#49 • Jesus e Saúde Mental • Ansiedade para evoluir

Mansão do Caminho 19/09/2023 (há 2 anos) 42:30 5,681 visualizações 834 curtidas

WEBSÉRIE • Jesus e Saúde Mental » Episódio 49: Ansiedade para evoluir » Apresentação: Leonardo Machado

Transcrição

ansiedade, autoestima, ambição esperança. como essas quatro esferas podem se relacionar, se relacionam e podem também dizer muito sobre nós. É sobre isso, sobre essa ansiedade de evoluir que a gente queria se debruçar hoje no Jesus e saúde mental. Por isso que eu peço para você ficar conosco mais uma vez. Eu não queria falar hoje sobre a ansiedade patológica. Eu queria falar hoje sobre uma ansiedade natural. Queria falar hoje não de uma ansiedade natural qualquer, queria falar hoje de uma ansiedade que tem a ver até com algo muito bom. Porque em geral a gente pensa ansiedade como ligado a problemas, ligada à angústia de viver, a ansiedade como algo apreensivo. Mas existe, além da ansiedade apreensiva, uma ansiedade até muito positiva que tem a ver com uma expectativa. Então, a ansiedade a gente pode pensar como o futuro no presente. não é nem um excesso de futuro, porque o excesso de futuro seria essa ansiedade mais patológica, excessiva. A gente quer falar da ansiedade natural, então uma o futuro que está no nosso presente, qualquer tipo de futuro, desde que ele esteja sendo vivenciado na nossa mente, no nosso momento atual, não deixa de ser um pouco da ansiedade. a ansiedade como sendo uma emoção natural, a ansiedade que todos nós temos. No entanto, essa ansiedade que diz respeito ao futuro no presente pode ser um futuro mais catastrófico. Às vezes habitam os nossos pensamentos catástrofes, ideias pessimistas e isso gera uma ansiedade mais apreensiva, uma certa sensação de que algo ruim vai acontecer, mesmo que a gente não saiba exatamente o quê. Não é essa ansiedade que eu queria me debruçar hoje. Eu quero me debruçar na ansiedade que tem a ver com o futuro, com pensamentos em relação ao futuro, até muito bons, até muito necessários, até muito eh evoluídos em algumas perspectivas. No entanto, essa ansiedade também, né, eh, se não for bem entendida, ela pode gerar alguns problemas que podem ser passíveis de algum tipo de solução. Então, essa ansiedade que tem a ver com

pectivas. No entanto, essa ansiedade também, né, eh, se não for bem entendida, ela pode gerar alguns problemas que podem ser passíveis de algum tipo de solução. Então, essa ansiedade que tem a ver com o pensamento do futuro que está no presente, há um futuro que está no presente, mas que não é de preocupações apreensivas, é de expectativas, de coisas que a gente quer que aconteça, coisas até muito boas, coisas até muito necessárias, coisas, por exemplo, em relação à nossa perfeição, em relação à nossa evolução. Então, quando eu penso em evolução, eu estou pensando em relação a alguma coisa que está no futuro, porque é um processo continuado. Quando eu penso em perfeição, quando eu penso em iluminação, eu estou pensando, de certa forma em um processo futuro. Então, estou pensando em algo futuro, só que eu estou pensando desde hoje. E por isso não é ruim por si só, porque se eu não penso no meu futuro, eu não me preparo para ele, quer seja de forma, digamos, eh, mais apreensiva, me precavindo ou me prevenindo, tendo precaução, né, porque vai acontecer algo de ruim, eu preciso agir hoje para poder me prevenir. Ou algo que eu quero que aconteça de bom no futuro. Eu também preciso agir hoje, não necessariamente para me prevenir do futuro ruim, mas para poder construir o futuro bom. De qualquer forma, esse futuro no presente não é algo ruim necessariamente e nem traz consequências ruins necessariamente. Trazem às vezes ações, ações de precaução ou ações de construção para um futuro melhor. É essa evolução que a gente tanto almeja, é essa perfeição que a gente tanto deseja, é essa eh iluminação interior que a gente deseja ter, que às vezes gera alguns conflitos dentro de nós que não necessariamente são patológicos, mas que são interessantes da gente pensar. E aí, do ponto de vista da ansiedade, a gente queria pensar em outro ponto, outra palavra que eu coloquei na introdução, a chamada autoestima, ou seja, como eu estimo a mim mesmo. Qual é a estimativa que você faz? Ou

e vista da ansiedade, a gente queria pensar em outro ponto, outra palavra que eu coloquei na introdução, a chamada autoestima, ou seja, como eu estimo a mim mesmo. Qual é a estimativa que você faz? Ou seja, qual o cálculo que você faz? A gente vai fazer alguma obra, né? Eh, e pede assim, olha, eu queria que você me desse um orçamento. Poxa, eu não sei exatamente o orçamento. Tá bom. Então, me diz assim, uma estimativa, algo aproximado, né? Então, ah, estima tem a ver com estima ativa, tem a ver quanto a gente pensa. Então, como e quanto a gente pensa em relação a nós mesmos. Então, tem a ver com a nossa autoavaliação, como é que a gente se vê, como é que a gente se visualiza, como é que a gente se pensa, né? Então, autoestima tem a ver com autoimagem. Então, é auto com u de eh próprio, né? Não é alto com L. Então, minor, minha autoestima pode ser elevada e minha autoestima pode ser baixa, né? Mas dentro dessa simplificação, autoestima elevada e autoestima baixa, existe uma série de contornos, tá? E aí eu queria trazer dois nomes para vocês. O primeiro nome é chamada autoestima insegura e contingente. Que significa isso? Primeiro, insegura. Eu tenho uma autoestima frágil, eu tenho uma autoestima baixa, eu tenho uma autoestima insegura. Essa autoestima insegura, em geral, me leva a sentir uma ansiedade muito eh ruim, né? uma ansiedade apreensiva, porque eu sempre tô achando que algo eh vai acontecer e eu não vou conseguir dar conta. Por quê? Porque eu tenho uma autoestima insegura. Muitas vezes a existe um outro tipo de autoestima baixa que é a autoestima contingente. O que que é isso? Eu só me sinto valorizado. Eu só consigo pensar em mim como tendo algum tipo de valor se eu consigo fazer algo, se eu consigo fazer alguma coisa, se eu consigo performar, é uma palavra muito usada na atualidade, né? Porque desse fazer algo, como a minha autoestima no final das contas, eu tô falando dois tipos de autoestimas baixas, certo? Então eu tenho, imaginem só, minha autoestima

uito usada na atualidade, né? Porque desse fazer algo, como a minha autoestima no final das contas, eu tô falando dois tipos de autoestimas baixas, certo? Então eu tenho, imaginem só, minha autoestima baixa, ela pode ser claramente baixa e aí é a autoestima insegura propriamente dita, mas pode ser meio que disfarçada. De vez em quando eu me sinto o melhor. De vez em quando eu me sinto lá para cima. Por quê? Porque eu consegui fazer algo de bom, recebi um bocado de elogio e aí eu fico me sentindo o tal. é uma autoestima contingente que eu me sinto bem de forma eh temporária e muito baseado no que eu consigo eh executar. Qual o problema disso? a pessoa que tem, né? Eh, quando nós somos condicionados pela autoestima contingente, eu sempre tô tendo que fazer algo, algo, algo, algo. Eu nunca fico satisfeito. E aí acaba gerando um problema de excesso de produtividade, né, de um excesso de coisas que a gente tem que fazer e a gente acaba ficando aprisionado eh dessas coisas, porque senão a gente se sente um lixo. O dilema dessa autoestima baixa, que pode ser insegura, contingente e às vezes as duas coisas juntas, acaba nos levando a uma postura às vezes arrogante. Para esconder, né, a nossa fragilidade, a nossa autoestima baixa, a gente acaba indo para um outro extremo que é o narcisismo, que a gente fala tanto, né? Mas aqui vamos colocar não o narcisismo saudável, o narcisismo mais eh problemático, né, que leva a comportamentos arrogantes, a comportamentos vaidosos demais. Então, no final das contas, a pessoa que tem essa arrogância, ela, no final das contas, tenta eh construir a arrogância como forma de maquiar e esconder essa baixa autoestima que é insegura e que depende muito dela ficar fazendo coisas para, como a gente fala no popular, ser massageada no ego, ser massageada nessa autoestima que é muito eh precária. O que a gente deseja é ter uma autoestima segura. Essa autoestima segura é um tipo de autoestima elevada, mas não narcisisticamente elevada, e sim realisticamente elevada.

ima que é muito eh precária. O que a gente deseja é ter uma autoestima segura. Essa autoestima segura é um tipo de autoestima elevada, mas não narcisisticamente elevada, e sim realisticamente elevada. narcisisticamente elevada, a gente pensa de vez em quando de forma elevada demais, arrogante demais, prepotente demais, vaidoso demais, porque a gente tenta esconder as os nossos buracos internos. Agora, essa autoestima segura, ela é mais elevada de forma perene, de forma mais eh constante, porque ela consegue visualizar as dificuldades, mas também consegue visualizar as potencialidades. Eu já não preciso ser o melhor, porque na autoestima baixa, para poder esconder a minha a a minha sensação de ser um lixo, a minha sensação de ser muito inferior, eu acabo tendo que ser o melhor em tudo, saber de tudo. É aquele indivíduo que às vezes até fica um pouco chato, né? porque ele é um cara que quer saber de tudo para poder esconder às vezes o que ele não sabe de nada, a pelo menos a percepção que ele tem dele próprio de não saber de nada. Aí, então ele acaba tendo metas muito intensas, assim, eu tenho que ser o melhor para poder esconder. Já essa autoestima segura, eu não preciso mais ser o melhor. Eu me contento sendo o que eu sou, porque eu sei das minhas dificuldades, mas sei também das minhas qualidades. Estou harmonizado. Então, por que falar em autoestima quando penso em ansiedade? especialmente numa ansiedade que eu não tô falando patológica, mas uma ansiedade de evolução, porque de certa forma todos nós, né, temos uma autoestima eh machucada, temos uma autoestima relativamente frágil. Por isso que o dilema do narcisismo não é um dilema só pro outro, é um dilema também nosso. Tem lá no Evangelho, tem lá, né, no livro dos espíritos, qual é um das principais chagas da humanidade? o orgulho e o egoísmo, ou seja, características que estão vinculadas ao excesso de vaidade, à prepotência, a arrogância, ao narcisismo. Se esse se essa é uma chaga da humanidade e eu sou ser humano, você

rgulho e o egoísmo, ou seja, características que estão vinculadas ao excesso de vaidade, à prepotência, a arrogância, ao narcisismo. Se esse se essa é uma chaga da humanidade e eu sou ser humano, você é ser humano, essa também é uma um dilema, não uma característica, um dilema, uma chaga que ainda está em mim. Se está bastante em mim, menos em mim, mais em mim, significa que eu tenho mais ou menos uma autoestima frágil. E com a visão reencarnacionista que a doutrina espírita sinaliza, isso fica muito fácil de perceber e de entender, porque por mais que a gente tenha se dedicado nesta atual existência desde tem raidade, por mais que a gente tenha eh não tenha assim grandes problemas, grandes traumas nesta existência, a gente traz no bojo íntimo, no nosso inconsciente mais profundo, nas nossas memórias mais reencarnatórias, os dilemas de sabermos que temos muitos equívocos, de sabermos que temos muitos atropelos, muitos atrapalhos. E isso fica às vezes vindo como verdadeiros fantasmas e às vezes como condicionamentos na nossa na nossa vida. fantasmas às vezes que geram condicionamentos. Então, no final das contas, a gente tem, né, uma ferida nacía, ou seja, uma ferida dentro de nós por causa do nosso próprio passado. E aí vem uma das origens da nossa culpa inconsciente, né? Então, é importante percebermos isso. E não foi à toa, não foi à toa que em vários momentos da passagem de Jesus, ele relembra passagens importantes da Bíblia, dos Salmos. Os salmos são cânticos de fé, cânticos de esperança, cânticos de motivação para aquele povo, né? E existe uma passagem que eu queria ler para vocês no capítulo 10, versículo 34, é muito eh citada, falada por nós do capítulo do Evangelho de João. Tomou-lhe Jesus e e disse assim: "Não está escrito na vossa lei?" Eu disse: "Vós sois deuses". Que lei é essa? Veja que Jesus ele não tá trazendo uma novidade, ele tá remetendo a uma lei. Ou seja, não está escrito na Bíblia, ou seja, não está escrito no Velho Testamento, ou seja, não está escrito na tua lei, a lei que

Jesus ele não tá trazendo uma novidade, ele tá remetendo a uma lei. Ou seja, não está escrito na Bíblia, ou seja, não está escrito no Velho Testamento, ou seja, não está escrito na tua lei, a lei que os judeus eh adoravam. Vós sois deuses. E tá escrito lá. Quando a gente vai pegar o Salmo 82, é o salmo basicamente que começa isso assim, né? Vós sois Deus. Então vou vou ler a parte 6, 7 e oito do salmo. Eu disse: "Vós sois deuses e todos vós sois filhos do Altíssimo." Então, veja que coisa interessante. Nós somos deuses não só pela nossa potencialidade futura, mas nós já somos deuses, porque nós somos filhos do Altíssimo. Nós somos deuses não só pela nossa herança futura divina, mas nós somos deuses também pela nossa centelha que nos conecta ao criador. Nós somos filhos de Deus, então temos alguma essência luminosa em nós. E isso já nos habilita a percebermos nós próprios com outro olhar. Então veja que eh fala, né, refrigeradora dessa angústia, desses seres que somos eh angustiados, desses seres que somos com autoestima cicatrizada, ferida, baixa. E desde a Bíblia, né, eh eh percebe-se isso. Tanto que tem um salmo que vai levantar a moral, levantar a autoestima do povo, né? Pois sois deuses, porque vocês são filhos do Altíssimo. Tem lá Jesus relembrando, né? E você vê isso anotado mais ou menos eh dessa forma em Mateus e vê dessa forma Ylitter em João, capítulo 10 versículo 34. Vós sois deuses e tá escrito na lei. Então, é importante a gente captar isso, que além desse passado de problemas, de quedas, de equívocos, nós também temos um passado divino. Como assim um passado divino? Um passado que nos conecta ao criador. Há mistérios peregrinos nos mistérios dos destinos que nos fazem renascer. Da luz do criador nós nascemos. Múltiplas vidas vivemos para mesmo a luz volver. Coloca a poesia Marchemos de Castro Alves com Chico Xavier. Ou seja, se a gente pensar no nosso passado, a gente precisa incluir não só os equívocos, os problemas reencarnatórios, mas precisa também incluir a nossa origem divina, a

stro Alves com Chico Xavier. Ou seja, se a gente pensar no nosso passado, a gente precisa incluir não só os equívocos, os problemas reencarnatórios, mas precisa também incluir a nossa origem divina, a luz do criador que nós nascemos, pra gente poder equilibrar a nossa autoestima. Ou seja, nós temos dificuldades, mas também temos qualidades. Nós temos trevas, mas também temos luminosidade. E é isso que o evangelho de Jesus, é isso que o Salmo 82 está nos relembrando. Agora, calma aí, calma aí. O fato de você ser de origem divina, o fato de você ter valor, não significa que você seja o mais valoroso ou, digamos assim, inatingível ou inalcançável. Pera aí, isso já é prepotência. Aí logo depois o salmo vai dizer: "Todavia, vós sois deuses e todos vós sois filhos do Altíssimo. Todavia morrereis como homens e caireis como qualquer dos príncipes." Então, veja que a veja que coisa fantástica. Ele levanta a autoestima, mas não de uma forma prepotente, não de uma forma a estimular a nossa prepotência, né? A nossa arrogância. de achar que a gente não vai eh cair, se levantar, né? Eh, ter dificuldades. Ou seja, olha, você vai morrer como qualquer outro homem. [risadas] Você não é mais especial do que outro ser humano. Você é tão especial quanto o outro ser humano. Olha, e assim como o maior dos príncipes, que também vai cair, você também pode cair. Então, que coisa fantástica, né? Que beleza esse salmo, o salmo 82. que beleza de de psicologia a gente consegue aprender, eh, fazendo esse paralelo com a nossa autoestima, né, e a nossa herança divina. Mas o salmo continua: "Levanta-te, ó Deus, julga a terra, pois tu possu todas as nações." Então, ele faz uma convocação, né? Uma um pedido para Deus para que ele possa avaliar, né? a terra, porque ele é possuidor de todas as nações. Ô, Léo, por que você tá colocando autoestima e a ansiedade? Porque um dos dilemas principais por trás, lá na na profundidade da geração da ansiedade é a baixa autoestima, a sensação de que nós não temos valor, a sensação de que nós

do autoestima e a ansiedade? Porque um dos dilemas principais por trás, lá na na profundidade da geração da ansiedade é a baixa autoestima, a sensação de que nós não temos valor, a sensação de que nós não temos capacidade, a sensação de que nós não somos tão bons assim, né? a sensação de insuficiência. Essa sensação de insuficiência, por um lado, gera uma ansiedade eh apreensiva, uma ansiedade, digamos assim, eh catastrófica. Já que eu não sou tão bom o suficiente, já que eu não sou tão capaz o suficiente, algo de ruim que acontecer, eu não vou conseguir dar conta, né? Por outro lado, essa eh visão muito limitada de nós pode gerar essa sensação de falta constante, né? essa sensação de falta constante e a sensação de que, por mais que eu faça, eu sou muito perturbado. É, [risadas] é verdade, mas não significa que você seja o mais perturbado. Então, é interessante como a gente lida com as palavras, como a gente lida com as verdades, né? Por mais que eu evolua, né? Se Jesus vai dizer assim, eh, que bom só Deus, né? Bom é o Pai, então há uma distância abismal, imagina a gente, né? Então, nesse sentido, sim, por mais que a gente faça, a gente vai ter sempre uma perturbação, né? E essa perturbação faz parte. A gente sempre vai ter as nossas, não é só o lado sombra do ponto de vista iunguiano, é o lado treva mesmo, entendeu? é o lado perturbado de nós que a gente às vezes não tem a a a fortaleza de perceber, mas isso é importante da gente admitir porque vai nos dar humildade de eita, eu não sou tão evoluído assim. Então eu posso lembrar do salmo, né? Você é um homem, né, como o outro e vai morrer como todo homem, né, como todo ser humano. Eh, e assim como todo rei, como todo príncipe, você também pode cair. Você não é invulnerável. Beleza? Humildade tem a ver com realidade, não tem a ver com depreciação. Humildade tem a ver com realidade, não tem a ver com depreciação. Então, quando eu estou agindo na humildade, eu percebo isso e vou falar assim: "Tá bom resignadamente e continuar caminhando, porque a minha

ade tem a ver com realidade, não tem a ver com depreciação. Então, quando eu estou agindo na humildade, eu percebo isso e vou falar assim: "Tá bom resignadamente e continuar caminhando, porque a minha ambição é evoluir." Quando eu fico me depreciando, me autodepreciando, eu vejo isso e não continuo caminhando porque eu perco energia, perco força, fico assim desanimado demais, né? E aí não luto o bom combate como Paulo de Tarso nos convidava. Aí a gente vai para outra esfera, né? Eh, eu gosto muito de de um de uma fórmula que um dos pais da psicologia, William James, ele colocava sobre a autoestima. Ele dizia que a autoestima era a era assim uma equação matemática, né? autoestima igual a conquistas que a gente faz, dividido pelas nossas ambições. A autoestima é a conquista que a gente faz dividido pelas nossas ambições. Como assim? nessa fração, né, onde a conquista tá em cima e a ambição tá embaixo. Então, eh, imagine lá, eh, 10 div por 2, a fração vai ser 5. Então, imagine agora 10/ 3. A, o resultado vai ser 3, né? eh, v333, então vai ser menos. O que que ele quer dizer? Quanto maior a nossa ambição, provavelmente vai ser menor a nossa autoestima. Aí fica um embaralho. Vamos lá. Quanto maior a nossa ambição, menor a nossa autoestima. Por quê? porque as conquistas não vão conseguir eh com eh não vão ser não conseguir ser o suficiente. A gente vai ficar se autodepreciando, porque por mais que a gente tenha conquistado 10, a minha vontade, a minha ambição era conquistar 11. Por mais que eu tenha conquistado 11, a minha ambição vai ser 12. Por mais que eu tenha conquistado 20, a minha ambição vai ser 30. Então, por mais se eu for muito ambicioso, a minha conquista nunca vai ser boa o suficiente. Aí minha auto cima fica baixa, porque eu sempre fico achando que o quê? Eu tô sou menos, sou menos, sou menos. Então a gente entra num problema quando a gente pega essa equação e pensa do ponto de vista espiritual, né? Porque qual é a nossa ambição? A ambição é evoluir. A ambição é

menos, sou menos, sou menos. Então a gente entra num problema quando a gente pega essa equação e pensa do ponto de vista espiritual, né? Porque qual é a nossa ambição? A ambição é evoluir. A ambição é perfeição. Então veja que ambição gigantesca. Se a gente não fizer nenhuma fórmula na nossa cabeça, a gente sempre vai estar com autoestima destruída. Porque se a nossa ambição é perfeição e a gente percebe, ih, tô longe demais disso, tô longe demais da perfeição, eu vou fazer a constatação eh disso e vou ficar me depreciando, me colocando para baixo. Tô muito longe, sou muito perturbado de uma forma autodepreciativa. E o pior que a ambição é essa mesmo, né? Olha lá no Evangelho de Mateus, capítulo 6, versículo 33. Busquem, pois, em primeiro lugar o reino de Deus e a sua justiça, e todas essas coisas serão acrescentadas a vocês. Então, buscai primeiro o reino de Deus. Então, o evangelho nos convoca, sim, a busca, a ambição, a meta ser o reino de Deus, ou seja, a perfeição. Essa é a nossa ambição maior. Só que a gente precisa de uma outra outra característica, né? ansiedade, autoestima, ambição. Precisamos de esperança paraa equação fechar. Senão a equação não fecha e a gente vive ansioso demais para evoluir, só que querendo evoluir hoje. E a gente precisa entender a profundidade da palavra esperança. Esperança não é não fazer nada e ficar esperando. Esperança tem dois componentes, né? Um componente tem a ver com a palavra esperar e outro componente tem a ver com a palavra ação. Então, esperar e ana, ação. No esperar eu tenho dois componentes aí. Quando eu espero, eu tenho expectativa, eu tenho ambição, eu tenho meta. Porque eu posso falar, trocar a palavra ambição por meta, expectativa, o que é que eu espero, né? O que é que eu desejo? Qual é minha meta? Então, quando eu tenho esperança, eu preciso ter meta. Quando eu tenho esperança, eu preciso ter um alvo. Eu preciso ter uma ambição. Então, vamos pensar agora nessa equação evolução, né? Evoluir. A minha ambição é me tornar uma pessoa perfeita. É a minha

Quando eu tenho esperança, eu preciso ter um alvo. Eu preciso ter uma ambição. Então, vamos pensar agora nessa equação evolução, né? Evoluir. A minha ambição é me tornar uma pessoa perfeita. É a minha ambição, a tua ambição. É a ambição do espírita, é a ambição do do religioso, da pessoa que tem uma visão espiritual. É a ambição de todo mundo que pensa no processo evolutivo. É a ambição, é a meta, é o objetivo, é a expectativa, é o futuro que a gente vive no presente. Aí vem a esperança a partir da ana, a partir da ação. Não adianta nada eu ter uma ambição se eu não fizer nenhuma ação. Não adianta nada eu ter uma meta se eu não tenho uma eh uma concretude de passos. Aí vem o ingrediente necessário para que a esperança tranquilize essa equação e nos dê uma tranquilidade da alma a partir de hoje e faça com que a gente queira evoluir, mas não fique tão ansioso assim para evoluir, que é o componente da esperança do esperar, esperar o tempo passar. Quando eu espero, eu tenho alguma expectativa, mas quando eu espero, eu também preciso esperar o tempo passar. E aí é o ponto que é esperança, sim. Esperança é esperar também. Esperança é saber esperar também. Saber esperar a partir da ação que eu faço com metas, objetivos importantes, saudáveis. Então, esperança, no final das contas é esperar algo, ter expectativa de algo, ter ambição de algo, saber que esse algo vai demorar para ser atingido, não vai ser hoje. Por isso que a esperança é um é uma construção eh que é feita no hoje, mas não é concluída no hoje, porque depois que você constrói, aí você tem o quê? Você tem eh celebração, não é? mais esperança é celebrar, é comemorar, né? É outro ponto. Não é mais esperar, não é mais expectativa, é celebrar a conquista. E também esperança não é só ter ambição, né, sem fazer nada. O problema é esse. A gente às vezes tem ambição demais, mas não faz por onde. Aí a esperança vem expectativa, né? Ter ambição, mas saber esperar o tempo passar para as coisas acontecerem. Mas não é esperar do

ma é esse. A gente às vezes tem ambição demais, mas não faz por onde. Aí a esperança vem expectativa, né? Ter ambição, mas saber esperar o tempo passar para as coisas acontecerem. Mas não é esperar do nada, é esperar fazendo o que dá, fazendo a nossa parte. Então, quando eu coloco esperança na equação de William James, na equação espiritual, uma esperança em mim, uma esperança em você, uma esperança na nossa capacidade de se transformar, aí a gente começa a conseguir entender, eh, por mais que eu ande, ainda falta. É só que isso não me desanima porque eu estou andando. Isso não me desanima porque eu tenho paciência. Porque esperar é ter paciência, né? Ou seja, esperar o tempo passar. esperança, você tem a meta, você tem um caminho que se tira por com paciência e você tem a ação no hoje. E aí essa paciência acaba sendo o outro ingrediente, né, que está embutido na esperança. Por isso que eu coloquei na introdução a palavra esperança para poder a equação da nossa expectativa evolutiva não gerar um sofrimento demasiadamente evolutivo, esperar que o tempo pode agir, né, e vai agir de acordo com as nossas ações. Aí eu já percebo que sim, eu posso ser ambicioso, eu devo e posso buscar as coisas do céu, eu devo e posso ser tentar ser melhor, tentar ser evoluído, mas devo entender que essa conquista não é no hoje, eu vou paulatinamente conseguindo e aí eu preciso ir celebrando as pequenas conquistas. os pequenos passos, né? Porque a esperança não tá só na expectativa, a esperança está na ação que eu faço, a esperança está na paciência que eu tenho para as coisas acontecerem. Então, dentro da esperança, existe uma certa celebração das evoluções que eu consegui. É como se fosse assim: "Eu não passei ainda na faculdade, mas eu tô tirando nota boa." Que bom. Ah, eu não tirei nota boa hoje, mas eu estou estudando. Em algum momento eu vou conseguir tirar uma nota boa, a conquista. A nota sendo a conquista, digamos assim. Então, para essa ansiedade de evoluir, que todos nós de certa forma temos, né,

ou estudando. Em algum momento eu vou conseguir tirar uma nota boa, a conquista. A nota sendo a conquista, digamos assim. Então, para essa ansiedade de evoluir, que todos nós de certa forma temos, né, especialmente aqueles que, como você e como buscam as coisas de Deus, a gente precisa eh entender que nós somos filhos de Deus. Nós somos deuses, portanto, porque somos filhos do Altíssimo. Essa visão não nos deve dar uma prepotência demasiadamente de acharmos que somos melhores, infalíveis, porque diz o salmo, não. Todavia, apesar de serem filhos do Altíssimo, todos vocês morrerão como qualquer ser humano e cairão, poderão cair como qualquer príncipe. Eu acho interessante que eh a frase do salmo não é assim: "Poderão cair". Eu até interpretei agora poderão. Eles coloca ele coloca caireis como qualquer príncipe acho perfeito. Não é pessimismo, não. Quando a gente pensa numa evolução, num num quadro evolutivo, num quadro reencarnatório, a gente realmente vai ter quedas, entendeu? Não é sendo assim leviano, eh, indulgente demais, né? Não é sendo realista. A gente vai ter quedas. Agora, nesse caminho, e aí vem nesse caminho que eu tô trilhando, é melhor ter alguma queda do que não trilhar, porque só quem não cai é quem não anda, só quem não cai na trajetória é quem fica parado. Então, quem fica parado não cai. Vejamos a parábola do talento. Aquela, aquele indivíduo que pegou os talentos e enterrou, não saiu a semear, a tentar eh multiplicar, ele achou que tava tudo ótimo, mas não. Por quê? Porque ele pegou um talento, ou seja, pegou uma uma luz. O nosso talento é a luz de Deus, né? Ou seja, nós somos deuses, nós somos eh multiplicadores do amor. Então, veja que talento enorme. Todos nós temos uma herança divina. Vós sois deuses, vós sois filhos do Altíssimo. Esse é o principal talento que todos nós temos. E não é pegar o talento e enterrar com medo de errar. é saber que vai errar e se arriscar tentando. Saber que vai errar e se arriscar vivendo. Reencarnação é isso, é ter uma nova chance de viver, é ter uma

é pegar o talento e enterrar com medo de errar. é saber que vai errar e se arriscar tentando. Saber que vai errar e se arriscar vivendo. Reencarnação é isso, é ter uma nova chance de viver, é ter uma nova chance de arriscar a vida, arriscar com cálculo, arriscar com conhecimento, mas de certa forma é arriscar, tentar. Então o salmo vai dizer: "Vocês vão cair como príncipes, não são invulneráveis". No entanto, no entanto, isso não quer dizer que vocês sejam menos, não quer dizer que você tenha que pegar essa perspectiva e se autodepreciar. pegar essa perspectiva e ter humildade. A humildade não é autodepreciação. A humildade é ver a vida com realmo e ver você mesmo com realmo. Nesse sentido, olhar as conquistas que você já fez, celebrar as conquistas que você já fez, mas manter a ambição elevada no Altíssimo. E para que a tua autoestima não fique sempre no negativo, você vai alimentar a humildade com a esperança, a esperança de que você vai conseguir chegar nessa meta, tendo paciência e agindo, tendo paciência de esperar e agindo no que é possível dentro das suas perspectivas. E para isso você precisa eh reconhecer todas essas características que a gente tá dizendo. Ansiedade de evoluir. Geralmente a gente fala de ansiedade ruim, patológica, que transtorno de pânico. Eu queria colocar essa outra ansiedade que, aliás, em muitas pessoas com a visão espiritual e com a visão religiosa da vida, quando adoecem de transtornos de ansiedade, aí agora falando do transtorno de pânico, etc. Esse dilema da evolução entra também em pauta, só que aí entra um outro ingrediente que é uma sensação de culpa constante. E veja que no momento hoje eu coloquei a culpa porque veja, óbvio que a queda em algum momento envolve um erro e óbvio que a queda em algum momento vai levar a um erro que vai ter que levar a um arrependimento e a uma certa culpa para poder a gente continuar eh evoluindo. Porém, no entanto, todavia, sendo redundante, a exigência demais, às vezes faz com que a gente sempre se

er que levar a um arrependimento e a uma certa culpa para poder a gente continuar eh evoluindo. Porém, no entanto, todavia, sendo redundante, a exigência demais, às vezes faz com que a gente sempre se sinta equivocado, errado, e a culpa tóxica paralisa. Então, o ponto que a gente quer chamar a atenção, no final das contas, é o que Jesus colocou: "Não vos inquieteis com o dia de amanhã. Ele fala as bo as bem-aventuranças, o sermão do monte. Imagine as pessoas que estavam lá, né? Bem-aventurados, os puros de coração. Vai ver que coisa longe de mim, pelo menos. Certamente longe de muitos de nós, de todos nós. Dá uma certa angústia, né? Puxa vida, dá uma certa ansiedade para chegar nesse estado e às vezes pode essa ansiedade gerar um desânimo. Aí vem Jesus e fala: "Não vos inquieteis com o dia de amanhã. A cada dia basta o seu mal. E se eu puder complementar, né, na ousadia da complementação dessa frase, pegando todo esse raciocínio que a gente construiu juntos hoje, eu diria também, a cada dia basta o seu bem. Como assim? Amanhã você pode fazer mais e melhor. Amanhã você pode fazer um bem maior, mas o bem que você fez hoje já tá valendo. O bem que você fez hoje já tá entrando na conta, na sua conta emocional, na sua percepção de conquista. Então, a cada dia baixa o seu mal para que a gente não fique tão ansioso de forma apreensiva, pensando na coisa ruim que vai acontecer amanhã. Olha na coisa ruim que tá acontecendo hoje, resolve hoje, deixa amanhã para amanhã", disse Jesus. Mas em vários momentos também, como a gente tá vendo aqui nessas reflexões evangélicas, a cada dia basta o seu bem. Vale a pena sim celebrar o bem que a gente conquista, que a gente fez, porque há tanta coisa boa para fazer, há tanto a construir, há tanta dor para poder a gente consolar, há tanta dor interna pra gente consolar, mas o pequeno bem que a gente faz pro outro e para nós mesmos, o pequeno passo que a gente dá, já tá valendo, já é um passo, já é uma ação. diante da esperança. E aí é a paciência

pra gente consolar, mas o pequeno bem que a gente faz pro outro e para nós mesmos, o pequeno passo que a gente dá, já tá valendo, já é um passo, já é uma ação. diante da esperança. E aí é a paciência de as coisas acontecerem para que a gente saber, para a gente poder saber que sim, da luz do criador nós nascemos múltiplas vidas, vivemos para mesmo luz volver. Que você fique em paz, que eu esteja em paz, que nós possamos ficar em paz até semana que vem.

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