A Esquina de Pedra | Stela Martins | 23.11.25 📱

Conecta Espiritismo TV 24/11/2025 (há 4 meses) 1:07:34 6 visualizações

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Transcrição

เฮ São as coisas simples, despretenciosas que a alma descobre os encantos dos dias. No bailar dos astros, nas folhas já mortas, no ficar mais perto das almas queridas. Nessas horas simples, a alma percebe o que é para sempre e o que sempre passa. Então se deseo que não lhe aprece para ser quase tudo sem ter quase nada. Quando a alma complica, acumula pega, passa pelos dias iludida e cega, vive como morta e sequer percebe, até que desperte os encantos. dos dias. Pois se a ilusão nos afasta da vida, são as coisas simples que a vida acontece. São as coisas simples despretenciosas que a alma descobre os encantos dos dias. No bailar dos astros, nas folhas já mortas, no ficar mais perto das almas queridas. Nessas horas simples, a alma percebe o que é para sempre e o que sempre passa. Então se despe lhe aquece a ser quase tudo sem ter quase nada. Quando a alma complica, acumula a pedra, passa pelos dias iludida e cega, vive como morta e sequer percebe, até que desperte aos encantos dos dias. Pois se a ilusão nos afasta da vida, são nas coisas simples que a vida acontece. até que desperte aos encantos dos dias. Pois se a ilusão nos afasta da vida, são nas coisas simples que a vida acontece. Boa noite para todo mundo. São nas coisas simples que a vida acontece. Boa noite para todo mundo. Lá vamos nós para mais uma leitura do nosso livro A esquina de Pedra, uma obra do Ala Cileal Rodriguez, quase meu vizinho aqui no estado de São Paulo, Alaceira de Matão. Eh, Matão e Araraquara. Araraquara, na verdade não Matão, Araraquara. É que as duas cidades são bem pertinho, uma da outra. e estão aqui também pertinho de São Carlos, que é onde eu estou. O Alacile, portanto, viveu em Araraquara e vivia ainda em Araraquara quando escreveu Esquina de Pedra, que esse livro lindo que a gente tem acompanhado. Nós estamos aqui num numa numa fase em que os nossos personagens principais estão ali envoltos com as questões do cristianismo primitivo, com as dificuldades que eram que existiam na época. e também com as primeiras

i num numa numa fase em que os nossos personagens principais estão ali envoltos com as questões do cristianismo primitivo, com as dificuldades que eram que existiam na época. e também com as primeiras experiências do amor romântico, né? Então, estamos lendo sobre tudo isso e e vamos continuar falando sobre romantismo nesse nesse nosso encontro de hoje. Eu espero que vocês estejam todos bem, que tenham passado uma boa semana e hoje nós vamos poder compartilhar a tela. A Késia, vou pedir paraa Késia, por gentileza, eh, autorizar o compartilhamento da tela aí para mim, por favor. Késia, eu pus um texto aí para compartilhar. Isso, querida. Obrigada. Eh, ele tá um pouquinho fora do do padrão, gente, porque eu não sei o que aconteceu, mas eu não tô conseguindo fazer diferente. Então, nós vamos ter que vamos acertar ele aqui mesmo, desse jeito. Por exemplo, eu tava com ele aqui no ponto certo e ele já sumiu aqui. Pronto, nós paramos aqui nesse outros, certo? Foi onde nós paramos. Ó lá, já tá uma uma deixa eu tirar essa marquinha daqui, inclusive. Isso. Ó lá. Pronto. E aí nós vamos continuar. Portanto, aqueles que estiverem com o livro aí, que puderem, que quiserem acompanhar pelo livro ou então pela tela também, tá bom? Se vocês puderem compartilhar o link com outras pessoas que estão acompanhando o estudo, eh, o WhatsApp mudou também algumas regras de compartilhamento de mensagem por linha de transmissão, então tá difícil da gente avisar todo mundo qual é o link de hoje. Você já leu algum livro de Abel Glazer? Não, não li. Maria das Graças, ou pelo menos não lembro. Não me lembro não. Não me lembro. Nivalci também tá presente, né, Nivalci? Hoje eu não vou cantar, hein? Só vou falar boa noite para você. Ai, ai. Então, vamos lá pra nossa leitura de hoje. Aí o pessoal já vai chegando em seguida e vai nos acompanhando também, né? Bora lá. Então nós paramos aqui no ai no outros aqui no outros. Então vamos lá. é o Nícalo, né, que é o último personagem daquela daquela corrente que

ndo em seguida e vai nos acompanhando também, né? Bora lá. Então nós paramos aqui no ai no outros aqui no outros. Então vamos lá. é o Nícalo, né, que é o último personagem daquela daquela corrente que eh o Filotemo tava falando com a Gala, já tinha contado para ela, lembra daquela daquela corrente, cada personagem ia e era um elo da corrente. O Filotemo falou disso para pra Gala e o Nícalo é é um desses elos, né? E o Nícalo tava falando de uma série de coisas, porque ele tinha conhecimento de uma de um uma corrente filosófica muito comum na época, eh, que era desse plotino, né, de autoria aí do plótino, que aparece também agora aí no texto de vocês. e ele eh traz para o cristianismo daquele momento, né, que não chamava cristianismo, traz para aquele momento a algumas ideias que eram similares, né, de Plotino e Cristo. E Plótino é anterior a Cristo, a Jesus Cristo. E é isso que tá acontecendo nesse momento, né? Nícalo tava falando sobre isso. Então ele diz, é a olace diz assim pra gente, a gala, na verdade, né? São as memórias da gala. Nícalo parecia ganhar uma diafaneidade interior ao abordar o pensamento evangélico. Sua voz, seu vocabulário se tornavam outros. Quando a alma chega pela observância e o trabalho a cumprir sua missão, então facee a irmã benfeitora de tudo e de todos. Tem energia e forças para realizar sem esforços as mais notáveis coisas. Ele tinha ardor e fantasia. Jamais encontrei alguém que se divertisse tanto em viver. E aí o o o nosso amigo aqui, o o Nícalo, continua, né? Através da alma, unimo-nos ao céu estrelado, ao mar, aos animais, às plantas. É a alma que empresta a natureza sua beleza expressiva, sua impressionante melancolia. é o ser humano, um pedaço da natureza que despertou, despertou do letargo para falar a Deus e buscá-lo. Eu achei isso tão bonito, gente. Então, através da alma, unimo-nos ao céu estrelado. Então, encarnados, né, nós nos unimos ao céu, né, as estrelas do céu, ao mar, aos animais, às plantas, à natureza, né? Só que nós é que colocamos a nossa beleza

és da alma, unimo-nos ao céu estrelado. Então, encarnados, né, nós nos unimos ao céu, né, as estrelas do céu, ao mar, aos animais, às plantas, à natureza, né? Só que nós é que colocamos a nossa beleza e a nossa melancolia em toda essa natureza. é o ser humano um pedaço da natureza que despertou do letargo, né, da letargia, da falta de movimento, da paralisação para falar a Deus e buscá-lo. É lindo isso, muito lindo. Esse conhecimento fora certamente o responsável por sua rápida adesão ao cristianismo, adesão que não lhe fora fácil. Embora não falasse claramente a respeito, eu percebia que lutara contra o escândalo, com a falsa impressão de loucura que sua atitude levantara. Por que que a Gala tá falando isso? Porque ele era um romano, um romano com conhecimento profundo de filosofia, uma filosofia certamente que vinha dos gregos, né? Dos gregos para os romanos. E aí juntou-se ali com a filosofia romana. Então, ele era um um estudioso das tradições romanas. E aí ele começa a achar que o cristianismo é que tava certo. Então você imagina o que que ele que que ele teve que enfrentar, né, como um romano, enfrentar a todos porque por estar seguindo Jesus ou pelo menos aqueles que sabiam, né, e que percebiam que ele tava seguindo Jesus, porque isso não era uma coisa que você saía falando para todo mundo, né, naquele naquele tempo. Sua lúcida inteligência não recuara diante dos sarcasmos, dos conflitos. convencera-se, diante das claridades singelas do verbo de Jesus, tão estranhas e distantes dos recursos, discursos sem atos correspondentes. Então, como ele teve que entender, né, e que perceber eh a diferença foi pela razão que ele entendeu que aquela filosofia que ele seguia, que ele encarava como que ele tinha aprendido que era correta, ela não era exatamente isso, né? Uai, por que que vocês estão com essa? Parece que vocês estão no lugar errado. Não, parece que vocês estão vendo outro texto. Ah, não, tá certo, tá certo. Eu que tava me confundi aqui. É, não é, Maria das Graças? Ele ele

ês estão com essa? Parece que vocês estão no lugar errado. Não, parece que vocês estão vendo outro texto. Ah, não, tá certo, tá certo. Eu que tava me confundi aqui. É, não é, Maria das Graças? Ele ele descreveu lindamente essa ligação. Nossa, mesmo. Tem razão. Ah, que bom. 15 séculos de uma trajetória. Ah, vou ver. Tânia Maria, boa tarde. Boa noite, querida. Bem-vinda. Oi, Rê, boa noite para você também. Ritoca também já tá aí. Boa noite para vocês todos. Então, eh, então, olha que interessante, né? Como é que Nícalo chegou na no cristianismo, né? A gente já contou isso domingo passado, né? Porque foi a descrição de quem era esse personagem. Ele foi parar numa, foi levado intuitivamente até uma reunião de cristãos. E ali ele ele percebeu que tudo que tava sendo dito naquela reunião era algo que ele tinha dentro dele já, né? Ele já sabia. A gente vê sempre as pessoas falando isso sobre o espiritismo, né? Eu era espírita e não sabia, não é? Não é interessante? Eu já vi tanta gente falando isso. Nossa, quando eu fui ler ah, Bezerra de Menezes é um dos que fala assim, né? Quando ele lê o livro dos espíritos, o comentário que ele faz de uma carta, eu não lembro agora se é a carta pro irmão dele ou para outra pessoa, mas Bezerra de Menezes manda uma carta para alguém e diz que era tudo que ele sempre soube, que tava dentro dele. Ele já conhecia o espiritismo e não sabia. E é isso que o o nosso personagem aí tá tá o Nícalo, né, também eh eh fala, né, na nossa na nossa leitura anterior. Bom, então continuando aqui, os dias daquele verão se passavam assim, duas vezes eu voltar às ruínas da fortaleza sem encontrar Prisco, que era o o amor, né? Às vezes olhava para Filotemo e via o absorto fitando-me. Entretanto, bem depressa, parecia reintegrar-se no assunto dos estudos e exames, das aprasíveis polêmicas comparatórias que tanto o interessavam. Então, recordava-me de Prisco. Ele com quem gastava as horas. Uma tarde, Nícalo foi ao meu encontro no pastoreio. Eu não me habituara de todo a

síveis polêmicas comparatórias que tanto o interessavam. Então, recordava-me de Prisco. Ele com quem gastava as horas. Uma tarde, Nícalo foi ao meu encontro no pastoreio. Eu não me habituara de todo a ele e assim procurei fazer um esforço para não parecer tímida nem desconcertada. Trocamos algumas palavras sem importância e ele me perguntou se não tinha receito receio de ficar tão sozinha. É um trabalho que faço desde menina", respondi-he, "E que me dá prazer." Dantes vínhamos os dois, Cirilo e eu, até quando nosso pai foi morto. Então ele o substituiu junto de vovô. "Pode, entretanto acontecer-te alguma coisa." Tenho corona e a trompa", disse-lhe, mostrando o instrumento de chifre que trazia o pescoço. "Posso fazê-la soar ao menor alarme. Conto também com a proteção do invisível". Eu percebia que ele estava preocupado, porém sorriu finalmente. Pusemo-nos a andar vagarosamente pela margem do rio ao sol da tarde. Apontei-lhe as ruínas e disse-lhe: "Vê, tu te perderias ali. É onde Prisco vem encontrar-te, não é?" Nossa. Nossa, gente, ele sabe dos encontros. Não respondi e fiquei afitá-lo surpreendida. Senti-me levemente vechada. Pela segunda vez, pareceu-me que era aposta em suspeita a qualidade das minhas relações com Prisco, mas repentinamente mudei de propósito. Ele te disse? Não. Isso. Exatamente. Comentou com inesperado pesar. Eu o obriguei, pressentindo as palavras dele um sinal de perigo. Aquelas mulheres que vieram ver-te. Otávio estava furiosa. Sabes que frequento a casa do pretor? Ela contou-me. Houve um silêncio entre nós. Estupidamente, eu desejava que ele nunca tivesse vindo. "Nada posso fazer. Nada podes fazer", eu disse. Fui falar com Prisco. Nós nos conhecemos desde há muitos anos, ainda de quando nossos pais eram vivos. Somos como irmãos, mas não me falou a teu respeito. Não é de seu feitio. Não me foi difícil, entretanto, perceber que alguma coisa de diferente se passara. Ele ele parecia atordoado de alegria. Depois entristeceu-se, calou-se, não quis fazer perguntas, mas quando Otávia

o. Não me foi difícil, entretanto, perceber que alguma coisa de diferente se passara. Ele ele parecia atordoado de alegria. Depois entristeceu-se, calou-se, não quis fazer perguntas, mas quando Otávia falou-me, não me pude conter. Roguei-lhe que me contasse tudo. Estava apreensivo, inquieto, febril. Gala, nem de leve podes imaginar o que representa a interferência de Otávia em qualquer assunto em que tenha interesse. Nícalo fez uma pausa em que fitou muito alto o voo de um pássaro no céu extremamente limpo. Eu também segui hipnoticamente aquele voo em círculos. Depois ele disse: "E Otávia, não sei se o sabes, tem interesse neste assunto." As palavras dele eram como um presságio. Olhou-me com funda simpatia e eu tentei sorrir-lhe, porém meus olhos se encheram de lágrimas. Eu estava absurdamente muda. Por mais que tentasse, não encontrava uma única palavra para dizer. Nicola, nícalo continuou. Eu tô chamando ele de Nicola, né? Toda hora é Nícalo. Nícalo. Olguinha, boa noite, querida. Ufa, cheguei. É, acho que todos nós tem a impressão de que todos nós já namoramos com o espiritismo. É verdade, né? Em de out, talvez com outros nomes, né? Em outras eras, mas com certeza. Com certeza. Aí alguém lá, todos nós já namoramos com espiritismo de alguma forma, né, Tânia? É isso mesmo, tem razão. Bom, então vamos lá. Prisco percebeu tarde demais que o vigiavam e cometeu um segundo engano. Solicitou o legado informes sobre nupcias de romanos com estrangeiros. Vê só. Ele foi, ele não percebeu que tava sendo seguido, né, quando ele ia encontrar com a gala. E ainda por cima foi perguntar na ali na para quem cuidava, né, dessa da legislação ali da região, que que era se era possível, né, o casamento entre romanos e estrangeiros. Nossa, sua voz que até então fora pesarosa e sem cor, ia ganhando uma aflitiva animação. Seu rosto purpurejou ao dizer-me: "Tu corres perigo. De fato, eu não daria um caramujo pela tua segurança, a menos que essa segurança te venha do invisível". Prisco verificou de

uma aflitiva animação. Seu rosto purpurejou ao dizer-me: "Tu corres perigo. De fato, eu não daria um caramujo pela tua segurança, a menos que essa segurança te venha do invisível". Prisco verificou de pronto que voltar a ver-te será quase assassinar-te. Compreendes? Olha só o que que ele tá falando pra Gala, que ela tá correndo risco de vida, né? Ou risco de morte. Ele bateu na perna rubro com impaciência. Não, não compreendes. Como poderias compreender? Terias de conhecer o que conhecemos, viver no mundo em que vivemos para compreenderes. Eu não me senti amedrontada, apenas surpreendida. Lembrei-me da tarde em que elas tinham vindo àquele mesmo lugar e tornei a ver em imaginação os olhos de Otávia presos nos meus, sua curiosa expressão, seu desprezo e ressentimento e de como me senti infeliz e constrangida. Estremeci, disse a Nícalo com amargura. Mas é tão absurdo, Prisco eu, apenas um abismo. Otávia deveria temer-me se fosse uma sua igual. Olha para mim, Nícalo. Justificam-se as preocupações? Havia sinceridade em minha voz e ele me olhou estranhamente. "Quantos anos tem?", perguntou. E a Gala respondeu: 16. A Gala é uma menina, né, gente? Muito menina. Creio que ele sorriu tristemente diante de minha mocidade. Pobre Gala, ingênua gala. O que ele disse em seguida acerca de minha beleza que ele chamava límpida e radiosa, fez com que eu abaixasse a cabeça cheia de timidez e de desconfiança. Nícalo, eu lhe disse, por nada no mundo, eu desejaria que alguém dos meus viesse a saber de tudo isso. Prisco acertou, não vindo mais. Está tudo acabado. Desde o início estava tudo acabado. Muitas e muitas vezes me sinto confusa e hesitante, porém nunca sobre este assunto. E agora tenho um único pensamento. Ia dizer que não desejaria saber Prisco infeliz, mas a frase me pareceu inóqua e sem sentido. Parei um pouco ofegante e hesitei sem saber se deveria ou não prosseguir falando. Se prosseguisse, não seria difícil confessar que amava Prisco. Nícal se comooveu. Muito bem, vamos orar os dois. E ele como está? Não

ofegante e hesitei sem saber se deveria ou não prosseguir falando. Se prosseguisse, não seria difícil confessar que amava Prisco. Nícal se comooveu. Muito bem, vamos orar os dois. E ele como está? Não pude deixar de perguntar. Prisco ama e teme por ti, disse essas palavras e olhou-me no rosto para saber o efeito que faziam. Eu suspirei. Pais e dificuldades ou dificuldades eu disse. Tenho pensado e repensado sobre tudo isso, Nalo, sobre Prisco e sobre mim. E me parece que a proteção divina protelou as nossas dificuldades até este momento em que outras luzes já me felicitam. Creio que saberei resistir, Nícalo, e essa resistência, quem sabe não servirá a dois. Ele me fitou hesitante por algum tempo. É maravilhoso que te sintas assim. É maravilhoso que alguma coisa nos possa tornar ao mesmo tempo tão fortes e tão fracos. ia continuar, mas se deteve como se tivesse ainda qualquer coisa a dizer e não soubesse como. Esperava talvez que eu lhe dessejo, mas se resolveu de repente. Eis aqui uma coisa que não posso compreender. O que foi que os aproximou? Por que isso aconteceu? Um episódio comum, como nas canções, o jovem soldado e a pastora. Sabes que um amor pode ser muito mais velho do que a nossa idade. Foi isso. Talvez existíssemos um no outro e de súbito nascemos. De Prisco posso dizer-te que é nobre e generoso. Tem as virtudes capitais do varão de nossa raça. Mas isso não te basta, não é? Seria um trabalho difícil para ti. Ele me encheu de alegria, enriqueceu-me e sinto-me tão grata, Nalo. Compreendes? Um momento, um momentâneo silêncio caiu sobre nós. Prisco necessita de ti e tu podes ajudá-lo. Eu não poderia imaginar que houvesse interesses tão altos em relação a ele. Outra vez ele me olhou cheio de curiosidade. Não te conhecia. Conheço-te agora", disse e depois mudou de assunto. É curioso como viemos parar neste lado do mundo. Há dois anos, nosso destino era Roma. Voltamos às costas ao velho Tainarum. Nossa aspiração era Roma. Vê só. Percebi que todo o meu constrangimento

to. É curioso como viemos parar neste lado do mundo. Há dois anos, nosso destino era Roma. Voltamos às costas ao velho Tainarum. Nossa aspiração era Roma. Vê só. Percebi que todo o meu constrangimento se fura. Eu me senti a calma e à vontade junto dele. Lembrei-me do sonho de Filotemo e liguei-o ao assunto mesmo que ocupava Nico. Nícalo. Sim. Por que tinham vindo e por nos identificávamos assim no melhor de nós mesmos? Eu olhava para Nícalo. Ele era o romano de uniforme. Eu era membro de um povo dominado e dentro desse povo fazia parte de um pequeno grupo perseguido. E justamente aí nos uníamos justamente desse ponto fraco, fazíamos a nossa força. Ô gente, conta aí para mim, vocês também já não passaram por essa situação que vocês conhecem uma pessoa e fala assim: "Como é que eu fui encontrar essa pessoa? Como é que surgiu essa amizade? Nós não temos nada em comum. Nós gostamos de coisas diferentes, nós vivemos em mundos diferentes. Não precisa ser assim necessariamente a a questão religiosa, né? Mas vocês já não tiveram nessa situação, como é que eu como é que eu conheço essa pessoa? Como é que eu vim parar aqui, né? Como é que a gente de repente do nada se encontrou e parece que nós somos amigos há sei lá quanto tempo, não é assim, né? Já passou, já aconteceu com vocês isso também? Porque comigo já aconteceu mais de uma vez. Tem umas histórias bem doidas sobre isso, inclusive. Terezinha, que bom que você chegou. Muito bem, querida. A Tânia tá dizendo: "Asocio o nome Otávia a problemas. Sempre tem uma Otávia malvada na literatura romana. É verdade. Ohô! Meu Deus! Coitada das Otávias. Coitada delas. Então vamos lá. Ah, Nícalo esteve a falar-me de Constantino e Licínio, que conhecia pessoalmente as personalidades da máquina governamental romana no Oriente. Para se manterem, necessitavam de argúcia, necessitavam de exercitar um jogo de ardis sempre na direção vento. Esse assunto trouxe-nos insensivelmente ao assunto inicial. Eu lhe perguntei: "E tu não corres perigo

erem, necessitavam de argúcia, necessitavam de exercitar um jogo de ardis sempre na direção vento. Esse assunto trouxe-nos insensivelmente ao assunto inicial. Eu lhe perguntei: "E tu não corres perigo vindo até aqui?" Ele balançou a cabeça. Não, não creio. A maçã é prisco. Não é o melhor quinhão nascer nos palácios e viver no topo do mundo. Jesus realiza sabedoria, verdade espiritual através das palhas da manjedoura, na herança material da túnica, inconsútil. Pois que tudo isso é mensagem de libertação. Olha só, né? Ele tá dizendo que não é tão bom assim nascer no palácio e viver no topo do mundo. Não é uma coisa assim tão boa não, né? Houve outra pausa entre nós em que meditamos por um breve instante. Depois eu perguntei: "Lá no Taenaro é bonito, não é?" Ohó, sim. Muito belo. Já viste o mar? Não, nunca. Mas posso imaginá-lo. Um prado verde com carneirinhos brancos. Ele se pôs a rir. Sim, mas quando chove é cinzento. Sob o sol é azul prateado ao luar. Mas quando as nuvens o cobrem, torna-se verde como uma pasastagem e as ondas espumosas lembram os teus carneirinhos. Prisco morava junto ao mar. Tu moravas junto ao mar? Não, ele apenas. Por favor", disse-lhe com juvenil interesse, "fale-me do tempo em que erais crianças, tu e ele. Uma das minhas mais longínquas recordações leva-me aos jardins da casa de Prisco. Nossas mães visitavam-se e nesses dias jogávamos a crepitácula". Eu não esqueci de procurar a imagem da crepitácula, gente. Vou trazer. O jardim de rosas era magnífico, mas o velho escravo que dele cuidava implicava conosco. A casa é bela, tem dupla colunata, afchada voltada para o mar. Nícalo falava e a família de Prisco surgia à minha frente. Todo velho patriarcado. Senadores, juristas, tribunos, cônsules e dignatários sucediam-se. Um deles fora governador da Mauritânia, outro chefe dos pretorianos, o e favorito de Adriano. Um outro legado em Mesia, seu bisavô estiver em Sebasti con sufectos. jovem ainda ao tempo do imperador Vero, este fora o homem de confiança

ânia, outro chefe dos pretorianos, o e favorito de Adriano. Um outro legado em Mesia, seu bisavô estiver em Sebasti con sufectos. jovem ainda ao tempo do imperador Vero, este fora o homem de confiança do imperador e que sufocara a rebelião de Avídio Cáso. Na família, Prisco era, pois o segundo que vinha a Capadócia, o que não deixava de me parecer curioso. Dois anos antes, Prisco e ele se tinham dirigido a Roma para o levantamento geral dos exércitos consulares, recrutados pelo Delectus Militum, na classe dos juniores. Não muito tempo se passara então desde que Prisco perder os pais num desabamento do solário da casa. No inverno rigoroso, pesado de neve, ruíra sobre suas cabeças. Daí para a frente, o direito denominado pátria potestas deixara de existir para aprisco e fora quase com alegria que ele abandonara a propriedade ancestral, entregue a uma irmã casada e partira para Roma. Pouco tempo depois, Otávia seguia-nos. Eu olhei para ele sem compreender. Otávia também nasceu no Tainaros. A propriedade de seus pais se avizinhava com a dos pais de Prisco. Na verdade, eles se conhecem desde crianças. Eu não te não te havia contado. Retraí-me ao sopro deletério que fazia rodopear a sociedade romana, graças aos princípios filosóficos que me tinham sido inculcados desde tenra infância. Prisco era abstrato, tristonho e retraído por natureza. Era o encantado nato, como chamavam jocosamente. Para Nícalo, Prisco era uma dessas pessoas que não experimenta ninguém, que espera calmamente que os outros se revelem para depois aceitá-los ou repeli-los definitivamente. Também ele se refratava ao bulício frenético das reuniões romanas. Otávia, porém, encontrou-se em seu ambiente. A sensação que a beleza de Prisco suscitava excitava e aborrecia. Eu mesmo pude verificar isso. Prisco, porém, apenas se contrafazia. Além do mais, o Tibre não o compensava pela perda dos Vargalhões em torno do promontório. Nícalo tentara interessá-lo pela filosofia, mas Prisco sorria. Imaginas, dizia-me, se inoculas a todos tuas

a. Além do mais, o Tibre não o compensava pela perda dos Vargalhões em torno do promontório. Nícalo tentara interessá-lo pela filosofia, mas Prisco sorria. Imaginas, dizia-me, se inoculas a todos tuas floridas ideias, o império romano se esfacelaria em 3 horas. Foi exatamente aí que vovô chamou. Aliados a que o vovô, né, o avô da gala aliados. Eu ouvindo ele com certeza ouvindo-se com vaga melancolia, assustamos-nos quando a trompa so calmo da tarde. Nícalo voltou comigo para casa. Eu tinha em mim um estranho sentimento de reencontro. Ele ficou para a noite e a todo instante em que meu olhar pousava sobre ele, uma grata emoção me empolgava. Era como se Prisco estivesse por perto, o menino, o adolescente, o Prisco atual. Lembro-me ainda de como aquela reunião me pareceu tão especialmente agradável e de como me senti pacificada aquela noite. Vibrando no mesmo diapazão que eu, o próprio Filotemo me parecia alegre e desafogado. Algumas vezes nossos olhos se tocaram até que sorri. Inclinados individualmente para Jesus, os homens se reunirão em multidão e sentirão de novo o fascínio dos primeiros tempos. Olha, Deus permita que nós possamos ver isso, não é? Olha que lindo, não é lindo isso? Inclinados individualmente para Jesus, os homens se reunirão em multidão e sentirão de novo o fascínio dos primeiros tempos. O fascínio dos primeiros tempos de Jesus entre nós, né? É o que ele tá querendo dizer. Ou pelo menos que eu acho melhor entender. Ah lá alguinha contando que mais de uma vez aconteceu com ela, né? de encontrar alguém que achou que já conhecia. É isso. É isso aí. Os céus conspiram, disse: "É isso mesmo, os céus conspiram". Ai ai. Vamos lá. Em cada época, teóricos diversos apresentam sistemas de pensamentos como promessas implícitas ao espírito da massa. Um pequeno número se afiniza e, por algum tempo, estabelece pactos com tais ideias. Passam-se os anos, o movimento se transforma em simples anotação histórica. Os enunciados de Jesus, entretanto, se aplicam a todas as

se afiniza e, por algum tempo, estabelece pactos com tais ideias. Passam-se os anos, o movimento se transforma em simples anotação histórica. Os enunciados de Jesus, entretanto, se aplicam a todas as fases da experiência humana na eternidade do espírito, renovando-se em aplicações a cada surto evolutivo, assimilável e compreensivo por todos, uma vez que traduz consolações e apelos imortais. O fio corria lestamente por meus dedos. Eu me sentia acomodada em minha situação e, ao mesmo tempo, julgava dar-se relativamente aos outros. Nícalo era bem-nascido, mas harmonizava-se ao grupo sem dificuldades, ricos e pobres, sãos e enfermos, judeus e gentios. O nosso plano de viver era o mesmo e nossa juventude tomava posse daquele lugar com sincero entusiasmo e respeitoso zelo. Nossa, já o capítulo 10. Puxa vida, mas hoje nós não vamos pro capítulo 10. Será que nós vamos pro capítulo 10 um pedacinho? Vamos, né? Porque 7:10 ainda, ó. Tá cedo. Tá cedo, não tá, gente? Acho que eu vou continuar. Vamos, né? Vamos mais um pedacinho. Então, capítulo 10. Tínhamos começado a tarefa estafante e aborrecida de tosquear as ovelhas. Apesar de repeti-la vezes e vezes naquele ano, as horas passadas entre os pobres animais nervosos, entre berros e balidos, irritação e terror, angustiaram-me roubando-me o sono por muitas noites. É isso mesmo? Ah, é entre berros e balos de irritação e terror angustiaram-me roubando meu sono por muitas noites. Lembrar volver os olhos para trás é rever as manhãs já altas em que iniciado o trabalho muito cedo, nos detínhamos para secar as nossas frontes empapadas de suor a trocar olhares de piedade e contrafação. Quando éramos pequenos, Cirilo costumava dizer, acercando-se de mim: "Não te entristeças. Em breve estarão com suas grossas mantas outra vez". Havia, porém, quem apreciasse aquilo. Em muitos dos anos de que me posso lembrar, Aécio e Euquio estiveram conosco. Eu tíquio é o nome dele. Nossa, agora ela vai contar de outro personagem, então, né, que é o Aécio. Lá

apreciasse aquilo. Em muitos dos anos de que me posso lembrar, Aécio e Euquio estiveram conosco. Eu tíquio é o nome dele. Nossa, agora ela vai contar de outro personagem, então, né, que é o Aécio. Lá vamos nós para um novo personagem, hein? Puxa, está cedo. Tá certo. O Maria das Graças, mas eu tô achando que o resto da turma já dormiu, viu? Porque ó lá, está cedo, mas o povo parece que ficou tudo quieto aí no chat. Tô vendo, tô sentindo um silêncio aí. Tô achando que vocês estão quietos demais. De vez em quando eu tenho que perguntar se vocês estão acordados ou não para saber se eu continuo lendo ou se é melhor parar e voltar na próxima. semana com vocês tendo tomado um café para ficarem acordados. Ai ai. Naquela manhã fora como se tudo tivesse desencadeado. Tá certo aqui. Tá. Ah, estamos ouvindo. Ah, bom. Teresinha prestando atenção. Ah, muito bem. É história fascinante, não dá para falar. Tá certo. Prestando atenção. Então, tá bom. Então, OK. Estou aqui. Pode continuar. Ai, ai, ainda bem que vocês estão aí. Naquela manhã fora como se tudo tivesse desencadeado. Havia escondido seu precioso trage. Ela tá falando do Aécio, né? Do Aécio. Havia escondido o seu precioso trage num lugar que só ele conhecia. para reunir uma a uma daquelas peças durante os últimos anos, fora obrigado aos mais diversos expedientes que iam da da malícia à mesquinhez. O manto era contornado por uma cercadura de acantos em fios vistosamente coloridos, entremeados por cordões de ouro, e era preso por duas fíbulas circulares de prata legítima, com botões de pérola e embar amarelo. A caracala era da mais fina lã, com debruz e a tescitura tinta com púrpura. Para aquele trage, ele adquirira sempre o melhor que podia, o melhor que podia encontrar no mercado, não importando o sacrifício que demandasse ou trabalho que fosse preciso realizar para amealhar a soma. Este menino sonhava com a veste e a cidade com os seus mulambos via passarem as pessoas de riqueza e sobretudo os jovens em roupas bem postas que

balho que fosse preciso realizar para amealhar a soma. Este menino sonhava com a veste e a cidade com os seus mulambos via passarem as pessoas de riqueza e sobretudo os jovens em roupas bem postas que espicaçavam a sua inveja. Um dia haveria de ser como eles. Um dia arrastaria os olhares como agora arrastavam os seus. Ao recordar o os esforços feitos nos últimos anos, verificava que tinha sofrido muito e, entretanto, não havia sido em vão. O trage completo das crépidas de macio couro ao manto, contornado de acantos cor de bronze, estava oculto em lugar secreto, esperando o momento para ser usado. A primeira grande festa pública quando toda a população saísse à rua. Agora é esquecer os sofrimentos, as privações e gozar o prazer que o trage vai oferecer. Aécio faz o seu ensaio definitivo, retira as peças do lugar secreto e enverga-as uma a uma com medida lentidão. No dia seguinte, para o festejo da Adônia, vai sair à rua. Está assim, tal como febrilmente sonhara. O pequeno espelho de pouco em pouco vai registrando sua aparência excelente. Perfeito. Sim, perfeito. Mas onde está sua alegria, o júbilo, o louco palpitar do coração, o brilho dos olhos? Tem o espírito livre e preparado para todas as emoções, mas elas não vêm. E de súbito, uma ideia fulmina. Écio, sou vingativo, não veidoso, vingativo. Araz-lhe a vaidade, mas a vingança o aborrece. E como pudera ser vingativo aquele ponto? Não, não sou vingativo. Ele dialoga consigo. Foi por vaidade. Por vaidade. Mas a sua verdade interior é muito clara. A vingança é a vaidade aborrecida. A vaidade é a vingança que ainda não se aborreceu. Porta. As duas se confundem. Tem a face das árpias, das fúrias. Foi por vingança, foi por vaidade, vaidade, vingança. Por isso trabalhara naquele trage um pouco de cada vez, todos aqueles anos. Tira a caracala, o manto, as crépidas, tira tudo. É indispensável que tome inteira posse da realidade. Olha para o trage e percebe que jamais ele lhe poderá dar nada. Não tem um vestígio, um resquício, uma

a caracala, o manto, as crépidas, tira tudo. É indispensável que tome inteira posse da realidade. Olha para o trage e percebe que jamais ele lhe poderá dar nada. Não tem um vestígio, um resquício, uma sombra de qualquer coisa capaz de provocar alegria. O que aquele trage representa? Dócio. Ele diz a si mesmo: "Basta, corre ao mercado, vende o seu trage, sem dor, sem hesitação. Seus sentimentos se desencadearam. Ele distribui o dinheiro da venda entre os mendigos da praça, mas seus gestos, seus movimentos são lentos. Não se trata de um repente, de um impulso. E pelas algas misturadas as barbas de Netuno, Aécio encontra júbilo e alegria. Por um caminho diferente, o seu rico trage dá-lhe o que procurava. é capaz de fazer aquilo por toda a eternidade. Dar assim como faz, sem suspeitas em relação a si mesmo, em pura verdade. A eso acabou de descobrir a sensação da verdadeira caridade, né? O sentimento que brota da verdadeira caridade. Mas quem procede assim? O ato não é novo a sua lembrança. Sim, os homens do caminho, seguidores de Jesus. Isto significa o júbilo para além do túmulo, do corpo, do revestimento das roupas, por mais suntuosas, a libertação pelo reencontro com o lado de si mesmo, de fazê-lo rir e chorar de felicidade. Acio corre a eclésia. Vosso mestre Jesus, o Cristo, fala-vos sobre o túmulo. O que vos diz que me posso lembrar? Ó, sim, é isto. Túmulos pintados de branco. Por favor, aceitai-me. É urgente que eu aprenda todo o resto. E a se descobre cristão, né? Quando olha para um que momento, né? Ele olha pro pro paraa roupa que ele passou tantos anos guardando dinheiro, trabalhando exaustivamente para conseguir comprar. E aí ele descobre que aquela roupa não lhe traria nada. E aí o que traz a verdadeira felicidade, o que responde a todas as aspirações dele é vender a roupa e distribuir dinheiro com aqueles que não tinham nada e estavam na roupa e de esmola. É isso. Eliamar tá aí também. Oi, Eliamar, boa noite. Muito bem. A Rê também falou que tá aí, que tá ouvindo. Estamos todos aqui, diz

ro com aqueles que não tinham nada e estavam na roupa e de esmola. É isso. Eliamar tá aí também. Oi, Eliamar, boa noite. Muito bem. A Rê também falou que tá aí, que tá ouvindo. Estamos todos aqui, diz Ana a Tânia Maria. Muito bem. Agora Tana Maria lá embaixo, ó. Vamos combinar que os nomes próprios da época não eram belos. Ainda bem que se perderam na história. Ai, ai. É verdade, é verdade. Tem razão. Bem doidos esses nomes, pelo amor de Deus, né? Ai, ai. Bom, agora nós vamos conhecer o outro personagem, né? Eu tíquio. Pelo amor de Deus, coitado dele. Eu tikio. Brigavam por causa do gorro. Não era seu, mas disputava-o porque era o mais forte. E assim de com ele. O outro menino, apesar de legítimo proprietário, estava disposto a ceder em parte, por isso disse: "Não me podes emprestar o gorro só por um pouco?" Eu tiquio, porém, era inflexível. O seu não foi o não do mais forte e de tal maneira agressivo que o outro se pôs a chorar. num acesso de coragem e de ira, deu um passo à frente, num movimento rápido e desesperado, colheu o objeto da disputa que escondeu as costas. Os olhos de Eutíquio fuzilaram. Eu tíquio mesmo, né? Em torno, o alarido das demais crianças parece crescer. Eu ti que arreganho os dentes, franze um olho, levanto um dedo e como fazem os mais fortes, põe em rist diante do nariz do seu opositor em lágrimas. Vou tomar o gorro. Despausada e terrivelmente. Tu ficas com a cabeça descoberta. Eu preciso do gorro. O gorro fica comigo. Não, o gorro é meu. Foi minha mãe quem o fez. é meu. O outro não se arrisca fugir e bate os pés, nervoso e cheio de medo, esperando o instante em que o grande forte vai cair sobre ele. É quando o menino estranho faz sua aparição. Não brigues por causa do gorro, diz com calma. Se queres um gorro, toma o meu. Está bem. É um bonito gorro com enfeites de lã em negro e açafrão. Mas eu tiqueio hesita. Toma, fica com o gorro, é teu. Coloca entre suas mãos e, como o incidente está terminado, atravessa para o canto oposto e segue rua acima, assoviando sem nem ao

negro e açafrão. Mas eu tiqueio hesita. Toma, fica com o gorro, é teu. Coloca entre suas mãos e, como o incidente está terminado, atravessa para o canto oposto e segue rua acima, assoviando sem nem ao menos olhar para trás. Eu tiquio não sabe por que motivo segue, talvez porque não é capaz de fazer o gorro verdadeiramente seu. Ao contrário, causa-lhe estranheza. É assim como o objeto quente demais entre suas mãos. Descobre onde o outro vive e nos dias que se seguem, sempre com o gorro às mãos, passa a vigiar a casa a seguir o desconhecido. Verifica que à noite, com pessoas adultas da casa, dirige-se para um ponto do arrabalde, para onde outras muitas confluem. E o tiquio fica rondar no pátio frouxamente iluminado pelas taedas oculto a sombra dos tamarineiros. Ah, a gente já sabe que lugar é esse, né? Lembrou das taedas iluminando os tamarineiros. Ah, a gente já conhece nesta noite, porém, embora não deixasse perceber ou já o tivesse percebido de muito, o outro vê, volta do interior da casa de reuniões e pega o desprevenido, contornando o pátio obscuro. Fitam-se e o gorro pula entre as mãos de Eutíquio. não sabe o que dizer e o seu silêncio embaraçado faz com que o menino menino estranho se aproxime mais. Pegue-o pela mão e o empurre-o para dentro. Eu tíquio é eclésia. Eu tiqueio o deixa se levar surpreso e cheio de curiosidade. Assentam-se os dois. Ele põe-se a ouvir o homem que fala. Relembram-se fatos que se deram há muitos anos, histórias que ele ouve absorvido e que acabam por enlevá-lo. O homem diz a certo instante: "E se te pedirem a túnica, dá também a camisa. Se te pedirem que caminhe 100 passos, caminha 200." Oram, comungam a fatia de pão singelo, falam-se alegre pacificamente. Ao saírem, tiquio está tomado de um inesperado desembaraço. Diz ao outro: "Não és forte. Se o fosses, o que farias? protegeria o fraco. Nessas horas é que eu lembro porque eu gostei tanto desse livro quando eu li a primeira vez, né? Não é lindo? São crianças, né? Se a gala com 16 anos já não é mais

s, o que farias? protegeria o fraco. Nessas horas é que eu lembro porque eu gostei tanto desse livro quando eu li a primeira vez, né? Não é lindo? São crianças, né? Se a gala com 16 anos já não é mais considerada crianças, quantos anos esses daí? Esses dois t oito, 9, 10 no máximo. E um já sabe qual é a qual é o objetivo dele como encarnado, né? Que se ele fosse forte, ele protegeria os fracos, mas ele já protegeu os fracos, dando o seu próprio gorro para que o outro não ficasse sem e os dois não brigassem, né? É emocionante ou não é? Não é lindo? É muito lindo ler a história dos cristãos primitivos. Muito lindo. A Regiane falando, ele percebe que a vingança e a vaidade eram apenas uma ilusão e não a verdade de si mesmo. Sem dúvida. Não é como que a pessoa acorda, né? A gente acorda desse jeito. É que lição é isso. A gente acorda assim, né, gente? num átimo, como dizem os italianos, num átimo a gente acorda e vê que tá fazendo tudo errado, que aquele não é o caminho. E a gente sabe, a gente sabe, ninguém precisa falar lá dentro da gente, dentro de nós, a gente sabe qual é o certo, qual é a maneira certa de agir, o que fazer, como fazer corretamente, não é? Exemplos bons, as crianças copiam da mesma. O errado, a vingança é muito forte. É, então eles copiam o que a gente faz, né? Mas essa essa esse ensinamento esse ensinamento aí da das crianças é muito forte, né? Não és forte. Se o fosses, o que farias? Protegeria o fraco. Me dá até um uma coisa, sabe? Ai, ai. Eu ti que o silencia. Rondo o gorro entre os dedos. Bem, vim devolver o teu gorro. Não posso ficar com ele. Não é mais meu. É teu. Eu te dei o gorro. Eu tiro, respira fundo, depois fala bem. Em vez do gorro, preferiria ser amigo teu. O outro bate-lhe nas costas. Seremos amigos. Inicio-me no conhecimento da doutrina de Jesus. Gostaria de me acompanhar? Ohó, sim, muito. Então vem à minha casa amanhã. Sabes a hora, não sabes? Eu, Tico e João põem-se a rir. Eles já sabem, né? A hora é lindo, não é, gente? Ai, ai.

na de Jesus. Gostaria de me acompanhar? Ohó, sim, muito. Então vem à minha casa amanhã. Sabes a hora, não sabes? Eu, Tico e João põem-se a rir. Eles já sabem, né? A hora é lindo, não é, gente? Ai, ai. Tô respirando aqui para continuar a leitura. Nossa Senhora. Vocês já pensaram alguma coisa nisso? Assim, ó, se você fosse hoje, o forte não é esse, né? O forte de força física. forte para nós hoje em dia tem outro significado. A gente concebe de outra forma essa fortaleza, né? Se parar agora, eu queria parar agora para pensar nisso, né? Se eu fosse forte, o que eu faria? protegeria o fraco. Queria muito ter essas respostas assim tão ligeiras, né? E responder com essa convicção toda, sabe? Mas vamos lá que nós temos ainda uns minutinhos. A Éécio Rias, Aécio Rias se dizia, eles precisam dar suas bonitas e quentes roupas. Todos nós temos de dar as nossas roupas. Eles estão falando já dos dos carneiros, né? Dos cabritos lá que eles estão cabrito não, dos carneiros que eles estão tosando. Não penses que se sentem desgostosos ou tristes por causa disso. É muito bom dar a nossa roupa. Eu ti que estava junto de João. O João é aquele que eles que eles socorreram. Vocês lembram que o João ficou ferido na casa da gala um tempão com a mãe da gala tratando ele, todo mundo da casa tratando João. Os três se olhavam, depois voltavam-se para Cirilo, cheios de mistérios e tique o dizia sorrir. Sim, é justo. Quando não temos um gorro para dar, é justo que nos livremos do manto. Eles estão r estão brincando com a história, né, de como eles se conheceram, eu, o Tic e o João. Eu dava de ombros e comentava a confraternização secreta do manto e do gorro. Ai ai. Que é a história dos dois, né, de Doal vendeu o manto e distribuiu dinheiro. E a história do João com o Eu tiíquio com com o gorro, né? Como é que eles foram foram se conhecendo e for viraram amigos durante tantos anos? Mamãe aceitava-lhes a colaboração espontânea, mesmo porque a presença de João na casa e os estudos que se processavam à noite trazia-os a cada

m se conhecendo e for viraram amigos durante tantos anos? Mamãe aceitava-lhes a colaboração espontânea, mesmo porque a presença de João na casa e os estudos que se processavam à noite trazia-os a cada tarde. E foi no decorrer daqueles dias, quando a tosquia já ia ao fim, que certa noite pressentia em son que alguém tentava invadir o aprisco. Um leve rosnar de corona fez-me assentar na cama. Quando ela se pôs a latir, Cirilo já estava de pé no meio da sala. Atenta e furtivamente, nos movemos para o fundo da casa e abrimos a porta do alçapão, que dava passagem à escada dos fundos. "Mamãe e vovô vieram se juntar a nós", ela sussurrou: "Há de ser um lobo! Mesmo no escuro, entretanto, vi que vovô balançava a cabeça, dizendo que não. Só muito fortuitamente eles apareciam. E mesmo assim, antes de atacar, era certo ouvir-lhes os uivos muitas noites seguidas. Além disso, sono e inverno mostravam-se atrevidos. Não, não era um lobo. Meu coração pôs-se a pulsar loucamente. A conversa entretida com Nalo poucos dias atrás e que eu quase esquecera, voltou-me inopinadamente à cabeça. Em curtas investidas, Corona Lati rosnava em torno do cercado, guarnecido de uma forte paliçada de espinheiros, intransponível aos animais selvagens. Eu me transformara em um feixe de nervos tensos e pus-me alerta a ouvir os menores ruídos que chegavam lá de fora. Depois não me contive. Ergui-me e esgueirei-me até a porta da frente. Desabridamente, abria exatamente quando os ladridos de corona se faziam mais raivosos e alarmados. Vios. Eram dois vultos a correr pela colina banhada pelo luar. Vovô e Cirilo, que chegavam pelas minhas costas, também puderam vê-los antes que desaparecessem do outro lado do cômoro. Corriam ligeiramente e Cirilo observou. São jovens, são dois jovens, dois gatunos disse, voltando-se para mamãe. Aquela hipótese teve a faculdade de me acalmar e de fazer suportável as censuras que mamãe me dirigiu por ter aberto a porta. De fato, eu agira sem pensar. abrir a casa aos assaltantes. Abaixei a

mãe. Aquela hipótese teve a faculdade de me acalmar e de fazer suportável as censuras que mamãe me dirigiu por ter aberto a porta. De fato, eu agira sem pensar. abrir a casa aos assaltantes. Abaixei a cabeça e ouvi com humildade a repreensão. Como revelar o incoercível impulso que me levara do alçapão à porta? Na manhã seguinte, despertei com a lembrança de Prisco pesando em meu coração. Era como se diante de uma fonte eu tentasse estancar a correnteza com as mãos, até quando a água não mais pudesse ser detida. e já em borbotões se despejasse sobre mim. Eu procurava fugir aos pensamentos, detê-los, porém eles apenas se acumulavam até o ponto em que se extravazavam dolorosamente. Demorei-me divagando no leito, só quando a mamãe veio me espiar, foi que me apercebi de que meu atraso se fazia notado. De manhã, levantei-me atrapalhada e me desculpei por haver demorado tanto. Surpreendi um brilho de surpresa no olhar de minha mãe. Era aquela a primeira vez em que me descuidava da minha cooperação na casa. Aquilo ajudou a a densar minha tristeza. Eu não desejava que, mesmo por um simples instante fosse rebaixada na confiança em que me tinham. Enquanto me alimentava rapidamente à vista dos quatro, pensava nas demoradas experiências, porque tinha vagarosamente de passar nos solitários e amargos momentos que tudo levava a crer, me esperavam, embora eu nunca os supusesse tão próximos. Vou parar aqui. Eita! Vou parar aqui. Caramba, tô tentando marcar aqui, não tô conseguindo. Ó lá, ele não me deixa marcar para parar de compartilhar. Agora eu vou conseguir. Pronto. Aí eu não esqueço. Tá vendo onde eu parei? Muito bem. Ai ai. Exemplos bons. Ah, é. Já foi a Olga falando. Faz nos no chorar. faz-nos chorar também. Lindo, linda. As emoções são fortes, né? São fortes. Bem graça. São muito fortes. Nessa época a infância era curta demais. Hoje tem fantos de 30, tem infantos de 30 anos. Tem gente com 30 anos que ainda não cresceu, né? Nem passou pela adolescência ainda. Tá na infância. Era muito perigoso. É verdade.

ia era curta demais. Hoje tem fantos de 30, tem infantos de 30 anos. Tem gente com 30 anos que ainda não cresceu, né? Nem passou pela adolescência ainda. Tá na infância. Era muito perigoso. É verdade. A gente reclama de hoje, mas eles também tinham perigos, né? Perigos diferentes do que a gente vive hoje, mas eles tinham também, mas eles tinham uma responsabilidade maior. Eu que agradeço, querida. Se vocês soubessem como é bom poder eh relembrar esse livro, sabe? Fiquei curiosa pela continuidade. Atenção para os próximos capítulos. No próximo domingo estaremos aqui. Eh, a gente quando vai ler uma obra, seja ela do que for, quando a gente vai escutar uma música, a gente precisa ter esse esse olhar, sabe, como espíritos, não apenas como espíritas, mas como espíritos mesmo. Não, por isso, Rita, que isso, querida, eu que agradeço. E aí a gente lê a os livros, inclusive aqueles que não são eh espíritas, a gente lê e pensa de outro jeito, porque nós estamos lendo como espíritos, sabe? Quando a gente vai assistir um filme, a mesma coisa. E aí a nossa visão de mundo muda completamente. Muda completamente. Então é bom a gente fazer esse esse exercício agora, né, com esquina de pedra, que nós estamos aqui fazendo esse exercício juntos de ver como é que eles viviam e pensar no como a gente vive hoje, que a gente pode pegar a parte boa, né? A gente não tem que viver nas mesmas condições. Hoje nós temos condições muito mais confortáveis de vida, não é mesmo? A gente pode viver de uma forma muito mais tranquila, mas a gente resgatar essas coisas lindas que eles viviam antes. A gente pode e deve, né? Pode e deve viver assim. Todos os domingos ficamos ficamos assim querendo mais. Isso mesmo. Graça. Terezinha falando gratidão. Eu que agradeço. Ele amar. Domingo teremos cenas nos próximos capítulos. Certamente, meu bem. Domingo que vem estaremos aqui. Essa leitura nos deixa sempre sobressaltos. Quando eu falo pras pessoas que esse livro é lindo, o Orson, eu conversei com o Orson faz uns umas umas duas, três

meu bem. Domingo que vem estaremos aqui. Essa leitura nos deixa sempre sobressaltos. Quando eu falo pras pessoas que esse livro é lindo, o Orson, eu conversei com o Orson faz uns umas umas duas, três semanas e aí ele ele mandei para ele, né, que o link do estudo, ele falou: "Esse livro é muito difícil". Aí eu respondi para ele: "Não, esse livro é lindo. Ele não é muito difícil, ele é lindo. Ele é lindo. Obrigada, querida. Namastê para você também, meu bem. Namastê. Queridas e queridos, um beijo grande para vocês todos. Eu espero que vocês tenham uma semana maravilhosa e domingo que vem estaremos aqui novamente pra gente ver que vai ser da gala, quais são as surpresas que ela ainda vai encontrar. e a gente poder refletir sobre essa forma de viver tão singela, tão amorosa que eles têm, não é? Um beijo grande para vocês, fiquem todos com Deus e até domingo que vem. Tchauzinho.

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