A Essência da Comunicação – T9:E12 | Violência verbal

Mansão do Caminho 29/10/2025 (há 4 meses) 52:38 2,527 visualizações 445 curtidas

Na nona temporada de Psicologia Espírita com Joanna de Ângelis, a apresentadora Cristiane Beira reflete sobre a essência da comunicação, destacando como a fala, a escuta, o silêncio e as atitudes moldam nossas relações e favorecem o autodescobrimento. Neste episódio, o tema da *violência verbal* é analisado sob a ótica da Psicologia Espírita. A expositora discute como palavras agressivas e atitudes ríspidas refletem desajustes íntimos, ferindo a convivência e o próprio emissor. A partir dos ensinamentos de Joanna de Ângelis, o estudo convida à reflexão sobre o uso consciente da palavra como instrumento de equilíbrio e pacificação interior. 📚 Referências bibliográficas: • Em Busca da Verdade, cap. 7 • Conflitos Existenciais, cap. 1 • Triunfo Pessoal, cap. 3 • Psicologia da Gratidão, caps. 1, 8 e 11 • Autodescobrimento: Uma Busca Interior, cap. 9 • Vida: Desafios e Soluções, cap. 2 🎬 Indicação de Filme: Extraordinário (2017) #PsicologiaEspírita #JoannaDeAngelis #CristianeBeira #Comunicação #ViolênciaVerbal #Autoconhecimento #Palavra #Espiritismo *Conheça o EspiritismoPLAY — a sua plataforma espírita digital.* Acesse conteúdos exclusivos: palestras históricas com Divaldo Franco, eventos, filmes, músicas, audiolivros, revista digital e muito mais. 👉 http://www.espiritismoplay.com

Transcrição

Morá, sejam bem-vindos a mais um Psicologia Espírita com Joana. Angeles. Hoje falaremos sobre um tema que certamente é central pro desgaste dos relacionamentos no que se refere à comunicação. O que que de pior a gente pode fazer dentro da comunicação? Quando eu estou me relacionando com alguém, estou usando a comunicação para me relacionar, qual o pior uso que eu posso fazer dessa comunicação? É machucar o outro pela minha fala, pela minha expressão. Às vezes nem precisa de fala. É quando eu a ao me comunicar eu machuco o outro, eu violento o outro, eu uso de violência por meio da comunicação. Então hoje nós vamos falar sobre essa violência verbal. Eu vou começar e se vocês tiverem aí alguma coisa para anotar ou pelo menos guarde guarde na mente, eu vou descrever três cenas e eu gostaria que vocês pensassem. Não, não é nem pensassem, é observassem o que vocês sentem. Então, imaginem a cena que eu vou descrever, se identifique com os personagens, tanto um lado quanto o outro, e tente identificar emoções. Eu imaginando que eu estou no personagem A, que emoção eu sinto? Imaginando que eu sou o personagem B da história, que emoção eu sinto. Então, a primeira cena, nós estamos vendo uma criança, uma menina linda, dos seus 10 anos, e ela descobriu as as artes, ela descobriu a pintura. Então, a gente tá vendo uma cena com ela, com vários papéis e ela se aventurando em fazer traços, usando cores, usando tintas e descobrindo o prazer de fazer a sua obra de arte. tá lá distraída, descontraída, só aproveitando essa essa novidade que ela percebeu. E aí a mãe passa por ela, a mãe olha, olha os desenhos, olha o que ela está produzindo e diz assim: "Você nunca vai ser uma artista de verdade, mas tudo bem, pelo menos você tá se distraindo." E aí, emoção? Que emoção essa mãe tem nesse momento quando ela se dirige pra filha desse jeito? Que que passa no seu mundo íntimo? O que que ela carrega para oferecer isso pra filha? Como é que a gente descreve o lado emocional, psicológico dessa mãe?

quando ela se dirige pra filha desse jeito? Que que passa no seu mundo íntimo? O que que ela carrega para oferecer isso pra filha? Como é que a gente descreve o lado emocional, psicológico dessa mãe? Você consegue se identificar com ela? Em alguma vez, em algum algum momento? Você já se posicionou assim, dessa forma, perante outra pessoa? E se você for a menina, se você for uma menina de 10 anos que ouve isso da sua mãe, que emoção vai brotar em você? O que que vai passar pela sua mente? Como é que você vai perceber, observar e explicar o que está acontecendo nesse momento? Qual vai ser a sua interpretação? Agora, segunda cena. Então, você imagina a esposa se arrumando, né? Então, tem um jantar, algum evento e a esposa está lá se arrumando, fazendo maquiagem, cabelo, procurando uma roupa. O marido chega e olha, olha aquela cena, a esposa se produzindo e o marido diz assim: "Nossa, você até que ficou bonita hoje, nem parece aquela bagunçada de sempre. Quando você está no lugar do marido, o que que passa pela emoção de alguém para escolher essas palavras para poder dizer isso para outra pessoa que teoricamente ama. Teoricamente ama. O que que passa pela mente desses desse, desse marido? O que que tem nesse mundo íntimo para ele oferecer isso pra pessoa que ele ama teoricamente? E se você é a esposa nesse caso, que que brota em você automaticamente de sentimentos, de emoção? Que que passa pela sua mente? O que que você tem vontade de fazer? Vontade de fazer por minha conta, porque eu já tô com vontade de fazer algumas coisas. Mas como que você descreve o ser humano que escuta isso? Que será que ele sente, pensa, como é que ele age, reage? E a terceira situação agora é um ambiente profissional. Então, nós estamos imaginando um escritório, um lugar, um comércio onde tem funcionários, tem chefe, tá tendo uma reunião, eles estão discutindo, tendo ideias, elaborando algum planejamento. E nessa reunião o chefe escuta a opinião de um funcionário. O funcionário dá uma ideia. Olha, chefe, e se a gente fizer

uma reunião, eles estão discutindo, tendo ideias, elaborando algum planejamento. E nessa reunião o chefe escuta a opinião de um funcionário. O funcionário dá uma ideia. Olha, chefe, e se a gente fizer assim assado, explica, né? Detalha, o chefe escuta, aí diz assim: "Boa tentativa, funcionário". Mas, ó, deixa que os mais experientes resolvam isso, tá bom? Mais uma vez, o que que leva esse chefe a agir desse jeito? Que mundo íntimo é desse ser humano? O que que esse ser humano carrega para oferecer isso? pro outro que é o seu funcionário. E se você tentar se identificar com o funcionário, como é que você se sente nessa situação? Que emoções que brotam em você? Que pensamentos que passam pela sua mente? Que que você tem vontade de fazer nesse momento? São situações que vocês percebem que não são situações de violência verbal declarada e direta. Eu não trouxe situações em que alguém xinga o outro de palavrões até a 10ª geração, em que alguém grita, esbraveja, né, espele fluidos raivosos. Nenhuma das três situações teve isso. Pra gente começar a perceber que quando a gente fala de violência verbal, na maioria das vezes, não vem na forma de agressividade raivosa por meio de xingamentos, ofensas, eh pesadas, né, na forma de palavrões e gritaria. Nem sempre. Muitas vezes chega nisso, mas onde mais a gente percebe o malefício que causa quando ela não vem tão declarada, ela vem disfarçada. Por quê? Porque aí ela vai ficando, ela vai se mantendo e ela passa a ser uma influenciadora do desenvolvimento de quem se de quem se relaciona nesse dessa forma. Quando alguém chega muito na gritaria, a gente já sabe que a pessoa parte para ignorância, como a gente fala, né? Ele ele mergulha na ignorância para reagir, chega, fala palavrão. A gente já sabe disso. A gente pode se poupar, sair, não quero escutar. E nem sempre, né? Algumas vezes a gente é meio que refém disso, mas a gente tem mais chance. O problema é quando a gente não percebe. O problema é quando a gente está sendo violentada verbalmente e não se dá

empre, né? Algumas vezes a gente é meio que refém disso, mas a gente tem mais chance. O problema é quando a gente não percebe. O problema é quando a gente está sendo violentada verbalmente e não se dá conta. Porque muitas vezes dentro desses papéis dos que sofreram a violência verbal nessa forma sutil, é possível que as pessoas que sofreram a violência peguem para elas o problema. É muito provável que essa criança que escutou a mãe falando, você nunca vai ser uma artista, mas pelo menos você tá se divertindo ela traga para ela. Ela não é capaz de nesse momento falar: "Nossa, mas que mãe é essa? Que raio de educador é essa? Vai fazer um curso, vai se curar primeiro. Você é amarga com a vida, tá despejando em mim". A criança não vai ser capaz de fazer isso. Ela muito provavelmente vai falar: "Nossa, a minha mãe tem razão. Eu estou fazendo um péssimo serviço aqui. É tudo feio que eu estou fazendo. Ai, que vergonha! A vergonha é instalada aí. Que vergonha! Eu tava aqui aberta, descontraída, produzindo algo que eu estava achando legal. Agora eu pude ver o que eu estava fazendo pelo olhar do outro. É feio. É feio. Não tem valor. Meu Deus. Então eu preciso começar a a guardar para mim as minhas produções. Eu não posso me expor porque o que eu faço é feio. Tudo isso pode ser pode ser construído ao longo de interferências maliciosas desse jeito. E essa criança vai minando partes de si mesma. Eu produzo coisas feias. Eu envergonho as pessoas. Eu acho que eu estou fazendo uma coisa legal. As pessoas não estão vendo isso. Eu não sou tão boa assim. É melhor eu ficar quieta, não se arrisca. Tudo isso pode acontecer com essa criança. A mesma coisa com a com a esposa. Se ela tiver mais bem resolvida com a vida com ela mesma, se ela tiver investindo no seu autoconhecimento e se fortalecendo internamente, se apropriando de si mesma, sabendo que ela não precisa ser a melhor de nada, mas o fato dela ser quem ela é já garante um valor intrínseco de cada ser. Ela pode pôr limites nesse marido e falar: "Não

se apropriando de si mesma, sabendo que ela não precisa ser a melhor de nada, mas o fato dela ser quem ela é já garante um valor intrínseco de cada ser. Ela pode pôr limites nesse marido e falar: "Não sei o que que aconteceu com você lá fora, meu bem". Mas se você tem esses dardos aí bem venenosos para disparar, comigo não. Vai lá pro espelho, fala para si mesmo. Ela pode pôr limites, mas se ela tem uma fragilidade emocional, se ela tem uma baixa autoestima, ela pega para ela. E aí ela pode tanto ir para um caminho de é mesmo, né? Que que eu penso que eu sou? Por que que eu tô me arrumando? Não adianta nada, eu nem mereço. Ou ela pode ir por um caminho de, nossa, como eu sou uma coitada, uma vítima. Olha como meu marido fala comigo. Eu sou assim mesmo. Ninguém gosta de mim. Tá vendo? A gente a gente pode pegar pra gente. Isso é sutil. É diferente de alguém chegar e me chamar de palavrão, fica claro que ele tá errado. Ninguém vai discutir, ele tá errado. Dependendo do que eu tenha feito, ele tá errado. Mas quando chega dessa forma sutil, muito provavelmente a pessoa que vai estar na situação da vítima, entre aspas, né, porque não tem vítima no final da história, a gente colabora com a nossa participação para ter essas pessoas que nos violentam. A gente só é violentado porque a gente de alguma forma participa disso, se posicionando para isso, mas vamos entender que isso é difícil de conversar. A gente já falou disso em em encontros passados, mas eu não estou ali por acaso, né? Então é difícil, é difícil a gente se posicionar, mas quando é declarado por um palavrão, eu sei que é dele. Agora, quando ele chega sutil dessa forma, passando uma mensagem depreciativa a meu respeito, se eu tiver baixo autoestima, eu compro. Eu esqueço que é ele que tá falando, que ele tem o problema dele, eu trago para mim. O problema sou eu mesma. É, eu não sirvo. Se eu sou funcionário que estou ali, eu posso de novo, como o funcionário falar: "Nossa, gente, esse cara aí é chefe. Jura que ele tem essa didática sendo

im. O problema sou eu mesma. É, eu não sirvo. Se eu sou funcionário que estou ali, eu posso de novo, como o funcionário falar: "Nossa, gente, esse cara aí é chefe. Jura que ele tem essa didática sendo chefe?" Mas a maioria das vezes não. O funcionário pega para si. Nossa, eu tava achando que eu tava agradando, eu sou eu sou um ignorante mesmo. O que que eu penso que eu sou? Então, a violência ela nem sempre vem dessa forma bruta, animalizada. Ela muitas vezes vem na forma sutil de ameaças, de deboche, de ironia, de desvalorização. Ela vem na forma eh eh sutil de uma brincadeira que está passando uma mensagem negativa de bullying. Tudo isso faz parte da violência verbal. Bom, vamos então começar. Eu trouxe alguns pontos, né? Primeiro que a gente vai fazer essa, eu gosto sempre de lembrar porque se aplica a quase tudo esse esse trecho do evangelho do apóstolo Paulo, quando ele vai escrevendo suas cartas, né? São sempre tratados de sabedoria. E tem um trecho de uma das cartas que ele manda em que ele vai, ele tá, ele tá discorrendo, ele tá explicando a respeito do valor das coisas, né? E ele e ele explica agora eu vou vou vou falar com as minhas palavras, né, uma tradução livre minha, uma interpretação minha do texto evangélico, que é a coisa em si, ela nunca vai ser nem pura e nem impura. é a relação que eu estabeleço com essa coisa que torna ela carregada de um valor positivo ou negativo. A gente fala disso. Uma um elemento químico, ele pode tanto ser um remédio que cura uma doença, quanto ele pode se tornar num veneno que destrói a vida se ele tiver sendo usado da maneira errada, na na dosagem errada. o mesmo princípio químico, né? A mesma coisa. A gente fala do dinheiro. O dinheiro é uma bênção, o dinheiro é uma maldição. Depende. A gente vê coisas lindas sendo construídas graças ao poder do dinheiro. Obras de atenção à saúde, à educação, atendimentos aos que estão em situação de vulnerabilidade extrema. Aí o dinheiro vem e resgata dignidade, oferece recurso para eles continuarem a

der do dinheiro. Obras de atenção à saúde, à educação, atendimentos aos que estão em situação de vulnerabilidade extrema. Aí o dinheiro vem e resgata dignidade, oferece recurso para eles continuarem a a jornada deles, se reerguerem. Mas esse mesmo dinheiro, ele pode corromper mentes, corações, ele pode destruir, ele pode gerar assassinatos por essa cobiça, por causa de ir atrás de dinheiro até entre famílias. Então, não é o dinheiro, sou eu, é o tesouro que eu tenho no meu coração, né? Jesus falava: "Me fala do tesouro que tem aí no seu coração, que eu falo sobre quem você é. É o que eu carrego em mim que vai transformar as minhas ações, decisões em algo carregado de valor positivo ou de valor negativo, né? A mesma coisa com a palavra. A palavra, ela pode edificar, acolher, acalmar, motivar, construir, educar. A palavra também pode eh amaldiçoar, destruir, humilhar, rebaixar, envergonhar, chantagear. Então, é nós que que daremos o o valor que a gente traz no coração. Esse valor que a gente traz no coração será impregnado nas minhas palavras. E as minhas palavras vão carregar isso, a luz ou a sombra. Bom, então eu vou começar trazendo aqui o livro Em Busca da Verdade do capítulo 7. E Joana de Angeles diz: "A palavra, por exemplo, é um talento que nem todos aplicam conforme deveriam, porquanto através dela se produzem as richas, as brigas, as intrigas, as maledicências, as infâmias e as acusações, muitas vezes culminando em guerras infernais. Quando a sua finalidade é exatamente ao contrário, outras coisas positivas acontecem. Então, Joana tá dizendo isso. É um talento. Que que você faz com o talento da fala, da palavra, da expressão, pela comunicação? Como é que você comunica? Quando você comunica, você torna um ambiente melhor, mais agradável ou você faz com que as pessoas queiram sair de perto? Quantas vezes a gente comenta isso ai? Fiquei conversando lá meia hora com a pessoa, tá doido, saí carregada mal com malestar, só reclamou, nada tava bom, só olhou o lado negativo. Puxa

sair de perto? Quantas vezes a gente comenta isso ai? Fiquei conversando lá meia hora com a pessoa, tá doido, saí carregada mal com malestar, só reclamou, nada tava bom, só olhou o lado negativo. Puxa vida, tem tanta coisa boa acontecendo. Não foi capaz de enxergar quantas vezes a gente faz esse discurso ou as pessoas fazem esse discurso ao estarem na nossa presença, depois de saírem da nossa presença. É um talento. Eu tenho talento de falar, falar, falar, descrever, contar histórias. Quando eu termino de usar esse talento, como fica o ambiente? As pessoas saem melhores, animadas, esperançosas? Elas saem se sentindo valorizadas, dignificadas? Ou depois que elas passam pela minha presença e escutam a minha expressão, a minha comunicação, elas saem com raiva para baixo, se sentindo humilhadas, se sentindo desvalorizadas, cheias de dúvidas. É uma autoanálise dura e crua essa, mas importantíssima. Tenha coragem de se analisar. Passa em revista as últimas vezes que você se encontrou com pessoas e olha a carinha delas. Lembra a carinha delas quando elas forem embora. Elas levaram o quê? Carregaram o quê? É tão prazeroso quando a gente lembra que essa carinha foi embora dando um sorriso, agradecendo, se sentindo melhor do que quando elas chegaram. É uma bênção que a gente tem, é uma dádiva. É tão ruim quando a gente vê as pessoas indo embora, carregando uma um peso pelo que por aquilo que a gente falou. Não quer dizer que dá pra gente viver uma vida inteira só de florzinha. No nosso grau de evolução, não dá. Inclusive, de vez em quando a gente vai precisar ser firme e as pessoas vão precisar ir embora de cabeça baixa, tristes e bravas, porque eu eduquei, porque isso também faz parte. A educação, quando a gente educa alguém, não é só falando de florzinhas e e azulzinho e rosinha. Muitas vezes vem um peso ali, mas não é um peso tirânico, autoritário. É um peso no sentido de chamar a responsabilidade. Filho, vem cá, vamos ter uma conversa. Quantas vezes a gente entrou em acordo que isso não

vem um peso ali, mas não é um peso tirânico, autoritário. É um peso no sentido de chamar a responsabilidade. Filho, vem cá, vamos ter uma conversa. Quantas vezes a gente entrou em acordo que isso não aconteceria? Quantas vezes eu já te corrigi? É a quarta vez que você se posiciona de um jeito que a gente, lógico que essa essa conversa vai ser dura, ele não vai sair alegrinho, ele vai sair talvez se arrastando, mas de um jeito que precisa. Eu não fui violenta, eu não fui tirânica, eu não fui, eu não debochei, eu não humilhei, mas eu chamei com firmeza e gentileza paraa consciência. Ele pode abaixar a cabeça, sair envergonhado, entristecido, paciência, vai lidar com isso, porque se você não sentir isso, você não muda. Então, não quer dizer que a gente vai viver só de de frufru, mas precisa que tenha consciência do que se faz e eu tenha consciência de que aquilo que eu ofereci o melhor. Nesse caso, foi um acolhimento, um abraço, um conforto, um calor. Era isso que a pessoa precisava. ela vai sair daqui melhor, mais leve. Outras vezes é um chamado para acordar. A pessoa vai sair cheia de de aflição, pensando mil coisas ou envergonhada, não tem problema. Eu fiz com consciência. Isso é isso você nunca vai cair em armadilha de violência, porque a sua intenção é o bem, é o amor. Você não se deixou afetar para falar e vomitar as coisas. Você analisou o que você precisava falar, você falou de um jeito educativo, consciente, aí tá tudo bem. O problema é quando a gente não tem consciência, aí acaba escapando uma alfinetada daqui, né? Um um soco verbal dali. Então a palavra ela vai ter o teor que eu impregnar da energia que eu tenho. Bom, que mais que a gente pode falar sobre violência verbal? A gente pode pensar assim, olha, ã, quando ã quando a gente vê um animal, por exemplo, né, o animal ele, se ele se sentir acuado, ele ataca, né? E ele ataca normalmente fazendo barulho. Primeiro ele faz uma ruaça para ver se se espanta. Ele não quer, ele não tem interesse em já ir pro confronto, porque

, se ele se sentir acuado, ele ataca, né? E ele ataca normalmente fazendo barulho. Primeiro ele faz uma ruaça para ver se se espanta. Ele não quer, ele não tem interesse em já ir pro confronto, porque ele ele vai se dar mal. Se ele pode até vencer, mas ele vai sair machucado. Então a primeira coisa que ele faz é tentar espantar o outro. Para isso que ele urra, ele pavoneia, né? Ele faz ali uma situação para ver se ele espanta o e e já resolve. ele é um bom negociador, senão aí ele vai partir para paraa luta mesmo, né? Então, sempre que a gente procura atacar alguém por meio da fala, muito provavelmente antes disso a gente estava se sentindo ameaçado. Muitas vezes é como se fosse uma defesa. Eu eu tô me sentindo encurralado, encurralado, encurralada e eu grito. Eu grito, eu esperneio. O que que eu tô fazendo? Tô saindo da situação. A pessoa vem, pergunta uma coisa, fala outra coisa, eu, ah, ah, sabe o que que é? Ah, ah, sabe também. E assim, né? Então, a gente vai encolhendo, vai encolhendo, vai encolhendo. Quando você percebe que não tem para onde correr, o que que você faz? Você explode. É uma defesa. Então, muitas vezes, a nossa fala agressiva, ela parte de um lugar de insegurança. Olha que maluco, né? Eu me mostro agressivo para esconder a minha fragilidade, a minha insegurança. Isso é básico. Isso acho que assim é o ponto central de toda a nossa conversa de hoje. Cada vez que eu ataco verbalmente, humilhando, intimidando, debochando, ameaçando, xingando, eu estou descarregando, fora desequilíbrios internos, baixa autoestima. indignação, vingança, eu não tô bem resolvido. Isso é básico. Quando é que eu sou agressivo com alguém na verbalmente? Quando eu não tô bem, eu estou falando muito mais de mim do que do outro. Eu estou contando as pessoas, tô estou escancarando que aqui dentro tá horrível. Ou eu tô me sentindo desse tamanhinho, ou eu estou irritadíssimo com alguma coisa que tocou em alguma ferida, ou eu tô bravo que eu quero me vingar, de qualquer forma eu não tô bem.

entro tá horrível. Ou eu tô me sentindo desse tamanhinho, ou eu estou irritadíssimo com alguma coisa que tocou em alguma ferida, ou eu tô bravo que eu quero me vingar, de qualquer forma eu não tô bem. Então é um é um atestado que eu dou. Cada vez que eu vou e ataco, seja por qual meio for, eu estou sendo atestada. Atesto que eu não estou bem intimamente. Tem muitas feridas psicológicas me atormentando. Eu preciso de ajuda. É isso. Agora pega um fortão que vive intimidando todo mundo, xingando e ganhando tudo no grito e fala para ele: "Você tá tá dodói, tá precisando de ajuda aí dentro tá ruim? tem uma ferida que tá te doendo, ele vai querer te socar porque ele não quer olhar para isso. A última coisa que ele quer é que você fale: "Ah, você tá gritando bastante porque você tá se sentindo pequenininho aí dentro. Ah, você tá ameaçando porque você dentro tem medo que a gente entre." Ele não quer saber disso. Ele quer vender a imagem de que ele é fortão. Não, não me amole, não se aproxime, né? Então, eh eh precisa ver o que que tá dentro ruim que está saindo na forma de uma violência verbal. Vamos então para conflitos existenciais, capítulo 1. Joana diz: "É comum ver-se agressão verbal contra outrem motivada pela inveja, que é sua causa real, porém disfarçada de defesa deste ou daquele ideal, de uma ou de outra forma de comportamento. Nesta atitude está embutida uma fuga psicológica, ocultando a causa real do desapontamento transformado em rebeldia e mágoa. Aqui ela destaca a inveja. Em outros trechos, ela vai destacar baixa autoestima e outros tipos de conflito. De qualquer forma, aqui dentro tem algo muito ruim. E eu sei disso. Por quê? Porque eu estou oferecendo pro mundo algo ruim. De um coração bom. Não dá para sair palavras que machucam. Então, quando eu não estou bem, eu eu jogo pro mundo algo correspondente. Então, é o que ela tá dizendo, é uma, eu agrido para me defender e eu agrido para descontar a raiva que eu tô. Nesse caso, ela diz, muitas vezes, é por causa de inveja.

pro mundo algo correspondente. Então, é o que ela tá dizendo, é uma, eu agrido para me defender e eu agrido para descontar a raiva que eu tô. Nesse caso, ela diz, muitas vezes, é por causa de inveja. A inveja faz a gente ser felino e ferino, né? Tem uma língua de felino e de e também de cobra. Muitas vezes é a inveja. Aí a gente faz aquele comentário, aquela piadinha do outro. No fundo tá morrendo de inveja e aí precisa ir cutucar o outro, né? H, eu tinha falado dessa história do animal desse dessa reação incintiva, que é quando eu me sinto encurralado, eu agrido para me defender, eu quero espantar o outro, amedrontar o outro. Isso é uma reação também. É, é aquele papel do fortão. Quantas vezes, se não todas, quando a gente vê um fortão querendo intimidar, mostrar que é ele que manda, que é ele que grita, que é ele que tem, põe medo em todo mundo, internamente ele tem um ser pequenininho lá dentro morrendo de medo. Aí ele cria uma armadura gigante para impressionar o mundo, porque ele tem medo que o mundo descubra que ele é pequeno e abuse dele e maltrate ele, machuque ele. Então ele precisa vender uma imagem de fortão. A maioria das vezes, senão todas, o fortão está fazendo uma propaganda de marketing. Ele está querendo vender uma coisa por outra. Tô vendendo uma imagem de fortão. Vocês lembram do do Shrek? Quando a gente tem filho, a gente assiste tudo isso. O Shrek tinha um personagem que era o príncipe lá e que enquanto chegava pra gente a imagem desse príncipe, você imaginava um homem gigante, amedrontador. Aí a animação é muito bem feita, né? Começa a mostrar a sombra dele. A sombra dele é enorme, pega assim, ó, começa e vai até lá em cima. Aí a câmera vai se aproximando, a sombra vai diminuindo, diminuindo. A hora que você chega no tamanho dele, ele era pequenininho. Não é uma questão de de estatura física, é que ali é simbólica, tá representando esse homem pequeno, esse ser humano pequeno interno. Interno. Porque às vezes a gente vê um um homem, uma mulher

ninho. Não é uma questão de de estatura física, é que ali é simbólica, tá representando esse homem pequeno, esse ser humano pequeno interno. Interno. Porque às vezes a gente vê um um homem, uma mulher de 1,80 m, 2 m de altura, calmos, dóceis, gentis. Não é questão de estatura física, é de postura de fortão. Essa postura de fortão pode ser por alguém que tem a a minha a minha altura e pode se colocar querendo mostrar que é fortão. Então não estamos falando de estatura física, estamos falando de postura de quem é fortão. Essa postura de quem é fortão, de quem quer pôr medo no outro, é uma propaganda de marketing do tipo, acredite que eu sou forte, viu? Porque se você descobrir que eu sou fraquinho, talvez você tire proveito de mim. Então eu preciso vender uma imagem. Então, muitas vezes é isso. Então, lá no livro Triunfo Pessoal, capítulo 3, Joana diz assim: "Irritadiço é mordaz e inseguro por constituição temperamental. reagindo sempre antes que seja alcançado pelas agressões que supõe lhes serão dirigidas. Então, antes que vocês cheguem para me machucar, eu já machuco todo mundo para ficarem longe de mim. apresenta-se violento porque oculta o transtorno íntimo, empurrando para longe os perigos que imagina estariam ameaçando. A sua linguagem verbal é tempestuosa, marcada pelo cinismo, pela suspeita, enquanto a linguagem corporal é tensa, apresentando músculos rígidos e distendidos. E a mental, a postura mental é desconfiada e autopunitiva. É um, é um tormento, gente. Antes de eu atormentar a vida do outro, eu estou atormentada. Porque se reconhece rebelde, é inamistoso, assinalado pelo mau humor que o atormenta internamente. Interiormente. Essa pessoa tá sempre de mau humor porque ela tá sempre na defesa, porque ela tá sempre achando que ela vai levar pior, porque ela tá sempre achando que ela precisa fugentar o outro, amedrontar, amedrontar o outro. Eu me lembrei de uma vez que eu tava numa sala de aula e a gente fazia um projeto de valores e uma e a gente estava contando

e achando que ela precisa fugentar o outro, amedrontar, amedrontar o outro. Eu me lembrei de uma vez que eu tava numa sala de aula e a gente fazia um projeto de valores e uma e a gente estava contando sobre isso, né? E tinha uma frase de efeito que a gente usava que era somente fere quem antes foi ferido nesse sentido de que quando eu apresento pro pro mundo de fora algo ruim, é porque ele tá dentro de mim. Então se eu tiver bem, se eu tiver de bem com a vida, eu ofereço coisas boas, né? os bons tesouros do meu coração. E uma menina me disse assim: "Puxa vida, né? Sabe quando dá uns uns eureca, né? Um insight, uma mocinha 12 anos, ela falei: "Puxa vida, Cris, agora eu entendi. Tem um menino lá na minha escola, ela ficava no contraturno com a gente, ia pra escola regular no outro período. Tem um menino lá na nossa escola que ele fica na, ele fica na porta esperando eu chegar. Ele me atormenta todos os dias. Ele faz bullying comigo todos os dias." Agora eu entendi, ele deve ser muito ferido. Ele deve ter um coração muito ferido de tanto que ele quer ferir os outros. Aí ela contou depois, ela contou que na vez seguinte que ela foi pra escola, ele tava lá. Aí ela falou: "Olha, antes que ele antes que ele falasse comigo, porque eu já sabia que ele ia me provocar, eu fui direto com ele e falei: "Fulano, eu te eu te entendo agora, viu? Eu te entendo, eu te perdoo. Se você precisar de ajuda, eu tô aqui. Porque eu aprendi que somente fere quem tem um coração ferido. Ela falou: "Nunca mais o menino foi conversar com ela. Nunca mais ele se aproximou, ele disfarçava, saía de perto, mas acabou a graça. Acabou. Ela saiu da posição de vítima e ela ainda ainda eh estendeu a mão e desmascarou o É como se ela tivesse arrancado a máscara do fortão, né? Ó, tô vendo quem tá aí dentro. Quer ajuda? Aí ele escapou dela. Foi muito interessante esse caso. Tem um trecho, gente, que eu trouxe pra gente ler. Eh, Joana tá contando uma história. De vez em quando, Joana conta umas histórias, né, no meio dos dos

escapou dela. Foi muito interessante esse caso. Tem um trecho, gente, que eu trouxe pra gente ler. Eh, Joana tá contando uma história. De vez em quando, Joana conta umas histórias, né, no meio dos dos capítulos para ilustrar. E essa é uma história que tem tem fundo real mesmo, né? Ela trouxe de uma experiência que realmente aconteceu. Eh, lembra aquela época lá atrás, há 100, 200 anos atrás, que tinha circos, né? Muitos circos usavam animais. E ela contou a história de um animal que era um elefante de um circo e ele tava para se aposentar, tal. E aí eles foram mexer com esse com esse elefante e ele ficou agressivo. E um homem entrou para acalmar e ele reagiu mal. E aí ficou todo mundo e agora vai ter que sacrificar. Ninguém consegue se aproximar. Ele tá reagindo de uma forma muito violenta. Aí aparece alguém, aparece um homem e esse homem se aproxima da jaula porque tava todo mundo longe. Se aproxima da jaula e começa a conversar com o elefante do com voz alta e depois essa voz vai abaixando, vai abaixando e o elefante foi entrando com ele nesse rebaixamento, né, emocional. Então, a partir daí, ele vai acalmando. Aí agora eu vou ler na íntegra, tá lá no livro Psicologia da Gratidão, capítulo 1. A porta de ferro foi aberta e o homem adentrou-se na jaula. O animal pareceu irritar-se ainda mais, parando o movimento circular, enquanto o visitante falava-lhe baixinho, palavras que ninguém entendia, num tom melódico, fazendo lembrar uma canção mântrica. Ouvindo-o, o animal foi se acalmando, deixou de balançar-se. Os olhos injetados recuperaram a expressão habitual. O estranho acercou-se mais, tocou-lhe na tromba e delicadamente puxou o paquerme, fazendo um círculo em torno da jaula, com sua maneira característica muito conhecida. Boso, que era o nome do elefante. Boso não é mau. Ele estava apenas com saudade do Rindustani, o idioma no qual foi adestrado após nascer. Tratando-se de um elefante hindu, ele estava com saudade da sua terra, da língua materna, e acalmou-se, tendo sua paz restituída. Esse eh

ade do Rindustani, o idioma no qual foi adestrado após nascer. Tratando-se de um elefante hindu, ele estava com saudade da sua terra, da língua materna, e acalmou-se, tendo sua paz restituída. Esse eh adestrador então entendeu que o elefante não tava bem. e que ele e ele conseguiu se aproximar e primeiro cuidar do mundo íntimo. Foi acalmando, acalmando. Aí a reação agressiva foi acalmando também. Não é de fora que a gente vai falando, para de gritar. Sabe quando a gente faz isso? Para de gritar, diminui seu tom de voz. Não fala assim comigo, não. É, é grito com grito. Não adianta. A, a estratégia, a estratégia. Olha, a Siri tá falando junto com a gente aqui. A estratégia é a gente tirar ele do estado emocional afetado. Não adianta eu entrar na mesma altura de gritaria. O que eu preciso fazer é isso. Bom, ele tá, ele está afetado, machucado e está jogando para fora o efeito dessa irritação. Eu preciso primeiro acalmar essa pessoa. Aí eu tenho que conhecer. Ele conhecia o elefante Boso, sabia que ele gostava da música hindu e usou essa chave para abrir a porta, entrar no mundo íntimo e acalmar. E aí a gente vai ter que fazer isso com nossos filhos, marido. O que que é? Qual é a chave da porta dele? Filho, vem cá. Não, não, não briga, não fala. Filho, vem cá um pouquinho. Senta um pouquinho aqui com a mamãe. E aí vou contar aquela história para você, lembra? Ou vamos cantar junto aquela musiquinha que a gente gosta. Ou filho, tô vendo que você tá irritado. Eu também tô. Vamos socar travesseiro e a gente vai escolher a estratégia que faz sentido pra pessoa que a gente tá lidando. A primeira providência é alterar o estado emocional para depois a gente entrar no tema. Olha, você já se acalmou agora. Vamos conversar sobre o que aconteceu. Você viu que você usou palavras muito fortes. Se você tivesse escutado o que você falou, você ia gostar. Depois eu trato. A primeira providência é ajudar ele a mudar o estado emocional de onde ele está, né, gente? Vou começar a correr como sempre,

e você tivesse escutado o que você falou, você ia gostar. Depois eu trato. A primeira providência é ajudar ele a mudar o estado emocional de onde ele está, né, gente? Vou começar a correr como sempre, né? que fico falando no começo. Eh, eu trouxe um outro ponto interessante no que se refere à violência verbal, que é muitas vezes a gente na nossa intimidade, quando a gente tá sozinho, a gente jamais falaria certas coisas. Mas quando a gente está camuflado no que a gente chama da psicologia de grupo, quando eu estou dentro de uma massa e eu não sou vista individualmente, eu abro um pouquinho mais os os compartimentos das minhas sombras e eu deixo escapar coisas que quando eu tô sozinha sendo observada eu não deixaria. Então, é muito comum a gente falar coisas e demonstrar agressividade que a gente não deixar, não demonstraria se tivesse sozinha. Mas já que eu estou dentro dessa turba, já que eu estou dentro dessa massa, já que eu estou na torcida, aí eu grito, falo palavrão, ameaço. Então isso costuma acontecer também quando a gente eh se camufla e acaba deixando sair bichinhos e dentro de da que a gente segura quando a gente tá sozinha, né? Então, ainda no Psicologia da Gratidão, mas no capítulo oito, Joana diz: "Nesse clima de desordem psíquica e emocional, essas chamadas torcidas organizadas marcam pela internet o lugar para os enfrentamentos, como ocorria nos campos de batalha do passado, e agridem-se de maneira selvajada, ferindo, milhando até assassinando, enquanto a sociedade estarrecida contempla cenas eddas. e a e a elas vai se acostumando. Então, as as violências verbais também eh acontecem dessa forma, camuflado no meio da massa. Eu acabo pegando um grupo e e aproveitando esse grupo e eu falo pro outro aquilo que eu nunca tive coragem de falar na intimidade, né? Bom, agora alguns trechos pontuais, por exemplo, violência verbal por meio de humilhação, né? Então, eu humilho o outro quando, na verdade eu me sinto pequeno. Então, para eu crescer eu preciso diminuir o outro, né? Então,

hos pontuais, por exemplo, violência verbal por meio de humilhação, né? Então, eu humilho o outro quando, na verdade eu me sinto pequeno. Então, para eu crescer eu preciso diminuir o outro, né? Então, muitas vezes quando eu parto para humilhação, que é uma violência verbal, é porque por trás ou por dentro tem alguém ali se sentindo humilhado, pequenininho e aí tenta humilhar o outro. Então, no livro Psicologia da Gratidão, agora no capítulo 11, Joana diz: "Essas pessoas, portadoras do complexo de inferioridade são rudes, ingratas, exigentes, comprazendo-se em humilhar os servos e auxiliares, mantendo-se dominadoras e inacessíveis. Então, se você é a pessoa que xinga, humilha, eh eh rude, eh intimida o seu funcionário ou aquele o seu filho, aquele que que está com você, que que ela diz? Muito provavelmente portador de complexo de inferioridade. Eu rebaixo o outro porque ele precisa estar no meu tamanho. Para eu poder crescer um pouquinho, o outro tem que abaixar porque eu sou pequeno, né? Então, é, são pessoas pequenas, internamente falando. Outro tipo de violência verbal, chantagem, né? Chantagem também é um abuso verbal. Quando eu não consigo por meio do diálogo, do debate, eu apelo, né? E eu vou por meio do medo, da submissão, né? Dessa ameaça. É o quê? Uma tentativa de ter poder. Eu quero que as coisas sejam do meu jeito. Eu quero ganhar no grito. Então, se eu não tô conseguindo, eu vou ameaçar. Eu vou chantagear. Então nós vamos lá pro livro autodescobrimento, uma busca interior, capítulo 9. São comuns nesse período as ameaças e as chantagens afetivas. Se você não se alimentar, a gente começa lá desde criança, ou não dormir, ou não proceder bem, papai e mamãe não gostarão mais de você. Ai, que cruel isso. Hoje acho que a gente já não faz mais isso, né? Ou então mamãe vai ficar feliz se você comer tudo. Não. O problema da mamãe ser feliz é dela. Ela que vá paraa terapia, ela vai conversar com Deus, ela que vai mudar de jeito pra mamãe ficar feliz. É ela, não é o filhinho comer

liz se você comer tudo. Não. O problema da mamãe ser feliz é dela. Ela que vá paraa terapia, ela vai conversar com Deus, ela que vai mudar de jeito pra mamãe ficar feliz. É ela, não é o filhinho comer bastante. Pensa no peso disso, gente. Se eu não conseguir comer, minha mamãe não vai ficar feliz. Então não mistura as estações. Se ele comer, ele vai ficar bom. Não sou eu. Não traz para você. Filhinho, se você comer bastante, você vai ficar forte, você vai ter disposição para brincar mais. Quem não come muito não tem energia, vai querer brincar e não vai conseguir. Seja lógica na sua fala, não mistura as coisas. Come, senão mamãe vai ficar triste. Você ficar triste, o problema é seu, mãe. Não traga para mim, né? Mas acho que hoje a gente já tá mais acordado para isso, né? Continuando, ou o bicho papão lhe pega, af, etc. A criança, incapaz de digerir a informação, passa a ter medo de perder o amor, passa a ter medo de ser devorada pelo tal bicho papão, perturbando sua afetividade, que entorpece a naturalidade do seu processo de amadurecimento, tornando o adolescente inseguro e um adulto que não sa que não se sente credor de carinho, de respeito, de consideração. Você põe nós no desenvolvimento emocional. A pessoa vai se desenvolver com um monte de travas de coisas que são apreensivas internamente. A deformação leva-o a barganhas sentimentais. Conquistar mediante presentes materiais, bajulação, anulando sua personalidade, procurando agradar o outro, diminuindo-se e super valorizando o afeto que há nela. Aí a gente vai ver essa criança sendo um adulto e falando assim: "Você tá feliz comigo, marido? Você gostou do que eu fiz? É buscando aprovação do outro. Eu não sei se o que eu fiz tá legal. Não consigo sentir em mim. Eu preciso que o outro valide. Ai, não, não vou fazer isso, senão meu marido capaz de ficar triste. É aquela criança ainda querendo agradar a mãe. Ou seja, ela não tá sendo espontânea, naturale. Ela nem sabe o que ela sente. O que ela sente está atrelado ao que o outro acha

do capaz de ficar triste. É aquela criança ainda querendo agradar a mãe. Ou seja, ela não tá sendo espontânea, naturale. Ela nem sabe o que ela sente. O que ela sente está atrelado ao que o outro acha dela. Ela precisa se perguntar pro outro se o que ela tá fazendo é bonito ou é feio. Ela precisa olhar pro outro para ver se ela deixa o outro alegrinho ou não. Mas o outro vai ficar alegrinho ou não, depende dele, não de mim. Mas eu vou ficar pro resto da vida condicionada a ser uma agradadora dos outros, porque eu fui condicionada assim na minha infância. Outro tipo de violência verbal, sinismo, ironia, deboche. Aí as pessoas que se sentem superior tiram o sarro do outro, debocha, desfaz, desvaloriza, faz pegadinha, faz pagar mico, né? tenta, tenta usar dessa, dessa humilhação. Então, quanto grande é essa pessoa? Nada grande, né? É um terrorista interno. Então, Joana de Angeles fala assim: "O cinismo é uma expressão que caracteriza a conduta do indivíduo violento que surge no período infantil, quando patológica, né? Aí no caso dos eh psicopatas até prolongando-se pela adolescência em que revela os pendores agressivos com mais intensidade, assim alcançando a idade adulta sem uma adaptação equilibrada ao meio social. Então vamos prestar atenção já desde pequeno, se a criança não é essa que gosta de fazer malvadeza e dá risada. Sim, >> ela prega peça e dá risada. É ali que a gente consegue trabalhar essa empatia, a sensibilidade, fazendo ele tentar se imaginar no lugar do outro. Se não consegue acessar o outro emocionalmente, dá para acessar intelectualmente. Então, se a criança não tem essa facilidade emocional de tentar sentir o que o outro sente, ela pode, porque tem uma um cérebro mais frio, uma emoção mais fria, mas ela pode intelectualmente se imaginar como você acha que ele se sente, raciocina. Isso ele pode ter. Então é a gente trabalhar de pequeno para não criar esses autoritários terroristas em termos de violência verbal na vida de outras pessoas depois, né? Ainda nesse ponto, a

aciocina. Isso ele pode ter. Então é a gente trabalhar de pequeno para não criar esses autoritários terroristas em termos de violência verbal na vida de outras pessoas depois, né? Ainda nesse ponto, a gente traz também a questão do bullying, da intimidação. Esses ditadores que ficam botando terror na vida dos outros, fazendo esse tipo de ameaça de intimidação, de bullying, é outro tipo de eh de violência que também a gente pode começar a trabalhar já desde pequeno. Então, no livro Vida, desafios e soluções, capítulo 2, Joana de Angeles fala a sua insegurança íntima sempre assim, né? Aqui dentro não tá bom, a gente expressa mal. A sua insegurança íntima produz o ditador que se cerca de leis injustas e atos arbitrários. A gente tá vendo muito isso de guardas ferozes e cuidados especiais, intimidando, destruindo e fazendo-se detestado como forma de se sentir realizado. Como que pode uma pessoa gostar de pôr medo nos outros? Eu sou arbitrário, eu vou fazer do meu jeito. Então me obedeça, porque se você fizer alguma coisa, mesmo que a lei não diga, eu aplico isso. Esse poder arbitrário é o pior de todos, é o mais nojento mesmo, né? Porque é o maior abuso que que pode existir. Às vezes a gente vê isso dentro de casa com pais e mães agindo de forma arbitrária. O filho não entende que regra é essa. Simplesmente surgiu na cabeça do pai naquela hora. E ele aplica a punição que ele acabou de inventar. Nunca isso. Nunca. Toda vez que eu for aplicar uma consequência para uma atitude, essa consequência tem que ter sido comunicada antes. Filho, negócio seguinte, você gosta de assistir a sua série um episódio por dia. OK. Ela está atrelada aos seus compromissos tendo terem sido terminados. Ninguém consegue ter prazer se não tiver um dever que sustenta. O dever é que traz dinheiro para casa. O dever é que faz o corpo ser saudável, tomando conta da alimentação. Não dá para usufruir de um prazer se antes eu não cuidei para ter estrutura para isso. Então, filho, cuida bem da da da escola, dos seus

r é que faz o corpo ser saudável, tomando conta da alimentação. Não dá para usufruir de um prazer se antes eu não cuidei para ter estrutura para isso. Então, filho, cuida bem da da da escola, dos seus deveres e você vai ter seus prazeres. Agora, eu não avisei o que acontecia, não gostei do que o filho fez. inventa uma uma punição na hora. Isso é arbitrariedade, né? Então, continuando aqui no ódio que lhe votam as vítimas, ele sente-se homenageado. Ele gosta de sentir poder quando ele ele machuca o outro tirânico, ditador, porque temido, transferindo seus medos em relação a tudo e a todos para os demais em relação à sua pessoa. Isso tá lá no livro Vida, Desafios e Soluções, capítulo 2. Não sei se eu já tinha falado. Então ele fala sobre esses ditadores, esses autoritários que sentem prazer doentil, humilhando, fazendo bullying, aplicando leis arbitrárias, torturando psicologicamente os outros. Todas essas são formas de violência verbal que a gente precisa prestar atenção pra gente parar de praticar. Lembrando que eu sou machucada quando eu machuco alguém e colocando limites quando alguém está usando isso com a gente, a gente acordar pra vida e pensar: "Opa, por que que eu tô aceitando isso? Não quer dizer que eu vou fazer de volta, porque senão troca seis por meia dú, mas quer dizer que eu vou começar a cuidar de mim e não vou acertar aceitar certas coisas. Como aí a estratégia de cada um para encontrar um caminho sem ser por meio da do confronto, mas que seja por meio desse enfrentamento. Olha, você sempre fala comigo desse jeito, não quero mais, não quero mais. Ah, mas eu não tenho outro jeito, então não é problema meu. Vá procurar terapia ou não fale, fica quieto. Você não sabe falar de outro jeito, não. Então não fala. Eu vou começar a pôr limites na forma como as pessoas têm falado debochadamente, intimidando, praticando bullying, fazendo chantagem, fazendo ameaça. Chega, eu não permito mais isso comigo e eu não me permito mais fazer isso com os outros. Então, a gente

têm falado debochadamente, intimidando, praticando bullying, fazendo chantagem, fazendo ameaça. Chega, eu não permito mais isso comigo e eu não me permito mais fazer isso com os outros. Então, a gente encerra a nossa reflexão e eu vou deixar um filme emocionante. Eu acho que todo mundo já assistiu. Ele é muito, foi muito conhecido. Ele é de 2017. É um filme de uma criança baseado em história real, chama Extraordinário. É a história de uma criança que precisou fazer uma série de cirurgias. Ela ficou com o rosto bastante comprometido em termos estéticos e ela vai pra escola. Aí a gente já imagina o que que essa criança vai suportar. E aí a gente vai aprendendo muita coisa. Vai aprendendo com o menininho que faz bullying, vai aprendendo com aqueles que que dão suporte, vai aprendendo com a família que tem que conseguir encontrar um caminho para ajudar o filho a a se a serem autônomo na sua postura, para não ficar também super protegido. E a gente vai vendo o quanto que a palavra pode ferir pra gente poder olhar com esse olhar e e ficar atento para passar a evitar. Então fica esse filme extraordinário de 2017 como sugestão. Muito obrigada pela participação de vocês, pela presença e aguardo vocês semana que vem, se Deus quiser.

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