A Essência da Comunicação – T9:E14 | Preconceito só atrapalha

Mansão do Caminho 12/11/2025 (há 4 meses) 57:23 2,438 visualizações

Na nona temporada de Psicologia Espírita com Joanna de Ângelis, a apresentadora Cristiane Beira reflete sobre a essência da comunicação, destacando como a fala, a escuta, o silêncio e as atitudes moldam nossas relações e favorecem o autodescobrimento. Neste episódio, o tema “Preconceito só atrapalha” propõe uma reflexão sobre como ideias cristalizadas e julgamentos precipitados interferem na convivência humana e dificultam o diálogo verdadeiro. À luz da Psicologia Espírita, Cristiane Beira analisa o preconceito como uma forma de ignorância emocional, que limita o crescimento interior e impede a empatia. A partir da literatura de Joanna de Ângelis, o estudo convida à superação das barreiras mentais e à prática da aceitação e do respeito. 📚 Referências bibliográficas: • Plenitude, caps. 3 e 11 • O Ser Consciente, caps. 1 e 8 • Autodescobrimento: uma busca interior, cap. 5 • Triunfo Pessoal, cap. 4 • Vida: Desafios e Soluções, cap. 6 • Encontro com a Paz e a Saúde, cap. 2 🎬 Indicação de Filme: • Green Book: O Guia (2018) • A Onda (2008) #PsicologiaEspírita #JoannaDeAngelis #CristianeBeira #Comunicação #Preconceito #Empatia #Autoconhecimento #Espiritismo #TVMansãoDoCaminho #EspiritismoPLAY *Conheça o EspiritismoPLAY — a sua plataforma espírita digital.* Acesse conteúdos exclusivos: palestras históricas com Divaldo Franco, eventos, filmes, músicas, audiolivros, revista digital e muito mais. 👉 http://www.espiritismoplay.com

Transcrição

Olá, sejam bem-vindos a mais um Psicologia Espírita com Joana de Angeles. Hoje vamos falar de um tema que ele é muito nervoso e impactante e importante, porque ele tem gerado eh eh muitas inimizades, até mesmo guerra entre as pessoas. Nós observamos ele no modo mais amplo na sociedade geral, nesses grandes movimentos, principalmente ideológicos, que tem procurado levar a humanidade a se dividir, a se polarizar. A história do nós contra eles, essa essa aversão que as pessoas estão criando umas pelas outras, simplesmente por conta dessas ideologias, nem conhece o outro, mas já sabe que ele é da outra eh turma, então é meu inimigo. Mas a gente vê também isso acontecendo dentro da casa, porque é realmente algo que faz parte da natureza humana em virtude da nossa imperfeição. Eh, são temas que a gente precisa lidar enquanto estamos no processo de desenvolvimento, quando formos mais para lá, no sentido da perfeição, quando formos mais evoluídos, esses temas não existirão mais. Por enquanto, a gente precisa cuidar deles para não nos deixar ser arrastados por eles. Então, hoje nós vamos falar sobre o preconceito e o quanto o preconceito atrapalha os seres humanos, atrapalha a humanidade e atrapalha os relacionamentos. Eu vou começar fazendo uma um experimento com vocês, um experimento mental. Eu vou pedir para vocês pensarem assim rapidamente, sem filtro. Não é para pensar, refletir, analisar, não. O que que vem à mente? Que imagem que brota no automático quando eu digo algumas palavras que eu vou dizer a seguir, tá? Então, a ideia é essa. Tenta observar o que que vem imediatamente na sua mente, que imagem que vem que surge do inconsciente de uma forma assim explosiva, não fruto de um raciocínio, mas aquilo que nos pega de imediato. Então, eu vou dizer algumas palavras. Por exemplo, o que que você que vem à sua mente quando você ouve a expressão usuário de drogas? O que que vem à sua mente quando você ouve a expressão pastor evangélico, adolescente da periferia, mãe solo,

xemplo, o que que você que vem à sua mente quando você ouve a expressão usuário de drogas? O que que vem à sua mente quando você ouve a expressão pastor evangélico, adolescente da periferia, mãe solo, político, veio imagens prontas, veio um conceito já programado que você não precisou elaborar. Quando eu digo adolescente de periferia, você já tem um conceito de adolescente de periferia instalado em você? De forma que quando você observa a expressão, automaticamente o conceito já aparece. Essa é a definição do preconceito. Preconceito. Preconceito são conceitos que a gente já tem instalados. A gente já tem compartimentos com as descrições de alguns temas que nós vamos chamar até de estereótipos. E isso é do ser humano. É é quase que é quase não é involuntária essa construção. Por que que é involuntária essa construção? Porque o nosso cérebro ele funciona da forma que é analítica. Nosso cérebro ele analisa, é dele e ele foi construído ao longo da história da evolução humana para facilitar a nossa vida. É importante que em alguma em fração de segundos eu consiga fazer uma análise do lugar onde eu estou para detectar possíveis perigos e riscos. Isso garantiu a sobrevivência. O ser humano, quando ele ainda precisava lutar com as feras, viver no ambiente hostil, nas matas, eh dormir ao relento, ele precisava muito rapidamente ter conceitos programados. Escutei um barulho, sobe na árvore. Ele não parava para pensar, ah, escutei um barulho, vamos analisar o que que pode ser. já era um conceito estabelecido. Esse barulho é perigo. Pode ser um barulho de alguma de algum animal, mas esse barulho ele não é ele não faz parte da naturalidade. Então, se eu ouvi um barulho, se proteja, né? Ouvi um barulho, pega a arma. E isso é um conceito que eu já tenho para me ajudar. Eh, e por aí vai. H, apareceu uma pessoa que eu não conheço. Que que é a chance que tinha de acontecer lá atrás? A chance era um vai dominar o outro. Apareceu alguém, a princípio ele é meu opositor. A princípio ele é meu inimigo. Ele veio

oa que eu não conheço. Que que é a chance que tinha de acontecer lá atrás? A chance era um vai dominar o outro. Apareceu alguém, a princípio ele é meu opositor. A princípio ele é meu inimigo. Ele veio para me conquistar. Quantas vezes a humanidade contou histórias do tipo: "Eu vivia feliz na minha aldeia e apareceram pessoas de fora, mas elas vieram em paz. Elas vieram trazer presentes, elas vieram nos ajudar. Quantas vezes isso aconteceu e quantas vezes a história foi, estávamos vivendo na nossa aldeia quando apareceu um grupo de pessoas desconhecidas e eles nos atacaram, nos exploraram, nos dominaram, nos roubaram, nos violentaram. Então, ainda nós temos esse cérebro e ele ainda é importante porque num ambiente de muito risco, é melhor eu já ter um preconceito e duvidar de todo mundo para eu me manter em insegurança do que eu estar desprevenido. Ai, apareceu um animal grande aqui na minha frente e mas olha como ele é fofo. Aí o animal já me engoliu. Então é importante a gente ter pra nossa sobrevivência. O cérebro ele vai fazer isso, ele vai categorizar, ele vai analisar, ele vai ponderar e ele vai numa fração de segundos dizer para você perigo, cuidado, desconhecido, principalmente com relação ao desconhecido. Então o que que nos cabe? Não nos cabe tentar desinstalar esse programa, porque ele é essencial pra nossa sobrevivência. O que nos cabe é usar a consciência, né? tomar consciência de que isso existe. Então, quando eu ouço um barulho e eu falo ladrão, num segundo momento eu falo: "Calma, Cris, né? Obrigada, cérebro, porque se realmente for um ladrão, você já me preveniu para eu já estar atento. Mas assim, eu tô dentro de um hospital internada e eu escuto um barulho lá fora, não vai ser um ladrão. Então, nesse segundo momento, eu acalmo. Obrigada pela pelo seu aviso. Ele ele é fundamental quando ele é rápido, mas deixa eu pensar onde eu estou, que que esse barulho parecia, o que que eu posso fazer? Ou então escutei um barulho, ladrão, tranquei, tranquei a porta. OK,

e ele é fundamental quando ele é rápido, mas deixa eu pensar onde eu estou, que que esse barulho parecia, o que que eu posso fazer? Ou então escutei um barulho, ladrão, tranquei, tranquei a porta. OK, já me preven ainda bem que minha, minha porta estava destrancada. Ainda bem que eu fui esperta e tranquei a porta. Pronto, agora relaxa para você saber usar o raciocínio para tomar a melhor decisão. Então, deixa eu pensar. Não vou sair desesperada porque daí eu faço tudo errado. Deixa eu pensar. Vou ligar para alguém, vou chamar a polícia, eh, vou trancar as janelas. Num segundo momento, eu preciso raciocinar a respeito para daí eu tomar uma decisão lógica, raciocinada e não instintiva. Essa primeira reação foi instintiva. Ela foi fruto do meu aparelho cognitivo, mas ela é uma reação automática baseada nos préconceitos que a gente já tem. barulho, perigo, eh eh comida cheirando mal pode estar estragada. Então eu já tenho uma uma atitude de repulsa, não gostei daquilo. Eu tenho mecanismos que me protegem, mas eu tenho um cérebro que também permite o raciocínio, permite que eu avalie depois com calma, pondere com mais racionalidade, com mais lógica. Então, se eu olho na rua e vejo uma pessoa, vamos pegar um estereótipo, um rapaz com moletom, com capuz bandido, não sei. Às vezes ele tá triste, chorando, porque acabou de ter uma briga com a mãe dele e ele tá com vergonha porque ele tá andando na rua, se debulhando em lágrimas. Então ele tá escondido, escondido porque ele não quer que as pessoas vejam, não porque ele não quer que as pessoas o descubram, porque ele é um bandido. Então é esse tipo, dá um dá um voto. Dá um voto. Não que você precise sair da providência e da prudência. Mantenha a prudência, mantenha o alerta, mas não taxe, não sentencie. Sabe quando alguém diz assim: "Nossa, mas isso olha, eu particularmente isso me irrita muito. Quando alguém diz assim: "Ah, Cris, na sua casa acontece tal coisa." E eu digo: "Não, não acontece sim. Eu sei. Como que você sabe

ssim: "Nossa, mas isso olha, eu particularmente isso me irrita muito. Quando alguém diz assim: "Ah, Cris, na sua casa acontece tal coisa." E eu digo: "Não, não acontece sim. Eu sei. Como que você sabe o que acontece dentro da minha casa?" Ah, eu sei porque fulana que trabalhou para você, que contou, nossa, mas mas me irrita tanto, porque além de ser uma intromissão, além de ser uma fofoca, é um julgamento. É um julgamento, porque ela escutou na na na ponta da orelha que alguém passou e falou, e a pessoa aceita isso como uma verdade e sentencia, eu sei o que acontece com a sua vida. A gente faz isso o tempo todo. A gente julga vizinho, a gente julga parentes, a gente olha de longe. E de longe, me parece meu cérebro aqui no automático, nos preconceitos que eu tenho, me diz que aquilo que eu tô vendo tá me parecendo mais uma briga. Pronto. Então elas estão, as pessoas estão brigando. Essa, esse movimento rápido que a gente faz, essa certeza que a gente tem baseada nessa primeira impressão. E essa primeira impressão é baseada nas lentes minhas. Nas lentes minhas. Eu quando estou daquele jeito, é porque eu briguei com alguém. Eu não sei da vida do outro. Eu não posso sair afirmando, mas a gente faz isso. Por isso que eu digo, por isso que eu disse no começo, o quanto esse preconceito atrapalha, o quanto as nossas certezas, eu sei, ah, mas ela é assim mesmo. Ah, mas eu já conheço esse tipo. Olha, outra coisa que me irrita. Ah, mas essa gente. Ah, mas esses daí. Ah, mas aquela turma, que turma, que gente, que tipo? Porque eu tô de longe analisando um grupo e eu já sei tudo do grupo. Não tô dizendo que não existe uma sabedoria do inconsciente. Eu sei que existe. Joana nos fala disso eung nos falou disso. O inconsciente é muito inteligente. Ele é capaz de detectar nuanças. Existe uma ciência que fala, por exemplo, é capaz de fazer uma leitura de microexpressões faciais e o nosso inconsciente é capaz de saber se a pessoa tá mentindo, porque ele faz uma leitura. É científico isso. Mas você

que fala, por exemplo, é capaz de fazer uma leitura de microexpressões faciais e o nosso inconsciente é capaz de saber se a pessoa tá mentindo, porque ele faz uma leitura. É científico isso. Mas você sabe quando que isso tá acontecendo? Você sabe quando o que você tá fazendo é uma leitura sábia que o inconsciente captou ou é um pré-julgamento que você tem instalado de conceitos que são seus? A gente não vai saber diferenciar. A eu não, alguma coisa nessa pessoa não me cheira bem. OK, isso é válido, isso é inteligente. Será que é o inconsciente que tá captando alguma coisa? Não sei. Ou será que é preconceito meu, medo meu, porque eu associei essa pessoa com alguém do meu passado que me fez mal e o meu cérebro tá com medo que seja a mesma pessoa porque ele não sabe diferenciar. E aí o meu cérebro não sabe diferenciar se eu estou com limão azedo na mão ou se eu estou imaginando um limão, um limão azedo, porque, ó, eu já tô salivando. Só de imaginar um limão azedo, eu já tô salivando. Então, o meu cérebro, ele tá pronto para me dar condição, mas eu é que tenho que saber discernir e diferenciar. Então, se eu vi uma pessoa e o meu cérebro fez uma leitura e falou: "Nossa, essa pessoa parece com uma última que te prejudicou muito". Eu vou dar dois passos para trás. Eu não sei se calma, vamos, vamos, vamos avaliar. É válida essa prudência, esse alerta. Só não julgue. Não, eu tenho certeza. Aí eu sei das coisas. A gente fala: "Ah, eu pego na primeira. Ah, você não me conhece. Nossa, ó, meu, eu tenho uma intuição. Ai, cansa, não é? Da preguiça de desse tipo de comentário. Então, leve em consideração, né? dá um passinho para trás, analisa, mas não decreta, não sentencie, não tire uma conclusão sem você dar chance para outras características e e situações se mostrarem. Então, quando a gente fala de preconceito, nós estamos falando desses rótulos que nós já temos prontos. E a gente faz uma, dá uma passada de olho assim numa situação, numa pessoa e a gente já põe um rótulo. Esse daqui já ficou, esse aqui é safado.

estamos falando desses rótulos que nós já temos prontos. E a gente faz uma, dá uma passada de olho assim numa situação, numa pessoa e a gente já põe um rótulo. Esse daqui já ficou, esse aqui é safado. Aquela lá e aquela lá é é uma fofoqueira. Esse daqui é mentiroso. A gente adora sai quando pô os tit na testa das pessoas. Na nossa a gente não põe porque a gente sabe tudo. Imagina, eu conheço, vejo de longe. Essa é a crítica que eu queria trazer pra nossa reflexão hoje. Vamos fazer um pouco mais da meia culpa. Não é porque eu enxerguei o fulano como um bandido que ele é. Não é. É o meu, é o meu olhar num primeiro momento. É um olhar fruto de uma sabedoria que tá detectando alguma coisa, porque isso pode existir, é científico. Pode ser. Você sabe se é não. Eu não vou ter essa condição de saber. Então, mérito da dúvida, não sei. Vou ficar atento e pode ser simplesmente meu olhar e a outra pessoa pode ser uma pessoa maravilhosa, melhor que eu, inclusive. Mérito da dúvida, não vamos ter certeza. Vamos lembrar que o nosso equipamento é feito para julgar e a gente vai aproveitar o julgamento. Só não vamos dar a sentença de cara. A gente vai fazer a nossa investigação em termos de consciência a partir do que o inconsciente trouxe. O inconsciente tá falando que aquela pessoa não não é boa. Tudo bem. Obrigada pela informação. Inconsciente. Você não é o único na jogada. Eu tenho a consciência, a razão. Agora eu vou usar o que você me trouxe. Vou ponderar com o que eu estou avaliando. Vou ter uma prudência, mas eu não vou sair tomando decisão porque eu olhei pra cara da pessoa e achei que ela não é grande coisa. Não vou me permitir fazer isso. Isso é julgamento, isso é preconceito. Bom, vamos lá. Ah, eu também fiz uma nota que, apesar da gente falar de preconceito bastante na sociedade, né? Preconceito de quem tem time de futebol diferente, religião diferente, opinião política diferente, enfim, essas são as macro eh situações, né? o o os as situações gerais que envolve a sociedade como um todo. Mas

de quem tem time de futebol diferente, religião diferente, opinião política diferente, enfim, essas são as macro eh situações, né? o o os as situações gerais que envolve a sociedade como um todo. Mas dentro da nossa casa, nos nossos relacionamentos, nós também passamos por situações preconceituosas o tempo todo. Quer ver algumas frases que é eh característica de uma de um preconceito, né? Esses rótulos que a gente cria dentro dos relacionamentos familiares. Quando eu digo assim, ó, ele é sempre assim. que que que ele é sempre assim. Acabei de condenar. Ninguém é sempre assim. Nenhum ser humano tá cristalizado. A gente pode ter uma predominância de um jeito, mas de vez em quando a gente é de outro jeito. O ser humano é tão dinâmico, é tão complexo. Então, quando eu digo: "Ele é sempre assim", eu tô sendo tão injusta, porque é impossível não ter algum momento em que ele não foi assim. É que eu tenho a sensação de que na maioria das vezes ele é assim, mas nem todas. vai que essa vez que eu tô falando é a justamente a vez que ele vai ser diferente. Então eu não posso antecipar. Eu posso até dizer: "Olha, ele não costuma agir desse jeito, mas a gente falou: "Não, a gente já tem, a gente acha, a gente já tem uma aposta, ó, vamos perguntar para ele, mas eu acho que ele não vai gostar, porque eu conheço na maioria das vezes." Essa é prudente. Eu estou usando os meus, as minhas experiências passadas, mas eu não tô determinando, condenando alguém, porque pode ser que justamente essa vez ele acha diferente. E a gente já viu isso. Tenho certeza e desafio vocês a escreverem no chat. Eu nunca passei por isso, Cris, se você nunca passou. Porque eu já passei, que eu tinha certeza que aquela pessoa nunca ia mudar. Ah, eu já sei o que ela vai responder. Vai lá, então, pergunta, depois você vem me contar. Aí a pessoa vai lá, perguntou e a pessoa deu, a outra pessoa deu uma resposta totalmente diferente e eu calei minha boca. Então eu aprendi hoje eu não duvido de nada. aquilo que você fala,

me contar. Aí a pessoa vai lá, perguntou e a pessoa deu, a outra pessoa deu uma resposta totalmente diferente e eu calei minha boca. Então eu aprendi hoje eu não duvido de nada. aquilo que você fala, essa pessoa vai morrer assim. Não fale, não fale. Pode ser que sim, tudo indica aqui, mas não seja tão cruel no seu julgamento, né? Então, ah, ele é sempre assim, ela nunca me entende, né? Ela nunca me entende. Percebe que existe um lugar de vitimismo nisso, né? Tudo bem, pode ser que na maioria das vezes ela não queira te escutar ou as opiniões sejam diferentes, mas eu daí dizer ela nunca me entende. Quer ver outra frase? Ai, meu pai é um cabeça dura. Meu pai é um cabeça dura. Pronto, condeni, rotulei. Eu eu determinei que ele não vai ser outra coisa senão cabeça dura. Mas percebe que é forte isso? Se ele tiver pesquisando um carro para comprar, ele escolheu o carro X e alguém chega e fala para ele: "Olha, tá aqui, eu tenho um carro que vai ser maravilhoso". e prova para ele que o carro que apareceu agora é muito melhor. Ah, mas o meu pai é cabeça dura. Não, ele vai ficar com o carro pior, ele vai pagar mais caro. Ele não vai, ele vai mudar de opinião. Então, eu não posso dizer que ele é cabeça duro. Eu posso dizer que no assunto X ele costuma ser, na maioria das vezes, mas eu não posso sair rotulando. Ele é dessa forma, né? Ou a gente fala assim: "Ai, tinha que ser você, né? Tinha que ser você". Percebe o preconceito que eu tenho com essa pessoa? Ou a gente fala: "Ah, já, já até sei o que que ele vai dizer. Preconceito, eu já tenho um conceito do outro". Aí eu pergunto para vocês, vocês ficam confortáveis? Se eu falar para vocês que eu tenho conceitos de vocês programadinhos em mim? Não importa o que vocês falam, não importa o que vocês eh afirmem, eu sei quem vocês são. Incomoda, gente, e a gente faz muito isso. Mas o fato é que quando tem um outro na nossa vida e esse outro é difícil, ele pode ser difícil e provavelmente ele é. Mas junto com isso tem a minha participação que é não tenho

gente faz muito isso. Mas o fato é que quando tem um outro na nossa vida e esse outro é difícil, ele pode ser difícil e provavelmente ele é. Mas junto com isso tem a minha participação que é não tenho habilidade psicológica para lidar com esse difícil. Porque veja, pessoas difíceis todos somos. Jesus viveu entre nós. Jesus não teve problema nenhum de viver entre nós. Aquilo que a gente era difícil, em nenhum momento incomodou Jesus, afetou Jesus, irritou Jesus, eh fez com que Jesus tivesse surtos raivosos. Então, existe uma participação minha, não é o outro que é como ele é, que portanto provoca em mim e eu independente de quem eu sou, não. Porque se eu fosse Jesus, ou seja, se eu já tivesse evoluído, aquilo que o outro é, não me incomodaria. Em alguma vez Jesus usou o rótulo? E alguma vez Jesus falou: "Ah, eu já Ele acusava hipócritas, mas ele acusava mostrando o porquê. E ele não estava fazendo um julgamento porque ele não ia com a cara da pessoa. Ele estava denunciando um comportamento. Ele estava dizendo: "Quando você vai numa tribuna, prega uma coisa e por trás você faz outra". Isso é um comportamento hipócrita. E Jesus via isso acontecendo, mas Jesus nunca julgou uma pessoa. Ele julgava uma condição sistêmica de comportamento eh inequí eh equivocado, né? Então, quando o outro tem comportamentos que me irritam, tem o lado dele, tem o meu. Porque se eu já tivesse superado isso, isso não me afetaria. Eu olharia com pena, com paixão, eu ignoraria, sairia por outro lugar. Mas quando aquilo me incomoda é porque tem comportamento meu. Então as chaves pra gente poder lidar com isso e não cair nessas armadilhas, a gente já tem falado bastante nos nos episódios anteriores. Empatia, eh escuta, ã flexibilidade, tudo isso a gente já falou, é o que desmonta o preconceito. Ai aquele fulano, já sei como ele é. Pera aí, Cris. Empatia. Põe no lugar dele. Você sabe quem que ele é, como ele viveu, o que que ele já sofreu? Então deu menos certeza. Cris, escuta. Você tá falando dele, você nem parou para ouça o

é. Pera aí, Cris. Empatia. Põe no lugar dele. Você sabe quem que ele é, como ele viveu, o que que ele já sofreu? Então deu menos certeza. Cris, escuta. Você tá falando dele, você nem parou para ouça o que ele vai te falar. Por que que ele tá agindo assim? Cris, seja flexível. Não seja tão rígida, tão dura, tão dramática. Você acabou de olhar a pessoa, você já sabe tudo dela. Será que não é preconceito seu? Então, quando a gente fala de empatia, de escuta, de flexibilidade, a gente está se preparando, quando a gente treina isso, a gente está se preparando para diluir a força dos preconceitos na nossa vida. Feita essa introdução que eu gosto de fazer, que é um aquecimento sobre o tema, nós vamos agora ver o que que Joana nos ensina. E eu começo trazendo o livro Plenitude, capítulo 11, que Joana vai dizer que a gente se equipa de preconceitos frente ao desconhecido. Quando eu vou me deparar com algo que eu não sei, aquilo me dá um certo medo. Então, tudo que eu quero é saber. Nem que eu saiba uma coisa que não é a certa, mas pelo menos eu tenho alguma coisa em mãos. Então, é como se eu falasse assim: "Nossa, eu não sei nada do que tá ali, mas o meu cérebro cria hipóteses." Eu me apego na hipótese. Eu me apego na hipótese. Ai, então deve ser isso aqui, porque me dá uma sensação de então eu sei, então eu controlo. Então, é uma ilusão de controle. Sempre que a gente se deparar com situações de frente a desconhecido, a gente vai ter medo. Quando a gente tem medo, a gente quer ter controle para perder o medo. Para ter controle, o cérebro oferece qualquer coisa e você se apega a qualquer hipótese e a qualquer situação. É um primeiro passo. É porque eu me apego a isso para poder começar a tatiar e conhecer aquilo que é desconhecido. Mas a gente tem tanto medo que a gente já põe isso como verdade. Já sei o que que é. Eu já descobri o que que é. E não é bem assim, né? Então vou dar um exemplo. Quando a gente vai viajar e um amigo já foi no lugar que a gente esteve, olha como isso já deve ter acontecido com

e que é. Eu já descobri o que que é. E não é bem assim, né? Então vou dar um exemplo. Quando a gente vai viajar e um amigo já foi no lugar que a gente esteve, olha como isso já deve ter acontecido com vocês ou alguma situação eh análoga. Então eu vou visitar uma cidade e meu amigo diz assim: "Já estive lá, Cris, o bairro X é feio, as pessoas são feias. Cuidado, lá você pode ser assaltada". Nossa, bem difícil. Eu, se fosse você, eu nem iria. Agora o bairro Y, Cris, ele é maravilhoso, ele é iluminado, os lugares são lindos, as pessoas são belas, você vai adorar. Percebe que eu vou para essa cidade já com preconceitos? Eu não sei como é essa cidade. Eu nunca pisei lá, mas eu já tenho preconceitos. E aí eu posso, e as duas coisas acontecem, eu posso confirmar isso porque eu já vou com esse olhar. Então, eu chego no bairro Y, parece que eu fico com radar procurando o que é feio para poder falar. É, viu? Meu amigo tinha razão. A gente pode agir assim, a gente pode agir. Tô tô tão confiante no meu preconceito que eu vou lá só para validar. Então eu chego no bairro X, se tiver coisa bonita, eu não vou ver e eu vou ficar olhando e caçando aquilo que não é bom só para falar, viu? Era isso mesmo. E outras vezes não, a gente não vai com medo porque o desconhecido me dá medo. Se eu não tenho medo, eu me arrisco. E de repente eu posso voltar e falar assim: "Fulano, meu amigo, sabe que eu fui no bairro X? Porque eu posso até nem ir de tanto medo, né? Mas se eu não tenho tanto medo, eu me arrisco. Eu fui no bairro X, até entendi o que você quis dizer. Não é um bairro muito novo, as casas não estão tão reformadas, mas eu gostei. Achei bucólico, parei para tomar café numa padaria, era de uma família simples, mas que conversa boa. Não, não vi nada daquilo que você descreveu. Em compensação, fui até no bairro Y. Realmente as coisas são maravilhosas e tudo mais, mas não sei se eu não me dei bem, entrei num restaurante, não gostei da comida, ah, voltei com uma sensação diferente da sua. Isso não acontece? Claro que

mente as coisas são maravilhosas e tudo mais, mas não sei se eu não me dei bem, entrei num restaurante, não gostei da comida, ah, voltei com uma sensação diferente da sua. Isso não acontece? Claro que acontece. E o e como é que eu sei o que que vai? Eu não sei o que que vai ser. Eu posso ir lá encontrar a mesma coisa. Eu posso ir lá encontrar coisas diferentes. Eu posso ir lá encontrar coisas opostas. O que que eu preciso então, inteligente da minha parte? entender que eu tenho informações preliminares, eu só elas só não são verdades absolutas. É isso, ó. Já tenho aqui dicas dos meus amigos, né? Vamos usar as dicas. Vou no bairro X, presto atenção. Vou conhecer o bairro Y porque ele falou também, deve ser um lugar bom para conhecer, mas como dicas, não como verdades. Ai, não chegue perto do bairro X, porque você tá vivendo uma história que não é sua. Eu não sei se para mim o bairro X vai ser assim. Então isso é a gente lidar com informações não sendo preconceitos. Eu tenho alguns conceitos, eu tenho algumas informações, eu tenho histórias do passado. Ótimo. Vamos usá-las para fazer o para para ajudar a gente a se movimentar aqui. Só não vamos ter elas como se fossem certeza. Então, plenitude capítulo 11, Joana diz: "A ignorância geradora do egoísmo que propicia o apego à paixão e à pessoas e coisas, é a grande responsável pelos sofrimentos, considerando-se a impermanência de tudo, impermanência e as coisas mudam, sabia? Aquele bairro X, quando meu amigo foi há três anos atrás, pode ser totalmente diferente. Então, por que que se você se apega a uma opinião? É uma opinião só, não é verdade? Considerando-se a impermanência de tudo em o mundo em constantes alterações, o apego representa a ilusão para determos o surgimento da realidade. Então, obrigada, amigo. Você me deu aí um montes de informações. Eu já vou com uma ideia da cidade, mas eu não vou me apegar à sua experiência, a sua opinião. Isso pode ser verdade para você ter relação com a história que você viveu. Eu tô indo numa outra época. Eu sou

á vou com uma ideia da cidade, mas eu não vou me apegar à sua experiência, a sua opinião. Isso pode ser verdade para você ter relação com a história que você viveu. Eu tô indo numa outra época. Eu sou outra pessoa, pode ser que o que eu gostei. Então eu não vou me apegar a ideias anteriores para ter certeza sobre situações posteriores. Aquilo que eu tenho de ideia é para aquele passado. Tudo mudou. A vida é dinâmica, a é impermanente. Então, usa como experiência, como dica, mas permita que o presente mostre para você novas opções, novas possibilidades. Não tenha certeza, porque você pode se contaminar e perder a chance de ver coisas lindas, porque você não estava aberto para isso. Você já sabia que você ia ver coisas fez, porque seu amigo falou que você ia ver coisas fez. E aí você não enxerga, o seu cérebro fecha a possibilidade de coisas novas, né? E isso serve pra gente em casa também, nas nos relacionamentos, né? Não vá cheio de certeza, eu vou conversar com a minha irmã, mas já sei, não vai assim. Vou conversar com a minha irmã. Da última vez que eu conversei, aconteceu aquilo. Vamos ver o que vai acontecer agora. Cria uma energia no campo da relação para surgir algo novo. A minha energia participa. Agora, se eu vou com a minha energia já, eu sei que você vai falar, eu sei que você vai falar, eu sei que você vai falar, eu projeto essa energia. Se ela captar, ela fala isso mesmo. Então, se permita o diferente, né? Não queira reproduzir ideias, histórias. Ã, vamos continuar. Agora a Joana vai falar sobre ainda sobre esse esse controle que o ego quer ter, né, para ter a sensação de segurança. Por isso que a gente se apega a uma ideia primeira. Ai, o que que você acha do fulano? Se eu já tenho uma ideia do fulano, eu eu me dá uma sensação de segurança. É como se eu já conheço ele, ele não vai me surpreender, não. Já sei quem é. Isso tem um lado bom que dá uma sensação de controle da situação de segurança, mas é muito nocivo para ampliar o relacionamento, porque eu não vou ter uma conversa

me surpreender, não. Já sei quem é. Isso tem um lado bom que dá uma sensação de controle da situação de segurança, mas é muito nocivo para ampliar o relacionamento, porque eu não vou ter uma conversa despretenciosa, permitindo que ele traga o novo. Eu já vou direcionando a conversa para aquilo que eu já sei que ele é, né? Então, esses apegos do ego, eles não são bons. Joana, no livro O Ser consciente capítulo 8 diz: "Apegos morais". emocionais, culturais, pessoais, a objetos, a raças, a grupos sociais, são fugas do ego arbitrário, ambicioso e louco. Gostei dessa expressão, responsável pelas disputas lamentáveis, que deterioradas são os germes das guerras. Tudo começa com esse ego louco que gosta de julgar e de condenar os outros diferentes a ele como piores, como como malignos. E aí pede guerra. Esse estado psicológico de transferência e projeção da sombra da personalidade imatura, ou seja, aquilo que eu tô vendo no outro está em mim, é fruto da balbúrdia, dos interesses mesquinhos e múltiplos aos quais se aferra. desajustando-se diante da ordem da natureza e da vida. É indispensável uma revisão do comportamento humano, de um estudo profundo a respeito do silêncio íntimo, assim como da harmonia interior. Então, revise o comportamento, sua ideia, sua certeza, suas verdades. Faça um estudo profundo a respeito do que pode estar lá no fundo, no íntimo. Use mais o silêncio, tenha menos certezas. Isso é a gente domar o nosso ego. Isso é a gente falar pro pro ego: "É, ego, você tem aí muitas informações com base no que você já passou. Que bom! A gente não vai assim com a, né, com a cara lavada, a gente já vai com algumas ideias, mas ego, você não tá no controle, você não sabe tudo, você não é o gênio infalível, isso é loucura. Então, baixa um pouco a sua verdade, a sua certeza e vamos permitir que algo de novo nos surpreenda, que a gente não tenha tanta certeza, que a gente possa aprender um pouco mais sobre a vida, né? Vamos permitir isso. Ainda falando sobre ego, nessa sensação,

permitir que algo de novo nos surpreenda, que a gente não tenha tanta certeza, que a gente possa aprender um pouco mais sobre a vida, né? Vamos permitir isso. Ainda falando sobre ego, nessa sensação, nessa tentativa que ele tem de de saber tudo, porque o ego quer saber tudo, né? Ainda nesse sentido, esse ego que procura até uma segurança se validando, dizendo: "Viu, eu sabia. Ah, não, graças a Deus que eu tava certa, né? Ah, eu sabia que ia dar desse jeito." É uma sensação de que quem quer ser superior. É como se eu quisesse saber tudo. É como que se eu se eu quisesse ser melhor para eu ter sempre razão, para eu não ser pega eh de sopetão numa dúvida. Mas isso é tão bom, porque se a gente souber tudo, a gente não aprende mais nada. Se eu souber tudo, se eu sempre souber me virar, se eu já tiver certeza das coisas, não tenho mais nada para aprender. Eu já tô acabada e eu não quero estar acabada porque eu sou ainda muito imperfeita. Eu quero ter ainda muito espaço para melhorar. Não quero imaginar que essa é a minha melhor versão. Eu quero continuar me melhorando. Para isso, eu preciso saber coisas novas. Eu preciso estar errada. É tão bom quando a gente se descobre errada, porque é como se a gente tivesse mais um pouco próxima. Eu tava lidando com uma vida, achando que ela era de um jeito. Depois eu descubro que não é bem assim. Ou então eu vou crescer, eu vou ampliar, eu vou saber mais, né? Então esse ego que busca essa segurança tentando fazer quem é melhor que eu, pior que eu, eu sou superior. Então, no livro Plenitude, capítulo 3, Joana fala assim: "O ofuscamento que decorre da presunção e do orgulho é causa de sofrimentos em razão do emaranhado de raízes na personalidade do homem ambicioso e deslumbrado, como Narciso ante a própria imagem refletida no lar." Então esse ofuscamento, né, como se eu fosse a luz que brilha e cega os outros, é fruto da presunção e do orgulho. Menos, Cris, menos. Você tá bem longe disso, né? E isso é causa de sofrimentos. Por quê? Porque a gente

ento, né, como se eu fosse a luz que brilha e cega os outros, é fruto da presunção e do orgulho. Menos, Cris, menos. Você tá bem longe disso, né? E isso é causa de sofrimentos. Por quê? Porque a gente entra numa ilusão. Assim como Narciso não sabia o que estava acontecendo no mundo, porque ele tava preocupado com a própria imagem. E ele morre petrificado na própria imagem. É a gente quando quer saber tudo, quando a gente não enxerga nada, porque nossa luz cega todo mundo. Nós não estamos nesse lugar, nem Jesus, que era essa luzgava ninguém. Ele iluminava, ele clareava, porque ele oferecia na medida do que o outro precisava e não chegava para provar que era melhor do que os outros. Se a gente gosta de mostrar quem é melhor, quem é pior, nós estamos na armadilha, presos nesse ego que é inflado, né? Quando a gente fala de preconceito, a gente fala de julgamento. E o julgamento é baseado no que é bom e no que é mau. O problema é que a gente usa o critério de avaliação do que é bem e do que é mal, do que é bom e do que é mal, com base nas nossas experiências. passadas e não com base na no critério divino. Porque o livro dos espíritos nos explica: o bem é tudo aquilo que nos aproxima de Deus, é aquilo que está a favor, alinhado com as leis divinas. Mal é quando eu me distancio disso. O mal é tudo aquilo que me distancia de Deus, é tudo aquilo que está contra as leis divinas. Isso é o bem e isso é o mal. Mas quando eu olho e falo: "Ah, eu já conheço aquilo lá é do mal". Muitas vezes eu tô falando com base no que para mim é mal, porque eu ah, vamos fazer uma mudança nesse corpo diretivo dessa ONG. Ah, não, isso é mal, isso vai gerar prejuízo. Isso é minha ideia. Eu tenho medo do novo. Eu tenho medo de largar o osso. Eu tenho medo do que vai ser de mim se eu tiver que sair daqui, porque eu já fiz a minha parte. Aí eu julgo que o melhor é não mexer. Não, tá bom desse jeito, as coisas estão funcionando, por que que a gente vai mexer, né? Agora, se eu não tenho essa, se o meu, se o meu

eu já fiz a minha parte. Aí eu julgo que o melhor é não mexer. Não, tá bom desse jeito, as coisas estão funcionando, por que que a gente vai mexer, né? Agora, se eu não tenho essa, se o meu, se o meu julgamento é com base no que é bom e mal para Deus, eu, eu saio do meu papel para fazer a avaliação. E eu digo assim: "Bom, vamos analisar. Será que é bom a gente mudar? Vamos ver o que a gente tem de opção." Puxa vida, tem pessoas que estão chegando, que são mais jovens, com uma cabeça, uma mentalidade mais atualizada, estudiosas no assunto. Eu acho que me diz que é bom. Eu vou estar alinhada com Deus. Se eu permitir que essa pessoa eh tenha uma experiência, se eu permitir que a ONG receba eh pensamentos, energias novas de forma prudente, não vou sair mudando tudo de uma vez. Mas quando eu analiso de fora, com base no que Deus entende por bem e mal, muitas vezes a gente vai ver que aquilo que eu digo que é bom e que é mau é para mim, é de acordo com as minhas necessidades, é de acordo com o meu ponto de vista bem estreitinho, né? Então cuidado com isso, porque a gente tende a polarizar quando a gente começa no nosso julgamento querer definir quem é do bem, quem é do mal, quem é a favor, quem é contra. Então, nós vamos ler um trecho longo aqui que está no livro Autodescobrimento, uma busca interior, capítulo 5. Uma imensa gama de preconceitos criou uma rede de conceituações hipócritas que confunde os códigos sociais com os morais, deixando campo para escapismos e justificativas diante de algumas atitudes, assim como geradores de consciência de culpa e outras. Então, Joana tá dizendo assim: "Cuidado, porque os preconceitos têm gerado ideias equivocadas, tidas como verdadeiras. Não é porque uma cabeça pensou uma coisa que aquilo é verdade. Essa cabeça pode ser do presidente, não sei das quantas, ela é uma cabeça humana. Eu preciso dar a chance de fazer uma crítica lógica a respeito daquilo, né? Tal comportamento social tem gerado reflexões que concluem por condutas cínicas, nas quais, pela ausência de

cabeça humana. Eu preciso dar a chance de fazer uma crítica lógica a respeito daquilo, né? Tal comportamento social tem gerado reflexões que concluem por condutas cínicas, nas quais, pela ausência de padrões corretos universais, alinhados com as leis divinas, né, eh, ensejam o desvario, a agressividade, o pessimismo, a anarquia. Não importa meu currículo, se eu chego e eu faço um discurso de ódio, isso tá alinhado com a lei divina? Não tá. Quando alguém tentou inflar Jesus, e aí Jesus, que que você tá achando desses eh desses romanos que chegam, que dominam, que impõe sua forma para os povos, os povos dominados? Que que você tá achando? Fica aí querendo colocar o seu jeito de ser, cobrando impostos, né? Então, naquela conversa, quando alguém fala para Jesus, Jesus, é justo pagar tributo ao César? Eles estão falando isso, tá certo? O cara vem de fora, entra na nossa terra, se apropria das nossas coisas e ainda quer tirar proveito do nosso esforço de trabalho. É justo. E aí Jesus não morde essa isca. Jesus não entra nessa discussão porque ele sabia que isso fazia parte do processo evolutivo. Lógico que aquilo não era justo. Tanto não era que faliu, né? aquilo é o jeito de se de se eh governar nos planos divinos, não é? Mas era como se Jesus falasse: "Olha, tem que seguir assim até vocês perceberem que não é desse jeito, faz parte do do processo, né, do progresso." Então, o que que Jesus dise? Dai a César o que é de César. Ou seja, César tá querendo coisas, César tá querendo bens passageiros que derretem com o tempo. Dê para ele e fique você com os bens que César nunca vai tirar, o seu conhecimento, a sua fé, os seus valores humanos. Então Jesus suplanta isso, né? Jesus vai além. Então, cuidado. Não é porque a pessoa é autoridade, tem currículo, mas analisa o que ela está falando. Se o que ela está falando não é Jesus não falaria, tá errado. Tá errado. Ah, mas é justo que ela tá falando. Mas esa aí, será que é justo ou é uma um sofismo, uma falácia? Será que é justo

tá falando. Se o que ela está falando não é Jesus não falaria, tá errado. Tá errado. Ah, mas é justo que ela tá falando. Mas esa aí, será que é justo ou é uma um sofismo, uma falácia? Será que é justo para Deus ou parece justo, mas na verdade a gente tá fazendo justiça com as próprias mãos, né? Podemos, porém, estabelecer parâmetros para a identificação dos valores éticos de uma maneira simples e inequívoca. São eles saudáveis em todas as culturas, aceitos e recomendáveis, classificados como expressão do bem pelos resultados positivos que propiciam. Se eu estiver estimulando anarquia, caus, violência, eu não posso estar alinhado com Deus. Aquilo outros, os que são reprocháveis pelos danos que ocasionam, em todo lugar tem a mesma figuração. Considerados desse modo, perniciosos, portanto negativos. Então, cuidado, pode parecer bem bonitinha a tese, mas se lá no final da história a gente vai promover luta, briga, guerra, apropriação de de vingança, quantas vezes eu vejo bandeiras bonitas sendo levantadas em nome de uma minoria e usando recursos que é vamos dominar o que antes era dominador, mas eu vou trocar seis por meia dúzia. Isso é vingança, isso é projeto de vingança, né? Não é de evolução. Bom, vamos continuar. Deixa eu ver. Olha, já tá avançando o tempo. Ainda tem bastante coisa. Agora no livro Triunfo Pessoal, Joan, no capítulo 4ro, Joana vai falar a respeito disso, quanto que os preconceitos eles separam as pessoas, ele coloca uns contra os outros, eles incitam a violência. Então ela diz noutras vezes, os grupos sociais vitimados pela sombra coletiva em forma de horrido preconceito racial, religioso, político, econômico, agridem aqueles a quem não aceitam, neles desenvolvendo esse mecanismo de fuga e de autopunição, que os tornam realmente inseguros nessa comunidade hostil em que se encontram, evitando-a e deixando se perturbar pela situação afligente. Então, é exatamente o que eu disse no comentário anterior, uma sombra coletiva. Ah, vamos defender a minoria X

e hostil em que se encontram, evitando-a e deixando se perturbar pela situação afligente. Então, é exatamente o que eu disse no comentário anterior, uma sombra coletiva. Ah, vamos defender a minoria X que tão tem várias. Ótimo propósito. Vai unir um grupo? Certamente vai unir um grupo. Cuidado, porque se for vítima de uma sombra, esse grupo não vai vir para iluminar, não vai vir para equilibrar a sociedade. Ele vai vir para descontar, ele vai vir para se vingar, ele vai vir para fazer o outro passar pelo que ele passou. E isso, isso é projeção de sombra. Isso não é alinhamento para promover o bem, né? Então, esses preconceitos de que eles é que nos acabaram, não são eles pessoas, é a mentalidade ainda imperfeita. É contra a mentalidade que a gente deve se posicionar, não é contra a gente. Ah, mas aquela gente lá tá representando. OK, hoje, amanhã, vira. E se eu matar aquela gente, o a mentalidade continua. Eu tenho que ir atrás da mentalidade. Como é que essa mentalidade for instalada? Vamos combater a instalação. Ah, é nos grupos dentro da universidade ou dentro da religião ou dentro da política. Vamos lá. Vamos lá. Vamos esclarecer o discurso. Vamos iluminar o pensamento pra gente mudar a mentalidade. Mentalidade mudada não produz mais seguidores. Não adianta eu matar o seguidor, a mentalidade pega o outro. Eu tenho que matar aquele pensamento que tá corroído, que tá corrompido. Por que que se pensa desse jeito? Onde é que está sendo disseminado esse pensamento? Vamos criar críticas lógicas para derrubar esse pensamento. Ele não vai mais criar seguidores, mas a gente fica lutando um contra o outro. Aí vai morrendo um, morrendo o outro e a mentalidade continua encharcando outras mentes e outras pessoas virão para substituir aqueles que foram derrubados. Não é uma boa estratégia. A gente tem que ir na raiz, tem que mudar onde tá isso? Na escola. Tem que voltar lá na escola, lembrar dos valores, lembrar da filosofia que que personalidades críticas, lembrar da da educação

tégia. A gente tem que ir na raiz, tem que mudar onde tá isso? Na escola. Tem que voltar lá na escola, lembrar dos valores, lembrar da filosofia que que personalidades críticas, lembrar da da educação emocional. É lá que a gente consegue criar uma sociedade saudável, né? Ah, a vacina contra o preconceito. Então, é essa autoconsciência, eu trabalhar na educação, na formação de uma mente crítica, aberta, sem preconceito, né? É o é o Sócrates. Eu só sei que nada sei. Melhor coisa que a gente pode criar pensando numa criança é uma criança que tem sede de saber de coisas. Ela não sabe tudo. Na daí ela ela se deparou com um grupo que é totalmente diferente dela. Nossa, quero conhecer esse grupo. Que é que eles estão falando? Como é que eles pensam? Mas não para mergulhar neles, ser mais um deles, virando uma seita, porque hoje a gente só tem seitas. Não, eu quero conhecer você, mas eu quero conhecer o seu oponente também para saber o que que ele também pensa, para saber o ponto em que um do outro tá em comum, o que que eles estão buscando. E se tiver um terceiro, eu quero saber do terceiro também. É assim que a gente amplia o ponto de vista, não é descobrindo qual que eu acho que é o melhor, mergulhando nele e virando fanático, mas é isso que a gente faz hoje. Polariza. Então, no livro Vida, desafios e Soluções, capítulo 6, estar desperto significa encontrar-se construindo. Encontrar-se construindo, livre de preconceitos e de limites abertos ao bem, à verdade, de que se torna vanguardeiro e divulgador. Vamos buscar saber mais dos outros, que a gente julga diferentes, ao invés de procurar dizer que nós somos superiores e eles inferiores, que é o que todo mundo quer. Não, eles são diferentes. Por que que eles são diferentes? Deixa eu mergulhar um pouco lá para saber o que que eles pensam. Não para eu vir me tornar converter. Não é questão de conversão, é questão de ampliação. E aí, já indo pro final, os últimos dois trechos, eh, Joana fala de que o preconceito ele deixa de existir quando

o para eu vir me tornar converter. Não é questão de conversão, é questão de ampliação. E aí, já indo pro final, os últimos dois trechos, eh, Joana fala de que o preconceito ele deixa de existir quando a consciência amadurece. Quanto mais maduro eu sou, menos preconceituoso eu sou. A gente pode então fazer um termômetro eh de uma forma inversa. Quanto mais eh preconceituoso eu sou, eu estou assinando um atestado de imaturo, espiritualmente falando. Então você fala: "Ah, eu tenho preconceitos, então ainda sou imaturo, ainda sou infantil em termos de espírito, porque quando eu for amadurecendo enquanto espírito, eu vou me tornando mais menos preconceituoso. Menos preconceituoso." O livro O Ser Consciente, capítulo 1, Joana diz logo no início, a maturidade moral liberta por despedaçar os códigos da hipocrisia e das circunstâncias que facultam o desenvolvimento do egoísmo, da vaidade, da autocracia. Essa realização moral é dinâmica e entusiasta, alargando as possibilidades de crescimento ético, estético, espiritual do ser. A conquista da maturidade moral verdadeira torna-se indispensável para a autorrealização do ser e da sociedade em geral. Vencida essa etapa, a maturidade surge naturalmente, a maturidade social, porque autonhecendo-se e autrabalhando-se, o homem psicológico torna-se harmônico no grupo. Ele é aglutinador, compreensivo, líder natural. proporcionando bem-estar em sua volta e alegria de viver. E aí o desafio é: quem você conhece que é esse homem aglutinador, compreensivo, líder natural e que promove bem-estar e alegria à sua volta. Esse é um ser maduro. E aí a gente vai ver que são poucos, senão raros, porque parece que não vem ninguém à mente, a não ser esses grandes personagens que a gente conhece, que já são reconhecidos mundialmente. E aí, para terminar fazendo um resumo no livro Encontro com a paz e a saúde, capítulo 2, ainda nessa linha de que o progresso moral vai nos libertar dos preconceitos, Joana diz: "E contro com a paz da saúde". Capítulo 2.

fazendo um resumo no livro Encontro com a paz e a saúde, capítulo 2, ainda nessa linha de que o progresso moral vai nos libertar dos preconceitos, Joana diz: "E contro com a paz da saúde". Capítulo 2. A sociedade é um todo que deveria ser harmônico, mas os preconceitos nascidos no egoísmo e na prepotência dividiram-na em grupos étnicos, sociais, raciais, culturais, comportamentais, religiosos, de onde se destacaram inumeráveis subgrupos sempre divisórios, no que deveria ser unidade. Os preconceitos são frutos espúrios da crise moral que atormenta o indivíduo insatisfeito com a própria conduta, exigindo privilégios para si em face da insegurança psicológica no trato relacional com o seu próximo. Esse comportamento tem levado a humanidade à autodestruição, porque os grupos antagônicos reagem uns contra os outros, tornando as crises existenciais verdadeiras guerras que empurram pro fundo do posto do desespero do aniquilamento. Torna-se inevitável uma reação de lógica e de compreensão. Ou todos se unem em benefício de ideal e em comum, ou todos serão arrastados pelo caudal da loucura. Joana, infelizmente estamos sendo arrastados pelo caudal da loucura. Acho que acho que essa expressão é perfeita pro que a gente tá vivendo hoje. Infelizmente a sociedade vive um período de insanidade em termos de relacionamento. Que pena, que pena. Se a gente se propuser a combater o preconceito, tendo menos certeza, conhecendo mais o lado do outro, sabendo que ninguém é dono da verdade, permitindo que o diferente se expresse sem querer saber quem é o melhor, quem é o superior, a gente vai diminuir muito a violência na nossa sociedade. Vou deixar um filme, mas na verdade hoje vou deixar dois porque eu não consegui escolher, porque um pega o preconceito de um jeito e o outro pega o preconceito de outro. Então o primeiro filme que eu deixo, que no português ele foi traduzido como O Guia, né? O guia, o livro guia lá, mas no filme inglês é Green Book, livro verde, né? Ele é um ele é um filme de 2018, é não é tanto

meiro filme que eu deixo, que no português ele foi traduzido como O Guia, né? O guia, o livro guia lá, mas no filme inglês é Green Book, livro verde, né? Ele é um ele é um filme de 2018, é não é tanto antigo, né? E e é como se fosse o slogan do tema do filme ou guia. É. É preciso coragem para mudar o coração de uma pessoa. Olha que frase. É. Ah, na verdade essa frase ela ela é dita pelo por um dos personagens. Gente, se vocês forem assistir esse filme, pega um um caderninho, porque vocês vão querer anotar muitas frases, frases lindas dessas que viram pensamento, que a gente gosta de publicar na internet, sabe? Nas redes sociais. Então vou repetir, o livro é Ouia, desculpa, o filme é O Guia e ele com é baseado em fatos reais. Eu adoro o filme baseado em fatos reais. E ele mostra, gente, uma jornada de um pianista negro. Vai vendo a cena se não vai derrubar preconceito já de cara, porque a década é da é 1960, Estados Unidos, lembra o que tava acontecendo lá? Uma guerra civil. Era a época auge eh do preconceito contra os negros, né? E a e é assim, um pianista negro sai em um tour, ele vai indo de lugar em lugar tocando piano. E quem que é o seu motorista? Um motorista branco. E aí eles vão ficar um tempão, meses rodando juntos. Lógico que eles vão ã confraternizar, eles vão conversar e o preconceito tá ali. O motorista é branco e o pianista é negro. Eles têm realidades muito diferentes em vários sentidos. E eles vão conversando, vão conversando e você já sabem o que vai acontecer, que vai acontecer com esses dois no final. Óbvio, né? Óbvio que eles vão ficar muito amigos, né? E vão quebrando os preconceitos. Então é muito bom para fechar a ideia. de que a aproximação humana é antídoto mais eficaz contra o preconceito. Então, é lindo o filme. Outro filme que é um pouco mais antigo é um filme alemão. Esse é mais forte e também é baseado em fatos reais. Chama A Onda, é de 2008. A Onda 2008, um filme alemão. E ele conta a história. Isso já aconteceu, já tem até um um uma pesquisa que foi feita nos

. Esse é mais forte e também é baseado em fatos reais. Chama A Onda, é de 2008. A Onda 2008, um filme alemão. E ele conta a história. Isso já aconteceu, já tem até um um uma pesquisa que foi feita nos Estados Unidos também lá na década de 60, 70. É assim, um professor vem, ele não consegue fazer com que os alunos se interessem pelos temas. Ele é um professor, acho que de história. Ele vai falar sobre o fascismo. Os alunos não estão querendo saber. Só que aí o que que ele faz? Ele cria uma experiência. Então, é como se ele convidasse os alunos a viverem isso. Só que aí, gente, o negócio sai do controle porque eles começam a encarnar os o a o a o a dinamis o dinamismo, a dinâmica. Eles começam a encarnar a dinâmica. E aí o bom, aí eu não vou dar spoiler, mas é um alerta enorme. É um alerta enorme. O professor quer mostrar uma coisa e ele acaba comprovando o quanto isso é prejudicial. E aí tem uma uma aluna lá, uma pessoa que fica tentando falar: "Gente, acorda, olha o que vocês estão fazendo, mas não tá certo o que a gente tá fazendo, sabe? Essa coisa cega. Então a gente vai ver. É tão, é tão, é como se fosse hoje, os dias atuais, isso acontecendo, o quanto que a mente é manipulável, o quanto que uma boa retórica, uma boa, um bom discurso, na verdade, sabe, uma pessoa eloquente, ela envolve a multidão, a multidão fica cega, fala sobre esse fanatismo. E aí resumo é nós contra os outros, a ponto de gerar violência e eles não enxergarem, né? Então essa coisa do melhor contra o pior, do superior contra o inferior. E aí esquece a história de analisar, de criticar. O que vira o filme é um tal de um julgamento de condenação e de perseguição. É bom, é forte. A onda 2008. Muito obrigada pela atenção de vocês. Espero aí os comentários e a gente volta a semana que vem, se Deus quiser.

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