A Essência da Comunicação – T9:E16 | O que é retórica?
Na nona temporada de Psicologia Espírita com Joanna de Ângelis, a apresentadora Cristiane Beira reflete sobre a essência da comunicação, destacando como a fala, a escuta, o silêncio e as atitudes moldam nossas relações e favorecem o autodescobrimento. Neste episódio, Cristiane Beira aprofunda o conceito de retórica à luz da Psicologia Espírita, examinando como a arte de argumentar pode ser usada de forma ética, consciente e responsável. Com referências clássicas — como os princípios de Aristóteles (ethos, pathos e logos) — e ensinamentos da Série Psicológica, o episódio analisa como o discurso bem estruturado pode iluminar, orientar e favorecer relações mais equilibradas, quando alinhado à verdade, à empatia e ao propósito moral. 📚 Referências bibliográficas: • Plenitude, cap. 6 • O Ser Consciente, cap. 7 • Conflitos Existenciais, cap. 19 • Psicologia da Gratidão, cap. 8 • O Homem Integral, cap. 3 • Desperte e Seja Feliz, cap. 3 • Jesus e Atualidade, cap. 3 🎬 Indicação de Filme: Obrigado por Fumar (2005) #PsicologiaEspirita #JoannaDeAngelis #Retorica #Comunicação #EthosPathosLogos #Autodescobrimento #Espiritismo #TVMansaoDoCaminho #EspiritismoPLAY *Conheça o EspiritismoPLAY — a sua plataforma espírita digital.* Acesse conteúdos exclusivos: palestras históricas com Divaldo Franco, eventos, filmes, músicas, audiolivros, revista digital e muito mais. 👉 http://www.espiritismoplay.com
Olá, sejam bem-vindos a mais um Psicologia Espírita com Joana de falar de um tema que não é muito comum, ã, apesar de ser muito usado, não é muito compreendido, eh, não é algo que nos é muito claro, ainda que a gente faça parte dele o dia todo. Nós vamos falar hoje sobre retórica. A gente tem usado essa palavra de um jeito, não é distorcido, mas é eh eh a gente tem usado essa palavra como se a gente tivesse eh corrompendo-a. É um lado dela que, apesar de existir, não é o o para que ela foi feita, né? A retórica, ela é um conceito filosófico. Aristóteles e explorou, ensinou, falou muito sobre a retórica. A filosofia utilizava dos eh dos dos argumentos do processo da retórica. A retórica é uma habilidade, se a gente pode chamar assim, ou uma ferramenta, talvez seja melhor dizer, é uma ferramenta nobre, inteligente. É, é, é um é um lado da comunicação complexo, no sentido de sutil, de aperfeiçoado. A parte da retórica exige habilidades mentais de comunicação, de linguagem, de cultura. Então é uma ferramenta nobre. Mas quando a gente diz hoje no dia de ah, vá, isso é retórica. Ou a gente ou a gente diz, não, eu tô só ã é como se a gente tivesse assim, tô só divagando. A gente a gente esvaziou o conceito da retórica. A gente hoje fala de retórica como se a pessoa tivesse falando nada com nada. como se ela tivesse lá numa verborragia, né? Fala, fala, fala, fala e não chega a lugar nenhum. Ou a gente fala, mas não faz, como se fosse um discurso vazio, distante da prática. Essa é a forma como a gente tem usado retórica hoje. Quase não se fala, a gente não tem cultura suficiente. Infelizmente a gente precisa admitir que nós, de certa forma, estamos emborrecendo. Cada geração que chega é uma geração menos culta, no sentido de não precisamos de tantos estímulos e eh de não precisamos estimular tanto o nosso cérebro porque cada vez mais as coisas chegam prontas. Eh, a gente tem hoje tudo na palma da mão, na numa tela. Eu não preciso ficar gastando neurônio, armazenando informações. Eu peço pro chat GPT, ele
rebro porque cada vez mais as coisas chegam prontas. Eh, a gente tem hoje tudo na palma da mão, na numa tela. Eu não preciso ficar gastando neurônio, armazenando informações. Eu peço pro chat GPT, ele resolve. Eu faço, eu peço paraa calculadora calcular, ela calcula. Eu peço pro computador computar, ele computa. E a gente tem, então é algo que meio que não tinha como a gente segurar isso, mas a gente vai precisar rever. E é uma proposta eh em cima disso é é a que a gente traz hoje, já que nós estamos falando sobre comunicação uma temporada inteira, investindo num estudo sobre como podemos melhorar a comunicação, uma vez que a comunicação é o pilar central do relacionamento. Se nós quisermos investir no relacionamento, não vai dar para fugir de investir na comunicação. A comunicação é como nós nos relacionamos, é por meio dela que nós nos relacionamos. Se nós quisermos ter bons relacionamentos, não vai ter como a gente fugir de desenvolver boa comunicação. E aprofundando na comunicação já nesses encontros finais da temporada, a gente traz o assunto da retórica, porque eu volto a dizer, é um tema difícil. complexo, nobre, inteligente, profundo e que tem sido usado de uma maneira superficial, rasa e distorcida, como se a gente desfizesse a uma maneira preconceituosa. Vá, isso é retórica. Isso quando a gente usa, porque a gente nem sabe usar nem nesse sentido. Mas quando é isso, quando a gente diz isso é uma, isso é retórica, nós estamos dizendo isso é bobagem e não é. Então, a proposta hoje é que a gente relembre para quem já estudou e que a gente aprenda quem ainda não estudou o que é retórica. Lógico que não vai ser vai ser só uma passada aqui no início pra gente fazer a introdução, porque nosso objetivo é entrar em Joana. Mas trazendo essa esse conceito, a gente vai dizer que a retórica ela ela, apesar dela tem ser tem sido usada como um sinônimo de um discurso vazio, pelo contrário, é um discurso cheio, mas não é cheio no sentido de encher linguiça, como a gente
dizer que a retórica ela ela, apesar dela tem ser tem sido usada como um sinônimo de um discurso vazio, pelo contrário, é um discurso cheio, mas não é cheio no sentido de encher linguiça, como a gente costuma dizer. é cheio porque tem conteúdo, porque tem estrutura, porque tem reflexão, porque tem argumentação, porque é claro, porque atinge um objetivo. Então, a retórica é uma comunicação elaborada, planejada, ela vai fazer parte dos debates. Eu preciso me preparar para apresentar aqui a minha retórica. E a retórica, ela vai envolver tudo ou quase tudo que a gente já falou nos episódios anteriores. Pra gente fazer a nossa retórica, nós vamos usar de argumentos, nós vamos usar de negociação, nós vamos usar de eh flexibilização, nós vamos ter que saber como pedir, como falar, escuta empática, fala amorosa. É como se a gente pegasse as os temas que a gente vem trabalhando e a gente costurasse, organizasse eles numa mandala linda para formar um quadro. Aí a retórica ela requer todos esses instrumentos. Ela é como se fosse a estrutura de do diálogo. Ela deveria ser Ela deveria ser a estrutura do diálogo. A gente não sabe mais conversar, a gente não sabe mais dialogar. A gente apela, a gente distorce, a gente foge, a gente acusa, a gente ofende, a gente reprime, a gente projeta. Tudo que não deve a gente faz. Agora, o verdadeiro diálogo que é que é esse que a gente vem construindo nessa temporada, eu vou falar pensando antes de falar, eu vou falar com amor, eu vou ouvir o que o outro está dizendo, eu vou fazer um exercício para flexibilizar as minhas opiniões. Tudo isso é um recurso tão sofisticado, tão nobre, tão inteligente, é que requer realmente um investimento nosso. E quem é que faz esse investimento? A gente sai vivendo. A gente usa a fala da maneira mais rápida, imediata. A gente não pensa para falar, a gente responde reagindo, a gente não elabora, a gente fala e o outro que se vire para entender. A gente dá opinião como se fosse fato. É uma mistureba que a gente faz e a gente
não pensa para falar, a gente responde reagindo, a gente não elabora, a gente fala e o outro que se vire para entender. A gente dá opinião como se fosse fato. É uma mistureba que a gente faz e a gente desvirtua totalmente esse recurso da comunicação no diálogo. Então, Aristóteles, quando ele vai estudar a a retórica, e eu espero deixar vocês provocados para que vocês saiam daqui e vão em busca de mais informações a respeito disso, e a internet para isso, ela pode ser muito boa, porque tem vídeos, tem animações, tem livros em PDF que a gente possa aprofundar o o estudo sobre a retórica. É lógico que hoje é muito pouco tempo, mas a gente pode depois continuar essa busca. Mas Aristóteles trabalha com três pilares. Aí é muito lindo, gente, vocês vão gostar, tenho certeza. Ele traz ã três pilares, ou seja, a retórica é como se ela tivesse esse tripé, né? Para fazer esse plano se sustentar, eu preciso sempre de três apoios, pelo menos, né? Esses três apoios já me garantem um plano e estável. Esse plano precisa então da retórica desses três pilares. E ali Aristóteles chama, né, ele descreve esses três pilares como etos, patos e logos. E a gente vai entender o que que é cada uma dessas palavras gregas, né? Etos, patos e logos. Bom, etos é o a ética pessoal. Etos é a pessoa que fala. Então ele pede caráter e credibilidade. Então quando eu vou fazer um discurso, as pessoas vão ouvir e vão assimilar melhor como verdade o que eu falo se eu tiver etos, quer dizer, se eu tiver caráter e credibilidade, se eu for um ladrão, que todo mundo sabe que eu sou um ladrão, eu vou falar sobre honestidade, quem é que vai me dar credibilidade? Eu não tenho caráter para falar sobre honestidade. Eu não tenho credibilidade para falar sobre honestidade. Então, Aristóteles vai dizer: "O que precisa para que o meu discurso seja real, aceito e que ele surta efeito. Primeiro, o tema que eu vou trazer, eu preciso ter credibilidade no tema ou pelo menos honestidade. Gente, vou falar sobre eh honestidade,
que o meu discurso seja real, aceito e que ele surta efeito. Primeiro, o tema que eu vou trazer, eu preciso ter credibilidade no tema ou pelo menos honestidade. Gente, vou falar sobre eh honestidade, mas eu sei que vocês sabem que eu não tenho credibilidade para falar. No entanto, eu gostaria de trazer a minha participação. Percebe que eu acabei de transformar o meu, a minha falta de credibilidade numa possibilidade de credibilidade, porque eu trouxe transparência, eu trouxe ética, eu trouxe esse etos. Eu tô dizendo para vocês, eu não sou a melhor pessoa, eu não sou a pessoa mais indicada. Levando isso em consideração, eu gostaria de apresentar tal coisa. Então, eu passo a ser ético, ainda que eu não tenha credibilidade pelos meus comportamentos anteriores, mas fica claro, fica ético. A pessoa vai ouvir, levando em consideração que eu não sou a pessoa mais indicada. O problema é quando eu sendo ladrão quero falar sobre honestidade, como se eu fosse o exemplo disso. Não convence. O problema é que convence se a gente tiver uma boa lábia. Por isso é que a gente precisa se aprimorar nesse tema de hoje, paraa gente desconstruir esses discursos mentirosos, só que vem cheio de mel e a gente acaba, na nossa inocência, a gente acaba comprando. Então a pessoa, se eu souber analisar isso, eu não tô fazendo julgamento, mas é como se eu falasse assim: "Fulano, você tá falando aqui sobre medicina, só que você não é médico, então calma lá, não venha falando que você sabe de tudo. Eu consigo criticar quem fala a partir do etos que ele apresenta. Você tem, você tem ética para falar do que você tá falando, você tem caráter, você tem credibilidade? Então isso é etos. Então, quando eu vou falar dentro de um relacionamento, se eu vou falar, por exemplo, sobre perdão, eu perdoo, eu me esforço por perdoar, eu tento, então eu posso pedir perdão para alguém. Por isso que no Pai Nosso tá lá, perdoa à medida que é perdoado. Que que tá lá no Pai Nosso dizendo? Que que não funciona se for só unilateral? Porque
u tento, então eu posso pedir perdão para alguém. Por isso que no Pai Nosso tá lá, perdoa à medida que é perdoado. Que que tá lá no Pai Nosso dizendo? Que que não funciona se for só unilateral? Porque não é real. Se eu acredito no perdão, ele serve para todas as situações, tanto para eu pedir quanto para eu oferecer. Se eu peço perdão, mas eu não sei perdoar, isso não é verdadeiro, isso não é real, isso é manipulação. Eu tô querendo tirar vantagem de um recurso, porque quando eu acreditar no recurso, ele serve para mim, para outro, para todo mundo. Então o etos é isso, é a pessoa que fala se ela tem credibilidade daquilo que ela traz. Então, no relacionamento, se eu vou falar de perdão, eu tenho que ser uma pessoa que representa a possibilidade do perdão. Não quer dizer que eu consiga perdoar, mas eu mostro que eu estou em busca disso. Se eu vou falar sobre honestidade, eu tenho que ser honesto ou lutar para ser honesto, né? Então o etos é aquilo que eu trago, eu faço, eu faço, tem a ver com a pessoa. Quando a gente fala de patos, né, o pato é o passivo, é o é a paixão, é o caminho, é o passamento. Então é como se fosse o modo, né? Como se fosse o o a forma. Então patos tem a ver. Lembra que eu falei patos, paixão, paixão de Cristo, emoção. O patos é a emoção, é o como eu falo. Então eu vou falar sobre amor. E aí eu começo a falar sem vínculo afetivo, como se eu fosse um uma metralhadora de palavras, como se eu fosse um computador. Eu não tenho emoção, não trago a emoção, eu não contagio as pessoas. Agora vai ouvir, por exemplo, uma pessoa trazer um depoimento sobre o enfrentamento do câncer tendo vivido, você vai chorar, você vai se contaminar, ela vai, ela vai entrar em você porque ela vai trazer uma emoção que contagia. Então essa pessoa que já enfrentou o câncer, ela tem propriedade para falar. Por que que ela tem propriedade para falar? Primeiro porque ela viveu, ela tem um etos que dá credibilidade. Eu sei do que tá falando porque eu pessoalmente trago essa experiência.
riedade para falar. Por que que ela tem propriedade para falar? Primeiro porque ela viveu, ela tem um etos que dá credibilidade. Eu sei do que tá falando porque eu pessoalmente trago essa experiência. Eu vou falar com emoção porque conforme eu for conseguindo, conforme eu for falando, aquilo vai me contagiando. Eu vou lembrando do que eu passei e eu vou me emocionando, eu vou contagiando as pessoas. Por isso que quem passou por aquilo é quem mais consegue passar a mensagem a respeito do tema. O Jung, Carol Gustavo Jung, psiquiatra, fundador da psicologia analítica, uma das bases utilizadas por Joana. Ele diz: "Você só leva alguém onde você foi, até onde você foi?" Por isso, porque senão fica essa retórica vazia que a gente fala. Ah, Cris, você tá falando pra gente perdoar e você mesmo não se esforça. Você tá falando para enfrentar o câncer, você não sabe o que que é isso. Você tá falando para eh honestidade e você mesma não. A retórica é aquela pessoa que viveu aquilo que ela fala. Ela está imersa naquilo que ela propaga. Então, etos tem a ver comigo. Eu tenho propriedade para falar patos. Eu falo com emoção. Eu mostro paraas pessoas que eu estou envolvida. Eu não tô, eu não sou uma, um robô que fala mecanicamente, metalicamente, como um sino que tin lá do evangelho, mas que só faz barulho e que não passa mensagem. Então, eu tenho patos, eu tenho paixão no que eu falo, eu falo com emoção. E o terceiro pilar é o logos. O logos é a razão, é o racional, é o lógico, é o organizado. Por eu posso ter um etos, vamos pegar o exemplo do da pessoa que enfrentou o câncer. Eu tenho etos para falar porque eu vivi isso. Eu sou uma representante daquele tema que eu vou falar. Eu tenho patos, eu falo com paixão, mas eu não tenho logos. Eu falo, falo, falo, fico virando em volta, começo uma coisa, não termino, não tem começo, meio e fim, não chego a lugar nenhum, começo um pensamento, paro, vou para outro, a pessoa vai falar: "Cris, dá para ver que você tá envolvida. Dá para ver que você
coisa, não termino, não tem começo, meio e fim, não chego a lugar nenhum, começo um pensamento, paro, vou para outro, a pessoa vai falar: "Cris, dá para ver que você tá envolvida. Dá para ver que você passou por isso, dá para ver que você tem conteúdo, mas sinceramente não entendi nada do que você falou, não entendi. Não sei se você tava defendendo, você tava acusando, não sei onde você queria chegar. Então o logos, ele vai trazer pra gente clareza, transparência, organização. Por isso que eu preciso me preparar. Quando eu vou ter uma conversa séria, quando eu vou ter uma conversa difícil com alguém, eu preciso me preparar para essa conversa. Senão eu eu chego, eu posso ter um monte de coisa interessante para falar. Mas eu falo, falo, falo, falo, a pessoa fica tonta, não sabe onde fui. Daí ela, eu falo no meio, no meio do do assunto, eu eu aperto ela, ela se irrita e vira uma confusão e a gente não chega a lugar nenhum. Então, por isso que os filósofos estudavam a arte do pensar, eles eram, o que que é filosofia, né? Que que quer dizer essa palavra? é amante da verdade. É o amor à verdade. Ele buscava a verdade. Que que é essa verdade? É o mais claro, é o mais real, é aquilo que não tem maquiagem, é aquilo que não tá distorcido. Fala que é, mas não é. é aquilo que é ético. Então, a retórica é uma das ferramentas que a filosofia apresenta pra gente para nos ajudar a aprimorar as nossas comunicações, se apoiando no etos, no patos e no logos. Etos sou eu, é a minha ética, é a minha coerência, eu falo do que eu vivi. Patos é esse, essa emoção equilibrada. Eu não faço apelo e nem faço chantagem. Eu falo daquilo que eu sinto. E o logos é esse raciocínio consciente, coerente, lógico. Não é imposição, manipulação, nem distorção. Olha, já dá pra gente imaginar as nossas conversas se a gente se preparasse desse jeito. Quanto que a gente aprimoraria as nossas comunicações se a gente aplicasse isso? Bom, se vocês perceberam o quanto é poderoso o recurso da retórica, quando eu falo do que eu vivi, quando eu falo
eito. Quanto que a gente aprimoraria as nossas comunicações se a gente aplicasse isso? Bom, se vocês perceberam o quanto é poderoso o recurso da retórica, quando eu falo do que eu vivi, quando eu falo do que eu vivi apaixonadamente, no sentido bom da palavra, equilibrado, mas eu passo emoção e eu apresento o que eu quero falar de uma maneira coerente, lógica e racional, não tem para ninguém, gente. Se vocês forem estudar os maiores discursos da humanidade, vocês vão pegar esse discurso e vocês vão aplicar a a retórica e vocês vão perceber que ele que ele é retórico do começo, da primeira linha até a última. Os maiores discursos que são aqueles, pega o o clássico Marting. Eu tenho um sonho. I have a dream. Quando a gente vai analisar esse discurso dele, você vê ali esse homem tinha um etos adequadíssimo para falar desse assunto. Ele deu a vida dele. Ele tinha um etos, ele como pessoa tinha coerência para falar do que ele ia falar. Ele falou com emoção, arrepia até hoje. I have a dream. Eu tenho um sonho. A gente mergulha com ele na emoção e ele faz um discurso que ninguém desmonta. tem lógica, tem coerência, arrepia. Pode ir buscar os maiores discursos e vocês vão ver que eles aplicaram a arte da retórica. A gente tem nas mãos isso e a gente não usa, não quer saber, não se interessa. Somos muito preguiçosos mentalmente falando, temos tantos recursos e não investimos em melhorar nossa vida utilizando essas ferramentas. Mas se a gente pode usar essa ferramenta e criar discursos que nos contagiam e nos arrepiam até hoje, imagina uma mente ardilosa que aprenda a arte da retórica e use para um sentido ruim, para manipular. Ah, eu quero convencer o povo. Eu vou criar um um faz de conta utilizando os recursos da retórica, vou aproveitar da inocência das pessoas e vou trazer um discurso de arrepiar mentiroso, mas aplicado com a ferramenta adequada. Ele acaba convencendo. Qual era a briga de Sócrates e de Platão com os sofistas? Que que os sofistas fazia? Faziam que irritavam Sócrates e Platão. Eles usavam
mas aplicado com a ferramenta adequada. Ele acaba convencendo. Qual era a briga de Sócrates e de Platão com os sofistas? Que que os sofistas fazia? Faziam que irritavam Sócrates e Platão. Eles usavam os recursos da retórica, as habilidades mentais paraa arte da persuasão. O sofista falava assim: "Não importa a verdade, importa convencer. Você tem que convencer o outro. Você convencer o outro, você conseguiu o que você queria. Enquanto que Platão, Sócrates, Aristóteles, não. Eles queriam encontrar a verdade. Eles buscavam para sempre a verdade. O que é certo, o que é real. Eles não queriam convencer ninguém. Eu pergunto hoje, desses que fazem discursos e que querem eh atingir a população, quantos são amantes da verdade? E quantos usam essas ferramentas para manipular, para convencer, para aliciar, para criar seguidores. As pessoas falam o que o outro gostaria de ouvir para ser eh capitaneado. Então, a gente tem usado muito a arte da retórica de forma negativa, manipulativa. A gente vê, por exemplo, o príncipe de Maquiavel é isso. Vamos usar a arte da retórica para manipular o povo. O povo é ignorante, não sabe escolher por si. Nós vamos escolher por eles. A gente fala o que eles querem ouvir, eles apostam na gente, dão pra gente o voto e a gente faz o que a gente acha bom. E para eles a gente conta uma historinha para eles acreditarem. Eles saem ele com bandeira nas mãos, manipulação pura. Então é muito perigoso quando a pessoa sabe usar a ferramenta e usa de uma forma antiética. Antes da gente entrar em Joana e eu já tô me demorando mais do que eu deveria, eu gostaria de deixar exemplos das falácias. Que que são as falácias? Isso que eu acabei de dizer. Quando eu domino a ferramenta, mas uso ela pro mal. Pode até ser inconsciente. Muitas vezes é. Eu não sei o que eu tô fazendo, mas eu tô fazendo. Eu uso a ferramenta para eh de forma egoística, de forma interesseira, manipuladora. Aí a gente cai nas falácias, que eram as ferramentas dos sofistas combatidos por Sócrates, Platão e depois Aristóteles.
so a ferramenta para eh de forma egoística, de forma interesseira, manipuladora. Aí a gente cai nas falácias, que eram as ferramentas dos sofistas combatidos por Sócrates, Platão e depois Aristóteles. Então a falácia é: "Eu vou usar o poder da argumentação para te convencer. Você nem vai perceber. Quando você vê, você já tá na minha mão. Eu não tô em busca da verdade. Eu não sou filósofo, amante da verdade. Eu estou em busca da persuasão porque eu tenho interesse. Preciso te vender esse produto. Eu preciso que você vote em mim. Eu preciso que você faça aquilo que eu quero que você faça para chegar onde eu acho que você deve chegar. Eu manipulo. Quais são exemplos de falácias? Gente, tem 30, 40, 50 tipos de falá. Eu trouxe algumas, as mais comuns. Então, a falácia do que a gente, quem vai estudar direito aprende muito sobre isso. A falácia do adom, que que é? É a falácia que ataca a pessoa e não o fato. Então, por exemplo, eu quebrei um vaso, aí alguém vai entrar para uma discussão porque eu quebrei um vaso. Vamos falar do vaso que foi quebrado, não começa a me atacar. E aí eu falo: "Então, mas você tá falando de mim? Vamos falar do problema". Ó, quer ver um exemplo que a gente usa isso sem saber? E muito ruim quando a gente fala paraa criança assim, a criança ã não tomou banho. O fato é, a criança não tomou banho. Eu devo abordar isso. Filho, você não cumpriu uma regra. É disso que se trata. Filho, você não cumpriu uma regra. Eu tenho que falar da regra que não foi cumprida. Aí eu falo assim: "Filho, você é um preguiçoso". Percebe? Eu não tô falando do fato que não foi feito, eu tô falando da pessoa. Eu ataco a pessoa. Esse é o a falácia de OM. Eu ataco a pessoa. Você é um preguiçoso. Você não vai dar nada na vida. Não, eu tô distorcendo. E se eu tô preocupada com o banho que não foi tomado, eu tenho que falar do banho. Eu não tenho que falar dele. Então a gente distorce. A gente ao invés de falar de uma coisa, fala da pessoa. Aí é uma generalização que é outro tipo de falar. Então, a de omn
tenho que falar do banho. Eu não tenho que falar dele. Então a gente distorce. A gente ao invés de falar de uma coisa, fala da pessoa. Aí é uma generalização que é outro tipo de falar. Então, a de omn ataco a pessoa. Ah, e você fala isso porque você é preguiçoso. A generalização, né, apressada, que é, eu olho algumas coisinhas e tiro uma conclusão rápida. Então, a pessoa tá passando na rua e deu uma olhada para mim, assim, pegou o capô e colocou na cabeça, vai vir me assaltar. Pronto, eu analisei dois dois pontos e eu crio toda uma tese em cima daquilo. A gente faz isso direto, né? A gente diz assim, por exemplo, ai, toda a empresa é igual. Olha que crueldade isso. Tem empresa que tá lá se esfolando para ser para ser ética, com pressões gigantes em cima. E aí vem alguém e fala assim: "Ah, empresário, empresário, tudo no mesmo saco". Ou a gente fala assim: "Nenhum homem presta". Nossa, outro dia eu vi uma entrevista que me chocou. A pessoa, ela afirmava: "Nenhum homem presta". Aí eu já defendendo o meu marido, mas como assim? Não, meu marido é um homem maravilhoso, ético, um pai amoroso, um ser humano. Como que nenhum homem presta? Generalização. Então, falácia da generalização. Eu tive uma algumas experiências ruins com homens. Aí eu generalizo, nenhum homem presta, né? Outro apelo à emoção ou à piedade, a vitimização. Ah, você vai discordar de mim depois de tudo que eu fiz para você. Você vai me criticar sabendo que eu sou uma velhinha de 80 anos, sabendo que eu estou doente numa cama, sabendo que eu sou uma criança. Então a gente apela pra vitimização. Deixa o fato de lado. O fato que eu fiz foi horroroso, mas não interessa. Eu tô, eu tô doente. Eu tô doente. Você vai falar que uma doente, então eu apelo pra vitimização. Essa é a falácia do apelo à piedade. Outra falácia, o apelo à autoridade. Ah, se o fulano disse, então é verdade. A gente é uma falácia. Não. Ah, mas ele é médico. OK. Tem médico com uma opinião e médico com outra opinião oposta. Não é porque médico falou: "Eu assino embaixo
h, se o fulano disse, então é verdade. A gente é uma falácia. Não. Ah, mas ele é médico. OK. Tem médico com uma opinião e médico com outra opinião oposta. Não é porque médico falou: "Eu assino embaixo de qualquer coisa, que ele tem mais autoridade para falar do que eu que não sou médica". Tem. Mas que ele tem autoridade para chancelar a verdade pura e nobre e maior. Não, ele tem mais autoridade, mas ele não tem a única autoridade que o que ele falou tá falado e ninguém questiona. Então, quando a gente fala, sabe, em casa também, ah, o papai falou, ah, tudo bem que o papai falou, mas a gente não pode conversar com o papai para entender se o papai não tem flexibilidade de mudar alguma coisa? Então, essa coisa, ah, não, mas o chefe mandou. Tudo bem, mas talvez o Jeff não tenha entendido esse outro lado, não posso conversar com ele para expor minha opinião. Então, a falácia da pelo autoridade, a falácia do falso dilema, né, que é a polarização. Você é é você tá aqui ou tá contra mim, você tá comigo ou contra mim, contra mim. Então é isso, não tem só duas opções. Eu posso estar num outro lugar que nem é a favor, nem contra. Pode ser que em parte eu concorde, outra parte eu discorde. Então é a falácia do falso dilema. Não é um dilema que você tem que fazer ou uma coisa ou outra. Eu posso criar uma terceira alternativa criativa, como dizia Jon. E a última que é o o apelo à maioria, que é a tal da normose, todo mundo faz. Então isso deve ser bom, isso deve estar certo. Essa essa é a normose. É uma das que tem mais sido usada. Então, dá pra gente ver aqui quanto a gente usa no nosso discurso de falsa retórica. Eu venho com argumento como se fosse real e é falácia, é mentira, é enganação, é engoto, né? Então, as falácias mostram como a palavra pode ser usada para vencer em vez de compreender. Agora nós vamos pra Joana. Vocês viram que vão ter que ter paciência comigo porque eu vou demorar um pouco mais hoje. É que é um assunto muito rico, muito denso e vale a pena porque não é muito falado. E aí nós
vamos pra Joana. Vocês viram que vão ter que ter paciência comigo porque eu vou demorar um pouco mais hoje. É que é um assunto muito rico, muito denso e vale a pena porque não é muito falado. E aí nós vamos pra Joana. Eu começo trazendo um exemplo de uma retórica linda, bem aplicada. o próprio, a própria doutrina espírita, ela é um argumento que foi trazido para responder às questões existenciais, preenchendo os padrões eh eh da retórica. Quem é o etos representante da doutrina espírita que trouxe em pra gente como codificador Allan Kardec, Politar Rivaio? Ele tem etos para falar, ele tem autoridade para falar. era educador, era idôneo, era honesto, era filósofo, cientista. Então, ele tem um etos, ele tem um patos, ele ele mergulhou, ele se envolveu visceralmente e emocionalmente, ele estava ali dedicado 100%. E ele trouxe de uma forma lógica que a gente fala que a doutrina espírita foi escrita de acordo com os modelos empíricos de lógica, de concatenação, de sequência, eh eh de ética. Então, a própria doutrina espírita não vem para ameaçar, chantagear, manipular. É mistério, não pergunte não. Ela vem de uma forma clara e apresenta a sua mensagem. Então, no livro Plenitude, capítulo 6, Joana diz: "A Kardec recebeu dos benfeitores da humanidade as diretrizes éticas perfeitas, oriundas da lei natural, porque procedente de Deus a irradiar-se em várias outras que fomentam o progresso, preservam a vida e dignificam a todos, promovendo o homem através do trabalho, igual ao seu irmão na origem e diferente nas conquistas intelecto morais, sem privilégios, porém ao alcance de todos. Essa ética faculta discernir o correto do equivocado, impulsionando a criatura à aquisição de uma consciência elevada, resultado da eleição dos valores positivos que tornam a vida digna de ser fruída. A sua moral é centrada na generosidade, sem a falácia da anuência do ao erro. ou qualquer atentado aos códigos de ordem, dever e justiça. Toda sua estrutura de responsabilidade visa a promoção dos seres e do seu
é centrada na generosidade, sem a falácia da anuência do ao erro. ou qualquer atentado aos códigos de ordem, dever e justiça. Toda sua estrutura de responsabilidade visa a promoção dos seres e do seu habitate ao considerar a interdependência que existe entre eles. Então, Joana está analisando como a nossa doutrina espírita nos chega. Ela nos chega sem segundas intenções, sem nada de equívoco. É uma moral centrada na generosidade. Não tem falácia que nos nos induz ao erro. Ela é clara, ela é lógica, ela ética, ela é amorosa. Essa é um exemplo de de comunicação, de retórica bem aplicada. Quando quando Kardec nos apresenta o espiritismo, quando ele chega e fala, né, de uma forma simbólica, humanidade, eu trago para vocês uma mensagem, ele aplica tudo. Eu tenho autoridade para falar. Eu, Allan Kardec, sou uma pessoa que tem autoridade para falar, estou envolvido emocionalmente, falo com paixão, respeito essa essa doutrina que está se formando, que tá sendo codificada, trago ela de forma amorosa e num logos coerente, lógico, racional e inteligente. Por isso que ela é tão contagiante, porque ela é bem estruturada. Agora, hã, o puxa vida, eu vou trazer uma citação e eu não anotei de onde, mas eu vou buscar e até essa esse vídeo chegar para vocês, a gente já vai ter aí no rodapezinho a citação. De vez em quando eu eu dou uma bobeada, mas aqui Joana vai falar quanto a gente precisa tá alinhado. Aquilo que eu falo, lembra que Jesus falou, a boca fala do que tá cheio o coração. Então, a gente precisa est alinhado, senão é uma retórica daquela distorcida. Eu falo para convencer o outro, mas não é nada do que eu acredito. É falácia, é mentira, é enganação. Eu só não vou enganar quando aquilo que eu falo é aquilo que eu sinto, que é aquilo que eu penso, que é aquilo que eu faço. Precisa ter esse alinhamento. Então, Joana diz assim: "O self em razão do processo reencarnatório, fica imerso na névoa carnal, adormecido pelos tóxicos e vapores da indumentária física, sob a pressão das experiências
alinhamento. Então, Joana diz assim: "O self em razão do processo reencarnatório, fica imerso na névoa carnal, adormecido pelos tóxicos e vapores da indumentária física, sob a pressão das experiências humanas, dos relacionamentos sociais, nos quais a astúcia e não a sabedoria, a simulação e não a honestidade, a falácia e não o silêncio promove o indivíduo grangei um lugar de destaque na comunidade. Essa conduta irregular, tal critério, são impeditivos para a liberação do si. Ou seja, quer ir por esse caminho de enganar os outros, falar, se tirar proveito, fala uma coisa e age de outra forma, OK? Você não está liberando o si mesmo, ou seja, você não está se alinhando com seu espírito, você não está usando bem a reencarnação, você está perdendo tempo. Sabe o que vai acontecer? você vai se endividar e vai voltar aqui para resgatar o tempo mal utilizado. Então, não é inteligente da nossa parte a gente usar da astúcia, da falácia, desse lado maquiavélico de convencimento para tirar proveito. Eu fico imaginando esse tanto de gente que tem manipulando população. Se eles pudessem olhar por um buraquinho da fechadura e enxergar o futuro a partir do quanto eles estão manipulando nações, eles recuariam e enlouqueceriam. Bendita doutrina espírita que nos mostra a possibilidade do vir a ser pra gente recuar e não ter coragem de fazer certas coisas que no fundo a gente faria também. A gente só não faz porque a gente consegue alcançar a possibilidade do que vai acontecer depois. Mas as pessoas acham que elas podem fazer tudo aqui, tirar proveito de tudo e que nada vai acontecer. Elas estão acima de Deus, do bem e do mal, né? Lamento por elas. Então essa citação depois eu trago para vocês de onde eh eu tirei. A gente segue agora e eu vou para conflitos existenciais capítulo 19, porque Joana vai falar que tudo isso começa a ser estruturado na infância. Tudo é assim, né, gente? Tudo é assim. Então, já se eu na minha educação da minha criança, do meu filho, eu uso de chantagem, eu uso
Joana vai falar que tudo isso começa a ser estruturado na infância. Tudo é assim, né, gente? Tudo é assim. Então, já se eu na minha educação da minha criança, do meu filho, eu uso de chantagem, eu uso de falar, eu apelo paraa piedade, ah, filhinho, vai fazer, senão mamãe vai ficar muito triste, a vitimização, né? Você vai fazer porque é bom para você, filho. Você vai fazer porque você precisa fazer, você vai crescer. Não tem a ver comigo. Ai, faz isso, vai fazer a tarefa, senão a mamãe vai ficar triste. Não tem a ver comigo. É sua vida. Você vai fazer tarefa porque a sua tarefa é sua, a responsabilidade é sua, você vai ter que crescer fazendo tarefa, você vai fazer tarefa. Então, desde a infância a gente usa de falácia, de sofisma, de enganação, de apelo. Eh, vai fazer, não, eu vou chamar seu pai. Ela pelo autoridade, falácia. Você vai fazer porque você vai aprender que o que a gente precisa fazer a gente faz. dever a gente distorce, já começa desde a educação. Então, conflitos existenciais, capítulo 19. A espontaneidade infantil que existia no âmago do selfie cede lugar a hipocrisia adulta, a negociação para estar bem mediante o engodo e a promessa, longe do comportamento natural e afetuoso que deveria vigir, né, no amor. As expectativas de quem ama são decorrentes da visão distorcida da realidade afetuosa, né? Eu faço chantagem, manipulação. Aí a criança cresce, cresce achando que aquilo é amor, esperando planificar-se com a presença de outra e esquecendo-se de que ninguém pode proporcionar ao ser mais amado aquilo que não foi gerado nele mesmo. Pode oferecer-lhe estímulos valiosos para o encontro do que já possui em germen, mas não pode transferir-lhe por mais que eu deseje. Então, só existe um caminho pra gente poder ensinar as crianças. É o caminho real. É o caminho de quem já passou por aquilo. É o caminho de quem fala do que já viveu. Ah, mas eu não vivi. Eu vou ser sincera e falar: "Filho, nós estamos agora num terreno que eu não sei bem. Eu mesma não sei. É
o de quem já passou por aquilo. É o caminho de quem fala do que já viveu. Ah, mas eu não vivi. Eu vou ser sincera e falar: "Filho, nós estamos agora num terreno que eu não sei bem. Eu mesma não sei. É um dilema meu, mas nós vamos descobrir juntos. Basta que eu seja eh real, basta que eu eu esteja ali presente sem querer manipular. Ah, mas eu não vou falar que eu não sei para ele não descobri. Já é uma relação mentirosa. Ele vai captar no inconsciente de que a gente de vez em quando manipula, fala que é, mas não é. Então, a gente precisa de autenticidade. Etos. Etos é a autenticidade. Essa sou eu. Eu vou falar para você de uma coisa que eu nem sou modelo, mas eu vou falar para você pra gente lutar juntos. Então, filho, eu sou uma das primeiras pessoas que de vez em quando foge da verdade. Eu conto uma mentira aqui, mas não é porque eu faço que tá certo, eu estou lutando. Isso é um etos autêntico, porque eu não tô falando, eu não minto. Eu não minto. Gente, quem é que pode falar isso? Pensa, a gente entende o que as pessoas querem dizer quando elas falam isso, mas elas não deveriam dizer, porque isso é ilusão. Não existe a possibilidade. Em algum momento de forma inconsciente, você vai falar alguma coisa até com as melhores das intenções. Ninguém tem consciência na Terra para poder afirmar: "Eu não minto." Então, a gente já entra com etos questionável, porque as pessoas que escutam isso falar: "Impossível isso, né? em algum momento, alguma coisinha até para para facilitar e nem é do mal. Então, a gente precisa ser mais real, ser mais autêntico, né? E hã aqui a gente traz agora, eu trouxe psicologia da gratidão, capítulo oito, para falar sobre o quanto a gente deve ser exemplo ainda nessa linha da educação, né? quanto que a gente mesmo deveria eh oferecer aquilo que a gente espera receber nas relações. A gente fosse buscar a ética, né? Eu não vou distorcer, eu não vou convencer, eu não vou converter. Tenho aflição disso, né? A gente tem visto isso nas escolas, nas universidades. O professor vai para
A gente fosse buscar a ética, né? Eu não vou distorcer, eu não vou convencer, eu não vou converter. Tenho aflição disso, né? A gente tem visto isso nas escolas, nas universidades. O professor vai para converter, ele quer sair dali com seguidor. Ele escolheu aologia dele. Ele teve chance e liberdade para escolher. Só que ele não quer que o aluno dele escute tudo para decidir o que para ele faz sentido. Ele quer converter. Isso é um aliciamento, é como se eu tivesse fazendo um exército. Aí o professor traz um viés e bate no viés de forma assustadora, cruel, nojenta. Até eu fico indignada porque estando na área da educação, o educador deveria libertar as mentes. Eu vou falar para você de tudo e você vai construir o seu pensar. Pode chegar no lugar antítese de onde eu estou. Que ótimo significa que eu te dei liberdade de pensar a ponto de você pensar o que eu jamais pensaria. Agora eu converter o outro para ele ser um um da minha milícia, né? Vamos todo mundo ser todo mundo bonzinho, igualzinho. Se você não for, eu te cancelo. É um absurdo isso. É um abuso da postura de educador, né? Então, Psicologia da gratidão, capítulo 8. Desse modo, tem faltado honestidade e sinceridade intelectual nos formadores de opinião, nos educadores, nos psicoterapeutas igualmente problematizados, reservando-se às exceções normais à conduta saudável. Ela diz que tem gente muito boa também. Uma visão nova da vida deve ser instituída por meio de processos psicoterapêuticos sadius, libertadores da neurose coletiva, trabalhando o indivíduo e depois o grupo social, a fim de que seja possível a conquista do significado existencial. É falácia o que tem sido feito dentro das escolas e das universidades. Não estou generalizando porque não posso. Estou aprendendo que eu não posso generalizar, mas estou dizendo que existe essa tendência e a gente precisa prestar atenção, porque é falácia. Eu querer dizer que existe um certo e que por acaso é o que eu acredito, isso é falácia. Sou eu querendo convencer o
endo que existe essa tendência e a gente precisa prestar atenção, porque é falácia. Eu querer dizer que existe um certo e que por acaso é o que eu acredito, isso é falácia. Sou eu querendo convencer o aluno para ele ser seguidor do que eu acredito. Sou eu formando um exército e não libertando a mente do meu aluno para ele pensar e ser quem ele quiser no futuro, né? Então, esse amor pela verdade que é essa filosofia, eh, ela vai amadurecendo a gente quando a gente busca, né? Não é à toa que a filosofia é uma das coisas que mais trouxe crescimento pra humanidade. Então, no livro Homem Integral, capítulo 3, a benfeitora nos fala: "A aquisição da verdade amadurece o homem, que a elege e habitua-se à sua força libertadora. Pois que somente há liberdade real se esta decorre daquela que o torna humilde e forte, aberto a novas conquistas e níveis superiores de entendimento. Não é manipulando, enganando, distorcendo, aliciando. Não é. É buscando a verdade, é ampliando o conhecimento, é instituindo liberdade de pensamento. Isso faz com que a gente cresça, amadureça, amplie. E isso sim a gente faz bem paraa humanidade. Eu volto então em últimos dois modelos pra gente de pessoas que foram exemplo de retórica perfeita, eu posso dizer sim que era perfeita, que é Kardec e depois Jesus. Kardec trouxe pra gente aquilo que eu falei, Etos, patos e logos, né? Então, no livro Desperte e Seja Feliz, capítulo 3, nós encontramos: Allan Kardec, atacado por adversários gratuitos e amigos que não lhe correspondiam afeição, jamais se defendeu, debateu, polemizou no campo da vulgaridade. Quando respondeu às críticas, sempre o fez com elevação de linguagem, com argumentação sólida e clara, com respeito pelo opositor. Aqui Joana descreve logo os etos e patos. Olha o que que ela diz. Ela fez, ele fez com elevação de linguagem próprio do caráter etos, ele manteve argumentação sólida e clara, logos, razão e com respeito pelo opositor, emoção adequada, né? Manteve o nível da discussão na órbita das ideias
levação de linguagem próprio do caráter etos, ele manteve argumentação sólida e clara, logos, razão e com respeito pelo opositor, emoção adequada, né? Manteve o nível da discussão na órbita das ideias e nunca de agressão às pessoas. Jamais usou da falácia A de Omomni. Vou falar mal do outro para combater o que ele tá fazendo. Não. E Jesus, constantemente provocado, permaneceu em alto padrão de comentário, aplicando a terapêutica da compaixão em favor dos seus perseguidores. dois exemplos nossos de pessoas que foram retóricas nesse sentido bonito e profundo, porque tinham etos, porque sabiam usar o patos, era real o que eles sentiam e era um modelo de logos, de razão, de clareza e de transparência. E ainda falando para terminar agora de verdade de Jesus, que é nosso exemplo máximo, no livro Jesus e a atualidade, capítulo 3, Joana diz: "Enquanto os grandes pensadores de todos os tempos estabeleceram métodos e sistemas de doutrinas, ele sustentou no amor os pilotis da ética humanizadora para a felicidade. não se utilizou de sofisma, nem de silogismos, né, de falácias, jamais aplicando comportamentos excêntricos ou fórmulas complexas. Ou seja, ele teve etos, ele não falou uma coisa e fez outra, ele não usou de fórmulas fórmulas complexas, ou seja, tinha eh logos, era racional, que exigissem altos níveis de inteligência ou de astúcia. Não, tudo aquilo que se referiu é conhecido, embora as roupagens novas que o revestem. Então, Jesus é nosso modelo principal, nosso guia de como a gente se comunica, como a gente se relaciona com ética, com emoção, com vínculo afetivo e com lógica, com razão. E jamais por meio de falácias, de distorções, de apelos, manipuladores e astutos. Jamais. Busquem vigiar para ver e vocês vão perceber muitos momentos em que a gente, por força da circunstância, do que todo mundo faz, dos atavismos, o quanto a gente costuma fugir da retórica bem feita e bem aplicada que facilita muito nossa vida. Vamos vigiar as falácias pra gente trazer de novo autenticidade,
o que todo mundo faz, dos atavismos, o quanto a gente costuma fugir da retórica bem feita e bem aplicada que facilita muito nossa vida. Vamos vigiar as falácias pra gente trazer de novo autenticidade, ética e lógica e razão paraas nossas conversas. Eu até que dei conta de acelerar sem perder a o roteiro preparado. E eu termino então apresentando uma um filme que é um filme que a gente pode falar que é irônico, mas é triste, né? Triste, porque infelizmente isso acontece e é uma pena que aconteça. É um filme que se chama, ó, pelo nome a gente já vai ver, Obrigado por fumar. Então é um filme que vai trabalhar a retórica astuta, ou melhor, não é retórica, retiro o que eu disse. Que que é uma retórica astuta? É uma falácia. Não é retórica. Vai utilizar de falácia, ou seja, esse porta-voz da indústria do de tabaco, ele usa de todos os recursos, de todas as falácias para defender o indefensável. Quantas vezes a gente vê isso? As pessoas falando absurdos, mas elas falam de um jeito que convence e a gente que tá desligado acredita e segue e cai nessas falácias, né? Mostra o poder e o perigo da palavra quando ela é usada para manipulação e não em busca da verdade. Apesar de ser irônico e leve, né? É muito bom pra gente discutir essa ética na persuasão, ou seja, a retórica. Então é um perigo do que a gente é capaz de fazer se a gente usar a a manipulação, a falácia, o mal que a gente pode promover. Obrigado por fumar 2005. Eu agradeço a participação de vocês, espero os comentários e a gente se encontra semana que vem, se Deus quiser.
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