A Essência da Comunicação – T9:E17 | Conversa em família
Na nona temporada de Psicologia Espírita com Joanna de Ângelis, a apresentadora Cristiane Beira reflete sobre a essência da comunicação, destacando como a fala, a escuta, o silêncio e as atitudes moldam nossas relações e favorecem o autodescobrimento. Neste episódio, Cristiane Beira aborda a comunicação no ambiente familiar, destacando como padrões emocionais, expectativas, silêncios e modos de expressão influenciam a convivência diária. A partir da visão psicológica espírita, o episódio apresenta reflexões sobre respeito, escuta verdadeira e maturidade emocional, ressaltando que a transformação das relações começa pela mudança íntima de cada membro da família. 📚 Referências bibliográficas: • Constelação Familiar, cap. 21 • O Homem Integral, caps. 1, 5 e 7 • Atitudes Renovadas, cap. 21 • O Ser Consciente, cap. 5 🎬 Indicação de Filme: Encanto (2021) #PsicologiaEspirita #JoannaDeAngelis #Comunicação #ConvivênciaFamiliar #Autodescobrimento #RelaçõesFamiliares #Espiritismo #TVMansaoDoCaminho #EspiritismoPLAY *Conheça o EspiritismoPLAY — a sua plataforma espírita digital.* Acesse conteúdos exclusivos: palestras históricas com Divaldo Franco, eventos, filmes, músicas, audiolivros, revista digital e muito mais. 👉 http://www.espiritismoplay.com
Olá, sejam bem-vindos a mais um Psicologia Espírita com Joana. de caminhando pros últimos episódios, estamos chegando já no final do do ano. É, tem sido bem interessante para mim esse mergulho, porque acaba sendo meu primeiro que me debruço para pensar sobre comunicação e e a gente vai se dando conta do quanto a gente mesmo eh acaba ficando distante inclusive daquilo que a gente já estuda e já sabe como é difícil a gente mudar hábitos, condicionamentos, crenças. Mas enfim, é assim que a gente vai conquistando o passo a passo, é olhando, é falando, é prestando atenção. Então, faz parte da nossa jornada. Eu trouxe hoje o tema porque já indo para esses eh últimos episódios, a gente já vai tentando resumir, organizar, juntar, né, integrar o os as partes que a gente foi decompondo. E aí o tema de hoje é conversa em família. Parece bem bobinho, óbvio. Eh, mas talvez esse tema já tenha sido mais bem resolvido no passado. Talvez a gente já tenha lidado melhor com isso no passado, até por uma força das circunstâncias, porque a família não tinha tantas ã tantas outras tantos outros compromissos. Ah, não tinha essa corrida, não tinha muita coisa para fazer, a vida era mais limitada. Hoje a gente ampliou, nós temos muitos recursos, facilidades, oportunidades. A gente está em mais lugares ao mesmo tempo, no mesmo dia do que antigamente, né? Então, antes tinha presença ã quase que obrigatória no almoço, né? Eu tô falando de 30, 40 anos atrás. Não tinha uma um almoço na empresa que você trabalhava. Hoje tem os refeitórios. A gente foi, a gente foi se, se adaptando para otimizar o tempo, otimizar o tempo. Não olhamos o que que ia, o que ia ficar para trás nisso, o que que a gente ia perder com isso, né? Então hoje já vamos almoçar na empresa porque daí não tem nem que perder tempo e a gente já continua conversando na hora do almoço, a gente já adianta tal da reunião, enfim. E antes a gente ficava, ia para casa, tinha que preparar esse almoço de alguma forma, deixava alguma coisa meio que pronta, ou a ou a
sando na hora do almoço, a gente já adianta tal da reunião, enfim. E antes a gente ficava, ia para casa, tinha que preparar esse almoço de alguma forma, deixava alguma coisa meio que pronta, ou a ou a esposa ficava em casa também preparando e recebia na hora do do almoço os filhos e tinha oportunidades de convívio, né? A gente chegava em casa 6 horas da tarde, acabava o dia, não tinha o que fazer, não tinha a happy hour, né? A gente hoje tem muitas eh facilidades, né? muitos convites. Aí ficava em casa, ia assistir TV, conversava. Domingo, sábado domingo, era todo mundo junto. Então, em pouco tempo a gente mudou muito o dinamismo da nossa vida em família. Então, uma um tema que parece bobo e óbvio, conversa em família, talvez para hoje ele seja até preocupante, porque pode ser que se a gente fizer um uma análise da nossa vida em família, se a gente fizer um checklist dos momentos em que a gente realmente fica em família, que a gente convive, talvez a gente se surpreenda que esse tempo ele não é suficiente, ele não tem sido suficiente, ele tem sido muito escasso. Por isso que é preciso parar para falar dele, pra gente ter a chance de fazer esse diagnóstico da própria família e perceber se nós temos usado desse recurso que é terapêutico antes de mais nada. Uma família que tem por hábito a conversa, que convive, que troca, é uma família que faz terapia sem saber que está fazendo. A família que vai se distanciando, se esfriando, convivendo mais funcionalmente, mas sem vínculo, sem troca, é uma família que vai adoecer. As relações vão empobrecendo, vão se empobrecendo, os vínculos dos liames vão se enfraquecendo e daqui a pouco essa casa não é mais nada do que alguns seres que habitam o mesmo espaço, mas toda a estrutura que a família foi feita para oferecer, a gente acaba desperdiçando, abrindo mão. Então ela precisa ser alimentada e a gente alimenta a família nas trocas, no convívio, no fortalecimento de vínculos, na conversa. Conversa em família é a primeira terapia que a gente deveria eh
mão. Então ela precisa ser alimentada e a gente alimenta a família nas trocas, no convívio, no fortalecimento de vínculos, na conversa. Conversa em família é a primeira terapia que a gente deveria eh instituir na na própria vida, para a própria vida. Bom, mas então o que que seria essa conversa em família? O que que ela avisa? Já que a gente tá falando de empresa, vamos pensar numa empresa. A empresa não faz reuniões com muita frequência, tanto que a gente fala que o mundo vai acabar em reunião hoje. E por que que o que, para qual o objetivo dessas reuniões? Antes de mais nada, é uma coisa que a gente também tem falado muito ultimamente, que antigamente ninguém sabia, ninguém prestava atenção nessa palavra, que é porque não precisava, talvez, que é a palavra alinhamento. Pensa se quando você era criança, gente que tem já tem mais idade, os nossos pais, se eles falavam, vamos nos reunir pra gente alinhar pontos. Esse alinhar ele não era muito necessário, porque todo mundo fazia as coisas mais ou menos junto. Tinha tempo de um ver o que o outro tá fazendo. As pessoas dependiam mais, as áreas eram mais intercomunicáveis. Hoje em dia é cada um no seu e depois a gente precisa juntar esse todo. Então, a própria palavra, o próprio conceito do alinhamento, vamos alinhar. é bom a gente manter se manter alinhado, é porque com a modernidade e as facilidades tecnológicas, a gente espaçou muito os departamentos, a gente separou muito e acabou que as empresas começaram a perceber que a falta de entrosamento e de comunicação estava prejudicando o negócio. Então, começaram a surgir muitos instrumentos para garantir o alinhamento, para não deixar que uma um um departamento vá para um caminho diferente do outro ou em tempos diferentes, a hora que você junta não liga uma coisa com a outra. Então, esse alinhamento permite a ligação, permite a conexão, garante que a gente não vai se perder um um do outro. Então, essas conversas em família hoje também vão trazer esse alinhamento, porque, de
ntão, esse alinhamento permite a ligação, permite a conexão, garante que a gente não vai se perder um um do outro. Então, essas conversas em família hoje também vão trazer esse alinhamento, porque, de novo, nossa vida é cheia. tribulada, cada um com seus problemas, com as suas questões. 1000 compromissos. Se eu não garantir um alinhamento, é provável que eu nem tenha noção do que o meu marido tá vivendo, tá passando ou tá fazendo no emprego dele, vice-versa. É possível que os meus filhos nem saibam o que tá acontecendo comigo. A gente passou por algumas questões de saúde, por exemplo, e aí quando nós fomos comunicar os filhos, eles falaram: "Oi, em que momento vocês começaram a ver isso? Porque eu não sabia nem que vocês estavam vendo. Quando vocês comunicam, o negócio já foi resolvido, as coisas já foram superadas e a gente não sabia nem que tinha. Ah, mas aí também tem uma questão da gente querer poupar, mas não sei se é bom a gente poupar. Então vamos fazer o meia culpa, tá certo? Vocês estão certos? Então o trato é assim, ó. Vocês vão pai e mãe fazer checkup anual. Eu quero que vocês me falem quando vou pôr na agenda, porque eu quero acompanhar vocês. É isso. A gente chega num absurdo de não comunicar coisas que são importantes, que são impactantes, porque a gente vai, fui, fui indo, fui resolvendo, não quis te preocupar. Mas não é essa questão de preocupar, é de participar, é de estarmos alinhados. Então o alinhamento a gente garante nas conversas familiares. Conversa familiar não é no dia do casamento e nem do batizado e nem do dia de Natal. É rotina. É rotina importante. Ali a gente vai fazer reunião de empresa no dia que vai fechar o o ano contábil. Não. A gente põe na rotina. Já tem reuniões que elas já ficam no ano inteiro. Toda terça-feira à tarde eu tenho reunião de alinhamento de não sei das quantas. Então ela precisa ser ritualizada, ela precisa vir com uma certa frequência estipulada, senão a gente se perde. Precisa que a gente estipule isso na nossa agenda. Antigamente não precisava.
s quantas. Então ela precisa ser ritualizada, ela precisa vir com uma certa frequência estipulada, senão a gente se perde. Precisa que a gente estipule isso na nossa agenda. Antigamente não precisava. Na hora do final de semana, do almoço de domingo era na casa da mãe. Não tinha esse tanto de restaurante disponível com preços acessíveis. Então não tinha muito nem que que marcar. já era sabido que ia para ali e pronto. Hoje, se a gente de novo não combinar almoço juntos, cada um teve uma ideia, no final de semana vai cada um para um lado, depois que já são adultos os filhos, né? Então, se a gente não cuidar disso, a gente vai se perdendo, a gente vai se distanciando, a gente vai se esquecendo. É muito triste isso. Então, traz o alinhamento, traz um direcionamento. A gente direciona o, vamos supor que um casal que não que não tem essas essas conversas, eu posso começar a imaginar um futuro pra gente totalmente diferente do que o meu marido vai pensar. em um determinado momento a gente pode se assustar com isso, mas nossa, eu não tava preparada para isso. Não era isso que eu tinha em mente. Então, porque a gente não tava conversando, a gente não tava se alinhando, a gente não tava combinando direção, voltando para uma empresa. Imagina que o departamento de marketing imagina uma campanha e o departamento que faz a produção do produto, imagina uma outra linha. Precisa ter alinhamento, precisa que todo mundo sente antes de sair fazendo e encontra uma direção. Então, para onde nós vamos? Ah, nós vamos para esse caminho. É esse o produto que a gente vai executar? É esse nicho de mercado que a gente vai atender. É essa a pegada mercadológica que a gente, né, de marketing que a gente vai escolher. Então, vamos trabalhar e aí todo mundo vai na mesma direção, a mesma coisa na família. Se a gente não parar para relembrar para onde a gente deve ir, quem garante que a gente vivendo cada um sua vida, seus seus anseios, suas necessidades, seus suas experiências, que a gente vai estar
a. Se a gente não parar para relembrar para onde a gente deve ir, quem garante que a gente vivendo cada um sua vida, seus seus anseios, suas necessidades, seus suas experiências, que a gente vai estar na mesma direção? Será que não é isso que muitas vezes tem separado casais inclusive? Porque vai vivendo direções tão diferentes. Eu tô, eu tô imaginando uma vida nesse caminho, meu marido tá imaginando vida naquele caminho, daqui a pouco a gente tá tão longe que a gente não tem nem como mais. fazer um retorno, um resgate, então, alinhamento, direcionamento e a própria vinculação. Se a gente não convive, passa, a gente tem outros alimentos que nos suprem. Se a gente não fizer questão das pessoas, não é isso que muitas vezes dá certo desentendimento entre amigos, né? Porque a família, quer ou não, se você vive na mesma casa, de vez em quando você esbarram no outro, você fala: "Oi, você existe? Que bom, que bom que eu lembrei que você existe. O amigo que você não vive junto. Eh, é, muitas vezes eu posso esquecer dele mesmo. Então, se a gente não alimentar o vínculo, ele se dissolve. Esse vínculo é fluídico, ele tem a ver com energia, ele precisa ser alimentado. Então, conforme eu vou fazendo conversas, eu também vou me vinculando. Ai, deixa eu aproveitar, gente, a nossa conversa de hoje, eu tenho uma coisa para contar para vocês. Nossa, passei por uma frustração. Vocês não sabem o que me aconteceu. Eu tava envolvida com tal coisa. Quando eu exponho, eu faço a minha catarse, eu sou acolhida. Ai, Cris, puxa vida, ó. Mas nós estamos aqui e daí na semana seguinte vamos sentar pra nossa conversa. E aí, Cris, que que deu daquilo? A gente vai se estreitando. O outro passa a ser importante para mim. Ele já era importante, mas eu vou alimentando essa importância. Eu vou acompanhando o que ele tá vivendo. Eu lembro dele, faço a minha oração, ligo para perguntar: "E aí, como foi aquilo que você tava com ansiedade para fazer?" Tá vendo como que o vínculo vai se estreitando, vai se fechando, vai se
vendo. Eu lembro dele, faço a minha oração, ligo para perguntar: "E aí, como foi aquilo que você tava com ansiedade para fazer?" Tá vendo como que o vínculo vai se estreitando, vai se fechando, vai se aproximando? a gente vai se fortalecendo enquanto enquanto família. Então, talvez seja essa uma crítica paraa modernidade, excesso de compromissos, de facilidades, em que a gente pode estar em vários lugares, ocupa o tempo todo. Nós temos 300.000 amigos porque a gente tá aqui, tá lá no Instagram conversando pelo WhatsApp com todo mundo. A gente tem um monte de coisa nos preenchendo, dando sensação de prazer e aí o básico acaba ficando para trás. Então, a família, como diz Joana de Angeles, ela fez um livro inteiro que chama Constelação Familiar, que não tem a ver com a teoria do do Beringer, né? É ela mostrando pra gente que a gente é um sistema e que cada planeta, cada satélite, cada ã eh gravidade, cada força magnética, tudo isso equilibra o sistema. E a gente precisa se entender enquanto constelação. Cada um de nós é um planeta. Existe aquele que que organiza aquilo ilumina todo, existe a pessoa que eh que é mais estrela, tudo isso a gente faz um todo. Então, é importantíssimo a gente alimentar a família. Ela é a base, ela é a base da nossa vida. Ela é a base da sociedade. Ela é base da estrutura que Deus criou pro progresso do mundo. Ele conta com a família para fazer a o sustento primeiro para esse ser humano evoluir. Então é plano divino a família. E se a gente não prestar atenção, ela vai acabando eh eh ela vai se dissolvendo. A gente falou nos nossos primeiros episódios sobre a fala amorosa e a a escuta empática. Porque a base da conversa, já que hoje a gente vai falar sobre conversa, a base da conversa é falar e ouvir. Então aqueles primeiros temas são os fundamentos. Se a gente pudesse voltar para rever depois desse final que a gente falou tanto de comunicação, voltar nesses dois em específico. Escuta empática e fala amorosa. A gente já garante 70% da comunicação. Se eu souber ouvir sem
ar para rever depois desse final que a gente falou tanto de comunicação, voltar nesses dois em específico. Escuta empática e fala amorosa. A gente já garante 70% da comunicação. Se eu souber ouvir sem julgamento, me colocando no no entend entendendo a vida do outro, e se eu souber falar sem julgamento, sem acusação, sem cobrança, eu transformo qualquer relacionamento. É a base. Então, se a gente puder voltar a assistir essas aulas, fala amorosa escuta empática para aplicar nas nossas conversas familiares, a gente já garantiu 70% do sucesso, né, da do bom proveito desses encontros. Eh, um outro tema também que a gente precisa prestar atenção é que de vez em quando a gente, essas conversas elas não vão ser apenas atualizações, trocas, alinhamentos, se estamos indo pra mesma direção, compartilhando experiências. Às vezes a gente vai usar esse ambiente que já está protegido, porque ele já se ele já se formou como um setting terapêutico. É um ambiente terapêutico, porque a gente vem construindo esse momento da conversa, ele acaba sendo, ele facilita quando a gente precisar das conversas difíceis. é o momento mais apropriado. Então, se eu tenho uma conversa difícil para fazer com quem eu nunca converso, é péssimo, é difícil. A chance de dar certo é é pequena. A gente vai fazer um investimento enorme. Basta pensar na nossa vida. Quando eu tenho uma coisa para falar, sei lá, com meu chefe, que eu não tenho muita proximidade, nossa, é muito penoso. Mas eu tenho uma conversa difícil com quem eu vivo ali o tempo todo em que a gente se abre. Eu sei tudo da vida dele, meu melhor amigo, meu marido, minha esposa, seja quem for. Facilita muito essa conversa difícil. Ela nunca, ela sempre vai ser desagradável porque ela vai tocar em pontos que de alguma forma vai machucar alguém. Mas se eu já tenho um ambiente preparado familiar, protetivo, que eu me sinto segura, que existe troca, que eu sei que não existe julgamento, ah, mais da metade do caminho já foi traçado. Então, uma uma forma da gente também otimizar
eparado familiar, protetivo, que eu me sinto segura, que existe troca, que eu sei que não existe julgamento, ah, mais da metade do caminho já foi traçado. Então, uma uma forma da gente também otimizar as nossas relações familiares é a gente conseguir falar sobre aquilo que nos incomoda, que nos chateia, que nos magoa. Só que é difícil, mas se eu já tiver um momento em que a gente costuma fazer isso, as pessoas até esperam. As pessoas até esperam. Ai gente, hoje a nossa conversa vai ser um pouco dolorosa, mas me ajudem, eu preciso falar. Desculpa se eu for magoar. Não, Cris, tá certo? Hoje foi você, outro dia foi o fulano. E aí esse esse ambiente para isso, olha como facilita tudo pra gente, né? Então, as conversas em família, quando a gente valoriza, a gente faz questão que existam, a gente alimenta, a gente organiza, elas vão vão nos ajudar inclusive nisso. A gente falou em algum momento também sobre a comunicação não violenta, sobre a forma que a gente tem de fazer essas trocas, garantindo a amorosidade, porque senão a gente vira disputa. A gente cria um ambiente em que a gente está disputando. A gente já chega com pedra na mão, o outro já chega com o seu escudo, com sua lança para devolver e vira muito mais um um ring de luta, né? um campo de batalha do que um ambiente, do que uma roda que nem os antigos faziam, né? As rodas em volta da fogueira para ter as trocas, a tradição da oralidade, as histórias que se passava, a cultura era formada ali, né? a gente se distanciou e saímos das rodas ao redor da fogueira, a gente saiu disso para um ring de de luta e de disputa. Então, essas trocas elas são importantes e é importante que a gente faça isso como se fosse um ritual, no sentido de ter constância, frequência, valor, como se fosse um momento importante, um momento realmente que eh que merece ser valorizado, honrado. que nessas conversas em família, quando a gente vai desenvolvendo, ao longo do tempo, a gente vai mantendo esses encontros, essas trocas e tudo mais, a
mente que eh que merece ser valorizado, honrado. que nessas conversas em família, quando a gente vai desenvolvendo, ao longo do tempo, a gente vai mantendo esses encontros, essas trocas e tudo mais, a gente vai criando uma identidade coletiva, a família vai eh aprimorando e fortalecendo os seus valores, a sua visão. De novo, a gente não fala de visão, valores e e missão. A mesma coisa. A nossa família, ela é uma sociedade, né? Ela é uma empresa. Então, se eu consigo fazer esse alinhamento, essa aproximação, nós vamos fortalecendo o seu pilar, os valores fundamentais da família, eles não vão sendo esquecidos. Eu vou saber exatamente como meus pais pensam, que eles acreditam da vida. Eu vou me formando a partir disso. Tenho chances de trazer também a minha também a minha visão de vida. Então nós vamos fortalecendo uma identidade. Essa família passa a ser uma família que se reconhece. Ah, isso na minha família não passa. Ah, isso daí na minha família eu tiro de letra. A gente já sabe até. Eu já sei até o que que meus pais falariam, meus irmãos acrescentariam. Ah, mas isso não combina com a nossa com a nossa família. A gente vai sabendo quem é a nossa família. Ela ela é um ser coletivo, mas ela é um ser. Ela tem uma identidade própria. E isso a gente vai fazendo nessas conversas que a gente vai construindo um ambiente comum. Então, como se a gente falasse, nossa família ela é um ser vivo. É um ser porque ela ela ela está integrada, ela está alinhada, como se a gente se juntasse ao redor e a gente criasse uma massa viva que tem identidade, que tem valores, que tem direcionamento, né? É algo importante. Bom, então vamos entrar em Joana de Angeles e eu começo falando ã dessa vida moderna, né? Eu já adiantei um pouquinho. Então veja, vamos pensar. Antigamente, se a gente quisesse conversar com alguém e e lá atrás, mas eu peguei isso na minha infância, a gente precisaria saber que a pessoa ia ligar ou estar em casa, porque ela ia ligar no telefone fixo que ficava lá no corredor ou na sala, né? No máximo tinha
s, mas eu peguei isso na minha infância, a gente precisaria saber que a pessoa ia ligar ou estar em casa, porque ela ia ligar no telefone fixo que ficava lá no corredor ou na sala, né? No máximo tinha um banquinho do lado pra gente sentar e bater papo. Ou no máximo tinha um um fio longo que a gente podia circular um pouquinho e ir para lá ou pegar uma água ali. Se ficasse um telefone, uma, como que chamava aquele que reproduzia? Tinha um nome, né? Você vai atender aqui no oficial, você vai atendendo assumir o nome. Depois vocês escrevem aí no chat. Lembra que tinha um um telefone que ele era um espelho, né? Não era ramal porque não existia ramal numa extensão, alguma coisa assim. Aí a gente atendia e podia circular porque o fio era longo. Mas veja, para eu conversar com minhas amigas, por exemplo, ou eu estava em casa ou a gente tinha que, ó, vamos combinado a gente se ligar. Não tinha isso, tinha. A gente marcava a hora para fazer a ligação. A gente combinava. Ah, eu vou receber uma ligação de tal pessoa e mais ou menos em tal horário. Ah, esse horário é o horário que meu filho, que mora não sei aonde, costuma me ligar. Mais ou menos, porque eu tinha que estar do lado do telefone, gente. Pensa que coisa estranha é essa. O telefone fica preso num lugar e para eu poder atender, eu tenho que ficar perto dele, né? Não é estranho? E era assim. Então, como que da que dava certo isso? Porque tudo era menor, tudo era mais compacto, não tinha tanto tantas tantos lugares. A gente tava em casa, tava no trabalho, não tinha tanto movimento assim. Então a gente tava mais ou menos perto do telefone. Então tudo isso garantia. Eu lembro de eu pedir carona, pedia carona pro meu pai, pedir a carona paraos meus irmãos mais velhos. Ah, eu tenho que tal lugar, você vai sair e vou. Você pode me deixar não sei aonde. Hoje a gente chama Uber. Hoje tem ônibus para tudo quanto é lugar, né? A gente facilita. Não tinha isso lá atrás. Tinha um circular na cidade onde eu morava, pequenininha. E
e me deixar não sei aonde. Hoje a gente chama Uber. Hoje tem ônibus para tudo quanto é lugar, né? A gente facilita. Não tinha isso lá atrás. Tinha um circular na cidade onde eu morava, pequenininha. E então tudo favorecia, as caronas, o as próprias refeições que a gente tinha que fazer, a gente tinha que produzir, tudo isso aproximava, tudo isso foi se esvaziando. Então a gente precisa olhar para ver o que que ficou de fora nessa transformação, nessa mudança. A gente precisa ver se a gente não perdeu coisas importantes e a gente vai ver que sim, né? Por isso que a importância da conversa. Bom, eu vou começar com constelação familiar, que eu já citei no capítulo 21. E Joana diz assim: "Para tanto, seria muito útil que fosse estabelecido um horário em que a família toda pudesse fazer-se presente e que ficasse mantido, considerando que, em razão de os espíritos superiores serem muito ocupados, de sua parte pudessem reservar aquele período para se fazerem presentes. Essas reuniões transformam-se em verdadeiros recursos de psicoterapia de grupo, como eu adiantei, quando se pode abrir o coração e falar abertamente a respeito dos conflitos, das desconfianças, das dificuldades, dos sofrimentos internos, recebendo-se o apoio geral. O silêncio em torno dos conflitos permite que mais eles se avultem, tornando-se gigantes imaginários e ameaçadores. Nessas ocasiões, seriam analisadas situações conflitivas, liberadas mágoas que se vão convertendo em resíduos perigosos, futuros cânceres, nas tecelagens delicadas do perespírito, que as encaminhará o corpo somático em forma de transtornos e de enfermidades evitáveis. Então, ela está sugerindo, ah, a, a disciplina positiva, eh, quando fala com os pais, na parte em que ela faz as reuniões de pais, ela estimula que a família faça o que ela chama de assembleias familiares. Então, a gente cria uma reunião semanal, todo mundo fala quando que pode, ajunta um dia que dá certo para todo mundo, geralmente vai ser final de semana ou à noite e já fica
de assembleias familiares. Então, a gente cria uma reunião semanal, todo mundo fala quando que pode, ajunta um dia que dá certo para todo mundo, geralmente vai ser final de semana ou à noite e já fica certinho. E eles dão muitos recursos, inclusive eles eles oferecem umas cartas que são tipo enigmáticas do tipo eu eu ofereço essa carta que é uma carta de solução de problemas, por exemplo. Então, significa que nessa reunião eu vou pedir para vocês me ajudarem a resolver um problema. Então tem recursos, tem instrumentos, acaba sendo até divertido. Então, Joana aqui antes da da disciplina positiva surgir, inclusive ela já estava oferecendo pra gente uma ideia, uma ideia de fazer uma assembleia familiar que tivesse dia marcado, que, ah, não consigo toda semana, vou fazer a cada 15 dias, enfim, mas que a gente tenha uma um período estipulado, que seja respeitado e que a gente tenha chance de nessas conversas cada um falar de si, propor coisas, ideias, que O que que nós vamos fazer no Natal desse ano? Vamos construir o Natal juntos? Vamos fazer uma coisa diferente? Que que a gente podia fazer que a gente não costuma fazer? Ou vamos fazer uma viagem? Então são oportunidades que coisas interessantes vão surgindo e a gente vai se estreitando, vai curtindo, inclusive. Então, Joana convida a gente a ter essa periódica assembleia familiar que acaba se transformando numa psicoterapia. Quantas vezes eu vou ter chance de falar pro meu irmão uma coisa que ele me magoou, porque eu me sinto protegida ali. A gente já tá acostumado a fazer essas conversas difíceis e aí a emoção flui porque eu tive chance de falar. Se eu não falo, eu fico remoendo. Isso vai, como Joana diz, se transformar em questões psicossomáticas. Vai ser transferido pro meu corpo um conflito na forma de câncer, de distúrbio, disfunção, do que seja, de sintoma, né? H, a gente fala também da rotina, que ela tem sido esmagadora, né? A gente acaba se tornando prisioneiro dela, mas é porque ela manda na gente, porque se a
bio, disfunção, do que seja, de sintoma, né? H, a gente fala também da rotina, que ela tem sido esmagadora, né? A gente acaba se tornando prisioneiro dela, mas é porque ela manda na gente, porque se a gente organizar a rotina, se a gente eh bolar uma rotina, a gente pode inclusive colocar na rotina o que é mais importante. O problema é que a gente acaba sendo engolido, acelerado, né? Hoje eu tô com uma alergia aqui no nariz, gente. Então, a rotina ela pode ser boa se a gente souber tirar proveito dela, se a gente puder incluir na nossa rotina aquilo que faz bem. O problema é que a gente acaba fazendo o quê? Da rotina, só o tem que tem que isso, tem que aquilo, tem que aquele outro, tem que aquele outro. E as coisas que produzem vida acabam ficando para trás. Eu tenho que pagar conta, eu tenho que lavar louça, eu tenho que levar o filho, não sei na onde, eu tenho que entregar esse relatório, eu tenho que Tudo bem, tudo isso é importante, tudo isso ajuda a viver, constrói, mas eu preciso daquele óscio, que é o momento em que a gente para para deixar a criatividade surgir, o novo desabrochar, pra gente ter chance, inclusive, de resgatar o que tá para trás, lembrar do que tá deixando passar, planejar coisas diferentes pra gente não se estagnar, né? Então, a rotina precisa ser eh cuidada para ela não ser esmagadora. No livro Homem Integral, capítulo 1, Joana diz assim: "Rotina é como ferrugem na engrenagem da preciosa maquinaria que a corrói e arrebenta. Disfarçada como segurança, emperra o carro do progresso social e automatizamente, que cede o campo do raciocínio ao mecanismo cansador, deprimente. O homem repete a ação de ontem com igual em princip de hoje. Trabalha no mesmo labor, recompõe e passos idênticos, mantém as mesmas desinteressantes conversações, retorna ao lar, busca os repetidos espairecimentos, bar, clube, televisão, jornal, sexo, com frenético receio da solidão até alcançar a aposentadoria. Ai, que triste que a gente não deixe essa rotina que Joana nos alerta eh roubar a nossa vida,
mentos, bar, clube, televisão, jornal, sexo, com frenético receio da solidão até alcançar a aposentadoria. Ai, que triste que a gente não deixe essa rotina que Joana nos alerta eh roubar a nossa vida, porque ela rouba a vida. Essa rotina que ela descreve, que a gente vai fazendo, não sabe nem porque tá fazendo, faz a mesma coisa hoje, amanhã, e a hora que tiver cansado, faz as fugas, é bebida, é é TV, é é atividades passivas, é sexo, é droga, seja lá o que for. e a nossa vida. Porque viver é escolher, é fazer escolha, é usar o livre arbítrio, é ser criativo. Se eu não sou criativo, se eu não imagino, se eu não planejo, se eu não mudo minha vida, se eu fico só refazendo, refazendo, refazendo, eu tô muito mecânica, eu tô muito robótica, não tem livre arbítrio aí, não tem decisão, tem repetição, condicionamento. Isso não é viver, isso é se arrastar na vida, né? Bom, vamos continuar. Eh, nesses nesses encontros, nessas conversas, a gente precisa prestar atenção pra gente não acabar usando, né, a linguagem de uma forma manipuladora. Não é momento pra gente fazer ensinuação, ameaça, chantagem, acusação, julgamento. Precisa vigiar isso porque senão acaba que ninguém mais vai querer. Tem que ser um ambiente que eu tiro proveito. Se for um ambiente que eu vou eh sei lá, insinuar alguma coisa ou eh tá me faltando a memória, a palavra, mas sabe quando você quer encurralar alguém? Vou vou aproveitar esse dia. A pessoa não vai ter vontade de voltar na outra vez. né? Então, precisa tomar cuidado porque não é um lugar da gente levar eh ah, deixa para mim que eu vou levar no dia da reunião, vou falar tudo na cara dele. Não é isso. De novo, fala amorosa, escuta empática. Eu eu preciso fazer com que essa reunião seja construtiva, senão ela vai acabar por si mesma. Ninguém quer ir para uma sala de ser torturado. Eu preciso garantir que todo mundo saia dali agradecendo pelo momento que teve. Não quer dizer que só vai ser coisa bonitinha, mas quer dizer que inclusive os problemas sérios a gente
e ser torturado. Eu preciso garantir que todo mundo saia dali agradecendo pelo momento que teve. Não quer dizer que só vai ser coisa bonitinha, mas quer dizer que inclusive os problemas sérios a gente conseguiu resolver de uma forma produtiva, prospectiva, criativa. Então não é o momento. Se a gente for para essas reuniões para para lavar roupa suja, te tirar eh satisfação, acusar, chantagear, ameaçar, não vai durar. Não vai durar. Eu preciso ter técnica, né? Eu preciso ter vigilância para tocar nos pontos sensíveis que eu preciso, mas de forma amorosa que a pessoa entenda que eu não tô acusando, eu estou pedindo ajuda para que a gente construa uma solução para algo que está incomodando. Olha, você tem falado muito isso, meu irmão, e cada vez que você fala parece que eu eu sinto que você tá falando para mim. é alguma indireta, vamos falar diretamente. Então, é esse esse essa postura amorosa que faz com que o tema seja trabalhado sem que a gente saia machucado dessas reuniões. A gente pode sair pensativo, apreensivo, aflito, até triste, porque não era bem o que eu queria. Mas ainda assim eu saí com mais possibilidade de melhoria dessa reunião, ainda que ela não tenha sido fácil, né? Então, vamos ser mais transparentes, vamos ser mais objetivos e vamos ser mais gentis. É uma exposição com carinho, né, com respeito pelo outro e não de forma eh ameaçadora. Eu continuo no homem integral, mas agora eu vou pro capítulo 5 e e diz assim: "A tragédia do cotidiano se apresenta de mil face nas mil faces da violência que se mescla ao comportamento geral, muitas vezes disfarçando-se até em formas de submissão rebelde. E essa humildade humilhante, né, que descarregam suas frustrações adquiridas ao lado dos mais fortes no dorso dos desprotegidos e e fracos. Os conteúdos psicológicos mantenedores do equilíbrio fragmentam-se ao choque do cotidiano agitado e desestruturam o homem que se asvaja ou foge para a furna sombria da alienação, considerando-se incapaz de enfrentar a convivência difícil desse
quilíbrio fragmentam-se ao choque do cotidiano agitado e desestruturam o homem que se asvaja ou foge para a furna sombria da alienação, considerando-se incapaz de enfrentar a convivência difícil desse grupo, igualmente superficial, interesseiro, despreparado para a conjuntura vivente, né? Então, Joana tá dizendo assim: "Cuidado com a forma como vocês se reúnem. Se for uma forma que vai se disfarçar, né, de uma conversa, mas que vem com ar de violência, de abuso, de ameaça, de humilhação, vai fazer com que o outro lado queira fugir disso. Não é um ambiente que vai ser construtivo e terapêutico. A gente vai construir o quê? um tribunal, uma sala de tortura, uma inquisição. Então isso acaba fazendo com que a gente se aliene. Eu vou, eu não quero conversar, eu só saio machucada. As pessoas não me ajudam nunca. É só para acusar, é só para reclamar, é só para apontar. Eu não consigo ninguém nem me ajuda a pensar um jeito de melhorar. Então, não é esse o ambiente. O ambiente tem que ser oposto disso, tem que ser um ambiente construtivo. Bom, ã, eu peguei alguns temas que a gente pode trabalhar nessas reuniões, nessas assembleias, nessas conversas familiares, né? Um deles é o ressentimento. Ressentimento é uma das coisas que mais atrapalha a vida interna, porque vai se transformar em conflito já é, né? vai se transformar em em doença, vai afastar as pessoas, ninguém quer ficar perto de alguém que que machuca e eh vai dissolver a o vínculo, né? Se alguém fica te magoando, magoando, magoando, magoando, você tá com hora, com com data marcada, daqui a pouco você escapa dali. Eu não vou ficar perto, a pessoa só me machuca, né? Não quero. Então o ressentimento é uma das oportunidades, é um dos temas que a gente tem oportunidade de trabalhar nas conversas familiares antes que ele se torne ressentimento. O objetivo é esse. O ressentimento é algo que eu já senti algumas vezes. Eu ressenti. Então o objetivo é na primeira vez que eu senti, eu já me organizo para conversar, para que isso se não se torne
. O objetivo é esse. O ressentimento é algo que eu já senti algumas vezes. Eu ressenti. Então o objetivo é na primeira vez que eu senti, eu já me organizo para conversar, para que isso se não se torne ressentimento. Porque deu ressentimento vai virando uma mágoa, vai virando um ódio. às vezes tudo junto e misturado. Então o objetivo é que antes de se tornar um ressentimento, desde o primeiro momento em que eu senti, eu já tenho a chance de nessa nessa conversa eu tenho a chance de me expressar para que isso não fique sendo sentido outras vezes, para que a gente consiga sentir, comunicar, diluir, resolver e passar. Quando Jesus fala não resistais ao mal, a gente pode interpretar nesse lado emocional. Não resistais ao mal no sentido emocional significa, se tem uma emoção que não tá boa, não fica resistente nela. Trabalhe com ela, fale dela, busque ajuda, elabore, não fica só parado nela, porque aí você vai condensando uma energia ruim. Essa energia ruim, essa emoção ruim condensada, ela se materializa e materializa na carne de uma forma sintomática. Então, a respeito do ressentir, eu fui lá em Atitudes Renovadas. Vejam, gente, que eu trago de vez em quando alguns livros que não fazem parte da série psicológica, porque dependendo do tema a gente pode trazer Joana de outros livros, né? Joana tem muitos livros além dos da série psicológica. Então, Atitudes Renovadas, capítulo 21, ela diz: "Ressentir constitui uma forma de chamar a atenção dos outros em torno da sua morbidade, daquilo que machuca, daquilo que dói, que está doente. O egoísta sente necessidade de reviver, de reexperimentar as emoções perturbadoras das situações, mesmo as desagradáveis que les são impostas pelas circunstâncias, dessa maneira, vestindo-se de vítima, que deve ser homenageada pela sua infelicidade. A medida, porém, que o ressentimento acumula resíduos psicológicos de amargura, transforma-se em rancor. Então, o que que ela tá dizendo? Será que esse seu ressentir não tem relação com um certo eh prazer mórbido de ser
e o ressentimento acumula resíduos psicológicos de amargura, transforma-se em rancor. Então, o que que ela tá dizendo? Será que esse seu ressentir não tem relação com um certo eh prazer mórbido de ser vítima, né? Se eu o meu irmão foi agressivo comigo, foi rude nas palavras, né? Eu posso aproveitar a próxima reunião de família para trazer o assunto. Queria aproveitar esse momento que a gente está desarmado, que a gente já sabe que aqui, né, nós estamos preparados paraa conversa. E eu queria trazer, irmão, um assunto. Lembra aquele dia que a gente estava falando daquela coisa, a forma como você falou. Então, queria te ouvir, queria saber se eu fiz alguma coisa para te incomodar, para você falar comigo daquele jeito. Queria que você soubesse como eu me senti. Não é uma cobrança nem uma acusação, porque eu sei que eu também posso fazer isso. Então ali eu resolvo, eu de luz, sai dali, acabou. Agora, se eu fizer isso, eu soluciono. E aí eu não vou poder ficar contando para Deus e o mundo que o meu irmão falou. Então vou ter que abrir mão do papel da vítima, da coitadinha, né? Enquanto que se ele me machuca e eu não resolvo, ah, eu tenho eh munição pro resto da vida. Aí 30 anos depois, é, mas lembra aquele dia que ele falou: "Tá bom, só que isso que eu tô carregando tá comigo. Eu vou carregar por 10 anos, por 20 anos, por 30 anos uma situação que não me não me foi boa, é inteligente da nossa parte isso, não é?" Então esse ressentimento ele não é uma escolha inteligente, ele é uma escolha mórbida de quem quer se manter numa posição que eu não preciso crescer, eu não preciso me analisar, eu não preciso ampliar minha consciência, eu não preciso diluir o que não tá bom, eu posso ficar preso naquilo, contando para todo mundo quanto eu sou eh, coitadinha, mas isso me prejudica demais, né? Então eu tenho chance das conversas de trazer assuntos difíceis para que eles sejam diluídos, para eu não ficar resistente nesse mal que vai me adoecer. Outro tema importante que a gente pode tirar
é? Então eu tenho chance das conversas de trazer assuntos difíceis para que eles sejam diluídos, para eu não ficar resistente nesse mal que vai me adoecer. Outro tema importante que a gente pode tirar proveito nas relações eh familiares, além dos ressentimentos das mágoas que a gente cria e ali é uma um lugar maravilhoso pra gente poder diluindo isso, o ciúme. O ciúme também é muito comum nas famílias, principalmente entre irmãos, quando a família tem vários filhos, ou entre marido e mulher, ou entre pai que tem ciúme do filho porque tá muito com a mãe, ou mãe que tem muito ciúme da filha que tá muito com o pai ou vice-versa, enfim. Ciúme é um tema que aparece quando a gente junta algumas pessoas, uma reunião de amigos, aí um um tem ciúme do outro porque o amigo tal dá mais atenção pro outro, chamou para ir para pro cinema, esqueceu do terceiro, enfim. Ciúme é a condição da da alma humana que é ainda imperfeita. E a gente precisa prestar atenção. Mais uma vez, é uma oportunidade da gente trabalhar isso, da gente ter coragem de se expor nessas reuniões familiares. Gente, queria falar para vocês, eu vou admitir aqui uma sombra minha. Eu tenho ciúme quando a mãe para resolver que que vai fazer do almoço, ela ela pergunta no grupo da família o que que meu irmão gosta. Aí a mãe vai se defender. Ah, que seu irmão tem mil intolerâncias. Ou seu irmão, tudo bem, eu não tô falando que que que você não tô te condenando. Eu tô expondo o meu sentimento. Eu tô expondo, mãe, que eu fico com ciúme. Eu tenho direito de sentir ciúme. Eu não tô no seu lugar, talvez eu faria a mesma coisa ou faria até pior, mas eu estou pedindo permissão para que nesse ambiente eu diga uma coisa que vocês não sabem, porque tá aqui dentro. E a mãe pode falar assim: "Ah, filha, mas nossa, deixa para mim, porque agora eu vou também te atender." Eu não sabia que isso para você era relevante. Agora que eu sei, eu vou ligar também. Cris, eh, quer alguma coisa especial? Tá com vontade de comer alguma coisa que a mãe faz? Então, olha
te atender." Eu não sabia que isso para você era relevante. Agora que eu sei, eu vou ligar também. Cris, eh, quer alguma coisa especial? Tá com vontade de comer alguma coisa que a mãe faz? Então, olha como a gente resolveu várias questões, porque se eu não desenvolvo isso, eu vou ficar com raiva da minha mãe e do meu irmão, que é o o que escolhe porque tem mil intolerância, tá? acaba virando um campo de batalha, porque isso vai ficar dando, eu vou dando alfinetadinha aqui. Ai bebê, você é o bebezão que não come qualquer coisa, começa assim, isso daí não funciona. Ai mãe vai pedir pro seu queridinho, sabe? É tão triste isso dentro da família e tem tanto e a gente não precisa, a gente pode diluir isso na fonte, né? Então eu acho que ciúme também é um ponto importante pra gente abrir. E eu vou lá no livro O Ser consciente, capítulo 5, e Joana diz: "O ciúme atenaza quem o experimenta e aquele que se lhe torna alvo preferencial. O ciumento inseguro dos próprios valores, descarrega a fúria do estágio primitivista em manifestações ridículas, quão perturbadoras em que se consome. A teia incêndios em ocorrências imaginárias, com a mente exacerbada pela suspeita infeliz e envenena-se com os vapores da revolta em que se rebolca insanamente. Então eu prejudico a mim mesma, porque eu vou ficar prestando atenção nisso. Eu vou ficar olhando cada detalhe, eu vou ficar vigiando minha mãe para ver se ela tá ligando pro filhinho querido dela e aí eu vou ficar, nossa, vira um tormento, gente, pra gente antes de mais nada, porque pode ser que meu irmão não esteja nem aí, pode ser que minha mãe não esteja nem aí, mas eu tô lá atormentada. Então, o ciúme eh, não era Chico Xavier que falava que ciúme é uma um veneno que você toma e espera que o outro Não, isso era vingança, né? Minha mente não tá boa, mas o ciúme acaba sendo algo que consome quem sente. Porque se o outro não ligar para você, ele nem sabe que você tá com ciúme, ele vive a vida dele. Eu é que fico me corroendo, como disse
não tá boa, mas o ciúme acaba sendo algo que consome quem sente. Porque se o outro não ligar para você, ele nem sabe que você tá com ciúme, ele vive a vida dele. Eu é que fico me corroendo, como disse Joana, fico me corroendo por causa do ciúme que eu carrego. O outro pode se abalar ou não, eu vou me abalar. Então, de novo, não é inteligente da nossa parte a gente alimentar isso. Agora, indo pro finalmente, eu trouxe dois trechos pra gente terminar com a a luz, né? A Joana sempre faz isso. Ela começa, chacoalha, chacalha, gente, dá uns tapa, acorda pra vida, mas ela sempre termina carregando no colo, dando esperança, fortalecendo a fé e dizendo que a gente tá sempre amparado, né? Então, indo para esse para essa última parte, eu trouxe duas coisas importantes, né? A presença do amor, não tem como falar de uma conversa em família sem falar do amor. Aí eu lembro que a própria Joana fala que esse amor vai sendo desenvolvido e nas reuniões familiares ele vai sendo desenvolvido. Eu vou ampliando, porque imagina, eu tenho um grupo que frequentemente eu troco, eu me exponho, eu sou ajudada, eu tenho chance de falar, eu não sou julgada, as pessoas me acolhem. Não é óbvio que esse grupo vai fortalecendo o amor, vai ampliando o amor, vai alimentando o amor? É óbvio. E Joana fala dessas fases, né, que esse amor começa mais egoístico. Eu começo talvez nas primeiras reuniões familiares só me defendendo, trazendo do que são os meus eh as minhas questões. Conforme a gente vai amadurecendo, eu vou esvaziando aquelas coisas que estavam engasgadas e aí começa a sobrar espaço para eu olhar pro outro. Daqui a pouco a gente tá olhando pro todo. E Joana fala isso, né? Primeiro a gente olha para si, depois a gente olha pros nossos parceirinhos, para aquele nosso time, né, nosso grupo. E depois a gente acaba se espraiando por uma visão geral. É, o meu interesse é para todos, é por todos, que era como Jesus via, né? Quem é minha mãe, quem são meus irmãos, senão aquele que faz a vontade do meu pai. Então Jesus olhava
ndo por uma visão geral. É, o meu interesse é para todos, é por todos, que era como Jesus via, né? Quem é minha mãe, quem são meus irmãos, senão aquele que faz a vontade do meu pai. Então Jesus olhava pro todo, olhava por todos, né? Então é importante que a gente tenha consciência de que a gente vai estar plantando, alimentando e gerando amor nesses encontros. E eu trouxe o homem integral, capítulo 7, em que Joana fala assim: "O amor é uma conquista do espírito maduro, psicologicamente equilibrado, usina de forças para manter os equipamentos emocionais em funcionamento harmônico. É uma forma de negação de si mesmo em autuação plenificadora. Me plenifica isso. Não se escora em suspeitas, nem em exigências infantis. Elimina o ciúme, a ambição de posse, proporcionando inefável bem-estar ao ser amado, que descomprometido com o dever de retribuição, também ama. Quando por acaso não correspondido, não se magoa nem se irrita, compreendendo que o seu é o objetivo de se doar e não de exigir. Permite a libertação do outro que a si mesmo se faculta sem carga de ansiedade ou de compulsão. É quase um poema, né? Parece um pouco do trecho do Evangelho Segundo o Espiritismo que fala do homem de bem, que é lindo aquele texto, né? o máximo da maturidade psicológica espiritual, porque é esse amor em plenitude. Então, lembra disso, todo mundo quer amor. O amor é o é o ápice. O amor é Deus. Jesus é o mensageiro do amor. Eu tenho chance de fortalecer o amor com conversas familiares, né, começando em casa. E eu termino fazendo um convite para que além dessas reuniões que são mais funcionais, a gente se lembre também de outra reunião que precisa existir na nossa semana, na nossa família, que é o evangelho no lar. E nada impede que a gente junte tudo, que a gente dê o tempo pro evangelho acontecer, fazer a leitura do evangelho, fazer nossas orações, nossas vibrações e de repente aproveitar e fazer um um um anexo, né, um adendo. Pronto, gente, terminamos o evangelho. Vamos ficar mais meia hora, vamos ficar
itura do evangelho, fazer nossas orações, nossas vibrações e de repente aproveitar e fazer um um um anexo, né, um adendo. Pronto, gente, terminamos o evangelho. Vamos ficar mais meia hora, vamos ficar mais uma hora pra gente bater um pouco de papo, contar o que tá acontecendo e a gente pode juntar, fazer o evangelho de umas 2 horas em que a gente aproveita a oportunidade, o clima, inclusive para fazer as nossas conversas frequentes. Então, no livro Constelação Familiar, capítulo 21, Joana faz um texto lindo defendendo o evangelho no lar. E ele, ela diz que é uma terapia, né, como a gente já disse, uma reunião semanal quando se encontram todos os familiares para conversação edificante e salutar, discussão de problemas comuns e esclarecimento de dificuldades nos relacionamentos, seja saudável oportunidade para o bom desenvolvimento ético mororal, dirimindo incompressões e solucionando problemas. Em clima de harmonia, distante das emoções conflitivas, pais e filhos dialogam com maior naturalidade em conjunto com os demais membros da família, procurando os melhores caminhos para o entendimento e para a convivência feliz. Nesses momentos, os espíritos nobres acercam-se da família, contribuindo com sua inspiração, ajuda específica, intercâmbio de energias, dispondo de maior facilidade para melhor guiar aqueles que se dispõem a receber-lhes o concurso. Então, é só benefício que a gente eh recebe quando a gente se esforça para fazer as nossas reuniões familiares, nossas conversas, nosso evangelho. A gente é beneficiado de todos os jeitos. Então eu reforço esse convite para que a gente se permita experimentar o que é ter com frequência um encontro em família. E hoje, como dica do filme, eu deixo uma animação linda, gente, linda. Merece ser vista várias vezes, mas ela é tão bem estruturada, é tão bem feita, é muito psicológica. Eu acho que vocês já assistiram porque ela foi muito vista. É um uma animação que conta a história de uma família colombiana, traz bastante essa tradição latina que é nossa também.
muito psicológica. Eu acho que vocês já assistiram porque ela foi muito vista. É um uma animação que conta a história de uma família colombiana, traz bastante essa tradição latina que é nossa também. E o filme se chama Encanto. É uma animação da Disney a partir dessa cultura, mas mostra essa família grande. E aí a gente vai se identificando, a gente vai vendo, nossa, fulano é tal tal tal personagem, ciclano é outro personagem. E dois me destacam. Tem uma grandona, fortona, gente, que é uma das irmãs. Ela é muito forte. Ela carrega tudo nas costas, ela carrega peso que não é dela. E ela vai tentando descobrir isso, se ela não tá carregando o que não pertence, né? Tem também um personagem aí que vive nas paredes, ele é um fantasminha. É o Bruno que fica escondido tudo o filme inteiro é com base no Bruno. Já dei aqui um spoiler porque a gente só vai descobrir o Bruno lá pela metade talvez da animação, pouco antes. Mas fala sobre essas dinâmicas complexas, né, da família, fala sobre segredos. O ponto principal é isso, é o quanto que segredos, aquilo que não foi dito, aquilo que foi mal dito, detona uma família. Então, a conversa familiar é antídoto. Se a gente tem chance de conversar, a gente não deixa segredos, coisas que eu nunca tive coragem de dizer, porque tudo isso é lixo que vai enferrujando, detonando a estrutura familiar, né? Então, é é um uma importância da gente realmente conversar. Muito obrigada pela atenção de vocês. Espero vocês semana que vem, se Deus quiser.
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