#85 • Jesus e Saúde Mental • Kardec, Evangelho e Reencarnação

Mansão do Caminho 09/07/2024 (há 1 ano) 38:36 3,861 visualizações 730 curtidas

Websérie | Jesus e Saúde Mental » Apresentação: Leonardo Machado » Episódio 85 - Kardec, Evangelho e Reencarnação

Transcrição

Muito boa noite. Eu queria abrir o capítulo 3 do Evangelho de João, quando João vai narrar um encontro que um fariseu, Nicodemos, teve com Jesus. Esse encontro vai falar sobre a necessidade de nascer de novo, nascer da água e nascer do espírito para poder ver o reino de Deus. Então fica conosco para que a gente possa adebruçarmos um pouco mais sobre Jesus e saúde mental nesta noite. Havia um fariseu de nome Nicodemos que queria encontrar-se com Jesus. E essa passagem só é narrada por João no Evangelho de João. Então é interessante a gente pensar por quê? E queria compartilhar um um ensinamento que tive com o Divaldo, que ele fala em palestra, mas ele me contou essa reflexão de forma muito interessante. Provavelmente foi João que anotou, porque veja, Nicodemos foi ao encontro de Jesus. Às vezes, quando você tem pessoas importantes, Nicodemos era uma pessoa importante dentro da sociedade judaica e Jesus era uma pessoa que muitos não queriam ser vistos. Os judeus, né, os importantes da época, não queriam ser vistos com aquele galileu que tinham dúvidas sobre ele. Então, às vezes os encontros eram as escondidas à noite, e algumas pessoas só sabiam desse encontro. Então, certamente se arranjou aquele encontro, as escondidas. E como João era um dos discípulos que estava mais em contato nas intimidades, nas passagens mais ínimas de Jesus, é muito provável, provável que seja esse o motivo de só encontrarmos essa descrição no Evangelho de João. E nesse evangelho de João é como se o diálogo ele já começasse meio que na metade, né? Porque foi um diálogo a sós entre Nicodemos e Jesus. Talvez, né, João escutou ali alguma alguma ideia, porque o diálogo vai começar falando, né, sobre o que era preciso fazer para entrar no reino de Deus. Em verdade vos digo, é preciso nascer da água, é preciso nascer do espírito para entrar no reino de Deus. E aí Nicodemos não consegue entender como é que eu, sendo um homem velho, poderia entrar novamente no ventre da minha mãe para nascer de novo. E aí Jesus vai falar

pírito para entrar no reino de Deus. E aí Nicodemos não consegue entender como é que eu, sendo um homem velho, poderia entrar novamente no ventre da minha mãe para nascer de novo. E aí Jesus vai falar sobre o o vento, né? Assim como o vento sopra e nós não sabemos de onde ele veio e nem para onde ele vai, assim também é necessário nascer pela água e nascer pelo espírito. Essa é uma parte do evangelho muito importante para nós espíritas, para nós entendermos a visão espírita. Como complemento deste encontro, eu queria remeter ao programa Jesus e Saúde Mental, em que nós fizemos um panorama sobre a luta entre o espiritualismo e o materialismo, situando as pesquisas históricas sobre a mediunidade e o papel de Allan Kardec, o porquê de algumas divergências entre conteúdos. E um desses conteúdos eh que divergiam naquelas pesquisas dos pioneiros da moderna visão espiritualista, como fala Artur Conadoile, e o espiritismo sendo uma dessas modernas visões, é a reencarnação. Outro ponto é a própria questão evangélica. Ou seja, Kardec traz dois pontos que nem todos queriam. Como eram muitos cientistas, alguns queriam fazer uma nova ciência e alguns até propuseram uma nova ciência, mas queriam se desvincular de uma visão espiritual, de uma visão, digamos, religiosa, cristã. sendo que Allan Kardec situa a questão do evangelho, Allan Kardec situa a questão de Jesus. E nós vamos ver críticas em relação a Allan Kardec a isso no livro O problema do Ser, do destino e da dor, em que Leon Denis defende o mestre lonês e dizendo assim, eh, que Kardec foi muito criticado, né, por causa dessa faceta que colocou. Mas ele vai entender a lógica e ele vai defender o mestre de Lon. Então, desde o início, é curioso a gente ver isso, desde o início, Kardec foi criticado e uma dessas críticas dos seus contemporâneos foi a questão de trazer o evangelho de Jesus. Ele escreve um livro O Evangelho segundo o Espiritismo, inicialmente Imitação do Evangelho, ou seja, a ideia de trazer Jesus. Por quê? Porque no livro dos espíritos, ele vai

azer o evangelho de Jesus. Ele escreve um livro O Evangelho segundo o Espiritismo, inicialmente Imitação do Evangelho, ou seja, a ideia de trazer Jesus. Por quê? Porque no livro dos espíritos, ele vai obter a resposta de que o ser mais perfeito para servir de guia e de modelo para a humanidade era Jesus. Então, como ele tem essa resposta, ele se debruça. Além disso, como falei, ele depois de uma parte inicial de fenômeno físico, de mesa girante, das da das cestas que escreviam, ele vai para os fenômenos mais inteligentes, ou seja, da psicografia, da psicofonia. E aí ele tem um acesso a muitas mensagens e mensagens que falam de conteúdos evangélicos da boa nova, conteúdos, portanto, que eram patrimônios da religião. E ele percebe que aquela doutrina que ele estava decodificando dos imortais e codificando em em livros era uma doutrina que não cabia apenas na ciência oficial, era uma doutrina que tinha uma postura científica, como falei nesse referido programa do Jesus e saúde mental, mas era uma doutrina que tinha uma força, como ele próprio diz, na filosofia, no apelo filosófico. que dirige a razão. Mas essa esse apelo filosófico não é um apelo que fica numa dúvida eterna, é um apelo que traz respostas e que traz a necessidade de alguma crença, de algumas afirmações. Portanto, traz uma consequência moral, ética e também alguma postura religiosa no sentido de acreditar e de aceitar algum alguns postulados. Nesse sentido, muitos não entenderam. Até hoje muitos não entendem. E é interessante que quando alguém não entende, eu acho interessante quando ele vai lá e funda uma outra visão. Ou seja, eu não concordo, eu não queria que tivesse o evangelho, não queria que tivesse a parte de Jesus, a parte cristã. Então, eu tenho todo o direito de discordar e aí eu vou lá e posso fundar uma nova proposta, como aconteceu na história mais recente do espiritismo. E eu acho isso muito eh muito digno. a pessoa não foi destruir eh a doutrina espírita, né? Muito menos quis fazer um, digamos eh

nova proposta, como aconteceu na história mais recente do espiritismo. E eu acho isso muito eh muito digno. a pessoa não foi destruir eh a doutrina espírita, né? Muito menos quis fazer um, digamos eh um enxerto dentro da doutrina espírita no ecumenismo, que não é próprio no sentido de ainda eh fazermos uma misturada de tudo dentro da doutrina espírita. Se eu quero fazer uma outra visão, eu vou lá e fundo uma nova visão. Eu posso fazer isso. Nós temos a liberdade. O que eu acho interessante, portanto, em Allan Kardec, a gente poder pensar, e aí o mestre eh, na verdade, Leon Deni, ele traz essa afirmação, né? Então, a gente percebe o panorama. Um outro ponto da do panorama de Kardecia da das pessoas da época era justamente a questão da reencarnação. Então, veja que homem corajoso, Allan Kardec, e veja que mente brilhante, porque ele traz uma visão religiosa, traz ao trazer Jesus, ao trazer o espiritismo para o lado do cristianismo, trazendo uma visão cristã também. E aí é estressante a música de Leopoldo Machado, né? Pelo espiritismo mais cristianizado, pela implantação da paz e de harmonia. A nossa alegria, a nossa alegria é o bem do evangelho, vibrar e contagia da criança ao velho. Mesmo entre perigos, daremos as mãos como bons amigos, como bons cristãos. Então, é interessante a necessidade de afirmação. É porque muitos do início e ainda hoje, né, não se sentem à vontade, não querem, às vezes não gostam mesmo da visão eh religiosa, da visão cristã. E há sim uma visão, uma postura religiosa dentro da doutrina espírita, porque há essa vinculação. Então, nessa vinculação, a gente precisa se debruçar na fala de Jesus. nos evangelhos de Jesus, sendo que a postura que o espírita que segue Allan Kardec, portanto, deve ser, é uma postura que se vincula a uma abertura científica que pode tentar eh observar mais para chegar nas conclusões, uma postura filosófica que questiona, uma postura que fica no espírito que vivifica e não na lei. letra que mata. Então veja que Allan Kardec ele não se

ar eh observar mais para chegar nas conclusões, uma postura filosófica que questiona, uma postura que fica no espírito que vivifica e não na lei. letra que mata. Então veja que Allan Kardec ele não se preocupa tanto com as traduções, ele se preocupa mais é com o significado. Então, quando ele, vamos interpretar numa visão kardequiana essa esse contato de Jesus com Nicodemos, em que é preciso nascer da alma, ou melhor, preciso nascer da água e nascer pelo espírito, a gente vai ter uma visão muito interessante que é a visão da reencarnação. A grande mensagem eh reencarnatória na fala cristã é esse diálogo de Jesus com Nicodemos e que é um diálogo que aparece em João porque João teve um contato mais profundo, mais de perto. Algumas cenas provavelmente só ele viu e aí ele traz algumas dessas situações. Então o evangelho dele é chamado um evangelho místico. É um evangelho também que traz algumas afirmações que são diferentes dos evangelhos chamados sinópticos de Marcos, de Lucas e de Mateus, que é quase uma sinopse. Versões da mesma coisa. João traz essas versões, mas traz algo a mais. E perceba que João quando escreve o evangelho ou talvez os seus discípulos, ele escreve já posterior, digamos, cronologicamente, é o último evangelho a surgir. E João dá um teor místico, filosófico, né? Ele pega ali a tradição eh poética, judaica. No princípio era o verbo e o verbo era Deus e o verbo se fez carne. Coisa linda, bonita. Então essa visão de Nicodemos traz a visão da reencarnação, nascer de novo. Para algumas tradições religiosas, o nascer de novo é o batismo. Para a visão espírita, o nascer de novo pela água não é o batismo. O nascer de novo pela água é a reencarnação. A água seria simbologia, né, do que nós temos no nosso corpo. O nosso corpo é basicamente a maior parte dele formado por água, por moléculas de água. É preciso, Nicodemos, nascer da água. O nosso corpo, quando vai estar nesse processo de formação, ele é formado no útero materno envolto a um líquido, o líquido aminiótico, envolto, portanto,

de água. É preciso, Nicodemos, nascer da água. O nosso corpo, quando vai estar nesse processo de formação, ele é formado no útero materno envolto a um líquido, o líquido aminiótico, envolto, portanto, a água. Então, é preciso nascer de novo, Nicodemos, nascer de novo pela água. Como é que eu vou voltar o ventre de minha mãe? E aí vem nascer de novo pelo espírito. É uma renovação espiritual que acontece pela possibilidade de uma nova água, um novo corpo de água, ou seja, um novo corpo que tem a sua composição nessa perspectiva. É uma visão reencarnacionista. Então, Allan Kardec, pelas mensagens que teve contato, pelas interpretações que ele conseguiu fazer, ele traz esses dois pontos fundamentais. Jesus, portanto, o cristianismo para dentro do espiritismo e localiza o espiritismo como sendo uma visão cristã. E aí Leonic solidifica isso, solidifica muito bem isso e traz a mensagem reencarnacionista. E aí já tô trazendo essa passagem de Jesus, porque a ideia é pensar a reencarnação, como é que não era uma um consenso? Por que não era um consenso? Não é à toa que Gabriel Delane, que foi é filho de um amigo de Kardec, a sua mãe era médium que contribuiu com a codificação, com a codificação, ele escreve um livro fantástico, a reencarnação, né? E ele vai trazer uma série de provas históricas, assim, ele vai fazer uma enciclopédia do que os antigos falavam sobre a reencarnação. É como se ele tivesse querendo dar argumentação para comprovar o mestre lonês, né? Olha, Allan Kardec tem razão quando ele bota isso como sendo o ensino universal, porque olha aqui, ó, a universalidade desse ensinamento. Mas os pesquisadores da época, eles não acreditavam. Por exemplo, em, por exemplo, em Londres, os médiuns não traziam a comunicação sobre reencarnação, talvez por duas explicações. Primeira, a explicação que talvez tenha a ver com a o excesso de vaidade, né? A reencarnação é uma ideia que fundamentalmente precisa quebrar os preconceitos vaidosos dentro de nós. Porque com a visão reencarnacionista,

ção que talvez tenha a ver com a o excesso de vaidade, né? A reencarnação é uma ideia que fundamentalmente precisa quebrar os preconceitos vaidosos dentro de nós. Porque com a visão reencarnacionista, todos realmente estamos no mesmo barco da vida. Aliás, no barco da vida que é de água, no barco na água. Ou seja, com reencarnação todos podemos estar tudo. Isso não quer dizer que a reencarnação, a ideia da reencarnação, ela tire a as questões culturais como sendo importante para entendermos a gênese do pensamento sociológico do homem. Não quer dizer isso, porque, óbvio, quando eu estou nessa vida, por exemplo, eu estou Leonardo, enquanto Leonardo, eu reencarnei em Recife, Pernambuco, Brasil. Enquanto Leonardo, eu tenho a cultura do Nordeste na minha veia, digamos assim. Ainda bem, porque gosto. Ou seja, eu gostei tanto dessa cultura que eu quero incorporar o que há de bom nessa cultura. Apesar de ser a primeira existência minha no Nordeste reencarnado, eu adoro, sou muito grato. E a gratidão pela reencarnação em Recife faz com que eu queira incorporar no meu patrimônio espiritual. Então, a cultura não é jogada de lado, não é jogada fora com a visão reencarnacionista. Agora, com a visão reencarnacionista, a gente entende que eu estou leonardo pernambucano. Eu não sou Leonardo pernambucano. Eu sou o espírito que tenho trajetórias em outros países, em outros lugares, em outras cidades, com outros nomes, com outras possibilidades. E aí eu vou pensando no todo. Então, a reencarnação ela não exclui o entendimento das lutas sociais que as pessoas travam com as suas eh profissões, com as suas questões, com os entendimentos filosóficos, sociológicos. Ela vai dar algo a mais. E esse algo a mais é quebrar o preconceito. Quando eu estou no gênero masculino, não significa que eu espírito, sou um espírito homem. Significa que eu estou numa experiência do gênero masculino. E às vezes essa experiência do gênero masculino, ela foi eh mais comum. Então, né, a gente vai vendo algumas situações

u um espírito homem. Significa que eu estou numa experiência do gênero masculino. E às vezes essa experiência do gênero masculino, ela foi eh mais comum. Então, né, a gente vai vendo algumas situações em que a gente sabe de algumas reencarnações, em que várias reencarnações a pessoa reencarnou no gênero masculino por uma necessidade específica ou outra pessoa reencarnou no gênero feminino, mas a gente sabe de reencarnações, de pessoas que na reencarnação anterior vieram como eh o gênero feminino e depois de um tempo preparatório vieram agora como o gênero masculino. Então, a doutrina reencarnacionista, ela coloca todo mundo na mesma perspectiva, no mesmo barco, sem excluir as questões culturais tão importantes pra formação da nossa personalidade, mas colocando uma questão espiritual no bojo. Então, talvez a vaidade excessiva de alguns médiuns, a vaidade excessiva de alguns pesquisadores, né, europeus dentro da Europa, alguns países se acham mais do que os outros. Alguns países não querem ser Europa. Alguns países dizem assim, ó, falam isso. Eu já escutei de algumas pessoas de alguns países da Europa. Não, a nossa história não é a história europeia, a nossa história é a história tal. Então, a vaidade às vezes faz com que o conhecimento seja nublado, seja obscurecido. Esse é um, certamente é um ponto. E um outro ponto que vale a pena lembrar é a própria questão das formas de comunicação. As comunicações físicas elas trazem menos conteúdos de informação. Então, a preocupação da da manifestação física é sobretudo comprovar a existência do espírito, a imortalidade de uma forma mais cabal e não consegue às vezes trazer outros conteúdos. Então, se a gente pega um grupo de pesquisadores da época contemporânea de Allan Kardec, pega um grupo de médiuns de determinado país, pesquisadores de determinado país ou de determinado países que trazem esse excesso de vaidade. É natural que a ideia da reencarnação não conseguiu chegar ali. E eu acho muito bom, um livro que eu acho fantástico, né?

determinado país ou de determinado países que trazem esse excesso de vaidade. É natural que a ideia da reencarnação não conseguiu chegar ali. E eu acho muito bom, um livro que eu acho fantástico, né? Especialmente falo aqui a publicação da FEB editora, a história do moderno espiritualismo de Artur Conadol. Acho que é preciso o espírita ler para entender quem foi Kardec, os desafios desse homem, a importância, né, do espiritismo em nossas vidas e a gratidão que eu particularmente tenho em relação ao espiritismo de Allan Kardec, pela postura que ele teve, né, pela inteligência, perspicácia que ele teve de trazer esse bojo de conteúdos muito importantes, né, e muito assim, eh, encadeados numa lógica. Então, lá nesse livro, o Artur Conadol, ele vai dizer o seguinte: "Olha, essa ideia ela não há ela não é uma ideia que a gente encontre locais. A ideia da reencarnação a gente encontra muito no espiritualismo francês. Eu particularmente acredito que é uma ideia verdadeira. Embora não tenha a universalidade dos ensinamentos dos espíritos por essa perspectiva que tô falando, eu acredito, diz Artur Conandoil, porque isso traz uma ideia de fraternidade, de humanidade, de união, de amor, de perdão. Uma série de consequências que a reencarnação traz. Então, se o Espiritismo fosse o Espiritismo, digamos, só da sobrevivência do espírito, o espiritismo só da mediunidade, do efeito físico, certamente seria o espiritismo muito menos profundo, porque não teria a ideia da reencarnação e a ideia do evangelho de Jesus sobre o perdão. Porque também se só tem reencarnação na jogada, a reencarnação pode ficar como sendo um argumento para perturbação perpétua. Ah, no outra vida você me perturbou, por isso que eu tenho uma água de você e agora eu vou me vingar. ou então na outra vida eu fiz alguma coisa ruim e nessa vida eu fico me culpando. Então a ideia também eh unicamente da reencarnação, mas eh sem uma visão filosófica profunda, a ideia da reencarnação, sem uma visão evangélica de Jesus pode

isa ruim e nessa vida eu fico me culpando. Então a ideia também eh unicamente da reencarnação, mas eh sem uma visão filosófica profunda, a ideia da reencarnação, sem uma visão evangélica de Jesus pode nos trazer aberrações. a pessoa pegar a ideia reencarnacionista para dizer a seguinte questão: "Ah, você nasceu em tal local do mundo, esse local do mundo é subdesenvolvido?" É porque você é um perturbado. Eu nasci em tal local do mundo, esse local é mais evoluído, então sou evoluído. Você nasceu com um dinheiro, aí você é uma pessoa e felizarda. Você nasceu pobre, você é uma pessoa perturbada. Veja, é uma visão muito capenga da reencarnação, uma visão muito limitada, muito errada, inclusive da reencarnação. Porque já disseram isso com Jesus? O que é que pode vir de bom da Galileia? Nada, só Jesus. E da Judeia, o que é que veio? Muito pouca coisa, né? Do local mais rico da Palestina. Jesus escolhe nascer num local mais pobre, num local bem pobre, numa manjedoura, para poder nos tirar logo de cara. Já nasceu ensinando já de cara o principal ensinamento, que é o ensinamento da humildade. Então, sem Jesus, meus amigos, nós não somos nada do ponto de vista de teoria. Ficamos muito capengas porque perdemos o principal ensinamento que Jesus nos dá, que é a humildade. Com humildade a gente consegue perdoar. Com humildade a gente consegue perdoar porque a gente percebe, eita, essa encrenca podia ser eu, essa bronca fui eu, essa bronca poder poderei ser eu de novo. Então, humildade nos faz abrir caminho para outros níveis de conhecimento. Então, quando Allan Kardec coloca Jesus e os bem antenado nos benfeitores que colocaram Jesus como a a o guia e modelo, então ele é antenado, sai das manifestações físicas, vai para as manifestações essas essas manifestações outras inteligentes. As físicas também podem ser chamadas de inteligentes, mas essas outras e que trazem o conteúdo dessa forma, ele já mostra a abertura de alguém preparado, né, de um ser que realmente iluminado, né, porque um ser

também podem ser chamadas de inteligentes, mas essas outras e que trazem o conteúdo dessa forma, ele já mostra a abertura de alguém preparado, né, de um ser que realmente iluminado, né, porque um ser que consegue ter humildade de mudar. E aí eu acho que foi um dos principais cientistas que a gente pode conhecer, porque ele mudou, né? Ele não foi com esse corpo teórico todo na cabeça, ele foi lá aberto. É verdade que ele já veio em outras reencarnações, como Allan Kardec, a reencarnação de Druida, que já tinha ali o a visão espiritualista, a visão reencarnacionista, um bocado de visão, mas era de outra existência. Ou seja, ele tem a bagagem, mas ele não deixou a vaidade esconder a bagagem dele, né? matar a bagagem dele. E aí ele traz a reencarnação junto com Jesus, a reencarnação dentro do Evangelho Segundo o Espiritismo também, trazendo que o principal ensinamento da reencarnação é o ensinamento do perdão, um ensinamento do amor, um ensinamento da esperança, um ensinamento da misericórdia, um ensinamento da igualdade, um ensinamento da fraternidade. Reencarnação, sem uma visão cristã ou uma visão equivalente, vem ao encontro das castas imutáveis. Eu sou assim e venho assim. O próprio Platão no seu mito da parelha alada, que abre espaço paraa imortalidade da alma, abre espaço para reencarnação em outros mitos do livro Fedro, não necessariamente fala dessa questão da da fraternidade, etc. Há uma certa uma certa percepção de diferença de status, como se fosse imutáveis. A reencarnação não deixa um status imutável. A reencarnação traz um status ou um uma postura menos com menos status a serviço de algo. Se eu tenho algum status de inteligência, algum status social nesta existência, não é porque eu sou evoluído, é porque isso veio para eu poder evoluir, para que eu possa usar bem. Se eu tenho alguma posição sem os status da inteligência, sem os status da possibilidade financeira, isso não veio porque eu sou perturbado, isso veio para eu poder evoluir também, para eu poder ter algum

u tenho alguma posição sem os status da inteligência, sem os status da possibilidade financeira, isso não veio porque eu sou perturbado, isso veio para eu poder evoluir também, para eu poder ter algum aprendizado. Tudo que vem na minha vida enquanto reencarnacionista que somos, vem para um aprendizado, vem para o nosso bem, vem para a nossa evolução, vem para uma providência, para que essa esse nascer da água não seja um mero batismo externo, não seja uma mera reencarnação externa, mas que seja uma mudança, uma renovação interna, o nascer do espírito. Naquele período também, eu acho bem interessante lembrar, existiu e próximo ali Holdin, que foi o primeiro grande mágico, o primeiro grande ilusionista. E Holdini era profundamente eh entristecido e chateado. Ele tinha muita raiva das manifestações, dos espetáculos que aconteciam. Por quê? Porque grande parte dos espetáculos ficaram espetáculos. Allan Kardec saiu do espetáculo e entrou na profundidade da codificação, mas muitas pessoas ficaram no espetáculo. E aí no espetáculo das mesas girantes, etc. Começou a parecer muito charlatão, muito mentiroso. E Roldin teve uma importante função. Veja que coisa curiosa. O primeiro mágico, né? O grande mágico surge na mesma era, na mesma época das manifestações espirituais abundantes. E a função, grande função que ele teve, acabou tendo, foi desmascarar os charlatões. Porque às vezes a mentira faz com que todos os médiuns, né, sejam classificados como mentirosos, como charlatões, porque alguns são, né, algumas pessoas têm um charlatanismo, são mentirosos, são psicopatas às vezes que ludibriam os outros e aí às vezes essa pessoa contamina como se todos fossem assim, como se fosse tudo mentira. Então eles acabam sendo arma das trevas. Então, sem querer, Holdin, o primeiro mágico, ao desmascarar esses mentirosos, ao desmascarar esses charlatões, eles fizeram um, ele acabou fazendo um bom serviço porque ele ficava chateado, porque veja, ele perdeu a mãe e ele achava que esses e e essa

mascarar esses mentirosos, ao desmascarar esses charlatões, eles fizeram um, ele acabou fazendo um bom serviço porque ele ficava chateado, porque veja, ele perdeu a mãe e ele achava que esses e e essa mentira era muito grave. Então ele em homenagem à mãe, até por raiva, ele foi mostrando que quase tudo era ilusionismo. Ele participou inclusive das reuniões do Artur Conadoyle, porque a esposa de Artur Conadoy e e pelo menos se dizia médium, parece que em algum momento ele tem quase desmascarou, houve ali uma encrenca com Artur Conadoleil, mas eu eu acredito que a mediunidade da esposa do Artur Conadoli não era uma mediunidade que se colocasse tanto à prova como a mediunidade do Daniel Douglas Home, como da Madame Esperan. Trans, como da eh da Usap Paladino, né, como da Florence Cook, ou seja, desses médiuns mais potentes. Talvez fosse uma médio mais semiconsciente, uma médio mais consciente, mais intuitiva, enfim, não conseguiu passar pela prova do Rodini, mas o Rodinho teve uma função interessante de desmascarar o charlatanismo, né? Ao mesmo tempo, a gente percebe o seguinte, alguns médiuns se voltaram contra Kardec porque alguns médiuns queriam fama, alguns médiuns queriam dinheiro, porque olha outro ponto que Kardec traz, que eu queria enaltecer hoje. Um terceiro ponto fantástico, dai de graça o que de graça recebeste. E quando ele falar isso, ele vai falar da mediunidade. Na época os médiuns eram profissionais, os médiuns recebiam, viviam disso, recebiam dinheiro, recebiam favores demais, enfim. E Kardec vai trazer a mediunidade como sendo uma necessidade de ser gratuita. É uma ética diferente. É uma ética que até hoje também por algumas pessoas é criticada, questionada, porque a pessoa quer utilizar-se da mediunidade como uma forma de engarear recursos. Então veja que alguns médiuns e um uma delas mais famosa, né, a Madame Jafé, ela vai brigar com Allan Kardec porque ela queria os direitos autorais e talvez não tinha como, a Allan Kardec recebia várias eh informações de vários médiuns,

ma delas mais famosa, né, a Madame Jafé, ela vai brigar com Allan Kardec porque ela queria os direitos autorais e talvez não tinha como, a Allan Kardec recebia várias eh informações de vários médiuns, não tinha como dizer como ela queria dizer que era a principal médio da codificação, que tinha que ter o nome dela. Veja que o cuidado de Kardec foi trazer um pseudônimo, um novo nome, para não dizer, digamos assim, que ele tá ganhando fama como o professor Rivaio. Ele teve uma preocupação ética extrema, né, muito grande. Botou ali Allan Kardec, um pseudônimo, porque ele tava preocupado com as ideias, que ele percebeu que as ideias eram profundas. E veja que coisa curiosa, a Madame Jafé com raiva do de Allan Kardec, perturbada, né? Instrumento das trevas ela naquele momento. Ela vai ao encontro do Axakov, que eu falei aqui em outro momento, e tenta eh falar com Axakov. E o Axakov, ele, apesar de ter traduzido as obras de Kardec, né, apesar de de ser um cientista, um filósofo, eh, que se abre ao espiritualismo, e, na realidade ele nasce, né, quando você vê a vida de Akakov, ele nasce buscando entender o ser humano. Aí ele vai pra religião, pra filosofia, vai estudar tudo que você imaginar, ele estudou para tentar entender. Ele era um conde russo, foi conselheiro do quizar eh eh da Rússia, inclusive. Então ele tinha muita possibilidade de estudo e uma mente muito inteligente, né? Ele quando coloca ali a Madame Jafev fala com ele, ele fica a favor, né? Então é como se fosse uma intriga. Ele fica a favor da Madame Jafé e vai escrever inclusive contra Allan Kardec, apesar de ter eh do apesar de ter traduzido as obras de Kardec vai dizer assim: "Olha, a reencarnação não é um conteúdo universal aprendido pelos bem pelos espíritos". a gente não escuta falar disso nas nas grandes manifestações de efeito físico. E para ele as manifestações de efeito físico, materialização e outras eram manifestações comprobatórias. Então, como não tinha essa e essa essa manifestação lá da reencarnação,

ações de efeito físico. E para ele as manifestações de efeito físico, materialização e outras eram manifestações comprobatórias. Então, como não tinha essa e essa essa manifestação lá da reencarnação, ele diz que não é. Felizmente, ele no final da vida dele, ele não só se torna espiritualista, mas se torna espírita. Ele se torna espírita e ele também tem uma grande importância, como eu falei, do animismo e espiritismo, porque ele combate as ideias de que tudo era charlatanismo, né? Porque veja, Holdini acaba dizendo que tudo é charlatanismo e desmascaram vários charlatões. E foi importante pro Espiritismo, para Allan Kardec, para nós, para não ficarmos descredibilizados e só persistir aquilo que era realmente com credibilidade. Eh, foi importante o o Axakov, porque ele ao combater que tudo era animismo, como o Hartman, um filósofo do Inconsente, dizia, e dizer que existia a questão espírita, ele também foi importante nessa perspectiva. Mas apesar de todos esses terem a sua importância, eles também acabaram não acreditando na reencarnação. Porque a reencarnação, meus amigos, ela vai na ferida da nossa vaidade, ela vai no dedo do nosso orgulho, ela vai no dedo da transformação social e espiritual que tanto precisamos. E para isso acontecer, ela precisa vir vinculada a uma ideia cristã. A gente pode ter essa ideia cristã com outras denominações, outras pessoas, outras doutrinas são reencarnacionistas e não são cristãs e consegu ter a ideia de fraternidade. Mas com a visão cristã associada à visão reencarnacionista. E nós espíritas temos um porquê filosófico religioso para crer na reencarnação. Nós temos uma um cabedal de informações fundamentais para podermos dar um novo passo. A Madame Jaafé Médium acaba também se perturbando contra Kardec. Daniel Douglas Rome, um grande médium, apesar de ter várias faculdades mediúnicas, também não acreditava na reencarnação. Então, a gente fica pensando no na importância de Allan Kardec para as nossas vidas, já que nós somos espíritas, já que nós acreditamos nesse

uldades mediúnicas, também não acreditava na reencarnação. Então, a gente fica pensando no na importância de Allan Kardec para as nossas vidas, já que nós somos espíritas, já que nós acreditamos nesse conjunto de doutrina no livro dos espíritos, que consegue ser bastante encaixado em todas as suas visões. uma complementando a outra, graças a esse homem fundamental que conseguiu unir a postura científica, filosófica, religiosa. E esses pontos que nós trouxemos na noite de hoje fundamentais para podermos encontrar um pouco mais de saúde mental. Então, Ave Allan Kardec, graças a Deus que você existiu para poder codificar essa doutrina que nos dá uma visão tão ampla. E desde o início esse codificador sofreu ataques, incompreensões. Ainda bem que existiram um Leon, um Gabriel Delan, um Camille Flamaron, para poderem entender em profundidade o que Allan Kardec estava dizendo e serem responsáveis para podermos ter um legado dessa doutrina em nossas vidas, uma sobrevivente de um período que em que o materialismo, infelizmente, ganhou muitas batalhas, mas o espiritismo, como um paladino, vem resistindo E graças a Deus que médiuns modernos colocaram sim a vivência cristã em suas vidas para que a obra cardequiana tivesse um peso não só para a lógica, mas para a vivência. Graças a Deus que existiu um Chico Xavier. Graças a Deus que existiu um Divaldo Franco e que existe um Divaldo Franco para podermos ver o peso dessa doutrina na concretização do amor que modifica vidas a partir de obras, a partir de concretude. E aí nascemos não só da água, mas nascemos do espírito, espíritos renovados que devemos ser. Muita paz para você,

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