160 anos de O Céu e o Inferno - Sandra Della Polla | AEE/FEB

FEBtv Brasil 03/02/2026 1:59:41

“Live em homenagem aos 160 anos de O Céu e o Inferno, com Sandra Della Pola. Live realizada em 23 de novembro de 2025. Promoção: AEE/FEB em colaboração com as Comissões Regionais Norte, Nordeste, Centro e Sul.

Transcrição

Que bom poder reencontrá-los em mais essa oportunidade. É realmente uma honra participar de uma homenagem a uma obra tão especial, tão motivadora paraas nossas vidas no trabalho significativo, imprescindível, diria, do nosso codificador. Para fazer a abertura do nosso encontro, eu vou destacar só uma frase, duas frases que constam na introdução da obra e que nós gostaríamos que fosse o objetivo realmente que movimentasse todo o nosso trabalho e que ficasse em nossos corações ao final dessas horas, dessas 2 horas aproximadamente que estaremos juntos. O codificador diz assim na introdução, referindo-se ao livro: "É o guia do viajante antes de adentrar em um novo país. Aí a vida de Além Túmulo se desdobra em todos os seus aspectos como um vasto panorama, de modo que todos poderãoir neste livro novos motivos de esperança e de consolação e novas bases para o fortalecimento da fé no futuro e na justiça de Deus. É exatamente isso que acontece quando nós nos inteiramos da obra no seu na sua completude. Eh, viajamos em toda a parte primeira, a parte mais teórica, filosófica da doutrina, que como diz um dos seu dos autores que analisam a obra, é uma obra que acabou dando eh o golpe de misericórdia em toda uma filosofia, mesmo que cristã, ultrapassada. e formalista em relação a essas esferas espirituais que são o destino da nossa caminhada eh evolutiva pós-me. E é efetivamente uma obra que nos permite, então, uma vez analisando essa primeira parte mais teórica, mais filosófica, imprescindível paraa compreensão da doutrina e a sua proposta, mas que tem no seu complexo metodológico uma segunda parte que apresenta então exemplos. É como se nós pegássemos a primeira parte e transformasse a primeira parte em vivências propriamente ditas. O que numa obra isso é muito significativo, é imprescindível num livro, quando a gente adentra um livro que a gente possa vivê-lo efetivamente. Isso então faz parte da nossa construção em relação à obra, esse diálogo com o autor que nos permite viver a obra, mas ele

ivro, quando a gente adentra um livro que a gente possa vivê-lo efetivamente. Isso então faz parte da nossa construção em relação à obra, esse diálogo com o autor que nos permite viver a obra, mas ele metodologicamente organizou-a de forma que efetivamente nós pudéssemos fazer isso. Então, ele filosofa na primeira parte, ele teoriza na primeira parte e nos traz exemplos de de pessoas que partiram para a pátria espiritual e como é que elas se encontram. E nós vamos ver realmente que há motivos para esperanças e consolações, porque não existe um inferno eterno e nem isso seria efetivamente justo, fruto de um ser perfeito, bom e justo. Mas também a obra nos permite entender que essa na leitura das da exemplificação de cada um dos espíritos que ali trazem os seus depoimentos, nós percebemos que eles estão em função de uma escolha. Não há propriamente um determinismo, você vai para cá ou vai para lá, mas nós caminhamos em direção às nossas próprias escolhas. Então fica eh como objetivo do nosso trabalho essa par microparcela da introdução do livro. Eu vou compartilhar a tela e nós então eh já começamos. Os estudiosos têm tido a oportunidade de dizer, referir e nós mesmos podemos constatar em visitas às nossas instituições com irmãs, que é uma obra pouco conhecida dentro da codificação. E eu digo que nós mesmos podemos fazer essa constatação, aliás, na introdução da versão da tradução de Herculano Pires, ele faz uma breve reverência sobre isso. Nós podemos constatar porque normalmente as instituições trazem o estudo de O Evangelho Segundo o Espiritismo, o estudo hivo dos espíritos, até mesmo o estudo do livro dos médiuns. relativamente ao estudo, assim como palestras, né, o estudo de AES e em particular de céu inferno, poucas instituições ainda se prestam a fazê-lo. Então, mesmo entre nós espíritas, não é das obras da codificação mais conhecidas quando se faz um levantamento, mas quando se dedica a fazer uma eh um mergulho na obra, há efetivamente primeiro um encantamento do leitor pela logicidade,

o é das obras da codificação mais conhecidas quando se faz um levantamento, mas quando se dedica a fazer uma eh um mergulho na obra, há efetivamente primeiro um encantamento do leitor pela logicidade, pelo encadeamento absolutamente racional, lógico, entreligado entre os aspectos e os fundamentos trazidos por Kardec, particularmente Na primeira parte, ele faz uma conversa com o leitor, um diálogo com o leitor. E essa é uma das razões pelas quais, particularmente, o texto cardequiano me encanta pel esse diálogo que ele faz com o leitor, mostrando teses preexistentes à doutrina e a tese revolucionária que a doutrina então apresentava no seu nascimento e que, sem dúvida alguma apresenta em muitos aspectos até nossos dias. Nós sabemos que o livro ele vem desenvolver a quarta parte da obra basilar, os o livro dos espíritos. O livro dos espíritos, como nós sabemos, é dividido em quatro partes. Da primeira parte das causas primárias, ela foi desenvolvida pela obra A Gênese, que cronologicamente é a última a ser publicada em 1868. Depois nós temos a segunda parte da relativamente ao mundo espírita, ao mundo dos espíritos. Uma das dos capítulos está desenvolvido em o livro dos médiuns de 1861, a segunda obra cronologicamente publicada. Depois nós temos a terceira parte do livro dos espíritos, das leis morais, que está desenvolvida na obra O Evangelho Segundo Espiritismo, 1864, terceira obra cronologicamente a ser publicada. Finalmente, a quarta e última parte está desenvolvida em O Céu e Inferno. Quarta obra da codificação cronologicamente publicada, publicada em 1865. Então, a quarta parte, nós temos aqui, só pegar o apontador dela. Nós temos aqui na quarta parte dois capítulos. O capítulo primeiro das penas e gozos terrenos. e o capítulo segundo das penas e gozos futuros. E ele intitulou essa quarta parte das esperanças e consolações. É a parte que deduz as consequências, adequação ou não à lei divina. Na primeira parte, Kardec, do livro dos espíritos, Kardec analisa o objet define

ou essa quarta parte das esperanças e consolações. É a parte que deduz as consequências, adequação ou não à lei divina. Na primeira parte, Kardec, do livro dos espíritos, Kardec analisa o objet define o objeto de, é como se fosse um projeto de pesquisa o livro. Então, ele faz a definição do objeto de pesquisa. Na segunda parte, ele aprofunda esse objeto de pesquisa, ele deslinda esse objeto de pesquisa. Na terceira parte, ele demonstra, analisa as leis que incidem sobre objeto de pesquisa, que é o espírito, naturalmente. E na quarta parte ele apresenta o que que acontecerá com esse espírito. Se ele for ao encontro da lei, ele tem um conjunto de consequências imediatas ou remotas na própria existência ou em eh no mundo espiritual e em existências futuras. Então, a obra Céu Inferno vai desenvolver esta quarta parte. No nosso trabalho, nós vamos nos deterpórico, depois nós vamos ao objetivo da obra, que é nada mais nada menos do que a análise da própria introdução. Já vamos fazer aqui um parênteses para dizer que dependendo a editora e dependendo dentro da mesma editora a tradução, nós temos ou não temos a introdução na referida obra. Isso porque nós vamos conversar pouquinho daqui a pouco sobre isso, mas só dando um spoiler, acontece que por algum motivo na quarta edição não constou publicado a introdução e como a as edições, as a as editoras de uma forma geral fizeram a tradução a partir da quarta edição da obra. Na maioria das vezes, nós não encontramos a introdução no livro. A FEV teve a oportunidade de corrigir isso porque nas primeiras traduções que a primeira tradução é de Manuel Quintão, né? A primeira tradução do céu e inferno pela FEB é de Manuel Quintão. Ele traduziu da quarta edição e, evidentemente, não tem introdução, mas posteriormente nós temos uma tradução que é de Evandro Noleto Bezerra, também pela FEB, em que o autor, uma questão de organização da obra, o que que ele faz? ele pega a introdução e adita na obra, soma na obra. Então ele traduz também da quarta

e Evandro Noleto Bezerra, também pela FEB, em que o autor, uma questão de organização da obra, o que que ele faz? ele pega a introdução e adita na obra, soma na obra. Então ele traduz também da quarta edição, ele vai dizer isso eh numa nota de rodapé que eu vou mostrar depois, mas ele na tradução de Noleto nós temos completa com introdução, mas de uma forma geral as obras não têm introdução, que é um fato riquíssimo nas obras de Kardec. as obras de Kardec. Eh, nas obras básicas, nós encontramos na introdução um texto extremamente valioso para o entendimento da própria obra. Ele faz normalmente a apresentação do objetivo da obra. Normalmente não. Nas cinco obras ele faz a apresentação do objetivo. Em todo o material técnico, em todo o material científico, evidentemente a introdução serve para isso, para a apresentação do objetivo e do desenvolvimento da própria obra, que é o que ele faz nas cinco obras básicas. Então, nós vamos falar um pouquinho sobre isso, qual é o objetivo do livro eh O Céu Inferno. E finalmente, no três, no ponto três, nós vamos conversar um pouco sobre a estrutura didática, no que pese ela ter duas partes. Então, na verdade, a obra tem um prefácio que conste ou não nas nas edições que nós tenhamos. O prefácio existe porque na primeira edição ele está, então ele não se esqueceu de fazer prefácio. Então a obra tem um prefácio e duas partes. Mas é interessante que a gente aprofunde um pouquinho tanto este prefácio quanto a organização geral destas duas partes. A gente vai mostrar isso também quando chegarmos neste momento. Vamos então ao contexto histórico. A obra, a primeira edição da obra é de Agosto de 1865. Alguns autores costumam dizer que a obra é de primeo de agosto de 1865 e eu mesma durante muito tempo, quando tratava dessa matéria, também me posicionava nesse sentido, que a obra era de 1eo de agosto de 1865. No entanto, mais recentemente, a análise dos documentos, porque hoje nós temos vários pesquisadores, bons pesquisadores, que vão ao encontro deste processo

do, que a obra era de 1eo de agosto de 1865. No entanto, mais recentemente, a análise dos documentos, porque hoje nós temos vários pesquisadores, bons pesquisadores, que vão ao encontro deste processo histórico, na documentação histórica do espiritismo. E isto vem mostrando que não exatamente as coisas se processaram do ponto de vista histórico, como nós às vezes imaginamos. Se nós vamos à contracapa do livro, no livro dos espíritos, nós temos a data da edição na contracapa. No livro dos médiuns também, mas no céu e inferno não temos. Nós só temos título original francês sem data posterior. Então, uma definição pela contracapa nós não vamos conseguir. No entanto, nós poderemos nos socorrer, alguns autores se socorreram da revista espírita de julho de 1865, aonde ele diz assim, ó, no prelo para aparecer em primeiro de agosto o céu e o inferno ou a justiça divina, segundo o espiritismo, por Allan Kardec, como é que ia ser a obra, né, a sua organização. E é isso que nós temos na revista espírita antes de agosto. Em agosto não é qualquer referência ao céu e inferno. Nós vamos ter uma nova referência em setembro que eu já vou mostrar. Mas o fato dele dizer, e por isso eu me posicionava e sempre que tratava dessa questão da da publicação da primeira edição, eu imediatamente dizia primeiro de agosto porque me baseava nessa fala. Mas isso não é suficiente, porque ele mesmo, Kardec, por exemplo, por ocasião do livro dos médiuns, ele publica na revista espírita de dezembro de 60 que ela vai aparecer em primeiro de janeiro de 61 e ela só apareceu em 15 de janeiro de 61. Então, cravar uma data em termo de dia, de ano, de mês e ano, tudo bem, fica mais fácil, mas em dias é preciso que a gente tenha muita certeza a partir de documentação histórica da época. Outra razão que leva a gente poder afirmar que foi em agosto. Bom, quanto a primeiro de de agosto, eh, e não obstante seja um indicativo de que pode ter sido o dia primeiro, não é definidor e não se pode usar como argumento

gente poder afirmar que foi em agosto. Bom, quanto a primeiro de de agosto, eh, e não obstante seja um indicativo de que pode ter sido o dia primeiro, não é definidor e não se pode usar como argumento somente este de que está na revista de julho de 65, porque em outra vez, pelo menos, ele pontuou uma data e saiu um pouquinho depois. No entanto, eh, se nós vamos a aos pesquisadores dos nossos dias, eles têm uma fala interessante assim, ó, eh, na revista da US de julho agosto de 2024, nós temos um artigo do nosso irmão Carlos S Bastos, aonde onde ele vai falar sobre essa questão do dia primeiro e ele diz o seguinte: "O Celso Bastos é um destes pesquisadores históricos e a meu juiz um bom pesquisador histórico." Ele diz que a Laxatre no seu novo dicionário universal de 1865 informou ter sido em agosto deste ano, data que também encontramos em obras póstmas. A revista espírita de setembro de 185 avisou que a obra já estava à venda presumidamente desde agosto. Um pouco antes de 24 de agosto, o jornal Leveni do Sr. Dbell, ex-secretário de Allan Kardec, anunciou que o livro acabara de ser publicado na livraria de Dia e Companhia. Hum. E aí dá o endereço. Nossas pesquisas encontraram as seguintes fontes primárias. A declaração do impressor foi feita no dia 29 de maio de 1865. Nesta data, portanto, a obra já estava escrita por Allan Kardec, mas ainda seria impressa. Depois disso, em 21 de agosto, foi feito o depósito legal, sendo este registrado no Jornal de Bibliografia da França de 26 de agosto. E ele ainda vai complementar dizendo neste artigo que em relação a primeiro de agosto ele não encontrou nenhuma comprovação de que a obra já estivesse efetivamente à venda publicada. Aí nós temos a questão da circulação da obra. Aqui nós estamos em setembro de 65 e a revista ele vai dizer o seguinte: notas bibliográficas está à venda. Portanto, ela já tinha sido publicada. Se no início de setembro ela estava à venda, não, vejam que ele não tá dizendo como ele disse aqui, ó, no prelo,

r o seguinte: notas bibliográficas está à venda. Portanto, ela já tinha sido publicada. Se no início de setembro ela estava à venda, não, vejam que ele não tá dizendo como ele disse aqui, ó, no prelo, ele está afirmando aqui que ela está à venda. Então, ela tá circulando, tá? Então, se ela está à venda no início de setembro, que é a data da saída da revista, normalmente sair no início do mês, significa dizer que ela foi publicada pelo menos em agosto. Se em julho ela não tinha sido publicada, porque ele avisa que tá no prelo. Prelo é quando tá no finalzinho da edição ali. Em setembro ela estava venda, estava circulando, provavelmente ela foi publicada em agosto. Agora que data de agosto, evidentemente, aí os autores, estes que pesquisam a questão histórica não afirmam que seja, como muitas vezes a gente imaginou, levados pela fala dele da revista de julho, que seja exatamente primeiro de agosto. De qualquer forma, isso é irrelevante, é um detalhe secundário, não irrelevante propriamente dito, mas um dado secundário se considerarmos que efetivamente ela saiu em agosto de 1865. Aí ele diz: "Contendo o exame comparado das doutrinas sobre a passagem da vida corporal à vida espiritual, as penas e recompensas futuros, os anjos e os demônios, as penas eternas, etc.", seguido de numerosos exemplos acerca da situação real da alma durante morte por Allan Kardec. E aí ele vai fazer essa fala: "Como não nos cabe fazer elogio nem a crítica dessa obra, limitamo-nos a dar, a conhecer o seu objetivo pela reprodução de um extrato do prefácio. E além de nós irmos à primeira edição e ela ter prefácio, como essa primeira edição não está traduzida pro português, talvez nem todos nós tivéssemos acesso efetivamente a ela, mas nós temos absoluta certeza, podemos ter absoluta certeza que a primeira edição tinha prefácio, porque ele está dizendo isso aqui na revista espírita de setembro de 65. Ele colocou, ele ele retirou da obra prefácio. Ele vai lá, busca o prefácio e o publica em separata na revista

tinha prefácio, porque ele está dizendo isso aqui na revista espírita de setembro de 65. Ele colocou, ele ele retirou da obra prefácio. Ele vai lá, busca o prefácio e o publica em separata na revista espírita de 1865. Então, aqueles de nós que não quiserem trocar a sua obra, porque efetivamente a tradução de Manuel Quintão é excelente, nenhum reparo, evidentemente, a tradução em si. E não foi um erro que ele cometeu por displicência ou por qualquer coisa nesse sentido. Efetivamente ela não constou na quarta edição. Depois nós vamos analisar o porqu, mas não constou. Poderá ficar com essa sua tradução antiga de Manuel Quintão, que vem sendo reeditada constantemente pela FEB. é uma excelente tradução e pegar na revista espírita de setembro de 65 a introdução, não tem problema nenhum, ler em conjunto, né? E quem quiser tê-la completa, a obra completa, a FEB também possibilita essa opção pela tradução de Evandro Noleto Bezerra, que então a obra está completa. Agora sim, histórico das edições. E isso eu busquei lá num livro do Florentino Bezerra. Florentino Bezerra tem uma obra chamada Resumo Analítico das Obras de Allan Kardec. E é exatamente isso que ele faz em cada uma das obras. É muito interessante. É uma obra inxuta e nos possibilita, possibilita conhecer as questões mais procedimentais, administrativas da própria obra. E nela a gente vai encontrar nesta obra de Florentino Bezerra a primeira edição em agosto de 65, ele não dá o dia, a segunda edição em 1868 e a terceira edição em 186869 e a quarta edição, texto definitivo, revisado, refundido, corrigido e aumentado em junho de 1869. Essa fala está na revista espírita de junho de 1869, que eu já vou mostrar na sequência. Então, significa dizer, e os autores em geral se posicionam, que estas duas edições, a segunda e a terceira, não passaram de uma reimpressão da primeira. Não existem alterações significativas, pelo menos há um autor que refere que da primeira para segunda nós temos na a partir da segunda nós temos a obra em parágrafos para eh

a reimpressão da primeira. Não existem alterações significativas, pelo menos há um autor que refere que da primeira para segunda nós temos na a partir da segunda nós temos a obra em parágrafos para eh em números, né? o número um, número dois, que isso facilita significativamente quando a gente quer fazer uma referência onde é que tá dentro da obra a citação X ou Y, mas na obra em si não houve alterações, ficando as alterações de um texto definitivo, revisado, refundido, corrigido e aumentado por Allan Kardec. Quem faz as alterações na quarta edição é Allan Kardec. E aí de novo, estes pesquisadores que se dedicam à parte histórica de pesquisa, eles nos possibilitaram entender por é que nós podemos afirmar que a quarta edição no obstante Kardec tenha morrido em março e a quarta edição, se diga que é de julho. Ela foi procedida pelo codificador. E aqui está, ó, a venda em 1eo de junho de 1869, o céu e o inferno, quarta edição, contendo numerosos exemplos sobre as situações dos espíritos no mundo espiritual e na Terra. Então, a venda observação, a parte doutrinário dessa nova edição, inteiramente revista e corrigida por Allan Kardec, sofreu importantes modificações. Alguns capítulos foram inteiramente refundidos e consideravelmente aumentados. revista espírita de julho de 1869. A gente poderia dizer: "Bom, mas quem garante que esse texto foi escrito por ele se ele morreu em março? Deixou a revista de abril pronta, mas não a de junho. Quem garante que essa observação é legítima? Nós podemos nos socorrer neste sentido, na observação de que o céu inferno, na sua quarta edição, eh, ela já estava pronta por ocasião da morte do codificado, não a edição, perdão, a revisão. e teve a oportunidade de, enquanto encarnado, fazer a revisão da quarta edição. E como é que nós podemos ter absolutamente certeza disso? por n indícios que estes autores históricos nos trazem. Mas a mim toca muito quando nós vamos à revista espírita de 1869 em março, perdão, em abril de 69. E ali consta o

r absolutamente certeza disso? por n indícios que estes autores históricos nos trazem. Mas a mim toca muito quando nós vamos à revista espírita de 1869 em março, perdão, em abril de 69. E ali consta o catálogo racional das obras eh das obras de Kardec. E nós vamos ver essa esse catálogo que foi publicado, foi impresso por Kardec em março de 69 e circulou aos assinantes da revista em abril de 69. Portanto, a revista de 69 ficou pronta pelo codificador. Ele fez a de março porque ele estava encarnado, morreu no dia 31 e a de abril também foi da da lavra dele, da sobre a sua presidência, sobre a sua gerência e feita e escrita por ele. E o catálogo racional ele circula em abril. Ele ficou pronto em março e circulou em abril. E se nós abrirmos o catálogo, nós vamos nos deparar com a seguinte afirmativa do codificador. Está entre as obras a quarta edição de céu e inferno. Isso é uma prova robusta, é uma prova inquestionável. Nós temos outras provas subsidiárias e nesse sentido, quem nos ajuda muito a chegar nestas possíveis afirmativas é uma entrevista imperdível que está na revista Reformador de abril de 1000 de 2022 a respeito de todo esse processo histórico, quer da obra Gênese, quer da obra S inferno. E aí os entrevistados, entre eles o Bastos, que eu já referi acima, ele vai dizer: "A quarta edição do Céu Inferno, como de fevereiro de 189, prova mais robusta, já que é também referenciada na ata da assembleia geral ordinária daquele ano, assinado por Amelibid, pelo conselho fiscal e por Lemari pela administração, disponível nos arquivos municipais de Paris". Segue ele com a descoberta da primeira versão do catálogo racional que se encontra no museu AOL, impressa por Kardec em março de 1869 e que circulou aos assinantes da revista espírita em abril daquele ano, verificou-se que a quarta edição de céu e inferno era disponível para aquisição na livraria espírita. Então essa situação fica também deslindada e evidentemente todas as mudanças que nós vemos na quarta edição,

se que a quarta edição de céu e inferno era disponível para aquisição na livraria espírita. Então essa situação fica também deslindada e evidentemente todas as mudanças que nós vemos na quarta edição, que aliás ela está significativamente melhorada em relação à primeira, como aliás a segunda edição da do livro dos espíritos está significativamente melhorada em relação à primeira, a segunda edição do livro dos médiuns, significativamente melhorada em relação à primeira, assim com o evangelho, etc, etc, não foi diferente com seu inferno. Kardec era um autor, era um pesquisador, era um professor que ele estava sempre revisando o seu trabalho e querendo apresentar ao seu leitor, ao seu aluno, ao seu público o melhor e se era preciso fazer alterações para torná-la mais clara, mais objetiva, mais entendível, que alcançasse melhor e que trouxesse melhor sistematizado os assuntos tratados, ele fazia mudança sem nenhum problema, não é? Porque ele já tinha feito um trabalho anterior que aquilo não seria mexível, pelo contrário, ele mexia na obra e sempre para melhor. E a rigor nós vemos em relação à quarta edição e a primeira, a quarta edição, ela está significativamente melhorada em relação à primeira. Eu trago aqui as os índices das duas edições, a primeira e a quarta. E começamos pela parte doutrinária, que é a parte primeira. Na edição, na primeira edição, em 65, nós temos 12 capítulos. E na segunda edição de 69, perdão, na quarta edição de 69, nós temos 11 capítulos por uma razão muito simples. Este capítulo aqui, que era o quinto na primeira, teorias compadas do inferno pagão e do inferno cristão entraram para cá, que é na quarta edição, o quarto capítulo, o inferno. Então, olhem ali no índice, no índice da nossa do nosso texto atual. Olhem lá o capítulo capítulo quarto, intuição das penas futuras. O inferno cristão imitado do inferno pagão. É exatamente esse capítulo. Teorias comparadas do inferno pagão e do inferno cristão. Então este capítulo entrou para dentro deste aqui.

das penas futuras. O inferno cristão imitado do inferno pagão. É exatamente esse capítulo. Teorias comparadas do inferno pagão e do inferno cristão. Então este capítulo entrou para dentro deste aqui. Consequentemente suprimiu um. Agora não suprimiu o conteúdo porque o conteúdo que tava aqui, ele entrou aqui. Então em termos de conteúdo, perfeito. Eu não vou nem ler todos os capítulos porque depois nós vamos olhar um por um. Então, só pra gente ver comparativo e comparativamente, a primeira parte com relação a quarta, perdão, a primeira edição com relação à quarta edição, a alteração significativa em termos de estrutura de índice está entre o quinto capítulo que vem a se entrar para dentro do quarto capítulo. Internamente, evidentemente, os capítulos foram significativamente melhorados. em termos inclusive de redação. Na segunda parte nós temos eh duas alterações propriamente ditas. A primeira alteração está aqui nos espíritos felizes, que na primeira edição eram 16, a relação de 16 espíritos felizes e a quarta edição passou para 17 espíritos felizes. E o último capítulo, oito, expiações terrestres, ele tem algumas alterações. Por exemplo, se nós vamos, podem abrir aí, por favor, o capítulo oito, expiações terrestres, vocês vão ver ali, ó, Antônio B. Na primeira edição se chamava Pena de Talião e depois lá adiante, deixa eu ver quem é o fulano. Charles de San G idiota. Constava apenas idiota. Vamos nos lembrar que esta maneira de redigir eh Manuel Quintão segue literalmente a base do que ele está traduzindo. Ele não atualiza a expressão para nossos dias. Nós sabemos que muitas expressões da época de Kardec, elas não têm mais o mesmo significado em nossos dias. Aqui quando em 1 na no século XIX nós chamávamos de idiotia, nós estávamos falando de transtornos mentais, né? A expressão idiota hoje em nossos dias tem outro significado. Ela é pejorativa no século XIX, não necessariamente. Eh, já na tradução de Evandro Noleto, nós vamos ver que ele traduz idiota por deficiente mental.

idiota hoje em nossos dias tem outro significado. Ela é pejorativa no século XIX, não necessariamente. Eh, já na tradução de Evandro Noleto, nós vamos ver que ele traduz idiota por deficiente mental. Tá? Então o que que ele faz? Ele atualiza a expressão. Mas o Manuel Quintão mantém a expressão, o que não quer dizer que Kardec isso, dessa ou daquela manhã, não era significado da palavra no seu tempo. As palavras são expressões vivas e elas mudam o seu significado ao longo dos dos tempos. Feito essa esse passeio, nós podemos ver o seguinte. A questão agora do prefácio. Primeira edição tinha prefácio. Nós podemos ter a certeza disso na parte histórica, porque na revista de setembro ele publicou o prefácio e ele diz que é o prefácio da obra. Então significa que a obra tinha prefácio. Já na quarta edição não constou prefácio. Tanto que aqueles tradutores que se basearam simplesmente na quarta edição, não, as obras não têm prefácio. E aí nós temos hipóteses. Só podemos ter hipótese porque isso está na história. E nós temos quatro hipóteses. Primeiro, o próprio Kardec suprimiu na quarta edição. Kardec tirou prefácio da obra. Menos provável. Não teria porquê uma pessoa tão preocupada em trabalhar em termos de possibilitar o leitor, ao estudante, que entendesse a obra, suprimisse a parte da obra, que me explica o significado da obra. Improvável. Segundo erro gráfico na montagem, ou seja, o prefácio foi, mas por erro ficou fora. Erro dos continuadores. Aqueles que foram depois lidar com a obra, esqueceram ou acharam desnecessário encaminhar o prefácio. são as hipóteses possíveis deste engano. O fato é que ele está devidamente corrigido e nós temos possibilidade de ter ou na íntegra da obra, se optarmos por um tradutor, ou juntando com a revista espírita, se quisermos ficar com o tradutor, eh, o primeiro tradutor pela FEB. E aí nós temos no Brasil não constou prefácio na primeira tradução da FEB de Manuel Quintão e foi resgatada e inserida na tradução de Evandro Noleto Bezerra.

radutor, eh, o primeiro tradutor pela FEB. E aí nós temos no Brasil não constou prefácio na primeira tradução da FEB de Manuel Quintão e foi resgatada e inserida na tradução de Evandro Noleto Bezerra. E aí este Evandro Noleto vai nos explicar no prefácio, na parte prefácio, quando ele inicia o prefácio no rodapé, tem uma fala dele, nota do tradutor. Este prefácio não fazia parte da quarta edição francesa, 1869 de O Céu Inferno, edição definitiva que serviu de base para essa tradução. Apareceu na primeira edição do livro, publicada em agosto de 1865. Ao inseri-la aqui, tivemos em vista resgatar para as novas gerações esses escritos quase desconhecidos do codificador do espiritismo e oferecê-los aos estudiosos da doutrina. Ainda sobre a parte da estrutura da composição da obra, nós podemos observar, não é uma exclusividade da obra Céu Inferno. Ele fez isso com outras obras básicas, mas nós temos a antecipação de dois capítulos na revista Espírita. Antes da publicação da obra em agosto de 65, circulou em fevereiro e março de 65 dois capítulos. Primeiro, em em fevereiro de 65 circulou um artigo chamado Temor da Morte. Depois, em março de 1865, circulou onde o céu. Nota este artigo, onde o céu, bem como do número precedente, número precedente é fevereiro, temor da morte, são extraídos da nova obra que o senhor Allan Kardec publicará próximamente. Vamos ao objetivo. O título desta obra indica claramente o seu objetivo. De fato, o título da obra indica claramente o seu objetivo. Título da obra, o céu inferno. ou o subtítulo A justiça divina segundo o Espiritismo. É um título preciosíssimo e é, repito, como fiz na abertura, é uma obra importantíssima porque, exatamente ela vai trabalhar a questão da justiça divina. É muito difícil viver, aceitar, se tornar uma pessoa resiliente sem o entendimento da justiça. qualquer sentir em relação à injustiça em nosso mundo íntimo como sendo algo a ter que ser aceitado, faz com que nós relaxemos as nossas estruturas internas no cumprimento de

entendimento da justiça. qualquer sentir em relação à injustiça em nosso mundo íntimo como sendo algo a ter que ser aceitado, faz com que nós relaxemos as nossas estruturas internas no cumprimento de uma vida mais ética, de uma vida mais moralizada, de uma vida mais decente. Porque o que fica em nosso mundo íntimo é assim: Se o fulano fez e não deu nada, por que que eu tenho que me esforçar para fazer diferente? Porque fazer errado é sempre mais fácil do que fazer certo, demanda menos esforço. Então, quando nós vamos pensar em fazer o certo, nós precisamos ter paradigmas, nós precisamos ter referências, nós precisamos ter internamente a certeza, pelo menos, de que se não for feito daquela maneira, o certo, o adequado, virá consequências. Porque pelo menos no curto eh numa curta existência, nem sempre, nem sempre nós vamos ver a justiça humana se implantando, a justiça dos homens se implantando. E isso gera uma descrença e uma afrouxamento interno daquilo que nos move a realizar-nos como uma pessoa melhor. Então Kardec quis mostrar, mostra nesta obra o que trabalha, aliás na quarta parte do livro dos espíritos, que é a justiça divina infalível. E por que ela pode ser infalível? E como é que ela se concretiza na sua infalibilidade? Porque não basta também apenas afirmativas teóricas de que a justiça de Deus é infalível. Me mostra isso. Eu quero ver onde é que está a infalibilidade da justiça divina. E ele mostrou na céu inferno. Mostrou na segunda parte quando ele trabalha os exemplos. E a primeira coisa que que nos impacta quando a gente lê os exemplos é: "Mas esse espírito tá tão bem porque ele fez o bem ou esse espírito tá tão mal porque ele fez o mal." Esta correlação é imediata. Ele teorizou na primeira parte que seria assim: quem faz o bem colhe o bem, quem faz não faz o bem não colhe o bem. Isso tá teorizado com muita clareza, mas não tá comprovado. O que comprova essa afirmativa, essa racionalização, é a segunda parte dos exemplos. E aí começa a se construir em nosso

em não colhe o bem. Isso tá teorizado com muita clareza, mas não tá comprovado. O que comprova essa afirmativa, essa racionalização, é a segunda parte dos exemplos. E aí começa a se construir em nosso mundo íntimo. Então eu preciso efetivamente fazer o esforço para fazer melhor, porque é para o meu próprio benefício se fazer melhor. Eu vou estar em condições melhores. Eu vou poder viver um mundo melhor que eu mesmo construo a partir das minhas escolhas. Então, o título da obra mostra o que ela veio. Ela veio apresentar essa justiça divina que apresenta efetivamente o próprio Deus, nosso pai, como de soberana justiça, mas de soberana misericórdia, de soberano amor, de soberana bondade. Porque nós vamos vendo nas penas não a imposição de uma situação eh a partir de uma vontade pessoalíssima, de uma pessoa que simpatiza ou antipatiza com a pessoa que está sendo analisada a partir dos seus atos. Mas nós vamos vendo uma imparcialidade e uma racionalidade na aplicação de consequências. As penas não são nada mais nada menos do que as consequências das nossas próprias escolhas. Nós somos penalizados no sentido de que nós somos responsabilizados. Não é uma imposição pessoal para fazer sofrer sem nenhum sentido e sem um tempo, sem uma periodicidade ilimitadamente, mas é uma aplicação, uma responsabilizão responsabilização da escolha por um período limitado. em que este agente faça o aprendizado das suas consequências, muitas vezes a partir da própria reencarnação, de outras experiências encarnatórias, retorna ao plano espiritual cada vez em situação melhor, se ele for fazendo essas aprendizagens e finalmente posso usufruir porque construiu dentro de si um verdadeiro céu. Então esta justiça divina, ela tem uma aplicabilidade, ela tem uma concretude, ela tem um significado, ela tem uma um fim, um sentido, e ela traz ao agente leitor uma certeza íntima, porque ele vai explicando filosoficamente ao longo do texto teórico da teorização, o que significa exatamente ente consequência, o que que significa

do, e ela traz ao agente leitor uma certeza íntima, porque ele vai explicando filosoficamente ao longo do texto teórico da teorização, o que significa exatamente ente consequência, o que que significa efetivamente penalização, que não é uma uma expressão como muitas vezes nós temos no sentido comum da palavra, porque o sentido comum da palavra pena, ele é desagradável, mas o sentido técnico da palavra pena é responsabilização. E é isso que a lei divina faz em relação a nós, uma responsabilização. Se minha atitude foi positiva, a responsabilização é positiva. Se a minha atitude é negativa, responsabilização é desagradável. Então ela vai mostrando isso pro agente e vai dando a ele, ao leitor, ao estudante, uma convicção de validade do exercício no bem e o entendimento, o sentido de sofrimento, de vicissitude. Não é agradável sofrer, mesmo conhecendo a doutrina espírita. Mas nós entendemos a necessidade, a validade, a importância e o que, afinal de contas, ao término desta passagem, na dor, na vicissitude, o que significa transporicitude e o colhimento das bênçãos e de uma estruturação humana mais fraterna, mais feliz. E isso faz toda a diferença na estrutura psíquica do ser, principalmente daqueles que são mais renites, daqueles que são mais orgulhosos, daqueles que são mais difíceis. Estes precisamos de eh argumentos da solidez de uma obra como céu, inferno ou a justiça divina segundo o espiritismo. Aí ele segue para nos dizer que é o exame comparativo das doutrinas. Isso aqui é a folha de rosto da obra. Nós vamos à folha de rosto. É exatamente isso que nós temos. Exame comparado das doutrinas sobre a passagem da vida corpórea e a vida espiritual. Então, todas as doutrinas que tratam deste material e vamos compará-la. E aí nós vamos ver desde o primeiro capítulo ali o por vir e o nada, o quanto é desagregador, o quanto nos leva a trazer o pior que temos dentro de nós, o quanto nos gera temor, o quanto nos gera medo, o quanto nos gera insatisfação a vivência da existência em função de conceber um

sagregador, o quanto nos leva a trazer o pior que temos dentro de nós, o quanto nos gera temor, o quanto nos gera medo, o quanto nos gera insatisfação a vivência da existência em função de conceber um futuro como nada. E quanto é consolador, motivador de construção de uma pessoa melhor, entização de que o futuro existe e nós o estamos construindo no presente. Então, essas doutrinas comparadoras, ele faz análise nos primeiros capítulos da obra. Depois, as penalidades e recompensas futuras. é outro assunto que ele se detém, quer nas teorias tradicionais que explicam isso, que trabalham essas penalidades, desde a penalidade da vida futura que seja irreversível, né, como por exemplo o inferno eh de algumas filosofias, que era um inferno para todo sempre, até as penalidades e recompensas futuras ensinadas pelo espiritismo como algo que seja construído pelo homem, pelo indivíduo, que vai pautando sua vida de acordo com a lei divina. Depois, os anjos e os demônios, as penas eternas, que absolutamente não existem, são temporais, etc., seguido de numerosos exemplos da situação real da alma durante e depois da morte. principalmente ali no último capítulo, no oito, ali nas expiações terrestres, ele mostra um pouco eh da, principalmente ele analisa, ã, relaciona como foi a vida dele aqui e como ele está naquele momento no mundo espiritual, sendo que nos outros capítulos procede da mesma forma no relato. Seguindo, o título desta obra indica claramente seu objetivo. Mostrei porquê. Nela reunimos todos os elementos próprios para esclarecer o homem sobre seu destino. Como em nossas publicações anteriores sobre a doutrina, nada colocamos neste livro que seja produto de um sistema préconcebido ou de uma concepção pessoal que, aliás, não teria nenhuma autoridade. Significa dizer igualmente esta obra como as demais não constitui as demais obras da codificação não constitui uma opinião pessoal do autor, foi fruto de uma investigação, foi fruto da análise e da organização metodológica das

esta obra como as demais não constitui as demais obras da codificação não constitui uma opinião pessoal do autor, foi fruto de uma investigação, foi fruto da análise e da organização metodológica das revelações dos espíritos que o auxiliaram. no processo ou daqueles que participaram das reuniões mesmo na condição de sofredores e se encontram e se encontraram e possibilitaram a ele ter acesso ao material relativamente a como se encontravam, a como estavam no mundo espiritual. Então nós podemos dizer que a teorização, parte primeira e a parte segunda são absolutamente interligadas. Tudo foi deduzido da observação e da concordância dos fatos. Então, as obras básicas têm essa característica aqui, ó. Aliás, os escritos dele têm essa característica aqui. A doutrina espírita tem esta característica aqui. Ela ele vai dizer inúmeras vezes, desde lá da introdução de O livro dos Espíritos, que ela não se constitui numa opinião pessoal, não foi o texto teórico que procurou prova, veio à prova e depois ele teorizou, né? Ele ele codificou. o conjunto informativo que chegou a ele a partir da revelação. Consequentemente, a prova veio praticamente junta com a construção. E isto faz toda a diferença no processo do entendimento. Não resulta de uma opinião pessoal, mas resulta de uma revelação. O livro dos espíritos contém as bases fundamentais do espiritismo. É a pedra angular do edifício. Todos os princípios da doutrina aí se achavam expostos, até mesmo os que constituem o seu coroamento. Livro dos espíritos. Entretanto, era preciso dar-lhes maior maiores desenvolvimentos e deduzir todas as suas consequências e aplicações. Então, a base efetivamente da doutrina é o livro dos espíritos. Mas naturalmente, sendo ele a base, ele precisava de desenvolvimentos. para construir o arcaboço. E o primeiro desenvolvimento da doutrina espírita, quem vai fazer é o próprio codificador. Ele sistematiza a base, ele sistematiza a doutrina no livro dos espíritos resumidamente. E depois ele desenvolve cada uma das

envolvimento da doutrina espírita, quem vai fazer é o próprio codificador. Ele sistematiza a base, ele sistematiza a doutrina no livro dos espíritos resumidamente. E depois ele desenvolve cada uma das partes, das quatro partes, em outras obras, em obras subsequentes, como nós falávamos no início. Então, ele, na verdade, é o primeiro eh indivíduo, é o primeiro autor, é o primeiro estudioso que desenvolve a revelação inicial que está no livro dos espíritos. Porque se as perguntas são de Kardec, as respostas são dos espíritos no livro dos espíritos, tá? Entre aspas. Consequentemente a doutrina não é de Kardec, é uma revelação. Mas posterior a isso, ele pega as partes, é como se ele pegasse as partes e fizesse um desenvolvimento teórico de cada uma delas. E dentre as quatro partes, cada um dos desenvolvimentos vai se constituir uma outra obra basilar que compõe a codificação. Então ele vai dizer que não obstante a doutrina esteja no livro dos espíritos, efetivamente ela precisava de maior desenvolvimento para que nós pudéssemos entendê-la. Ela precisava de desenvolvimento também no sentido de como é que eu vou aplicar aquela informação que tá posta. Então, com relação, por exemplo, à quarta parte das esperanças e consolações, nós vemos um conjunto de informações que precisavam de uma sistematização filosófica para que eu pudesse entender. E aí vai ser desenvolvida na primeira parte da obra Céu Inferno. Então, entretanto, era preciso dar-lhes maiores desenvolvimentos e deduzir todas as suas consequências e aplicações. Onde é que eu aplico toda essa informação? à medida que tais bases se desdobrassem pelo ensino complementar dos espíritos e mediante novas observações. Então, essas este desenvolvimento também não foi feito por ele no sentido assim exclusivamente pela sua mente, fruto da sua interpretação única exclusiva. também foi subsidiado pelos espíritos da codificação. Ele fazia análise, ele fez a produção teórica das quatro obras subsequentes. O texto é dele, mas sob a revisão dos

interpretação única exclusiva. também foi subsidiado pelos espíritos da codificação. Ele fazia análise, ele fez a produção teórica das quatro obras subsequentes. O texto é dele, mas sob a revisão dos espíritos da codificação. Então ele vai dizer aqui, ó, a medida que tais bases se desdobrassem pelo ensino complementar dos espíritos, então vieram informações subsidiárias que o auxiliaram e nortearam as demais obras da codificação. A gente vê isso muito claramente no Evangelho Segundo o Espiritismo. A gente vê isso nas instruções dos espíritos de Evangelho Segundo o Espiritismo, aonde temos mensagens que desenvolvem os capítulos e mediante novas. Foi o que fizemos em relação ao livro dos médiuns e com o Evangelho Segundo Espiritismo no tocante a ponto de vistas especiais. Por que que ele não botou a Gênese aqui? Porque nós estamos em 65 e a Gênesis é de 68. Ele botou as duas obras que já existiam. É o que fazemos nesta obra sobre outro ponto de vista e é o que faremos sucessivamente nas demais obras que nos restam publicar e que virão a seu tempo. E aí vem a frase que eu já referi. É o guia do viajante antes de adentrar em um país novo. A vida de Alentúmulo se desdobra em todos seus aspectos como um vasto panorama, de modo que todos poderãoir neste livro novos motivos de esperança e de consolação e novas bases para o fortalecimento da fé no futuro e na justiça de Deus. Essa é uma parte, tudo isso aqui que nós lemos agora é a parte do prefácio que trata do objetivo. E nós vamos paraa estrutura didática. Estrutura da obra. Ela tem o prefácio, já referi, toda a obra básica tem prefácio. A primeira parte é a doutrina chamada doutrina, 11 capítulos. A segunda parte chamada exemplos, oito capítulos. Na verdade, aqui nós temos um capítulo que é teórico, que é o passamento, a passagem, e sete capítulos que são exemplos. Nós temos, portanto, um prefácio e duas partes. Essa é a organização estrutural da obra. Nós voltamos à introdução para ver como é que ele diz que iria organizá-la.

e sete capítulos que são exemplos. Nós temos, portanto, um prefácio e duas partes. Essa é a organização estrutural da obra. Nós voltamos à introdução para ver como é que ele diz que iria organizá-la. A primeira parte desta obra chamada doutrina contém o exame comparado das diversas crenças sobre o céu e o inferno, os anjos e os demônios, as penas e as recompensas futuras. O dogma das penas eternas é aí tratado de maneira especial e refutado por argumentos colhidos das próprias leis da natureza. Leis que demonstram não só o seu lado ilógico das teses existentes, centenas de vezes já analisado como a impossibilidade material com as penas eternas caem naturalmente as consequências que se acreditavam tirar de tal doutrina. A segunda parte encerra numerosos exemplos que sustentam a teoria, ou melhor, que serviram para seu estabelecimento. Então, é em cima dos exemplos que dá pra gente teorizar. Veio primeiro a revelação, depois a teorização. A autoridade deles se baseia na diversidade dos tempos e dos lugares onde foram obtidos. Sim. Nós temos ali nos casos eh de várias cidades, de outros países, nós temos de tempos de momentos diferentes, uns casos mais antigos, uns mais proximais à época dele. Sim, a autoridade dela se baseia na diversidade dos tempos e dos lugares onde foram obtidos, porquanto se emanassem de uma fonte única, poderse ia considerá-los como produto de uma mesma influência. como ele sempre disse, a importância da questão da universalidade do ensino. Se nós tivéssemos comunicações de uma única cidade, de um único centro, nós poderíamos estar diante de um, pelo menos em tese, colocar como hipótese a dúvida na autenticidade da comunicação, na condição moral dos médiuns, na eventualidade de uma obsessão coletiva e coisas que tais. Isso se dissipa, esta hipótese se dilui na medida que tu tem a universalidade. Baseia-se, além disso, na sua concordância com o que se obtém todos os dias, seja onde for que as pessoas se ocupem das manifestações espíritas encaradas sob o ponto de vista sério e

a universalidade. Baseia-se, além disso, na sua concordância com o que se obtém todos os dias, seja onde for que as pessoas se ocupem das manifestações espíritas encaradas sob o ponto de vista sério e filosófico. exemplos poderiam ser multiplicados ao infinito, visto que não há centro espírita que não possa fornecer o notável contingente deles. Efetivamente, comunicações nós temos até nossos dias e teremos ainda, então ao infinito. Para evitarmos repetições cansativas, tivemos de fazer uma escolha criteriosa entre os exemplos mais instrutivos. Então significa que entre aquelas que ele validou, significa que ele examinou as comunicações. Então passa pelo cribo da validação, né, da autenticidade, enfim, da qualidade da mensagem e assim por diante. Mas além disso, ele usou um outro critério, é de que não se repetisse a mesma história. Pode ser até haver uma aparecência entre uma e outra, mas há uma diversidade informativa nos depoimentos. Além de haver de múltiplos lugares e tempos diferentes, ele também procura não repetir o assunto porque não traria uma informação nova, consequentemente não traria uma possibilidade nova instrutiva. Cada um deles é um estudo em que todas as palavras têm o devido alcance para quantos desejem meditá-los com atenção. E é absolutamente verdade. mim de todos os exemplos impacta mais o dos espíritos medianos em condições medianas. Por quê? Porque quando a gente lê é tão pouquinho que faltou para ele ser feliz. Já tá em condições medianas. Tá muito bem. Obrigado. Poderia tá pior, né? Não sei nem se eu, né? Eu já me sentiria muito feliz de estar em condições medianas no futuro. Mas na leitura é impactante observar que o que fica na nossa mente é isso, mas faltou muito pouco. Mais um pouco. Ele era feliz e ele não fez esse muito pouco porque ele cansou, porque ele desistiu por isso ou por aquilo. Muito parecido quantas vezes a gente se deixa levar por esse eu não vou fazer tudo, não vou fazer mais, né? cansei, não vou repetir, vou largar, não tô sendo

orque ele desistiu por isso ou por aquilo. Muito parecido quantas vezes a gente se deixa levar por esse eu não vou fazer tudo, não vou fazer mais, né? cansei, não vou repetir, vou largar, não tô sendo reconhecido, etc, etc. E ele deixou então de ser um espírito feliz para ser um espírito em condições medianas. Então, cada um deles é um estudo em que todas as palavras têm o devido alcance para quantos desejem meditá-las com atenção, visto que de cada ponto jorra uma nova luz sobre a situação da alma após a morte e sobre a passagem até agora tão obscura e temida. da vida corpórea à vida espiritual. Então, os depoimentos trazem muito detalhamento sobre esse momento realmente tão eh tão impactante para qualquer um, mesmo para nós que que temos algum estudo sobre conteúdo, sobre nós espíritas que conhecemos alguma coisa, ele é um momento impactante. É como se costuma dizer, a maioria de nós não tem medo de morrer, mas tem um receio do desencarne, que é aquele processo do desligamento propriamente dito. Como é que ele vai ser? em função de nós termos ainda as dificuldades de fazer essa eh esse desapego das questões materiais, né? Então, a os exemplos eles trazem exatamente isso. São às vezes pequenos detalhes que prendem a alma a sua realidade material. Às vezes não é nem ao seu corpo propriamente dito, mas a realidade material. E isso lhe traz muitos tipos de sofrimentos, muitas dificuldades de adaptação à realidade espiritual. É o guia do viajante. Antes de adentrar um país novo, a vida do além túmulo se desdobra em todos seus aspectos. A gente já leu. Nesses exemplos tomados em sua maioria dos fatos contemporâneos, dissimulamos os nomes próprios. Toda vez que julgamos útil fazê-lo em razão de conveniências facilmente compreensíveis, claro, especialmente na situações mais delicadas ali de sofrimento, de crimes e etc. É evidente que ele alterou os nomes e deveria fazê-lo mesmo paraa preservação da intimidade do do declarante, da intimidade do depoente, né? Isso gera uma questão também de respeito de

e crimes e etc. É evidente que ele alterou os nomes e deveria fazê-lo mesmo paraa preservação da intimidade do do declarante, da intimidade do depoente, né? Isso gera uma questão também de respeito de humanidade. E nas questões dos espíritos felizes, eh nós vemos a maior propriedade também ali na na declinação dos nomes. Por exemplo, ali nós temos o Sanson, que foi membro da sociedade de Paris, cujo desprendimento é muito rápido. A gente percebe a rapidez entre o desencarne, a primeira mensagem, depois a rápida adequação da segunda mensagem para sucessivas e assim por diante. As mesmas razões que nos fizeram omitir os nomes dos médiuns e o Evangelho segundo o Espiritismo, levaram-nos a omiti-las também nesta obra, tendo em vista mais o futuro do que para o presente. Vamos nos lembrar que na obra O Evangelho Segundo Espiritismo, ali no prefácio, ele falou que não iria declinar o nome dos médiuns, porque muitos deles pediram que não fosse declinado. E ele atendeu. Por quê? Porque não há importância efetivamente no médium, mas na mensagem. E o verdadeiro trabalhador e o verdadeiro médium não valoriza-se tanto quanto a mensagem, seja ela de um espírito elevado, seja ela de um sofredor. Ele é apenas o meio intermediário e não tem qualquer importância no processo da comun da mensagem em si, do conteúdo em si. consequentemente, não há razão para declinar do nome. Os médiuns sinceros os compreendem a gravidade da missão que desempenham, consideram-se como instrumentos que a vontade de Deus pode aniquilar tanto quando o bem o entender, caso não atuem segundo os seus desígnios. Eles são só os intermediários. Isso também está no prefácio. Voltando à estrutura, nós vimos já tem prefácio, primeira parte, segunda parte, doutrina, exemplos, consequentemente, na primeira parte nós temos a teoria e na segunda parte nós temos a vivência. Então, primeira parte, parte teórica, contendo o exame comparado, etc. Toda aquela que ele coloca usando só a folha de rosto da obra. Na segunda parte, a

eoria e na segunda parte nós temos a vivência. Então, primeira parte, parte teórica, contendo o exame comparado, etc. Toda aquela que ele coloca usando só a folha de rosto da obra. Na segunda parte, a parte vivencial, os exemplos apoiando a teoria, melhor servindo da base para a teoria. Agora nós vamos aos 11 capítulos da primeira parte e nós começamos pelo por vir e o nada. Nós temos aí os itens 1 a 14. Temos 14 itens no capítulo um. E eu vou retirar de cada um deles um trechinho muito rápido para que a gente possa fazer uma reflexão. Pela crença em unada, o homem concentra todos os seus pensamentos forçosamente na vida presente. Esta preocupação exclusiva do presente conduz o homem a pensar em si, de preferência a tudo. É, pois o mais poderoso estímulo ao egoísmo. Realmente, não acreditando na continuidade da vida, a nossa única opção é pensar exclusivamente no presente. E se precisa pensar exclusivamente no presente, porque não terá mais nada, vai sucumbir com a morte, vai deixar de existir com a morte. Evidentemente tem que pensar em si. E aí então sim os fins justificam os meios. E não não importa a maneira como eu chego a algum lugar, importa que eu chegue aquele lugar. E se precisar fazê-lo às expensas de outro, desconsiderando o outro ou machucando o outro. E seja assim, porque é a única maneira de eu conseguir a felicidade uma vez que eu morro. Em algum momento eu morro, vem expressões tais como a vida é curta, se eu não fizer por mim, ninguém vai fazer e assim por diante. é um perigoso, uma perigosa escolha, um perigoso balizador. O porvo, possibilidade de continuidade, ou seja, impossibilidade de continuidade, na verdade é um estimulador à manutenção das nossas piores coisas. Vejamos, por exemplo, na nós podemos ver na situação agora que vivenciamos em termos de país, que foi a reunião dos países em nosso país para definir a questão do clima. Se nós tivéssemos uma visão mais espiritualista da vida, as decisões teriam avançado um pouquinho mais, porque cada um de nós sabia, saberia que

s países em nosso país para definir a questão do clima. Se nós tivéssemos uma visão mais espiritualista da vida, as decisões teriam avançado um pouquinho mais, porque cada um de nós sabia, saberia que iria voltar para provavelmente para esse mesmo planeta. muito possivelmente para esse mesmo planeta, nas condições que está construindo o planeta. Se o planeta já está vivendo neste momento situações extremamente graves no que tange a catástrofes climáticas, projeta isso para 50, 60 anos, 100 anos. Se nós fôssemos líderes e tivéssemos esta noção, pelo menos essa hipótese de de possibilidade de vida, de realidade, isso não é uma tese mística, como eles dizem, como alguns materialistas dizem. Se nós pudéssemos ter um processo de divulgação espírita abrangente, efetivamente, nós teríamos decisões mais contundentes, mais profundas em relação à melhoria e à nossa participação nessa melhoria. Segue o texto. E nesta circunstância, é nestas circunstâncias que o espiritismo vem opor um dique a difusão da incredulidade. Não somente pelo raciocínio, não somente pela perspectiva dos perigos que ela acarreta, mas pelos fatos materiais, tornando visíveis e tangíveis a alma e a vida futura. E isso no de espiritismo é que faz toda a diferença. São as questões materiais, ou seja, as comunicações, a vida de além túmulo se interagindo conosco, trazendo seu depoimento, atuando nos nossos dias, nas nossas escolhas e assim por diante. Então, efetivamente, Kardec faz, eu trouxe aqui um apanhado de que dois parágrafos já cortados, mas neste capítulo ele faz um apanhado muito interessante desta nocividade em todos os sentidos da ausência de uma crença na vida espiritual. Mas uma crença na vida espiritual, uma crença qualquer também não adianta muito, porque é o crer sem uma comprovação científica. é um continuar a existir sem bem saber como. E por isso ele pauta aqui nesse parágrafo que eu salientei aqui no fim, na minha última escolha, meu último recorte, a importância do espiritismo. Porque o espiritismo não é só uma

sem bem saber como. E por isso ele pauta aqui nesse parágrafo que eu salientei aqui no fim, na minha última escolha, meu último recorte, a importância do espiritismo. Porque o espiritismo não é só uma doutrina espiritualista. Para o espiritismo não existe apenas a sobrevivência da alma, o que pode parecer muito, mas se eu não sei depois como é que essa alma vive, para onde é que ela vai, o que que ela faz, onde é que ela interage, fica quase que a mesma coisa de não crer nessa continuidade. Por exemplo, se essa alma vai dormir eternamente, que que adianta sobreviver? Então, é uma sobrevivência, como traz o espiritismo, que me dá uma uma possibilidade de entender que não só a vida continua, mas ela continua com a individualidade. Eu não só sobrevivo à morte, mas se eu sobrevivo e continuo sendo eu, é um eu individual. E quem faz isso naturalmente é o perespírito e consciente de que eu sou eu, estando aonde? Fazendo o quê? A vida continua na perspectiva e na defesa da tese espírita, ela continua em uma outra dimensão. esse espírito atuante, interagindo com os que aqui ficaram, interagindo entre si e com a possibilidade, ou melhor, com o futuro construído por si mesmo. Onde é que efetivamente se vai estar neste futuro de acordo com o seu presente? Então, o primeiro capítulo, o segundo capítulo, temor da morte, itens de 1 a 10. Então, ele tem 10 itens e ele tem dois subtítulos, causas do temor da morte e depois porque os espíritas não temem a morte. Nas causas do temor da morte, eu pensei, fiz um recorte de um parágrafo. Para libertar-se do temor da morte, é mistério poder encará-la sob seu verdadeiro ponto de vista, isto é, ter penetrado pelo pensamento no mundo espiritual, fazendo dele uma ideia tão exata quanto possível, o que denota da parte do espírito encarnado um tal ou qual desenvolvimento e aptidão para desprender-se da matéria. Então, o que pode efetivamente nos trazer uma ausência de temor são dois pontos principais. Primeiro, o entendimento deste por vir,

tal ou qual desenvolvimento e aptidão para desprender-se da matéria. Então, o que pode efetivamente nos trazer uma ausência de temor são dois pontos principais. Primeiro, o entendimento deste por vir, como é que ele efetivamente se dá. E segundo, o desenvolvimento de uma aptidão para desprender-se da matéria. E repito, desprender-se da matéria não é desprender-se apenas do corpo, o que já é muito, porque muitos espíritos ficamos aprisionados aos aos restos mortais. Mas não é só isso. Para que nós possamos ter um absoluto ausência de temor e uma facilidade na transição natal da passagem, que a gente vai ver ali na segunda parte, a necessidade do desenvolvimento de um desapego às questões referentes à materializ materialidade. E isto é mais difícil, é complexo, porque são tantos os detalhes que o indivíduo precisa aprender a desapegar-se, não é deixar de viver aquas coisas necessariamente, porque muita delas até são positivas, são boas, são são estão dentro da lei, não há prejuízo a ninguém, não há produção de prejuízo a ninguém, mas precisa ser feita sem a dependência da coisa. Então, por exemplo, nós vamos ver na obrairos da vida eterna de André Luiz, um dos casos que mais me tocou foi o do Dimas, porque era um benfeitor, fez muito bem enquanto estava encarnado, o que ele creditou a assistência de uma equipe especializada, um tratamento muito personalizado, muito especializado da equipe espiritual. Mas qual foi o dificultador do desprendimento? O apego a dependência ao ciclo familiar. Tanto que para que ele pudesse efetivamente desencarnar, tiveram que afastar a família do quarto onde ele estava, porque aquela relação fluídica estava dificultando. Então, eu fiz tudo que eu precisava fazer, porque para ser feliz precisa fazer o bem, para não ter que passar por nenhuma situação desagradável nesse transcurso daqui para ali, é fazer o bem. Isso ele fez. Mas a dependência, o apego às questões materiais, que não foi seu corpo, não foram os bens materiais propriamente ditos,

ação desagradável nesse transcurso daqui para ali, é fazer o bem. Isso ele fez. Mas a dependência, o apego às questões materiais, que não foi seu corpo, não foram os bens materiais propriamente ditos, mas foi esse pequeno detalhe. Então, efetivamente é muito delicado e não é fácil essa construção. E Kardec, na análise da causa do temor mostra onde é que ela está efetivamente localizada. Primeiro não saber o que vem depois. Agora, se não sei o que vem depois, é claro que eu temo. Segundo, em não procurar desenvolver essa aptidão de desprender-se. Desprender-se, desapegar-se, repito, não é ausência de viver. Enquanto ele estava encarnado, é evidente que ele tem que viver com círculo familiar, gostar da vivência, aproveitar a vivência, curtir a vivência, mas não depender da vivência. são coisas completamente diferentes. Na outra parte, na questão de por espíritas não temem a morte, o que não deixa de ser algo questionada, [risadas] né? A gente precisa refletir se efetivamente não teme. Mas enfim, por que que a gente não precisaria temer a morte? nós vamos ver que ele diz o seguinte: "A doutrina espírita transforma completamente a perspectiva do futuro." Então, de fato, como nós temos um conhecimento e na medida que nós tenhamos um conhecimento é aprofundado, substanciado, contundente nessa questão do futuro, não é superficial. E por isso a mim chamou muita atenção, me chama muito atenção quando converso com companheiros espíritas que não necessariamente analisaram o céu e inferno com a profundidade necessária. não fizeram um estudo aprofundado do céu inferno, porque esta obra vai nos subsidiar e muito a construção desta perspectiva de futuro, como as demais obras da codificação, como as obras complementares boas, a leitura constante de obras está constantemente envolvido com as obras espíritas. ter como hábito a leitura, ela não pode ser dispensada. Nós temos, hum, agora nesses meses que vamos adentrando o a hipótese das férias de verão, né? nosso país entra no verão,

com as obras espíritas. ter como hábito a leitura, ela não pode ser dispensada. Nós temos, hum, agora nesses meses que vamos adentrando o a hipótese das férias de verão, né? nosso país entra no verão, enfim, nós podemos tirar férias e manter as nossas atividades, tirar férias da do estudo sistematizado, porque o Centro Espírita suspende a sua atividade nesta área, enfim, e mantermos em em perfeita conexão com a leitura, porque tenhamos o hábito da leitura. Esse é um hábito muito importante, porque ele vai estar constantemente nos possibilitando viver nesta dimensão espiritual, estar por alguns momentos nesta dimensão espiritual. As boas obras espíritas, elas nos possibilita isso. Os romances, romance no sentido, não é história de amor, né? Romance é uma forma literária. essa leitura constante de romances, de obras, quer da série André Luiz, quer na na do espírito Manuel Filomeno de Miranda, vai depender se gostamos mais de Vony Pereira, aí vai depender da nossa preferência pela redação, mas estarmos em contato constante com esse tipo de literatura, a fim de que nós possamos estar em contato constante com a realidade do mundo espiritual e irmos solidificando no passo a passo a realidade espiritual. Primeiro porque é a nossa realidade, inclusive quando nós estamos encarnados, porque mais de 8 horas da nossa vida diariamente nós estamos na dimensão espiritual e precisamos estar numa boa dimensão espiritual. Então, precisamos ter essa aprendizagem. O exercício da prece não deixa de ser também uma transmutação para a realidade espiritual. É evidente que durante o dia nós temos que lidar com as questões materiais, porque nosso dever inclusive ser elementos contributivos na existência em relação a nós, em relação ao outro, em relação ao mundo, em relação às nossas profissões, mas ter essa possibilidade dessa análise constante e diária do da realidade espiritual. Então ele diz: "A doutrina espírita transforma completamente a perspectiva do futuro a vida futura deixa de ser uma hipótese para ser

idade dessa análise constante e diária do da realidade espiritual. Então ele diz: "A doutrina espírita transforma completamente a perspectiva do futuro a vida futura deixa de ser uma hipótese para ser realidade. O estado das almas depois da morte não é mais um sistema, porém o resultado da observação. Ergueu-se o vé. O mundo espiritual aparece-nos na plenitude de sua realidade prática. Não foram os homens que o descobriram pelo esforço de uma concepção engenhosa. São os próprios habitantes deste mundo que nos vem descrever a sua situação. Aí os vemos em todos os graus da escala espírita, em todas as fases da felicidade e da desgraça, assistindo, enfim, a todas as peripécias da vida de Além Túmulo. Eis aí, porque os espíritos encaram a morte, os espíritas, perdão, encaram a morte calmamente e se revestem de serenidade nos seus últimos momentos sobre a terra. Sim, os verdadeiros espíritas logram esse efeito na medida efetivamente que fazem esta construção particular. Depois nós vamos pro capítulo três, o céu, que tem 19 itens. vai do item um ao item 19. E nós já conseguimos ver por três capítulos que ele não segue a mesma metodologia do livro dos médiuns. No livro dos médiuns, a obra começa no item um e vai na sequência. Não, ele segue a mesma metodologia que ele usou no Evangelho. Cada capítulo inicia pelo um e termina no fim daquele capítulo. O novo capítulo inicia de novo no um e assim sucessivamente. O céu, sendo a felicidade dos espíritos inerente às suas qualidades, aurina eles em toda parte, em os que se encontram. Se seja a superfície da terra, no meio dos encarnados ou no espaço. Nessa immensidade limitada, onde está o céu? Em toda parte. Nenhum contorno lhe traça limites. Os mundos adiantados são as últimas estações do seu caminho, que as virtudes franqueiam e os vícios interditam. Então, tá aqui os o critério para a vivência no céu é a superação das viciações e o desenvolvimento das virtudes. Nós vamos construindo fases do próprio céu intimamente. Ao desencarnar,

os interditam. Então, tá aqui os o critério para a vivência no céu é a superação das viciações e o desenvolvimento das virtudes. Nós vamos construindo fases do próprio céu intimamente. Ao desencarnar, nós acabamos nos ligando aos que temos mais afinidades, mais parecenças e assim construindo as próprias regiões no espaço onde acabamos habitando. O inferno, itens 1 a 15. Portanto, 15 itens. E aqui nós temos subitens. Esses subitens depois eles estão, deixa eu ver aqui no inferno, eles estão, perdão, eles estão definidos internamente, tá? Eles não só estão no índice do capítulo. Quando eu abro ali o capítulo quatro, inferno, eu vejo vários itens, vários subitens, pois esses subitens eles estão depois internamente definidos. eh uma produção, é uma possibilidade que ele nos dá para que nós encontremos os subitens com mais facilidade. Então nós temos aqui, perdão, deixa eu chegar ali, intuição das penas futuras, o inferno cristão imitado do inferno pagão, os limbos, quadro do inferno pagão, esboço do inferno cristão. E eu retirei uma um trechinho. Não estando ainda desenvolvido o sentido que mais tarde o levaria a compreender o mundo espiritual, não podia conceber senão penas materiais. E assim, com pequenas diferenças de forma, os infernos de todas as religiões se assemelham, como sendo aquela região construída previamente por Deus e encaminhado os espíritos que se equivocam. mais ou menos se dá dentro de todas as religiões. O grave aqui é que as penas eh as penas são eternas, consequentemente é uma impossibilidade do indivíduo sair daquela região. Uma vez encaminhado para ali e é encaminhamento para o inferno. dá a partir de um equívoco. Se eu fiz um equívoco, eu não posso mais ir pro céu nas filosofias tradicionais. Vejam, por um equívoco, ir para e às vezes um equívoco superficial, ir para regiões mais inferiorizadas, aonde as dores são acerbas, sem a possibilidade de remissão, sem a possibilidade de ascender a uma situação melhor. E aí ele faz o contraponto com a

o superficial, ir para regiões mais inferiorizadas, aonde as dores são acerbas, sem a possibilidade de remissão, sem a possibilidade de ascender a uma situação melhor. E aí ele faz o contraponto com a doutrina espírita. Então é interessante que nestes capítulos da tese da teoria, ele vai fazendo contrapontos. Ele apresenta o inferno dessa religião, inferno da outra religião. Ele apresenta o entendimento diferente entre várias filosofias e pontua a o princípio espírita. O purgatório, itens 1 a 10. Portanto, 10 itens. E eu retirei o recorte. O espiritismo não nega, pois antes confirma a penalidade futura. O espiritismo não diz que não vai haver pena futura, só diz que não vai haver pena eterna, mas vai haver pena futura. O que ele destrói é o inferno localizado com suas fornalhas e penas irremissíveis. Não nega outro sim o purgatório, pois prova que nele nos achamos. E definindo-o preciosamente e explicando as causas das misérias terrestres, conduz a crença aqueles mesmos que o negam. Depois, seja qual for a duração do castigo na vida espiritual ou na Terra, onde quer que se verifique, tem sempre um termo próximo ou remoto. Na realidade, não há para o espírito mais que duas alternativas, a saber: punição temporária e proporcional à culpa e recompensa graduada segundo o mérito. palavra purgatório sugere a ideia de um lugar circunscrito. Eis pois, eis porque mais naturalmente se aplica à Terra do que ao espaço infinito, onde erra erram no sentido de errantes os espíritos sofredores. E tanto mais quanto a natureza da expiação terrena tem os caracteres da verdadeira expiação. Então ele localiza exatamente onde é que está o purgatório, não exatamente como posicionam as religiões tradicionais. No capítulo seis, nós temos Doutrina das penas eternas, capítulo 1 a 25. É um dos capítulos mais extensos da obra, é o capítulo 6. E aí nós temos como itens, subitens, igualmente definidos internamente no capítulo, origem da doutrina das penas eternas, argumentos a favor das penas eternas. Aí

ais extensos da obra, é o capítulo 6. E aí nós temos como itens, subitens, igualmente definidos internamente no capítulo, origem da doutrina das penas eternas, argumentos a favor das penas eternas. Aí ele lista os argumentos das religiões. Impossibilidade material das penas eternas. Aí ele contrapõe a doutrina das penas eternas fez sua época. Ele explica a a possibilidade, a necessidade até de se acreditar nisso num determinado momento. Ezequiel contra a eternidade das penas e o pecado original. E aí eu retirei a seguinte passagem: "O caráter essencial das penas irrevogáveis é a ineficácia do arrependimento." Eu acho isso uma das falas mais interessantes de uma profunda e inteligência. Para eu defender a pena eterna, eu não posso acreditar no arrependimento. Não tem valor nenhum o arrependimento porque não vai fazer nada, não vai me beneficiar em nada. Então, para que fazer? Segundo, ora, a alma progride ou não? Eis a questão. Se progride, a eternidade das penas é impossível. Isso mata todas as questão. Isso termina com as questões. Porque se nós não progredimos, tudo bem. Agora, se há progresso e a realidade mostra que há, nós de geração em geração, nós vamos melhorando ou tentando pelo menos melhorar as circunstâncias que estamos inseridos. Nós procuramos melhorar as questões da vida, então é o sinal de que nós progredimos. Talvez progridamos a marcha lenta, isso é outra questão. Talvez a gente pudesse ir um pouquinho mais acelerado, isso é outra questão. Mas que a gente progride, a gente progride. Ora, se a gente progride, a eternidade da pena não pode ser não pode ser real, não é nem uma questão só de justiça, ela não pode ser aplicada. Então, segundo a doutrina espírita, de acordo mesmo com as palavras do Evangelho, com a lógica e com a mais rigorosa justiça, o homem é filho de suas obras durante essa vida e depois da morte, nas devendo, nada devendo ao favoritismo. Deus o recompensa pelos esforços que faz e o castiga pela negligência por tanto tempo quanto nela persistir.

e suas obras durante essa vida e depois da morte, nas devendo, nada devendo ao favoritismo. Deus o recompensa pelos esforços que faz e o castiga pela negligência por tanto tempo quanto nela persistir. Depois nós vamos ao capítulo sete, as penas futuras, segundo o espiritismo. E aqui não tá numerado os itens. Ele ele ele tem itens. Os os itens aqui, ó, esses aqui, eles estão destacados dentro do texto, vai informar quando é que vai tratar da carne fraca, quando é que vai tratar dos princípios da doutrina, tá? Tá, vai, vai, vai mostrar isso, mas não vai numerar. E tem um, e tem dois, isso não tem nesse capítulo. E ele vai tratar do seguinte: a carne é fraca, princípios da doutrina espírita sobre as penas futuras e depois o Código Penal da Vida Futura. Um dos mais notáveis resumos sobre a lei de ação e reação, sobre as questões da justiça divina. Eles têm 30 e 32 pontos ou artigos. Em 33 pontos, ele consegue resumir a complexidade dessa teoria e concretiza essa teoria. E aí nós vamos fazer alguns destaques. Desculpar-se de seus erros por fraqueza da carne não passa de sofisma para escapar a responsabilidade. A carne só é fraca porque o espírito é fraco. O que inverte a questão e deixa o espiritismo a responsabilidade, deixa o espírito a responsabilidade dos seus atos. No que respeita as penas futuras, assim como o que sucede nos seus demais pontos, a doutrina espírita não se baseia sobre a teoria pré-concebida. Em tudo ela se apoia nas observações e é isso que faz a sua autoridade. Ninguém jamais imaginou que as almas depois da morte se encontrariam em tal ou qual situação. São elas mesmas almas que partiram da Terra, que hoje nos vem iniciar nos mistérios da vida futura. Descrever-nos, pois sua situação feliz ou desventurada, suas impressões e a transformação, porque passam pela morte do corpo. Capítulo oito, os anjos. Itens 1 a 15. E aí nós temos os anjos segundo a igreja e a refutação e depois os anjos segundo o espiritismo. As almas ou espíritos são criados simples e ignorantes, isso é, sem

pítulo oito, os anjos. Itens 1 a 15. E aí nós temos os anjos segundo a igreja e a refutação e depois os anjos segundo o espiritismo. As almas ou espíritos são criados simples e ignorantes, isso é, sem conhecimento nem consciência do bem e do mal, porém aptos para adquirir o que lhes falta. O trabalho é o meio de aquisição. A fim e o fim, que é a perfeição, é o meio para todos. alcançam-no mais ou menos rapidamente em virtude do livre arbítrio e na razão direta dos seus esforços. Todos têm os mesmos degraus a transpor, o mesmo trabalho a concluir. Os anjos são, pois, almas dos homens chegados ao grau de perfeição que a criatura comporta, gozando em sua plenitude da felicidade prometida. os demônios. Item 1 a 23 também um capítulo bastante grande. E aí nós temos origem da crença nos demônios, os demônios segundo a igreja, os demônios segundo o espiritismo. Então ele apresenta aqui primeiro uma tese geral do do da ideia de demônio e depois a pontuação de como o espiritismo se concebe. É sempre assim, comparativo. Segundo o Espiritismo, nem os anjos, nem os demônios são seres à parte. Deus os criou perfectives e deu-lhes por meta perfeição, com a felicidade que dela resulta, mas não lhes deu a perfeição. Quis que obtivessem por seu próprio esforço, a fim que tivessem mérito. Nas classes inferiores destacam-se os espíritos ainda profundamente propensos ao mal e que nele se comprassem. A estes se podem denominar demônios, caso se queira, pois são capazes de todos os malefícios atribuídos aos últimos. O espiritismo não lhes dá tal nome, porque o termo domínio se prende à ideia de uma criação distinta do gênero humano, como seres de natureza essencialmente perversa, votados ao mal eternamente e incapazes de progredir para o bem. Daí, por nós não adotamos a expressão, embora saibamos que são espíritos que podem fazer muita maldade os espíritos inferiores. Capítulo 10, intervenção dos demônios na nas modernas manifestações. Porque quando ele estudou lá no livro dos médiuns, na primeira parte, os

tos que podem fazer muita maldade os espíritos inferiores. Capítulo 10, intervenção dos demônios na nas modernas manifestações. Porque quando ele estudou lá no livro dos médiuns, na primeira parte, os sistemas, um dos sistemas estudados ali é o sistema demoníaco, ou seja, só os espíritos maus podiam se comunicar. E já naquela oportunidade ele fez uma análise eh preciosíssima, mostrando inclusive outros sistemas, porque assim como tinha tem o sistema demoníaco, que só os espíritos imperfeitos, maus podem se manifestar, tem o sistema que diz que só Jesus pode se manifestar. Então ele faz uma análise comparativa desses dois sistemas aqui nesse texto e mostra que uma coisa e outra não procede. Os espíritos de uma forma geral podem se manifestar. Enquanto não se possuía do mundo espiritual, senão noções incertas e sistemáticas, os equívocos eram possíveis. Quer dizer, só um pode se manifestar, só o outro pode se manifestar. Mas hoje, que as observações rigorosas e estudos experimentais esclarecem a natureza, a origem e o destino dos espíritos, bem como seu modo de ação e o papel que desempenho no universo, a questão se resolve por fatos. Sabemos agora que essas inteligências ocultas são as almas dos que viveram na Terra. Sabemos também que as diversas categorias de espíritos bons ou maus não constituem seres de espécies diferentes, assinalando apenas seus diferentes graus de adiantamento. Segundo a posição que ocupam, em virtude de seu desenvolvimento intelectual e moral, os seres que se manifestam apresentam os mais vivos contrastos, o que não impede de terem saído da grande família humana ou mesmo do mesmo modo que o selvagem, o bárbaro e o homem civilizado. E finalmente o 11º capítulo da parte primeira é proibido evocar os mortos do item 1 ao 15. Repelir as comunicações de além túmulo é rejeitar o meio mais poderoso de instruir-se, seja pela iniciação nos conhecimentos da vida futura, seja pelos exemplos que tais comunicações nos oferecem. A experiência nos ensina, além

além túmulo é rejeitar o meio mais poderoso de instruir-se, seja pela iniciação nos conhecimentos da vida futura, seja pelos exemplos que tais comunicações nos oferecem. A experiência nos ensina, além disso, o bem que podemos fazer, deviando do mal os espíritos imperfeitos, ajudando-os aos que sofrem, a que se desprendam da matéria e a que se aperfeiçoarem. Interdizer as comunicações é, portanto, privar as almas sofredoras da assistência que lhes podemos dispensar. No que pese, então, só para uma explicação rápida, nós não produzirmos em nossos dias mais evocações. Trabalhamos mais no sistema das reuniões mediúnicas atuais, trabalhamos mais no sistema das comunicações espontâneas por razões óbvias, principalmente pautados na ideia de que a evocação era para Kardecidiar, né, trazer essas revelações, esse conteúdo revelatório da própria doutrina, o que Não necessitamos mais em nossos dias porque as bases já estão sedimentadas, então não há mais necessidade da reunião mediúnica se deter no processo da evocação. As comunicações espontâneas são aquelas que ele utilizou, se também conheceu na Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas, que não tinha a seu tempo o caráter prioritário das reuniões, como em nossos dias. A época de Kardec, repito, a prioridade era a revelação. Então ele muitas vezes evocava espíritos, especialmente espíritos superiores, os espíritos codificadores, para obter o processo da própria revelação, de de dirimir suas dúvidas, suas dificuldades, ou mesmo evocava determinados sofredores para poder manusear como objeto de pesquisa, para saber do seu grau evolutivo, das situações que se encontravam no pós-me. E assim por diante. subsidiariamente, secundariamente, melhor dito, as reuniões à época de Kardec também tinham o papel esclarecedor, não era o papel principal da reunião, porque se ele ficasse apenas no sentido de orientar e esclarecer os espíritos, nós não teríamos a codificação. Mas secundariamente ele o fazia também. Ele atendia espíritos sofredores e se

da reunião, porque se ele ficasse apenas no sentido de orientar e esclarecer os espíritos, nós não teríamos a codificação. Mas secundariamente ele o fazia também. Ele atendia espíritos sofredores e se preocupava com essa questão de orientá-los, de consolá-los, de lhe levar mais hh uma possibilidade de libertação daquele processo doentil do apego à matéria. Tanto que ele vai dizer aqui mesmo essa questão de que nós podemos atuar, né, eh, no sentido de ajudar esses espíritos. Isso tá bem posto aqui e tá posto também no livro dos médiuns. Mas quando nós vamos em nossos dias pensar em reunião mediúnica, não havendo mais a necessidade da revelação no sentido que a doutrina tá pronta, nós, claro que nós continuamos tendo a necessidade de obras subsidiárias sendo pesquisadas e estudadas. Nós necessitamos de obras complementares ainda virem à tona por uma questão pontual aqui ou ali, do que venha e vem constantemente, não só pelo caráter da da da mediunidade, mas também pela escrita do próprio encarnado, no que pese isso, as nossas reuniões, então, elas mudam a a finalidade e passam a ter um caráter de esclarecimento de consolo. fundamental. É evidente que em nossas reuniões os espíritos nobres se apresentam e nos trazem os seus esclarecimentos e as suas orientações, mas a reunião propriamente dita tem esse caráter terapêutico, esse caráter de ajuda que aqui ele tá pontuando. Então, entenda-se ali, é proibido evocar os mortos. que tá tratando no texto não é propriamente da questão evocativa, mas é da questão da reunião mediúnica. Muitos continuam contestando, muitas pessoas contestam não só a existência da mediunidade, como a sua praticidade, a sua importância, o seu sentido. Procuram vê-la com outro contexto, com outro sentido, enfim. E Kardec vai trabalhar então neste texto a necessidade, o valor, a importância da mediunidade como uma expressão de caridade, de auxílio aqueles que sofrem e como uma expressão de esclarecimento, evidentemente, porque ela nos traz isso também. Quando os espíritos, os mentores

ia da mediunidade como uma expressão de caridade, de auxílio aqueles que sofrem e como uma expressão de esclarecimento, evidentemente, porque ela nos traz isso também. Quando os espíritos, os mentores das nossas reuniões, eles se apresentam, o que não tira tempo dos espíritos sofredores, claro, mas eles se apresentam, eles trazem essa eh essa questão que posteriormente nós podemos refletir, estudar e o que não dizer da próprio relato dos espíritos sofredores. momento pedagógico, que momento instrutivo o depoimento de um espírito sofredor para que nós possamos ver a correlação de causa e efeito. Então, não só a proibição da reunião mediúnica, da conversa com os espíritos, evidentemente que uma conversa preparada, uma conversa pautada a partir de critérios como consequência do estudo e todos aqueles critérios que a doutrina espírita defende, que as instituições sérias observam. Mas proibir, simplesmente proibir, se isso viesse acontecer, seria uma uma parada no próprio progresso, impediria que nós tivéssemos material constante de reflexão e impediria que nós pudéssemos prestar um grande auxílio, uma grande ajuda aos nossos irmãos que sofrem. E é isso que o texto basicamente defende. E aí nós vamos pros oito capítulos da segunda parte. O primeiro capítulo, como eu disse, ele não é um capítulo de exemplo, embora ele esteja no item chamado exemplos, ele é um capítulo teórico, é o passamento e tem 15 itens. É um capítulo notável porque ele vai tratar exatamente desse momento de transição entre a realidade material e a realidade espiritual. Como é que passa por isso? Quais são as condições de cada um de nós ao passar por isso? E eu destaquei o seguinte: a extinção da vida orgânica acarreta a separação da alma em consequência do rompimento do laço fluídico que une ao corpo. Mas essa separação nunca é brusca. O fluído perespiritual só pouco a pouco se desprende de todos os órgãos, de sorte que a separação só é completa e absoluta quando não mais reste um último ato do perespírito ligado a uma molécula do

. O fluído perespiritual só pouco a pouco se desprende de todos os órgãos, de sorte que a separação só é completa e absoluta quando não mais reste um último ato do perespírito ligado a uma molécula do corpo. A sensação dolorosa da alma por ocasião da morte está na razão direta da soma dos pontos de contato existentes entre o corpo e o perespírito. e, por conseguinte também da maior ou menor dificuldade que apresente o rompimento. Não é preciso, portanto, dizer que conforme as circunstâncias a morte pode ser mais ou menos penosa. Essas circunstâncias que nos cumprem examinar. E aí vem propriamente, ah, perdão, ainda neste capítulo nós temos um capítulo de teoria e depois sete capítulos de relatos e Kardec coloca uma nota e ele vai dizer assim: "Deixa eu chegar Ja. Os exemplos, nota de Allan Kardec, os exemplos que vamos citar nos capítulos seguintes apresentam os espíritos nas diferentes fases de felicidade e infelicidade da vida espiritual. Não fomos procurá-los nas personagens mais ou menos ilustres da antiguidade, cuja situação pode ter mudado consideravelmente depois da existência que lhes conhecemos e, por isso, não nos oferecem provas suficientes de autenticidade. Ao contrário, tomamos esses exemplos nas circunstâncias mais ordinárias da vida contemporânea, porque são aqueles em que cada criatura pode encontrar mais similitudes e tirar pela comparação as mais proveitosas instruções. Porque tão mais próximos de nós as situações que eles vivenciam. Nós temos a oportunidade de fazer um processo de identificação e assim aprendermos. Esses exemplos poderiam ser multiplicados infinitamente, porém forçados a limitar-lhes o número, escolhemos os que pudessem melhor esclarecer o mundo espiritual e seu estado, quer pela situação dos espíritos, quer pelas explicações que estavam no caso de fornecer. A maior parte deles, desses exemplos, são inéditos e apenas alguns poucos já foram publicados na revista espírita. Destes, suprimimos os detalhes supérfluos, conservando apenas o essencial, a fim de

. A maior parte deles, desses exemplos, são inéditos e apenas alguns poucos já foram publicados na revista espírita. Destes, suprimimos os detalhes supérfluos, conservando apenas o essencial, a fim de que nos propusemos ajustar-lhes as instruções complementares que poderão suscitar posteriormente. E aí nós temos os espíritos felizes, no capítulo 2, 17 comunicações. No capítulo 3, os espíritos em condições medianas, seis comunicações. No capítulo 4ro, os espíritos sofredores, 10 comunicações. No espírito cinco, espíritos suicidas, nove comunicações. No capítulo seis, os criminosos arrependidos, cinco comunicações. No capítulo sete, espíritos endurecidos, cinco comunicações. E no capítulo 8, expiações terrestres, 14 comunicações. E com isso nós temos o capítulo ã a parte segunda, que é a parte dos exemplos. Eu tinha mais um pedaço em relação ali a a trazer um pouquinho de cada um desses espíritos, pelo menos da ideia geral do capítulo, mas o nosso tempo não vai permitir. Eh, isso aqui me parece então pelo menos razoável para que a gente veja o sentido do segundo capítulo, as suas exemplificações. são pessoas que estão depondo a sua vida nas mais diferentes circunstâncias, nos permitindo então esse processo de identificação. Em alguns casos, nós temos além do depoimento de um depo nós temos mais de um depoimento, mais de uma situação, mais de uma comunicação. Eles vêm um primeiro momento, estão de uma forma, depois Kardec os interroga, eles estão de outra forma ou não, se são arrependidos ou se são endurecidos, eles vão permanecendo na mesma situação, mais de uma comunicação. Nós vamos ver também a manifestação às vezes de comentários da espiritualidade em relação à situação em que se encontram e assim por diante. Com isso, meus amigos, nós chegamos à conclusão do nosso trabalho, que é como nós o abrimos. Antes de ler a parte final, eu gostaria de agradecer a Federação Espírita Brasileira, a área de estudos da Federação Espírita Brasileira, pela oportunidade, pela pelo convite, pela confiança. A

rimos. Antes de ler a parte final, eu gostaria de agradecer a Federação Espírita Brasileira, a área de estudos da Federação Espírita Brasileira, pela oportunidade, pela pelo convite, pela confiança. A todos os amigos que estão presentes aqui nessa live neste momento, a todos aqueles que nos possibilitaram com a seu o seu convívio, com a sua atenção, com a sua paciência. Deixo de novo a frase que me encanta na introdução dessa obra e que ela nos sirva de elemento motivacional para que nós possamos ir caminhando na direção de um mundo de mais paz e mais equilíbrio. É o guia do viajante antes de adentrar em um país novo. Aí a vida de além túmulo se desdobra em todos os seus aspectos como um vasto panorama, de modo que todos poderão neste livro. motivos de esperança e de consolação e novas bases para o fortalecimento da fé no futuro e na justiça de Deus. A minha imensa gratidão ao codificador por mais essa oportunidade de um texto lúcido, de um texto profundo e motivador da construção de uma pessoa melhor. Muito obrigado a todos. Fiquem em paz.

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