Sexta-Feira Literária | Crescendo com você | com Cezar Braga Said

FergsPlay - Canal da Federação Espírita do RS 25/10/2025 (há 5 meses) 39:24 525 visualizações 86 curtidas

Todos desejamos crescer, ampliar nossos horizontes, conhecer pessoas, lugares e, sobretudo, a nós mesmos. Esse crescer suave ,sem pressa, sem peso, sem culpa ou cobranças é a proposta de cada capítulo da obra Crescendo com você, de Cezar Braga Said, livro tema da Sexta-Feira Literária de outubro. O bate-papo literário com o autor será transmitido no dia 24 de outubro, sexta-feira, às 22h. Acompanhe pela FergsPlay, pelo Facebook da Fergs e pela Fergs Rádio, que pode ser acessada em www.radio.fergs.org.br ou pelo aplicativo gratuito disponível na Apple Store e na Play Store. #SextaLiterária #LivroEspírita #FergsEditora

Transcrição

Todos nós buscamos crescer, ampliar horizontes, conhecer pessoas, lugares e a nós mesmos. O livro Crescendo com você de César Braga Said convida para essa jornada de crescimento de forma leve, sem pressa, sem peso e sem culpa. Conheça mensagens que inspiram reflexões, despertam mudanças e motivam a viver o que realmente importa, reunidas em uma edição de bolso feita para acompanhar você no dia a dia, crescendo com você de César Braga Saí. É um novo lançamento da Fergs Editora, já disponível nas principais livrarias espíritas do Brasil. >> Olá, estamos aqui para mais uma sexta-feira literária, um programa da Federação Espírita do Rio Grande do Sul. E hoje num momento muito especial, porque estamos diretamente dos estúdios do 13º Congresso Espírito do Rio Grande do Sul, com a presença dos queridos amigos Cleto, nosso autor também, ele é da área do estudo, né? E o nosso convidado muito especial, César Saí, também nosso autor de várias obras. E vamos falar de crescendo com você, né? Mas tem o esperançar, né? Qual é o nosso livrinho infantil? As Viagens de B >> e a bailarina. >> E a bailarina. Exatamente. Então, eh, são dessas obras desse autor, mas nós vamos conversar então com Crescendo com você e é muito bom te receber aqui nesse momento nessas terras gaúchas. E nós temos um combinado, lembra? que quando nós nos víssemos pessoalmente ia ter um chimarrão. Verdade. >> Como promessa é dívida pessoal, aqui tá o chimarrão. Vou passar assim com todo o amor dessa cidade, desse estado pro nosso convidado César Saídes. >> Maravilha. É uma alegria estar aqui com vocês e obrigado por essa oportunidade de contato, de convivência e também de podermos conversar sobre livros, que é uma coisa que eh é do nosso interesse comum, né? >> Ligados >> isso, >> pelo livro. >> Muito bem, estou à disposição de vocês. >> Então, Clet, vamos. >> É uma dúvida, o chimarrão eu tomo agora ou tomo depois? >> Pode tomar, não tem problema. >> Posso tomar agora? >> Pode tomar. Vamos ver o que que ele acha.

sposição de vocês. >> Então, Clet, vamos. >> É uma dúvida, o chimarrão eu tomo agora ou tomo depois? >> Pode tomar, não tem problema. >> Posso tomar agora? >> Pode tomar. Vamos ver o que que ele acha. Gostoso. É um é uma erva mate. É isso. >> Exatamente. >> Gostoso. Como eu tomo café sem açúcar, não estou achando amargo. Vou tomar mais um. Mais uma vez. >> Isso. Pode tomar toda a toda a cuia. >> Muito bom. >> Muito bom. Vai nos inspirar. Tá certo. >> Bastante estimulante. >> Uhum. Certo. Então, uma alegria estarmos aqui, como César disse, falar de livros que talvez a gente ainda não sabe dimensionar a importância do livro paraa nossa vida, não só no sentido de de da questão intelectual, do conhecimento, mas também o aspecto terapêutico da leitura, que isso é fundamental a gente pensar, né? que a gente possa ter um bom diálogo e refletir bastante sobre, né, sobre esse os textos que estão aqui também, mas sobre essa essa questão da da leitura, né, aqueles que não que ainda não tm o hábito da leitura, que possam >> refletir um pouquinho melhor, pensar mais e compreender essa essa importância, né, usufruir disso, né, dali aquilo que a leitura propicia para todos nós. Então, muito bom, muito bom estar aqui. Obrigado pelo convite, pela oportunidade. >> Então vamos lá. >> Primeira contigo, >> certo? Nós nós estão pegando aqui o livro, né? Meu dizer que que é uma uma leitura muito muito boa, muito agradável, né? Isso e que >> mas não não deixa de perder a sua profundidade, né? Então nos propicia muitas reflexões e cada texto ele inicia que tem uma frase inspiradora também, né? e também tem alguns textos e outros autores, né? Então nós gostaríamos que falasse um pouco sobre isso, como foi essa construção, a ideia de de colocar, de iniciar com essa frase inspiradora, com esses textos aqui que enriquecem muito a leitura, ampliam as nossas reflexões. >> Eu agradeço a pergunta, Cleto, porque ela já vai nos permitindo conversar um pouco sobre o trabalho, né? Mas volto ainda na na sua colocação do aspecto

muito a leitura, ampliam as nossas reflexões. >> Eu agradeço a pergunta, Cleto, porque ela já vai nos permitindo conversar um pouco sobre o trabalho, né? Mas volto ainda na na sua colocação do aspecto terapêutico da leitura. E hoje, num mundo em que as redes sociais, os algoritmos dominam e manipulam consciências, eh, a gente poder parar ou para retomar ou para iniciar ou mesmo prosseguir com o hábito da leitura é algo essencial, eu diria, pra nossa paz interior, porque é um é um outro ritmo, não tem aquela aceleração das redes sociais. E o livro continua sendo esse amigo especial, esse amigo íntimo que a gente não deve, em hipótese alguma, desprezar. Seja esse livro um romance, seja um livro de pequenas páginas, seja uma obra mais densa para consulta, a própria codificação espírita. Então, hoje os médicos eh afirmam de forma categórica eh que a leitura melhora inclusive a nossa imunidade, >> obviamente dependendo do gênero, do conteúdo, dos autores. Então, a Ferges ter esse trabalho contínuo de publicar pro público adulto, pro público juvenil, para o público infantil, sempre selecionando as boas obras, isso é maravilhoso, porque mensalmente eh a editora tá lançando obras no mercado editorial, seja para o clube do livro, >> seja para os espíritas e não espíritas. Esse livro em particular, ele é uma reedição de uma coleção de livros que foram lançados pelo Centro Espírita Leon Deni lá no Rio de Janeiro. O Centro Espírita Leondeni dispunha editora e de uma gráfica e muitas vezes tive a oportunidade de ver os livros nascendo meu e de outros autores, o cheiro da tinta, da prensa, porque o presidente ele era um visionário, mas a gráfica lá acabou, a editora também. E a gente conversando com Roseni e com a livraria da Fergs, editora, eh resolvemos mandar um desses livros que foi avaliado com todo o critério eh de seleção que a equipe eh comandada pela Roseni possui e resolveram então republicar essa obra repaginando-a, reconfigurando-a. Então eu digo que foi uma adoção

ue foi avaliado com todo o critério eh de seleção que a equipe eh comandada pela Roseni possui e resolveram então republicar essa obra repaginando-a, reconfigurando-a. Então eu digo que foi uma adoção literária e que livros também reencarnam, Cleto. >> Muito bom. >> Então esse livro reencarnou. >> Muito bom. >> Essas epígrafes que tem aí já foi uma seleção da equipe comandada por Roseni. Nós tínhamos outras epígrafes e e Roseni concluiu com o grupo que era melhor trazer uma seleção de autores espíritas, encarnados e desencarnados. Então o livro ficou com uma cara mais espírita ainda, né? O que me deixou muito contente, porque atende o público em geral e ao público espírita em particular. >> Mas isso que o César tá falando, quando nós conversamos, ele diz assim para mim: "Ah, eu tenho um uns filhos órfãos". >> Foi? >> E eu disse: "Não, então a gente vai dar um jeito, não vão ser mais órfãos, já vamos dar uma uma família, né?" É, >> e agora faz parte da grande família Ferg >> e ficou muito bonito pela capinha dura. É uma obra que pode ser dada para não espíritas, pode ser utilizada no Evangelho no Lar, é uma leitura também acessível pelo próprio vocabulário para jovens, né? >> Isso. Ele até saiu no clube do livro para jovens. >> Ah, que bom, Zeni. Que bom. >> Também é muito bom. Ele pode ser utilizado também para um momento de aquele momento que introduz a nossa a nossa preça, harmonização, né, pela manhã. >> Os grupos de estudos, né, a gente vai iniciar um grupo de estudos, por exemplo, a gente lê lê uma mensagem, né, já introduz o >> o tema. >> Ele ele não tem as mensagens curtas do esperançar, que o esperançar são mensagens compactadas em quatro parágrafos. Todas as mensagens do Esperançar tem esse formato, quatro parágrafos. E tem um detalhe, esse e os outros livros que a gente espera que a Fergs avaliando sejam publicados, Cleto e Roseni, porque são mensagens eh que foram escritas, tem essa particularidade que eu vou revelar aqui para pessoas em momento de crise.

ue a gente espera que a Fergs avaliando sejam publicados, Cleto e Roseni, porque são mensagens eh que foram escritas, tem essa particularidade que eu vou revelar aqui para pessoas em momento de crise. Todas essas mensagens eu escrevia e dava para alguém que estava passando por alguma dificuldade. Então o livro tem essa peculiaridade. >> Então vamos mais adiante um pouquinho. Nesse livro, como já falaste, tem muitas mensagens assim inspiradoras, mas tem aquela partezinha que tu falas da prosperidade, só que é da prosperidade de uma outra maneira. É daquela prosperidade não material, é a prosperidade espiritual. nos fale um pouquinho sobre isso, >> porque a prosperidade material todos nós conhecemos. Pode ser que muitos de nós não sejamos prósperos materialmente porque não acumulamos bens, não não investimos no mercado financeiro. Mas essa prosperidade espiritual, eh, lincando com o início da nossa conversa, Roseni, toda leitura amplia vocabulário, conhecimentos, dilata esse mundo de informações. Eh, isso já é um indicador de prosperidade espiritual, né? a gente poder raciocinar com mais criatividade, com mais lógica, fazer analogias, eh, desenvolve o senso crítico. Esse é um indicador de prosperidade espiritual. Prosperidade espiritual também é ampliar o número de amigos. Quanto mais a gente exercita a fraternidade, a empatia, distribuindo sorriso e se interessando de forma construtiva pela vida dos que nos cercam, esse também é um indicador de prosperidade espiritual. O Chico Xavier eh tem uma frase, pelo menos é atribuída a ele, quando ele diz assim: "Que rico é quem tem mais amor no coração das pessoas". Então, se eu sinto que sou uma pessoa amada, eh, não incensada, não posta num num andor de de procissão, né, num altar, mas se eu sinto que quando eu chego as pessoas se sentem felizes, alegres, eh, abraços são trocados, esse é o indicador também da minha riqueza espiritual. E o texto tenta sinalizar algo nessa direção, né? Exat. >> No mundo corporativo, nós chamaríamos

ntem felizes, alegres, eh, abraços são trocados, esse é o indicador também da minha riqueza espiritual. E o texto tenta sinalizar algo nessa direção, né? Exat. >> No mundo corporativo, nós chamaríamos isso de uma rede de relacionamentos, né? >> E a luz do espiritismo, a gente vai pensar que isso se amplia, né? Para além do mundo físico, né? E veja como essas >> essas essa construção dos laços, né? Ele ele vai muito muito além daquilo que a gente pensa. >> É. É. Tem uma outra frase também eh do Chico atribuída a ele que diz mais ou menos assim, Clet, que mede-se e o tamanho ou a importância de alguém no mundo espiritual eh pela intensidade, pela largueza dos serviços que esse alguém presta ao semelhante, né? Então, o campo da caridade, o campo do amor ao próximo, dos serviços voluntários, ele também amplia a nossa prosperidade espiritual. Então, a gente vai vendo que nós temos vários ângulos para encarar eh e focar esse tema, né? sabe, eh, sobre a prosperidade, nós nesse espaço de convivência tão lindo que é o congresso, nós estamos então todos prósperos espiritualmente. Esse é o momento, porque estar com amigos, abraços, beijos, frases carinhosas e então esse é o momento, o espaço ideal para tudo isso, né? >> Com certeza. Um outro indicador rapidamente que eu acho importante citar, pessoas que meditam, que ampliam a serenidade, o silêncio interior, a capacidade contemplativa, tudo isso resulta em ganhos paraa imunidade, em abertura para aprender, em criação de espaços internos. E aí a gente lembra até de um livro publicado pela editora da Fergice, Marina Medita. >> Marina Medita. infantil. Fantástico. Também >> muito bom. Dentro dessa dessa ideia, né, das relações também, eh, o livro fala muito sobre crescimento e educação de si mesmo, né? Então, tem um capítulo que trata sobre isso, né? Mas pensar assim, como que isso se constrói dentro da coletividade, por que a gente depende tanto do outro, né, para essa construção, né? E aí, ampliando um pouco a questão, se tu me permitir, a questão

s pensar assim, como que isso se constrói dentro da coletividade, por que a gente depende tanto do outro, né, para essa construção, né? E aí, ampliando um pouco a questão, se tu me permitir, a questão da diversidade, né? como que a gente pode transitar nisso e transformar isso num num processo de crescimento e de aprendizado? >> Eh, Cleto, eu penso que a a autossuficiência ela é uma ilusão, uma ilusão do nosso orgulho, da nossa eh falsa análise do processo evolutivo. Todos nós precisamos e muito uns dos outros. Um exemplo básico, nós não construímos esses microfones pelos quais nós falamos. Eu não teci, não fabriquei a roupa que nesse momento eu uso. Nós não poderíamos prescindir desses técnicos que se encontram aqui por detrás das câmeras nos auxiliando com som, com imagem, com todos esses recursos. Então a gente eh percebe que até pra gente ler, por mais independente que tenha sido o nosso processo de alfabetização, nós contamos com professora, com professor que foi nos pegando pelas mãos e e nos apresentando o alfabeto, as sílabas, os sons. Então, há uma interdependência e o meio social nos possibilita isso. E cada um empresta o outro, doa pro outro algo que o outro não tem. E, e mais ainda, eh, tem coisas que eu sei, você não sabe, coisas que você sabe e eu não sei, mas tem coisas que nós só vamos aprender e saber juntos, de mãos dadas, administrando as diferenças, convivendo com a diversidade. E o desses textos fala sobre isso e a proposta da obra em si caminha nessa direção. A gente precisa dessa diversidade, né? A gente não tem no universo duas estrelas iguais, duas pedras iguais, duas flores iguais. >> E que bom que é assim, sen não teria sentido, não teria graça a vida, né? >> Exato. >> E não teria o aprendizado também. >> É, é verdade, né? Vocês são do Rio Grande do Sul, todos dois? >> Isso. Sou da capital das missões. Santo >> Santo e você? >> Eu de Canoas. >> Canoas. E eu sou de Londrina, no Paraná, né? Eh, e às vezes dentro de um centro espírita a gente tem gente até de outros

>> Isso. Sou da capital das missões. Santo >> Santo e você? >> Eu de Canoas. >> Canoas. E eu sou de Londrina, no Paraná, né? Eh, e às vezes dentro de um centro espírita a gente tem gente até de outros países. >> Verdade. >> E que coisa linda a gente crescer com essas diferenças. É sempre um desafio, né, Clet? >> Porque normalmente a gente quer transformar o diferente num igual, né? >> E se a gente ampliar um pouco as nossas observações, nossas reflexões, a gente vai pensar que nem da terra somos. >> Pois é. É >> porque estabelecer diferenças, né, por questões regionais, né? Isso é uma é uma uma incongruência muito grande. >> É o que deveria por si só nos fazer rever os nossos conceitos de pertencimento, né? >> Ou a os preconceitos que a gente cria para se segregar, para criar algum tipo de de hierarquia, de estratificação, né? Então, vamos falar um pouquinho sobre um tema que tem nesse teu livro, que é a saudade. >> Uhum. pensando já nessa impermanência da imortalidade, imortalidade que é o tema do nosso congresso, vida futura, falando de saudade de um ente querido que parte e como que a doutrina espírita vai nos auxiliar nesse nosso luto, digamos assim, né, material? Porque a gente sabe que o espírito continua nas suas moradas, mas nos nos diga alguma coisa, quem sabe nesse momento alguma pessoa possa estar passando por uma situação, né? >> Uhum. >> E o que que esse livro nos fala sobre essa saudade? Eu me lembro de uma frase que está num dos livros de Raul Teixeira pelo espírito Camilo, quando ele diz que saudade é uma desnutrição espiritual, porque a gente tá sentindo falta do fluido. >> Uhum. >> Daquela pessoa que conviveu quando encarnada conosco. Então a saudade é uma espécie de de desnutrição, né? Mas como a doutrina espírita é uma doutrina imortalista e que nos fala sobre a sobrevivência do espírito após a morte do corpo físico, certamente a gente tem inúmeros momentos para eh compensar essa desnutrição. Nós podemos ir à vida espiritual e rever os entes queridos. Eles podem vir ao

cia do espírito após a morte do corpo físico, certamente a gente tem inúmeros momentos para eh compensar essa desnutrição. Nós podemos ir à vida espiritual e rever os entes queridos. Eles podem vir ao nosso encontro e nos abraçar e nos envolver nesse fluido, nesse carinho, nesse afeto. Então eu penso que saudade é a manifestação de um afeto legítimo, de uma falta, de uma vontade de estar perto, de alguma construção que momentaneamente foi interrompida, mas que que prossegue à luz desse conceito de mortalidade. Então eu diria para essa pessoa que vive um luto que todos nós, se não passamos, passaremos um dia por isso, que isso é parte deste mundo de impermanência, mas que a morte ela é apenas uma vírgula. Ela não é um ponto final. E a vírgula sempre indica num texto continuidade. O ponto final é a conclusão da obra do texto. Então, morte é um até breve e não um adeus. E o livro tenta a sua maneira, a seu modo, como tantas outras obras fantásticas da nossa literatura, sinalizar algo nesse sentido. >> E que bom que nós sentimos saudade, >> né? Porque é um é um indicativo, um bom indicativo. Imagina se a gente não sentisse, né? Porque a saudade também tem a ver com a nossa necessidade de valorizar o outro, né? Valorizar a presença, né? Que >> que bom quando a gente está sentindo saudade e saudade a gente só tem saudade do que foi bom, >> né? Foi um momento bom, uma pessoa bacana, situação que te lembro, lembra coisas boas. É saudade. >> É saudade, não. E a gente também acho que vez por outra deveria parar para pensar que quem partiu também sente saudade de nós, né? Porque a gente só pensa na nossa saudade, na falta que nós sentimos, que é legítima. Mas o outro do lado de lá também tá sentindo a nossa falta. Eh, por melhores que tenham sido ou estejam sendo os seus reencontros >> com aqueles que os precederam, >> né? Então é, é uma via de mão dupla a saudade >> também fica enlutado, >> também fica >> também fica e que talvez a a perda pensando no aspecto material dele seja

>> com aqueles que os precederam, >> né? Então é, é uma via de mão dupla a saudade >> também fica enlutado, >> também fica >> também fica e que talvez a a perda pensando no aspecto material dele seja muito maior, né? Porque ele deixou tudo aqui desse mundo, né? Deixou tudo. >> Tudo. >> Exatamente, né? E o luto tem suas fases, a fase da negação, a fase da depressão. Não que todos venham a passar por essas fases bem delimitadinhas, né? E a última das fases é a aceitação. >> É, >> não resta dúvida de que a gente tem que caminhar para isso, né? E de vez em quando estamos também sujeitos a recaídas, aquele choro mais doído, né? pela falta, uma foto que a gente encontra, >> uma data. >> Uma data, Roselinha. É verdade. >> As datas elas pegam, né? >> É. >> É, >> mas isso faz parte do nosso crescimento, né? >> Faz parte do nosso, por isso o título do livro, crescendo com você. >> Muito bom. >> Tem um capítulo, capítulo 22, que tem como título Ainda há tempo. Uhum. >> E aí inicia a frase inspiradora: "Nunca é tarde para ser feliz", né? Como que a gente poderia pensar sobre isso, né? quem está talvez vivendo um momento de crise, de dificuldade, de como atitudes práticas, né, que pode pode ajudar para recomeçar a vida e refazer seu destino, crescendo com as dificuldades, com os obstáculos, né, e pensando também no futuro, porque a gente fica às vezes fica muito parado, estacionado n até de certa forma acomodado naquilo que a gente já sabe, aquilo que a gente já construiu, né? >> Sim. Sempre há tempo, né, Cleto? Sempre há tempo, porque a própria noção de tempo, ela é muito relativa às nossas convenções, né, sociais. Eu lembro de uma de uma citação de Joana de Angeles, que quero crer que baseada em a gênese de Kardec, quando ela diz que o tempo é a medida relativa das coisas transitórias. Então nós medimos o tempo de acordo com, né, a rotação e a translação aqui da da Terra com o Sol. O tempo num outro planeta é medido, né, com outras grandezas, de outras formas. Então, nós sempre teremos tempo. Tempo para pedir

e acordo com, né, a rotação e a translação aqui da da Terra com o Sol. O tempo num outro planeta é medido, né, com outras grandezas, de outras formas. Então, nós sempre teremos tempo. Tempo para pedir perdão ou para perdoar. Tempo para dizer uma palavra amiga, afetuosa. Tempo para ouvir o outro. tempo para recomeçar, reunir o os escombros, o caos que se instalou na nossa vida amorosa, familiar e usar esse esse material todo pra gente se reerguer, né? Eh, esse olhar para o presente, Cleto, ele é ele é fundamental porque a única coisa que nós temos no momento é o presente, né? O passado já passou para ser redundante e o futuro é uma possibilidade à luz do espiritismo, concreta, certa, mas o que nós temos de fato é o dia de hoje. E o dia de hoje é um grande presente de Deus para nós. Mas o que nós fazemos desse grande presente é o nosso presente para ele. Então, que a gente não lamente tanto o passado. Porque se eu fosse espírita na minha juventude se tornou quando tinha que se tornar. Ah, mas se eu tivesse dito isso para fulano, diga ainda agora, porque fulano mesmo na vida espiritual vai captar, vai receber isso, né? E não ficarmos fixados muito no amanhã, como uma senhora que uma vez eu ouvindo, ela disse assim: "Ah, eu não vejo a hora de desencarnar". Eu falei: "Mas por que que a senhora tá tão apressada assim? que eu quero andar no aeróbos em nosso lar. Eu falei, meu Deus, ela já sabe que vai para nosso lar e já tá com o ticket do aeróbus. Então tem algumas ilusões ainda queilárias que a gente constrói, né, fruto da nossa ingenuidade. >> Ainda ainda bem que a gente não lembra, não sabe para onde a gente vai, né? Não, eu imagina a nossa nosso foco lá no futuro, pensando >> pensando no retorno, esqueceria o >> o mundo presente aqui. >> É incongruente, né, Clet? Se a gente ainda tá aqui, por que que a gente tem Exato. Que que tem que se fixar para onde vai, >> né? >> É uma uma outra questão também que eu gostaria que pudesse comentar conosco também. Nós somos espíritos imortais,

aqui, por que que a gente tem Exato. Que que tem que se fixar para onde vai, >> né? >> É uma uma outra questão também que eu gostaria que pudesse comentar conosco também. Nós somos espíritos imortais, né? E nesses momentos de fragilidade, né, que a gente se sente frágil e às vezes não sabe, acredita que não vai dar conta, né? Como a gente pode reverter isso, né? Considerando que nós já vivemos antes, nós, a nossa estada aqui, ela foi planejada, nós nos preparamos muito, né? Como fazer pra gente conseguir acreditar mais em si, nas nossas forças, né? Aí a gente se lembra de um outro livro magnífico da nossa literatura. É um livro denso, mas tem partes assim bem suaves, bem palatáveis, que é o livro do Leão Deni, O problema do Ser, do destino e da dor. Lá na parte terceira, quando ele fala das potências da alma e da importância da vontade como uma alavanca poderosa para grandes realizações, a gente se subestima muito. Quando a gente não se superestima demais, se achando, né, melhor do que a maioria das criaturas, a gente vai para outro extremo e se desqualifica, se inferioriza. O ideal é o caminho do meio, como dizem os budistas, né? E como a doutrina também reforça para nós, que é um caminho de equilíbrio, que esses momentos de achar que eu sou melhor sejam apenas momentos fugazes e me achar também inferior sejam também momentos passageiros, efêmeros. Todos nós podemos realizar grandes coisas. é que a gente olha muito para fora. E Ung tem uma frase que ilustra muito bem isso. Quem olha para fora sonha, quem olha para dentro acorda, desperta. Então, a doutrina nos convida, esta obra também nos convida, crescendo com você, a olharmos para dentro e nos desvendarmos e percebermos esse reino divino que Jesus alude em tantas passagens da sua vida, que é um reino interno. Então, a gente se acha pobre porque a gente olha para fora e faz comparações. Se olhássemos um pouquinho mais para dentro, pelas vias da meditação, pela leitura dos bons livros, por ouvir boas palestras, por conversar com

a pobre porque a gente olha para fora e faz comparações. Se olhássemos um pouquinho mais para dentro, pelas vias da meditação, pela leitura dos bons livros, por ouvir boas palestras, por conversar com amigos, por fazer uma boa terapia, a gente perceberia, né, Roseni e Cleto, eh, o quanto somos ricos. Voltamos ao tema da prosperidade, isso, >> né? E nós já estamos nos encaminhando paraa última pergunta, pro finalzinho desse nosso programa. E eu te pergunto, diz no livro, ele nos diz, tu nos fala que existe um que não existe um lugar perfeito. >> Uhum. >> Mas que nós podemos construir espaços >> para que a gente possa viver melhor. >> Uhum. fala um pouquinho para nós sobre isso, >> tá? Eh, voltando, fazendo um link com a colocação do Cleto sobre eh o quanto a gente é interpessoal e o quanto a gente depende um do outro. Eh, na medida em que vocês vão fazendo as perguntas, e quero crer que quando vocês estão também na condição de entrevistados, o mesmo ocorra, vão vindo obras na cabeça, vão vindo lembranças. E eu tô me recordando de um livro de Joana de Angeles, recebido pelo Divaldo, que gosto muito, intitulado Filhos de Deus. E ela abre o livro Filhos de Deus falando eh que todos nós temos um recanto seguro para falar ou escutar a Deus. E nesse recanto existe a policromia de uma pintura, existe uma canção, existe um córrego, existe um amanhecer risonho, uma noite estrelada. Então, todos nós temos um lugar perfeito dentro de nós, que pode ter relação com a nossa infância, com uma viagem especial que fizemos, com o abraço do pai, da mãe, o elogio de uma professora ou de um professor, uma festa de aniversário, um momento mágico. Então eu penso que a gente pode e deve nesses momentos de crise, Roseni e Cleto, acessar o nosso refúgio interno e nele nós somos suficientes. Nele não existem cobranças. Neles, nele a gente relaxa, a gente não se compara, não se inferioriza, não se coloca numa condição maior do que ninguém. E podemos ter na nossa casa física cantinhos. Ah, essa é a cadeira que eu

ças. Neles, nele a gente relaxa, a gente não se compara, não se inferioriza, não se coloca numa condição maior do que ninguém. E podemos ter na nossa casa física cantinhos. Ah, essa é a cadeira que eu gosto de sentar. Essa é a minha rede. Aqui é onde eu tomo o meu chimarrão com muito prazer. Pode ser um lugarzinho no litoral, pode ser na serra, pode ser um espaço na casa de uma pessoa muito querida que quando a gente tá lá nós, a gente se despe das nossas máscaras, a gente se permite pensar em voz alta porque é um amigo ou amiga que não nos julga, eh, com a há uma troca legítima, né, genuína. Então, temos recantos seguros, temos lugares perfeitos dentro de nós e também de forma externa, >> lugares que nos marcam profundamente o coração. >> Ah, que lindo, gente. >> É, vamos criar mais esses espaços, né? >> E eu já pensei embaixo de um pé de pitangueiro, por exemplo, nós temos bastante. É, >> tu gosta de pitanga? Isso >> é >> então ou uma uma árvore frutífera também, uma uma >> uma árvore, uma planta com flor, né? Quanto isso enriquece, né? >> Então veja que a gente pode mesmo mesmo o caos instalado fora de nós, né? A gente pode criar um espaço seguro. Veja que é uma questão de construção mental, >> po fazer esse lugar perfeito. >> É, dizem que o oceano é assim, né? Às vezes ele tá muito agitado, né? na parte mais visível, mas que lá nas profundezas ele é sempre tranquilo, ele é sempre sereno. Não sei se é verdade, né? >> É >> perguntar para um oceanógrafo. >> Exato. Olha que sexta-feira literária. >> Ah, que bom. >> Mas nós vamos ter que encerrar, >> tá? >> É, eu sei que o pessoal a gente vai terminar com aquele gostinho de quero mais, né? com certeza será convidado para outras cestas literárias porque já exatamente. >> E então nós vamos encerrando. Passo pro Cleto para dar as suas considerações finais, depois para o nosso amigo César. >> Tá bom. Dizer que foi uma alegria esse essa essa conversa muito construtiva, né? E fazer um convite para aqueles que ainda não leram o livro, né? de ler essa

inais, depois para o nosso amigo César. >> Tá bom. Dizer que foi uma alegria esse essa essa conversa muito construtiva, né? E fazer um convite para aqueles que ainda não leram o livro, né? de ler essa excelente obra que pode ser usada em vários momentos, né? E e aqueles que não têm o hábito da leitura também, que comece, né? Começa uma uma página por dia, uma frase que seja, iniciar o nosso dia com uma leitura de um texto, uma mensagem, ele vai fazer toda a diferença na nossa vida que e a gente sugere então que faça um teste drive, que comece uma semana e experimente os resultados. Foi muito bom estar aqui. Muito obrigado pela oportunidade. >> Eu também agradeço a oportunidade desse papo tão descontraído e ao mesmo tempo construtivo com vocês dois. Já estive em outros momentos da sexta-feira literária, estarei sempre que que convidado. E fica também o convite, é, reforçando que Clet disse muito bem, que a gente não abandone a literatura espírita, que sejamos leitores de livros em geral, mas se somos espíritas, que prestigiemos a boa literatura espírita, porque ela abre portas, janelas, espaços para que a gente veja o mundo sob outros prismas, sob outros ângulos e a gente só tem a ganhar com a boa leitura. Muito obrigado pelo espaço, pela oportunidade. >> Muito obrigada também pela presença, por esse essa sexta, como eu já falei, tão especial e convido a todos os nossos amigos para que possam estar presente na nossa próxima sexta-feira literária do mês de novembro. Um grande abraço a todos e fiquem com Deus. Adormecer para despertar a certeza de que a vida vai continuar me entender como imortal. Educar o coração de forma natural. O amor ensina que as dores são pequenos instantes em meio à imensidão da existência infinita, vida nova, transformação, justiça divina. É que afinal esse não é o fim imortal. É o que vive dentro de mim. Um amor e explosão já não posso reprimir. Sou super nova que insiste em evoluir, adormecer para despertar a certeza de que a vida vai continuar.

l esse não é o fim imortal. É o que vive dentro de mim. Um amor e explosão já não posso reprimir. Sou super nova que insiste em evoluir, adormecer para despertar a certeza de que a vida vai continuar. me entender como imortal, educar o coração de forma natural. A dor ensina humildade para servir. Fraternidade no futuro a construir. Como estrela que ilumina o porv. Vejo renovação e um novo começo que inicia no partir. Que afinal esse não é o fim. Imortal é o que vive dentro de mim. O amor e explosão já não posso reprimir. Sou super nova que insiste em evoluir. É que afinal esse não é o fim. Imortal é o que vive dentro de mim. Amor e explosão já não posso reprimir. Super nova que insiste em evoluir.

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