Surgimento do Espiritismo no RS e o nascimento da Fergs | Na História da Fergs #01
Neste primeiro episódio do Podcast Na História da Fergs, voltamos no tempo para conhecer o surgimento do Espiritismo no Rio Grande do Sul e os caminhos que levaram à união dos espíritas no estado. A partir desse ideal de fraternidade e trabalho conjunto, nasce a Federação Espírita do Rio Grande do Sul (Fergs), fortalecendo o Movimento Espírita, promovendo a integração entre as instituições. Um convite para revisitar as origens, compreender o contexto histórico e valorizar o ideal que inspira, até hoje, a união e o trabalho dos espíritas gaúchos.
Olá, queridos amigos. Sejam todos muito bem-vindos ao podcast Na História da Fergs, um programa da Federação Espírita do Rio Grande do Sul que visa, nós queremos compartilhar com vocês histórias e memórias e momentos e fatos e documentos da Fundação da Fergs e da história do Espiritismo e do Movimento Espírita em Solo gaúcho. Vamos para estes programas, essa série de 10 programas, utilizar como base, como documento principal este livro aqui, Um século de luz, ã, Federação Espírita do Rio Grande do Sul, um século de luz que foi produzido por nós nessa eh para os 100 anos da nossa federativa. Eu me chamo Larissa Carvalho. Aqui ao lado estou com a Sabrina Caim. Somos colaboradoras da área de gestão e preservação da memória da Federação Espírita do Rio Grande do Sul. E hoje vamos dar início a esse programa pedindo para que vocês já curtam a nossa, o nosso site, a nossa o YouTube, compartilhem e podem e entregar lá no WhatsApp tudo que quiserem. Por favor, inscrevam-se no nosso canal. Todo mês vamos receber, a gente vai mandar para vocês o link, as notificações lá, né? Vocês recebem o link para esse novo programa. Então isso é muito legal para que a gente possa expandir esses conhecimentos de história, que além de ser gostoso, eh instrutivo, faz parte dessa história do movimento espírita aqui do nosso estado, hoje nós estamos recebendo um convidado especialíssimo para falar sobre o início do espiritismo, não é, Sabrina? >> Sim. E hoje nós recebemos João Alessandro Miller, escritor, palestrante, voluntário do movimento espírita, procurador do estado e pesquisador dedicado da história do Espiritismo no Rio Grande do Sul. João Alessandro, seja muito bem-vindo. É uma imensa alegria poder contar contigo hoje e escutar as tuas histórias do nosso movimento espírita. >> Olá, amigos e amigas. A satisfação, a alegria imensa é minha, essa oportunidade da gente primeiro estar na na companhia dos amigos, que é sempre algo extremamente gratificante, mas quando essa companhia eh é regada
amigas. A satisfação, a alegria imensa é minha, essa oportunidade da gente primeiro estar na na companhia dos amigos, que é sempre algo extremamente gratificante, mas quando essa companhia eh é regada por histórias antigas do nosso querido movimento espírita, do da nossa querida doutrina espírita, e se torna ainda mais especial. Então, é muito bom nós podermos aí remexer nos papéis velhos aí nas antigas histórias e tentar conversar aí do começo dessa grande história da qual de alguma maneira todos nós hoje em qualquer casa espírita do nosso estado fazemos parte. Isso mesmo, João. É muito, Todos nós somos Ferg, somos movimento espírita gaúcho. O João, gente, ele é o articulista do primeiro artigo do nosso livro Um Século de Luz, que fala justamente da fundação da FERGs e dessa história inicial do movimento espírita aqui no estado. João, como é que chega o espiritismo no Rio Grande do Sul? Quando é que começa essa história? Na verdade, eh, o interessante que essas descobertas dos primórdios do espiritismo no Rio Grande do Sul até são relativamente recentes. Eh, mas antes de tudo, acho que dois dois aspectos assim são bem importantes. Nós falarmos da história do movimento espírita no Rio Grande do Sul é, antes de tudo, a gente falar de pessoas, né? pessoas simples, pessoas com muito poucos recursos materiais, mas com uma convicção, uma crença, uma fé muito profundos, uma uma convicção espiritual extremamente enraizada. São pessoas que, né, nós nós vamos ver que é uma formação muito lenta, silenciosa, discreta, eh que nasce nos lares, pequenos grupos, vai enfrentar resistências. Existe um lento amadurecimento na esfera institucional, mas é um é um amadurecimento, é um processo, é um caminho lento, mas constante e sempre mais consolidado. Então nós chegarmos a Fergs de hoje, o movimento espírita gaúcho de hoje é uma história de em muitos de muito tempo, né, de de mais de 150 anos, de daqui a pouco nós, né, estamos aí com 170, 180 anos de história, né, e como a gente colocar um um momento
rita gaúcho de hoje é uma história de em muitos de muito tempo, né, de de mais de 150 anos, de daqui a pouco nós, né, estamos aí com 170, 180 anos de história, né, e como a gente colocar um um momento inicial, a gente não consegue fixar isso com certeza. As nossas pesquisas hoje talvez nos levem, se nós precisássemos dar, né, um ano, um momento, para o ano de 1865, quando chega na nossa na nossa terra gaúcha aqui, né, a a Amélia Harley, acompanhada do seu marido, Brito Antunes Macial, que retorna lá do Rio de Janeiro e chega na cidade de Pelotas. Rio Grande do Sul, Pelotas, então que era, digamos assim, a Paris, os Pampas, né? Uma das, talvez, vejam, não, não há casos, né? era das cidades na época mais civilizada, não no sentido de pejorativo, mas era onde, né, inclusive, né, até hoje sofre algum preconceito por conta disso, mas é onde haviam as pessoas ricas e dedicadas ao estudo, à meditação da filosofia, do estudo da literatura, do teatro, era talvez a nossa Assim como o espiritismo chega no Brasil pela Bahia, mas vai se consolidar na capital Rio de Janeiro, na capital, não só a capital do império, mas a capital cultural do Brasil, o Espiritismo vai chegar a a a Pelotas eh com esse casal que vem e traz consigo um exemplar de o livro dos espíritos. E isso é algo extremamente simbólico, né? Porque a a Amélia Harley ela vai se tornar aquela depois posteriormente a baronesa dos trêerros. Hoje tem pelotas, né, o solar da baronesa, todo um aspecto histórico, uma pessoa e um uma ela foi a uma personalidade histórica de de pelotas até hoje, né, a sua casa lá se encontra, >> o museu da isso, solar da Baronesa. E é algo muito simbólico isso. Por quê? Porque o espiritismo chega no Rio Grande do Sul, eh, em um lar, né, em uma casa. Ela, ele chega pela leitura, pelo estudo em um ambiente familiar e doméstico, como eram os grupos à época de Kardec. E nós vamos ver que entre 1865 até a FERG surgir lá no então, né, vamos dizer distante 1921, o estado do Rio Grande do Sul era um um
biente familiar e doméstico, como eram os grupos à época de Kardec. E nós vamos ver que entre 1865 até a FERG surgir lá no então, né, vamos dizer distante 1921, o estado do Rio Grande do Sul era um um uma região de fronteira onde era extremamente perigoso se viver. As dificuldades eram grandes, as distâncias eram vencidas a cavalo, mas era muito perigoso. Havia muitos, muitos, muitas guerras. havia malfeitores, você poderia ser atacado, ser roubado, ser morto de uma maneira sem grandes motivações. E esse processo, esse quadro político, esse esse esse quadro de, digamos assim, de falta de estrutura, de redes de transporte, de comunicação e mas também um clima político, né, dualizado, eh, entre, né, brancos e picapaus e colorados. E eh essa grenalização que sempre houve no nosso estado se tornava esse estado algo um lugar perigoso de se viver. E os as pessoas de e as pessoas de outros estados evitavam vir para cá. Então, surpreende que nesse ambiente de dificuldades há uma cidade eh onde a cultura já começa a florescer em suas primeiras luzes. E nessa cidade, em 1865, vejam só, Kardec estava escrevendo céu e inferno. Ainda em 1865. >> Então é é meio que é é praticamente simultâneo, né, com com a Europa, que a gente tenha conseguido colocar ali um uma primeira semente, uma primeira plantinha da doutrina espírita no Rio Grande do Sul. Então, realmente, se a gente for fixar uma, né, um primeiro solo, vamos dizer assim, onde a doutrina espírita vai germinar aqui no estado do Rio Grande do Sul, a gente pode dizer que é no lar desse casal, nosso lar da Baronesa, que existe até hoje lá em Pelotas. E já na sequência nós vamos ter outros, né, outros fatos ali por perto, né, ali 1868. 3 anos depois, a gente tem a notícia que até não muitas, não muitas décadas atrás era tido como marco inicial do espiritismo, que é a chegada de marinheiros espanhóis ao porto de Rio Grande, São José do Norte, ali, ã, espíritas, né, que chegam, né, enfim, todo todo o porto é um, né, um um encontro de culturas do mundo todo. E
ue é a chegada de marinheiros espanhóis ao porto de Rio Grande, São José do Norte, ali, ã, espíritas, né, que chegam, né, enfim, todo todo o porto é um, né, um um encontro de culturas do mundo todo. E esses marinheiros espanhóis eram espíritas. >> E nós sabemos que depois da França, a Espanha foi o o solo na Europa, onde o Espiritismo melhor se consolidou já na época de Kardec e depois que o Espiritismo arrefece na própria França, ele continua com um vigor extremo justamente no Brasil e na Espanha. Então, não é um acaso que esses marinheiros fossem espanhóis e fossem espíritas. E eles acabam ficando por aqui. Eh, tinham mediunidade de efeitos, né, né, realizam sessões em que ocorrem fenômenos físicos, eh se fala inclusive de materializações e principalmente atendimentos espirituais e de curas. E esse fato eh faz com que o espiritismo seja conhecido, vamos dizer assim, popularizado, talvez. >> Uhum. Porque o povo começa a falar de espiritismo, porque não é mais num ambiente familiar de uma casa, né, entre amigos, eh, entre conhecidos numa cidade, é, né, as pessoas ao redor, com suas limitações e suas dificuldades, passam a buscar esses esses marinheiros e se passa a conhecer os fatos espíritas, os as verdades espíritas. Então, e claro que como eles se tornaram relativamente famosos, relativamente conhecidos, é óbvio que muita resistência começa a ocorrer por parte de autoridades, principalmente autoridades religiosas e >> perseguições, >> perseguições religiosas. Exatamente. Eles são obrigados a sair dali buscando refúgio em outros lugares até que vão também acabar eh na na em pelotas ali, né? onde já onde a resistência existe, mas é bem menor. É uma cidade realmente que na época já era mais aberta, digamos assim, os conhecimentos, assim como no Rio, eh, as novidades de Paris chegavam rápido e eram acolhidas e abraçadas também em pelotas isso acontecia. Uhum. E então ali a resistência foi um pouco menor, mas a gente vê que, né, uma característica comum de de pessoas,
Paris chegavam rápido e eram acolhidas e abraçadas também em pelotas isso acontecia. Uhum. E então ali a resistência foi um pouco menor, mas a gente vê que, né, uma característica comum de de pessoas, grupos pequenos trabalhando, estudando e mesmo assim enfrentando resistência, alguma oposição e alguma eh eh alguma resistência, né? E João, só pra gente contextualizar um pouco, que eu acho importante eh falar que em Pelotas tinham as charqueadas que faziam o shark, as fazendas, e isso é que dava a principal riqueza pro Rio Grande do Sul. Então ali tinha vários fazendeiros que eram muito ricos. E a gente tá falando da baronesa, quando tu falastes de um barão, tinha uma certa proeminência na cidade e as reuniões eram eh em casa, né? Convidava os amigos ali, estudava, tinha que ter e saber ler. Eram pessoas que tinham essa cultura que tu dizes que vem desse dinheiro que que advém dessa produção do Shark. E Rio Grande é o porto que do Rio de Janeiro para ir para Uruguai e Argentina tinha que passar por lá, era o o outro lugar. Então tudo passa por ali, né? Esses esses marinheiros que tu tá dizendo, provavelmente vindo numa dessas ou até imigrantes mesmo, né? A gente não sabe, né, João? Porque nessa história a gente tem bastante história oral, n? um vai, um diz que aconteceu e aquilo fica gravado num periódico e assim a gente vai descobrindo um pouquinho, >> né? Eu acho, eu acho que se a gente continuarmos, enfim, e temos que continuar as nossas pesquisas, nós vamos descobrir talvez até alguma data anterior, alguém que tenha chegado antes, porque Rio Grande realmente o grande portão do estado. A gente vir pelo, né, pelo campo aberto, que hoje é varrido de estradas, rodovias, era coisa dos dos tropeiros que iam buscar gado, levar gado. Então, a própria imigração, posteriormente alemã, italiana, né? Ah, chegaram em São Leopoldo, chegaram em Porto Alegre, chegaram na serra, era impossível se chegar a Porto Alegre, a serra, São Leopoldo, sem entrar pro Rio Grande, subia a Lagoa dos Patos, chegava
? Ah, chegaram em São Leopoldo, chegaram em Porto Alegre, chegaram na serra, era impossível se chegar a Porto Alegre, a serra, São Leopoldo, sem entrar pro Rio Grande, subia a Lagoa dos Patos, chegava no Guaíba e no Guaíba pegava os outros rios. >> Sim. Então, o Rio Grande era a grande porta de entrada do do do de todos aqueles que não eram nativos daqui para o Rio Grande do Sul. Então, o próprio casal, esse retorna, né, do Rio de Janeiro pelo Porto, né, não há dúvidas aí que tenham chegado por ali e chegado a Rio Grande, né? E se nós avançarmos alguns anos, e parece pouca coisa, né, mas aí já 1883, são 15 anos, né, 16 anos, a gente vai ter uma notícia ainda bem vaga, né, da de uma existência existência de um grupo espírita regular em São José do Norte, ali perto também, né, eh, também pertinho de de Rio Grande, >> do ladinho. Então, eh, é um dado importante, assim, a gente não, né, talvez não tenha mais elementos, mas, eh, é um marco importante no sentido de que já não são mais apenas pessoas informalmente, mas a gente tem um tem um grupo com alguma organização, já é a primeira organização de quando a gente fala de movimento, a gente fala de instituições. né, de organizações. Então lá pegarmos mais uma data, então, né, 1883, nós temos esse primeiro grupo que tem uma, né, uma um é um grupo regular, tem alguma alguma organização, mas mais uns aninhos paraa frente, 1887, aí sim >> é fundada a Sociedade Espírita Rio Grandense, né? Aí sim, Rio Grande entra entra eh, né, se nós formos falar nos anaismais da do movimento espírita, é uma data a se considerar bem importante, porque é a primeira instituição espírita formal do Estado e o seu presidente é alguém que tem uma uma importância muito grande no movimento espírita gaúcho, mas também brasileiro, já não era um moço na época que é Israel Correa da Silva. Então, ele é o o o fundador, eh, um dos fundadores e primeiro presidente dessa primeira sociedade espírita que surge de maneira formal. Eh, e então é é uma coisa que a gente
é Israel Correa da Silva. Então, ele é o o o fundador, eh, um dos fundadores e primeiro presidente dessa primeira sociedade espírita que surge de maneira formal. Eh, e então é é uma coisa que a gente precisa ter eh bem presente e não esquecer que o Israel também viria a ser depois eh presidente da própria FERGs >> eh lá 40 anos depois, 30 e tantos anos depois, né? >> Então, eh, vejam que os elos de ligação, elo de ligação uma redundância, né? Mas eh os elos das histórias começam a se abraçar, né? As coisas começam a a se ligar. E vocês me interrompam, né? Eu vou, tô mais ou menos assim. Eh, >> interrompemos >> isso. Já ainda estamos no século XIX, né? 1800 e deixa eu ver aqui. 1894. >> Aham. >> 1898. Então, finalmente a nossa querida Porto Alegre aí, Sed da Fex vai entrar em cena, né? >> Temos aqui duas datas importantes. 13 de julho, fundada o Grupo Espírita Allan Kardec e em 16 de janeiro de 1898, esse grupo passa a se chamar com o nome que tem até hoje, né? Sociedade espírita Allan Kardec. >> Uhum. E >> em 98, >> 98 passa a ter o nome que tem hoje, né? 1898. Claro, vão surgindo outras eh sociedades espíritas na sequência também. Na em Rio Grande surge a a Allan Kardec 1900, deixa eu ver aqui, eu tenho a anotação 1901, né? Allan Kardec de Rio Grande. >> Uhum. >> E a Bezerra de Menezes também. Rio Grande. Eh, e em 1903 em Rio Grande também temos a Sociedade Espírita Cardecista. Essa também funcionamento até hoje. >> Até hoje no mesmo lugar. >> No mesmo lugar. 1903. 123 anos. Então, na época, né, é uma coisa que obviamente não não eh não agrega, enfim, não tem é apenas um interesse histórico, né? Mas havia assim uma uma não discussão, mas se dizia, não, a primeira sociedade espírita foi a Allan Kardec Porto Alegre, não foi pendengaista. A cardecista, na verdade, ela surge depois da Allan Kardec, mas ela é união de duas instituições espíritas anteriores. E aí é uma coisa que cada um tem o seu entendimento. Será que é a continuação da anterior? Bom, então ela é mais antiga.
ois da Allan Kardec, mas ela é união de duas instituições espíritas anteriores. E aí é uma coisa que cada um tem o seu entendimento. Será que é a continuação da anterior? Bom, então ela é mais antiga. >> Uhum. >> Ela é uma nova sociedade. Bom, então ela não é a mais antiga. Então o Allan Kardec é mais antigo que a que a Cardecista, né? >> Sim. >> Mas enfim, isso são apenas curiosidades históricas, né? O importante é que essas instituições aí estão em pleno trabalho, né, virtuoso de de mais de um século. Aí >> eu acho que é Rio Grande. Eu sou de lá, eu fico com [risadas] o Rio Grande >> como >> cardecista mais antiga, já que eu sou de lá. [risadas] >> Ah, pois é. Quem de Porto Alegre já vai defender que se ach Mas enfim, não é? Nós eh >> Rio Grande do Sul dividido, enfim, mas não, brincadeiras [risadas] à parte. O que, né, o que a gente tem que ter claro é que a partir do final do século XIX, então, e é um assim cronologicamente vai ser meio que paralelo com a própria história do espiritismo no mundo e no Brasil. >> Uhum. >> E o início do século XX a gente vai ter um movimento espírita já com alguma estrutura. com algumas instituições funcionando de maneira bem sólida e que lentamente começa a conversarem essas instituições entre si e buscando se auxiliarem mutuamente e pensando, certamente, já tendo as suas primeiras ideias de de se unirem, né? Aí nós vamos ter aí, né? A partir daí é uma constante, né? A gente nem vale a pena referir. São várias as instituições espíritas que vão sendo formadas a partir do começo do século XX. E e aí eu acho que aí eu não sei, fico por vocês, mas aí eu acho que aí surge a figura, a gente já pode, né, colocar o nosso aguarô em cena, né, porque eu acho que é o seria o passo natural o seguinte aí, né, temos, né, várias instituições espíritas um pelo estado, claro, não são dezenas de instituições espíritas, mas eh são várias, são importantes. E o próprio cenário da capital, nós vamos ter além da Allan Kardec, vai ter Dias da Cruz, enfim, várias instituições ali que são
dezenas de instituições espíritas, mas eh são várias, são importantes. E o próprio cenário da capital, nós vamos ter além da Allan Kardec, vai ter Dias da Cruz, enfim, várias instituições ali que são sólidas, sofrem resistência, sim, mas tem portas abertas ao público, com público frequentador e trabalhadores de uma maneira constante e organizada. Então, se nós, digamos, vamos querer ver um outro fato histórico, eu acho que são as primeiras eh as primeiras conversas mais concretas sobre a necessidade de se ter uma federação, de se ter uma união maior. E aí surge, me parece, a questão de, né, a gente pode trazer aqui a cena, a questão do relaguarô. >> Aham. Sabe que >> eu fico por vocês, não sei se a gente ficou alguma ponta aberta até aqui, né? >> Ah, se ficou a gente depois ata. Vamos atando, né? Eu tava conversando com a Sabrina aqui nos bastidores, João, e ela tava perguntando algo mais ou menos nesse sentido, nessa >> exatamente sobre as reuniões, né, que deram início. Então, >> isso, >> então após essas fundações dessas casas espíritas, né, João Alessandro, que começaram a surgir, né, em várias cidades aí do interior, aqui em Porto Alegre, vieram esses imigrantes, Aguarô e outros, né, que vieram se somar o movimento espírita. eles se juntaram e como é que foi como é que foi essa organização deles, assim, como é que foi essas reuniões que eles tiveram para ter eh a ideia da fundação da FERGs, de uma unificação do movimento espírita, um órgão assim que que coordenasse e que aglutinasse assim, que orientasse esse movimento espírita que tava disperso e que a comunicação, o transporte, tudo era tão difícil naquela época. Mas a gente olhando hoje parece que não, porque eles eram tão corajosos e tão afincos no seu no seu propósito, né, que eles conseguiram faz fazer tudo isso. Então, gostaria que tu falasse um pouquinho dessas reuniões nesse período de fundação das casas espíritas, essas primeiras dia da Cruz, Allan Kardec, aqui até combinar ali com a fundação da federação.
Então, gostaria que tu falasse um pouquinho dessas reuniões nesse período de fundação das casas espíritas, essas primeiras dia da Cruz, Allan Kardec, aqui até combinar ali com a fundação da federação. Eh, a gente tem que ter presente que, eh, vamos, acho que quando a gente fala de unificação de de primeiros passos da FERS, embora isso tenha uma participação de todas as de, né, as casas espíritas de outras cidades do estado, mas eu acho que essas conversas mesmo elas vão começar mais em Porto Alegre mesmo. Porque é uma cidade que tem vários, claro, outras cidades também tinha mais de um grupo, como o próprio exemplo de Rio Grande, Pelotas, mas nós vamos imaginar, vamos pegar, por exemplo, Porto Alegre, isso acontecia também em outras cidades que haviam mais grupos espíritas. As lideranças eram amigas entre si, elas tinham uma amizade muito grande. Eventualmente, né, o o um um né, um um presidente ou uma liderança de uma casa, visitava a outra, ia fazer um trabalho lá ã dentro e fora das casas espíritas. Eram eram amigos que, que que conversavam, trocavam ideias das dificuldades, se auxiliavam. Então, eu acho que naturalmente já se fazia um trabalho de auxílio mútuo e de colaboração entre as casas. As casas eram muito amigas e já existia um clima de união e unificação. Não, não se tem pelo menos notícia diferente do que eventualmente tem acontecido em algum outro lugar de que houvessem discensões mais profundas aqui no Rio Grande do Sul. Porto Alegre. né, para usar o Mário Quintana, que dizia, né, que Porto Alegre já foi uma pequena eh uma grande cidade pequena, não, uma pequena cidade grande, que agora era uma grande cidade pequena, né? Não, acho que era uma grande cidade pequena. Porto Alegre era muito muito pequena, né? Não, eh, nós vamos ter aí, né, no final do século eh XIX ali, a construção da da da Santa Casa, que hoje é um miolo do centro, era fora da cidade a Santa Casa. >> Verdade. É, a gente não tem ideia, né? >> É, mas como é que foram fazer um hospital lá em cima do morro, longe da
a da da Santa Casa, que hoje é um miolo do centro, era fora da cidade a Santa Casa. >> Verdade. É, a gente não tem ideia, né? >> É, mas como é que foram fazer um hospital lá em cima do morro, longe da cidade, difícil de chegar. Então, as casas eram próximas, as pessoas eram conhecidas, a troca de experiências era constante. Então, porque eu falei antes do do Aguarô, eu acho que ele, talvez o Israel também tivesse essa ideia, mas o Aguarô era quem tinha. E ele chega, né, aí a a Porto Alegre. A Guarô era um espanhol. Angel Guaron, um espanhol que eh muito atuante no movimento espírita tanto espanhol, depois ele veio para para Argentina, Uruguai, Paraguai, ficou alguns anos em cada um desses países fundando grupos espíritas, eh, escrevendo artigos, eh, criando órgãos de imprensa espírit espírita, escrevendo para órgãos de imprensa não espírita. E conforme ele ia indo para os outros países, ele seguia colaborando com esses outros órgãos de imprensa que ele tinha fundado, que ele já colaborava desde então, seguia trocando cartas com essas com esses grupos. era um unificador nato e assim como ele tinha tido participação direta na criação da Federação Espírita Espanhola, ele chega, né, resolve se estabelecer em em Porto Alegre eh em 1915. Eh, e ele começa a fazer, né, começa a chegar na América do Sul pela primeira vez, 10 anos atrás, 1905. Mas em 1915, esse esse espírito de luz aí que que tinha mantinha contato com lideranças espíritas de vários outros países, que tinha tido uma vivência na vida dele mesmo, eh, com sindicatos, com defesa de, né, dos trabalhadores ali numa, digamos assim, numa revolução industrial tardia que acontecia em Barcelona, >> onde onde as pessoas seguiam sendo muito exploradas, inclusive ele sendo um trabalhador, alguém preocupado com a questão de educação dos mais pobres e de dar uma educação leiga para esses mais pobres, ele ele vai chegar a Porto Alegre, 1915 eh com todo esse conhecimento da necessidade que aqueles grupos, por mais que eles estivessem tranquilos,
es e de dar uma educação leiga para esses mais pobres, ele ele vai chegar a Porto Alegre, 1915 eh com todo esse conhecimento da necessidade que aqueles grupos, por mais que eles estivessem tranquilos, estivessem estáveis, estivessem se falando, mas eles precisavam ter uma organização, uma instituição que os unisse formalmente. E isso vai, né, né? E e outra coisa, a partir de 1915, quando a Guarô chega aqui, ã, se liga ao movimento espírita local, vai fundar aí a Sociedade Espírita Paz e Amor, ã, vai conversar com todas essas lideranças, vai ajudar com todas a todas com todas essas pessoas. E em 1916 já vai dirigir ao a Eternidade, né, o órgão de divulgação ali do do do Dias da Cruz. Ele continua fazendo aquilo que ele fazia nos outros países e era alguém que tinha uma relação próxima com a Federação Espírita Brasileira. >> Uhum. E então nós vamos entender que que existe já a Federação Espírita Brasileira desde 1883, >> que é quando surge lá o primeiro grupo lá, né, em São José do Norte, coincidentemente o mesmo ano de fundação da da Federação Espírita Brasileira. >> Pois é. e ele mantém relações com as eh lideranças da Federação Espírita Brasileira e participa da da federação, das reuniões do Conselho Federativo, né, do dos do Conselho da FEB e era, digamos assim, tido como o gaúcho, era alguém do Rio Grande do Sul, era ele informalmente era, né, acabou sendo uma espécie de ponte na pessoa dele. eh, da Federação Espírita Brasileira e o e o e os Espíritas Gaúchos. E eu não duvido que ele tenha ou sido convidado a isso, né? Não, não vamos, não sei se vamos um dia descobrir ou tenha chamado assim a sua tarefa de de fazer, enfim, de trazer eh o o a a federação, de termos uma federação aqui, porque já havia federação em praticamente todos os estados do Brasil, inclusive no Amazonas e outros rincões mais distantes e não tínhamos uma federação no Rio Grande do Sul, >> né? Talvez não ficou registrado >> a conversa entre o presidente da FEB da época e o Aguarrô, ó, escuta, chama lá o
outros rincões mais distantes e não tínhamos uma federação no Rio Grande do Sul, >> né? Talvez não ficou registrado >> a conversa entre o presidente da FEB da época e o Aguarrô, ó, escuta, chama lá o pessoal e junta, né? forma uma uma instituição. é o que a gente vê assim, vê e de uma certa maneira a gente depreende de uma maneira muito indireta, né, dos artigos e enfim, é que certamente nessas conversas entre os as lideranças espíritas das casas espíritas do Rio Grande do Sul, A Guarô e mais alguns companheiros foram trazendo a ideia da necessidade de se unirem eh e para criarem uma federação, mas como não havia grandes disensões, o movimento era estruturado, se ajudavam, >> era mais ou menos como o Bezerra dizia, né? Era algo que como é que é que era importante, mas que não era urgente, né? Então a coisa foi muito devagar >> até chegar a 1921, a coisa estava amadurecida, né? Era uma questão de amadurecer as ideias e certamente >> 21. >> Oi. >> Que que acontece em 21, João? >> Pois é, em 21 nasce a nossa a nossa querida nossa querida Fergs, né? Nós vamos ter assim uma uma consolidação maior, eu acho que até a partir no no ano anterior, em 1920, porque a gente, né, no livro de atas aí que foi descoberto, enfim, há reuniões já realizadas a partir de 31 de outubro de 1920. E e essas reuniões, então, formalmente, embora eu achei entre 15, principalmente 16, né, quando aguarou então já dirigindo a eternidade, né, um órgão de imprensa bem importante, de imprensa imprensa espírita bem importante, não só em Porto Alegre, como no estado. Essas ideias vão sendo fomentadas, mas formalmente tendo como objeto específico de uma reunião formalizada em ata, tendo por objeto específico a criação de uma federação a partir de 31 de outubro de 1920. E e aí já são reuniões eh de trabalho, né, no sentido de que eu acho que já estava definido entre eles a criação da federação e passam a criar grupos de trabalho para registrar minutas, né, para construir minutas de estatuto, de formatos
, né, no sentido de que eu acho que já estava definido entre eles a criação da federação e passam a criar grupos de trabalho para registrar minutas, né, para construir minutas de estatuto, de formatos e e tudo mais, né? Então esse livro de atas aí foi baixado bem por acaso, né? Décadas depois. Então o historiador espírita gaúcho, ele luta com dificuldades. Então muito disso a gente vai preenchendo com com suposições nossas dentro do provável. Mas veja só, outubro de 20 a fevereiro de 21 são menos de 6 meses. Uhum. >> E, né, temos aí o primeiro congresso espírita, que é onde a Ferg vai surgir, 15, 16, 17 de fevereiro de 21, Sociedade Espírita Allan Kardec, que essa série de reuniões vai se chamar, né, Primeiro Congresso Espírito do Rio Grande do Sul. Essas reuniões aí nesses três dias são discutidos nos estatutos, eh feitas eventuais emendas, eh diretrizes aí são definidas, consolida ali o formato, né, eh, estrutura da da federação. Então vejam que isso é muito rico, porque não não é a única, mas a nossa federação se diferencia por ter surgido em um congresso. >> Uhum. >> Né? a partir de uma discussão coletiva de várias instituições e diferente. Não que isso seja errado, porque é é uma é uma é uma a história se fez assim, né? Mas muitas federações foram, na verdade casas espíritas grandes >> Uhum. que se tornaram federação posteriormente. Federações nasceram dentro de casas espíritas. De uma certa maneira, na prática, na na as reuniões eram sempre na Allan Kardec, as reuniões prévias a à federação e posteriormente a Federação Espírita devidamente fundada, ela passou a ser uma salinha do Allan Kardec. Então, mas assim, >> não era uma instituição, então não tinha um pré formal. Sim, formalmente e a nossa federação não é uma casa espírita grande que se transforma em federação, como acontece acontece em muitos outros estados, mas sim uma federação que surge a partir de um processo de construção coletiva e deliberada de pessoas e de grupos espíritas. é uma unanimidade entre as casas, entre os grupos
m muitos outros estados, mas sim uma federação que surge a partir de um processo de construção coletiva e deliberada de pessoas e de grupos espíritas. é uma unanimidade entre as casas, entre os grupos existentes, oente um uma grande uma grande um festa, né, espiritual. E então nesse processo lá começado em outubro de 20, consolidado aí então em fevereiro de 21, a gente vai ter a fundação da Federação Espírita do do Estado do Rio Grande do Sul, né? Depois o estado é retirado, então era FE Ergs na época, depois tira o estado, fica só a Federação Espírita do Rio Grande do Sul. E o primeiro presidente é o Hernani. Hernani Mel, né? >> Mel é Nel. >> Hernani Carlos Falcão. Mel, né? Eh, e poxa vida, pô. Poxa, criaram a federação, né? Tá uma federação gigante lá no centro de Porto Alegre. tem longo trabalho ainda para chegar lá, né? >> Tudo é muito vagaroso nessa história. E então a federação foi criada, um um grande objetivo foi atingido, mas a partir de agora a federação precisava ser realmente construída. E por muitos anos, eh, a federação era uma sala pequena na no Allan Kardec, uma salinha pequena que tinha uma mesinha e quatro cadeiras. Eh, em que nos sábados à tarde normalmente o pessoal se reunia, o presidente, uma, duas outras pessoas e a luta era: "Precisamos ter a nossa sede, >> a casa de espírita gaúcho." Verdade. >> Claramente se dá conta de imediato de que a sede seria o próximo, a grande meta que a federação precisaria alcançar, porque a sede lhe daria visibilidade, lhe daria um ponto concreto para onde as pessoas poderiam se dirigir. Estou indo na federação. e, né, chamavam a casa do espírita gaúcho, principalmente Spinelli vai usar essa expressão ã muitas, né, muitas não, mas décadas depois, aí nós estamos falando já de anos 40, anos 50, uma casa onde os espíritas que chegassem aí essas de viagens difíceis do interior para chegarem na capital, >> não tinha avião, né, João? >> Não tinha avião, não tinha estrada. quase não tinha ônibus. E seria um lugar, inclusive, né, sonhado em que os
e viagens difíceis do interior para chegarem na capital, >> não tinha avião, né, João? >> Não tinha avião, não tinha estrada. quase não tinha ônibus. E seria um lugar, inclusive, né, sonhado em que os espíritas pudessem pernoitar sem precisar de hotel, fossem acolhidos, recebidos aí como as casas do caminho aí, né, do do cristianismo primitivo. E e era uma necessidade realmente da época de quem chegava no interior. muito difícil você encontrar a hospedagem e tudo mais, mas sobretudo um lugar que acolhesse os espíritas gaúchos de qualquer parte que viessem, onde eles pudessem se reunir, trazer suas dificuldades e serem acolhidos, encaminhados e estudarem juntos, enfim. Então esse passa a ser o grande, né, a grande meta que viria a se concretizar só algumas décadas depois com a sede mesmo, >> a nossa sede >> na na André da Rocha, né? Bem aqui, inclusive, claro, isso isso provavelmente vocês vão abordar em algum outro episódio, mas é dá um pouco de conta, né, do que do que é a dificuldades materiais da própria federação. E quando Espinelli chega da serra para Porto Alegre e tem uma casa ali na Avaí, pertinho de onde hoje >> uma quadra da antor. >> Avaí ali foi cortada posteriormente pela criação da da avenida ali, mas era uma rua mais comprida ali. Espinelli tinha uma casa e aí ele botou, recebeu a Fergs, uma casa maior, gerinada e ele usou a Fergs. Então o seu grande patrimônio era o número de telefone, que é o famoso era era o 493, que depois virou 1493, depois sei lá 324, 1493. Foi um telefone histórico que daí o Spinielli, que era advogado, chega a Porto Alegre e ele eh oferece a sua casa pra federação se instalar enquanto a sede mesmo é construída depois na André da Rocha. Ehã e o e divide o telefone da federação com o escritório dele. E então pra gente ver como as limitações são grandes, né? grandes. E esses primeiros pioneiros, esses essas personalidades como são importantes. Tu falou bastante do Aguarô, muitos de nós não conhecemos, não conhecíamos e olha, é uma pessoa que transformou o
grandes. E esses primeiros pioneiros, esses essas personalidades como são importantes. Tu falou bastante do Aguarô, muitos de nós não conhecemos, não conhecíamos e olha, é uma pessoa que transformou o movimento, ou melhor, auxiliou na unificação, né? auxilihou nessa liga entre os espíritas gaúcho. João, nós estamos chegando ao final do nosso programa, mas a gente ainda tem muito papo. >> Sim, é verdade. Muitas coisas. Foi muito bom te ouvir, foi muito bom conhecer essas histórias, >> mas a gente queria saber mais ainda, né? >> Queremos saber mais. Te convidamos para fazer um próximo programa só sobre esses nomes, João. Pode ser. >> Com certeza. Estamos, estamos à disposição. Vamos fazer >> ótimo. Ótimo. Eu quero te agradecer muito, muito mesmo. É muito importante e ter a tua história, o o a tua pesquisa e o teu interesse também. Também queremos saber mais um pouquinho sobre isso. >> Isso. Como surgiu o teu interesse pela pesquisa histórica no Rio Bris outro programa para ver isso. E para vocês, caros amigos, a gente pede novamente. Então, gostou do programa, tem muito mais história pra gente contar. Se inscreva no canal, compartilhe, dê lá o seu like e é muito importante que a gente possa divulgar essas histórias e memórias do nosso movimento e da nossa FERG. João, Sabrina, muito obrigada por esse programa, enriqueceu muito tanto nós, a nossa mente, quanto os corações e que a gente possa então retornar. Então já tá convidado, João, já tá confirmado para um próximo programa. Muito obrigada, João. >> Estamos sempre à disposição e mais uma vez foi um prazer imenso ter estado com vocês e recordando essas histórias aí que são tão caras para a gente certamente muita coisa aí ficou de lado, nomes, pessoas, instituições, mas podemos retomar de uma maneira mais aprofundada em um outro momento. >> Isso aí. Obrigada, Sabrina. Muito obrigada pela parceria. que agradeço. Muito obrigada e até o próximo episódio. Até o próximo.
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