A Essência da Comunicação | T9:E1 • História da Comunicação

Mansão do Caminho 13/08/2025 (há 7 meses) 58:07 3,610 visualizações 546 curtidas

Nesta nona temporada de Psicologia Espírita com Joanna de Ângelis, a apresentadora Cristiane Beira conduz reflexões sobre a essência da comunicação, explorando como a fala, a escuta e o silêncio influenciam nossas relações e crescimento interior. No Episódio 1 – História da Comunicação, viajamos pela trajetória dos meios e formas de comunicação ao longo dos tempos, compreendendo sua importância no processo de interação humana e no desenvolvimento moral e espiritual. 📚 Referências bibliográficas: ⦁ O Homem Integral, apresentação e cap. 7 ⦁ Plenitude, caps. 6 e 8 ⦁ O Ser Consciente, cap. 5 ⦁ Momentos de Saúde, cap. 19 ⦁ Jesus e Atualidade, cap. 14 🎬 Indicação de Filme: A Chegada (2016) #PsicologiaEspírita #JoannaDeAngelis #CristianeBeira #Comunicação #HistóriaDaComunicação #EstudoEspírita #Espiritismo #Autodescobrimento #DesenvolvimentoPessoal #Psicologia *Conheça o EspiritismoPLAY — a sua plataforma espírita digital.* Acesse conteúdos exclusivos: palestras históricas com Divaldo Franco, eventos, filmes, músicas, audiolivros, revista digital e muito mais. 👉 http://www.espiritismoplay.com

Transcrição

Olá, que alegria estar com vocês para Mais uma temporada. Essa nona temporada nós temos como tema principal a essência da comunicação. Foram vocês que escolheram de forma muito sábia, porque se estamos aqui investindo no autoconhecimento, nos relacionamentos, na família, na fraternidade, não tem outra forma. de investirmos nesses temas sem começarmos pela comunicação. Então, demorou um pouquinho para cair minha ficha, precisei da ajuda de vocês. Mas essa nona temporada vai ter então como principal tarefa o desenvolvimento, a compreensão, a análise, o estudo da comunicação através dos ensinos, por meio dos ensinos de Joana de Angeles e de outros trechos que nós vamos trazendo do próprio Espiritismo e das de outras reflexões. Então, teremos aí alguns meses conversando sobre a importância, a essência, o fundamento da comunicação em nossas vidas. Nós vamos começar hoje relembrando, resgatando um pouco a história da comunicação. Desde quando o ser humano se comunica? Por que que surge a comunicação? Ela vem a serviço de que? Desde quando? E a gente sabe, não precisa ninguém nem dizer, porque é muito óbvio a importância da comunicação para o desenvolvimento do ser humano. A gente tem plena noção de quanto seria impossível nós desenvolvermos tudo que nós temos feito de tecnologia e e em todas as áreas, nos próprios relacionamentos, no trabalho. Imagina se a gente não se comunicasse. É impossível pensar uma humanidade sem a comunicação. A comunicação ela é estrutura, ela é estruturante da nossa vida, do nosso pensamento, da nossa cultura. A linguagem está presente em tudo. Nós vamos desenvolver ciência por meio de linguagem, nós vamos desenvolver cultura, nós vamos desenvolver arte sempre com essa presença fundamental, né, estruturante da linguagem. fazendo um resgate muito breve para não tomar muito tempo, nós temos, nós vamos encontrar que a as primeiras expressões eh em termos de comunicação, as primeiras mensagens que o ser humano quis deixar para para que outro pudesse captar, a

o tomar muito tempo, nós temos, nós vamos encontrar que a as primeiras expressões eh em termos de comunicação, as primeiras mensagens que o ser humano quis deixar para para que outro pudesse captar, a primeira vez que o ser humano quis deixar algo escrito, expresso, ele quis projetar o seu pensamento. seu querer, suas emoções. Nós temos eh eh registro de que isso tem acontecido já desde 40.000 anos atrás, antes de Cristo, desculpa, né? 42.000 anos atrás ou 40.000 anos antes de Cristo. É muito tempo. Quase que nós éramos, quase que nós vivíamos basicamente por instinto nessa época. Vivíamos por instinto. Habitávamos cavernas. ainda éramos nômades, não tínhamos parado para começar a a descobrir os primeiros registros de agricultura. Imagina, isso veio muitos milhares de anos depois, talvez 30 milhares, mil anos depois. Então, há 40.000 anos antes de Cristo, a gente tinha pinturas rupestres. O homem lá, o habitante da caverna, ele resolveu providenciar com quase nenhum recurso disponível. Ele resolveu deixar algo expresso. Ele quis dizer alguma coisa, ele quis projetar, ele quis expressar alguma coisa. Então a gente tem aí as pinturas rupestres que duraram até hoje para que a gente, graças a Deus, porque assim a gente pode saber o que que eles faziam. eram, além disso, a gente sabe que tinha eh outros tipos de formas de comunicação, por exemplo, a linguagem que era por meio de fumaça, um pouco depois, gestos, sons, porque a gente também sabe que eles se organizavam para caçar, né? Eles tinham, começaram a desenvolver algumas técnicas na caça e as a caça precisava de algum tipo de acordo entre eles, né? Então, os sons, as formas, as mímicas, os gestos, é assim que a humanidade começa o seu percurso para depois chegar onde chegamos hoje, que a comunicação é é avançadíssima. Mas tudo começou assim, pinturas eh bem primitivas nas cavernas, gestos, sons, quase como que se a gente fosse mais próximo dos animais do que do próprio ser humano. Quais são as primeiras depois dessas pinturas

meçou assim, pinturas eh bem primitivas nas cavernas, gestos, sons, quase como que se a gente fosse mais próximo dos animais do que do próprio ser humano. Quais são as primeiras depois dessas pinturas rupestres? A escrita mesmo, como é que ela aparece? Entre 3.000 e 1000 anos antes de Cristo tem as primeiras formas de escrita. a gente encontra aquele que ficou chamado de cuneiforme na suméria, porque o instrumento, presume-se que o instrumento que eles utilizavam para deixar esses registros, esses símbolos, era como se fosse um um estilete na forma de uma cunha, de um triângulo. Então eles iam entalhando símbolos. Então, era uma primeira um primeiro rudimento de escrita na Suméria. Nós temos também os hieróglifos, os hieroglifos no Egito, que também são simbólicos, são sinais que contam histórias, deixam registros históricos da dos dos grandes faraós. Depois nós temos na fenícia o primeiro, como se ele fosse o precursor dos alfabetos do grego e depois dos seguintes. O alfabeto fenício, ele não tinha vogais, ele era só consoante. Então era uma linguagem simples, tinha que se presumir um pouco dentro dela. Você passava quase que uma mensagem geral e a outra pessoa completava com o que ela presumia que se estavam falando. Mas como era simples e fácil, ela disseminou por meio das navegações, das trocas dos comércios, navegações ali perto, né, do do do da troca do comércio, ela disseminou facilmente. Então, ele e os fenícios deram uma contribuição enorme pra história da comunicação do nosso eh planeta. Depois nós temos também eh papiros, manuscritos que foram recuperados, aquele do Mar Morto, que foram guardados em grandes e frascos. Então, lá atrás a gente já tem uma como se fosse uma um germen da escrita, da linguagem, da comunicação falada, escrita, aparecendo. Veja que demorou muito tempo para ela realmente e eh é interessante isso porque o progresso ele é no que a gente chama de PG, né? uma progressão geométrica, ele não é linear, que ele vai acelerando sempre da mesmo com o mesmo grau de

ela realmente e eh é interessante isso porque o progresso ele é no que a gente chama de PG, né? uma progressão geométrica, ele não é linear, que ele vai acelerando sempre da mesmo com o mesmo grau de aceleração. Ele começa como se fosse de um pouco difícil, né? Então, por muito tempo ficou ali eh criando eh coisas muito muito simples, mas depois parece que aquilo pegou um uma velocidade, né? Então nós nós demoramos dezenas de milhares de anos para conseguir fazer um alfabeto, que era um precursor do alfabeto de 40.000 1 só lá para 1000 anos antes de Cristo que a gente vai conseguir fazer um um gráfico, um grafozinho de um símbolo que viria a ser uma uma como se fosse uma palavra, um conceito. E de repente, em pouco tempo, em 2000 anos, a gente cresceu e e e a gente criou tantas tantas línguas, né? Então, é como se fosse um exponencial. a gente vai aprimorando cada vez mais, cada vez mais a gente evolui em menos tempo, né? Imagina agora nos nossos dias o quanto que essa comunicação não tem se transformado, que a gente quase que não dá conta de saber o tanto de instrumentos que a gente tem para poder se comunicar. Bom, 500 anos antes de Cristo, a gente ainda vê eh a presença da filosofia vem com força na questão dos diálogos, os diálogos de Platão, que a gente chama dos diálogos socráticos que Platão descreve. Nós temos a oratória, a retórica. A retórica era ensinada nas academias eh da de filosofia daquela época, um pouco antes de Cristo. Então, o debate, os debates da ideia ganham muita força. A linguagem vem com o ar mais racional, a lógica aparece, a lógica aristotélica. Então, um pouquinho antes de Jesus, aqueles símbolos, porque até então a linguagem era muito simbólica. Se a gente pegasse os os hieroglifos lá da do Egito mesmo, os outros eram todos muito simbólicos. De repente ela ganha força racional e a gente começa a falar de comunicação, usar a linguagem de forma mais organizada, por meio da lógica. Então a gente vai aprimorando, depois a gente tem um um salto e lá pra

ela ganha força racional e a gente começa a falar de comunicação, usar a linguagem de forma mais organizada, por meio da lógica. Então a gente vai aprimorando, depois a gente tem um um salto e lá pra Idade Média a gente começa a perceber ainda a força dos sermões, ou seja, a oralidade. Ainda não tinha muita expressividade a escrita, porque era tudo feito à mão. Mas em 1440, Gutenberg cria tal prensa tipográfica. E aí acontece uma revolução, porque agora a gente pode disseminar em quantidade. Antes tinha os copistas que ficavam lá, né, nos eh nos seminários escrevendo. Muitos religiosos dedicavam à vida escrevendo. E de repente a gente consegue imprimir e imprimir é em quantidade e aí aquilo se espalha e a gente tem mais acesso, mais fácil à produção escrita, porque agora não depende de quem sabia escrever e fazia aquele trabalho bem artesanal. Agora era por meio de uma produção, ganhou-se volume, quantidade, aí teve uma revolução. Isso lá em 1440, nos séculos XIX, XX, a gente vê aparecer o telefone, o rádio, cinema, televisão. E aí a gente foi muito rapidamente, a gente ganhou uma uma expressão de tipos de de instrumentos de comunicação enorme, né? Então, em no século XIX e XX aparece isso, telefone, rádio, cinema e televisão. E do fim do século XIX até hoje, a revolução foi digital. A gente entrou no meio digital e a gente consegue agora por meios eh virtuais, inclusive a gente consegue conversar. Então, a linguagem antes ela ela era transmitida por meio analógico, por meio de ondas, de torres reprodutoras e de repente a gente passou a a transitar esses esse tráfico de informações de dados, passou a ser de por meio digital muito mais veloz, com muito menos ruído e com muito maior quantidade de pacotes nessa nesse tráf áfico de dados do que era antes no meio analógico. Bom, então a gente viu aí o o ponto principal é esse. Desde que o ser humano chegou aqui como ser humano, ele tenta se comunicar. Eu vou, eu vou pintar a caverna, eu preciso, tem um esforço para fazer isso, porque ele tinha que

o ponto principal é esse. Desde que o ser humano chegou aqui como ser humano, ele tenta se comunicar. Eu vou, eu vou pintar a caverna, eu preciso, tem um esforço para fazer isso, porque ele tinha que arranjar um uma tinta, ele tinha, ou seja, ele ele gastou energia mental ao invés de caçar, coletar para sobreviver, ele gastou tempo, energia mental para deixar uma coisa desenhada na caverna. E a gente pergunta, para que que você fez isso, fulano? Você tem que gastar, às vezes você fica dia sem conseguir achar alguma coisa para comer e você vai gastar tempo pintando uma caverna para deixar, imagina a necessidade dessa alma humana que precisava garantir de alguma coisa nesse homem, nesse ser humano, fazia com que ele buscasse uma forma de comunicar. pra gente ver a força da comunicação, o quanto que ela é precursora da evolução, é ela que garante, ela é instrumento de progresso pra humanidade. A gente precisa muito dessa comunicação. Ela é estruturante. Não dá pra gente imaginar a nossa vida sem a gente pensar em comunicação. Aí a gente vai vendo a importância dela. E aí eu pergunto, hoje a gente vive com essa consciência? A gente sabe da importância da comunicação, tanto a gente agradecido e tudo mais, mas a gente valoriza, a gente investe na comunicação, a gente tem consciência de que ela tá por trás, por baixo, ela é fundamental, ela é estruturante pra nossa vida. Será que a gente procura tanta, a gente oferece tanta dedicação, tempo, energia para aprimorar a nossa comunicação como a gente deveria, com base no que a gente percebe, da importância dela na vida do ser humano? Talvez não. E talvez por isso que vocês tendo percebido que a gente precisa eh aprimorar, melhorar, investir mais um pouco de reflexão, é que a gente tá aqui a partir de de hoje eh se propondo a falar um pouco mais, a pensar um pouco mais sobre comunicação. Por que que ela é tão fundamental? Porque ela se dá, é por ela que a gente se relaciona. Ser humano sem se relacionar não não vai se desenvolver, vai se

mais, a pensar um pouco mais sobre comunicação. Por que que ela é tão fundamental? Porque ela se dá, é por ela que a gente se relaciona. Ser humano sem se relacionar não não vai se desenvolver, vai se atrapalhar, vai atrasar o seu progresso. A gente depende de relações. Eu dependo da relação. Veja, se eu sou um nenê recém-nascido, eu sou um bebê recém-nascido, eu preciso me comunicar com a minha mãe para ela entender o que eu tô precisando. Ela precisa entender se eu tô satisfeito, se eu tô com fome, se eu tô incomodado, se eu tô com preciso de de uma troca, senão eu vou ficar resfriado. Mesmo eu não tendo nenhum pouquinho de consciência, não tendo nada de recurso para poder expressar, eu dou um jeito. Eu dou um jeito de me comunicar. Eu vou expressar pelo choro, pelo tipo de choro, pela minha expressão facial, eh, corporal, ela precisa me entender, eu preciso me comunicar. Então, a comunicação ela é a base paraa relação. Tudo que eu vou fazer na vida é por meio de relações. Eu vou trabalhar, eu vou aprender, eu vou ensinar, eu vou amar, eu vou, não importa o que eu venha fazer, eu vou fazer isso por meio da comunicação. O meio, o principal meio de comunicação é a linguagem. Mas a gente tem tantos outros instrumentos de comunicação. A linguagem corporal, a linguagem que a gente expressa por meio das nossas reações eh emocionais na face a gente mostra se gosta, se não gosta. Tanto que às vezes as pessoas dizem: "Nossa, você não precisou falar nada, só pela sua cara a gente entendeu tudo. Eu me comuniquei, eu consegui mostrar aquilo que eu estava sentindo pensando sem precisar da linguagem, mas a linguagem é o ponto principal, é o instrumento mais adaptado, mais apropriado pra gente se comunicar. Mas a gente se comunica pela escrita, por sinais, a gente se comunica de mil formas que a gente queira. A linguagem é a principal, mas não é a única. A linguagem ela colabora para que a gente se aproxime, para que a gente crie vínculos. Então, se a gente tiver, imagine uma sociedade silenciosa,

queira. A linguagem é a principal, mas não é a única. A linguagem ela colabora para que a gente se aproxime, para que a gente crie vínculos. Então, se a gente tiver, imagine uma sociedade silenciosa, quando a gente começa a criar muito silêncio, a gente cria também abismos. O silêncio gera abismo e a gente vê isso nas nossas relações. Eu parei de falar, cansei. Parei de falar, cansei. Dei o primeiro, o primeiro passo para me para me distanciar dele ou dela. Aí não, não falo mais. Já cansei. Tudo que eu tinha que falar já falei. Você acabou de criar um abismo. Você acabou de soltar a mão. Você acabou de soltar o laço que prendia. Você abriu mão disso. A partir daí você vai silenciando. Não falo mais isso também. Ah, deixei para lá aquilo. Ai, achei melhor não tocar nesse assunto. Daqui a pouco eu perdi de vista o outro. Então, a linguagem ela vincula, ela aproxima. Quando eu passo a silenciar, eu me distancio vagarosamente. Então, outra pergunta que a gente pode fazer, quanto de silêncio tem havido nas nossas relações? Porque cada vez que eu escolho silenciar, eu escolho acrescentar um pouco mais nesse nessa profundidade desse abismo que vai se tornando daqui a pouco intransponível. Quando a gente fala de comunicação, a gente fala sobre dar e receber. É disso que se trata. Quando eu me planejo para fazer uma conversa com alguém, mesmo que seja uma conversa difícil, eu estou me planejando para dar. Eu quero dar uma informação que ele talvez não saiba. Eu quero dar o meu tempo. Eu quero dar as minhas reflexões. Eu vou ofertando. Eu chego com a mão cheia. Fulano, preciso conversar com você. Quando eu falo: "Fulano, eu preciso conversar com você". Eu tô com a mão cheia, cheia do que eu pensei, cheia do tempo que eu dediquei planejando essa conversa, cheia de intenção que a gente se entenda, cheia de vontade que você me compreenda, cheia de interesse em que a gente se melhore. É um gesto de amor, é caridade, é doação. E se o outro aceita, ele abre as mãos para receber.

a gente se entenda, cheia de vontade que você me compreenda, cheia de interesse em que a gente se melhore. É um gesto de amor, é caridade, é doação. E se o outro aceita, ele abre as mãos para receber. E aí ele recebe nesse primeiro momento. Aí ele tem a chance de processar. de misturar com seus próprios conteúdos, pensamentos, vontades, sentimentos. E aí agora é a vez dele de devolver. Olha, eu escutei o que você falou. Eu entendi alguns pontos, fiquei sem entender outros, concordo com alguns, não concordo com os outros. Deixa eu te passar agora o meu, a minha oferta. Quando eu chego para conversar com alguém, eu chego com uma oferta e eu espero que ele se nutra, que ele processe, que ele faça a sua digestão e depois ele traga para mim também a sua oferta para que a gente possa se nutrir. Isso é nutrir um relacionamento por meio da comunicação. Então, é um processo de dar e receber. E a gente vai abrir mão disso. Eu vou optar pelo silêncio que vai criar um abismo ou eu vou encher minhas mãos para ofertar algo e depois poder receber em troca. Eu quero criar vínculos em que a gente tenha um canal de acesso de comunicação ou eu quero quebrar esse vínculo e me distanciar? Tudo isso a comunicação pode promover. Basta o a a aquilo que eu vai escolher a fazer e ela traz mais qualidade pra relação. A gente sabe disso quando a gente fala ai, a gente conversa muito sempre que alguém vai falar: "Nossa, vocês se dão bem, né?" Provavelmente a resposta que a pessoa vai ouvir assim: "Ah, a gente se a gente se conversa muito, a gente se entende". Que que a gente se entende? A gente encontrou meios de mesmo sendo diferentes, porque uma pessoa não é igual à outra. Mesmo sendo diferentes, a gente encontrou meios da gente compartilhar, da gente comungar, da gente se unir. A gente está fazendo o quê? Tirando proveito desse dar e receber. Então, quando a gente se comunica bem, a gente traz qualidade paraas relações. A gente aprimora a si mesmo, ao outro. A gente desenvolve a relação, a gente

o quê? Tirando proveito desse dar e receber. Então, quando a gente se comunica bem, a gente traz qualidade paraas relações. A gente aprimora a si mesmo, ao outro. A gente desenvolve a relação, a gente cresce. Então, a comunicação promove tudo isso pra gente. Relação, não cria abismo, cria maior qualidade, é um gesto de amor, porque eu estou me importando com outro a ponto de ir contar para ele o que eu acho, o que eu penso, o que eu quero, quero ouvir dele também. É um investimento. A linguagem, a gente tem usado muito a expressão atualmente quando a gente vai procurar incluir as minorias que andavam excluídas. A gente diz assim, ó, ele também, ela também precisa ter lugar de fala. Que que é lugar de fala? Lugar de fala é, ela precisa ter o lugar dela, a vez. Ela precisa, ela precisa ter voz, ela precisa ter vez, ela precisa existir, ela precisa fazer parte, ela precisa estar dentro, ela precisa ser valorizada, consultada, ouvida. Então, a comunicação ela está no meio disso tudo. Ela permeia tudo isso. Quando eu vou buscar alguém que está desvalorizado, o que que eu dou para ele? Lugar de fala. Fale. Fale. Eu preciso te ouvir. Eu preciso. Como que eu, que que é para que que eu preciso te ouvir? Porque para essa quando eu te ouço, eu te conheço, eu te valorizo, eu te dou pertencimento, você passa a existir. Se a pessoa não tem voz, ela não existe. Às vezes a gente fala: "Ah, eu me sinto uma fantasminha na minha casa, porque eu falo ninguém me escuta, ninguém ninguém dá dá importância para aquilo que eu falo." Ou seja, eu não existo. Eu sou um fantasma ali. As pessoas não me consideram. E como que eu sei quando as pessoas me consideram? Porque elas escutam o que eu falo, eu me comunico e eu sou aceita, eu sou incluída. E a gente usa também a linguagem, a fala como matériapra em processos de cura. Quando a gente trabalha com terapias, a maioria das terapias elas acontecem por meio da fala. A fala ela põe para fora emoções, ajuda a gente a digerir as emoções por meio da fala. Às vezes eu tô

ura. Quando a gente trabalha com terapias, a maioria das terapias elas acontecem por meio da fala. A fala ela põe para fora emoções, ajuda a gente a digerir as emoções por meio da fala. Às vezes eu tô contando uma história, eu nem preciso da ajuda do outro, porque lá pelas tantas eu mesmo dou me dá um estalo. Eu fui me ouvindo e caiu a ficha. E aí eu digo: "Nossa, eu fui falando e eu mesma percebi na minha fala alguma coisa que não se encaixava, um outro lado da história. Nossa, eu vim aqui para pedir sua ajuda, mas conforme eu fui falando, eu mesma percebi o que que eu preciso fazer. A fala permite que a gente, a gente mesmo escute, processe, analise aquilo que está dentro. Às vezes lá dentro eu não consigo enxergar e organizar, mas conforme eu vou pondo para fora, falando, eu vou me ouvindo, eu vou captando um monte de coisa, entendendo um monte de coisa, organizando um monte de coisa. Por isso que grande parte das terapias é por meio da fala. A gente precisa dar voz. E às vezes a gente vê alguns desses memes bonitinhos na internet de setting, né, de de de ambiente terapêutico, em que tem a o paciente falando e a a terapeuta, psicóloga puxando o novelo que tá todo engruinhado e ela vai organizando na forma de um novelo, né? Na verdade, é isso que ela tá fazendo pela fala. Ela está ajudando a organizar aquilo que está caótico, confuso. Ela vai colocando numa forma que seja mais fácil de entender, de compreender, de e até de aceitar. Bom, vamos entrar em Joana. Então, Joana de Andres diz, um livro, o O homem integral, na apresentação, ela fala assim: "As enciclopédias definem o homem como um animal racional, moral, social, mamífero, bípede, bimano, capaz de linguagem articulada que ocupa o primeiro lugar na escala zoológica, ser humano." Então, tá lá no homem integral. na apresentação. Então, a gente vai ver aqui no estudo da antropologia, quando ela vai tentar diferenciar o homem dos outros animais, já que o homem é um ser, é um animal, o que que nos faz ser diferente dos

sentação. Então, a gente vai ver aqui no estudo da antropologia, quando ela vai tentar diferenciar o homem dos outros animais, já que o homem é um ser, é um animal, o que que nos faz ser diferente dos outros, tantos animais? E a antropologia vai fazer um estudo e cada vez ela chega num lugar, ela ela identifica uma diferença, daí aquela diferença não basta. Então, a antropologia já trouxe muitas hipóteses, muitos pontos de vistas para mostrar a diferença, né? E uma das uma das dos pontos principais para diferenciar o homem dos outros animais é a linguagem articulada. Os animais também tm linguagem. Eles se comunicam por sons, por gestos, abre asa, chacalha, não sei o quê. Lembra que o homem nas cavernas também usava sons, né, grunhidos para mostrar perigo e gestos? Mas a gente se desenvolveu. Os animais continuaram aí. Eles ainda utilizam para se comunicar esse tipo bem primitivo de linguagens, né, de vári de formas de linguagem. E o homem tem a linguagem articulada, que é essa que a gente tá usando aqui, a capacidade de criar, de transformar o pensamento e vesti-lo com palavras, né, que são símbolos sonoros. Quando a gente vê outras diferenças, e a efeito de curiosidade só eh que traz diferença do homem pros outros animais na na filosofia, a filosofia eh clássica, ela fala que a antropologia clássica diz assim que a gente faz enterros ritualísticos desde sempre e os animais não. até tem descrição de animal cobrindo um corpo, por exemplo, de um de um chimpanzé que morreu, mas é quase que um sentimento protetivo, mas não tem esse viés ritualístico, como se tivesse rendendo homenagens a alguma coisa além da matéria. Então, produzir enterros, né, na forma de rituais, produzir arte, criar, gastar energia fazendo algum tipo de arte, de artesanato, criando, é uma coisa que só o ser humano faz. louvar a Deus, criar imagens para simbolizar os tipos de deuses que já foram muitos, a grande deusa, vários deuses, mas sempre essa necessidade de louvar um Deus que supera, que está além da matéria e a

uvar a Deus, criar imagens para simbolizar os tipos de deuses que já foram muitos, a grande deusa, vários deuses, mas sempre essa necessidade de louvar um Deus que supera, que está além da matéria e a própria linguagem, como Joana de Angelhes traz, é interessante porque a linguagem é útil, mas quando a gente pensa em terro, em arte e em louvor a Deus, são práticas que não ajudavam esse homem primitivo a sobreviver. Por isso que eu disse, ele tava gastando tempo fazendo ritual para enterrar energia. Ele tava gastando tempo fazendo a arte para quê? Então o ser humano, uma das características dele é essa. Ele se movimenta nem sempre pela utilidade. O ser humano não é só utilitarista. Ele não faz só aquilo que que que dá dinheiro, que sobrev que garante sobrevivência. que faz com que ele tenha algum tipo de ganho prático, concreto. O ser humano também algo nele faz com que ele se mova para ter experiências que não trazem um ganho físico, material concreto, útil, mas dão algum outro tipo de satisfação, de sensação. Isso é ser humano. E a linguagem é uma das questões principais que nos eh definem enquanto seres, é, especiais, complexos da criação. Agora a gente vai lá pro livro Plenitude, capítulo 8. E Joana diz assim: "A palavra é valioso instrumento de comunicação que tem entorpecido grandes ideais da humanidade por não ser fiel aos sentimentos que deveria expressar. Fala-se por falar. Fala-se para dissimular emoções e ideais. Fala-se com objetivos sórdidos e e prejudiciais. A palavra que liberta igualmente faz-se meio de escravidão. Por isso, a arte de falar impõe requisitos que são essenciais para expressar-se retamente. Então, eu lembrei aqui daquele trecho em que Paulo fala eh sobre as, eu vou falar com as minhas palavras, né? Mas Paulo fala pros romanos sobre a a o valor da coisa. E ele diz assim: "O valor da coisa não é ela por si. O que faz algo ser puro ou impuro, ele usa essa expressão da pureza ou da impureza, não é a coisa em si, mas é a relação com a gente que que a gente tem com a coisa

"O valor da coisa não é ela por si. O que faz algo ser puro ou impuro, ele usa essa expressão da pureza ou da impureza, não é a coisa em si, mas é a relação com a gente que que a gente tem com a coisa que faz ela ser pura ou impura. A gente costuma dizer isso. O mesmo componente químico pode ser um remédio que salva uma vida ou pode se tornar um veneno que tira uma vida. A gente entende isso. O mesmo objeto que pode ser usado a caneta para assinar um algo que liberta alguém, a mesma caneta assina algo para escravizar alguém. Então é a nossa relação do ser humano com a coisa que dá qualidade pra coisa boa ou má, né? Não é ela por si. Então, se a gente falar a linguagem é boa, a linguagem é tão boa ou tão má, dependendo da minha relação com ela. Então, a gente sabe que por meio da linguagem a gente recebeu os ensinos de Jesus. A gente ouviu Jesus fazer aquele sermão que é a poesia mais bela que já foi escrita. E isso é é unânime essa opinião. O sermão do monte, as bem-aventuranças. É por meio da palavra que a gente recebe o consolo, que a gente recebe uma notícia de uma alegria que aconteceu em nossa vida no nascimento de um filho, de um neto. É pela palavra que eu digo: "Eu te amo para alguém que eu consigo expressar aquilo que eu tenho em meu coração". Mas a palavra também machuca, a palavra humilha. A palavra domina, a palavra faz com que eu destrua coisas na vida de alguém. Então, o que que Joana traz aqui de primeiro eh alerta que eu vou usar a palavra e querendo ou não, eu vou atribuir um valor a ela. Querendo ou não, essa palavra quando ela sai de mim, ela já vai carregada de alguma energia ou ela vai carregada de uma energia de construção quando de dentro de mim, junto com a palavra articulada, vieram bons sentimentos, vieram boas intenções, bons propósitos, como por meio da palavra, quando eu abro minha boca para articular o meu pensamento, eu posso Posso projetar maus fluidos, más intenções, sentimentos ruins, negativos. E aí essa primeira vigilância, a minha boca tem falado do quê? O que

abro minha boca para articular o meu pensamento, eu posso Posso projetar maus fluidos, más intenções, sentimentos ruins, negativos. E aí essa primeira vigilância, a minha boca tem falado do quê? O que que através de mim eu tenho oferecido para as relações que me envolvem? Que tipo de energia vai junto com a minha fala? Tenho tido consciência disso. Ou eu tenho falado por falar, ou eu tenho falado para humilhar, ou eu tenho falado para machucar, ou eu tenho falado para magoar. E isso que eu projeto faz parte de mim também. Aquele fluido que eu direciono pro outro também me envolve. Então, a palavra que eu direciono para prejudicar o outro prejudica primeiro a mim, porque ela passou por mim, ela me marcou também. Não foi só outro que vai ser marcado por aquilo que eu falo. Continuando, ela diz no mesmo plenitude capítulo 8, deve-se pôr na palavra a descrição que sabe como e quando falar, evitando gerar constrangimento e amargura. Não faltam no mundo acusadores e paurradores de inutilidade, das ideias vazias, de conteúdo, de ironias e sentidos dúbios. Eles inquietam, anatematizam, infelicitam, desajustam, dominados por idealismos falsos e paixões inferiores. Então, Joana tá dizendo do quanto de mal a gente tem feito, né? A gente sabe, Jesus já falou, a boca fala do que tá cheio o coração. Então, se esse coração tem mágoa, tem raiva, tem rancor, tem inveja, tem complexo de inferioridade, lógico que ele vai usar todos os recursos que ele tem, inclusive a faculdade da fala, da comunicação. Ele vai falar para prejudicar, para descontar, para se vingar, para subjugar, para dominar, para humilhar. Quantas relações que a gente observa que acabam destruindo, machucando os seus envolvidos simplesmente pela palavra. Nossa, mas você tem tanta mágoa dessa pessoa, o que que ela fez para você? Ah, fez, ela não fez nada, mas as coisas que ela me falou me machucaram às vezes muito mais do que se ela tivesse me dado uma surra. palavra é muito poderosa, a comunicação é muito poderosa e a gente precisa

, ela não fez nada, mas as coisas que ela me falou me machucaram às vezes muito mais do que se ela tivesse me dado uma surra. palavra é muito poderosa, a comunicação é muito poderosa e a gente precisa prestar atenção se a gente tem mais destruído, machucado, humilhado pela fala, se a gente tem deixado nossos conflitos saírem machucando os outros, porque nós estamos no fundo machucados, né? Então a fala ela é importantíssima. para construir ou destruir relacionamentos. Ela é capaz de elevar, como ela é capaz também de derrubar as pessoas envolvidas nos relacionamentos. E mais um trechinho aqui do Plenitude capítulo 8. O falar retamente fomenta o progresso, desenvolvendo as aspirações que se exteriorizam em ideias de liberdade e amor, impulsionando as criaturas pra frente, pro bem. Falando retamente, Sócrates desenvolveu a filosofia, elevando-a às comeadas e e dignificando os princípios ético e morais que ainda constituem a base do base ao idealismo e ao espiritualismo. As boas palavras enrijecem o caráter, dulcificam o coração e iluminam a vida. As más entorpecem os sentimentos, deformam a conduta e matam os ideais de enobrecimento. Olha que lindo, de forma poética, Joana descreve aqui o que que a gente é capaz de produzir por meio da fala. Se a gente fala retamente, a gente engrandece o mundo. Se a gente fala de forma distorcida, a gente destrói o mundo, né? Então, a espiritualização do ser está diretamente relacionada com sua forma de falar, uma coisa intrinsecamente relacionada com a outra. A gente poderia dizer assim, ó, eh eh diga-me como falas que eu te direi o quanto evoluído ou não você é espiritualmente. Quanto mais evolução espiritual, mais fala amorosa, construtiva, valorosa. Quanto mais eu faço bem pela minha fala, mais eu tenho esse coração puro. A boca fala do que está cheio o coração. Quanto mais a minha fala carrega destruição, raiva, provocação, cinismo, mentira, mais eu tenho ainda de eh menos eu tenho de evolução, mais eu tenho de conflito, mais eu tenho de eh de primitivismo

. Quanto mais a minha fala carrega destruição, raiva, provocação, cinismo, mentira, mais eu tenho ainda de eh menos eu tenho de evolução, mais eu tenho de conflito, mais eu tenho de eh de primitivismo espiritualmente falando. Então a gente vai observando as pessoas que a gente escuta, aquelas que constrói, que elevam, enquanto aquelas que falam mal, manipulam, enganam, usam de sofismas, são manipuladoras, são maquiavélicas, falam uma coisa e querem dizer outra, são hipócritas. Que espírito é esse? A gente já sabe que grau de evolução esse espírito tem. Bom, a gente sabe, a própria ciência já provou o quanto que fala e pensamento estão juntos, né? Então, quando a gente tem facilidade em elaborar pensamentos, a gente tem facilidade de expressar essa fala. Quando o nosso pensamento é truncado, é introjetado, é confuso, a gente tem dificuldade também de transformá-lo em palavras articuladas, em expressões eh objetivas, né? Fala e pensamento são intrinsecamente relacionados. A fala organiza o pensamento e o pensamento organiza a fala. Tanto que nas terapias a gente faz isso. A pessoa tá com pensamentos bastante distorcidos, vai falando, aí a gente vai pegando a fala e vai diferenciando. Ó, você falou isso, não é bem isso. Você tava querendo dizer aquilo. Ah, então você falou isso. Mas veja, se você tá falando isso, aquilo. Então a gente vai organizando, diferenciando, né, dissolvendo. E aí a pessoa passa a melhorar o seu pensamento também. E aí ela diz assim: "Nossa, antes nessa situação eu pensaria assim, agora eu já penso assado." Então a gente vai organizando. Pensamento e palavras, eles se relacionam muito. E no livro O Homem Integral, capítulo 7, Joana diz: "A palavra é um símbolo que veste a ideia. Por sua vez, formulação do pensamento, que se torna uma memória acumulada e retorna quando se deseja vesti-lo. Então, o que que ela tá falando? Que a palavra é o pensamento na forma sonora, com uma roupa sonora. A fala é nada mais do que a concretização em ondas sonoras

ada e retorna quando se deseja vesti-lo. Então, o que que ela tá falando? Que a palavra é o pensamento na forma sonora, com uma roupa sonora. A fala é nada mais do que a concretização em ondas sonoras na forma de som daquilo que você pensa, daquilo que você sente. Quando você diz, "Eu te amo" para alguém, esse som, ele é uma expressão fonética, sonora de algo que eu sinto e eu queria que você soubesse. O sentimento tá aqui. Você não vai conseguir entrar aqui pr pr captá-lo. Então eu preciso que você sinta na forma de palavra, quando você diz eu te amo ou às vezes você fala eu te amo a pessoa fala: "Ah, tá falando a boca para fora". Que que quer dizer isso? Que você só tá fazendo som. A gente vê o apóstolo Paulo também naquele naquele naquela poesia linda, quando ele fala do amor, da caridade, né? trazendo um símbolo eh com um sino. Ele fala assim: "Não, se eu não tiver amor na caridade que eu faço, eu sou só um sino que faz barulho, que tinem blem blem blem, não traz mensagem, não traz conteúdo." Então, a palavra ela deve ser a roupa sonora do que eu penso e do que eu sinto. Agora nós vamos lá para um trecho do ser consciente, é capítulo 5, capítulo 5 do ser consciente. E ela fala um pouquinho desse processo terapêutico da cura por meio da fala. A psicologia transacional procura desvelar os enigmas do comportamento utilizando-se da comunicação interpessoal para libertar o indivíduo de conflitos depressões. De acordo com a maturidade ou não do ser psicológico, a comunicação padece dificuldades que somente poderão ser sanadas quando existir um um propósito firme para o êxito. Há uma tendência natural para o disfarce do ego quando prevalece um impulso dominante para a convivência, experiência social, diálogo. Então o processo terapêutico, ele vai usar aquilo que você fala. Então, na na psicologia transacional, que ela trabalha muitos papéis, ela vai dizer, por exemplo, ã, eu vou fazer uma referência ao meu marido. Ai, meu marido nem para pôr gasolina no carro. E aí talvez a terapeuta fala: "Ah, você

cional, que ela trabalha muitos papéis, ela vai dizer, por exemplo, ã, eu vou fazer uma referência ao meu marido. Ai, meu marido nem para pôr gasolina no carro. E aí talvez a terapeuta fala: "Ah, você precisa Quem é que você não sabe onde fica o posto?" Não, eu sei. E você não consegue, você tem dinheiro, você consegue ir lá e pagar? Não, posso. E por que que você precisa que alguém faça isso para você? Então, começa a pensar, porque de repente na fala você vai mostrando que a relação que você tem com alguém não é de igual para igual. Por exemplo, quando é no caso do marido, de repente você tá olhando para ele pela sua fala. você tá mostrando que você tá na condição de filha e ele de pai, por exemplo. Ou quando eu falo assim: "Ai, meu marido deixou a toalha na cama de novo, não parece que é uma mãe falando?" Então, pela forma que a gente fala, a gente mostra o que que a gente, que tipo de relação que a gente tem, que lugar ocupa esse outro na nossa vida. Às vezes a gente usa até uma linguagem mais infantilizada, sabe? pessoas que falam como se fosse uma criancinha, um bebê, falam com a voz fininha, como se tivesse querendo conquistar alguém. Então, tudo isso a gente vai captando que que eh que papéis que você tá desempenhando, o que que você quer com essa fala? Quando você fala desse jeito, você tá querendo despertar o que no outro? Quando alguém chega falando fortou e põe, parece que tá com uma batata quente na boca, né? Bom, e fala com imponência. O que que você quer com essa voz? Por que que você tá se colocando desse jeito? Então, a gente, pela fala, a gente desvenda muitos enigmas e a pessoa tá fazendo de forma inconsciente e ela é capaz de falar: "Não, mas a minha voz é assim, tudo bem, mas você adaptou sua voz e pode ser que tenha por trás". Pode ser que não é timbre e só cordas vocais explicar e e e sistema aí eh eh de fala é ele que se explica. Mas às vezes não. Às vezes tem a minha postura interna e psicológica que está agindo de um jeito ou de outro para ter intenção de fala de

explicar e e e sistema aí eh eh de fala é ele que se explica. Mas às vezes não. Às vezes tem a minha postura interna e psicológica que está agindo de um jeito ou de outro para ter intenção de fala de conseguir isso, de conseguir aquilo do outro. Então tudo isso a gente vai captando no ambiente terapêutico, né? E a psicologia transacional trabalha muito isso para você identificar quem está no seu nível, quem está acima, quem está. Meu filho, eu não vou falar com o meu filho como se ele invertesse o papel e ele precisa cuidar de mim. Então, a gente vai estabelecendo os papéis adequados pra gente ter mais essa saúde no relacionamento. Continuando, a comunicação desempenha em todas as vidas um papel relevante quanto visceral, emocional, livre, sem as pressões da desconfiança e da insegurança pessoal. À medida que o ser descerra em narrativa afetuosa, amiga, afetuosa ou amiga, o interlocutor, sentindo-se acompanhado, descobre-se, né? a gente vai conversando e na nossa, às vezes a gente diz isso para alguém: "Nossa, foi tão bom conversar com você porque você trouxe uma coisa, eu fiquei pensando outra, de repente um monte, um monte de ideias que eu tinha não faziam sentido." A gente vai descobrindo, descobrindo a si, descobrindo o outro nessas trocas, né? Quando se repartem informações no interrelacionamento pessoal, compartem-se emoções. Então está lá no ser consciente, capítulo 5. Prestar muita atenção na nossa intenção de fala. Quando você fala desse jeito que você quer, quando você usa esse tom, quando você fala desse jeito sedutor, não tem problema. Cada um é de um jeito. Você pode usar o jeito que você quiser. Só tem a consciência do que você tá querendo para não cair em jogo, em manipulação. A gente pode usar. E é gostoso quando você tá lá namorando, você fala com uma com uma fala mais amorosa, mais macia, tudo isso faz parte. Eu só preciso saber se não tem segundas intenções nessa minha postura, porque tudo isso vai criando abismo, porque não é verdadeiro. Aquilo só tem

a fala mais amorosa, mais macia, tudo isso faz parte. Eu só preciso saber se não tem segundas intenções nessa minha postura, porque tudo isso vai criando abismo, porque não é verdadeiro. Aquilo só tem som, só projeta som. E a gente capta quando a pessoa tá sendo verdadeira, quando a emoção existe mesmo, ou quando ela tá falando só porque ela convém a ela, porque ela quer ter algum tipo de ganho, né? Eh, agora nós vamos lá para momentos de saúde, capítulo 19. Olha que bonito, o mundo está repleto de pessoas surdas que conversam, de convivências mudas que se expressam. Fala-se muito sobre nada e dialoga-se em demasia sobre coisa nenhuma, resolvendo-se uma larga fatia de problemas que permanecem. Quando alguém se te acerque e fale, procura ouvi-lo e registrar registrar-lhe a palavra. Talvez não tenhas a forma ideal para dar-lhe, nem disponhas do que ele espera de ti. Muitas vezes ele não guarda muito e somente fala por falar. Então, é vigiar esses padrões, esses clichês, esses automatismos para que a gente dê significado para fala, para que a gente não fale por falar, para que a gente tenha coerência, tenha conteúdo, tenha substância naquilo que eu falo. E é isso. Muitas vezes a gente fala, fala, fala, fala, fala, fala, fala. Se a gente fosse espremer para ver o que sobra, nada, né? E às vezes a gente não precisa falar nada para dizer muito. A gente não fala às vezes, ah, mas você não me respondeu? Às vezes a gente fala: "Eu respondi". Porque o Não responder também é uma resposta. Saiba ler o meu silêncio. É forte, né? Saiba ler o meu silêncio. Tem uma mensagem nele. Então, a gente precisa ter consciência do que a gente tá fazendo, do que a gente tá falando. Que que eu quero quando eu disse o que eu disse? Lá no fundo, eu consegui usar bem as palavras, eu consegui, se eu tivesse meu ouvido, eu saberia entender. Eu acho que essa primeira aula, que é uma introdução pro tema, o ponto principal dela é: vamos nos comprometer ao longo dessa jornada que a gente começa hoje nesses estudos sobre a

u saberia entender. Eu acho que essa primeira aula, que é uma introdução pro tema, o ponto principal dela é: vamos nos comprometer ao longo dessa jornada que a gente começa hoje nesses estudos sobre a comunicação. Vamos nos comprometer a trazer mais consciência pra nossa fala, pra nossa comunicação, principalmente pela fala. Vamos a partir de hoje dedicar atenção, prestar atenção no que você fala, na forma como você fala. Tenta se ver como um ser observador de si mesmo, como um terceiro na na relação. Quando você tiver conversando com seu chefe, com seu subordinado, com seu colega de trabalho, tenta sair de você e se olhar. Por que, Cris, que você usou essa palavra nesse nível? Por que que você não falou aquilo que você pensou em falar e não falou? Por que que você falou isso, Cris? Que que você queria? Que que adiantou? Porque a gente vai falando, vai falando, é muito na forma de eh crença, de padrão. Ah, eu já tô acostumada, a pessoa aquela pessoa me provoca, sempre que eu tenho chance, eu dou uma nela. Por quê? para e pensa, a gente já vai no automático. Ah, não, com esse daqui eu sempre falo desse jeito, porque se falar de outro jeito, não sei. Critica, analisa, se permita reanalisar as suas formas de comunicação pra gente, ao longo desses estudos, ir transformando nossa comunicação, nossa linguagem, nossa fala. senão isso aqui vai ficar só um efeito de estudo, de curiosidade, de informação. Então, cada vez que a gente se encontrar aqui, que a gente traga um pouquinho mais de consciência. Preste atenção. Preste atenção nessa próxima semana no que você fala, com quem você fala, no momento em que você prefere ficar em silêncio, na forma como você se expressa. Tudo isso é importante. Jesus e atualidade, capítulo 14. A vida é feita de intercâmbios, de trocas, permutas. Se dá a quem tem e se tira de quem não tem, daquele que é avaro e nunca reparte o excesso, que para ele não é nada. No entanto, no entanto, para os demais é tudo. Olha que bonito isso. A, a comunicação ela é feita de trocas. Se eu

quem não tem, daquele que é avaro e nunca reparte o excesso, que para ele não é nada. No entanto, no entanto, para os demais é tudo. Olha que bonito isso. A, a comunicação ela é feita de trocas. Se eu começo a ficar egoísta, ah, eu vou falar, eu não vou gastar minha energia. Ah, ele que se vira. Eu não vou falar para ele. Eu estou ficando avaro. E aí Jesus falou: "Aquele que tem quase pouco vai ficar sem nada". Por quê? Porque eu vou afastando as pessoas. Ah, a Cris, ela nunca tem nada para falar pra gente. Ela nunca tem uma palavra para poder oferecer. Ela é sempre centrada nela. Ela só fica esperando receber. Ela nunca tem um uma energia, um tempo. Eu vou me afastando de todo mundo. Ninguém vai querer uma pessoa que na hora da troca só quer receber. Entanto no entanto, aquela que aquela pessoa que que oferece, ela vai sempre recebendo mais, porque ela tem uma palavra de estímulo aqui, de reflexão ali, de acolhimento lá. Ela vai criando uma rede de apoio para si também. Essas pessoas, elas gostaram de receber aquilo que eu dei. Em algum momento elas vão ter prazer de me retribuir. Aquilo que eu dei, eu vou recebendo cada vez mais. Isso é uma lei natural e Jesus nos lembra disso. E pra gente terminar, eu voltei lá no Plenitude capítulo 6 agora e e Joana diz: "O sábio reconhece a área extensa que tem diante dele para ser conquistada e vive mais do que fala, ensina mais pelo exemplo do que pelas palavras." A gente precisa lembrar disso, que as as palavras, a linguagem e a comunicação são gigante, mas elas não vão fazer sentido se elas não estiverem alinhadas com aquilo que você vive, com aquilo que você mostra, com aquilo que você faz. Senão você vai ser só um sino que bate. Pode bater lindamente, mas não carrega substância, não carrega alma. A linguagem precisa ter alma. Ela precisa estar em alinhamento, em harmonia com quem eu sou. Aquilo que eu falo é aquilo que eu penso, é aquilo que eu sinto e é aquilo que eu ajo. Senão ela fica vazia e ela é percebida de forma vazia. Vocês

a estar em alinhamento, em harmonia com quem eu sou. Aquilo que eu falo é aquilo que eu penso, é aquilo que eu sinto e é aquilo que eu ajo. Senão ela fica vazia e ela é percebida de forma vazia. Vocês lembram que eu cogitei trazer um filme, a gente fazer análise de filmes? Então eu vou deixar para vocês uma sugestão. É um filme que não, ele é recente até recente, ué, já tem quase 10 anos. Ele é de 2016 e ele chama em português, ele chama A chegada. Arrival em em inglês. A chegada. Esse esse filme é muito interessante. Por quê? Porque chegaram os que a gente fica esperando. Uma hora vai ter esse contato, uma hora eles vão se mostrar, a gente vai falar deles, eles vão ter, eles vão estar presentes mesmo, visivelmente. Então esse primeiro contato, e esse primeiro contato, a gente já imaginou ele de todos os as formas nos filmes. A gente imaginou um contato, normalmente tem guerra na história, ou seja, se uma nave espacial pousou, o governo do lugar manda o quê? O exército. Manda o exército, manda os jatos, manda a bomba, manda a arma e se prepara. Normalmente é assim que a gente imagina esse contato. E esse filme é interessante porque ele ele faz algo totalmente diferente, mas para mim, para mim, né, a gente vai perceber que faz muito mais sentido. Quando eles percebem que chegaram o e eles falam: "Como é que a gente vai fazer? Que quem que a gente manda? Sabe quem eles mandam? Eles vão buscar uma especialista em linguagem, uma linguista. Eles vão, eles vão buscar alguém que entende de comunicação. É ela que vai fazer esse primeiro contato. Porque a maior dificuldade é saber o que que eles querem. Antes da gente presumir que eles vieram para fazer o mal e a gente já sai batendo e brigando, vamos tentar nos comunicar. E aí o filme inteiro é com base nessa moça que é uma especialista em comunicação, porque ela precisa desvendar a linguagem dele. Agora vamos fazer uma transposição. Quem é esse outro alienígena que chega no nosso continente? qualquer outra pessoa. Eu tenho o meu reino, eu tenho o meu

rque ela precisa desvendar a linguagem dele. Agora vamos fazer uma transposição. Quem é esse outro alienígena que chega no nosso continente? qualquer outra pessoa. Eu tenho o meu reino, eu tenho o meu continente, o eu. O eu é um universo. Sempre que algum outro se aproxima de mim, é um além, porque ele é alheio a mim. Ele não é eu, ele não é parte de mim, ele é outro. Então, ele é um diferente. Ele é um outro universo. E a melhor forma que a gente tem de se aproximar é quando a gente consegue entender um ao outro. Quando alguém chega na nossa vida e a gente não consegue se entender na linguagem, a gente já briga. Ai, já não me entendi com ele desde o primeiro momento. Significa o quê? Não consegui fazer a tradução. Eu não entendi. Ele não entendeu. A gente virou inimigos. E quando a gente para para conversar, para se alinhar, a gente fica amigos. Então esse esse filme vai falar pra gente sobre a importância da comunicação para aproximação de universos diferentes, que não é só um alienígena de outro planeta, é de outra cultura, é de outra religião, é de outra família, é que é outro, qualquer outro que entra na minha vida. precisa de investimento na comunicação pra gente se entender e viver bem. Muito obrigada pela presença de vocês. Que Deus nos abençoe nesses próximos estudos. Vocês podem deixar aí os comentários. A gente faz como a gente sempre fez e eu aguardo vocês semana que vem, se Deus quiser.

Mais do canal