#95 • Jesus e Saúde Mental • Altercação

Mansão do Caminho 08/10/2024 (há 1 ano) 27:14 3,280 visualizações 672 curtidas

Websérie | Jesus e Saúde Mental » Apresentação: Leonardo Machado » Episódio 95 - Altercação

Transcrição

Boa noite, estamos mais uma vez em Jesus e saúde mental. Hoje, logo depois da nossa vinheta, nós iremos comentar uma passagem desse livro da Joana de Ângeles pelo Divaldo Pereira Franco como médium chamada Altercação. É a mensagem 18. fica conosco para que nós possamos pensar juntos um pouco sobre essa mensagem e as consequências práticas que a benfeitura nos propõe. Altercação é a mensagem 18 do livro Episódios Diários de Valdo Franco, Médium, Joana de Angângeles, O espírito. A altercação significa uma disputa, significa alguma desavença, que geralmente não chega na luta corporal, mas gera aquela discussão, aquele embate, aquela desavença de em palavras. Então, o Joana de Andeles comenta esse tema que é muito comum, né, haver desavenças, polêmicas, disputa, bate boca no popular, eh, no nosso dia a dia, surge inesperada com ou ou sem o motivo que a justifique. Toma vulto, cresce e leva às mais cruéis consequências se não é policiada a tempo. Ela tem início numa palavra destituída de maldade, num olhar de aparente reproche, numa negativa ou simplesmente em nada. A altercação é virose que contamina com facilidade, perturba o discernimento, desarmoniza a emoção e deixa rastros significativos no comportamento alterado. Os altercadores sempre encontram motivo para suas discussões infrutíferas. desarmonizadas em si mesmos, agradam-se quando ferem e encontram respostas para os duelos verbais que não raro levam a ações deploráveis. A altercação é portadora de alta carga prejudicial de cólera, que atinge quem ele tomba nas redes perversas e aquele com quem se debate. Provocado e convidado diretamente à altercação, desvia o assunto ou desvia-te do agressor. Ele talvez nada tenha a perder, conforme alguns apregoam no auge da discussão. Tu tens a paz que deves preservar, o bem-estar que não podes tnar com a perturbação e os sagrados compromissos com a vida. Não te detenhas nunca em altercação, porquanto todos aqueles que se permitem induzir deixam-na arranhados quando não saem

ar que não podes tnar com a perturbação e os sagrados compromissos com a vida. Não te detenhas nunca em altercação, porquanto todos aqueles que se permitem induzir deixam-na arranhados quando não saem vítimas de sutis mutilações emocionais ou orgânicas graças aos golpes que sofrem. A mensagem é direta, aparentemente simples, mas toca num ponto bastante comum da nossa vida diária, que é como nós lidamos com a emoção raiva no nosso dia a dia. Porque uma das manifestações que essa emoção raiva pode gerar é a emoção do debate verbal, da briga verbal. Muitas vezes nós nos seguramos do ponto de vista da agressão física, não revidamos com uma agressão física, mas entramos ainda no caminho dos mais debates eh mais acalorados que nós possamos imaginar. E aí quando nós não chegamos logo na via de fato física, mas ficamos na via de fato verbal, primeiro que é difícil às vezes você se controlar quando você ganha vulto nessa discussão emocionalmente carregada de raiva a partir da palavra. E é muito comum, é muito comum ou muito mais fácil você perder, digamos, a rédia do próprio comportamento quando você tá está nessa situação. Então é bastante importante a gente pensar como é que a gente lida com essa essa perspectiva. Uma forma de podermos verbalizar a nossa vontade, verbalizar também a nossa a nossa insatisfação, né? é tentar usar uma comunicação assertiva. A comunicação assertiva, ela não nos leva a essa altercação, a essa discussão infrutífera, porque a comunicação assertiva ela comunica, ela não quer convencer. Uma parte das uma grande parte das vezes que nós entramos na no dilema verbal, nas brigas, é porque nós queremos não só expor a nossa temática, mas também convencer a ferro e fogo o outro, convencer o nosso ponto de vista. Então, quando nós fazemos comunicações assertivas, nós estamos, de certa forma nos blindando contra uma agressão física ou agressão verbal, porque nós, ao expor o nosso ponto de vista, nós expomos de uma maneira eficaz, sentimos, nos sentimos aliviados porque não caímos

ta forma nos blindando contra uma agressão física ou agressão verbal, porque nós, ao expor o nosso ponto de vista, nós expomos de uma maneira eficaz, sentimos, nos sentimos aliviados porque não caímos numa pusilanimidade, né? não ficamos ali posilânimes, não ficamos inertes, nos posicionamos, mas eh não entramos numa numa fronteira, não, ou numa trincheira de guerras. Então essa é uma perspectiva que pode nos ajudar a não entrarmos na altercação e também não cairmos na acomodação em termos um ponto de harmonia na nossa forma de falar. E aí a gente chama isso de assertividade, uma comunicação assertiva. Geralmente a assertividade ela vai se expressar, né, na linguagem verbal, mas há também a linguagem não verbal, a linguagem corporal. A assertividade, porém, não entra na no comportamento violento. Ela tem uma série de de linguagens verbais e não verbais, corporais, que demonstram a ênfase daquela nossa opinião e a convicção também que nós temos. E aí nós ficamos então tranquilos porque não ficamos calados diante de alguma injustiça. Expomos o nosso ponto de vista, tentamos defender, mas não matamos, né, para poder eh entrar, digamos assim, na defesa de um ideal, né? Porque aí começa a entrar no paradoxo, né? Por exemplo, eu quero falar sobre Jesus com toda a assertividade, com toda a coragem, mas acabo entrando no num num embate de tal modo que eu acabo brigando em nome de Jesus. Então, entra no paradoxo. Quando você faz a assertividade, você não vai brigar em nome de Jesus. você vai comunicar de forma firme mais ou menos o que a gente pode entender ali naquela passagem que nós temos na Bíblia, na boa nova, no Novo Testamento, em que Jesus em alguns momentos você vê ele deu uma maneira mais eh enérgica e aí ele poderia dizer de maneira assertiva falando dos vendilhões do templo, né, contra a venda, né, de mercadorias em nome de Deus, digamos assim. ou quando nós temos o sermão dos ai, né, ai daqueles e aí vai falar uma série de verdades. Ou quando nós vemos em eh em

o templo, né, contra a venda, né, de mercadorias em nome de Deus, digamos assim. ou quando nós temos o sermão dos ai, né, ai daqueles e aí vai falar uma série de verdades. Ou quando nós vemos em eh em alguns momentos, por exemplo, João Batista, ele vai ele vai falar eh uma forma bastante enérgica, raça de víboras, mas percebamos que tanto João Batista quanto Jesus eles não montaram exércitos. João Batista bem mais enérgico, bem mais forte na sua comunicação, né, falando das incoerências e dos paradoxos do seu tempo, mas percebemos que naquele tempo o anseio do povo era que viesse um Messias, que fosse um Messias guerreiro. Então, perceba que para aquele momento mesmo a linguagem de João Batista, que era bastante enérgica, ele não entra numa guerra física, ele não monta exércitos. Então ele não entra, digamos assim, nessa perturbação que a altercação nos convida, né, nos nos leva a ter. Ele vai uma linguagem enérgica. Ao mesmo tempo, a gente tem que lembrar que João Batista tinha toda o todo o cabedal eh espiritual para ser o preparador do caminho de Jesus. E, portanto, quando você tem mais preparo espiritual, você consegue ser mais enérgico como ele foi, sem cair na guerra física. Eh, provavelmente, se fosse eu, se fosse você, que tivéssemos embuídos dessa missão de ser um preparador de um novo tempo, o preparador do Messias, o preparador do Cristo, como não teríamos a evolução, né, para lidar com essa energia agressiva, com essa energia de raiva, provavelmente nós iríamos deturpar um pouco a nossa tarefa e certamente entraríamos na altercação e também na belicosidade. Então, a Jona de adverte, ela surge inesperada. Essa desavença, essa disputa, esse bateboca, essa guerra verbal, ela surge inesperada e aparentemente sem é um motivo que a justifique. E é interessante que ela diz assim: "Tem início em uma palavra destituída de maldade". Às vezes, e aí eu queria eh levantar essa questão também das influências. Às vezes a pessoa fala algo que toca numa ferida interna

que ela diz assim: "Tem início em uma palavra destituída de maldade". Às vezes, e aí eu queria eh levantar essa questão também das influências. Às vezes a pessoa fala algo que toca numa ferida interna de uma forma negativa e a pessoa nem se dá conta porque ela nem sabe da situação, mas às vezes sem querer ela pode estar sendo o instrumento eh das trevas para influenciar a tua vida. De outras vezes, nem é instrumento das trevas. A pessoa fala de algo meio aleatório, né? é como se fosse eh uma uma situação destituída de maldade mesmo. Acho que é importante lembrar disso. Tem início numa palavra destituída de maldade. De fato, há situações em que a pessoa fala não é por maldade, ela fala por comentar, mas aqueles aquele fato que ela comentou da vida dela, por exemplo, isso pode mexer com o fato da tua vida e mexer com tuas entranhas de uma forma incômoda. De uma forma incômoda. E às vezes isso ganha um vulto muito grande, porque a gente tá eh repleto de feridas. Além disso, pode ser um olhar aparente de reprocho. E aí aparente. É importante que a Joana coloca isso, porque não necessariamente aquele olhar é de fato de reprovação. Às vezes somos nós que interpretamos, porque às vezes nós ficamos bastante desconfiados devido à nossa insegurança. É aquele dilema que certamente todos nós já passamos da primeira paixão, do primeiro enamoramento, em que até pouco tempo quando você estava do lado de tal pessoa, você não ficava eh constrangido, não ficava com vergonha, porque não tinha ainda brotado nenhum tipo de sentimento de atração. A partir do momento que você começa a se apaixonar, mesmo que a pessoa não saiba porque você não comunicou nada a ninguém, só em chegar perto, você sente alguma alteração e a sua e a tua cabeça faz com que você pense que tá todo mundo sabendo. Então vem a desconfiança pela insegurança, pelo excesso de afeto. Tem mais ou menos esse dilema, só que de uma perspectiva agora outra, não do enamoramento, não da paixão, mas de uma situação em que nós estamos cheio de

iança pela insegurança, pelo excesso de afeto. Tem mais ou menos esse dilema, só que de uma perspectiva agora outra, não do enamoramento, não da paixão, mas de uma situação em que nós estamos cheio de culpas, cheio de dores, escondendo de nós mesmos, às vezes mentindo para nós mesmos, inconscientemente, negando inconscientemente a situação ou conscientemente. E aí um olhar do outro nem não necessariamente é de reprovação, mas nós já estamos cheio de reprovação íntima. Então, é importante perceber se de fato aconteceu ou é uma percepção de nossa parte. épicteto, um filósofo conhecido pelo estoicismo. Ele vai enumerar muito bem, como já trabalhamos aqui nessa série Jesus e saúde mental, nesse programa, as coisas são muito mais como nós a percebemos do que como são de fato. Então o olhar é o olhar. Agora, se é um olhar de reprovação, porque ela a pessoa tá me julgando, porque a pessoa tá me colocando para baixo, isso às vezes é uma interpretação, é uma percepção que eu faço baseado nas minhas crenças, nas minhas encrencas íntimas, nas minhas distorções, se usarmos um termo técnico da terapia cognitiva, nas minhas distorções eh cognitivas. Então, perturba o discernimento, desarmoniza a emoção e deixa rasgos, rastros significativos. Tanto, eu queria chamar atenção, tanto a altercação, tanto esse inflamar-se acaba eh prejudicando o discernimento e a pessoa fica distorcendo, distorcendo mais ainda. Quanto a própria insegurança íntima, a própria distorção íntima também gera a uma alteração do discernimento que leva à altercação. Então fica um ciclo vicioso. a gente já tá distorcendo as coisas na nossa intimidade por nossas encrencas íntimas, para nossas dificuldades íntimas. Isso gera então a problemática da guerra verbal. E aí entra-se num ciclo vicioso de ainda mais eh problemas de discernimento, porque nós já ficamos inflamados, a altercação nos inflama e quanto mais inflamados nós ficamos, aí mais belicosos nós nós nos quedamos. Uma coisa importante é o seguinte. A altercação é portadora de alta carga

já ficamos inflamados, a altercação nos inflama e quanto mais inflamados nós ficamos, aí mais belicosos nós nós nos quedamos. Uma coisa importante é o seguinte. A altercação é portadora de alta carga prejudicial de cólera que atinge quem lhe tomba nas redes perversas e aquele com quem se debate. Então, por isso que eu coloquei logo no início da nossa reflexão sobre essa mensagem da Jana de Angeles, que a altercação ela está envolvida de cólera. É có. Colera é o ápice da raiva, digamos assim. cólera junto com ódio, né? São termos primos, eh, que são expressões de intensidade, de ampliação, amplificação da nossa raiva. Então, nesse sentido, quando nós estamos numa altercação, numa discussão infrutífera, não é um debate que gera uma mudança, mas é uma discussão infrutífera, né, que gera uma guerra. Eh, todo sai, todo mundo sai perdendo, mas quem sai primeiro perdendo primeiro é aquele que está emitindo, é você mesmo. Quando nós estamos nesse, nessa guerra, os dois lados saem. Então, por isso que ela diz assim que atinge quem lhe tomba nas reddes perversas, ou seja, nós quando estamos fazendo altercação e aquele com quem se debate. Por se tratar de uma guerra, todo mundo sai perdendo, né? todo mundo sai eh cansado, destruído, a guerra destrói ambos os lados, né? E nesse, nesse sentido, eh, é bastante interessante pensar nos efeitos, eh, biológicos, inclusive, porque a cólera, né, a raiva, eh, mobilizada por esse momento de atrito muito grande, ela vai ativar, né, o nosso cérebro, ela ele tem áreas de emoções. E aí nós temos áreas de emoções mais negativas e áreas de emoções positivas. Emoções negativas são aquelas que causam desconforto, aquelas que causam desprazer. Então, quando nós estamos sentindo raiva, nós estamos sentindo uma emoção negativa que causa um intenso desprazer, que pode ser que vai ser muito útil se tiver um tempo determinado, mas dependendo da intensidade, ou seja, o que ela provoca em termos de comportamento e a altercação, é um desses comportamentos

azer, que pode ser que vai ser muito útil se tiver um tempo determinado, mas dependendo da intensidade, ou seja, o que ela provoca em termos de comportamento e a altercação, é um desses comportamentos prejudiciais ou em termos de durabilidade, duração, eh, pode até não ser muito intenso, mas dura demais. É um pequeno debatezinho, é uma pequena guerrazinha, mas que tá durando muito tempo. Então, apesar de não ser muito letal aquela guerra, ela tá sendo muito prolongada. Isso altera o nosso, a nossa biologia. Por quê? Porque esse sistema, nós chamamos de sistema límbico. Ele envolve a nossa amídala cerebral, que está relacionado não só ao medo, mas a qualquer emoção mais intensa. O o a parte lateral da nossa cabeça, a medídala cerebral fica no nosso lobo temporal. Ela ativa o sistema límbico como um todo, uma região chamada giro do síngulo, por exemplo, o nosso hipocampo, porque mexe com nossas memórias e aí ativa o nosso córtex cerebral, eh, especialmente no seu lado direito das emoções, que são as emoções negativas. E aí nós ficamos, então, uma com o cérebro excitado, os nossos pensamentos excitados, ou seja, muito acelerados, muito inquietos. E essa inquietação de pensamentos, ela também se traduz em inquietação física, porque essa área do cérebro, ela se liga a partir do hipotálomo no corpo como um todo. Então é o eixo hipotálomo, hipófise, adrenalionado. E a adrenal fica ali em cima da dos rins e essa adrenal vai jogar eh hormônios. Então você vai ter a ativação desse eixo e você vai ter mais cortisol no sangue, você vai ter mais adrenalina no sangue, você vai ter ativação do sistema nervoso simpático. Então o teu corpo vai ser ativado como se você fosse preparado para uma guerra ou preparado para uma fuga. Então, fato, a guerra emocional, a guerra verbal alicia essa guerra emocional a partir das das emoções de raiva e emoções negativas. E o nosso corpo fica em estado de choque, em estado, na verdade, de alerta. não de choque, mas estado de alerta para guerrear ou para fugir. E isso vai

ir das das emoções de raiva e emoções negativas. E o nosso corpo fica em estado de choque, em estado, na verdade, de alerta. não de choque, mas estado de alerta para guerrear ou para fugir. E isso vai desgastando porque nós ficamos com coração acelerado, ficamos com a boca seca, ficamos com tensão muscular e a longo prazo isso vai adoecendo de fato. Sim. Então, quando ela coloca parece uma virose, e a linguagem é simbólica, mas traz também uma verdade eh biológica, porque ao mexer no nosso sistema nervoso eh central e no nosso sistema nervoso periférico, essa altercação, ou seja, o comportamento agressivo, mantém o nosso sistema de raiva ativado, o nosso corpo corpo hiperativado e isso nos deixa com a menor imunidade e a longo prazo, especialmente se a gente fica com isso o tempo todo, constantemente, é um hábito mental e um hábito eh comportamental, nós de fato adoecemos mais, porque o nosso sistema imune ele diminui as suas defesas, ficam marcadores pró-inflamatórios, de fato inflamando o nosso corpo. Então se espalha como a virose, porque a virose se espalha rápido, né? O vírus se espalha muito rápido, porque vai provocando essa cadeia de reações e automaticamente diminuindo o nosso sistema imune, a nossa defesa, aumentando os marcadores inflamatórios e aí também facilitando nós adoecermos com frequência. E aí ela fala uma figura de linguagem muito boa, né? Muitas pessoas dizem assim: "Olha, eu não tenho nada a perder, mas veja que você tem. Se o outro não tem nada a perder, se o outro considera que não tem nada a perder, considere que você tem. O que diz Juna de Angeles? Tu tens a paz que deves preservar, o bem-estar que não podes negar, não podes tiznar com a perturbação e os sagrados compromissos com a vida. Isso é importantíssimo a gente ampliar essa frase e pensarmos no nosso dia a dia, sabe, no trânsito. Eh, hoje, né, quando o trânsito das cidades, e eu tenho notícia de que a cidade onde eu moro, Recife, é a cidade que tá com o pior trânsito do Brasil, por exemplo. Eu vejo

ia a dia, sabe, no trânsito. Eh, hoje, né, quando o trânsito das cidades, e eu tenho notícia de que a cidade onde eu moro, Recife, é a cidade que tá com o pior trânsito do Brasil, por exemplo. Eu vejo isso na prática. Então, nós temos mais carros, temos mais motos, temos mais bicicletas, temos mais pessoas nas vias públicas e essas eh pessoas estão cada um com a sua faixa vibratória, a sua onda mental, a sua altercação íntima, a sua perturbação íntima ou a sua tranquilidade, o que é mais difícil no nosso mundo, no nossa, na nossa vida diária, tão apressada, tão acelerada. E aí, às vezes, eu me lembro de uma situação, eh, que eu estava indo, né, atravessando o sinal e o sinal fechou, eu parei. Então, esse sinal dessa via tava aberto e os carros passando. Quando eu vejo uma uma bicicleta, na verdade, vindo, eh, e atravessou o sinal aberto, então os carros passando e ela não parou, não olhou pro lado, foi assim como se fosse o que nós chamamos de uma roleta russa, né? Foi na sorte e na adrenalina. ainda passou assim com a fisionomia totalmente transtornada, rindo e logo depois um carro em alta velocidade que veja esse carro que tava andando, ele não tinha eh, digamos assim, não teria culpa nenhuma, ele tava apenas andando e passando o sinal verde. E esse indivíduo aqui na bicicleta tava passando o sinal vermelho de forma totalmente eh acelerada. Então, olhei pra fisionomia dele e lembro e lendo aqui essa frase, me lembro dessa situação. Então, um indivíduo é como se tivesse assim, eu não tenho nada, entre aspas, como coloca J de Andersos, eu não tenho nada a perder. Se o outro considera que ele não tem nada a perder, se o outro considera que a vida dele não é nada e, portanto, pode ser colocado em na leilão, no leilão da vida, né, no leilão do dia a dia, você tem algo a perder. a paz íntima, a sensação de culpa que você vai poder ficar se você se deixar permanecer nessas situações. Então, é muito interessante a gente pensar nisso e como é importante manter, né, uma certa eh um certo

tima, a sensação de culpa que você vai poder ficar se você se deixar permanecer nessas situações. Então, é muito interessante a gente pensar nisso e como é importante manter, né, uma certa eh um certo controle de um comportamento menos agressivo. Isso não quer dizer que a gente não vai perder a paciência. Isso não quer dizer que a gente não vá entrar em um momento de muita de muita raiva, de muita ira. Não que significa isso, mas significa que a gente pode eh rever em momentos como esse aqui de reflexão, a gente pode rever essa o nosso comportamento e chamar a atenção para nós mesmos da importância de manter, digamos assim, um sistema de de freio. Vem a mobilização de raiva, mas a gente freia em um no segundo momento. Não, mesmo que não seja no primeiro momento, freia no segundo, no terceiro, freia em algum momento para poder não entrar nessa onda de guerra mental, de guerra verbal ou de guerra eh íntima e com o outro, para que a gente possa ter uma saúde um pouco mais robusta, um pouco mais em paz, porque sendo bem sincero, é muito difícil nós nos avorarmos assim do dever ou do direito da posição de um João Batista que conseguia usar sua fala tão enérgica como a gente vê no exemplo da da Bíblia, né, na no Novo Testamento, e não perdermos o ponto, não perdermos a linha. E isso é muito importante, né, em momentos de tantas discussões familiares, momentos em tantas, porque se a gente pensar nas altercações, eu falei em situações externas, mas isso muito fica muito intenso na família. né? Porque às vezes na família a gente na nossa intimidade, no nosso dia a dia, a gente fica assim mais à vontade. E esse mais à vontade às vezes é campo aberto para as altercações familiares, altercações do ambiente. E e como é familiar, a gente pensa assim: "Não, mas com família a gente fala porque ele depois vai perdoar". Porém, às vezes, é tão frequente a altercação, é tão frequente a perturbação ou é tão intensa que às vezes deixa a marca, como disse a música, diz a música do cancioneiro popular nordestino, né? O

r". Porém, às vezes, é tão frequente a altercação, é tão frequente a perturbação ou é tão intensa que às vezes deixa a marca, como disse a música, diz a música do cancioneiro popular nordestino, né? O amor deixa marcas que não dá para pagar. Esse amor que deixa as marcas é cantado na música, o amor do romance, né? o amor do apaixonamento. Esse amor também desalinhado no ódio, esse amor desalinhado nas desavenênças constantes também deixam marcas e às vezes uma palavra mais forte vai no ponto da ferida íntima do outro e aquilo fica difícil às vezes para poder, digamos, driblar, apagar e a gente vai ver na família se desintegrando a partir de situações que são corriqueiras ou que talvez não tenha tanta tanto espaço, né? Porque são discussões infrutíferas. Às vezes a pessoa fica discutindo temas que ela não vai conseguir fazer nada, o outro não vai conseguir fazer nada. E aí se fala assim no popular, resolvemos o problema do Brasil, resolvemos o problema do mundo, mas começamos a criar novos problemas íntimos com as altercações que veeram dessa suposta, né, e irônica resolução do problema do mundo, do Brasil e alheio e criando um problema na nossa intimidade familiar. Eu acho que vale a pena ler essa mensagem altercação simples, direta desses episódios diários que a Jana de Angeles nos propõe. Espero que você fique em paz e que possamos nos encontrar na próxima semana.

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