T6:E16 • Transtornos Mentais • Neuroses
Psicologia Espírita com Joanna de Ângelis Temporada 06 - Transtornos Mentais Episódio 16 - Neuroses ► Referências Bibliográficas • O homem integral, cap. 5; • O ser consciente, cap. 3; • Vida: desafios e soluções, cap. 7; • Em busca da verdade, cap. 1; • Psicologia da gratidão, cap. 8. ► Sugestão de leitura: • O cavaleiro preso na armadura » Livro por Robert Fisher » Apresentação: Cristiane Beira
Olá, sejam bem-vindos a mais um Psicologia Espírita com Joana de Angeles. O episódio de hoje é direcionado ao tema neuroses. Eu escolhi esse tema porque é o que a gente usa como mente e tem sido falado, usado o termo neurose por muitas décadas, mas acho que é interessante a gente iniciar dizendo que eh nas correntes mais atuais, na psiquiatria, na psicologia mais recente, esse tema já não é mais já está em desuso. Hoje nós utilizamos transtornos ansiosos. Então, a neurose ou as neuroses, que são vários tipos ou alguns tipos, elas hoje são caracterizadas como transtornos ansiosos. Mas a gente usa muito o terma o termo neurose em nosso dia a dia. Ai, para de neurose. Nossa, você tá muito neurótica. Então, por conta disso que eu trouxe esse conceito ainda eh desatualizado para justamente comunicar, porque a gente, os os leigos, os o as pessoas comuns, o dia a dia, a gente acaba utilizando. Então, pra gente entender desse assunto, eu ainda optei por manter esse conceito neurose, ainda que hoje o mais correto, o mais atual seja transtorno ansioso ou transtornos ansiosos. Bom, eh, já que a gente tá dizendo que é um conjunto eh de transtornos, não é um único transtorno, são vários. eh sub ele é subcategorizado. Eh, a gente pode dizer quais são esses transtornos que fazem parte do que antes se chamava de neurose. Então, fazendo essa essa abertura, dizendo que hoje o mais atual é dizer transtornos osios e não neurose, a partir de agora eu vou usar neurose, que é o que a gente mais conhece e é o que inclusive está em Joana, porque os escritos de Joana já são eh de algumas décadas, mas a gente fica sabendo essa diferença. Então, quais as neuroses existentes, né? Quais os transtornos ansiosos existentes? Transtorno de ansiedade pode ser categorizado como uma neurose. Transtorno de pânico, fobias, transtorno obsessivo compulsivo, hipocondria, histeria, neurastenia. Então, veja, a gente já falou, vai falar em algum momento, não lembro mais da sequência, sobre transtorno de ansiedade, faz parte
, transtorno obsessivo compulsivo, hipocondria, histeria, neurastenia. Então, veja, a gente já falou, vai falar em algum momento, não lembro mais da sequência, sobre transtorno de ansiedade, faz parte do nosso estudo dessa temporada. O pânico, a gente já falou, fobias, a gente falou antes do pânico, eh o o toque a gente também já falou. Então, veja, todos esses transtornos que a gente vem falando são como como categorizados como neuroses ou transtornos ansiosos. Mas entrando na questão da neurose, eh como é que ela se instala? O que que acontece para uma pessoa desenvolver algum tipo de neurose? Então, vamos entender um pouquinho da estrutura da psique. Eh, segundo Jung. Então nós temos o os pares de opostos, né, dentro da nossa estrutura. os polos mais pro mundo de fora, direcionado à parte estrutural nossa psíquica mais próxima do mundo de fora é persona, que é a última camada do nosso eu, é aquela como se fosse a máscara que a gente apresenta pra sociedade, quem eu digo pra sociedade que eu sou, como a sociedade acha que eu sou, porque é aquilo que eu mostro pra sociedade, como se fosse a última casca, é a maquiagem que eu ponho, é a máscara que eu mostro paraa sociedade é a persona. Logo anterior, a persona, um pouco mais para dentro, indo pro mundo interior, tem o ego. O ego é esse administrador da casa inteira. É ele que faz a facilitação do inconsciente com a consciência. Então, um ego e estruturante, a gente diz estruturante porque ele não está pronto, ele nunca é ele é dinâmico, ele continua se desenvolvendo e se adaptando. Mas esse ego que é capaz de fazer um bom diálogo, que tem uma boa dialética com o mundo de dentro e é capaz de levar em consideração quem eu sou lá no mais profundo para me adaptar à sociedade, aquilo que a sociedade exige. Quando esse ego faz uma boa administração da casa, ele leva em consideração o que está fora, mas ele leva em consideração o que está dentro. Quando ele consegue fazer essa essa flexibilização de me adaptar bem pro mundo, a gente diz: "É um ego saudável,
e leva em consideração o que está fora, mas ele leva em consideração o que está dentro. Quando ele consegue fazer essa essa flexibilização de me adaptar bem pro mundo, a gente diz: "É um ego saudável, estruturante ou um termo e esse ego, ele é um um ego que me faz que me ajuda, ou seja, eu consigo lidar com os conteúdos internos vivendo num mundo que exige, né, que me traz demandas externas. E se esse ah e lá dentro do mundo, lá mais pro profundo, no polo oposto, se aqui está a persona e o ego, lá no mundo interior tá a sombra e o self, que pra gente no espiritismo é sinônimo de espírito ou quem eu de verdade sou. a gente chama de a totalidade do si mesmo. Então esse selfie ele é pra gente no espiritismo o eu atual, a personalidade atual, mas também todas as outras anteriores. O selfie é o espírito imortal que vem e volta e que já viveu várias vezes. Então a a Joana de Angeles faz essa essa essa analogia, essa comparação, essa aproximação de selfie com espírito. Então o self, o espírito é o mais de dentro, é o que tá lá no mais profundo, difícil da gente acessar, está no nosso inconsciente. Então, quando o ego consulta, quando o ego se deixa e influenciar por esses conteúdos que vêm de dentro, levando em consideração e consegue fazer o ter um jogo de cintura para poder atender o mundo de fora sem esquecer do mundo de dentro, a gente tem esse ego estruturante que me ajuda, que me facilita a viver. Mas e quando esse ego, por muitas questões que não vai dar para entrar aqui, mas ele não tem essa flexibilidade, essa estrutura mais adequada, mais harmoniosa, quando ele não tem, ou seja, quando ele está em desequilíbrio, ele pode ter tanto um excesso no seu papel. Então, vamos supor, eu tenho lá uma casa e eu tenho o mordomo da casa, que seria o ego, mas o dono da casa é o self. Vamos supor que esse mordomo ele seja mais, ele execute uma tarefa mais do que ele deveria. Ele começa a se a soltar asinhas, de pôr asinhas de fora e ele começa, ah, o o deixa o o dono da casa, eu vou resolver
r que esse mordomo ele seja mais, ele execute uma tarefa mais do que ele deveria. Ele começa a se a soltar asinhas, de pôr asinhas de fora e ele começa, ah, o o deixa o o dono da casa, eu vou resolver por mim. ele começa a se apropriar de de funções ou de escolhas que que está além do que ele deveria fazer. Ele esquece desse senhor que está lá atrás, que era quem deveria dar a direção. Então, a gente fala de um ego inflado, de um ego que acha que que ele se acha maior do que ele deveria ser para uma saúde psicológica. Então, esse ego que está além, ele atrapalha. Por que que ele atrapalha? Porque pode ser que ele vai trair o Senhor para poder agradar o mundo e receber aplausos. Então, pode ser que o espírito tenha uma demanda, o espírito tenha um direcionamento de vida, mas o ego fala: "Ah, não, não, isso daí não, isso não dá dinheiro, isso não faz fama, isso não bate, não ganha a palmas, aplausos". Então fica quietinho aí. Eu começo a não ouvir mais o meu mundo interior e começo a viver como se só existisse ego e persona, ou seja, só a personalidade atual. Eu esqueço que eu tenho conteúdos, necessidades, traumas. Aí como eu me distancio do mundo de dentro, esse mundo de dentro começa a adoecer. E aí os complexos, porque além do self no meu inconsciente, tem todas as minhas histórias, os meus atavismos, os automatismos, os complexos, os traumas, os conflitos que eu preciso processar. E se o ego fala assim: "Não, não, não, não tem nada para trás", ele nega, ele reprime os conteúdos do inconsciente, ele não deixa que isso se desenvolva, que a gente dilua os conflitos, ele e aí esses conflitos eles vão potencializando, eles vão carregando mais, cada vez mais energia e chega uma hora que eles irrompem como na forma de um que a gente chama de um surto, de sintomas, de disfunções, de doenças, de acidentes que a gente gera, muitas coisas que a gente gera na vida atual, é justamente pelo fato de a gente estar reprimindo conteúdos, negando que existe sombra, que existe inconsciente. E a gente só
acidentes que a gente gera, muitas coisas que a gente gera na vida atual, é justamente pelo fato de a gente estar reprimindo conteúdos, negando que existe sombra, que existe inconsciente. E a gente só vai vivendo olhando daqui para fora. A gente só vive prestando atenção nas coisas da do momento da reencarnação atual. E a gente esquece de deixar esse mundo interior participar. A gente não faz mergulho para dentro. A gente não conversa consigo mesmo, a gente não medita, a gente não pensa sobre a vida. Então esse ego inflou, ele ficou maior, ele acha que ele é o dono da casa. E se esse ego for pequenininho, infantilizado, imaturo, não desenvolvido? Agora vamos imaginar que eu tenho uma casa e o mordomo precisa tomar conta, mas esse mordomo é uma criança de 5 anos. Então vai faltar administração, a casa vai ficar a mercê, problemas não vão ser resolvidos, esse ego vai ter medo, receio de ir paraa vida, de conquistar, de ser independente. Ele vai ser um ego dependente, fragilizado. Então, quando a gente tem esses egos que ou se expande além do que ele deveria da função, esquece que ele é o mordomo e acha que é o dono. E quando a gente tem um ego que não está pronto para exercer a sua função por motivos que a gente não vai entrar hoje, não está pronto para exercer a sua função e ficou não desenvolvido, ficou infantilizado, imaturo, tem não tem uma estrutura firme e necessária. Então nós dizemos que nesse momento nós, ao nos adaptar ao mundo, o ego faria essa adaptação, a adaptação não sai adequada. ou a gente se adapta traindo a própria alma, mantendo uma cisão com inconsciente. A gente fecha as portas como se a gente não fosse inconsciente. E aí nós vamos ter alguns tipos de neuroses. E quando o o ego ele tá fragilizado, ele não consegue fazer essa boa comunicação, pode ser que o inconsciente invada, porque ele não consegue colocar as barreiras. calma, deixa cuidar disso, depois eu vou para inconsciente, agora eu tô no consciente. Quando ele não consegue fazer essa boa eh conversa,
sciente invada, porque ele não consegue colocar as barreiras. calma, deixa cuidar disso, depois eu vou para inconsciente, agora eu tô no consciente. Quando ele não consegue fazer essa boa eh conversa, então o inconsciente pode inundar e a gente pode, é, são outros tipos de neurose que acontece, a gente fica como se fosse alienado. Nos dois casos tem uma alienação. Num tem uma alienação como se o inconsciente não existisse. Eu sou o ego inflado. outro tem uma alienação como se seu inconsciente tivesse invadido e eu perco a noção de realidade. Então, os dois eu fico alienado. Um eu fico alienado no mundo de fora, só isso que existe. E no outro eu fico alienada no mundo de dentro, porque o mundo de dentro que vai vai constelando, vai e vai manifestando seus inconscientes sem que eu possa regular. E nos dois casos, a minha vida acaba sendo prejudicada. existe um prejuízo no meu desenvolvimento pessoal, então precisa de um tratamento. Então, de novo, a gente fala transtorno, ele é ele é eh categorizado como diagnosticado como transtorno quando ele atrapalha a funcionalidade da nossa vida. Então, o fato de eu de vez em quando ser visitada, ah, de vez em quando eu vi que meu ego não deu conta, eu eu falei tudo que eu não queria, eu não tive coragem de falar o sim, sim e não não de Jesus, será que eu tenho transtorno? Não, porque nós não nós não estamos prontos e e nós temos altos e baixos. De alguma forma eu detectei, de alguma forma eu quero fazer diferente, eu vou vigiar, então ok. Agora, quando isso me domina a ponto de eu não conseguir mais me regular, aí a gente fala de transtorno. Quando a gente percebe que o transtorno está atrapalhando a funcionalidade, o desenvolvimento da minha vida. Agora, de vez em quando o inconsciente explodir, de vez em quando eu esquecer do inconsciente, eu viver como se só existisse ego, mas depois eu volto atrás, eu percebo, isso tudo faz parte. Eh, eung tem uma uma frase que que explica um pouco do que a gente tá falando, tá lá no livro dele, Carl
eu viver como se só existisse ego, mas depois eu volto atrás, eu percebo, isso tudo faz parte. Eh, eung tem uma uma frase que que explica um pouco do que a gente tá falando, tá lá no livro dele, Carl Gustavo Jung, a prática da psicoterapia, e ele diz: "A causa da neurose é a discrepância entre a atitude consciente e a tendência inconsciente. essa dissociação, né, essa essa essa ruptura quase que acontece é superada assimilação dos conteúdos do inconsciente. Então, quando a gente fala conhece-te a ti mesmo, quando o Santo Agostinho fala ao final de cada dia passa em revista, na questão 919 de O livro dos Espíritos, passa em revista o que você fez durante o dia. analise seus comportamentos, se tem algo que você se envergonha, se tem algo que você poderia ter feito pelo seu semelhante, você não fez. Quando ele propõe esse diálogo interno, ou seja, eu analisar o as minhas escolhas, os meus comportamentos, as minhas atitudes, ele está deixando que o inconsciente participe. Então eu vou lembrar de uma coisa que eu falei de manhã e passou despercebido agora. tá lá no, tá lá no inconsciente, tava lá armazenado. Eu trago de volta para de volta a consciência, eu analiso porque que eu falei isso para aquela pessoa. Quando eu paro para pensar em comportamento, eu me dou conta de algumas crenças, de algumas dinâmicas repetitivas, de alguns padrões. Aí eu começo, por que será que toda vez que alguém fala assim, eu reajo desse jeito? Eu tô deixando o inconsciente participar da minha vida. E isso é saúde, é saúde mental, é saúde psicológica. Mas se eu não faço isso, se eu mantenho uma dissociação, se eu só fico pensando no ai, como que eu faço para estar naquele lugar? Como que eu consigo eh ganhar aquilo? Se eu só vou para fora, como que eu tenho mais aplausos? Como é que eu ganho mais dinheiro? Como é que eu fico mais bonita? Como é? Se eu só fico preocupada com a minha aparência pro mundo de fora, eu esqueço que existe inconsciente. Eu tô dissociada dele, eu estou longe, eu estou distante. Aí eu
é que eu fico mais bonita? Como é? Se eu só fico preocupada com a minha aparência pro mundo de fora, eu esqueço que existe inconsciente. Eu tô dissociada dele, eu estou longe, eu estou distante. Aí eu começo a criar neuroses. Então o Jung diz que a neurose é essa discrepância, ou seja, eu não consigo me adaptar, eu não consigo atender o meu mundo interno, o que que eu preciso, e não consigo me adaptar a esse mundo externo, o que que o mundo pede de mim. Então, quanto mais eu conseguir pôr isso numa balança adequada, internamente eu sou essa pessoa, eu preciso disso. Externamente o mundo quer que eu seja assim, eu vou negociar. Então, um exemplo para ficar mais claro, eu sou, faz de conta, eu sou introspectiva, eu sou eh eu prefiro o silêncio, mas o mundo essa sou eu, o meu selfie, o meu self me pede leia mais, se dedique mais a estudos. Meu self tá pedindo uma vida voltada para isso. Fique mais quieta, faça mais meditação. Talvez o meu self esteja dizendo: "Você já você já foi muito para pro mundo de fora em outras vidas nessa vez. Fica mais quieta, presta mais atenção em si, faça mais movimentos de meditação, de autoconhecimento. Só que eu olho lá fora e o ego olha lá fora e fala assim: "Nossa, mas lá fora as pessoas esperam que eu seja extravagante, exuberante, fascinante. As os as pessoas querem que eu seja comunicativa, que eu vá em festas e que eu participe da vida. E agora para eu ficar bem vista lá fora, para eu ser incluída, para eu me sentir pertencente no mundo, eu preciso ser oposto daquilo que eu sinto lá no fundo que eu sou. Esse ego vai entrar em ação. Se ele for um ego estruturante, for um ego harmonizado, equilibrado, o que que ele vai conseguir fazer? Eu vou participar um pouco lá fora, mas depois eu volto para atender o minha minha demanda, o meu chamado interno. Eu vou participar lá fora, mas eu vou escolher ambientes que combinem mais com quem eu sou. Eu não preciso falar sim, sim, sim, sim, sim, sim para tudo que aparece. Eu posso fazer uma negociação flexibilizando para atender
ora, mas eu vou escolher ambientes que combinem mais com quem eu sou. Eu não preciso falar sim, sim, sim, sim, sim, sim para tudo que aparece. Eu posso fazer uma negociação flexibilizando para atender os dois, o interno ou externo. Se eu sou um ego fragilizado, eu deixo de viver o mundo lá fora porque ele me amedronta, mergulho para dentro e acabo ficando uma eremita. Eu vou paraa minha zona de conforto, eu gosto de ficar quieta sozinha, não me chamem, não quero conversar com ninguém e eu fico antisocial e isso não me faz crescer, porque eu não faço os enfrentamentos que eu preciso para poder me fortalecer. Eu fico lá protegida atrás de um monte de parede. É porque o ego não dá conta de fazer a negociação para atender o mundo de fora, mesmo sendo diferente algumas coisas do mundo de dentro. E o ego inflado, que é aquele que só presta atenção no mundo de fora, ele faz uma barreira para ele não perceber o mundo de dentro, pedindo paz, silêncio, meditação. E ele só fica lá fora fazendo o que o que o o que o que a sociedade, a cultura dominante no momento atual pede. Então ele fica, ele vai aqui, ele vai lá, ele pinta, ele borda, ele só que não é ele. É uma atuação, é uma interpretação, como se ele tivesse desempenhando um papel. Então é uma coisa falsa, porque não tem o eu verdadeiro ali, tem uma construção muito mais baseada em persona para agradar, para conquistar, para parecer. E quem que é o meu verdadeiro eu? Tá lá esquecido. Então quando a gente não sabe fazer essa boa transição, a gente vai gerando transtornos de neurose ou transtornos ansiosos. Bom, eu espero que eu tenha conseguido fazer uma uma abertura pra gente entender um pouquinho mais o funcionamento das neuroses. Outra coisa que eu trouxe que eu acho que é importante a gente diferenciar como efeito do estudo, às vezes a gente escuta a expressão neurose e às vezes a gente escuta a expressão psicose. A gente vai dizer assim, ó, bem de uma forma simples, né? Até porque eu nem saberia me aprofundar muito, mas de uma
es a gente escuta a expressão neurose e às vezes a gente escuta a expressão psicose. A gente vai dizer assim, ó, bem de uma forma simples, né? Até porque eu nem saberia me aprofundar muito, mas de uma forma simples eu sei dizer que a neurose ela ela ainda me permite compreender estar na realidade. Então eu tenho algumas algumas coisas que aparecem de desequilíbrio, mas eu não perdi o meu pezinho no chão. Eu ainda sei e sou capaz, inclusive de perguntar a mim mesmo, Cris, será que isso não é uma neurose? Ou seja, eu imagino uma coisa, mas ao mesmo tempo eu sou capaz de perguntar se essa coisa pode ser ou não pode ser. Essa é a neurose. Então, a gente pode falar de neurose como histeria, hipocondria, depressão, ansiedade. Ele me angustia, mas eu não perco o teste da realidade. Ainda dá OK. Eu ainda eu ainda estou na realidade. Então é como se a gente falasse assim, ó, por exemplo, eu digo assim: "Ai, será que o o nossa, eu eu pedi pro meu marido vir mais cedo do trabalho e ele veio e sofreu um acidente no caminho. Ai, será que fui eu?" A gente entra numas neuroses, alguém fala: "Ai, Cris, pelo amor de Deus, para de neurose". E aí eu sou capaz de dizer: "É, tem a dó, né? Pera aí, eu não sou tão grande assim, que eu sou capaz de gerar um um acidente na vida do meu marido. Existem leis que regulam, tem Deus olhando, tem a participação dele, será que não é ele que não tava prestando atenção? Quando eu sou capaz de fazer essa esse questionamento, então brotou uma neurose. Ai meu Deus, justo hoje que eu pedi para ele vir, ele sofre acidente. Eu acho que foi, para, para, para, para, menos. para de neurose. Eu sou capaz de fazer esse diálogo. Agora, se não, se eu não sou capaz e eu perco mesmo o teste da realidade e alguém pergunta assim para mim: "Seu marido sofreu acidente?" Eu digo assim: "Sofreu porque eu chamei ele mais cedo para casa". E a pessoa fala: "Ã, como assim?" "É, ele sofreu um acidente porque eu falei para ele vir mais cedo e eu não tenho merecimento." Aí a gente começa a inventar um monte de
amei ele mais cedo para casa". E a pessoa fala: "Ã, como assim?" "É, ele sofreu um acidente porque eu falei para ele vir mais cedo e eu não tenho merecimento." Aí a gente começa a inventar um monte de justificativa e a gente tem certeza. Então, quando eu tenho certeza e alguém fala: "Nossa, Cris, não tem nada a ver o que você tá falando, vamos pensar, não é assim". Ou seja, eu não sou capaz de pensar com o pezinho no chão e capaz de entender e de dialogar e de levantar perguntas ou outra hipóteses. Quando eu não tenho isso, aí a gente chama de psicose. Psicose é mais forte. É como se eu tivesse perdido o teste da realidade. Eu não sei mais diferenciar uma coisa da outra. A minha razão, ela está mergulhada lá no inconsciente e eu vivo como se fosse delírios, né? Então, a gente tem nas psicoses a esquizofrenia, a paranoia e a reação maníaco-depressiva. A pessoa não é capaz de perceber que tem alguma coisa de de incoerente naquilo que ela tá dizendo. Então essa diferença de neurose e de psicose. Bom, vamos lá paraa Joana de Angângeles. Eu selecionei alguns trechos pra gente ver o que que ela traz de reflexão eh sobre esse essa temática geral. Eu vou começar com o homem integral, capítulo 5. Ela vai falar um pouquinho dessa adaptação dos conteúdos do do inconsciente, dos complexos que se constelam. E o ego precisa estar num jeito que ele dê conta de não se entregar pro mundo de dentro e não negar o mundo de dentro, não ser engolido pelo inconsciente e nem negar que o inconsciente exista, né? Então, Joana diz assim: "Produtos do inconsciente eh profundo a se manifestarem como comportamentos neuróticos, os fatores psicogênicos têm suas raízes na conduta do próprio paciente em reencarnações passadas. Lembra que eu falei que a gente ainda não disse o que que gera esse ego de um jeito ou de outro?" Joana está dando uma dica, uma possibilidade. A forma de comportamento do indivíduo em vidas passadas gera nessa vida atual um desequilíbrio egóico. Esse ego, ele não está no lugar
jeito ou de outro?" Joana está dando uma dica, uma possibilidade. A forma de comportamento do indivíduo em vidas passadas gera nessa vida atual um desequilíbrio egóico. Esse ego, ele não está no lugar que ele deveria. ou falta ego ou sobra ego. Então, vou ler de novo. Produtos do inconsciente profundo a se manifestarem como comportamentos neuróticos, os fatores psicogênicos têm suas raízes na conduta do próprio paciente em reencarnações passadas, nas quais se desharmonizou interiormente. Fosse mediante conflitos de consciência ou resultado resultados de ações ignóbeis, os mecanismos propiciadores da reabilitação íntima imprimem no inconsciente atual as matrizes que se exteriorizam como dissociações e fragmentações da personalidade, alucinações, neuroses e psicoses. Ou seja, o meu inconsciente está é e com registros desequilibrados que se manifestam na vida atual. esse desequilíbrio, esses registros, ou porque eu me comportei mal, porque eu trago culpa, mas no passado eu tomei atitudes, eu tive escolhas que não foram boas, eu desequilibrei algumas áreas do meu inconsciente e isso se manifesta hoje trazendo para mim como se eu tivesse uma personalidade mais neurótica ou mais psicótica. E a gente pergunta, por que fulano é e ciclano não. Por conta disso, fulano tem registros de vidas passadas, ciclando não. Incitas no indivíduo, essas causas endógenas lá de dentro se associam às outras de natureza exógena, tornando-se desagregadoras da individualidade, vitimadas pelas pressões que experimenta. Então, Joana agora tá trazendo, não tem só a ver com o mundo de dentro. O mundo de fora pode ajudar essa pessoa a lidar melhor com suas neuroses ou pode piorar a situação. Por isso a importância de uma educação saudável, de um ambiente social equilibrado. Por isso, a importância de bons estímulos no mundo de fora, uma espiritualidade, meditação, oração, fé, tudo isso ajuda a gente a balancear esses conteúdos do inconsciente. as pressões de qualquer natureza são decisivas para estabelecer o clima
mundo de fora, uma espiritualidade, meditação, oração, fé, tudo isso ajuda a gente a balancear esses conteúdos do inconsciente. as pressões de qualquer natureza são decisivas para estabelecer o clima comportamental da criatura. Então, Joana fala dessas adaptações e que muitas vezes eh eh se o mundo de fora ajuda, o ego consegue lidar com esses conteúdos do inconsciente que ele traz de outras vidas e aí ele passa mais leve pela neurose ou psicose ou nem a manifesta. Mas se ele já traz esses registros e o mundo de fora, a educação, o lugar onde ele vive, os seus hábitos da vida atual não colaboram para um equilíbrio, aí ele pode derrapar mesmo na neurose ou na psicose. Vamos agora pro livro eh O Ser consciente, capítulo três. Eh se a dificuldade, né? Então se não é Joana, não sou eu e pensando. Se a dificuldade está em separar a realidade do que é irreal, então parece que no passado ele se utilizou disso com interesse antiético. O que que eu tô dizendo? E depois Joana vai entrar aqui por enquanto no Joana. Eu tô dizendo assim, ó. Se hoje psicose, lembra que a gente fala que as que a psicossomática vai sempre perguntar pra doença o que ela tira e o que ela obriga a pessoa a fazer. Aí a gente pega isso e analisa para ter ideia da compensação que está sendo feita. Ou seja, na vida passada eu usei o a fala para fazer muita maldade. Então eu usei a fala para fazer intriga, eu contei mentiras, eu prejudiquei uma população inteira pela fala. Então, nessa vida, eu posso constelar o polo oposto e eu não falo, por exemplo, eu tenho dificuldade de me expressar ou eu venho até com alguma alguma doença física de mutismo, ou seja o que for, ou eu posso, se eu compreender e tiver uma um ego que dê conta, se eu tiver um espírito já maduro, eu posso vir para falar bem. Então, eu venho e eu falo essas pessoas que têm uma oratória linda, que contagiam as pessoas que arrepiam. Então, o poder da fala, de ajudar, é uma compensação pro mau uso da fala. Então, a gente sempre fala que a doença ela vai mostrar pra gente aquilo
ratória linda, que contagiam as pessoas que arrepiam. Então, o poder da fala, de ajudar, é uma compensação pro mau uso da fala. Então, a gente sempre fala que a doença ela vai mostrar pra gente aquilo que tem relação com a origem da sua doença, né? Então, se a gente perguntar uma pessoa bem sem conseguir falar, a gente vai perguntar em termos de não pode falar, que será que tem na contraponte? Será que falou muito? Será que falou errado? Às vezes a gente fala uma pessoa que tem, desenvolve algum problema na parte, né, que que promove a fala, o câncer, e a gente fala eh eh que que ela tem falado que ela não deveria, o que que ela não tem falado que ela deveria, que desequilíbrio existe na fala para adoecer o seu aparelho? Isso pode ser nessa própria vida, nem ser de vidas passadas. Então, só pra gente ter uma ideia, agora vamos enjoando o serem o ser consciente, capítulo três. Aprofundando-se a sonda da inquirição da psicogênese dos fenômenos neuróticos, entrando para tentar entender a sua origem, defrontar-seão as causas reais na conduta anterior do paciente, sempre lei de causa e efeito, que atrelou a consciência a comportamentos desvairados e passou injustamente considerado, recebendo simpatia e amizade de amigos e conhecidos. quando deveria haver sido justiçado, transferindo os receios e inseguranças que permaneceram camuflados, escondidos, por uma aparência digna para a atual reencarnação, na qual assomam o inconsciente profundo as culpas, os conflitos que hora se manifestam como processos reparadores. Então, numa vida passada, eu agi mal, eu fiz intriga, eu criei situações, mas ninguém descobriu. Mas pro mundo de fora eu estava equilibrada, né? Pro mundo de dentro eu estava totalmente desequilibrada. Eu estava sendo falsa. Eu estava vivendo uma vida dupla. Para fora eu falava uma coisa, para dentro eu estava fazendo outra, eu estava dissociada. E aí que acontece nessa vida? Eu venho desse jeito, eu manifesto. Então, antes eu fiz de forma camuflada, ninguém entendeu. As pessoas até acharam
dentro eu estava fazendo outra, eu estava dissociada. E aí que acontece nessa vida? Eu venho desse jeito, eu manifesto. Então, antes eu fiz de forma camuflada, ninguém entendeu. As pessoas até acharam que eu era linda, maravilhosa, fazendo o que eu tava fazendo. Não sabiam que eu era duas caras, como a gente fala na linguagem popular. Agora eu venho de duas caras mesmo. Tem uma que manifesta para fora e outra que tá perdida lá dentro. Eu dissocio de mim mesma. Ou eu mergulho numa neurose pro mundo de fora alucinada. ou eu eu mergulho para dentro, me distancio do mundo, eu faço um desequilíbrio que eu gerei quando eu quis ser duas na vida passada. Uma possibilidade, né? Mas o ser humano é tão complexo, podem ter várias origens. Continuando, Joana diz: "Como terapia preventiva a qualquer distúrbio neurótico, a autoanálise frequente com o exame de consciência correspondente, desidentificando-se das matrizes perturbadoras do passado e abrindo-se as realizações e enobrecimento no presente com os anseios da conquista tranquila do futuro." Eu vou ter que fazer essa conversa. Eu vou ter que olhar para dentro e perguntar que que eu tenho, que que eu carrego, quais são as minhas sombras e e que eu posso fazer no mundo de hoje, qual comportamento me ajuda. Então, eu vou eh eh estudar mais sobre mim mesmo, eu vou fazer autoanálise, eu vou orar mais para que os bons espíritos me inspirem, eu vou tentar me espiritualizar mais para que eu possa ter um canal mais fácil de inconsciente com consciência. Tudo aquilo que eu puder usar hoje, eu vou fazendo um contraponto para pra balança que tava assim ficando e ficando melhor. E eu poder viver uma vida, apesar de eu ter esses registros, eu consigo viver uma vida funcional. Então, hoje eu tenho sim recursos terapêuticos, eh espiritualização, a gente se conectar mais com Deus, com a gente mesmo, com o selfie, a gente ser mais crítico nas perguntas, não sair fazendo o que todo mundo faz, a gente tentar se conhecer mais, tudo isso é prevenção, tudo isso
onectar mais com Deus, com a gente mesmo, com o selfie, a gente ser mais crítico nas perguntas, não sair fazendo o que todo mundo faz, a gente tentar se conhecer mais, tudo isso é prevenção, tudo isso ajuda. Agora, no livro Vida, desafios e Soluções, capítulo 7, Joana vai falar de quase que se fosse uma fuga. Eh, eh, eh, a gente quando a gente entra em processos de neurose ou de psicose, né? Então ela diz: "Enquanto o indivíduo não se descobre, enquanto o indivíduo não descobre a realidade do seu inconsciente, enquanto ele não mergulha para se conhecer, pode permanecer na condição de vítima de transtornos neuróticos que decorrem da fragmentação, do vazio existencial, da falta de sentido psicológico por identificar apenas uma pequena parte daquilo que denomina realidade. percebe-se em isolamento, sem direção própria para a solução dos vários problemas que o afligem e com isso foge para os estados de neurotização nos quais se realiza. É quase que uma fuga no sentido de o que eu preciso fazer é tanta coisa, eu preciso mergulhar, eu preciso mudar de comportamento, eu preciso vigiar a mente, eu preciso me espiritualizar, eu preciso fazer terapia. É, é tanto esforço, é tanto trabalho que às vezes e eu eu jogo a toalha e aí eu me entrego e aí eu me entrego e aí eu vivo a neurose, a psicose, eu eu me deixo levar porque o o a ópera que eu preciso fazer, a obra, eu acho que eu não dou conta, ou eu tenho preguiça de começar, ou eu tenho uma visão de que não seria possível, mas Deus não dá carga maior do que a gente pode carregar. Então é escolha eu preferir fazer as mudanças que eu preciso e me entregar paraas minhas neuroses ou psicoses. Eu não aceito ajuda, eu não procuro ajuda, eu não tento me organizar, me conhecer e aí eu acabo me entregando. E Joana diz que isso é quase que uma fuga. É uma fuga. Eu não quero enfrentar. Então eu me deixo consumir pela minha neurose ou psicose. No livro Em Busca da Verdade, capítulo um, ela vai falar sobre aquilo que eu falei da máscara ser diferente do que tá
Eu não quero enfrentar. Então eu me deixo consumir pela minha neurose ou psicose. No livro Em Busca da Verdade, capítulo um, ela vai falar sobre aquilo que eu falei da máscara ser diferente do que tá lá dentro. Um pouco diferente vai ser, porque a gente precisa mostrar algumas coisas pra sociedade. Não dá para ser escancarado, não dá para eu sair lá fora fazendo tudo que eu quero porque eu sou assim. Eu preciso conviver. E o conviver significa eu faço uma regulação, o outro faz uma regulação pra gente se entender. Se eu falo o que dá na telha porque essa sou eu, e o outro fala o que dá na telha porque ele é assim, que que vai sair? Briga, desentendimento. Então, a máscara ela é funcional, ela precisa. Eu, ela me ajuda a ser agradável, ela me ajuda a escolher palavras para dizer uma coisa difícil. Essa é a persona, ela ela passa uma maquiagem para eu ficar mais bonita, mas com boa intenção, com uma intenção de melhorar a minha relação com o mundo de fora para eu não soltar os meus bichos e os e os outros que se virem com isso, não. Então, a persona, ela é necessária, né? O problema é quando eu acredito que eu sou só a persona, quando eu acredito que eu sou essa boazinha, lindinha que eu mostro pro povo. E aí, cadê o meu selfie? Cadê minha sombra? Cadê meus complexos? finge que não existe e isso adoece. Aproveitando para falar dessa história da máscara, que muitas vezes a gente se identifica com ela e a gente acredita que a gente é essa agradável, né, que mostra pro mundo, tem um livro que, inclusive Divaldo já fez algumas vezes palestras eh explorando esse livro. Eu não vou lembrar de cabeça o nome do autor, mas o livro é um livro fininho, eh eh é um conto e a gente vai pelo conto, a gente vai identificando esses personagens como sendo nós próprios, né? E o e o livro se chama O Cavaleiro preso na Armadura. É a história desse cavaleiro que vestia sua armadura para ir salvar aldeias, salvar donzelas e fazer o bem. Só que daí ele começou a não tirar. Ele voltava para
se chama O Cavaleiro preso na Armadura. É a história desse cavaleiro que vestia sua armadura para ir salvar aldeias, salvar donzelas e fazer o bem. Só que daí ele começou a não tirar. Ele voltava para casa, tirava a armadura para viver como pai, como marido. Depois ele começou a gostar tanto dessa história de ser herói lá no mundo de fora que ele dá dá muita preguiça, tira e põe, tira e põe a armadura. Ele começou a ficar com a armadura. Aí chega um dia que a esposa fala: "Olha aqui, marido, você entra aqui de armadura, a gente nem sabe mais que é você. Ou você tira ou a gente vai embora. Eu e o nosso filho. Ah, não, não, não. Então eu vou tirar." Aí ele tenta tirar e não sai. Significa a minha persona de herói grudou. E aí ele vai fazer toda uma jornada para resgatar a si mesmo. Eu já quase dei um spoiler com o teu livro inteiro, mas vale a pena. É um livro fininho, bem interessante. O cavaleiro preso na armadura. Bom, então Joana em busca da verdade, capítulo um, ela diz: "Enquanto, porém, permanece essa dissociação, essa separação, essa ruptura entre consciente e inconsciente, essa fragmentação, esse desconhecimento da consciência invariavelmente se tomba na cisão da personalidade da qual irrompem os transtornos neuróticos que atormentam, aumentando a distância entre os atos conscientes e o inconsciente." Então, fez uma cisão, porque eu tenho medo do que tá lá dentro, porque eu nego, porque eu reprimo, porque eu não quero saber da minha sombra, eu quero ser só esse bonitinho da persona. Eu estou eu estou assinando um contrato com as neuroses. Eu abri uma porta enorme para elas se instalarem, porque elas vão se instalar quando eu me distanciar do inconsciente. Então, cuidado com a identificação da persona, cuidado com essa persona do religioso. É porque eu sou espírita, eu sou ser humano, não é verdade? Eu sou ser humano em evolução. Então eu tenho sombra, eu ainda pratico mal. Eu ainda faço que nem o Paulo dizia lá, o bem que eu quero fazer eu não faço. O mal que eu não quero fazer, esse
é verdade? Eu sou ser humano em evolução. Então eu tenho sombra, eu ainda pratico mal. Eu ainda faço que nem o Paulo dizia lá, o bem que eu quero fazer eu não faço. O mal que eu não quero fazer, esse eu faço. Assuma. Cuidado para não ficar justificando. Ai, mas eu faço caridade. Ai, mas eu oro todos os dias. Ai, mas eu não falto do centro espírita. Cuidado, porque isso pode ser apenas uma persona. E eu fico vivendo essa máscara para para eu mesma acreditar que eu sou. e esquecendo que eu trago as minhas sombras. Então, quanto antes eu entrar em contato com o meu lado sombrio, que ainda está em evolução, quanto antes eu descobrir aquilo que eu carrego, as invejas que eu tenho, as intrigas que eu faço, se eu não descobrir isso, eu posso estar bem direcionada para entrar em eh transtornos neuróticos. Bom, e o último trecho que eu trouxe, hoje a gente vai terminar um pouco antes, psicologia da gratidão. E ela fala a respeito do quanto hoje a gente tá vivendo alienado da realidade. Como é difícil hoje a gente conciliar sombra com o mundo de fora. O mundo de fora a gente tá falando muito em perfeição. Fulano é perfeito. Ah, esse esse teatro que eu fui é perfeito. Nossa, mas aquela aula que eu tive foi perfeita, né? Perfeito. Tudo é perfeito. Eh, performance. Nossa, fulano é o melhor da eh eh quer ver palavras que a gente usa master, a criançada master, blaster, né? Nem sei que é esse blaster, mas a gente escuta. Então, tudo tem que ser o máximo. Eu tenho que ser o melhor, eu tenho que ser o tal, eu tenho que ser o primeiro, eu tenho que ser superior, eu tenho que estar em primeiro lugar, eu tenho que conquistar lugares que ninguém foi. Essa coisa performática, né? exige. Como que eu faço para falar no meio de todo esse essa pessoa que está no primeiro lugar do pódium, da melhor, da mais? Eu falo assim: "Então, mas eu tenho inveja. Percebe que não combina?" Então, mas sabe o que que é? Eu de vez em quando, eu faço umas maldades. Então, para não quebrar essa imagem que a gente cria de perfeito, a gente foge
, mas eu tenho inveja. Percebe que não combina?" Então, mas sabe o que que é? Eu de vez em quando, eu faço umas maldades. Então, para não quebrar essa imagem que a gente cria de perfeito, a gente foge da realidade. A realidade é: "Eu sou espírito imperfeito. Cadê minha sombra? Cadê meus vícios, meus atavismos? Né? Então, cuidado com isso. Então, Joana, no livro Psicologia da Gratidão, capítulo 8, ela diz eh sobre essa neurose coletiva, né, essa demanda atual, que você só pode ser luz, brilho, né? Ademais, as heranças transmitidas por leviandade e desamor dos mais velhos, a despreocupação com a família, que vem passando desde algumas décadas a plano secundário no grupamento social, os comportamentos eminentemente egoístas dos cidadãos, o consumismo desenfreado, a busca incessante pelos prazeres insaciáveis, a indiferença pelo próximo, tudo isso contribui com vigor para o atual estado de alienação coletiva que especialmente afeta os jovens destituídos de discernimento e de madureza emocional. Então, muita atenção, porque o mundo que nós estamos vivendo hoje é um mundo muito tentador para neuroses, porque ele cancela, exclui quem é do mal, quem é do ódio. Ai, é o povo do ódio, sei lá eu como chama, mas quem é que não é? Quem é que já pode falar? Eu não. Eu estou do lado certo dos grupos. No meu grupo é só amor. Quem é que pode dizer isso? Então, cuidado com esses processos alucinantes e alienantes, né? Então, cuidado, porque hoje se você falar alguma coisinha, você é cancelado, execrado, excluído, enfim. A gente não está deixando espaço pra sombra. Cadê a sombra? Tá constelada por aí nessa neurose coletiva, né? E aí a gente projeta no outro, é o outro que é do mal, o outro que é que é do ódio, o outro que é Então, muita atenção, porque isso não ajuda em nada. Isso nos aprisiona em fantasias alucinatórias e alienantes. Bom, então hoje nós terminamos por aqui um pouquinho mais cedo e semana que vem a gente se encontra por aqui de novo. Muito obrigada pela atenção, pela
risiona em fantasias alucinatórias e alienantes. Bom, então hoje nós terminamos por aqui um pouquinho mais cedo e semana que vem a gente se encontra por aqui de novo. Muito obrigada pela atenção, pela participação de todos e até lá.
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