#74 • Jesus e Saúde Mental • Estoicismo e Cristianismo (parte 6)
Websérie | Jesus e Saúde Mental » Episódio 74: Estoicismo e Cristianismo (parte 6) » Apresentação: Leonardo Machado
Muito boa noite. Nós temos feito em Jesus e saúde mental reflexões em torno do estoicismo, fazendo links com o cristianismo, abrindo o livro Manual de Epicteto, essa grande figura histórica, que foi escravo e que se tornou um grande exemplo dos históicos, de uma vida digna, de uma vida que vale a pena ser vivida, como falavam os históricos e os filósofos. No livro de Epiteto existe uma série de sugestões, de recomendações que o próprio filósofo, ex-escravo, tentava e vivenciava no seu dia a dia. E ali há uma reunião, né, dos seus discípulos de conversas, de diálogos, de princípios que arito dizia. Então é muito interessante porque nós abrimos um manual filosófico, só que uma filosofia pouco especulativa, ou seja, pouco falando apenas de coisas etéreas, mas uma filosofia prática, uma filosofia de vida, portanto, muito parecido com o que nós encontramos dentro do cristianismo, dos evangelhos de Jesus e também das epístolas, muito parecida também com algumas reflexões que encontramos. Estamos dentro do Espiritismo, notadamente em o Evangelho Segundo Espiritismo. Então eu convido você para que a gente possa ficar mais uma vez junto juntos nesse conteúdo sobre estoicismo e cristianismo. Muito bem, vamos nos utilizar mais uma vez de alguns slides para que a gente possa extrair trechos do estoicismo, do mandal deecteto e trechos eh da boa nova, trechos de livros espíritas. Neste sexto encontro sobre estoicismo e cristianismo, eh nós vamos nos focar, ser um pouco mais breves, porque queremos nos focar em dois pontos específicos, que embora possam parecer já falados, né, batidos, são muito interessantes da gente pensar como um exercício contínuo e é interessante encontrar o que Epicteto recomendava sobre esses aspectos. Então, no ponto 31 do manual de Epiteto, o filósofo vai dizer o seguinte: "No tocante à devoção religiosa relativamente aos deuses, saiba que o principal é ter acerca deles concepções corretas, como crer em sua existência, que realizam a regência de todas as coisas para o bem e com
nte à devoção religiosa relativamente aos deuses, saiba que o principal é ter acerca deles concepções corretas, como crer em sua existência, que realizam a regência de todas as coisas para o bem e com justiça." Desse modo, te dispondo a obedecê-los e a te submeter a todos os acontecimentos. e os acatando de boa vontade na crença de que tudo está sendo realizado pela melhor das inteligências. Complementa ele. Com efeito, graças a essa atitude, nunca acusarás os deuses, nem os reprovarás por serem negligentes contigo. No tocante as libações, sacrifícios e oferendas das primícias, é adequado agir de acordo com os costumes de cada país, fazendo com pureza, de uma maneira que exclua a negligência e a indiferença e não fazê-lo mesquinhamente. nem além dos nossos recursos. Parece simplória esta recomendação, mas é extremamente profunda e lembra muito o que Jesus veio dizer ao colocar que não vinha destruir a lei, mas dar-lhe cumprimento, né, e desdobramento. Porque vejamos no estoicismo a visão que Epit defendeu durante toda a sua existência. e que na realidade antes de conhecer o estoicismo, ele defendia vivendo como um escravo de uma vida muito digna. E depois que sai e tem mais contato com a leitura, tudo mais, ele encontra, né, os princípios socráticos, se encanta com os princípios socráticos. Mais de uma vez, Epictecto ele cita Sócrates, a postura de Sócrates como exemplo filosófico a ser seguido, mas também ele tem toma contato do estoicismo, né, que vinha com força naquele momento. E ali ele eh ele se torna, digamos assim, ele se converte, ele se transforma, digamos, de um cidadão comum que na Grécia tinha um contato com a mitologia grega, portanto, a religião vigente, o sistema simbólico religioso da época, o sistema simbólico que dava tanto uma questão de fé, mas também uma questão de vida. O simbolismo da mitologia servia para explicar as coisas da vida, servia para dar um sentido à existência. Então tem um duplo significado, um significado da fé, mas também um significado prático
vida. O simbolismo da mitologia servia para explicar as coisas da vida, servia para dar um sentido à existência. Então tem um duplo significado, um significado da fé, mas também um significado prático para que as pessoas pudessem encontrar respostas. De certa forma, foi um sistema de respostas que os gregos conseguem construir a partir eh de uma tradição muito aprofundada. No entanto, quando começa a surgir a filosofia, é natural que os gregos comecem a ter uma outra referência um pouco mais aprofundada. E é provável que a mitologia acabe ali saindo de uma instância de uma fé mais profunda, de uma fé, digamos assim, que não raciocinava tanto também, né? quando fala mais profunda, mais arraigada num comportamento de uma crença que não eh pensa de uma forma tão racional eh as coisas da vida. E quando a filosofia ela se coloca no mundo grego e, portanto, no mundo, ela começa a trazer uma outra forma de pensar que não era só uma forma simbólica. E, portanto, ela começa a se aliar não apenas uma fé sentida, mas uma fé que se assemelha a uma questão eh espírita, uma fé raciocinada. Quando encontramos os livros de Sócrates, nós vamos vê-lo falando sobre o Deus, sobre o diamond. Vamos ver Sócrates falando sobre a inteligência ordenadora, que seria Deus. Então, perceba que continua ali a fé, que na metodologia era uma fé mais arraigada, eh, portanto, mais emoção, mais sentimento, mais sentir. E em Sócrates, nós encontramos uma quinta essência, né, uma, podemos dizer assim, uma evolução desse pensamento religioso, desse pensamento de fé. Então, não é mais uma fé que apenas sente, mas é uma fé que constrói um pensamento racional, abstrato, portanto, eh também em relação eh a essa febre. Quando eu falo abstrato, porque a mitologia não deixa de ser um pensamento. Quando você vai lá criar explicações eh para a as os fatos da vida a partir da existência de deuses, você tá dando um conteúdo eh digamos de pensamento, um conteúdo racional, uma narrativa. No entanto, a explicação da mitologia
plicações eh para a as os fatos da vida a partir da existência de deuses, você tá dando um conteúdo eh digamos de pensamento, um conteúdo racional, uma narrativa. No entanto, a explicação da mitologia era uma uma explicação concreta. acontecia tal ou qual coisa por causa da ira específica de um deus tal, um deus x, né? Ele enamorava-se de uma deusa ou de um deus Y e ali eles tinham filhos tal ou qual, ou seja, era uma visão muito concreta. E, portanto, se formos tomar ao pé da letra uma explicação tanto quanto simplória, porque não era abstrata, não era eh conceitual, né? Na visão filosófica de Sócrates, ele vai aprofundar, ele vai trazer uma abstração. Deus não é mais uma figura humana, ele vai contra o isomorfismo humano e divino, dizendo que eh a essência da divindade é totalmente diferente daquilo que nós conhecemos. E ele vai sinalizar, ele vai colocar na essência da divindade a inteligência que ordena, a inteligência que traz harmonia ao universo, o logós, o cosmos. Nesse sentido, a partir dessa tradição, eh, a gente pode encontrar ali, certamente em Sócrates, uma harmonização entre a fé, digamos, mais inata relacionada à mitologia e à religião mitológica, com uma harmonização com a razão, porque diferentemente de outros eh da época, por exemplo, os sofistas que vinham eh digamos destruir de certa forma as tradições religiosas e quase todas as tradições, colocando que elas seriam meras formalidades, meras convenções, assim como as virtudes, o amor, a justiça, seriam apenas convenções sociais. Sócrates, ele vai trazer, né, com a filosofia a visão de que essas coisas, amor, justiça, virtude, elas têm uma existência na natureza. Então ele traz o rudimento da visão das leis morais que nós temos aí dentro da visão espiritista. Ele vai trazer um rudimento, um uma um germe eh do evangelho de Jesus como um todo, como tendo uma existência para além de um convencionalismo humano, tendo uma existência divina e que nós vamos captando reflexos. Dessa mesma forma, Sócrates também não vai dizer que a
s como um todo, como tendo uma existência para além de um convencionalismo humano, tendo uma existência divina e que nós vamos captando reflexos. Dessa mesma forma, Sócrates também não vai dizer que a visão do divino é uma é uma mera convenção, uma mera criação do homem. Ao contrário, ele vai falar dessa existência real, né, que seu discípulo Platão Direto consegue traduzir na visão do eidos, na visão da forma eh eidética que existe, que preexiste e sobrevive, que dá a formatação do mundo. Ele vai, portanto, trazer uma visão que transcende a religião. mais diferentemente dos sofistas, que de certa forma eh destróem, né, com essa perspectiva, de certa forma, os primeiros filósofos que são físicis, que estudam mais a natureza e às vezes também com a explicação física vão eh digamos não conciliar tanto, ele traz uma outra perspectiva. Então, Sócrates, como sendo a principal influência que vai desdobrar a existência do estoicismo, ensina uma postura, uma postura de ter uma visão diferenciada, mas ao mesmo tempo ele eh não quebra, não arrasa com as tradições totais, apesar de ter sido condenado por, digamos, assim, contradizer e subverter a tradição, né, e corromper a juventude. Mas a sua atitude é uma atitude pacífica, mas questionadora. Não vamos encontrar Sócrates eh incitando guerras. Não vamos encontrar Sócrates incintando violência para com as tradições. E esse espírito socrático que acaba se desenvolvendo em algumas disciplinas filosóficas depois eh do platonismo, digamos assim, vai também influenciar a base do estoicismo. vale a pena eh frisar que o que os filósofos, né, que são pré-socráticos, alguns viviam mais ou menos contemporâneos a Sócrates. Então, pré-socrático não é apenas uma questão de de período de tempo, mas é uma questão de concepção. os filósofos pressocráticos, é importante eu eh reforçar e frisar, muitos deles, como quase todos os gregos da época, eles tinham uma visão do divino, certo? Só que era uma visão diferente, era como se fosse ali o homem atual, vamos pensar o
eu eh reforçar e frisar, muitos deles, como quase todos os gregos da época, eles tinham uma visão do divino, certo? Só que era uma visão diferente, era como se fosse ali o homem atual, vamos pensar o homem atual de ciência, que tem também uma visão religiosa. É como se fossem dois departamentos da sua cabeça, dois departamentos do teu do seu ser, que não podem dialogar. E aí é um conflito muito grande. Às vezes, às vezes o homem acaba abandonando a religião em nome da ciência ou às vezes vai abandonando a ciência em nome da religião. O que eu quero dizer dessa conciliação é que Sócrates é pioneiro, né, um dos grandes pioneiros eh de poder conciliar. não é o único. Não é o único. Nós podemos ver aí Pitágoras, essa outra figura também de conciliação entre essas duas visões. Mas Sócrates a gente tem mais eh contato sobre a vida dele, porque, né, você tem aí vários discípulos eh deles que escreveram sobre sobre ele, pessoas também que não gostavam muito de Sócrates, escreveram o contrário a Sócrates. Então, é uma figura que a gente tem mais elementos históricos para poder ali colocar como um pioneiro nessa eh nessa religação entre um pensamento mais racional, científico, filosófico, a filosofia como o princípio científico do mundo e o pensamento mais religioso da fé. E essa postura que a gente vê na fala aí de epiteto. Então, precisei fazer todo esse preâmbulo que ao longo de Jesus e saúde mental a gente colocou. Especialmente aqui me recordando sobre a a nossa nosso episódio em que falamos sobre o evangelho de João, o evangelista. Portanto, a gente faz essa recapitulação para entendermos essa fala de picteto. Olha, ele tinha uma visão diferente enquanto histórico. Ele tinha uma visão, né, de que eh existia um panteísmo. Deus era você, era eu, né? éramos todos nós, como nós colocamos no início, no primeiro programa, do estoicismo e cristianismo. Portanto, é diferente, é uma visão diferente eh dos deuses, não é uma visão que vai eh que concilia, que acredita na mitologia
colocamos no início, no primeiro programa, do estoicismo e cristianismo. Portanto, é diferente, é uma visão diferente eh dos deuses, não é uma visão que vai eh que concilia, que acredita na mitologia grega de forma alguma. uma visão, portanto, nova, uma visão gêneres. No entanto, ele coloca, olha, você no tocante devoção religiosa, especificamente em relação aos deuses, não a visão religiosa. Se você tem uma visão religiosa histórica, ótimo, segue aí. Mas se você tem uma visão religiosa ligada aos deuses da mitologia, o principal é você ter a concepção correta. Não importa se você é um históico ou se você acredita na mitologia grega, o importante é que você encontre a concepção correta. E qual é a concepção correta nesta visão de Epicteto? seria a visão de que tanto os deuses quanto o deus, o panteísmo, o grande todo, eles concebem as coisas do mundo para um bem maior com justiça. Seja, não importa qual seja a tua visão, uma visão mais concreta, mitológica, uma visão mais abstrata, panteísta, o importante é que você perceba que as coisas que acontecem na tua vida e na história, no mundo, vão acontecer para um bem maior, mesmo que a gente não consiga entender eh a princípio dessa forma, dispõe-te a obedecê-las. Então, aí uma obediência. Essa obediência parece quase eh contraditória com a postura questionadora do filósofo, mas é uma postura contraditória, entre aspas. Por quê? Porque a obediência ela vem como sinônimo de uma não violência. É mais ou menos o que gane, né? Acho que dessa figura mais moderna que a gente mais consegue encontrar foi o que G fez. Desobedece as questões civis, mas sem destruir, sem uma guerra, sem uma com uma não violência. A gente encontra ali Jonas Dark também liderando um exército, mas conseguindo vencer uma guerra sem guerrear, uma batalha sem guerrear, né? A guerra dos 100 dias em trazer uma paz. a gente consegue encontrar figuras no mundo que fazem uma desobediência, mas sem a eh a desobediência civil, sem a guerra. Então, seria uma certa forma de
né? A guerra dos 100 dias em trazer uma paz. a gente consegue encontrar figuras no mundo que fazem uma desobediência, mas sem a eh a desobediência civil, sem a guerra. Então, seria uma certa forma de obediência mais profunda, de submissão, né, questionadora. Parece contraditório porque a nossa visão é muito 880, é muito assim, guerra ou paz. Jesus vem dizer, não imaginem que eu vim trazer a paz, eu vm trazer a guerra. Mas não era guerra física, não era uma guerra da cruzada que ele propunha, era porque a concepção mais profunda transcendia a cultura do momento. E como a concepção mais profunda transcendia a cultura do momento, era natural que houvesse uma resistência da cultura do momento, do pai, da mãe, da família, dos dos iguais, porque a pessoa está transcendendo. Então, existe um nível de guerra aí, mas é uma guerra de concepção e sobretudo uma guerra vivenciada no campo de batalha da intimidade, da mudança interior. É a guerra que fundamentalmente o bagava daagita do hinduísmo propõe a guerra entre o nosso lado viciado e o nosso lado luz, entre as trevas e as luzes internas, né? para podermos construir uma nova personalidade. Graças a a essa atitude, nunca acusarás os deuses, nem reprovarás por serem negligente contigo. Aí ele vai ser mais específico. Olha, no tocante as libações, sacrifícios, oferendas, ou seja, as questões que no estoicismos a gente não encontra, que nos filósofos nós não encontramos, né? Mas ele tá falando pro povo comum com uma certa compaixão. Ele fala assim: "Olha, é adequado que é cada um viva de acordo com os costumes do seu país". Veja que coisa curiosa. Ele questiona o tempo todo. Ele propõe uma nova ordem, que é assim que acontece com o estoicismo, mas uma ordem que vai, digamos assim, não propor uma guerra externa, uma guerra interna. E ao mesmo tempo é como se tivesse paciência com as criaturas, né? Cada um tem o seu momento de uma mudança mais radical. Então se você ainda tá vinculado a esse tipo de visão, faz. Agora, faz de uma maneira pura, ou seja,
o se tivesse paciência com as criaturas, né? Cada um tem o seu momento de uma mudança mais radical. Então se você ainda tá vinculado a esse tipo de visão, faz. Agora, faz de uma maneira pura, ou seja, de uma maneira que exclua a negligência, a indiferência. Não faz apenas por um ritual, apenas por uma obrigação. Faz com gosto, faz com vontade, faz com fé. Faz com fé, porque a fé, então, ela acaba sendo algo com pureza nesse sentido, sem mesquinharia e também não faz além dos teus recursos. fantástico conciliar essa visão de Epicteto, socrática, filosófica, com o que Jesus vem trazer de uma forma mais profunda ainda e ainda mais revolucionária, sem ser, digamos assim, eh, em prol da guerra. De fato, não pensei que eu vi revogar a lei ou os profetas. Eu não vi revogá-los, mas dar-lhe cumprimento, porque em verdade vos digo, até que passem o céu e a terra, não será omitido nenhum só nem uma só vírgula da lei sem que tudo seja realizado. Com efeito, eu vos asseguro que a vossa justiça eh se a vossa justiça eh não ultrapassar a dos escribas e dos fariseus, vocês não entrarão no reino dos céus. Percebe? É preciso sim que a nossa justiça, a justiça daquela visão nova que ele tá trazendo ultrapasse, transcenda os costumes da época, mesmo que sejam os costumes, digamos, sacrossantos de uma visão religiosa judaica, é preciso transcender, mas de uma forma não violenta, de uma forma que seja mudando interiormente, sendo a mudança no mundo. Então a gente não vê Jesus pegando a espada. Ao contrário, Pedrobainha a tua espada no Gusanimame, quando ele tá na no auge ali da transição para o martírio final, ele não vai trazer uma resistência pela espada, porque com que com aquele que com a espada fere, com a espada será ferido, diz Jesus a Pedro. Então, é uma visão muito aprofundada, muito aprofundada. E até hoje, né, a gente tem muita dificuldade de entender. Mesmo os espíritas quando vão entender reencarnação, lei de causa e efeito, às vezes logo vão trazer assim, olho por olho, dente por dente, né? é quase uma
, a gente tem muita dificuldade de entender. Mesmo os espíritas quando vão entender reencarnação, lei de causa e efeito, às vezes logo vão trazer assim, olho por olho, dente por dente, né? é quase uma lei de italiano, avessas, mas a lei de Jesus, né, que veio demonstrar a lei de Deus, essa verdade natural, é uma lei bem mais profunda que consegue conciliar, né, as duas coisas. Aí vem Epicteto, outra forma, digamos assim, eh que era curioso o que acontecia na época. As pessoas tinham a mitologia e tinham também os oráculos. Os oráculos eram basicamente eh locais onde aconteciam reuniões que eram basicamente reuniões mediúnicas, onde existiam ali as pitonisas, né, geralmente mulheres, que eram para médiuns que traziam ali revelações. Essas revelações às vezes eram manifestações anímicas transcendentes, porque transcendiam uma questão racional. Às vezes eram manifestações anímicas da Ponisa, que trazia ali a sua sabedoria de vida. E muitas vezes também eram manifestações mediúnicas de fato, ou seja, espíritos que se comunicavam. Sócrates vai, o oráculo mais famoso é o oráculo de Delfos. Vários deuses, vários reis, na verdade, recorriam aos oráculos porque eles queriam fazer contato, como eles pensavam com os deuses, né, e saber se iam para uma guerra ou não. O problema não era ir atrás da informação, o problema era interpretar a informação, né? Muitas vezes as interpretações dos reis e dos soberanos é que foram equivocadas. Sócrates foi para uma saiu poucas vezes de Athemas e aquilo que eu falei, olha, Picteto recorrendo à postura socrática para saber como lidar com isso. Então Sócrates, ele ele vai lá a ao oráculo de Delfos, ao templo do deus Apolo, em em poucos momentos que sai de de Atenas. E ele vai, epiteto vai recorrer à postura que Sócrates teve diante desse oráculo. Olha, quando você recorrer a um oráculo, eh, faz da forma que Sócrates fez, ou seja, da forma que Sócrates achava que se dizia faz, que se devia fazê-lo. Ou seja, nessas ocasiões em que toda a busca diz respeito ao resultado,
r a um oráculo, eh, faz da forma que Sócrates fez, ou seja, da forma que Sócrates achava que se dizia faz, que se devia fazê-lo. Ou seja, nessas ocasiões em que toda a busca diz respeito ao resultado, a busca que você tá fazendo para ter um contato mediúnico, sendo mais explícito na visão espírita, deve visar a finalidade de um resultado e não a curiosidade apenas, porque muitas vezes nós fazemos isso. Vemos, por exemplo, um romance mediúnico apenas como se fosse uma novela, ou seja, vendo a curiosidade e não entendendo a finalidade maior. grande parte da finalidade dos romances de Emanuel ou dos romances do Víctor Hugo pelo Divaldo Franco, pela Zilda Gama ou os romances de Charles pela eh Ivone da Morar Pereira ou de Bezerra de Menezes pela Ivone da Maral Pereira são romances que não é pra gente ficar na curiosidade narrativa apenas, é para entender a finalidade, o resultado, entender a trajetória especialmente dos personagens, a trajetória da superação e a trajetória também de quedas daqueles que ficam ficaram pelo caminho pra gente ter um alerta, um aprendizado. Essa é a finalidade maior quando temos alguma possibilidade de contato eh mediúnico. E também outra coisa, a gente precisa não terceirizar tudo para que os benfeitores eh respondam. A gente precisa o quê? usar da nossa razão, mas chega às vezes um limite que nossa razão não consegue encontrar meios para descobrir o que se quer saber ou o que se deve saber. E aí vem a mediunidade intuitiva, abrir porta para a intuição, abrir porta para o conhecimento que vem a partir dos sonhos, que podem ser revelações anímicas da nossa própria alma, mas podem ser também contatos mediúnicos de desdobramentos, de mensagens que ficam não necessariamente no sonho que você teve esta noite, mas às vezes, tá, eh, você sonhou isso em outros momentos, mas depois que acordou hoje é que veio como uma ideia. Muitos dos sonhos que são reveladores de questões espirituais, eles não vêm necessariamente com a narrativa, a história, o diálogo que você fez no
as depois que acordou hoje é que veio como uma ideia. Muitos dos sonhos que são reveladores de questões espirituais, eles não vêm necessariamente com a narrativa, a história, o diálogo que você fez no desdobramento, que às vezes a mediunidade para isso precisava ser mais apurada, mais desenvolvida ou mais profunda. Muitas vezes vem como uma ideia, né, que vem como uma total revelação, total clareza. Eh, e às vezes não é logo quando você acorda, é ao longo do dia. Então, não necessariamente eh, a gente vai ver a narrativa como um todo, e sim o resultado que a ideia, certo? Pois bem, Sócrates e outros fizeram isso. Então é muito interessante também porque a gente pode pensar que a nossa razão, veja bem, que a nossa razão ela vai prescindir do contato mediúnico. Aí ficamos racionalistas demais, racionalizando demais. Não, não é essa a visão espírita e nem parece ser a visão histórica e nem parece ser a visão socrática. E nem parece ser a visão do evangelho. Por quê? Porque se fosse assim, pra gente ficar recorrendo só a nossa razão, seria uma certa vaidade, como se a gente soubesse de tudo. E o contato com os benfeitores não deixa de ser uma postura de humildade. Quando a gente pede assim: "Pedi e obtereis, buscai e achareis, batei e abre-se vos há". Hum. Falando da oração, a oração não deixa de ser uma busca para um contato com a divindade ou contato com os benfeitores para podermos nos inspirar, transcender o conhecimento racional. Então aí está embutida uma postura de humildade. Uma postura de humildade que pede e uma postura de humildade que sabe receber a informação qualquer que seja que venha. quando fala qualquer que seja, que venha no sentido positivo e que não apenas a gente receba aquilo que nos é conveniente. Vamos ver lá o evangelho na primeira epístola de João. Amados, não acrediteis em qualquer espírito. Então, se ele falar isso, ele quer dizer que, olha, pode sim acreditar, pode sim utilizar desse recurso. Ele chama atenção para não acreditar em qualquer
. Amados, não acrediteis em qualquer espírito. Então, se ele falar isso, ele quer dizer que, olha, pode sim acreditar, pode sim utilizar desse recurso. Ele chama atenção para não acreditar em qualquer espírito, mas examinaris primeiro se esses espíritos são de Deus. Pois muitos falsos profetas vieram ao mundo. Da mesma forma que existem os falsos profetas encarnados que vieram ao mundo, existem os falsos profetas desencarnados, como vai chamar atenção Allan Kardec. Só que os desencarnados nós não estamos observando com total clareza aqueles que não somos médiuns eh clarevidentes, médiuns mais ostensivos nesses aspectos. E mesmo os que são ostensivos, às vezes são, tem uma clara evidência, mas não tem ainda a educação eh necessária, mediúnica ou e ou moral para identificar. Então, mesmo assim, a gente tem que ver o efeito. Guardai-vos, diz aí Mateus, dos falsos profetas, que vem a vós disfaçados de ovelhas, mas por dentro são lobos ferozes. Pelos seus frutos os reconhecereis. Por acaso colem-se uvas de espinheiros ou figos de carbos? É pelo fruto, portanto, que vocês irão reconhecer. Então aí veja a frase de Epicteto nas ocasiões em que toda busca diz respeito ao resultado, não fica vinculado apenas a à forma de como veio essa comunicação com o oráculo, com o médium, como veio essa mensagem, mas ao conteúdo e a consequência desse conteúdo, porque às vezes o conteúdo é muito racionalmente bonito, mas nas entrelinhas passa algo perigoso. E aí vem o resultado não só eh cognitivo, racional, mas o resultado moral, espiritual, como a gente fica e como os outros vão ficar. Então, arremata muito bem Allan Kardec no capítulo 21, no ponto 7 de O Evangelho Segundo o Espiritismo. O Espiritismo revela outra categoria bem mais perigosa de falsos Cristos e de falsos profetas que se encontram não entre os homens, mas entre os desencarnados. a dos espíritos enganadores, hipócritas, orgulhosos e pseudossábios, que passaram da terra para a erraticidade e tomam nomes venerandos para sobrenome sobre
ntre os homens, mas entre os desencarnados. a dos espíritos enganadores, hipócritas, orgulhosos e pseudossábios, que passaram da terra para a erraticidade e tomam nomes venerandos para sobrenome sobre máscaras de que se encobrem facilitarem a aceitação das mais singulares e absurdas ideias. Então, no final das contas, com a visão espiritista, com a visão estóica, com a visão dos evangelhos, das epístolas, a gente vai encontrando uma harmonia até nessa questão prática da nossa relação com a cultura e da nossa relação com a espiritualidade. Eu espero que você fique bem e até o nosso próximo encontro. เ
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