Sandra Borba • O processo libertador da consciência

Mansão do Caminho 09/03/2024 (há 2 anos) 41:02 1,108 visualizações

26ª Conferência Estadual Espírita do Paraná O Evangelho Segundo o Espiritismo Iluminando caminhos, despertando consciências

Transcrição

alimentados. Muito bem. Então vamos nós, porque o tema é indigesto. Então eu quero saber se todo mundo se alimentou, se está passando bem, né? Porque o nosso tema processo libertador da consciência. E quando a gente coloca um tema desse, é porque parece que a gente não tem essa consciência tão livre como a gente gostaria de ter. Ela está provavelmente ainda escravizada a um conjunto de imperfeições, de viciações, de defecções morais que, de modo geral todos nós conduzimos mais ou menos diante da caracterização nossa de espíritos imperfeitos à procura, obviamente, da evolução espiritual. Quando nós nos debroçamos sobre a obra básica da doutrina espírita, o livro dos espíritos, encontramos um verdadeiro celeiro de ideias, de novas conceituações que vão nos trazer sobre a vida e, em especial sobre a própria existência humana, corpórea e espiritual. uma nova maneira de ver, uma nova forma de observar os fatos, as situações, os desafios, as dores, as superações. E quando nós nos debruçamos de modo especial, na parte terceira de O livro dos Espíritos, nós nos defrontamos com um conteúdo que é um conteúdo revolucionário, um conteúdo que nos remeterá uma compreensão bastante diferenciada do, né, ordinário, daquilo que é o mais comum, porque nos apresentará a partir dos estudos, dos debates, dos diálogos de Kardec espírito verdade, nova compreensão acerca daquilo que ele denominará, né, como terceira parte de o livro dos espíritos, as leis morais. Então, é exatamente aí que nós vamos encontrar uma pergunta que dirá respeito à questão da consciência. Quando Kardec pergunta ao espírito verdade, onde está inscrita a lei de Deus? Por que Kardec faz esta pergunta? É porque na condição que nós temos de filhos de Deus, recebemos obviamente durante todos os nossos processos reencarnatórios, as revelações, nós recebemos ideias, nós recebemos missionários, nós vivenciamos na condição de espíritos criados, simples, ignorantes, as experiências que o livre arbítrio nos proporcionará, a

órios, as revelações, nós recebemos ideias, nós recebemos missionários, nós vivenciamos na condição de espíritos criados, simples, ignorantes, as experiências que o livre arbítrio nos proporcionará, a fim de que de posse desse livre arbítrio nós possamos excecer a condição de distinguir, por exemplo, o bem do mal, o certo do errado, a honra do desar e assim por diante. Então, nós somos espíritos que vivenciamos pela nossa já complexidade evolutiva, vivenciamos a necessidade cada vez maior de compreender essa mesma lei que rege a nossa relação para com Deus, para conosco, para com o próximo e para com a natureza. Nesse sentido, as leis morais, parte terceira do livro dos espíritos, se antecipa a inúmeros debates que só o século XX, em sua segunda metade e o século XX nos tem apresentado de modo muito especial, por exemplo, a questão eh ambiental. Mas vamos lá refletir um pouco sobre o que necessitamos saber em relação a essa lei para podermos então atingir aquilo que está colocado no nosso tema central, iluminando caminhos, despertando consciência. Evocamos logo de imediato um pensamento da benfeitora espiritual Joana deângeles, que faz uma distinção entre estar desperto e estar no estado de sono. Eu sei, por exemplo, que uma hora dessa já cansados, alguns já estão pescando piaba, alguns já estão em estado de concentração profunda, assistindo a conferência do outro lado, né? Mas nós ainda temos o nosso Alessandro e teremos também o nosso Artur Valadares pela primeira vez aqui, né, na conferência. Portanto, vamos tomar um cafezinho, certo? Para se manterem acordados. Eu espero mantê-los acordados um pouco, tá bom? Então, o que é que ocorre? Joana deângeles diz que o espírito que está desperto é aquele espírito que está aberto aos convites da vida de mudança, de transformação. Enquanto que aquele que está no estado de sono é o que está acostumado, vamos dizer assim, com a situação na qual se encontra e não tem interesse nesses processos de mudança. Estar, pois, desperto é estar atento, é

quele que está no estado de sono é o que está acostumado, vamos dizer assim, com a situação na qual se encontra e não tem interesse nesses processos de mudança. Estar, pois, desperto é estar atento, é estar observando, é estar avaliando, é estar buscando as condições de melhoria e de mudança, que é exatamente o grande objetivo da nossa conferência. Não é apenas estarmos comemorando 160 anos de publicação do Evangelho segundo o Espiritismo, mas que esse conteúdo ele possa reverberar na nossa intimidade enquanto propostas de mudanças, de transformações, de ações nossas, para que de fato nós encontremos caminhos iluminados e para que de fato nossa consciência esteja desperta. nas realizações a que somos chamados em nosso processo evolutivo. Por essa razão, quando Kardec indaga onde está inscrita a lei de Deus, o espírito verdade responde e é a segunda resposta mais curta de o livro dos espíritos, 621, na consciência. Ora, nada mais natural do que Kardec indagar. Se esta lei está inscrita na consciência, então por que que a gente não vive? Por que que a gente não lembra? Por que a gente não pratica? E existem dois verbos aí já na 621A, que o espírito verdade situa em relação às nossas atitudes, dizendo que nós, prestemos atenção, nós simplesmente, né, desprezamos e esquecemos a lei divina ou natural. Opa, a situação é grave, né? Então, nós esquecemos. Por quê? Será que ela não foi ensinada? E nós já sabemos perfeitamente que ao longo dos séculos e dos milênios, em todas as culturas, nós vamos encontrar religiões, filosofias, orientações que encaminham as criaturas para o campo do bem, para o campo da chamada regra áurea, como nos fala o espírito Emanuel, da prática do amor ao próximo. E é a própria vida que estará ensinando as bases fraternais de uma relação entre as criaturas e a base do cuidado para com a natureza. Então, o que que ocorre? Nós esquecemos, sim. e mais grave do que esquecer, porque pode ser um problema de amnésia, pode ser um problema de memória, pode ser um

a base do cuidado para com a natureza. Então, o que que ocorre? Nós esquecemos, sim. e mais grave do que esquecer, porque pode ser um problema de amnésia, pode ser um problema de memória, pode ser um problema de desconhecimento, de desinteresse, é quando o espírito verdade diz que nós temos uma atitude de desprezo diante da lei divina ou natural. E agora, qual é a razão disso? Primeira grande razão disso, as más paixões. Importante colocar o adjetivo, porque as paixões são princípios neutros, mas as más paixões dizem respeito ao egoísmo, ao orgulho, à vaidade e a todo esse conjunto de imperfeições que nós conduzimos sempre para satisfazer o nosso ego, para satisfazer os nossos interesses, os nossos objetivos. Então, as mais paixões, elas como que obscurecem a nossa capacidade de visualizar, de perceber, de distinguir. E além disso, nós temos um acréscimo que são as mais influências daqueles que conosco convivem. E essas mais influências, elas ocorrem no interior do lar, ocorrem no interior das instituições educacionais, no meio social. Hoje, cada vez mais essas más influências ocorrem em especial distribuídas, a mancheias, né? Reverberam o tempo todo, principalmente na mídia, que aí está nem sempre a favor da verdade, nem sempre defendendo os valores que eh seriam necessários para a construção de uma sociedade mais justa e mais equilibrada. Então, o que é que ocorre conosco? Mais paixões, influências negativas, esquecimento e desprezo para com a lei divina natural. Resultado, consciência embotada. consciência embotada no sentido de que mesmo recebendo naturalmente os apelos do mais alto que nos chegam por diversos canais, a fim de que busquemos a harmonização para com a lei divino natural, para que busquemos realizar em nós o projeto divino do sede de perfeitos, ao qual nós já nos referimos pela manhã, aquilo que Jesus profere em relação a cada um de nós. Então o que ocorre é que esse menospreo com base em especial nos dois grandes inimigos do progresso do espírito mortal, o egoísmo

imos pela manhã, aquilo que Jesus profere em relação a cada um de nós. Então o que ocorre é que esse menospreo com base em especial nos dois grandes inimigos do progresso do espírito mortal, o egoísmo e o orgulho. Eu não sei se eles são primos, se eles são gêmeos, se eles são ciameses, mas eles dois, eles operam na nossa vida um atraso fenomenal. Por quê? Porque nos mantém, então, numa atitude atávica de satisfação dos nossos desejos, de nos apresentar uma superioridade falsa, por exemplo, diante do nosso próximo. vivenciamos em pleno século XX o agravamento de um dos maiores problemas que podemos enfrentar, que é o preconceito denunciado, exposto, em especial o preconceito de cor, o preconceito de gênero, o preconceito religioso, o preconceito de de ordem política. Então, nós vivenciamos hoje, mais do que nunca, com tantas informações, com tantas pesquisas, com tantos avanços nos mais diversos campos de estudo, nós enfrentamos essa condição de ligarmos a televisão e vermos uma cena violenta em que alguém chega ao óbito em razão da sua cor, onde alguém é discriminado como na minha própria terra natal, e encontram contra uma situação que a notícia que andou pelo Brasil todo de uma senhora, uma jovem senhora junto com sua mãe decidiu espancar simplesmente uma moradora do próprio prédio em razão da sua condição de cor negra, né? Tomou aí os noticiários, né? E essa situação reverberou para nós de uma forma extremamente negativa, porque afinal de contas nós somos, no dizer do antropólogo Darci Ribeiro, um povo novo. E o que caracteriza o povo novo dentro do seu estudo antropológico é que nós somos um povo misturado, né? Daí nós somos por excelência pardos, mestiços. Essa brancura minha é uma desgraceira, né? É uma coisa horrorosa. Tanto é que eu chego nos cantos e a pessoa pergunta se eu sou do sul. Eu digo: "Sou do Nordeste, das praias, branca desse jeito". Eu disse: "Pois é, parece que eu tenho a brancura da cera do santíssimo, como diziam, né, as amigas da minha mãe, mas que as minhas

do sul. Eu digo: "Sou do Nordeste, das praias, branca desse jeito". Eu disse: "Pois é, parece que eu tenho a brancura da cera do santíssimo, como diziam, né, as amigas da minha mãe, mas que as minhas colegas traduziam na minha época, né, de estudante, com dois termos muito interessantes que hoje seriam denominados bullying." Me chamavam de macaeira descascada ou homo total. Isso além de Olívia, palito, macarrão. Há outros adjetivos muito interessantes que eu acumulei, né, na minha vida de adolescente. Nunca tive nenhum problema por causa disso, né? Mas tudo bem. O que é que ocorre? é que nós vivemos lastimavelmente hoje, né, uma de uma forma muito forte o retorno das atitudes preconceituosas, culturais, né, étnicas, guerras que estão aí sendo deflagradas pelo preconceito religioso, pela questão cultural, pela questão territorial, enfim, por inúmeras situações que demonstram ainda toda a imperfeição e a testa aquilo que Kardec também nos colocou, que nós ainda não temos uma compreensão de Deus e de imortalidade, realmente entranhadas essas concepções em nós, o que nos favoreceria a enfrentar todos os preconceitos, né, todas essas eh separatividades que ocorrem na nossa vida em sociedade. Então, nós precisamos refletir sobre isso, o que fazer diante desse quadro que nós temos ainda hoje. E gostaríamos de relembrar que nós vivemos o que dissemos hoje pela manhã, um círculo vicioso de dor, sofrimento. Dor, sofrimento. A gente não entende, não quer, não se remenda, não se transforma e sofre. Aí reclama porque sofre e aí vem a dor e a gente continua, vamos dizer assim, nesta roda que não cessa de girar, nos trazendo ao coração, principalmente revolta, nos trazendo muitas e muitas vezes uma visão imediatista, uma visão materialista, uma visão de desesperança diante da vida e diante do futuro. O egoísmo se exacerba. com o seu cortejo de violência e desumanidade e seu enorme espectro de expressões. O resultado de tudo isso, escravidão. Escravidão às más paixões. Escravidão

diante do futuro. O egoísmo se exacerba. com o seu cortejo de violência e desumanidade e seu enorme espectro de expressões. O resultado de tudo isso, escravidão. Escravidão às más paixões. Escravidão aos vícios. escravidão em virtude, principalmente do egoísmo. mundo caótico, no mundo em que o que mais se mantém em termos de divulgação, não é o que estamos fazendo aqui e que tantas instituições fazem, graças a Deus, mas é o estímulo ao individualismo, é o estímulo ao consuísmo, ao preconceito, como já dissemos, ao hedonismo, que é a vida pelo prazer, e o desprezo por valores, o desprezo pela natureza. o desprezo pelo próximo, fazendo e tornando mal uma banalidade, como diz a célebre filósofa Hann Arent. Então, é nesse quadro que a consciência embotada vai exatamente apresentar o comportamento hora da desesperança pela apatia, hora do desespero. Então, desesperança e e desespero passam a habitar, vamos dizer assim, o coração, a mente humana. E aí nós não encontramos, salvo exceções, que são raras e que são muito bem-vindas, de filosofias, de orientações e de religiões que as mais das vezes são deterministas ou niilistas e não oferecem as chamadas respostas. E essas respostas, muitas vezes, em especial, com todo respeito de religiões, se acercam de uma espécie de um protocolo e de um formalismo muito mais de religiosismo do que de religiosidade verdadeira, de busca de essência. Mas exatamente nesse contexto em que nós que aqui nos encontramos presencialmente acompanhando como internautas hoje ou mais adiante, nós temos a oportunidade de estarmos em contato com um conteúdo desde ontem à noite, o conteúdo da obra, o Evangelho Segundo Espiritismo, que vai então nos auxiliar, iluminando os nossos caminhos e despertando as nossas consciências. há 160 anos, nos retirando de onde? Nos retirando da escuridão, da ignorância. Porque o evangelho segundo o Espiritismo, nos apresentando a dimensão religiosa, o aspecto religioso, vai retomar a velha promessa que Jesus fez e que João registrou.

ando da escuridão, da ignorância. Porque o evangelho segundo o Espiritismo, nos apresentando a dimensão religiosa, o aspecto religioso, vai retomar a velha promessa que Jesus fez e que João registrou. Ele iria pedir ao Pai para que o Pai pudesse enviar um consolador. E este consolador que o mundo não conhecia, mas que viria para recordar a sua palavra e para ensinar aos homens o que ele naquele momento não conseguir ensinar, porque nós não tínhamos, vamos dizer assim, a condição espiritual. Jesus toca em pontos, toca em princípios fundamentais, mas a nossa condição evolutiva de então não permitia a nossa compreensão plena. Só para lembrar o velho exemplo, na famosa conversa de Jesus com Nicodemos, Nicodemos faz uma pergunta primária. Quando Jesus lhe diz, após ter sido indagado sobre a questão do reino, sobre a questão do próprio processo de evolução, Nicodemos, doutor da lei, vai lhe perguntar: "Após Jesus dizer da necessidade de nascer de novo da água e do espírito, ou seja, do princípio material e do princípio espiritual ou da questão espiritual, Nicodemos fará Uma pergunta que as nossas crianças da evangelização não fazem. Como pode um homem velho retornar ao ventre de sua mãe? Jesus era muito bom porque era para ter dado uma gargalhada, mas não riu. Jesus olhou para ele, mas como tu és mestre em Israel e desconheces essas coisas? Porque na tradição cultural hebraica havia a ideia sim do renascimento. Doutores da lei tinham acesso nos chamados conteúdos iniciáticos da possibilidade do retorno. Então Jesus, ele vai nos cantar o poema do Evangelho, nos apresentando uma outra maneira de ver o mundo, uma outra maneira de entender a vida. Nos apresenta, em primeiro lugar um pai que é pai de todos, que é o conceito que nós não assimilamos até hoje, infelizmente. É o pai de amor, é o pai de sabedoria. Jesus nos diz da nossa destinação, em especial de filhos de Deus e de filhos de Deus, segundo ele próprio, criados para perfeição. Sede perfeitos. Jesus nos coloca a perfectidade

é o pai de sabedoria. Jesus nos diz da nossa destinação, em especial de filhos de Deus e de filhos de Deus, segundo ele próprio, criados para perfeição. Sede perfeitos. Jesus nos coloca a perfectidade como o caminho da felicidade. Pelo seus exemplos, pelos seus ensinos, ele nos liberta da ignorância. Ele ilumina o nosso caminho para o nosso autoencontro na condição de seres destinados ao bem e ao amor. Jesus veio então tocar os corações, aliviar o sofrimento, estancar as causas das dores, despertando nossa consciência na direção da plenitude. Este o papel do consolador, este o papel da doutrina espírita nos diria o mestre, eu vim para que todos tenham vida e vida em abundância. Lembramos a figura de Nicodemos, mas vamos lembrar também algumas figuras do evangelho que estavam com as suas consciências embotadas, que não haviam despertado ainda de fato para sua condição de filhos de Deus, mas que conseguiram a partir da ação de Jesus se libertarem e verdadeiramente conquistarem novos caminhos iluminados e nova condição. espiritual. Evoquemos, por exemplo, uma figura masculina e uma feminina. A figura de Zaqueu, aquele baixinho que subiu no cicômoro para ver Jesus e que era chefe dos publicanos e que era desprezado pelos romanos porque ele havia adquirido a condição de cobrar dos seus irmãos o imposto e desprezado pelos seus irmãos que eram cobrados. E é este Zaqueu que receberá Jesus. Eu tenho a impressão, já disse aqui que que Zaqueu não desceu. Eu acho que ele caiu do cicômoro. Ele deve ter levado uma queda e saiu correndo paraa casa porque Jesus lhe disse: "Importa que eu esteja contigo na tua casa hoje". E na obra extraordinária Ressurreição e Vida, pela mediunidade límpida da dona Ivone do Amaral Pereira, nós vamos encontrar no primeiro capítulo uma dissertação fabulosa em que o espírito Charles mostra, aliás, o espírito Leon Tostói, desculpe, mostra o encontro dele com Zaqueu no plano espiritual. Eu brincava com um amigo nosso aqui da conferência, lembrando o programa de Abigail, ama, trabalha,

tra, aliás, o espírito Leon Tostói, desculpe, mostra o encontro dele com Zaqueu no plano espiritual. Eu brincava com um amigo nosso aqui da conferência, lembrando o programa de Abigail, ama, trabalha, espera e perdoa. Mas nessa página de ressurreição e vida, Paulo apresenta um programa a Zaqueu. Iaque vai afirmar, segundo a obra, que Jesus não entrou só no seu ato, no ato da sua casa, mas entrou definitivamente em seu coração. Zaqueu alguém especial. Ele já fazia reforma agrária na sua época. Ele já dava empregos a estrangeiros, ou seja, já tinha uma política de inclusão e nos narra a obra já citada que ele deixa tudo tranquilo, a sua família em segurança e ele tenta durante algum tempo se aproximar dos discípulos que eram homens e como homens com preconceitos e com processos de exclusão. Ele só começará a ter uma nova diretriz. Quando, 3 anos após a crucificação de Jesus, ele encontra Paulo e Paulo lhe dá o programa ao qual nos referimos. Primeira coisa, saia da contemplação, vá à ação, viva a mensagem do evangelho. Então, Zaqueu toma a partir dali uma nova consciência. é despertado de fato para a obra, para a realização. E segundo os agiógrafos, que são os biógrafos dos chamados santos, ele havia haveria de chegar até a terra das Gálias, levando exatamente a mensagem de Jesus. Bem, Zaqueu, mas nós temos um exemplo extraordinário ontem, né, Dia Internacional da Mulher, definido pelos homens, claro, né, nós temos a figura de Maria Madalena, aquela cuja consciência vivia atormentada, mas que a partir da fala de uma serva procura a Jesus em determinado momento na casa de Simão Pedro, que lança o olhar de crítica porque sabia que aquela mulher não era muito bem vista na sociedade. Jesus conversa com ela e quem quiser nós não vamos, né, dar spoiler e nós vamos retirar o prazer da leitura da obra que deve ter aí na nossa livraria Boa Nova. Psicografia de Francisco Cand Xavier, o irmão X. Maria de Magdala é o capítulo. Ele terá com ela um diálogo profundo sobre a sua vida e ela

leitura da obra que deve ter aí na nossa livraria Boa Nova. Psicografia de Francisco Cand Xavier, o irmão X. Maria de Magdala é o capítulo. Ele terá com ela um diálogo profundo sobre a sua vida e ela apresentará as nuances das suas dificuldades emocionais e recebe dele o convite para o exercício do amor. Esse exercício do amor teria a oportunidade de realização quando após a crucificação os nossos irmãos, conhecidos como leprosos à época hoje mais denominados rancenianos da cidade de Dalmanuta, procuravam a Jesus e ao chegarem sabem da crucificação. Ela os recebe uma criança. Ah, mais uma vez o símbolo da criança. Uma criança chama para que ela pudesse segui-los e com eles ela está sempre lembrando a mensagem esperançosa e libertadora do Cristo. Ela seguiria, reformula completamente os seus ideais, a sua ação. aquela mulher de antigamente cede lugar, a serva do Senhor, que encontra no princípio do serviço ao próximo o caminho da libertação, o caminho da consciência harmonizada. Então, nós temos essas duas figuras que são exponenciais para nós, que são extraordinárias para nós, porque revelam companheiros que possuíam crises, que possuíam dificuldades, que possuíam realmente dúvidas em suas mentes, em seus corações, mas que ao encontrarem Jesus e ao dialogarem com ele, encontraram também o caminho iluminado da reconsideração, da ressignificação de suas vidas mediante os valores do evangelho. Mas há uma terceira figura. Essa terceira figura não encontrará no sob o ponto de vista de Jesus em corpo físico, não encontrará com ele, mas será a figura de Saulo de Tasso, aquele que possuía em seu coração o desejo de defender a lei mosaica, de defender as tradições da sua cultura judaica, mas será ele mesmo que no caminho de Damasco, ao sair para perseguir Ananias e os cristãos com as cartas lá do Sinédrio. Ele se deparará em pleno meio dia as portas de Damasco, com aquela luz que ele vê e aquela voz que lhe pergunta: Saulo, Saulo, por que me persegues? Quem és, Senhor? E ele

om as cartas lá do Sinédrio. Ele se deparará em pleno meio dia as portas de Damasco, com aquela luz que ele vê e aquela voz que lhe pergunta: Saulo, Saulo, por que me persegues? Quem és, Senhor? E ele responde: "Eu sou Jesus a quem persegues." E exatamente naquele momento em que a crise consciencial de Saulo de T se manifestaria e ele não teria nem pedido de desculpas, nem mais apresenta tão somente o resultado daquela experiência transcendental que ele vive ao ver ouvir Jesus e faz a pergunta extraordinária. Senhor, que queres que eu faça? E Jesus não responde. Diz para ele: "Vai até Damasco e lá te será dito o que deverás fazer. Ele passaria três dias cego pela luz que viu na estrada de Damasco, na estalagem que o companheiro que viajava com ele levou. três dias mergulhado numa avaliação, porque a consciência embotada precisa de experiências dolorosas, muitas vezes, claro, de chamamentos, mas precisa também de processos avaliativos. Esse processo avaliativo de Saulo de Tarso seria completado com a presença de Ananias, aquele que lhe perseguia e que vai até a estalagem, aplica-lhe passes, lhe apresenta os escritos de Levi e o inicia, vamos dizer assim, no seu trabalho de ressignificação da sua vida agora, mediante aquilo que o evangelho iria iria trazer para a figura do doutor da lei. Então, o autoconhecimento, como Jesus vai orientar, o mergulho interior, para que não vejamos o argueiro do outro, mas para que observemos, aliás, para que não vejamos a trave no outro, mas para que vejamos o argueiro, para buscarmos um recanto em nossa intimidade para avaliar. E essa autoavaliação vai exatamente nos dizer da nossa condição evolutiva, vai nos dizer das nossas imperfeições, vai então nos mostrar o que deveremos de fato realizar para libertar a nossa consciência na direção do encontro com os valores do evangelho. E vamos então seguindo nesse processo que é dialético, nesse processo que deve ser dinâmico, encontrar novamente a Jesus para nos falar que o evangelho, o seu evangelho, é o grande

lores do evangelho. E vamos então seguindo nesse processo que é dialético, nesse processo que deve ser dinâmico, encontrar novamente a Jesus para nos falar que o evangelho, o seu evangelho, é o grande roteiro de luz e de libertação, porque ele vai nos mostrar quem somos. as ovelhas perdidas, quem somos? os espíritos que carregamos conosco, as más paixões, o ódio, a revolta, o egoísmo, mas ao mesmo tempo nos declarará: "Vós sois o sal da terra, vós sois a luz do mundo. trilha a vossa luz diante dos homens e nos trará no tempo que esteve conosco, nas lições com os discípulos e com as multidões, nos legando o roteiro de luz e de libertação, que é o evangelho, de luz e de libertação, porque nos trará este evangelho, tudo aquilo que precisamos saber para conduzir a nossa vida de relação conosco, com o próximo, com Deus, com a natureza, para que aprendamos então a enfrentar, enfrentar as dificuldades, enfrentar os problemas, enfrentar os desafios da nossa transformação moral. E nesse sentido nos oferece Jesus dois conceitos fundamentais. Primeiro conceito, aquilo que tanto desejamos, um mundo melhor, o mundo de paz, necessita ser construído em nós. Porque o reino de Deus não vem com aparências exteriores, mas ele precisa ser construído em nós. E como ele será construído em nós? Será construído mediante esse processo introspectivo, essa imersão em nós mesmos, essa descoberta do que precisamos. melhorar em nós para encontrarmos o grande valor que o Evangelho traduzirá para nós e que o Evangelho, segundo o Espiritismo, nos destacará no capítulo fora da caridade não há salvação. Então, nós vamos encontrar na máxima da caridade essa busca de autoiluminação, de libertação e de construção de uma consciência esclarecida, de uma consciência comprometida com a vivência da lei de amor, justiça e caridade, que é exatamente a lei síntese, a lei que nos apresenta entará as condições de evolução. Por isso mesmo, queridos amigos, estimados irmãos, nós temos a certeza de que esta obra com mais de 5

caridade, que é exatamente a lei síntese, a lei que nos apresenta entará as condições de evolução. Por isso mesmo, queridos amigos, estimados irmãos, nós temos a certeza de que esta obra com mais de 5 milhões de exemplares, conforme o nosso Adriano colocou aqui, também é a obra que levará as criaturas, aos corações, o chamamento para que todos tenhamos a página O homem de Bem, como um desafio para nós, os bons espíritas. e tantas outras que nós necessitamos para que esse processo se opere em nós, o processo de libertação do homem velho. Este homem velho, egoísta, orgulhoso, vaidoso, ciumento, cheio de inseguranças, de autovitimização. Esse homem velho que quer satisfazer as suas más paixões para que surja então o homem novo, a criatura renovada das páginas sacrossantas e púcras do evangelho de Jesus. Então, elevemos nesse instante as nossas consciências a Jesus e evoquemos a partir da contribuição também sempre extraordinária do nosso querido Divaldo, na obra a qual nos referimos Atitudes Renovadas, em seu último capítulo, quando Joana de Ângeles nos faz um chamamento, um pedido ao nos dizer: "Permanece fiel ao compromisso de crescer no rumo de Deus. Esse é o nosso compromisso. Transformando os sofrimentos e nós acrescentaríamos as dores, os desafios que são indispensáveis na nossa eliminação. Prestemos atenção, em degraus de ascensão. Olha que expressão genial. As dores, os desafios são degraus de ascensão e campo de libertação interior em júbilo e em paz. Que possamos assim, na certeza de que somos todos destinados à perfecilidade, destinados à felicidade, que é um projeto divino em relação a cada um de nós, os filhos de Deus. que precisamos assumir essa consciência esclarecida para vivenciar a lei divina e para conquistar o que desejamos, a felicidade, a paz, a serenidade tão necessárias à nossa própria condição de espíritos em evolução. concluiríamos as nossas palavras nessa conferência, agradecendo mais uma vez a Federação Espírita do Paraná, a vocês que atenderam o convite ao comparecimento

rópria condição de espíritos em evolução. concluiríamos as nossas palavras nessa conferência, agradecendo mais uma vez a Federação Espírita do Paraná, a vocês que atenderam o convite ao comparecimento presencial, a você que nos acompanha pelo mundo virtual, pela internet e desejamos aqui nesse momento deixar um soneto da poetisa potiguar Alta de Souza, que está no livro Mand de amor em que ela nos estimula a essa trajetória, intitulando o seu soneto, mais além ou caminho adiante. Ouçamos, a sombra em torno à estrada não te importe, segue varando injúrias e ameaças. Estende os dons do amor no bem que faças. sem que o frio a vencer te desconforte. S ante o mundo o amparo humilde e levanta corações na luz que abraças, distribuindo graças sobre graças na fé que vai à dor, a treva e a morte. Por mais pedras à frente, ajuda, avança, por facho de bondade e de esperança que o dever de servir jamais te doa. Alguém te apoiará dia por dia a envolver-te de paz e alegria. Esse alguém é Jesus que te abençoa. Paz e alegria para todos nós. Muito obrigado.

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