A Esquina de Pedra | Stela Martins | 25.01.26

Conecta Espiritismo TV 26/01/2026 (há 2 meses) 1:07:42 4 visualizações

Descrição Essa série de lives tem por objetivo principal divulgar a obra “A esquina de pedra” e seu autor, Wallace Leal V. Rodrigues. O livro aborda a história do cristianismo primitivo e a formação do catolicismo, com capítulos que se assemelham a crônicas poéticas, explorando temas como a fé, a caridade e a transformação moral. https://www.oclarim.com.br/a-esquina-de-pedra/p O autor Wallace Leal Valentim Rodrigues, autodidata, foi ator e diretor de teatro, diretor de cinema, escritor, jornalista tendo atuado durante 25 anos na Casa Editora o Clarim como continuador da obra de seu fundador, Cairbar Schutel. Conheça a trajetória inspiradora desse espírito no documentário WALLACE LEAL – PODERES DO ESPÍRITO (Márcia Tamia | Zé Henrique Martiniano) https://youtu.be/pwItf50t0fg?si=D2qw3eQpXZMVXeyo #espiritismo, #doutrinaespírita, #allankardec, #reencarnação, #mediunidade, #evoluçãoespiritual, #vidaapósamorte, #cristianismoprimitivo, #esquinadepedra 🎙️ Novo na transmissão ou querendo melhorar? Confira o StreamYard e ganhe $10 de desconto! 😍 https://streamyard.com/pal/d/5483594840801280

Transcrição

rei renascer ainda e progredir sempre. É além nascer, nascer renascer, renascer ainda e progredir progredir sempre sem não é além nascer o rei nascer ainda e progred sem não é alé. Boa noite. Parece mais um boa tarde, mas boa noite para todos. Vamos começar uma um novo um novo encontro pra gente poder conversar a respeito desse livro lindo que nós estamos trilhando junto com o Alace Leal Rodriguez, o nosso A esquina de pedra. Espero que vocês estejam animados para hoje, porque as emoções estão ficando cada vez mais fortes no livro. Já tem gente aí mexendo comigo. Desculpa, vou arrumar aqui. Mexendo comigo porque eu choro o capítulo inteiro. Ai, ai. Como é que vocês estão? Espero que estejam todos bem. Nós estamos transmitindo essa esse estudo do livro A esquina de Pedra a partir do canal Consolar Esclarecer de Portugal, mas nós temos parceiros muito queridos como Conecta a TV Conecta Espiritismo, o Instituto Goiano de Estudos Espíritas que é o Ig, Rádio Espírita do Paraná e também o grupo Espírita Fonte Viva. E a eles nós agradecemos muito. E como em todas a em todas as vezes que eu converso com vocês, eu peço, não se esqueçam, inscrevam-se nos canais espíritas, inscrevam-se no Consolar Esclarecer, inscrevam-se no Conecta Espiritismo, no Igese. Inscrevam-se em todos os canais espíritas, porque isso faz com que o YouTube mostre esse conteúdo para um número maior de pessoas. Eh, curtam as lives que vocês assistem, compartilhem. Se vocês puderem também é bom ser um membro do canal Espírita. Para ser membro basta você olhar aí na na sua tela, do lado do inscreva-se ou inscrito, tem outro quadradinho escrito seja membro. clica nele que você vai ver eh o que é preciso e os valores. Você começa bem pouquinho e vai aumentando e aí depende de você. Não é uma obrigação, mas a gente pede porque isso ajuda os canais a manterem a qualidade ou melhorarem a qualidade, né? Porque os os softwares de transmissão, vinheta, card, isso tudo depende eh de recursos que são pagos. Vou dar só um exemplo para vocês para

canais a manterem a qualidade ou melhorarem a qualidade, né? Porque os os softwares de transmissão, vinheta, card, isso tudo depende eh de recursos que são pagos. Vou dar só um exemplo para vocês para não me estender muito, mas é que muita gente pode não saber. Para usar boas boa parte das músicas que vocês vêm eh nos vídeos, nas vinhetas, nas aberturas dos canais, nos encerramentos, nas palestras, é preciso pagar para ter autorização. Nem todos os autores liberam o uso da música. No caso dessa música que eu que eu usei hoje aí para paraa espera que chama a Lápide, e é uma música de autoria do Zé Henrique Martiniano, ele teve que encaminhar uma carta pro YouTube autorizando qualquer pessoa a usar as músicas dele. A mesma coisa fez a Sami ao Aada com os textos dela, os poemas, mas nem todos os autores são espíritas e nem todos liberam o seu uso. E aí é preciso você fazer parte, pagar um site para você conseguir baixar essas músicas e usar com a autorização desse site. Então é uma coisa um pouco mais complicada do que parece. Então, se vocês puderem ser membros, isso tudo eu tô contando para explicar porque que é importante você ser membro de um canal espírita. Da mesma forma que é muito importante você ser sócio da casa espírita que você frequenta, né? Contribuir financeiramente com a casa espírita. E se você tiver que escolher entre e contribuir com a Casa Espírita e o canal Espírita, a internet que me perdoe, mas contribua com a casa espírita, não se esqueça. É preciso pagar as despesas da casa, sabe? E a gente é muito difícil você conseguir patrocinador, né? Até para realizar evento espírita. Por isso que os eventos espíritas são pagos, porque a gente não consegue patrocinador. Certo? Vou falar aqui depois desse discurso cumprido, vou falar boa noite para vocês. Nivel, boa noite. Oi, Miriam, boa noite. Maria das Graças, boa noite, querida. Aqui não aparece para mim. Estou muito emocionada. É, querida, por quê? Tá tudo bem aqui? Não aparece para Ah, não aparece. Olha, vou vou.

Oi, Miriam, boa noite. Maria das Graças, boa noite, querida. Aqui não aparece para mim. Estou muito emocionada. É, querida, por quê? Tá tudo bem aqui? Não aparece para Ah, não aparece. Olha, vou vou. Ah, entendi. Sobre os membros. Oi, Fátima. Tá boa, querida? Sobre os membros. Ah, que interessante. Por que será? Eu vou dar uma olhada porque às vezes eles mudam, né, a posição dessas coisas. E como eu já tô inscrita em alguns canais, eu vou entrar em outros para ver como aparece e aí eu explico de novo aqui a semana que vem, tá bom? Então vamos lá, vamos começar aqui a nossa Ah, não, vamos fazer a nossa prece primeiro, né? Vamos fazer a nossa prece pra gente já começar bem. Eu vou colocar aqui um. Ah, vou colocar esse. Eu mergulho no abismo de mim mesmo. Me procuro na caverna em que me escondo e me encontro encurvado em sofrimento. escuridão, meus erros camuflando. Me aproximo e em meio a densas trevas me conheço, me abraço, me consolo, me perdoo me acolhindo e sem reservas. Com ternura me aconchego no meu colo. Regozijo ao descobrir-me sem ser falso. Me preencho por amar-me e ser amado e decido a mim mesmo resgatar. Me retiro da caverna nos meus braços. Me apresento a liberdade encantado e me entrego inteiro à vida por me amar. Muito bem, bonita, né? Material da Sam é sempre muito bonito. Você quiser conhecer mais, chama a Saga das Almas, o canal no YouTube e o site. Ela tem um site também com os textos, com as poesias dela e são todas muito lindas. Vale a pena. Vá conferir. Saga das almas. É muito bacana lá. Emocionada é com o livro. Ah, tá certo. Bet, boa noite, querida. Lúcia, boa noite. Muito bem, meu bem. Muito bem. Desde Orlando. É isso aí. Então, vamos lá. Vamos. Só lembrando, eh, nós paramos naquele momento em que eles estavam fazendo um evangelho no lar, né, ou eles estavam fazendo uma, é parecido com o nosso evangelho no lar, né, pela descrição que ela dá, que a gala dá, mas na verdade eles estão fazendo estudo da dos das escrituras que eles tinham ali, né? Então, um ia

fazendo uma, é parecido com o nosso evangelho no lar, né, pela descrição que ela dá, que a gala dá, mas na verdade eles estão fazendo estudo da dos das escrituras que eles tinham ali, né? Então, um ia passando, um ia fazendo cópia pro outro daquilo que os apóstolos tinham deixado. Acho que no caso deles é Thago, se não me falha a memória. E eles vão vão fazendo estudo a respeito do do que tá sendo do que tá sendo lido e é sempre eh relativo aos ensinamentos de Jesus. Então, era o que eles tinham disponível ali como evangelho, né? E aí depois, como tinha sobrado algum tempo, né? tinha ficado um tempinho, eles decidiram que eles iam tentar falar com aquele espírito que já tinha se manifestado, dizendo que estava orientando eh o Sibírcio, né? Já contou a história, quem é o Sibírcio, por que ele tem relação com esse grupo e etc. E aí, Gema é uma da um dos jovens ali que participam. Por gema, o mesmo se apresentou sibício, orou conosco e citou a passagem de Paulo aos Hebreus. Nunca te deixarei, nem te desampararei então por que que eles, por que que eles estavam lendo esse trecho especificamente? Porque é quando eles estão ali, gente, lembrando a todos que é quando eles eles estão ali eh vivendo uma situação muito complicada na Egésia da de Sebastes. Sebastes é a cidade mais próxima do lugar onde a a gala mora. E a egésia é a igreja deles, né, digamos assim, igreja, templo. Aí cada um vai chamar do jeito que achar melhor, vai traduzir do jeito que achar melhor. Enfim, eles estavam sofrendo ali uma espécie de intervenção, né, para que eles passassem a a seguir e a respeitar os dogmas que os cristãos de Alexandria tinham criado e espalhado pelo resto do mundo. Certamente Sebasti não foi o único lugar que ofereceu alguma resistência com relação a isso. Não houve embate, não houve briga, não houve guerra, não houve nada disso, mas houve uma resistência sim, porque os cristãos não queriam aceitar algumas algumas eh implementações, digamos assim, de coisas que eram dos dos pagãos, por exemplo, vestes

ra, não houve nada disso, mas houve uma resistência sim, porque os cristãos não queriam aceitar algumas algumas eh implementações, digamos assim, de coisas que eram dos dos pagãos, por exemplo, vestes especiais e nome para para na hierarquia. Então você passa a ter bispo, ter, sabe esse tipo de nome? Bispo não era nome da do cristianismo, era um nome que foi trazido do paganismo. As vestimentas para esses representantes hierárquicos do cristianismo, e aí ele tá deixando de ser cristianismo já, né? eh também foram trazidos do paganismo. crença na Santíssima Trindade, né, que Jesus era eh e Deus é são a mesma coisa ou pessoa. E o Espírito Santo também é outro, é outra forma que eles buscaram de aumentar o número de seguidores do cristianismo, eh, só que sem conteúdo, né, sem profundidade, como o pessoal da da de Sebastiantes aí da de Alexandria, da igreja de Alexandria, e isso tava causando muito malestar. estar para eles todos e muita insegurança. Por isso a sugestão desse por isso que Sibirdes cita essa passagem especificamente de Paulo quando ele diz, né? Nunca te deixarei nem te desampararei aos momentos de profunda exaustão. As energias parecem esgotadas e as esperantas esperanças se retraem apáticas. É quando instala-se a sombra dentro de nós, como se espessa sombra nos envolvesse. E qual acontece a natureza sob o manto noturno, embora guardemos fontes de entendimento e flores de boa vontade na vasta extensão de nosso país interior, tudo permanece velado pelo nevoeiro de nossas inquietações. todo misericordioso. Contudo, ainda aí não nos deixa completamente relegados à treva de nossas indecisões e desapontamentos. É muito legal isso, né? Porque olha só o que ele diz, né? Mesmo quando a gente tá desanimado, que a gente tá entregando as os ponteiros, já tá querendo pendurar a chuteira, mesmo aí Deus ainda fica perto de nós tentando nos convencer do contrário. Assim como faz brilhar as estrelas fulgurantes no alto, desvelando os caminhos constelados do firmamento, ao

urar a chuteira, mesmo aí Deus ainda fica perto de nós tentando nos convencer do contrário. Assim como faz brilhar as estrelas fulgurantes no alto, desvelando os caminhos constelados do firmamento, ao viajor perdido no mundo, acende nos céus de nossos ideais convicções novas e aspirações mais elevadas, a fim de que nosso espírito não se perca na viagem para a vida superior. Nunca te deixarei, nem te desampararei. promete a divina bondade, nem solidão, nem abandono. A providência celestial prossegue velando. Mantenhamos, pois, a confortadora certeza de que toda a tempestade é seguida pela atmosfera tranquila e de que não existe noite sem alvorecer. Aquele canto de esperança ecoou em júbilos em nossas almas jovens. Sim, era preciso confiar e sobretudo agir. Iríamos sim visitar os enfermos do cárcere da cidade. O trabalho preparatório iria ser realizado em grupos. Muita coisa necessitava ser reunida. mantas, roupas, palhas secas e novas que, dependendo das facilidades, seriam transportadas em colchões, material de transformadas, desculpa, transformadas em colchões, material de limpeza e remédios. Isso a gente também viu, né, no domingo passado, que qual era a proposta deles diante dessa situação tão difícil, ao invés do embate, ao invés da briga, da discórdia, ao invés de ficar apontando o dedo, falando fulano não sabe nada, ciclano só veio aqui para arrumar confusão, em vez da lamúria, que que eles fizeram? Vamos trabalhar. Vamos trabalhar. Mas não é trabalho qualquer, um trabalho em benefício do próximo, sabe? Então, na hora do do da confusão na sua casa espírita, propõe um trabalho, propõe um grupo de estudo. Na hora da briga, da desavença dentro de casa, proponha uma outra atividade, né? Cuidar, criar um vaso, plantar um vaso novo, né? plantas novas nos vasos existentes, eh, sei lá, fazer um bolo para um bom café apaziguador, não é? A gente pode trabalhar, ajudar o próximo na para evitar esse tipo de discussão e de briga, né? Vamos trabalhar. É para isso que nós estamos aqui, para trabalhar em

para um bom café apaziguador, não é? A gente pode trabalhar, ajudar o próximo na para evitar esse tipo de discussão e de briga, né? Vamos trabalhar. É para isso que nós estamos aqui, para trabalhar em benefício do próximo. Se Jesus disse que não veio para ser servido, sim, o que que nós temos que falar? Não é? Nós também temos que servir. Depois de que nossos companheiros já tinham partido, foi preciso que por três vezes nossa mãe insistisse para que fôssemos dormir. Eliano, Cirilo e eu estávamos empolgados. Deitada, custei a dormir. Além do alvoroço que me causava o plano, eu não desconhecia que, a menos que partisse antes, não era difícil que eu fosse encontrar prisco no comando da guarda da prisão. Incumbência de confiança que os juniores, como ele e Nícalo, comumente se prestavam. Dormi pensando nessa possibilidade e meu sono foi pesado e sem sonhos, só se interrompendo na manhã seguinte com a tribo de Eliano cercando nossa casa. Envolvi-me na manta e saí. estava disposta em meia lua sobre a colina à meia distância da casa e entre eles e nós, corona latia nervosamente. Com expressão fechada, Eliano olhava-nos olhava-os do portal e, sabendo que ele parlamentara muitas vezes com seus companheiros no decorrer daqueles dias, fiquei a imaginar que espécie de conversa travara de modo a provocar aquele cerco. Os visitantes não pronunciavam uma única palavra. O vento agita agita-lhes os cabelos compridos e as roupas de cores vivas, muito vivas, porém maltratadas. Um deles, alto e majestoso, enfeitado de argolas de cobre e contas coloridas, despertou minha atenção. Envolvia-se no manto de pele de urso e trazia consigo, preso por uma argola atravessada nas narinas, um grande urso preto domesticado. Imagina a cena, né? Ele já tá com uma pele de urso nas costas e ainda traz preso, né? Vem, vem puxando como se fosse um cachorro. né? Um animal de estimação, um urso também. Cirilo acalmava mamãe e vovô, dizendo-lhes que Eliano era uma pessoa importante na tribo, uma espécie de

so, né? Vem, vem puxando como se fosse um cachorro. né? Um animal de estimação, um urso também. Cirilo acalmava mamãe e vovô, dizendo-lhes que Eliano era uma pessoa importante na tribo, uma espécie de príncipe e que estava designado a exercer o maior posto de mando entre os seus. tinham certamente esperado que o moço se restabelecesse de todo e agora o reclamavam", explicou, fugindo de falar a respeito das escapadas noturnas que João e ele tinham testemunhado. Eliano desceu a escada e falou-lhes no seu dialeto. O homem do urso, acompanhado de dois outros de cabelos brancos, se aproximou e também pôs-se a falar. não tinham a menor mímica e por isso tudo nos escapava inteiramente. As explicações de Eliano eram longas. Ele procurava reforçar o que dizia, lembrando-se de argumentos em que pensara antes, o que se fazia evidente pelo seu olhar, por vezes concentrado e pensativo. Os outros insistiam e repetiam monótonas narrativas em que, um após outro pareciam concordar, até que nos deram as costas e foram-se embora. Eliano subiu às escadas a correr, sem nada nos explicar. Entrou para o interior da casa, porém no minuto seguinte estava de volta. trazia nas mãos a pequena daga, extremamente afiada, que servia a vovô e Cirilo para cortarem os cabelos e que colocou nas mãos de mamãe. Em seguida, destransou o cabelo e ofereceu a cabeça às mãos dela. Cirilo e eu nos olhamos ciderados, porém mamãe não titubeiou. Este cabelo dá-te uma aparência de vândalo", ela disse. "É bom que venha abaixo". Lembrei-me, lembrei-me de quanto ele se senti estranho entre os outros e concordei com ela. Poucos minutos depois, os cabelos dele não diferiam dos de Cirilo, a não ser na cor. Os de Cirilo eram de um loiro avermelhado. Os de Eliano eram profundamente negros. Ele ficou bonito com sua nova aparência. Trouxe o meu pequeno espelho de metal brunido e deixei o que se visse. Eliano sorriu satisfeito. Balançava a cabeça com certeza, sentindo-se mais leve, e seus cabelos muito lisos dançavam livres em

a. Trouxe o meu pequeno espelho de metal brunido e deixei o que se visse. Eliano sorriu satisfeito. Balançava a cabeça com certeza, sentindo-se mais leve, e seus cabelos muito lisos dançavam livres em todas as direções. Aí a correr para o seu trabalho na estacada, que ele já trazia adiantado e elaborado com uma perfeição digna de elogios, tanto mais se levássemos encontro os arranhões que trazia por todo o corpo feito pelos espinheiros com que lidava. ele tava reconstruindo aquela área que os que ele e os os amigos lá do os companheiros lá da da tribo dele, vou chamar de tribo aqui, do grupo dele, eh colocaram fogo. Lembra que eles queriam roubar as os cabritos lá da da família, que é quando ele fica ferido e passa a ser tratado pela família da da gala, né? Aquele pequeno susto preparou-me para o que deveria suceder ainda na manhã do dia seguinte. E é bom vocês se prepararem também, porque agora vem emoção, hein? Vem emoção e não é pouco. Oi, Terezinha, boa noite, meu bem. Vem emoção e forte. Vocês estão preparados? Vocês já pegaram sua aguinha aí para dar uns golinhos? Então, vamos lá. Eu voltava para junto das ruínas e amanhã transcorria tranquila. O outono amadurecia vacas vermelhas e adocsicadas nos arbustos e eu estava distraída a colhê-las, juntando-as numa dobra da túnica, quando um alvoro súbito às minhas costas fez-me voltar de chofre. As frutas se esparramaram os meus pés. O animal estava irto sobre o lombo da colina e apenas sua calda retinta ondulava leve, malignamente viva na figura de pedra. Seus olhos verdes e cintilantes lançavam pequeninas fagulhas e estavam diretamente postos sobre mim. Aos meus pés, Corona se arretesou arrepiada e ia lançar-se sobre o terrível adversário, mas eu me abaixei e a contive, segurando-a com os dois braços fortemente, apesar de meu terror. Os latidos da cadela misturavam-se dramaticamente aos berros e balidos dos animais do rebanho, a se cabecearem cheios de horror em torno de nós. Vi o coruscard das pupilas da fera quando seou atirou sobre nós. Não posso

a misturavam-se dramaticamente aos berros e balidos dos animais do rebanho, a se cabecearem cheios de horror em torno de nós. Vi o coruscard das pupilas da fera quando seou atirou sobre nós. Não posso dizer exatamente o que se passou. Rolei sobre a grama seca e a negra sombra passou sobre mim. Pus-me a assoprar freneticamente o chifre que trazia o pescoço. Liberta, corona desaparecera na nuvem de pó que o rebanho levantava, correndo em círculos sem saber fugir. Eu me erguia, porém os animais lançavam-me de novo ao solo, até que livrando-me, subi a colina a gritar cheia de desespero e fazer soar a trompa em longos toques de alarma. Eu chorava e tornava a suar a buzina. Corria em direção do cômo, de onde era possível ver a estrada do desembarcador. Os aurigas costumavam treinar naquele trecho da estrada e foi por dois deles que me pus a gritar. Vendo que me atendiam, voltei a correr. O barulho das rodas e dos cascos às minhas costas traziam de volta a minha coragem. No vale esperava-me uma visão desoladora. Um sem número de cabras e ovelhas jaziam mortas, feridas ou agonizantes, esparças por todos os lados. As demais seguiam-se umas às outras loucamente a saltar sobre as pedras, sem rumo certo. Pus-me de novo a gritar e a chorar. Uma pequena cria do verão passando, enredara-se nos espinheiros e sobre ela a fera preparava-se agora para dar o seu pulo mortal. Esqueci a prudência. Colhi o pequeno animal e colocando as minhas costas, empunhei o cajado para me defender. O felino e eu nos defrontamos. Era uma pantera luzidia de pelo de azeviche preto, né? Um animal tão belo como eu nunca vira outro igual. Seus nervos ondulavam e suas presas amarfinadas mostravam-se para mim. Gritei por corona, porém ela não respondeu. E foi aí que a dor se tornou quase intolerável em mim. Só morta corona me atenderia. O negro animal contraiu-se, diminuiu sobre a relva fulva, contraiu os músculos. Foi exatamente quando arremeteu, cortando o espaço que nos separava, que o ruído da biga cresceu e o veículo se interceptou

egro animal contraiu-se, diminuiu sobre a relva fulva, contraiu os músculos. Foi exatamente quando arremeteu, cortando o espaço que nos separava, que o ruído da biga cresceu e o veículo se interceptou entre nós numa louca disparada. Colhida no ar, a pantera descreveu um negro círculo por sobre a copa dos redodendros desnudos, mas foi cair num prodígio de agilidade de pé além entre as pedras das ruínas. Machucara-se com certeza, pois se pôs em fuga, desaparecendo entre os corredores abandonados. Abracei-me a cabrinha trêmula, atordoada, balindo intensamente e ainda vi quando outro auriga eram eram os os Ela vai explicar. Eu não tô explicando quem quem é o Auriga porque ela vai dar a melhor explicação de todas. Quando outro auriga chegava e saltava o solo junto de mim. Fiz um esforço para me erguer, porém o solo faltou-me debaixo dos pés e a medonha escuridão envolveu-me. Não sei quanto tempo fiquei assim, fora de meus sentidos, coisa que me parecia me acontecia pela primeira vez na vida. A primeira coisa que torneira a ver foi a atormentada fisionomia de vovô, depois Cirilo e mamãe. Os três rostos conhecidos levaram-me de volta ao sangrento episódio e me pus outra vez a gritar e a chorar, agarrando-me com desespero a minha mãe. Ela não disse nada, deixou que me desabafasse e pouco depois me sentia mais calma. Perguntei por Corona. Cirilo mostrou-a junto a nós em voo em panos ensanguentados. Tinha os olhos fechados, mas o seu ventre arfava. Está muito ferida, Cirilo me disse, enquanto as lágrimas lavavam meu rosto. Mas nós a cuidaremos. Percebi que eles também choravam discretamente. Percebi que eles choravam discretamente e que um dos desconhecidos entre os dois que me salvaram tinha também os olhos úmidos. Sois os que vieram? Perguntei. Sim, sou Eunóquio e este é Valente. Eunóquio salvou-te. Ele chegou primeiro. Valente narrou como o amigo puder interpor-se entre mim e o salto da fera. O feito de Onóquio parecia-lhe excelente. Ele tinha por se orgulhar. Cometer um ato heróico era um bravo. E o

hegou primeiro. Valente narrou como o amigo puder interpor-se entre mim e o salto da fera. O feito de Onóquio parecia-lhe excelente. Ele tinha por se orgulhar. Cometer um ato heróico era um bravo. E o Nókio, entretanto, não parecia pensar. Seu olhar era tristonho. Uma arruga de preocupação marcava ali o espaço entre as sobrancelhas. Eu quis erguer-me e procurei em torno algo em que me firmar. O que acabava de suceder não combinava com a rotina dos meus dias. Apercebia-me de inopino que, apesar de tudo, eram dias suaves. Sentia-me delicada e frágil diante da violência. Quis acalmar a mim mesma, aceitando como de menor importância o que sucedera. Apoiei-me em Cirilo, porém vacilei perigosamente e o exuberante valente me segurou. Quase a metade dos nossos animais estavam mortos, agonizantes, feridos. empapavam seu pelame no próprio sangue. Olhei para a vovô que os carregava para o plelon e senti remorços. Ajoelhei-me, fechei os olhos e comecei a orar em silêncio, enquanto as lágrimas voltavam a lavar o rosto. Ela quase morreu, né? Ela quase morreu. E a hora que ela consegue saber exatamente o que tá acontecendo em volta dela, que que ela faz? Ela ajoelha e reza. Ela ajoelha e faz uma oração. Ai, a gente se perdeu muito nesse caminho, né, gente? Quantas pessoas vocês conhecem que depois de sofrer um acidente de carro, de cair de algum lugar, enfim, de sofrer, passar por alguma violência, alguma situação de violência? Quantas pessoas vocês conhecem que ajoelho e rezam? Eu posso dizer que eu nunca fiz isso. Bom, os outros respeitaram meu gesto, afastaram-se e só depois senti a mão carinhosa e pesada de vovô sobre minha cabeça. Ele sorria melancolicamente e tentava, com expressão do rosto, dizer-me que não me preocupasse tanto. apontou para mim, depois para seu coração, e juntou as mãos, olhando para o alto, figurando a gratidão espiritual. Cirilo partiu com Eunóquio Valente em busca de socorro, pois era necessário caçar a fera, sem o que perderíamos toda a segurança. Mamãe ficou para auxiliar

ara o alto, figurando a gratidão espiritual. Cirilo partiu com Eunóquio Valente em busca de socorro, pois era necessário caçar a fera, sem o que perderíamos toda a segurança. Mamãe ficou para auxiliar vovô. Pilhas de animais mortos já se amontoavam no fundo do carro. É o a carroça deles, né, que eles tinham lá. Os animais feridos baliam e faziam dolorosos esforços para se pôrem de pé, cortando-nos o coração. A três deles, com as víceras amostra, vovô teve que matar diante de meus olhos para aliviar-lhes os sofrimentos. Corona gemeu baixinho e me fui sentar junto dela. Nem ao menos reconheci o toque de minha mão e não abri os olhos quando lhe falei carinhosamente. Fiquei ao olhar para ela silenciosa e compungida. Ela vai morrer. Pensei sentindo um frio, percorrer meu corpo. E esta vai ser talvez a coisa mais triste de toda a minha vida. Ai, nessas horas eu fico pensando, né? Quem for assistir esse esses vídeos depois vai ficar olhando ah e pensando, né? Que que essa maluca fica chorando o tempo todo. Oi, Tânia. Nossa, você vai ter que escutar o o começo dessa história. Fiquei curiosa. Que espécie de fera era essa que tinha o chifre só? Não, ela não tinha chifre só. Bem, não tinha. Fica sossegada. Não era você vai. E ela fala, né, que é uma pantera. Ela falou um pouquinho antes aqui na leitura, ó. Vou até voltar aqui. Olha. Ó, o felino e eu nos defrontamos. Ó, era uma pantera luzidia de pelo de azeviche, um animal tão belo como eu nunca vi outro igual. Tá vendo? Deu para ver aí, ó. Uma pantera, né? Foi, era, foi isso que atacou ela. Deixa eu voltar. Ai, Corona geneu, gemeu baixinho. Ah, já tô na próxima, né? abri os olhos quando lhe falei carinhosamente. E aí seus ferimentos eram profundos, porém mamãe fechara os talhos com voltas apertadas de tiras de pano. Quis levantar-me e ir em auxílio de vovô e mamãe, porém não fui capaz. O rapaz que de quando em vez víamos na igreja chegou nesse momento. Tá chegando um outro personagem, né? Vocês estão vendo que só nesse episódio aqui já apareceram três,

e mamãe, porém não fui capaz. O rapaz que de quando em vez víamos na igreja chegou nesse momento. Tá chegando um outro personagem, né? Vocês estão vendo que só nesse episódio aqui já apareceram três, os dois que que salvaram a a gala e agora um terceiro rapaz que já aparecia lá na na eclésia e que agora tava aparecendo aí de novo, né? Seu cão de pastoreio seguia-o nos calcanhares, olhou tristemente para a corona, encostou seu cajado no rochedo e saiu em auxílio de mamãe timidamente, sem dizer uma palavra. Ela arrastava um dos nossos maiores animais, agora morto pelos pés. Ele colheu, colocou às costas e foi depositá-lo no plastelum. O plostelum, o plostelum é a carroça, né? o o carro lá que eles usam para transportar a a eles próprios, né? E as a materiais e a tudo. "Podes imaginar o nosso sofrimento?" Mamãe lhe disse. Sim, ele podia, pois era também acostumado aos animais. Pastoreava do outro lado da estrada, trabalharam em silêncio por algum tempo. Então ele foi lá e foi ajudando, né? que é uma coisa que acontece muito. Quem tá acostumado com zona rural, tá acostumado com roça, né? Sabe que é desse jeito mesmo. Se um precisa, o outro aparece para ajudar e já sabe que aconteceu alguma coisa, pegou fogo, tem animal doente, ele sempre aparece, a vizinhança aparece para ajudar. É assim mesmo. Na roça é desse jeito. Ora, chora porque entra na história. Aí eu choro, choro, choro até em em comercial de margarina, né? Como a gente falava antigamente. Adoro ler contigo. Você nos faz repertir sobre eles da fé verdadeira, exercida com coração e o grande valor da prece. Realmente nos perdemos. É isso que eu sinto bem. Xarazinha, boa noite, meu bem. É isso que eu sinto, que a gente perdeu o caminho. Perdemos o caminho. Ai, ai. Bom, eles trabalharam em algum silêncio, né? O o esse pastor aí novo que entrou na história e a mãe da gala. Entras na igreja quando o culto começa e sais assim que a prece de encerramento é feita. Não aprecias muito o contato com o povo, não é? E fazes bem, ouvi mamãe dizer, os

na história e a mãe da gala. Entras na igreja quando o culto começa e sais assim que a prece de encerramento é feita. Não aprecias muito o contato com o povo, não é? E fazes bem, ouvi mamãe dizer, os homens, ó os homens, vê só o que nos fizeram. Um animal como este não é natural da terra. Soltaram-no para nos fazer mal. Então a pantera não era comum ali, né? Não era um animal comum na na redondeza local. Então ela já entendeu que que eles entenderam que alguém soltou esse animal ali por perto, sabendo que ia encontrar a a gala pastoreando, né? Ou alguém pastoreando. O moço passava passava por mim e olhou-me. Eu devia ter no rosto uma expressão horrível, pois ele empalideceu. Soltaram-no para nos fazer mal. Mamãe acabava de dizer. Abaixei a cabeça, envolvida numa névoa de desânimo e terror, e pus-me a correr a mão maquinalmente pelo pescoço ensanguentado de corona. Aquela verdade era capaz de me esmagar. Não importava o que mamãe dizia sobre os romanos, os inconsequentes amos que tínhamos com o pé sobre nosso pescoço e aos quais atribuí aquela besta selvagem a soltas. Se propositadamente uma mão abrir a porta da jaula, eu podia imaginar de quem era. Foi aí, lembro-me, que o reforço que Cirilo for a buscar nos chegou. Moradores das vizinhanças, pequenos proprietários e pastores. "Esperemos um instante", disse Cirilo. "Eliano não deve tardar". E efetivamente pouco depois, Eliano, que eu ainda não vira, chegava com um grupo numeroso de cisudos homens de sua tribo. Vinham armados de chuços, de afiadas pontas metálicas e de varapaus. Havia alarma entre os improvisados caçadores. O que há? ouvi Eliano perguntar a meu irmão. Os homens acham que a caçada tem de ser levada a cabo ainda hoje. Temem a noite. Além de tudo, uma jaula foi encontrada aberta para além do cômoro. A besta foi solta de propósito. Atentaram deliberadamente contra o nosso rebanho. Mas quem? Quem? Mamãe perguntou. Não temos inimigos. Teu pai nunca os teve. Nem teu avô. quis levantar-me e dizer: "Eu os tenho.

i solta de propósito. Atentaram deliberadamente contra o nosso rebanho. Mas quem? Quem? Mamãe perguntou. Não temos inimigos. Teu pai nunca os teve. Nem teu avô. quis levantar-me e dizer: "Eu os tenho. O que tu, nem papai, nem vovô tivestes, eu tenho. É horrível, mas é verdade. Soi gente de paz", falou Eunoiko. "Como é possível?" Visava outra pessoa. "Com certeza?" "Não, Cirilo Redarguil. Em todo este lado do rio só estamos nós. Houve uma pequena pausa em que Corona tornou a gemer. Bem, falou Eliano. É melhor agirmos. Sim, concordou meu irmão. Todos seguirão conosco, menos vovô, mamãe e gala que retornarão à casa com o rebanho. Aqui, entretanto, foi a vez de Eliano discordar. Não t não tendes prática destas coisas. Só estorvareis. Eu e os meus nos encarregaremos da fera. Podeis voltar a vossas casas. Nós sabemos como agir. Não são precisos muitos. Ele assumir um tom de autoridade que lhe silenciou os demais e que era absolutamente desconhecido nele. Agora id falou o chefe, né? O cara que tava acostumado a chefear a a tribo dele lá, ergueu o seu chuço e correu para as ruínas com seus homens nos calcanhares. O jovem pastor, que vier em nosso auxílio, ergueu corona cuidadosamente de junto a mim e foi depositá-la num canto livre do plelum. Seus gestos foram tão leves e desvelados que a cadela não fez um único movimento e nem pareciu sentir, nem pareceu sentir. Cirilo agradeceu a solicitude, dizendo: "Vejo-te às vezes na igreja, porém nunca nos falamos. Não sei ao menos como te chamas. O meu é Cirilo, o meu Egício. Por que que eles põem esses nomes difíceis, né? Eu não sei nem se eu tô pronunciando certo, gente. Será que Dício é assim mesmo? Eu tentei pôr no eu tentei colocar no Google para ver se ele dava pronúncia, mas aí ele pronunciava como egício ou egou Egito. Ah, Jesus. Daí não deu certo. Então vai egídcio. Eu vou falar egídcio mesmo. Por seu modo de falar deduziu que o homem deu. Ele vai agora eles vão parou a história lá da fera, né, que atacou a gala e a e o rebanho e corona. E agora

ntão vai egídcio. Eu vou falar egídcio mesmo. Por seu modo de falar deduziu que o homem deu. Ele vai agora eles vão parou a história lá da fera, né, que atacou a gala e a e o rebanho e corona. E agora nós vamos entrar na explicação de quem é esse novo esse novo personagem, o egício. Eício, egício, egício. Por seu modo de falar, deduziu que o homem delgado e tranquilo era uma pessoa de bem. Em seu rosto, embora comum, havia alguma coisa de inabitual, uma completa ausência de presunção, embora falasse com segurança sobre a possibilidade de cura. Sua mãe julgara melhor que voltassem à casa. Porém, ele, à medida que eu vi o homem, ó lá, já vai dar aquele defeito de novo. Espera um pouco, gente. Eu vou sair um pouco porque ele tá dando aquele problema lá. Toda semana ele dá. Ó lá, sentia o crescer diante dos meus olhos. Então, vou falar de novo, né? À medida que ouvia o homem, sentia-o crescer diante de seus olhos. Se fosse embora, talvez nunca mais tornassem a encontrá-lo, como de fato iria acontecer. Sua mãe e o desconhecido falavam e, por causa do ar intensamente frio, nuvens de vapor escapavam-se lhes da da boca. Eídcio vai se recordar disso durante toda sua vida. A mãe ampara-o, pois que as muletas a todo instante deslizam na terra escorregadia. Deixa-me fazer o esforço. Deixa-me tentar, pediu. Não importa se vier a malograr. Deixa-me tentar. Vamos ao monte", o homem disse. A mãe julgava que podia cair, podia resfriar-se, podia adoecer, complicar ainda mais a situação. A mãe era uma mulher zelosa e temia, porém ele queria tentar. "Que será de mim, mãe? Serei um inútil. Tu nunca te libertarás de mim". A mãe pôs-se a chorar e decide-se: "Mas como vai contar ao marido as pessoas da casa? À noite estivemos com os cristãos. A culpa é minha. Terá de dizer para não envolver o menino. Será um mau pedaço contar. vão andando timidamente para o monte e com o braço ela aperta o filho amado, o menino paralítico e difícil, só para não turvar a sua vontade. A noite é escura, cheia de névoa. Demoram-se um

ço contar. vão andando timidamente para o monte e com o braço ela aperta o filho amado, o menino paralítico e difícil, só para não turvar a sua vontade. A noite é escura, cheia de névoa. Demoram-se um largo espaço antes de alcançar as ruínas do monte, onde se reúnem os teimosos seguidores do carpinteiro judeu. Cruzam a ponte, encosta acima, entra sob as abóbodas arruinadas. Uma pequena multidão enche o espaço entre as velhas paredes rachadas. O homem leva-os a sentar. "Não estás cansado? Estás?", pergunta-lhe a mãe com carinho, desejando que pelo menos ele não esteja fatigado. Mas tu mesmo o quiseste. Com a proteção do mestre, em breve tuas tristezas serão apenas lembranças, dizem-lhes com simpatia as pessoas em torno. Confiemos. Companheiros, diz o homem que os trouxera, oremos por nosso companheirinho aqui presente. Roguemos assistência em seu favor, evocando Jesus, o médico amado. Muito temos recebido, mas a misericórdia divina é infinita. Pedi e abrir-se vos há. Irmãos, oremos. Um silêncio profundo envolve-os. Egídice ouve as batidas do próprio coração. O homem estende os braços e ele sente suas mãos espalmadas sobre sua cabeça. Então, uma morna onda de calor o envolve. Entretanto, aquelas mãos sobre sua cabeça parecem se inflamar. Agora é como uma labareda que o envolve. Mais e mais, mais e mais. Eídcio grita, põe-se de pé. As cabeças contritas se levantam, um arrepio agita todos os corpos. Ao seu grito, sua mãe responde com desesperado soluço, dá um passo em sua direção, porém ele a interrompe. Não, não venhas, eu irei onde estás, mãe. Eu posso. Firma-se, firma-se sobre as pernas trêmulas e tenta o primeiro passo, o segundo, o terceiro. 10 passos além refugia-se entre os braços da mãe Irta e Atônita. voltam juntos para perto do benfeitor. Eício diz-lhe com convicção: "Por toda a vida vos agradecerei. Deste-me o movimento. Para onde fores, eu irei. Serei como um cão a vossa sombra. Servi vos ei para sempre". Mas o homem sacode a cabeça de um lado para o outro e subtrai com firmeza:

vos agradecerei. Deste-me o movimento. Para onde fores, eu irei. Serei como um cão a vossa sombra. Servi vos ei para sempre". Mas o homem sacode a cabeça de um lado para o outro e subtrai com firmeza: "Serve aquele que te levantou, não a mim. Segue-o ao longo de tua vida e teu espírito se movimentará como tuas pernas. Dá aos outros o amor que ele te deu. Segue a Jesus. Serve a Jesus. Eu o farei, eu o farei, diz o adolescente. No céu iberal, as estrelas se entilam intensamente e parecem dizer-lhe pelas suas pulsações de luz: "Nós te testemunhamos. Nós te testemunhamos. Eucio, pode ser. Olha, eu falei para vocês, né? Isso porque essa é a terceira vez que eu tô lendo, mas é impossível a gente não ficar emocionada, não é? E eu mais do que emocionada. Ah, pois é, pois é. É isso, gente. Mas mais do que emocionada com a cura do menino, de verdade, de verdade, eu eh estou sendo super sincera. Me emociona mesmo a frase do da do homem, né, que faz o passe, porque ele tem tanta confiança, tanta fé, tanta certeza, que mesmo que o menino não acreditasse, a cura ia acontecer. E aí o que que ele diz quando o menino fala que vai seguir ele, né? Que vai seguir a pessoa que o curou, porque é o natural, né? É o natural das pessoas. Mas o que ele diz? Serve aquele que te levantou, não a mim, porque não fui eu, né? Segue-o ao longo de tua vida e teu espírito se movimentará como tuas pernas. Então, se você tiver Jesus no coração, tudo se movimentará com perfeição. Dá aos outros o amor que ele te deu, porque foi o amor de Jesus que te curou. Segue a Jesus, serve a Jesus. É bravo, né? Mas a gente se perdeu no caminho. É por isso que esse livro me emociona tanto, porque a gente se perdeu no caminho. Nós nos esquecemos de tudo isso. A gente se esqueceu de tudo que é possível fazer se tivermos verdadeiramente amor, sabe? Ai, ai. Deixa eu ver aqui os comentários. Tela bem forte, reflexiva mensagem você lendo fica natural. Obrigada, querida. Eu vou lendo para vocês e vou imaginando as cenas também, sabe? Leitura é uma

? Ai, ai. Deixa eu ver aqui os comentários. Tela bem forte, reflexiva mensagem você lendo fica natural. Obrigada, querida. Eu vou lendo para vocês e vou imaginando as cenas também, sabe? Leitura é uma coisa fantástica, não é? Quanta cura já vimos nessa pequena existência, ainda assim choramos, pois em cada cura Jesus está. É verdade. E algumas curas, né, Estela, elas não são do corpo. Eu já vi muita cura da alma, do corpo, algumas, na verdade poucas do corpo, mas da alma, do coração, muitas do coração, muitas. Eguidício, sem direto, sem acento, tá? Euício. Ficou feio isso, Terezinha. Euício. Ai, ai. Euício. Não sei não. Eu dício. Ai, Tânia, Estela, cuidado para não desidratar senão tô com água aqui, ó. Tô com água. Vocês sabem que, vou dar uma enrolada aqui essa na sexta-feira, já na sexta-feira eu fui com com a Márcia, com a minha amiga, buscar o o Alan, como ele chama mesmo? Alan Viches, que é o o músico, sabe? O músico espírita. Ele não é músico, gente, só músico. Ele é tenor. Ele é cantor lírico no eh Alan Vches. Vches em Matão. Ele tava lá na casa do Orson, o Orson Peter Carrara, que é de Matão e que trabalhou muito ali na na editora fundada pelo Kai Barutel. E hoje o diretor responsável pela editora é o filho dele, um moço maravilhoso, faz um trabalho excelente lá. E e eu já falei pro Orson, né? Imagino, mandei mais de uma mensagem para ele sobre o estudo aqui do do Esquina de Pedra. E a resposta dele na primeira vez foi: "Esse livro é muito difícil. E eu sempre lembro do da mensagem do Orson, esse livro é muito difícil. É mesmo. É mesmo. E nós estávamos conversando lá e eu num momento da conversa, eu falei: "Acho que nós estamos de novo numa esquina de pedra". Eu já falei isso aqui para vocês, né? Acho que nosso momento atual também é uma esquina de pedra. Vamos ver, né? Como que nós vamos nos dar? Cura da alma são as mais lindas de se ver. Tem razão, meu bem. Mas o G é mudo. Ô meu Deus, Teresinha. Egício assim, Egdício. É. Ohô meu Deus. Eu vi o Alan algumas vezes em

Como que nós vamos nos dar? Cura da alma são as mais lindas de se ver. Tem razão, meu bem. Mas o G é mudo. Ô meu Deus, Teresinha. Egício assim, Egdício. É. Ohô meu Deus. Eu vi o Alan algumas vezes em Petrópolis. Ele canta e encanta, gente. O Alan. voz. Eh, eu vou falar uma coisa para vocês. O Alan é fantástico, né? além da voz maravilhosa, do conhecimento musical todo que ele tem, né, e e etc, é uma pessoa fantástica, um amor, uma gracinha, simpático, carinhoso, bem humorado. Olha, é um doce de pessoa, um doce de pessoa. Se vocês ainda não conhecem, procura, procurem aí na internet. Ele tem, eu achei ele aqui pelo Instagram. Ele tem Instagram, é uma gracinha. Eh, ele eh ele faz as publicações ali do publicações eh profissionais dele, né? Porque eh ele não é músico só na casa espírita. Ele é músico profissional, canta que é uma coisa, né, maravilhosa. E se vocês procurarem no YouTube, vocês vão encontrar várias palestras musicadas dele que são muito bonitas, muito bonitas mesmo. Vale a pena aqui, né? Vi uma postagem sua do Alan cantando. Que voz maravilhosa. Tenor. É, eu eu eu sempre fico com medo de dizer essas coisas porque eu não tenho certeza, mas eu fiz mesmo. Nós estávamos lá em Matão vindo para São Carlos, aí eu fiz uma postagem com ele, chamando as pessoas para assisti-lo nobreiros do bem. Eh, então, e aí? Bom, vamos continuar aqui. Vai. Ainda tenho dois minutinhos. É, não é dois minutinhos mesmo, não vai dar para acabar o o capítulo. Reunimo-nos em nossa casa para estudos e pequenos trabalhos evangélicos. Não moras longe, gostarias de vir. Somos apenas gente moça, um grupo que se afiniza. Eles estão convidando o pastor, né, que ajudou eles ali, que eles estavam vendo sempre ele na igreja. Fui me atrasando, minhas pernas pesavam, meu rosto ardia. Ouvi que egguídcio, mas tem um acento no dia aqui, hein? Eu dício. Eu dício tem que ser porque tem acento, ó. Ó aqui o o acento do I aqui, ó. Egidício aceitava o convite e indagava do aprasamento para a próxima reunião, mas

tem um acento no dia aqui, hein? Eu dício. Eu dício tem que ser porque tem acento, ó. Ó aqui o o acento do I aqui, ó. Egidício aceitava o convite e indagava do aprasamento para a próxima reunião, mas não ouvi o que Cirilo lhe respondeu. Meu abatimento, suor e a terra que me implastravam o rosto poderiam esconder o meu caso de consciência. O sor fez soltar-se o sangue coagulado de uma ferida em minha cabeça, e um filete de sangue correu para o meu rosto, invadindo-me um dos olhos, e deixou-me momentaneamente cega. Eu devia falar: "Não, não podia. Embora todo o prejuízo e a dor que trouxera aos meus, eu só via diante de mim uma passagem: esperar. Sabia que podia colocar a família em apuros e ser de certo modo responsabilizada pela vida deles. Mas eu tinha de confiar em Deus. Estava atordoada e confusa. Até certo ponto, minha consciência negava-se aceitar aquela realidade. Porém, no que dizia respeito ao silêncio, não tinha qualquer dúvida. Os dias que se seguiriam, eu os passaria entre mudos desesperos, mas sobreviveria. mil vezes dissera a mim mesma que aquela absurda e incompreensível história com Prisco findara. E, no entanto, ela de um ou de outro modo, prosseguia sempre. Agora já não tinha dúvidas de que o nosso breve encontro poucas noites antes na rua da igreja resultara no massacre do rebanho e quase em minha morte, na morte de corona. A situação crescia no tempo e já era tarde demais para ser revelada sem que o meu silêncio não me fizesse parecer mesquinha e suspeita. E mesmo que eu confessasse como provar que os ataques vinham daquele ponto? E se pudéssemos provar o que fazer? Alguém se atreveria a apresentar uma queixa? No dia seguinte eu enxugaria as lágrimas e começaria tudo de novo. Era a única coisa que tinha fazer. Na direção da cordilheira, as steps tinham seu ponto mais alto numa faixa ainda mais triste, desolada e desértica. Ali nenhuma planta medrava, a não ser as urzes. O vento gemia noite e dia entre os cabeços de pedra e sobre a superfície de

nham seu ponto mais alto numa faixa ainda mais triste, desolada e desértica. Ali nenhuma planta medrava, a não ser as urzes. O vento gemia noite e dia entre os cabeços de pedra e sobre a superfície de pequenas lagoas de água salobra, que na força do inverno gelavam inteiramente. Naqueles sítios, correndo em círculos nas ruínas, a fera foi se refugiar. Os homens de Eliano localizaram-na. Os lobos muitas vezes nos atacam, roubavam-nos. As crias ou matavam animais distraídos, cujas carcaças arrastavam para os confins do altiplano. Isso faziam, porém, por fome. O animal africano que nos atacara sofria da vertigem do sangue. Nos dias que se seguiram, várias vezes ouvi dizerem que uma droga qualquer fora lhe ministrada, a fim de que seus instintos sanguinários se exacerbassem. Ela pois enlouquecera e só assim se explicava o mais doloroso espetáculo que meus olhos viram. Soube também que nos arredores de Sebastiara. Enquanto voltamos, eu ouvia mais e mais repetidos os aflitivos apelos das trompas, embora não fosse ainda o melhor o momento de recolher. Até que, em determinado instante, no Vale do Rio e no altiplano ecoaram intermináveis toques, como ecosissem uns aos outros, sempre curtos e seguidos, significando volta. Chegando à casa, lavei-me e mamãe pensou no meus ferimentos. É horrível, ela me disse, suspirando. Sempre tivestes tanto cuidado? Sim", respondi. "Sinto muito, mamãe." Ora, procure esquecer, não tem importância. Mamãe não percebi o quanto estava sendo contraditória. Tem importância, sim. Foi horrível. Precisamos todos ter bom senso. Está salva e é o principal para nós. Vovô, Cililo, tu mesmo, conhecia cada animal desde que nasceu. E há também corona. Eu disse com lentidão. Não vai ser fácil esquecer. Antes os animais todos de corona do que tu, Deus veio em nosso auxílio. Precisamos nos conformar. Deu-me a beber a infusão das flores de das papolas colhidas no trigal e isso me acalmou. Dormi profundamente por muitas horas. Quando despertei, a cabeça estalava-me

auxílio. Precisamos nos conformar. Deu-me a beber a infusão das flores de das papolas colhidas no trigal e isso me acalmou. Dormi profundamente por muitas horas. Quando despertei, a cabeça estalava-me de dor. Conversavam do outro lado da treliça e a primeira voz que se fez audível foi a de Valente, depois a de Eunóico. Eunóico? É difícil dizer como foi. Ela viu a cachorrinha engastalhada nos espinheiros e avançou afoitamente. E aqui nós vamos parar. Porque depois vai acontecer uma coisa que não convém contar agora. Ai ai, não convém contar agora. Ô Jesus, perdi aqui o lugar. Isso porque vai ser outra coisa emocionante, então é melhor parar agora. Ai ai. Likes, likes, likes. Isso mesmo, isso mesmo. Muito bom hoje, amiga. Gratidão. Eu que agradeço, gente. Mas sabe, a gente precisa, a gente precisa pensar nisso, né? pensar nessa qual página que parou. Fátima, eu tô no alguém pode ajudar a Fátima, quem tiver acompanhando pelo pelo livro, porque eu tô no ebook, eu tô no Kindle e no Kindle ainda no no Kindle Online, porque eu sou a preguiçosa, né? Fala sério, deixa eu ver aqui. Não sei se a Fátima também tá no Kindle ou se ela tá no livro. Se ela estiver no Kindle, é a página 235, 235 no Kindle. Agora no livro físico é a página 158. Ó lá, a Miriam tá ajudando aqui, ó. Fátima, página 158 no livro físico, certo? Isso. Ó lá, 158 no livro. Fátima anotou? Ainda bem que tem vocês aí no chat para me socorrer, queridos e queridas, porque tem um povo que fica escondidinho aí no assistindo e não se manifesta no chat. Fiquem à vontade. Tem quem goste e tem quem ache muito chato usar o chat. Então fica sossegado, tá tudo bem. Muito obrigado pela presença de vocês. Muito obrigado por essa oportunidade, eh, por essa oportunidade de falar sobre esse livro tão lindo. E tomara que a gente se veja domingo que vem. Eu eu se não acontecendo nada demais, eu estarei aqui. Que legal. Vou entrar agora no capítulo 13. Ah, muito bem, muito bem. Ótima semana, bom descanso. E as imagens vem as perguntas. Como eu me comportaria

se não acontecendo nada demais, eu estarei aqui. Que legal. Vou entrar agora no capítulo 13. Ah, muito bem, muito bem. Ótima semana, bom descanso. E as imagens vem as perguntas. Como eu me comportaria diante de tantos acontecimentos? É boa essa pergunta. Boa pergunta, Graça. Boa pergunta. Abençoada semana para nós todos. Espero que vocês fiquem bem e que nós possamos no ver a nos ver a semana que vem, tá bom? Um beijo grande para todos e até breve.

Mais do canal