A Essência da Comunicação – T9:E4 | Flexibilidade na Postura
Na nona temporada de Psicologia Espírita com Joanna de Ângelis, a apresentadora Cristiane Beira reflete sobre a essência da comunicação, analisando como a fala, a escuta e o silêncio podem transformar nossas relações e favorecer o autodescobrimento. No Episódio 4 – Flexibilidade na Postura, a reflexão inicia com a dinâmica “E se fosse com você?”, convidando à autorrevisão e ao exercício da empatia. O episódio destaca a importância de adotar uma postura flexível diante dos desafios da convivência, favorecendo o diálogo construtivo e a harmonia nos relacionamentos. 📚 Referências bibliográficas: Momentos de Saúde, caps. 2 e 19 O Ser Consciente, cap. 3 Despertar o Espírito, caps. 7 e 8 Autodescobrimento: Uma Busca Interior, cap. 11 Desperte e Seja Feliz, cap. 12 🎬 Indicação de Filme: Dois Papas (2019) #PsicologiaEspírita #JoannaDeAngelis #CristianeBeira #Comunicação #Flexibilidade #EstudoEspírita #Espiritismo #Autodescobrimento #PosturaEspírita #Psicologia *Conheça o EspiritismoPLAY — a sua plataforma espírita digital.* Acesse conteúdos exclusivos: palestras históricas com Divaldo Franco, eventos, filmes, músicas, audiolivros, revista digital e muito mais. 👉 http://www.espiritismoplay.com
Olá, sejam bem-vindos a mais um Psicologia Espírita com Joana de Angeles. Estamos trabalhando nesta nona temporada o tema da comunicação e a pedido de vocês e realmente é em termos de relacionamento, desde o relacionamento mais próximo, conjugal, familiar, mas principalmente nos relacionamentos sociais, a comunicação eh deveria ajudar muito. E a gente tem percebido que nós não estamos bem desenvolvidos porque falta comunicação. A comunicação quando existe, ela é distorcida, ela vem carregada de uma certa narrativa ideológica que tem a tendência ou a intenção de doutrinar, de converter essa flexibilidade que inclusive é o tema de hoje de usar mais a empatia. A gente já falou da escuta empática ou saber como falar, respeitar o outro. São dois universos importantes que os dois precisam ser ouvidos, os dois precisam ter lugar de fala, mas ainda assim é muita disputa. Então eu acho que esse tema escolhido por vocês, ele é realmente fundamental, um pilar principal pra gente pensar em relacionamento humano, em um mundo mais pacífico, em um mundo mais tolerante, em um mundo mais fraterno. Eu vou começar hoje nosso nosso encontro fazendo uma brincadeira com vocês, uma espécie de dinâmica. Eu, a dinâmica se chama E se fosse com você? Então, eu vou apresentar uma apresentar um cenário, uma hipótese, uma história e vocês vão se imaginar sendo os personagens da história. Então, nós vamos aquecer um pouquinho pra gente entender um pouquinho até as próprias dinâmicas, né? Como é que eu costumo funcionar quando eu estou vivenciando uma ou outra situação? Qual é a minha conduta, a minha postura, a minha atitude? Como é que eu costumo me colocar? Então, e se fosse com você? Então, o primeiro, a o primeiro cenário, o seu colega de trabalho sempre responde as mensagens de forma seca. Você começa a pensar que ele está sendo até rude, mas depois descobre que ele cuida da mãe doente e sempre responde as mensagens do hospital, tentando ser breve. A pergunta é: e se fosse com você? Ou seja, se você fosse realmente essa
sendo até rude, mas depois descobre que ele cuida da mãe doente e sempre responde as mensagens do hospital, tentando ser breve. A pergunta é: e se fosse com você? Ou seja, se você fosse realmente essa pessoa que está no trabalho conversando com um colega e esse colega é sempre muito seco e se realmente fosse você? Como é que você reagiria? Aí pensa com você mesmo. Como é que você costuma agir? Se você você aparentemente não sabe, primeiramente não sabe. Puxa vida, ele ele sempre me responde sec. Ele não desenvolve. Que pessoa rude. Aí depois você descobre que ele tem um problema, que ele quando ele sai do trabalho, ele vai cuidar da mãe que tá num hospital e ele responde de lá suas mensagens. Como é que você eh reage na primeira parte da história antes de descobrir o que que acontece? Como é que você reage na segunda parte da história? Como é que você se colocaria? Segundo cenário, você quer passar as férias na praia para descansar, não fazer nada, ficar vendo o sol nascer até o sol se pôr, mas o seu companheiro ou companheiro ou sua companheira prefere ir pras montanhas, fazer aventura, trilhas e tudo mais. Muita energia para cansar o corpo. Então, estamos aí diante de um dilema, descansar ou se aventurar. Cada um insiste em seu ponto de vista, dizendo que precisa muito disso. Preciso muito descansar. Eu preciso muito de distrair de uma aventura, gastar energia. E os dois dizem: "Puxa vida, mas eu já cedi tanto no passado. Sou sempre eu que cede?" Ah, não, mas sou sempre eu que cede, quem cede. E aí, se fosse realmente com você, como é que você costuma se colocar nessas situações de um dilema, de uma dificuldade de saber uma pessoa quer uma coisa, outra pessoa quer outra e e existe essa esse dilema e um ponto que não tá claro para onde que a gente deve seguir. Precisa ser feito uma escolha, ou para um lado ou pro outro. Como você trata isso? Quais argumentos você usa? Como que é a sua dinâmica de comportamento, para que caminho você vai? Você costuma fazer mais isso, mais aquilo, como é que você
um lado ou pro outro. Como você trata isso? Quais argumentos você usa? Como que é a sua dinâmica de comportamento, para que caminho você vai? Você costuma fazer mais isso, mais aquilo, como é que você reage? pra gente se conhecendo também, tentando identificar onde está esse flexível em nós ou onde está esse inflexível em nós. Somos hábeis, temos estratégias de negociação ou não? Não somos negociadores? E um terceiro cenário, vocês vão fazer um um evento, precisa fazer um evento na empresa, em casa, seja onde for. Você quer um evento presencial, acredita que a a conexão eh pessoal é essencial, mas a sua amiga, seu parceiro, seja quem for, prefere algo virtual para alcançar mais gente. Vocês divergem, a conversa vai se esquentando, vai pro lado pessoal. E aí, se fosse você mesmo vivendo essa situação, como é que você costuma se posicionar? Como que você costuma reagir? Eu acredito que tem que ser no presencial, menos, mesmo que seja com menos pessoas, menor número de pessoas, não vamos fazer, vamos espalhar, o importante é a mensagem, o importante é a comunicação, não importa se esteja no virtual. E aí, como é que eu vou negociar? Quanto eu posso ser flexível ou não devo ser flexível? Como que você se sairia nessa situação? Bom, para falar sobre flexibilidade, nós vamos falar sobre, provavelmente sobre dilemas. Nós vamos falar sobre diferenças de opiniões. Nós vamos falar sobre desejos diversos. Sempre nós vamos chegar num ponto em que o caminho não é um só. se apresentam dois. E aí a gente precisa dessa negociação, a gente precisa se da flexibilização. Um cede um pouco aqui, outro cede um pouco lá pra gente encontrar o meio termo. É isso que a gente costuma falar. Então é esse o tema de hoje. E aí vai pensando nas suas relações quanto que você é a pessoa que consegue fazer essa ponderação entre todos os lados, entre todas as opiniões, que consegue ir costurando alguma coisa que fique bom para todo mundo. ou você não tem essa facilidade, você fica dura no seu lugar,
azer essa ponderação entre todos os lados, entre todas as opiniões, que consegue ir costurando alguma coisa que fique bom para todo mundo. ou você não tem essa facilidade, você fica dura no seu lugar, você não consegue entender como que os outros não enxergam, que o seu é muito mais amplo, a sua opinião é muito mais correta. Como você lida com as questões quando tem esse confronto, quando tem essa divergência, quando tem diversidade de opiniões? Pra gente falar de flexibilidade, eu trouxe aqui alguns pontos que fazem parte da negociação, da flexibilização nos relacionamentos. São características, são qualidades, né? são virtudes, inclusive que fazem parte, todas elas fazem parte do que a gente chama eh de de eh capacidade de negociação nas relações, flexibilidade de postura para que a gente possa encontrar aí um um bom um bem comum, um bom senso. Então eu destaquei, por exemplo, o que a gente chama de maleabilidade. Que que é ser maleável? Vamos dar um exemplo no concreto que fica fácil depois a gente fazer a eh fazer a o paralelo pro nosso lado mais emocional. Imagine que você vai eh arrumar uma gaveta ou uma mala. Então você tem um espaço reservado que provavelmente é é reto, é retangular ou é quadrado, seja o que for, mas ele não é ele é ele é rígido, né? Uma gaveta é rígida. Ela não é feita de borracha, ela não é um saco plástico nem de tecido, ela é rígida, ela é feita de de algum tipo de madeira, compensados, de acrílico, seja o que for. Ou a mala, a mala também, ainda que ela seja de tecido, ela ela é definida, o seu espaço é definido. Eu estou com a gaveta que ela é ã definida, o seu espaço é definido e eu tenho objetos para colocar nessa gaveta. Agora imagine, eu pego roupas para colocar nessa gaveta. Eu faço o que eu quero com a roupa. Ah, essa daqui eu vou fazer rolinho e vou pôr no cantinho. Essa daqui eu vou dobrar bem pequenininho. Ah, você quer saber? Essa daqui eu já que eu vou dobrar ela só em duas partes. Vou deixar ela bem esticada aqui embaixo, porque daí cabe bastante
o cantinho. Essa daqui eu vou dobrar bem pequenininho. Ah, você quer saber? Essa daqui eu já que eu vou dobrar ela só em duas partes. Vou deixar ela bem esticada aqui embaixo, porque daí cabe bastante coisa em cima. Com a roupa que é maleável, eu faço o que eu quero. Ah, eu vou fazer uma trouxinha, vou colocar aqui atrás que sobrou um espacinho. Espacinho não cabe nada, mas se eu dobrar minha camiseta bem dobradinha, eu consigo encaixar ali. A roupa é maleável, eu consigo encaixar muita roupa dentro da gaveta. Mas aí eu pego uma caixa, por exemplo, do meu relógio. A caixa do meu relógio é de plástico. Eu preciso levar ele lá dentro por algum motivo. Ou eu pego uma necessaer, que também é rígida. Ou eu pego o meu estojinho de maquiagem, que além de ser rígido, ele é sensível, ele é frágil, ele pode quebrar, passa a ser um problema. Ai, porque ele não encaixa aqui? Porque se ele encaixar aqui vai ficar um espaço atrás que eu não tenho o que pôr. Mas se eu puser ele aqui, eu preciso isso primeiro proteger. Depois eu preciso proteger, porque se alguma coisa bater, ele quebra, passa a ser um problema. Eu vou ter que lidar com ele de uma forma que ele ele me limita. Talvez eu não consiga encaixar tantas coisas, porque esse objeto ele ele é espaçoso, ele requer cuidado, ele é rígido, ele não se molda, ele não é maleável. Agora vamos transferir isso para as pessoas. Tem pessoas que são maleáveis, que são pessoas tecido. Não quer dizer que eu vou espremer você ou que eu vou, não quer dizer que eu me adapto, né? Eu preciso falar com você. Se você me der meia hora, tudo bem. Mas se você me der 15 minutos, eu me adapto para caber nos seus 15 minutos. Eu não vou ser a pessoa rígida que vai falar: "Ah, não, ou você dá meia hora ou eu nem preciso mais falar com você. Fica sem falar, então. Ah, não, você tem que me dar meia hora. Que que por que que você não me dá meia hora? Eu, eu preciso, eu mereço. Sabe essa pessoa que é intransigente? Ela não é maleável, ela é rígida. Ela ela é
ntão. Ah, não, você tem que me dar meia hora. Que que por que que você não me dá meia hora? Eu, eu preciso, eu mereço. Sabe essa pessoa que é intransigente? Ela não é maleável, ela é rígida. Ela ela é daquele tamanho, ela tem que caber daquele jeito, vai precisar sair gente para caber ele, vai precisar sobre espaço e não tem o que fazer com aquele espaço, porque ela é espaçosa, ela ocupa, ela é rígida, ela não é flexível. E aí a pergunta é: você gostaria de se relacionar com uma pessoa que é mais tecido, que vai se flexibilizando, é maleável, se adapta aqui, dá um jeitinho ali? Ou você gostaria que essa pessoa fosse rígida do jeito dela, que não se mexe, que não se molda? Esse maleável não é a pessoa submissa, a pessoa que se que passa todo mundo à frente dela. Não é disso que eu estou falando. Estou falando em ser maleável, não é ser submisso. Eu estou falando, eu tenho voz, mas eu posso me adaptar. Não quer dizer que eu me entrego para você fazer de mim só o que você quiser, me pôr em algum canto, não é isso? Isso é ser maleável. Outro ponto principal da negociação, da flexibilização, é o que a gente chama de adaptação. Então, na adaptação, vamos imaginar agora outra outra situação. Nós vamos fazer uma viagem, a gente planeja, a gente compra tudo antes, a gente vai tudo bonitinho para não ter que se preocupar, tá tudo perfeito, a viagem vai ser ótima. Vou eu com meu marido, eu com a minha amiga, seja quem for. Aí a gente chega na viagem e aí tem imprevistos. alguma coisa que era para acontecer não aconteceu, deu tudo errado. E agora a gente tá numa situação em que a gente precisa fazer alguma coisa a respeito. Aí opção A, você gostaria de estar com uma pessoa que se adapta e que ela vai dar um jeito de transformar aquele imprevisto em alguma coisa mais legal? Ela vai ser criativa para inventar outra coisa, já que aquilo não vai ser possível? Você gostaria que alguém se adaptasse para fazer acontecer? Ah, e chegamos aqui o parque que a gente ia tá chovendo, não pode
er criativa para inventar outra coisa, já que aquilo não vai ser possível? Você gostaria que alguém se adaptasse para fazer acontecer? Ah, e chegamos aqui o parque que a gente ia tá chovendo, não pode entrar nesse parque e aí? Mas eu tenho uma pessoa que é adaptável. Ela fala assim: "Ah, mas e se a gente procurar aqui um lugar que de repente tem um museu e a gente pode ir no lugar?" Então, você gostaria de estar com uma pessoa que se adapta, que faz acontecer, que do limão faz uma limonada e que a gente aproveita o dia do mesmo jeito? Ou você preferir estar com uma pessoa que não se adapta de novo? O cachotão rígido, né? parado, o plástico lá que não sai do lugar. E aí ele vai brigar com todo mundo porque ele já pagou, porque onde já se viu, a coisa vai ter que se virar, ele tem direitos e aí passou 2 horas, ele tá brigando, ele tá ligando não sei para quem e passa mais não sei das quantas e ele tá xingando e ele fala: "Ah, no fim acabou com o nosso dia também já quero ir pro hotel, não quero fazer mais nada". Com quem você gostaria de viajar? Então, a vida é uma viagem. A vida é uma viagem e você gostaria de conviver ou você gostaria de ser a pessoa que durante a viagem na Terra, durante a nossa passagem pela Terra, vai ser a pessoa que diante dos imprevistos, as dificuldades, dos dos obstáculos, das perdas, das doenças, dos sofrimentos. Você gostaria de ser a pessoa que vai se adaptar e que vai fazer do limão uma limonada, que vai encontrar um jeito de ser feliz, ainda que a vida esteja difícil? Você quer conviver com alguém que se adapte ou você quer conviver com alguém rígido? Você quer ser uma pessoa rígida que quando a vida trouxe uma frustração, então eu sento e choro, não faço mais nada, também não quero mais viver, não vale mais a pena ficar aqui, a minha vida tá uma desgraça, nada tá dando certo. Com quem você quer viver e quem você quer ser, né? Uma outra ponta, então a gente falou da maleabilidade, o quanto eu sou maleável, quanto eu sou adaptável, quanto que eu me adapto. Uma
á dando certo. Com quem você quer viver e quem você quer ser, né? Uma outra ponta, então a gente falou da maleabilidade, o quanto eu sou maleável, quanto eu sou adaptável, quanto que eu me adapto. Uma outra, um outro ponto que é a própria negociação, né? Eu, o, o, o meu sogro costumava dizer porque era um negociante brilhante, brilhante, e ele costumava dizer mais vale um mau negócio do que uma boa briga, mas a gente não tem muito optado por isso, né? A gente vai na briga até as últimas consequências. A gente perde tudo, o outro perde tudo e a gente sai feliz achando que valeu a pena. Então ele diz: "Mais vale o mau negócio". Quando o negócio, quando as coisas estão saindo, a pessoa é rígida, você tem lá uma pessoa, uma pessoa que você tá se relacionando, vou fazer um negócio com alguém que eu descubro que ele não é um tecido maleável, ele é uma caixa de ferro. Adianta eu ficar batendo, batendo, batendo, batendo para ver quem ganha? Não adianta. Se eu vou precisar de alguma forma me relacionar com ele, eu tenho algum negócio para fazer, eu vou ter que escolher. Não vale a pena. Para eu ganhar, para eu ter razão, eu vou ficar lá batendo na caixa de ferro. Ela não vai ser maleável, ela não é adaptável. Então, não vale a pena o seu sacrifício, o seu esforço, o seu gasto de energia. Então, a negociação é nesse é nesse sentido de que eu tenho que ver até onde vale a pena o tanto de energia que eu tô colocando. Ou para o negócio e vai fazer outra coisa e deixa ou cede um pouco daqui para ganhar um pouco dali, porque a vida é movimento. Ai, nesse negócio eu não me dei muito bem, mas não tem problema, daqui a pouco a vida muda e você no próximo negócio você pode se dar melhor do que você imaginava, né? Então é isso, é saber negociar, saber entender que tem um outro lado da história. Às vezes a gente vai fazer algum negócio com alguém, depois você fala, a pessoa tá vendendo alguma coisa para você e no fim você fala assim: "Ah, mas você não quer vender nada. Que que eu tô querendo
Às vezes a gente vai fazer algum negócio com alguém, depois você fala, a pessoa tá vendendo alguma coisa para você e no fim você fala assim: "Ah, mas você não quer vender nada. Que que eu tô querendo dizer? Você não se mexe. Tudo tem que ser do seu jeito. Você quer dar todas as cartas. Você tá sendo intransigente. Você não tá negociando comigo, mostrando que eu cedo, você cede, eu cedo, você cede. A gente vai se ajustando. Você tá aí rígido no seu lugar. Você não deve est querendo vender. A gente já fala isso. Você não tá querendo vender porque você não tá se movimentando, você não tá negociando, você tá aí rígido, tudo tem que ser do seu jeito. Então acho que você não tá querendo criar um clima, um campo de negociação em que os dois vão tirar algum proveito, né? Então ser maleável, ser adaptável e ser disposto, estar disposto a negociar. E aí, aquilo que eu já falei, saber ceder, vai ter, vai ter vai ter momentos em que o melhor é ceder, em que não vai valer a pena brigar. Então, tem algumas negociações que você pode escolher não negociar mais com a pessoa. Tô comprando uma coisa, a pessoa tá dificultando, dificultando, dificultando, não tá querendo vender, eu deixo ela com a coisa dela e vou comprar de outra pessoa. Mas e se com quem eu estou conversando é meu marido, meu filho, minha mãe? Não vai dar para eu falar: "Ah, eu vou trocar de filho, de marido ou de mãe". E às vezes a gente tá tentando ser flexível, tá tentando se adaptar, tá tentando ser maleável e o outro é um cachotão de ferro. É um cachotão de ferro, não sai do lugar. Então tem horas que tem horas, né, que dependendo do que a gente está falando, vai ser menos, vai ser menor prejuízo eu ceder. Tá bom, tudo bem, né? Não quer dizer que isso precisa ser, isso tem que ser sempre, porque daí a gente vai criando uma dinâmica que não é saudável, a dinâmica do do opressor e do oprimido, do subjugador e do subjugado. Não, eu também não posso deixar que tudo e qualquer coisa eu cedo, eu cedo, eu cedo, eu cedo, que daí não funciona.
o é saudável, a dinâmica do do opressor e do oprimido, do subjugador e do subjugado. Não, eu também não posso deixar que tudo e qualquer coisa eu cedo, eu cedo, eu cedo, eu cedo, que daí não funciona. Isso não é um bom relacionamento. Mas levar em consideração que de vez em quando ceder não é perder significa que você é mais maduro, significa que você é mais resiliente, significa que você é mais flexível, significa que você tem mais condição de apostar no relacionamento. Então, em algum momento ceder também é estratégico e é benéfico. Aceitar mais ou menos a mesma coisa, não saiu como eu queria. Eu fui para essa negociação com uma expectativa e foi uma e eu atingi um outro objetivo menor, mas tudo bem, eu aceitei porque ainda assim é bom para mim. Eu, isso é ser resiliente, mas quando a gente é criança, que a gente quer tudo, né? Às vezes, imagina uma criança, eu quero ir hoje, eu não quero ir na escola e eu quero ficar assistindo TV e eu não quero comer a comida, mas eu quero comer a sobremesa, opa, vamos negociar, né? Então, olha, a sua mãe te atendeu, fez um agrado hoje e te deixou comer sobremesa, mais sobremesa do que você deveria. Já tá bom, mas não, eu quero não ir pra escola e comer sobremesa. E então é isso, o aceitar é não é do mundo dos sonhos, mas eu tenho ganho. Então tá bom, agradeça, seja seja grato. Psicologia da gratidão de Joana de Angelos, um livro inteiro para ensinar a gente ser agradecido, porque a gente quer tudo, tudo do nosso jeito, no nosso tempo. A gente não sabe desfrutar de pequenas vitórias que são importantíssimas. e nos e nos fazem bem também. Então, aceitar e por fim, eu coloquei aqui equilibrar, porque nessa flexibilização, na negociação dos relacionamentos, é importantíssimo a gente ter sempre o ponto de equilíbrio. Se eu estou me relacionando com alguém, eu preciso lembrar que são dois, são duas balanças, porque a gente vai muito como se só existisse a nossa balança. Eu preciso só conseguir na minha aqui, ó. A minha vai ficar pesadona. A, o outro tá
, eu preciso lembrar que são dois, são duas balanças, porque a gente vai muito como se só existisse a nossa balança. Eu preciso só conseguir na minha aqui, ó. A minha vai ficar pesadona. A, o outro tá lá em cima pesando nada. Não, não me interessa. Eu garanti o meu. E isso não é se relacionar, isso é explorar o outro. Isso é subjugar o outro. Isso é tirar proveito do outro. Se eu quero investir em relacionamento, eu preciso lembrar de uma balança o tempo todo. Tem dois pratos, o eu e o outro são iguais. Eu preciso buscar o equilíbrio. Pouco para mim, um pouco pro outro. Hoje eu cedo, amanhã ele cede. Hoje eu atendo, amanhã eu sou atendida. E assim a gente vai equilibrando e vai criando um bom relacionamento. Bom, então a gente fez essa introdução destacando esses pontos, porque para falar de flexibilidade na nossa postura, é preciso que a gente treine ser maleável, ser adaptável, saber negociar, ceder de vez em quando, aceitar quando não não é de outro jeito, não tem como ser de outro jeito. buscar o equilíbrio. Agora a gente entra em Joana trazendo aqui textos dela que vão ratificar e vão eh aperfeiçoar e desenvolver essa introdução pra gente falar sobre flexibilidade nas posturas dos relacionamentos. Primeiro, eu venho com momentos de saúde, capítulo dois. Aqui Joana vai mostrar pra gente que muitas vezes a gente entra num relacionamento muito que tem que ser assim, ó. Tem que ser do meu jeito a qualquer custo. O meu interesse precisa ser atendido. Eu não quero saber o que vocês vão fazer. Nem que eu tenha que apelar para chantagem, nem que eu seja exigente, nem que eu seja, eu não quero saber, eu preciso ser atendida, é do meu jeito, tem que ser, eu, os meus interesses têm que ser atendidos, né? Então, ela vai falar sobre isso. Como que eu vou desenvolver um relacionamento com essa postura? Isso é ser flexível. Eu estou sendo flexível, entendendo que os dois precisam ganhar? Não. Então, no momentos de Saúde, capítulo 2, ela diz: "Há pessoas que preferem a queixa e a
nto com essa postura? Isso é ser flexível. Eu estou sendo flexível, entendendo que os dois precisam ganhar? Não. Então, no momentos de Saúde, capítulo 2, ela diz: "Há pessoas que preferem a queixa e a lamentação armazenando o pessimismo em que se realizam. Negociam o carinho que pretendem receber com altas cotas de padecimentos que criam psiquicamente, né? Então eu faço 1000 exigências na minha cabeça e quero que o outro adivinha, adivinhe e me atenda. Ao lado de outras que chantajeiam os afetos mediante a adoção de sofrimentos irreais. Ah, não tô conseguindo o que eu quero. Pera aí que eu vou inventar uma doencinha aqui. Eu vou me pôr de coitadinha pro outro ficar com culpa e me atender. Quanto que não existe disso? E às vezes a pessoa fica doente, mesmo inconscientemente ela cria uma doença para que o outro fique com culpa e ela então seja atendida. Sofrimentos irreais estabelecem como metas a conquista de atenções e carícias que lhe são sempre insuficientes. Saco sem fundo, buraco negro, não importa o que você jogue ali, some. Você, se você der dois abraços por dia, você não deu oito. Então dois não é nada. Se você não ligar pra pessoa pelo menos cinco vezes para por semana, você não esqueceu que ela existe, né? É, é saco sem fundo, né? É sempre insuficiente, não se dando conta de que dessa forma farão secar a fonte generosa que eu que as oferece. Agora veja se não é um alto boicote. Eu só reclamo. Tudo tem que ser do meu jeito. Se você não atende, eu fico eu fico doente. Se você não me atende, eu faço chantagem. Eu me ponho de coitada. Tudo que você me dá é pouco, não é quase nada, eu esqueço. Aí eu pergunto, quem vai querer relacionar com você? Aí a pessoa vai embora mesmo, foge, some, esquece que você existe. E aí você fala: "Viu eu tinha razão, mas não, foi você que criou". A pessoa tava lá tentando oferecer aquilo que é possível para ela. Você não sabe a vida que ela tem, o tanto de compromisso ela tem a vida dela. Ela não vive por você. Ah, mas você fica se se não é do meu
ssoa tava lá tentando oferecer aquilo que é possível para ela. Você não sabe a vida que ela tem, o tanto de compromisso ela tem a vida dela. Ela não vive por você. Ah, mas você fica se se não é do meu jeito, tem que ser tantas vezes por semana. Isso daqui não é assim, porque você é sempre assado, só reclama, a pessoa vai se afastar, você tem dúvidas. E aí depois você vai falar assim: "Viu, eu tinha razão, ela não gostava de mim". Mas isso é prova de amor, não é? tá querendo submeter alguém ou que é um capacho, a um serviçal seu emocionalmente falando. Então, presta atenção. Pergunta se você gostaria de ser a sua relação. Você gostaria de ser o marido de você mesmo, a esposa de você mesmo, o filho de você mesmo, a mãe de você mesmo. Eu gostaria. Você fica às vezes encastelado esperando porque todo mundo precisa lembrar de você. E aí você fala, a pessoa te liga, você fala: "Nossa, lembrou que eu existo? Faz um mês que você não me liga e você não tem telefone, você não pode fazer isso pelo outro, né? Então, muitas exigências, zero flexibilidade, zero maleabilidade adaptável. Você tá lá achando que o mundo gira ao seu redor. Agora nós vamos ainda no mesmo momentos de saúde, mas lá no capítulo 19 e ela vai falar que que ser flexível é a gente compreender o outro. outro precisa existir. Então, quando você fala assim: "Nossa, faz tantos dias que fulano não me liga, ao invés de você correr para si mesma, em si mesmamente, né? Ah, é porque é assim, quando ele precisa de mim, ele vem. Então, ao invés de você já ir para esse lado de olhar para si, olha pro outro. Nossa, faz tantos dias que fulano não me liga, será que aconteceu alguma coisa com ele? Será que ela tá precisando da minha ajuda? Acho que eu vou ligar, mas eu vou ligar ser carinhosa. Oi, fulana, eu tô com saudade. Se ela tiver passando por um problema, ela vai falar: "Ai, que delícia! Foi um, foi Deus que te mandou. E aí você vai poder ajudar e se ela não tiver acontecendo nada, fala: "Nossa, que bom que você me ligou. Eu tô na
ando por um problema, ela vai falar: "Ai, que delícia! Foi um, foi Deus que te mandou. E aí você vai poder ajudar e se ela não tiver acontecendo nada, fala: "Nossa, que bom que você me ligou. Eu tô na correria e as coisas que são mais preciosas para mim, por exemplo, ligar para você, eu acabo deixando." Então, obrigada por você ter feito esse movimento. Você é importante para mim. A gente perde a chance de ouvir isso, porque a gente já julgou, a gente já condenou, a gente já sentenciou, a gente já é a vítima sempre, né? Então, compreender o outro, estar aberto pro outro, ter uma ter o foco na melhor na melhoria do relacionamento, não em ter vantagem, ganhar em ser a exclusiva da história. Então, se eu tô sentindo alguma coisa, a pessoa esquece de mim, tá ficando ausente e eu quero investir num relacionamento, o que que eu posso fazer para resgatar? Já sei, vou fazer um jantarzinho, vou chamar ele ou ela pra gente conversar, eu vou investir no relacionamento, eu não vou chantagear para que o outro venha me atender, né? Sempre essa postura de rei, de rainha, né? Então, Joana diz no capítulo capítulo 19: "A compreensão abre o leque da fraternidade, ensejando recursos terapêuticos necessários, conforme o caso que se lhe chegue ao conhecimento, sem anuir a todas as propostas e sem rejeição adredemente estabelecida, favorece a percepção do que se apresenta na forma como se manifesta. Então, não queira adivinhar tudo. Não queira saber. Esteja aberto para alguma possibilidade de mudança. Não foi do jeito que eu imaginei. A proposta não saiu como eu tinha planejado. Tudo bem, compreenda, seja fraterno, ofereça recursos terapêuticos necessários, cuide daquilo. É isso que eu tava dizendo. Nossa, fulana não me liga faz tanto tempo. Então, não é isso que eu tinha planejado, não é isso que eu acho que é bom. Tudo bem? Ao invés de você sair acusando, chamando, reclamando, crie uma situação para resgatar isso. Convide para alguma coisa, manda um carinho, manda uma mensagem, uma flor,
que eu acho que é bom. Tudo bem? Ao invés de você sair acusando, chamando, reclamando, crie uma situação para resgatar isso. Convide para alguma coisa, manda um carinho, manda uma mensagem, uma flor, invista para que isso seja resgatado. Ao invés de você se colocar numa situação eh eh unilateral, né? Então ela fala, a compreensão abre o leque da fraternidade. Quando eu compreendo o outro, eu me coloco fraterna a ele. Eu enxergo o outro. O que será que tá acontecendo? O que será que eu posso fazer para ajudar? Ao invés de ficar cutucando, condenando, chantageando e me pondo de vítima. Tem uma historinha que fala bastante sobre isso, que a gente conta na evangelização paraa criança, que é a história, acho que vocês provavelmente conhece, eu vou resgatar ela rapidinho. A gente fala que é a história da do grande carvalho e do frágil junco, do jovem junco. Então, era uma vez um carvalho enorme, centenário, com aquela com aquele tronco que eram precisava de vários metros de de de diâmetro, várias pessoas para poder abraçá-la, aquela aquele carvalho bem forte e ele ficava na na beira de um lago. E ali surgiu, nasceu um jovem junco, sabe? Esse junco mesmo? Aquela plantinha assim molinha, né? E ele nasceu ali bonitinho, mais jovem. E eles ficaram conversando e o Carvalho falava para ele: "Ah, você é um coitado aí. Olha o seu tamanho, olha a finura do seu do seu caule, né, desse da sua as. Nossa, você olha qualquer ventinho você entorta. Olha eu aqui em cima como eu sou forte, como eu sou rígido, como eu sou, né, resistente." E ele tava lá contando vantagem. E aí veio um temporal, uma chuva de vento, uma ventania daquelas que você acha que não vai sobrar nada. Conclusão, o junco apanhou tanto, o junco bateu para um lado, bateu pro outro e cedeu e flexibilizou e ficou maleável e joga para cá e joga para lá. Quando terminou, ele tava tadinho descabelado, né, despetalado, seja lá o que que o junco tem, ele tava lá mortinho nesse sentido de cansado, esgotado, mas ele estava vivo. E a hora
cá e joga para lá. Quando terminou, ele tava tadinho descabelado, né, despetalado, seja lá o que que o junco tem, ele tava lá mortinho nesse sentido de cansado, esgotado, mas ele estava vivo. E a hora que ele foi falar pro grande Carvalho, viu, eu dei conta, ó, não morri não, tô vivo aqui. Ele olhou pro carvalho, ele viu que o carvalho tinha tombado com as raízes para cima e ele ali jazia morto, como diz a história. Ele nem teve chance de conversar com o Carvalho, porque o Carvalho foi tão rígido que ele fez um confronto com aquele com aquela com aquele sofrimento que chegava. Ele se opôs tanto, ele resistiu tanto que o vento tombou ele e ele acabou morrendo. Se ele tivesse sido flexível, ele não teria sucumbido. Aí a gente lembra daquela frase de Jesus: "Não resistais ao mal". É isso. Essa aula de hoje é sobre não resistais ao mal. Não quer dizer que se entregue ao mal, deixa fazer com você o que quer, se submeta, não é isso. Estou falando desde o primeiro momento. Ser flexível não é ser submisso, virar capacho de alguém, ser objeto de exploração do outro. Não, você continua tendo direito, você continua tendo voz, você continua tendo vezs, mas você não é uma caixa de ferro rígida, você não é um carvalho que não sabe ceder quando vem o vento. Não resistais ao mal, deixa que o mal passa por você e vai embora. Mas muitas vezes a gente fica rígido, aí o mal ganha, o mal briga com a gente. Esse mal no nesse sentido daquilo que me faz sofrer dos obstáculos, não resista. Deixa que o obstáculo passa por você, deixa que a dor passe por você, deixa que o sofrimento passe por você. Nada dura para sempre. Uma hora ele passa. Mas se eu ficar parada ali, tem gente que arrasta, né? Ela fica no na dor, no sofrimento. Teve uma doença faz 5 anos, mas até hoje ela fala da doença, ela sofre pela doença, não tem mais a doença, mas você encontra com ela, ela resgata a doença, ela conta da doença. É isso. Eu tô resistindo, eu tô ficando lá nesse sentido, né? Bom, então nós vamos pro ser consciente. E Joana diz assim no
oença, mas você encontra com ela, ela resgata a doença, ela conta da doença. É isso. Eu tô resistindo, eu tô ficando lá nesse sentido, né? Bom, então nós vamos pro ser consciente. E Joana diz assim no capítulo 3: "Toda vez que alguém se promove, chama atenção, né, o carvalho, mas não se realiza, pelo contrário, agrada o ego e fica inquieto, observando os competidores eventuais, o tadinho do junco, pois que em todas as pessoas que se destacam vê inimigos em face próprio desequilíbrio. Não, ele ele não viu que ele tava muito rígido, orgulhoso lá em cima na sua prepotência, né? Assim é engedrando novas técnicas para não ficar em segundo plano e não passar para o esquecimento. Que que ele ganha sendo esse Carvalho? De novo, você gostaria de estar perto de alguém? Você gostaria de, eu vou falar para você, vou te apresentar um amigo, tá? Esse amigo gosta de chamar atenção. Tudo tem que ser em torno dele, mas nunca tá feliz. Nada se realiza. Pelo contrário, pelo contrário, ele sempre quer que esse ego seja agradado. Ele fica inquieto, ele fica observando todo mundo porque ele quer ser melhor que todo mundo. Todo mundo para ele é um competedor, é um inimigo e ele precisa eh dominar. Você quer ser amigo dessa pessoa? Não, provavelmente não. Então, e será que eu não estou sendo essa pessoa que quer ser o centro das atenções? Tudo tem que ser do meu jeito. Nada me agrada, né? Eu preciso chamar atenção. Eu preciso ser melhor do que todo mundo. As pessoas começam a contar alguma coisa, eu interrompo porque eu quero contar da minha vida e não discutar a vida do outro. Não tem isso? Às vezes a pessoa não deixa nem a gente terminar, ela já se intromete porque ela quer falar dela, né? E e e às vezes a gente tem vontade de falar, não é sobre você nesse momento. Nós estamos ouvindo essa pessoa que acabou de chegar, tá contando de algum acontecimento da vida dela, não é sobre você. Fica quieta um pouco, escuta, se compreenda o outro, inclua o outro na sua vida. Não existe só você, né? Então,
que acabou de chegar, tá contando de algum acontecimento da vida dela, não é sobre você. Fica quieta um pouco, escuta, se compreenda o outro, inclua o outro na sua vida. Não existe só você, né? Então, ser flexível também é sobre isso, né? ser flexível é você ter um ego que a gente chama de um ego estruturante. Esse ego e estruturante, ele é adaptável. Que que é um ego estruturante? É dinâmico. Eu não sou essa rígida e amanhã eu sou essa e depois de amanhã eu sou essa e daqui 5 anos eu sou essa. Não. O ego estruturante eu sou uma, eu era uma ontem, hoje eu sou outra. Porque de lá para cá eu já aprendi tanta coisa, eu já entendi tanta coisa, eu já sofri tanta coisa, eu já sou outra. Isso é um ego estruturante, porque ele vai se adaptando conforme ele vai aprendendo com a vida, ele vai se transformando, ele vai se equipando, ele vai se mudando. Ai, antes eu era mais assim, hoje eu não sou. Agora a pessoa que é a mesma pessoa a vida inteira, ela é o carvalho que o Mora vai tombar. É a caixa de ferro que não se adapta a lugar nenhum, que fica como chato da história, porque tudo é daquele jeito. E a gente não fala: "Ah, aquela pessoa é sempre assim, a vida inteira foi." Que pena, que pena. a vida tá passando e ela tá perdendo oportunidade de se transformar, de se reconhecer, de se descobrir, né? Bom, vamos então pra frente. Agora eu vou no ã no despertar do espírito, capítulo 7. E aqui Joana vai falar que sobre quem é diferente. Ela vai falar sobre conciliação. Então ser flexível não é concordar com algo que pode ser contrário ao que você acredita, né? Ser flexível é compreender que podemos pensar diferente e que somos diversos. Tudo bem, basta que a gente busque a conciliação. Olha, eu penso de um jeito, você pensa de outro. Como é que a gente junta isso tudo para ficar bom para todo mundo? É isso. É a relação ganha ganha. A gente no inglês tem uma frase que fala sobre isso, né? Let's agree disagree. Ou seja, vamos concordar em discordar e tá tudo bem. Se eu permito que você discorde de mim,
so. É a relação ganha ganha. A gente no inglês tem uma frase que fala sobre isso, né? Let's agree disagree. Ou seja, vamos concordar em discordar e tá tudo bem. Se eu permito que você discorde de mim, agora eu sei que eu quero uma coisa, você quer outra. Vamos validar isso e aí a gente vai negociar. Então o que que a gente faz dessa vez? Dá para fazer um pouco de cada um? Fica do meu jeito, dessa vez, da próxima é seu. A gente vai transformar isso numa possibilidade. Mas se eu não quero que o outro pense diferente de mim, eu vou ficar batendo até querer convencer, que é o que tá acontecendo muito hoje. Eu preciso mudar sua opinião, preciso te converter, porque senão você vai ser execrado, cancelado, perseguido, seja lá o que for. Eu quero te matar. Você precisa ser estrangulado, você precisa ser guilhotinado, porque você é diferente de mim. a gente tá fazendo isso hoje. E não, eu sou diferente, tá tudo bem, tem que ser, o mundo é diverso. Agora vamos entrar num acordo de como que a gente faz pros dois terem participação, pros dois terem voz, terem vez, terem possibilidades. Eu não preciso que sair tentando ou eu vou converter todo mundo, tem que vir, tem que se tornar o que eu sou, acreditar no que eu acredito, pertencer a onde eu pertenço, ou eu vou te matar, porque parece que é isso hoje. Ou você tá comigo, ou você vai ser exilado, execrado, né? Então, que que Joana diz nesse capítulo sete do despertar do espírito? Somente há legítimo relacionamento que poderá ser considerado saudável. Quando as pessoas ou os seres que intercambiam as expressões de afetividade ou de interesse comum, mesmo que desortando das ideias e posturas tomadas, agem em clima de agradável compreensão, ensejando o crescimento interior. Mede-se o desenvolvimento. Aqui ela vai dar um tapinha com lufa de pelica na gente. Sabe aquela mãe, aquela educadora que fala: "Presta atenção, né? Presta atenção! Mede-se o desenvolvimento e a maturidade psicológica de uma pessoa quando o seu relacionamento no lar é
elica na gente. Sabe aquela mãe, aquela educadora que fala: "Presta atenção, né? Presta atenção! Mede-se o desenvolvimento e a maturidade psicológica de uma pessoa quando o seu relacionamento no lar é positivo, mesmo que enfrentando o clima de hostilidade e de indiferença, que o prepara emocionalmente para outros cometimentos na convivência social. Joana sempre vai associar a maturidade com essa possibilidade de ceder, de ser agradecido mesmo nas dificuldades, de incluir o outro, de ser compreensivo. Isso é maturidade emocional. Aí eu pergunto, como é que anda a maturidade nossa da nossa humanidade atual? Nós somos o quê? adolescentes no máximo. Porque se maturidade é entender o outro, é deixar ele ser diferente, é buscar o bem comum, é deixar que todo mundo participe, não tem ninguém maduro hoje na nossa sociedade praticamente, né? Não podemos generalizar nunca, mas em em somatória das das situações a gente percebe isso. Está muito hoje o narcisismo, o egocentrismo, a pessoa autocentrada, o em si mesesmamento, tudo é do meu jeito, o meu é melhor, eu é que sei, né? Isso é imaturidade. Então, mete-se o desenvolvimento à maturidade por quanto que ela consegue negociar, ceder, incluir o outro. deixar que ele tenha a opinião dele, encontrar um jeito de conciliar. Isso é ser maduro. E se a gente pensar em criança e adulto, não é bem isso? A criança é brava, ela fica emborrada, tem que ser do jeito dela e o pai fica lá, mas olha, filho, vamos pensar do outro lado, então vamos fazer o seguinte, ó. A gente faz um pouco disso, um pouco daquilo. É isso. Só que cadê essa voz madura hoje na nossa sociedade e nos relacionamentos? Parece que sumiu, né? Hoje é tudo, todo mundo quer do seu jeito. Aí eu trago aqui um ponto que a gente precisa levantar, que é tudo tem limite. A gente não pode nessa, eu tô falando isso desde o começo, na verdade, a gente não pode porque a gente tá procurando flexibilizar, entender o outro, compreender, aceitar. A gente não pode nessa flexibilização,
ão pode nessa, eu tô falando isso desde o começo, na verdade, a gente não pode porque a gente tá procurando flexibilizar, entender o outro, compreender, aceitar. A gente não pode nessa flexibilização, nessa postura maleável, a gente não pode perder a ética, que é aquilo que eu falei, não é se entregar e falar: "Ai, tá bom, vai, então vamos fazer tudo do seu jeito, tá tudo contra a lei, mas eu tenho que ser flexível". O que você tá planejando aí é ilegal, mas eu preciso ser flexível, não é isso? a ética, a moral, os meus princípios cristãos, eles não eles são inegociáveis. Eles são inegociáveis. Eu não vou passar por cima de ética, de valores eh morais, de princípios éticos e morais meus para ser flexível, porque daí é ser conivente, aí é ser cúmplice de um mal. Então, a gente tem que levar isso em consideração quando a gente fala de flexibilização. Aí eu trouxe o despertar do espírito ainda no capítulo oito. Ela diz assim: "A intolerância para com as atitudes tidas como imorais ou sujas é sempre resultado de conflito daqu naquele que assume a postura de vigilante das virtudes e preservador dos denominados bons costumes ou convenientes condutas que servem a determinados interesses, nem sempre estruturados na dignidade e nem sempre objetivando o bem comum. Esses dois são os nossos critérios de avaliação. Isso que eu vou fazer, eu vou fazer é flexível ou eu estou eh sendo conivente e cúmplice. Então eu tenho que saber distinguir de um lado se eu estou sendo flexível, maleável, se eu estou incluindo o outro ou se eu tô indo pelo caminho mais fácil que aceita tudo que tá errado, se não dá briga, porque daí eu tô sendo conivente e cúmplice. Isso é uma coisa. Outra coisa que Joana tá trazendo aqui é: "Eu estou discordando, eu estou me posicionando, não, isso não aceito, isso não compartilho." Essa postura, ela é uma postura que visa, como que ela diz aqui? A dignidade e o bem comum. Se for, mantenha. Não vou flexibilizar, porque se eu flexibilizar isso, eu estou pondo em prejuízo a
tilho." Essa postura, ela é uma postura que visa, como que ela diz aqui? A dignidade e o bem comum. Se for, mantenha. Não vou flexibilizar, porque se eu flexibilizar isso, eu estou pondo em prejuízo a dignidade humana e o bem comum. Não flexibilizo, não abro mão, nessa hora eu vou ser rígido, não aceito esse tipo de coisa, porque isso fere a dignidade humana, isso fere o bem comum. Agora eu tenho que olhar também se eu não tô dizendo que é isso, mas na verdade, mas na verdade eu tô sendo é intolerante, eu tô sendo desses vigilantes que fica olhando o outro apontando. Ou seja, não tem nada de ferir dignidade. Eu tô e eh eh sendo moralista nesse sentido de que fica vigiando a vida do outro e querendo que ele faça do seu jeito. Tudo que ele faz você olha com olhos negativos. Ah, o que você tá fazendo é errado. Não sei. Não sei. Sabe essas pessoas que ficam vigiando a vida aleia, julgando e a pessoa às vezes não tá fazendo nada, mas ela enxerga tudo. Então, quando eu sou inflexível, eu preciso perguntar para mim, é em prol de um bem comum? É em prol da dignidade humana? Ou eu estou sendo rígido porque eu gosto de apontar o dedo, julgar todo mundo, gosto de ser moralista perseguindo as pessoas. E ninguém serve, ninguém é bom. Só eu que sou bom, né? Que é atire a primeira pedra quem estiver sem pecado. É nesse sentido. Eu tô atirando pedra nos outros entre cuidando da minha vida ou não? Eu estou defendendo um bem comum. Então, tanto na flexibilidade quanto na inflexibilidade, precisa ter um propósito bom para eu não ser flexível quando eu não devo e para eu não ser inflexível quando eu deveria ser. Então, olha bem o por que você tá adotando essa postura. Qual que é a sua verdadeira intenção? Vamos seguir eh ainda nessa nessa coisa, nessas eh nesse sentido de que ela fala de que a pessoa madura é essa que é flexível, a pessoa madura também é a que é humilde. Então muitas vezes na negociação, na flexibilização, a gente precisa adotar a postura da humildade. Então ao ser humilde,
pessoa madura é essa que é flexível, a pessoa madura também é a que é humilde. Então muitas vezes na negociação, na flexibilização, a gente precisa adotar a postura da humildade. Então ao ser humilde, a gente facilita a relação, né? A gente cede na hora que tem que ceder. A gente escuta o outro, a gente compreende, a gente dá a vez, a gente flexibiliza. Isso é ser humilde. Jesus foi muito humilde, mas Jesus não compactuou com o que não era certo. Jesus se posicionou sempre que ele achava necessário, mas ao mesmo tempo ele era humilde, ele não impunha as coisas do jeito dele, né? Então é diferente uma coisa da outra. Então, muitas vezes a gente vai mais seguido pelos desejos do ego e quer tudo do nosso jeito e isso acaba atrapalhando. Isso é isso é orgulho. Tem nada a ver com o egoísmo, não tem nada a ver com a humildade, tem mais a ver com o orgulho egoísmo. Então, eu trouxe aqui um trecho do autodescobrimento, uma busca interior, capítulo 11. E Joana fala: "O amadurecimento psicológico conduz o homem à verdadeira humildade perante a vida, na condição de identificação das próprias possibilidades, assim como das inesgotáveis fontes do conhecimento a aurir. Percebe a pequenez da grandeza universal, destituído de conflitos, de consciência de fuga e de consciência de culpa e de fugas do ego. Então, a pessoa que vai se tornando mais humilde, ela tende a ser movimentada menos por consciência de culpa e por fuga de ego. Consciência de culpa e fuga de ego acaba atrapalhando muito os relacionamentos. Se eu tenho consciência de culpa, eu vou tender a aceitar tudo que me faz, porque eu mereço sofrer. Aí eu não entro na flexibilização. Eu sou o capacho. Pode bater que eu mereço. Não é bom. O relacionamento é péssimo. E se eu tenho fugas do ego, eu nunca assumo nada. Nunca fui eu que fiz. Foi o outro. Eu projeto, eu desloco, eu nego, eu não fiz, não, não sou eu, imagina, eu faço tudo certo. Então, os dois lados são ruins. Isso não é ser humilde. Ser humilde não é se isentar, não é o o ego
o outro. Eu projeto, eu desloco, eu nego, eu não fiz, não, não sou eu, imagina, eu faço tudo certo. Então, os dois lados são ruins. Isso não é ser humilde. Ser humilde não é se isentar, não é o o ego se safando e e fugindo para não assumir o enfrentamento da dificuldade, como não é também tudo fui eu, a culpa é sempre minha, pode bater que eu mereço. Os dois lados não criam bons relacionamentos, relacionamentos maduros e saudáveis. E por fim, eu vou encerrar com Desperte e Seja Feliz. No capítulo 12, Joana vai falar do nosso eh da nossa escolha de sermos cristãos, né? Que que somos os devemos ser os exemplos. Então, ao invés de entrar em disputa para ver quem tem razão, que a postura do ego, né, e do orgulho, ao invés de querer intimidar e coagir o outro, é a gente mostrar a outra face. Então, se a gente tá lá numa briga, cada um quer uma coisa, pera aí, deixa eu mostrar para vocês como é ser cristão. E aí tem hora que eu vou abaixar a voz, tem hora que eu vou ouvir mais o outro, tem hora que eu vou dizer que eu escutei o que ele falou e vou comentar para ele entender que eu ouvi e entendi. Tem hora que eu vou propor uma negociação, tem hora que eu vou falar, tudo bem, vamos fazer do seu jeito hoje, depois a gente na próxima tenta, eu vou me posicionar como Jesus nos ensinou. Então, nesse desperte seja feliz capítulo 12 tem convidado ao debate injusto, né, quando vai essas brigas, ao duelo nas disputas glórias, né, do corpo, renuncia à presunção e ser simples como as aves dos céus, os lírios do campo e confia em Deus. Nenhum tesouro que se equipare ao bem-estar da consciência reta e pacificada em harmonia com os decretos divinos. Amando o bem no lar, nos grupos sociais, no trabalho, na religião, na comunidade. O cristão é uma carta viva de Jesus. Nela deve estar presente o código que foi apresentado na montanha, sermão do monte, né, como diretriz de equilíbrio para os outros a exteriorizar-se de si próprio. Seja o exemplo. Mostre como é ser flexível. Como que é ser
te o código que foi apresentado na montanha, sermão do monte, né, como diretriz de equilíbrio para os outros a exteriorizar-se de si próprio. Seja o exemplo. Mostre como é ser flexível. Como que é ser compreensível nos relacionamentos? Como que é ser maleável, ceder quando é o caso, ouvir, negociar. Isso é ser cristão. E aí eu termino com a indicação de um filme muito, muito bem feito. Os atores são excepcionais. É um livro de 2000, desculpa, gente, é um filme de 2019 e se chama Dois Papas. E é um filme que trata, né, de uma forma, lógico, romantizada, mas com com uma profundidade também da realidade, eh, dessa transição entre os quando sai o Papa Bento 16, ele renuncia e é eleito então o Papa Francisco, o filme fala da relação dos dois porque eles são muito diferentes e eles aprendem a os diálogos são riquíssimos e eles aprendem tendem a respeitar esses esses esses temperamentos opostos, né? Porque são opostos e no entanto cada um tem seu valor, cada um tem sua importância, cada um tem seus talentos a oferecer. E aí eles junto, mostrando a conversa, eles vão validando. Um não quer se tornar igual ao outro e ao mesmo tempo cada um valida o bem do outro. Então eles sabem flexibilizar, negociar, debater de um jeito cristão em que eles se respeitam. Então que vocês curtam, aproveitem esse filme que vale a pena, Dois Papas de 2019. E deixem aí os comentários depois se vocês gostaram, não gostaram, o que que vocês observaram, que eu acho que enriquece também depois o nosso encontro a respeito das perguntas e respostas. Muito obrigada pela atenção e até a semana que vem, se Deus quiser.
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