Espiritualidade e saúde integral: um olhar desde a vida futura | Cezar Braga Said | 13º Congresso RS
Cezar Braga Said (RJ) trouxe uma reflexão profunda e necessária sobre a relação entre espiritualidade e saúde integral, sob a luz da vida futura, no 13º Congresso Espírita do RS Cezar explicou que saúde integral não é apenas a ausência de doenças, mas um estado de bem-estar completo — físico, mental, social, econômico e espiritual. Cuidar do corpo, manter relações saudáveis, buscar equilíbrio financeiro e cultivar a paz interior são atitudes diárias que constroem esse estado de plenitude. A espiritualidade, segundo ele, é um dos pilares dessa conquista. Ela nos oferece um caminho para a cura interior, ajuda a desenvolver a serenidade e a desacelerar o pensamento, tão impactado pela vida moderna. Práticas como a meditação e o autoconhecimento permitem reencontrar o “reino interno”, restaurando o equilíbrio emocional e energético. O expositor destacou também que a saúde depende de múltiplos fatores — desde alimentação e moradia até as relações interpessoais e o contexto socioeconômico. Alertou para o excesso de tecnologia, que, quando mal administrado, pode gerar desequilíbrio e adoecimento. Por isso, defendeu uma visão ampliada e integrativa da saúde, que veja o ser humano em sua totalidade. Inspirado em autores como André Luiz, Emmanuel, Manoel Philomeno de Miranda, Régis de Morais, Joanna de Ângelis e Kardec, entre outros, Cezar lembrou que não podemos negar a vida material em favor apenas da espiritual. “Deus pulsa em nossas veias e permanece vivo em nossos corações”, disse. A verdadeira espiritualidade é vivida aqui e agora, nas escolhas, nos sentimentos e na forma como cuidamos uns dos outros. Cezar Braga Said é professor, psicólogo clínico, escritor e expositor espírita, mestre em Educação e colaborador do Grupo de Estudos Espíritas Francisco de Assis (GEEFA), de Nova Iguaçu (RJ). #doutrinaespirita #espiritismo #allankardec
Sou um homem de 1,80 m, branco, magro, pele clara, cabelos pretos e já grrisalhos, olhos claros. Uso um casaco preto e uma blusa azul por baixo, como disse o capitão Rodrigo na obra de Érico Veríssimo, O Tempo e o Vento, gosto muito das gentes deste povo. >> Agradeço a Fergs o convite de novamente vir aqui ao Rio Grande do Sul estar com vocês. Agradeço a livraria e editora da FERGs que nos permite a publicação de algumas obras para a divulgação do pensamento espírita. E quero de início passar para vocês um vídeo de 2 minutos da instituição onde Mourjo, para que vocês conheçam um pouco, um pouco melhor, um pouco mais de onde eu venho e do trabalho que realizamos lá na Baixada Fluminense, no município de Japeri, um dos municípios que no Rio de Janeiro tem o menor IDH. índice de desenvolvimento humano e possivelmente no Brasil para que vocês conheçam. E acredito que eu vá me emocionar durante a minha fala. Nosso amigo José Raul Teixeira diz que o guia dele sempre recomendou que ele não chorasse em público, mas os meus guias reencarnaram várias vezes em Portugal, foram mulheres e foram carpideiras. Então a emoção chegará. Mas vamos de início ao vídeo que apresenta a nossa instituição. Por favor, >> se você quiser, juntos podemos transformar o mundo. Essa é a Escola Espírita Joana de Angeles em Japeri. 240 alunos em período integral, entram bem cedinho e saem só no final da tarde. Milhares de crianças e famílias já foram beneficiadas pelo ensino forte e ambiente saudável da Escola Espírita Joana de Angeles. Lá se ensina fraternidade e muito amor. Não formamos apenas alunos. São cidadãos espirituais que aprendem a fraternidade cristã para desenvolver não apenas o social e material, mas absorvendo os conceitos de amor pro caráter sentimental e espiritual. E é nessa cozinha afetiva que são produzidas mais de 700 refeições por dia, incluindo café da manhã, almoço e lanche da tarde. Alimentação de qualidade para apoiar esses organismos aí que precisam estar dispostos para absorver tudo de bom que a escola
e 700 refeições por dia, incluindo café da manhã, almoço e lanche da tarde. Alimentação de qualidade para apoiar esses organismos aí que precisam estar dispostos para absorver tudo de bom que a escola oferece. Mas todo esse carinho e fofura precisam de você. Quem sabe você se torna um voluntário ou um apoiador financeiro. Sem a sua ajuda, a gente não consegue seguir. Só de alimentação são 16.000 refeições por mês, além de salários, manutenção, material. Além do conteúdo educacional com professores dedicados e preparados, temos ainda artesanato, sala de costura com máquinas, sala de música com os instrumentos completos para teoria e prática, apoio psicológico pros alunos, pros familiares, educação física, esportes, enfim, toda a estrutura para manter eles num espaço especializado, repleto de amor. Todo mundo sonha com mundo melhor, mas só sonhar adianta. Sonho que se sonha junto vira a realidade. A gente quer crescer, ampliar, continuar tocando a trajetória de tantos corações. Você pode ajudar como padrinho ou como voluntário. A gente te chama, mas Jesus te convida. Vamos. >> Vamos lá, então. O nosso tema, espiritualidade e saúde, um olhar desde a vida futura. De início, nós precisamos, de uma forma bastante didática, irmos definindo as palavras, definindo os termos para que a gente crie um lugar comum de entendimento, de compreensão em torno do tema que nos foi proposto para essa tarde nesse congresso que nos congraça, que nos envolve em vibrações de amizade, de carinho, de ternura e de muita reflexão em torno do conteúdo espírita. Então, nós temos de início esta frase que aqueles que leram a obra a nosso lar certamente já se depararam com ela no seu prefácio. Em nosso campo doutrinário, precisamos, em verdade, do espiritismo e do espiritualismo, mas muito mais de espiritualidade. Espíritas somos todos nós. Talvez tenhamos aqui também simpatizantes do espiritismo, tenhamos profites de outras religiões e todos são, foram e sempre serão muito bem-vindos. Porque nós espíritas não
Espíritas somos todos nós. Talvez tenhamos aqui também simpatizantes do espiritismo, tenhamos profites de outras religiões e todos são, foram e sempre serão muito bem-vindos. Porque nós espíritas não discriminamos. Pelo menos a doutrina nos ensina a não discriminar, a não ter nenhum tipo de preconceito. Mas como disse a nossa querida Sandra ontem, certamente nós os possuímos e procuramos nos despir desses preconceitos na medida em que vamos reconhecendo a incoerência de mantê-los, sobretudo por tudo que o Espiritismo nos ensina e nos toca o coração. O espiritismo é a doutrina que trata da natureza, origem e destino dos espíritos. Assim como da relação deles com o mundo corporal, nos ensinou Allan Kardec na obra publicada no ano de 1859, o que é o espiritismo. Mas encontramos o mesmo codificador na introdução do livro dos espíritos, que normalmente muitos pulamos logo pra pergunta número um. Nós encontramos lá o codificador distinguindo o que é o espiritualismo e o que é o espiritismo e nos apresentando também uma conceituação sobre o termo alma, nos falando sobre a importância do estudo da doutrina com regularidade, com continuidade, com recolhimento. E já aprendemos que as bases do espiritualismo repousam na ideia de Deus, na ideia da imortalidade da alma e da possibilidade desta alma se comunicar conosco no espiritualismo em geral. No espiritismo não é uma possibilidade, é um fato objetivo e concreto que os espíritos desencarnados se comunicam conosco, interagem conosco e muitas vezes nos dirigem muito mais do que possamos imaginar, como está na questão 459 do livro dos espíritos. Mas o que seria espiritualidade? Porque Emanuel, no prefácio da obra Nosso Lar, a primeira da série de livros que André Luiz ditaria por intermédio da sua psicografia, vem encarecer a importância da espiritualidade. Vamos então ao significado do termo a um dos possíveis significados. Espiritualidade é uma busca interior relacionada à conexão com algo maior, a paz interior, ao sentido da vida com ou
piritualidade. Vamos então ao significado do termo a um dos possíveis significados. Espiritualidade é uma busca interior relacionada à conexão com algo maior, a paz interior, ao sentido da vida com ou sem religião. pode ser vivida através da meditação, do silêncio, do contato com a natureza, do autoconhecimento ou de atitudes compassivas. é uma experiência individual, íntima e subjetiva. para Emanuel ter encarecido a importância da espiritualidade, é porque ele nos faz um convite para irmos além do rótulo, além do conceito, além dos fenômenos, porque já aprendemos que os fenômenos mediúnicos são meios para se comprovar a imortalidade, a sobrevivência da alma. São meios utilizados pelos bons espíritos para nos alertar, para nos confortar, para nos instruir, mas são meios. E às vezes transformamos os fenômenos, enfim, transformamos o conhecimento espírita em fim, quando são ferramentas para a nossa autoiluminação, como disse a querida Sandra, para a nossa autoeducação, para o nosso autoconhecimento, para o nosso autoamor. Espiritualidade é um convite a irmos além do rótulo. Religião é uma forma de crer. Espiritualidade é uma forma de ser. Podemos encontrar ateus e esses ateus serem profundamente espiritualizados. Tem dificuldade com o conceito de Deus, com os atributos de Deus. Possivelmente são almas que em vidas passadas ou mesmo na atual existência podem ter tido algum problema com religiosos, com religiões. Podem ter sido perseguidos pela Inquisição e tiveram seus bens sequestrados, seus familiares torturados. Podem ser almas perseguidas pelas cruzadas, foram alvo de preconceitos e carregam essas questões na relação direta com Deus nesse patamar. Lembrando que Niet, o filósofo, o filólogo alemão, escreve uma obra a esse respeito intitulada Assim falou ou em algumas traduções, Assim falava Zaratustra e o personagem principal declara que Deus morreu. Esse Deus antropomórfico, sim, mas esse Deus amor, misericórdia, esse Deus páter mater, esse Deus que transcende as formas
es, Assim falava Zaratustra e o personagem principal declara que Deus morreu. Esse Deus antropomórfico, sim, mas esse Deus amor, misericórdia, esse Deus páter mater, esse Deus que transcende as formas que existe em nosso deror e pulsa nas nossas entranhas, no pulsar das nossas veias, nas batidas do nosso coração. Esse não. permanece vivo, carecendo ser descoberto, conhecido, esperando que com ele estabeleçamos uma relação íntima, amorosa, exatamente como a proposta da espiritualidade, como a proposta da meditação já trazida por Jazon de Camargo no livro Educação dos Sentimentos, trazida por Carlos Torres, Pastor, nessa obra em permanência e imortalidade, trazido por André Luiz, pelo espírito Hilário, pelo espírito Aulos na obra específica sobre mediunidade, trazido por Manuel Filomeno de Miranda em consciência e mediunidade, obra da série de obras do projeto dos amigos da mansão do caminho, trazida por Leon em o problema do ser, do destino e da dor, em o grande enigma, no invisível, quando recomenda essa quietude como uma forma formidável de nos ajudar a abrir os nossos canais para o contato com o mundo maior. Isso tem a ver com espiritualidade. Mas o que é o espiritual? A coisa espiritual. Normalmente temos por hábito colocar o espiritual como o antagônico ao material, como se essas duas dimensões não se completassem, não se harmonizassem. E defendendo esta oposição, muitas vezes corremos o risco de negar a vida terrestre como se ela fosse uma mera passagem, como se ela não tivesse importância e supervalorizássemos apenas a vida espiritual. Como uma senhora me disse uma vez, eu não vejo a hora de desencarnar. Eu como assim? Eu não vejo a hora de desencarnar porque eu estou doida para andar de aeróbos em nosso lar. Ela já sabia que ia para nosso lar e já tinha adquirido o ticket para pegar o aeróbus. Vejam vocês, espiritual não é algo que se opõe ao material, como nos diz o professor aposentado da Unicamp, Réges de Morais, nessa obra formidável Espiritualidade e Educação.
ket para pegar o aeróbus. Vejam vocês, espiritual não é algo que se opõe ao material, como nos diz o professor aposentado da Unicamp, Réges de Morais, nessa obra formidável Espiritualidade e Educação. lá ele pergunta o que é espiritual e faz uma releitura, dando-nos um sentido mais amplo para essa palavra e afirmando que espiritual é a cesta de alimentos que trazemos para os nossos familiares. Espiritual é a panela e o bendito fogo. O tricotar ou limpar do nosso espaço cotidiano é o trabalho e o salário, a preocupação de escolher candidatos visando ao bem da comunidade e do país. espiritual é eu entender que o outro tem o direito de pensar diferente de mim, de votar diferente de mim, de torcer por um time diferente do meu, de ter uma forma de expressar a sua religiosidade diferente da minha. É eu entender que ele constrói seu raciocínio e seu saber por caminhos distintos daquele pelo qual eu tenho construído o meu conhecimento e continuarmos amigos, porque a nossa amizade precisa pairar acima dos rótulos. E se ela for verdadeira, ela sempre pairará. Mas se ela for frágil, eu continuarei amando apenas quem reza pela minha cartilha. Daí aquela mensagem linda do espírito Emanuel, a cortina do eu, quando ele diz que nós amamos nas pessoas um prolongamento de nós mesmos, porque basta elas discordarem de nós, construírem um raciocínio distinto daquele que exposamos, que a nossa afeição começa a arrefecer, o nosso carinho começa a diminuir. E o benfeitor conclui dizendo que no fundo nós não amamos o outro, nós amamos um prolongamento de nós que se reflete no outro. Então seria um retorno ao mito de Narciso. Eu amo o meu próprio reflexo no outro. Tive um amigo no curso de psicologia lá no Rio de Janeiro e esse amigo era pastor da Igreja Batista, tinha um programa numa rádio evangélica. Esse amigo, o pastor Davi, Davi Baeta, já desencarnado, estava completando 25 anos, jubileu de prata, e me convidou para ir à sua igreja, no bairro de Moça Bonita, no Rio de Janeiro, zona oeste,
lica. Esse amigo, o pastor Davi, Davi Baeta, já desencarnado, estava completando 25 anos, jubileu de prata, e me convidou para ir à sua igreja, no bairro de Moça Bonita, no Rio de Janeiro, zona oeste, onde fica o campo do Bangu, o Clube Bangu, lá no subúrbio. E eu fui, cheguei um pouco atrasado, me encostei numa pilastra muito discreto e lá na frente, com muita eloquência, discursava o pastor Davi, o meu amigo Davi. Num determinado momento, ele me localiza e havia pastores do Brasil inteiro, porque ele era professor de seminário teológico lá no bairro da Tijuca, no Rio de Janeiro. e foram para prestigiar o professor Davi. encostado na pilastra, ele me chama e eu então vou me esgueirando entre o povo, chego próximo ao púlpito, ele desce do púlpito, me enlaça com um dos seus braços, com o outro o microfone na mão e diz assim: "Esse é o nosso irmão César, de quem tantas vezes eu falei com vocês. Não sei se ele falou bem ou se ele pediu pra igreja rezar para que o Satanás me deixasse. Mas os nossos diálogos eram sempre muito amistosos. E me disse assim para minha surpresa: "César, você gostaria de se dirigir aos nossos irmãos da Igreja Batista?" E eu pensei, será que se um pastor da igreja batista chegasse num centro espírita, nós franquearíamos? de uma forma tão confiante a palavra. E eu disse: "Sim, quero dizer algo, Davi." Peguei no microfone, continuamos abraçados e eu disse assim: "Meus irmãos, permitam-me chamá-los. Irmãos e irmãs, vocês são privilegiados." Fez-se um silêncio. Vocês são privilegiados porque vocês têm na figura do pastor Davi, o meu amigo Davi Baeta, um homem que não ama apenas o semelhante, ele ama também os diferentes. Então, Davi, você personifica aquilo que Jesus disse acerca dos seus discípulos, que eles seriam conhecidos por muitos se amarem. Obrigado pelo seu amor como pastor da Igreja Batista a um profitente do Espiritismo, alguém que segue as lições codificadas por Allan Kardec. E nos abraçamos e eu nunca ganhei tanta Bíblia na minha vida.
igado pelo seu amor como pastor da Igreja Batista a um profitente do Espiritismo, alguém que segue as lições codificadas por Allan Kardec. E nos abraçamos e eu nunca ganhei tanta Bíblia na minha vida. tive que distribuir. E mal sabia ele que eu também falava dele nas minhas palestras. Então é espiritual o sexo que não se perde em desvarios e exageros cheios de grosseria. O real interesse pelo nosso semelhante e a disposição alegre à solidariedade, a nossa busca de intercâmbio com os planos mais elevados da espiritualidade à nossa comunhão com Deus. A vida terrestre precisa ser de forma regrada, com discernimento, sorvida. Porque se nós não precisássemos da vida terrestre, nós não estaríamos aqui reencarnados. Nós estaríamos na erraticidade, aprendendo nas colônias espirituais ou rezando para alguém nos tirar do umbral. Então, se estamos aqui, precisamos valorizar essa passagem, valorizar esse corpo físico, cuidando o bem dele. Quem não se recorda de Francisco de Assis, o jograu de Deus, o pobrezinho, quando nos fala no cântico do irmão sol ou cântico das criaturas, ele nos faz lembrar do quanto precisamos louvar as coisas da natureza. E Francisco fala do irmão sol, fala do vento, fala do ar, fala das nuvens, fala da chuva e vai concluindo o seu cântico de louvor ou o cântico das criaturas falando da irmã morte, morte corporal. Ao contrário dos religiosos do seu tempo, que viviam enclausurados, Francisco divulgava alegria, o diálogo, a festa e a caridade. Não viveu na clausura, no claustro. Francisco buscou viver a religião do seu tempo ancorada no cristianismo primitivo, na essência do evangelho. Por isso cantava, dançava. Precisamos buscar mais esse sentido do que é espiritual na vida de Francisco de Assis. Os que tivemos a oportunidade de conviver um pouquinho mais de perto com Divaldo Franco, sabemos o quanto ele era alegre. Não era uma alegria apenas nas palestras, nos chistes, nas anedotas, para descontrair e entreter. Na intimidade era uma figura alegre. Chico
perto com Divaldo Franco, sabemos o quanto ele era alegre. Não era uma alegria apenas nas palestras, nos chistes, nas anedotas, para descontrair e entreter. Na intimidade era uma figura alegre. Chico Xavier Iden. Me lembro de uma palestra de Divaldo em que se referindo à alegria, a espontaneidade de Chico Xavier, porque as pessoas vinham os dois juntos e imaginavam, nossa, eles devem estar falando dos planos maiores da espiritualidade, das reencarnações de grandes missionários ou quem sabe recordando vidas passadas. A gente imaginava isso, que poderia até existir em muitos dos encontros e dos colóquios dos dois, mas me recordo de Divaldo dizer que um dia em conversação com Chico, enquanto as pessoas vinham, livros eram autografados, Chico conta para ele o seguinte: "A história de um homem que tinha no portão da sua casa uma placa escrita Cuidado com o papagaio, Edivaldo. Como assim, Chico? Cuidado com o papagaio. Sim, mas um encalto resolveu descobrir por, cuidado com o papagaio, avançou o portão adentro e encontrou uma placa ainda maior. Cuidado com o papagaio. Não. Não satisfeito, ele avançou um pouco mais. E no fundo do quintal havia quase que um outdoor e num puleiro um papagaiozinho modesto, simples. E o homem se aproximou do papagaio. Como pode alguém ter posto essa sucessão de cartazes? Cuidado com você, louro olha só. E o papagaio então disse: "Rex, pega ele. Rex, pega ele". O papagaio chamava o cachorro. Dá para imaginar Chico Xavier contando isso para Divaldo Pereira Fran? Pois ele contou. E outras cocitas mais que fica para depois. Saúde integral. Nesse caminhar das nossas reflexões, precisamos ver saúde integral sob um olhar múltiplo, abrangente, amplo. Saúde no sentido social, as nossas relações interpessoais. E lá na Baixada Fluminense, de onde eu venho, eu sei que aqui no Rio Grande do Sul isso não acontece. Maridos enlouquecem esposas, esposas enlouquecem maridos, filhos enlouquecem pais e pais criam problemas para os filhos e enriquecem a nós que somos psicólogos.
no Rio Grande do Sul isso não acontece. Maridos enlouquecem esposas, esposas enlouquecem maridos, filhos enlouquecem pais e pais criam problemas para os filhos e enriquecem a nós que somos psicólogos. é a saúde social, é o trânsito. Meus filhos eram pequenos, fui levá-los à escola e havia uma conversão paraa direita. Eu embquei meu carro, já estava atrasado e veio um outro carro, passou na frente, eu tive que frear e eu falei: "Meu Deus do céu, porque sempre a gente acha que a preferência é nossa". O homem ficou na frente e eu nervoso. Eu fico nervoso. Quero dizer isso para vocês. Fico. E o homem então saiu do carro e veio na minha direção. E eu com os dois filhos pequenos no banco de trás. Falei: "Pronto, vai acontecer uma tragédia. esse homem vai brigar comigo porque quando ele foi à frente, eu pus a mão delicada e gentil para fora do carro e falei: "Vá, meu irmão, vá, meu irmão, vá adiante naturalmente, né, para não revelar o que eu pensei." Ele sai do carro, havia uma senhora do lado dele. O meu carro estava com vidro entreaberto. Ele abaixa, olha bem dos meus olhos. As minhas pernas já estavam tremendo dentro do carro. E diz assim: "O senhor me desculpe, é que eu tô com a minha esposa aí adoentada e a gente tá querendo chegar logo ao pronto socorro. Eu não aguardei o senhor, né, projetar o seu carro e estendeu a mão na minha direção. Eu que esperava uma agressão, fui surpreendido por um gesto de desculpa, de fraternidade, de respeito. Esse homem era espírita, católico, umbandista, candomblecista, não sei. Mas ele teve um gesto de ternura comigo que eu fui incapaz de ter com ele. Saúde social, saúde com os conhecidos e com os desconhecidos. cuidar do corpo físico, como dizia São Francisco de Assis, o nosso jumentinho, quem não se recorda da história de Frei Leão que se aproxima dele e diz: "Pai Francisco, aqui perto de nós vive um homem que maltrata muito o seu animal. Ele o deixa várias horas com sede e com fome. E esse animal sofre demais. Não é possível, Frei Leão. Traga esse homem
: "Pai Francisco, aqui perto de nós vive um homem que maltrata muito o seu animal. Ele o deixa várias horas com sede e com fome. E esse animal sofre demais. Não é possível, Frei Leão. Traga esse homem aqui. Vamos conversar com ele. Vamos ajudá-lo a perceber que não é desse modo que nós devemos tratar os nossos irmãos, os animaizinhos. Pai Francisco, preciso lhe dizer uma coisa. Pois então diga, Freileão, esse homem é o senhor. O senhor não cuida do seu jumentinho, do seu corpo físico. O Senhor o maltrata. E os olhos de Francisco se arregalaram, porque de fato, em função de tudo que ele fazia, ele cuidava pouco do irmão corpo e nós precisamos cuidar. Ouvi uma vez de um paciente, eu prefiro morrer de câncer de próstata a ir num urologista fazer o toque retal. Eu falei: "Mas meu senhor, as mulheres passam uma vida sendo tocadas, fazendo exames ginecológicos, fazendo preventivo. Morreu de câncer de próstata. tamanha era a sua ignorância. Então, nós estamos no mês do outubro >> rosa. Frequentemente existem campanhas para a saúde do corpo feminino, do corpo masculino. Valorizemos, lembremos do livro Missionários da Luz, daquela sessão lá numa das nos departamentos de nosso lar, em que existem moldes de órgãos do corpo físico, todos eles iluminados e o que possuía mais luz, os órgãos genésicos, responsáveis pelo prazer sexual e pela reprodução dos corpos. Então, é um investimento das células reprodutoras dos nossos pais, é um investimento da própria evolução. O nosso corpo físico, tenha ele as limitações que tiver. Nós precisamos desse corpo ainda porque estamos aqui encarnados. Saúde financeira. Eu confesso a vocês que eu não tenho habilidade para ganhar dinheiro. Eu tenho habilidade para encontrar pessoas que precisam de dinheiro, de cesta básica, de atendimento médico, psicológico, encontrar escola paraa criança que tá sem, para que possa se instruir, possa se educar. Mas o dinheiro tem um livro do espírito Emanuel intitulado dinheiro, em que ele fala que não é bom nem é mau. Tudo
contrar escola paraa criança que tá sem, para que possa se instruir, possa se educar. Mas o dinheiro tem um livro do espírito Emanuel intitulado dinheiro, em que ele fala que não é bom nem é mau. Tudo depende do emprego que venhamos a dar aos recursos financeiros, mas a gente precisa minimamente para sobreviver nesse plano. Saúde ambiental, uma relação que não seja de domínio, mas de integração com a natureza. como essa apresentada por Francisco de Assis no século XI de amor à natureza. Todos os seres são nossos irmãos e nossas irmãs. Quem não se lembra da história do lobo de Gúbio que atacava as pessoas e chamam Francisco e ele entra pela floresta e conversa com o irmão Lobo porque entendia a alma dos animais, a linguagem dos animais e entra com o lobo pelas ruas da cidade e as pessoas, esse homem é doido. A gente o chamou para que ele desse um fim, mandasse esse lobo embora e ele traz o lobo para dentro da cidade. Meus irmãos, o irmão lobo só ataca porque tem fome. Vamos alimentar o irmão lobo e ele se tornará dócil, será um amigo. E de fato, as pessoas atenderam a sugestão, a orientação de Francisco, e o lobo tornou-se dócil, passou a brincar com as crianças da cidade de Gúbio e tornou-se um animal de estimação. Assim era Francisco de Assis, o São Francisco dos Católicos, que veio nos ensinar que existe uma vida além, mas é preciso amar também essa vida, apesar das suas impermanências, das mudanças que ocorrem continuamente por aqui. Saúde ocupacional. Quantas pessoas se licenciam, principalmente no campo do magistério, se licenciam pelo esgotamento, pelo estress, pelas dificuldades causadas por alunos oriundos de famílias disfuncionais, se licenciam, são deslocados da sala de aula para outras funções e muitas vezes são aposentados pela psiquiatria nesse mundo. mundo de aceleração, de manipulação dos algoritmos. Nesse mundo em que nós nos viciamos as telas e abandonamos os livros ressaltados muito bem pela nossa querida Bet. E agora, inúmeros médicos na área da
do de aceleração, de manipulação dos algoritmos. Nesse mundo em que nós nos viciamos as telas e abandonamos os livros ressaltados muito bem pela nossa querida Bet. E agora, inúmeros médicos na área da neurociência vem nos dizer que a leitura é terapeutica, que a leitura desacelera o nosso pensamento. Se queremos vencer a síndrome do pensamento acelerado, se queremos momentos de pausa, o livro segue sendo o melhor companheiro, a contemplação da natureza, as práticas meditativas, a capacidade de ouvir o outro até o fim, sem interrompê-lo, mas não fazendo como uma amiga que foi lá em casa, nós não havíamos há algum tempo, visitou, na verdade, minha sogra A mulher falou duas horas sem parar e só falou dela e não perguntou nada da gente, como que a gente estava, se alguém tinha morrido na família, se tinha nascido algum bebê, nada. Ela falou 2 horas sem parar e comeu bem o lanche que foi servido também. Porque eu, com a minha mente compassiva e nada julgadora, observei isso tudo. Ô meu Deus! Vida futura é outra expressão que tá no nosso tema. Diz o espírito calderaro no livro No Mundo Maior, que nós carregamos em nós o passado, presente e o futuro. Futuro é daqui a pouco. Futuro pode ser a vida espiritual. Futuro pode ser o que a evolução, o progresso intelectual e moral nos reserva lá paraa frente, mas verdadeiramente nós só temos o presente. A vida é o grande presente de Deus para nós, mas o que nós fazemos da vida e o nosso grande presente para ele. E todos os dias nós temos a oportunidade de transformar a nossa existência num grande presente para o nosso anjo da guarda, para o espírito familiar que nos inspira, para os bons espíritos que nos legaram à doutrina espírita. Temos a possibilidade de presentear a esposa, o marido com um sorriso, porque às vezes a criatura não sorri. Um amigo me contou que a esposa ficou de mal com ele e ele fez de tudo para que a esposa voltasse a falar com ele e nada. Elogiou a comida, elogiou o penteado dela nas idas sucessivas ao salão, elogiou as unhas,
contou que a esposa ficou de mal com ele e ele fez de tudo para que a esposa voltasse a falar com ele e nada. Elogiou a comida, elogiou o penteado dela nas idas sucessivas ao salão, elogiou as unhas, até esses cílios que hoje as mulheres usam. e e elogiou, elogiou o fato dela estar na academia, dela tá fazendo dieta, dela ter mudado e nada da criatura se sensibilizar para perdoar. Ele também não me disse o que ele fez, né? E aí então ele teve uma inspiração. Ele foi ao guarda-roupa e começou a tirar toda a roupa. Foi nas gavetas do armário e foi tirando tudo que tinha e jogando. E aí ela, como parece, parece, eu não posso afirmar, tem toque de organização. Você é louco. Como é que pode? Roupa passada, roupa limpa, você tá jogando tudo no chão, é porque eu estou procurando algo. O que que você está procurando? A sua língua. porque você não fala mais comigo. Aí ela riu, riu, descontraiu e fizeram as pazes. Então nós só temos o presente e a possibilidade de fazer desse presente uma dádiva com o aqui e o agora. Nós nos reconciliamos com o nosso ontem, com o aqui e o agora. Nós projetamos o nosso amanhã. Por isso, a vida terrestre precisa ser valorizada, eu não estou dizendo hipervorizada e nem posta acima da nossa destinação espiritual, mas esses são os recursos. Esse é o contexto no qual nós precisamos estar e nos envolver com as coisas desse plano, oferecendo o que temos de melhor, sem perder de vista a nossa destinação. Uma forma de aproveitarmos bem o presente, a dádiva do aqui e do agora é essa aqui. É uma publicação da AM Rio Grande do Sul que tem livros extraordinários. Há uma publicação sobre meditação que, no meu entendimento modesto é uma referência e é uma das Ames, Associação Médicoespírita do Brasil das mais produtivas. E numa publicação, a AM do Rio Grande do Sul vem nos dizer que templos religiosos podem transformar a nossa saúde. Em tempos de pós-pandemia, nós temos a possibilidade de atuar nas dimensões de um centro espírita, fazer a retomada, sair um pouco dos meios digitais.
mplos religiosos podem transformar a nossa saúde. Em tempos de pós-pandemia, nós temos a possibilidade de atuar nas dimensões de um centro espírita, fazer a retomada, sair um pouco dos meios digitais. O povo brinca, né, dizendo que algumas pessoas são raiz e outras são Nutella. Então, vamos voltar às raízes. Existem abraços virtuais, mas eu particularmente prefiro os abraços presenciais, que são formidáveis. É a possibilidade da gente trocar energia. E é muito gostoso quando a gente faz essa troca, diferentemente de uma senhora que uma vez se aproximou de mim e diz disse assim: "Meu filho, quero te dar um abraço". Eu: "Claro, ela: "Eu quero sugar a sua energia". Eu me senti um copo de suco e ela com canudinho. Minha senhora, não faça isso. Procure um médium mais fofo. Se na ocasião eu já conhecesse o meu querido amigo Vinícius Louusada, eu diria: "Abrace o Vini, abrace!" Porque tem fluído sobrando, tem muito afeto. No meu caso, se a senhora sugar, não vai sobrar nada. Eu vou evaporar, vai virar éter, minha senhora. E ela riu. E eu acho que serviu para ela pensar. Então, nós temos a possibilidade nos centros espíritas de melhorar a nossa imunidade, laborapia, estudo fraterno. E esse exercício que nós fazemos de calar ou de falar com educação, mesmo usando essas máscaras as quais Sandrinha aludiu. Mas esse é um espaço, diz Guilhon Ribeiro, que foi presidente da FEB e tradutor das obras de Kardec, disse através da mediunidade de Júlio César Grande Ribeiro, médium de Vila Velha, Espírito Santo, que o Centro Espírita é um espaço prioritariamente de encarnados. Os espíritos têm as esferas, as colônias, e, é óbvio, são muito bem-vindos nos centros espíritas, mas esse é um espaço nosso. Os espíritos não vão pintar as paredes, os espíritos não vão fazer campanha para arrecadar fundos. Eles não virão evangelizar as crianças e fazer as palestras. Eles fazem por nosso intermédio, envolvendo-nos, inspirando-nos na preparação e na execução. Segundo essa pesquisa, a oração reduz o cortisol,
s não virão evangelizar as crianças e fazer as palestras. Eles fazem por nosso intermédio, envolvendo-nos, inspirando-nos na preparação e na execução. Segundo essa pesquisa, a oração reduz o cortisol, que é o hormônio do estresse. A oração melhora a nossa gratidão porque libera a serotonina. O perdão estimula as endorfinas. Nossa força interior é despertada. Ninguém está dizendo que ela só o será na frequência um centro espírita, porque não é fora do centro espírita que não há salvação. É fora do bem, é fora do amor, é fora da >> que não há salvação, é fora do amor ao próximo. Existem práticas também que antigamente eram chamadas de terapias alternativas. Hoje elas são práticas integrativas complementares. O Ministério da Saúde no Brasil e outros ministérios espalhados pelo mundo afirmam que essas práticas são complementares aos tratamentos convencionais. Elas não vieram para substituir os tratamentos médicos, mas elas precisam ser conhecidas. E também não estamos aqui dizendo que todas elas deverão ser incorporadas à dinâmica de um centro espírita. Não, elas precisam ser conhecidas. E certamente alguns de vocês que aqui se encontram presencialmente nessa tarde e nos acompanhando pela internet, já lançam mão de algumas dessas práticas e são capazes de dar um testemunho, um depoimento em torno da eficácia ou não delas. Me recordo que olhando pela internet, a programação do Centro Espírita Caminho da Redenção era aniversário da mocidade do grupo jovem Nina Arra na cidade de Salvador, Centro Espírita, Caminho da Redenção, anexo à mansão do caminho. E o encontro de jovens na mansão do caminho começava pela programação com uma aula de yoga. Ah, então agora todos não estou falando isso. Estou dizendo que a gente precisa conhecer. Manuel Filomeno de Miranda não viria falar num capítulo portentoso na obra Consciência e Mediunidade sobre a importância da meditação junto ao exercício da mediunidade se ela de fato não tivesse eficácia. Universidades europeias, americanas e brasileiras têm estudos que comprovam a
ncia e Mediunidade sobre a importância da meditação junto ao exercício da mediunidade se ela de fato não tivesse eficácia. Universidades europeias, americanas e brasileiras têm estudos que comprovam a sua eficácia. E Allan Kardec nos disse em a gênese que o espiritismo caminharia par e passo com o desenvolvimento das diferentes ciências. Se essas demonstrassem estar o espiritismo em equívoco, o espiritismo se abriria para incorporar essas descobertas, essas inovações, esses avanços. Então, não estamos aqui a dizer que o espiritismo, enquanto doutrina esteja com qualquer atraso, mas ele nos convida a dialogar com a ciência. E se algumas dessas práticas possuem comprovação científica, no mínimo, mereceria da nossa parte um olhar menos preconceituoso, um pouco mais de abertura, essa condição de seres aprendentes. Um outro tema que me parece que também tem menos valia nos nossos arraiais, é esse aqui. Parece que se a gente não se matar de tanto trabalhar, de tanto fazer palestra, de tanto dar passe, de tanto escrever livro, de tanto incorporar espírita, a gente vai para umbral. E às vezes a gente corre o risco de estar botando carro na frente dos bois. O trabalho é lei da natureza, mas as próprias leis humanas que regulam o mundo do trabalho estabelecem períodos de descanso. Até o texto bíblico, que naturalmente a gente entende que é simbólico, fala que no sétimo dia Deus descansou. Claro, eu trabalho e o meu pai trabalha", disse o Cristo. O trabalho é uma bênção, mas eu não posso querer viver a vida amorosa exemplar de Divaldo Pereira Franco. Eu não vim com essa missão. Eu não posso querer viver uma mediunidade nos moldes de Chico Xavier, porque embora médium, a minha mediunidade guarda particularidades de acordo com o meu programa reencarnatório, o meu currículum reencarnatórium espirituales. Esse é o mantra desse congresso, né? Não é o ON dos hindus, é esse que a Sandra acabou de criar. Descansar é fazer pausa. Se até entre as notas musicais, eu que sou tosco para
arnatórium espirituales. Esse é o mantra desse congresso, né? Não é o ON dos hindus, é esse que a Sandra acabou de criar. Descansar é fazer pausa. Se até entre as notas musicais, eu que sou tosco para entender de teoria musical, me parece que existem intervalos. Eu falava com Sandra agora, Sandra, você quer um café? que ela tava meio sonolenta, fala: "Quero uma rede". Falei: "Tem a rede do meu coração". Serve. Isso tudo alimenta a nossa criatividade, nos permite, nesses instantes de óscio criativo, abrir espaços para a inspiração dos bons espíritos, contemplar um pô do sol, observar uma noite estrelada, perceber a sutileza delicada das pétalas de uma flor. Ouvir o canto de um pássaro, observar o boi, a vaca, o cãozinho, o gato, observar as formigas, perceber as nuvens que passam no céu. Isso tudo são momentos de descanso que nós colocamos no plural, descansos. Isso confere saúde, bem-estar. Emanuel vem nos dizer que nós precisamos educar a nossa relação com os nossos órgãos, porque eles são vivos e educáveis. educar o estômago, conversar com ele. Eu sei que você quer mais comida, mas se eu te der mais, o colesterol vai subir. olhar para aqueles chocolates maravilhosos de Gramado e daqui do Rio Grande do Sul e dizer: "Olha, hoje só metade desse pequenininho e assim com todos os alimentos para que a nossa vida se prolongue e tenhamos prazer e não fiquemos todos encarquilhados". Chico Xavier dizia: "Até certa idade a gente carrega o corpo. Dali paraa frente é o corpo que carrega a gente. Se o corpo vai carregar a gente, a gente precisa ajudá-lo para que ele nos carregue com dignidade e a gente não vai envelhecendo, arrastando os pés e tendo dificuldade para subir uma escada. Tem um amigo, professor aposentado, tem 90 anos. tem 90 porque ele é do magistério de antigamente. Se fosse desse, eu acho que ele já teria desencarnado. E eu perguntei para ele, Lidiênio, ele tem um livro A educação à luz do Espiritismo. Foi um dos primeiros livros com essa temática. Qual o segredo? Eu
sse desse, eu acho que ele já teria desencarnado. E eu perguntei para ele, Lidiênio, ele tem um livro A educação à luz do Espiritismo. Foi um dos primeiros livros com essa temática. Qual o segredo? Eu não te vejo em academia. Você é um homem lúcido. Pensa com lógica. Eu vejo você andando aqui no centro, caminhemos com humildade na cidade de Nilópolis, terra da Beijaflor. Você nunca desfilou na Beijlor? Como que você tem essa saúde toda? E ele me disse: "Tudo que eu posso fazer andando sem ter que pegar o carro, eu ando. Se o médico não é no 15º andar, é no terceiro, no segundo, eu subo as escadas. Então eu me movimento, César. Por isso cheguei aos 90 e pasm. O homem só fez cirurgia de varizes porque andou tanto, ficou tanto tempo em pé que deu varizes. Então os nossos órgãos são educáveis. Conversemos com eles. Meu coração, não sei porquê. Bate feliz. Conversemos com o cérebro, conversemos com os olhos que não estão enxergando direito, conversemos com a nossa língua, com o olfato, com os nossos pulmões. Conversemos com os joelhos que parecem dobradiças de porta, um tanto quanto enferrujadas. Conversemos, mas aí vai um conselho. Conversa em voz baixa para ninguém perceber que você tá conversando, porque senão vão julgar que você tá precisando de um psiquiatra. Joana de Angeles nos diz que o ser consciente não se julga nem se justifica, não se acusa nem se culpa. Apenas descobre-se. Eis aqui o grande desafio da saúde integral, olharmos esse olhar, pegarmos esse olhar da vida futura, inspirarmos a vida presente, não nos culparmos, não nos exigirmos tanto. Se o verdadeiro espírita se reconhece pelo esforço que faz em domar suas más inclinações, tenhamos cuidado para que esse esforço não lembre aqueles movimentos dos religiosos enclausurados da Idade Média, que se autoflagiciavam, se autocastigavam e viam nos desejos do corpo, nos instintos, alguma coisa ruim, demonia. Vamos nos comparar menos, porque nós somos únicos, somos obras primas da criação. Não tem ninguém idêntico a nós. Você
astigavam e viam nos desejos do corpo, nos instintos, alguma coisa ruim, demonia. Vamos nos comparar menos, porque nós somos únicos, somos obras primas da criação. Não tem ninguém idêntico a nós. Você pode não gostar da sua altura, do seu cabelo, dessa circunferência que em nós homens aparece na região abdominal. Você pode não gostar de um traço seu, mas esse traço é que te singulariza, que te torna um ser divino. Estamos nesse mundo de impermanência. E nesse mundo de impermanência, somos chamados a estabelecer um equilíbrio dinâmico para alcançarmos a saúde que necessitamos para dar conta do nosso projeto reencarnatório, para percorrermos as disciplinas desse currículo que é a vida terrestre. E eu me lembro de um de uma criança. Estávamos na evangelização do centro reunidos para uma capacitação. E nessa capacitação, uma vez por mês, que vai das 8:30 às 10 da manhã, de 8 a 8:30 é o café. E uma das evangelizadoras levou um sobrinho que ela está cuidando. Num determinado momento do café, o menino me puxou pela mão. Tio César, vem aqui. E eu fui com ele para debaixo de uma mangueira. Aí eu abaixei. O menino tem 5 anos. Fiquei da altura dele. Fala, João. Tio César, você sabia que a minha mãe morreu? Eu já sabia. Falei: "É, sua mãe morreu, João". Morreu e o meu pai quase não vem me visitar cinco aninhos. Eu já tinha dito coisas para adultos, para pessoas idosas, para jovens. Respirei fundo e disse: "João, você sabia que a minha mãe também já morreu? Não é, pessoal? Não tinha sua idade. Tio César era um pouquinho mais velho. Ela morreu. Mas você sabia que às vezes ela vem me visitar? Como ela vem, João, ela vem me dar um abraço, ela vem dizer que me ama e a sua também vai vir. Você vai sonhar com ela e quando você tiver com muita saudade dela, olha pro céu. Pro céu, tio César. É, olha pras estrelas. Mas e se tiver chovendo, tio César? Se tiver chovendo, você olha para uma flor, você pode olhar para uma borboleta, você pode olhar pra chuva. Mas por quê? Sua mãe não era bonita?
olha pras estrelas. Mas e se tiver chovendo, tio César? Se tiver chovendo, você olha para uma flor, você pode olhar para uma borboleta, você pode olhar pra chuva. Mas por quê? Sua mãe não era bonita? Sim, ela era muito bonita. Se sua mãe era tão bonita, ela tá presente em todas as coisas bonitas que seus olhinhos conseguem enxergar, João, e todas as outras que quando você ficar adulto você conseguir enxergar. É assim que eu tenho feito, João, quando sinto saudades da minha mãe e dei um abraço no menino João e mostrei para ele o que eu vou mostrar para vocês, que foi feito por um evangelizador. E eu estava com um livro e tinha isso aqui. Aqui nós temos um saquinho de pipoca. Falei: "João, olha só que o tio César vai te mostrar. Esse aqui, João, é o corpo da sua mãe. Esse aqui é sua mãe, é o espírito. O que aconteceu, João, foi que esse barbante aqui ele rompeu. Mas se eu cortar esse barbante agora e esconder, tio César, esconder esse saquinho, que que acontece com esse saquinho branco? Ah, eu vou continuar vendo e sabendo que ele tá aí com você. Exatamente, João. É igual quando o sol desaparece. Ele só desaparece aqui, mas ele vai aparecer no Japão. Sua mãezinha, você não vai ver ela com o corpinho dela, mas ela tá aparecendo num outro lugar. E não esqueça de olhar paraas estrelas, pras flores, pra chuva. E dei um abraço no menino João. Já tão novo vivendo as impermanências da vida. Consolemo-nos com o Espiritismo. Divulguemos essa doutrina que é um divisor de águas na nossa vida de espírito imortal. E que possamos nesses dias de Congresso Espírita do Rio Grande do Sul encontrar estímulos, como escreveu um poeta da Baixada Fluminense, o poeta João Prado, chamado por nós lá na Baixada de O poeta do otimismo. Todo mundo lá no fundo tem reserva de coragem. Corre, busca Deus depressa. É a reserva desse mundo. Oi, você que anda triste, cansado da vida e que acha cumprida esta vida sem graça. Oi, você que não passa da imagem sofrida, tendo de sobra para dar tanta raça? Oi, você que chora e
serva desse mundo. Oi, você que anda triste, cansado da vida e que acha cumprida esta vida sem graça. Oi, você que não passa da imagem sofrida, tendo de sobra para dar tanta raça? Oi, você que chora e lamenta o amor que foi embora e se gasta no fundo da vida? Oi, você que caminha na larga avenida, alheio ao progresso do mundo gigante. Oi, você que nesse instante procura a mesa de um bar ou veneno fatal? Oi, você que cansou de esperar, desperta final, pois a festa há de vir. Se existe um motivo pra gente chorar, há mil pra gente sorrir. Segura a viola, segue o meu canto. Foi feito na raça, é o canto que fica. A dor depois passa e o importante é se dar pro que fica depois. Oi, você que quisera ser dois a lutar, sua força é de dois. Basta crer e enfrentar. Toca o barco sozinho, pois na hora do vinho alguém vem para ajudar. Oi, você que sente um tédio profundo, que se julga tão só nesse mundo. Dá um jeito na vida. Busque esse Deus feito raça, arrojo, otimismo, esperança, altruísmo, as armas mais fortes para o homem lutar. Faça um samba do pranto e segue esse canto que é bom para sonhar. Oi você, oi você, oi você. Vem comigo sorrir e cantar de uma vez. Oi você, oi você. Oi você. Oi vocês. Obrigado,
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