A Esquina de Pedra | Stela Martins | 28.12.25
Essa série de lives tem por objetivo principal divulgar a obra “A esquina de pedra” e seu autor, Wallace Leal V. Rodrigues. O livro aborda a história do cristianismo primitivo e a formação do catolicismo, com capítulos que se assemelham a crônicas poéticas, explorando temas como a fé, a caridade e a transformação moral. https://www.oclarim.com.br/a-esquina-de-pedra/p O autor Wallace Leal Valentim Rodrigues, autodidata, foi ator e diretor de teatro, diretor de cinema, escritor, jornalista tendo atuado durante 25 anos na Casa Editora o Clarim como continuador da obra de seu fundador, Cairbar Schutel. Conheça a trajetória inspiradora desse espírito no documentário WALLACE LEAL – PODERES DO ESPÍRITO (Márcia Tamia | Zé Henrique Martiniano) https://youtu.be/pwItf50t0fg?si=D2qw3eQpXZMVXeyo #espiritismo, #doutrinaespírita, #allankardec, #reencarnação, #mediunidade, #evoluçãoespiritual, #vidaapósamorte, #cristianismoprimitivo, #esquinadepedra
Nascer Rei, renascer ainda e progredir [música] sempre. [música] Não é [música] além. >> Nascer, nascer renascer, renascer ainda. Oi, gente. Boa noite para todos. Olha só, já estamos entre Natal e Ano Novo. Hoje já é dia 28 de dezembro e olha, nós estamos aqui novamente para começar o nosso a nossa leitura, as nossas reflexões sobre o livro A Esquina de Pedra. esse essa obra tão linda que o Ala Cilial Rodrigues deixou para nós e que eu tenho o prazer de compartilhar com vocês as emoções, o aprendizado que tanto me encantaram quando eu li a primeira vez. Espero que vocês também estejam eh felizes em podermos eh ler e e enfim, aproveitar o que tem de melhor nessa obra que o Ala Cilial nos deixou. Já vou falar oi para quem já chegou e já deu o seu boa noite aqui no chat. Sirlei, olá, boa tarde, querida. Oi, Rosiane, boa tarde. A turma da esquina, é, os esquineiros, né? Já devidamente apilidados de esquineiros. Boa noite, Elamá, querida, de pé na esquina. Isso mesmo. É isso mesmo. Mariinha, meu bem, boa noite para você. Oi, Lúcia. Nossa, o meu Natal. Deixa eu falar para você que fazia tempo que eu não passava o Natal tão calmo, sabe? Que não era necessariamente a calma do lado de fora, era a calma do lado de dentro. Sabe que eu tava assim tranquila? Eu sempre gostei muito dessas festas, né? Mas eh como é natural, né, para todo mundo, as pessoas que a gente aprendeu a conviver nessas festas, né, quem reúne, quem tem essa essa teve essa oportunidade, né, de reunir a família, Natal, Ano Novo, Páscoa, nessas datas, aí as pessoas começam a desencarnar e a voltar para pro plano espiritual e as festas vão ficando meio esvaziadas, não é assim? Acho que é assim para todo mundo. E aí essas festas começaram a ficar meio sem graças, mas eu ainda continuei gostando das festas. E é óbvio, né, que tudo muda, gente. A vida muda, as pessoas mudam, essas reuniões vão mudando também, né? E então nos últimos anos elas passaram a ser um pouco pesadas internamente, não externamente, eram, não era muito
udo muda, gente. A vida muda, as pessoas mudam, essas reuniões vão mudando também, né? E então nos últimos anos elas passaram a ser um pouco pesadas internamente, não externamente, eram, não era muito agradável não, mas esse ano, graças a Deus, voltou a ser, eu voltei a manter a paz dentro de mim no Natal e o ano no Natal, né? O ano novo com certeza vai ser assim também, se Deus quiser. Então, foi bem legal esse ano, o Natal desse ano foi bem bacana, sabe? Foi bem gostoso mesmo. Obrigado por perguntar, Marisa. Boa noite. Feliz Natal e feliz ano novo, né? Agora vamos começar com feliz ano novo também. Nivalci par. Tudo bem aí? Lúcia Araújo, boa noite. Muito bom. Que bom. É, é muito gostoso, né? Esse livro é lindo. Esse livro é lindo. Muito bem. Vamos então vamos fazer nossa prece. Eu vou aproveitar e vou compartilhar aqui com vocês como nossa prece. Cadê? Eu vi ela aqui. Vou compartilhar com vocês essa música e ela vai ficar como nossa prece, tá bom? São [música] as coisas simples, despretenciosas que a alma descobre os encantos dos dias. [música] No bailar dos astros, nas folhas já mortas, no ficar mais perto das [música] almas queridas. Nessas horas simples, a alma percebe o que é para sempre e o que sempre [música] passa. Então se despe do que não lhe aquece [música] para ser quase tudo sem ter quase nada. >> Quando a alma complica, acumula pega, passa [música] pelos dias iludida e cega, vive [música] como morta e sequer percebe, até que desperte aos encantos dos [música] dias. Pois se a ilusão nos afasta da vida, são as coisas simples [música] que a vida acontece. >> São coisas simples, despretenciosas que a alma descobre [música] os encantos dos dias. No bailar dos astros, [música] nas folhas já mortas, no ficar mais perto das almas queridas. >> Nessas horas [música] simples, a alma percebe o que é para sempre e o que sempre [música] passa. Então se despido do que não lhe aquece [música] quase tudo sem ter quase nada. Quando a [música] alma complica, acumula a pébia, passa pelos dias iludida
e é para sempre e o que sempre [música] passa. Então se despido do que não lhe aquece [música] quase tudo sem ter quase nada. Quando a [música] alma complica, acumula a pébia, passa pelos dias iludida e cébia, vive como morta e sequer percebe, até que desperte aos [música] encantos dos dias. Pois se a ilusão nos afasta da vida, são nas coisas [música] simples que a vida acontece. até [música] que desperte aos encantos dos dias. Pois se a ilusão nos [música] afasta da vida, são nas coisas simples que a vida acontece. >> É lindo, né? É nas coisas simples que a vida acontece. É isso aí. Saga das almas, nossa queridíssima Samiaada. Espetáculo. Muito bem. Muito bem. Eliana, boa noite. Nivalci, boa noite. Feliz ano novo para nós todos. É isso aí. Então vamos lá, sem mais delongas. Muito bem, nós vamos falar de Acácio. É isso. É isso mesmo, gente. Vocês não anotaram aí? Nós vamos falar de Acácia lá. Ela foi a nossa parada, nossa última parada. Eh, nós estamos aqui fazendo, conhecendo, né, os personagens. Eles estão começando, estão se apresentando, né, alguns que é o do núcleo mais próximo lá da Galha, da gala. eh já estavam aqui com a gente desde o comecinho, mas esses eh nós temos nos últimos, no capítulo 10, né, e no capítulo atual a gente tem conhecido novos personagens e eles estão trazendo com as suas histórias várias. Nossa, falta um monte, Lúcia. [risadas] Falta uma porção. Eu calculei mais ou menos que nós vamos até fevereiro, março, por aí, março, abril a gente vai continuar ainda fazendo estudo. Tem bastante coisa, porque tem além de serem vários capítulos, o livro é grande, eh os capítulos são longos, né? E então a gente tem feito mais ou menos, tem levado dois domingos para cada capítulo. Então eu eu fiz esse cálculo, nós vamos até abril, maio, por aí, nós vamos pelo último cálculo que eu fiz, né? O que não necessariamente é isso que vai acontecer, [risadas] mas nós vamos ainda um bom tempo, um bom tempo com eh estudando ainda esse livro, viu? A gente vai, tem um chão aí pela frente. Então
né? O que não necessariamente é isso que vai acontecer, [risadas] mas nós vamos ainda um bom tempo, um bom tempo com eh estudando ainda esse livro, viu? A gente vai, tem um chão aí pela frente. Então vamos lá, vamos conhecero, o novo personagem. Opa, abri errado aqui. Deixa eu fechar já para não dar problema. Vamos lá. Acá não era uma dor física, era uma dor moral. Seu coração doía sem parar. saía de casa e se punha a deambular de um para outro ponto. E quando voltava era para ver multiplicada sua aflição. A mãe fenece. Ele faz o propósito de falar-lhe, porém quando a defronta, as palavras perdem seu sentido. Na casa, de pouco em pouco, tornam-se estranhos uns aos outros. Há uma atmosfera doentia e má entre as portas e janelas mal abertas. A mãe chora, o pai vocifera revoltado e Acácio tem a impressão de que ele se refugia no vinho. Com passos vacilantes, já ouviu retornar à casa várias vezes e o vinho aumenta-lhe os caprichos. E eu queria dar uma paradinha aqui para dizer uma coisa para vocês que não é muito incomum. Deixa eu tirar aqui. Não é muito incomum a gente passe por por situação como essa do acáo que o acaso tá descrevendo. Porque quando a gente se vê diante de uma dificuldade muito forte, a minha mã a minha avó tinha uma um ditado que ela falava sempre e que eu só fui entender quando eu fiquei mais velha, eh, que diz o seguinte: "Quando a fome entra pela porta, o amor sai pela janela". Ela falava isso, mas eh concordando com ela, sem discordar dessa desse ditado popular, quando a dificuldade entra pela porta, o amor costuma sair pela janela, o que é uma pena, porque para enfrentar todas as dificuldades, inclusive a fome, a doença, ã, enfim, essas questões que são sempre mais graves, se a gente não mantiver o amor, vai ficar tudo muito mais difícil, muito mais difícil, seja lá desemprego, fome, doença, hum, as drogas, né, que também criam situações muito complicadas para todos da família. Então essa é uma situação que não é incomum e que a gente pode eh
ais difícil, seja lá desemprego, fome, doença, hum, as drogas, né, que também criam situações muito complicadas para todos da família. Então essa é uma situação que não é incomum e que a gente pode eh aprender daquilo que a gente tá lendo eh informações aprenderem eh eh ensinamentos muito importantes, né? Então o que que ele tá contando aí? que a mãe ficou doente. E essa desestabilização da casa, por estar a mãe doente, fez com que o pai se refugiasse no vinho, porque não se conforma com o estado, se sente impotente, né? Então, a o outro adulto na casa vê que não pode fazer nada, que ele não vai conseguir resolver a situação, então ele se sente incapaz, impotente, eh inútil, né? E aí para não sentir esse essas sensações ruins todas, ele se refugia na bebida ou se refugia em qualquer outra em qualquer outra condição, o que também não é incomum, né? Então, é preciso que a gente pare para pensar nessas situações e se prepare para essas situações eventualmente na nossa na nossa família, na nossa vida, né? Quando a gente vê alguém eh doente, né? Que a gente não tem como resolver a situação, né? A gente não tem como melhorar aquela condição. Muito bem, continuando aí a leitura, né? Ou eu abrindo o lugar de no errado outra vez. Então vamos lá. Na realidade, e o aí ele tá falando, né, que o vinho deixa ele mais caprichoso, quer dizer, deixa ele mal humorado, né? Deixa o pai mal humorado. Na realidade, nenhum deles luta contra a força malévola da tristeza. São incapazes de encontrar um remédio que valha contra ela, contra a tristeza. E Acácio já não pode tratar com a mãe, apesar de toda a piedade que lhe causa, nem tampouco com o pai. Pois se a receia. Hoje esteve fora, bem longe nos campos, ouvindo o vento a soprar entre os castanheiros. Já é tarde, mas como é verão ainda está claro. Um resto de sol doira o contorno das montanhas tarjando o horizonte inflamado. Então a vê é um vulto meio indistinto, mas que violentamente desperta sua atenção. A altura, o modo de vestir-se, os cabelos soltos na
ol doira o contorno das montanhas tarjando o horizonte inflamado. Então a vê é um vulto meio indistinto, mas que violentamente desperta sua atenção. A altura, o modo de vestir-se, os cabelos soltos na brisa, tudo faz-lhe recordar a irmã gêmea consigo. Corina, a mocinha de tranças cor de ouro, que levara para o túmulo a paz e as riquezas espirituais de sua casa. A semelhança é tanta que não a tivesse morta em suas lembranças tão frescas, teria gritado, chamando-a pelo nome. Está parada numa graciosa e natural postura, como quando pousava para suas estatuetas de argila. E é curioso que, embora não lhe possa vislumbrar as feições, sente a desconhecida a sorrir-lhe e a falar-lhe, embora suas palavras sejam incompreensíveis aos seus ouvidos. Um murmúrio longinco e abafado. Então, o que que o nosso novo personagem tá contando, né? que ele não contou pro pai porque o pai agora vive alcoolizado por conta da doença da mãe. Não conta pra mãe porque a mãe também tá doente. Como é que ele vai contar que ele tem certeza que ele viu a irmã dele, irmã gêmea, que já tava desencarnada, né? Como é que ele ia fazer isso? Essa era a questão dele. Aí Acácio fica um largo tempo assentado, olhando-a e a figura não se move. Depois vem-lhe uma disposição diferente e a ela se submete, levanta-se, caminha em direção ao vulto. Ele se move. Vê agora de costas caminhando de volta à cidade e ele lestamente segue-a. Agora percebe-se de que não há casualidade no encontro, mas uma deliberada intenção. Aperta o passo. A distância entre ele e o vulto não se modifica e mesmo pelas costas pode mencionar dezenas de semelhanças com a jovem morta. caminham entre as casas da cidade, já é noite. O espaço entre eles de pouco em pouco se encurta. É possível o encontro com sua irmã, com Corina. Um misterioso detalhe apenas necessita contribuir para a aproximação. A moça entra por uma porta. Acáo irá vê-la, mas este primeiro pátio está vazio. Também o segundo. Acácio se encontra num recinto onde muitas pessoas
lhe apenas necessita contribuir para a aproximação. A moça entra por uma porta. Acáo irá vê-la, mas este primeiro pátio está vazio. Também o segundo. Acácio se encontra num recinto onde muitas pessoas em respeitoso silêncio, ouvem um homem que começou a falar. Vocês lembram que nós já tivemos uma situação igualzinha a essa? Vocês lembram disso? Nós tivemos um outro personagem que também foi seguindo alguém, porque ele tinha certeza que a pessoa tava indo num caminho que ele precisava seguir aquela pessoa. E tivemos outro personagem que começa a andar pela cidade com a certeza que ele ia chegar num lugar que ele nem sabia qual era. Ele vai andando, vai andando porque ele sabe que ele tem que chegar naquele lugar. É impressionante a confiança que eles têm, não é? A certeza que eles têm dentro de si mesmos que eles precisam ir para algum lugar que eles nem sabem que lugar é, que eles não sabem como chegar até lá, mas eles acreditam na intuição que eles estão tendo. Acreditam tanto que eles chegam até o lugar onde eles precisavam estar. uma iglésia, não é? Um lugar, uma igreja, uma igreja de cristãos primitivos, não é? Fantástico? É muito legal. É muito legal. Bem à sua frente, mas ainda de costas, está a jovem. Entretanto, ele não pode se aproximar mais. Entre bancos estreitamente aproximados, não sabe como ela fora parar. Acáio fica a vigiá-la. Quer dizer, ela entrou um pouco antes dele, foi parar lá no meio das pessoas sentadas. Como é que ela conseguiu chegar lá? Ele não sabe. Ela não tava sentada, né? Era o espírito. O homem fala de Jesus, o carpinteiro judeu, que até bem pouco movimentava o poder público em medidas enérgicas de proibição e castigo, mas pouco lhe importa a cautela nesse momento. Ele lembrou, né? Esse pessoal aqui, eu tô no meio dessa turma aqui que tá sendo até há pouco tempo tava sendo perseguida, mas tudo bem, eu vou ficar porque eu quero ficar aqui mesmo, aqui que eu preciso tá. O orador com simplicidade e emoção descreve o quadro da volta a quem
endo até há pouco tempo tava sendo perseguida, mas tudo bem, eu vou ficar porque eu quero ficar aqui mesmo, aqui que eu preciso tá. O orador com simplicidade e emoção descreve o quadro da volta a quem chama senhor e mestre das sombras do túmulo para o reencontro dos companheiros perplexos. A descrição é empolgante. Esperança e alegria palpitam em ânsias de luz no peito da mulher no orto chamado das oliveiras. Acáio deixa se empolgar. Suas emoções se sucedem sempre diversas e sobretudo repousantes e benignas. No júbilo do instante em que a morte é vencida, o relator recorda antigos momentos de pregação entre frases que enxugam lágrimas. e curam feridas. Olha que importante que é a palavra de quem está apresentando qualquer conteúdo dentro de uma casa espírita, dentro de um templo religioso. Não importa se ele é espírita, católico, evangélico. Olha a importância que tem na vida das pessoas, a transformação que ela pode causar. Acácio sente que o pranto borbulha-lhe nos olhos e como que a pressentir sua emoção, a desconhecida se volta. Acá não se surpreende quando seus olhos encontram os de Corina. havia de ser ela. A irmãzinha sorrile. E como a assembleia se concentra em preces, em lágrimas abundantes, ele cerra os olhos os olhos ante a formosa e reconfortadora visão. Participa da vibração contrita e sabe que ao dcerrar as pálpebras a visão estará apagada. Mas que importa? Ela trouxera-o à ilha da esperança. Agora estavam juntos num destino comum. A mensagem é clara. Neste e no outro lado da vida, eles seguirão a Jesus. Que coisa, que cena, né? Que história, não é? Que fantástico. Vocês não acham? Olha que primeiro ele se se entregar a seguir um uma ele achou que era um vulto, né? E certamente ali não houve uma materialização, mas era ele vendo a irmã e a irmã levando até um uma igreja onde ele pudesse ouvir falar de Jesus. E chegando lá, brotou, né, toda a memória espiritual dele, de conhecimento, de necessidade de, naquele instante encontrar os ensinamentos de Jesus e passar a seguir
e ele pudesse ouvir falar de Jesus. E chegando lá, brotou, né, toda a memória espiritual dele, de conhecimento, de necessidade de, naquele instante encontrar os ensinamentos de Jesus e passar a seguir o o cristianismo. Mas é preciso ter confiança, confiança nos bons espíritos para se entregar dessa forma, né? confiança nos seus próprios sentimentos, nas suas próprias lembranças espirituais. Para chegar a esse ponto, a gente ainda não sabe muito bem do que se trata a fé. A gente sabe pouco sobre ela, não é? Oi, Terezinha, boa noite, querida. Que bom que você voltou. Seja bem-vinda, bem-vinda de volta. Então vamos lá. Era um jovem de cabelos cacheados que Jante viera conhecer no mercado de artefatos em Sebastes, que é a cidade da Gala. Acácio era ceramista e procurava no Vale do Rales o tipo de argila que necessitava para seus trabalhos. Dividimos nossos farnéis e comemos junto, juntos à beira do rio. Eles estavam, lembra, né? Jant encontra a gala porque ele tá terminando lá a pintura dela e aí ele leva o acáo junto. E como ele se desencantasse da pesquisa daquele lado, pusemo-nos a conversar. Ao contrário de Jantilo, era prosa, rico de adjetivos, risonho. Mesmo ao examinar a contextura da lama nos barrancos, seu seus dedos tinham uma agilidade e uma delicadeza que me maravilharam. Conversamos sobre os terrenos em derredor da cidade. Além do vale do Alice, descrevi-lhe as lagoas salobras existentes no altiplano. Acácio falou de sua irmã morta, Corina. viera de um lugar na Grécia por nome Tanagra. "Há muitas corinas em Tanagra", contou-nos ele. "Em verdade, orgulhamos-nos da maravilhosa mulher, a poetiza, que se chamou assim: Eu silenciei escondendo-me em ignorância e fiquei a ouvir a descrição do túmulo da poetisa venerada pelo povo, da qual Acácio pôde reproduzir um verso extremamente belo que falava dos delfins do grande mar. Espera um pouquinho que eu acho que eu fiz uma coisa aqui. Tanã. Só um minutinho, pessoas. Achei. Não sabia que eu tinha. Ô, puxa, espera um pouco.
remamente belo que falava dos delfins do grande mar. Espera um pouquinho que eu acho que eu fiz uma coisa aqui. Tanã. Só um minutinho, pessoas. Achei. Não sabia que eu tinha. Ô, puxa, espera um pouco. É, não vai dar certo isso aqui. Deixa eu acho que eu consigo abrir agora. Pera aí. Eu esqueci que eu tinha aqui. Achei só um minuto. Eu sabia que eu tinha feito uma pesquisa sobre esse esse capítulo e que tinha uma coisa para mostrar para vocês. Pera aí que ele tá processando. Ele já vai entrar. Então o Acaso tá dizendo que Corina era um nome comum porque era de uma poetisa muito famosa, né, naquela época. E as poeti, os poetas nesse período especificamente, e eles vão voltar a a ter esse papel ali na Idade Média também, um pouco antes da Idade Média, já voltam a ter o papel de serem os eh historiadores daquele período, porque eles vão de nas poesias e depois nas músicas eles vão ser os narradores do cotidiano das pessoas. E aí um vai vai passando a poesia pro outro ou a música pro outro e e as histórias daquilo que acontecia na no com os reis, né, entre as pessoas nas aldeias, o que acontecia em lugares distantes. Essas histórias todas eram contadas através da poesia, através da música. Eles não tinham jornal, né, e nem redes sociais. Então, era dessa forma que as notícias, que as histórias iam sendo compartilhadas, né? E aí aqui no nesse nesse nosso capítulo, é, isso aqui eu já contei para vocês. Eis aí a nossa corina. Essa é a corina que eles estão se referindo no livro A esquina de Pedra. Então, ela foi uma poetisa lírica grega antiga, nativa de Tanagra, que é o que ele acabou de falar, né, na Beócia, que viveu nos séculos 6 e 5, né, antes de Cristo, famosa por ser uma rival lendária de Píndaro, a quem teria derrotado em competições poéticas. Imagina competição poética. Será que eles fazem alguma coisa como as as batalhas de como chama aquilo? Hoje em dias aqui perto de casa numa praça tem eles fazem batalha de hip hop, não, de rapper. Ah, não lemb esqueci agora o estilo musical, mas eles
guma coisa como as as batalhas de como chama aquilo? Hoje em dias aqui perto de casa numa praça tem eles fazem batalha de hip hop, não, de rapper. Ah, não lemb esqueci agora o estilo musical, mas eles fazem também batalha, né, de de verso, né? Tem novela que já que já mostrou isso, várias novelas já mostraram isso. É interessante, né? É uma repetição do passado, porque as os poetas faziam essas batalhas também. Olha que interessante. Então, a Corina é considerada uma das nove musas mortais, focada em mitos locais da Beós com seus fragmentos poéticos preservados em papiros. Não é interessante? Eu achei muito interessante, né? Porque eu nunca tinha ouvido falar dessa corina e também não fazia a menor ideia de que existia batalha de poesia. Achei bem legal. Quando eu fui fui procurar informação, eu falei: "Nossa, será que essa Corina eh faz parte se perdeu, né, como os nomes de várias cidades, né? Algumas cidades a gente não localiza mais, elas não ficaram registradas na história, né? ou se elas estão registradas, esse esse registro não tá digitalizado, então a gente não encontra na internet, enfim, mas foi bacana porque a Corina tá ali sim, olha que legal. Não só a história dela, como um busto, né, dela também. Muito legal. Achei bem bacana isso. Vamos lá, voltando aqui ao ao nosso texto. Então ele diz, né, há muitas corinas em Tana Tanagra ou Tana, não é Tanagra mesmo, contou-nos ele. Em verdade, orgulhamos-nos da maravilhosa mulher, a poetiza, que se chamou assim. Eu silenciei escondendo-me em ignorância e fiquei a ouvir a descrição do túmulo da poetisa venerada pelo povo, da qual Acácio pôde reproduzir um verso extremamente belo que falava dos delfins do grande mar. O grego, movimentando entre os dedos um bocado de argila dourada, inconscientemente moldava-seu-me o resultado. Era uma bonita forma, porém não era um delfim como eu imaginara. Olha que interessante. Não era um delfim, era um peixe simplesmente num bonito movimento de calda erguida e barbatanas arrepiadas.
ado. Era uma bonita forma, porém não era um delfim como eu imaginara. Olha que interessante. Não era um delfim, era um peixe simplesmente num bonito movimento de calda erguida e barbatanas arrepiadas. "Mas não é um delfim", eu exclamei. E de súbito fez-se claro em meu espírito. Fui explícita demais. Isto é um peixe. Tu és um cristão. Acá empalideceu. Jante voltou-se rapidamente para nós e eu percebi corando que não estava sendo razoável. Os dois somos cristão também. Cristãos também. Não te assustes. Houve um breve silêncio e de repente Acácio deixou escapar uma estfrondosa gargalhada. Eu e Janto, entretanto, o olhávamos sem compreender. "Não és um cristão?", perguntei com leve irritação. Ele balançou a cabeça confirmando e seu riso se fez tão contagiante que o acompanhamos num couro de gargalhadas. Havia já tempos que não me ria assim e o esforço fez-me bem. Eu senti o sangue fluindo-me nos pulsos. Meu coração batia com força. Creio que o motivo da hilariedade fora antes o meu susto, depois o dele. Acácio mostrou-nos, retirando-as do cesto de materiais, alguns exemplares de trabalhos seus. Terra sigilata disse, pondo-os em fila diante de mim. eram animais graciosos e finamente modelados, mas sobretudo deliciosas figurinhas de mulheres em gentis posições. Algumas pareciam mealadas, outras tinham sido mobilizadas no movimento exótico de dança. Tinham um encanto musical que enchia um jante admiração. E foi por causa daquilo que eu vi o retrato. Jante o mostrou e eu o vi finalmente. estava terminado. Jant apenas entalhara o medalão medalhão, certos detalhes do vestido e do penteado. No mais, usar as suas cores, os seus azuis e cinzas, os seus brancos e rosados. Eu estava ali com o manto sobre a cabeça e as mãos esquecidas no colo. Minhas tranças pendiam dos lados da cabeça e meio desnastradas a meio desnastradas e como que agitados pela brisa, alguns cachos de cabelo esvoaçavam em torno da cabeça. Belo, belo ouvi Cáio dizer. Está terminado. Tu poderás levá-lo ainda hoje?
meio desnastradas a meio desnastradas e como que agitados pela brisa, alguns cachos de cabelo esvoaçavam em torno da cabeça. Belo, belo ouvi Cáio dizer. Está terminado. Tu poderás levá-lo ainda hoje? Não, não é meu", respondi contrafeita. Ele olhou para mim e Jante sem compreender. "Trata-se de uma encomenda", Jant explicou. Gala se dispôs a servirme pousando de modelo. Quer dizer, né? Ele não era exatamente, não tinham encomendado uma figura da gala, né? Foi o que Jantio quis contar aí pro pro Acácio. A explicação parecia convincente. Jante o guardou o retrato entre seus pertences e eu nunca mais tornaria a vê-lo. Bem, Jan Janto, disse, voltamos. Falei a Acá sobre nossas reuniões de estudos. A próxima está marcada para daqui a dois dias. Vem, se quiseres, será uma oportunidade para conheceres outros jovens cristãos de tua idade. Ele aceitou o convite e uma ideia passou pela cabeça, me passou pela cabeça. Filotemo queria ver o que iria dizer. Iremos juntos, ouviante dizer. Acompanhei-os até o bote e os vi sumir por detrás dos juncos, levados pela correnteza. Como então o retrato estava pronto? Se Prisco esperava por ele, já podia partir. Mas estaria em Sebasti? Meu coração dizia que sim. De outro modo, Jante, eu teria dito alguma coisa, por exemplo, que necessitava conseguir um portador para mandá-lo. Outra qualquer outra qualquer coisa do gênero. Entretanto, o Prisco estava ainda em Sebastiveria tornar a vê-lo ainda no dia seguinte. Eu estava no lugar mesmo onde Jante costuma encostar encostar e Corona pôs-se a latir excitadamente. Zanguei com ela e insisti para que se calasse, pois eu nada via. Então um pato assustado bateu as asas por de trás dos juncos e voou à superfície das águas. Movendo-se bem junto à margem, Prisco surgiu aos meus olhos num pequeno bote. Ela vai encontrar de novo o Prisco, né? Ainda bem, ainda bem que ela vai encontrar Prisco, não é? Porque ela já fazia quanto tempo que ela não via ele? E ele não se encontravam justamente para garantir a segurança,
rar de novo o Prisco, né? Ainda bem, ainda bem que ela vai encontrar Prisco, não é? Porque ela já fazia quanto tempo que ela não via ele? E ele não se encontravam justamente para garantir a segurança, né? a segurança dela, no caso. Mas vamos lá, vamos lá que esse encontro vai ser muito legal, vai ser muito bom. Fiquei imóvel, acompanhando o ritmado mover dos remos, espadanando a água barrenta. Corona gania e saltava em torno de mim. Ele começou a afagá-la e a falar-lhe baixinho. A saudade, o carinho do animal, os curtos latidos de alegria, os seus olhos humildes e cheios de devolução trouxeram-me lágrimas aos olhos. Prisco ergueu-se e ficamos um diante do outro, sem atinar com o que dizer. Mas no seu olhar sério havia um brilho desesperado. Eu adivinhei. O retrato trouxera-o e foi o que me disse quando subimos o pequeno trilho e fomos nos assentar ao céu aberto. Deitada aos pés de Prisco, Corona comprazia-se comprazia-se em lamber-lhe as mãos que distraídamente ele deixava ao seu alcance. Seria bom se pudéssemos reagir como os animais, ele disse. E o sangue pôs-se a latejar-me nas têmporas. Não, eu respondi como homens, mesmo apesar de tudo. De nós três, apenas corona pode viver o seu instante de integral alegria. Eu olhava fascinada para ele. A saudade, a tristeza apuraram-lhe os traços e sua beleza era como um morno clarão que desejaria fazer meu e não podia. Nossas vozes soavam abafadas de emoção. Eu disse: "Sempre te vais, então é melhor." Sua agoniada indecisão se fez clara para mim, tão clara como se ele a confessasse com suas próprias palavras. Compreendia o seu propósito e a infernal disposição que o levava entre protelações, a necessidade de partir e o desejo de ficar. e subitamente como que tangidos pelos mesmos pensamentos, compreendemos a inutilidade de separar o nosso mundo íntimo, exaustivamente cheio de interrogações e aceitamentos, e o mundo exterior com seus longos silêncios. Já não nos queríamos calar um frente do outro, mas nos deixar embalar pela onda
nosso mundo íntimo, exaustivamente cheio de interrogações e aceitamentos, e o mundo exterior com seus longos silêncios. Já não nos queríamos calar um frente do outro, mas nos deixar embalar pela onda de amor que nos empolgava. Assim, com palavras simples, confessamos-nos o nosso amor. Ele falava, eu falava. Olhava para ele e sentia mil sóis dentro de mim. Prisco envolvia-me em seu olhar melancólico e eu pensava: "Agora vamos nos atirar um nos braços do outro e chorar perdidamente. É isso que vai acontecer." Pois assim sucedia com Cirilo quando éramos meninos. Mas ao contrário, nós nos imobilizávamos sérios e sem gestos, apenas a nos fitar. Poderíamos passar o resto de nossas vidas assim, se tal fosse possível. "Sim, amo-te. Amo-te", ele repetia às vezes. E eu pensava: "Estou aumentando a coleção de espinhos que guardo em meu coração." Ele tinha as mãos caídas e os olhos baixos. Eu senti um vago sentimento de culpa. Quis romper de vez com a barreira do meu bom senso e repetir também mil vezes o quanto amava. Mas ao tocar de leve a mão dele, a emoção perturbou-me. "Por favor, perdoe-me." "Perdoe-me", eu disse baixinho, com as lágrimas a correr. Prisco ergueu para mim o olhar, onde havia espanto e temor. Nem não penses e e nem nunca digas isso. Nunca mais. Nossas mãos se apertaram firmemente e o maravilhoso fluído fez-nos estremecer. Antes que eu parta, deve saber tudo. Pode ser horrível, mas precisa saber. A verdade será tu aliada quando tiveres de recordar e te será mais fácil compreender. Pobre gala, pobre gala. Eu me voltar ansiosa e expectante, fitava de olhos muito abertos o seu rosto, onde as escuras sobrancelhas, nervosamente contraídas eram como asas de corvos prestes a desatar desatar vou. Mas nesse mesmo instante a trompa de vovô chamou-me. Uma vez mais nos esquecermos do tempo. Eu precisava, entretanto, saber. Minha curiosidade de mulher se soltara. Dize, dize, pedi com insistência. Agora é tarde, ele respondeu com desânimo. Há muito para dizer. É preciso tempo. Eu
do tempo. Eu precisava, entretanto, saber. Minha curiosidade de mulher se soltara. Dize, dize, pedi com insistência. Agora é tarde, ele respondeu com desânimo. Há muito para dizer. É preciso tempo. Eu voltarei quando? Quando estiver seguro de não ser visto, alugarei o bote outra vez. Longe de mim não corres perigo, ou pelo menos não corres tanto perigo. É tão sério assim? Quem se responsabilizaria por um insano cuja forma de loucura fosse a crueldade e o assassínio? Ele estava pálido, sua expressão dura e pesada. A trompa soa pela segunda vez. Deves ir. De mãos dadas, seguiu até o bote. Voltei para casa e vi transcorrerem as derradeiras horas do dia. Caiu a noite e as sombras me pareceram frígidas e espessas. Eu acompanhava os movimentos domésticos e outra vez me parecia surpreendente que a vida de todos corresse tão plácidamente. Lá fora de Nopino, a lua cheia se levantou e esparziu pelo step um clarão avermelhado de incêndio. Antes que eu parta, deve saber tudo. É horrível, mas deve saber. A pergunta agora para vocês todos, o que será que ela precisava saber? O que será que o Prisco precisava tanto contar para ela que era horrível, mas que poderia ser exatamente a defesa dela em algum momento crucial? E ela precisava de defesa por quê, né? Por que que um dia ela podia precisar de defesa? Que ele achava que podia precisar de defesa? Quantas perguntas, né? Alguém aí no chat tem alguma ideia? Eu tô aqui já angustiada. Enquanto me despia, repetia essas frases e separava as palavras, tentando descobrir a misteriosa significação que cada uma delas pudesse ter. Se ao menos eu pudesse falar a alguém, mas não ousava. Era preciso guardar reserva e proceder cuidadosamente. Quem poderia responsabilizar-se por uma pessoa insana, cuja loucura era a crueldade e o crime? O que queria Prisco dizer com aquilo? Ele tomava precauções. Só viera depois de ter descoberto, certamente através de Jantilo, o caminho do rio. Nós nos tornáramos molestos a alguém que tinha muito poder e estava
Prisco dizer com aquilo? Ele tomava precauções. Só viera depois de ter descoberto, certamente através de Jantilo, o caminho do rio. Nós nos tornáramos molestos a alguém que tinha muito poder e estava claro, eu era muito mais fácil de ser atingida do que ele. Então, a segurança de minha família, como já me fora dito por Otávia em pessoa, estava em jogo. Ajoelhei-me na cama e abri a janela devagarzinho. Não interceptada, a luz do luar banhou-me a face e os braços. Orei. Depois pus-me a olhar as colinas vestidas de rala vegetação, os contrafortes do Taurus no largo espaço, a linha dos picos contra o céu brilhante. O murmúrio do rio chegava abafado e um pouco à direita eu vi o clarão que marcava Sebasties. Respirei fundo e tentei afastar as preocupações que afugentavam meu sono. Daqui a muitos anos, pensei, quando tivermos partido, outras pessoas estarão nestes mesmos lugares, olhando as luzes da cidade, as colinas, os contrafortes do Taurus, ouvindo o ruído do rio. Se puder, onde quer que me encontre século se tenham passado, tentarei recordar e sonhar que estou aqui. E deu certo, Gala. Deu certo porque nós estamos lendo a sua história agora. Aos meus ouvidos, chegou um rumor de rodas e de cascos a patear na distância. O ruído cresceu e depois tornou a diminuir e por fim não era mais que um leve rastro sonoro no silêncio. Debrucei-me para fora e de pouco em pouco identifiquei-me com o espaço livre. Minha pulsação casava-se a pulsação da noite. Um impulso, como uma exaltação, se apoderou de mim. Sentia-me segura de minhas ações. Eu não necessitava de consolo porque estava certa. Necessitava apenas esperar. Se falhasse, isso adviria apenas da minha impaciência. De manhã acordei descansada e pus-me a fazer os primeiros aprestos para sair. "Vê como nos observa", disse mamãe referindo-se a Gútrio. De fato, o sudo ainda, porém jamais animado, elas ele assentara-se na cama e nos olhava cheio de curiosidade, como se, ao contrário de estarmos envolvidas com os afazeres mais
e referindo-se a Gútrio. De fato, o sudo ainda, porém jamais animado, elas ele assentara-se na cama e nos olhava cheio de curiosidade, como se, ao contrário de estarmos envolvidas com os afazeres mais comezinhos, estivéssemos obrando coisas maravilhosas. Aquela curiosidade que o fazia virar a cabeça de um para outro lado, como fazem os cachorrinhos ainda novos, deu-me vontade de rir. Mamãe, entretando, tocando-me com o cotovelo, advertiu-me para que me contivesse. Fica assim o dia inteiro, pobre. Disse-me sem que ele percebesse. A ordem de um lar sedentário pode parecer estranha e surpreendente ao nômade acostumado a tendas. No fundo, o pobre sente-se bem tratado e afeiçoa-se a nós, respondi sacudindo as mantas de nossos leitos. A perspectiva é de uma nova boca e de um bom apetite. Quero ver como te vais arranjar com os coletores da anona. As cobertas estalaram mais fortemente nas mãos dela. Ela ia ter que se explicar, né? A a mãe da gala ia ter que se explicar para aquele grupo lá de soldados romanos. que de tempos em tempos passava, né, nos vilarejos, nas propriedades rurais para contar quantas pessoas estavam na casa, quantas bocas tinha eles tinham para dar de comer e assim poder cobrar os impostos, né? Vocês lembram, a gente viu sobre isso lá nos primeiros capítulos. Nós nos arranjaremos e ademais podemos, por enquanto, contar com a dispensa comuna. Enquanto teu irmão se entretém com seus amigos aqui, desceremos a eclésia ainda hoje. Teu avô irá conosco. Também já conversamos sobre a dispensa comuna, né? Lembra disso? Quando as famílias precisavam, elas iam até a igrejia. E lá na iglésia existia uma dispensa comuna de comunitária. Esse comuna aí é de comunitária. Todo mundo podia se servir da dispensa, mas todo mundo também precisava contribuir. É bem interessante, né? Cirilo estava por perto e ouviu essa conversação. Trocamos então um olhar de entendimento. Mamãe já encaixar Gutrio em seu esquema, o que não era de admirar, já que durante todos aqueles dias estivera a suspirar e
por perto e ouviu essa conversação. Trocamos então um olhar de entendimento. Mamãe já encaixar Gutrio em seu esquema, o que não era de admirar, já que durante todos aqueles dias estivera a suspirar e a falar do pobre rapaz, que podia muito bem ser seu filho, como João, o outro pobre rapaz. O João já tava morando lá, né? também já tinha ido para lá porque eh tinha sido espancado por ser por ser cristão, foi socorrido, tratado e já tava morando na casa. Agora era mais um pobre rapaz, né? Afinal, como poderemos saber? Ela costumava dizer: "A cada vez vem num grupo diferente para que o nosso amor se dilate." Daquela vez viéramos Cirilo e eu. Papai morrera. Faltara-lhe tempo para ter outros. Compreendíamos que se sentisse pobre quando, em geral, nas famílias as irmandades eram tão grandes. Naquela manhã, Gutril ganhou duas roupas de Cirilo e desceu com vovô e João para a margem do rio. Em breve começariam as colheitas e era oportuno poder obter mais braços. João, Cirilo e eu estávamos acostumados ao serviço duro desde muito pequenos. Não ia ser fácil ao novo trabalhador a iniciação dos primeiros dias. A gente de sua raça trabalhava o cobre e tecia tapetes vistosos. Entretanto, em nossa casa, de porco, pouco serviriam aquelas habilidades. Ele não tava acostumado, né, com a com a com a agricultura, né, e nem com o cuidado com os animais. Eu estava carregando leite que acabava de ser tirado e os via conversar animadamente com meus instrumentos às costas, ou melhor, com os seus instrumentos às costas. Não era difícil verificar que Gutri se punha à vontade. De natureza arisca e subjetiva, como quase todos os de sua raça, eu não me enganava ao descobrir nele uma inteligência vivaza e rápida. estiver em muitas das cidades do ponto e conhecer a outros cristãos além de nós. Eram bons, davam alimentos à tribo, protegiam as crianças doentes. Muitas vezes eu olhava os seus cabelos e aquela trança forte, ao sair do alto de sua cabeça por um anel de cobre com estranhos sinais, dava-me o que pensar.
tos à tribo, protegiam as crianças doentes. Muitas vezes eu olhava os seus cabelos e aquela trança forte, ao sair do alto de sua cabeça por um anel de cobre com estranhos sinais, dava-me o que pensar. Não sabia onde vira qualquer coisa como aquilo. Se me enganava, tratava-se de um sinal de nobreza. O pai de Gutrio devia ser um homem de importância na tribo, senão o mais importante. Aquele rabicho, ao balançar de um para outro lado, aquele anel, implicaram-me ao vê-lo a descer, paurrando para o rales. E na mesma tarde, quando fiquei a sós com Cirilo e João, falei-lhes a respeito. Mas se é uma pessoa de importância, por que motivo sua ausência não foi ainda notada? Por que não o procuraram? Ao menos eu virei um pouco mais a bilha para que a água se entornasse nas mãos deles. Estávamos junto ao redil e eles se lavavam para entrar. Como sabe que sabes que não notaram ou que não o procuraram? Eles levantaram o rosto molhado para mim. Gútrio se deixou pegar porque estava desesperado e faminto. Já não está. pode sair à noite, falar aos que o procuram como um gato, como seu povo furtivo, sem nem sequer sem sem que nem sequer suspeitemos. A expressão de espanto que fizeram fez-me dar uma risada curta e satisfeita. Mas se fala aos seus, afinal, que mal pode haver? Perguntei. Bem, se é assim, porque não faria com o assentimento de mamãe à luz do dia? Lembra-te de que a situação é nova e estranha para ele. Há também o modo de proceder natural à sua gente. Sim, Cirilo concordou, mas esta noite vou tirar tudo a limpo. Não vais tirar tudo a limpo. Exatamente. Vamos observar e saber o que se passa. Falou João. Íamos subindo os degraus quando Cirilo se voltou para mim. Como sabes? Viste alguma coisa? Não, eu não sabia nem vira coisa alguma. Apenas me ocorrera que plausivelmente fosse assim. Corona não me aceita ainda disse-nos Gutrio ao entrarmos. Vede como me olha. A cadela estava sentada nas patas traseiras e olhava para ele friamente, como se ainda desconfiada julgasse oportuno continuar a vigiar.
aceita ainda disse-nos Gutrio ao entrarmos. Vede como me olha. A cadela estava sentada nas patas traseiras e olhava para ele friamente, como se ainda desconfiada julgasse oportuno continuar a vigiar. Isso fez-me lembrar da alegria com que foram ao encontro de Prisco dois dias antes e do afeto que lhe testemunha testemunha. Gútrios se aproximou dela e tentou afagar-lhe o pelo macio, cor de castanha e branco. Suas orelhas se espetaram, seus olhos se acenderam cheios de desconfiança. Corona rosnou aborrecida e procurou se afastar. É diferente para cada pessoa", disse o moço com desconcerto. "Ela terminará por te aceitar", comentou Cirilo, vindo em meu auxílio. "Mas é preciso que tenhas paciência, Gútrio, esse anel que usas no cabelo e mesmo o modo como penteias não é comum aos homens todos de teu povo. Significam alguma coisa de especial?", perguntei. Ele me olhou, seu olhar, ela Ele me olhou. Seu olhar era lento e sincero. "Trata-se de um sinal", disse. Gutrio percebeu a curiosidade pintada em nosso rosto e, por isso mesmo, sem que perguntássemos mais, prosseguiu do sinal do filho do chefe, do rei. Retive a respiração. Ele era, pois, o filho do rei, o príncipe. No pequeno silêncio que se fez, Cirilo estalou os dedos, chamando Corona. Chega-te aqui", disse Agutrio, querendo certamente provar que aquele assunto não importava e nem era de nosso interesse. "Vamos fazer a primeira tentativa de restabelecer tuas relações com ela." Ele, em primeiro lugar, pôs-se a afagá-la, depois fez sinal para que Gutre a tocasse. A calda da cadela, que balançava de um para o outro lado, com alegria se inteiriçou. Cirilo, entretanto, começou a falar com ela entre curtas frases, afagando-a e e dando-lhe tapinhas afetuosos. O resultado foi que afastando-se dali a pouco, vimos que Corona suportava o contato com Gútero. "Valha-nos, Deus", disse João assistindo a cena. Corona dormitava e permitia que Gutre coçasse brandamente o seu ventre mosqueado. Bom, aí eles vão entrar numa outra fase, num outro pedaço que nós vamos deixar
s, Deus", disse João assistindo a cena. Corona dormitava e permitia que Gutre coçasse brandamente o seu ventre mosqueado. Bom, aí eles vão entrar numa outra fase, num outro pedaço que nós vamos deixar paraa semana que vem, né? Ou seja, nós vamos deixar para o ano que vem. [risadas] Ohô meu Deus do céu. Vai ficar para o ano que vem. Ansiosos para saber, né? Nem me fala, nem me fala. Ela vai deixando as coisas entreabertas e a gente vai ficando aqui nervoso, querendo saber que vai acontecer, se o pisco vai aparecer de novo ou não vai, né? E agora que nós sabemos que esse moço é príncipe entre o povo dele, aí que fica mais curioso ainda, né? Como é que ninguém da família foi lá procurar para saber onde ele tá? O cara some, o príncipe some e ninguém vai atrás dele. Esquisito, né? Eu achei, eu achei esquisito, mas isso vai ficar pro próximo domingo, a gente acha, né? A gente espera que fique pro próximo domingo, que no próximo domingo a gente possa esclarecer todas essas dúvidas. [risadas] Feliz ano novo, Terezinha. Feliz ano novo para nós todos. Eu espero que vocês tenham muita paz, muita tranquilidade nessa virada aí de agenda, que tudo transcorra da melhor forma possível, que os nossos amigos do Sul que estão sofrendo com tanta chuva possam ter um pouco de paz e de tranquilidade nos próximos meses. que os nossos amigos lá do norte, do nordeste, que estão sofrendo pelo motivo oposto, pela seca e pela previsão de mais estiagem ainda, que eles tenham onde se amparar, que eles também consigam ter algum respiro para poderem eh se estruturar para enfrentar esse período de estiagem que é sempre tão complicado para eles, que sempre causa tanto sofrimento. Eu espero que nós todos possamos estar preparados para essa para essas dificuldades, né, para esses problemas que a gente acaba enfrentando e que recebamos ajuda, né, do plano espiritual e também dos nossos irmãos encarnados, porque todos nós precisamos de ajuda sempre de uma forma ou de outra. Oi, Reê. Chegou um pouco atrasada, mas consegui acompanhar a
ajuda, né, do plano espiritual e também dos nossos irmãos encarnados, porque todos nós precisamos de ajuda sempre de uma forma ou de outra. Oi, Reê. Chegou um pouco atrasada, mas consegui acompanhar a melhor. Que bom, querida. Fico contente. Feliz ano novo, meu bem. Emoções, diz a Lúcia. Eu fico com a respiração prendida. Ufa, agora só no próximo ano. Feliz ano novo para nós todos, querida. Para você e para nós todos. Eliamar, feliz ano novo pros esquineiros. Isso mesmo, Marisa, grande abraço para todos. Feliz ano novo. Um beijo enorme para vocês. Fiquem todos com Deus. muita paz, muita calma e muita prosperidade espiritual para todos nós. Um abraço grande e estaremos juntos domingo que vem. Até lá.
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