T6:E20 • Transtornos Mentais • Perguntas e respostas

Mansão do Caminho 26/06/2024 (há 1 ano) 44:46 5,540 visualizações 738 curtidas

Psicologia Espírita com Joanna de Ângelis Temporada 06 - Transtornos Mentais Episódio 20 - Perguntas e respostas » Apresentação: Cristiane Beira

Transcrição

Olá, sejam bem-vindos a mais um Psicologia Espírita com Joana de Angeles. Esse é o último episódio dessa sexta temporada em que falamos sobre os transtornos mentais à luz da psicologia espírita de Joana de Angeles. é o dia em que nós trazemos aqui as perguntas, as os comentários que vocês foram me deixando nos chats, nos próprios comentários. Eu agradeço pela participação de vocês. Foi um desafio essa temporada, mas ao mesmo tempo foi muito eh gratificante as trocas que nós tivemos. Espero que tenha sido útil, como foi para mim. Aprendi muito nos estudos que nós fazemos e uma alegria poder participar desse desses estudos trazendo a o pensamento de Joana de Angeles. Então fica aqui minha gratidão. Eh, mas já estou preparando uma próxima temporada. Isso me anima, porque é triste quando a gente encerra um estudo, mas ao mesmo tempo daqui a pouco a gente já começa um novo. Vamos logo nos assuntos porque tem bastante pergunta para responder. Então nós vamos começar com as perguntas que vocês trouxeram para o episódio 16 quando nós falamos sobre as neuroses. Então, um usuário que se reconheceu, que se identificou como VDS 7616, disse assim: "Muito obrigada, maravilhosa aula. Entrei em contato com as minhas brigas. Fiquem com Deus. Então, eu adorei. Eu trouxe esse comentário por isso. Entrei em contato com as minhas brigas. Que ótimo que você poôde entrar em contato com suas brigas. Às vezes a gente olha esse esse comentário com ponto negativo. Ih, eu fui assistir um uma reflexão, uma aula e eu saí pior. E eu costumo brincar quando a gente tem aqui nossos encontros presenciais, eu sempre costumo dizer: "Olha, se vocês saíram daqui incomodados, perturbados, provocados, eu fiz o meu papel, porque é preciso que a gente saia do nosso lugar comum, é preciso que a gente se sacuda, que a gente descubra o que não está bom". É como se a gente entrasse na nossa casa e e uma primeira vista tá tudo lindo, mas ao mesmo tempo, se eu descobrir que tem gavetas com bichos proliferando micróbios, eu preciso saber que tem para

om". É como se a gente entrasse na nossa casa e e uma primeira vista tá tudo lindo, mas ao mesmo tempo, se eu descobrir que tem gavetas com bichos proliferando micróbios, eu preciso saber que tem para ir logo lá e arrumar, né? Então é ilusão a gente achar que eu tô vendo tudo, tá tudo lindinho, mas e o que tem por trás? O que tem por baixo? O que tem escondido? É preciso que a gente entre em contato com isso pra gente se iluminar. Então, fiquei feliz que você entrou em contato com suas brigas, porque isso significa colocar luz nas sombras, significa enfrentar os seus conflitos, significa aceitar o seu lado que precisa ser ressignificado, revisitado. Então, tudo começa com esse enfrentamento, essa briga no sentido de enfrentamento. A gente vive com essa sensação de que, meu Deus, eu não sabia que eu trazia isso. Sim, incomoda, mas ao mesmo tempo obrigada por descobrir que eu trazia isso e eu nem sabia. Agora eu tenho chance de lidar com isso. A Simônica Eitê, que está sempre com a gente disse assim: "Cristiane, pode-se dizer que um sentimento de culpa extrema pode se tornar uma neurose?" Bom, Simone, vamos pensar que se neurose é essa discrepância, como disse Jung, a discrepância entre ego e mundo interior e sombra, a neurose aparece quando nós não conseguimos lidar minimamente, mantendo uma consciência a respeito das nossas sombras. Então, vamos diferenciar. Eu estou vivendo minha vida e de repente eu eu sou tomada por um complexo, ou seja, existe um registro lá no meu inconsciente carregado de emoção, de uma história, envolvendo um tema específico. E quando eu estou vivendo minha vida, ele tá lá aparentemente adormecido, né? Mas ele tá vivo. A partir do momento em que eu vivo algo na minha vida real aqui, na minha vida prática do meu hoje, que tem relação com esse, por exemplo, complexo, ele é ativado, ele se constela. Então, o inconsciente inunda. Os conteúdos do inconsciente inundam a consciência e eu passo a agir de uma forma que conscientemente eu não faria.

por exemplo, complexo, ele é ativado, ele se constela. Então, o inconsciente inunda. Os conteúdos do inconsciente inundam a consciência e eu passo a agir de uma forma que conscientemente eu não faria. Mas ao mesmo tempo em que eu estou fazendo o que eu não imaginava que eu estivesse fazendo, eu tô vendo o que está acontecendo e de alguma forma eu tô tentando lutar com isso. E daqui a pouco isso acalma, o complexo volta e e a gente consegue voltar a ter consciência e e se e se assumir a responsabilidade aqui pelo aqui e agora. Então a gente diz assim: "Nossa, que foi que aconteceu? O que que deu em mim? Nunca imaginei que eu fosse capaz." Mas veja, a consciência está observando o que o inconsciente jorrou, o que o inconsciente jogou. A consciência sabe que não deu conta de se manter na razão, que se perdeu, falou que não devia, fez o que não queria. Mas a consciência está observando que isso passou e ela é capaz de comentar a respeito. A neurose a gente começa como que se fosse uma uma cisão entre uma coisa e outra. a gente já não consegue mais perceber a realidade. A gente rompe um pouco com esse senso do que é real. A gente jura que é real o que está acontecendo e não é. Então, quando o apóstolo Paulo fala: "O bem que eu quero fazer, eu não faço o mal que eu não quero fazer, esse eu faço". É ele dialogando. Puxa, conscientemente, pela razão eu não quero fazer uma coisa, mas de repente eu vou lá e faço. Inconscientemente eu fiz uma tendência, um atavismo, um automatismo brotou. Ah, não queria ter feito, mas eu fiz. Mas eu estou no controle. Eu não me não me deixei arrastar a ponto de não saber agora o que é real e o que não é. Agora, quando você começa a conversar com alguém e essa pessoa começa a descrever uma situação e você fala: "Mas espera aí, não é isso que aconteceu". Não, eu tava lá, eu vi. Não foi isso. Foi. Você que não sabe. Então, a gente começa a perder a capacidade de dizer: "Eu vi o que eu fiz, não queria ter feito, mas eu vi o que eu fiz agora". Não, eu não fiz isso, não. Não

vi. Não foi isso. Foi. Você que não sabe. Então, a gente começa a perder a capacidade de dizer: "Eu vi o que eu fiz, não queria ter feito, mas eu vi o que eu fiz agora". Não, eu não fiz isso, não. Não foi isso que aconteceu. Na verdade, eu começo a trazer situações e quem tá do lado fala: "Nossa, mas como assim? Ela ela tá variando". A gente costuma falar do nosso jeito lego, né? Então é isso, quando a gente começa a perder o senso. Agora vamos voltar na pergunta da Simone. Pode-se dizer que um sentimento de culpa extrema se leve, conduz a uma neurose ou não? Então, se a gente pensar que a neurose é essa ruptura a ponto de eu não conseguir mais conversar com o inconsciente e e quando que eu não consigo conversar, quando esse inconsciente é muito pesado de um tanto que o ego fale: "Não, não, não, não, não, não, deixa eu fingir que nada tá acontecendo, não consigo olhar para isso, é muito grande para mim". E aí essa ruptura, essa cisão, se essa culpa, esse essa consciência de culpa, né? Se essa culpa for muito grande, a ponto do ego não conseguir olhar para ela e preferir, entre aspas, fugir, a gente pode pensar assim numa neurose que veio de uma culpa. E eu não sei se não não são todas, porque a Joana de Angeles fala o tempo todo quando ela trabalhou com transtornos, ela traz sempre essa questão da culpa. O transtorno é uma um espírito que traz uma questão pesada da vida passada. E aí ele ele vive hoje com essa mente transtornada. Isso não é culpa. Então, muito provavelmente há sim uma culpa lá atrás que eu não consigo olhar para esse lugar de sombra muito pesado e eu acabo rompendo consciente com inconsciente e eu entro em processos de neurose. Bom, então das neuroses, eu trouxe essas duas perguntas, tem bastante ainda pra gente ver. A gente vai falar de esquizofrenia, que não deixa de ser uma neurose, é também uma ruptura com a realidade. É também essa consciência não conseguindo integrar de uma de uma forma mínima os conteúdos do inconsciente que brotam de forma a se manter com

de ser uma neurose, é também uma ruptura com a realidade. É também essa consciência não conseguindo integrar de uma de uma forma mínima os conteúdos do inconsciente que brotam de forma a se manter com identidade. Eu sei quem eu sou. Eu sei que isso que eu fiz eu não queria ter feito. Eu tô me sentindo péssima, mas eu continuo sabendo que isso é uma coisa que eu que é uma tendência. Agora, quando eu rompo, que eu já me perco, eu não sei o que é real, eu não sei o que é fantasia da minha cabeça, aí eu entro nas neuroses. E a esquizofrenia é uma das neuroses. Ela é como se fosse um grande sonho. É como se fosse, a gente fala assim: "Nossa, mas você tá o quê? Alucinando, provavelmente eu esteja, porque eu vivo, eu vejo coisas que não existem. Eu digo, tem alguém aqui". Ele tá falando, não tem alguém aqui. Tem outras pessoas juntas e não existe uma pessoa real. Então, a esquizofrenia é uma ruptura e é uma ruptura que traz essa questão da dessa dessa dessa alucinação, como se fosse um grande sonho. O Jung fala bom, ã, Clediciana Pimentel diz assim, a pergunta, né, a pessoa nasce esquizofrênica ou a partir de uma situação séria se torna esquizofrênica? Então, a gente deve ter até abordado isso, talvez a CLIAN entrou um pouco depois, mas se a gente, se você puder rever o vídeo, acho que em algum momento a gente explica ali, mas a gente eh eh uma pessoa, ela não nasce e expressa a esquizofrenia na infância. A gente não diz isso. Agora vamos pensar em espírito. Nós somos espíritas, acreditamos na reencarnação. Acreditamos que o o espírito eh eh transmita a ao crie o seu perespírito com as marcas próprias da sua identidade, das suas identidades anteriores, né, do seu eu espiritual. Então, Clericiana, uma pessoa já carrega a tendência, a propensão desde que ela nasce, porque o espírito já existia. Se esse espírito causou um perespírito, gerou um perespírito com transtornos mentais que podem originar a esquizofrenia, a gente pode dizer que a criança já tem latente tendência desde que chega. Por

Se esse espírito causou um perespírito, gerou um perespírito com transtornos mentais que podem originar a esquizofrenia, a gente pode dizer que a criança já tem latente tendência desde que chega. Por quê? porque ela vem com o espírito que já tinha essa tendência por conta dos seus atos das vidas passadas. Agora, quando isso se manifesta, aí a gente vai entender, a ciência vai explicar que a esquizofrenia é uma manifestação que parece ter conteúdos causais variados. Entra a parte genética hereditária, que aí a gente fala que é o espírito que está trazendo suas próprias questões. Tem uma parte de situação, de circunstância, de um grande trauma, de alguma coisa que viveu, tem uma questão da própria educação, da forma como esse espírito está sendo conduzido, se ele está sendo preparado para se fortalecer, para fortalecer seu ego ou se ele está sendo mais subjugado e enfraquecido. Então, é uma confluência de fatores que promovem essa eclosão, essa manifestação da esquizofrenia. O que que é importante a gente pensar é que o ambiente da educação, o cuidado com esse espírito, ele é o ele é a nossa grande esperança. Esse é o plano divino pra gente ajudar o espírito. O espírito chega com tendências, ele pode vir a manifestar, muito provavelmente vai vir a manifestar, mas se ele recebe durante a sua educação de criança e adolescente, se ele recebe um ambiente bem, um ambiente bem propício, se ele recebe amor, se ele recebe orientação, se ele recebe educação para lidar com as emoções, se ele recebe uma estrutura para que ele se sinta forte e capaz, Pode ser que ele tenha condição de lidar com essas erupções do inconsciente sem se perder, sem ser arrastado pro inconsciente a ponto de não saber muito bem a realidade, distinguir a realidade da fantasia da mente dele. Mas se ele recebe aqui um ambiente em que não oferece essas condições, muito provavelmente ele vai sim ser tomado. Então essa é a nossa esperança de que a gente acorde pra educação, invista na educação, no afeto, na empatia durante a

e em que não oferece essas condições, muito provavelmente ele vai sim ser tomado. Então essa é a nossa esperança de que a gente acorde pra educação, invista na educação, no afeto, na empatia durante a educação das crianças e adolescentes para que eles tenham mais chance de terem sucesso na sua vida reencarnatória. Tem aqui também a Shai, a AV Ravel, não sei como se diz, e ela diz assim: "Qual o tratamento durante a encarnação? A cura pode ser atingida?" Então, após essa expiação, o espírito irá ao desencarnar terá uma mente lúcida. Então, Chá, eu acho que era para eu ter conseguido passar essa mensagem, porque você tá trazendo pontos que fazem parte do próprio estudo. Não sei se você chegou também depois que a live já estava começando, mas vale a pena ser você revisitar e assistir de novo, porque provavelmente a gente desenvolve ali. Aqui eu vou fazer um um resuminho, mas acho que vale a pena você rever para pegar um pouco mais profund de profundidade essas perguntas. Então, qual o tratamento? A cura pode ser atingida quando o espírito desencarnar, ele está com a mente lúcida, né? Então, sim, tratamentos tem vários. Joana deângeles em todos os seus livros, sempre que ela vai oferecer pra gente uma opção terapêutica, ela integra. Joana de Ângeles é integrativa, ela nunca diz uma única linha, ela sempre traz. Existe a ciência, no caso, a psiquiatria, que tem um cabedal. de conhecimento, de informação, de dados, de opções. Então, a gente pode recorrer à ciência, a gente pode recorrer dentro da ciência tem a parte da psicologia com tantas vertentes terapêuticas, com tantas com tantos instrumentos que podem ser utilizados. Além da ciência, a gente tem o que a gente estava falando, um ambiente que pode ser trabalhado, o ambiente de casa, esse ambiente acolhedor, empático, compreensivo, que cuida, que orienta, que fortalece. A gente pode pensar na parte espiritual, os espíritos que que orientam, o espiritismo, os ensinos de Jesus, a frequência às casas espíritas, aos templos, a oração diária, a meditação

a, que fortalece. A gente pode pensar na parte espiritual, os espíritos que que orientam, o espiritismo, os ensinos de Jesus, a frequência às casas espíritas, aos templos, a oração diária, a meditação e a própria busca do do ser humano, o autoconhecimento, se analisar, procurar conversar consigo mesmo. Então existe muita possibilidade de auxílio para esse para esse espírito poder ter uma vida boa, uma vida funcional, uma vida controlada, né? Então o espírito vem para se reequilibrar. Esse é o plano. Agora, cada caso é um caso. Que nível de transtorno esse espírito traz? Talvez, na maioria das vezes, um transtorno que ele consiga diluir numa reencarnação, pode ser e ele saia daqui com essa mente lúcida novamente. Dependendo do grau desse transtorno, talvez ele não vai dar conta de numa única vida conseguir diluir todo esse transtorno. Ele saia daqui com bastante já condição, mas precise ainda voltar para alguns outros ajustes. Então, não dá para ter uma receita, né? Cada caso é um caso. Bom, vamos então para o episódio 12, 18. Desculpa. Então, olha, nós falamos já fazendo um resumo aqui, o episódio 16 nós falamos sobre neuroses. Depois no 17 nós falamos sobre esquizofrenia, que é um tipo de neurose. Agora no 18 nós falamos sobre fugas psicológicas. E aí tem bastante, tem algumas perguntas. Primeiro eu trouxe de novo a Simone Caetê e ela diz: "Cristiane, essa culpa pode nos levar ao remorço? Desde já agradeço." Então, ã, Simone, assim, na verdade, ela deveria, essa acho que é a única função boa da culpa. Quando a gente sente a culpa, ela deveria continuar evoluindo, vamos chamar desenvolvendo. E a culpa deveria trazer o remorço. Os espíritos nos ensinam na obra espírita que a a forma da gente lidar com nossos erros, que são didáticos, deveriam nos ajudar a evoluir, é primeiro a gente erra, então errei, OK, faz parte. Depois que eu errei, eu me arrependo. Ou seja, bate a culpa. Eu vejo que aquilo foi um erro. Eu tomo consciência. Aquilo foi errado, não deveria ter feito culpa. Aí

e erra, então errei, OK, faz parte. Depois que eu errei, eu me arrependo. Ou seja, bate a culpa. Eu vejo que aquilo foi um erro. Eu tomo consciência. Aquilo foi errado, não deveria ter feito culpa. Aí eu me arrependo do erro, que é o remorço que você tá chamando. Então eu errei, me bateu culpa, onde já se viu, não poderia ter feito. Olha o que que eu fiz. Eu não podia. Culpa. remorço. Eu não deveria ter feito, que pena não queria ter feito para chegar no final e fechar o ciclo do aprendizado. Que que é esse quarto ponto? reparação. A culpa, ela vem como um alerta paraa gente continuar caminhando e chegar na reparação. Então são quatro fases. Eu erro, me dou conta que errei, me arrependo de ter errado e concerto que eu errei. Aí eu fiz errado aqui e certo aqui. Ai, aprendi. Pronto. Provavelmente esse erro não cometo mais. Então, é uma forma que Deus trouxe do do permitir o livre arbítrio. Ele permite o livre arbítrio, ele permite que eu erre. Ele permite que eu erre, mas ele disparou em mim um alerta, que é a culpa. A culpa me faz sentir remorço e querer reparar. Quando eu reparo, eu faço certo. Se eu fiz o certo, eu consertei o erro original. Aprendi, desenvolvi, teoricamente esse erro não cometo de novo. Sou um espírito mais evoluído. Então é o mecanismo, o erro. Então eu deveria, né, deveria a culpa levar o remorço. Qual que é o nosso problema? A gente fica nessa segunda parte, no máximo a gente vai na terceira, eu erro, aí eu fico aqui. Ai, eu não devia ter feito. Ai, olha, eu carrego uma culpa. Ah, eu eu sou um péssimo, péssima pessoa e não saio daqui. Então, Joana de Angeles fala: "Isso aqui, ó, é uma prisão. A gente fica estagnado, a gente fica paralisado." Então, ela diz: "Para, ao invés de você ficar se lamentando com culpa, traga como responsabilidade." Então, diz assim: "Erei, responsabilidade minha, não queria ter feito, vou consertar". Então, quando eu assumo a responsabilidade, ao invés de eu ficar presa na culpa passiva, eu assumo a responsabilidade, significa vou

Erei, responsabilidade minha, não queria ter feito, vou consertar". Então, quando eu assumo a responsabilidade, ao invés de eu ficar presa na culpa passiva, eu assumo a responsabilidade, significa vou fazer o que estiver no meu alcance para arrumar. Eu vou ligar e me e pedir desculpa. Se ele me me humilhar a paciência, eu vou eu vou pagar aquilo que eu que eu quebrei. Eu vou oferecer o meu, já que eu enfim, cada um vai arranjar um jeito de consertar para reparar. É isso que a gente precisa. A Maria José Nunes de Oliveira diz assim: "Boa noite, a mentira compulsiva pode ser considerada uma fuga psicológica?" Toda vez que a gente falar de compulsão, a gente está falando de uma compensação. É de um alívio que a gente busca. Então eu busco uma uma tranquilidade em algo que está me atormentando com um prazer imediato. Por que que eu tenho vontade de um prazer imediato? Quando eu quando eu eu detecto às vezes inconscientemente, há alguma coisa que me incomoda e eu quero alguma coisa para passar. Então, quando eu tô assim, ah, eu tô cansado, eu tô estressado, o dia foi tão corrido, deixa eu correr para uma bebida, deixa eu correr para um para um chocolate, para alguma coisa que me dê ai essa satisfação imediata. Então acaba sendo um movimento de compensação. Então toda vez que eu fico daí, só que isso se torna um hábito recorrente que passa a ser um vício, que passa a ser compulsão. Então toda vez que eu começo a me sentir incomodado, eu quero aquilo rápido para me livrar do problema. Então você traz a mentira compulsória. Quando que eu minto? A mentira é uma fuga. Quando eu não enfrento. Então assim, foi você que quebrou isso? Não, só que foi. Por que que eu menti? Porque eu não quero enfrentar. Porque eu quero escapar de um jeito que não sobre para minha responsabilidade, né? Você sabia que o fulano Não, não sabia. Só que eu sabia. Mas eu digo que eu não sabia para eu me safar, para eu sair, para eu me exentar do rolo que tá acontecendo ali. Então a mentira é uma fuga e a mentira compulsória é uma

ão, não sabia. Só que eu sabia. Mas eu digo que eu não sabia para eu me safar, para eu sair, para eu me exentar do rolo que tá acontecendo ali. Então a mentira é uma fuga e a mentira compulsória é uma tendência que eu desenvolvi de fugir de uma sensação ruim de uma maneira rápida em que eu não me responsabilizo. Então, desde a mentira, a gente já pode falar em fuga psicológica. A mentira compulsória, a pessoa que tem a mentir, a mentir, mentir, a mentir, significa que ela adotou isso como um vício. Ou seja, ela, antes de mais nada, ela já tem a tendência de escapar pela mentira, né? A gente mente, mas de vez em quando fala a verdade. E aquele que mente, mente, mente, mente, significa que isso já se tornou realmente um vício. Não é apenas uma fuga, mas é uma fuga e um vício ao mesmo tempo. A Nádia dos Santos diz: "Quando deixamos de pedir desculpa pelos erros que cometemos, nos sentimos mal, ou seja, ficamos tentando achar uma maneira de fugir. Mas isso não é por não termos humildade para pedir e desculpas. Então o que que ela tá dizendo? Isso é uma coisa psicológica e emocional? Isso não é moral? Isso não é orgulho, isso não é falta de humildade, né? Difícil, Nadia, a gente falar de um caso específico, porque tudo se mistura. O ser humano, ele é uma única, um único ser. a gente costuma dividir, eh, a gente costuma dividir, eh, psicológico, emocional, cognitivo, corporal, espiritual para efeito de estudo. Só que tudo isso é integrado. Então, o que é do espírito reverbera no que é do corpo. O que o corpo sente faz com que a emoção se modifique. A emoção modificada, ela ela mexe com o espírito, é uma é o único equipamento, é um é um único organismo, né? Então, quando você pergunta se não seria falta de humildade, ou seja, orgulho a gente não pedir desculpa, pode ser que faça parte, pode ser que seja um, então não sei, pode ser que seja, eu não peço desculpa porque eu tenho um complexo e interno, tem um conflito, tem um trauma que quando eu era criança, se eu assumisse o erro, a

pode ser que seja um, então não sei, pode ser que seja, eu não peço desculpa porque eu tenho um complexo e interno, tem um conflito, tem um trauma que quando eu era criança, se eu assumisse o erro, a punição era muito violenta. Então eu aprendi a fugir da punição me me omitindo e não admitindo. Se eu vou falar a desculpa, fui eu que fiz. Talvez quando eu era criança, isso quando eu falasse desculpa, fui eu que fiz, eu pagava um preço tão alto que eu preferia não pedir desculpa e não falar que fui eu que fiz. Então pode ser um fruto de um trauma. Agora, pode ser também uma personalidade que também não deixa de ter um conflito aí, né, um complexo de superioridade ou de inferioridade, em que a pessoa se sinta diferente no sentido de se sentir maior do que o outro. Então ela, quem sou eu para pedir desculpa? Imagina, eu sou a última bolacha do pacote, eu nunca peço desculpa. Então, pode pode ter uma questão de orgulho, mas veja que mesmo que tenha uma questão de orgulho, existe aí um conflito interno que me levou ao orgulho. Pode ser um complexo, por exemplo, de superioridade, em que eu faço uma leitura de distorcida de mim, eu acho que eu sou maior do que eu sou. ou pode ser até um complexo de inferioridade. Eu me sinto tão pequena que eu me faço ser vista grande para as pessoas acreditarem, porque nem eu acredito que eu sou grande. Então, muitas vezes eu não peço desculpa indo por esse caminho do orgulho. Pode ser que eu não peça desculpa porque realmente eu eu tenho uma imagem distorcida de mim, acho que eu sou melhor que os outros. Ou pode ser o contrário, pode ser que eu me sinta tão pequenininha que eu me force a parecer grande. Então eu não peço desculpa para parecer grande, porque no fundo eu acho que eu sou é pequenininha. Então é difícil a gente falar de cada caso, mas pode existir isso que você traz, pode ter um ego tanto fragilizado e que que ele não que ele não se sinta capaz de enfrentar, então ele foge não pedindo desculpa. pode ter um ego aí inflado que ele acha que ele é maior que

você traz, pode ter um ego tanto fragilizado e que que ele não que ele não se sinta capaz de enfrentar, então ele foge não pedindo desculpa. pode ter um ego aí inflado que ele acha que ele é maior que os outros, então ele não tem que dar satisfação para ninguém. Tudo isso pode acontecer. E uma última pergunta das fugas psicológicas, Silvia Ribeiro, também que aparece para com a gente de vez em quando. Oi, Cris. Então, a culpa atual pode ser a mescla culpa inconsciente com os deslizes atuais. Aí ela traz também a castração da infância, traz a à tona ao passado ou forma o indivíduo omisso em enfrentamento, acreditando estar seguro mediante o outro. Bom, podemos pensar que existe uma culpa instalada no inconsciente. Provavelmente existe mesmo pelo nosso grau de evolução. Acho que todos nós temos algumas culpas instaladas em nosso inconsciente e isso pode nos dar a sensação de que não somos bons o suficientes. Então, pode ser que vocês falem assim para mim: "Cris, por que que você se acha tão pequena? Puxa vida, a gente conhece você, a gente vê que você faz isso, aquilo, é isso e aquilo outro". E eu lá no fundo não acredito. Existe um lado meu racional que vê isso que as pessoas estão falando. É realmente eu ajudei aqui, eu fiz aquilo ali, mas lá dentro existe ainda alguma coisa que diz: "Ah, mas não é suficiente". Então a gente pode trazer essa culpa de ter feito algo tão ruim lá que parece que nada do que eu faço aqui vai cobrir aquele ruim que eu fiz lá. Então, pode ser que exista essa questão inconsciente, pode ser que ela faça consonância com coisas que eu faço aqui. Então, pode ser que eu cometa um erro aqui para uma pessoa esse erro, ah, eu errei, eu vou ter que ir lá e consertar. Para mim acabou o mundo. E aí alguém diz: "Nossa, por que que você dramatiza tanto? Por que que você é é só um erro, Cris? Isso que você fez, outras pessoas fazem. Mas se eu tiver lincando isso com um baita erro do meu passado, lá no fundo eu sinta que o que eu fiz é enorme, porque eu não estou sentindo

só um erro, Cris? Isso que você fez, outras pessoas fazem. Mas se eu tiver lincando isso com um baita erro do meu passado, lá no fundo eu sinta que o que eu fiz é enorme, porque eu não estou sentindo apenas o presente. Eu estou sentindo o presente junto com tudo que eu já fiz no passado. Então, a minha consciência me cobra mais do que o presente, mais do que o ato do presente, ela me cobra também coisas que o meu presente não lembra, mas que o meu, o meu inconsciente tá mostrando que tem questões lá bem mais sérias, né? Então, de novo, é difícil a gente falar eh de casos específicos, né? Mas a gente pode vivenciar sim uma situação presente como se fosse o passado. Então a gente exagera e aí pode ter ter a ver com as culpas do passado. Quando você fala da castração na infância, eh, que torna o passado do indivíduo, que torna que traz à tona o passado, né, ou forma o indivíduo omisso a enfrentamento. Então, quando sempre a gente vai falar a castração na infância faz com que ele sinta, então assim, nada pode, se você fizer, você vai ser punido, isso você não tem direito, eu é que faço. Então, uma criança que não pode ser espontânea, ela vai se eh eh ela vai voltar para dentro, então ela vai ficar reprimida, vai ser uma criança que vai ser um adulto no futuro inseguro. Eu tenho medo de falar porque eu não sei o que vai sobrar. Eu acho que eu não posso fazer isso porque eu não tenho direito de fazer, porque eu é o outro que tem que fazer por mim. Então eu posso levar isso. Mas vamos lembrar que a gente que acredita na reencarnação sabe que não existe vítimas e não existe injustiçados. E e não existe injustiça. Aquilo que a gente vê como injustiçado, na verdade é o efeito de uma causa que ele próprio gerou. Então, uma criança que passa uma vida, uma infância com castração, é um espírito que gerou para si essa dificuldade para superar essa dificuldade, se livrar dessa expiação, dessa dívida que ele trazia. Então, ele precisa passar por isso para aprender o que que é viver essa experiência, né?

para si essa dificuldade para superar essa dificuldade, se livrar dessa expiação, dessa dívida que ele trazia. Então, ele precisa passar por isso para aprender o que que é viver essa experiência, né? Nada como sentir na pele, a gente fala, então aquilo que eu promovi pro outro, às vezes eu preciso viver aquilo para sentir o que é estar no lugar do outro. À vezes eu não consigo, por uma empatia imaginar o que é estar naquele lugar. Então, muitas coisas a gente aprende, não precisa passar, porque de observar a gente aprende. Outras coisas a gente precisa passar e aí passando a gente sente na pele e aprende mais de forma mais intensa, né? Vamos então pro episódio 19, transtorno de personalidade antisocial. a gente falou sobre o psicopata. Eu trouxe esse assunto, adaptei para esse último encontro, esse último tema, porque foram perguntas que foram acontecendo ao longo do eh da temporada. Então, eu não tinha pensado, resolvi trazer para falar um pouquinho sobre aquilo que a gente chama de psicopata, né? Bom, a Nancy ou Nancy disse uma vítima de transtorno antissocial, né, ou psicopata, ele se vincula por afinidade de pensamento, por afinidade de atos ou por uma deficiência emocional frente às necessidades afetivas. Ah, ela escreveu em espanhol. Eu fiz a minha tradução livre, não sei nada de espanhol, fui por uma dedução meio que lógica em cima do tema que a gente tá tratando. Então me desculpe, Nancrada, mas ela tá perguntando sobre afinidade. Então, uma vítima de transtorno, né, uma vítima de transtorno, ela se vincula por quê? Por pensamento, por ato, por deficiência emocional, frente às necessidades afetivas, né? Bom, primeiro que eu eu gostei eu gostaria de voltar para esse vincular. Numa relação de psicopata com a com a vítima, não vai acontecer vínculo, porque esse vínculo que a gente fala, só para diferenciar, dá para usar a palavra vínculo. Eu entendi o que você tá dizendo, mas acho que vale a pena aproveitar a oportunidade. Quando a gente fala de vínculo, o vínculo ele tem

gente fala, só para diferenciar, dá para usar a palavra vínculo. Eu entendi o que você tá dizendo, mas acho que vale a pena aproveitar a oportunidade. Quando a gente fala de vínculo, o vínculo ele tem troca, ele tem relação, é um laço que a gente cria entre duas pessoas. Então, de alguma forma existe, não quer dizer que esse vínculo seja lindo, maravilhoso e perfeito. Existe sim compensação, mas é de troca. Então a gente assim, eu me falta uma parte aqui, falta pro outro uma parte lá, vamos juntar a nossa tampa da panela com a nossa panela e a gente se se vira aqui e vive bem. Isso é um vínculo. É um vínculo por deficiência emocional. É um vínculo por baixa autoestima, é um vínculo por por codependência, mas tem vínculo porque um está oferecendo pro outro algo. Existe relação, existe troca. Quando a gente fala do psicopata, ele não se vincula. Então, a vítima pode achar que está vinculada, mas ela não está. O o psicopata, ele faz uma relação de dominância, ele não, ele manipula, ele está ali numa relação como se fosse tirando um proveito daquele outro. A vítima fica com a sensação de que está vinculada, mas não existe esse vínculo no no questão de troca. O psicopata, ele não entra nesse nível de relacionamento emocional para poder trocar. É como se fosse um vampiro. Ele só suga, ele só retira. Então ele dá a ilusão para você de que ele tá te oferecendo alguma coisa. Ele não está, não existe uma conexão de verdade de dois, duas almas com problemas ali, uma tentando ajudar a outra. Não existe isso. É uma relação fria, é uma relação de manipulação e é quase que uma obsessão, né? Se a gente pensar no processo obsessivo do espiritismo, que esse espírito fica do no plano espiritual, ele me domina, ele me atormenta como se eu fosse uma marionete, né? E agora, por que que eu dou abertura para que ele me utilize? Aí sim. Então, eu só queria trazer um pouco de atenção para esse vínculo, porque não dá para dizer que é um tipo de vínculo de relação. As nossas relações do dia a

ou abertura para que ele me utilize? Aí sim. Então, eu só queria trazer um pouco de atenção para esse vínculo, porque não dá para dizer que é um tipo de vínculo de relação. As nossas relações do dia a dia, ninguém é perfeito. A gente tem um monte de questões uns com os outros, mas existe vínculo, existe troca dentro da imperfeição. No psicopata não. Agora, por que que eu me deixei arrastar pela sedução de um psicopata? Por que que eu dei abertura? Não é que eu me vinculei com ele, porque ele não se vincula. Agora, por que que eu dei abertura a ponto de eu enganchar nele, de eu aceitar? Então, é mais nesse sentido, Nancy. Sou eu acatando, acatando a isca que ele joga. Agora eu não adianto eu jogar a isca que ele não vai morder nada. Aí a gente pode fazer essa pergunta. A gente se coloca na posição de vítima. Quando a gente aceita um psicopata, é porque nós estamos numa postura interna de vítima. Pra gente não permitir que ele nos sequestre, nos seduza, a gente não pode ser uma presa para ele. Como que eu saio de ser presa? Deixando de ser vítima. Então, o anzol que ele joga, a isca que ele me pega, eh, ele pega a vítima que existe em mim. Se eu conseguir ser adulta e e ter a minha identidade, cuidar de mim, ter a minha força, eu não vou ouvir esse essa sereia, porque ele é uma sereia. Lembra lá do mito? O que que a sereia faz? Ela canta lindamente, ela ela seduz, ela cria um ambiente gostoso. Quando a pessoa cai, ela mata, ela ela leva paraas profundezas. Ela se apodera, ela se serve daquele daquele eh marujo, daquele eh que caiu nas suas malhas. Agora, por que que ele se seduziu, ele se deixou arrastar por esse canto da sereia? Ele tem que estar acordado e dizer: "Esse canto é ilusão. Ela está oferecendo isso e ela não tem isso para dar. Só que para isso eu preciso estar alerta, eu preciso estar consciente, eu preciso estar senhor de mim mesmo, eu preciso estar lúcido. Se eu quero acreditar que tem coisas fáceis, que alguém vai vir tomar conta de mim, que alguém vai dar para mim a

eciso estar consciente, eu preciso estar senhor de mim mesmo, eu preciso estar lúcido. Se eu quero acreditar que tem coisas fáceis, que alguém vai vir tomar conta de mim, que alguém vai dar para mim a parte que eu não tenho, agora veja que é sutil, porque eu acabei de dizer que que na nossos relacionamentos existe essa fragilidade dos dois lados, porque nós somos imperfeitos, mas existe um algo em mim que não é uma vítima propriamente disso, é algo em mim de imperfeição. Vou vou trazer de volta para não deixar confuso, que eu tô deixando vocês confusos. Então é assim, eu estou numa relação com o meu namorado, eu tenho carências, eu tenho partes minhas frágeis e ele me ajuda com isso, mas eu não me ponho de vítima num estado passivo de um jeito que aí já não é nem ele, nem ele vai me querer. É como se ele falasse: "Não, eu até aceito ter trocas porque ninguém tá pronto, ninguém tá perfeito, mas a Cris do jeito que ela se põe aí é muito dependente, é muito codependente, é muito, ela ela espera demais de mim, eu não consigo estar nesse lugar." Então ele não, ele não se interessa por mim, mas e um psicopata fala: "Nossa, é tudo que eu precisava". O que que ela quer escutar que eu vou fazer isso? Eu falo. Que que ela quer de mim? Ah, eu ofereço de cara porque depois que eu tirar o proveito que eu preciso dela, eu não vou tocar isso pra frente. Então, tô dando um exemplo aqui, gente, bem simples, bruto, até rude e leigo, mas para clarear que eu posso ter as minhas fragilidades e me vincular a alguém que também tem as próprias fragilidades e a gente trocar. Mas dependendo do como eu me coloco, às vezes é algo tão intenso essa vítima em mim que não é uma troca que eu estou querendo. Eu estou querendo um conto de fadas que alguém chega e digo para mim que diga para mim que eu que vai resolver todos os meus problemas. E eu acredito. E ele está procurando alguém nesse nível de sofrimento para poder dizer: "Eu estou aqui e vou resolver todos os seus problemas". Se falar para

que vai resolver todos os meus problemas. E eu acredito. E ele está procurando alguém nesse nível de sofrimento para poder dizer: "Eu estou aqui e vou resolver todos os seus problemas". Se falar para mim no sentido de que eu não sou essa vítima, eu sou alguém frágil, mas eu vou falar: "Ô, pera aí, é isso que você tá prometendo? Nem existe, meu filho." Então, eu não mordi a isca. Então, por isso que eu falei, cada caso é um caso. Espero ter conseguido clarear a diferença entre ser frágil, ser imperfeita, trazer as próprias questões e fazer trocas nos relacionamentos de um ajudar o outro, OK? Mas dependendo do que eu carrego, nível do do desse conflito que eu carrego, me faz sair um pouco da realidade. E aí eu não sou capaz de detectar aquela atuação desse psicopata. Ele está atuando, ele está performando e eu acredito, eu acho lindo que é tudo que eu queria e aí eu engancho. Então é a abertura que eu dou, Nancy. É a abertura que eu dou para ele entender que eu estou nesse nível e que ele pode vir, que combina. com o meu nível de conflito. Mais duas questões. Clediciana diz assim: Clediciana Pimentel, em qual idade podemos começar a perceber a questão do psicopata, né? Então a gente falou também, Cleiciana, volta lá, assiste novamente o vídeo, acho que vale a pena porque tá mais detalhada essa explicação. Mas resumindo, a gente só vai falar de diagnóstico depois dos 18, depois que ficar adulto. Enquanto criança, a gente não diagnostica, não cria esse, não faz esse, esse diagnóstico. Mas esse espírito que chega, ele já traz as tendências. Então, já existe o potencial psicopata na criança e na adolescente. Como que eu posso, se eu estiver observando, analisar para poder quanto antes perceber esses traços e ajudar o quanto antes? A gente vai pensar naqueles traços básicos que é maltrata animais de uma forma que você vê que tem um pingo de crueldade, falta empatia, não consegue perceber o que o outro tá sentindo, não sente remorço, causa dor e não se aflinge com isso, não é capaz de

a animais de uma forma que você vê que tem um pingo de crueldade, falta empatia, não consegue perceber o que o outro tá sentindo, não sente remorço, causa dor e não se aflinge com isso, não é capaz de de de experimentar o que o neurônio, o espelho faz, que é eu percebo que o outro tá chorando, eu choro junto. Então são alguns comportamentos que a gente pode pensar, mas cuidado porque tudo isso criança também pode expressar e não ser nada a ver com com latente, com um psicopata latente. Então é difícil a gente vai observando, vai guardando, vai analisando. Depende da intensidade da recorrência, porque toda criança, uma vez ou outra não teve empatia, judiou de um bichinho, seja lá o que for. Isso não quer dizer que, nossa, matou a formiga, é um psicopata. Então cuidado, porque ser humano é muito complexo, mas pra gente observar, a gente pode começar notar esses traços e aí dependendo da intensidade, da recorrência da frequência, mas a gente só vai falar de diagnóstico depois dos 18. E a última pergunta, Rita da Silva Lima, que tá sempre com a gente também, né, Rita? O racista, o misógeno, homofóbico são personalidades antissociais? Rita, você tá tá, eu acho que você tá comparando coisas diferentes. A gente pode falar do psicopata como tendo, ã, preconceitos e provavelmente ele tem. Quem de nós não tem? Quem de nós não tem algum preconceito? A gente nem sabe o preconceito que a gente tem. A gente é capaz de detectar um ou outro. A gente é capaz de ter trabalhado já um ou outro. Mas falar que tem ser humano na terra que não tem preconceito, eu não ousaria. Então, pode ser que o psicopata tenha mais forte um ou outro preconceito. E pode ser que esse preconceito seja inclusive o critério que ele usa para atrair suas vítimas. Pode ser. E pode ser que um preconceituoso seja psicopata, mas pode ser que não. Pode ser que um psicopata não tenha um preconceito fortemente estabelecido. E também não quer dizer que uma pessoa que seja muito preconceituosa já está com o pezinho lá na psicopatia, não. Então são

Pode ser que um psicopata não tenha um preconceito fortemente estabelecido. E também não quer dizer que uma pessoa que seja muito preconceituosa já está com o pezinho lá na psicopatia, não. Então são coisas diferentes que podem estar presentes nos dois ou não, um mais e um menos, mas são coisas distintas, tá? Então, ele não é um psicopata porque é preconceituoso e uma pessoa muito preconceituosa não quer dizer que está em vias de se tornar psicopata. Bom, eu encerro aqui nossa temporada. Agradeço pela participação de vocês, pela paciência, porque, como eu disse lá no primeiro dia, eu não tenho condição de fazer um estudo profundo. O meu interesse maior era trazer as palavras, a mensagem de Joana de Angeles, porque ela sim fala em toda a sua coleção, em vários lugares, sobre vários temas que se referem aos transtornos mentais. E a minha proposta foi juntar isso por temas, pra gente poder eh conhecer um pouco mais o pensamento da benfeitora relacionados a esse relacionando a esse a esses temas. Obrigada pela participação de vocês e espero vocês na próxima temporada, se Deus permitir. Um abraço.

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