#126 • Jesus e Saúde Mental • Episódios Diários - Calma para o êxito

Mansão do Caminho 13/05/2025 (há 10 meses) 38:15 4,915 visualizações 794 curtidas

Websérie | Jesus e Saúde Mental » Apresentação: Leonardo Machado com participação de » Episódio 126 - Episódios diários: Calma para o êxito #Jesus #SaúdeMental #calma #êxito

Transcrição

เ Orais ouvir estrelas, por certo perdeste o senso. Eu vos direi, no entanto, que para ouvi-las muitas vezes desperto. E abro a janela pálido de espanto. E conversamos largo tempo, enquanto havia láctea, como um palho aberto senti-la. E quando vem um sol ainda saudoso, ainda pranto, eu as procuro pelo seu deserto. Direis agora, três loucado amigo, que conversas com elas? Que sentido tem o que dizem quando estão contigo? E eu vos direi: "Amai, porque só quem ama pode ter ouvido capaz de ouvir e de entender as estrelas." A caminhada evolutiva simboliza o êxito espiritual que nós precisamos galgar. As estrelas simbolizam essa mensagem divina que nos inspiram nessa caminhada. Mas para poder atingir o cume da evolução, para atingir o ápice da nossa evolução, o êxito, portanto, nós precisamos ter calma na jornada. E essa calma para o êxito é justamente a mensagem que vamos falar hoje no episódios diários aqui no Jesus e saúde mental. Nesse livro da benfeitura Jonas de Angeles pelo Divaldo Franco, a mensagem calma para o êxito. E para isso, depois da vinheta, nós teremos mais uma vez a nossa amiga Ana Teresa Calmas. Fica conosco com calma para podermos ter êxito. Olá, Léo. Que poesia mais linda. Que beleza a gente começar o nosso programa com isso. O Olavo Bilacos falando da Via Lácteum. E quando você falou da mensagem calma para o êxito, vou dar claramente essa percepção que o êxito principal que a gente quer é a evolução, né? Como diria Aristóteles, a meta primordial da vida é ser feliz. Todas as outras metas são eh para tentar chegar nessa meta maior, né? Então, qual é o êxito maior da nossa vida espiritual? é a própria evolução. E é interessante que a benfeitura já de forma resumida, ela diz assim: "Calma para o êxito". Então, é uma mensagem que já começa no seu título propondo uma postura, né? Porque ele fala, ela fala assim: "Em todos os passos da vida, a calma é convidada a estar presente. Aqui é uma pessoa três variada que te agride, ali é uma circunstância infeliz

pondo uma postura, né? Porque ele fala, ela fala assim: "Em todos os passos da vida, a calma é convidada a estar presente. Aqui é uma pessoa três variada que te agride, ali é uma circunstância infeliz que gera dificuldade. A colá é uma ameaça de insucesso na atividade programada. Adiante é uma incompreensão urdindo males contra os teus esforços. É necessário ter calma sempre. A calma é filha dileta da confiança em Deus e na sua justiça, a expressar-se numa conduta reta que responde por uma atitude mental harmonizada. Quando não se age com incorreção, não há por temer-se acontecimento feliz. A irritação que a alma gêmea da inestabilidade emocional é responsável por danos ainda não avaliados na conduta moral e emocional da criatura. A cal inspira a melhor maneira de agir e sabe aguardar o momento próprio para atuar, propiciando os meios para ação correta. Não antecipa nem retarda. Soluciona os desafios beneficiando aqueles que se desequilibram e sofrem. Preserva-te com calma. Aconteça o que acontecer. Aprendendo a agir com amor e misericórdia em favor do outro, o teu próximo ou da circunstância aziada, possuirás a calma inspiradora da paz e do êxito. Vou passar para você, Ana, começar. Ah, que bom. A gente tá aqui de volta. Eh, já o nome dessa página me chama atenção, porque a Joana tem um livro Diretrizes para o êxito. Então, assim, o que que é êxito do ponto de vista espiritual? Que que difere tão intensamente do que a gente no nosso senso comum trabalha, né? A gente pensa em êxito como resultado positivo, deu certo, a gente entende êxito como prosperidade material. E quando a gente tem uma perspectiva espiritual, o êxito precisa transcender as bordas de uma encarnação. Diretrizes para o êxito, transcende este momento seu existencial, porque a gente tá pensando muito mais além, que é tudo aquilo que concorre para o seu amodimento, para o seu crescimento, paraa sua evolução. Então vamos pensar. uma pessoa que teve uma existência toda com uma paralisia cerebral. Como é que a gente

é tudo aquilo que concorre para o seu amodimento, para o seu crescimento, paraa sua evolução. Então vamos pensar. uma pessoa que teve uma existência toda com uma paralisia cerebral. Como é que a gente pode pensar em êxito? Uma pessoa que às vezes não consegue nem aprender a ler, escrever, não consegue nem à vezes se comunicar nos casos de adoecimentos graves, é êxito, sim, porque a gente precisa pensar na história espiritual deste espírito e perceber que essa encarnação foi para dar este passo, para conseguir o próximo passo, o outro, o outro. Então, quando a gente vai entendendo isso, a o nosso parâmetro, a nossa régua para poder medir se a gente tá caminhando bem, modifica-se completamente, porque os parâmetros de êxito da vida material não dá conta das necessidades que a alma tem de desenvolvimento e crescimento. Então, quando ela diz assim: "Calma, calma". Tem muito que você precisa caminhar. Você precisa poder valorizar o que você andou até então, fortalecer seus passos e mudar a direção do seu olhado para onde você tá indo. Porque se você fica querendo resultado imediato, se você fica querendo somente resultados concretos, você eh reduz em muito a sua capacidade de contribuir para o seu amadurecimento e desenvolvimento. Então, ela tá nessa página aqui nos ajudando a acalmar essas nossas expectativas tão curtinhas que a gente tem. É claro que o êxito espiritual tem tudo a ver com esses êxitos menores que a gente aqui conquista. Mas cuidado pra gente não reduzir. Ela bota assim: "Calma sempre", né? Hum. Calma sempre. Calma sempre. Preserva-se com calma. calma também aconteça o que aconteceu. Obviamente que a primeira perspectiva eh são os insucessos aparentes, né? As broncas, os desafios. Mas eu queria também trazer aqui o desafio, não se necessariamente significa só, digamos, a desgraça, o sucesso, as coisas boas que acontecem na nossa vida também são muito desafiadoras, porque nem sempre nós temos a maturidade emocional, espiritual, para lidar com o sucesso.

só, digamos, a desgraça, o sucesso, as coisas boas que acontecem na nossa vida também são muito desafiadoras, porque nem sempre nós temos a maturidade emocional, espiritual, para lidar com o sucesso. Nem sempre. E nós temos aí um grande exemplo de situações de artistas que sempre quiseram, por exemplo, lutaram para conseguir estourar e ter o êxito na carreira, por exemplo. E quando conseguem ter o sucesso, eles acabam tendo um comportamento autodestrutivo e o principal exemplo com drogas psicoativas, né, e morrem por overdose. Veja, no êxito, no êxito, no sucesso, porque eh os desafios que a velha nos apresentam não são só os insucessos que trazem, mas também os sucessos que trazem. Nós temos uma tendência eh um tanto quanto atrapalhada para lidar com essas coisas. E eu chamo assim, Ana, tem uma ansiedade que é uma ansiedade de evoluir, ansiedade por evolução, que eu também chamo de ansiedade de felicidade, uma ansiedade por felicidade, né? Então, até ela vai dizer: "Calma, calma, porque esse sucesso que aconteceu não é o sucesso final. Calma, esse insucesso que aconteceu também não é o resultado final. Por isso que calma em todas as situações. Só que geralmente a gente pensa da calma para os insucessos, pra gente poder ampliar o olhar e meio que reavaliar. Olha, esse insucesso aqui não é tão insucesso assim porque me dá uma nova perspectiva, mas eu queria também colocar nessa perspectiva que ela tá trazendo, eh, que também o sucesso é desafiador, é difícil, porque te coloca num local de visibilidade, que nem sempre você tem a maturidade emocional, espiritual para lidar. Se coloca no local ambicionado por muitas pessoas, ambicionado por você, mas você não consegue nem admitir para você mesmo que você gosta. você está no local que gosta. Então é muito, nós somos ainda muito atrapalhados em lidar com as coisas que são chamadas de sucesso e por isso ficamos muito autodestrutivos. E aí não é não é até que tem autoboicote, né? O autoboicote e você vê o comportamento destrutivo da pessoa que a coloca

as coisas que são chamadas de sucesso e por isso ficamos muito autodestrutivos. E aí não é não é até que tem autoboicote, né? O autoboicote e você vê o comportamento destrutivo da pessoa que a coloca novamente numa retaguarda. Porque é como assim, Ana? Nós, se a gente pensar uma coisa biológica, certo? nós temos uma uma tendência a uma homeostase. Quando acontece alguma agressão física, o nosso corpo tem uma série de mecanismos para voltar para a homeostase da normalidade, digamos assim. Eh, e essa homeostase, ela também vai lidar quando tá com excesso, um excesso de muitos hormônios. o corpo também vai tendar tender a homeostase. Então nós temos uma tendência, né, seria uma tendência de centrípeta de uma força que nos leva a uma homeostase. E romper eh essa essa homeostase é algo desafiador. E por isso que o sucesso, algo bom que aconteça, a gente às vezes se pune, não se acha amareleecedor, não acha isso, não acha aquilo, que é o quê? são mecanismos mentais de voltar para aquele lugar mais seguro da homeostase, né? Como também os insucessos. Se a gente esperar, vai ter tempo que a gente vai também se acostumar. Então, romper a homeostase da vida de forma saudável seria o que os budistas chamam de romper o ciclo de sansar. Sansara são as reencarnações muito horizontais, aquelas coisas muito cármicas, uma uma vida levando a outra bronca, etc, etc. É difícil dar um salto qualitativo de mudança. Não é simples. E aí também calma, calma. Então, me pensei aqui numa coisa para te conversar sobre isso. Eh, você tá falando assim, às vezes a gente tem um crescimento, um sucesso, a gente não consegue sustentar isso. E a gente não consegue sustentar isso porque, como diz Emmanuel, lá no livro Pensamento e Vida, a gente tem duas asas, a asa intelectual e a asa moral. Então, às vezes a gente tem um crescimento bacana de uma determinada decisão que a gente tomou e a gente vai, mas precisa da asa moral para poder manter o voo. Aí, como a gente não tem ela ainda ou não estamos atento a cuidar dela,

crescimento bacana de uma determinada decisão que a gente tomou e a gente vai, mas precisa da asa moral para poder manter o voo. Aí, como a gente não tem ela ainda ou não estamos atento a cuidar dela, porque a gente veio aqui para cuidar dela, para construí-la, a gente acha o seguinte, tá vendo? Eu não devia ter crescido tanto, tava errado esse movimento aqui. Mas não é isso, porque a Joana tá dizendo é calma. Você, você cresceu aqui, beleza, aguenta um pouco, vai crescendo aqui, ó, vai fazendo a sua sustentação espiritual para te manter aí. senão essa esse lugar grande que você pode fazer muitas coisas boas para você e pros outros, você vai começar a escolher o encolhimento, vai começar a achar que é um insucesso, vai achar que então as pessoas têm razão, que você não era isso tudo. E aí você vai deixando a desconfiança, que foi outro tudo que a gente já fez juntos aqui, ganhar campo. E aí você vai para esse lugar menor que você bem lembrou, a gente vai fazendo repetição. Então a gente vai ficando numa homeostase antiga, aquele lugar confortável, mas apertado da gente viver e da gente ser. Então, calma para o êxito. Pode ser que os resultados não se apresentem tão rapidamente como você gostaria, mas o trabalho aqui que a Jana tá dizendo é: bora trabalhar a sustentação disso. A calma é um dos elementos paraa nossa sustentação do crescimento. Todo crescimento pede sustentação. Pensa numa árvore, né? Árvore cresce. Mas ela vai fazendo sustentação na raiz para aguentar o crescimento do seu tronco, para aguentar os galhos, para aguentar os frutos que vão se pendurar no galho. Se a raiz tiver frágil, ela não dá conta daquilo tudo. Então, a sustentação depende de uma boa nutrição. Nutrição emocional, nutrição espiritual, nutrição até física, né? Nutrição em vários âmbitos para você dar conta dos novos passos que você veio dar nessa existência. Agora, claro, a gente tem que tá sempre cuidando para não dar os passos que os outros acham que a gente tem que dar, os passos que a nossa alma veio para

vos passos que você veio dar nessa existência. Agora, claro, a gente tem que tá sempre cuidando para não dar os passos que os outros acham que a gente tem que dar, os passos que a nossa alma veio para dar. É, pois é. Ela começa assim: todos os passos da vida, já que você falou de passo, ela começa a mensagem assim: "Em todos os passos da vida, a calma é convidado a estar presente. Calma para avaliar o êxito. Seria uma outra outro trocadilho que eu queria fazer. Calma em todos os êxitos, né? Calma para avaliar o êxito. Pera aí. Agora qual caminho que eu vou seguir? Tem outro lado que às vezes a gente tem uma intuição, às vezes tem até uma comunicação espiritual, mas como o tempo eh espiritual não tem o mesmo tempo cronológico material, às vezes há um descompasso. Aliás, os gregos eles deam tenham nomes diferentes, né, para designar às vezes a mesma coisa, porque o latim da dos dos romanos, né, o latim ele é um pouco menos eh complexo do que o grego. Então, amor, ele tinha várias formas de de chamar amor. Era como se cada nuance do amor, ele desse um nome diferente, o grego. Aí o latino foi lá e traduziu de uma forma mais simples, porque eles eram um povo mais pragmático, né? O romano era mais preocupado com a expansão, enquanto o grego mais preocupado com a intelectualidade, digamos assim. Aí no tempo também a gente tem aquele tempo que é o tempo cronológico, que aí seria o cronos. Tem o tempo que é o tempo Ciroz, é que o pessoal fala assim, o tempo de Deus, mas não necessariamente é tempo de Deus, né? Cirói é o tempo eh da oportunidade do crescimento, do momento, né? É o tempo inclusive desse amadurecimento. Então, de qualquer forma, existem duas duas pelo menos duas eh relações temporais. E se a gente pega o a visão espírita do espiritual, o mundo espiritual e o mundo material, há um descompasso às vezes entre a cronologia daqui e o cairoz de lá, digamos assim. Então, às vezes você tem intuição, só que eh não é para agora, não é para agora. Você tem que ter calma

o material, há um descompasso às vezes entre a cronologia daqui e o cairoz de lá, digamos assim. Então, às vezes você tem intuição, só que eh não é para agora, não é para agora. Você tem que ter calma em todos os passos da vida para poder reavaliar. E aí o que você falou é importantíssimo a ideia de que uma forma de avaliar esse cairoz é avaliar a intuição interna, porque esse cairóis é um tempo interno. O o pronos é o tempo externo, né, que a gente marca. O cairoz é o tempo interno, o tempo individual. Então é importante para essa questão de lidar com os desafios do êxito e os desafios das broncas, dos insucessos. É importante a gente olhar o tempo interno. Então, tem que olhar um olhar intuitivo e dessa forma tem que ter uma olhar também espiritual no sentido de ver o que é que os benfeitores podem estar nos dizendo, observar os sinais do tempo e os sinais que aparecem para a gente ter mais convicção na nos passos com mais firmeza. Aliás, eu me recordo especificamente sobre a Jana deângelas. Eu peguei uma uma intuição e aí quando teve a oportunidade de conversar poucas vezes ali com ela a partir do Divaldo, eu perguntei assim: "Qual as intuições que eu tô tendo são corretas? Minhas percepções mediúnicas?" E aí ele falou assim: "A benfeitura disse que sim, agora nem tudo é agora. Fazer tudo agora é precipitação". Achei interessante. Ah, meu Deus. O tempo dos espíritos é outra coisa tão difícil da gente compreender, né? O que que é agora para para um espírito, ó, quando diz não é agora. Meu Deus, mas esse não é agora é quando? E aí não tem outra de você não tem outro caminho que não seja interno que você falou, né? A possibilidade a gente tentar eh alinhar a cronologia com o cairoz, né? o tempo biológico com o tempo emocional intuitivo e espiritual. Portanto, por isso que calma, eu vejo que ela ela dá uma uma amplitude na na visão, porque é calma para todos os passos da vida. Calma, medita. no livro Episódios Diários, em algum outro momento, eu falei sobre meditação, a necessidade de

que ela ela dá uma uma amplitude na na visão, porque é calma para todos os passos da vida. Calma, medita. no livro Episódios Diários, em algum outro momento, eu falei sobre meditação, a necessidade de meditar, não como um ato apenas de prática eh meditativa, mas a simbologia da meditação, que é pensar, né? meditar antes de agir, avaliar para ver se a gente consegue alinhar um pouco mais essas duas cronologias e dar um passo um pouco mais acertado no momento adequado. Ana, eu queria ler para vocês um trechinho do Evangelho de Marcos que tem tanto a ver com o que a gente tá conversando. Olha só, é no capítulo 4, no versículo 26, que esse texto me lembrou isso. Jesus diz assim: "Ó, o reino de Deus é assim como se um homem lançasse a semente à terra, depois dormisse e se levantasse de noite e de dia, e a semente germinasse e crescesse, não sabendo ele como." A terra, por si mesmo frutificou, primeiro a erva, depois a espiga e depois o grão maduro na espiga. E quando o fruto já está maduro, logo se lim foice porque é chegada a ceiva. Esse trechinho de Marcos sempre me faz lembrar das nossas relações familiares, sabe? Calma. Cada espírito que tem na sua casa, um pode estar na fase da erva, o outro tá na fase fase da espiga, o outro tá na fase do grão maduro, o outro já tá na fase da ceifa. Então, os seus projetos, a mesma coisa, tá em qual fase? Então, a gente precisa ter calma. O êxito virá. Se você tá trabalhando para isso, o êxito virá. Mas não dá. Se uma coisa tá, se tá na erva, não dá para você esperar o grão maduro, não é? Então, se você tem um filho que tá na época, por exemplo, ainda eh da espiga, ainda não tem grão maduro lá nele, calma, não dá para esperar nele resultados que seriam colhidos mais paraa frente. Você já tá querendo chegar na colheita? Então a gente precisa de calma com a gente, com o tempo do outro, com o tempo dos nossos familiares, com o tempo dos nossos companheiros na casa espírita, eu não tô querendo dizer com isso que é pra gente ficar passivo, parado, né? Tá, vou

nte, com o tempo do outro, com o tempo dos nossos familiares, com o tempo dos nossos companheiros na casa espírita, eu não tô querendo dizer com isso que é pra gente ficar passivo, parado, né? Tá, vou esperar o grama amadurecer na espiga. Você continua agindo no bem. Calma, vai trabalhando, vai fazendo sua parte. As coisas têm seu tempo de amadurecer no nosso coração e no coração do outro. Por isso que eu achei legal você trazer essas duas palavras sobre o tempo. O tempo cronológico, ele não serve para isso, para medir isso. O que que é o tempo de um espírito que veio de uma existência anterior, por exemplo, tão lesiva aí, tá? Nessa experiência, nessa encarnação, ainda aprendendo os primeiros passos do amor, você vai esperar muita gentileza dessa pessoa, ainda não dá. Então a gente precisa calma, porque a gente não amadurece ao mesmo tempo. Nem as frutas são assim, não amadurecem ao mesmo tempo. Então a gente precisa ter calma com as nossas exigências de resultados. Aliás, trazendo a ideia do que você trouxe do amadurecimento antes do tempo, né? querer que as coisas façam, sejam feito. Eu traria uma contribuição do Fereny, que foi discípulo de Freud e e ele tem um texto muito interessante que é O drama do bebê sábio. Ele traz um relato de caso de uma criança muito novinha que era assim extremamente eh sábia no sentido de amadurecimento de como lidar. E a gente discutir esse esse texto faz tempo atendendo um caso de uma criança também muito madura. Mas por quê? Porque esse amadurecimento emocional ou racional também que essa criança tava tendo, vinha em resposta de um lar muito caótico. Os pais eram muito caóticos, eram muito infantilizados, briga, confusão, mas muito grande. E aí acaba que o bebê, ou seja, a criança pequena, ela tinha que se tornar, né, sábia suficiente para sobreviver ali, né? Mas obviamente que por que ele fala o drama do bebê sabe? Por quê? Porque essa sabedoria do bebê que é sábio esconde um drama por trás. Então ele hipertrofeou um lado e outro lado ficou atrofeado.

né? Mas obviamente que por que ele fala o drama do bebê sabe? Por quê? Porque essa sabedoria do bebê que é sábio esconde um drama por trás. Então ele hipertrofeou um lado e outro lado ficou atrofeado. Então ainda tem essa outro lado, esse outro aspecto que você trouxe aqui assim, o amadurecimento mais eh homogêneo, mais homogêneo, né? Para você não ficar hipertrofeado em um aspecto e atrofeado em outro. Por isso eu fiquei aqui pensando, é como se nesse caso, é como se você tivesse uma fruta que amadurece de vez, sabe? Que você tira do pé verde, bota numa estufa, ela não fica doce, não fica saborosa. Então, e hiper, né, trofia, no sentido de ficou madurindo lá de fora na casca e tal, não sei o que lá, mas o sabor por dentro não acompanha. Isso é um prejuízo, é um custo. Então, a gente tem a pressa do amadurecimento, sobrecarrega algumas pessoas com amadurecimento que ela ainda não tem pernas para sustentar. Ela dá conta por amor, por necessidade, mas com prejuízo imenso. Quantos filhos vivem esse drama, né, Leonardo? Muitos querem salvar seus pais, querem ser maiores do que seus pais, dão conta aspas, mas com prejuízo emocional. imenso, sem poder ter frutos doces para oferecer, não é, para si mesmo e para os outros. Ona, nessa perspectiva, ah, como nós vivemos tempos muito acelerados, não de hoje, mas certamente desde os últimos séculos, percebamos, por exemplo, o filme do genial Charles Chaplin, Tempos Modernos, em que ele simboliza ali o tempo industrial e tem uma cena muito interessante que ele tem que ficar faz repetindo o movimento de dar uma apertar o parafuso. E ele faz tanto isso que ele perde a sanidade mental. E ele faz esse essa analogia dos tempos modernos, o aceleramento dos tempos modernos, né? eh esse tempo cronológico que não respeita o tempo interno, o tempo emocional, esse tempo cronológico que às vezes faz amadurecer a carborito com algumas coisas ou então amadurecer um lado em detrimento do outro. Como é que você vê, Ana, eh, não só na juventude, mas também todas as faixas

cronológico que às vezes faz amadurecer a carborito com algumas coisas ou então amadurecer um lado em detrimento do outro. Como é que você vê, Ana, eh, não só na juventude, mas também todas as faixas etárias, porque essa velocidade excessiva a gente coloca sempre muito pro jovem, mas assim, somos todos nós, somos todos nós. Eu vejo como todas as idades estão tendo dificuldade em lidar com esse tempo acelerado, que por isso fica um pouco estranho a gente falar de calma, porque veja, no íntimo a gente não precisaria eh explicar que quando eu estou falando calma, eu não estou falando de acomodação, mas parece que qualquer não é qualquer mensagem que fala de calma, eh, eh resignação, alguma coisa assim, paciência. As pessoas hoje, por estarem vivendo num parâmetro tão acelerado, sem os dilemas, se a gente fala essa palavra, parece acomodação, passividade, a gente tem que explicar que não é. Como se entende a própria necessidade de explicar que não é já traduz um pouco como os parâmetros desde algum tempo estão alterados, né? E aí eu fiquei pensando, como é que você vê, sabe, essa aceleração, esses tempos modernos que a gente vive. Então, Leonardo, o que você tá trazendo pra gente agora me faz lembrar o tema da presença. Um exemplo simples que eu posso dar é que aqui no Rio de Janeiro teve uma comemoração do teatro municipal e eles ofereceram que a população pudesse assistir por um preço irrisório e eu fiquei muito animada de poder assistir as músicas mais importantes de cada ópera. E fui eu lá toda feliz para assistir. Eu reparei o seguinte, cada música que tocava e eu fiquei muito feliz de escutar aquela música, mas eu pensava na seguinte e eu pensava na seguinte e eu pensava na seguinte, eu pensava noinho, chegou na última, porque eu sabia que eram tantas, tantas músicas, chegou na última e eu passei todo o espetáculo pensando numa seguinte, esperando uma seguinte, gostando, gostando da que eu tava escutando mais com o meu coração já na seguinte. E aí eu pensei uma hora que eu pensei,

e eu passei todo o espetáculo pensando numa seguinte, esperando uma seguinte, gostando, gostando da que eu tava escutando mais com o meu coração já na seguinte. E aí eu pensei uma hora que eu pensei, gente, eu tô na última. E aí eu consegui me emocionar e chorei até o restante daquela música e saí muito pensativo assim, nossa, não aproveitei nada. Na verdade, eu só aproveitei a última, a décima. Que que aconteceu comigo? Eu fui para casa, peguei o metrô, falei: "O que que aconteceu? Eu gosto tanto, o que aconteceu, né? pessoa que eu não fui. E aí eu fui me dando conta do seguinte, se eu tivesse ficado em cada uma, eu teria chorado em todas, teria sentido muito cada uma, porque cada uma me lembra coisas muito importantes da minha vida, momentos, situações, enfim. E aí eu fui me dando conta disso, como é difícil ficar presente, porque quando a gente fica presente nós ficamos vulneráveis. Essa vulnerabilidade não nos é fácil de sustentar, porque nele a gente tá aberto para tantas coisas, tanto para chorar, tanto para se alegrar, mas também para outras coisas que às vezes são difíceis. Por isso que não é tão simples pra gente amar, porque quando a gente ama a gente tá vulnerável. É uma maravilha a gente amar e ser amado, mas a gente também tá aberto para ser ferido, para ser deixado e assim por diante. Então essa experiência aí dessas músicas que eu gosto tanto, o que eu entendo é nós vivemos tempos acelerados em que não dá tempo da gente sentir e não dá tempo da gente sentir, não dá tempo nem da gente se vulnerabilizar e não dá tempo da gente se nutrir. Como eu fui ao teatro, eu parece que eu não fui, fuma. Então eu não me nutri o tanto que eu poderia. E assim são os nossos encontros com os nossos amigos, com os nossos amores, com os nossos filhos. Tá com filho para est no celular. A gente tá assistindo o filme, mas tá no celular ao mesmo tempo. A gente acha que tá tá presente, mas a gente não tá. Então, a gente precisa poder experienciar esses estados mais vulneráveis e abertos que eu tô chamando

do o filme, mas tá no celular ao mesmo tempo. A gente acha que tá tá presente, mas a gente não tá. Então, a gente precisa poder experienciar esses estados mais vulneráveis e abertos que eu tô chamando aqui de presença, de poder estar, que a nossa alma esteja onde o nosso corpo está para nessa unidade a gente conseguir se nutrir. Então, quando você fala desse filme Os Tempos Modernos, essa aceleração, isso tem uma finalidade, porque quanto mais a gente acelera, mais a gente consome. Se a gente tiver presente, a gente vai refletir e escolher o que consumir. Na pressa a gente não escolhe. Aliás, a gente não escolhe coisa nenhuma. Quando tá com pressa, não escolhe o caminho do carro, não escolhe com quem que você vai encontrar, não escolhe onde é que vai gastar o seu dinheiro. Então, a nossa liberdade de escolha também fica muito curta nessa aceleração, mas ela atende a outras coisas que eu não vou nem me referir aqui, mas ela atende a tudo menos as suas necessidades espirituais e de ordem emocional. Então, eh, fabricante de adoecimentos. Esse estado que a gente tá vivendo, a gente precisa cuidar. Eu não tô dizendo pra gente dizer não pros avanços tecnológicos. Claro que não. Eu tô dizendo, a gente precisa dizer não para aceleração que não combina com o tempo do nosso coração. De certa forma é como se nós tivéssemos necessidade de calma para avaliar o êxito que chega na vida. Calma para avaliar e lidar com o sucesso. Calma para avaliar os insucessos que acontecem na vida. e a gente poder fazer uma releitura calma para poder degustar o processo que nos leva ao êxito, né? E calma para eh digamos ter êxito, né? Calma como um pré-requisito para o êxito. Calma para sentir, para consumir com presença, para metabolizar, para estar presente. Então, calma como uma centralidade eh dos passos evolutivos que a gente tem que dar, né? E aí, é, você tá falando uma coisa aí que eu não tinha falado. Eh, calma para reconhecer os êxitos. Gostei disso que você falou. Porque era só na aceleração pode ter

tivos que a gente tem que dar, né? E aí, é, você tá falando uma coisa aí que eu não tinha falado. Eh, calma para reconhecer os êxitos. Gostei disso que você falou. Porque era só na aceleração pode ter acontecido um monte de coisa bacana. Eu nem consegui me nutrir daquilo que chegou, não é? Precisa de alguém dizer: "Olha, mas isso aqui, isso aqui, isso aqui teve um insucesso aqui, mas olha isso aqui tudo que você conquistou até então." Às vezes a gente nem viu e porque a gente não viu, não reconheceu, também não se alimentou, né? Tem uma, já que você falou, vou dar uma experiência interessante que eu cheguei para jantar, tava uma fase de vida muito assim atarefada, sabe? Terminando o meu doutorado, tava com tinha acabado de não tinha acabado não, mas eu era tava na no início da minha trajetória como professor da federal. Enfim, eram muitos processos que estavam acontecendo. E aí eu me lembro que eu cheguei um dia em casa e aí fui pegar a comida para esquentar e jantar. Mas aí eu fui ver também o WhatsApp, o WhatsApp com as mensagens dos pacientes, com as mensagens dos alunos. Aí liguei a televisão também para poder ver a notícia. Então eu fiquei assim com o noticiário assistindo, o WhatsApp checando. E aí quando eu vi Ana, o prato tava vazio e eu fiquei na dúvida se eu tinha comido ou não ou não. Que coisa. Eu acredito, eu acredito. Eu comi mesmo. Eu fiquei na dúvida porque eu não fiquei saciado. Eu não, não, eu, desculpa, eu tive, aí eu fui fazer o, fui fazer o passo a passo, aí eu fui ver que a vasilha lá tava suja, né, com o resto. Então, é, então alguma coisa eu tirei, meu prato, tava uma então eu deduzi que eu me alimentei porque eu vi os indícios, né? Então, foi uma coisa racional. Então eu comi, mas não me nutri. Eu não saboreei o negócio, né? Com certeza. Então é um exemplo prático eh disso que a gente tá dizendo. Se a gente não tem calma, a gente não consegue nem eh degustar isso e nem se sentir nutrida. Você usou bem essa palavra. Eu a minha fome não deu conta,

exemplo prático eh disso que a gente tá dizendo. Se a gente não tem calma, a gente não consegue nem eh degustar isso e nem se sentir nutrida. Você usou bem essa palavra. Eu a minha fome não deu conta, né? Eu não me senti alimentada. Uma coisa curiosa, né? Por isso que Joana ela coloca assim, ó, a calma e ela de certa forma resgata um pouco de um outro capítulo que nós falamos aqui sobre a desconfiança, a confiança. E seria essa frase que eu colocaria como um emblema dessa dessa desse capítulo, né? A calma é filha dileta da confiança em Deus e na sua justiça, a expressar-se numa conduta reta que responde por uma atitude mental harmonizada. No final das contas, a calma é a filha dileta da confiança. Então, calma vem como consequência da confiança. Confiança em quem? em Deus, sobretudo quando a gente deposita, né, a nossa fiança e o nosso crédito e na justiça que as coisas que acontecem primeiro, se é uma coisa boa tá acontecendo, ah, eu não mereço não, eu sou não, não merece. É o medo que tá falando. Não, não mereço não, que disse, ai meu Deus, eu tô morrendo de medo. Mas aí seria uma certa vaidade, né? Porque você tá vendo algo bom e você confia em Deus e na justiça de Deus tá chegando, você tá dizendo que não merece, tá dizendo que Deus não sabe, entende? Eu costumo dizer assim, ó, Deus não erra endereço, não, para de história. Então, por isso que eu boto aqui, Ana, essa com a minha frase de resumo. Qual seria a sua? Ó, a minha é bem simples, não antecipa nem retarda, porque calma, precisa de presença. Então, nem a gente viver ansioso, nem a gente fica inerte. É a gente ficar presente no que tá acontecendo aqui. Recebe o que tá acontecendo com você. esses insucessos e até os sucessos é tudo temporário. Então, parafraseando Olavo Belá, que nos disse que para entendermos as mensagens das estrelas, nós precisamos amar. Ao longo do nosso encontro de hoje com a Ana, a gente também foi degustando a necessidade de amar as coisas com calma e a calma para poder amar e entender a

ensagens das estrelas, nós precisamos amar. Ao longo do nosso encontro de hoje com a Ana, a gente também foi degustando a necessidade de amar as coisas com calma e a calma para poder amar e entender a mensagem que tá subliminar no universo, na nossa vida e nas estrelas também. Muito obrigado, Ana. Muito obrigado você que nos assistiu. Vamos estar juntos na próxima terça-feira.

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