eh e também do de do quanto os espíritos foram cuidadosos em na construção da de toda a doutrina aqui meu amigo temos uma pergunta eu queria até agradecer ao pessoal que se manifestou o pessoal hoje Tá quietinho sabe Fábio então foi o José Antônio lá de formiga e é perto daí né não formiga eu acho que não não é mais longe

ergunta eu queria até agradecer ao pessoal que se manifestou o pessoal hoje Tá quietinho sabe Fábio então foi o José Antônio lá de formiga e é perto daí né não formiga eu acho que não não é mais longe um pouquinho é formiga se eu não me engano é no Triângulo Mineiro é eu não tenho certeza eu posso estar falando uma grande besteira aqui é porque o Fábio é de Juiz de Fora ele tá lá em Juiz de Fora eh a Jeane Lima de Fortaleza Mandou também aqui um abraço a Jurema Célia de Araruama dizendo que o evangelho serve para ela como bússola do seu existir né e a Poliana ela fez um comentário e uma pergunta né Ela disse assim Fábio os símbolos parábolas contidas no evangelho vão dialogando conosco acessando nos inconsciente Sutilmente acessando eando virtudes adormecidas né você coment refletir torno desse comentário barra pergunta da nossa querida Poliana Poliana ao que você define de forma muito boa o efeito que essas imagens do Evangelho provoca na experiência daqueles que têm a oportunidade de conhecê-las né Eu costumo até dizer que é justamente por esses símbolos por essas parábolas por essas imagens que o evangelho de certa maneira se torna uma obra atemporal por que atemporal porque em cada contexto que a gente Leia o evangelho a gente tem possibilidade de de dar mais significados para cada passagem a gente nunca lê da mesma forma a mesma passagem do Evangelho a gente cada releitura do Evangelho traz novos sentidos porque o evangelho não é escrito como um Tratado de lógica ele é escrito através de símbolos e os símbolos eles estão abertos à nossa interpretação E à medida que a gente evolui a gente é capaz de interpretar com cada vez maior profundidade né então hoje nós podemos certamente ler o Evangelho com a experiência acumulada digamos assim ao longo de encarnações de de experiências que nós tivemos né então cada vez mais o evangelho vai se tornando ainda atual né medida que a gente vai avançando na nossa caminhada Pois é E ela agradece e diz que é isso aí mesmo né Eh o Fábio quando

e nós tivemos né então cada vez mais o evangelho vai se tornando ainda atual né medida que a gente vai avançando na nossa caminhada Pois é E ela agradece e diz que é isso aí mesmo né Eh o Fábio quando você tava fazendo aquela reflexão em torno da pesquisa que você fez sobre a existência da palavra evangelho né nas obras da codificação então começando lá pelo Livro dos Espíritos eu achei bastante interessante aquilo e aí eu gostaria que você eh me ajudasse aqui no no no seguinte na seguinte questão eh você acha que a não citação assim abundante da palavra evangelho pode ter sido por algum preconceito não só do próprio Kardec ou como ele pudesse esperar de algumas pessoas a ponto de de repente afastarem da Leitura já que a gente vivia um período complicado a respeito dessa questão da religião Porque mesmo não citando a palavra evangelho a gente tem uma densidade muito grande de conteúdo moral Então como é que você acha que eh é isso não aceitar Talvez o falar diretamente do Evangelho mas ir introduzindo conceitos Morais eu lembrei de outra coisa que no próprio Livro dos Espíritos tem até pergunta respondida por Paulo né então como é que você acha que deve ter sido isso é ótima ótima reflexão de fato eh essa pesquisa assim que eu fiz por palavraschave não deve ser também considerada como a última palavra sobre a importância do Evangelho é apenas um um sinal digamos assim apenas um um começo digamos assim da nossa pesquisa de mas é sintomático que a gente veja tão poucas citações né da palavra Evangelho no Livro dos Espíritos no Livro dos Médiuns que são justamente as duas primeiras obras da codificação por outro lado você tem Total razão ao dizer que já no Livro dos Espíritos a gente tem uma densidade moral muito grande inclusive é no Livro dos Espíritos que tá essa famosa questão 625 de que Jesus é o modelo e guia da humanidade é Jesus não é o Buda não é kristna não é outra divindade ou outra liderança religiosa no mundo é Jesus então para bom leitor né como se diz

osa questão 625 de que Jesus é o modelo e guia da humanidade é Jesus não é o Buda não é kristna não é outra divindade ou outra liderança religiosa no mundo é Jesus então para bom leitor né como se diz meia palavra basta um pingo é letra coisa parecida então assim essa vinculação digamos assim do Espiritismo a uma ética cristã já tá posta no Livro dos Espíritos entretanto eu diria assim pensando com você que me parece que Kardec como codificador e cada vez mais eu me convenço que esse codificador não é um mero Escriba ele não é alguém que foi juntando informações com os espíritos deu existe um Kardec Pensador um Kardec que refletia que elegia que selecionava que discutia com os espíritos Então para mim Kardec é coautor isso para mim é muito claro então esse Kardec me parece ele não tinha ainda uma clareza total do alcance religioso do Espiritismo eu acho que embora ele ele soubesse desde já do alcance ético e como essa ética era concordante com a ética cristã acho que ele não tinha noção do alcance religioso acho que ele não tinha mesmo por que que eu falo isso vou dar só dois duas justificativas A primeira é que a gente vê eh compulsando inclusive as cartas de Kardec eh que no na na primeira fase digamos assim da codificação Kardec traz para discussão religiosos de outr de várias religiões e se debruça sobre algumas religiões Então para mim ele ele tá testando digamos assim os limites da ética de uma doutrina que não aparentemente me parece para ele não era religiosa mas era simplesmente filosófica em relação a religiões inclusive H uma há uma carta que já foi publicada pelo projeto Kardec né esse projeto que tá sediado na Universidade Federal de Juiz de Fora que tem disponibilizado documentos do Kardec pessoais né cartas e em que ele em que Kardec fala explicitamente que não haveria problema de um clérigo Progressista católico participar dos estudos espíritas na sociedade de estudos parisienses como se fosse uma filosofia se você é católico tudo bem se não tem nenhuma questão

ria problema de um clérigo Progressista católico participar dos estudos espíritas na sociedade de estudos parisienses como se fosse uma filosofia se você é católico tudo bem se não tem nenhuma questão religiosa segundo ponto no próprio obras póstumas nesse texto que eu fiz menção eh o espírito da Verdade esclarecendo Kardec fala assim algo no sentido de dizer o seguinte eh até aqui o clero poderia acomodar-se a partir daqui não então eh eu acho eh que Kardec a dimensão do alcance religioso da doutrina espírita vem sendo revelada aos poucos também para Kardec Então eu acho que naquele primeiro momento ele não tinha noção completa do que haveria entendi entendi então é como se fosse uma construção ao longo do tempo e só a partir de um determinado momento que isso foi sendo eh efetivamente eh introjetado como uma necessidade uma verdade né de que ah exist tiia esse cunho também religioso até porque né eu me lembrei tem um artigo de Kardec Acho que em 1868 que ele faz esse questionamento né é o espiritismo uma religião e ele até vai dizer que eh do sob o ponto de vista de sacerdócio eh de de determinados rituais não mas que sobre o ponto de vista da ligação com com o Deus com o Divino né que com toda a certeza e e eu não lembro se esse próprio texto do de obras póstumas que você citou ou algum outro falando do Evangelho Segundo o Espiritismo por ocasião do lançamento tem uma imagem que eu acho muito bonita Fábio eh que os espíritos dizem que aquele momento do lançamento do livro era como se fosse o prédio se libertando dos andaines né Eu acho isso tão bonito ou seja eu eu eu comecei a construir a obra Mas eu só consigo ver a beleza da obra a partir daquele momento né então é de certa forma enaltecendo eh que aquele tipo de eh estudo em torno do Evangelho Seria algo que coroar e a obra eh da codificação O que que você poderia dizer sobre isso eu acho que essa é uma imagem realmente muito bonita e e eu acho que faz sentido né você na pergunta anterior falou de preconceito

ar e a obra eh da codificação O que que você poderia dizer sobre isso eu acho que essa é uma imagem realmente muito bonita e e eu acho que faz sentido né você na pergunta anterior falou de preconceito né Eu acho que eu vou também tocar nesse ponto tentando dialogar com essa nova questão eh muitas vezes existe mesmo preconceito contra religião e o preconceito ele é parcialmente justificado se a gente Para para pensar que na história da humanidade as religiões todas praticamente foram muitas vezes instrumentos de opressão de perseguição e de guerras Isso é fato então naquele contexto do século XIX na França em Paris depois do Iluminismo depois de uma série de conquistas sociais que tiraram Justamente a tirania da igreja sobre as pessoas também Kardec de certa maneira ele é an clerical aparece um certo anticlericalismo nas discussões de Kardec principalmente no céu e inferno principalmente então é claro que existe um uma resistência em parte justificada contra a religião mas entendendo religião não como o que a gente poderia chamar de verdadeira religião ou religiosidade mas Endo religião como camisa de força como eh discurso de poder como instituição muitas vezes completamente falida e que não foi suficiente para ser intérprete digamos assim da grandeza da mensagem do Cristo por exemplo Então me parece que inicialmente existe Kardec é um Pensador francês do século XIX ele não vai deixar de ser um Pensador francês do século XIX educado na Suíça um país que já tem também uma tradição laica anterior até a França no instituto do I Verdum onde do pestal que já também não era católico então é claro que ele traz um certo anticlericalismo porém aí agora vem pra segunda pergunta do andim quando a gente está disposto a entender religião não a partir da forma das religiões Mas a partir da essência do que é a religiosidade porque a religiosidade é é como se fosse um instinto humano independentemente de toda a razão independentemente do nosso intelecto até o nosso instinto de Busca

ir da essência do que é a religiosidade porque a religiosidade é é como se fosse um instinto humano independentemente de toda a razão independentemente do nosso intelecto até o nosso instinto de Busca do Sagrado ou do divino faz parte da nossa essência enquanto espíritos enquanto humanos por isso que em todas as épocas as pessoas estão em Busca do Sagrado essa religiosidade que é a busca desse Divino ela é linda ela é como você tirar o andaime de uma obra de arte e contemplar o edifício em toda a sua beleza então faz sentido pensar o espiritismo como religiosidade porque a religiosidade não está interdita aos Espíritos não está interdita aos espíritas ao contrário a religiosidade é o corolário é o ponto alto da nossa experiência ela não é contrária à nossa razão ela não é contrária ao nosso esforço de pensamento mas ela vem como o ponto mais alto da nossa experiência humana então eu acho que nesse sentido sim então eu acho até Jailton que nessa eu eu eu vou dizer assim com todas as letras eu eu acho que a posição do Emmanuel ela é muito correta eu acho que que o Emmanuel tem razão em colocar essa dimensão religiosa como ponto mais alto daquela Tríplice dimensão do Espiritismo sob pena de alguém me me julgar muito carolo muito religioso mas eu acho que entendendo religião nesse sentido não no sentido formal eu a no sentido mais profundo da palavra eu acho que sim Acho que é como a metáfora que você falou é o edifícil sem andim Olha é uma pena que a hora vai passando né me veio também aqui uma outra questão Fábio eh nós temos a doutrina espírita há pouquíssimo tempo aqui na face da terra os espíritas atuais na grande maioria são espíritas pela primeira vez né Talvez um ou outro já tenha sido Espírita numa outra Encarnação mas a maioria de nós é espírita pela primeira vez muitos foram nasceram em família Espírita mas outros se tornaram espíritas depois de já terem passado por outras experiências religiosas e mesmo nós que de repente podemos eh Já podemos ter nascido na no seio espírita em

m em família Espírita mas outros se tornaram espíritas depois de já terem passado por outras experiências religiosas e mesmo nós que de repente podemos eh Já podemos ter nascido na no seio espírita em outras encarnações estávamos em outras tradições religiosas por conta disso eh não pode acontecer de eu meio que querer repetir determinados comportamentos eh de outras tradições religiosas no seio Espírita às vezes não conseguindo entender muito bem a proposta dos espíritos e a proposta de Kardec dessa questão da religiosidade que cuidado eu tenho que ter para não fazer esse tipo de confusão acho que o o cuidado essencial que a gente tem que ter é não deixar de estudar a codificação Eu acho que o estudo da codificação como fundamento da nossa leitura Espírita é um antídoto muito bom contra digamos assim esse tipo de prática entre aspas contaminada por outro lado eh isso que que você observa é um risco real é um risco que efetivamente aconteceu e Acontece na nossa experiência espírita nós Como você mesmo disse trazemos hábitos são hábitos que às vezes trazemos de outras vidas são hábitos que nós colhemos da nossa experiência presente porque nós estamos numa cultura Então a nossa cultura no Brasil ela é fortemente marcada pela religiosidade católica evangélica então é natural que a gente vai absorvendo uma dicção um vocabulário uma prática ou mesmo um rito um ritual que são dos nossos companheiros principalmente Pensando que nós somos poucos né e aja Vista que no Brasil nós no último censo que já tem mais de 10 anos né porque o atual ainda não saiu eh éramos 3% só er somos poucos então é claro que como uma religião minoritária a gente vai lidando aí com com essas influências por outro lado eu acho mesmo não sei se você concordaria comigo que é um pouco inevitável isso eu acho que porque nós estamos né digamos assim na nossa experiência material na nossa cultura não tem como a gente sair da nossa Cultura a gente acaba traduzindo A Essência Espírita numa certa linguagem e essa linguagem embora ela

né digamos assim na nossa experiência material na nossa cultura não tem como a gente sair da nossa Cultura a gente acaba traduzindo A Essência Espírita numa certa linguagem e essa linguagem embora ela possa ser uma linguagem Espírita puramente Espírita mas não existe esse tipo de Pureza na prática né a gente acaba trazendo elementos de outras linguagens né Eu acho que a medida que a gente evolui a medida que a gente avança a gente vai se libertando da dessas limitações mais formais mas eu não acho também que a gente deveria ser assim ortodoxo sabe eu não eu acho que a gente deve ter uma certa tolerância com relação a isso mas é como eu comecei comecei a responder sempre voltando à codificação porque lá vai dizer quando a gente tá desviando demais digamos assim né mas assim uma certa tolerância porque o nosso espiritismo ele é diverso também eu já Eu Sou de minas né em Juiz de Fora Zona da Mata aqui tem um jeito de ser Espírita que é o jeito em que eu aprendi porque eu também não era Espírita né me tornei Espírita nessa existência mas morei em outros estados morei em Pernambuco morei em São Paulo eu vi que é diferente o espiritismo então a gente também não pode achar que nosso jeito é o jeito certo né verdade meu amigo com toda a certeza Poxa é uma pena que o nosso tempo chegou ao final mas mesmo com ele um pouquinho estourado eu vou deixar então esse tempinho final para você fazer suas considerações para encerrar essas nossas reflexões de hoje eh eu gostaria apenas de agradecer né pela pelo espaço pela oportunidade da gente refletir aqui eh e estimular né a todos nós espíritas a a nos debruçarmos sobre esse tesouro que são os Evangelhos de Jesus né por eles nós seremos mais felizes né então assim eu só só tenho dizer que como a Jurema acaba de comentar aqui espíritas amai-vos espíritas instruí-vos né então sim buscar esse essa sábia recomendação Eh que que nós conhecemos né é um é um bom caminho para todos nós muita paz a todos uma ótima semana muito obrigado obrigado Fábio obrigado a todo

-vos né então sim buscar esse essa sábia recomendação Eh que que nós conhecemos né é um é um bom caminho para todos nós muita paz a todos uma ótima semana muito obrigado obrigado Fábio obrigado a todo mundo aí que esteve com a gente semana que vem então às 8:30 da noite na próxima quinta dia 2 de novembro esse dia diz alguma coisa para vocês então na próxima quinta-feira dia 2 de novembro nós vamos ter aqui a nossa querida Dalva Silva Souza e ela vai trazer um tema que tem a ver com o Dia de Finados né o Espírita diante da da morte então vamos refletir sobre essa questão todos convidados paraa próxima quinta às 8:30 da noite aqui no programa A Força do Espiritismo grande abraço para todo mundo até lá desde os primeiros tempos o homem percebeu que havia algo de Divino e superior algo que transcendia a sua compreensão observando os fenômenos da natureza o trovão e a tempestade a luz e as trevas com um sentimento de perplexidade e reverência nasce oculta as forças da natureza e mais adiante as primeiras religiões politeístas Abraão saindo de ur na caldeia vai para a terra de Canaã E lança as bases do monoteísmo Moisés apresenta-nos os primeiros rudimentos da Lei Divina Jesus O Enviado Celeste canta-as de amor e misericórdia passados dois milênios a humanidade encontra na razão uma conquista e um instrumento de evolução mas o homem ainda se faz perplexo frente às estrelas e nos momentos de dor e luto ou na alegria do nascimento do rebento frágil e pequeno em seus braços deixa seu pensamento se embriagar até a inteligência Suprema a das causas há como aliar razão e fé para entender e reverenciar Deus e o espiritismo o que tem a dizer é pensando nisso que o espiritismo.net convida você e toda a comunidade Espírita A se debruçar sobre o tema religião Fé e Razão diante da imortalidade no quinto congresso do espiritismo.net nos dias 28 e 29 de setembro de 2024 no Rio de Janeiro informações e inscrições no site www.espiritismo.net bar congresso

Vídeos relacionados