#46 • Jesus e Saúde Mental • Perguntas e Respostas

Mansão do Caminho 29/08/2023 (há 2 anos) 42:38 5,129 visualizações 798 curtidas

WEBSÉRIE • Jesus e Saúde Mental » Episódio 46: Perguntas e Respostas » Apresentação: Leonardo Machado

Transcrição

Boa noite. Estamos mais uma vez juntos para começar o nosso programa Jesus e saúde mental. Em geral, nas últimas terças-feiras de cada mês, eu e o Sérgio Lopes fazemos o Código do Monte, em que analisamos as bem-aventuranças eh à luz do Espiritismo numa perspectiva psiquiátrica, psicológica, emocional. Hoje, porém, excepcionalmente, devido à impossibilidade de de horários, nós estaremos fazendo perguntas e respostas, eh, vindo também ao encontro de várias solicitações que nos foram feitas através do YouTube da Mansão do Caminho ou através do nosso Instagram. Então, fica conosco que temos algumas questões muito pertinentes eh que são úteis para você também. Muito bem, você pode fazer também a sua pergunta aqui no YouTube da Moção do Caminho, pode ser no chat ao vivo, mas o chat ao vivo fica muito difícil às vezes a gente conseguir eh resgatar a pergunta. Então, eh, em geral, as perguntas que ficam mais fácis da gente poder resgatar são aquelas que ficam e nos comentários, né, que ficam guardados embaixo do vídeo eh depois que passa o ao vivo. Então, a gente vai garimpando ali as perguntas do chat ao vivo, mas é um pouco mais difícil de guardar. As perguntas que ficam guardadas embaixo do vídeo do YouTube, depois que a transmissão ao vivo e acaba e também eh lá no meu Instagram. Prof_line Leonardo_line Machado. A gente sempre fica abrindo caixinhas de perguntas nos. Então, hoje, terça-feira, dia 29 de agosto, eu tô lá colocando uma caixinha de perguntas e você pode mandar sua pergunta que ela vai ficar guardada e no momento propício, o mais breve possível, a gente vai lá responder. Dito isso, uma questão muito interessante, muito importante e muito comum que uma pessoa me faz é o seguinte, eh ela tenta eh pensar de uma maneira resignada, né? tenta pensar com todas essas perspectivas do evangelho, eh, só que ela coloca que tem depressão e transtorno de ansiedade, eh, que a devoram, né, sendo que ela é a rimo de família, ou seja, a família, a sustentação financeira depende dela, só

do evangelho, eh, só que ela coloca que tem depressão e transtorno de ansiedade, eh, que a devoram, né, sendo que ela é a rimo de família, ou seja, a família, a sustentação financeira depende dela, só que por conta dessas situações, ela não consegue trabalhar e ela coloca que a parte financeira está se esgotando e ela coloca assim: "Imagine o meu total desespero". Então, como é que eu poderia eh tentar modificar essa situação? Pergunta ela. Eh, primeiro eu diria que essa é uma pergunta que relata uma situação relativamente comum, né? a perda financeira e não só a perda financeira, gerando um impacto eh emocional, mas gerando impactos na família como um todo. Uma outra situação comum eh que ela coloca é quando não é só uma perda financeira, é quando uma pessoa que é o sustentáculo da família, ela não está conseguindo produzir. Às vezes até acontece de a pessoa continuar conseguindo produzir, mas a família não se adequa, né, a uma outra realidade. Às vezes acontece e de a família ter tido posses financeiras em um momento anterior, sendo que ao longo dos anos, né, a os custos de vida vão aumentando e muitas vezes o salário não acompanha. E quando chega uma etapa de aposentadoria, uma etapa eh posterior da vida, a gente não consegue manter o mesmo padrão. Então acho que um ponto importante a gente poder colocar, e aí eu tô falando de forma genérica, eu não sei especificamente a tua situação, mas eu vou colocar coisas que eu vejo, né, e que podem ser úteis para poder a gente compartilhar. Primeiro, como anda, né? a própria saúde dessas outras pessoas que precisam exclusivamente de você para se manter. Se forem crianças, faz parte do do cenário, mas imagine que são filhos que hoje já teniam trabalhar, mas não o fazem, né? orbitando sempre em torno de uma figura que traz a sustentação. Como é que anda a saúde espiritual dessas pessoas? Porque muitas vezes as pessoas acabam também se acomodando e acaba sugando de um alguém que é a mais responsável, a que mais se dedica, né? Pode ser a mãe, pode ser uma irmã e

piritual dessas pessoas? Porque muitas vezes as pessoas acabam também se acomodando e acaba sugando de um alguém que é a mais responsável, a que mais se dedica, né? Pode ser a mãe, pode ser uma irmã e os e a outra familiar fica dependendo, porque às vezes não é nem filho, às vezes é um irmão, uma irmã, um sobrinho. Então tem há pessoas que ficam eh numa postura de vitimização sugando das outras, né, de outras que são as que se doam. Então aqui tem, há que a gente tem que ter cuidado bastante, porque aí a gente tá sem querer alimentando a vitimização e alimentando o a acomodação, o comodismo, tentando ajudar. É como, por exemplo, uma situação que bota bem típico, eh, de uma forma bastante intensa, mas era uma pessoa, né, que sempre se vitimizava. E a irmã dessa pessoa freira, que era de de ofício mesmo, né? Era uma sacerdotisa, uma freira, ela se doava bastante para várias pessoas, inclusive para essa irmã que se vitimizava. E a irmã sempre se vitimizava, sempre se vitimizava. Então tinha ali a freira que se culpava excessivamente. E essa culpa excessiva da freira fazia com que ela se sentisse uma devedora perpétua, ou seja, alguém que está sempre em dívida com todo mundo. E essa vitimização da irmã fazia com que ela fosse uma credora perpétua. Ou seja, sempre as pessoas têm dívida para comigo. E aí uma acabava alimentando a outra. Essa postura de vitimização que cobra, que suga e que gera culpa no outro, acabava deixando a freira se sentindo mais culpada. E quanto mais a freira se tinha culpada, mais ela ficava doando e mais essa que ficava usufruindo. Então, chega uma hora que a conta não bate, chega a hora que o poço esgota. E aí a gente tem que pensar até que ponto também, né, essas privações não são necessárias para o crescimento e o amadurecimento espiritual dessas outras pessoas que orbitam ao redor, né, de você ou de fulano, para que elas também possam se implicar na vida e saírem da postura de vitimização. Mais uma vez, eu estou falando de uma maneira geral, não sei especificamente a

m ao redor, né, de você ou de fulano, para que elas também possam se implicar na vida e saírem da postura de vitimização. Mais uma vez, eu estou falando de uma maneira geral, não sei especificamente a tua a situação, a pessoa que perguntou, mas eu vejo muito isso. E aí a privação pode ser um convite, e aí é uma perspectiva agora ampla também, um convite para a gente abrir mão. me recorda de uma pessoa que rapidamente numa crise financeira mundial não tinha eh que as condições, né, a a aparente condição financeira da pessoa era aparente. Ela não teve condições de pagar as contas logo no primeiro mês de privação, no segundo mês. Mas curioso, no cardápio da família tinha lá a comida de pompa e circunstância, mas ela não tinha dinheiro para pagar as próprias contas. Mas como é que tinha dinheiro para comer a comida mais refinada em casa? Então, precisaria abrir mão, né, para comer uma comida um pouco mais barata, um pouco mais simples, para poder ter eh, digamos assim, as condições de arcar com as suas dívidas, eventualmente até vendendo coisas de casa, se rearrumando. Então, a privação qualquer que seja, e aí a financeira em especial gera um desespero, gera uma angústia, mas também nos faz um convite para que a gente possa aprender a abrir mão. Talvez tenha sido isso, inclusive um dos pontos que Jesus coloca aquele jovem rico que queria seguir Jesus. E Jesus fala: "Vai, então doa tudo que você tem e me segue". E ele fica eh um tanto quanto angustiado, né? porque ele não tava esperando ter que doar tudo. Mas a a exemplificação é porque muitas vezes as posses elas nos prendem a falsas necessidades. E quando nós temos estamos presos a falsas necessidades, nós estamos vinculados ao superérflo. E quando nós estamos vinculados ao superérflo, a nossa felicidade não vai conseguir chegar. Então, às vezes é preciso uma uma um choque da vida para abrir a mente, não necessariamente dessa pessoa que é responsável, que consegue manter, mas dos outros que orbitam ou parasitam às vezes, para que eles possam na privação

ma uma um choque da vida para abrir a mente, não necessariamente dessa pessoa que é responsável, que consegue manter, mas dos outros que orbitam ou parasitam às vezes, para que eles possam na privação aprender as duras penas a abrir mão, porque só podemos seguir a vida de uma forma mais madura se aprendemos a abrir mão. Então, eu gostaria de aproveitar essa pergunta para compartilhar todos esses pontos, né? Uma outra pessoa pergunta assim: "Como é que a gente pode ter consciência tranquila quando nós sabemos que no passado fizemos tantas coisas erradas?" É outra pergunta muito importante, muito pertinente. Eh, vamos colocar então esse tempo verbal. No passado a gente fez equívocos. E aí vamos pensar, muitas vezes acontece como eu vi eh mais de uma vez, a pessoa no passado não era espírita, na realidade nem tinha nenhuma visão espiritual, nem religiosa, era na realidade até ateia. E quando ficou grávida, eh, a gravidez iria atrapalhar os planos mais materialistas que ela tinha naquele momento. Era a visão de mundo que ela tinha naquele momento. E aí ela acabou eh provocando, né, o aborto, fazendo um abortamento de forma voluntária, porque naquele momento, naquela visão que ela tinha, era a solução que ela vislumbrava ser a melhor. Mas a vida vai passando. A partir de outros questões da vida, ela acabou conhecendo a doutrina espírita e mudou radicalmente não só a visão de mundo, mas também as atitudes. E ela obviamente teve esse dilema, né, de como eh como é que pode lidar com o erro do passado. E ela entendeu racionalmente de que no passado ela tinha uma outra visão, né? No passado, ela tinha uma outra perspectiva e por isso ela ficou mais leve com ela mesma. Até que ela voltou a engravidar e durante a gravidez ela teve um uma um quadro de transtorno de pânico iniciado na gravidez. não chegou a ter uma depressão, mas um transtorno de pânico. E aquilo ficava vindo de forma muito angustiante na cabeça dela o pânico, mas também com o tempo vieram as memórias, né, do abortamento.

z. não chegou a ter uma depressão, mas um transtorno de pânico. E aquilo ficava vindo de forma muito angustiante na cabeça dela o pânico, mas também com o tempo vieram as memórias, né, do abortamento. Ou seja, um fato que ela pensou que tinha superado apenas do ponto de vista racional, né? Mas quando ela passa pela situação de gravidez, novamente, que se assemelha à situação anterior, a consciência de culpa, né, vem mais forte na forma de sintomas, na forma de adoecimento e também um quadro espiritual, né, de influenciação, em que ela mais vulnerável, biologicamente falando, até pelo quadro psiquiátrico, a mente dela, né, abria brechas porque aquela ideia dele que poxa, eu fiz no passado algo eh que eu tinha uma outra visão de mundo e por isso eu preciso me perdoar para seguir. Eh, ficou meio esquecida. E ao ficar meio esquecida, vinha a brecha da culpa. E essa brecha da culpa era o gatilho para os obsessores ficarem ampliando, ampliando ainda mais a lembrança. E aí ela ficou bastante encharcada de culpa e de sofrimento. Aí ela foi preciso fazer o tratamento eh profissional adequado e fazerapia, né? além de continuar na casa espírita, trabalhando com resignação e e entendendo as dores do processo, até que ela conseguiu e de uma forma mais aprofundada não só beneficiar os eh obsessores que não necessariamente estavam ligados ao abortamento anterior, eram obsessores que não queriam ver vê-la bem, né? eram também às vezes perseguidores do bem, porque ela começou a desenvolver um trabalho espiritual de muito relevância da na assistência social. E aí quando você faz algo pro bem, você não só tem a a perseguição dos obsessores individuais, assim pessoais, mas também dos inimigos do bem, né? Então, perceberam a culpa que ela tinha e amplificaram. E aí, o que que eu gostaria de trazer para você que me escuta? Não é que o equívoco deixou de ser equívoco, porque você tinha uma outra consciência, o equívoco continua sendo equívoco. que a ele vai ficar guardado no interior e vai vir em algum momento eh como veio

o é que o equívoco deixou de ser equívoco, porque você tinha uma outra consciência, o equívoco continua sendo equívoco. que a ele vai ficar guardado no interior e vai vir em algum momento eh como veio no caso dela na gravidez, uma descompensação, mas não precisa a tua mente ficar se amplificando, né? ampliando para ampliando a culpa, ampliando eh o problema, porque isso vai gerar um martírio a mais, porque vai gerar uma brecha para que os obsessores, perseguidores aumentem a tua angústia. Então, como ter consciência tranquila? sabendo que cometeu um equívoco no passado. Primeiro, sabendo que o equívoco continua sendo equívoco e que, portanto, há um sofrimento inerente a ele. Há um sofrimento que vem junto dele, mas que a gente pode e já fez provavelmente uma trajetória diferente ao longo do tempo. Até porque se a trajetória não tivesse sido diferente, você não estaria angustiada por causa do equívoco. Porque no passado, se o equívoco não gerou angústia, é justamente porque você estava num nível de é consciência, de esclarecimento da consciência menor. Então a a consciência estava aparentemente tranquila, porque também a tua percepção era mais apequenada. Hoje a ampliação das perspectivas, a ampliação da tua consciência fez com que no primeiro momento você ficasse angustiada. Mas a consciência tranquila pode vir quando você não fica alimentando a culpa. Então parece paradoxal. É uma consciência tranquila que envolve angústia, mas não envolve, né? envolve angústia de saber que foi um equívoco, envolve um arrependimento, envolve uma certa tristeza, envolve uma certa raiva em algum momento, mas não envolve isso duplicado ao triplo, porque a consciência tranquila e ela nos diz respeito a um estado em que a gente não fica com a culpa tóxica. Como alimentar, portanto, a consciência tranquila diante de equívocos que cometemos no passado? não alimentando uma culpa tóxica, arrependimento, tristeza, eh a percepção de que foi errado, de que foi um equívoco, a ideia eh toda envolvida nisso, ela

diante de equívocos que cometemos no passado? não alimentando uma culpa tóxica, arrependimento, tristeza, eh a percepção de que foi errado, de que foi um equívoco, a ideia eh toda envolvida nisso, ela existe e é importante que a gente encare de frente, mas eu não vou ficar alimentando uma culpa tóxica, a culpa que fica remoendo, porque eu vou entender de fato que o sof sofrimento vai vir. O sofrimento vem pela melancolia, o sofrimento vem pelo arrependimento. Mas eu não preciso ampliar isso, abrindo brechas para que obsessores, para que perseguidores do bem destru, porque eu não sou uma farsa. Você não é uma farsa. Você é alguém que mudou. E justamente a mudança que você tem hoje faz com que você consiga perceber o equívoco do ontem e não querer repetir. Ó, aí a consciência tranquila. Eu não alimento culpa tóxica. Eu percebo o equívoco, mas desejo e não repito. E aí minha consciência fica tranquila, porque eu sei que estou no caminho. Não porque eu sou perfeito, mas porque eu estou no caminho. Não porque eu não me equivoquei, mas porque eu não me equivocarei mais. Aí está o local da consciência tranquila. Mas para isso, às vezes realmente vem o sofrimento. E o sofrimento como um casal. já numa fase mais idosa da vida, me confidenciava com muita angústia a mesma situação. No passado, antes de terem uma visão religiosa mais aprofundada, eles engravidaram antes do tempo de antes do casamento e aí acabaram optando pelo abortamento. se casaram, tiveram eh filhos e com o tempo foram eh se vinculando ainda de forma mais intensa ao catolicismo e frequentando a igreja, os as missas, enfim, fazendo trabalhos. E quando foi muito tempo depois, né, já idosos fazendo o balanço da vida, vieram. Então, teve teve algum momento que esse pensamento veio à tona e foi muito interessante porque os dois sofreram bastante no primeiro momento que essas lembranças vieram à tona, justamente quando eles começaram a ser a voz. Então veja que coisa curiosa. Parece que quando vem mais uma vez a

orque os dois sofreram bastante no primeiro momento que essas lembranças vieram à tona, justamente quando eles começaram a ser a voz. Então veja que coisa curiosa. Parece que quando vem mais uma vez a maternidade ou mais uma vez uma vida de criança para dentro da nossa existência, algumas coisas do passado retomam porque são memórias muito arraigadas, são memórias afetivas. Então, aí vem o primeiro ponto. Provavelmente eh, a angústia, o arrependimento, a culpa vai vir em você referente a um fato do passado. Quando você estiver passando por esse fato novamente, né? E aí você novamente, mesmo que não esteja buscando a lembrança, em alguma forma essa lembrança vem como emoção, como a memória, como fato. Foi o que aconteceu mais uma vez. E aí eles ficaram angustiados tudo, mas foi bem interessante ver a postura diferente dos dois. Ela conseguiu ver, né, os atenuantes. Todo ato tem atenuantes e agravantes. Os atenuantes são reais, os agravantes também. E todos eles são levados em conta dentro de um tribunal humano. Eles também devem ser levados em conta dentro de um tribunal emocional. Então, ela começou a perceber, por exemplo, que ela tinha ficado eh tinha perdido a mãe justamente naqueles momentos próximos e que ela acabou sendo a filha mais velha, tendo que assumir responsabilidades, que ela não tava muito preparada emocionalmente. Ela se lembrou que ela não teve uma um contato, né, mais profundo de alguém que pudesse auxiliá-la. Ela se lembrou que o marido era filho de uma próle muito grande, né? A sogra dela tinha tido muitos filhos e às vezes no passado sentia muitos filhos, mas não dava para criar todo mundo, né? A mãe acabava vezes que o filho mais velho criava o mais novo, né? E a mãe e o pai ajudavam, né? ali a manter, era outra situação. Então, não era aquela aquela proximidade tão intensa nas questões. Então, faltou o esclarecimento e eles também não tinham a visão eh religiosa que eles tiveram com o tempo. Então, tudo isso fez com que ela entendesse e falasse assim:

midade tão intensa nas questões. Então, faltou o esclarecimento e eles também não tinham a visão eh religiosa que eles tiveram com o tempo. Então, tudo isso fez com que ela entendesse e falasse assim: "Olha, eu sei que foi errado. Eu não queria fazer, não faria de novo." Tanto que não fez, né? tanto que tiveram filhos, tanto que se dedicam à família, mas era o que aconteceu. Eu não posso voltar para trás, eu não posso ficar remoendo um passado. E ela então tentava ajudar o o marido, né, para que ele pudesse também encontrar-se nesse canto. E aí eles foram em determinado momento se confessar com o padre e o padre fala essa mesma linha, né? Essa mesma linha. Se a gente pudesse resumir, né, numa frase, é a famosa frase do Chico Xavier. Eu não posso voltar atrás e desfazer o meu passado. Eu ou refazer o meu passado, mas eu posso olhar paraa frente, né, e construir um novo futuro no meu presente. Isso não significa que eu não me arrependa dos equívocos, mas significa que eu não fico toxicamente culpado, porque eu não fico toxicamente preso, paralisado, e nem deixo, portanto, obsessores, né, perseguidores do bem dizerem para mim que eu sou uma farça e me manterem paralisados, porque é isso que eles querem, é isso que as trevas querem, que você não modifica. Fique, que você fique encharcada na culpa. Você fique encharcado na culpa. Consciência tranquila é possível sim, mesmo na percepção de que nós equivocamos. Eu até diria que a consciência tranquila madura, só é possível quando nós temos a coragem de enfrentar a realidade de que a gente se equivocou. E agora eu digo mais, e de que a gente se equivoca. e de que a gente se equivocará, não querendo, que aí é diferente, aí é um agravante, eu quero, eu faço porque eu quero, não é bem isso, mas que faz parte da nossa humanidade, que a gente deve se esforçar para não eh se equivocar, mas quando o equívoco viiner, a gente ter coragem e humildade para se recompor, para reconstruir. Eu queria mandar um abraço eh para aí vou falar o nome porque ela já colocou

para não eh se equivocar, mas quando o equívoco viiner, a gente ter coragem e humildade para se recompor, para reconstruir. Eu queria mandar um abraço eh para aí vou falar o nome porque ela já colocou em alguns momentos o comentário e eu vi que as pessoas também comentaram a Maria Lopes, né, falando das suas dores, das suas doenças, né, e dizendo que hoje eu só peço a Deus forças e resignação para suportar tudo que eu estou passando. Eu diria para você, a, graças a Deus que você pede isso, não é só isso, é muito. Há situações e há doenças que a gente realmente não consegue curar. Eh, há cânceres de pele que são muitas vezes recorrentes. Eu me recordo pelo menos de três pacientes que atendi ao longo dessa trajetória. Tô lembrando de três, eh, que tinham esse essa esse dilema de cânceres de pele de forma recorrente e como isso afeta o emocional, afeta a autoimagem com doenças de pele quando não são cânceres, mas são outras doenças. que afetam de moda recorrente, que não conseguem ter cura, são um grande eh convite da vida, sim, para resignação, para superação, para humildade, porque mexe com a nossa autoestima, mexe com a nossa imagem corporal, né? Como a gente se vê, eh, a nossa gente chama a nossa autoimagem. Muitas vezes falam de processos expiatórios bastante dolorosos. E por isso que pedir resignação e forças não é só, mas sim muita coisa para poder resistir eh na vida. A mesma resistência que um pai de família eh traz o seguinte, que ele tem um filho de 6 anos de idade e as a mãe, né, eh a mãe do menino se desencarnou quando ele tinha 1 ano e 3 meses e ele hoje já tem 6 anos. E ele fala como isso afeta. Não é bem uma pergunta, é mais um relato que ele traz. E eu queria trazer, a gente imagina assim essa essa dor, né? Primeiro pro menino, porque perder uma mãe é sempre uma dor profunda, como aquela jovem que a mãe desencarnou, não foi nem quando ela tinha um ano de idade, foi quando ela nasceu. Num problema do parto, a mãe acabou desencarnando. Porém, diferentemente de teu filho que

como aquela jovem que a mãe desencarnou, não foi nem quando ela tinha um ano de idade, foi quando ela nasceu. Num problema do parto, a mãe acabou desencarnando. Porém, diferentemente de teu filho que tem você enquanto pai presente na vida dele, ela não teve o pai. O pai acabou fazendo o que muitos pais fazem. Muitos pais nunca se tornam pais de fato, ou seja, nunca nunca deixam nascer a paternidade, ou seja, o sentimento de cuidador para com seus filhos. São pais provedores, são pais que dão coisas, mas que não se doam, não se dão. São pais que cuidam financeiramente, mas que não cuidam emocionalmente. Portanto, nunca viram eh nunca se eh nunca se apropriam da paternidade propriamente dita, porque a paternidade propriamente dita envolve uma postura de cuidado. Envolve uma postura de cuidador. Então, essa jovem não teve esse pai que acabou se debandando também do compromisso. Graças a Deus, ela teve uma tia, mãe, uma família que a acolheu, primos como irmãos, né? E a esposa e o esposo da tia, em um determinado momento, também acolheu como se fosse um pai. e ela pôde eh desenvolver uma outra figura de amor na vida, mas no íntimo ela ficava primeiro se sentindo um pouco culpada, um pouco culpada, porque na fantasia de criança ela acabou achando que a mãe morreu por conta dela, por culpa dela. E é uma fantasia de criança, mas que é difícil de ser trabalhada. Ao mesmo tempo, ela cresceu muito carente, porque essa ausência materna gerava nela uma sensação de desamparo, né? Por mais que a tia fosse uma mãe, mas ela sempre ficava sentindo como seria a minha vida eh em relação à mãe, se a mãe tivesse viva, se tivesse reencarnada. Então é um processo expiatório que gera muita dor, mas de graças a Deus que tanto o teu filho quanto essa pessoa que eu estou contando tiveram figuras que, embora não consigam substituir totalmente uma mãe, mas conseguiram amparar, porque foram figuras que eh tiveram dentro delas a sensação de maternidade, de paternidade, de cuidado. O que você pode fazer é

ora não consigam substituir totalmente uma mãe, mas conseguiram amparar, porque foram figuras que eh tiveram dentro delas a sensação de maternidade, de paternidade, de cuidado. O que você pode fazer é olhar a sua dor, ver como é difícil, como isso afeta o humor, como você colocou, mas perceber também o seu papel, o chamamento que a vida te deu, o compromisso que a vida te deu, né, trazendo essa função tão intensa que pode ajudar a salvar o teu filho, que vai ter certamente dores, sofrimentos como essa moça teve. Mas uma moça que nunca cometeu uma tentativa de suicídio, embora tivesse situações eh de ansiedade, depressão, mas nunca eh alimentou o pensamento de suicídio. Por quê? Porque na vida ela teve referências de amor que acabaram dando um amor pela vida e ela vive muito bem, conseguindo tocar o barco, conseguindo amadurecer. Então, nessa perspectiva, o amor realmente é o que soluciona, né? Por mais que ele não consiga, digamos, apagar a dor, mas ele consegue amenizar o sofrimento. O amor, portanto, é o que tranquiliza a nossa consciência. O auto amor que se desdobra em auto perdão e faz com que a gente saia da culpa tóxica. Oto amor que se transforma em resignação e faz com que a gente suporte as expiações de doenças incuráveis. o autoamor, o amor para com o filho, que faz com que a gente consiga assumir essa esses papéis, essas responsabilidades. Nesse sentido, eu queria terminar o nosso encontro de hoje com trazendo mais duas perguntas que sempre são muito comuns. Eu gosto de responder de maneira a gente fez uma série de vídeos com Filomeno de Miranda, estudando a obsessão, os transtornos psiquiátricos. Eh, mas aí eu sempre trago a ideia também de responder pelo menos uma parte, né, uma um ângulo. E essas perguntas foram assim: como é que a gente pode saber se é transtorno psiquiátrico ou se é mediunidade? Eh, primeiro a gente percebe que é uma linha muito tênue, uma linha muito tênue entre distúrbios biológicos do psiquiátricos, eh, primariamente, e distúrbios

anstorno psiquiátrico ou se é mediunidade? Eh, primeiro a gente percebe que é uma linha muito tênue, uma linha muito tênue entre distúrbios biológicos do psiquiátricos, eh, primariamente, e distúrbios espirituais. que as pessoas geralmente quando botam espirituais colocam assim a obsessão, né? Ah, lembrando que disto espiritual não é sinônimo de obsessão, porque no espiritual também existe a reencarnação, existe, entre aspas, o karma, existe, portanto, os aspectos biológicos. Mas o que eu queria trazer como ângulo hoje é que muitas vezes essas questões são colocadas porque as pessoas têm uma ideia de que olha, se eu detectar, vamos supor que exista eh uma situação complexa que é 100% obsessiva e que não tem nenhum aspecto eh psicológico ou biológico, que isso não existe, né? sempre é uma mistura, porque, por exemplo, a obsessão para se efetuar, ela precisa de alguma brecha psicológica. Veja que eu falei aqui na pergunta anterior sobre culpa. A culpa como a brecha psicológica, né? Eu eh facilitando a obsessão, né? Porque a obsessão se instala a partir da do que nós temos interiormente, abrindo ou fechando as portas, porque senão vai ser só perseguição. A gente vai sentir a influência, mas não vai ser uma obsessão, vai ser uma influenciação temporária. Então, nesse sentido, é que eu tô dizendo que não vai existir 100%, sabe? Mas vamos supor que exista. A gente acha que isso seria um problema menor, mas não é. Porque para uma obsessão gerar problemas emocionais tão intensos, a ponto de mudar comportamentos, a ponto de gerar uma sintomatologia, geralmente são obsessões muito complexas que falam de um passado eh difícil da gente poder mudar. E às vezes eh a gente detecta e isso às vezes não ajuda no sentido de as pessoas permanecerem. Eu me lembro que veio uma pessoa que era tratada por depressão. Vou contar não a história dela só esse fato, né, pela questão da privacidade, mas ela era tratada por depressão, nunca teve problemas de alcoolismo, de dependência alcoólica.

ra tratada por depressão. Vou contar não a história dela só esse fato, né, pela questão da privacidade, mas ela era tratada por depressão, nunca teve problemas de alcoolismo, de dependência alcoólica. Mas naquele dia, um tempão já depois, anos depois, que eu já a conhecia, ela tinha ficado bem da depressão um bom tempo, mas agora tinha tido uma recaída grave da depressão. Quando ela entra para o atendimento, eu sinto, eu senti um cheiro forte de álcool, álcool, bebida alcoólica. E aí, como foi tão forte o cheiro, eu não me dei conta que era uma percepção mediúnica que eu tava tendo. E falei para ela assim: "Você bebeu hoje?" Eu me espantei porque ela não era uma pessoa que tinha problema de alcoolismo. Eh, e dificilmente ela viria para uma consulta dessa forma. Ela me olhou espantada e falou assim: "Não, doutor". Aí eu falei: "Tem certeza?" Ela: "Por quê? Porque eu tô sentindo um cheiro forte de álcool." E aí ela não veja, eu bebi faz uns dois dias, mas hoje e ontem não. Aí eu falei: "Mas me conta aí como é que tá sendo isso?" Aí foi quando ela confessou, né? Ou seja, ela falou que ela vinha bebendo eh no último mês, todos os dias uma garrafa de vinho, duas garrafas de vinho e ficava escondendo, bebia e escondia da família porque ela tava tentando encontrar um certo alívio eh com aquela bebida, mas que ninguém sabia e que ela tinha se espontado, como é que eu tinha percebido, porque fazia dois dois anos, dois dias. Aí eu falei, mas será que tá impregnado em você? Ela, eu acho que não, porque eu fui trabalhar e eu falei: "Ninguém percebeu?" Não, hoje hoje só eu que falei isso. Foi. Aí depois o cheiro foi se dissipando. Eu não fui mais percebendo. Fui percebendo que era uma questão mediúnica que eu tinha percebido. eu tenha percebido tanto a questão, eh, digamos assim, da psicosfera, né, da fotografia do pensamento, né, do corpo astral, que a gente quiser dizer, da aura, como também as energias do espírito, né, do obsessor que tava querendo ampliar o problema dela além da

cosfera, né, da fotografia do pensamento, né, do corpo astral, que a gente quiser dizer, da aura, como também as energias do espírito, né, do obsessor que tava querendo ampliar o problema dela além da depressão, eh, encontrar um segundo problema, um alcoolismo. E falei para ela, né, que ela tava indo para um segundo problema, que ia ser pior ainda. E como já a conhecia há muitos anos, eh, e sabia que ela era espírita, e ela também acabou descobrindo a partir das redes sociais que eu era espírita também, eu me dei o direito daquele momento da gente conversar e falei: "Olha, agora eu vou falar como eh espírita que sou. Você viu que você sabe que eu nunca tentei lhe convencer, não fico eh pregando doutrina espírita durante os meus atendimentos. São posturas, papéis diferentes, mas eu queria lhe dizer que olha, se você pudesse ir para voltar para tua casa espírita, que você tá um pouco afastada, vá, porque acho que isso é um processo também obsessivo, porque eu senti o cheiro. Aí tentei explicar para ela isso que eu tô explicando para vocês, e ela foi para eh o centro espírita tudo, nunca mais eu a vi. Vi muito tempo depois, aí já anos depois eu fazia uma palestra espírita quando vejo, ela tá na fila para eu eh dar algum autógrafo e ela tava com uma situação bastante pior, a fisionomia, angustiada, né? E aí eu vim a saber pelo Divaldo Franco que ali, né, os espíritos eh trataram de ela sair do meu da minha influência. Por quê? Porque seria seria pelo menos abordado a situação em maior profundidade, eh, a questão obsessiva, a questão espiritual, a questão reencarnatória. E aí não queriam que ela ficasse bem. Então, portanto, fizeram com que ela mudar, ficar a família, enfim, acabou que ela foi para outro local, né, que não teve a possibilidade de ajudá-la completamente nesse aspecto. E ela ficou um tempo também, né, sem ter o contato com o espiritismo. Então, veja que coisa curiosa. Não necessariamente o fato de a gente detectar uma obsessão e e não necessariamente o fato da gente

E ela ficou um tempo também, né, sem ter o contato com o espiritismo. Então, veja que coisa curiosa. Não necessariamente o fato de a gente detectar uma obsessão e e não necessariamente o fato da gente falar pra pessoa, isso é vai ser melhor, né? Ou seja, se a gente detecta, se a pessoa sabe, vai ser melhor pro tratamento. Nem sempre, porque são obsessões muito complexas que mexem em mecanismos eh sutis da mente para, no final das contas ludibriar, né, enganar você para justamente você se afastar do canto que você ajuda, receberia ajuda. Então vai se afastar da casa espírita, vai beber uma água frudificada e vai dizer que a água frodificada foi que atrapalhou, como eu vi uma pessoa dizendo, na casa espírita, vai ver a luz, como vi outra pessoa. Não, não gostei daqui não, porque essa luz tá muito pouco. Eu gosto do lugar mais iluminado. Olha que coisa. Porque ele não foi lá e trocou a lâmpada, né? é que as pessoas encontram problemas para não se ajudarem e esses problemas são amplificados para eh a partir de obsessões. Então, às vezes é melhor até que elas nem soubessem, mas que continuassem indo do que recebessem essa influenciação. às vezes é melhor que elas continuem eh num local de fé, que vão encontrar ajuda, que não não necessariamente um local espírita, que às vezes nem teriam a preparação para poder encarar de frente o problema e saírem da das esferas obsessivas. Então, a complexidade é grande. Por isso que humildade, perseverança, amor, resignação são ingredientes importantes pra gente poder lidar com essas questões da saúde mental. Muito obrigado, até a próxima. Semana que vem a gente também faz perguntas e respostas, então manda aí as suas questões que a gente pode tentar desdobrar. Um grande abraço.

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