A Esquina de Pedra | Stela Martins | 09.11.25
A Esquina de Pedra | Stela Martins | 09.11.25 🎙️ Novo na transmissão ou querendo melhorar? Confira o StreamYard e ganhe $10 de desconto! 😍 https://streamyard.com/pal/d/5483594840801280
Ah. >> Quando a tristeza [música] te invadir, abre a janela e sentir a luz do [música] sol a te aquecer com sua eterna chama te joga [música] plena a receber esse calor perenatidão, abre teus braços, dançar. [música] E se as nuvens o esconderem com suas cinzas cores? E o tempo se fechar em águas [música] encharcando as ruas. e te [música] sentir fracassando, não te certe as dores. Abre tua [música] porta, sai pra rua e vem dançar na chuva. E quando [música] a noite te chegar e tu sem desculpa por encontrar [música] teu pior erro na tua noite escura, volta [música] olhar ao bomboar que por te amar te cura e teus [música] braços te perto, dança e sorri pra lua. >> E quando em fim alvorada te sorrir, amiga, ao ver que jogas [música] de tua alma, amor, sabedoria, tudo já [música] tiver passado, como diz Maria, deixa o passado no passado e vem dançar [música] pra vida, porque o sol a te aquecer é Deus te consolando. A fia a chuva [música] te molhar. É Deus te despertando na tua noite o [música] ar curando. alvorada eterna emigra que é Deus sempre te amando. [música] Porque [música] eu sou a te aquecer, é Deus te consolando. A [música] fia a chuva te molhar. É Deus te despertando [música] na tua noite. O ar é Deus já te curando [música] e a alvorada eterna em meio que é Deus sempre te amando. [música] Deus fez da vida uma graça eterna harmoniosa, que te convida [música] simplesmente a dançar com ela. Segue o ritmo sublimar [música] as divinas notas, dança com Deus e faz da tua vida a [música] canção mais bela. Boa noite para todo mundo. Eu tava aqui tentando aprend decorar a letra da música. Boa noite. Boa noite. Sejam todos muito bem-vindos a mais um estudo do livro A Esquina de Pedra, uma obra do Alace Leal Rodriguez que nós temos estudado porque nos traz eh o bom modo de viver dos cristãos primitivos, nos faz lembrar como era viver como um cristão primitivo. E é sempre muito bom, muito bom estar com vocês por enquanto aqui. Tânia Maria, boa noite, querida, ou boa tarde,
ver dos cristãos primitivos, nos faz lembrar como era viver como um cristão primitivo. E é sempre muito bom, muito bom estar com vocês por enquanto aqui. Tânia Maria, boa noite, querida, ou boa tarde, do jeito que você quiser. Nivalci, boa tarde, boa noite para você também. Maria das Graças, boa tarde, boa noite no nosso aprendizado. Bênçãos em nosso aprendizado, sem dúvida nenhuma. Antes que eu me esqueça de novo de fazer a minha autodescrição, meu nome é Estela, eu sou uma mulher branca de 60 anos, cabelos curtos e grisalhos, um óculos arredondado, de aro arredondado vermelho. Eu estou usando um batom também avermelhado hoje, brinquinhos dourados. E tá uma blusa azul escrito reforma em reforma íntima. [risadas] e pus um agasalho porque esfriou aqui no começo da noite no interior do estado de São Paulo. Eu espero que vocês estejam bem, aqueles que forem assistir depois, porque eu tenho recebido algumas mensagens pelo WhatsApp de pessoas que não conseguem assistir o nosso estudo ao vivo e que assistem depois e tá ótimo também, né? Não tem problema nenhum. Eh, eu esqueci de falar para Eline que nós vamos precisar também compartilhar uma tela, que é o o nosso texto. E aí eu vou pedir para ela, porque ela já está aí nos bastidores, para ela fazer a gentileza de colocar o texto primeiro aí. Obrigada, querida. Ah, é verdade. Esqueci de falar, né, que atrás de mim tem um belo jardim. É verdade, eu estou no quintal da minha casa, então eu eh atrás de mim tem várias plantas, inclusive uma aqui que vocês acham que vocês estão conseguindo ver que é uma vanda, uma orquídea que tá florida e aí eu já ponho elas, as floridas eu ponho bem pertinho, né, para eu poder apreciar. Muito bem, nós estamos no nosso no capítulo nove do nosso livro e esse é um capítulo que nós vamos conhecer novos personagens. A cigarra, esse é o som da primavera, né, gente? E é muito bom ouvir a cigarra, sinal de que nós estamos com a natureza tentando se restabelecer, mesmo que seja no perímetro urbano, né? Porque fazia tempo
garra, esse é o som da primavera, né, gente? E é muito bom ouvir a cigarra, sinal de que nós estamos com a natureza tentando se restabelecer, mesmo que seja no perímetro urbano, né? Porque fazia tempo que a gente não ouvia cigarras por aqui. É bom tê-las de volta. Então, vamos lá. Nós estamos no capítulo nove, o capítulo anterior, o capítulo oito, foi um capítulo cheio de emoções, né? Nós terminamos o capítulo oito já com ela, inclusive com a Gala, nossa personagem principal, eh, prece, né, pedindo apoio a Deus para que eles pudessem se sustentar ali na luta. E agora nós vamos aqui com o nosso Opa, cliquei no botão errado. Isso. Pronto, agora sim. Eh, e agora nós estamos indo então pro capítulo 9 que e vamos fazer a leitura dele, né? Quando o outono se aproxima, nuvens leves como farrapos de seda costumam perpassar a noite sobre a step. Lembrando que ela tá num lugar que tem pouca árvore, né? São arbustos bem baixinhos e uma grama bem pequenininha também. Essa é a a a vegetação predominante, né, na step. Então eles não têm que nem a gente, né, que olha e vê um monte de árvore, essas árvores muito grandes, eles vêm, tem muita pedra e essa vegetação baixinha lá, como ela fala, né? São baixas, um sopro úmido esgarçado pela brisa, vaporosos fantasmas que eu gostava de ver passar. Eu não pudera dormir. Dcerrara silenciosamente a janela e pensava: "Vinha tentando esquecer sem o conseguir. Eu queria dormir, mas não conseguia. Virava de um lado para o outro e os meus pequeninos ruídos da noite na step alimentavam-se a insônia. Eu pensava, como foi que se deu? Como foi? Procurava imaginar como se passara, o que Prisco dissera e a quem. Pedi a ela que se casasse comigo. Apenas isso, rapidamente. Eu queria esquecer. Desejara nunca mais tornar a ver aquelas mulheres, mas como por fatalidade voltar a ver Otávia. Quantos dias depois daquele primeiro encontro? Eu não sabia. Descéramos a eclésia ou eclesia e em Sebastião da Adônia. A celebração da Adônia, só pra gente poder imaginar do que que ela tá
ver Otávia. Quantos dias depois daquele primeiro encontro? Eu não sabia. Descéramos a eclésia ou eclesia e em Sebastião da Adônia. A celebração da Adônia, só pra gente poder imaginar do que que ela tá falando, é um festival exclusivamente feminino, celebrado anualmente na Grécia antiga e em outras partes do mundo grego, como Alexandria, Helenística e Argos. Não era uma festa oficial, oficializada, né, nem organizada pelo estado, mas sim um rito popular de origem próximo oriental, centrado no mito de Adones. Aqui ela vai explicar do que se trata essa festa. Ó lá, ela vai colocar, ó, festa da qual as mulheres da mais alta sociedade participavam. Honrava-se Vênus e Adones. Em pontos diversos da cidade, imagens de jovens mortos tinham sido colocadas. É por conta, parece uma cena meio esquisita, né? Para você colocar imagens de jovens mortos. É por causa da lenda do Adones que ele que elas estão que tem esse ritual todo. Em pontos diversos da cidade, a imagem de jovens mortos tinham sido colocadas enlutadas, chorando e cantando, néas, gritando lamentos fúnebres. as mulheres transportavam-nas e zelavam por elas. Era um uma procissão, né? É uma procissão que elas carregavam essas imagens, essas estatuetas de jovem mortos em homenagem a adones. A procissão cortar o nosso caminho com velas, tochas acesas, grupos de músicos executando composições fúnebres. Apertamos-nos contra um beco e tocada por um forte instinto, vele-me na manta, que ela se escondeu, né? Porque ela não queria ser reconhecida. Por nós passavam agora pessoas que levavam vasos de terra com trigo apenas germinado, ervas recém brotadas, flores em botão e frutos verdes, simbolizando a morte de Adones em tenra idade. Todas essas oferendas iam ser atiradas à correnteza do rio. eram aqueles dias considerados lutuosos, nos quais não se trabalhava nem se entabulavam negócios. para vocês verem, né, que essa esses ritos e essas restrições aí de trabalho, eh, restrição de atividade em comemoração aos mortos ou em comemorações religiosas, elas vêm
nem se entabulavam negócios. para vocês verem, né, que essa esses ritos e essas restrições aí de trabalho, eh, restrição de atividade em comemoração aos mortos ou em comemorações religiosas, elas vêm de muito tempo, né, de muito tempo. Elas são muito antigas e elas não se davam só com os hebreus, por exemplo, né, que guardavam o sábado por conta do sabá, mas elas elas aparecem em várias tradições religiosas. No segundo dia, Adones ressurgiria de entre os mortos e isso se celebraria com danças e festejos. Entre as mulheres enlutadas, eu vira o rosto que já não podia esquecer. Sem ser notada, pude vê-lo bem. Embora a máscara de loucura, embora suas faces congestas e os olhos de possessa, ela era bela. Sua face, o colo descoberto, os braços nus, eram de uma brancura e uma suavidade de neve. Suas manifestações eram ardorosas. Ela gritava e gemia, quase como daquela vez. Ela tá se referindo àquele encontro lá em que ela tava pastorando e a mãe do namorado, né, da gala. E essa mulher que a gente ainda não entendeu qual que é o papel dela ali, mas parece que ela é interessada, né, na no rapaz. Eh, foram atrás da gala para dizer paraa gala não acreditar nos pedidos de casamento, porque o casamento jamais iria acontecer, né? Para quem não tá acompanhando com a gente todas as nossas todas as nossas leituras aqui. Eh, então, suas manifestações eram ardorosas. Ela gritava e gemia quase como daquela outra vez. A sua cabeleira desgrenhada que eu via tinha um tom quente de cobre, dava-lhe um selvagem aspecto que me fascinava. Ela chorava de fato, em vez das outras que apenas representavam. As lágrimas pingavam-lhe sobre o busto que sob a gase negra e leve eu podia adivinhar. A procissão passou. ainda esperamos um breve instante e em seguida tocamos caminhada. Então, que a gente eh pode acompanhar aqui pelo aqui, acompanhar aqui pela descrição que a Gala tá dando, né? eh que é muito parecida essa essa processão com as processões que a gente acaba vendo nos dias de hoje ou ao longo, né, da história, que são as
acompanhar aqui pela descrição que a Gala tá dando, né? eh que é muito parecida essa essa processão com as processões que a gente acaba vendo nos dias de hoje ou ao longo, né, da história, que são as processões dos católicos mesmo, né? É interessante isso porque tem uma uma mistura de hábitos, né, ao longo dos séculos os hábitos vão se misturando e a gente vai percebendo muito isso, né? Muito mesmo. Continuando aqui. Ah, Olga chegou. Boa noite, Olga. Boa noite, Teresinha. Chegaram bem no comecinho, meninas. Lá Teresinha também. Então, eh, a, aí nisso tudo, depois que a processão passou, né, nisso tudo eu pensava vendo os fugazes vapores contra a noite. Era aquele também o tempo em que os ibís do Nilo voam através do mar interno e vinham aparecer nas pequenas enciadas do Rales. Eu acho que é assim que pronuncia esse termo aí. Eh, é para se referir a falar, né, para falar das baías e recortes da costa de pequenas dimensões no rio Ralis, hoje conhecido como rio Quisilirmc. Aí a vou pedir pr pra Elane a gentileza de colocar aí pra gente o o slide. Isso. Então, nós vamos ver aqui o Ibis, né? O IBS do Nilo que nós já vimos uma vez, que é o pássaro, né? E ela vai falar dele, vai dar uma explicação. Por isso que eu voltei a colocar a imagem, porque a gente, eu até comentei com vocês, né? Eles achavam esse pássaro bonito. Eu, eu particularmente não gostei muito não, mas tudo bem, né? Eles estavam acostumados com esse pássaro por lá e ele existe até hoje, né? Ele tá tá tá ali naquela região até hoje. E aí, para vocês verem, eh, não sei se vocês vão conseguir ver, principalmente quem tiver usando o celular vai ter mais dificuldade. Mas se vocês derem uma olhada, vocês vão ver que além desse desenho, dessa linha meio avermelhada que tem aí, do lado direito, onde tá Black Sea, que é o Mar Negro, né? Black Sea. Ali na tem uma linha meio esverdeada passando bem embaixo do Black Sea, bem embaixo mesmo, sabe? Essa linha esverdeada é esse rio que ela tá falando, que ela tá descrevendo, que
Negro, né? Black Sea. Ali na tem uma linha meio esverdeada passando bem embaixo do Black Sea, bem embaixo mesmo, sabe? Essa linha esverdeada é esse rio que ela tá falando, que ela tá descrevendo, que vai dali passando por uma série de de cidades, passa pela Grécia, que a gente pode ver o nome da Grécia aqui do lado esquerdo no mapa, mais embaixo um pouco e vai até o Mediterrâneo. Essa descrição que ela tá dando. É nessa região aqui que ela tá a eh é para essa região que ela tá se referindo desse rio. Então era um rio grande, né? é um rio que existe inclusive até hoje, só que ele tá com outro nome e que nasce ali na Turquia e que eh passa por toda essa região. Então ele é um rio bem grandão mesmo, né? Bem importante, é bem interessante. É isso, querida. Pode tirar o slide que eu nem vou usar ele mais. Obrigada. Bem aí. A tá aqui ajudando, viu, gente? Tá dando todo o apoio técnico aqui, graças a Deus. Muito obrigada de novo, viu, Eline? É sempre bom ter alguém dando um apoio fundamental para nós. Bom, os capadócios olhavam-nos com respeito, respeitoso temor, né? Eles estão ali na capadócia, certo? A história ali passa naquela região que não é necessariamente a o mesmo formato da Capadócia da época da Galha, né? a capadócia de hoje é daquela época, mas é aquela região mesmo. Então ela tá contando que eles, né, os capadócios, olhavam para esse para essa processão com um pouco de temor, porém nós o víamos apenas com curiosidade. Lembro-me de que papai explicava a presença deles naquela parte do ano dos dos ibis, né? Ah, pela frutificação de uma uma das espécies do junco com as sementes da qual insetos e lagartas se alimentavam fartamente, então se multiplicavam aos milhares. E aí o que que eu queria ver com vocês? Eu fiquei pensando o seguinte, não sei se vocês vão concordar comigo, é impressionante o detalhamento dessas memórias que o que o Alace Leal traz da Gala. Vocês não acham? Porque ela lembra inclusive eh das explicações que o pai, que nesse período que ela tá
dar comigo, é impressionante o detalhamento dessas memórias que o que o Alace Leal traz da Gala. Vocês não acham? Porque ela lembra inclusive eh das explicações que o pai, que nesse período que ela tá se referindo aqui no livro, o pai já tava desencarnado fazia bastante tempo, né? A gente viu isso lá no começo do livro, inclusive. que fazia tempo que ele tava desencarnado, né? Morreu por conta do do cristianismo. E ela se lembra de de detalhes são muito pequenos. E esses detalhes é que puderam, que fizeram com que o ALC leal confirmasse a história. Os esses dados, né, eh, a que Gala se refere foram eh que possibilitaram a confirmação das informações do do livro. não é um livro histórico no sentido de que está reproduzindo a história IPteris, né, na sua totalidade. É bom que a gente diga isso, né? A gente imagina, inclusive, até por conta de de algumas falas do leal, que eh algumas coisas foram alteradas propositalmente, mas os dados, essas informações geográficas e históricas que Gala se refere, né, eh são verdadeiros e foram confirmados pelo Alace Leal antes da publicação do livro. Então, não é um um romance histórico, mas ele tem dados históricos e geográficos comprovados, certo? Os pequenos animais constituíam, por sua vez, um alimento de especial predileção para os ibis. Assim vinham todos os anos. Era exatamente aquele o tempo. E porque João se fazia mais e mais forte, João é o mocinho que estava lá na casa da gala se recuperando, né? Tínhamos combinado excursões a alguns pontos rio acima, onde era certo vê-los. Eu procurava aderir, queria participar de tudo, tentando me aliviar, mudara de pastagem e não tornar a verco. Então, ela mudou propositalmente o lugar onde ela levava os animais para pastar, porque ela não queria ver Prisco de novo. Ô, Eline, pode pôr o livro de novo pra gente, por favor, o compartilhamento da tela aqui. Isso, querida. Obrigada. Eu estava pensando, ah, é Terezinha, mas não é interessante, não é interessante esses detalhes todos que ela coloca, ele
pra gente, por favor, o compartilhamento da tela aqui. Isso, querida. Obrigada. Eu estava pensando, ah, é Terezinha, mas não é interessante, não é interessante esses detalhes todos que ela coloca, ele é muita minúcia, né? Tudo bem que o romance tem que ter essas descrições até pra gente se colocar naquele lugar, né? se ambientar, como eu de vez em quando eu falo para vocês, fecha os olhos e tenta pensar nessa nesse nessa descrição, criar essa imagem que ela descreve, né, na mente. Isso é fundamental paraa nossa leitura, senão não tem graça, não é? Mas é são umas umas uns detalhes tão pequenos assim que são fantásticos, né? que é é só imaginando que existe essa memória guardada de alguma forma, em algum lugar, sei lá de que jeito, para que a gente possa cessar quando for necessário, né? Quando houver necessidade. Tânia Maria Estela, o presco dessa obra, Esquina de Pedra, será que é o mesmo espírito que Divaldo psicografava algumas obras? Não é, não é não. Eu também achei que fosse, mas não é o mesmo. Não é outro. É, sabe, eu já pensei nisso também. Xarazinha, boa noite. Estelas, Estela Vasconcelos, bem-vinda, querida. Não é o mesmo Prisco não, viu, gente? Eu achei que era o mesmo Prisco, inclusive tinha colocado isso lá no começo da descrição, lá no começo do livro, mas ah, concordo, mas quando tem uma cena triste sentimos na alma. Exatamente. É esse o poder do escritor, né? O escritor, o bom escritor faz isso, faz com que a gente sinta a as emoções dos personagens, né? E aqui é muito legal, né? A gente tem tido essa oportunidade também de sentir a a fé desses primeiros cristãos, né, ou desses cristãos primitivos. Eles não são necessariamente os primeiros cristãos. Os primeiros são aqueles que acompanharam o os evangelistas, né, e seus e os os primeiros eh divulgadores do cristianismo. Esses são os cristãos primitivos. É outro, é um período adiante. Eu sempre faço, cometo esse erro, uma pena, mas eu eu me acerto devagar, eu me acerto. Então vamos lá. Então ela não tornou a ver o Prisco
es são os cristãos primitivos. É outro, é um período adiante. Eu sempre faço, cometo esse erro, uma pena, mas eu eu me acerto devagar, eu me acerto. Então vamos lá. Então ela não tornou a ver o Prisco porque ela mudou o local de pastagem, né? Tinha longos silêncios que se ela, né? Gala tinha longos silêncios que se atribuíam à fadiga e ninguém suspeitava, mesmo porque não era de nossos feitios suspeitar. Olha que coisa mais doce. né? Mais sincera. Não era do feitio deles suspeitar o comportamento do próximo, achar que o próximo tava fazendo alguma coisa errada ou escondendo alguma coisa. Que fantástico. Eu olhava para os outros e tinha inveja. desejava ser como eles. Davam-me a impressão de que facilmente toleravam suas próprias emoções. Era-me difícil esquecer. A recordação da absurda cena que vivera dava-me momentâneos desfalecimentos. Eu me surpreendera de repente em meio a uma fantasmagoria, a um jogo estúpido para o qual não estava preparada e do qual não queria participar. Ela tá se referindo ainda que o encontro com a mulher que a gente entendeu que era a mãe do Prisco e a outra moça que ela viu na procissão que nós estamos entendendo que tinha interesse amoroso no Prisco, né? Por enquanto não é tudo a gente tá supondo aqui, tá tentando entender. Queria acordar, ser como todas as pessoas no que tinham e no que lhes faltava. Por isso se aguçar em mim aquele prazer em observar os outros, em desfrutar como um caçador furtivo sua despreocupação. Companheiros de João vinham visitá-lo e era para mim um prazer ouvi-los falar. Cirilo e Filotemo se lhes juntavam e então o tempo passava mais depressa. Eram cristãos também e eu costumava vê-los na eclésia. Posso me lembrar de que Cúrio e Melécio foram os primeiros a vir e de como inflamaram a imaginação de Filotemo que os identificou na corrente. É aquela corrente que o Filotemo falou que ele não sabe muito bem ainda qual é o significado, mas que eles estão relacionados. Esses personagens, alguns a gente já conheceu, esses personagens
orrente. É aquela corrente que o Filotemo falou que ele não sabe muito bem ainda qual é o significado, mas que eles estão relacionados. Esses personagens, alguns a gente já conheceu, esses personagens estão interligados como se fosse uma corrente, né? Foi a figura de linguagem que o Filotemo usou para explicar paraa Gala. E aí nós vamos conhecer Cúrio, que é o novo personagem aqui da trama. Morto? perguntou a mulher de olhos estatelados, embora a imobilidade do corpo e a brancura caliginosa do rosto tornassem sem necessidade qualquer verificação. "É o que eu digo, é o que digo", a outra respondeu. Puxou o cadáver com a vara provida de gancho que usava para recolher a roupa levada pela correnteza do rio. Foi depois disso que ele a empurrara, rosnando e defendendo o companheiro morto como um cão selvagem. A lavadeira está disposta a atingi-lo com a vara e a espancá-lo, porém a outra a detém. Lâmba-te, vulcano, que te arrebentes. Entre resmungos, xingos e pragas, dão-lhe as costas e deixam-lo a sós com o morto. Estão sob a ponte, onde dormem com outros cães perdidos da rua. Ele olha o corpo extremamente magro do amigo e pensa que não teria morrido se pudesse comer todos os dias. Não vira morrer de manhã. tropeçara nele encolhidinho com o rosto de cera dos mortos. Agora precisa enterrá-lo, pois é aqui assim que se faz, porém não sabe como. Eu tive que parar nesse ponto aí porque já me deu uma um aperto no peito, já tive vontade de chorar, fiquei respirando porque no começo, quando ela quando começa a descrição que ela fala está morto, eu entendo que é um menino, né? Eu entendo que é um menino, mas ela tá falando do outro e eu achei que era um cachorro mesmo, defendendo o o cadáver, sabe? E aí não era, é uma criança. São duas crianças morando embaixo da ponte junto com outras tantas. E aí um deles morreu porque não conseguiu se alimentar. me deu um aperto no peito e uma tristeza tão grande, porque era uma situação de de pobreza que não é diferente de hoje. Hoje ainda existe muito disso. Muita
s morreu porque não conseguiu se alimentar. me deu um aperto no peito e uma tristeza tão grande, porque era uma situação de de pobreza que não é diferente de hoje. Hoje ainda existe muito disso. Muita gente ainda morre no mundo por não ter acesso à comida. Isso é muito forte, né, gente? É muito forte. A Maria das Graças colocou aqui: "Concordo, mas quando tem uma cena triste, sentimos na alma." Isso, isso, exatamente. Ai, a Charazinha, eu já tinha comentado da Maria das Graças, a xará Estela Vasconcelos diz assim: "A assistente social trabalhou este find, a Estela ainda está chegando. [risadas] A assistente social trabalha fim de semana. É isso, companheira Lúcia Araújo, boa noite, querida. Desde Orlando. Muito bem, querida. Muito obrigada, viu, pela sua presença. Morte por fome dói na alma. Dói, Estela. Dói porque a gente vê tanta comida sendo jogada fora, não dá um aperto? Como é que a gente pode em pleno 2025 ainda tendo gente que morre de fome? Sempre se morreu de fome desde os primórdios. Pois é, mas a gente já não devia ter criado vergonha e acabado com isso, porque cabe a nós, né? Nunca se produziu tanta comida na história do homem. Vocês sabiam disso? Nunca se produziu tanto alimento na história do homem, mas mesmo assim existem pessoas morrendo de fome. É para acabar. Enfim, tudo tudo que a gente lê, tudo que a gente assiste, a gente pode fazer uma reflexão sobre os dias atuais. Vocês não acham? >> Esse livro é a prova disso. É a prova disso. Bom, eh, agora aí ele sabe que tem que enterrar, mas não sabe como que enterrar, né? Vou enterrar que jeito é então que a mulher aparece, porque sempre aparece um ser humano bondoso na vida das pessoas, né? Certamente vira-os a ele e ao morto, pois que desce o declive com uma manta e um bipalum, que é uma pá, né? Eu nem precisei procurar essa palavra bipalum. Não sei se é assim, vocês lembrem, hein? Eu não, eu certamente não estou pronunciando as palavras do jeito correto, porque essas são palavras eh em latim e eu não sei
ei procurar essa palavra bipalum. Não sei se é assim, vocês lembrem, hein? Eu não, eu certamente não estou pronunciando as palavras do jeito correto, porque essas são palavras eh em latim e eu não sei nada de latim. Certo? Sorri. Tô levando aqui em consideração regra que é eh do mundo da comunicação, que quando você não sabe qual a pronúncia correta, você lê como se escreve, né? Você não tenta pronunciar achando para tentar esconder que você não fala aquele idioma, você pronuncia eh conforme se escreve. Sorri para ele com tristeza. Sorri para ele, né? A mulher, né? sorri para ele com tristeza e põe-lhe a mão nos ombros. É alta, Cúrio chega-lhe apenas à altura da cintura, gorda, pesada, dificultosamente descer o declive até onde estava. "Precisamos dar sepultura ao teu amigo", diz-lhe. "Eu te ajudarei, queres?" "Sim, ele quer." Levam o corpo na manta e ele segura-o pelo lado dos pés. cruzam o caminho e no vergel, que é uma a que é um uma parte mais plana, né? Ela se põe a cavar, de quando em vez ele a ajuda, embora o seu trabalho renda muito pouco. Quando a cova está pronta, com o gesto respeitoso, a mulher deposita o menino morto lá dentro, devolvem a terra e cobrem a cova com pedras avulsas. Que triste, né? Então encostam-se no barranco para descansar. Amanhã ainda não avançou de todo. O ar está fresco, a brisa sopra do rio e traz ainda o cheiro noturno das plantas odoríferas. "Já comeste hoje?", ela pergunta. E como ele balança a cabeça numa negativa, convida-o, vem comigo. A mulher tem um sarraco puxado por um boi à sua espera. É uma carroça, viu, gente, o sarraco. E por certo, volta do mercado. Cúrio percebe que para envolver o menino morto, ela usara a manta com que se abrigava do frio da manhã. E aqui voltando a a lembrando, relembrando para vocês, por que que essa essa colocação é importante? Porque as pessoas não tinham duas, três mantas, elas tinham que fiar, conseguir os fios de alguma forma e fiar o tecido, né? Fiar tudo, depois montar a manta, sabe? Montar o tecido para poder fazer alguma
ue as pessoas não tinham duas, três mantas, elas tinham que fiar, conseguir os fios de alguma forma e fiar o tecido, né? Fiar tudo, depois montar a manta, sabe? Montar o tecido para poder fazer alguma roupa e ou comprar de alguém que era muito difícil, né? Porque você, esse pessoal aqui é é de uma região muito pobre e eles só os ricos lidavam com moedas. Então, a base da economia deles ali é troca. Por isso que ele tá eh espantado com a atitude da mulher, porque ela pegou a manta dela de se cobrir do frio e usou para poder sepultar a criança. Então, ela é mais do que um uma atitude delicada e respeitosa, né? é se desfazer de um de uma de uma coisa muito importante para eles, que é um o talvez a única maneira dela se proteger do frio para poder dar um enterro razoável para aquela criança, né? Que mulher é esta afinal? Afastam-se da cidade mais e mais. A casa onde vão descer é pequena, limpa, confortável, cercada de hortas e plantações. Cúrio olha com prazer o chão lavado. E quando o hortelão chega, o hortelão é porque ele cuida de uma horta. A mulher fala-lhe, explica-se, argumenta. Se eu falar, tem acenos em direção do galpão, para onde se abrem duas portas estreitas. Depois disso, os dois vêm falar com ele. O homem é rústico, porém bondoso. Ele diz: "Viste o que sucedeu ao teu amigo? O mesmo se dará contigo se não te cuidares. Queres viver aqui? Terás o que temos. Em troca nos ajudarás no nos canteiros. Aceitas? Então você vai viver como a gente vive, né? Com as condições que a gente tem. E aí em troca, né? Ele vai ter que ajudar no trabalho ali que eles têm na a na produção ali das hortaliças. A claridade que desce do céu lhe parece suave e propícia. Cúrio não quer voltar para debaixo da ponte. Aceita. dão-lhe um pequeno quarto limpo, cujo leito é macio, e que ele estranhará por muito tempo. É tanto tempo morando no dormindo no chão, dormindo embaixo da ponte, morando na rua, né, nas estradas, no meio do mato, que ele tem dificuldade para se acostumar com a cama.
tranhará por muito tempo. É tanto tempo morando no dormindo no chão, dormindo embaixo da ponte, morando na rua, né, nas estradas, no meio do mato, que ele tem dificuldade para se acostumar com a cama. A mulher tem ideias esquisitas. Despel esfrega-o dentro de uma tina tão violentamente que suas orelhas ardem e seus olhos lacrimejam. Eu fiquei imaginando como que ele tava sujo, né? Porque quanto tempo sem tomar banho, bucha? Então, nem pensar, né, gente? E aí a mulher deu um banho nele daqueles meio bem bem pesado mesmo, que era para tirar toda a sujeirinha. Aí tô vendo o comentário de vocês aí, deu uma paradinha para poder ver. Bom, neste dia Cúrio tem quatro abundantes refeições que o saciam de uma velha fome. Olha só que coisa, né? Eh, poder conviver com aquele casal e ser salvo por aquela mulher, já no primeiro dia fez com que ele tivesse quatro refeições, coisa que ele não podia imaginar, né? Porque o amigo acabou de morrer justamente por falta de alimentação, né? É bravo, né, gente? É bravo. Tem muito. Ah, é. A tarde está exausto e finalmente assenta-se. Ah, desculpa, pera. A velha fome, né? Eh, pulei um pedaço aqui. Com o casal, luta corajosamente contra a erva daninha, aprende a estaquear plantas e levantar trepadeiras. À tarde está exausto e, finalmente, assenta-se ao pé da cama. tem muito sono, cabeceia, porém chamam-lo à porta. Vem cá, ó garoto, precisas nos acompanhar. Já foi dito que nem só de pão vive o homem. E aí a gente já sabe para onde ele vai, né? Nem só de pão vive o homem. É uma frase, né? De quem? Se cuidamos do teu corpo, devemos cuidar do espírito também. Vem conosco e presta atenção no que vais ouvir, pois que terás de me repetir na volta. Compreendeste? Então não adianta só trabalhar para comer. Você vai precisar aprender conhecer o o Jesus Cristo também. Sim, ele compreende e tanto compreende que repete para mulher surpreendida a passagem toda da noite, a história de um homem assaltado por ladrões e que um bom samaritano recolhe e assiste. Ela bate
m. Sim, ele compreende e tanto compreende que repete para mulher surpreendida a passagem toda da noite, a história de um homem assaltado por ladrões e que um bom samaritano recolhe e assiste. Ela bate palmas satisfeita, e pergunta-lhe se tinha gostado. Sim, gostara tanto de ouvir quanto de repetir a mágica história em que um ser humano pelo menos é bom. De fato, o episódio que Jesus contara relacionava-se estreitamente com o episódio que ele mesmo vivera na manhã. Cúrio diz ingenuamente: "Jesus é como vós. Eu gosto de Jesus." "Vamos para casa. Vamos para casa", diz a mulher. E esfrega embaraçada a ponta do nariz. Porque ele tá agradecendo, né? Jesus é bom e como vocês, né? porque contou a história do do homem que foi assaltado e foi socorrido. E esse homem que socorreu é como ela, né, que também socorreu o Cúrio. É bacana, né? Bom, outro personagem vai ser apresentado aí para nós, Melécio. Eles têm uns nomes esquisito, né? Firmemente disposto a não dormir, senta-se à beira da cama, entrega-se a tarefa de ordenar seus pensamentos e para isso não dispõe de toda a noite. Seu pai desperta quando ainda as luzes não nasceram. Tem de pensar e agir. O velho dorme e ressona alto. Melécio levanta-se e vai até a porta do outro quarto. O punho cerrado, aquele punho pesado e rígido que no pai era o símbolo da sua iracunda autoridade, está largado sobre a manta. É como um animal que quando menos se espera salta e fere. Ele tá descrevendo o pai dele, viu gente? com grande atenção fica a olhá-lo, vendo-o de diversos ângulos da lembrança, porém sempre encontrando a dor e o golpe. Mas seus sentimentos acerenam como o sono faz acerenar o rosto rodeado de forte barba do homem adormecido. O pai já não se parecia consigo. Ele quase poderia dizer que a boca semioculta na selva de cabelos fazia um esforço para sorrir. verdade considerou que a sua impossibilidade de odiar aquele homem adivinha da lembrança da mãe morta, constante entre eles dois. No canto do quarto estava a canastra. Canastra é aquele bauzinho, tá? A
erdade considerou que a sua impossibilidade de odiar aquele homem adivinha da lembrança da mãe morta, constante entre eles dois. No canto do quarto estava a canastra. Canastra é aquele bauzinho, tá? A canastra que naquela tarde surpreender aberta. Era um fato estarrecedor aquela canastra estar aberta. Há 15 anos que vê sua portaer aferrolhada e guardada cuidadosamente. E no no decorrer de todo aquele tempo, sua atenção se mantivera poderosamente atraída e alimentada pelo segredo que fizera arder sua curiosidade de menino. Estavam ali os guardados de sua mãe, uma herança que tinha sido ferozmente posta fora do seu alcance e que o velho, entretanto, por um motivo difícil de compreender, não quisera queimar, destruir. Melécio quer ver aquilo pelo quer ver aquilo, pelo menos tocar as coisas que foram de sua mãe. Sentia-se com direitos sobre os pertences da suave mulher, de que se lembrava sempre encolhida, como se à espera de que alguém lhe fosse fazer algum mal, que o olhava com seus fixos olhos azuis, sorria-lhe e o envolvia nos seus mornos braços, sempre, sempre, a dizer-lhe: "Agora silêncio, eu te peço." Num dia terrível, junto da janela, ela anunciara que ia morrer. És muito pequena para compreenderes", dissera-lhe: "quando ficares maior, procure entre os meus guardados na canastra e encontrarás tudo quanto eu desejo dizer-te não posso, pois não está à altura de tua cabecinha". Aproximara-se da candeia para apagá-la, e seu rosto estava branco e sumido. Deixara-se cair sobre a enxerga e ali vir a morte chegar. Melécio avança pelo quarto com obstinação, abre a canastra e com firmeza, inteiramente disposto a se apoar do que estava lá dentro. É apenas um rolo de papilhos amassados em tornos quais seu seus dedos apertam silenciosos e decididos. Ele tá descrevendo aqui, gente, que ele tava pegando os documentos, a o que tava dentro da canastra, eh, no quarto onde o pai tava dormindo. A gente já viu que o pai dele é um cara violento, né? É uma pessoa violenta. E aí ele consegue criar coragem para
s documentos, a o que tava dentro da canastra, eh, no quarto onde o pai tava dormindo. A gente já viu que o pai dele é um cara violento, né? É uma pessoa violenta. E aí ele consegue criar coragem para entrar no quarto enquanto o pai tá dormindo, porque a canastra tá aberta e ele quer pegar o que tá lá dentro. Já é outra história pesada, né? A gente tem, eu pelo menos tenho dificuldade com essas histórias aí com as crianças, sabe? Sempre me pesa muito isso. Me pesa, pesa bastante. Bom, em seu quarto acende a lâmpada que a mãe apagara para morrer. Põe-se ansiosamente a ler. As luzes do dia retornam. Melécio ainda está desperto. Em folhas dispersas a narrativa da vida de Jesus chamado Cristo. Segundo o relato de Mateus, cobrem-lhe o leito. Lá fora, os empregados da casa saúdam-se mutuamente com seus repetidos cumprimentos. Lágrimas lavam o rosto de Melécio. Mamãe era, pois, cristã. E eu mesmo já o sou, ele pensa. E os empregados, seu próprio pai, parecem-lhe curiosamente mais próximos. Na verdade, nada se modificara, ele se aproximaram. Ele encontrou as explicações de Jesus, né, os ensinos de Jesus através de Mateus. E aí ele passa a desenvolver outros sentimentos pelo pai, pelos servos, pela vida. Esse é o nosso melci, né? é o novo personagem daquela correia, né? Daquela corrente, desculpe, não correia. João, por detrás de sua fragilidade, era senhor de uma culta, é isso, culta, oculta, desculpa, oculta pujança. Era judeu e possui o ardor religioso de sua raça. Dentro do cristianismo, aproximara-se dos enfermos e atribulados, o que o fizera amado e respeitado. Nós estamos falando já de outra pessoa, né, gente? Nós estamos falando do João agora. Eh, vendo no círculo de seus amigos, eu verificava a rapidez, a habilidade com que se aproveitava das oportunidades. Eu percebia que quase todas as pessoas lhe eram gratas. Isso significava até que ponto se tornava útil. Aqueles encontros se faziam animados e proveitosos. vinham ao encontro dos desejos de Filotemo, embora este inconsciente ainda
pessoas lhe eram gratas. Isso significava até que ponto se tornava útil. Aqueles encontros se faziam animados e proveitosos. vinham ao encontro dos desejos de Filotemo, embora este inconsciente ainda disso não se apercebesse. É aquele desejo lá do Filotemo de reunir a juventude, né, de reunir os jovens para eles conversarem a respeito do cristianismo. E aí eu lembrei das mocidades espíritas. Eu ficava a ouvi-los esquecida dos meus amargos pensamentos e porque mamãe se dedicasse a cardã, né, a preparar a lã para poder fazer as roupas. No decorrer daqueles serões, punha-me a ajudá-la, torcendo os fios infindáveis com os dedos trenados. Quando Gema acompanhava o irmão Filotêmona, punha-se a trabalhar conosco, embora não tão concentrada no trabalho ou na conversa que se desenvolvia. Neste ou naquele instante, os olhos dela e os de Cirilo se buscavam. sorriam-se e um tenue rubor borbulhava por debaixo de sua pele. Por um breve instante, eu tentava estabelecer um paralelo entre os sentimentos deles e os de Prisco e os meus. Entretanto, um sofrimento intenso me afogava e eu tentava de novo esquecer, concentrando-me no que diziam. Já então as cartas de Paulo e Pedro estavam sempre abertas sobre nossa mesa. Fala sério, né, gente? Eles tinham as cópias, né? As cópias em papiro que foram sendo multiplicadas ao longo desses 300 anos desde a esse período da gala, para quem não se lembra, ela tá por volta de 300 anos após a crucificação. É fantástico, né? Você imagina que que é você pegar um papiro que tem as cartas de Paulo, as cartas de Pedro, óbvio que não eram as que eles escreveram, mas que foram sendo multiplicadas, né, ao longo do tempo por tantas e tantas pessoas, com a dificuldade que era saber escrever e ter papel, né, ou ter papiro para poder escrever isso tudo. Imagina que emoção que deve ser. E as preocupações se dividiam entre o estudo acurado daqueles documentos e a onda crescente, já impossível de ser ignorada, que parecia correr em nossa em nossa direção. Aí ela tá falando
ue deve ser. E as preocupações se dividiam entre o estudo acurado daqueles documentos e a onda crescente, já impossível de ser ignorada, que parecia correr em nossa em nossa direção. Aí ela tá falando daquelas mudanças que estavam sendo propostas por Alexandre de Alexandria, né? a primeira delas e que gerou a primeira dissensão entre os cristãos daquele daquele tempo, que era transformar Jesus em uma em Deus, né? E Jesus deixa de ser filho de Deus e passa a ser o próprio Deus. Foi numa dessas primeiras noites que ouvi a respeito de Meliton. Melon viera realmente com uma missão específica, isto é, exercer o diaconato na igreja de Sebastos, que é a cidade onde Gala mora. ou próximo, né? A é a cidade mais próxima da casa da gala. Essa função não importara até então, já que o conselho dos anciãos decidia as dificuldades materiais existentes. O termo diácono significava o servidor, o homem do serviço. Seria aquele que ao lado do bispo, o encarregado espiritual, então o bispo era encarregado espiritual, esse o diácono se encarregaria dos bens da comunidade. Eles não tinham esse diácono, não era necessário, porque eles resolviam os problemas entre eles ali com o conselho dos anciãos, né, dos mais velhos. Mas Alexandre de Alexandria e a turma dele queriam criar uma hierarquia para que todas as eclésias funcionassem exatamente do mesmo jeito. E não era assim que elas funcionavam antes. Elas tinham liberdade, né? Elas usavam a mesma base, que são esses documentos. essas cartas que foram sendo multiplicadas ao longo dos séculos, né, desse tempo todo, mas elas tinham liberdade para tomar decisões. O que está acontecendo agora é que eles estão caminhando para um formato de igreja como a gente conhece hoje, certo? Sabia-se que por carta Alexandre apelara junto a Dastro, que era o responsável pela eclésia ali de Sebastes, é o Adastro, no sentido de fortalecimento das igrejas pela União. Era preciso, entretanto, para essa união, que um procedimento idêntico e característico fosse adotado universalmente.
ali de Sebastes, é o Adastro, no sentido de fortalecimento das igrejas pela União. Era preciso, entretanto, para essa união, que um procedimento idêntico e característico fosse adotado universalmente. Essa também é uma discussão já foi, né? Não é mais uma discussão dentro do do movimento espírita no Brasil. Ah, quando houve quando aconteceu a primeira discussão sobre unificação, qual seria o grau de de rigidez dessa hierarquia? E aí foi seguiu-se exatamente a proposta de Kardec, não criando uma hierarquia eclesiástica, né, dentro do movimento espírita. Então, há liberdade de escolha, de decisão dentro das federativas e dentro das casas espíritas, especificamente, para que cada um tome as decisões que achar melhor e encaminhe aquela casa da melhor maneira possível. Ah, Rita, que bom, querida. Eu também tenho esse. Eu eu optei por ler esse esse livro, Rita, porque para mim eh recentemente as pessoas começaram a perguntar, né, qual era o livro mais o livro não tira as obras básicas da história, né, mas qual era o livro mais importante, mais significativo da da literatura espírita para você. E eu toda vez eu penso na esquina de pedra, sempre pensei. Esse é o único livro que eu não empresto para ninguém. O meu tá guardadinho lá, o físico tá guardadinha porque esse é o único que eu não empresto. Dos outros todos eu empresto, mas esse não. Esse tá guardado. [risadas] Que apego desnecessário, não é? Mas é porque eu acho ele muito lindo mesmo. Então vamos lá, continuando aqui, né? Tratava-se de um apelo singelo e aparentemente lógico do Alexandre, né? De Alexandria para Dastro. A Dastro, entretanto, declinava ao tratamento de epíscope, como os outros antes dele tinham feito. Então, outros tinham já adotado esse nome, né? E o Adastro não queria. Aquela denominação, a ele como a nós, parecia extremamente difusa. Os encarregados de inspecionar os templos pagãos eram assim chamados. Era isso que eles não queriam, né? relacionar usar a mesma terminologia dos templos pagãos para o o as eclésias da
mamente difusa. Os encarregados de inspecionar os templos pagãos eram assim chamados. Era isso que eles não queriam, né? relacionar usar a mesma terminologia dos templos pagãos para o o as eclésias da do cristianismo. Os judeus dela se serviam para designar os chefes das sinagogas. Adastro recusava o tratamento de epíscope. Entretanto, enviado pelo respeitável patriarca da Alexandria, Meliton era bem-vindo. Então, eu não vou ser o epíscope, eu não quero ser chamado assim. Mas você quer mandar o Meliton e chamar ele de diácono, tudo bem. Na igreja cristã sempre havia lugar para os servidores sinceros. Se o moço viera com o propósito de servir, de trabalhar pela alegria de todos, que Deus o abençoasse. A Dastro tava sendo eh diplomata, né? Por sua vez, Filotemo confiava em Adastro e dizia: "Que Deus nos abençoe a todos". Mas eu julgava perceber desgosto e dúvida naquela frase resignada. abaixava a cabeça e fugia ao seu olhar. E assim foram os dias daquele verão. Eu me familiarizava com meu problema, que era o prisco, né? Examinava o detidamente, tomava consciência, media minhas responsabilidades e sabia onde havia esperanças para mim. Eu já não desejava que nada se modificasse. Arrebatadamente me agarrava aquele nó. Sabia que se não o desfizesse, iria encontrá-lo um pouco mais adiante. De noite, fitando meus amigos reunidos em derredor da lâmpada de óleo, eu julgava ver em tornos de muitos deles como que uma auréula, a felicidade da libertação. Sentia-me mais velha. O tempo das facilidades já se fora. Todavia, percebia-me falha de da experiência necessária ao jogo em que me envolvera. Essa experiência deveria ser arrancada de minhas reservas profundas, se as tivesse, ou então deveria esperá-la vinda do exterior. De uma forma ou de outra, teria de manter-me vigilante para que o recurso me viesse. e por isso orava incessantemente. Sabia também que o meu ponto frágil residia em minhas impaciências, minhas emoções, ora brandas e lentas, ora intempestivas e apaixonadas.
ra que o recurso me viesse. e por isso orava incessantemente. Sabia também que o meu ponto frágil residia em minhas impaciências, minhas emoções, ora brandas e lentas, ora intempestivas e apaixonadas. Filotemo esperava com ansiedade o dia da excursão em busca dos ibis. E finalmente esse dia chegou. Uma tarde, o vovô viu-os voando bem alto e depois, em círculos, descendo na direção dos alagadiços, riu acima, um pouco além de nossa casa, correu para Cirilo e mostrou-os. Naquela mesma noite, ficou assentado que iríamos na manhã seguinte. Prepare os seus corações. Era noite, ainda quando ouvimos o tropéu dos cavalos que chegavam, saímos para fora. Nossa casa dava as costas para o nascente e se abrigava dos ventos numa pequena depressão do terreno a meio caminho do rio. Os cavaleiros surgiam do fundo da noite, ainda estrelada e se recortavam sobre a colina escura. Se Gema pudesse vir, eu os acompanharia. Vi que eram quatro os cavalos. Além dela, quem mais acompanhava Filotemo? A tranquilidade de Cirilo fazia-me sentir que os visitantes eram esperados e que as minhas ausências tinham me furtado de ouvir falar a respeito. É porque Gala ficava o tempo o dia todo, né, fora cuidando dos dos animais, né, do pastoreio. Então, muita coisa que acontecia na casa, ela não acompanhava. Não tive tempo para pensar, para me surpreender ou para recuar. Quando Prisco desceu do cavalo à nossa porta. Prisco, sabe? O Prisco o soldado do o soldado romano por quem ela se apaixonou. Então, Prisco desce do cavalo à porta da casa da gala junto com o Filoteno, que também gosta da gala. Hum. A sua chegada foi uma decepção para mim, justamente quando eu me esforçava para aceitar sua ausência com a pequena dose de coragem de que dispunha e que bem longe estava de bastar as minhas emoções de então. E aí as efusões de Corona, sempre suspeitosa, gelaram meu coração porque ela tava acostumada com ele, né, a cachorra, a corona. E ela, a, a gala ficou preocupadíssima. Entretanto, o fato passava desapercebido pela presença
ona, sempre suspeitosa, gelaram meu coração porque ela tava acostumada com ele, né, a cachorra, a corona. E ela, a, a gala ficou preocupadíssima. Entretanto, o fato passava desapercebido pela presença de Filotema e Gema e ainda porque um quarto personagem polarizava as atenções. E aí nós vamos parar porque ela vai contar para nós do Nícalo, vai começar, vai ter apresentar outro personagem para nós e aí nós vamos deixar pra próxima semana para falar dele. Mas olha só como as coisas são, hein? Que mundo apertadinho, né? Ela morrendo de medo e Prisco também, né? Porque por isso que eu já sabia que a família dele não ia aceitar que ele se envolvesse ou casasse com uma com uma pastora de cabras, né? Porque ele era da alta sociedade romana. Vejam só. Não. Maria das Graças tem muitos personagens. O livro, cada um deles, nos traz as reflexões para os nossos dias. Sentimos as emoções, as emoções abalarem e explorar os sentimentos nossos. ouvindo, aprendemos muito. É, é verdade, querida. É verdade. Cada capítulo mais emoções. Exatamente, Olga. E esse livro, eh, além de ter, obviamente, é um romance, então fala pro nosso coração de emoções como amor, né, vaidade, essas coisas todas que estão nos romances, eles ele traz alguns questionamentos que são muito importantes para nós, que essa questão política ligada à religião quando se que é o exata esse período de transição do cristianismo para o catolicismo e e explica como isso se deu? Essa explicação de como se deu, ela é histórica. Eh, o Alice Cilial usou documentos históricos para comprovar que essas explicações da Gala estavam corretas, né? Porque se não tivesse, ele ia precisar ou identificar ou questionar a gala sobre essas explicações. Então é muito interessante a gente acompanhar essa história. Tem muito vem eh vem emoções, deixamos para o próximo domingo. É, então tem que deixar eh esperar os próximos capítulos. Domingo estarei aqui, se Deus assim o permitir. Eu também, querida. Eu também. Por enquanto, muito obrigada pela
xamos para o próximo domingo. É, então tem que deixar eh esperar os próximos capítulos. Domingo estarei aqui, se Deus assim o permitir. Eu também, querida. Eu também. Por enquanto, muito obrigada pela presença de todos vocês. Obrigado pela possibilidade, pela oportunidade de reler, relembrar esse livro tão gostoso. Eu gosto tanto dele. Acho ele que ele toca muito o meu coração, porque essas histórias dos cristãos primitivos é muito muito muito muito interessante. como eles lidam com o cristianismo eh primitivo na sua rotina, na sua vida, no seu cotidiano, não é? A a diante de todas as dificuldades, pedir socorro a Deus, pedir ajuda aos aos bons espíritos para iluminar o caminho, para desfazer as dúvidas. É fantástico, não é? É fantástico. Muito obrigada a todos vocês. Domingo que vem estaremos aqui novamente para mais um trecho do capítulo do livro A Esquina de Pedra. Eu espero que possamos nos encontrar. Então, um abraço a todos vocês. Tenham todos uma excelente semana e até lá. Tchauzinho.
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