#13 • Jesus e Saúde Mental • Assertividade sem “sincericídio”
WEBSÉRIE • Jesus e Saúde Mental » Episódio 13: Assertividade sem “sincericídio” » Apresentação: Dr. Leonardo Machado
Olá, muita paz. Hoje nós teremos a tarefa de refletirmos basicamente sobre a seguinte questão: como eu consigo me tornar flexível do ponto de vista psicológico? Como é que eu posso me tornar flexível do ponto de vista emocional sem me tornar moralmente escorregadil? Como é que eu posso aliar flexibilidade mental sem flexibilidade moral? Então, que a gente possa permanecer hoje em paz juntos nessa reflexão. Se você acompanha conteúdos sobre saúde mental, sobre questões psiquiátricas, questões psicológicas, se você também acompanha conteúdos espiritistas sobre o Evangelho e se você tem acompanhado os outros programas desta série Jesus e Saúde Mental e também de uma outra série que fizemos pela TV da Moção do Caminho, como lidar com as emoções, você já deve ter entendido a necessidade de cultivarmos uma maior maior flexibilidade do ponto de vista psicológico. Porque quando somos muito rígidos conosco, com os outros, isso acaba trazendo sofrimento emocional para nós e para aqueles que convivem ao nosso redor. Mas aí há uma grande dúvida que permeia o nosso imaginário, que permeia o nosso interior, é de como nos tornarmos flexíveis do ponto de vista emocional, do ponto de vista psicológico, para podermos nos adaptar, para podermos não ser tão duros, para podermos não ser tão rígidos com os outros e conosco, sem cairmos numa flexibilidade moral, sem cairmos num escorregadio. né, moral, porque essa não é a questão. Porque se nós não tivéssemos o basilizamento espírita, o o balizamento do evangelho de Jesus, se não tivéssemos essa base, talvez eh fosse muito fácil fazermos um salto eh de relativizar tudo e relativizar tudo a tal ponto de relativizar o certo e o errado, né? o moralmente bom, o moralmente ruim, de tal modo que poderíamos fazer o que os sofistas em determinado momento da história fizeram quando eles, né, numa época contemporânea, a Sócrates, rivalizavam com os então os filósofos de então eh o espaço de argumentação. Quando a gente pensa na história da filosofia, nós temos os chamados
quando eles, né, numa época contemporânea, a Sócrates, rivalizavam com os então os filósofos de então eh o espaço de argumentação. Quando a gente pensa na história da filosofia, nós temos os chamados pré-socráticos. Os pressocráticos, eles basicamente pensavam sobre as estrelas, né? Eles pensavam sobre o que era feito universo, como a vida surgiu, sobre os elementos que constituíam a vida. Só que começaram a surgir um grupo de pensadores que não se interessavam tanto pelas questões do universo, pelas questões físicas da vida e começaram a se interessar pelo humano em si. E esses pensadores, né, essas pessoas que pensavam e que influenciavam a sua época, elas acabaram se dividindo entre os chamados sofistas e os chamados filósofos. entre os filósofos, né, Sócrates era e Platão e depois Aristóteles foram os que mais eh se destacaram e que mais, digamos assim, de certa forma combateram, pelo menos do ponto de vista em livros, né, em diálogos, porque embora Sócrates nada tenha escrito, Platão, o seu dos seus discípulos diretos, né, escreveram algum escreveu alguns livros que eram diálogos que, de certa forma, forma tinha um quer literário, né? Tinha um quer de teatralização, era uma forma nova de escrever. Enquanto Aristóteles, discípulo direto de Platão, escreveu os tratados, né? o livro, o texto mais que a gente tá acostumado a ler na filosofia de hoje, o texto que a gente tá mais acostumado a ler na filosofia, nos textos científicos, Platão, ele faz uma mistura entre os conceitos eh filosóficos e, de certa forma, um pouco da tragédia, né, um pouco da arte, no que ele chama de diálogos. E muitos dos diálogos de Platão eram diálogos eh que combatiam eh os sofistas. Um desses sofistas era Gorgias, um dos famosos sofistas. Outro sofista famoso era Protágoras. E você tem aí eh nomes e diálogos eh de Platão que foram diálogos eh reais ou talvez diálogos imaginados eh entre, por exemplo, a figura principal do diálogo, que era Sócrates, que era o mestre dele, e esses sofistas,
nomes e diálogos eh de Platão que foram diálogos eh reais ou talvez diálogos imaginados eh entre, por exemplo, a figura principal do diálogo, que era Sócrates, que era o mestre dele, e esses sofistas, especialmente Gorgas e e Protágonas. Então, para os sofistas, o certo e o errado, de certa forma, não existiam. Era basicamente uma questão de convenção humana, era basicamente uma questão de convencionalismo. Enquanto e para os filósofos, existia sim a virtude, existia o lado que era mais correto na vida e que o através da filosofia o filósofo podia desenvolver essa virtude caminhando no caminho do equilíbrio, no caminho do meio, né, no caminho virtuoso, enquanto os sofistas diziam que até a virtude era apenas uma convenção. Então, os sofistas acabaram entrando num num excesso de relativismo, né? E de certa forma eles também são o os pais do relativismo. A gente fala hoje que eh as coisas são relativas, né? depende muito da nossa percepção. Eh, de certa forma, a própria filosofia socrática chegou a influenciar essa visão, porque Sócrates influencia a formação dos históicos e os estoicos, eh, que são uma escola de certa forma oriunda, adivinda, posterior e como consequência filhas ali do socratismo, eh, dá essa visão de que a dor é muito mais uma questão de como nós percebemos a realidade. Epictecto vai dizer: "As coisas são muito mais como nós percebemos, muito mais como nós eh interpretamos do que como são de fato." Então, na base do socratismo, né, na base do estoicismo e na base de muita filosofia antiga, há sim uma visão de relativismo, mas não é um relativismo radical, é um relativismo que se aplica mais à questão psicológica do sofrimento. Enquanto os sofistas, eles vão trazer um relativismo mais radical, porque é um relativismo não só em relação ao sofrimento de como nós lidamos com a realidade para aumentar a nossa dor ou para diminuir a nossa dor, e sim relativismo que vai ao extremo de relativizar o certo e o errado, colocando como uma mera convenção. Então, enquanto a filosofia histórica, a
a aumentar a nossa dor ou para diminuir a nossa dor, e sim relativismo que vai ao extremo de relativizar o certo e o errado, colocando como uma mera convenção. Então, enquanto a filosofia histórica, a filosofia socrática e a filosofia em si, eh, permanece numa perspectiva de pensar a justiça. E a justiça era, eh, uma virtude. Então, como uma virtude tinha uma existência. A justiça como uma virtude tinha uma existência por si só. E nós deveríamos buscar essa virtude eh de justiça. Era uma das principais virtudes, inclusive, enquanto para os sofistas, não. A virtude seria apenas a justiça seria apenas uma convenção dos homens. E por isso que ficou famoso um discurso de Gorgias, em que ele vai em praça pública em determinado dia fazer uma acusação a Helena de Troia, porque Helena de Troia foi era tida como sendo a o pivô, né, a responsável pela guerra de Troia, né, a trama amorosa em que ela estava. E ele vai lá no dia e faz, digamos, a acusação de Helena e consegue convencer os presentes de que Helena de Troia era culpada. No outro dia, ele vai no mesmo local e ele próprio traz uma outra argumentação fazendo um elogio a Helena. Ou seja, não, Helena não era culpada, ao contrário, ela deve ser elogiada. e contas que ele também conseguiu convencer a plateia. E com isso ele queria mostrar que o a justiça era apenas uma convenção dos homens, que não existia a justiça em si, que era um pensamento eh oposto ao pensamento de Sócrates, ao pensamento de Platão, ao pensamento de Aristóteles. Se a gente for fazer um paralelo com a visão espiritista, a gente vai pensar no que a gente chama de justiça divina. e justiça dos homens. Para a visão espiritista, existe sim uma justiça que está na lei eh nas leis morais, trazida por Allan Kardec Livro dos Espíritos, organizada ali, né, o conteúdo por Allan Kardec e trazido no livro dos espíritos. E a lei de justiça, ela é colocada junto com a lei de amor, de justiça e caridade. A virtude, amor, a força, justiça e a força caridade andariam de
o por Allan Kardec e trazido no livro dos espíritos. E a lei de justiça, ela é colocada junto com a lei de amor, de justiça e caridade. A virtude, amor, a força, justiça e a força caridade andariam de mãos dadas. No entanto, nós temos uma convenção social, sim, que seria uma justiça humana. E é por isso que a gente vai encontrar algumas questões com essa percepção espírita de que, olha, sim, existe uma questão que é muito convencionada, que é a justiça dos homens. Mas essa justiça dos homens, para ela poder cada vez mais palmilhar eh uma justiça real, ela deve tentar encontrar, né, como como régua, como métrica, a justiça divina. E é por isso que ao longo da história, como me disse, por exemplo, o meu irmão que é da área jurídica, ele vai dizer assim: "Léo, ao longo da história, grandes crimes, grandes barbaridades foram cometidos legalmente. Existiam leis, né, que davam embasamento aos tiranos, eh, poderem fazer. Por isso que a gente vai encontrar aquele paradoxo, nem tudo que é legal é moral. a moral simbolizando a justiça divina, aquilo que está posto na natureza, aquilo que os filósofos Sócrates e Platão tentavam encontrar. E aquilo que é legal seria a convenção, né, social da justiça humana, da legalidade, né? Ou seja, aquele que está ligado aos códigos penais humanos. Mas para a visão espírita, nós temos o Código Penal Divino, o Código Penal da Vida Futura, que Allan Kardec muito bem se desdobra em o céu e o inferno, trazendo inclusive esse capítulo que eu acho fantástico nesse ponto, o Código Penal da Vida Futura e trazendo inclusive exemplos, né, de espíritos eh depois de desencarnados eh trazendo o seu relato de como é que eles estavam. Então, sim, para nós espiritistas, para nós que temos uma uma interpretação do evangelho de acordo com a noção espírita, há o certo e o errado, há a moral, há uma justiça divina. E nós não podemos abrir mão disso em nome do nosso bem-estar, porque vai ser um bem-estar construído de forma hipócrita, vai ser um bem-estar construído de forma muito frágil, muito
ma justiça divina. E nós não podemos abrir mão disso em nome do nosso bem-estar, porque vai ser um bem-estar construído de forma hipócrita, vai ser um bem-estar construído de forma muito frágil, muito precária, que não vai se sustentar ao longo da nossa existência. E se conseguir se sustentar ao longo dessa existência, não vai se sustentar ao longo de outras existências. Quantas vezes nós não reencarnamos com a consciência de culpa, uma culpa inconsciente que diz respeito a esse código divino que foi desrespeitado e que às vezes não foi eh nós não tivemos a consequência em uma vida, mas guardamos a consequência dentro de nós, porque nós temos essas leis morais, esse código divino dentro da nossa consciência. Se a nossa consciência está nublada, né, se ela está dormindo e não está conseguindo enxergar, né, se guiar por essa consciência divina, não significa que essa lei de Deus não exista. Significa apenas que nós estamos ainda numa infância moral muito grande. Então, a título de termos flexibilidade mental, nós não podemos, não devemos flexibilizar a nossa moralidade, aquele ponto que seria certo, aquele ponto que seria errado. Mas por outro lado, a título de termos uma justiça, sermos eh coerentes, sermos justos, ou seja, caminharmos ao lado dessa justiça divina e tentando encontrá-la, nós não podemos também eh nos esconder, esconder a nossa rigidez moral, né, ou melhor, a nossa rigidez mental. Não podemos esconder o nosso lado inflexível psicológico. Não podemos eh esconder o nosso lado lado até meio carrasco às custas de sermos justos. Então, eu queria projetar alguns slides aí trazendo algumas mensagens eh da boa nova, algumas mensagens de Leonir e vamos tentar começar com o capítulo 5, versículos 33 a 37 do Evangelho de Mateus. Ouvistes ainda o que foi dito aos antigos: "Não jurarás falso, falso testemunho, mas cumprirás para com o Senhor os teus juramentos". E aí Jesus vai ampliar nessa parte do capítulo 5, ele vai ampliar várias eh do vai ampliar os 10 mandamentos,
"Não jurarás falso, falso testemunho, mas cumprirás para com o Senhor os teus juramentos". E aí Jesus vai ampliar nessa parte do capítulo 5, ele vai ampliar várias eh do vai ampliar os 10 mandamentos, basicamente, né? Então ele vai dizer o que que tava escrito no no num dos pontos do 10 mandamentos e vai ampliar. Eu, porém, vos digo que não vocês não devem jurar de modo algum, nem pelo céu, porque é trono de Deus. Então, veja que coisa interessante, a gente não deve jurar, eu juro por Deus, né? Sabe no sentido de que, olha, eu não vou jurar que vai acontecer algo divino, mas você jura que eu vou ficar bem, você jura que eu vou resgatar. Veja, eu não tenho condições de ter esse tipo de juramento, esse tipo de afirmação, porque eu não respondo, eu não entendo, né? Eu não tenho um aprofundamento eh necessário no código divino. Eu consigo ver reflexos, né? Consigo ver como que em espelho, como lembra Paulo de Tarso, mas também não jureis pela terra, porque o escabelo de seus pés, né? Porque é os cabelos de seus pés, nem por Jerusalém, porque é a cidade do grande rei. Ele tá querendo mostrar que nós temos que ter humildade, né? Eh, nem jurarás pela tua cabeça, porque não podes fazer um cabelo tornar-se branco ou negro. Ele quer mostrar assim que nós temos que ter mais humildade no sentido de saber as nossas limitações. Então ele vai complementar e vai dizer assim: "Dizei somente sim se é sim, não se é não. Tudo que passa daí vem do maligno." Então vem aquele aquela fala: "Seja o vosso falar sim, sim, não, não." Não ser tão escorregadil no discurso, né? não ser tão escorregadil na fala, eh, porque a gente não consegue fazer, tem que ter cuidado com promessas, porque nem todas as promessas nós temos condições de cumprir. Quantas vezes as pessoas me dizem: "Olha, eu vou ficar curada", me pergunta, eu vou ficar eh 100%. E tem situações que a gente não tem como prometer e nem tem como e nem tem como prever. Então, não tenho como jurar. Eu posso até fazer um juramento nesse
r curada", me pergunta, eu vou ficar eh 100%. E tem situações que a gente não tem como prometer e nem tem como e nem tem como prever. Então, não tenho como jurar. Eu posso até fazer um juramento nesse sentido, eh, pensando em consolar a pessoa, mas a gente vai aprendendo no lidar com o sofrimento humano que a melhor eh, é melhor uma afirmação do presente do que um juramento de um futuro que não depende muito de nós. Como assim, Léo? O que eu posso prometer para você, digo muitas vezes, é que eu vou estar eh presente, atento aqui para tentar entender o que tá acontecendo e te proporcionar o máximo que a medicina, o máximo que eu consigo te proporcionar, mas eu não consigo te prometer uma cura. A minha promessa consegue ser apenas no sim da minha presença, na afirmação da minha presença, da minha entrega enquanto pessoa, enquanto profissional. Então, a gente vai aprendendo que isso é muito mais possível e até muito mais consolador do que às vezes uma falsa promessa. Então, assim, aliviar eh sempre, né? aliviar de vez em quando, dizia o o a promessa ali, a o enunciado de paracelso, né, segundo alguns, ou enunciado médico colocado, por exemplo, na minha onde eu estudei na faculdade de medicina, tinha lá uma uma obra social, né, na verdade uma ONG que se vinculava para ajudar as pessoas com câncer, que tinha essa essa frase, né, eh, curar raramente mente aliviar de vez em quando e consolar sempre, porque o consolo é uma coisa que a gente pode eh afirmar, né? nem que seja dessa forma que eu estou dizendo. Então, seja o nosso falar sim, sim, não, não. Ser assertivo. E já coloquei aqui em alguns momentos que a assertividade ajuda muito a nós lidarmos com uma raiva, nós lidarmos com essas emoções mais pesadas. Não é ser agressivo, é ser assertivo. Quando eu puder, eu posso. E digo sim. Quando eu não puder, eu não posso e digo não. Sem ser rude, sem ser agressivo, sem ser grosseiro, mas sendo assertivo. Então, colocando o meu ponto, mesmo que seja com doçura, eh, infelizmente eu gostaria de ajudar
puder, eu não posso e digo não. Sem ser rude, sem ser agressivo, sem ser grosseiro, mas sendo assertivo. Então, colocando o meu ponto, mesmo que seja com doçura, eh, infelizmente eu gostaria de ajudar nesse aspecto, mas infelizmente eu não consigo. Infelizmente eu não posso dessa forma eh que você desejaria. Aí vem uma um um arremate que eu queria ler. Eu queria ler uma uma historinha que tá nesse livro, Vida Saudável e Feliz, Evangelho de Jesus e Saúde Mental pela Editora FEB. Então, no capítulo 23, a gente reflete sobre essa questão de flexibilidade mental e conta uma pequena história, né, de um diálogo que um dois duas amigas travam, duas amigas médicas e uma amiga e uma, uma médica tava muito triste. Por quê? Porque uma terceira pessoa havia pedido para ela um atestado médico que era totalmente descabido. Era um atestado médico porque a netinha dela tinha prova, por exemplo, numa segunda-feira, só que no domingo, ao invés dela estudar, ao invés dela se dedicar, ela brincou, brincou, né? foi para um tal canto, para outro canto, acabou dormindo eh muito tarde, não estudou e aí não foi paraa prova. E a a avó, né, querendo tapar o sol com a peneira, até querendo, digamos assim, eh eximir a neta da consequência, que seria o quê? A nota baixa ou pelo menos a falta na prova, porque ela não foi. Eh, queria um atestado médico, né, que seria o quê? um falso testemunho e a gente é é de vez em quando, muitas vezes, é acionado para fazer esses falsos testemunhos, né? Eh, e eu me lembro de uma situação, eu terminando uma palestra médica, não, na verdade, uma palestra médica, não, uma palestra espírita, numa casa espírita falando sobre Jesus, né? Falando sobre caridade, falando sobre amor. E aí uma pessoa me pega no final, né, e fala assim: "Ah, doutor, que bom que você é espírito, que você é cristão, né?" Porque eu pedia, queria pedir um favor em nome da caridade pro senhor. Eu, que favor é esse? Não, eu só preciso que o senhor faça aí um atestado para mim, porque eu preciso de uma questão da justiça, mas
que eu pedia, queria pedir um favor em nome da caridade pro senhor. Eu, que favor é esse? Não, eu só preciso que o senhor faça aí um atestado para mim, porque eu preciso de uma questão da justiça, mas parece brincadeira o que eu tô contando, né? Mas foi dentro de uma palestra espírita e eu não posso, né? E a pessoa ainda usa o nome da caridade para poder me aliciar para um falso testemunho. E aí eu tive que ser assertivo. Olha, infelizmente eu não posso. Mas por que não? minha caridade não, porque isso o Senhor está faltando de caridade, porque a lei de a lei é de justiça, amor e caridade. Eu não posso fazer caridade se eu não for justo. E o senhor tá me pedindo algo que não é possível. E e além do que esse não é o espaço. Mesmo que fosse um atestado legítimo, mesmo que fosse um atestado correto, eu não tô aqui como médico que atendi você. Eu vim fazer uma palestra espírita e eu nem sei a sua situação, nem sei qual o seu caso. Então, foi mais ou menos eh esse o diálogo que tem se que tá travado, porque eh a médica não deu, mas a médica ficou chateada porque essa era uma pessoa amiga dela, né? Como é que ela vai me aliciar para fazer uma situação dessa? Então essa outra pessoa vai tentando trazer essa flexibilidade mental, né? dizendo, não, olha, a sua amiga que te pediu uma testada errado, tá errada, né? Moralmente não se faz. Ela estaria equivocada e você também estaria equivocada se você fizesse isso. Seria ilegal e seria também imoral. Mas eh isso não precisa fazer com que você eh digamos deixe de falar com ela para sempre. Eh pense em tudo que ela fez para você de bom também tente atenuar esse lado com o lado bom que ela fez para você, né? eh, sem dizer que ela sem passar, né, a mão na cabeça em relação a esse fato. Então, você tá certa, você permaneceu, né, na sua postura, não fez essa flexibilidade moral, mas tem um pouco mais de flexibilidade mental para, digamos, até perdoar essa pessoa, né, e não deixar de ter contato com ela. Então, arrematando esse capítulo, eu vou
ão fez essa flexibilidade moral, mas tem um pouco mais de flexibilidade mental para, digamos, até perdoar essa pessoa, né, e não deixar de ter contato com ela. Então, arrematando esse capítulo, eu vou pedir para projetar de novo o slide. Arrematando esse capítulo, a gente traz algumas reflexões. Primeiro, a honestidade é um ingrediente necessário para o bem-estar mental. É, na realidade, eu trago uma citação de Leon Denis em Depois da Morte. A honestidade é a essência do homem moral. Com ela, mais facilmente se produz uma consciência tranquila, porque a consciência é onde está a lei de Deus. e a lei de Deus, que eh o conteúdo das leis morais ali que a gente traz em Oro dos Espíritos, está dentro dela a lei de justiça, de amor e de caridade. Então, se a gente tá conseguindo ser honesto, a gente tá sendo ali sim uma tá tendo consciência tranquila. Então, a gente precisa utilizar a honestidade para conosco, para com o próximo e para com a sociedade. E aí no outro, no outro slide a gente traz uma outra passagem de Leon Deni. Essa passagem também tá no livro Depois da Morte, na parte 5 desse livro, no capítulo 58. E aí, Leon Deni vai falar sobre muito bem sobre essa questão. Aprendamos a repreender com doçura. Aprendamos a repreender com doçura. Se eu pudesse traduzir numa linguagem bonita, poética, filosófica, como Leoden tem, eu traduziria a assertividade dessa maneira. Nós somos assertivos quando nós eh colocamos uma verdade, mas com doçura. Nós somos assertivos até quando nós repreendemos algum ponto, mas com doçura, não com truculência. E quando for necessário, complementa ele, aprendamos a discutir sem hesitação, a jucar todas as coisas com benevolência e moderação. Uma outra passagem que eu gostaria de trazer eh está na codificação, né, em o Evangelho Segundo Espiritismo, no capítulo 11, no item 12, é uma mensagem do espírito pascal. Se os homens se amassem com mútuo amor, diz ele, mais bem praticada seria a caridade. Mas para isso é importante, é eh imperioso, é míst, né?
apítulo 11, no item 12, é uma mensagem do espírito pascal. Se os homens se amassem com mútuo amor, diz ele, mais bem praticada seria a caridade. Mas para isso é importante, é eh imperioso, é míst, né? fora vos esforçásses por largar essa curaça que vos cobre o os corações. Então, é desse ponto que a gente tá colocando. Às vezes nós somos eh para manter uma coerência moral, a gente também fica muito duro, sabe? com um coração muito duro, psicologicamente falando. Então, a gente precisa se esforçar para largar essa couraça, né, que cobre o nosso coração, a fim de se tornarem el eh se tornarem mais sensíveis ao sofrimentos alheios. E aí vê vê essa frase fantástica, né, de Pascal, tá lá em Evangelho Segundo o Espiritismo. A rigidez mata os bons sentimentos. E aí é a rigidez psicológica, não é abrir mão, né? E essa é a grande dificuldade, entendeu? Não é fácil a gente conseguir aliar, né? Flexibilidade mental, né? Com eh assertividade moral. Não é fácil, mas esse é um desafio que a gente precisa refletir, né? e treinando, né, o que o nosso falar começa a ser um pouco mais sim, sim, não, não, que a gente possa ter mais eh critério, possa ter mais posicionamento, né, em pontos que não dá para abrir mão, porque se a gente abre mão, a gente vai estar se comprometendo com a nossa própria consciência. E se o outro tiver um carinho, um afeto, né, uma maturidade, ele também não vai fazer, não vai constranger você a ter essa eh esse descumprimento dessa lei interna. Por isso que flexibilidade mental leva, para um lado o oposto da flexibilidade moral, não são sinônimos. E nesse sentido a gente queria passar o outro slide. Eh, tem esse termo, né, que é um termo, é um neologismo, né, chamado sincerídio. Porque o sincerídio nos remete a algo destrutivo, porque é o quê? é o excesso de verdade. Se eu pudesse traduzir de uma maneira fácil, é o excesso de verdade sem o necessário cuidado. Então, é sem essa brandura, sem essa doçura, é o excesso de rigidez que mata o sentimento, mesmo que a intenção por
esse traduzir de uma maneira fácil, é o excesso de verdade sem o necessário cuidado. Então, é sem essa brandura, sem essa doçura, é o excesso de rigidez que mata o sentimento, mesmo que a intenção por trás seja boa. Ou seja, a intenção em geral das pessoas quando cometem um sincerídio é uma intenção de permanecer corretas, sabe? De não ter uma flexibilidade moral. Mas aí elas acabam sendo muito duras, muito truculentas. E esse sincerídio a gente pode remeter a dois, né? É a sinceridade, ou seja, uma honestidade que pode ser ligado ao outro. Então seria uma espécie de homicídio. Por quê? Porque eu acabo matando o outro com meu excesso de sinceridade. Então é um uma sinceridade que acaba prejudicando os outros porque eu sou duro demais. E o sincericídio que ter ligado a um, entre aspas suicídio, porque quando eu também cometo eh para comigo, eu sou tão excessivamente sincero para com todos, né, que acabo eh expondo demais as minhas feridas, né? Então, veja só, ninguém vão eh como alguém me pergunta assim: "Ah, doutor, eu quando eu começar a ter um relacionamento com alguém, eu preciso logo contar, né, o meu diagnóstico." Veja uma coisa, é um diagnóstico, por exemplo, de uma pessoa que tem uma uma síndrome, né, da imunodeficiência humana, n uma sida, uma aides. e precisa sim eh ter eh contar isso, né, para não ter uma relação sexual que possa vir a trazer uma doença, né, uma doença não curada, uma doença que não consegue ter cura para uma outra pessoa, uma infecção para uma outra pessoa. Outra coisa é alguém ter um quadro depressivo, ter passado por um quadro de transtorno de pânico, né? E ter a ideia de que tem que ser logo no primeiro encontro, logo no primeiro contato, né? Logo na primeira paquera, dizer: "Olha, eu passei por isso, isso". Como se fosse a ficha médica para ver se a pessoa vai dar o aval ou não. Olha, ninguém fica dizendo logo: "Eu tenho pressão alta, tenho diabetes, tenho hipotiroidismo, fiz cirurgia disso, porque é um encontro, né? É uma paquera, não é uma anamnese
oa vai dar o aval ou não. Olha, ninguém fica dizendo logo: "Eu tenho pressão alta, tenho diabetes, tenho hipotiroidismo, fiz cirurgia disso, porque é um encontro, né? É uma paquera, não é uma anamnese médica. que você vai ter que contar toda a tua ficha médica eh paraa pessoa. Então, às vezes é um sincerídio. É como se fosse ser sincero demais até para abortar algum tipo de relacionamento, para poder destruir algum tipo de possibilidade de vínculo. Então, eh, nesse sentido, eh, a fala de de Emanuel é muito interessante, né? a fala de Chico Xavier numa metáfora de que a verdade é fundamental. Todos queremos encontrar e escutar a verdade. Agora, a verdade é como uma esmeralda. Assim como todos nós queremos ganhar uma esmeralda de presente, a gente pode pegar essa esmeralda e jogar na cara do outro e o dano que essa esmeralda vai causar de ferimento no outro é tão parecido com uma pedra. não preciosa, uma pedra de não de pouco valor. Então, a verdade é como a esmeralda. Se a gente joga na cara do outro, vai doer, vai cometer um homicídio ou vai cometer um suicídio se a gente joga na nossa cara, se a gente mete a esmeralda na nossa cara. Agora, se a gente lapida essa esmeralda, coloca no anel e dá de presente pro outro, ou se a gente faz uma obra de arte ali, se a gente tem, a gente sabe como fazer e guarda na nossa casa, ou seja, se a gente entrega a esmeralda de forma adequada, todos vão querer ter a esmeralda, porque afinal é uma pedra preciosa, uma pedra bonita, que vai até nos enriquecer, nos trazer algum dinheiro, nos trazer alguma posse. Todos queremos ter uma posse e ficarmos ricos emocionalmente falando. Então, a verdade é muito bem-vinda, mas ela tem que ter cuidado de como ela é colocada para não ser um suicídio fechando as portas e meio que dizendo: "Olha, eu não tenho condições. Eu não sou merecedor do teu contato. Eu não sou merecedor desse emprego, eu não sou merecedor daquilo." É quase uma culpa trazendo uma autopunição, um autoboicote. É uma espécie de culpa trazendo um
. Eu não sou merecedor do teu contato. Eu não sou merecedor desse emprego, eu não sou merecedor daquilo." É quase uma culpa trazendo uma autopunição, um autoboicote. É uma espécie de culpa trazendo um autoboicote. Como também eu não devo pegar essa verdade e cometer um homicídio para com os outros, né? Jogando na cara deles e na cara dos outros tudo que eu acho que é verdade, porque aí eu também tenho que ter uma certa humildade de entender que eu também não sei todas as verdades, né? Talvez aquela minha avaliação seja apenas uma avaliação. Então a ideia é sim treinarmos a assertividade, deixarmos a nossa fala mais sim, sim, não, não, mas sem deixarmos o nosso coração endurecido, sermos brandos e pacíficos, sermos suaves como Jesus, né? Aprendei comigo que sou manso e pacífico. Tomai meu jugo que é leve, meu fardo que é suave. Então essa é uma é uma proposta que, embora seja muito difícil, a gente deve treinar para conseguir atingir um dia, porque aí a gente vai conseguindo aliar, né, a ideia de que a gente não tá se maltratando para poder ser bonzinho excessivamente. Está conseguindo dar os limites, tá conseguindo impor os limites, não tá se comprometendo além da conta. O senhor me promete que vai conseguir isso? Olha, eu não tenho como prometer isso. Isso vai além da minha capacidade, mas eu prometo que o que eu tenho eu te dou. É isso que inclusive Pedro faz na sua passagem, né? Como traz lá no Atto dos Apóstolos. O que eu não tenho não posso te prometer, mas o que eu tenho eu te dou. Então, o que nós temos, né, muitas vezes é só o carinho, a presença, a atenção. Isso já é demais. Às vezes as pessoas também querem, como se fala no ditado popular, você dá uma mão, a pessoa quer o corpo inteiro. Você dá uma brecha, a pessoa quer a casa inteira. ela precisa aprender o limite dela. Então, fazendo esse treinamento, essa é uma questão que a gente deveria pensar. Como criar flexibilidade mental sem cairmos numa num escorrego, né, numa flexibilidade moral? como sermos flexíveis emocionalmente
endo esse treinamento, essa é uma questão que a gente deveria pensar. Como criar flexibilidade mental sem cairmos numa num escorrego, né, numa flexibilidade moral? como sermos flexíveis emocionalmente falando sem sermos flexíveis moralmente falando? E aí uma ideia que eu gostaria de colocar como resposta para ficar fixada na nossa mente é justamente o tema do nosso encontro de hoje, da nossa palestra de hoje, assertividade sem sincerídio. São termos para ficar na nossa cabeça que são difíceis de conseguir, mas que a gente precisa ir treinando. Então, a assertividade é quando eu exponho uma verdade, exponho um limite, até expresso a minha raiva, só que de uma maneira construtiva e, portanto, de uma maneira que é mais doce, que é uma maneira mais branda, que é uma maneira, portanto, mais moderada. Quando eu sou assertivo e não cometo um sincerídio, eu estou, na verdade, dos quantidade de verdade, né, que eu tô sentindo ou que eu tô pensando. Porque quando eu falo verdade, não é só verdade do ponto de vista eh de uma de um pensamento. Também tô falando a verdade do que eu tô sentindo. Porque, por exemplo, às vezes eu tô sentindo raiva, né, quando pessoa, né, me pede depois de uma palestra espírita para eu fazer algo que seria ir contra o código de ética médico, o código de ética espírita, isso me dá uma raiva. Concorda? Eu preciso ficar indignado com isso, porque se eu não fico indignado, se não fico com raiva dessas coisas, eu vou estar achando tudo banal e aí eu vou vou estar flexibilizando demais e vou estar caindo nessa flexibilidade moral. Não. Então preciso dizer: "Não, olha, isso não é o meu papel. Isso eh eu a transparecer, né, o que eu transpareci, eu tô eh digamos assim eh expressando a verdade da raiva que eu estou sentindo, mas expressando de uma maneira equilibrada, expressando de maneira branda. eventualmente a gente nem precisa, digamos assim, eh ser tão profundo em explicações. de esse exemplo que foi um pouco mais profundo, mas em outras situações que me colocam em um
do de maneira branda. eventualmente a gente nem precisa, digamos assim, eh ser tão profundo em explicações. de esse exemplo que foi um pouco mais profundo, mas em outras situações que me colocam em um constrangimento, né, que vai ferir algum código de ética médica ou código de ética eh espírita ou um código de ética que eu consigo entender como sendo eh moralmente aceitável, eu posso até ser um pouco mais lacônico. Não, não é possível, né? Eu até gostaria de ajudá-lo, mas eu não posso dessa maneira. Pronto, eu sou mais breve nas minhas palavras, não conheço a pessoa para aprofundar muito a explicação, mas estou sendo assertivo, sou estou sendo sincero com os os meus sentimentos, então com a verdade emocional que eu tô sentindo naquele momento, que é uma verdade de raiva, mas eu não preciso ser uma raiva destrutiva. Então, para tentar aliar flexibilidade mental com flexibilidade moral, né? flexibilidade mental, ou melhor, sem flexibilidade moral, mantermos o nosso senso de justiça, porque a gente acredita que tem o que é certo, o que é errado, o que é bom, o que é o ruim. Mas sem essa rigidez emocional, a gente precisa treinar um pouco mais esse conceito, ser assertivo sem cometermos sinceros para com os outros e para conosco. Eu então queria remeter a leitura desse capítulo do livro Vida Saudável e Feliz da editora FEB, que é o capítulo Flexibilidade Mental. eventualmente você revê eh esse programa em que a gente teve toda essa cautela, porque eu acho que é um dos pontos que mais me perguntam, sabe, no dia a dia quando a pessoa vai entrando nessa questão de relatividade, relativizar a realidade para diminuir o sofrimento, porque as pessoas logo querem relativizar também o aspecto moral e ficam nessa confusão. Então eu sinceramente espero que a gente consiga tenha conseguido ser um pouco claro ou bastante claro nessa nossa, nesse encontro de hoje, né? E espero que isso possa trazer um pouco mais de paz para você, porque também para mim é um treino que eu faço constantemente no meu
uco claro ou bastante claro nessa nossa, nesse encontro de hoje, né? E espero que isso possa trazer um pouco mais de paz para você, porque também para mim é um treino que eu faço constantemente no meu dia a dia. Um grande abraço, muita paz para você e que a gente possa se encontrar aqui na próxima semana.
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