#05 - Cosme Massi - Fé, Esperança e Caridade - XIV Seminário Espírita Catarinense
XIV Seminário Espírita Catarinense - Caminho para Deus Realização: Centro de Estudos Espirita Caminho da Luz - CEECAL Data: 05 de julho 2025 #05 - Cosme Massi - Fé, Esperança e Caridade - XIV Seminário Espírita Catarinense Programação: 08h40 às 09h25 Cosme Massi Céu e o Inferno - Liberdade e Fatalidade 09h30 às 10h00 Raul Teixeira Caminho para Deus 10h30 às 11h00 Simone e Crema Momento Musical 11h05 às 11h50 Ana Guimarães A Visão da Vida com Olhos de Paz 13h30 às 14h15 NEA Peça teatral – O céu e o Inferno 14h25 às 15h15 Luiz Alberto Silveira Leis Eternas: O Caminho Sagrado do Corpo e do Espírito para Deus 15h20 às 16h10 Cosme Massi Fé, Esperança e Caridade 16h45 às 17h15 Simone e Crema Momento Musical 17h20 às 18h10 Ana Guimarães Reencarnação, uma lição de Amor - 18h10 às 18h20 Encerramento - CEECAL 18h20 Prece de Encerramento Raul Teixeira Transmissão: TV CEECAL Retransmissão: Web Radio Fraternidade, Espiritismo e Mediunidade, IGESE, FEC TV, TV 14URE, Radio Portal da Luz, RAE TV
Silveira, um convite estará na próxima quarta-feira, às 8 horas da noite, na palestra especial do Centro Espírita Seara dos Pobres, às 8 horas da noite, quarta-feira, palestra especial com esse palestrante que acabou de falar, Luís Alberto Silveira. O tema da palestra especial lá na Seara dos Pobres será quarta-feira à noite, experiência de final de vida e seu impacto no processo de morrer. Bem, vamos agora paraa quinta palestra, sendo a segunda desta tarde e para abordar o tema fé, esperança e caridade, nós convidamos que volte aqui para falar pra gente que a gente gostou muito. Queremos ouvi-lo de novo, Cosm. E para fazer a oração, por favor, venha para cá, Raul Teixeira. Nós estamos bem, né? Estamos bem, estamos chiques hoje. Vamos orar. Mestre Jesus. Estamos comovidos pelas palavras do seu evangelho pelas lições da doutrina espírita. Dá Jesus a bênção para o cosm para que ele possa fazer com que nossos corações pulsem com o seu coração. Muito obrigado, Jesus. Muito obrigado, mestre. Assim seja. Obrigado, Raul Teixeira. E agora fiquem bem com Cosm que vai abordar o tema fé, esperança e caridade. Uma boa tarde a todos. Que Deus nos abençoe. Esse tema, fé, esperança e caridade são três virtudes fundamentais que o Espiritismo nos ensina. O que nós vamos fazer aqui? Nós vamos apresentar inicialmente o que são essas três virtudes. Como na obra de Allan Kardec nós encontramos explicações para entender o que é a fé, o que é esperança, o que é a caridade. E depois vamos ainda dentro da obra de Allan Kardec mostrar como essas três virtudes se relacionam, de que maneira nós podemos estudar essas virtudes de forma que uma virtude seja extremamente importante para a outra. Eh, para estudarmos esse tema, nós vamos usar três obras de Allan Kardec. pequenos trechos. a obra O Evangelho segundo o Espiritismo, em que no capítulo A fé que transporta montanhas, Allan Kardec vai nos ensinar o que é a fé e de que maneira ela se relaciona com essas duas outras virtudes. E antes daquilo que Allan Kardec
iritismo, em que no capítulo A fé que transporta montanhas, Allan Kardec vai nos ensinar o que é a fé e de que maneira ela se relaciona com essas duas outras virtudes. E antes daquilo que Allan Kardec escreveu em 1864 em O Evangelho Segundo o Espiritismo, ele vai apresentar em 1862, na revista espírita, exatamente no mês de fevereiro, uma mensagem que trata exatamente dessas três virtudes. Na verdade, são três mensagens escritas por três espíritos diferentes que falam da fé, da esperança e da caridade. E depois, na obra Viagem Espírita em 1862, Kardec também mostra a relação entre a fé e a caridade. Jesus Cristo, eu achei que já tivesse dentro. esqueci, né? Perdoe. Então, vamos lá. Agora está aí. Ainda não. Então vamos lá. Agora sim, né? Correta. Bom, então vamos começar pela fé. Como é que Allan Kardec nos explica o que é a fé em suas obras? Ele vai apresentar nesse capítulo, aí tá a referência para que vocês cheguem em casa e possam estudar. Allan Kardec vai apresentar quatro conceitos de fé nesse capítulo, a fé que transporta as montanhas. O primeiro significado da palavra fé é o significado de confiança nas próprias forças. Então, o indivíduo diz que tem fé quando ele confia nas próprias forças. E esta confiança nas próprias forças que o faz muitas vezes realizar os seus sonhos, os seus projetos, porque ele confia que ele é capaz de realizá-lo. Depois, Allan Kardec discute a fé como confiança na realização de uma coisa. O indivíduo confia que aquele projeto que ele está pensando e querendo executar, que de fato ele vai conseguir executar. Ele tem essa confiança de que aquilo que ele pretende fazer, ele vai conseguir alcançar. Depois, Allan Kardec apresenta o sentido dogmático religioso da fé, que é a crença em dogmas especiais, que é o sentido religioso. É quando o indivíduo adota uma religião que tem dogmas como verdades que você é obrigado a aceitar, mesmo sem compreender e acreditar. Você então que acredita nesses dogmas, você diz que tem fé nesses dogmas desta ou aquela religião
eligião que tem dogmas como verdades que você é obrigado a aceitar, mesmo sem compreender e acreditar. Você então que acredita nesses dogmas, você diz que tem fé nesses dogmas desta ou aquela religião que você professa. E por último, que é o conceito mais importante dentro do qual a própria noção de fé como virtude vai se colocar, diz Kardecta fé como crença em verdades espirituais básicas. Quais são essas verdades espirituais básicas? São aquelas verdades que o Espiritismo nos ensina sobre a existência de Deus como inteligência suprema, causa primária de todas as coisas, soberanamente justo e bom, de que somos uma alma imortal, que sobrevivemos à morte do corpo, que o corpo é uma mera vestimenta que trocaremos. muitas vezes de roupa ao longo do nosso processo evolutivo, que os espíritos se comunicam conosco, que há leis naturais e morais regulando a nossa existência. E aí vai. Se você acredita nessas verdades espirituais, você passa então a poder construir essa isto que Kardec vai chamar como a fé raciocinada. Porque ela é raciocinada? Porque ela se apoia nos fatos e na lógica. Não é mais uma crença em dogmas que você não discute, mas apoiado nos fatos das manifestações dos espíritos. Na razão, você consegue então ter uma fé com nenhuma obscuridade. A criatura então crer porque tem certeza. Não é uma crença vaga que ela possa de alguma maneira se sentir insegura. Ela tem certeza porque foi fundamentada em fatos, foi fundamentada pela razão. E ninguém tem certeza senão porque compreendeu. Então você compreende aquilo que você está acreditando. Não é simplesmente uma crença que você não entenda ou que não possa chegar por meio do raciocínio ou dos fatos. E a Ricardec propõe esta frase lapidar que ele usa na página de rosto do próprio evangelho segundo o Espiritismo. Fé inabalável só é que pode encarar de frente a razão em todas as épocas humanidade. Então você tem aqui uma noção de fé como crença nessas verdades espirituais, mas como ela é uma virtude, ela não fica
inabalável só é que pode encarar de frente a razão em todas as épocas humanidade. Então você tem aqui uma noção de fé como crença nessas verdades espirituais, mas como ela é uma virtude, ela não fica apenas no campo da razão. Isso é algo muito importante quando se fala em virtude. Todas as virtudes não envolve apenas a razão, ela envolve o que a gente chama todas as dimensões da alma. Ela envolve a razão que essa faculdade da alma responsável pelo conhecimento, pela verdade, mas ela envolve o sentimento, esta faculdade especial da alma que produz a emoção de amor e também ela envolve a vontade, esta outra dimensão que leva o homem à ação, à realização. Por isso, toda a virtude tem que se materializar numa ação que cujos meios que você busca para realizar foram alcançados pela razão, pelo conhecimento. Mas você precisa agir, como vai dizer Allan Kardec no Evangelho Segundo Espiritismo, por ardor natural do coração. É uma razão que envolve um sentimento profundo de amor a Deus e ao próximo. Então, quando você tem qualquer virtude, elas têm que envolver esses três elementos. Virtude não é só conhecimento. Virtude não é só sentimento, virtude não é só ação, mas ela conjuga essas três dimensões da alma. É por isso que aqui ao falar da fé, nesse artigo notável da revista espírita de fevereiro de 62, o espírito vai dizer, e eu peço licença aqui para ler com vocês, antes da revelação do Espiritismo, a vida era estéril, era uma árvore ressequida pelos raios e que nenhum fruto produzia, porque era uma fé em dogmas que você não compreendia, que você se sentir inseguro. Reconhece-me por meus atos, lembrando a fé como ação. Eu ilumino as inteligências, a fé tocando na razão. Aqueço e fortaleço os corações. Porque a fé como virtude tem que tocar o mundo dos sentimentos. Afasto para bem longe as influências enganadoras e vos conduzo para Deus pela perfeição do espírito e do coração. Então, veja como esse espírito que escreve a mensagem foi capaz de externar nesta visão de fé esses elementos
s influências enganadoras e vos conduzo para Deus pela perfeição do espírito e do coração. Então, veja como esse espírito que escreve a mensagem foi capaz de externar nesta visão de fé esses elementos fundamentais que envolvem a inteligência, o sentimento e a própria ação. E ele termina esse trecho dizendo: "Vinde colocar-vos sobre minha bandeira. Eu sou poderosa e forte. Eu sou a fé". Então, aí está uma visão fundamental de fé segundo o espiritismo, como sendo isto que sai do plano do puro intelecto e vai para o plano do sentimento. Agora, a gente tem que refletir um pouco. Será que nós temos essa fé? Será que nós somos capazes de introjetar em nosso mundo interior essas verdades espirituais básicas? Se você acredita num Deus soberanamente justo e bom, você tem medo de viver num clima de conflito, de luta e de guerra? Se você sabe que é uma alma imortal, quando surge uma doença, você se desespera. Quando você perde um ente querido, entre aspas, porque você não perde ninguém, você é capaz de aceitar alegremente essa decisão divina. Se você não é capaz de introjetar no seu sentimento e na sua conduta essas crenças básicas em verdades espirituais, você ainda não sábio ou não atingiu a virtude da fé, porque essa virtude leva você a se tranquilizar. E dentro dessas características que envolvem as verdades espirituais básicas e ao mesmo tempo, ao lado daquilo que nós vamos estudar daqui a pouco, a esperança, nós vamos encontrar a virtude da resignação, que é essa virtude que o espírito Lázaro, no evangelho vai definir como sendo o consentimento do coração. É o coração iluminado pela razão, porque toda virtude razão, tem raciocínio, tem conhecimento, mas é o coração dizendo sim que vai se manifestar na sua ação. Então imagina a cena que aqui foi descrita na palestra anterior. Você recebe uma resposta, um diagnóstico, estou com câncer. Você é capaz de dizer: "Sim, Senhor, seja feita a vossa vontade". Aí você vai ao médico, busca tratamento, porque a razão diz que você deve buscar a
ebe uma resposta, um diagnóstico, estou com câncer. Você é capaz de dizer: "Sim, Senhor, seja feita a vossa vontade". Aí você vai ao médico, busca tratamento, porque a razão diz que você deve buscar a conservação do próprio corpo. É uma lei natural, a lei de conservação. E você busca o tratamento. Aí o médico faz o tratamento e quando ele pega os exames, piorou, não melhorou. Aí você vai dizer: "Sim, Senhor, seja feita a vossa vontade com o coração, com o sorriso dos lábios." Não é simplesmente com o pensamento. Aí daqui a pouco você descobre de novo, insiste no tratamento e o médico lhe diz: "Olha, você tem poucos dias de vida e você vai dizer: "Sim, Senhor, seja feita a vossa vontade. Se você é capaz disso. Você entendeu quando o espírito de verdade, Jesus no capítulo sexto do Evangelho Segundo Espiritismo, ao falar da resignação no item Advento do Espírito de Verdade, ele vai dizer: "Eleve a sua resignação ao nível de suas provas." Isso significa que suas provas estiverem dessa altura, você tem que elevar a resignação a esta altura. A prova aumenta um pouco mais. Você leva a resignação aquela nova altura, ela sobe. Você sobe a sua resignação. Se você é capaz disso, você de fato entendeu e está buscando viver o que é a fé como virtude. Essa crença em que Deus é sábio, justo, é inteligência suprema, que dá a cada um segundo as suas obras e a sua vontade é a que deve prevalecer. E você se tranquiliza. Sim, Senhor. Seja feita a vossa vontade. Bom, agora vejamos uma outra virtude importante que Allan Kardec e os espíritos também vão discutir. De novo, eu remeto aí para que vocês saiam daqui e busquem estudar esse texto da Revista Espírita de 1862, A esperança. De novo, peço licença para ler, porque é muito poético. Meu nome é Esperança. Sorrio a vossa entrada na vida. Sigo-vos passo a passo e não vos deixo senão nos mundos onde para vós se realizam as promessas de felicidade, incessantemente murmuradas aos vossos ouvidos. Sou vossa amiga, sou vossa fiel amiga. Não repilais
passo a passo e não vos deixo senão nos mundos onde para vós se realizam as promessas de felicidade, incessantemente murmuradas aos vossos ouvidos. Sou vossa amiga, sou vossa fiel amiga. Não repilais minhas inspirações. Eu sou a esperança. Então, veja que a esperança já começa no berço, né? Quando a gente encarna a esperança da felicidade de uma vida melhor, esta esperança só vai diminuir quando quando você atingir o estado de espírito puro, vivendo nos mundos de felicidade plena, porque o seu objetivo com a esperança era alcançar esta felicidade e você alcança somente lá na frente. E durante toda a caminhada você mantém a esperança de que vai alcançar, porque você sabe que é um espírito imortal. E o espírito continua: "Tomo todas as formas para me aproximar de vós. Sou a estrela que brilha no azul do sol, no azul do céu, o quente raio de sol que vos vivifica. Embalo as vossas noites com sonhos ridentes. Expulso para longe as negras preocupações e os pensamentos sombrinhos. Guio vossos passos para o caminho da virtude. Acompanho-vos nas visitas aos pobres, aos aflitos, aos morimbundos. E vos inspiro palavras afetuosas e consoladoras. Não me repilais, eu sou a esperança. E a gente vê esperança em toda parte, como ele descreve quando você está diante da beleza que a natureza nos informa, nos apresenta cada dia, principalmente nesse estado, nesta cidade de Florianópolis. Quando você caminha por essas belezas naturais, você sente essa esperança. Nossa, como a vida é bela, como Deus é grandioso, como a natureza é especial. E você tem uma esperança de que vale a pena continuar, porque será que Deus nesse mundo ainda de provas, expiações nos apresenta tanta beleza? O que será que nos aguarda nos mundos felizes? E a gente aumenta essa esperança. ou quando a gente está numa situação difícil, passando por um problema em que a gente saiba sabe que esse problema vai passar em algum momento, embora as dificuldades, as dores, as lutas, você sabe que há um Deus nesse universo e que, portanto,
, passando por um problema em que a gente saiba sabe que esse problema vai passar em algum momento, embora as dificuldades, as dores, as lutas, você sabe que há um Deus nesse universo e que, portanto, esse problema é transitório, faz parte do seu processo evolutivo e você ganha a nova esperança diante daquilo que você está vivendo. Quando você visita pessoas com necessidades, algumas delas demonstrando ainda confiança, embora há necessidade, demonstrando esperança, aumenta a sua esperança. Porque se aquelas pessoas, mesmo que seja algumas, são capazes de manter esperança nesse meio ainda de grande miséria, de grande dificuldade, a sua esperança aumenta mais ainda, porque se eles são capazes, porque eu não manter em mim a chama acesa da esperança. Bom, com isso nós temos a esperança, não somente como a espera do que deve acontecer. Aí entra uma diferença fundamental entre a espera e a esperança. Muito cuidado. Vários filósofos criticam a esperança porque a interpretam como mera espera. O indivíduo que tem esperança não fica só esperando, porque a esperança envolve ação, realização, como toda virtude. Ele busca realizar aquilo que lhe compete. O indivíduo que recebe um diagnóstico de uma doença, ele espera a cura, mas ele não fica de braços parados esperando que a cura caia do céu. Ele busca o tratamento, ele procura o profissional, então ele age, é uma esperança ativa daquele que procura cumprir aquilo que é necessário para que o resultado possa acontecer. Então não é uma esperança passiva daquele que senta, senta e fica esperando que as coisas aconteçam. Não é esta espera que não é virtude. É a esperança com ação, com sabedoria, com conhecimento, que busca alcançar o objetivo. Esta é a virtude da esperança que a gente jamais pode deixar de cultivar. E aí vem por último a caridade. A caridade é cantada na obra espírita há muito tempo, desde 1857, quando Allan Kardec lança o livro dos espíritos, ele apresenta lá já o conceito espírita de caridade. Mas antes de entrarmos, vamos ver o que esse
cantada na obra espírita há muito tempo, desde 1857, quando Allan Kardec lança o livro dos espíritos, ele apresenta lá já o conceito espírita de caridade. Mas antes de entrarmos, vamos ver o que esse espírito também na revista espírita de 62 nos diz aqui sobre a caridade. Socorrei-vos uns aos outros com bastante desinteresse, para não exigirdes reconhecimento da parte do que estiverdes socorrido. Isso é algo importante, não só na caridade, mas em toda a virtude. A caridade só é virtude se ela for desinteressada. Isso é algo que às vezes a gente não para para pensar. Há uma diferença na visão espírita entre fazer o bem e ser virtuoso ou ser caridoso. O indivíduo, por exemplo, pode ajudar uma pessoa que está com necessidade, ela está fazendo bem. Mas será que ela está sendo virtuosa ao fazer isso? Depende como é que está o seu mundo íntimo na hora que ela está fazendo aquele bem. Imagine a situação de um político que resolve distribuir cesta básica para pessoas carentes com o seu dinheiro, para que a gente não pudesse dizer que ele estava cometendo mal. Porque se ele distribuísse cesta básica com o dinheiro que não lhe pertence, ele estaria sendo desonesto. Não há bem no indivíduo sendo desonesto. Mas suponha que ele esteja fazendo cesta básica com o dinheiro próprio conquistado com seu trabalho. Ele está fazendo bem. Agora pergunta, ele está sendo caridoso? Ó, vejamos. Se ele faz aquilo por ardor natural do coração, procuro respeito a Deus e por amor ao próximo, seria virtude. Mas suponha que ao distribuir a cesta básica, ele diz: "Olha, não esqueça na eleição do voto." Então, tá aqui o santinho. Para você não esquecer de mim. Ele está neste momento trocando aquilo que ele está fazendo por um voto. Ele está agindo por interesse pessoal. Quando ele age por interesse pessoal, ele não está sendo virtuoso, caridoso, mas ele não está fazendo mal. Quando você compra pão na padaria, você está sendo virtuoso com a pessoa que faz o pão a dona da padaria. Não. E você tá fazendo algum mal? Nenhum. Você está
o, caridoso, mas ele não está fazendo mal. Quando você compra pão na padaria, você está sendo virtuoso com a pessoa que faz o pão a dona da padaria. Não. E você tá fazendo algum mal? Nenhum. Você está fazendo bem. Mas você tá fazendo bem por interesse. Você quer alimentar-se, ela quer vender o pão e você está comprando o pão por o preço que foi estabelecido. Você está fazendo bem, mas você não está sendo virtuoso porque você não agiu por a dor natural do coração. Pois desinteresse pessoal, você tinha o interesse pessoal. Não há nada de mal em que você haja por interesse pessoal. Só que você não pode dizer que você é virtuoso ou que você já conquistou a virtude. Então essa diferença é essencial pra gente perceber o quanto o espiritismo é exigente quanto a caridade. Não basta fazer o bem. É preciso fazer o bem por desinteresse, sem fazer cálculo do que você vai ganhar ou do que você vai deixar de perder. Allan Kardec chega a propor uma questão grave aos espíritos. Se o indivíduo faz o bem pensando em receber alguma recompensa na vida futura? E a resposta é: o bem para ser caridade deve ser feito desinteressadamente. Mesmo aquele que faça pensando em ganhar alguma coisa na vida futura, não entendeu o que é a caridade, porque ele está fazendo uma troca com Deus. Ó, senhor, o senhor tá vendo aqui, viu? Eu tô fazendo isso aqui. O senhor tá anotando num caderninho aí, ó. Quanta gente eu já ajudei, quanto benefício eu já realizei. Ele está fazendo bem, mas não está sendo virtuoso, não está praticando a caridade. Por isso eu costumo dizer que no nosso processo evolutivo, nós temos uma escala a seguir. O primeiro problema é quando a gente faz o mal. Se a gente faz o mal, estamos perdidos, porque o mal vai ter punição, vai ter castigo nas consequências naturais que decorrem do mal feito, como a gente falou hoje, céu inferno, córdico penal da vida futura. Se você viola a lei de Deus, vai sofrer as consequências dessa violação. É o que os espíritos de Kardec chamam de castigo ou punição. Não tem
nte falou hoje, céu inferno, córdico penal da vida futura. Se você viola a lei de Deus, vai sofrer as consequências dessa violação. É o que os espíritos de Kardec chamam de castigo ou punição. Não tem jeito. E você vai ter que reparar o mal praticado. Não basta sofrer pelo mal praticado. Muitas pessoas pensam que se ele sofreu porque fez o mal, ele está quit. Nada disso. Ele terá que reparar o mal praticado. Então, Kardec vai dizer: "Só a reparação elimina a causa, paga a dívida". A expiação ainda é meio do caminho, é sofrimento consequência do mal praticado. Ele vai ter que reparar o bem, o mal que ele fez, fazendo o bem. Por quê? Por uma questão de justiça, né? Imagina que você tira a vida de um pai de família. Você tirou a vida de um pai de família. Esse pai que era o sustento daquela casa, que trabalhava na educação dos filhos, que zelava pela família, ele é assassinado por você. Aí você se arrepende, sofre. Se na terra você é punido, vai para a delegacia, fica anos pagando isso. Aí você fala: "Tô kids, com a lei". Não, você tá kids conversa fiada. E o e a família que ficou desamparada e o prejuízo que você causou à vítima. E Kardec vai lembrar no céu inferno ou falar da reparação no Código Penal. Se o dia, um dia que a legislação humana colocar reparação como uma exigência, os criminosos vão diminuir, porque a pessoa vai perceber que não ficará apenas preso, ela terá que reparar o mal que ela fez para aquela vítima. Aí ela te ficará quites com Deus, porque ela arrependeu, espiou o mal praticado, sofrendo as consequências, mas deu o passo além. foi capaz de reparar o erro, como diz Kardec, fazendo o bem para reparar o mal que ela tenha realizado. Então, neste momento, o indivíduo entende que fazer o mal é o pior caminho, porque ele vai ter que reparar, seja nessa existência ou seja em outras, e ele vai ter que reparar. Provavelmente, se aquela família se perdeu ao ser ao ter o pai assassinado, ele terá responsabilidades com esses espíritos em diversas vidas. Talvez terá que voltar para ajudar
le vai ter que reparar. Provavelmente, se aquela família se perdeu ao ser ao ter o pai assassinado, ele terá responsabilidades com esses espíritos em diversas vidas. Talvez terá que voltar para ajudar aqueles elementos que ele com sua conduta atrapalhou. Então, o mal leva você a um processo que pode ser muito demorado de expiação e reparação, podendo custar até algumas existências para que você consiga reparar. Então, fazer o mal nunca é a pior de todas as hipóteses. Esqueça, não busque fazer, não contrarie a lei de Deus, porque você vai ter que responder por isso. Bom, o passo seguinte seria, então eu não vou fazer o mal, tá? Não vou fazer o mal. Bom, mas não é suficiente na visão espírita, porque os Kardec vai perguntar aos espíritos para agradar a Deus e assegurar a sua posição futura, bastará que o homem não pratique o mal? Pergunta 642, o livro dos espíritos. Não, não. A ética espírita, a ética baseada em lei natural não é tão simples assim. Não, não fez o mal. É preciso fazer o bem e mais ainda responderá por todo o mal que haja resultado de não haver praticado o bem. Se ele não fez o mal, mas a sua omissão deu margem, deu oportunidade para que outros fizessem o mal, ele vai responder por este mal, tendo que espiar, tendo que reparar esse mal em algum momento. Então, claro que não fazer o mal é melhor um pouco do que fazer o mal. Então você deu um segundo passo, saiu de não, não faz o mal, deu um passo adiante em relação a quem fez o mal. Você tá um pouquinho melhor, né? Não fez o mal, mas deu um passo adiante. Mas não é suficiente como nós vimos. Então é preciso o quê? Fazer o bem. Vamos fazer o bem. Fazer o bem é proceder de acordo com a lei de Deus. Mas como eu acabei de mostrar, também não é suficiente na ética espírita, não é suficiente para quê? Para a grande transformação interior que tem que tomar conta do nosso mundo íntimo. Veja, se eu faço apenas o bem, sem a dor natural do coração, com sem o desinteresse, o que acontece? Amanhã eu posso sofrer uma
de transformação interior que tem que tomar conta do nosso mundo íntimo. Veja, se eu faço apenas o bem, sem a dor natural do coração, com sem o desinteresse, o que acontece? Amanhã eu posso sofrer uma prova em que eu resolvo, então, não mais fazer o mal, porque eu fiz o o fazer o bem. Porque eu fiz o bem por interesse. Na hora que o meu interesse ser botado em cheque, ah, agora eu não vou fazer mais, porque agora eu vou perder demais. Eu não tô disposto a perder tudo isso. Então agora eu fazia o bem até agora, mas na hora que a prova vem e que o interesse é botado em cheque, ah, bom, agora ficou diferente. Então, fazer o bem por interesse não é suficiente. Preciso mudar minha natureza moral de tal maneira que dentro do meu mundo íntimo o bem penetrou de tal maneira eu faço desinteressadamente mesmo que eu tenha que perder tudo. Não importa. Porque o homem caridoso não mede o que ele vai ganhar ou perder com a sua conduta. Ele simplesmente age por a dor natural do coração, por amor a Deus e ao próximo. Com isso, ele nunca vai se modificar. Ao quando conquistou esse sentimento profundo de caridade, pode dizer para ele, se você continuar fazendo bem, vai ser torturado, vai ser preso, vai ser morto. Ele vou continuar fazendo bem, porque ele não fez o bem. pensando no que ele vai ganhar ou deixar de perder. Lembra os cristãos que iam paraas arenas, sabendo que iam ser devorados pelos leões, recuaram porque iam perder muito dor e continuaram firmes no propósito do amor ao próximo, praticando esta caridade, que é essa virtude em que leva você a fazer o bem desinteressadamente. Mas é claro que como nós somos espíritos da terceira ordem, espíritos imperfeitos, a gente começa fazendo o bem por interesse. Não tem nada de mal nisso. Quem convive em casa espírita sabe disso. Às vezes chega uma pessoa com um problema na casa espírita e ela quer ali participar da casa espírita, atuar, ajudar em alguma coisa. E ela vem esperançosa de ser curada. E muitas vezes ela tá ali fazendo porque ela quer
essoa com um problema na casa espírita e ela quer ali participar da casa espírita, atuar, ajudar em alguma coisa. E ela vem esperançosa de ser curada. E muitas vezes ela tá ali fazendo porque ela quer ser curada. Então ela entra num serviço, numa atividade com interesse de cura. Isso é muito natural. Ela começou pelo bem. Olha que caminho bacana. Todos nós, ou a maioria de nós, começamos pelo caminho do bem, mesmo por interesse. Ela tá ali, não, eu vou ser curada. Ela tá ali, daqui a pouco ela vai se envolvendo no trabalho, ela vai abrindo o seu coração para sentir a alegria de servir, de ser útil. Daqui a pouco ela esquece da própria doença, do que ela queria, continua trabalhando. E se alguém disser: "Você não tem cura, pouco importa". Eu continuo nesse trabalho porque aprendi a valorizar o bem por si mesmo, mesmo que eu perca tudo, mesmo que eu não seja curado, mesmo que eu não ganhe nada. Então, nesse momento, a pessoa saiu do bem para a virtude, para a caridade. Ela deu esse salto evolutivo tão importante, porque se não dermos esse salto evolutivo, não saímos da terceira ordem na escala espírita, que é dos espíritos imperfeitos. Para virarmos espíritos bons da escala espírita, nós temos que dar esse salto do bem para a caridade, do bem para a virtude. Por isso, Allan Kardec vai usar no Evangelho Segundo Espiritismo essa frase monumental: "Fora não há salvação." Porque salvar-se neste processo é deixar a terceira ordem para partir para a segunda ordem, que é a ordem dos chamados espíritos bons ou espíritos elevados. em que não há nenhum desejo do mal, em que deseja apenas o bem e que faz o bem espontaneamente e que conseguem desempenhar no universo qualquer missão dada por Deus, porque eles não fazem cálculo. Ah, não, eu vou ter que reencarnar lá naquele planetinha, vou ter que conviver com cosma e massa. Ah, não dá. Se for um espírito bom, ele não faz esse cálculo. Vou ter que aguentar cosmim. vai ser duro. Ele não faz esse cálculo. Ele vem por amor, por a dor natural do
ue conviver com cosma e massa. Ah, não dá. Se for um espírito bom, ele não faz esse cálculo. Vou ter que aguentar cosmim. vai ser duro. Ele não faz esse cálculo. Ele vem por amor, por a dor natural do coração. Paremos para pensar em Jesus. Imagina se Jesus tivesse feito o cálculo, o que eu vou ganhar ou perder se for encarnar naquele mundinho de provas, expiações há 2000 anos, não é hoje, 2000 anos em que as pessoas matavam uns umas à outras assim até com alegria, com prazer. Imagina ele mais ainda, ele que sabia o que ia acontecer com ele. Ele sabia por quê? Porque os próprios profetas antes dele, lá, os profetas do Velho Testamento já anunciavam o que ia acontecer com o cordeiro de Deus, o que ele sofreria. Então, ele já sabia que não seria compreendido pela maioria. E mais ainda foi tão capaz de prever o futuro quando ele disse: "Eu vos enviarei o Espírito de verdade, o consolador prometido, que ficará eternamente convosco, que restabelecerá todas as coisas". Ele já sabia que durante 1800 anos a humanidade ainda não tinha condições de viver o seu ensinamento. Claro, com honrosas exceções. Muitos entenderam o pensamento do Cristo, muitos viveram esse pensamento. Aqueles que eram espíritos bons, espíritos imperfeitos, se transformaram em espíritos bons durante esse processo. Não é à toa que nós vamos encontrar vários espíritos da segunda ordem escrevendo nas obras de Allan Kardec e que lá atrás foram espíritos imperfeitos, não eram espíritos bons quando viveram na Terra. Para dar um exemplo, Santo Agostinho, o grande bispo de Ipona, quando vivera lá no século não era espírito bom, ainda tinha problemas, como ele vai narrar nas suas confissões, mas que ele soube quando teve a sua porta de Damasco, porque Santo Agostinho também teve a porta de Damasco, que foi o momento em que ele se deparou com a necessidade de seguir o Cristo. Neste momento, ele leva a sério a proposta que a sua mãe sempre queria que ele estudasse, conhecesse os evangelhos para viver. quando ele reconhece essa
e deparou com a necessidade de seguir o Cristo. Neste momento, ele leva a sério a proposta que a sua mãe sempre queria que ele estudasse, conhecesse os evangelhos para viver. quando ele reconhece essa necessidade depois de uma crise existencial profunda, aos 33 anos de existência, quando ele sofre profundamente e naquele estado de sofrimento profundo, de sem sentido na vida, de angústia, de tristeza, mostrando que ele era um espírito ainda da terceira hora, ele escuta uma voz que diz: "Toma e lê". Toma lê. E ele olha, ele estava no jardim de sua casa, ele olha assim, toma e lê uma criança a cantar. Toma e lê. Aí ele para, procura e ver um livro sobre a mesa que a sua mãe Santa Mônica, havia deixado. E ele abre o livro e lê o convite do evangelista para que ele seguisse Jesus, deixasse de lado aqueles vícios e seguisse o Cristo. Neste momento, ele resolveu experimentar aquilo que ele não havia experimentado antes. Porque Santo Agostinho como grande filósofo, estudou os grandes filósofos da sua época. conhecia Platão, conhecia Aristóteles, tinha estudado as diversas correntes filosóficas e nenhuma respondia aquele seu anseio. Nesse momento, sua porta de Damasco. E ele passa a entender aquele pensamento e a viver o seu ensinamento, se transformando num dos maiores pais da igreja. e que depois, 100 anos depois, ele volta junto a Allan Kardec para trazer essas mensagens primorosas que ele coloca nas diversas obras de Kardec. Esse espírito que teve a porta de Damasco, que poôde conhecer o Cristo antes da nova revelação, antes do Espiritismo, transformando-se em espírito bom ao longo desse processo de 1500 anos, vivendo o ensinamento do Cristo. Então ele poôde então assumir essa posição de liderança no movimento espírita, como vai dizer Erasto no Evangelho Segundo Espiritismo, quando fala que Santo Agostinho se multiplicava sem cessar para atender a todos os lugares que chamasse, para que ele pudesse pregar a mensagem do Espiritismo. Então veja que o Cristo sabia do que passaria e poôde
ue Santo Agostinho se multiplicava sem cessar para atender a todos os lugares que chamasse, para que ele pudesse pregar a mensagem do Espiritismo. Então veja que o Cristo sabia do que passaria e poôde inclusive prever o que seria o futuro e a nossa necessidade de ter uma filosofia, uma ciência que fosse tão clara, tão rica, que qualquer pessoa pudesse entender. Porque quando você lê o Novo Testamento, o Velho Testamento, mesmo que tenham coisas maravilhosas que você descobre ali, você percebe que ainda tá numa linguagem muito figurada, muito mito, pouco logos, pouco explicação, pouca argumentação e você tem dificuldade de entender. Então, com o Espiritismo não. Você ao ler o Novo Testamento, o Velho Testamento, a luz do Espiritismo, você descobre pérolas preciosas. Você é capaz de enxergar coisas que você não enxergava antes. Por isso Allan Kardec na sua lucidez escreveu o quê? O evangelho segundo o espiritismo. Não foi o espiritismo segundo o evangelho. Muito cuidado. A verdade está no espiritismo e você vai ler o Evangelho segundo o Espiritismo e ali você vai descobrir o verdadeiro pensamento de Jesus. E é fácil a gente perceber isso. Se você lê o Novo Testamento sem o Espiritismo, Jesus não se apresenta como espírito puro, não. É só você ler. Imagina, Jesus narra o evangelista, teve fome, se dirigiu a uma figueira que não era a época de dar figos, não estava dando figos. Jesus amaldiçou a figueira e no dia seguinte, quando ele ali passa, a figueira estava morta. Aí você fica pensando, o evangelista descreve isso como fato ocorrido. Se você lê o Evangelho sem o Espiritismo, você vai concluir: "Bom, Jesus não era um espírito puro, porque a figueira, se não estava dando o figo na época que não era para dar, ela estava cumprindo a lei natural, a lei de Deus. Por que que ela seria punida?" Aí Allan Kardec no Evangelho Segundo Espiritismo, na obra Gênesis, vai explicar que isso se trata de uma parábola e ele vai explicar a beleza dessa parábola. Não foi um fto ocorrido,
la seria punida?" Aí Allan Kardec no Evangelho Segundo Espiritismo, na obra Gênesis, vai explicar que isso se trata de uma parábola e ele vai explicar a beleza dessa parábola. Não foi um fto ocorrido, foi uma parábola. E ele explica para nós, e eu não vou aqui explicar, vocês vão recorrer à obra de Kardec. Então você lê o Evangelho segundo o Espiritismo. Se você vai lendo ainda, você vai encontrar os evangelistas Mateus, Marcos, Lucas descrevendo a tentação de Jesus como fato ocorrido. Como fato. Jesus foi conduzido pelo demônio daqui para lá, foi colocado em tal, foi submetido. Bom, se Jesus foi submetido, mesmo que você leia demônio como espírito os maus, mesmo assim você é obrigado a dizer: "Bom, Jesus não era um espírito puro ou perfeito, porque nenhum espírito puro ou perfeito pode ser submetido a nenhum outro espírito." Jesus é o Senhor dos Espíritos. E que que faz então Allan Kardec na obra Gênese? evoca João Evangelista que não escreveu essa passagem. E João Evangelista vem explicando na obra Gênese, mostrando que aquilo ali também é uma parábola de Jesus sobre as tentações dos homens. Existem muitas outras passagens que Allan Kardec vai explicar no Evangelho Segundo Espiritismo, no capítulo A estranha moral. Ele vai mostrar que somente o espiritismo permite que você leia aquilo de uma forma coerente com a ideia de um Deus grande, de um Deus bom, de um Jesus amor, de um Jesus espírito puro. E ele teve então esse cuidado especial de publicar o Evangelho segundo o Espiritismo, o Evangelho lido, estudado à luz do Espiritismo. Quando você faz isso, você descobre a pureza de Jesus nesse evangelho. E você se encanta com o sermão da montanha, extraindo tudo de grandioso que está ali. Você se encanta com cada parábola, mesmo aquelas que não foram apresentadas como parábolas, como fato ocorridos, porque o espiritismo iluminou esse caminho, permitiu que você lesse obra monumental e de forma extraída ali o que de o que há de mais grandioso e belo. Então, veja o papel extraordinário do Espiritismo
orque o espiritismo iluminou esse caminho, permitiu que você lesse obra monumental e de forma extraída ali o que de o que há de mais grandioso e belo. Então, veja o papel extraordinário do Espiritismo previsto pelo Espírito de verdade, por Jesus, né? Quando ele vai dizer, são chegados os tempos em que todas as coisas hão de ser restabelecidas no no seu verdadeiro sentido para dissipar as trevas, confundir os orgulhosos, glorificar os justos, é o espírito de verdade se apresentando e mostrando o papel do Espiritismo. esclarecer o homem para que ele pudesse entender o pensamento do Cristo sem metáforas, sem figuras de linguagem, de forma límpida, clara, que todo mundo possa entender e ninguém possa pretestar ignorância. Não sei, não entendo, tá difícil. A linguagem que a gente encontra nas obras de Allan Kardec é uma linguagem para qualquer pessoa poder ler, para qualquer pessoa poder estudar. E Kardec demonstra isso na revista espírita ao falar dos operários de Lyon. Vários analfabetos que compreenderam o pensamento a partir das obras de Kardec e bot e botaram em prática demonstrando o que era viver esse ensinamento. Aí você fala: "Ah, pera aí, eles eram analfabetos? Como compreendiam as obras de Kardec?" Porque liam para eles. Aquele que sabia ler lia os textos de Kardec para aqueles indivíduos, aqueles operários de Lon que entenderam e que passaram a viver esse ensinamento, mostrando a grandiosidade desse pensamento que é compreensível por qualquer pessoa, porque não tem nenhuma linguagem esquisita, nada, nada que tivesse dificuldade para que você pudesse compreender. É por isso que o espírito de verdade prometeu que viria, que voltaria novamente. E ele chega nesse comando do espiritismo. É o espírito de verdade, é Jesus de novo, como espírito de verdade, trazendo o seu pensamento. E nós vamos encontrar na revista espírita uma passagem que Allan Kardec diz que o seu guia espiritual, o seu anjo guardião era o espírito de verdade. Mas Kardec nunca disse quem era o espírito de verdade. Imagine se eles
r na revista espírita uma passagem que Allan Kardec diz que o seu guia espiritual, o seu anjo guardião era o espírito de verdade. Mas Kardec nunca disse quem era o espírito de verdade. Imagine se eles dissesse o que que as pessoas pensariam. Mas se Kardec não disse quem era o espírito de verdade, o próprio espírito de verdade se identifica várias vezes na revista espírita. Outros espíritos dizem quem é esse espírito de verdade. Erasto vai chamar o espírito de verdade. Ô mestre de todos nós. Ranima na revista espírita vai dizer o espírito de verdade que governa ou que dirige esse planeta. Mensagem do espírito rânima na revista espírita, na mensagem sobre obsessão, um caso de possessão. Senhorita Júlia Ranima fala: "O espírito de verdade que dirige esse globo". E é o próprio espírito de verdade que vai se apresentar ao longo de suas mensagens. Em verdade, em verdade vos digo, ou quando Allan Kardec lança em 1864 a primeira edição de O Livro dos Espíritos, ele lança e na revista espírita ele publica uma mensagem do Espírito de verdade, em que o Espírito de verdade fala dessa obra e ele diz assim: "Eu vim, eu vim há 18 séculos e disse: Há muitas moradas na casa de meu pai. Bom, precisava assinar o nome. Então, é esse espírito de verdade que volta para comandar do lado de lá a construção do espiritismo e para que do lado de cá tivesse o seu espírito protegido. aquele apóstolo que ele escolheu a dedo, como vai dizer Santo Agostinho ao falar de Allan Kardec, foi escolhido para que o Espiritismo não tivesse cabeças cornudas e caldas. Olha que coisa incrível, a metáfora. Que que é uma cabeça cornuda e uma cauda? é aquilo que deforma um um ser humano bonito. Então, Santo Agostinho vai dizer e Kardec transfere na revista espírita esta mensagem brilhante em que ele fala que esse espírito encarnado foi escolhido para que o espiritismo pudesse ser construído da forma como foi, monolítico, sem contradições, sem problemas de interpretação para que a gente pudesse entender e botar em
írito encarnado foi escolhido para que o espiritismo pudesse ser construído da forma como foi, monolítico, sem contradições, sem problemas de interpretação para que a gente pudesse entender e botar em prática. É por isso que eu digo, nós temos que estudar esse tal de Kardec, porque ele é, no meu entender, o espírito que melhor compreendeu o pensamento do Cristo e que melhor compreendeu o pensamento dos espíritos superiores e por isso conseguiu vertê-lo num francês muito bem escrito, porque ele dominava muito bem a língua francesa, sendo autor inclusive de gramática francesa. Então ele soube entender esse pensamento e colocá-lo numa linguagem racional, numa linguagem rica, numa linguagem profunda, sem perder a simplicidade do pensamento, sem usar de linguagem rebuscada. Todos conseguimos entender. Então vamos estudar Kardec para compreender Kardec, para viver Kardec, porque viver Kardec é viver Jesus, é viver o ensinamento desse espírito de verdade que nos convida à nossa própria transformação. Muito obrigado. Que Deus nos abençoe. Muito obrigado, Cosm, pela mensagem, pelos esclarecimentos. E agora,
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