#87 • Jesus e Saúde Mental • Resignação e saúde emocional

Mansão do Caminho 23/07/2024 (há 1 ano) 35:55 4,221 visualizações 736 curtidas

Websérie | Jesus e Saúde Mental » Apresentação: Leonardo Machado » Episódio 87 - Resignação e saúde emocional

Transcrição

Será que a fé pode ajudar na ansiedade? Qual é uma das causas mais comuns da gente poder ver a ansiedade tão elevada nos tempos atuais? Essas questões têm chegado com muita frequência no nosso programa Jesus e saúde mental, de tal modo que hoje eu resolvi juntar essas questões sobre como a fé ajuda na ansiedade, a própria questão da ansiedade, em um programa em que a gente vai falar sobre resignação, pegando a ideia de um livro que acabamos de terminar sobre a temática ansiedade, felicidade e resignação, mas aqui abrindo não esse livro que ainda não está publicado, Mais uma mensagem que consta no Evangelho Segundo Espiritismo, em que o espírito Lázaro nos fala sobre obediência e resignação em uma perspectiva muito interessante que nos aprofunda a visão de como podemos entender as causas mais profundas de uma geração tão ansiosa e também podermos entender como lidar com esse tipo de ansiedade. De tempos e tempos aparecem teorias que tentam explicar o porquê de um acontecimento na área da saúde mental, na área da psiquiatria. E geralmente esses essas teorias elas acabam sendo muito verdadeiras porque elas lançam o leque, o olhar sobre um ponto e de forma didática trazem conhecimentos da academia científica para o público geral. Então temos nos preocupado muito com os níveis de ansiedade nas gerações mais diversas, especialmente naqueles que são mais jovens. E aí um livro muito interessante nos coloca sobre a geração ansiosa. E o livro, junto com os dados da ciência, vem nos mostrando que o tempo de tela, a diminuição do convívio social com o aumento do convívio virtual, do convívio inclusive individual, porque na tela nem apenas a pessoa, não apenas a pessoa tem contato virtual, mas às vezes ela tem um contato só com ela própria, porque ela fica navegando em sites, vendo conteúdos e acaba esquecendo desse contato. Isso de fato deteriora muito a saúde mental. Isso de fato impacta muito a saúde mental. No entanto, quando nós estudamos a parte da psiquiatria, nós entendemos

teúdos e acaba esquecendo desse contato. Isso de fato deteriora muito a saúde mental. Isso de fato impacta muito a saúde mental. No entanto, quando nós estudamos a parte da psiquiatria, nós entendemos que uma causa específica não consegue explicar sozinha um fenômeno psíquico. Uma causa específica consegue explicar no máximo 25% segundo os estudos de prevenção de um adoecimento psiquiátrico. Então, o aumento do número de telas não conseguiria explicar sozinho o porquê das pessoas estarem tão ansiosas, estarmos em um momento tão cheio de falta de propósitos, falta de sentido, falta de significado pra nossa existência, que nos coloca em soluções de busca por uma felicidade que é muito passageira e que nos deixa inquietos, ansiosos para tentar reter essa felicidade que, na verdade, não consegue ser retida, porque a felicidade que a gente quer reter é uma felicidade baseada apenas em alegria. E a alegria é uma emoção básica das emoções primárias, que como toda emoção, tem uma duração muito curta, especialmente as emoções básicas, porque elas muitas vezes dependem de estímulos externos. As emoções complexas, por outro lado, que nós chamamos popularmente de sentimentos, elas conseguem durar um pouco mais porque elas são mais independentes de estímulos externos. Elas conseguem ser acionadas também por nosso conteúdo psíquico, pro nosso conteúdo intelectual, porque elas são acionadas a partir de interpretação das coisas. Então, a felicidade, do ponto de vista de neurociência, não é uma emoção básica, não é sinônimo de alegria, de joy. Happiness seria a felicidade, joy, a alegria. Não é a mesma coisa, embora os estudos científicos às vezes simplifiquem porque é difícil mensurar cerebralmente as duas coisas, mas do ponto de vista de construto psicológico e do ponto de vista de construto filosófico, a felicidade ela é mais ampliada. Nesse sentido, na felicidade, nós temos sim momentos de alegria, mas a felicidade contempla um momento mais prolongado. Nós estamos felizes quando

nstruto filosófico, a felicidade ela é mais ampliada. Nesse sentido, na felicidade, nós temos sim momentos de alegria, mas a felicidade contempla um momento mais prolongado. Nós estamos felizes quando nós estamos satisfeitos. E quando nós estamos satisfeitos com a nossa vida, a gente não tem como avaliar a nossa vida imaginando que a gente vai ficar satisfeito só por causa de momentos felizes. Porque a nossa vida tem momentos de de de infortúnio, de desgraça, de dores. Então, não são momentos alegres, são momentos difíceis, momentos de angústia, momentos de tristeza que a gente passa. Mas a felicidade ela é acionada quando a gente percebe a vida como um todo e entende que do ponto de vista geral nós estamos satisfeitos apesar das dificuldades que estão como estamos encontrando no caminho. Porque a felicidade então sendo uma emoção complexa, um sentimento, ela consegue perceber que aquele infortúnio, que aquela dificuldade, ela tem uma um tempo passageiro. ela consegue perceber se a gente é espírita, que aquela e aquele infortúnio, aquela desdita, aquela desgraça, aquele sofrimento, ele pode fazer em nós uma transformação para melhor a partir da postura que a gente tenha diante dela. Então, nós ficamos felizes, embora com momento de tristeza, embora estejamos sobrecarregados. Então, uma felicidade baseada apenas em alegria é uma felicidade eufórica, uma felicidade que ganha uma característica de patologia do ponto de vista psiquiátrico ou uma patologia social, uma euforia coletiva. E a nossa felicidade acaba sendo baseada nessa busca de reter a alegria que é passageira e que não consegue. e uma felicidade que é baseada em tentar exibir algo que ainda não se tem. Então, ficamos em uma sociedade exibicionista e uma sociedade que quer tentar controlar essa alegria, reter essa alegria. Então é importante a gente ampliar e esse olhar porque senão a gente vai simplificar e pensar que o problema é a televisão, o problema é o iPhone, o Samsung, o problema é o smartphone, o

essa alegria. Então é importante a gente ampliar e esse olhar porque senão a gente vai simplificar e pensar que o problema é a televisão, o problema é o iPhone, o Samsung, o problema é o smartphone, o problema é a internet. Essas coisas, essas tecnologias, essas telas, elas de fato amplificam o problema porque elas têm um poder de multiplicação muito intenso, mas elas também podem amplificar a solução. De acordo com a nossa evolução, com a nossa maturidade espiritual, individual ou coletiva, a gente vai aprendendo a lidar com essas ferramentas do ponto de vista individual e coletivo, mas saudavelmente. Como nós não conseguimos ter essa maturidade, aparece esse instrumento em nossas vidas potencializador e acaba potencializando a desgraça, acaba potencializando, portanto, a deterioração da saúde mental, acaba potencializando a dor. Aí já começamos a perceber que a tela ela passa a ser não necessariamente a causa primária da ansiedade, mas uma potencializadora, uma causa consequência, porque a forma que a gente usa já traduz também um infortúnio oculto em nosso coração, um infortúnio oculto em nossa geração, nosso coração individual e nossa geração pensando nos corações. coletivos. Então, como a gente usa a tela, já passa a ser uma manifestação das nossas angústias pessoais. Não, a gente não quer dizer que devido a uma doença e muitos que nos assistem aqui na TV da Mansão não tem essas situações de infortúnios, doenças que não conseguem, por exemplo, colocá-la em uma atividade social porque as colocam mais num leito, porque estão passando por cânceres, por tantas situações que temporária ou um pouco mais longamente as colocam em uma situação de e dificuldade mesmo de socializar. E aí encontram na internet, encontram, por exemplo, na TV da Mansão, um grande caminho para estimularem a própria fé através dos conteúdos que são produzidos com muito zelo, com muito cuidado. Essa é uma forma saudável de podermos lidar com as nossas angústias, com através das ferramentas que nós temos. Não é isso

é através dos conteúdos que são produzidos com muito zelo, com muito cuidado. Essa é uma forma saudável de podermos lidar com as nossas angústias, com através das ferramentas que nós temos. Não é isso que a gente tá falando. A gente está falando da do inverso, quando as nossas angústias mais profundas, elas acabam sendo potencializadas pelas telas. E isso acontece não só nas gerações mais novas, como nas gerações mais antigas de idade, porque todos estamos submetidos a esse uso, digamos, descontrolado, desgovernado das telas. Para pensarmos então nas nos infortúnios, na ansiedade de uma geração, era muito importante que a ciência pudesse considerar também a desconexão que nós sentimos conosco. Essa desconexão conosco se traduz em uma desconexão social e a internet, as redes sociais que não socializam muitas vezes, a a tela, o o os dispositivos de smartphone, todos eles podem potencializar essa desconexão pessoal. Só que essa desconexão pessoal a ciência não coloca, porque a ciência virou muito materialista. E nesse materialismo, esquecendo dos pontos fundamentais estudados pela própria ciência, pelos próprios cientistas no século XIX, quando uma gama de fenômenos psíquicos eram eram aconteciam, a ciência foi esquecendo que dentro desse psiquismo existe também a manifestação da fé. Então, essa desconexão pessoal nos fala também de uma conexão com o divino. Estamos desconectados enquanto sociedade de valores mais profundos que são consequência de uma visão espiritual da vida. Quando temos uma visão espiritual da vida, mais cedo ou mais tarde, essa visão vai domando o nosso caráter e vai dominando o nosso ser. quando vai domando o nosso caráter e dominando o nosso ser, vai nos libertando porque vai nos trazendo uma conexão profunda com Deus, com o divino, conosco, com o nosso lado melhor, o nosso lado mais saudável. E mais cedo ou mais tarde, a partir das reencarnações que nós temos, a exteriorização desse bem-estar vai se traduzir nessa felicidade mais profunda, que nem sempre

melhor, o nosso lado mais saudável. E mais cedo ou mais tarde, a partir das reencarnações que nós temos, a exteriorização desse bem-estar vai se traduzir nessa felicidade mais profunda, que nem sempre é vinculada a uma alegria, a uma vida toda alegre, mas é uma felicidade, porque visa a existência espiritual, ou seja, a vida real e não apenas a existência corporal, que nós cham chamamos de vida, mas que é só um instante, é só um momento. Por isso que nos arraiais da análise de causa de fenômenos psiquiátricos, fenômenos psíquicos, a fé vem sendo surrupada, os fenômenos espirituais vem sendo esquecidos, porque isso vai fazendo também uma desconexão das pessoas. E como consequência, as ferramentas eh trazidas para a terapêutica, elas também ficam muito limitadas, embora muito interessantes, ajudam, com certeza, mas não conseguem aprofundar como poderiam fazer se ao lado dessas coisas mais corriqueiras, mais simples, nós tivéssemos a conexão com coisas mais profundas, mais intensas. Essa coisa mais profunda a gente chama num rótulo maior de fé. Em o livro Animismo e Espiritismo, Axakov vai falar dos fenômenos psíquicos daquela época do século XIX e vai dizer da consequência de uma fé moral que aqueles fenômenos deveriam colocar. Mas Allan Kardec nos trouxe isso de forma pioneira, percebendo que aqueles fenômenos não eram só para uma curiosidade intelectual. Aqueles fenômenos tinham uma consequência terapêutica de uma reconexão do ser com o divino, do ser com as suas forças mais profundas. E aí, só por isso a gente já poderia dizer como a fé ajuda na ansiedade e como também a falta de uma visão espiritual da existência, portanto, uma visão mais ampla da vida, vem também contribuindo para que desconectados dessa visão divina, nós passemos a ficar desconectados conosco e desconectados socialmente. E a tela vem sendo a grande vilã. Mas apenas é um instrumento, coitada, é apenas um instrumento potencializador das nossas perturbações, assim como pode ser um instrumento potencializador das nossas

. E a tela vem sendo a grande vilã. Mas apenas é um instrumento, coitada, é apenas um instrumento potencializador das nossas perturbações, assim como pode ser um instrumento potencializador das nossas iluminações. Nesse sentido, para podermos pensar em algo mais pragmático, para responder essas duas essas duas questões que eu coloquei, né, mas que tem sido traduzido em muitas questões no nosso programa, eu queria ler a mensagem do capítulo 9, é o ponto 8. de o Evangelho segundo o Espiritismo. Uma mensagem de Lázaro trazida em 1863, ou seja, no fugor do século XIX. A doutrina de Jesus ensina em todos os seus pontos a obediência e a resignação. Duas virtudes que são companheiras da doçura e que são muito ativas, se bem que os homens erradamente as confundem com negação do sentimento e da vontade. Porque a obediência do ponto de vista degenerado, ela vira uma submissão a favor de uma tirania. Então, muito interessante a gente pensar assim, essa ideia. Platão é quem traz a ideia de como um sistema pode ser degenerado. Então, ele fala assim: "A monarquia se degenera em uma tirania e a democracia em uma demagogia e ele vai colocar os outros tipos de reinos e como isso pode se degenerar". Então vamos pensar em um reino espiritual, né, que Jesus veio trazer em nossos corações, um reino divino que Jesus veio propor à terra. Por outro lado, Lázaro nos coloca que a resignação erradamente é vista como a negação da vontade. E ontem eu escrevia que resignadamente a resignação resiste, porque a resignação não é uma coisa passiva. Passiva é a acomodação. A resignação é uma uma postura de satisfação com a vida espiritual e não satisfação com o segundo doloroso que está passando. A acomodação ela é passiva, mas a satisfação e a resignação que estão profundamente vinculadas a uma fé espiritual, elas são ativas porque elas precisam tirar o nosso raciocínio de um momento atual e ampliar para o momento maior. Então continua Lázaro, a obediência é o consentimento da razão. A resignação é o consentimento do coração.

ue elas precisam tirar o nosso raciocínio de um momento atual e ampliar para o momento maior. Então continua Lázaro, a obediência é o consentimento da razão. A resignação é o consentimento do coração. Ambas são forças ativas. Olha que frase bonita. porquanto carregam o fardo das provações que a revolta insensata deixa cair. No final das contas, o nosso ser ainda é um ser muito inquieto, um ser muito revoltado, rebelde. E essa rebeldia tem a ver com vaidade. Essa rebeldia tem a ver com a infância, a imaturidade que nós ainda temos. E essa infância, essa imaturidade faz com que a gente imagine que sai, que nós sabemos de coisas além do que nós sabemos. Então, as provações são os fardos. Veja que imagem bonita. É como se fosse o fardo que a gente carrega no ombro, só que a revolta vinculada à vaidade, vinculada à imaturidade, de não conseguem dar força aos nossos ombros para sustentar essas provações. E aí ficamos frágeis demais porque não temos uma força ativa dentro de nós capaz de suportar nenhum tipo de incômodo. A gente tá falando de fé porque no final das contas resignação nos leva sim a uma fé e a fé nos leva a uma resignação. Mas há momentos na história em que a gente encontra pessoas que não tinham uma fé espiritual profunda, mas tinha um propósito. E esse propósito, né, de tentar, por exemplo, desenvolver a ciência e ajudar a humanidade. Esse propósito, mesmo que fosse um propósito que não vinculava Deus naquele momento, era um propósito profundo que dava um idealismo. e a pessoa tinha uma fé nesse idealismo, por exemplo. E aí essa fé no idealismo fazia com que a pessoa tivesse algum tipo de obediência. Ou seja, racionalmente eu faço uma concessão. A obediência é o consentimento da razão. Ou seja, voluntariamente eu faço uma concessão. Consentimento, unir a razão ao sentimento. Então, é o consentimento da razão. Então, eu faço algo voluntário porque eu tenho uma perspectiva de um ideal profundo posterior. Assim como a resignação é o consentimento do coração, ou seja, da emocionalidade.

consentimento da razão. Então, eu faço algo voluntário porque eu tenho uma perspectiva de um ideal profundo posterior. Assim como a resignação é o consentimento do coração, ou seja, da emocionalidade. Deixar que o coração, a emocionalidade ele, ela seja eh resistente às situações, porque afinal de contas elas estão nos dando, aquela situação está nos dando uma possibilidade de galgar outros voos para nós ou para a nossa família ou para a humanidade. Então, muito bonita essa essa essa fala que eu queria ler de novo. A obediência é o consentimento da razão. A resignação é o consentimento do coração. Forças ativas, as duas, porque carregam o fardo das provações que a revolta deixa cair. O pusilânime não pode ser resignado. Ou seja, para ter resignação, a gente tem que ter coragem. E para ter coragem nós temos que ter uma força ativa. Coragem é virtude, mas é uma coragem que não é agressiva aqui. É uma coragem que tem uma bravura moral, que tem uma resistência. O pusilânime, ele não consegue ser resignado. Por quê? Porque ele não tem coragem. Do mesmo modo, o orgulhoso e o egoísta não conseguem ser obedientes porque eles viram revoltados, porque eles acham que sabem de tudo e aí não consegue nem ser obediente, nem resignado. Jesus foi a encarnação dessas virtudes que a antiguidade material desprezava. Ele veio no momento em que a sociedade romana perecia no desfalecimento da corrupção. E os romanos são um grande exemplo de sociedade assim muito vaidosa, né? Eles são melhores, né? Os outros são bárbaros, são inferiores. Então, os romanos eles não obedeciam os outros, eles tiranizavam os outros numa num engodo de deixar alguma certa liberdade para que aquele povo, digamos assim, se autogerisse, se autogovernasse. Mas por trás estava o romano tirânico, conquistador, né? o romano da vaidade. Então, é nesse momento que Jesus vem, né? E por isso que Lázaro coloca aquela naquele momento, a sociedade desprezava essa obediência profunda. A sociedade desprezava essa resignação

omano da vaidade. Então, é nesse momento que Jesus vem, né? E por isso que Lázaro coloca aquela naquele momento, a sociedade desprezava essa obediência profunda. A sociedade desprezava essa resignação profunda que Jesus mostra, porque ou ela tinha uma postura de submissão a tirania romana, ou ela tinha uma postura de tentar enfrentar, guerrear, ou seja, a coragem da guerra, os romanos. Ele é que vendrá uma encarnação dessas duas dessas duas virtudes, né? Que não era submissão, era obediência. Daí a César o que é de César e a Deus o que é de Deus. É tão difícil entender isso, porque a gente quando interpretar isso vai logo paraa submissão e se submeter à tirania. É obediência é diferente. É tão difícil entender resignação que quando a gente pensa em resignação, a gente pensa logo em uma postura masoquista. Não, ali estava o madeiro de Jesus. E é interessante que antes dele a gente encontra Sócrates, por exemplo, também uma postura resignada que depois vai trazer uma visão históica. Os históicos derivam-se da vida de Sócrates. Não são uma escola fundada diretamente por Sócrates, mas é uma uma escola que vem dele. Então, veja o exemplo de um ser que a gente sabe no espiritismo que foi enviado direto por Jesus, que segundo Emanuel em a caminho da Luz por Sheco Xavier, um dos enviados dele que mais conseguiu obter êxito pela própria vida que viveu e mais se assemelhou. Realmente tem muitas semelhanças. por exemplo, nunca escreveu nada, como Jesus também não escreveu, né? falou abertamente ao público, são os discípulos que escrevem, morreu condenado, né, por estar, digamos assim, assediando a juventude e trazendo novos deuses. Da mesma forma como eh Jesus e da mesma forma como Jesus, as mentes perturbadas, eu já vi uma aula perturbada de um colega psiquiatra dizendo assim, eh, que Jesus era um grande louco, né, que Sócrates era um grande louco. E na verdade Sócrates teria sido um suicida e Jesus teria sido um suicida. Por quê? Porque a gente não consegue entender obediência e resignação. E Sócrates foi

, né, que Sócrates era um grande louco. E na verdade Sócrates teria sido um suicida e Jesus teria sido um suicida. Por quê? Porque a gente não consegue entender obediência e resignação. E Sócrates foi um exemplo também de uma obediência desobediente, né? que essa obediência resignada que a gente tá falando aqui, ele não obedeceu ao poder da terra, embora parece tivesse obedecido, porque ele estava obedecendo, na verdade, ao poder do espírito. Ele vai escrever, ele vai dizer no, e Platão vai trazer no diálogo Fedon. Por que o filósofo não teme a morte? Porque o filósofo é aquele que acredita que a inteligência é o patrimônio principal para obter a sabedoria. E a inteligência não conseguia ser eh totalmente vivenciada no corpo, porque o corpo seria uma certa prisão. Então a morte era uma libertação. Então quando ele aceita a morte, não é uma uma aceitar suicida, ele ele obedece aquela daia. O que é de César era condenação, mas ele na verdade obedece a um comando do divino, né? Porque ele, se ele nega ali aquele momento, se ele vai para trás, é como se ele tivesse negando toda a sua fala, porque na hora do testemunho ele dá para trás. Na hora do testemunho ele não olha esse patrimônio espiritual como um todo e pensa no patrimônio da terra. É por isso que Criton, um dos seus discípulos, tenta tenta dissuadi-lo para libertá-lo. E Sócrates vai dizer assim: "Mas você acha que eles podem matar a Sócrates?" Não, ninguém pode matar a Sócrates. Porque tu achas aí pega na roupa que isso é Sócrates, pega no corpo, achas que isso é Sócrates? Achas que isso é Sócrates? Não. Sócrates é a alma e a alma é imortal. Então, ninguém poderia subjugar Sócrates, apesar de matar o corpo em que o Sócrates estava vinculado. Esse é um tipo de obediência que necessariamente precisa de uma visão espiritual. Não tem como você entender com a uma visão materialista esse tipo de postura. Aí, se você vai pela visão materialista, você vai chamar de forma patética, como esse colega chamou. Sócrates é um

ritual. Não tem como você entender com a uma visão materialista esse tipo de postura. Aí, se você vai pela visão materialista, você vai chamar de forma patética, como esse colega chamou. Sócrates é um suicida, Sócrates era um doente mental. Jesus era um suicida, Jesus era um doente mental. Porque é uma visão limitada, porque você tem que trazer um novo paradigma. É o paradigma do espírito que traz essa visão. Veio fazer que no seio da humanidade deprimida, olha que frase interessante, brilhassem os triunfos do sacrifício e da renúncia carnal em uma sociedade deprimida. É interessante trazer esse termo que a gente tava colocando, porque outro problema não é só a ansiedade, é também o problema de quadros depressivos. Eu falei outrora, o burnout, que é um esgotamento que nada mais é do que um quadro de ansiedade e depressão vinculado a ao trabalho. Só que curioso, nesse burnout do trabalho, o tirano não é mais um empregador. Às vezes o tirano é a própria pessoa, porque nós temos visto burnout em pessoas que são autônomas, são empresárias, ou seja, não tem chefe, não tem patrão para colocar a culpa. O patrão, às vezes são as altas cifras que desejam para usufruir uma alegria na terra. E aí vem o que Lázaro fala, renúncia carnal. A renúncia carnal significa assim: "Olha, vê não só o paraíso na terra, mas a gente quer um paraíso na terra, a gente quer um paraíso hoje." E aí quando a gente entende as coisas espirituais, a gente às vezes vai para esse outro caminho oposto. Eu quero um paraíso no céu, então eu vivo martirizando a minha carne. Não é isso que Lázaro tá dizendo. Não é isso que a proposta espírita tá dizendo. é que a gente não fique subjulgado, não fique submisso ao império da carne, que não fique submisso, submisso. Então, a proposta é viver no mundo, espírita, sem ser do mundo. Uma frase que traduz muito bem esse paradigma espiritual pragmático paraa nossa encarnação. E aí vem ele muito profundo. Cada época é marcada assim como com cada época é marcada assim com o cunho da virtude

ase que traduz muito bem esse paradigma espiritual pragmático paraa nossa encarnação. E aí vem ele muito profundo. Cada época é marcada assim como com cada época é marcada assim com o cunho da virtude ou do vício que tem de salvar ou perder. A virtude da vossa geração é a atividade intelectual. Seu vício é a indiferença moral. Acho que ainda cabe muito bem pra gente, né? Cabe muito bem pra gente isso. Ainda digo apenas atividade porque o gênio se eleva de repente descobre por si só horizontes que a multidão somente mais tarde verá. Enquanto a atividade é a reunião dos esforços de todos para atingir um fim menos brilhante, mas que prova a elevação intelectual de uma época. Então é interessante, ou seja, não quer dizer que todo mundo seja igual igual. Existem pessoas que conseguem pegar aquele momento e fazer um salto de qualidade, mudar a vida, pegar a inteligência para desenvolver a fé. A gente viu no século XIX, nesse momento que a gente tá colocando aqui, cientistas que fizeram isso, né? Aqueles que encontraram o Espiritismo a partir da inteligência, encontraram hoje, quando falo do espiritismo, a realidade espiritual a partir da ciência. Então eles começaram ali um uma uma projeto de mudança perespiritual e espiritual. É isso que ele tá colocando. Submetei-vos à impulsão que vimos dar aos vossos espíritos. Obedecei a grande lei do progresso, que é a palavra da vossa geração. Ai do espírito preguiçoso, ai daquele que cerra o seu entendimento. Ai dele. Porque entre nós, que somos os guias da humanidade em marcha, lhe aplicaremos o látego e lhe submeteremos à vontade rebelde por meio da duplação do freio e da espora. E é interessante que ele vai trazer essa fala mais simbólica, porque não necessariamente é um castigo, uma punição, é um próprio freio, né? A própria depressão que a gente pensa assim na sociedade não deixa já um de ser um freio. A própria ansiedade atingindo números alarmantes não deixam de ser um freio para que a gente possa pensar o que que a gente tá fazendo?

gente pensa assim na sociedade não deixa já um de ser um freio. A própria ansiedade atingindo números alarmantes não deixam de ser um freio para que a gente possa pensar o que que a gente tá fazendo? O que que a gente tá construindo enquanto sociedade pra gente ver um um momento tão adoecido? Os números de burnout já deixam de ser um, não deixam de ser um freio. Veja, burnout é esgotamento. O esgotamento é um freio. Então esse freio é a consequência natural da nossa atividade no mundo. A vida traz um freio. A natureza traz um freio. A natureza externa ou o nosso corpo. Toda resistência orgulhosa terá de cedo ou tarde ser vencida. Bem-aventurados, no entanto, os que são brandos, porque prestarão dócil ouvido aos ensinos. Porque esse capítulo obediência e resignação está dentro dos bem-aventurados, os que são brandos e pacíficos, né? É o ponto oito. Então, me parece, amigos, que nós temos um grande roteiro, né? me parece que nós temos um grande eh arsenal psicoterapêutico na nossa codificação. Veja que a resposta dessas várias perguntas sobre ansiedade, sobre se a fé ajuda na ansiedade, se a falta de propósito espiritual pode contribuir pro aumento da ansiedade. Enfim, eu respondi baseado em um Evangelho Segundo o Espiritismo, em uma única mensagem que tem dois parágrafos. A gente precisa ler, meditar, digerir, entender, até mesmo sem nenhum tipo de repreensão, mas de reflexão profunda. Até mesmo os meios sociais, né? Essa live, né? Nesse programa, a gente vai ao encontro, vai estudar junto, mas às vezes a gente fica meio eh preguiçoso de a gente mesmo pegar o livro, ler, meditar por nós mesmos e a gente chegando nas reflexões. Então, que o programa de hoje seja uma um estímulo para que você possa parar hoje, ler novamente essa mensagem. Você que fez a pergunta, você que tem essa pergunta, você que tem um familiar que passa por essas situações, parar hoje, quando acabar o programa, lê essa mensagem. Capítulo 9. Bem-aventurados os brandos, os que são brandos e pacíf

ue tem essa pergunta, você que tem um familiar que passa por essas situações, parar hoje, quando acabar o programa, lê essa mensagem. Capítulo 9. Bem-aventurados os brandos, os que são brandos e pacíf pacíficos. Ponto oito, obediência e resignação e meditar por você mesmo nas entrãs da sua vida. Como você pode, não pensando numa resolução fácil para amanhã, mas pensando numa resolução definitiva espiritual para o depois. Porque as soluções temporárias elas vêm várias, existem várias, mas essa solução mais profunda. Então que a gente possa utilizar esses espaços para ser um estímulo para a nossa interioridade, para que a gente possa entrar em conhecimentos profundos que nos possam libertar um pouco mais, né, de teorias que mais nos aprisionam do que nos libertam. A doutrina espírita é uma grande doutrina que nos liberta. Mas para isso a gente precisa aprofundar, degustar um pouco mais essa doutrina. Que você fique em paz. Até o próximo programa.

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