T6:E13 • Transtornos Mentais • Transtorno de Ansiedade

Mansão do Caminho 08/05/2024 (há 1 ano) 52:09 9,522 visualizações 1,119 curtidas

Psicologia Espírita com Joanna de Ângelis Temporada 06 - Transtornos Mentais Episódio 13 - Transtorno de Ansiedade ► Referências Bibliográficas • O homem integral, cap. 2; • Amor, imbatível amor, cap. 11; • Conflitos existenciais, cap. 8; • Em busca da verdade, cap. 5 e 6. » Apresentação: Cristiane Beira

Transcrição

Olá, sejam bem-vindos a mais um Psicologia Espírita com Joana de Angeles. Nesse episódio nós falaremos sobre o transtorno de ansiedade. E aqui eu já começo com desafio de eu duvido que alguém que esteja acompanhando esse estudo, que esteja aqui na nossa sala virtual, em algum momento da vida, já não tenha se sentido ansioso. É realmente um dos males do século. é uma das dos tormentos que predominam e que tem relação justificada com o nosso momento histórico em virtude do como a nossa vida moderna eh nos envolve, ex, o que ela exige de nós. A ansiedade tem muita relação com a pressa, com a correria, com o excesso de compromissos. E esses são essas são características eh inquestionáveis da nossa vida atual, da nossa vida moderna. Temos tantas coisas para fazer ao mesmo tempo e em períodos anteriores isso não era possível. a gente não conseguia estar em vários lugares ao mesmo tempo. Hoje a gente consegue por esse recurso inclusive que nós estamos utilizando. Então, a própria vida moderna tem nos trazido essa aceleração e é comum que essa aceleração nos cause algum tipo de ansiedade. Pra gente começar conversando sobre ansiedade, eu gosto de trazer sempre essa abertura, essa introdução, tentando mergulhar um pouquinho nessa temática enquanto humanidade. Em que momento a humanidade lidou com a ansiedade, de onde surgiu? E nada mais apropriado para fazer essa essa busca, esse resgate do que procurando a origem da palavra. Sempre que a gente vai nessa etimologia, a gente aprende muito por que ela surgiu. Quando ela surgiu, o que quiseram expressar, porque as palavras ao longo da nossa história, a gente sabe que elas vão sendo corrompidas. A gente perde muito em valor, em sentido dos conceitos. Antes, uma palavra, um conceito, queria dizer tantas coisas. Hoje a gente usa ela de forma banal. Um exemplo bastante corriqueiro que eu já disse inclusive em episódio anterior é o o próprio amor. Quanto a gente banalizou, vulgarizou a palavra amor. Hoje a gente é capaz de dizer: "Eu amo esse esse carro. Eu amo o

nte corriqueiro que eu já disse inclusive em episódio anterior é o o próprio amor. Quanto a gente banalizou, vulgarizou a palavra amor. Hoje a gente é capaz de dizer: "Eu amo esse esse carro. Eu amo o brigadeiro. Eu amo comida síria, eu amo". E aí que que significa isso? Significa que a gente não tem palavras que representem cada conceito. Então a gente junta tudo numa única, mas aí o que você ganha em superficialidade, o que você ganha em superfície, quando você alastra muito qualquer coisa, a gente acaba perdendo em profundidade. Então a palavra amor hoje ela quer dizer tanta coisa que ao mesmo tempo parece que já não quer dizer quase nada, infelizmente. Então é interessante a gente buscar essa origem da palavra. E quando a gente vai na na origem da palavra ansiedade, a gente chega nesse an, né? E e aí ã ã onde o que que isso queria representar lá atrás? Então vamos lá. Por exemplo, no alemão, esse eng, ele tem relação com o estreito. Vamos, vamos tentando imaginar. Quando eu falo ansiedade e eu vou buscar a origem, buscar a origem da palavra, eu vou chegar em coisas do tipo estreito. E esse mesmo eng no ang no inglês vai dar origem a angina, vai dar origem a raiva, anger, tudo isso tem relação. Então, eu tô falando de ansiedade, essa pressa, essa correria, mas eu tô falando também em estreito. Tem relação com isso? Estou falando em raiva, em angina, em em aperto no coração. Eu estou falando lá do grego agem. Eu estou falando em estrangular. Então, ansiedade tem a ver com estrangular. No sânscrito, a gan. Então, é alguma coisa que produz o mal. Então, quando nós fomos falar de ansiedade, não é simplesmente uma pressa. Ah, eu tenho eh pressa para que as coisas eu corro. Não é só isso. É um conceito que envolve muitas outras emoções combinadas. Envolve uma sensação de um aperto no peito, angina, né? Imagina. Angina. envolve uma de coisa de de estreitamento, de entupimento, envolve alguma coisa em termos de eh estrangular. Então, a ansiedade tem relação com isso, uma sensação de estar sendo

a, né? Imagina. Angina. envolve uma de coisa de de estreitamento, de entupimento, envolve alguma coisa em termos de eh estrangular. Então, a ansiedade tem relação com isso, uma sensação de estar sendo estrangulada, de estar sendo reprimida, apertada, é algo que me constringe. Então, essa ansiedade ela vai ela vai conversar com angústia. Se a gente for estudar angústia, angústia tem a mesma origem da palavra. Então, ansiedade vai me produzir um estado de angústia. Então, a gente nunca vai deixar uma coisa sozinha. Nós estamos percebendo nesse estudo dos transtornos o quanto que elas se conversam. E às vezes a gente confunde. Eu tô falando em depressão, eu estou falando em em tristeza e melancolia, a mesma coisa, não é? A depressão também causa raiva, mas a angústia tem a ver com depressão. Então eles se conversam, as coisas se comunicam e interagem. Então a ansiedade ela tem lá um bracinho com essa angústia, com essa constrição, com essa raiva, com essa sensação de estar sendo apertada, né? Então, a gente tá começando a formar um conceito do que seria essa ansiedade de uma forma mais profunda. E vale aqui a gente dizer que do mesmo jeito quando a gente fala, bom, qualquer outro transtorno, a gente tem tido o cuidado de separar a parte que é natural do nosso grau de evolução. No nosso grau de evolução, eu vou ter estados depressivos. Não necessariamente estarei com o transtorno da depressão. Em nosso estado de evolução, nós teremos medo com frequência. não quer dizer que eu estou com o transtorno do pânico. No nosso grau de evolução, em alguns momentos, eu vou me sentir ansiosa. Não quer dizer que eu tenha o transtorno de ansiedade. Então, existe sempre uma uma parte que é natural, que é esperada, inclusive, porque fazendo essa, passando por essas emoções diferentes, é que eu vou me conhecendo e é que eu vou entendendo como funciona o mundo, como ele me afeta. Então, se eu não tivesse nenhum tipo de emoção, eu não tenho medo, eu não tenho ansiedade, eu não tenho estados

eu vou me conhecendo e é que eu vou entendendo como funciona o mundo, como ele me afeta. Então, se eu não tivesse nenhum tipo de emoção, eu não tenho medo, eu não tenho ansiedade, eu não tenho estados depressivos, eu seria o quê? Um robô. Eu seria alguém insensível. E nós aprendemos na Terra, nós evoluímos, nós nos transformamos justamente por conta do estímulo emocional que recebemos. Isso me entristeceu. Eu vou dar um jeito de sair dessa tristeza. Eu vou entender porque que eu tô triste e nisso eu cresço, eu me transformo, eu transcendo. Ah, eu eu fui experimentada por uma depressão que transformou minha vida. Passei pelo transtorno da depressão e saí com outro ponto de vista. Então eu preciso desses afetos, aquilo que me afeta para que dentro de mim os meus conteúdos venham à tona, para que eu os conheça, os identifique, trabalhe com eles, dissolva aquele que tá muito concentrado, energize aquilo que tá muito esquecido. Então, faz parte da nossa vida a gente sentir afeto pelas coisas que nos cercam. Sentir afeto não, não estou dizendo da afetividade, carinho, estou dizendo daquilo que me toca. O afeto é a emoção que é despertada em mim. Isso me afetou, ou seja, mexeu com a minha emoção. Então, eu preciso desses estados alterados, mas parece que hoje a gente não aceita aqueles que são desagradáveis. Se uma criança está triste, a gente entra em desespero. Não pode ficar triste. Ai, vamos brincar, vamos lá tomar sorvete. Que que eu tô dizendo para ela? Fuja desse estado emocional porque ele não é certo. Mas não é isso. A gente precisa experimentar. precisa experimentar estados depressivos de ansiedade, de medo, de tristeza, de raiva. Não quer dizer que sejam transtornos, que sejam doenças. Para ser transtorno e ser considerado doença, significa que aquilo me dominou a ponto de eu não conseguir lidar com aquilo. Aquilo me deixou não funcional, aquilo tem roubado minha vida, eu tenho perdido oportunidades, ou seja, desequilibrou todo um sistema. Aí a gente pode olhar com mais atenção e

seguir lidar com aquilo. Aquilo me deixou não funcional, aquilo tem roubado minha vida, eu tenho perdido oportunidades, ou seja, desequilibrou todo um sistema. Aí a gente pode olhar com mais atenção e tratar como transtorno psiquiátrico. Mas passar por estados alterados de emoção é saudável e são termômetros e estímulos para que a gente aprenda sobre a gente, sobre o mundo que nos afeta e a gente se se aproveite dessas experiências para entender, crescer, lidar, transformar, modificar. Mas então a ansiedade ela vai fazer essa ponte, essa conversa com a angústia, com o estreitamento, com aquilo que me deprime. E por que isso? Porque se a gente pensar em ansiedade, agora vamos paraa nossa, pro nosso ponto de vista mais corriqueiro. Quando a gente fala, ai eu estou ansiosa a estou com ansiedade. Normalmente tô querendo dizer que eu quero que algo do futuro seja antecipado. Eu estou ansiando por algo que ainda não está no momento presente. A ansiedade faz com que eu tema algo que possa acontecer e eu não queria. ou a ansiedade pode me fazer que algo que eu quero que aconteça aconteça logo. Então, ou eu estou com ansiedade porque eu tenho medo que algo ali na frente vá acontecer, ou eu estou com ansiedade porque eu queria muito que algo ali na frente viesse acontecer. Então, a ansiedade ela também conversa com o verbo querer. É aquilo que eu espero ou que eu não espero. É aquilo que eu quero ou aquilo que eu não quero? Então, mais uma vez, eu esperar coisas bonitas na no futuro, eu sonhar com novas coisas na minha vida, eu planejar, isso é saudável. Ai, eu desejo tanto fazer uma viagem, eu vou sonhar com isso, eu vou me preparar, eu vou tentar juntar o dinheiro que eu preciso. Isso é natural, isso me faz crescer, isso me faz ter que planejar, eu vou ter que mudar um pouco a minha vida. Eu vou ter que segurar aquilo ali. Oportunidade de crescimento. Isso não é ansiedade, isso é sonhar, desejar, querer, esperar. Agora, se eu falo assim, eu preciso viajar e isso passa a me roubar a vida, eu fico eu fico

urar aquilo ali. Oportunidade de crescimento. Isso não é ansiedade, isso é sonhar, desejar, querer, esperar. Agora, se eu falo assim, eu preciso viajar e isso passa a me roubar a vida, eu fico eu fico transtornada, neurótica, eu não durmo mais de noite. Eu tenho medo que a viagem não dê certo. Se isso passa a me atormentar, significa que eu não estou fazendo um bom uso da oportunidade dessa emoção me tocar. Eu estou me sentindo apertada. Ai, que medo. Vai que não aconteça. E se não acontecer? E se não der certo, isso tá me atormentando. Eu não estou usando do meu da meu raciocínio, da minha razão para aproveitar a oportunidade de crescer com ela. Eu me entreguei à emoção e é ela que tá me arrastando. E aí eu não tiro proveito, eu sofro porque eu fico escravizada. Então a gente pode pensar o seguinte, se a ansiedade é um excesso de uma sensação de que ai meu Deus do céu, será que isso vai acontecer? Meu Deus do céu, será que aquilo vai acontecer? Isso não pode, aquilo tem que acontecer. Se eu fico me sentindo prisioneira disso, se tem alguma coisa que tá me apertando, porque quem está ansioso não tá livre, leve, solto, não tá calmo e entregue, não está vivendo a confiança, tá tudo certo, casa coisa está no seu lugar, não está numa coisa turbulenta, eh eh aflita, aflitiva. Então, se essa ansiedade está, ai meu Deus, que que aflição, será que vai, não vai, que angústia, que que tormento? Se eu estou nesse lugar, que que está faltando para mim? Exatamente aquilo, aquele outro que eu acabei de encenar. É, lembra que o Jung fala e Joana também que a doença, o desequilíbrio está sempre em alguma polarização? Sempre que tem um exagero ou uma escassez, a gente está gerando desequilíbrio. O equilíbrio é o caminho do meio. É o caminho do meio. Aristóteles já falava disso. A virtude é a exata medida entre dois vícios. Se eu tenho algo de mais, é vício. Se eu tenho algo de menos, é outro tipo de vício. Eles estão em polos. polarizou, não deu certo, saiu do equilíbrio. O equilíbrio está justamente nessa exata

vícios. Se eu tenho algo de mais, é vício. Se eu tenho algo de menos, é outro tipo de vício. Eles estão em polos. polarizou, não deu certo, saiu do equilíbrio. O equilíbrio está justamente nessa exata medida entre os dois. Aqui é a virtude. Então, um exemplo clássico é paciência é virtude. Se falta paciência, aqui é escassez. Se me falta paciência, eu sou impaciente. Impaciência é vício. É vício de caráter. Me faz mal, atrapalha. Se eu sou paciente, mas me sobra se eu sou paciente demais, já não sou mais paciente. Paciência tá aqui. Então, se sobra, se tem um exagero, que que a pessoa que é exagerada? Ela é cúmplice, omissa, ou seja, ela aceita, ela espera até demais. A paciência espera na medida certa, o impaciente não espera nada. E aquele que é mais do que paciente, ele ele acaba caindo numa coisa de passividade. Ele fica passivo, não precisa acontecer nada. Então, cadê a ação dele? A paciência espera o tanto que precisa esperar. Chega uma hora que ela se posiciona. Olha, eu esperei você uma vez, duas vezes, três vezes. Agora chega. Eu ficar te esperando e você ficar atrasando toda santa vez não significa que eu sou paciente, significa que eu sou acomodada, eu sou passiva. É um exagero da paciência. Eu tô te fazendo mal porque se eu te cobrar, talvez você melhore. Então eu tô aqui para te cobrar. Não tô falando e com exasperação, mas eu tô dizendo, não é certo deixar uma pessoa esperando tantas vezes seguidas. Então, por favor, se programe melhor paraa próxima vez não me deixar esperando de novo. Esse, isso não quer dizer que eu não tenha paciência, quer dizer que eu tenho paciência, mas eu tenho ela ativa, é ação. Se eu tiver uma paciência que é passiva, ela vai no exagero, ela não age. Então, ela é ruim. Então, se a gente pensar em ansiedade nesse sentido de polos, ela deve estar num polo. Então, esse polo que ela está ruim. E o que que é esse polo? É isso. É uma é uma agitação interna e é uma expectativa exagerada, porque precisa acontecer isso. Eu quero que aconteça no futuro.

m polo. Então, esse polo que ela está ruim. E o que que é esse polo? É isso. É uma é uma agitação interna e é uma expectativa exagerada, porque precisa acontecer isso. Eu quero que aconteça no futuro. Ai, que medo que vai acontecer. Será que isso vai dar certo? Será que não vai dar certo? É uma ansiedade por algo que eu não sei se vai nem sei dizer muitas vezes o que que é. Então, existe uma um exagero de uma tentativa de controle da de uma situação. Existe um ego que quer muito que as coisas sejam do jeito dele. Esse é o ponto principal quando a gente vai falar sobre ansiedade. Existe um ego que quer controlar o futuro. Ele quer que aquilo aconteça daquele jeito, naquele dia. Ai, que ansiedade isso precisa. Então, qual que é o caminho oposto? O caminho oposto, que também não vai ser bom é você não querer nada. Isso também não é legal. É uma pessoa que não tem vitalidade, que não está energizada pela vida. Quando a gente senta e não deseja nada, não planeja nada, não sonha com nada, não espera nada, essa pessoa tá faltando nela eh vida mesmo, vitalidade. Tá faltando alma, né? Tá faltando esse essa energia. animalizada até vital. Então, eu não querer nada, eu sentar e me entregar e deixar que as coisas aconteçam do jeito que as coisas querem acontecer. Cadê a minha participação? Cadê meu livre arbítrio? Cadê minha ação? Jesus disse: "Eu não vim trazer a paz, eu vim trazer a espada". Que que ele quis dizer? Não quero que vocês fiquem sentadinhos aí. O mundo não tá pronto. E quem é que vai fazer esse mundo? A gente, a gente que precisa. Então, levanta, vai, luta, corre atrás, busca, participa. Só que esse é o caminho do meio. Se eu fico aqui ansiosa, querendo que aconteça desse jeito e aflita aí, eu não, eu não vou ser uma boa influência, porque eu estou descontrolada. Então, a ansiedade tá nesse polo e a e essa passividade e eh essa pessoa acomodada que não quer nada aqui. O ansioso ele quer desse jeito, ele quer nesse momento, ele ele não quer aquilo e esse aqui não quer

a ansiedade tá nesse polo e a e essa passividade e eh essa pessoa acomodada que não quer nada aqui. O ansioso ele quer desse jeito, ele quer nesse momento, ele ele não quer aquilo e esse aqui não quer nada, tá tudo certo, deixa tudo quieto. Isso também não é bom. O bom é esse caminho do meio em que eu quero sim, o meu ego quer, eu sonho, eu planejo, eu espero, eu crio desejos, eu tenho expectativas. Mas eu não me atormento com elas. Eu não me entrego a elas. Eu não vou sofrer de taquicardia se isso não acontecer ali na frente. Deu tudo errado. Sonhei, planejei, desejei, fiz todo um plano. Deu tudo errado, não saiu nada certo. Tá bom. sacode a poeira e dá volta por cima e começa a planejar tudo de novo. Mas eu não me atormentei até acontecer a ponto de eu não ter vida e de afetar minha saúde física e nem também me entreguei a uma depressão caso não tenha dado certo. Então eu simplesmente esperei um futuro, eu sonhei com o futuro, eu desejei o futuro, eu elaborei o futuro, mas eu não vivi no futuro. Eu vivi o dia a dia até chegar lá. Esse futuro não me roubou do presente. A gente costuma dizer que a ansiedade é você viver o futuro e a depressão é você viver o passado. E nenhuma das duas formas de viver é viver, porque só existe uma, um lugar, um tempo em que se pode viver o livre arbítrio no presente. Eu não tenho como atuar no futuro, nem como atuar no passado. Eu não tenho como ir ao futuro para garantir que algo aconteça. E não tenho como voltar ao passado para garantir que algo não tivesse acontecido. O único lugar aonde eu posso viver o meu livre arbítrio é no presente. Então, não adianta eu querer viver na ansiedade do futuro e nem na depressão do passado, lamentando o que passou, o que não passou. Então, a ansiedade é viver no futuro. O sonhar, desejar, planejar, esperar, é viver no presente, olhando pro futuro. Mas eu tô aqui, eu tô curtindo minha vida, eu tô aproveitando esse momento presente, mas eu tô visualizando o futuro. Eu tô sonhando com o futuro, mas

esperar, é viver no presente, olhando pro futuro. Mas eu tô aqui, eu tô curtindo minha vida, eu tô aproveitando esse momento presente, mas eu tô visualizando o futuro. Eu tô sonhando com o futuro, mas eu tô aqui. Eu não estou atormentada, arrastada para lá, deixando passar o presente. Bom, então se no passado a gente eh não tinha muitas coisas para querer, porque cada um vivia no seu lugarzinho, a globalização, a tecnologia, a modernidade abriu tantas possibilidades que a gente hoje cai nessa insatisfação. Nada tá bom, nada é suficiente, nada serve e a ansiedade vai ter muito relação com isso. Ansiedade está com a gente não estar satisfeito. é outro bracinho da ansiedade, insatisfação, é outra matériapra que alimenta a ansiedade. Então, de novo, se eu atuar na insatisfação, eu vou melhorar a minha ansiedade. Se eu aprender a a a valorizar mais o que eu tenho, ao invés de querer aquilo que eu não tenho, de esperar aquilo que não vai acontecer e deixar passar o presente, é uma das formas, então, que eu tenho de trabalhar com ansiedade é aprender a ficar satisfeito. Você tá satisfeito com o seu dia de hoje? Como ele passou? Você ficou satisfeito? Hoje eu hoje hoje eu tô realizado? Eu gostei do meu dia. Ou a gente termina o dia sempre assim: "Ai, nunca tá bom, nunca deu certo, nunca é suficiente. Eu nunca consegui tudo que eu queria, eu nunca tive tudo que eu almejo, eu nunca senti aquilo que eu queria. Se eu viver desse jeito, eu vou alimentar a ansiedade, porque eu vou ficar esperando o dia chegar em que eu vou estar bem. E esse dia não vai chegar, porque eu tenho que aprender a ficar bem no dia hoje, como ele é. Não tem um dia especial que lá eu vou ficar bem. nessas postagens de internet, outro dia me passou uma coisa que mexeu muito comigo e eu tenho tentado manter isso na minha consciência vigiando. Essa frase foi muito impactante e eu não lembro quem era o autor ou quem foi que apresentou, mas a frase era: "Tem muitas pessoas que tratam o presente como se ele fosse obstáculo

onsciência vigiando. Essa frase foi muito impactante e eu não lembro quem era o autor ou quem foi que apresentou, mas a frase era: "Tem muitas pessoas que tratam o presente como se ele fosse obstáculo para o futuro." Meditem sobre essa frase. Ela vai dar um bye. Tem pessoas que lidam com o presente, o momento presente, como se fosse um obstáculo para o futuro. Esse é um ansioso. Se eu fico de olhinho lá no futuro, ai quando eu for, quando eu tiver, quando isso acontecer, quando eu conquistar, quando eu tiver, quando eu possuir, se eu fico olhando lá, o hoje tá me atrapalhando, porque ele é obstáculo para mim. Eu só não tô lá no futuro porque ainda existe esse hoje. Aí eu olho pro hoje. Ai que chato esse hoje. Que chato esse hoje. Ele tá me Ele tá me distanciando do que eu quero. Eu quero que chegue logo domingo e hoje ainda é quarta-feira. Ai que chato quarta-feira. Que chato. Amanhã é quinta-feira. Que chato quinta. porque eu quero outro sábado. Então eu perco a chance de de de viver a quarta, quinta, a sexta, porque eu fico de olho lá tratando o o presente como se fosse obstáculo que eu preciso remover, não é? O o hoje é um presente grande, então eu preciso aprender a gostar do que eu faço. Ai, mas quarta-feira é dia de trabalho, sábado não é. Então, talvez o problema seja eu aprender a me satisfazer com o trabalho, enxergando o valor dele na minha vida, a importância dele, porque nós estamos muito hedonistas, a gente quer muito o prazer sensorial. Eu quero só prazeres sensoriais. Eu quero aquilo que me que me deixa alegre. Eu quero aquilo que me faz rir. Eu quero aquilo que faz uhu, curtição. Isso é passageiro, gente. Cadê aquele outro prazer que é um prazer de realização que a gente fecha o olho? Nossa, que alegria eu ver meu filho assim. Que satisfação eu saber que eu consegui fazer esse trabalho hoje bem feito. A gente precisa reaprender, a gente precisa reencontrar isso. A gente perdeu isso pelo caminho. Se eu não aprender a valorizar o dia, o dia a dia, eu vou viver ansioso. Por que será

ho hoje bem feito. A gente precisa reaprender, a gente precisa reencontrar isso. A gente perdeu isso pelo caminho. Se eu não aprender a valorizar o dia, o dia a dia, eu vou viver ansioso. Por que será que essa sociedade tá tão ansiosa? Por que será que a ansiedade tá predominando? justamente por isso, porque a gente não sabe mais aproveitar o dia de trabalho, o dia de estudo, o dia de reforma íntima. Vou prestar atenção em mim hoje para eu ser mais paciente. Tudo isso é chato. A gente quer a cortição da balada, da festa, da compra, do videogame, seja lá do que for. E isso é uma uma bela pegadinha, né? é a porta larga que Jesus já tinha deixado anunciado pra gente. Então, a ansiedade ela vai vir pra gente com esse convite para que a gente pense que tudo bem sonhar com o futuro. Agora, enxergar o obstáculo no dia presente, o presente como obstáculo pro futuro. Aí é mergulhar de cabeça na ansiedade, porque a gente não vai mais curtir aquilo que está ao nosso alcance, que é o nosso hoje. A gente vai viver a vida querendo aquilo que vai vir, aquilo que está lá longe, aquilo que não chega, aquilo que não. A gente está cultivando em nós próprios a ansiedade. Bom, lá na psiquiatria, no tal DSM5, a ansiedade vai vir descrita como a antecipação de ameaça futura, um estado de funcionamento ligado a percepções de contextos ambientais e eventos estocados na memória que ativam cérebros cerebrais específicos. Ou seja, eu fico imaginando uma coisa que tem que acontecer ou que não pode acontecer. Aí eu me conecto com conteúdos meus do passado que se assemelham. Eu revivo aquilo como se eu tivesse com medo que acontecesse de novo, como se eu quisesse que acontecesse de novo alguma coisa. E o momento presente, o meu cérebro, ele ativa, ele é ativado como se tivesse acontecendo aquilo que ainda não aconteceu. É uma pegadinha. Então eu preparo o meu corpo para viver uma coisa que não está acontecendo hoje. Então eu tenho medo que aconteça alguma coisa lá. O meu corpo está preparado pro

ainda não aconteceu. É uma pegadinha. Então eu preparo o meu corpo para viver uma coisa que não está acontecendo hoje. Então eu tenho medo que aconteça alguma coisa lá. O meu corpo está preparado pro medo hoje, mas hoje não tá acontecendo nada. Ai, que medo que o que o meu financiamento não saia. Financiamento tá lá no futuro, é lá que vai ser decidido. Só que hoje se você medir as minha os meus hormônios, as minhas secreções de hormônios, vocês vão ver que eu estou adrenalina. Hoje não tá acontecendo nada. Só que como eu estou ocupando minha mente com aquilo que tá no futuro, o meu cérebro não sabe distinguir tempo. Então ele faz eu viver no corpo aquilo que não chegou ainda. Ou seja, eu vou ter descargas hormonais que vão pesar no meu organismo hoje, amanhã, depois de amanhã, até o dia que vai sair o dia da decisão do financiamento. Eu vou viver adrenalina 300.000 vezes a mais do que eu precisaria, né? é frequentemente associada a tensão muscular. Tá vendo, ó? Constrensão muscular, vigilância, preparação para um perigo futuro, esquiva, cautela. Então eu fico, eu fico como se fosse neurótica. Tudo que atenta com tudo que pode acontecer. eh pode estar associado ao medo descrito como uma resposta emocional a um ambiente, a uma ameaça iminente, melhor dizendo, eh excitabilidade aumentada, necessária para fuga, luta. É como se eu tivesse sendo atacada. E os componentes da podem tanto ser cognitivos que t a ver com pensamentos de apreensão por um desfecho desfavorável. Vou morrer, vou ficar louco, vou perder o controle. uma sensação de tensão, né, de futura. Então, aquilo que eu fico imaginando e tem a ver também com com a ansiedade, tem a ver com questões somáticas, que é a hiperventilação, tensão muscular, ou seja, o meu corpo reage sozinho, meu o meu coração dispara, o meu cérebro o meu músculo contrai. Então, pode tanto me afetar pelo pensamento imaginativo quanto por essas descargas que vão afetar o meu corpo, eu vou ter sensações. Ele também faz parte lá na psiquiatria,

ebro o meu músculo contrai. Então, pode tanto me afetar pelo pensamento imaginativo quanto por essas descargas que vão afetar o meu corpo, eu vou ter sensações. Ele também faz parte lá na psiquiatria, o transtorno de ansiedade está dentro dos dos transtornos neuróticos. Dentro dos transtornos neuróticos tem os transtornos ansiosos ou de pânico, os fóbicos, o toque, né, o transtorno obsessivo compulsivo. Então, todos fazem parte de uma mesma categoria que são chamados de transtornos neuróticos. são todos uns eh tipos de neurose, pânico, ansiedade, fobia, toque, se conversam, são eh parentes nessa categorização da psiquiatria. E vamos então agora paraa Joana, que que a gente encontra na obra da benfeitora? Nós vamos começar com o homem integral. No capítulo dois, Joana fala um pouco daquilo que a gente já citou aqui, que tem um componente natural dessa ansiedade. Ela não, a ansiedade é transtorno, mas ansiar algo do futuro não é transtorno, é algo que faz parte da natureza humana. Então, tudo bem a gente eh desejar algo, mas não é algo que eu preciso, senão eu vou morrer. Não é isso. É algo que ai, queria tanto que acontecesse, eu ia adorar se acontecesse. Tá mais tranquilo. É algo que eu espero que aconteça. Se acontecer, ok, eu vou gostar. E se não acontecer, tudo bem também. A gente parte para outra. Não é algo que me deixa aflita a ponto de me controlar e de me deixar mal. Então, homem integral, capítulo 2, Joana diz: "A ansiedade comedida, ela chama de ansiedade comedida, é fenômeno perfeitamente natural, resultante da expectativa ante o inusitado, em face do trabalho a ser desenvolvido diante da ação que se deve ser aplicada como investimento da conquista, sem que isto provoque desarmonia interior, com reflexos físicos negativos. Então é natural, eu posso desejar algo e isso não necessariamente vai me desarmonizar, interiormente falando, nem vou ter descargas de adrenalina, de coisas que me façam mal. Então é uma ansiedade comedida. Eu quero algo, eu anseio por

lgo e isso não necessariamente vai me desarmonizar, interiormente falando, nem vou ter descargas de adrenalina, de coisas que me façam mal. Então é uma ansiedade comedida. Eu quero algo, eu anseio por algo, mas isso não me controla. Quando então se revela desencadeada por problemas de s menos importância, aí sim produz taquicardia, sodorese álgeda, tremores contínuos, estão ultrapassando os limites do equilíbrio, tornando-se patológica. Chega uma hora que passa do equilíbrio quando ela passa a me controlar e quando ela passa a gerar problemas que eu já não consigo resolver. Então aí a gente passou de um limite do natural para o patológico. Agora no livro Amor imbatível amor, no capítulo 11, Joana vai falar desse exagero de quando então no homem integral ela falou: "Eu eu eu não preciso de algo, eu quero, eu desejo. Se não acontecer, OK, natural". Agora, quando eu falo preciso, sabe, do Senhor dos Anéis, aquele personagem que ele falava mais precious para aquele anel, é algo que domina a pessoa. E aquele personagem, ele ele ele simboliza essa ansiedade e ele definha, porque ele era um ser um um ser natural, com saúde, e ele se transforma numa espécie de um monstro de si mesmo, porque ele fica e e ele é ele é ele fica murcho, né? Parece que ele ele morre, algo nele morre. Então, eh, Joana diz aqui no Amor imbatível amor, capítulo 11, em muitos relacionamentos, o amor brota com espontaneidade, cresce harmônico. Noutros, entretanto, é conflitivo, atormentado, com alto e baixos de alegria, raiva, ansiedade, medo, hostilidade, posse. Quando se é carente de afetividade, esta se apresenta em forma de ansiedade perturbadora, que gera conflitos e insatisfações, logo seja atendida. Então o que que Joana tá dizendo? Se eu quero algo, mas não é aí eu preciso disso, é natural. Agora, se entra numa coisa de carência, eu preciso porque é um pedaço de mim, porque se eu não quiser, se eu não conquistar, eu vou morrer. Aí é patológico, é conflito, é transtorno, é ansiedade. Transtorno de ansiedade.

coisa de carência, eu preciso porque é um pedaço de mim, porque se eu não quiser, se eu não conquistar, eu vou morrer. Aí é patológico, é conflito, é transtorno, é ansiedade. Transtorno de ansiedade. Amar é um passo avançado do desenvolvimento psicológico do ser, uma conquista da emoção que deve superar os conflitos, enriquecendo de prazer e de júbilo aquele a quem é dirigido o afeto. O amor libera. Amadurecido pela experiência da personalidade, pelo equilíbrio das emoções, proporciona bem-estar na espera sem ansiedade e alegria no encontro sem exigência. Então, se eu tenho carência, se eu tenho necessidade, se eu preciso, se eu não vivo sem, eu estou atormentada, eu estou desequilibrada. Isso é transtorno. Agora, se eu quero, eu gostaria, mas tudo bem. ensino acontecer, estou torcendo para que aconteça, mas vou lidar muito bem caso não aconteça do jeito que eu queria. Isso é natural. Então, a gente pode perceber quanto que a gente é carente na necessidade que a gente tem de que as coisas saiam do nosso jeito. Ou seja, eu ponho condições na minha vida para que eu possa ficar bem. E a nossa busca é para que a gente viva bem, apesar de Não é isso que a gente aprende no espiritismo. A gente precisa aprender viver bem na escassez e na abundância, na saúde e na doença, na alegria, na tristeza. Os benfeitores nos deixaram histórias de vida quando estavam na terra assim. Todos eles mostraram pra gente que souberam ser feliz. São Francisco de Assis, próprio Jesus e tantos outros. Na hora da dificuldade estavam presos, eram perseguidos, foram torturados e tá tudo bem. Não tenho uma expectativa de que para eu viver bem eu preciso estar com saúde naquele lugar, tendo tal coisa. Isso daí é um passo pra gente começar a ansiedade. Bom, continuando, conflitos existenciais, capítulo 8ito, Joana traz o texto principal. Então, se vocês quiserem ler um, eu indico esse a respeito da ansiedade. Capítulo 8 de conflitos existenciais. Eu trouxe muita coisa, a gente vai devagar. A ansiedade

to, Joana traz o texto principal. Então, se vocês quiserem ler um, eu indico esse a respeito da ansiedade. Capítulo 8 de conflitos existenciais. Eu trouxe muita coisa, a gente vai devagar. A ansiedade natural, o desejo de que ocorra aquilo que se aguarda, a normal expectativa em torno de fenômenos existenciais compõe um quadro saudável na existência de todos os indivíduos equilibrados. Então ela começa dizendo, vamos dar a ressalva de que ansiar por algo no sentido de ai eu queria tanto, ai eu vejo, eu tô torcendo, não vejo a hora, isso faz parte. O problema é quando não é desse jeito, passa a ser atormentado, eu preciso, se não acontecer, acabou minha vida, não sei o que que vai ser de mim. Aí passa a ser transtorno. Então ela vai trazer também alguns sintomas característicos da ansiedade. O tormento, porém, que produz distúrbios generalizados são tais como sudorese abundante, colapso periférico, arritmia cardíaca, inquietação exagerada, receio de insucesso. Isso tudo produz estado patológico que pode ser superado com auxílio de especialista em psicoterapia. e o desejo profundo pessoal, a vontade de de realizar com empenho para conseguir essa esse reequilíbrio. Então, a gente pode procurar ajuda fora, mas precisa acionar a força da vontade dentro. São muitos os fatores Joana agora vai dizer das causas, daquilo que origina a ansiedade. São muitos fatores predisponentes e preponderantes que desencadeiam a ansiedade. Além das conjunturas ancestrais defluentes dos conflitos trazidos de existências transatas, que é sempre o a fonte de tudo. Tudo aquilo que eu tenho hoje, vivo hoje, sofro hoje, é sempre herança de mim mesmo em vidas passadas, né? Então, além dessas que são os ancestrais, mas eu como herdeira de mim mesmo, ela vai falar da criança, ela vai falar daquilo que a gente pode gerar nessa vida. Tudo bem? Cada um traz seu componente de vida passada. Agora essa vida pode gerar muita ansiedade pela forma como a gente lidar, por exemplo, com as crianças. E eu trouxe bastante

de gerar nessa vida. Tudo bem? Cada um traz seu componente de vida passada. Agora essa vida pode gerar muita ansiedade pela forma como a gente lidar, por exemplo, com as crianças. E eu trouxe bastante texto porque eu acho importante a gente pensar na prevenção. Como que eu faço para garantir que a gente não tenha, não venha desenvolver ansiedade? Invista numa bo num bom desenvolvimento infantil. É a melhor forma da gente garantir uma humanidade equilibrada. Então, Joana vai falar da criança. A criança pode apresentar desde cedo os primeiros sintomas de ansiedade no medo inato do desconhecido, denominado por John B. como vinculação e do não familiar. Em realidade, essa vinculação apresenta um lado positivo, que é o de oferecer-lhe conforto e segurança, especialmente junto à mãe, com a qual interage em forma de prazer. Então, o Bob traz aí muito muita profundidade nessa questão. E quando a gente fala dessa teoria do apego, dessa da importância da vinculação, a gente vai ver que todo o desenvolvimento vai se dar a partir do tipo de vínculo que essa criança faz. com a mãe ou com aquele que representa esse primeiro cuidado da criança, né? Com aqueles membros familiares, aqueles que estão próximos e responsáveis pela criança. Quando a criança faz um bom vínculo, é como se ela relaxasse, ela tivesse uma sensação de que o mundo é seguro, porque quem tá cuidando de mim tá cuidando bem. Eu sou aceita porque quem tá cuidando de mim tá prestando bastante atenção em mim, ou seja, eu sou importante para eles. Aí essa criança relaxa e ela pode desenvolver o melhor dela. Ela vai desenvolver inclusive o cérebro com maior com a dentro da sua maior possibilidade. Caso a criança não vincule, caso a criança não sinta, o mundo é seguro porque quem tá cuidando de mim, ou seja, o mundo não é seguro porque quem tá cuidando de mim não tá prestando muita atenção. Ou seja, eu não sou muito querido porque ela não tá muito atenta comigo. Ela vai começar a ficar vigilante. Ela começa com essa questão

o porque quem tá cuidando de mim não tá prestando muita atenção. Ou seja, eu não sou muito querido porque ela não tá muito atenta comigo. Ela vai começar a ficar vigilante. Ela começa com essa questão desse tipo de ansiedade, ou seja, ela não tá tranquila para se deixar desenvolver. Ela vai tentar se adaptar, ela vai tentar chamar atenção, o cérebro dela vai estar muito mais eh direcionado paraa sobrevivência do que pro bom e saudável desenvolvimento livre. Então essa primeira infância ela é é o que Joana falou, preponderante, predisponente. Quando a gente tiver mais consciência e tiver mais atenção pro desenvolvimento infantil, nossa humanidade vai dar um boom em termos de desenvolvimento, de transformação. Bom, Joana continua: "Quando uma criança é severamente punida pelos pais, que se apresentam como predadores cruéis, não é? Há maior necessidade de apego, tornando-se mais dependente, buscando refúgio neles mesmos, que são fatores do seu medo. Esse medo do desconhecido, ainda segundo o Bobby, impõe uma vinculação familiar que, ao ser desfeita, amplia a área de ansiedade. A gente a gente desenvolve carência. Ao invés de criar vínculo afetivo, que vai fazer com que essa criança se sinta amada, se sinta protegida, a gente vai criar carência. Ela ela vive tentando agradar, tentando corresponder, ela tem medo de não ser aceita. O desenvolvimento é assim, ó, totalmente diferente. Como decorrência da instabilidade que a caracteriza, anseia por situações proeminentes, destaques, conquistas de valores, especialmente realização pelo amor em mecanismos espetaculares da fuga de fuga do conflito. Então, uma coisa que essa criança quando crescer vai precisar, ela vai ter uma necessidade de ser aplaudida, de ser validada. Ela mesma não acredita no valor dela. Todo mundo fala: "Nossa, como você é bom nisso, como você se dá bem com aquilo". Mas ela mesma não acredita. E ela precisa que as pessoas constantemente constantemente falem do seu valor. Você é valorosa. Você é valorosa. Porque ela

cê é bom nisso, como você se dá bem com aquilo". Mas ela mesma não acredita. E ela precisa que as pessoas constantemente constantemente falem do seu valor. Você é valorosa. Você é valorosa. Porque ela não tem isso instalada, porque ela não recebeu isso lá na primeira infância. Então ela cresceu acreditando que ela não tem tanto valor. Afinal de contas, aqueles que mais deveriam cuidar dela eram negligentes, relapsos. Então, pro resto da vida, ela vai lidar com a questão de carência, de autodvalor e ela vai precisar ficar provando, provando, provando que ela é boa, que ela é que ela satisfaz. H, a busca do amor faz-se-lhe então tormentosa, desesperadora, como se pudesse, através desse recurso, amortecer a ansiedade. No íntimo, porém, evita envolvimentos emocionais verdadeiros por medo de os perder e de vir sofrer-lhes as consequências. Ela não sabe como que é vincular pelo afeto verdadeiro, porque ela não teve isso na primeira infância. A primeira infância foi com base no preciso não ser, preciso não apanhar, eu preciso agradar, porque se eles não eles, eles não têm um vínculo comigo, então eu corro risco. Então a criança ela não tá relaxada, entregue a esse vínculo pelo amor. Ela tá vigiando, tentando agradar, tentando não atrapalhar, tentando não provocar. Então ela não ela não entendeu como que amar e ser amado. Como é que esse esse adulto vai no futuro conseguir estabelecer uma relação de entrega, de confiança? Não. E aí a gente fica assim: "Mas você gosta de mim? Eu já falei: "Meu bem, eu te amo 29.000 vezes. Ah, mas por que que você gosta de mim? Mas você gosta mesmo?" Porque nem a gente a gente não entende que relação é essa. Porque eu não experimentei essa relação antes. Ela é desconhecida para mim, né? Então eu fico sempre nessa ansiedade, mas e se ele for embora? Mas e se ela me deixar? Mas e se ela descobrir que eu sou uma farsa e eu e eu e me abandonar, né? Ã, quanto mais você deixa arrastar pela insatisfação do que faz, mais deseja realizar, não se fixando na análise das

e deixar? Mas e se ela descobrir que eu sou uma farsa e eu e eu e me abandonar, né? Ã, quanto mais você deixa arrastar pela insatisfação do que faz, mais deseja realizar, não se fixando na análise das operações concluídas, logo desejando outros desafios, outros labores, porque ela fica sempre querendo algo a mais. Eu preciso mais, nada tá bom, insatisfação, não tá satisfeita. E aí fica ansiosa. Os seus relacionamentos são turbulentos porque a hora ela deseja impor, a hora ela se submete. Quando são atraídos sexualmente, tornam-se quase sempre passionais, então atacados, né? Essas paixões malucas, porque supõe que amor é aquilo que experimentam. Eles desejam submeter a outra pessoa a caprichos, a exigências, como demonstração de fidelidade, como se fidelidade fosse isso. Após algum tempo se torna insuportável, porque é muita descarga de epinefrina e aí precisa mudar, fica instável, fica insatisfeito, pula para outro relacionamento. E aí Jana vai dizer sobre a a terapia. Então ela diz, a terapêutica libertadora há que iniciar-se na racionalização, reflexão do tormento, trabalhando mediante a reflexão, adoção de otimismo, de modo que lentamente a paciência e o equilíbrio possam instalar-se nas paisagens interiores. Então, precisa que a gente tome consciência, precisa cair em si que Joana fala, precisa que a gente acorde pra vida, que a gente passe para se analisar. Por que que eu ando tão atormentada? Por que que eu ando tão ansiosa? Por que que eu ando tão insatisfeito? Será que minha vida é tão ruim assim? Por que que eu vivo querendo fugir do momento presente? Por que que eu tô sempre lá no futuro? É sempre esse diálogo interno que Joana propõe. É esse diálogo interno. É olhar para si que me liberta de mim mesma. Porque eu sou aprisioneira e sou ao mesmo tempo quem me aprisiona. A resposta está dentro de mim. Então eu preciso mergulhar para dentro para entender por que eu adoto essa dinâmica. Por que que eu tenho ansiedade? Por que que eu preciso logo que o futuro chegue? Por que que eu não

dentro de mim. Então eu preciso mergulhar para dentro para entender por que eu adoto essa dinâmica. Por que que eu tenho ansiedade? Por que que eu preciso logo que o futuro chegue? Por que que eu não sou capaz de enxergar o valor do presente? Por que que eu tenho medo que isso aconteça? Por que que eu tenho aflição que aquilo não aconteça? Então, é buscar entender que tá tudo bem hoje e aprender a gostar desse hoje, mesmo que ele não seja como o ego gostaria, mas ele tem valor, ele tem importância. E em busca da verdade, capítulo 5, Joana vai falar sobre essa ansiedade dessas desse mundo atual, né? Eu só preciso de sensação, sensação, sensação. Então, se eu tô trabalhando, não tô tendo sensação de prazer no trabalho, nesse sentido sensorial. Eu vou ter realização, eu vou ter satisfação por um dever cumprido. E ela diz que esse tormento da sociedade atual me faz não enxergar valor nas coisas boas que me fazem crescer. Eu só quero a curtição, alegria rápida, passageira. Então, em busca da verdade, capítulo 5, ela diz: "O acidental acostumou-se com os limites da emoção e adaptou-se aos prazeres da sensação de tal modo que tudo aquilo que o convida à inversão desse comportamento parece-lhe parece-lhe de difícil aplicação e por tal razão evita viver a proposta de olhar para si mesmo, para dentro, de autopenetrar-se para descobrir os incomparáveis tesouros da alegria íntima, da vivência elevada. sem cansaço, sem ansiedades nem expectativas. Esse esforço é realizado somente quando não tem outra alternativa e quando apresenta cansaço em torno do conhecido gozo dos sentidos. Será que a gente vai precisar se esgotar dos sentidos para daí a gente sentar e falar: "Chega dessa vida corrida de querer só prazer, prazer, prazer sensorial? Será que a gente vai precisar chegar nesse nível de estresse, nesse nível de desânimo ou de ansiedade pra gente parar e falar: "Deixa eu aprender a viver melhor? Deixa eu aprender a ter uma vida satisfeita no meu hoje, deixa eu aprender a gostar das

de estresse, nesse nível de desânimo ou de ansiedade pra gente parar e falar: "Deixa eu aprender a viver melhor? Deixa eu aprender a ter uma vida satisfeita no meu hoje, deixa eu aprender a gostar das coisas que não são só passageiras e fugazes, né? Eh, eh, esse profundo, ele nutre. O passageiro ele alegra, ele traz uma diversão, mas aquilo que nutre, que alimenta e que faz crescer é o profundo, né? Basta a gente ver, ah, eu vou, eu vou fazer uma brincadeira, vou fazer uma recreação. A gente se diverte, faz atividades de recreação e joga a bola daqui, joga bola de lá e brinca, dá risada. Que delícia. Fez bem pro corpo, fez. Mas se compara a um exercício feito numa numa academia ou numa aula específica de alguma de alguma de alguma área da esportividade? Não. Se eu quiser crescer mesmo, eu preciso de disciplina, eu preciso de esforço, eu preciso de planejamento. Isso é que desenvolve. Agora, se eu quiser fazer a a parte esportiva só na base da brincadeira, não vai fazer mal, vai fazer bem, vai, mas não vai fazer tanto bem quanto aquele em que você faz com planejamento, com dedicação. E pra gente terminar em busca da verdade, capítulo 6, Joana diz: "O tempo rápido em razão da necessidade de tudo, de a tudo participar, de estar a par de todas as ocorrências, asfixiando a liberdade de pensamento e de movimentação, culmina em tormentosa ansiedade e frustração dolorosa, empurrando para o abismo da depressão ou da revolta a suas vítimas inermes. Então, atenção com o nosso livre arbítrio. Cuidado com essa coisa que asfixia de de estar em muitos lugares, de fazer muitas coisas, de preencher muitos padrões. Isso é a gente se pôr numa situação determinante de desequilíbrio, de polarização, porque a gente vai se esgotar, a gente vai se estressar, a gente vai cair na depressão, na ansiedade ou em outro transtorno. Então, usar bem o livre arbítrio para que a gente crie uma rotina, uma uma rotina saudável, que a gente cuida do corpo, da mente, do espírito, que a gente tenha tempo de calma, de

em outro transtorno. Então, usar bem o livre arbítrio para que a gente crie uma rotina, uma uma rotina saudável, que a gente cuida do corpo, da mente, do espírito, que a gente tenha tempo de calma, de ociosidade, do não fazer nada, mas um não fazer nada de meditação, de relaxamento, que a gente também procure mais atividades que nos enriqueçam dentro, que a gente tire um tanto do da busca por esse prazer desenfreado, dessas loucuras alucinantes e sensoriais. Então, fica esse convite para que a gente desacelere, para que a gente se aprofunde, para que a gente se volte mais para si, para que a gente aceite o mundo como ele é, a vida como ele é, como ela é, que a gente aprenda a gostar do momento presente. Isso vai fazer com que a gente fique mais ancorado onde nós pertencemos. A gente pode fazer visitas no futuro, pode fazer visitas no passado, mas a gente tem que viver é no presente. Então, espero que essas reflexões tenham provocado aí em sites. Espero as perguntas de vocês para pra gente depois se encontrar de novo no episódio de perguntas e respostas. Muito obrigada, uma ótima semana e até a próxima, se Deus permitir.

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