A Essência da Comunicação – T9:E3 | Escuta Empática
Na nona temporada de Psicologia Espírita com Joanna de Ângelis, a apresentadora Cristiane Beira reflete sobre a essência da comunicação, analisando os diferentes aspectos da fala, da escuta e do silêncio na vida emocional e espiritual. No Episódio 3 – Escuta Empática, a introdução traz os quatro pilares da Comunicação Não Violenta (CNV), desenvolvida por Marshall Rosenberg, com exemplos práticos de sua aplicação no cotidiano. O estudo aprofunda como a escuta verdadeira, aliada à empatia, torna-se caminho de acolhimento, compreensão e fortalecimento das relações humanas. 📚 Referências bibliográficas: Momentos de Saúde, cap. 19 O Homem Integral, cap. 2 Jesus e Atualidade, caps. 6, 12 e 13 Plenitude, cap. 5 🎬 Indicação de Filme: Patch Adams – O Amor é Contagioso (1998) #PsicologiaEspírita #JoannaDeAngelis #CristianeBeira #Comunicação #EscutaEmpática #ComunicaçãoNãoViolenta #EstudoEspírita #Espiritismo #Psicologia #Autodescobrimento *Conheça o EspiritismoPLAY — a sua plataforma espírita digital.* Acesse conteúdos exclusivos: palestras históricas com Divaldo Franco, eventos, filmes, músicas, audiolivros, revista digital e muito mais. 👉 http://www.espiritismoplay.com
Olá, sejam bem-vindos a mais um Psicologia Espírita com Joana de falando nesta temporada sobre comunicação, procurando refletir um pouco sobre aquilo que podemos fazer, que está ao nosso alcance para melhorar os nossos os relacionamentos, porque comunicação é um pilar fundamental para um bom relacionamento. Se desmontarmos o pilar da comunicação, desmontamos automaticamente o pilar do relacionamento. É praticamente impossível a gente sustentar uma relação com saúde de forma equilibrada, saudável, se não tivermos um mínimo de condição de comunicação, de conversa, de trocas. Então, por conta disso, vocês me pediram e nós estamos aqui tentando explorar, ampliar um pouco mais esse tema. Eu trouxe hoje uma introdução um pouco maior, vou precisar ser ágil, mas eu gostaria de apresentar para vocês, porque a gente falar em comunicação nos dias atuais eh é quase que impossível a gente não relacionar com um tema que vem sendo explorado, que tem ganhado muito espaço, todo mundo já viu, já ouviu falar a respeito, já tem um um pouco de compreensão e é um tema que tem ajudado muito eh nas relações, porque é uma técnica, é quase que uma forma prática, não é teórica, é prática. E a gente consegue fazer exercícios eh eh quase que nós podemos ter aulas e depois aplicar para saber e a gente vai ver retorno. Eu estou falando da comunicação não violenta, que foi um conceito desenvolvido, criado e desenvolvido por Marshall Rosenberg. Então, a a comunicação não violenta tem sido falada, debatida, aplicada para as famílias. aplicada no ambiente empresarial, aplicada nos na forma de você se comunicar com a sociedade, na forma de se expressar nas redes sociais. Eh, então são, é uma análise que ele fez a respeito da relação por meio da linguagem, da comunicação. E ele pegou as a o as feridas, ele pegou os pontos sensíveis, ele pegou aqueles espinhos que machucavam e ele mostrou onde é que a gente acabava atrapalhando, machucando, ultrapassando o nosso direito e por consequência prejudicando a relação.
pontos sensíveis, ele pegou aqueles espinhos que machucavam e ele mostrou onde é que a gente acabava atrapalhando, machucando, ultrapassando o nosso direito e por consequência prejudicando a relação. Então ele trouxe isso de uma maneira simples, prática, objetiva e a gente é capaz de entender o que ele tá falando. E a gente percebe que isso é um hábito instalado. É como se fosse um padrão repetitivo. A gente liga no automático e vai. E e essa forma da gente se se expressar, a gente acaba mais atrapalhando a relação do que ajudando. E se a gente conseguir vigiar até até estabelecer um novo hábito, a gente consegue transformar as nossas relações. Eh, e isso é é instituído socialmente, é cultural. Todo mundo pode ver que todo mundo cai nessas armadilhas que ele detectou. tanto que ele consegue fazer essa essa descrição dessa teoria observando a sociedade, ou seja, não é característica de uma ou de outra pessoa. Todos nós tendemos a agir de jeitos que atrapalham. Ele detectou que jeitos são esses, explorou e mostrou, ao invés de fazer assim, se você fizer assado, você muda totalmente o ambiente. Então, eu gostaria de apresentar um pouco para vocês esse conceito para que depois vocês também possam buscar. Tem muitos vídeos, tem o próprio livro que deve ser lido, tem comunicação não violenta para entre pais e filhos e e por aí vai. Então, pra gente não tomar muito tempo, eh, um passeio geral, simples, né, pela pela teoria. Ah, a CNV, a comunicação não não violenta, a CNV ela é ela tem quatro como se fosse quatro fundamentos, quatro pilares, né? Quatro componentes. E eles são toda a comunicação não violenta vai ser com base nesses quatro pilares, né? Então ele vai explorar. Ah, e se eu tiver conversando no meu trabalho, aplico os quatro pilares. E se eu tiver me relacionando com meu pai, aplico os quatro pilares. E se for uma relação entre marido e mulher, aplico os quatro pilares. Quais são esses quatro pilares? Primeiro, observação. Ele chama pilar da observação. O que que é? É você
aplico os quatro pilares. E se for uma relação entre marido e mulher, aplico os quatro pilares. Quais são esses quatro pilares? Primeiro, observação. Ele chama pilar da observação. O que que é? É você olhar para aquilo que acabou de acontecer e que te incomodou, por exemplo, que você quer falar a respeito, que você tá preocupada ou que te deixou triste ou que te deixou com raiva. Não importa. aconteceu alguma situação. O pilar da observação é o pilar que você vai treinar o seu olhar para não julgar. Você tem que tirar o julgamento. O que que é observar? Você vai falar aquilo com fatos e dados. É como se a gente tivesse que descrever o que aconteceu. Então, alguém, eu tô falando com vocês agora, alguém abre a porta sem bater e entra gritando. O que que é observar? É, eu vou falar aquilo que eu vi. Eu percebo que você não bateu antes de entrar. Eu percebo que você entrou falando alto. Eu percebo que você não não eh não cumpriu o nosso acordo. Eu vou descrever aquilo que eu estou vendo. Essa é a observação. Eu vou falar do dado, eu vou falar do fato, eu vou narrar o que aconteceu, não vou emitir uma opinião a respeito. Depois a gente vai falar dos sentimentos e não dos pensamentos, porque pensamento vai vir junto a um julgamento. Dificilmente a gente vai elaborar um pensamento sem dar a nossa opinião, sem fazer o nosso julgamento, sem fazer a nossa própria análise. Eu vou falar do sentimento. Sentimento também não se discute. Quando eu narro o que aconteceu no pilar um observação, ninguém vai discutir. Eu percebo que você entrou sem bater a porta. Sem bater a porta. A pessoa não vai discutir. Ah, isso é você que acha. Não é real. aconteceu. Ele não não vai poder falar que não aconteceu. Quando eu falo do que eu sinto também ninguém vai poder questionar. Isso me deixa muito irritada. Eu percebo que você bateu na porta e entrou sem Você entrou sem bater. Desculpa, eu percebo que você entrou sem bater a porta e a gente tinha combinado que você bateria a porta antes de entrar. Isso me deixa irritada. Até
ateu na porta e entrou sem Você entrou sem bater. Desculpa, eu percebo que você entrou sem bater a porta e a gente tinha combinado que você bateria a porta antes de entrar. Isso me deixa irritada. Até aí ele não tem o que falar. Eu falei uma realidade, ele entrou sem bater e falei outra realidade. Eu me sinto irritada, eu tenho direito. Esse sentimento ninguém discute. A, o terceiro pilar é sobre as necessidades. Necessidade também a gente nunca vai discutir quando eu falo do que eu preciso. Eu preciso que você bata a porta e não entre falando porque eu posso estar fazendo uma gravação. Eu tenho necessidade de est de estar em silêncio nesse momento. Eu tenho necessidade de estar sozinha, porque eu posso estar em gravação, por exemplo, posso estar aqui fazendo uma aula, posso estar aqui atendendo alguém no no nesse nesse ambiente virtual. Então, eu tenho necessidade de ter o meu espaço respeitado. Então, se eu falo do que eu vi, se eu falo do que eu senti e se eu falo do que eu preciso, de novo, eu não vou disparar no outro vontade de brigar comigo, né? Então imagina, você entrou atropelando na minha sala, a minha na minha sala e eu falo assim: "Eu percebo que você entrou sem bater, isso me deixa irritada, porque eu tenho necessidade de ter a minha privacidade, porque eu trabalho aqui." Que que a pessoa vai falar? Ela vai ficar vermelha, morrendo de vergonha, porque não tem o que falar. E o quarto pilar, eu posso fazer o meu pedido. E esse pedido vai resumir como se fosse o contrato que a gente vai fazer. Então, nesse caso, eu diria assim: "Eu posso te fazer um pedido para que você nunca se esqueça de bater. Eu já tinha pedido isso para que você sempre bata, para que você preste atenção no meus nos meus horários que eu já passei para você. Posso pedir para que você se lembre que eu trabalho aqui e você evite então entrar." Então esse pedido é autêntico também. Eu tenho direito de pedir. Isso é uma fala que jamais, a não ser que a pessoa esteja fora de si, mas qualquer pessoa
eu trabalho aqui e você evite então entrar." Então esse pedido é autêntico também. Eu tenho direito de pedir. Isso é uma fala que jamais, a não ser que a pessoa esteja fora de si, mas qualquer pessoa naturalmente presente ali, que não esteja constelada em nenhum complexo, nem sei lá o que for, se ela tiver bem ali, ela vai entender tudo e ela vai falar assim: "Me desculpe, vou prestar mais atenção. Claro que você pode me pedir isso". Pronto, a gente harmonizou. Agora, se a pessoa bate e rompe, eu saio, como eu falo, soltando os cachorros. Tenha santa paciência. Você é sempre assim, um espaçoso. Vê meu julgamento. Eu já tô julgando o que que ele é. a pessoa vai querer se defender. Então, esses são os quatro componentes, os quatro pilares da comunicação não violenta. Eu vou falar do que eu observo, não do que eu julgo. Eu vou falar do que eu sinto e não do que eu penso a respeito, que é um outro tipo de julgamento. Eu vou falar das minhas necessidades e eu vou fazer um pedido. Se a gente se lembrar de treinando isso, a gente harmoniza muito as nossas relações. Aí eu criei alguns exemplos. Na verdade, para ser honesta, eu pedi ajuda para esse essa inteligência artificial que hoje faz parte da nossa vida, para que ele me ajudasse a criar exemplos práticos bastante comuns, muito observados, porque foi uma das coisas que vocês me pediram eh na outra, na temporada anterior, que tivesse mais exemplos do dia a dia. Como é que a gente aplica isso que nós estamos falando? Essa essa teoria que a gente está estudando aqui, onde que a gente vê ela na nossa vida real? Quando eu tô lá no trânsito, no supermercado, conversando com a família, trabalhando, como é que eu transfiro? Então, eu também estou me desafiando para trazer mais eh essa aproximação com a vida prática. Aquilo que nós estamos falando aqui, a gente vai observar na vida prática acontecendo assim, assim, assim. Então, eu trouxe alguns exemplos que eu acho que são bastante comuns eh pra gente observar a aplicação da CNV e
amos falando aqui, a gente vai observar na vida prática acontecendo assim, assim, assim. Então, eu trouxe alguns exemplos que eu acho que são bastante comuns eh pra gente observar a aplicação da CNV e perceber como que isso tem potencial de harmonizar os relacionamentos. Primeiro, o primeiro exemplo é um exemplo e e de e de pais e filhos, né? Então, o seu filho, a situação é essa, seu filho grita com você porque não quer fazer o dever. Tá vendo como nosso amigo Yá, ele trouxe realmente uma situação que é muito comum? Quem é que já não passou por isso sendo pai, sendo mãe, sendo educador, que não passou pela situação de que seu filho grita com você porque não quer fazer o dever de casa, né, de da escola. Então, se a gente for aplicar, como que isso normalmente acontece? Ah, meu filho gritou comigo, eu grito mais alto. Que que você pensa que você é, seu pirralho? Se que quem manda é sou eu. Ah, é assim, vai ficar sem videogame. A gente vai entra na dele, né? Ele ele chama a gente pra briga. Aí a gente mergulha de cabeça e vira aquela gritaria e depois a gente se põe de vítima. E eu que faço tudo aqui. Você não não valoriza. Não merecia ter essa mãe. É o que a gente costuma fazer. Se eu for aplicar a CNV, como fica? Observação. Eu vou falar o que eu vi. Vou falar o que eu vi. Não vou julgar o que que ele está fazendo. Percebo que você gritou comigo agora. Percebo que você aumentou seu tom de voz. Percebo que você eh gritou. Sentimento. Eu fico muito triste quando você grita comigo. Eu fico muito cansada quando você grita. Eu fico muito irritada quando você grita. O que que é que eu estou sentindo? Eu vou descrever o que eu estou sentindo. Primeiro eu descrevo o que eu vi com os olhos. Não julguei com o pensamento, né? O que eu vi, eu vejo que você gritou, eu vejo que você se descontrolou. Eu vejo que você tá tá tá irritado. Eu aquilo que eu aquilo não, primeiro é aquilo que eu vi. Você gritou. O que que aconteceu de fato? Eu vejo que você gritou. Sentimento. Isso me deixa irritada.
ou. Eu vejo que você tá tá tá irritado. Eu aquilo que eu aquilo não, primeiro é aquilo que eu vi. Você gritou. O que que aconteceu de fato? Eu vejo que você gritou. Sentimento. Isso me deixa irritada. Terceiro ponto, necessidade. Eu preciso da sua colaboração pra gente poder se entender na hora da tarefa. Eu preciso do seu respeito para que a gente possa continuar a nossa com educação a nossa relação. Então, o que que eu preciso que aconteça nessa hora? Eu preciso que você respeite o nosso trato. Eu preciso que você tente se segurar e não saia gritando quando você tá irritado. Eu preciso, porque é isso que vai acontecer pra gente se dar bem aqui. E por fim, eu posso fazer o meu pedido. Você pode me dizer agora o que que tá te incomodando, o que que te irritou, por que você quis gritar, mas você pode dizer isso de uma forma calma pra gente se entender ao invés de você explodir. Então, quando eu digo pro meu filho, ele tá lá gritando, ao invés de eu soltar os cachorros, ao invés de eu fazer ameaça, ao invés de fazer chantagem, eu dizer para ele: "Eu percebo que agora você gritou comigo e quando você grita comigo, eu me sinto desrespeitada, eu me sinto triste, eu me sinto irritada, né?" Então, observação, sentimento, necessidade. Eu preciso que você é se controle para que a gente possa entender o que está acontecendo. E aí eu posso fazer um pedido. Vamos combinar que você vai tentar não gritar mais, que quando você tiver irritado, você vai primeiro, primeiro me dizer o que que tá irritado pra gente resolver o problema junto. Então é isso. Eu observo, eu falo do que eu tô sentindo, eu falo da necessidade e eu faço um pedido. Uma outra situação que a gente vai ver também que é bastante comum, que é uma situação entre marido e mulher, mas do ponto de vista da mulher, da esposa. Então, a esposa percebe que o marido está mexendo no celular durante o jantar e isso a incomoda. Então, o que que a gente costuma dizer? Você não larga esse celular nem na hora do jantar. Você nunca lembra que eu existo, eu não sou
arido está mexendo no celular durante o jantar e isso a incomoda. Então, o que que a gente costuma dizer? Você não larga esse celular nem na hora do jantar. Você nunca lembra que eu existo, eu não sou nada para você. Você só se importa com o que tá aí. Enfim, a gente vai por esse caminho, né? E aí, se eu for aplicar a CNV, observação, amor, percebi que durante o jantar você ficou respondendo mensagens no celular. Sentimento. Fiquei um pouco chateada e me senti sozinha. Necessidade. Eu tenho uma necessidade de conexão, de troca na nossa hora, na hora da refeição, porque é o único momento que a gente está junto. Eu tenho necessidade de ter você comigo, de presente comigo e não desviando atenção com outra coisa para que a gente possa ter essa esse contato que nem sempre dá no dia a dia. Então, minha necessidade e o meu pedido. Você poderia deixar o celular de lado durante as nossas refeições para que a gente possa conversar, olhar olho no olho, estar mais um com o outro? Então, como que o marido vai se sentir? Talvez envergonhado ou que não seja envergonhado, mas com eh empático. Nossa, tá, tá claro. Lógico que eu posso, meu bem, me desculpa, não prestei atenção, tá? Fiz, não fiz por mal, mas se eu vou é porque você não larga de ser celular, ele vai querer reagir. E você que não sei das coisas, você não sabe do que eu faço na minha vida. Eu tô cansado e a gente não chega a lugar nenhum. Então é isso, amor. Você tá com o celular na mão, eu me sinto desconsiderada, esquecida. Eu preciso de você aqui. Eu quero essa troca. Você poderia deixar o celular para falar comigo? Pronto. Olha que simples, que objetivo. Agora mais um exemplo, um exemplo de eh ambiente profissional, por exemplo, chefe e funcionário. Então, a situação é um funcionário entrega um relatório incompleto, mal feito, seja lá o que for. O chefe precisa dar um feedback, mas não deve gerar essa esse malestar. Que que costuma, que que que a gente costuma ver de novo? Você entrega um negócio pela metade. Que que você acha que eu vou
for. O chefe precisa dar um feedback, mas não deve gerar essa esse malestar. Que que costuma, que que que a gente costuma ver de novo? Você entrega um negócio pela metade. Que que você acha que eu vou fazer com isso? Que tá faltando pedaço? você não presta atenção. Então, existe essa esse ambiente de humilhação, até porque quando tem hierarquia e o de cima fala com essa prepotência, ainda que ele tenha certa razão, mas ele cria uma situação muito constrangedor. Então, como que esse chefe poderia dar esse feedback sem ser por essa via da humilhação, né, que não que não é correta? Então, observação, primeiro pilar, eu notei que no relatório que você me entregou tem algumas informações faltando. Eu notei que a página 3 e 4 eh precisam ser mais detalhadas. Eu anotei, fala o que que você anotou. Fala o que que o relatório falta ou sobra ou não tem ou tá ruim. Olha, eu de cara eu observei que a informação que você trouxe tá desatualizada. Então eu observo no sentido de eu declaro o que que eu vi. Depois sentimento, me sinto preocupado com isso. Isso pode trazer problemas, isso me preocupa, né? Terceiro, a necessidade. Eu preciso que você preste mais atenção. Eu preciso que você corrija. Eu preciso que você ah supervisione o próprio próprio trabalho antes de me entregar. Que que eu preciso que você faça? Eu preciso que você se lembre sempre de atualizar as informações. Eu preciso o que que eu preciso e depois eu vou fazer um meu pedido. Então posso pedir para você corrigir esse e e e se providenciar, né, a si mesmo que isso não venha acontecer de novo, pelo menos não desse jeito, para que a gente não fique repetindo a mesma situação. Então posso pedir para você corrija esse e presta atenção pro próximo. Que que o funcionário vai falar? Claro, porque isso é profissional, isso faz parte, tá certo? O pedido tá certo, ele é coerente, não vai gerar mal-estar, não tem ambiente de intimidação nem de humilhação, né? Então isso vai gerando confiança, isso vai gerando uma certa eh harmonia e e o
certo? O pedido tá certo, ele é coerente, não vai gerar mal-estar, não tem ambiente de intimidação nem de humilhação, né? Então isso vai gerando confiança, isso vai gerando uma certa eh harmonia e e o ambiente fica leve e aí o funcionário vai querer se motivar para fazer ainda melhor, porque foi tratado bem, né? e o chefe não fica estressado porque o resultado vai ser o mesmo, com estress ou sem estress, né? Então, olha como que a gente melhora a nossa vida aplicando a CNV. E um último exemplo que é agora de novo no ambiente de de marido e esposa, né, de relação de casal, não importa quem seja, mas do marido agora falando com a esposa. Então o marido percebe que nos últimos dias a esposa tem feito muitas críticas sobre a atitude dele, as atitudes dele. Isso está afetando o seu ânimo e a conexão entre os dois. Então, de novo, pode ser inverso, né? Marido com mulheres. Não importa quem é o casal, a gente tá só ilustrando aqui. Cada um vai se identificar com o outro lado. Qual que é a forma reativa que a gente costuma ter? Eh, então, a meu marido ou minha esposa reclama de uma coisa, reclama de outra coisa, reclama de outra coisa, como se eu só fizesse coisa errada. Tô fazendo um monte de coisas legais, ninguém fala. Mas reclama e reclama e reclama. Que que eu tenho que tô falar? Você só reclama. Nossa, como você tá chata, como você tá chato. Você só olha o meu lado negativo. Eu não aguento mais isso. Pelo amor de Deus, eu vou embora daqui. Fique aí sozinha, fique aí sozinho. E aí isso afasta, né? Não ajuda. Aí mesmo que eu tenha a minha razão, eu acabei de perder pela forma como eu reagi. Agora é ela que vai falar: "Nossa, eu não tava prestando atenção, custava falar com a educação e aí vira essa guerra para ver quem tem razão, né? Então vamos aplicar a CNV. Observação. Eu percebi, meu bem, que nos últimos dias você tem feito alguns comentários recorrentes e negativos sobre as coisas que eu faço, como se eu só fizesse coisas erradas, né? Quando eu chego tarde, quando eu esqueço de
u bem, que nos últimos dias você tem feito alguns comentários recorrentes e negativos sobre as coisas que eu faço, como se eu só fizesse coisas erradas, né? Quando eu chego tarde, quando eu esqueço de comprar alguma coisa. Sentimento. Quando isso acontece, eu me sinto desanimado, desvalorizado, desconsiderado. Eu me sinto assim. Eu me sinto como se eu só errasse. É assim que eu tô me sentindo. Necessidade. Terceiro pilar. Tenho necessidade que você reconheça também as coisas interessantes que eu faça para que a gente tenha mais leveza. Eu tenho necessidade de uma leveza na relação. Eu não quero uma relação em que a gente fique só xingando, apontando, criticando, reclamando. Quero uma relação em que a gente se trate bem. Tenho necessidade de gentileza na nossa relação. Pedido. Você estaria disposta a me dizer o que que a incomoda, mas de uma forma mais objetiva, sem gritaria, com mais gentileza, com mais leveza, com mais calma para que eu possa me corrigir? Então, olha como muda o tom quando a gente fala respeitando isso, né? Então, é, é uma conversa que a gente precisa trazer o quê? A empatia. Por isso que o tema de hoje a gente chamou de escuta empática. Que que é escuta empática? Escuta empática é justamente isso. É a gente olhar pro outro não querendo ganhar, não querendo eh vencer a disputa, não querendo espezinhar o outro, não querendo enquadrar o outro. É olhar pro outro como se esse outro fosse você mesma. A empatia, quando a gente fala se colocar no lugar do outro, é nesse sentido. Eu vou oferecer pro outro que eu gostaria que me oferecessem se eu estivesse no lugar dele. Por mais que o outro esteja errado no que ele está fazendo, eu, se tivesse no lugar dele, não gostaria que as pessoas me humilhassem. Por mais que eu tenha cometido um erro, então eu não vou humilhar. Ah, se eu tivesse no lugar dele, eu não gostaria que as pessoas me ignorassem. Então, eu não vou ignorá-lo. Ah, se eu tivesse no lugar dele, eu não gostaria que as pessoas eh me maltratassem. Então, eu
h, se eu tivesse no lugar dele, eu não gostaria que as pessoas me ignorassem. Então, eu não vou ignorá-lo. Ah, se eu tivesse no lugar dele, eu não gostaria que as pessoas eh me maltratassem. Então, eu não vou me maltratar, não vou maltratá-lo. E por aí vai. Isso que é empatia. Empatia é a gente considerar que existe um outro que é equivalente ao eu. Ele é tão importante quanto eu sou. Ele é tão, ele ele é tão eh necessário no sentido de útil, de de fazer bem, de estar no mundo como eu. Ele tem o mesmo direito que eu tenho de ser quem eu sou, do meu jeito, com a minha personalidade. Ele tem direito de ser incluído, ele tem direito de ser respeitado como eu tenho. Então, a empatia é eu me lembrar que esse outro não é alguém eh eh que alguém que é menor que eu, não é alguém que merece menos do que eu, não é um inimigo, ele é um outro eu. Quando eu digo eu, eu estou me referindo a Cris, mas quando ele diz eu, ele está se referindo a ele. Qual que é a diferença daquele eu e desse eu? Nenhuma. Nós dois somos filhos de Deus. Nós dois somos imperfeitos. Nós dois estamos em crescimento. Nós dois precisamos amar e ser amados. Nós dois gostaríamos de ser respeitados, ouvidos e incluídos. Então, a empatia é a gente se relacionar com o outro. Lembrando que esse outro não é nem o adversário, nem o filho do capeta, nem o inimigo, nem o do mal. Ele não é, ele é um outro eu. Porque às vezes a gente olha e essa coisa do discurso do ódio é como se esse outro ele fosse alguém averso. Ele não é de Deus. Eu tenho que matar, eu tenho que, eu tenho que sumir com ele. Não, ele pode pensar coisas diferentes da gente, querer coisas diferentes da gente, acreditar em coisas diferentes da gente. Ele continua sendo um eu que merece ser escutado, validado, respeitado, amado, incluído. Então, isso que é a escuta empática. É olhar pro outro, não já na posição de que eu tenho a razão. É olhar pro outro como se fôssemos a mesma pessoa. Eu poderia estar no lugar dele. Ah, eu jamais estaria no lugar dele. Isso é
a empática. É olhar pro outro, não já na posição de que eu tenho a razão. É olhar pro outro como se fôssemos a mesma pessoa. Eu poderia estar no lugar dele. Ah, eu jamais estaria no lugar dele. Isso é arrogância. Isso é orgulho. Ainda que eu não estivesse exatamente no lugar dele, eu poderia estar num equivalente. Ah, mas eu nunca vou roubar. Primeiro que eu não sei se eu nunca vou roubar, se eu já não roubei na vida passada, né? Primeiro que eu já não posso afirmar isso, mas vamos supor que eu possa afirmar que eu jamais roubaria, ok? Mas eu conto mentira, ele não. Que que que muda? Não tem ninguém melhor. Nós estamos no mesmo barco. Nós estamos na mesma faixa de evolução. A gente está no mundo de provas e expiações hoje. Não tem, a não ser que você tenha vindo como missionário enviado por Jesus, né? Eu sei que eu não vim. Eu sei que eu sou imperfeita. que estou aqui lidando com as minhas sombras, fazendo um esforço enorme para progredir, porque eu devo carregar um monte de coisa ainda para ser acertada. E a maioria na Terra é assim. Então, por que esse orgulho de achar que sou eu que tenho razão, que quando eu vou conversar com o outro, ele é do mal, ele merece ser execrado, cancelado, morto, assassinado? Olha a ignorância da nossa parte. Nós vamos responder por isso, porque nós não temos o direito de de interferir na vida do outro negativamente, como se a gente fosse o justiceiro que tem que perseguir quem tá errado e quem sou eu para dizer o que que é certo e o que que é errado. Então, quando a gente fala de empatia, a gente fala dessa habilidade de incorporar uma representação do estado emocional da outra pessoa e junto com isso estar ciente das causas dessas emoções. É muito difícil a empatia. Tem uma corrente de pensamento, de pensadores que inclusive de de pesquisadores que inclusive negam, dizem que não existe empatia, porque é impossível você entrar nesse lugar. Então vou ler de novo um conceito de empatia. É a habilidade de você internalizar, incorporar
quisadores que inclusive negam, dizem que não existe empatia, porque é impossível você entrar nesse lugar. Então vou ler de novo um conceito de empatia. É a habilidade de você internalizar, incorporar uma representação, né, um um uma demonstração do estado emocional do emocional do outro. Que que é isso? É como se fosse, sabe quando a gente fala assim, ó, e estou na presença de alguém que, sei lá, está passando por uma perda. O, um parente acabou de desencarnar. E eu digo assim, ó, eu sei o que você está passando. Não tem uma vontade de falar assim: "Não, você não sabe não, mas eu já perdi também. Tudo bem, você perdeu de um jeito, eu perdi de outro. Você é uma pessoa, eu sou outra. Não tem como você saber o que eu tô passando." Por isso que tem gente que diz que a empatia em si, nesse nesse conceito muito frio, ela não existe, porque ninguém é capaz de sentir o que o outro tá sentindo. Mas a gente entende nesse sentido de buscar se aproximar. Então, a empatia é primeiro eu tento internalizar o que que ele deve estar sentindo. Eu tento me conectar em mim com algo parecido com o que ele está sentindo. Como que a gente pode fazer isso? A gente pode fazer isso e a gente faz automaticamente porque o cérebro ele já está funcionando antes de eu querer funcionar. A gente chama de, a gente fala que existe o contágio emocional, ou seja, eu começo a olhar alguém, contar uma história, eu choro junto, não tem nada a ver comigo. A história dela, isso é empatia, porque eu internalizei um estado que é dela, um estado que é dela. Hoje uma amiga minha me contou que fez eh comemorou 33 anos de casada e os filhos prepararam uma homenagem, fizeram um filme como se fosse um resumo desde o momento em que eles estavam namorando até o momento que agora se tornaram a voz. Então eles recapitularam a vida. Ela começou a me contar, eu chorei. Eu chorei, falei: "Não é minha história, eu não vi o filme, mas eu me imaginei o no lugar dela. Eu tentei internalizar e fiz isso sem querer. O meu cérebro fez
ida. Ela começou a me contar, eu chorei. Eu chorei, falei: "Não é minha história, eu não vi o filme, mas eu me imaginei o no lugar dela. Eu tentei internalizar e fiz isso sem querer. O meu cérebro fez sozinho. Então existe essa empatia emocional que eu me conecto com a emoção dela e vivo como se fosse minha. E existe a empatia intelectual cognitiva, melhor dizendo. A empatia cognitiva é eu começo pensar, criar na minha mente uma situação como se ela tivesse vivendo e aí eu me conecto. Então posso tanto me conectar pela emoção que eu vejo uma emoção e eu eu sinto em mim quando alguém ri, eu rio também. Quando alguém chora, eu choro também. Como pode ser uma empatia cognitiva que eu começo a pensar, nossa, imagina o que que é estar nesse lugar tentando passar por isso e não conseguindo sentir em mim. Eu criei o estado emocional de forma cognitiva por meio da imaginação. E aí eu vejo em mim, nossa, tô sentindo, isso é empatia. Ou eu vejo a emoção do outro e eu consigo sentir a emoção em mim. Então eu vi ela falando, ela foi embargando a voz, ela foi contando do vídeo, quando eu vi eu tava eu também emocionada. E o que que é isso? É esse como se fosse um contágio. Contágio ainda é outra coisa. essa coisa mais que automática. Alguém começa a rir, eu começo a rir junto. Parece que eu fui contagiada. A empatia, ela passa por uma emoção que se identifica com outra emoção ou um cognitivo que é capaz de imaginar a outra situação a ponto de criar em si o mesmo ambiente interno que o outro tá passando. Então eu não tô passando por aquilo, mas só de imaginar eu tô tremendo, eu tô passando mal, eu tô tendo ansiedade de me imaginar naquele lugar. A pessoa que tá passando tá do outro lado do mundo, mas eu tá reverberando em mim porque eu consegui internalizar esse estado. Isso que é empatia, né? Mas e junto estar ciente das causas, né? Do que que por que que a pessoa passou por isso, de onde ela tá vindo, o que que ela viu, o que que ela sofreu. Então é entrar na história do outro, é entrar, né? Merg mergulhar na
nte das causas, né? Do que que por que que a pessoa passou por isso, de onde ela tá vindo, o que que ela viu, o que que ela sofreu. Então é entrar na história do outro, é entrar, né? Merg mergulhar na história do outro, é ratificar esse outro, não é dizer: "Ah, no seu lugar, sabe o que eu faria?" para não faz isso, porque isso não é empatia, isso é julgamento. Então é entrar no lugar do outro e falar assim: "Nossa, tendo tido a infância que você teve, estando vivendo a situação atual que você está vivendo, acreditando nas coisas que você acredita, eu consigo minimamente eu consigo sentir em mim o que você está sentindo. Como que eu posso te ajudar?" Mas não é dando conselho a partir do meu lado, porque ela não tá no meu lugar. Ah, eu, se fosse você, eu faria isso, então. Mas você tá aqui, sendo quem você é, tendo a infância que você teve, a condição social que você tem, é fácil de falar daqui. Agora, empatizar é tentar se exentar de si, é esvaziar a sua história para se encher com a história do outro, para daí tentar ajudá-lo a partir do lugar onde ele está. Isso que é empatia. Então, quando a gente escuta com empatia, que que quer dizer? Eu não vou ficar na posição de quem tá julgando. Eu não vou ficar me comparando. Eu não vou ficar querendo dar conselho. Escuta empática. Se esvazia de si para internalizar o que ele tá te trazendo. Mergulha na história dele. Pensa com a cabeça dele, sente com o sentimento dele. Isso é escuta empática. Eu consigo me deixar um pouco de lado para ouvir o que o outro tem a dizer. A gente quase não faz isso. O outro começa a falar, você já começa a pensar, você já começa a julgar, você já começa a interromper para dar conselho. Ah, não concordo não. E aí a gente começa num confronto e isso não ajuda, né? Então, como que eu pratico a escuta empática? Ou a CNV precisa disso, né? Então, olha, eu presto atenção de forma genuína. Quando o outro tá falando, eu presto atenção nele. Eu eu me interesso pelo que ele está falando. Eu tento entender o que
a? Ou a CNV precisa disso, né? Então, olha, eu presto atenção de forma genuína. Quando o outro tá falando, eu presto atenção nele. Eu eu me interesso pelo que ele está falando. Eu tento entender o que ele está querendo trazer. A minha atenção está direcionada para ele. Eu não tô dentro da minha cabeça. Escutei uma frase e já tô pensando no que que eu vou dizer. Não. Você desliga o seu pensamento e você dedica sua atenção inteira para ele. Eu tô só recebendo. Ele tá falando e eu tô escutando. Tô tentando imaginar o que ele tá pensando. Tô querendo descobrir onde que ele quer chegar. Eu estou imersa na mente dele. Eu não estou aqui na minha já processando para dizer o que que eu quero dizer para ele. Então eu paro eu para poder receber ele em mim. Eu vou importar ele para dentro de mim. Então demonstre interesse. Faça perguntas, explore. Mas esa aí você falou isso, mas deixa eu entender melhor que que você quis dizer com aquilo. Mas interessante, você disse isso, mas não entende bem. explica para mim melhor. Se interesse, queira eh se se aprofundar, faça perguntas, mergulhe na história do outro. Depois reflita a respeito a partir do que ele te contou e não do que você acha que ele tá fazendo. Mas entra na história dele, valide os sentimentos dele. Ah, mas e tudo isso aí que você contou? Você tá sentindo? Ah, vai, isso aí não é nada, você não sabe o que eu passei. A gente sempre faz isso. É muito chato, é muito desagradável, né? Então esquece, você não é sobre você, meu bem. Não é sobre você. Você está ouvindo o outro, é sobre o outro. Então não adianta querer trazer a sua história ou querer sair por cima que você sofreu mais. Para escuta ele, valide os sentimentos. Nossa, tô conseguindo imaginar aqui o que que você sentiu. Me parece que é um misto de de tristeza com raiva. E ele pode dizer: "É, é isso". Ou ele pode dizer: "Então, mas não é bem raiva não, porque aqui parecia que tava não, mas não é raiva. O que que é?" Então, se interesse, procure, valide os sentimentos, evite julgamentos, evite
sso". Ou ele pode dizer: "Então, mas não é bem raiva não, porque aqui parecia que tava não, mas não é raiva. O que que é?" Então, se interesse, procure, valide os sentimentos, evite julgamentos, evite interrupções. Às vezes a pessoa nem termina de falar, você já entrou porque você quer contar sobre você mesmo. E ofereça apoio, encorajamento. Encorajamento é uma palavra, não é dizer assim: "Ah, isso vai passar". Encorajamento é assim, você não está sozinho, né? Você você vai encontrar um caminho, as coisas vão aparecer para poder te ajudar. Encoraje. Acolha. Acolha. Valide. Não critique, não despreze o que o outro tá sentindo. Isso é escuta empática. Ufa. Então, eu fiz essa introdução um pouco maior. Agora nós vamos entrar em Joana para aprender também com ela como é ouvir o outro de uma forma que a gente eh melhore a relação. Como que é essa escuta nas relações. Então, ó, ouvir com atenção não quer dizer que a gente vai ter a solução do problema nas nossas mãos. Às vezes a gente vai ficar ouvindo o outro, ele vai contar, contar, contar, contar e no final você vai dizer assim: "Olha, eu estou aqui para o que você precisar, mas eu não sei, eu não sei o que falar, eu não sei um conselho para te dar, eu não não consigo enxergar algo que eu possa fazer, eu não consigo, mas eu tô com você. Você não vai passar por isso sozinha, eu estou com você". Às vezes é só isso. Então, escuta empática não é presta atenção para você solucionar o problema. Preste atenção, porque você que vai curar a ferida. Não, às vezes eu nem vou conseguir, mas é estar aberto para ouvir. Isso é escuta empática. Estar aberto para ouvir é estar junto. Então, Joana, no livro Momentos de Saúde, capítulo 19, ela diz: "Quando alguém se te acerque e fale, procura ouvi-lo e registrar-lhe a palavra. Talvez não tenhas a forma ideal para dar-lhe, nem disponhas do que ele espera de ti. Muitas vezes ele não aguarda muito e somente fala por falar. Concede-lhe atenção e o estimularás, facultando-lhe ser sentir-se alguém que
rma ideal para dar-lhe, nem disponhas do que ele espera de ti. Muitas vezes ele não aguarda muito e somente fala por falar. Concede-lhe atenção e o estimularás, facultando-lhe ser sentir-se alguém que desperta interesse. Se ele resolver confiar em ti e se desvela, respeita-lhe a problemática e ajuda-o caso tenhas como fazê-lo. Por tua vez, vence o medo de te revelares. Certamente não abdicarás da prudência nem do equilíbrio. No entanto, é saudável dialogar, descerrar painéis pelo ego ou mascarados para refletirem imagens irreais. Então, o que que ela tá dizendo? Às vezes você não vai ter a solução, mas o simples fato de você compartilhar algo seu parecido dá uma sensação de que o outro não tá sozinho. Aí você pode dizer assim: "Olha, talvez eu não saiba muito o que te dizer no seu problema, mas deixa eu contar algo que eu passei por isso. Não no sentido de disputar para ver quem ganha, sabe? quando a gente quer falar só da gente, mas no sentido de mostrar para ele que a gente também passou, olha, uma vez eu passei por isso, nossa, foi difícil, eu achei que não ia dar. E depois as coisas foram se resolvendo. Aí a pessoa ela se identifica e fala: "Bom, então pode ser que comigo também vá acontecer isso". Aí serve de ânimo. Mas o principal é isso. Procura ouvi-lo, registra a palavra dele, presta atenção, estimula ele a se abrir, né? esteja eh com interesse despertado, aí você é a melhor coisa que você possa fazer, mesmo que você não saiba explicar, responder, ajudar, consertar o que ele está precisando. Bom, outra coisa que Joana também nos fala, cuidado com as desconfianças, com as suspeições, né? Ai, eu já sei o que que ele quer. Não faça isso. Não faça isso. Pode até ser que você saiba, pode ser que não. Ah, mas eu sei. Pode ter 20% de chance de você não saber. Existe 20% de chance de você não saber. Então, se isente disso. Duvide. Ai, aí já sei. Vai vir pedir alguma coisa para mim? Não sei. Duvide disso. Será? Senão a gente já põe uma barreira, a gente já põe um
e 20% de chance de você não saber. Então, se isente disso. Duvide. Ai, aí já sei. Vai vir pedir alguma coisa para mim? Não sei. Duvide disso. Será? Senão a gente já põe uma barreira, a gente já põe um muro, a gente já se afasta. Ah, o outro começou a tocar no assunto. Ih, já sei onde ele ele quer chegar. Talvez você saiba, talvez não. Você permita a dúvida. Não vá cheia e eh de certezas, porque ai atrapalha muito o relacionamento quando eu já sei tudo, né? Então se permita duvidar, né? Então, Joana, no Homem Integral, capítulo 2, Joana fala assim: "Tal desconfiança arma as pessoas de suspeição, levando-as a uma conduta artificial, mediante a qual se devem apresentar como bem estruturadas emocionalmente, superiores às vicissitudes, capazes de enfrentar riscos, mas indiferente as agressões do meio, porque seguras das suas reservas de forças. morais. Então, quando a gente vai com essa ideia de que eh a gente sabe tudo, eu já eu já desconfio, né? Eu eu sou superior, que que a gente causa no outro? Uma coisa irreal. A gente não olha pro outro, fala assim: "Ai, deixa quieto, vai". Porque assim, você não tá aqui, você tá aí no lugar da fantasia que você sabe tudo, você nem tá me ouvindo, você nem comecei falar, você já tem julgamento, você já sabe o que que tem que fazer, você já quer me ensinar. Ou seja, não é real. Não é real. Você tá em algum lugar aí de ilusão superior? Você acha que você sabe fazer tudo e isso não me ajuda. Eu não tô me sentindo ouvida, eu não sinto que você tá aí para mim, que você quer me ouvir, que você quer me orgulhar. Então, ai a gente fala: "Ai, deixa para lá, vai, faz conta que eu não falei nada, deixa eu vou embora. Eu vou embora porque eu não quero essa pessoa que fica aí nesse lugar fantasioso de que ele sabe tudo e ele tá lá pronto para me ensinar. E sento que ele nem me ouviu, ele nem empatizou. Eu falei uma coisa, ele entendeu outra, ele acha que é ele que tem razão. Nossa, dá uma raiva, né, quando a gente tá falando e a outra pessoa, ah, mas sabe o que que é
nem me ouviu, ele nem empatizou. Eu falei uma coisa, ele entendeu outra, ele acha que é ele que tem razão. Nossa, dá uma raiva, né, quando a gente tá falando e a outra pessoa, ah, mas sabe o que que é isso aí? E aí ela vem e explica, você olha, não é isso. Isso daí que você falou não, não pegou aqui, não. É você que não tá conseguindo enxergar. Pode até ser, porque isso também acontece, mas essa prepotência, essa arrogância, ela não ajuda, né? Então, cuidado com a forma que a gente vá, que a gente vai, por mais que tenha boas intenções. Que mais que a gente tem aqui? Agora nós vamos lá pro livro Jesus e Atualidade, capítulo 13, que é aquela história de que é fácil a gente ser empática, a gente ser educada e ser gentil com quem é gentil. O difícil é a gente oferecer isso para quem chega com pedras na mão. Aí a gente lembra do que a gente fala que é devolver o mal. com o bem que é Jesus. Jesus nunca entrou nos jogos de disputa, de acusação, de maldade. Tudo que tentaram fazer com Jesus, Jesus sempre desmontou por meio do amor. Nunca ele entrou em ofensa, em disputa, em briga, né, em contenda. Então, cuidado com isso, né? Quando a gente ouvir críticas, quando alguém já chega chutando, jogando pedra, é muito difícil a gente nessa hora ter escuta empática, porque você já aciona o seu guerreiro, o seu automático já vai ser, você vai se defender. Então, se nessa hora você conseguir, né, respira, respira calma paraa gente poder ouvir, porque por trás dessa pessoa que chega de forma grosseira tem uma dor, tem uma raiva, tem uma tristeza, tem uma inconformação. Eu preciso entender qual que é isso para eu poder trabalhar e ver se eu fiz alguma coisa que justifique ou se eu po, como é que eu vou explicar para ele que a situação não é bem essa. Mas se eu já saio gritando junto, a gente não vai se entender, né? Então, Jesus e atualidade capítulo 13. Por sua vez, são poucas as pessoas que sabem escutar, compreender. O sorriso de simpatia de um momento transforma-se em esgar noutro instante e
se entender, né? Então, Jesus e atualidade capítulo 13. Por sua vez, são poucas as pessoas que sabem escutar, compreender. O sorriso de simpatia de um momento transforma-se em esgar noutro instante e a gentileza transmuda-se em agressividade. Além disso, o ouvinte capta a projeção do narrador, adaptando a informação à própria problemática, o entendimento de que é capaz ao seu campo de conflitos, ou seja, a dor dele mistura com a minha. Então eu tô lá toda fofa, bonitinha, esperando. De repente a pessoa começa se inflar, ela começa a ficar nervosa, ela começa a exaltar o tom de voz e começa a fazer crítica e aquilo vai crescendo. Normalmente o que que a gente faz no nosso piloto automático? A gente vai procurar dentro da gente lugares que a gente pode justificar para poder usar contra o outro. Às vezes eu subo de arrogância. É, tá pensando que você não pode falar assim comigo. Às vezes eu me identifico com lado de vítima. Ai, é sempre assim. Você tá sempre nesse lugar me maltratando. Às vezes eu me identifico como quem está sendo abusado, vítima, daí eu viro o agressor para agredir aquele que tá me agredindo. Mistura aquilo que eu tenho com que o outro tem. Então, por isso que ela fala de um momento pro outro, eu que tava ali fofa, ai que que tá acontecendo? Eu começo com essa conversa, mas não sustento porque as minhas emoções estão também ainda distantes do meu da minha educação e elas me tomam e os complexos constelam e daqui a pouco nós estamos a gente tá se pegando. Então, prestar atenção em si, que assuntos que te desconcertam e lembrar dessa vigilância que quando alguém chegar muito irritado, olha para para eu não eu não vou entrar nisso, hein? Não vou entrar nisso. Então, calma, Cris, respira. É dele. Isso é dele. É ele que tá exaltado. Ele pode te xingar. Respira. Depois que passar, a gente vai falar dessa dessa ofensa, porque ele não tem direito e você vai se posicionar e você vai se defender. Mas não é atacando ele tanto quanto ele te ataca. Então, primeiro momento, se mantenha calma,
vai falar dessa dessa ofensa, porque ele não tem direito e você vai se posicionar e você vai se defender. Mas não é atacando ele tanto quanto ele te ataca. Então, primeiro momento, se mantenha calma, deixa ele esvaziar. Aí, vamos lá. Calma. Olha, eu percebo que você tá muito irritado, né? Vamos aplicar CNV. Percebo que você tá muito irritado. Isso me causa um malestar. Eu estou me sentindo com vontade de sair daqui, não estou me sentindo bem, né? Eu preciso que você fale com educação, que você abaixe esse tom de voz. Posso pedir para você se controlar, pra gente conversar? Pronto, né? Esse é o jeito cristão. Vamos combinar que é um jeito cristão de falar, né? Nem sempre a gente vai querer porque tem um prazer mórbito de descontar, de de devolver. Ele não vai falar assim comigo, mas a gente vai pôr lenha na fogueira. Então, se a gente quiser investir, a gente precisa lembrar de ser diferente, de agir diferente do que a gente costuma. A história da disputa, que a gente, que é o ponto principal das das conversas, alguém sempre quer ter razão e disputa e quer ganhar do outro, né? Então, a gente esquece de daquela história empatia, fazer ao outro que eu gostaria que ele fizesse para mim, né? Eh, eu oferecer aquilo que, ah, mas ele chegou irritado, já foi xingando. Então, mas eu também faço isso de vez em quando. De vez em quando já não me controla, eu já chego soltando os cachorros. Eu queria muito que alguém pudesse me pôr no meu lugar num de um jeito gentil. Cris, calma. Ai, obrigada, viu? Nossa, eu cheguei aqui alterada. Ainda bem que você me você me socorreu. Eu não queria alguém que viesse disputar comigo para ver quem grita mais, né? Então, Joana fala sobre essa essa tolerância mesmo, né? essa paciência de não responder calma, dessa calma. No livro Jesus e Atualidade, capítulo 6, ela fala assim: "A tolerância que utilizares para com os infelizes se transformará na medida emocional de compaixão que receberás quando chegar a tua vez, já que ninguém é inexpugnável nem perfeito."
ela fala assim: "A tolerância que utilizares para com os infelizes se transformará na medida emocional de compaixão que receberás quando chegar a tua vez, já que ninguém é inexpugnável nem perfeito." Então, se hoje o meu amigo, vizinho, seja quem for, chega bravo, esbaforido, soltando os cachorros, lembra, você não tá isento de passar por isso algum dia. Então, aquilo que você gostaria que fizesse com você nesse quando chegar o seu dia, aproveita para treinar hoje e ofereça esse exemplo, inclusive, porque pode ser que daqui a pouco a situação inverta e eu é que vou soltar os cachorros e ele vai poder oferecer para mim aquilo que eu ensinei ele quando ele estava naquela situação, né? Então, por isso que aí é a empatia, é se colocar no lugar dele, é fazer o outro que eu gostaria que fizesse para mim. Essa escuta empática não é julgá-lo no lugar que ele tá. Ah, mas já chegou gritando, tudo bem, mas ele não é assim. Ele estava naquele momento. Você pode ou devolver, que nem ele tá falando para você, você devolve e sai a briga, ou você pode lembrar da escuta empática. Nossa, o que será que aconteceu com ele? Que que ele tá passando? Por que que ele tá assim? Então, vamos lá. Calma, Cris. Olha, eu vejo que você tá alterado, né? Mas olha, tô me sentindo mal, não tô conseguindo te ajudar. Você pode, posso pedir para você se acalmar pra gente poder conversar? Eu preciso que você esteja calmo para poder te ajudar. Pronto, né? A gente oferecendo isso. Ah, ele continua gritando, olha, percebo que agora não é um bom momento. E a gente se afasta. A gente só não vai entrar na no na história dele, né? Eh, a compaixão é outro outro instrumento, outra ferramenta importante pra gente conseguir praticar empatia, né? que a paixão, ela é parente da da compaixão, porque a compaixão é esse olhar eh que a gente sente amoroso quando alguém tá sofrendo, né? Então, tenho compaixão por aquela pessoa que tava lá na rua, eh, sem condição de se sustentar. Ai, fiquei com o coração. Eh, eh, essa compaixão é uma das emoções que
oso quando alguém tá sofrendo, né? Então, tenho compaixão por aquela pessoa que tava lá na rua, eh, sem condição de se sustentar. Ai, fiquei com o coração. Eh, eh, essa compaixão é uma das emoções que quando a gente vai fazer a empatia, a gente sente. Então, muitas vezes a gente se compadece dos outros. A compaixão tá muito presente, então, nessa escuta empática. Então, Joana diz no livro Plenitude, capítulo 5: "A compaixão junta-se ao companheirismo que comparte dos sentimentos alheios sem enfraquecer-lhes as resistências morais, incitando o indivíduo a perseverança nos ideais e postulados relevantes que o impulsionam ao incessante avanço, sem possibilidade de retrocesso. Compaixão pelo bem, fruto do amor. O ser age adequadamente, mudando a estrutura do sofrimento, do qual o cinzel da ternura arranca asperezas e anfractuosidades. Então, a gente lembrar de usar o cinzel da ternura. Eu vou lá interferir no outro, eu vou lá lidar com o outro, mas eu vou com ternura, com compaixão, com companheirismo, com bondade. Eu vou oferecendo o melhor, porque o outro está no momento doente, o outro está irritado, o outro está fora de si. Eu preciso levar a calma para ele. Ele tá pegando fogo, eu vou levar a água, eu não vou pôr mais lenha nessa fogueira, assim eu ajudo, né? Então, lembrar do da parábola do bom samaritano, o outro tava necessitando, ele não foi lá. Que que você aprontou, hein? Não, ele ajudou naquele momento. Ele ajudou. Depois vamos conversar para ver o que que aconteceu, se a pessoa tava certa ou não tava. Mas no primeiro momento a gente ajuda. Então, além da compaixão, além da tolerância da compaixão, a própria paciência é um instrumento pra gente conseguir escutar com com empatia, né? Tenha paciência, deixa ele terminar. Tenta imaginar o que que ele tá passando. Paciência. E sobre paciência eu trouxe um trecho do Momentos de Saúde, capítulo 19. Concede-lhe a atenção e o estimularás, facultando-lhe sentir-se alguém que desperta interesse. Então, tenha paciência para escutar. Ele vai se
ia eu trouxe um trecho do Momentos de Saúde, capítulo 19. Concede-lhe a atenção e o estimularás, facultando-lhe sentir-se alguém que desperta interesse. Então, tenha paciência para escutar. Ele vai se sentir incluído. Eu ela se interessou por mim. Concede-lhe atenção e o estimularás, facultando-lhe sentir-se alguém que desperta interesse. Assim, torna-te compreensível, paciente, um terapeuta fraternal, né? Pensa que na terapia é escuta. Terapia é escuta. 90% do tempo é escuta. Não cries estereótipos, né? Não julgue, nem fiques pessoas a imagens que resultam de momentos. Ah, ele é assim, porque um dia ele fez uma coisa. Não, naquele momento ele se apresentou assim, ele não é assim. Todos estamos em contínuas transformações e nem sempre se é hoje o que ontem se aparentava. Então, permita que o outro esteja em momentos. Não julgue ele, porque um dia ele falou aquilo para você, então você fez ele ser. Ele é muitas coisas. Ele é aquilo que ele te apresentou, mas não só aquilo que ele te apresentou, ele é também outras tantas variedades, né? Então isso é ter paciência pra gente captar o a panorama geral, não ficar preso numa coisa, não julgar, ter compaixão, tolerar o outro. Tudo isso ajuda a prática da escuta empática. E aí a gente termina com Jesus, modelo e guia, mostrando pra gente essa amorosidade nas trocas, na no na escuta que ele tinha, né, de muito acolhimento, nunca julgou ninguém. E no livro Jesus e atualidade, capítulo 12, Joana diz: "Desse modo, sempre que acolhia a aqueles que o buscavam, concedendo-lhes as causas dos pesares, após atendê-los, propunha-lhes con veemência que não retornassem aos erros, a fim de que não lhes acontecesse nada pior." Então, era Jesus pontuando, apresentando, não é? Se a gente também ficar lá escutando e mergulhando no choro e no e na problema junto, ai vamos chorar junto, tô sendo empática e onde se viu, você é uma desgraçada, olha só, não, eu escuto, eu recebo, eu não julgo, eu sou tolerante, eu sou paciente. Mas com muita gentileza, com muito acolhimento e com
junto, tô sendo empática e onde se viu, você é uma desgraçada, olha só, não, eu escuto, eu recebo, eu não julgo, eu sou tolerante, eu sou paciente. Mas com muita gentileza, com muito acolhimento e com muito carinho, se eu for capaz de enxergar algo que vai ser bom para ele, eu posiciono, que era Jesus. Jesus era firme. Vai e não perques mais para que não te aconteça coisas piores. Então eu posso ter uma posição ativa. Posso depois que eu conseguir enxergar de forma empática, ouvir de forma empática, depois que eu me que eu me eh me esvaziei de julgamentos, aí eu posso refletir e de forma bondosa oferecer alguma coisa pro outro pensar. E como filme pro nosso paraa nossa dica que tem a ver com o tema, esse filme acho que serve paraa comunicação como todo e ele precisava estar. Mas eu lembrei daquele filme que já é antigo, acho que ele é de 95, se eu não me engano, eu não anotei aqui, mas ele é lá da década de 90. Eh, Pat Adams, todo mundo viu esse filme, né? o amor é contagioso e ele explora essa essa empatia nas relações eh entre médico e paciente. Então esse médico, Rob Williams, que interpretou brilhantemente, ele era um estudante de medicina e ele enxergou o paciente por um viés que não era técnico apenas. Então ele começou a se importar se era criança, ele queria entrar no mundo da criança, se se era alguém que estava muito triste, porque a situação ele queria entrar nessa tristeza para tentar ajudá-lo. Então ele foi perseguido. Agora veja, a partir dali, não sei se a partir desse filme, mas daquela época se começou a falar sobre humanização da medicina, porque a medicina acabou ficando tão específica e tão teórica que ela virou e ela consultava partes do corpo, como se não tivesse um ser humano ali. Quantas vezes a gente foi em médico, a gente falou: "Ele nem olhou para mim, ele não me ouviu, ele não me ouviu." O que que o médico precisa? ele entender que ele tá, ele tá lidando com paciente. Então, primeira coisa, escuta esse paciente, que drama ele traz, deixa
para mim, ele não me ouviu, ele não me ouviu." O que que o médico precisa? ele entender que ele tá, ele tá lidando com paciente. Então, primeira coisa, escuta esse paciente, que drama ele traz, deixa ele falar, às vezes já é parte da cura, já faz parte a terapia da fala, você esvazia. Às vezes esse médico vai ver assim, olha, acho que mais do que uma dor física, essa pessoa, ela tá precisando ser ouvida, aí eu vou indicar uma terapia. Então ele começa a trabalhar nesse sentido. Eu estou ouvindo vocês pacientes e eu vou me posicionar de acordo com o que vocês precisam e não daquilo que eu acho que vocês precisam. É disso que se trata o filme. Enquanto os professores deles dele queriam oferecer aos pacientes o que o professor achava que precisava, ele vai ser o médico que ele gostaria de oferecer pro paciente o que o paciente precisava. Então ele primeiro mergulhava no mundo do paciente para depois voltar na posição de médico e oferecer o atendimento. Então fica como dica hoje, Pet Adams, o amor é contagioso. E depois vocês me contam o que que acharam nas nossas nas nossas nos comentários o que que vocês acharam do filme. Muito obrigada pela atenção e até a semana que vem, se Deus quiser.
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