#01 Manhã - Cosme Massi - Céu e o Inferno - Liberdade e Fatalidade XIV Seminario

INSTITUTO GOIANO DE ESTUDOS ESPÍRITAS IGESE 06/07/2025 (há 9 meses) 56:45 39 visualizações

XIV Seminário Espírita Catarinense Tema: Caminho para Deus Realização: Centro de Estudos Espirita Caminho da Luz - CEECAL Data: 05 de julho 2025 Programação: Programação: 08h40 às 09h25 Cosme Massi Céu e o Inferno - Liberdade e Fatalidade 09h30 às 10h00 Raul Teixeira Caminho para Deus 10h30 às 11h00 Simone e Crema Momento Musical 11h05 às 11h50 Ana Guimarães A Visão da Vida com Olhos de Paz 13h30 às 14h15 NEA Peça teatral – O céu e o Inferno 14h25 às 15h15 Luiz Alberto Silveira Leis Eternas: O Caminho Sagrado do Corpo e do Espírito para Deus 15h20 às 16h10 Cosme Massi Fé, Esperança e Caridade - 5ª Palestra 16h45 às 17h15 Simone e Crema Momento Musical 17h20 às 18h10 Ana Guimarães Reencarnação, uma lição de Amor - 18h10 às 18h20 Encerramento - CEECAL 18h20 Prece de Encerramento Raul Teixeira Transmissão: TV CEECAL Retransmissão: Web Radio Fraternidade, Espiritismo e Mediunidade, IGESE, FEC TV, TV 14URE, Radio Portal da Luz, RAE TV Playlists: CEECAL EM FOCO - https://youtube.com/playlist?list=PLv... PlayLists Transmissão TV CEECAL - https://youtube.com/playlist?list=PLv... 🔹 E-Mail CEECAL: Contato.ceecal@gmail.com - Carlos Schmitz Mídias Sociais do CEECAL 🔴Youtube: https://www.youtube.com/tvceecal 🌐 Nossos Sites: www.eventos-ceecal.com 🙋 Instagram: @tvceecal Telegram:Https://t.me/tvceecal Rádio CEECAL 24 horas no ar Web Radio CEECAL = https://www.radioceecal.webradios.net/ Convide um amigo 🔹 Inscreva-se no Canal 🔹 DEIXE SEU LIKE 🔹 E ative o sininho para não perder nossos vídeos 🔹 E nos ajude na sua divulgação 🔹 A TV CEECAL tem o objetivo de Divulgação da Doutrina Espírita - Seguindo o lema "A maior caridade que você pode fazer para a Doutrina Espírita é a sua divulgação" aqui estamos levando a todos catarinenses e ao mundo os eventos aqui realizados, bem como o intercâmbio entre expositores da nossa de terra e de outros estados oportunizando a todos um pouco mais de informação e conhecimento do espiritismo. A TV CEECAL tem o objetivo de Divulgação da Doutrina Espírita Amigo do CEECAL: Você pode nos auxliar atraves do - PIX - 09325195000114 #tvceecal #ceecal #maysebraga #rossandroklinjey #jorgeelarrat #aneteguimaraes #paraviver #autoajuda #relaxar #meditar #tranquilizar #reflexão #toxico #frustracoes #inveja #disciplina #pensamento #ansiedade #espiritas #evolucao #espiritual #esclarecimento #emmanuel #palestraceecal #shortsceecal #chicoxavier

Transcrição

Aprende a senora Inara Chutz, presidente da 14ª URI Florianópolis. E também solicitamos a presença do senhor Carlos Roberto Schmit, presidente do SECAL, para abertura oficial deste evento. E começando então que o Carlos Roberto Schmitt oficialmente faça a abertura deste importante tão aguardado acontecimento. por favor. Nosso bom dia. Bom dia. Mas assim que nós vamos começar o 14º seminário, bom dia. Bom dia. Agora sim, é um prazer grande estar aqui na frente nessa nesse trabalho, nessa trabalho espiritual, né? Mais uma realização do Secal, 14 seminários, conferências, fóruns. E a gente tá aqui nessa simplicidade mesmo acolhendo de coração cada um de vocês. E sabendo que as energias desse movimento, ela vai se expandir para todos os locais onde tiver alguém necessitado, seja na doença, seja no coração, nas emoções, estarão recebendo as energias trazidas por vocês, porque sem vocês isso aqui não aconteceria. Nós trabalhamos para que essa doutrina de amor chegue e divulgue em todos os cantos do mundo. Um trabalho que começamos há mais de 17 anos atrás nessa beleza, nessa simplicidade e confiando sempre nessa nesse trabalho com vocês aqui conosco. Caminho para Deus. Poderíamos dizer na visão espírita que o caminho para Deus não é uma jornada mística ou afastamento do mundo, mas sim um processo evolutivo de aprimoramento moral que se manifesta através da prática do bem, do amor ao próximo e da busca pelo autoconhecimento. É um caminho de transformação interior, onde a fé se une à razão e a espiritualidade torna parte inteligente da vida cotidiana. Em resumo, o caminho espírito para espírita para Deus é uma jornada de transformação interior, onde a prática do bem, o autoconhecimento, a fé e o estudo são ferramentas essenciais para a evolução espiritual e a aproximação com a perfeição divina. É esse o trabalho que nós vamos fazer aqui hoje, abrir a essa doutrina amada que consola corações, expandindo em nossa alma esse verdadeiro caminhar. Nos afastamos de Deus, jogamos o

perfeição divina. É esse o trabalho que nós vamos fazer aqui hoje, abrir a essa doutrina amada que consola corações, expandindo em nossa alma esse verdadeiro caminhar. Nos afastamos de Deus, jogamos o materialismo muitas vezes à nossa frente e agora é hora do resgate. Estamos fazendo um projeto para o mundo de regeneração. Só que nós esquecemos que a regeneração começa em nós. A regeneração começa aqui e agora. Sejam todos bem-vindos ao 14º Seminário Espírita Catarinense. Muita paz, né? Obrigado ao presidente do SECAL. Convidamos agora a presidente da 14ª UR Inara para fazer a sua fala, a sua mensagem e depois fazer a prece que vai preceder a primeira palestra. Por favor, quero só ver se esse bom dia tá bem treinado. Bom dia. Bom dia, viu, Carlos? É uma alegria nós podermos estar aqui representando a nossa nossa 14ª URI e também a nossa federativa, a FEC, da qual todos nós aqui fizemos parte. Por que todos nós? Porque os nossos mestres estão aqui na frente e eles nos ensinam a trilhar esse caminho. Cloves, Raul e o nosso outro irmão que eu não sei o nome, mas sinta-se abraçado também e desculpe de eu não saber seu nome. Nós estamos também num momento de festa, de alegria, de júbilo, porque há 80 anos um homem chamado Osvaldo Melo, vamos encurtar o nome dele, vamos deixar só Osvaldo Melo, iniciava o nosso trabalho federativo, eram pouco mais ou pouco menos do que 20 casas. E aquele homem corajoso com uma visão lá na frente, sabendo do seu trabalho junto com Jesus, faz a união dessas casas. Hoje nós conversamos com o mundo inteiro em fração de segundos. Osvaldo ou viajava, fazia longos caminhos ou enviava cartas que demorava para vir a resposta. Mas esse apelo, esse pedido não ficou sem resposta e a nossa Federação Espírita Catarinense é fundada. Qual o objetivo, gente? a união, a unificação, o trabalho com o Cristo, a divulgação da doutrina, o esclarecimento de nós espíritos e a oportunidade de aprender, amar e servir. Cada movimento que se faz, cada vez que nos reunimos em prece,

icação, o trabalho com o Cristo, a divulgação da doutrina, o esclarecimento de nós espíritos e a oportunidade de aprender, amar e servir. Cada movimento que se faz, cada vez que nos reunimos em prece, que nos aproximamos, que compreendemos uns aos outros, que fizemos o nosso trabalho de amor dentro do evangelho, estamos honrando a oportunidade que o mestre Jesus nos concedeu. Osvaldo abriu as portas do trabalho em terras catarinenses, mas ele vai muito além disso, gente. Eu trabalho hoje é lá junto dos irmãos maiores na espiritualidade, sem deixar de lado nós aqui, os pequeninos, que ainda a passos muito trôpegos tentamos conduzir uma ú que hoje conta com 29 casas filiadas e mais de 50 esperando para se filiar no sentido de unir, no sentido do trabalho, no sentido de organizar as suas fileiras. Nenhuma dessas casas que ainda não consta na nossa nosso quadro de filiação está a margem ou a revelia. Estamos dentro de cada uma delas, capacitando, nos entrosando, acolhendo e sendo acolhidos por todas elas e aprendendo sempre. E Osvaldo, o que será que aconteceu com a sua semeadura? Eram 20 ou menos ou mais. E o que aconteceu nesse momento em que em 2 segundos nós chegamos do outro lado, lá bem longe das 160 casas ou mais filiadas pertencente a 16 ures até o momento, porque da maneira como se expande, daqui a pouco nós teremos que tomar outras providências para expandir também essas células, mas nós não fizemos o trabalho sozinhos, porque sozinho nada se faz conforme Bezerra de Menezes é o conjunto que opera. Como nós não viemos aqui para fazer um discurso que não é a nossa, não é o nosso forte, vamos dizer assim, e também um pouco mais, vamos dizer, comportada, né, Carlos, sem fazer brincadeira com o povo. Então, mas tá frio, não tá? Eu quero saber se o coração de vocês está aquecido, se vocês hoje já disseram bom dia para Jesus. Porque nesse momento, gente, nós vamos elevar o nosso pensamento a Deus, nosso pai, unindo as nossas mentes, os nossos sentimentos, a nossa alegria,

cido, se vocês hoje já disseram bom dia para Jesus. Porque nesse momento, gente, nós vamos elevar o nosso pensamento a Deus, nosso pai, unindo as nossas mentes, os nossos sentimentos, a nossa alegria, a nossa gratidão por esse trabalho da Secal que nos une, que nos chama, que nos convida ao esclarecimento em cada seminário. em cada conferência, em cada capacitação, trabalho de união, trabalho feito com alegria e com o coração, com responsabilidade, esclarecendo sempre, amando muito e servindo. Pai de infinito amor e misericórdia, une cada vez mais os nossos corações, coloque em nossas mãos mais oportunidades de servir. nos convida ao despertamento espiritual para compreendermos a nossa tarefa que vai além de estar à frente, mas sim de também dar as mãos e caminhar ao lado nessa corrente de amor, nessa corrente de luz que segue em frente semeando as luzes do evangelho e aprendendo muito a cada passo. Obrigada por estarmos aqui comemorando os 80 anos da nossa federativa, que hoje abraça um número imenso de encarnados e desencarnados na tarefa com Jesus. E que assim seja. Muito obrigada. Muito obrigado a Inara Chuts, presidente da 14ª URI Florianópolis e também ao presidente do SECAL pelas manifestações iniciais, a prece que abre este evento. E vamos então, senhoras e senhores, iniciar o 14º Seminário Espírita Catarinense com a primeira palestra da manhã. E para abordar o tema o céu e o inferno, liberdade e fatalidade, o SECAL convidou e solicitamos que chegue aqui para sua manifestação, o senhor Cosm, nosso primeiro convidado está chegando. Seja bem-vindo, Cosm. Ele é escritor, palestrante, estudioso das obras e pensamento de Allan Kardec há mais de 30 anos, idealizador do IDAC, Instituto de Divulgação Espírita Allan Kardec e e da Cardiopédia, a plataforma grátis para estudos das obras de Kardec, com os presentes aqui no auditório do Cambirela e pelas redes sociais, através da TV Secal no YouTube, seus parceiros. Fiquem bem, fique com o palestrante Cosm. Se bem-vindo,

udos das obras de Kardec, com os presentes aqui no auditório do Cambirela e pelas redes sociais, através da TV Secal no YouTube, seus parceiros. Fiquem bem, fique com o palestrante Cosm. Se bem-vindo, caros espíritas, que Deus nos abençoe. É uma alegria muito grande estarmos aqui para conversarmos sobre o pensamento e a obra de Allan Kardec. Escolhemos como tema fazer uma homenagem à obra O Céu e Inferno, que como vocês sabem está completando neste ano de 2025 os seus 160 anos, já que ela foi lançada por Allan Kardec no ano de 1865. Foi nessa obra que buscamos aqui a inspiração para a nossa conversa. desta manhã. O céu inferno, liberdade e e fatalidade. Allan Kardec diz o seguinte nesse capítulo um, que trata do futuro e o nada. Ele diz que segundo a justiça, cada um deve ter a responsabilidade de seus atos. Mas para que sejam responsáveis, é preciso que sejam livres para escolher entre o bem e o mal. Sem livre arbítrio, há fatalidade. E com fatalidade não poderia haver responsabilidade. Então, com esta frase nós temos que refletir sobre dois conceitos fundamentais que aqui aparecem. o conceito de liberdade, em especial o conceito de livre arbítrio, que como nós vamos ver é um tipo de liberdade, é o conceito de fatalidade, de tal maneira buscar uma conciliação entre esses dois conceitos na obra de Allan Kardec. Então, para que a gente possa aprofundar a temática, temos que recorrer a esses dois conceitos. Vamos então buscar explicação desses dois conceitos, o conceito de liberdade e o conceito de fatalidade. Quando a gente vai estudar o tema da liberdade, é muito comum didaticamente a gente conceber a liberdade em três dimensões. Elas não são independentes, elas estão ligadas intrinsecamente, mas é bom fazer uma separação didática para que a gente possa entender melhor do que se trata. A primeira é a liberdade de ação, a liberdade de agir. Isso é uma liberdade fundamental na vida de cada um de nós. Lembrando que dentro da ação nós costumamos escolher um fim, um objetivo

ue se trata. A primeira é a liberdade de ação, a liberdade de agir. Isso é uma liberdade fundamental na vida de cada um de nós. Lembrando que dentro da ação nós costumamos escolher um fim, um objetivo a ser alcançado e buscar encontrar os meios para alcançá-lo. Toda ação é uma relação entre um objetivo a ser alcançado e os meios que a gente procura encontrar para alcançá-lo. Então essa é uma liberdade muito importante, né? A liberdade de fazer aquilo que a gente queira fazer. Um segundo conceito é o conceito de liberdade da razão ou como às vezes se costuma dizer a liberdade de pensar, a nossa capacidade de refletir, analisar, de usar o pensamento, a imaginação. E depois o terceiro conceito é o conceito de liberdade da vontade. É aí que entra o livre arbítrio, como nós vamos ver. Então, tem três dimensões que se relacionam entre si. E é importante a gente explorar um pouquinho dentro dessas três dimensões os seus limites, até que ponto a gente tem uma liberdade absoluta ou não nessas três dimensões para depois nos determos na dimensão que vai ser a nossa preocupação aqui desta manhã, que é a liberdade da vontade ou livre arbítrio. Bom, quando a gente trabalha esses conceitos, a gente é livre para agir, para querer e para pensar. Mas essa liberdade não é absoluta, porque ela está determinada por leis ou pelo que somos ou pelo verdadeiro. Por exemplo, se a gente tá na liberdade da ação, eu não posso fazer tudo que eu quero. tem limites, sejam limites estabelecido pelas leis humanas que me proíbe certas ações, sejam limites estabelecidos pela lei natural, que também me coloca impecílios na minha ação. Eu não posso fazer tudo que eu quero, porque essas leis podem limitar aquilo que eu posso ou mesmo aquilo que eu devo fazer. Então imagina que vocês desejassem agora almoçar em Paris. Eu convido vocês, vamos almoçar em Paris agora. Hoje ao meio-dia nós temos então um objetivo. Toda ação tem um objetivos. Vamos almoçar em Paris e nós vamos tentar encontrar os meios para realizar esta

u convido vocês, vamos almoçar em Paris agora. Hoje ao meio-dia nós temos então um objetivo. Toda ação tem um objetivos. Vamos almoçar em Paris e nós vamos tentar encontrar os meios para realizar esta ação, mas a tecnologia de hoje não permite que em poucas horas, daqui ao meio-dia, nós temos menos de 4 horas e não há nenhuma forma da gente sair daqui agora e pegar o meio de transporte e chegar em Paris. Nós temos limites, sejam em leis naturais, sejam em leis que a sociedade coloca, porque a gente gastaria um tempo para chegar no aeroporto, pegar um avião e este avião, em condições normais, não pegando um super jato militar, nós demoraríamos aí umas 10, 12 horas para chegar a Paris. Seria impossível realizar essa ação de almoçar em Paris hoje ao meio-dia. Muitas ações têm esses limites. Os limites dados pelas condições, os meios que eu busco para realizar a ação podem não estar disponíveis. quanta coisa a gente quer fazer, mas nós temos limites, sejam financeiros, sejam materiais, sejam físicos, para realizar esta ação. Então, a liberdade de ação não é absoluta, ela tem limites a partir daquilo que são os meios que você dispõe para realizar essa ação. A liberdade de pensar é um pouco mais ampla em O Livro dos Espíritos, na pergunta 833, que eu não coloquei aqui, mas eh quero que vocês depois cheguem em casa e aprofunde essa questão 83, que está no capítulo da lei da liberdade. Lembrando que o capítulo lei de liberdade é a nona lei moral proposta por Allan Kardec na terceira parte de O livro dos Espíritos. E eu explico muito bem no meus livro sobre leis naturais, essa lei de liberdade a sua importância. Mas quando a gente vai paraa liberdade de pensar, a gente poderia pensar que ela também seria absoluta. Kardec pergunta isso aos espíritos, se não haveria alguma forma em que a liberdade pudesse ser absoluta. E os espíritos respondem que no pensamento a liberdade não tem limites, porque a gente não pode barrar essa liberdade de pensar, mas a gente pode deter-lhe o ímpeto ou impulso, embora

se ser absoluta. E os espíritos respondem que no pensamento a liberdade não tem limites, porque a gente não pode barrar essa liberdade de pensar, mas a gente pode deter-lhe o ímpeto ou impulso, embora não entravá-la. Por que que a gente tem uma certa liberdade quase absoluta? Ela não é absoluta no sentido eh rigoroso do termo, porque uma liberdade absoluta seria uma liberdade sem condição nenhuma, que ela se desse sempre, independentemente de qualquer condição. Na liberdade de pensar, nós somos limitados, por exemplo, pelo conhecimento. Nós conseguimos pensar a partir do conhecimento que a gente tem. Bom, eu convido vocês aí agora a pensarem numa frase em aramaico antigo. Conseguiram pensar nessa frase? Bom, se alguém aqui dissesse: "Eu sei era". Então pensa em chinês ou numa língua egípcia. Ou seja, a liberdade de pensar também pode ser detida num certo sentido. Eu posso deter o ímpeto, o impulso. Claro que o sujeito poderia dizer: "Bom, mas se eu aprender esta língua, esse idioma, que eu não sei, se eu adquirir esse conhecimento, aí eu já poderia pensar. Por isso que eu posso ter detero, mas não posso absolutamente também impedi-la, porque você poderia adquirir aquele conhecimento para continuar pensando a partir daquilo que você conhece. Mas ela, portanto, não é absoluta, porque ela depende também do seu conhecimento. Claro que você pode conquistá-lo e ampliar sua liberdade. Bom, a liberdade agora da vontade, que é o livre arbítrio, a liberdade de querer. A liberdade de querer é curiosa na história do pensamento humano, em especial na história da filosofia. Porque há na história duas, dois conceitos de livre arbítrio e nós vamos daqui a pouco explorar o que Kardec vai nos colocar. Dois conceitos que são muito importantes. O primeiro conceito foi formulado no sentido de dizer que o livre arbítrio ele é absoluto. Você pode querer o que você quiser, mas tem um problema. A pergunta que você faz é a seguinte: Bom, se ele é absoluto, eu posso querer realmente ser aquilo que eu

que o livre arbítrio ele é absoluto. Você pode querer o que você quiser, mas tem um problema. A pergunta que você faz é a seguinte: Bom, se ele é absoluto, eu posso querer realmente ser aquilo que eu não sou? Vamos dar exemplo para isso ficar ficar mais claro. Na história do pensamento, uma das maiores dificuldades que se teve dentro da filosofia foi justificar o homem mal. Tentem pensar, imagine a alma criada por Deus. E aí você faz o seguinte raciocínio. Como uma alma criada por Deus escolheu o mal. Bom, você pode raciocinar assim, se ela escolheu o mal a partir de alguma coisa que Deus colocou nela? Bom, se ela escolheu o mal a partir de algo que está na sua natureza, que Deus colocou nela, a culpa da escolha do mal seria de de Deus. Então, alguns filósofos tentaram salvar Deus a partir do problema do mal. O que que eles disseram? Deus nos fez com uma liberdade de querer absoluta. Eu posso querer o mal independentemente do que eu tenha dentro de mim. Então, esse impulso de querer o mal seria como se eu pudesse jogar um dado, né? Eu jogo para cima o dado, de acordo com que ele cair, eu escolho. Bom, então com isso, alguns filósofos tentaram salvar a ideia de Deus junto do mal. Ora, Deus nos fez com uma liberdade absoluta desde o começo. E como essa liberdade não depende de nada do que eu sou, eu poderia escolher o mal. Uma consequência desse pensamento que existe na história, inclusive de algumas crenças religiosas e e de alguns pensadores espiritualistas é a queda do espírito, Luúcifer. Porque como é que você vai refletir sobre o Lúcifer? O Lúcifer é o anjo que se revolta contra Deus e vira o demônio, o Satã. Mas como você explicaria isto? É simples. O Lúcifer tem uma vontade, um livre arbítrio absoluto. Então ele pode querer se revoltar contra Deus e aí ele deixa de ser anjo. Esta é uma visão em que você pensa o livre arbítrio como não dependendo daquilo que tecnicamente se chama princípio de causalidade. vontade é um efeito, mas ela não depende de nenhuma causa que tá dentro de mim. Não

o em que você pensa o livre arbítrio como não dependendo daquilo que tecnicamente se chama princípio de causalidade. vontade é um efeito, mas ela não depende de nenhuma causa que tá dentro de mim. Não tem nada dentro de mim que causa a minha escolha. Por isso que eu posso escolher qualquer coisa. Bom, isso explicaria a queda do espírito, mas este conceito tem esse problema, o problema da queda do espírito que o espiritismo não admite. Porque há no espiritismo um princípio fundamental que às vezes a gente não para para pensar. É o princípio da não retrogradação da alma. A alma nunca regride, como vai explicar Kardec, de boa não pode se tornar má, de sábia não podes ficar ignorante. Então, como tem esse princípio, esse princípio, portanto, não permite que eu entenda o livre arbítrio como sendo essa escolha arbitrária que não depende da natureza do indivíduo. Então, Kardec, os espíritos faz uma opção de um livre arbítrio que respeita o princípio de causa e efeito. Eu escolho a partir do que eu sou. É o que eu sou que me faz escolher. Se eu sou bom, eu escolho bem. Não pode ser diferente. Bom, mas então como é que você conciliaria com o problema do mal? Porque se Deus me fez lá atrás e eu escolhi o mal e é a partir do que eu sou, então se eu escolhi a partir do que eu sou, lá no começo, como seria a minha escolha? Como o espiritismo sai da questão muito simples, eu escolho a partir do que eu sou, mas eu nasci simples e ignorante, sem ter nenhum conhecimento do bem e do mal. No momento em que eu fui criado, eu não tenho esse livre arbítrio, ele vai surgindo aos poucos. Por isso Allan Kardec vai dizer que o livre arbítrio se desenvolve à medida em que o espírito vai evoluindo. Quando ele vai conhecendo o bem e o mal, ele vai introjetando este conhecimento na sua natureza moral, a partir daí ele escolhe. Ou seja, a culpa da escolha do mal foi dele e não de Deus. Porque Deus o fez sem conhecimento simples e ignorante. Vai explicar Allan Kardec nenhum conhecimento do bem e do

, a partir daí ele escolhe. Ou seja, a culpa da escolha do mal foi dele e não de Deus. Porque Deus o fez sem conhecimento simples e ignorante. Vai explicar Allan Kardec nenhum conhecimento do bem e do mal. ele vai adquirindo ao longo do tempo. Então, o indivíduo escolhe a partir do que ele é, mas esse é, esse ser, foi ele mesmo que construiu na sua natureza moral ao longo do tempo. E ele então construiu em si desejos do mal que o levam de vez em quando a escolher o mal. A culpa é exclusivamente dele que se entregou a esse desejo do mal, que ele foi aprendendo o que é o bem e o mal ao longo do seu processo evolutivo. Então ele escolhe a partir do que ele é. Por isso, no espiritismo não há queda do espírito. Porque quando o espírito avança no seu processo evolutivo, quando ele passa da terceira ordem para a segunda ordem, já na escala espírita, que ele vira espírito bom, deixa de ser espírito imperfeito, vira espírito bom, segunda ordem, ele já não tem mais desejo do mal. Nós, espíritos da terceira ordem, temos os dois desejos. o desejo do bem, o desejo do mal. Por isso, somos espíritos da terceira ordem ou espíritos imperfeitos. De vez em quando o desejo do mal impera, né? Aí a gente sente vontade. Quando alguém pisa no nosso pé, a gente sente dor, mas ao invés de sentir só dor, a gente sente uma vontade de apertar caridosamente o pescoço da pessoa, não é assim? Então, este desejo do mal caracteriza o espírito imperfeito. Ele também tem desejo do bem. Aliás, é por desejo do bem que todos vocês estão presentes aqui. E eu brinco sempre, é possível saber aqui na sala quem é espírito bom, segunda ordem ou quem é da terceira ordem. É fácil, eu consigo descobrir facilmente. Querem fazer o teste? Tão dispostos? Eu vou fazer uma pergunta. Se vocês responderem sim para essa pergunta, são da terceira ordem, espírito imperfeito. Se responderem não, são da segunda ordem, espírito bom. Claro que ainda poderia dizer espírito puro, a gente deixa para uma outra ocasião, ok? Então, vou fazer uma pergunta

ordem, espírito imperfeito. Se responderem não, são da segunda ordem, espírito bom. Claro que ainda poderia dizer espírito puro, a gente deixa para uma outra ocasião, ok? Então, vou fazer uma pergunta simples. Vocês sentem? Sentem sentir não é pensar. Vocês sentem de vez em quando, não precisa ser sempre. Vocês sentem de vez em quando ciúme, revolta, tristeza, raiva. Então, só tem espírito da terceira ordem presente. Porque os espíritos bons não têm nenhum desejo do mal. Nenhum desejo do mal. E eu me me recordo só para distrair um pouco. A primeira vez há 40 anos, quando estudava o livro dos espíritos, eu estava lendo ali a questão 97, 98. E a resposta e a pergunta da da questão colocava que o espírito bom é aquele em quem predomina o bem. E eu fiquei todo feliz, né? Pelo amor de Deus, eu sou espírito da segunda ordem porque predomina o bem. tava escrito lá, mas depois eu fui estudar francês, caí da terceira paraa segunda hora. Falei: "Puxa a vida, como é que a gente cai de ódio só estudando uma língua, né?" Que quando eu fui estudar francês, eu percebi que havia ali um erro de tradução. Não era predomina o desejo do bem, era só tem o desejo do bem, tem apenas o desejo do bem. Bom, aí eu caí na escala, porque ter apenas desejo do bem, lamentavelmente, de vez em quando, como eu disse, a gente tem alguns desejos ruins que a gente quer fugir deles, mas se eles surgem e você, você ainda não é espírito bom. Então, para pregar o exemplo que eu citei, se você pisa no pé de um espírito bom, ele sente dor, mas não fica com raiva. A raiva é uma paixão que decorre dessa influência da matéria a dor que ele não sente. Ele pode reprovar sua conduta, considerar que a sua conduta foi equivocada, mas ele não tem no plano da emoção e do sentimento raiva por você. Esses são raros na terra, como vai dizer Allan Kardec, ao dizer lá as as categori, os os as qualidades do espírito bom, não sentem ciúme, inveja, egoísmo. Nenhuma dessas paixões ruins eles não sentem. Então eles são muito

rra, como vai dizer Allan Kardec, ao dizer lá as as categori, os os as qualidades do espírito bom, não sentem ciúme, inveja, egoísmo. Nenhuma dessas paixões ruins eles não sentem. Então eles são muito raros quando encarnados, quando desencarnados não, porque os espíritos bons ou puros são os anjos guardiães. E todos temos um anjo guardião que nos acompanha ao longo da existência, portanto, tem espíritos bons à vontade no universo para poder serem os nossos anjos de guarda. Então veja que o livre arbítrio apresenta aqui um conceito na visão espírita um pouco diferente de algumas filosofias que consideram a queda do espírito. Mas como o espírito escolhe a partir do que ele é, são suas emoções, seus pensamentos, seus desejos que vão levá-lo a escolher, a usar da sua liberdade. É claro que um espírito que atinge a segunda ordem e depois a primeira só escolhe o bem. Por isso Cristo poôde dizer: "Eu e o Pai somos um. Eu não faço a minha vontade, senão a vontade do Pai que está no céu. Ou seja, o seu desejo, a sua vontade é sempre o bem. O espírito bom já é assim. A gente é que mistura nos nossos desejos o desejo do bem e o desejo do mal. Bom, agora vejamos. Então vamos aprofundar um pouco mais esse tema do livre arbítrio, ver como Kardec vai definir esta liberdade moral, essa capacidade que temos de usar à vontade para escolher como agir. Allan Kardec vai nesse vocabulário espírita, nas instruções práticas sobre as manifestações espíritas. Esse é um dicionário que Kardec colocou no finalzinho dessa obra. Então vocês podem procurar essa obra na livraria. Se não encontrarem vão até a Kardecpédia, cardecia.com. No site vocês acham todas as obras de Kardec, inclusive esta obra em português e até em francês. Kardec então vai dizer que a liberdade moral do homem, que é o livre arbítro, faculdade de guiar-se conforme a sua vontade, por isso eu coloquei que o livre arbítrio está dentro da liberdade da vontade na realização dos seus atos. Então essa capacidade de você guiar de acordo com a

ldade de guiar-se conforme a sua vontade, por isso eu coloquei que o livre arbítrio está dentro da liberdade da vontade na realização dos seus atos. Então essa capacidade de você guiar de acordo com a sua vontade, como a vontade é sempre decorrência do seu mundo interior, do que você deseja, tome cuidado, porque se você tem desejo do mal, você pode ter vontade de praticar o mal na hora de você bloquear o desejo. A gente sempre lembra em filosofia que o desejo é uma paixão que é voltada ao futuro. A vontade é a realização no presente. É por isso que muitas vezes uma pessoa tem desejo de aprender inglês e nunca aprende, porque ela tem desejo e não vontade. A vontade é a realização, é a concretização do desejo. Se eu fico só no plano do desejo, eu não realizo. É por isso que os espíritos vão dizer lá nas perguntas 908, 90, quando eles vão falar que o homem poderia sempre vencer as suas más inclinações. O que lhe falta é vontade, não é desejo. Você tem desejo de vencer suas más inclinações, mas se continua em desejo, desejo é projeto. Você precisa transformá-lo em vontade. Com o esforço da vontade, você define a sua conduta. Por isso, a importância da vontade, como esse pensamento, essa força motriz, como vai dizer Allan Kardec, esse pensamento especial chamado vontade, que é uma ferramenta poderosa. E nós, espíritos imperfeitos, como temos desejo do mal, desejo do bem, a gente tem que usar a vontade para permitir que apenas os desejos do bem se realizem e que os desejos do mal não se realize. está nas nossas mãos fazer esta escolha. Este é o nosso livre arbítrio, a capacidade que a gente tem de definir os rumos da nossa própria vida. Bom, agora entramos um pouquinho que é a fatalidade. Também nesse vocabulário espírita, Allan Kardec escreve sobre a fatalidade. Só uma observação, Allan Kardec tem dois dicionários. Tem esse dicionário muito conhecido, aliás tem três. Tem um pequeno vocabulário nas edições atuais do livro dos médiuns. No finalzinho do livro dos médios tem um dicionário curto

tem dois dicionários. Tem esse dicionário muito conhecido, aliás tem três. Tem um pequeno vocabulário nas edições atuais do livro dos médiuns. No finalzinho do livro dos médios tem um dicionário curto lá, poucos verbetes. Nos instruções práticas tem um dicionário mais longo, onde Kardec coloca definições. E ele produziu um dicionário muito pouco conhecido que a gente, na nossa editora estamos editando, em breve vai sair. Ele já saiu em português há um tempo, mas ninguém prestou muita atenção, que é um dicionário que Kardec escreveu e que ele colocou na primeira edição da obra O Livro dos Médiuns, em 1861. Se você for a Kardec Pédia, lá em obras e documentos, localizar o livro dos médiuns, pegar a primeira edição em francês e está lá o dicionário bem mais completo, longo dicionário que Kardec. a gente está vertendo aí para o português. Em breve vamos lançar, porque é importante ter um dicionário escrito pelo próprio Kardec sobre os verbetes que o Espiritismo usa, que estão presentes na sua obra. Então ele vai dizer que a fatalidade é o chamado destino inevitável, doutrina que supõe sejam todos os acontecimentos da vida e por extensão todos os nossos atos predestinados e submetidos a uma lei a qual não nos podemos subtrair. Bom, se a gente já viu lá no livro dos médiuns que com fatalidade não haveria no livro Céu Inferno, que eu coloquei a primeira a primeira tela, que com fatalidade eu não teria livre arbítrio, imagina os nossos atos tivessem todos previamente determinados. É só a gente pensar um pouco. Aqueles que acreditam em destino como atos previamente determinados deveriam pensar então que se todos os atos estão previamente determinados, o homicídio não, o homicida não seria culpado por ter assassinado alguém, porque estava previamente determinado que ele cometeria aquele assassinato ou que a vítima teria que morrer. Bom, se a vítima teria que morrer e ele teria que cometer o assassinato, então eles estavam apenas cumprindo o destino, não poderiam ser responsabilizados

assassinato ou que a vítima teria que morrer. Bom, se a vítima teria que morrer e ele teria que cometer o assassinato, então eles estavam apenas cumprindo o destino, não poderiam ser responsabilizados pelos seus atos. O mesmo se daria, por exemplo, com o suicida. Ah, está escrito que ele tem que se matar naquele dia, naquela hora. Então ele não cometeu nenhum crime porque ele apenas cumpriu o destino. Claro que na visão espírita não há fatalidade nesse sentido que aqui está. Kardec vai no item 872 de O Livos Espíritos sobre o móvel da ação humana. Ele vai dizer isto que a gente coloca aqui. Nunca há fatalidade nos atos da vida moral. Nunca pode haver fatalidade. Você não pode estar predestinado a cometer tal erro, a violar a lei de Deus, e nem predestin a cumprir a lei de Deus. Você escolhe se vai ou não violar a lei de Deus. É uma escolha sua. Não pode haver nesse aspecto fatalidade, porque se houvesse fatalidade não haveria responsabilidade. Sem livre arbítrio, não há responsabilidade pelos atos, porque os atos estariam previamente determinados. Esse conceito de destino é muito antigo na história da filosofia. Tem uma historinha que os gregos costumavam contar muito jocosa do sujeito que um dia recebe a visita da morte. Não sei por botaram a morte feminina, né? Eu costumo dizer que a verdade é feminina, né? Vocês sabiam disso? A palavra verdade é uma palavra feminina. Você diz a verdade. Eu costumo dizer porque diante da verdade, a única possibilidade sua quando você tá diante da verdade, quando você a reconhece, é dizer o quê? Sim, senhora. Tô olhando para minha mulher ali. Sim, senhora. Ante a verdade, quando você a reconhece, você não vai discutir com ela. Você só tem que dizer: "Sim, senhora". A morte na história também é representada por aquela mulher. de roupas negras com a foice que vem visitar a pessoa. Então você imagina a cena, o sujeito recebe um dia esta mulher com a foice e diz para ela, para ele assim, ó: "Amanhã a tal hora eu venho te buscar. Pensa bem, você recebeu uma visita

isitar a pessoa. Então você imagina a cena, o sujeito recebe um dia esta mulher com a foice e diz para ela, para ele assim, ó: "Amanhã a tal hora eu venho te buscar. Pensa bem, você recebeu uma visita dessa. Amanhã à toa hora eu venho te buscar". Bom, ele ficou em pânico, preocupado, mas era o momento que estava tendo aquelas festas de carnaval, todo mundo fantasiado. E ele era um sujeito muito introvertido, que não gostava de festa, não gostava de carnaval, ele preferia ficar em casa. Mas como a morte viria amanhã, tal hora, meia-noite buscá-lo, ele resolveu: "Ah, eu vou pra festa". se fantasiou como nunca. Pintou o cabelo, botou uma fantasia e de introvertido, ele virou extrovertido, ficava dançando, cantando e a morte chegou na casa dele para pegá-lo numa hora marcada e ele não estava. Então ela percebeu que tinha na redondeza uma festa. Ela deduziu, deve estar lá na festa. Ela foi para lá e cada vez que ele via a morte, ela apareceu na festa. mais ele dançava, pulava, ficava alegre, se disfarçando ao maço. E a morte ficou ali procurando, não achava o sujeito de jeito nenhum. Quando o relógio bateu meia-noite, ela disse: "Olha, não achei o fulano, mas como eu não vou embora sem ninguém, vou levar aquele mais engraçadinho e alegre ali." Era a figura de que você não escapa do seu destino, por mais que você tente escapar. É claro que em espiritismo não é assim. Ninguém tá predestinado nos atos da vida moral, a escolha dele. Muito cuidado. Há pessoas, e eu explico isso no meu livro, que costumam também fazer uma análise equivocada. Quando Kardec diz que fatal no verdadeiro sentido da palavra, os espíritos, quando vão responder a Kardec, só o instante da morte. Cuidado, é instante da morte, não é data. E eu explico isso com cuidado, porque se o estante da morte como data tivesse pré-definido, você não poderia culpar o suicida, porque a data dele morrer era aquela e ele morreu naquela data que tava escrito que ele tinha que morrer. Então ele não cometeu crime nenhum. Então muito

é-definido, você não poderia culpar o suicida, porque a data dele morrer era aquela e ele morreu naquela data que tava escrito que ele tinha que morrer. Então ele não cometeu crime nenhum. Então muito cuidado. Eu explico isso com cuidado, não confundir o estante que pode ser construído ao longo da vida. O indivíduo vai construindo o estante da morte ao longo da vida. Há pessoas que faz um planejamento de viver x anos e morre antes, seja por um suicídio direto em que ele se mata, seja se matando ao longo de sua existência, atacando o próprio corpo, violando o instinto de conservação. Então você vai construindo esse instante ao longo de sua existência. E é claro que o est da morte vai acontecer, porque ninguém escapa, ninguém fica pra semente. Vai chegar uma hora que você terá que morrer, mas não tem uma data préfixada de que você vai morrer no dia tal, tal e tal, porque isso violaria as escolhas morais. Porque como você vive num mundo de escolhas morais, não só sua, mas das pessoas, você não sabe se alguém não vai fazer uma escolha ali diferente que vai ter impacto na sua existência e você mesmo com suas próprias escolhas. Então, muito cuidado que na visão espírita não há fatalidade nesse sentido aqui colocado de destino, mas você pode prever muitas coisas quando o espírito escolhe nascer em determinada família. ao escolher determinado corpo, tem as características genéticas daquele corpo. Ele escolheu nascer naquele país, naquele momento histórico, nas circunstâncias daquele momento. É claro que muitas coisas vão depender dessa escolha. Imagina a diferença entre você nascer como filho de um embaixador na Suíça ou você nascer como filho de uma pessoa que vive numa comunidade pobre. As diferenças de prova, as diferenças do que ele vai passar na vida serão muitas. Provavelmente aquele filho de embaixador vai saber idiomas, vai ter uma educação intelectual aprimorada enquanto aquele talvez não tenha essa oportunidade. Então ele sabe do contexto de prova ou expiação que vai ser a partir das

e embaixador vai saber idiomas, vai ter uma educação intelectual aprimorada enquanto aquele talvez não tenha essa oportunidade. Então ele sabe do contexto de prova ou expiação que vai ser a partir das escolhas que ele faz inicialmente que tem a ver com seu passado. Há uma lei natural muito importante que a gente esquece. Eu costumo dizer, quando você vai estudar a obra monumental do Espiritismo, o livro dos espíritos, não tem apenas aquelas leis morais que Allan Kardec coloca lá na na terceira parte, o livro dos espíritos. Tem muitas outras leis morais, uma delas é a lei de escolha de provas. A gente escolhe as provas porque vai passar. Claro que você pode escolher com ajuda, ouvindo, consultando, mas você escolhe as provas. Por isso você não pode se revoltar quando está aqui, não aceitar o contexto que você escolheu, porque você escolheu este contexto que é uma lei de escolhas de provas, que Kardec explica muito bem isso na segunda parte de o livro dos espíritos, quando ele trata da escolha de provas. É uma lei natural. Do mesmo jeito que eu falei aqui de uma outra lei natural, que é a lei do anjo guardião, que a gente não para para perceber. Isso é uma lei de Deus, porque é Deus quem designa a missão a um espírito elevado para poder acompanhar durante o processo evolutivo os espíritos que são da terceira ordem. Daí, terceira ordem, espíritos imperfeitos. tem espíritos elevados, que são os bons ou os puros, que poderiam ser o anjo guardião, ou espíritos bons que tem em geral como anjo guardião, ou poderão ter espíritos da primeira ordem, espíritos puros ou perfeitos, podendo aí ser o guia espiritual, o anjo, o guardião de um espírito da segunda ordem. Todos, com exceção do espírito puro ou perfeito, que não precisa ser guiado, porque ele é o guia de todos. Todos os outros espíritos têm um anjo guardião designado por Deus. Portanto, é uma lei de Deus, não é uma escolha. Ah, eu não quero ter um anjo guardião. Não adianta, não é, não depende da sua escolha. Você pode não querer escutar os

anjo guardião designado por Deus. Portanto, é uma lei de Deus, não é uma escolha. Ah, eu não quero ter um anjo guardião. Não adianta, não é, não depende da sua escolha. Você pode não querer escutar os seus conselhos, é outra coisa. Mas você tem o anjo guardião, quer você queira, quer não, porque isso é uma lei de Deus, uma lei natural. que você não tem como não acontecer, porque é uma determinação divina. Então, veja, você tem várias leis naturais que vão regular a vida, a nossa vida. Então, na visão espírita, você não pode ter fatalidade nos atos da vida moral, porque eles dependem das suas escolhas que depende daquilo que você é. Aquilo que você é, suas conquistas, seu conhecimento, suas emoções, seus sentimentos, é que vão definir as suas próprias escolhas. Bom, claro que, como vai dizer Kardec aqui pra gente caminhando aí pro final, no céu e inferno também, nesse capítulo admirável. sobre o futuro e nada. Ele vai dizar que todas as religiões admitem igualmente o princípio do destino, feliz ou infeliz das almas após a morte. Então você tem aqui uma fatalidade no sentido relativo. Todo mundo vai ficar feliz ou infeliz o destino final de todos, sem exceção. O problema é que cada um constrói esse destino ao longo do tempo, dito de outro modo das penas e gozes futuros que se resumem na doutrina do céu e do inferno que se encontra em toda parte. Então, todas as religiões perceberam que a alma está destinada a uma sorte futura. Não é como o materialismo que nos diz que nós acabamos com a morte. Nós morremos, a morte elimina a consciência, não existimos. No caso das diversas concepções religiosas ou espiritualistas, a vida prossegue. Então, nós temos algo em comum, o nosso destino infeliz ou feliz, o céu, entre aspas, ou inferno, que é o título da obra. Mas Kardec vai então nesse código penal da vida futura, que eu recomendo aí, estudem com atenção nessa homenagem ao céu e inferno. Vão lá no capítulo sobre exatamente as penas futuras, estudar esse Código Penal. Eu coloquei

sse código penal da vida futura, que eu recomendo aí, estudem com atenção nessa homenagem ao céu e inferno. Vão lá no capítulo sobre exatamente as penas futuras, estudar esse Código Penal. Eu coloquei aqui apenas o artigo 33, que é o último artigo do Código Penal, em que Kardec vai nos lembrar que toda imperfeição, como toda falta, vai trazer consigo o castigo por suas consequências naturais e inevitáveis. Muito cuidado, tem gente que não gosta da palavra castigo, não sei porquê. A gente que acompanha muito estudando Kardec há muitos anos, tem pessoas às vezes nos perguntam: "Não, mas Deus pune? Deus castiga?" Sim, a expressão Deus pune e Deus castiga está na obra de Allan Kardec, em vários lugares. Só que você não pode olhar o dicionário para ver o sentido. Você tem que ver qual é o sentido dado na própria obra de Kardec. Então, Kardec vai, por exemplo, na pergunta 1009 de O livro dos Espíritos, numa mensagem belíssima do apóstolo Paulo, colocar o que é o castigo. O castigo é a consequência natural do falso movimento da alma, da escolha equivocada. Se você come demais, passa mal. Castigo, punição por ter comido demais. Se você contraria uma lei moral qualquer, você sofre as consequências dessa lei moral. Isto é, de não cumprir a lei moral, isto é castigo, isto é punição. Então, toda falta que decorre de alguma imperfeição sua tem o castigo como uma consequência natural. Porque se não houvesse o castigo, a punição, você não saberia a diferença entre cumprir a lei, a lei e infringir a lei. Qual seria a diferença? A diferença está nas consequências que daí decorrem. Quando você cumpre a lei, felicidade. Quando você descumpre a lei, sofrimento, castigo. Para que você saiba a diferença entre o vício e a virtude. Se vício e virtude dessem a mesma consequência, você não saberia a diferença entre eles. E Allan Kardec vai aí deixar algo claro. Todo homem, podendo desfazer-se das imperfeições pelo efeito de sua vontade, ou seja, ele consegue eliminar os sentimentos maus que ele conquistou ao

tre eles. E Allan Kardec vai aí deixar algo claro. Todo homem, podendo desfazer-se das imperfeições pelo efeito de sua vontade, ou seja, ele consegue eliminar os sentimentos maus que ele conquistou ao longo do seu processo evolutivo, usando a vontade, ele elimina os seus defeitos. Pode poupar a si mesmo os males que delas decorrem e assegurar sua felicidade futura. tá nas mãos do indivíduo. Ele pode, com a sua vontade mudar o seu mundo interior, transformar-se, sair da terceira ordem e caminhar paraa segunda para depois ir para a primeira. E aqui Kardec resume a lei de justiça, lembrando que o céu e inferno diz céu e inferno ou a justiça divina segundo o espiritismo. Então quem quer estudar a justiça divina tem que estudar o seu inferno. E Allan Kardec usa aqui uma frase de Jesus para representar o que é a justiça divina. diz ele a cada um segundo as suas obras no céu como na terra. Então, veja, é a cada um segundo as suas obras e não as obras dos outros. Não adianta você dizer assim: "Ah, mas a minha mãe era uma santa. Parabéns para ela. Ah, meu pai fez muito bem, praticou muita caridade. Maravilha. Bem para ele. Você não vai responder pelas obras dos outros e nem os outros vão responder pelas suas obras. a cada um segundo as suas próprias obras. Então, esta é a justiça divina. Dá cada um segundo as suas obras. E a justiça divina é uma concessão de Deus. É Deus que aplica a justiça divina. Não são os homens. Muito cuidado. Muito cuidado, porque a gente confunde, porque há dois significados paraa palavra justiça que às vezes a gente esquece. Um é aquele significado que está lá na terceira parte do livro dos espíritos, na 10ma lei moral. Quem se recorda da 10ma lei moral? Lei de justiça, amor e caridade. A justiça ali não é a justiça divina. Por isso Allan Kardec escreveu um livro para tratar da justiça divina. Ali é a virtude da justiça. A virtude da justiça é a justiça que nos compete viver. Cada um de nós deve buscar ser justo. E Kardec também vai usar lá no capítulo

m livro para tratar da justiça divina. Ali é a virtude da justiça. A virtude da justiça é a justiça que nos compete viver. Cada um de nós deve buscar ser justo. E Kardec também vai usar lá no capítulo da lei de justiça uma frase de Jesus para caracterizar a virtude da justiça. Queira cada um para os outros o que deseja para si próprio, enquanto que na justiça divina, que é Deus quem aplica a cada um segundo as suas obras. Então essa diferença é fundamental. A gente tem o dever de sermos justos, de praticar a virtude da justiça, porque Deus sempre é justo. A justiça divina se faz sempre. A gente não escapa da justiça divina, porque é obra de Deus. Deus não deixa de realizar as suas obras. Mas a gente pode deixar de ser justo, de cumprir a virtude da justiça. E aí as consequências serão graves, porque nós estamos deixando de cumprir a virtude da justiça, estamos deixando de ser justos e a justiça divina vai funcionar para nós, porque ela funciona sempre. Então essa diferença é muito importante pra gente entender o papel que cabe a Deus de aplicar sempre sua justiça e sempre o faz e o papel que cabe a cada um de nós de vivermos a justiça, a virtude da justiça. Bom, por isso é que eu costumo sempre terminar minhas palestras dizendo, a gente tem que estudar mais Kardec para compreender Kardec e, acima de tudo para viver Kardec. Porque viver Kardec é viver o ensinamento do Cristo na sua mais completa pureza. Vamos juntos viver Kardec vivendo Jesus. Muito obrigado. Tenhamos um bom dia. para lá Tá.

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