A Esquina de Pedra | Stela Martins | 19.10.25
A Esquina de Pedra | Stela Martins | 19.10.25 🎙️ Novo na transmissão ou querendo melhorar? Confira o StreamYard e ganhe $10 de desconto! 😍 https://streamyard.com/pal/d/5483594840801280
Quero mergulhar no meu silêncio. Quero usufruir da solidão. Quero na caverna o aconchego. Quase me esquecer dos meus lamentos, quase ver sorrir meu coração. Quero ouvir calar os meus ruídos e os gritos que agridem de fora. Jogar fora o que não faz sentido. Desacelerar, ficar comigo e sentir tristezas indo embora. Quero adormecer sob as estrelas que lá fora aguardam me sair. Nos meus poucos sonhos ser eu mesma, quase ser amada, quase aceita e assim me sentir quase feliz. Quero mergulhar no meu silêncio. Quero usufruir da solidão. Quero na caverna o aconchego. Quase me esquecer dos meus lamentos, quase ver sorrir meu coração. Quero ouvir calar os meus ruídos e os gritos que agridem de fora. Jogar fora o que não faz sentido. Desacelerar, ficar comigo e sentir tristezas indo embora. Quero adormecer sob as estrelas que lá fora aguardam me sair. Nos meus poucos sonhos ser eu mesma, quase ser amada, quase aceita e assim me sentir quase feliz. Nos meus poucos sonhos ser eu mesma, quase ser amada, quase aceita e assim me sentir quase feliz. Boa noite, gente linda. Boa noite. Sejam todos muito bem-vindos ao nosso novo encontro pra gente estudar essa obra maravilhosa que é o Esquina de Pedra, de autoria do Wallace Leal Rodrigues. Nós estamos já há alguns algumas semanas, né, fazendo a leitura e a reflexão. Tô tentando aqui acertar agora, ó, o reflexo. Ai, gente do céu. Vamos lá que a gente dá um jeito, né? De um jeito ou de outro a gente dá um jeito. Ó lá. Pronto. Menos, menos reflexo, não, né? Tá do mesmo jeito. Vamos lá. Então, eh, nós já estamos há algumas semanas fazendo a leitura desse livro e hoje nós estamos sem slide. Nós vamos, não vamos precisar do slide, sem tem uma, tinha uma imagem só que eu ia compartilhar com vocês, mas uma só é pouca coisa. Então, vamos nos ater ao nosso ao nosso livro. Vou pedir para Solange, por gentileza, já colocar o compartilhar a tela. Tá, tá liberada para compartilhar, Solange, por favor. Isso. Obrigada, querida. Eh, ele já saiu do lugar.
nosso ao nosso livro. Vou pedir para Solange, por gentileza, já colocar o compartilhar a tela. Tá, tá liberada para compartilhar, Solange, por favor. Isso. Obrigada, querida. Eh, ele já saiu do lugar. Então, é esse é o nosso problema, né, com o Kindle. Ele tira aqui. Pronto, achei. Agora eu tô no lugar certo. Ainda bem. Vou dar boa noite então para Ceci Pinheiro. Boa noite para Iara Bastos. Boa noite Miriam. Boa noite também pra Hélia. Que bom que você chegou na esquina Hélia. Ainda bem. Ai. Oi Lúcia. Boa noite para você também, Celinha. Boa noite. Que bom que você conseguiu estar ao vivo hoje, querida. Eu agradeço profundamente a a presença de vocês, porque é sempre bom ter mais gente junto, né? Não é legal quando a gente esse tipo de leitura fazer sozinho e a gente tem tido eh momentos bem interessantes aqui, não é mesmo? Então, vamos lá. A gente parou domingo passado, naquele momento lá que os dois eh estavam conversando, o Prisco e a e a Gala. Oi, Marilda, boa noite, querida. O Prisco e a e a Gala estavam conversando e a Gala tava dizendo pro Prisco que ele tinha que entender que ele tava conversando com uma pastora, né? porque ele ficou indignado dela conhecer eh trabalhadores do Porto, falar com eles e eles saberem o nome dela. Ele ficou indignadíssimo e ela ficou espantada, né? Como assim você tá indignado? Eu sou uma pastora de ovelhas. Natural é o que eu conheço, os trabalhadores do Porto, né? E aí ficou aquele climão entre os dois, né? porque ela foi muito sincera com ele. E a gente parou exatamente nesse momento que ela fala, opa, que ela isso que ela fala para ele, que ela fala, dá todas essas essas informações para ele e diz, inclusive, para rematar a conversa, que ela é cristã, que ela é seguidora de Jesus, né? Era assim que ele se intitulava. E aí ela coloca, né? Houve um silêncio longo entre nós e com aquele climão, a cabeça dele pendeira e eu experimentei um desejo sofrido de acariciar-lhe o rosto que não podia ver. Fiquei olhando as insígnias de seu posto militar, pensando
o longo entre nós e com aquele climão, a cabeça dele pendeira e eu experimentei um desejo sofrido de acariciar-lhe o rosto que não podia ver. Fiquei olhando as insígnias de seu posto militar, pensando que eram outros símbolos entre muitos das coisas que, sem dúvida, nos separariam. Então, o fato dele ser um soldado, né, dele ser um representante mais dos mais valorosos do Império Romano, que eram os dominadores ali na terra onde Prisca e a a Prisco, ó, Gala e a família dela moravam. Eh, esse era um dos momentos, né? Esse era um dos motivos para que eles eh para que eles tivessem dificuldades nessa relação entre os dois, né, que tava nascendo ainda, que era muito recente. Aquilo que é a nossa maior alegria pode também ser a nossa maior tristeza. Percebi que falara longamente e não sabia onde fora buscar minha coragem, a não ser nas próprias transformações que se operavam em mim. Gala, a gente também ficou querendo saber da onde você tirou essa força toda. Porque falar para um soldado romano que você é uma seguidora de Jesus, precisa ter coragem. naquela época, né? 300 anos após o a crucificação, mais ou menos 300 anos. Vencia as pequenas covardias, os receios antigos? Sim, vencia-os. Mas como é difícil a mocidade de simular o gosto amargo se o tem na boca? Então, como foi o dia? Mamãe perguntou-me depois de me olhar antes, por acaso, depois argutamente a mãe dela deve ter olhado, hum, aconteceu alguma coisa com ela, né? Abri a canastra de couro fingindo procurar alguma coisa. João assentara-se ao lado e eu lhe disse: "Sabes jogar o latruncul?" Latruncul. Era isso que eu ia mostrar para vocês. Ele é um jogo de tabuleiro e um tabu, nós estamos falando aí da vida como a gala tinha, né? Então, pouquíssimos recursos, pouquíssimas condições. Então, era um pedaço de madeira eh quadrada, parecendo um tabuleiro de xadrez ou de dama, com um desenho parecido, mas não são tantos quadrados. E as peças eram de pedra. Tem muita diferença de um jogo de dama, na verdade, muito parecido com o jogo de
ndo um tabuleiro de xadrez ou de dama, com um desenho parecido, mas não são tantos quadrados. E as peças eram de pedra. Tem muita diferença de um jogo de dama, na verdade, muito parecido com o jogo de dama. Não vi, não vi regras, mas vi só o desenho dele. Então, sabe jogar o latrunculi? Perguntou para o João, que é aquele rapaz que tá na casa deles para ser tratado. Lembra aquele que tava muito ferido, muito doente e tal. Ele tá lá ainda na casa da família da gala. Eu sabia que o jogo estava lá dentro e assim fingia não ter ouvido. Ela, entretanto, voltou a perguntar pela segunda vez, descansando Vanos de lentilhas sobre a mesa. Vanos e a a vasilha, lembra? Aconteceu alguma coisa? Claro que não. O que poderia ter acontecido? Menti. Estive nas ruínas perto da estrada. Sim. Ela disse com voz sumida, sem muita convicção. Desgostava-me mentir-lhe, mas como poderia contar o que se passara sem explicar o que sentia? Eu não seria clara nem razoável, traria apenas aflições. Além disso, ele com certeza não voltaria mais. E assim era inútil martirizar alguém com um episódio encerrado. Quem de nós não ia pensar a mesma coisa que ela, né? Depois ela dizer: "Olha, gente, amigo, sou pobre, palpérrima, muito diferente de você. Você é um soldado romano da elite da guarda da do do exército romano, inclusive. Eu sou uma pastora de cabras e para dificultar ainda um pouco mais as coisas, eu sigo Cristo, eu sigo Jesus. Difícil, né? Difícil. Marilda Lindinha, boa noite. Boa noite para Nivalci também. Paz e luz para nós todos. Então, vamos lá. Tá vendo como ele? Ah, não, esse aqui tá errado. Fecha. Isso. Sou eu que tô abrindo errado aqui. Puxa, Linda. Não é isso. Eu tô me embananando aqui. Bom, coloquei as peças do jogo sobre a mesa e comecei a dispô-las entre mim e João. Minhas mãos gelavam, mas meu rosto escaldava. Concentrei-me nos lances, mas quase em seguida João arrebatou minhas primeiras figuras. Esquecemo-nos de muito que nos acontece e é salutar esquecer. Olha que interessante que ela vai falar sobre
ava. Concentrei-me nos lances, mas quase em seguida João arrebatou minhas primeiras figuras. Esquecemo-nos de muito que nos acontece e é salutar esquecer. Olha que interessante que ela vai falar sobre esquecimento, que a gente não pensa quando nós vamos conversar com as outras pessoas, por exemplo, a respeito da da necessidade do esquecimento no reencarne. Por que que a gente precisa esquecer tudo, né? Tem muita gente que questiona isso. Qual é a necessidade de esquecer? Se eu lembrasse do que eu fiz no passado, eu teria uma reencarnação muito mais proveitosa. Olha só que interessante que a Gala faz, o raciocínio dela, que bacana. Se vivemos muitas vezes, quer dizer, naquela época, esses os cristãos primitivos acreditavam na existência do espírito e acreditavam na reencarnação. Eles já acreditavam, já era uma coisa natural para eles, porque Jesus tinha falado sobre isso várias vezes. Se vivemos muitas vezes, perguntaram-me de certa feita, porque não nos lembramos. O que seria de nós? Eu perguntaria. Se não fosse o ouvido, quer dizer, o esquecimento, se as dores de ontem são muitas vezes tão difíceis de levar, o que seria de nós sob o peso de todos os sofrimentos reunidos? Olha que coisa fantástica, não é? A gente quer lembrar das coisas que a gente fez errado para poder não fazer de novo, né? Não repetir o erro. Até entendo esse raciocínio, mas essa frase da gala é fantástica. Se as dores de ontem, né, se a dor de ontem, se o que me fizeram ontem me incomoda tanto e eu tenho dificuldade de esquecer e de lidar com ela ao longo da minha vida toda, desencarno incomodada com aquela dor. Imagina a gente lembrar de todos os sofrimentos, todas as amarguras, todas as humilhações, todas as raivas de todas as encarnações. É impossível, né? É impossível. Impossível. Ma Maira, boa noite, Maira. Oi, Terezinha, boa noite, querida. Quando li este livro, me colocava no lugar da gala, sofria tudo com ela, não é? É isso. É exatamente isso. Eu sinto a mesma coisa. Adoro. Ai ai. Mas é verdade também que muitos
ha, boa noite, querida. Quando li este livro, me colocava no lugar da gala, sofria tudo com ela, não é? É isso. É exatamente isso. Eu sinto a mesma coisa. Adoro. Ai ai. Mas é verdade também que muitos deles, dos sofrimentos, né, como as pequeninas bolhas de ar na água que ferve, soltam-se lá do fundo e espocam na na superfície. É o vento lá fora. Não sabíamos que ali estavam, mas bastou o fogo para que se fizessem sentidas e rapidamente subissem para a superfície. Isso porque, né, gente, nós sabemos que não é uma parede que oculta o nosso passado. É um vel de esquecimento apenas, não uma parede, é um véu. E vez por outra, quando há necessidade, nós lembramos do que nos aconteceu ou lembramos de coisas que nós já aprendemos, que nós já diz, eh, características, qualidades, conhecimentos que nós tivemos em outras encarnações e que nós trazemos para essa eh graças à justiça divina, para que nós tenhamos mais ferramentas para poder evoluir, não é? Então, não é uma parede que nos separa do passado, mas sim um véu, né? Ainda bem. Mas é verdade. Ai, esse aqui eu já li. Não sabíamos que ali estavam, mas bastou o fogo para que se fizessem sentidas e rapidamente subissem para a superfície. Assim somos nós e assim me vejo naqueles dias, trêmula e ansiosa, procurando conter a minha pressa na step, na eclésia, dentro de casa, a pequenina bolha tangida pela chama. Eu falara aprisco com palavras de gelo sobre as diferenças que nos separavam. Ele se fora mudo e grave. Eu regressara para casa devorada por ansiedades. Entre curtos son vira transcorrer a noite. Na manhã seguinte, voltei e ele estava à minha espera. Uh, ainda bem. Por enquanto, as simples palavras eram impotentes para nos separar. Olha só que ela coloca. Por enquanto, em todos os dias que se seguiram, foi assim. Ao nascer do sol, estava à minha espera e, ao ver-me, sorria, vinha ao meu encontro. Permanecíamos algumas horas juntos e a conversa rodava em círculos. Havia em nós, depois de meio-dia e uma noite de ausência,
do sol, estava à minha espera e, ao ver-me, sorria, vinha ao meu encontro. Permanecíamos algumas horas juntos e a conversa rodava em círculos. Havia em nós, depois de meio-dia e uma noite de ausência, um tal entusiasmo em nos revermos que a simples circunstância de nos olharmos já era uma alegria e uma felicidade difícil de suportar. Eu vou dar uma paradinha aqui para dizer para vocês que Gala teve uma oportunidade que nem todas as pessoas têm de conhecer um amor, um amor profundo, um amor verdadeiro, né? e ser correspondida. Inclusive, a gente acha que na idade da gala, né, principalmente, a gente acha que vai eh encontrar um amor desse jeito, né? E quando nos apaixonamos pela primeira vez, ah, esse é o amor da minha vida. Aí depois a gente descobre que não necessariamente é esse. Aí a gente se apaixona de novo, aí a gente se apaixona outra vez, ou não, né? ou não, mas nem todo mundo tem como objetivo, como um dos seus objetivos eh nessa encarnação viver esse amor desse jeito, nessas condições, né, de forma tão profunda, de forma tão sincera. Às vezes você se apaixona exatamente por aquele por aquela aquele espírito que no passado não era muito seu amigo, né, para exatamente poder aprender a aprender e a desenvolver um sentimento eh mais amoroso, mais caridoso com relação ao outro. Então, nem todo mundo vai eh vai usufruir ou conviver eh como, sei lá, por um período da vida com alguém com quem eh as relações são tão simpáticas, tão amorosas, né? Então, quem já sentiu um amor nesse nível sabe que prazer que é, né? E nem, é o que eu tô querendo dizer é isso, nem todo mundo tem essa possibilidade. Gala teve, né? Gala teve essa chance. Às vezes nem dá certo, mas você tem a oportunidade de sentir essa sentir esse sentimento. É uma redundância, mas é isso mesmo. Não achei outra palavra para isso. E a cada dia essa felicidade em dado momento, se turvava, porque por fatalidade, um assunto ou outro, as mais diversas coisas terminavam sempre por nos conduzir ao terreno vago, delicado e
para isso. E a cada dia essa felicidade em dado momento, se turvava, porque por fatalidade, um assunto ou outro, as mais diversas coisas terminavam sempre por nos conduzir ao terreno vago, delicado e doloroso que havia entre nós e que eu ou ele deveríamos franquear. Desses rápidos intervalos, eu saía sempre com um espinho na minha fé e ele com seu orgulho aborrecido. As explicações que eu eu lhe dava me pareciam tão claras e além disso, estavam aquecidas pelo meu amor. Não podia compreender como ele podia se retrair ante a lógica da humanidade e do amor geral. Eu percebi os seus esforços. Porém, a simples alternativa era dolorosa demais para ele. O altar doméstico na casa de colunas brancas do promório parecia onipresente em seus pensamentos. Impregnara-se desde pequeno da orgulhosa e falsa responsabilidade adquirida junto às imagens de cera dos antepassados. impregnara-se de um virulento preconceito e, olhando friamente, só uma inacreditável situação permitia que uma plebeiazinha afrontasse e tentasse romper os seculares estatutos. éramos ao mesmo tempo tão iguais e tão diferentes. Nisso residia a nossa dor. Em Roma, Prisco assistira a alguns processos a que chamavam prodit, acho que é assim que fala, envolvendo famílias conhecidas até mesmo de sua parentela e lhe causava desgosto. Pugnava-lhe presenciar a derrocada de um velho nome probo, a dispersão de propriedades ancestrais pela fidelidade a um líder estrangeiro, como lhe parecia Jesus. Então, ele já tinha assistido processos eh movidos contra ã cidadãos romanos, né? cidadãos probos romanos, exatamente por seguirem Jesus, por serem cristãos. E ele tinha achado que aquilo tudo é um absurdo. Como que você abandona todas as suas tradições, abandona suas propriedades, abandona tudo que seus antepassados eh eh construíram para seguir um líder que nem é romano? Roma é o máximo, né? Roma é o máximo. Que coisa, né? Que coisa interessante. Séculos de segurança sob os nomes tutelares desfaziam-se ao simples toque daquela ideologia perigosa e que ele
em é romano? Roma é o máximo, né? Roma é o máximo. Que coisa, né? Que coisa interessante. Séculos de segurança sob os nomes tutelares desfaziam-se ao simples toque daquela ideologia perigosa e que ele compreendia fosse combatida com vistas à proteção dos cidadãos. Então ele achava que devia combater os cristãos. E agora ele tava nessa encruzilhada, né, apaixonado por uma por uma plebeiazinha, como ela mesmo coloca, e que ainda por cima é cristã. Quando falava de Jesus, eu tinha a impressão de se tratar de um homem morto há três séculos de distância e irrealidade. Quando falávamos de Jesus com Filotemo, sobretudo, quão diversa era essa impressão. Ele estava vivo, maravilhosamente próximo, era real e palpitante, íntimo, quase tangível. Então, olha que coisa, né? quando falava de Jesus, quando ela falava de Jesus, ela tinha a impressão de que era alguém que tava morto há 300 anos e era e muito longe. Mas quando ela também falava sobre Jesus, mas aí junto com o Filotemo, quer dizer, lá na eclésia, aí a a sensação, a impressão que ela tinha a respeito de Jesus era diferente. Eu percebia com desânimo que a mente de Prisco não tinha elementos, não conseguia configurar o que lhe dizia. Era assim como tentar, com pequenos seixos, atingir o fundo de um lado e ver os projéteis repelidos à superfície. No sentido de fé, eleva num plano quase que exclusivamente material. E nesse sentido, Jesus era um homem morto e tudo quanto probanava dele rescendia à morte. Eu pensava com tristeza que Prisco era como um homem encarcerado, que não podia ver outra coisa além das paredes da cela. Que triste, né? Se lhe falassem da noite, das estrelas, do vento e do horizonte, ele não poderia compreender. Nos momentos em que minha tristeza era mais intensa, eu me recordava de Saulo, que se transformara em Paulo, quando as paredes da prisão ruíram. Lembro-me dessa situação e do prazer que me causava esperança. Por causa dela, eu retornava a superfície cheia de coragem e confiança. E essa mudança produzida em mim, nos
as paredes da prisão ruíram. Lembro-me dessa situação e do prazer que me causava esperança. Por causa dela, eu retornava a superfície cheia de coragem e confiança. E essa mudança produzida em mim, nos poucos segundos que duram uma rememoração, transformava-se em triunfo para nós. Era um voto de confiança da vida que punha um novo brilho na manhã. Hoje só peso a força e o valor que teve aquele desafio lançado à minha fidelidade. A arte de convencer-me era desconhecida, porém já aprender aquela tão mais difícil que é a de silenciar, mobilizando os recursos íntimos através da prece para antecipar a vitória. Ela tá com umas frases nesse capítulo que, pelo amor de Deus, precisava anotar. Daqui a pouco eu não tenho mais lugar na na porta da geladeira para pendurar as frases. A arte de convencer me era desconhecida, porém já aprender aquela tão mais difícil que é de silen silenciar mobilizando os recursos íntimos através da prece para antecipar a vitória. E era assim que a gente devia fazer também, né? Quando a gente se vê nesses nessas circunstâncias, nessa situação em que você fala a respeito daquilo que você acredita e a outra pessoa tá eh blindada a qualquer pensamento diferente, para que continuar a discussão? Para quê? Para que um fique com raiva do outro, né? E aí a gente parte hoje em dia muitas vezes para ofensa, né? para para uma disputa que não vai levar ninguém ao lugar a nenhum lugar bom. Então, é preferível fazer o que ela tá dizendo, né? Fazer como Gala fazia. Ela não era muito boa na arte de convencer, mas ela já sabia que nessas situações o melhor a fazer era desejar o bem do outro e se colocar em prece diante daquela situação difícil, daquele daquele clímax. complicado para que a vitória chegasse com mais com maior rapidez, né? Então, a vitória no bem e não achar que a pessoa vai passar a acreditar em tudo que a gente fala, né? Ou aceitar os nossos pensamentos, as nossas ideias. Mas é muito interessante a o raciocínio dela, muito interessante. E a maneira
char que a pessoa vai passar a acreditar em tudo que a gente fala, né? Ou aceitar os nossos pensamentos, as nossas ideias. Mas é muito interessante a o raciocínio dela, muito interessante. E a maneira como Alace se coloca isso, né, no texto que ele que ele eh eh deixa pra gente nessa obra. Eu olhava sua fronte morena, onde os negros cabelos brincavam na brisa, olhava os seus lábios. Oh, como me importavam as ideias daquela fronte e as palavras daqueles lábios. Ela podia ter desistido, né, ter falado assim: "Eu amo mesmo ele, então vou largar a mão de ser cristã". Mas ela não tinha condição de fazer isso, né? tava, o cristianismo fazia parte dela verdadeiramente. A trompa soava ao longe, tudo estava perdido para nós. Um dia perdido e os dias perdidos tinham feito as perdidas existências. Muitos e muitos anos depois, as conversões se tornaram exteriores. Até mesmo as ameaças, a mão prepotente de quem tinha a força, a intolerância puderam rotular as criaturas. Naquele tempo, porém, as pessoas ainda se convertiam. vinham de cultos diferentes, ocidentais e orientais, e se uniam sob a bandeira do Cristo. Por isso, e por isso tinha a força suficiente para o desafio que lançava. Aqui é interessante de dar uma paradinha porque ela, olha que coisa que ela fala, né? Aquele tempo, porém, as pessoas ainda se convertiam. E antes ela falava que muitos e muitos anos depois da época dela, né, as conversões se tornaram exteriores. E é interessante a gente pensar sobre isso, porque é muito comum que calar lindo, mas difícil. É verdade, Miram, é verdade. Tem razão. É muito interessante essa colocação que ela faz, eh, porque a gente, essa conversão, né, de tirar esse símbolo. Pronto. Essa conversão nem sempre é absoluta. É isso que ela tá. Eu, pelo menos tô entendendo isso. Vocês entenderam diferente, vocês coloquem no chat, por favor. Mas o meu entendimento foi que ela quis dizer que depois de muito tempo as conversões não eram sinceras, elas eram ã exteriores para manter um uma condição para se adequar àquilo que
chat, por favor. Mas o meu entendimento foi que ela quis dizer que depois de muito tempo as conversões não eram sinceras, elas eram ã exteriores para manter um uma condição para se adequar àquilo que tava sendo exigido delas, mas verdadeiramente elas não eram. Hoje em dia, a gente pode inclusive encontrar as pessoas eh se convertendo a uma ou a outra religião, e aqui eu não tô falando só do espiritismo, mas levando para essas outras religiões eh aquilo que elas achavam correta na religião anterior, né? Então, seria mais ou menos como eu, por exemplo, sair do espiritismo e e ir paraa Umbanda. Aí chega lá na umbanda, fala: "Não, não, olha, não, aqui não, não pode tocar a tabaque e também eh não pode mandar embora o espírito. A gente tem que, sabe, cada um tem o seu jeito de lidar com as situações e é preciso ter respeito com isso, né? Ou alguém do catolicismo que vem pro espiritismo e fala: "Não, a gente vamos colocar aqui a imagem da Nossa Senhora na casa espírita, não tem problema nenhum. Vamos fazer aqui o nome do pai para ela. Vamos ajoelhar para rezar, que eu isso eu já vi acontecer. Por que que a gente não pode ajoelhar para rezar? Por que que a gente precisa ajoelhar para rezar? E a resposta foi porque ajoelhar é um movimento que que indica humildade. Eu se é um movimento externo que indica humildade. E Jesus não pede, nem Deus pedem movimentos externos. Eles pedem movimentos internos. Então eu não preciso ajoelhar para rezar, porque não são as outras pessoas que têm que ver a humildade se eu tenho ou não tenho humildade quando eu estou rezando. Quem precisa saber disso sou eu e Deus, né? Então, essas discussões que precisam ser ess que a gente precisa tomar cuidado, porque às vezes a gente a gente confunde as coisas quando sai de uma religião para outra ou quando vai conhecer uma religião, né? Quando vai num outro ambiente, eh, você vai, por exemplo, na igreja católica durante uma missa, você tem que respeitar os ritos daquela igreja. Da mesma forma, a gente espera que
cer uma religião, né? Quando vai num outro ambiente, eh, você vai, por exemplo, na igreja católica durante uma missa, você tem que respeitar os ritos daquela igreja. Da mesma forma, a gente espera que quando, sei lá, outro, um budista vai no centro espírita, ele respeita os os o o os ritos do espiritismo, né, daquela casa espírita, né? E eu acho que é disso que ela tá falando. Pelo menos foi o que eu entendi. Se vocês entenderam diferente, não se esqueçam, falem no chat, porque eu tô começando a achar que vocês estão tudo dormindo, sabe? Havia também os momentos de esquecimento. Eu olhava para ele, fechava os olhos e pensava: "Não quero nunca mais esquecer este momento." E quando abria-os de novo, procurava contar os dias, saber quantos se tinham passado e não sabia dizer: "Meu amor multiplicava as noites e os dias. Meu amor multiplicava as noites e os dias. fazia naufragar o barco das horas. Que bonito, né? Certa tarde em que Filotemo estava em nossa casa, contei os dias que se tinham passado. 10. Passeávamos distraídamente à margem do rio, conversando e ouvindo os primeiros trilares dos insetos noturnos. Na pequenciada para além da nora, eu parei e ocasionalmente vi-me inteiramente na superfície calma da água e que a luz crepuscular dava um polimento de espelho. 10 dias apenas tinham feito aquela modificação. Meu corpo se transformara, meu rosto tinha um novo aspecto, mas foram sobretudo meus olhos que me impressionaram. estavam maiores e graves. O alacre esplendor se desfizera. Sem que eu percebesse, Filotemo se aproximara. Eu via junto a mim. Nossas figuras refletidas se olhavam. Então percebi ou julguei perceber. Ele quase falava. Seus lábios premiam de leve. Era extraordinária demais a doçura e o encanto daquele olhar. Nossos olhos se prendiam no espelho das águas e não sei como foi que as lágrimas vieram-me. Escorreram antes uma, depois a outra, vagarosamente. Senti-lhes o amargo sabor salino em minha boca. Ele não fez um movimento, não disse nada, mas daquele momento em
omo foi que as lágrimas vieram-me. Escorreram antes uma, depois a outra, vagarosamente. Senti-lhes o amargo sabor salino em minha boca. Ele não fez um movimento, não disse nada, mas daquele momento em diante os segredos entre nós se fizeram maiores. Quando voltamos para casa, me refugiei no meu canto. Havia qualquer coisa de sórdido em mim, eu pensava, para que não pudesse retribuir o nobre sentimento do amigo querido. A gente já achava lá no começo que ela ia ficar com Filotemo, né? Mas não deu certo com o filoteno. Naquela tarde, pela primeira vez, tomei consciência do meu destino. Olhava para meus companheiros e pensava no futuro que nos aguardava. Aparentemente estávamos unidos, mas em verdade seguíamos cada qual seu próprio caminho. Para cada um, o curso do sol seria diferente. Teríamos de construir sozinhos nossa escada, embora por um breve instante pudéssemos compartilhar a vereda. Meus sentimentos para com Filotemo eram de dolorosa ternura. Nós nos afastávamos um do outro e era ele quem tinha asas para vir até mim. A desconhecida mão trouxera o outro da praia do mar remoto. Tangidos nos encontráramos inapelavelmente. Não sei porque senti-me terrivelmente solitário. Um lobo e vou no fundo da step e o seu regolgo ecoou na noite recente. O tempo passará depressa, eu disse a mim mesma. Depois desta noite virá o dia. Depois à noite, outra vez o dia. Assim o tempo passara depressa. Depois eu diria. Esqueci-me. Quando Filotevemo foi se embora, o seu sorriso era calmo e manso. Tinha uma resignação, uma resignada aceitação que enchia seu rosto de uma luminosa beleza. Não te contei ainda disse-me baixinho. Tenho um novo elo, um moço, um jovem legionário da 12ª legião que chegou esses dias. Estávamos lá fora. Eu tive a impressão de que a noite se tornara uma massa espessa, que eu não podia respirar. Dominei-me pensando nos jovens romanos legionários que todos os meses chegavam à cidade. Além disso, que ligação poderia ser estabelecida entre Cirilo, João, Anjo, Cândido, mesmo entre
podia respirar. Dominei-me pensando nos jovens romanos legionários que todos os meses chegavam à cidade. Além disso, que ligação poderia ser estabelecida entre Cirilo, João, Anjo, Cândido, mesmo entre Filotema e Prisco? Eu não disse nada. Não conhecia nenhum romano além de Prisco e este não fazia propósito na conversa. fixava o rosto de Filotemo, a boca gentil que dizia: "Não lhe falei apenas apenas viu por um breve instante, um rosto que desperta confiança. Não será curioso se o encontrarmos amanhã na reunião?" Sim, ele estaria na reunião para fazer sentido, mas então não seria brisco. E aí? E aí, gente? Não vou continuar, né? Vocês sabem que se continuar agora, a gente para lá no meio e o capítulo sete a gente já parou ele na metade. Que vocês acharam? Que vocês acharam? Como é que Prisco vai entrar nessa confusão da corrente que o Filotemo já disse que estão todos interligados, né? e que um deles é que vai ser responsável por romper essa essa corrente de relacionamentos anteriores, possivelmente, né, provavelmente. Que que vocês acham que vai acontecer? Ou é o Prisco que vai romper a corrente, ou é a a gala, né, que vai romper a corrente. Do que tá desenhado até agora, parece que é a gala. Mas de novo, a gente tá aqui num num capítulo que nos trouxe a possibilidade de fazer uma dezena de reflexões diferentes a respeito do comportamento que era na época e de como ele se assemelha ao que a gente faz hoje. Em alguns casos, né, muita semelhança, em outros tantos uma diferença profunda, profunda. uma diferença tão profunda quanto é essa convivência que eles têm como os cristãos em comunidade, esse esse relacionamento tão íntimo que se estabelecia entre eles, né, tão bonito, eh, com famílias, né, se identificando como núcleos familiares, exatamente. mas que depois se juntam para serem outra família formada por essas unidades. É muito bonito isso. É muito bonito. E é algo que a gente tem como fazer no espiritismo, né? criar nas casas espíritas, como a gente cria aqui
ntam para serem outra família formada por essas unidades. É muito bonito isso. É muito bonito. E é algo que a gente tem como fazer no espiritismo, né? criar nas casas espíritas, como a gente cria aqui pela com os voluntários, né, dos canais espíritas, que é o caso do consolar, esclarecer, uma irmandade, ele amar, justamente uma uma irmandade. E isso é tão bonito, né? Isso é tão bonito, eh, de nos sentirmos parte de algo, eh, maior, né, de algo que nos leva a uma situação, eh, mais bacana, mais interessante. Então, é muito muito muito bonito esse livro, muito ah, muito cheio de recursos e e é bacana, né? Porque muitas vezes a gente olha pro romance espírita com certo preconceito, né? achando, ah, mas é um romance espírita, é muito água com açúcar, porque não necessariamente, mas não é, se você tiver o cuidado, se você tiver eh o interesse de fazer a leitura pensando nos ensinamentos de Jesus, trazendo aquelas aquelas situações para os nossos tempos e, obviamente, né, se o romance for uma boa obra, né, não dá para fazer isso com uma obra que não é boa, não é mesmo? Tem umas coisas que a gente concorda, outras coisas que a gente não concorda, né? Isso é é uma característica inclusive do espiritismo, né? Nos possibilitar concordar ou discordar das coisas. Ainda bem. E então é muito importante que a gente ao fazer a leitura, tenha esse olhar cuidadoso de eh meditar a respeito das situações e não apenas se envolver nos sentimentos dos personagens. Eu acho máximo acompanhar essa essa descoberta do amor, né, que a Gala faz. Mas nesse meandro existem coisas muito, muito interessantes para serem pensadas, refletidas, analisadas. É muito bacana, muito bacana. Queridos, a gente para hoje antes de completar 1 hora, porque 1 hora é nosso tempo máximo, mas nós terminamos o capítulo antes dos 60 minutos. Então, nós eh vamos deixar para continuar com o próximo capítulo que será o oitavo, né? Nós vamos entrar no oitavo capítulo e a gente pode, vamos começar o oitavo capítulo no próximo domingo e vai ser muito bom ter
vamos deixar para continuar com o próximo capítulo que será o oitavo, né? Nós vamos entrar no oitavo capítulo e a gente pode, vamos começar o oitavo capítulo no próximo domingo e vai ser muito bom ter vocês por aqui. Eu tô gostando muito porque de vez em quando chega mensagem no WhatsApp, Estela, onde parou? em tal capítulo. Eu não tô conseguindo aqui. Onde tá na playlist o capítulo tal? Tá sendo muito bom, muito legal. Fico muito contente que vocês estejam se envolvendo com a obra e gostando do livro. É um prazer sempre estar aqui com vocês. Muito obrigada pela presença de todos. Muito obrigada para Solange. Que esse livro possa nos inspirar para a vivência desse cristianismo primitivo. É verdade. Precisamos demais dessa fraternidade, desse olhar mais profundo e verdadeiro para Jesus. Sem dúvida, querida, sem dúvida. Nós todos desejamos o mesmo, viu? Esperamos, espero sinceramente que nós estejamos juntos aqui no próximo domingo pra gente continuar essa leitura. e façam propaganda do livro, contem do livro para outras pessoas, né, para que outras pessoas também sintam vontade de ler essa obra linda, essa obra maravilhosa do Ala. Um beijo grande para vocês. Fiquem todos com Deus. Solâe, muito obrigada pela pelo seu apoio aqui técnico. Muito obrigada também para pra Lília, viu? Obrigada a a todos pelo apoio de hoje e espero que que nós estejamos todos juntos no próximo domingo. Até lá.
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