#69 • Jesus e Saúde Mental • Estoicismo e Cristianismo (parte 3)
Websérie | Jesus e Saúde Mental » Episódio 69: Estoicismo e Cristianismo (parte 3) » Apresentação: Leonardo Machado
Estoicismo, cristianismo espiritismo. Três forças que se convergem em muitos pontos e que estão sendo debatidas, esmiuçadas nesse programa Jesus e Saúde Mental. Hoje eu quero convidar você para continuar conosco, para que a gente possa abrir mais uma vez manual de Epicteto, abrir também 50 anos depois, abrir também o evangelho de Jesus para que possamos fazer uma síntese de vários pontos práticos muito importantes para podermos viver melhor. Fica conosco mais uma vez. Eu queria lembrá-los que além do manual de picteto, nós nós estamos fazendo nesse Jesus saúde mental dois outros momentos. Estamos fazendo perguntas e respostas que vocês podem enviar as suas questões diretamente no meu Instagram, né, Léo Machado Espírita. Então, manda lá um direct, pergunta. De vez em quando no próprio Instagram eu abro caixa de perguntas para que vocês possam fazer. Às vezes a gente responde lá no próprio Instagram, mas muit dessas respostas nós fazemos aqui no programa Jesus e Saúde Mental para a plataforma da Mansão do Caminho no YouTube e também que fica no Espiritismo Play. Além disso, uma vez por mês, eu e o amigo Sérgio Lopes, também palestrante espírita, profissionalmente também psiquiatra e psicoterapeuta, temos nos debruçado, ano passado nos debruçamos sobre o Código do Monte, as virtudes, eh, a partir da visão do Sermão do Monte. E nesse ano nós estamos eh fazendo uma série de reflexões sobre as leis morais do do espiritismo, né? As leis morais da vida. Então, na terceira parte de o livro dos espíritos, Allan Kardec traz as leis morais e o Sérgio Lopes, ele desdobra essas leis morais em um livro, Leis Morais e Saúde Mental, que a gente vai ter como base, mas também ele desdobra numa num outro livro chamado O Cérebro Triuno, em que ele, a Dra. Vênia, o Dr. Do, eles fazem reflexões e o Sérgio Lopes coloca lá no final novamente essas leis morais, dividindo-as em ah aspectos da casa mental, né? O primeiro andar da casa mental, o segundo andar da casa mental, o terceiro andar da casa mental,
Lopes coloca lá no final novamente essas leis morais, dividindo-as em ah aspectos da casa mental, né? O primeiro andar da casa mental, o segundo andar da casa mental, o terceiro andar da casa mental, falando sobre a ideia do neurocientista Paul McLin, em que vai dividir as regiões do cérebro de forma evolutiva ou filogenética. E aí é esse essa referência que a gente vai estar tendo aqui, está tendo aqui no Jesus de saúde mental uma vez por mês. E agora a gente quer abrir mais uma vez o manual de Epicteto para trazer pontos que eu acho extremamente importantes para a nossa convivência diária com as pessoas, conosco, com o movimento espírita. Vamos nos deter aqui no movimento espírita, né? Vamos nos deter aqui em você que eh embuído de um desejo de trabalhar se vincula a uma casa espírita, se vincula a um trabalho espírita. Vamos tentar focar nesse movimento. Ao mesmo tempo, quando você se vincula a um trabalho, você também acaba tendo reflexões, reflexos, reputações, o que e fazem e o que falam sobre você, não só no movimento, mas fora do movimento espírita. E é muito interessante essa primeira parte do livro que eu queria abrir hoje, que é o ponto 18, que ele vai dizer assim: "Podes ser invencível se não desceres a nenhuma arena na qual sair vitorioso não depende de ti." Pois se a essência do bem estiver entre as coisas subordinadas a nós, não há espaço nem para a inveja, nem para a rivalidade. O único caminho para isso é o desprezo pelas coisas que não estão subordinadas a nós. Mais uma vez, o livro de Epicteto começa nessa divisão. Existem coisas que são subordinadas a nós, aquilo que a gente é mais livre de fazer, porque depende da nossa autonomia, da nossa vontade, do nosso pensamento, das nossas ações e coisas que não são subordinadas a nós. Quando nós eh ficamos muito vinculadas ao muito presos as coisas que não são subordinadas a nós, querendo que elas saiam da forma que a gente deseja, a gente vai ter muito desespero, muito desamparo, muita angústia. E ele vai
to vinculadas ao muito presos as coisas que não são subordinadas a nós, querendo que elas saiam da forma que a gente deseja, a gente vai ter muito desespero, muito desamparo, muita angústia. E ele vai dizer: "Olha, o caminho para que você não entre nessa inveja, nessa rivalidade, é o desprezo pelas coisas que estão subordinadas a nós, as coisas que não estão subordinadas a nós. Quando nós estamos numa casa espírita, quando nós estamos em um trabalho espiritista, nós estamos lidando com os benfeitores espirituais. É verdade, mas estamos sobretudo lidando com pessoas encarnadas. pessoas encarnadas que às vezes servem pra gente como se fossem benfeitores devido à sua ascensão moral, equilíbrio. Mas não são apenas essas pessoas que estão em contato conosco dentro da casa espírita. São as pessoas parecidas conosco, aquelas que têm as dificuldades, os trabalhadores, como a gente vê o próprios discípulos de Jesus, os discípulos entrando em contendas, em dificuldades, muito humanos, né? são pessoas muito humanas que t a chance naquela existência de fazer uma mudança de qualidade na própria evolução. Alguns discípulos aproveitaram a chance de forma extraordinária, outros precisaram de outras existências para poder aprofundar a própria evolução. Mas o fato é que são pessoas muito humanas e é isso que a gente vai encontrar nessas relações, mesmo que sejam na casa espírita. São relações humanas e transitando por diversos meios, o meio acadêmico, transitando no meio de associação eh psiquiátrica, né? ACAB, por exemplo, atualmente me colocaram como presidente da Sociedade Pernambucana de Psiquiatria. Não é um meio acadêmico, é um meio profissional, mas é um meio que de certa forma e eh reproduz isso que eu tô querendo dizer da comunidade, das pessoas que se juntam em associações, convivendo muito tempo no Conservatório Pernambucano de Música, no meio musical, convivendo desde muito novo no meio espírita, não só na minha casa espírita onde nascer, mas no movimento espírita. Eu começo a chegar à
tempo no Conservatório Pernambucano de Música, no meio musical, convivendo desde muito novo no meio espírita, não só na minha casa espírita onde nascer, mas no movimento espírita. Eu começo a chegar à conclusão, ou melhor, cheguei à conclusão de que mudam os cenários, mudam os personagens, mas o enredo da da relação humana, um enredo das relações interpessoais são muito parecidas. E não é à tua que Epictec vai colocar. Grande parte das vezes, eh, essas relações acabam tendo relações de inveja, relações de rivalidade. E ele vai falar: "Olha, mas se você quer a coisa do bem em si, se é isso que você tá se subordinando, você não vai dar espaço para a inveja crescer dentro de você e nem vai dar espaço para alimentar a rivalidade. Pode ser que alguém crie rivalidade contra você, porque rivalidade e inveja andam de mãos dadas. Quando eu vou rivalizar com alguém, é porque muitas vezes eu estou sentindo uma inveja dentro de mim pelo que o outro está fazendo. Porque se eu não sentisse inveja, se eu sentisse apenas admiração, eu não tinha para que rivalizar com o outro. O outro ia fazer a coisa no campo dele, no espaço dele, e eu ia fazer no meu espaço, no meu campo. Então, existe aí uma relação de admiração e de inspiração. Quando, porém, e essa admiração e essa inspiração saem do ponto, passam do ponto, eu adentro numa relação de competitividade, em que eu preciso brigar com o outro para ter o espaço do outro, né? e o outro precisa às vezes sair para eu poder aparecer. Então aí é uma relação de rivalidade. Eu não posso eh controlar que as pessoas façam isso comigo. Não posso controlar. Eu não posso controlar a inveja alheia. Eu não posso controlar, portanto, a rivalidade alheia. Mas eu posso controlar a minha inveja. Eu posso controlar a minha rivalidade. E o controle para isso é me apegar na essência do bem. Porque a essência do bem está subordinado a mim. Eu é que sei dos meus desejos mais íntimos. Eu é que sei das minhas motivações mais íntimas. Eu é que sei do que está movimentando o meu passo. Se eu
. Porque a essência do bem está subordinado a mim. Eu é que sei dos meus desejos mais íntimos. Eu é que sei das minhas motivações mais íntimas. Eu é que sei do que está movimentando o meu passo. Se eu sei o que está movimentando o meu passo, eu não dou espaço para entrar em contendas. Então o enredo vai acontecer, mas o desfecho vai ser diferente porque eu me modifiquei. Então nesse caminho, Epicteto vai, no próximo ponto, vai desdobrar coisas muito profundas, né? Se desejas a filosofia, então se o meu foco a é a essência do bem, eu vou me focar nas coisas que eu posso eh modificar, nas coisas que estão subordinadas a mim. Se eu desejo a filosofia, prepara, prepara-te de antemão para seres encarado pela multidão como objeto de ridicularização. No entanto, não assumas uma postura orgulhosa. Lembra que se conservares firme em tua posição, aqueles que antes te ridicularizavam passarão depois a te admirarem. Se, porém, te deixares vencer pelo abatimento, serás duplamente alvo de riso. É muito interessante, porque veja, se desejas a filosofia, Epicteto, um grande filósofo, assim como Sócrates, assim como Platão, tinham na filosofia a essência do bem. Essa foi a grande rivalidade inicial entre os filósofos e os sofistas. Os filósofos acreditavam na essência do bem, acreditavam que a verdade existia no universo, acreditavam que a justiça existia no universo, acreditavam que o amor, ou seja, todas as grandes virtudes existiam no universo. e que a filosofia era um meio de em amando a sabedoria se tornar mais sábio, não pelo conteúdo intelectual, mas pela vivência de vida. A filosofia, nesse momento, era uma filosofia de vida. era uma busca para se concretizar dentro de si as virtudes que existiam no universo, porque eles tinham a convicção. Então, a filosofia era um caminho evangélico, era um caminho da boa nova, semelhante ao que os discípulos tentaram seguir indo ao encontro de Jesus. A filosofia era o caminho, era, portanto, esse espaço de modificação, era quase uma questão
lico, era um caminho da boa nova, semelhante ao que os discípulos tentaram seguir indo ao encontro de Jesus. A filosofia era o caminho, era, portanto, esse espaço de modificação, era quase uma questão espiritual, portanto, por isso que eles tocavam tanto nesses assuntos. Então, era uma coisa muito diferente. O filósofo, ele saía do convencional, né? Ele colocava em cheque o convencional da época. Não era um homem da sua época, era um homem que aspirava pela vida filosófica. os sofistas que rivalizaram especialmente na época de Sócrates, e Sócrates tinha uma vários diálogos que fez e que Platão traduziu, são diálogos que Sócrates faz com grandes sofistas ou representantes desse sofismo. E os sofistas acreditavam que não, não existe uma verdade no universo. Os sofistas acreditavam que tudo era feito de uma forma conveniente, era tudo uma convenção social que as pessoas na realidade elas eh aprendiam. E aí o o Gorgeas, por exemplo, ele vai na Ágora e em determinado momento ele eh faz uma defesa, né, em relação à Helena de Troia. E no outro dia ele faz uma acusação a Helena de Troia e nas dois momentos ele é ovacionado e com isso ele tenta provar que a verdade não existe, que a verdade é uma grande convenção, que o bem não existe, que o bem é uma grande convenção. Então são essas duas formas de vida que estão em cheque. Então, se desejas a filosofia, prepara-te de antemão para seres encarado pela multidão, ou seja, pelas pessoas que estão tendo uma vida convencional, pelas pessoas que são as pessoas da época, né? é um homem da sua época, ou seja, um homem que viveu só as convenções da época como objeto de ridicularização. No entanto, não assumas e em vários momentos posteriores, ele vai lhe dar várias sugestões, dicas de como não ficarmos com a postura vaidosa, orgulhosa. Uma coisa é você querer seguir a filosofia, uma coisa é você querer seguir o evangelho de Jesus. Isso, porém, apesar de te colocar numa posição diferente da convenção social, te colocar numa posição
. Uma coisa é você querer seguir a filosofia, uma coisa é você querer seguir o evangelho de Jesus. Isso, porém, apesar de te colocar numa posição diferente da convenção social, te colocar numa posição diferenciada não significa que você seja melhor do que outro necessariamente. Só por conta disso. Você é você tentando, né? Eu costumo dizer assim, há pessoas que se conformam com a própria mediocridade e eu sou um medíocre que não me conformo com a minha mediocridade, ou seja, tento fazer algo diferente, mas isso não significa que eu também não seja uma pessoa mediana. Nesse sentido, a gente não precisa, não pode, nem deve assumir uma postura orgulhosa, arrogante, do como se nós fôssemos melhores do que o outro. Porque isso é muito não só inconveniente como desagradável, deselegante e sai do básico que é o quê? uma postura humilde. Bem-aventurados os pobres pelo espírito. A humildade tá na base. Então, se eu perco a humildade, mesmo que o meu desejo seja bom, ou seja, eu quero seguir uma vida filosófica, eu quero evoluir, eu quero sair da minha mediocridade, eu quero sair da minha do meu do do mediano, eu quero crescer, eu quero seguir Jesus. Desejos ótimos, aspirações maravilhosas. Mas se eu perco o básico, que é a postura humilde, eu tô partindo de um ponto equivocado. Isso não só vai ser inconveniente, vai ser desagradável, como como vai ser paradoxal, porque a mensagem de Jesus é muito curiosa. Quanto mais você sobe, mais você tem a noção da sua limitação. Quanto mais você evolui, mais humilde você se torna. Quanto mais filósofo você se torna, mais humilde você é. Sócrates mostrou isso quando a Pitonisa vai dizer: "Tu és o homem mais sábio do mundo que existe naquela época". Ele fica confuso porque ele não acreditou, né? E ele saiu conversando com várias pessoas, tentando encontrar pessoas que fossem mais sábias do que ele. Até que ele se convence que, olha, realmente as pessoas acham que sábio. Eu só sei que nada sei. A minha única sabedoria é a minha ignorância, saber da minha
pessoas que fossem mais sábias do que ele. Até que ele se convence que, olha, realmente as pessoas acham que sábio. Eu só sei que nada sei. A minha única sabedoria é a minha ignorância, saber da minha ignorância. Quanto mais evoluído, mais sabiamente ignorantes nós somos. é uma sábia ignorância, porque a humildade nos dá abertura para continuarmos crescendo. E ele vai dizer: "Por saber que nada sei, talvez eu seja o mais sábio de fato." Então, é curiosa e paradoxal essa evolução, porque na Terra, quanto mais evolução a gente tem, a gente vai ter mais títulos, mais posições, mais status. E aí não necessariamente a humildade vai vir como sendo um pré-requisito para o crescimento das coisas da Terra. ao contrário, né? Numa, como colocou muito bem, na sociedade do espetáculo, às vezes quanto mais vaidoso, quanto mais prepotente a pessoa é, quanto melhor ela se vende nesse aspecto externo, às vezes ela vai galgar mais seguidores que vão que estão querendo também ser tão vaidosos quanto ele é, né? E aí os fins se atraem. Então é uma uma proposta muito interessante, né? ele fala: "Não assumas uma postura orgulhosa". E ele fala mais o seguinte: "Lembra que se te conservares firme na tua posição, aqueles que antes te ridicularizavam passarão a te respeitar, porque vão ver que ao longo do tempo você persiste. Agora se você desiste e é vencido pelo abatimento, você vai ser duplamente alvo de riso. Ou seja, alvo de riso quando você tentou mudar e alvo de riso quando você caiu. E de fato, infelizmente, ou felizmente, é muito comum pessoas que acompanham o teu trabalho, que acompanham a tua trajetória, estarem mais preocupadas no momento em que você vai cair, no momento em que você vai se perturbar. E fico ali uma um secto de pessoas, tá vendo? Bem que eu sabia, bem que eu disse, é o outro riso, é o duplo riso a que picteto se refere. Mas na frente, no manual, ele vai dizer: "Não dê a atenção ao que dizem sobre ti, porque isso não está sob o seu controle. Não dê atenção ao que
é o outro riso, é o duplo riso a que picteto se refere. Mas na frente, no manual, ele vai dizer: "Não dê a atenção ao que dizem sobre ti, porque isso não está sob o seu controle. Não dê atenção ao que dizem sobre ti, pois isso não está sob seu controle." Olha, a gente tem que ter um um olhar ampliado, né? Esse é um fundamento verdadeiríssimo. Agora, tem que ter cuidado para que você não fique orgulhosamente achando que você não tá nem aí pro que os outros estão dizendo. Veja, o que os outros estão dizendo é algo importante, como um feedback, porque às vezes eu termino, por exemplo, de uma uma palestra e alguém vê: "Poxa, que palestra boa, vai me dar um feedback". Eu fico extremamente feliz porque em geral a minha tendência é de me colocar, o meu inconsciente é de me colocar para baixo. E quando vem um feedback desse, eu fico ali, poxa, que coisa boa, nem sempre a pessoa consegue ver o que tá fazendo. Então, os feedback são muito importantes para formarem a nossa autoimagem, até porque na nossa trajetória reencarnatória nós tivemos muitas quedas, muitas dores, abandonos, rejeições, tragédias. E às vezes isso fica marcado no nosso coração, no nosso inconsciente. E para ir saindo disso é um exercício. É um exercício. Então, a opinião do outro é muito útil para formar a nossa autoimagem. A questão, porém, é que a gente não fique preso na opinião do outro se detendo apenas por causa da reputação, porque a gente vai ficar mais vinculado à aparência, à vaidade do que do que a essência e além disso vai ficar sofrendo muito. Então, a ideia é não ficar preso, é levar em consideração, né, observar, como diz Santo Agostinho, né, em o livro dos espíritos. Quando Ana Kardec pergunta sobre qual o meio prático mais eficaz que o homem tem para evoluir e vencer as mais inclinações. E os benfeitores vão dizer: "Um sábio da antiguidade já volud-te a ti mesmo". Esse sábio ficou conhecido como Sócrates, mas antes de Sócrates, os sete sábios da antiguidade falaram isso. Não, Sócrates não foi o autor dessa
izer: "Um sábio da antiguidade já volud-te a ti mesmo". Esse sábio ficou conhecido como Sócrates, mas antes de Sócrates, os sete sábios da antiguidade falaram isso. Não, Sócrates não foi o autor dessa máxima, ele foi a pessoa que elevou essa máxima à potência gigantesca, porque ele vivenciou essa máxima. Ele entrou no templo de Delfos e estava lá. conhece-te a ti mesmo. Provavelmente um dos sete sábios era Thales da cidade de Mileto. Então, conhece-te a ti mesma. Mas aí Allan Kardec pergunta: "Olha, mas como fazer para se conhecer?" E aí Santo Agostinho vai responder, né? Antes de dormir, faz o que eu fazia. Examina a própria consciência, tenta verificar se você não fez algo de errado, se não fez algo eh de negativo para que amanhã você possa corrigir ou se foi algo de bom você possa continuar fazendo. Mas além disso, escuta a opinião das pessoas que são tuas amigas. Olha aí, se a gente fosse levar o pé da letra, a gente estaria assim: "Ah, então não vou escutar ninguém." Aí a gente entrar na va entra na vaidade. A humildade faz com que a gente escute sim a opinião das pessoas queridas que vão ajudar na nossa autoimagem e vão ajudar na no aprimoramento do trabalho e no aprimoramento da nossa própria existência íntima. Além disso, o Santo Agostinho vai dizer: "Olha, fica também ligado, né, ó, observa também a opinião dos teus inimigos, porque às vezes o amigo ele não fala tudo que necessitaria, enquanto o inimigo ele vai na na ferida, né? Ele diz logo na lata, como a gente costuma falar. E às vezes esse dizer na lata traz algum ensinamento útil pra gente poder rever a nossa trajetória. Então a fala de pctet tem que ser entendida no contexto geral. Não dá atenção ao que dizem sobre ti, porque isso não está sob o seu controle. é não ficar fixado na reputação, não ficar fixado na imagem, porque a gente vai ser quase como que aí um político que precisa ficar preocupado excessivamente, um político partidário, um político que está e se elegendo, ele tem que ter essa preocupação com a imagem porque afinal
i ser quase como que aí um político que precisa ficar preocupado excessivamente, um político partidário, um político que está e se elegendo, ele tem que ter essa preocupação com a imagem porque afinal de contas é o voto que ele quer. Se nós não estamos na vida para a política externa, nós estamos na vida para a política interna. A proposta de Jesus não é a dominação dos reinos exteriores. A proposta de Jesus é a dominação do reino interior. Então, a política interna, ela não pode ficar tão preocupada, tão presa no voto externo, na reputação externa. Ela precisa ficar preocupada com essência, porque às vezes, como vai dizer Augusto dos Anjos, a boca que beija é a mesma que escarra, a mão que ajuda é a mesma que apedreja. E por isso essa sensação de maior autonomia. Passemos Epicteto no ponto 33, a gente tá no ponto 50. e volta para o 33, porque tem a ver com o que a gente tá trazendo aqui. Se chegarem aos teus ouvidos que certo indivíduo fala mal de ti, não te disponhas a defender-te do que foi dito. Mas responde, eu acho fantástica essa resposta. Sim, é verdade. Tudo isso que foi dito. Agora isso ele só falou isso porque ele ignora meus outros defeitos. Porque se ele conhecesse os outros defeitos, ele não estaria se referindo apenas a esses. Fantástica, né? Usa de humor, da ironia que Sócrates tinha, né? Sócrates, pelo que se relata, era uma pessoa irônica. A ironia, inclusive, fazia parte do método socrático. Para, é isso que a gente tá colocando aqui, isso que Santo Agostinho coloca em o livro dos espíritos, não ignora a opinião dos teus inimigos. Ou seja, se o inimigo fala mal de ti e isso chega aos teus ouvidos, essas duas posturas são importantes. Olha, será que tem alguma coisa de verdadeiro? Tem. Então não preciso falar pro inimigo porque ele vai usar como munição para me destruir, mas eu posso ficar comigo na minha intimidade e tentar modificar intimamente. Mas o que chega ao meu ouvido não tem nada de bom, não tem nada de verdadeiro, eu ignoro, eu não dou atenção, como coloca
mas eu posso ficar comigo na minha intimidade e tentar modificar intimamente. Mas o que chega ao meu ouvido não tem nada de bom, não tem nada de verdadeiro, eu ignoro, eu não dou atenção, como coloca Epicteto. E uma outra proposição é essa proposição é verdade. Eu tenho vários outros defeitos. É porque ele só conhece esse. Se ele conhecesse na intimidade, ele ficava vendo muito piores. Eu achei fantástica essa resposta de Epicteto. Então, se chegar ao teu ouvido que certo indivíduo fala mal de ti, não te dispõe a defender-te do que foi dito. Ao contrário, sorri, usa de alegria, usa de humor e fala: "Pois é, isso ele falou porque ele ignora os meus outros defeitos. Se ele vivesse comigo e se conhecesse os outros, eles não estaria se referindo apenas a esses. Fantástico. Uma fórmula prática de como a gente pode lidar com a maledicência, com a calúnia ou com, né, esse essa fofoca quando a gente se torna alvo da fofoca. Vamos em frente no ponto 42. Toda vez que alguém te atingir com uma má ação ou pela maledicência, lembra-te que ele assim age ou fala por supor que é o seu dever. Esse é um ponto, acho que mais difícil, né? mais profundo, porque às vezes as pessoas vão fazer isso contra você, contra mim, contra fulano, porque às vezes elas acham que realmente é o papel delas defender determinado princípio. Isso acontece muito entre religiões, né? Tinha uma senhora que influenciou muito a vida de minha família, a dona Niná, fundadora do centro em que minha família se vinculou durante muitos anos. E ela era uma pessoa muito fervorosa, né? muito tenais, persistente. E eu lembro de uma história que ela contou que vem nesse bojo assim, uma pessoa passava, né, porque tinha lá o Centro Espírita que ela fundou perto da comunidade eh do COC em Recife, uma comunidade socialmente carente e geralmente dentro quando tem uma igreja, um centro espírita, sempre tem alguma outra igreja próxima. E aí todas as reuniões que essa igreja tinha coincidiam com as reuniões espíritas também. E era curioso porque em determinado
em uma igreja, um centro espírita, sempre tem alguma outra igreja próxima. E aí todas as reuniões que essa igreja tinha coincidiam com as reuniões espíritas também. E era curioso porque em determinado momento uma senhorinha da igreja ia ia conversar com a dona Niná e tentava convencê-la, convertê-la. Aí conversava, dona dona Niná escutava. Até que um dia ela falou assim: "Minha filha, a sua missão é me converter, porque eu vou lhe dizer, se for me converter, a sua missão é muito árdua, viu? é muito difícil, porque eu nunca vou me converter para sua religião. Eu achei fantástico. É isso. Ela não ficou com raiva da pessoa que estava, digamos assim, agindo, eh, de uma forma, né, como se fosse memoricente, porque tava dizendo assim que ela era como se fosse endiabada, né, assim, endiabrada ou encapetada, né, como se o espiritismo fosse o representante do diabo. E ao invés de ela ficar com raiva disso, de uma dessa maledicência, ela já em outro momento, já em outro período, ela poôde falar: "Minha filha, se essa for a tua tarefa, se essa for a sua missão, eu vou lhe dizer: "A sua missão é muito espinhosa, porque eu não vou mudar de religião." A partir daquele momento, a senhora nunca mais tentou e desistiu. É isso que a Picte tá dizendo, né? a gente tentar imaginar que o outro tá fazendo isso porque o outro acha que deve fazer isso ajuda a ter compaixão. Ora, são tempos diferentes, né? Porque no passado a maledicência contra o Espiritismo dos pioneiros do Espiritismo, como o próprio Luís Olímpio Teles Menezes aqui na Bahia, o que trouxe o Espiritismo pro Brasil, correspondendo-se que Alan com Allan Kardec, fundando um jornal Ecos de Alé túmulo, sofreu por conta dessa maledicência uma perseguição enorme, como muitos espíritas do primeiro tempo sofreram. Mas eles entenderam também que as pessoas agiam porque tinham as suas convicções. É como Paulo de Tarso quando persegue o cristão, ele faz convicto de que aquele era o dever que ele tinha. E Estevão, ao invés de anatematizar,
m que as pessoas agiam porque tinham as suas convicções. É como Paulo de Tarso quando persegue o cristão, ele faz convicto de que aquele era o dever que ele tinha. E Estevão, ao invés de anatematizar, de o julgar, coloca assim: "Se você defendeu Moisés com tanta força até o final, eu imagino quando você conhecer Jesus". Veja que fala fantástica que vem ao encontro do que Epic Tetito tá dizendo, né? Paulo tinha a essência que era ser autêntico, que era ser persistente, que era ser incisivo, precisava apenas de um direcionamento. A pessoa que atinge a gente com essa atividade, com a maledicência ou com ação, às vezes tem algo de bom que está direcionado para ruim. Eu acho isso mais difícil da gente poder fazer. Mas como aqui a gente fala também das coisas ideais, o ideal é importante a gente se basear nessas pessoas do bem para entender as verdades do evangelho e tentar, quem sabe fazer, mesmo que de forma opaca o que a gente acredita. Vamos em frente. Mas se efetivamente o que fazes não é correto, esquiva-te da propriação. Olha aí, Santo Agostinho falando para Kardec, né, falando no livro dos espíritos. Olha, examina a própria consciência. Se foi bom, continua. Se foi ruim, modifica. Escuta a opinião de um amigo. Não fica preso na opinião do amigo, porque mesmo que seja amigo, pode ser uma pessoa limitada. na sua percepção. Olha a opinião do teu inimigo, mas não fica preso nela. E você fazendo esse balanço vê, olha, se a o que eu tô fazendo é ruim, então eu deixo de fazer. Agora, se o que eu tô fazendo, passei pelo exame mental, passei por esse exame de de perguntar as pessoas do bem, né, de escutar a opinião do inimigo, ou seja, fiz toda essa análise e percebi que o estou fazendo é correto, por temer aqueles que não estão corretos na rprovação? Ou seja, se a gente tá convicto, percebeu, está humilde, ou seja, aberto a interpretar, aberto a analisar e percebeu que mesmo assim a gente deve continuar, por ficar preso na reprovação de pessoas que estão com julgamentos
convicto, percebeu, está humilde, ou seja, aberto a interpretar, aberto a analisar e percebeu que mesmo assim a gente deve continuar, por ficar preso na reprovação de pessoas que estão com julgamentos equivocados. Continua, persiste, que a persistência vai fazer com que um com o tempo a a tua eh a vida seja reavaliada de uma outra maneira e as tuas intenções, quem sabe, podem surgir como sendo algo diferente. Vamos em frente, abrindo 50 anos depois. Nos 50 anos depois, nós encontramos a história de Nestório, a história de Célia. Acho que são os dois principais personagens. No primeiro momento, a gente, na primeira parte do livro, a gente conta a história de Nestório, do filho dele, de Célia. São vários espíritos ali que aparecem como personagens quase que principais, mas na segunda etapa realmente é a Célia que se desdobra. Mas o Nestório é a reencarnação de Emanuel, né? Uma das reencarnações de Emmanuel, complementando a existência narrada em há 2000 anos. Então, há 2000 anos, um uma literatura fundamental pra gente poder entender a dinâmica da reencarnação. O Emânel vem como públo lentolos. Antes de Públo lentolos, Emmanuel tinha vindo como um outro senador. Então, Públo Lentolos era um senador, só que a gente tá falando de um momento da eh do império, né? Eh, e anteriormente a gente tava falando, ele ele reencarna antes como Públo Lentolus Sura, que na verdade foi avô do Públentolus. Então, Emanuel teve uma reencarnação como neto de si mesmo, né? Ou seja, neto do públo lentol sura que foi a reencarnação do públo lentolos narrada em há 2000 anos. No públo lento luçura, ele vive ali um momento que tá na transição entre a república e o império. Ele também era um senador. E como públo lentolos, ele já tá num império contemporâneo a a Jesus, né? a vinda de Jesus contemporânea Pôcio Pilatos e ele era também um senador. Agora, 50 anos depois, ele é um escravo de origem judaica, mas um judeu da diáspora. Um judeu que não vivia apenas ali na Palestina, vivia influenciado por outras
Pilatos e ele era também um senador. Agora, 50 anos depois, ele é um escravo de origem judaica, mas um judeu da diáspora. Um judeu que não vivia apenas ali na Palestina, vivia influenciado por outras culturas, como a cultura grega. E era uma pessoa muito oculta, né? tinha uma tinha uma um sabedoria, um conhecimento muito grande enquanto Nestório. Mas desde o início Nestório conhece o cristianismo e se torna um cristão convicto, embora ele não saísse assim convertendo, né? ele era escravo, não só não saia se convertendo, digamos, o as pessoas que estavam ali, para quais ele trabalhasse, mas ele se tornou uma pessoa eh diferente, diferente do público Lentolus. O que é que a gente encontra tanto no públo lentolos sura o senador anterior, quanto no públo lentolos do a 2000 anos, o senador eh que a gente conhece? A gente encontra uma pessoa inteligente, mas extremamente vaidosa, uma pessoa inteligente também que usava a inteligência para intrigas. No próprio Liv 2000 anos, o público Lentolis, ele tem um sonho com a outra existência dele e ele lembrando das intrigas, ele lembrando da de como ele usou a inteligência dele para eh digamos um um lado mais equivocado. E o públo lentolos, ele, se a gente for parar para pensar, ele era um homem da época. Ele era um homem da época dele, um romano típico. Então, é muito interessante a gente fazer essa reflexão. Se a gente quiser transcender, se a gente quiser evoluir, não dá ainda para ser apenas um homem da época, porque a nossa época ainda é muito perturbada e perturbadora. Se nós formos um homem apenas da nossa época, a gente vai evoluir a passos muito largos. O Emanuel mostra na sua trajetória isso, um homem da época, um romano da época, portanto, extremamente vaidoso, como um todo romano e foi preciso muitas dores. Lembremos que ele morreu já sem a visão, né, por causa das intrigas, né, de perseguições, de revanche. E aí o próprio filho dele que foi feito de escravo por um perseguidor pelas intrigas de que aconteceu em 2000
e ele morreu já sem a visão, né, por causa das intrigas, né, de perseguições, de revanche. E aí o próprio filho dele que foi feito de escravo por um perseguidor pelas intrigas de que aconteceu em 2000 anos, acaba sendo condenado, embora eles não soubessem que eram pai e filho, né? O Emanuel, o Públo Lentolis, ele perde o contato porque o filho foi roubado, foi capturado como uma vingança, porque o público tinha feito algo semelhante com essa pessoa, esse judeu. e o judeu, né, um um talvez um zelota ou alguém que tinha muito zelo pela lei, porque o nessa vida de público, a gente vai ver ali e momentos de de revolta, né, da da de Jerusalém, inclusive a destruição eh de Jerusalém. Então, sofreu, ficou cego pela lança, né, que o próprio filho, sem ele saber, o cega, perde a esposa alívio, o amor maior de sua vida, que ele nem consegue perceber. Tem contato, veja que coisa, ele tem contato com Jesus. Jesus toca os cabelos de públio, né? toca o corpo e o públo sente ali um um que era um ser diferente, chora. Mas veja que coisa curiosa, quando ele volta, ele fica com raiva dele próprio, porque ele demonstrou a fraqueza diante de um pequeno judeu. Veja a vaidade. Ele chora. A gente se imagina ali uma mudança, mas ele não muda naquele momento. Ele vive a vida ainda como um homem da época, um romano da época. E quando vê a Lívia no martírio do circo, talvez aquilo foi uma dor tão profunda que ele começa a modificar. E a escrava que era a serva, na realidade, a serva de Lívia, depois e cristã, é que vai dar os ensinamentos, porque eles ficam juntos ali, né? Ela continua servindo a família, a filha que foi curada de lepra pelos pedidos, pela evolução da Lívia, né? O público vai ao encontro de Jesus, mas a evolução da Lívia que traz o mérito da cura da lepra da filha. E públo morre em Pompeia, né? pela erupção do Vesúvio, morre ali em Pompeia, mas ele já morre diferente. No final da sua vida, ele faz uma reflexão em 2000 anos muito bonita. A vida de Lívia servindo a Deus e a minha vida
eia, né? pela erupção do Vesúvio, morre ali em Pompeia, mas ele já morre diferente. No final da sua vida, ele faz uma reflexão em 2000 anos muito bonita. A vida de Lívia servindo a Deus e a minha vida servindo a mamon. Ele faz essa reflexão e essa reflexão faz com que ele quando, provavelmente quando desencarnou já viesse mais aberto para uma outra mudança. Porque veja, 50 anos depois, não é muito tempo depois, é um outra é uma outra pessoa aquele vaidoso romano senador, o homem da época, que depois percebe: "Eu servi a mamãe da época, nós estamos servindo a mamã. Quando servimos a mam, não tem como servir a Deus completamente. Então, para podermos transcender a nós mesmos, temos que transcender alguma coisa da nossa época, senão vamos ficar presos ao ciclo de renascimento, de reencarnações no budismo, o ciclo de sansara, e não atingiremos o samadi, ou seja, a plenitude. Para podermos fazer um salto de uma mudança desse ciclo, temos que em algum momento fazer um salto de qualidade, porque senão as reencarnações são muito lent lentas. A evolução é muito lenta, é muito pela repetição. Ficamos ali no ciclo de vingança. Ciclo de vingança. Até que vem um cansaço, até que vem a doença, até que venha a dor, o cansaço. Vinde a mim todos vós que estais aflitos e sobrecarregados. Bem-aventurados os que estão cansados. esse cansaço de não aguentar mais o ciclo de vingança, de inveja, de ódio, de vaidade. E aí, 50 anos depois, um públio modificado na histório, nessa parte que eu queria passar agora no slide, trazendo uma pregação do evangelho, capítulo 5 da parte um, porque era uma reunião nas escondidas, né? E o pregador que iria fazer, ele não pôde porque foi preso. E na histório, quem vai e faz a pregação da noite e depois responde as perguntas. E uma das perguntas vem totalmente a ver, né? Vem totalmente ao encontro disso que a gente tá falando hoje. Na história, eu pergunto a pessoa: "Que será de mim? Vitimado pelas intrigas, vitimado pelas calúnias dos vizinhos. Eu quero aprender e progredir na fé, mas a
contro disso que a gente tá falando hoje. Na história, eu pergunto a pessoa: "Que será de mim? Vitimado pelas intrigas, vitimado pelas calúnias dos vizinhos. Eu quero aprender e progredir na fé, mas a provocação da maledicência não me permite. E aí vem na história, forjando o Emanuel que nós conhecemos, respondendo: "Acaso poderás ir a Jesus, deixando-te encarcerar pelas opiniões do mundo? Acaso nós podemos ir a Jesus e ficarmos presos, atentos demais? A opinião do mundo, a ciência do bem viver, complementa anestório, não está somente em não nos incomodarmos com os pensamentos e atos de quem quer que seja, mas também em deixar que os outros se importem constantemente com a nossa própria vida. Aí esse essa é uma passagem fantástica. O outro tem o direito, faz parte, né? A senhorinha que tentou converter a dona Niná tava lá no direito dela, seguindo o dever que ela achou, como o Epictator colocou. Então, a arte de viver bem não diz respeito apenas em não nos incomodarmos com os pensamentos e os atos dos outros, mas também e não querermos controlar a vida dos outros. Nós não temos, especialmente quando a gente se expõe, especialmente quando a gente quando a gente escolhe uma vida filosófica, especialmente quando nós escolhemos Jesus, é natural que a exposição traga algum tipo de de maledicência, algum tipo de calúnia, algum tipo de eh de atitudes que ferem o nosso coração. Mas por acaso você imaginava que ia seguir Jesus e ao mesmo tempo ficar encarcerado pela opinião do mundo? Uma pergunta fundamental aqui na histório, aprendendo que para poder dar um salto de qualidade não dá mais para ser público lentolos, não dá mais para ser o homem do mundo, não dá mais para ser o homem que se entrega a mamã, o homem que se entrega as intrigas, um homem que se entrega as convenções sociais. Para seguir Jesus, nós temos que dar um salto de qualidade e não ficar não só preocupado demais com a opinião olheia, mas deixar que o outro faça o que ele acha que deve fazer sem nos afetarmos a
ais. Para seguir Jesus, nós temos que dar um salto de qualidade e não ficar não só preocupado demais com a opinião olheia, mas deixar que o outro faça o que ele acha que deve fazer sem nos afetarmos a ponto de endurecer o nosso coração. Vamos adiante. No próprio evangelho, eu queria pegar essas quatro passagens, tanto de Jesus quanto dos discípulos, né, de Paulo, no caso. Quem perseverar até o fim será salvo. Diz Jesus, conforme a natação de Mateus, capítulo 24, versículo 13. Tenho-vos dito estas coisas para que em mim tenhais paz. No mundo tereis tribulações, mas tende bom ânimo, porque eu venci o mundo. Anota João no seu capítulo 18, versículo 33. E aí vai dizer Paulo aos Coríntios na segunda epístola: "Pelo que se alguém está em Cristo, nova criatura é. As coisas velhas já passaram. Eis que tudo se fez novo. E não nos cansemos de fazer o bem, porque a seu tempo seifaremos se não houvermos desfalecido, como ele escreve aos Gálatas. Toda uma mensagem que nos fala: "Olha, não vai ser fácil, né? Olha, não, não, não espere tranquilidade para se transformar. As tribulações vem para se transformar, não tem por onde. Nós precisamos, como disse Leão Deni em um momento aqui do outro programa que trouxe, nós precisamos passar pelas situações das dores mais diversas que vão forjando em nós um novo ser, vão forjando em nós um novo homem, uma nova pessoa. E essas coisas novas, como disse Paulo aos Coríntios, já não tem mais, não, não dão mais espaço às coisas velhas que ficaram, porque tudo se fez novo. A gente quer se renovar, quer trazer essa boa nova, quer viver, como diria Epicteto, uma vida filosófica, amando a sabedoria em nome da sabedoria maior, no caso aqui o Evangelho de Jesus. Nesse sentido, queria abrir ainda o Monal de Epicteto nesse para encerrar o nosso encontro, quando ele vai te dizer uma coisa mais prática ainda, não te angustis com os raciocínios. Como é que eu viverei destituído de honras e nada serei em lugar nenhum? E meus amigos, como é que vão ficar sem
ando ele vai te dizer uma coisa mais prática ainda, não te angustis com os raciocínios. Como é que eu viverei destituído de honras e nada serei em lugar nenhum? E meus amigos, como é que vão ficar sem ajuda? Porque a gente às vezes quer as honras, mas se eu tivesse dinheiro, se eu tivesse poder, se eu tivesse isso, eu te ajudava. O que que você quer dizer que eles vão ficar sem ajuda? Que tipo de ajuda? Quem é capaz de dar a outra pessoa aquilo que ele próprio não tem? Se eu puder adquirir e manter-me respeitável, honesto e detentor de sentimentos elevados, mostra-me o caminho que eu irei adquirir. Não preocupa-se em que local qual que local, né, que lugar eu ocuparei no estado. Aquele que podes ocupar, ao mesmo tempo, mantendo a ti, a ti mesmo honesto e respeitável. Se, porém, não a tua vontade de ser útil a ela perderes essas qualidades, que utilidade terás para ela se tornar, se você se tornar alguém digno de respeito e alguém desonesto? Muito interessante, porque é o homem ali, são os discípulos querendo viver uma vida filosófica, mas ao mesmo tempo querendo, né, ter uma utilidade, uma ocupação mais da terra, mais entre aspas mundana. Como é que eu vou fazer isso? Essa é uma proposta muito interessante porque vem ao encontro do que Kardec traz em o Evangelho Segundo o Espiritismo, em que fala assim que a gente não a gente vai ser uma pessoa no mundo, mas sem ser do mundo. No Evangelho, a gente vai encontrar também a proposta de que nos dias de hoje o martiriológico, o martírio dos cristãos, portanto, os martírios dos espíritas, especialmente essa geração, né? Porque a geração inicial teve uma dureza um pouco maior pelo preconceito mais forte, mas o martírio é martírio do dia, é o martírio desse encontro que a gente tá colocando aqui, a maledicência, a caluna, perseguição, enfim, são esses martírios. Quando a gente, porque antigamente era o martírio do circo romano, era a morte. Nestório encontrou a prisão, o martírio no circo romano, depois junto com o filho dele também. cristão que se
martírios. Quando a gente, porque antigamente era o martírio do circo romano, era a morte. Nestório encontrou a prisão, o martírio no circo romano, depois junto com o filho dele também. cristão que se reencontram no cárcere e os dois morrem no circo. A nossa vida não nos convida mais para os circos romanos. Graças a Deus, a evolução espiritual do mundo cresceu a um ponto que os circos romanos não mais existem com essa finalidade, mas os circos romanos estão aí na vida, no mundo. E aí é o dilema: viver no mundo sem ser do mundo. E aí esse é um ponto importantíssimo. Olha, se você conseguir adquirir qualquer posição, qualquer local de projeção do mundo, mas mantiver a honestidade, mantiver os sentimentos elevados, mantiver-se respeitável, a consciência tranquila, qual o meio prático, né? Qual a a qual é a felicidade prática que o homem pode ter na Terra? pergunta Allan Kardec em O livro dos Espíritos lá pelas perguntas 92. E os benfeitores vão dizer primeiro, para ser feliz na Terra a gente tem que ter a consciência tranquila. É isso. Quando a gente tem a consciência tranquila de que a gente não se perdeu, a gente consegue entender que tudo bem, a gente vai exercer essas funções, mas fundamentalmente não vai deixar aprisionar na função. A função vai ser um local de utilidade para ser um servo de Deus, digamos assim, nas várias partes que o mundo nos convida. Então, se eu conseguir permanecer íntegro, essa é a grande questão que tu traz, essa é a grande questão que o Evangelho Segundo Espiritismo traz. Essa é a grande questão da ética espírita para a nossa vida. manter o nosso coração honesto, manter o nosso ideal honesto, porque quando a gente não faz isso, não é que a gente vai sofrer as punições de Deus, não é isso. É porque a gente vai se perdendo. E aí tem a frase de Jesus que eu queria, acredito que encerrar o nosso encontro no próximo slide. E chamando a si a multidão com os discípulos, ele lhes disse: "Se alguém quiser vir após de mim, negue a si mesmo, tome a sua
us que eu queria, acredito que encerrar o nosso encontro no próximo slide. E chamando a si a multidão com os discípulos, ele lhes disse: "Se alguém quiser vir após de mim, negue a si mesmo, tome a sua cruz e me siga, pois quem quiser salvar a sua vida, perdê-la há. Mas quem perder a sua vida por amor de mim e do evangelho, salvá-la, pois que proveita do que aproveita o homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua vida? Ou o que ele daria em troca da sua própria vida? do que do que importa ganhar o mundo todo, a gente pode resumir, e perder a si mesmo. Então, quando a gente perde essa inteireza interior, a gente está se decepcionando não mais com o mundo, mas conosco, porque a gente está se perdendo para salvar alguma coisa da vida que não é mais tão necessária assim novo ponto de vista que a gente tá construindo. Do que adianta, pergunta Jesus, ganhar o mundo todo e se perder? Não é que Deus vai nos punir, mas é porque ao nos perdermos, nós já estamos nos desencontrando e nós já estamos, portanto, nos punindo com a pior punição que podemos fazer, que é perder o encanto pela vida. Acho que é importante a gente pensar nisso. Aquele que quiser me seguir, pega a sua cruz, faça a sua parte, mas não fique desesperado pela cruz, não fique, digamos assim, abatido e deixe a tarefa. Ao contrário, esse caminho é o caminho de mudança que você escolheu. Siga nesse caminho. Aos poucos você próprio vai entrar em outro patamar. Mas perto de ti, meu Deus, dizia essa médium numa psicografia que eu citei. Niná, mas perto de ti, meu Deus, espero chegar um dia, porque tu és a minha alegria, a minha esperança, conforto e luz. Por caminhos ignotos, os meus passos ainda incertos. Darmeão um dia acesso ao país da perfeição, pela estrada sinuosa de escolhos e de sofrimentos, ei de encontrar o sustento na doce paz de Jesus. E quando chegar nesse caminho do país das maravilhas dos céus, eu cantarei as glórias do sacrifício presente, que me fez o benefício de vislumbrar outros céus. E de lá enfim, bem feliz estarei cantando
quando chegar nesse caminho do país das maravilhas dos céus, eu cantarei as glórias do sacrifício presente, que me fez o benefício de vislumbrar outros céus. E de lá enfim, bem feliz estarei cantando as glórias de forma diferente, porque estarei bem feliz e bem contente, mas perto de ti, meu Deus. Essa senhora Niná trouxe essa música pela sua mediunidade, pelo um benfeitor chamado Juruptã, que foi o dirigente da casa durante muito tempo. E ela então seguiu esse roteiro na sua vida e pôde, quando desencarnou trazer uma outra perspectiva espiritual pelas renúncias, pela persistência, pela vida filosófica, entre aspas, pela vida evangélica que seguiu toda a sua existência, procurando chegar mais perto de Deus. Esse é o convite que o programa de hoje quer fazer para você. Muita paz.
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