A Essência da Comunicação – T9:E20 | Perguntas e Respostas
Na nona temporada de Psicologia Espírita com Joanna de Ângelis, a apresentadora Cristiane Beira reflete sobre a essência da comunicação, destacando como a fala, a escuta, o silêncio e as atitudes moldam nossas relações e favorecem o autodescobrimento. No episódio de encerramento da temporada, em formato de Perguntas e Respostas e em clima especial de Natal, Cristiane Beira retoma os principais conteúdos abordados nos quatro últimos episódios. A partir das perguntas, reflexões e comentários enviados pelo público, o encontro propõe uma síntese dos aprendizados sobre comunicação consciente, convivência fraterna e responsabilidade emocional, à luz da psicologia espírita e da mensagem cristã. 📚 Referência bibliográfica: • Desperte e Seja Feliz, cap. 30 #PsicologiaEspirita #JoannaDeAngelis #Comunicação #EspecialDeNatal #PerguntasERespostas #Autodescobrimento #Convivência #Espiritismo #TVMansaoDoCaminho #EspiritismoPLAY #DivaldoFranco #MansaoDoCaminho *Conheça o EspiritismoPLAY — a sua plataforma espírita digital.* Acesse conteúdos exclusivos: palestras históricas com Divaldo Franco, eventos, filmes, músicas, audiolivros, revista digital e muito mais. 👉 http://www.espiritismoplay.com
Olá, sejam bem-vindos a mais um Psicologia Espírita com Joana. de o dia do nosso fechamento. É um dia especial por muitos motivos, porque celebramos o dia mais importante do ano. Não temos dúvida disso. o dia mais importante pras nossas vidas, pro nosso planeta, pra nossa humanidade, o dia mais representativo, a maior homenagem que a gente pode oferecer, eh eh reconhecendo o maior benefício que nós recebemos na vida como um todo é essa homenagem a Jesus, o nosso modelo, nosso guia, nosso governador, nosso irmão mais velho, na função de pai, de professor, de educador, de terapeuta, de médico das nossas almas, esse ser que dedica a sua vida e e vamos combinar que tomar conta da nossa humanidade não é tarefa simples. E ele continua nos oferecendo amor, não desiste jamais, está sempre presente como uma luz no meio, no meio de uma escuridão. Então, esse é o momento em que a gente se reúne antes de mais nada para dizer: Jesus, muito obrigada. Mas é o dia também em que nós fazemos nosso último eh encontro da temporada, da nona temporada, a essência da comunicação. Procuramos falar sobre o quanto é importante a gente investir em se comunicar, o quanto isso vai crescer os nossos relacionamentos abundantemente. É o maior investimento que a gente pode fazer em todos os sentidos. é investir e melhorar a nossa forma de se comunicar, de nos comunicar. Então, hoje a gente faz aquele passeio pelos principais temas. Eu vou procurar ser mais rápida porque é um pouco diferente esse último encontro. Eh, vocês também trouxeram mais considerações do que perguntas, do que dúvidas. Então eu vou hoje dar mais voz a vocês, como se vocês estivessem junto comigo costurando um fechamento, né? Hoje é uma é uma conclusão, é como se a gente fosse rememorar ao mesmo tempo, eh solidificar um pouco mais o que a gente trabalhou ao longo eh desses encontros. Então, mais do que troca, do que pergunta, resposta, esclarecimento, hoje vai ser um encontro um pouco mais reflexivo e vocês trouxeram reflexões
o que a gente trabalhou ao longo eh desses encontros. Então, mais do que troca, do que pergunta, resposta, esclarecimento, hoje vai ser um encontro um pouco mais reflexivo e vocês trouxeram reflexões lindas que merecem ser compartilhadas. Então, essa aula hoje é feita em conjunto. Cada um de nós vai vai oferecer um pouquinho da sua participação, do seu pensamento, da sua boa vibração. Eu começo com o que é retórica e eu trouxe esse tema para chamar atenção sobre a importância de planejarmos o nosso pensamento antes de procurarmos uma conversa. a importância de estruturarmos os nossos argumentos, de sabermos falar e ouvir, de darmos valor pros fatos e expressarmos as nossas emoções. Muitas vezes a gente esquece os fatos e a gente transforma o que a gente sente em fato. Nem sempre o que eu sinto é fato. O que eu sinto é o que eu sinto. A realidade ela é tão ampla. O meu ponto de vista é meu ponto de vista. Então, a retórica ela vai nos ajudar a transformar essa esse embrolho, esse esse novelo, esse maranhado em partes decompostas para que a gente possa fluir mais na comunicação. Então, o episódio 16 a gente falou que é retórica e a Fernanda Assunção disse assim: "Nossa, Cris, você falou uma coisa tão óbvia que eu nunca tinha parado para perceber. É isso. A comunicação ela traz muito isso que Joana diz, eh, cair em si. Quando a gente se comunica, não é à toa que a terapia é feita por meio da fala. A palavra é a matéria-pra mais importante para organizar o nosso mundo íntimo e, por consequência, para organizar as nossas relações com os outros mundos íntimos. Então, quando a gente escuta, lê, fala, a gente faz o que Joana diz, cair em si. Sabe quando a gente diz: "Nossa, caiu uma ficha". É isso que a Fernanda tá dizendo. Uma coisa óbvia que eu nunca tinha parado para perceber. O tipo de educação/ra amor que tivemos em nossa infância se traduz na forma de amor que buscamos barra aceitamos nossos relacionamentos. É isso. A gente vê isso o dia inteiro, em todas as relações. A gente nunca
ducação/ra amor que tivemos em nossa infância se traduz na forma de amor que buscamos barra aceitamos nossos relacionamentos. É isso. A gente vê isso o dia inteiro, em todas as relações. A gente nunca parou para observar o quanto a gente reproduz. É o amor que eu conheço, é o amor que eu recebi. Se eu recebi esse tipo de amor do meu pai e da minha mãe, para mim é isso que é amar. Eu vou buscar isso, eu vou aceitar isso. É, a gente continua, é uma continuidade, né? Ontem, antes de dormir, eu pedi ao meu mentor que pudesse me mostrar o motivo pelo qual estou sempre me relacionando com os mesmos tipos de pessoas, mesmo em diferentes áreas da minha vida. E hoje pela manhã tive a resposta no estudo. Ai, que lindo isso, Fernanda. Obrigada. Obrigada, viu? Me me encheu o coração de saber que você tá se transformando e que a gente tem ajudado, participado com você dessa transformação em nossos estudos. É isso. Veja que não é tão difícil da gente progredir. Às vezes a gente fica esperando por grandes milagres, por grandes intervenções e não é são os detalhes. Eu parei para pensar, pedi ajuda, abri um vídeo, a resposta veio. E isso é suficiente para transformar minha vida, mas eu preciso estar aberto. A gente, ai, mas eu não tenho tempo para assistir. Ah, eu tava cansado, eu nem rezei para dormir. Ah, mas eu já tentei de várias formas. A gente vive nesse conformismo, nesse vitimismo, como se a gente falasse: "Não, minha vida não tem jeito". Mas gente, toda a vida tem jeito, né? Toda a vida tem jeito. Veja o esforço dela. Parei, prestei atenção em mim, percebi que eu tenho um certo, uma certa condição que se repete. Bemfeitora espiritual me ajuda a ver, abre um vídeo, escuto uma palestra, me faz um clique, pronto, a vida da Fernanda vai ser outra, tenha certeza. de hoje para amanhã, não. A partir de hoje, ela começa a prestar atenção, ela tem a chance de identificar o padrão. Aí aparece uma pessoa nova na vida dela e ela começa a se relacionar, ai eu de novo atraindo esse tipo de pessoas. Eu
r de hoje, ela começa a prestar atenção, ela tem a chance de identificar o padrão. Aí aparece uma pessoa nova na vida dela e ela começa a se relacionar, ai eu de novo atraindo esse tipo de pessoas. Eu tenho chance de trazer consciência para poder escolher se eu quero ou não quero. É um processo a longo prazo. É assim que se transforma o ser. Eh, eu trouxe apenas essa e vai ser um pouco mais curtinho os nossos comentários a respeito de cada aula para eu ter um pouquinho mais de tempo com vocês no final hoje. Esse é o meu plano. Então, eu trouxe agora a Elô, nossa querida Elô aqui de Amparo, Elô Buenos, que participa do grupo de estudo aqui da série psicológica no presencial. E depois que ela assiste os vídeos, ela costuma fazer no nosso grupo um resumo. Ela fala que é um jeito dela provocar que ainda não assistiu para ir assistir. E aí eu tenho trazido os resumos que ela oferece no nosso grupo. Eu tenho fechado os nossos encontros porque ela faz como se fosse uma recapitulação e vale a pena pra gente eh assentar, né, o o o ensino. Então, Elô diz assim: retórica, palavra não habituer para mim. Realmente a gente não usa muito isso, né? a gente tá distante. O que é? É um conceito filosófico e uma ferramenta nobre de comunicação sutil. Bonito, né? Precisamos de cultura e habilidade mental para expressá-la e precisamos desenvolver, porque o sistema instalado no momento histórico atual tende a esvaziar tudo isso, tende a esvaziar o pensamento elaborado, a cultura profunda, a cultura complexa, tende a esvaziar o pensamento, a a criticidade. Nós estamos ficando cada vez mais rasos. Outro dia eu vi uma reportagem dessas que passa pela gente dizendo que tinha uma pesquisa que dizia que o Hollywood, que é esse, é ainda, né, esse centro e eh de de cinema. Eh, ao longo das últimas décadas, eles ã diminuíram a complexidade cognitiva necessária para assistir os filmes em 60%. Porque as pessoas estão cada vez mais rasas no pensar, né? Então, a gente fazer um esforço para aprender o que é retórica,
iminuíram a complexidade cognitiva necessária para assistir os filmes em 60%. Porque as pessoas estão cada vez mais rasas no pensar, né? Então, a gente fazer um esforço para aprender o que é retórica, como eu pratico, eu treinar, eu estou elaborando, melhorando, eh, elaborando mais um pensamento mais complexo, mais elegante. Hoje nosso discurso é vazio. Usamos o IA, a IA e o chat GPT e nos emborrecemos pelo fácil estar disponível. Retórica é um discurso com conteúdo. Envolve tudo que aprendemos nos episódios anteriores. Escutar, discutir, refletir, ponderar. Os três pilares que que Aristóteles traz. Etos, essa ética pessoal, patos, o que eu sinto, emoção. Logos, essa lógica, essa razão. Alinhar o que falo, o que eu sinto e o que eu faço é ser inteligente. É o caminho real que ensina. Não usamos, não usarmos falácias com filhos, sermos exemplos e não manipuladores ao ensinar. A verdade amadurece o homem. Lindos exemplos de retórica. Um. Kardec, que jamais se defendeu, apenas argumentou. Dois, Jesus se sustentou no amor. Suas falas sempre foram com ética, com emoção e com razão. Nosso modelo, nosso guia. Ambos usaram etos, patos e logos. Fantástico, Cris. E o filme Obrigado por fumar. Uma excelente reflexão e um conteúdo enriquecedor. Elô, obrigada por ser minha parceira, nossa parceira. Obrigada, Fernanda, por trazer essa esse depoimento que eu tenho certeza que bate com de todos nós. Em algum momento nós passamos por isso, caiu a ficha, me dei conta e a partir daí tenho chance de reprogramar o meu comportamento e, portanto, reprogramar o meu mundo íntimo. Então fica aí o que é retórica, melhorar a profundidade, o planejamento e a estrutura do nosso diálogo, do nosso debate, das nossas discussões, pra gente não ficar em cima de falácias, acusações, vitimismo e a gente faz uma confusão e ninguém chega a lugar nenhum. Então vamos planejar a nossa fala quando a gente for fazer uma conversa com alguém. Agora vamos para o episódio 17, que é conversa em família. A gente conversou
onfusão e ninguém chega a lugar nenhum. Então vamos planejar a nossa fala quando a gente for fazer uma conversa com alguém. Agora vamos para o episódio 17, que é conversa em família. A gente conversou sobre a importância da gente fazer acontecer os encontros familiares, porque a tecnologia, correria, excesso de de compromissos tem afastado, distanciado asos relacionamentos familiares. A gente não se encontra nem pras refeições, nem para final de dia para sentar junto assistir algum filme e discutindo sobre o filme, nada. Cada um no seu quarto, cada um na sua tela, cada um na sua correria. Então eu trouxe essa essa reflexão no episódio 17 de conversa em família pra gente olhar para isso, fazer uma análise, como anda o meu diálogo em família, ele é estruturado. Eu garanto que periodicamente a gente tem uma assembleia, a gente para para falar, para conversar, para ouvir, para atualizar, para dizer o que sente ou não. A gente vai empurrando a vida e vai se comunicando por WhatsApp. E isso é esvaziar, isso é superficializar o relacionamento. A família deve cada vez mais se fortalecer. Como é que eu vou fortalecer uma família se não existe troca? A gente a gente fortalece na troca, na união, na integração dos membros. Cada um vivendo o seu próprio mundo distancia, afasta. Não tem uma uma base sólida que a gente tiraria muito proveito se a gente tivesse. Eu trouxe como representante dessa aula da conversa em família, eu trouxe uma companheira que também tá sempre com a gente, a Simone Rosse. E a Simone diz assim: "Olá, Cris. Adorei a aula. Tenho tios muito idosos e faz uns trs anos que eu reúno todos aqui em casa para comemorar o aniversário da minha mãe. Veja que bonito, né? Agora final de vida, correria de todo mundo. Quem lembra de tio idoso? Ninguém nem lembra. As pessoas participam muito. É muito triste o que eu vou falar. É muito triste o que eu vou falar, mas é uma realidade. As pessoas participam muito da nossa vida de acordo com a utilidade delas. Presta atenção se você não tem cultivado
o triste o que eu vou falar. É muito triste o que eu vou falar, mas é uma realidade. As pessoas participam muito da nossa vida de acordo com a utilidade delas. Presta atenção se você não tem cultivado relacionamentos úteis, porque isso é muito triste. Tem relacionamento que vai deixar de ser útil e nem por isso fica menos importante. por exemplo, os idosos das nossas vidas. Aquele vô, aquela avó que me ajudou quando eu era criança, que cuidou de mim, que me criou para minha mãe poder trabalhar. E hoje ele é idoso, mas como neta tô na fase ã mais alta da minha vida, uma correria. Eu nem lembro, até porque quando eu era criancinha, eu não lembro dela do a a fase madura da vida dela para me criar. E aí hoje para mim ela é só uma avó, porque tá lá, tem um monte de questão de saúde. Muito cuidado com isso. A gente tem que aprender a se relacionar pelo relacionamento em si e não pelo que ele nos oferece. E esse exemplo do idoso é perfeito para isso. Então, obrigada, Simone, por ter trazido a oportunidade da gente falar sobre isso. O idoso pode não ser útil na nossa vida hoje, mas ele é tão importante, ele é raiz nossa. E sem pensar, né, ainda trazendo um apelo pro nosso lado egoísta, vamos pensar que a gente vai chegar a ser idoso, se Deus quiser. A gente não vai embora antes. E vamos pensar que nós estamos sendo exemplos paraos nossos filhos de como se trata um idoso e uma hora vai chegar a nossa vez. Então, até para um apelo egoísta é faça o que você espera receber, né? Mas nem que seja, não que não seja nem por isso, que seja pela minha consciência. da importância de um idoso. Não é porque ele não é mais útil em termos práticos que eu não posso colher benefícios da minha relação com ele. É uma delícia bater papo com gente velha. É uma delícia. A gente se enriquece, é um pensar diferente. A gente vive como se tivesse transportado no tempo. É maravilhoso. Precisa ter olhos de ver. Então, obrigada. É, então ela diz que reúne, né, as os idosos. Faço questão que seja um tempo
ar diferente. A gente vive como se tivesse transportado no tempo. É maravilhoso. Precisa ter olhos de ver. Então, obrigada. É, então ela diz que reúne, né, as os idosos. Faço questão que seja um tempo grande. Então eles almoçam, jogam bingo, conversam enquanto esperam a comida ficar pronta uma tarde toda. Simone, fiquei emocionada. Cada vez que eu leio isso, eu continuo emocionada. Eu vou te contar que é uma verdadeira festa. Todos se divertem, parecem crianças. Os sobrinhos, nós também nos divertimos com as histórias. e tenho combinado com a família um café de domingo. Todos acordam mais tarde, sentamos à mesa e ficamos um bom tempo conversando sobre tudo. Realmente estes são momentos importantíssimos. Confesso que nem todos de casa participam. Moro com um irmão adoecido emocionalmente, mas conseguimos nesses momentos nos fortalecer, desabafar, programar. É isto. Gratidão por mais este encontro. Sabe, Simone, até esses que ainda não têm olhos de de ver, que não sabem valorizar o que você tá promovendo, até eles são beneficiados, ainda que passivamente. Porque André Luiz nos conta nos seus livros do da aura, do campo de luz que se forma quando pessoas se reúnem com propósitos nobres, com boa conversa, com trocas de fluidos salutares. Essa energia não fica concisa. dentro desse núcleo, ela se expande, porque a luz é assim. Se você acender um foco de luz, ela ela não para, ela se expande enquanto tiver espaço, ela vai. Então, você acaba que por tabela beneficiando não só os seus parentes que não fazem parte, mas às vezes até a vizinhança. Você acaba se tornando um ponto, um foco de luz. André Luiz descreve nos seus livros isso de forma poética e linda. Então, obrigada, Simone, e que você seja exemplo para todos nós, para que a gente possa criar esses espaços. Eu tenho certeza que quando a gente tiver lá no finalzinho da nossa vida e começar a rever o que fez vida, eu tenho certeza que esse é um é um comportamento que vai voltar para você, que você vai lembrar. Talvez você
que quando a gente tiver lá no finalzinho da nossa vida e começar a rever o que fez vida, eu tenho certeza que esse é um é um comportamento que vai voltar para você, que você vai lembrar. Talvez você não lembre dos dias que você saiu correndo para ir passear com as amigas, para ir no cinema. Talvez tudo isso passe. Você não vai lembrar com clareza dos dias em que você ficou assistindo TV ou que sei lá que mais que a gente pode fazer, que você saiu para praticar atividade ao ar livre, mas você vai lembrar desses momentos e desses encontros. Então, tô querendo dizer assim, quando eu tiver lá na frente e olhar para trás o que eu fiz nos meus domingos, talvez eu não lembreo que eu fui ao cinema, do domingo que eu fui numa festa de aniversário, mas eu lembreo em que eu estava reunido em casa com os meus tios, avós e que eles estavam falando e a gente rindo junto. Isso fica, isso é alimento da alma. Então, obrigada por nos convidar a isso, porque acho que todos nós ficamos com vontade de promover algum tipo de encontro parecido. E eu venho, nossa, acho que eu tô acelerada demais. Vocês perceberam, né, que os últimos encontros eu estou acelerada. Isso significa eu terminando meu ano. É ansiedade pura. Agora a gente faz um retiro espiritual nas festas, né? Recalibra a velocidade para começar janeiro mais desacelerada. Pretendo fazer isso. Então, eu trouxe aqui o resumo da Elô. E a Elô, ã, diz assim: "Dinamismo e tecnologia afastaram muito as pessoas. Falta tempo para as conversas em família que são verdadeira terapia." É, às vezes é terapia de choque, né, Elô? Às vezes a gente vai se reunir e na conversa de família e sai cada, né, cada briga, mas até isso é produtivo, porque é como se a gente tivesse fazendo uma faxina numa casa que tava fechada há muito tempo. Se a gente souber o o andamento depois dessas brigas e dessas richas e dessas cutucadas, se a gente não deixar isso afastar a gente, se a gente tiver resiliência para deixar acalmar, depois voltar no assunto, pensar a respeito do
to depois dessas brigas e dessas richas e dessas cutucadas, se a gente não deixar isso afastar a gente, se a gente tiver resiliência para deixar acalmar, depois voltar no assunto, pensar a respeito do que foi falado, a gente cresce, porque é o pôr a casa em ors é lavar a roupa suja, é fazer uma faxina no nos ambientes. Então, não tô dizendo que as conversas em família sejam só ai mimimi, né? Trocas, ai como você é lindo, eu não vivo sem você. Não é só isso. É conversa difícil. É, é, é preparar uma conversa. Eu queria que você tivesse eh paciência para me ouvir agora. Eu já vou anunciar que a conversa vai ser difícil. Eu vou tentar ser o mais carinhosa possível. Eu preciso da sua ajuda, porque no nosso último encontro você me disse uma coisa que me machucou, eu fiquei pensando, eu preciso entrar nisso, senão a relação não é verdadeira, a relação não é inteira. A relação é é com base o quê? Em em maquiagem, em aparência, é só encontro social para dar risada e para trocar bobagens, não, né? Então é uma verdadeira terapia. alinhamento, vinculação, direcionamento, palavra-chave são pilares nos relacionamentos, pois garantem conexão. Família é um sistema. Precisamos nos entender enquanto constelação no plano divino, diz Joana. Lembra a constelação familiar? Cada astro tem seu lugar, sua importância. Eles não podem viver aglutinados, senão a a atmosfera, não, a gravidade de um atrapalha o outro. Precisa ter espaço. Só que todos formam um conjunto bonito, né? Falar amorosamente e ouvir sem cobranças. Saímos das rodas ao redor das fogueiras, porque eu disse que tudo começou assim, né? um arquétipo para um ring. Cuidado. É isso. Antes se reunia aquelas rodas ao ao redor do fogo pros mais velhos ensinarem os mais jovens. E hoje o que que é uma disputa, uma acusação. Vamos resgatar o diálogo. Rotina é como ferrugem rouba a nossa vida. Viver é escolher com criatividade. Ressentimento atrapalha, adoece, dissolve o vínculo familiar. É isso. Vai corroendo, corroendo. Ah, não vou.
ar o diálogo. Rotina é como ferrugem rouba a nossa vida. Viver é escolher com criatividade. Ressentimento atrapalha, adoece, dissolve o vínculo familiar. É isso. Vai corroendo, corroendo. Ah, não vou. Fulana vai est lá. Não quero olhar a cara dela. Ah, eu ia conversar isso com a fulana. Ah, mas nem vou também. Não vale a pena. Pronto, já foi dado o passo para nunca mais você se se tratar e ainda ficar com mágoa. Agora, a mágoa tá em quem? Em mim. Existe uma energia condensada que não é boa. Ela vai somatizar em algum dia, certamente. Então, todo mundo sai perdendo. Não é solução, afastamento, né? Não resistais ao mal, diz Jesus. Reentir, quer dizer, sentir de novo traz amargura, que vira rancor e às vezes até prazer em ser vítima. Cuidado. Ciúme atrapalha e cria competição entre familiares, que a gente conversou sobre o ciúme, sobre inveja, que é comum dentro das famílias no nosso grau de evolução. Amor, esse sim desenvolve acolhimento, nos planifica com no objetivo de doar e não de exigir. espírito maduro, junto com o evangelho no lar, podemos criar a chance dessas conversas familiares, que é o antídoto dos atritos, que a gente conversou que de repente o próprio evangelho no lar pode ser um lugar de fala, de escuta amorosa, acolhedora, aproveitando que a família vai se reunir pro evangelho no lar e de estender, né, estender um pouco mais, eh, desenvolver um pouco mais esse tempo juntos para poder ter trocas também, né? E o filme foi Encanto, que é aquela família colombiana, né? E aí ela escreveu assim: PS Paris, meu Pet, acho que é um gatinho que a Iloten, se eu não me engano, é um cachorrinho, não lembro mais, acho que é um gatinho, gostou de ouvir, então ela fez, ela ela assistiu na companhia do pet dela. Bom, então essa daí foi a conversa, as conversas em família que a gente estimulou eh que sejam estruturadas, marcadas na agenda, sabe? marcar na agenda mesmo, porque se deixar acontecer é muito triste quando a gente fala: "Ah, vamos marcar, vamos marcar" e passa o
a gente estimulou eh que sejam estruturadas, marcadas na agenda, sabe? marcar na agenda mesmo, porque se deixar acontecer é muito triste quando a gente fala: "Ah, vamos marcar, vamos marcar" e passa o ano e não marca nada, né? Então, se é importante, se for só para fugir do, né, do social, eu não quero marcar nada, mas só para não ficar chato, ok, é uma estratégia sua. Mas se você quer mesmo marcar, marque. Não deixa a vida passar. Você vai se arrepender quando você perceber que os filhos cresceram e você não aproveitou tanto, não trocou tanto, não aprofundou tanto, né? Aí o episódio 18 a gente falou e quando se tem bloqueios, porque o bloqueio é uma questão psicológica eh importante na comunicação e ele pode vir manifestado de várias formas, às vezes até com uma dificuldade eh de articular a palavra, por exemplo, a gagueira. Não sei se hoje ousa falar isso, mas eh esse é esse termo que tá se usando hoje. Tô desatualizada, mas até a dificuldade quando você não consegue expressar desde uma articulação até uma questão de postura, não consigo dizer, prefiro ficar quieta, vou pro fundo, ai queria ter levantado a mão na sala de aula, mas não consegui, fiquei com vergonha, fiquei com medo. Então, esses bloqueios, aquilo que me bloqueia a passagem, aquilo que me impede a fluidez, isso atrapalha muito e a comunicação. Ah, eu queria falar pro meu marido que ele me não sei das quantas, mas eu não tenho jeito, eu não sei como abordar. Tudo isso é bloqueio, tudo isso interrompe o fluxo da comunicação, né? Eh, e aí a gente vai ver agora alguns depoimentos. Deixa eu ver. São vários depoimentos que eu trouxe, porque veja, acho que foi um tema que pegou muito, porque foram vários depoimentos de pessoas que nos trouxeram o quanto isso é real, o quanto que experiências passadas acabam criando travas e acabam perturbando a emoção e hoje ainda participam. A gente hoje não consegue se expressar por conta de bloqueios e traumas do passado. Eu começo com a Débora de Marco, que tá sempre com a
o travas e acabam perturbando a emoção e hoje ainda participam. A gente hoje não consegue se expressar por conta de bloqueios e traumas do passado. Eu começo com a Débora de Marco, que tá sempre com a gente. Ela diz: "Foi Cris. Boa noite. O tema de hoje tocou profundamente meu coração. Foram muitas reflexões. Convivo com uma síndrome rara de George, que afeta a voz e por muito tempo sentia medo de falar. Mesmo fazendo terapias de voz, poucas coisas funcionavam. Na época da escola, em apresentação de trabalhos, eu sofria muito, com medo de não me compreenderem. É porque é muito triste quando a gente tem alguma questão, como as crianças nessa hora elas falta, né, a empatia. As crianças elas são, a gente fala até cruéis, né? Falta um direcionamento para dizer: "Olha, tenta se pôr no lugar do amiguinho". E então, às vezes é difícil mesmo quando você é criança passar por algumas situações. Em alguns momentos minhas mãos tremiam, eu suava, mas tentando dialogar comigo mesmo, eu peço sempre ajuda ao meu anjo da guarda, a Deus, para que eu seja mais segura sobre quem eu sou. Sou uma história que merece respeito próprio e o do próximo é todos somos. Atualmente a arte da escrita e gravar o que eu escrevo me ajuda muito a reorganizar esses sentimentos. Que lindo. Tá vendo como a gente vai encontrando caminhos? Essa é a alternativa criativa de Jung, quando ele diz: "Não é A ou B". Você tem 1000 opções entre isso. Cria a sua forma de resolver o problema. Ah, então eu não falo mais ou eu falo a forceps. Não, deixa eu falar de um jeito diferente. Eu vou escrever. Eu vou gravar o que eu escrevi. Tem 1000 formas, né? Então, obrigada pelas reflexões e por esses abraços carinhosos de toda quarta-feira. Eu que agradeço. Eu acho que a maior beneficiada sou eu. A maior oportunidade, quem tem sou eu. Eu tenho chance de trazer o que eu penso, de abrir espaço. Eu eu eu amo ser humano. Eu amo trocas. Então, eu ter esse espaço com vocês e me conectar com vocês, mesmo vocês estando distantes, né,
u eu. Eu tenho chance de trazer o que eu penso, de abrir espaço. Eu eu eu amo ser humano. Eu amo trocas. Então, eu ter esse espaço com vocês e me conectar com vocês, mesmo vocês estando distantes, né, geograficamente, isso para mim é uma bênção. Eu eu agradeço imensamente por essa oportunidade. Eh, Débora, obrigada por ter trazido seu depoimento e você é uma guerreira e uma heroína da própria vida. Isso poucas pessoas podem dizer que conseguiram realmente aceitar a aventura desafiadora e lutar sem se deixar bater, sem se pôr de vítima, sem tentar fugir. Então, parabéns, que Deus e Jesus continuem iluminando você. Aí eu trouxe a Gigi, ela ela Gigi Day Gam Play, né? Deve ser um, enfim, um perfil aí mais comercial. Mas a Gigi dizia assim: "Olá, Cris. Na minha infância eu tinha um conflito e até hoje eu não sei explicar. Na minha casa eu era feia, preguiçosa, mentirosa. Já o meu irmão era valorizado. Na adolescência eu fazia coisas erradas e hoje eu vi que era para me vingar daquele tratamento e eu acabava comigo mesma. Olha, gente, isso aqui é muito interessante. Deixa eu parar, Gigi. Então, é assim, ó. Pai e mãe, na maioria das vezes, tem boa intenção, mas a gente sabe que a boa intenção não é necessariamente uma reprodutora de um bom comportamento. Às vezes eu tenho uma boa intenção e ao transformar isso numa atitude, a atitude funciona. Eu queria fazer uma coisa e acabei fazendo outra. Apóstolo Paulo já dizia isso. Dá licença, vou tomar uma água. O bem que eu quero fazer, eu não faço. O mal que eu não quero fazer, esse eu faço. Eu tenho boa intenção. Na hora da prática, não consigo agir. Então é muito comum os pais terem boa intenção, mas faltar ferramentas, faltar instrumentos de aplicar e acabar prejudicando mais do que ajudando. Uma das coisas que a gente vê bastante que a intenção pode ser boa, mas o resultado é péssimo é comparação. A primeira coisa que a gente tem que abandonar, porque foi muito usado no passado, é comparação. Pelo amor de Deus, a faça uma assim que que ela seja
e ser boa, mas o resultado é péssimo é comparação. A primeira coisa que a gente tem que abandonar, porque foi muito usado no passado, é comparação. Pelo amor de Deus, a faça uma assim que que ela seja abolido do seu do seu conjunto de estratégias de lidar com os filhos. Não compare, filhos, não compare. Quer comparar? É ele com ele. O filho, percebi que o mês passado você tava mais atento na escola. Que que aconteceu, filho? Percebi que na prova não sei do que você vai bem. Por que que na outra você não vai? É ele com ele. É dentro do mundo dele que eu comparo. Eu não comparo com o outro. Isso é a coisa mais injusta que você pode fazer. O ser humano é tão complexo, é tão complexo que como é que eu vou comparar uma coisa com a outra? Dá para eu comparar banana, maçã, uva, jabuticaba, melancia com eh abobrinha, eh eh batata, couve e flor? Não dá. Além de serem diferentes, aqui é fruta, aqui é leguminosas, tem 300 tipos de fruta dentro desse ser e 300 tipos de legumes. É tanta variável? Ah, eu vou comparar. Esse é mais é mais atento do que esse. Tá bom. em atenção. Agora, quando eu falo isso para uma criança, ela enxerga como se eu tivesse falando como um todo. Não é benéfico. Sermão, presta atenção, né? Que que tá trazendo paraa criança? Seu irmão é melhor que você. Ele não vai entender que você tá querendo dizer para ele que nesse ponto, se ele quiser aprender com o irmão dele, a gente não gosta. Tô falando de criança, tá bom? Vamos trazer pra gente. Tô lá sentado no meu departamento. O chefe abre a porta e fala assim: "Ô, Cris, o relatório da sua amiga aí tá muito mais claro que o seu. Eu vou gostar disso?" Não, não. Fale comigo, né? Então, comparação é péssima. Então, o que que aconteceu? Pelo que eu entendi, com a Gigi, existia muita comparação. Você é preguiçoso, seu irmão não é. E ela foi internalizando isso. Duas coisas acontecem. Ela pode acreditar nisso e acabar se tornando isso que a gente chama da profecia autorrealizadora na educação. Eu escutei tanto minha mãe falar: "Você não
i internalizando isso. Duas coisas acontecem. Ela pode acreditar nisso e acabar se tornando isso que a gente chama da profecia autorrealizadora na educação. Eu escutei tanto minha mãe falar: "Você não consegue, só podia ser você. Ah, você não vai dar nada na vida, que eu não vou dar nada na vida". É uma profecia autorrealizadora. Eu faço ela se realizar porque eu fico treinando um pensamento para pensar desse jeito. Ela pode acreditar e transformar aquilo numa realidade. E a segunda coisa, ela pode se revoltar. Ela pode ou assumir e se tornar isso, diminuir a potência do que ela poderia ser, ou ela pode se revoltar. Então, o que quando a Gigi fala assim: "Na adolescência eu aprontava tudo para dar raiva na minha mãe", ela tava se vingando. Veja que não ajuda ninguém, gente. Não ajuda ninguém isso. Mas voltando, na minha família eu era esta aí que não fala nada, eu me isolava das pessoas, mesmo quando ia gente de fora na minha casa. Então, era horrível conviver com minha mãe, meu irmão em casa. Meu pai não opinava desse tratamento que eu recebia, ou seja, ela tinha esperança de que o pai pudesse interferir, mas ele se omitiu. Péssimo isso, péssimo, porque a criança ela precisa de responsáveis por ela. Ela não é capaz de se defender. Ela conta que alguém vai defender ela, né? Então é cruel isso, é covardia. Tô falando com base no que você tá trazendo, tá, Gigi? Nem conheço sua família, tô trabalhando nisso como um caso geral. Não sei quem é seu pai, não sei quem é sua mãe. Tô dizendo com base no que você me traz. Hoje eu sinto que eu trago tudo isso comigo já e já tenho 49 anos. Tenho medo de falar, de estar em ambientes. Moro em Portugal com meu marido e meu filho. Minha mãe hoje tem 84 anos e meu irmão cuida dela. Hoje ela tem câncer e sinceramente não quero ir ao Brasil por nada. Não sei sentir o contrário. Tudo que você fala aqui serve completamente no meu comportamento. Veja que que a gente gera. E é isso, né, gente? Às vezes a gente acha que uma palavra, quando minha cria, ah, meu filho tem 7
ntrário. Tudo que você fala aqui serve completamente no meu comportamento. Veja que que a gente gera. E é isso, né, gente? Às vezes a gente acha que uma palavra, quando minha cria, ah, meu filho tem 7 anos, eu disse uma palavra para ele. Que que isso vai gerar? Vai gerar isso. Vai gerar meu filho daqui 40 anos morando longe de mim, não querendo me ver. A vida, gente, não acontece com grandes acontecimentos. A vida acontece em cada detalhe, em cada segundo, em cada palavra. Não deixa passar nada. Ah, eu fui infeliz, eu falei uma coisa absurda. Volta atrás, não deixa quieto. Volta atrás, pede desculpa, esclareça, vigia. Sabe? Por isso que a maior coisa que a gente pode fazer paraa nossa vida é estar com atenção. Que que a terapia vai produzir? Que que Joana de Angel quer nessa nessa enciclopédia que ela nos deixa? Consciência. Esteja atenta. Preste atenção. Pergunte se não tem um jeito melhor de resolver o que você tem que resolver. Veja se você tá fazendo tudo que você podia. Olha o que você devia, o que você deveria estar fazendo e não faz. Esteja atenta, não deixa passar nada. Mas a gente vai levando a vida. A criança não sabe expressar, eu vou oferecendo para ela um tratamento ruim e a vida vai indo, uma hora isso volta, a conta bate na porta, né? Então não podemos perder chance. A gente tem que estar o tempo todo se perguntando se tem um jeito melhor, prestando atenção em si, prestando atenção no outro, aquilo que eu falei, como que o outro recebeu? Eu olhei no olhinho dele, acho que ele não gostou. Vou voltar para perguntar. Isso é viver com intensidade. A gente vai vivendo muito, olhando pro próprio umbigo e alfineta daqui, nem enxerga o que alfinetou e deixa o outro no vazio, esquece de responder e vai indo e fica agradando aquele outro que a gente queria ser igual a ele ou que a gente tem interesse. Que que é isso? Onde a gente acha que a gente vai chegar? desvalorizando, esquecendo, postergando, descontando, adulando. É esse relacionamento que eu quero criar para
le ou que a gente tem interesse. Que que é isso? Onde a gente acha que a gente vai chegar? desvalorizando, esquecendo, postergando, descontando, adulando. É esse relacionamento que eu quero criar para mim? Não vai ter relacionamento profundo, significativo, né? Então, precisa de muita atenção. Outro depoimento, Silvânia Beringer, boa noite, Cris. Tenho tantos bloqueios, uns eu sei a causa, outros não. Tenho vergonha de chorar, sempre disfarço, me escondo, mas me lembro, quando eu criança, de ter sido repreendida por meu pai numa ocasião da morte do meu tio avô. Gente, fala, fala sério. Você é uma criança, você não sabe o que tá acontecendo. Você vê um ambiente de um velório, não sei o que que é. O tio avô morreu e eu choro e sou repreendida. Ah, é muito, né? É muito. Como que essa criança vai reagir? Ela não tem ego ainda, consciência para poder pensar, nossa, como meu pai é travado, meu pai não entende, eu não consigo criticar, eu aceito. E eu aceito como eu tô errada. Olha que coisa feia. Eu chorei, devia estar chorando. Eu estou errada, né? Então que pena, né? Por mais que eu saiba ser uma coisa normal, a sensação de estar fazendo uma coisa errada é muito forte ainda lá dentro. fazendo esse estudo, olhando para trás, acho que descobri a causa, ou uma das causas, deu um grande bloqueio meu, que é o de falar em público, principalmente quando é para pessoas desconhecidas, e falar algo de mim. Quando eu contava com 11 para 12 anos, eu mudei de cidade e para uma escola mais tradicional, eh, dirigida por um Monsenhor, um padre. E todas as segundas-feiras havia o Grêmio com a participação de todos os alunos da escola, onde eram escalados alunos de cada turma para apresentar algo individualmente no palco. Era obrigatório e era terrível para mim. Fico imaginando o nível de estresse, ansiedade que eu tive naquela época. Eu me lembrei só agora depois de você falar numa experiência negativas que não que não queremos repetir. Mais uma vez a querida Cris. Mais uma vez querida Cris
se, ansiedade que eu tive naquela época. Eu me lembrei só agora depois de você falar numa experiência negativas que não que não queremos repetir. Mais uma vez a querida Cris. Mais uma vez querida Cris contribuindo para A querida Cris contribuindo para o nosso autoconhecimento. Gratidão, minha amada. Obrigada. Obrigada, Silvânia. Eu queria conhecer todos vocês, gente, presencialmente. Fala a verdade. Seria uma experiência assim única, né? Mas enquanto não dá, a gente vai aqui se alimentando. Obrigada, Silvânia. Eu queria carregar você no colo e nesse sentido de acolhimento, sabe, de apertar. Eh, mas que bom que você teve essa chance de esclarecer. Acho que isso já vai começar a dissolver esse complexo, esse nó. você vai ter chance de ver ele aparecendo e aí ele perde a força porque você vai saber que não é de hoje. Então, numa próxima vez que você tiver que falar alguma coisa em público, tenho certeza que você vai lembrar: "Ah, criança lá de trás que era obrigada a falar no colégio e é ela que não quer falar". Então isso já vai aliviando atenção. É duro quando a gente não sabe de onde vem, aí vem maior, né? E serve aqui pra gente ver o quanto que a educação tem que ser personalizada. essa coisa de que todo mundo tem que fazer a prova desse jeito, todo mundo tem que apresentar o negócio, não existe isso. É lógico que a gente tem que estimular todas aspectos, mas respeitando as limitações, é devagar. Então, se você pega a Silvânia, que tinha essa questão de falar em público, vamos trabalhando com ela do pequeno pro maior. Olha, então você não vai precisar falar no meio de todo mundo, mas você topa falar para um para um grupinho, você vai dessensibilizando de amiguinhos, aí você vai se vai ampliando, você vai trabalhando para ela se soltar, mas não na base do forceps, né, do tratamento de choque. Aí eu trouxe também a Giane Correia. Falei para vocês, gente, a história do bloqueio gerou muita coisa, muito conteúdo. Nossa, Cris, esse episódio de hoje me tocou muito. Minha
o tratamento de choque. Aí eu trouxe também a Giane Correia. Falei para vocês, gente, a história do bloqueio gerou muita coisa, muito conteúdo. Nossa, Cris, esse episódio de hoje me tocou muito. Minha mãe adorava me humilhar em público, na frente das pessoas conhecidas e também desconhecidas. Eu percebia que ela sentia prazer nisso, pois ela achava que assim estaria me educando. Tá vendo? Ela percebe que a intenção era boa do tipo, eu vou te humilhar tanto, você vai ficar tão constrangida que você nunca mais vai fazer. Mas é o contrário. Eu posso até nunca mais fazer porque eu fiquei travada. Eu virei escrava daquilo. Eu tinha liberdade para fazer, agora não tenho mais. Isso não é educar, isso é adestrar. É que nem se pusesse uma mordaça para eu não falar. Eu aprendi a não falar. Não, eu fui impedida de falar. Isso não é educar, né? Cresci me afastando das pessoas, engolindo muita coisa, acabei desenvolvendo um nódulo na tireoide. Olha isso, como é significativo, gente, como é simbólico o nódulo na tireoide. Exatamente porque tinha medo de falar. Fiz cirurgia de tereoidectomia total, comecei a fazer psicoterapia. Hoje estou bem melhor. Hoje sou professora. Ai, você sublimou o dom da fala. Não tem jeito melhor de falar do que seja ensinando. Mas em em rodas de amigos ainda me percebo travada em alguns momentos. Tudo bem, não é com saltos, é dia a dia e você fez o processo inteiro. Não importa o que o mundo fez com a gente, importa o que a gente faz a partir disso. E você brilhantemente ressignificou a vida, foi, cuidou da saúde, tá tentando eh se expandir, muito bom. Por ter tido essa experiência ruim, hoje, como educadora, procuro dar voz aos meus alunos, principalmente os mais tímidos. Lindo isso, lindo. Eu também sou apaixonada pela educação. Gratidão por compartilhar o conhecimento com base na benfeitora Joana de Angeles. Jeane, obrigada, gente. Vocês me emocionaram nesses depoimentos. Muito obrigada por compartilharem com a gente. E a Liliane Estrelau, boa noite, Cris. Quando esse bloqueio é
nfeitora Joana de Angeles. Jeane, obrigada, gente. Vocês me emocionaram nesses depoimentos. Muito obrigada por compartilharem com a gente. E a Liliane Estrelau, boa noite, Cris. Quando esse bloqueio é tão sutil a ponto de não conseguirmos nomeá-lo? Aqui tem uma pergunta dirigida, né? E eu vou responder. Eh, então ela quis dizer, é tão sutil que a gente não consegue nomear, né? A gente não consegue identificar. Liliane, tenha paciência, ele vai se manifestando para você ir pegando um pouco mais. Sabe porque é que nem se fosse assim, tem novelo, tem alguns novelos de lã emaranhados e você olha, olha, olha, olha e não consegue diferenciar. Uma hora uma pontinha aparece. Aí eu eu vi uma pontinha. Eu já vou tirar o novelo inteiro. Não, mas essa pontinha eu posso ir puxando, ela vai me mostrando outros lugares e eu vou conseguindo soltar. É isso. Você tá dizendo para mim assim, tem um bloqueio, mas não tô conseguindo nomeá-lo. Não sei identificá-lo. Presta atenção nele, Liliane. Porque você tá vai começar a puxar, você vai começar a perguntar para ele, você vai prestar atenção quando ele se manifesta, você vai tentar entender como ele se expressa, o que ele te obriga a fazer, o que ele te impede de fazer. E aí você vai criando uma massa para trabalhar. Ah, eu percebo que ele me impede disso, ele me leva aquilo. Que temas são esses? O que que isso quis dizer na minha vida? Então você tá começando. É o primeiro passo. Presta atenção nisso. E a Sandra também me fez uma pergunta dirigida. A Sandra Silva: "Também na idade adulta?" Sim, também na idade adulta. Então ela quis dizer o seguinte: na idade adulta a gente pode ter bloqueio? Eu posso desenvolver um bloqueio hoje? Posso, vamos supor que eu vou viver alguma coisa que eu ainda não vivi e me deparo com um tema que eu percebo que eu não tô bem, não tô à vontade. Sei lá, eu fui num emprego novo e de repente eu encontrei um chefe com tendências a a assédio. Até hoje eu não tinha me colocado nessa situação. É a primeira vez que eu lido
tô bem, não tô à vontade. Sei lá, eu fui num emprego novo e de repente eu encontrei um chefe com tendências a a assédio. Até hoje eu não tinha me colocado nessa situação. É a primeira vez que eu lido com isso. Se eu tiver ferramentas já, se eu tiver um ego estruturante, dinâmico, que me ajuda a sair dessa, eu não vou bloquear nada. Eu vou conversar com ele dirigidamente. Se eu não conseguir nada, eu vou para um canal de ouvidoria e eu vou acertar essa situação. Se eu não tiver essa prontidão em termos de atitude, eu me calo. Aí cada vez que ele chega eu tremo. Aí eu vou mudar de emprego. Pode ser que nesse momento eu gere um bloqueio. Então o bloqueio a gente pode gerar quando tiver vivo. Basta a gente passar por uma situação, não saber como lidar com ela, criar um como se fosse um trauma e ele ser repetido. Aí a gente vai bloqueando. Aí na próxima vez que eu for trabalhar, eu vejo lá você entrevistada e o chefe me olhou de um jeito. Pode ser que ele nem olhou nada, mas eu já enxerguei. Não, não quero. Prefiro trabalhar com mulher. Pronto, eu já tô alimentando um possível bloqueio. Então não tem. O ego ajuda a filtrar, mas não tem data. E a Simone Kaitê, que tá sempre com a gente, também me faz uma pergunta dirigida. E uma criança que nasce sem poder falar, que é muda, ela está dentro desse contexto? Eh, nesse caso, Simone, veja que sempre está, né? A gente é um ser só. A gente reencarna, mas a gente vem sendo quem a gente foi. Então, nesse caso, a experiência negativa que gerou o efeito da dificuldade da fala não tá nessa vida, tá numa vida passada. Eu lembrei daquele trecho de Jesus. Ao entrar numa ao entrar na vida, se seu olho for motivo de escândalo, arrancai-o e jogai-o fora. É melhor entrar na existência sem o olho do que com ele ser motivo da sua derrota, da sua derrocada, né? Então, às vezes é isso, pode ser uma expiação, o mau uso do aparelho, pode às vezes até ser uma proteção. Por exemplo, ai as últimas três vidas pela fala, eu me vinguei, eu fiz intriga, eu não
da, né? Então, às vezes é isso, pode ser uma expiação, o mau uso do aparelho, pode às vezes até ser uma proteção. Por exemplo, ai as últimas três vidas pela fala, eu me vinguei, eu fiz intriga, eu não consigo. Eu posso inclusive pedir, por favor, me deixa ter uma vida sem poder falar. para eu poder ter uma vida treinando ficar quieta, para numa próxima vida eu poder ter de volta a minha voz sem eu acabar me prejudicando por ela. Então, cada caso é um caso, a gente não sabe bem, mas mais ou menos é isso, né? Sempre vai ter como origem, né? Não existe vítima. Mesmo as crianças que passam por esse tipo de educação que a gente estava falando, elas não foram sorteadas na na loteria inversa, né? Deram azar. Não, elas são espíritos que precisam dessa passagem por uma infância mais turbulenta. Estão resgatando alguma coisa. Vamos então pro último episódio. 19. Ih, já tô atrasada agora. O Especiais. Então, eu trouxe também o depoimento do Demetro, que tá sempre com a gente. Ele diz: "Este encontro toca na alma em várias frentes, na consciência, na emoção e, obviamente, nos rituais esquecidos e adulterados dos propósitos originais. Resgata a importância da presença autêntica ao invés de presentes. Traz Jesus de volta ao lar. Temporada transformadora. Obrigada, Demetrio, por estar com a gente, por trazer suas colaborações sempre muito reflexivas, inteligentes e e com consciência mesmo de quem fala. E é isso, né? Ocasiões especiais é é a gente resgatar o que foi perdido, é trazer sentido propósito pros encontros, é valorizar movimentos transformadores, marcos. é a gente fazer marcos de transformação pra gente verificar a transformação. Eu fiz um ritual para eu ter consciência de que antes era uma coisa e depois vai ser outra. E esse ritual principal, como eu comecei o nosso episódio de hoje falando, é o ritual do Natal, em que a gente resgata, relembra, chama de volta Jesus, reúne a família, se abraça, se ama, fecha com amor o ano e abre com amor novas possibilidades pro ano que está para chegar, né? E a Elô
o Natal, em que a gente resgata, relembra, chama de volta Jesus, reúne a família, se abraça, se ama, fecha com amor o ano e abre com amor novas possibilidades pro ano que está para chegar, né? E a Elô disse no: "Ah, eu não peguei a Elô do 18, né? Ah, falhei. Não trouxe a Ilô fechando o 18, mas eu trouxe a Ilô fechando o 19. E ela diz: "Vamos trazer clareza, romper com rituais vazios, oferendas com coisas da terra não chegam ao céu. A minha fé é a que promove os prodígios e as mudanças." Que ela tá falando dos talismãs. Ele não tem poder por ele mesmo. É o que ele significa para mim que faz eu movimentar a energia. Vamos criar momentos impactantes para sairmos transformados. validando nossa essência, a essência da ocasião, por exemplo, casamento, formatura. Hoje temos muitas celebrações exageradas, sem nenhum significado, e acabamos banalizando, banalizando os encontros. Celebrar não é só curtir, isso é fuga psicológica. É fugir da solidão, do estress, dos conflitos, afogando-se nos falsos prazeres. Vamos aproveitar o Natal e o seu verdadeiro significado. Trazer Jesus, fazendo um balanço, revendo atitudes, transformando água em vinho, dando voz ao mundo interior, porque a fala dissolve os nós do inconsciente dos conflitos emocionais. Que o Natal seja ocasião de de agradecimento e de transformação num verdadeiro êxtase espiritual. Obrigada, Elô. Você resume brilhantemente. Muito lindo. Olha, você trouxe aqui um resumo do que a gente precisa prestar atenção. E ela lembrou do filme que eu trouxe, que era O casamento de Rachel, que é uma reflexão propícia pra época atual. Gratidão. Gratidão é minha também. Bom, assim a gente encerra a nossa temporada e eu gostaria de terminar essa essa temporada, aproveitando ela ter terminado nesse momento do Natal tão importante com uma homenagem a Jesus. Eu vou ler um poema e esse poema ele está no livro Desperte e seja feliz, capítulo 30. Desperte e seja feliz, capítulo 30. e se chama Natal de Amor. As incertezas pairavam nos corações e
agem a Jesus. Eu vou ler um poema e esse poema ele está no livro Desperte e seja feliz, capítulo 30. Desperte e seja feliz, capítulo 30. e se chama Natal de Amor. As incertezas pairavam nos corações e nas mentes ensombradadas pelas amarguras. A dominação arbitrária de Roma esmagava a alma sobranceira de Israel. No vezes, as algemas da escravidão haviam reduzido seu povo a Ilota na Babilônia, no Egito. Nessa oportunidade, porém, a semelhança de outras nações que jaziam inermes sob o julgo das legiões ferozes, as esperanças de libertação eram remotas. A boca profética estava silenciosa nos penetrais do infinito, enquanto as tubas guerreiras erguiam a figura de César às culminâncias divinas. A espionagem tomara tornara a vida insuportável e a tradição cobria-lhe as pegadas ignóbeis. A dor distendia suas redes e reunia as vítimas que se estorsegavam no desespero. Ao mesmo tempo, lutavam entre si sacerdotes e levitas, fariseus, saduceus, publicanos, todos disputando os prerrogativas que não mereciam. As intrigas se movimentavam nas altas cortes do Sinédrio, envolvendo Caifás, Anás Pilatos, que se engalfinhavam pela governança infeliz a soldo de interesses subalternos. A Judeia era todo um deserto de sentimentos, onde a vaidade e a prepotência, a usurpação e o desmando instalaram suas tendas. Foi nesse lugar assinalado pelos azorrages do sofrimento que nasceu Jesus. Para atender as exigências de César quanto ao censo, seus pais se foram de Nazaré. E em uma noite de céu turquesa, salpicado por estrelas luminíferas, visitada por ventos brandos e frios, ele chegou ao campo de batalha para assinalar a era nova e dividir os fatos da história. Sua noite fez-se dia de eterna beleza, e o choro que lhe caracterizou a entrada do ar nos pulmões tornou-se a música que ele transformaria nas almas em uma incomparável sinfonia. Logo depois, >> nunca mais a humanidade seria a mesmaquele momento. O mundo de violências e crimes, de guerras contínuas e agressões, conheceu a não violência e o amor, como nunca
comparável sinfonia. Logo depois, >> nunca mais a humanidade seria a mesmaquele momento. O mundo de violências e crimes, de guerras contínuas e agressões, conheceu a não violência e o amor, como nunca antes houvera acontecido. Jesus se fez o pacificador de todas as vidas. desceu dos astros para tornar-se a ponte da ligação com Deus. Quantos desejaram a felicidade e a partir daquela ocasião >> encontraram-se no sermão da montanha que ele apresentaria as criaturas em momento próprio. Desde ali todo ano, aqueles que o amam dão-se as mãos e unem os corações para celebrarem o seu Natal, derramando bênçãos em favor dos que sofrem, buscando mudar-lhes as paisagens de aflição, brindando esperança, socorro e paz. Neste Natal, permite que o amor de Jesus te irrigue o coração e verta em direção daqueles para os quais ele veio. Os nossos irmãos sofredores da terra. >> Fazem mais. Deixa-o renascer na tua alma e agasalha-o >> para que ele siga em ti e contigo por todos os dias da tua vida. Feliz Natal.
Vídeos relacionados
T8:E1 • Consciência nos relacionamentos • Individualidade
Mansão do Caminho · Cristiane Beira
T8:E10 • Consciência nos relacionamentos • Perguntas e Respostas
Mansão do Caminho · Cristiane Beira
T8:E4 • Consciência nos relacionamentos • Autossabotagem
Mansão do Caminho · Joanna de Ângelis, Cristiane Beira
T8:E3 • Consciência nos relacionamentos • Carência afetiva
Mansão do Caminho · Cristiane Beira
T8:E2 • Consciência nos relacionamentos • Insegurança
Mansão do Caminho · Cristiane Beira
T8:E5 • Consciência nos relacionamentos • Perguntas e Respostas
Mansão do Caminho · Joanna de Ângelis, Cristiane Beira
T8:E7 • Consciência nos relacionamentos • Intimidade e Privacidade
Mansão do Caminho · Cristiane Beira
T8:E6 • Consciência nos relacionamentos • Automatismos
Mansão do Caminho · Cristiane Beira