PodCast Espiritismo em Movimento: Centenario Centro Espirita Vicente de Paulo

FEEGO 24/05/2025 40:11

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Transcrição

Meus queridos irmãos, muita paz e luz a todos vocês. Nós estamos aqui na Federação Espírita do Estado de Goiás, desenvolvendo o programa Espiritismo em Movimento. Hoje nós estamos aqui com os nossos companheiros Gúbio e Lucas Emanuel, os dois da cidade de Anápolis, que vai trazer uma uma discussão muito importante. É para todos nós. Como vocês estão? Como é que tá Gúbio, Lucas? Boa noite. Boa noite, Enelo. Boa noite a todos nossos amigos espíritas. É um prazer a gente estar aqui nessa, nesse momento tão importante para nós. Vindo vindo, viemos falar de uma instituição centenária, querida ao nosso coração, ao movimento espírita do estádio de Goiás. E a gente agradece muito essa oportunidade. Muito bem. Boa noite, boa noite, queridos ouvintes. Que alegria, que prazer poder compartilhar a emoção de um centenário, de uma instituição espírita como Vicente de Paulo na cidade de Anápolis. Uma casa, uma comunidade, uma missão espiritual e eu espero que a gente possa sorrir juntos em torno dessa história. Muito bom. A Federação Espírita recebe vocês que representa o Vicente do Paulo de Paulo com muito carinho, né? Igualmente viemos aqui com coração de alegria. Então faz uma prece para nós para nós iniciarmos o programa Espiritismo em Movimento. Claro. Convidamos a todos então a podermos orar fechando os olhos e abrindo os nossos corações. Então, elevemos o pensamento em prece, direcionando ao criador da vida, direcionando ao nosso irmão amado Jesus, pela gratidão de estarmos compartilhando este momento. através das tecnologias, das redes sociais, da comunicação à distância, podemos atingir a tantos corações, o que muito nos alegra, e mais especialmente neste momento onde podemos eh discorrer sobre uma instituição também muito querida aos nossos corações, dividindo essa alegria a todos os nossos irmãos. Então, que Jesus nos abençoe da proposta, que Jesus abençoe as nossas almas, nos tocando profundamente e que possamos cada vez mais termos as propostas doutrinárias espíritas em nossas vivências. Que o

ntão, que Jesus nos abençoe da proposta, que Jesus abençoe as nossas almas, nos tocando profundamente e que possamos cada vez mais termos as propostas doutrinárias espíritas em nossas vivências. Que o nosso mestre Jesus esteja sempre conosco. E que assim seja, que assim seja. 100 anos de atividade de uma casa espírita. Vocês têm noção do que era Anápolis há 100 anos atrás? É sobre isso que nós vamos eh discutir nesse momento, né? Então, gostaria de, num primeiro momento, eh, ouvir vocês sobre a instituição, o que é ser um trabalhador de Jesus na instituição Centro Espírita Vicente de Paulo pra gente aquecer o nosso trabalho. Claro, quando a gente fala de uma instituição centenária, como você colocou, a primeira questão que nos vem realmente é assim, a responsabilidade de um trabalho que realizamos agora, porque a gente tem um legado gigantesco nas costas e você trabalhar dessa maneira nos desperta um maior interesse, uma maior vontade para que a gente possa dar continuidade a um trabalho que há mais de 100 anos, né, completando 100 anos agora em junho. ele tá sendo desenvolvido. Então, para nós é uma gratidão muito grande, né, estarmos podermos vivenciar uma data tão querida, tão especial como essa e de fato podermos estar trabalhando, unidos, né, a quatro mãos, realmente direcionando essas atividades que são muito importantes. Há uma detalhe importante, você imaginar uma instituição que nasce e se desenvolve numa cidade muito apequenada ainda, mas que, apesar das diversidades vence o tempo, é de uma riqueza louvável, principalmente porque Kardec, quando fez a famosa viagem de 1864 ao sul da França, Kardec percebeu uma característica interessante entre os pioneiros do espiritismo nas primeiras instituições espíritas daquela época que não tinha internet, não tinha acesso a ar condicionado, a comunicação instantânea, a internet e a todo ferramental que nós temos hoje. É a comunhão que convergia aquelas pessoas. comunhão do grego coinôia, que é um dos termos mais utilizados pelo evangelista

comunicação instantânea, a internet e a todo ferramental que nós temos hoje. É a comunhão que convergia aquelas pessoas. comunhão do grego coinôia, que é um dos termos mais utilizados pelo evangelista Lucas Meuchará, que mostra que com comunhão as pessoas são capazes de trabalhar em torno de um ideal superior. E eu acho que é exatamente isso que nós viemos compartilhar, o legado desse ideal que nos comoove, que nos toca na atualidade. Muito bom. Eh, mas vamos seguir aqui uma uma sequência, né, para direcionar o nosso bate-papo aqui. Então, qual dos dois nós iniciamos com o Lucas, né, Lucas? Eh, quais foram os personagens, os valores e as circunstâncias históricas que marcaram o a fundação, né, do Centro Espírita Vicente de Pau? Olha, falar sobre nomes, pessoas, valores e o contexto cultural de uma época é um grande desafio para nós, porque há muitos nomes e há muitos protagonistas nessa época. A gente tá falando de uma anápolis da década de 1920, uma cidade que tinha se emancipado a pouco. Ela foi municipalizada em 1907, uma cidade que teve a sua primeira comarca em 1915, mas era um pequeno povoado que tinha características rurais com tintas do colonialismo e que começou a sua urbanização eh por volta de 1935. Quando começou as primeiras linhas de trem, nós podemos ver que ali tinha comércio, tinha ruas de terra, tinha eh as primeiras instituições católicas da época que estavam se formando. E foi exatamente nesse momento em que o fundador do Centro Espírito Vicente Paulo chega à cidade e 1915 e abre campo para que outros pioneiros começassem a convergir nesse trabalho extraordinário. Joaquim Firmo de Velasco foi um homem à frente do seu tempo. Ele veio da antiga capital de Goiás, a eh a cidade de Goiás. Ele eh quando chegou aqui eh se debruçou ao trabalho político, ele foi professor, foi tesoureiro da do município. Essa atuação política foi firme, foi um espírita muito culto, eh um grande lidador do movimento e abriu as portas da sua casa para que as primeiras reuniões espíritas e as

tesoureiro da do município. Essa atuação política foi firme, foi um espírita muito culto, eh um grande lidador do movimento e abriu as portas da sua casa para que as primeiras reuniões espíritas e as atividades mediúnicas se realizassem na região aonde ele morava. Joaquim Firmo de Velasco conseguiu reunir pessoas e a antiga fazenda que tinha na época foi loteada e ele deu parte ou vendeu parte desses lotes para as freiras salesianas e a outra parte ele desenvolveu as primeiras reuniões domésticas que deu origem à aquilo que mais tarde passou a ser chamado em 1935 de Centro Espírita São Vicente de Paula com uma corruptela no final do nome porque o nome é autêntico seria Vicente de Paulo. Por volta da década de 20 é que os outros pioneiros começaram a chegar. Nós tivemos o caso do casal Sebastião Monteiro de Alarcão e a Joaquina Maria de Alarcão, os dois vindos de Orizona. Esse casal eh tinha uma característica peculiar. Ela, a dona Kenina, muito católica, eh com a leitura dos livros do marido, acabou se convertendo para o Espiritismo. E eles ajudaram muito nesse, nessas primeiras reuniões, nessas primeiras atividades. Nós tivemos logo mais ainda, eh, um grande eh baluarte do espiritismo em Anápolis e que ajudou muito o Joaquim Fermo de Velasco, que foi o Maximiano Alves da Cunha, que foi um dos fundadores do Centro Espírito Vicente Paulo. Ele se dedicou na área do comércio, foi diretor do primeiro cinema que nós tivemos na cidade de Anápolis, um cinema é mudo. E mais tarde nós tivemos o Odilon Silva com a sua esposa, dona Maria Bonfim. Ela era parteira e médium da época e essa família permitiu que florescesse esses primeiros momentos do Espiritismo em Anápolis e do Centro Espírita Vicente Paulo. Muito bom. Eh, Gúbio. Sim. Hoje em dia, às vezes, quando você diz que é espírita, nós ainda encontramos pessoas que se surpreendem com isso, né? Porque às vezes eh não só pela sociedade, mas por algumas outras comunidades religiosas, a gente percebe um certo preconceito em relação ao

s ainda encontramos pessoas que se surpreendem com isso, né? Porque às vezes eh não só pela sociedade, mas por algumas outras comunidades religiosas, a gente percebe um certo preconceito em relação ao espiritismo, que para nós isso não significa muita coisa, mas imaginemos há 100 anos atrás, né, o que que era o preconceito, o que que era a dificuldade em se assumir espírita naquele tempo. E como é que uma família ou um grupo de idealistas, né, conseguiram lançar e manter uma semente e espiritual em uma época em que o preconceito era algo tão forte assim? Enrio, penso que essa talvez fosse um dos principais uma das principais lutas e desafios que esses pioneiros enfrentaram, porque se a gente parar para pensar bem, não são pioneiros apenas do espiritismo na cidade de Anápolis, são pioneiros do espiritismo no Brasil. Uhum. né? A gente fala de uma região no interior do estado de Goiás, não é uma capital, na qual uma cidadela recém emancipada iniciou um primeiro grupo de trabalho, um primeiro grupo espírita. De fato, os desafios foram enormes, a gente apenas conjectura. E é interessante a gente falar que todas essas informações elas são tidros atas das primeiras reuniões que a gente ainda guarda como documentos históricos na nossa casa. Mas como você diz, se ainda hoje a gente enfrenta desafios como, por exemplo, o preconceito, a época em que a comunidade católica era muito mais presente e forte, também teve uma grande soma de preconceito. Isso está registrado, inclusive em ata eh, das dificuldades que eles enfrentaram. Como vencer essas dificuldades, En? Como a gente disse logo no início, eu me pergunto muito assim, qual foi essa vivacidade desses pioneiros? persistência, fé e propósito no que faziam, porque eh a as dificuldades tamanhas que enfrentaram, muito provavelmente pensaram em desistir várias vezes ao longo do caminho. Brincadeira, né? mas mantendo firme no propósito a segurança da das ideias espíritas que isso lhes lhes dava e a fé de que essa semente germinaria, como de fato germinou e

s vezes ao longo do caminho. Brincadeira, né? mas mantendo firme no propósito a segurança da das ideias espíritas que isso lhes lhes dava e a fé de que essa semente germinaria, como de fato germinou e frutifica até hoje, eu acho que são os pontos principais, não que as dificuldades foram fossem afastadas, muito ao contrário. A gente sabe que quando a gente ora a gente pede para se ver livre dos problemas, mas os problemas não se vão. a gente apenas guarda mais força, resignação para superá-los, que é o que eu imagino que aconteceu nos que maravilha. A gente fica imaginando assim, né, quantos trabalhadores passaram pela instituição compondo o corpo diretivo e quantas famílias, né, e pessoas desencarnadas foram auxiliadas ao longo desses 100 anos aí. Mas no no início, né, Lucas, vocês que são trabalhadores da casa, como é que foi construída, né, assim, vocês que estudam a história desse centro espírita, como é que foi construída a sede do centro, porque eu conheço o centro, né? Com certeza. É uma sede bem estruturada, um ambiente muito gostoso, agradável de estar ali. Eh, como é que foi construída essa sede e o que que esse centro representa pra cidade de Anápolas? Olha, eu acho que a forma com que uma instituição espírita dialoga com a comunidade que a abraça, que a abriga, é a essência do compromisso e do trabalho que ela desenvolve. A gente sabe que não é o lugar físico, mas é a espiritualidade, é a comunhão que eh vigora ali dentro, que permite essas pessoas vencerem as adversidades, seguirem adiante. Mas da comunhão nas residências até a construção da sede, foi uma jornada de muitos anos, de 19, eh, de 1925 a 1937, o espiritismo funcionava na residência das pessoas, a maneira do cristianismo do primeiro século, em que as pessoas se reuniam, se abrigavam, partilhavam do mesmo alimento, partilhavam dos mesmos momentos, partilhavam das conversas do sorriso, da personalidade cativante. E esse espiritismo crescido no seio doméstico deu muito vigor e muito ânimo para as

o mesmo alimento, partilhavam dos mesmos momentos, partilhavam das conversas do sorriso, da personalidade cativante. E esse espiritismo crescido no seio doméstico deu muito vigor e muito ânimo para as pessoas para manterem essa familiaridade do espiritismo, para manterem as pessoas como se fossem uma família, apesar de laços de sangues diversos, né? Então, após esse período de adormecimento, eles resolveram, por volta de 1935, realizarem uma reunião a pedido da diretoria para tomarem uma decisão. Nós vamos manter o Centro Espírita que eh vigorou até agora, o São Vicente de Paulo, ou nós vamos eh desenvolver uma nova instituição? Foi nesse período que eles receberam uma mensagem espiritual através do médium Cipriano de Paula. eh em que a mensagem de um dos inspiradores da formação do centro disse que o a semente já havia sido plantada e tava começando a germinar. O que precisava era adubo e esse adubo era a presença do evangelho na vida das pessoas e um compromisso de difundir a boa palavra, difundir a santa doutrina que o espiritismo eh abrigava. e esses preceitos evangélicos ganharem o povo, ganharem as camadas populares, os lares de outras pessoas. Foi exatamente nesse período que eles também receberam uma mensagem do Dr. Bezerra de Menezes e ele disse: "Comece pelo estudo". E aí isso foi abrindo espaço para que enquanto nas casas eles continuavam com as atividades tanto doutrinárias quanto mediúnicas, lá na região doada pelo Joaquim Fermo de Velasco, que era uma fazenda, eh, e essa fazenda foi loteada e dividida. E aí essa parte do centro que atualmente hoje é na Avenida Goiás, número 1240, na parte central da cidade, foi doada e foi construída a sede. A sede foi construída a quatro mãos, com muita dificuldade, com muito empenho, com muita dedicação, mas foi por volta de 1959 que eles resolveram uma decisão muito tática, passar o nome de São Vicente de Paula para Centro Espírita Vicente de Paulo, seguindo a o nome adequado. E essa mudança parece simples, mas ela tem uma

59 que eles resolveram uma decisão muito tática, passar o nome de São Vicente de Paula para Centro Espírita Vicente de Paulo, seguindo a o nome adequado. E essa mudança parece simples, mas ela tem uma personalidade interessante. ela tornou a instituição pouco mais laica, ou seja, um pouco mais desapegada da cultura católica de então, das raízes católicas e, por outro lado, mais fraternal, porque muitos lares espíritas funcionavam na época, mas foi o lar da família Velasco, da família Larcão, que conseguiu vingar e atravessar o tempo e institucionalizar o espiritismo naquele momento. É, e o Vicente Paulo, fundado em 1925, dia 7 de junho, passou muitos anos para depois um outro Centro Espírita ser fundado, que foi o Centro Espírita Amor e Caridade 1948. Então, o centro espírita Vicente Paulo acabou carregando em si um ideal e consolidando esse ideal espírita na cidade. E do Centro Espírita Vicente Paulo saíram muitos pioneiros que fundaram outras instituições. Então, a fundação da sede foi profundamente importante para essa regionalização do espiritismo na antiga Manchester Goiana, que é a nossa cidade de Anápolis. Uhum. Muito bom. Eh, Gúbio, sim. O tempo e a experiência inexoravelmente nos proporciona uma riqueza eh fora do comum, não é? O que que a história do Centro Espírita Vicente de Paulo tem a ensinar acerca do que deve ser um centro espírita? Falar de 100 anos não são de 100 dias. Realmente é uma história grandiosa que nos ensina muito para qualquer instituição permanecer tanto tempo ao longo da história, né, e ainda unida, ativa, eh, realmente na propagação da doutrina espírita, como a gente falou, aqueles primeiros ideais que fizeram unir essas famílias tem que ser muito forte, ele tem que permanecer. Então assim, eu particularmente carrego duas grandes lições disso. A primeira, como eu disse, é a persistência. A gente acha que muitas vezes a intensidade supera a consistência, ou seja, a persistência, mas não a persistência no cadinho diário, eh, das atividades sendo

rimeira, como eu disse, é a persistência. A gente acha que muitas vezes a intensidade supera a consistência, ou seja, a persistência, mas não a persistência no cadinho diário, eh, das atividades sendo gradualmente feitas, mas com amor, com dedicação, com trabalho contínuo, ela supera o tempo. E para você desenvolver uma atividade com persistência, você tem que ter uma série de outras virtudes. Porque uma instituição como essa, como a gente falou, quantas almas, quantos espíritos, quantas pessoas que talvez não ficaram registradas nos livros, mas de alguma forma contribuíram. Então, a gente precisa entender que o trabalho ele é feito com fraternidade, sem amor, sem paciência, sem perdão múo, sem pensar que não existiam dificuldades, é quase uma ilusão. Então, a o legado que fica é que o propósito, que é o propósito da doutrina, que é justamente o amar ao próximo como a si mesmo, fora da caridade, na salvação, os nossos lemas, ele superou a todas essas dificuldades. Se não for de outra forma, não estaremos aqui falando quantas e quantas instituições são conhecidas nossas que iniciam e ao longo do tempo encerram suas atividades por divergências entre pessoas, diferenças de entendimentos doutrinários e uma série de outros problemas que levam a dissolução. Examente. Mas não significa que a nossa instituição não tenha passado por isso. Ela passou, mas ela soube superar. Uhum. E ela só soube superar porque colocou o propósito do amor, da paciência, da caridade, do perdão à frente de todos os desafios e de todos os problemas que tiveram. Então, para mim essa de fato é a grande lição que nos fica e esperamos, né, outras instituições nascentes, e a nossa própria que continue ainda com esse ideal para os próximos 100 anos. Muito bom. Eh, foi lembrado aqui a questão da das viagens espíritas de 1862, né? Uhum. Eh, Kardec, ele se coloca como um simples operário em relação ao movimento espírita, né? Então, você percebe ali na obra todo aquele esforço, a simplicidade de Allan Kardec, né?

tas de 1862, né? Uhum. Eh, Kardec, ele se coloca como um simples operário em relação ao movimento espírita, né? Então, você percebe ali na obra todo aquele esforço, a simplicidade de Allan Kardec, né? Costumo dizer que às vezes as pessoas chegam no centro espírita e elas veem aquela imagem de Allan Kardec, aquela foto, né, um bigodudo meio cisudo de cara feia, né? Mas quando você vê lê aquele livro especificamente e e as revistas espíritas, é que você percebe a grandeza de Allan Kardec, né? como ele era fraterno, como ele era bondoso, como ele era amigo, embora, né, um cientista muito próximo das pessoas, né? Então, eh eh Lucas, como é que ao longo de 100 anos vocês conseguiram eh é claro que quando eu digo vocês, eu estou respeitando toda a história da instituição, não é? Mas como é manter ao longo de 100 anos fidelidade aos princípios básicos da doutrina espírita? Olha, eu acho que a fidelidade doutrinária é mantida com muito suor, com muito combustível de amor e também com respeito a esse legado que Allan Kardec e a sua equipe administrada pelo espírito de verdade eh trouxe pras terras brasileiras. O espiritismo chega no Brasil pelas eh pela língua frcofônica, pelo francês. Os primeiros médicos eh leem as obras espíritas porque nós já tínhamos o espiritualismo eh americano e o espiritualismo inglês, que tinha muita força. Mas quando o espiritualismo francês chega no Brasil, o novo espiritualismo chamado de espiritismo, eh isso foi abrindo as portas para novas perspectivas filosóficas. para novas leituras do mundo, novas leituras do destino, da dor, da realidade humana, do drama humano e manter essa fidelidade numa época de tanta eh mudança de informação, ainda mais que nós estávamos num período em que a população era majoritariamente católica. A casa espírita sofria muita pressão por uma comunidade católica que não abria o pensamento para uma religiosidade diferente, para esse diálogo interreligioso. Dentro desse desafio, o Centro Espírita sofria pressão com jogadas de bombas, de pedradas,

idade católica que não abria o pensamento para uma religiosidade diferente, para esse diálogo interreligioso. Dentro desse desafio, o Centro Espírita sofria pressão com jogadas de bombas, de pedradas, principalmente período de festa junina, de cerceamento em praça pública, de acusações de dedo em riste. Muitos desses pioneiros sofreram essa pressão e mantiveram o ideal dentro do da do testemunho que a vida convocava na época. Hoje nós temos uma naturalidade. Nós temos novelas e artigos, filmes, nós temos programas, palestras. Hoje Hoje tem pessoas que tm uma cultura religiosa, uma forma de espiritualidade profundamente ecumênica. A pessoa frequenta uma religião aqui e outra colá sem problema de debates. Mas na época não. Na época era um constrangedor você saber que tinha um parente dentro da casa espírita. Então, o Brasil Xavier Nunes, que foi presidente da Casa Espírita de 1949 a 1959, recebeu uma mensagem do Dr. Bezerra de Menezes dizendo: "Abra o estudo. A disciplina é o caminho." A disciplina era exatamente essa rotina com a cultura espírita, essa rotina com aquilo que o espiritismo vinha dialogar com as necessidades espirituais humanas. E aí que o Brasil Xavier Nunes, seguindo um movimento que vinha do Rio Grande do Sul, do estudo sistematizado e a os seus primeiros pilotos, ele abriu estudo sistematizado dentro da casa espírita. E nesse compromisso com o estudo sistematizado, o Centro Espírita foi ganhando um espaço de diálogo, de debate, como se fosse aquela águora grega antiga, em que na praça as pessoas se reuniam, conversavam, levavam seus porquês, suas demandas. E dentro desse universo, ah, o centro chamou tanto atenção aqui em Goiás que ele atraiu a atenção do Dr. Inácio Ferreira, que fez uma palestra no centro em 1947, finalzinho dos anos de 1940, e o Dr. Inácio Ferreira lançou a semente para a formação do sanatório espírita de ANAP, sanatório pioneiro, foi fundado em 1950, eh, 10 anos antes da fundação da nossa capital. Da mesma maneira, mais alguns anos adiante, o Divaldo Pereira

te para a formação do sanatório espírita de ANAP, sanatório pioneiro, foi fundado em 1950, eh, 10 anos antes da fundação da nossa capital. Da mesma maneira, mais alguns anos adiante, o Divaldo Pereira Franco começa a fazer palestras em Anápolis e ele começa pelo Vicente de Paulo como instituição, a tal ponto que a última oportunidade que o Divaldo esteve, eu acho que foi o último congresso que ele esteve aqui em Goiás, ele esteve em Anápolis, no estilo Halls, eh, ele ganhou o prêmio, o o título de cidadão anapolino de muitas vezes em que ele foi à cidade de Anápolis, criando essa relação eh fraternal, doutrinária que começou pelo Vicente Paulo. Então, eh quando você se mantém no compromisso com a doutrina, você consegue reforçar outras mãos amigas que vão criando um ciclo benéfico que atende a todo mundo. Louvado sej os trabalhadores por isso. Maravilha, meus irmãos. Eh, nós estamos ainda, né, nesse momento sensibilizados pela passagem do retorno do nosso companheiro Divaldo Franco, né, lembrado aqui pelo nosso amigo Lucas, retorno à pátria espiritual. Mas assim, foram 98 anos 98 anos 98 anos de vida, eh, onde a maioria desses 98 anos de idade foram dedicadas ao amor ao próximo. Dedicado ao amor ao próximo. Então, é muito esperançoso, é muito bom ver dois jovens, né? foi em função do tempo da fragilidade física e vê dois jovens aqui representando uma instituição centenária. Isso significa que o movimento espírita surge e ressurge sempre cada vez mais forte, né? Essa semente germinou, né? O fruto veio, novas sementes vieram e outras legal. Estão pensando nos próximos 100 anos, né? ou o que que o o Vicente Paulo ele representa, o que que ele simboliza, né? Eh, como um espiritismo vitorioso, não só como referência pra cidade de Anápolis, mas para todo o estado. E o que que nós podemos tirar de lição aí pros próximos 100 anos do Centro Espírita? É, falar de um espiritismo vitorioso, né? é algo auspicioso, porque eu acho que a vitória da doutrina, ela não se mede necessariamente apenas no tempo,

ão aí pros próximos 100 anos do Centro Espírita? É, falar de um espiritismo vitorioso, né? é algo auspicioso, porque eu acho que a vitória da doutrina, ela não se mede necessariamente apenas no tempo, mas ela se mede especialmente no número de corações que foram consolados, no número de irmãos que foram esclarecidos, no número de pessoas que foram atendidas. E como Lucas falou desde o início, o Centro Espírita Cent de Paulo, ele primou eh pela pureza doutrinária, pelos princípios cardequianos, pela assistência social, que sempre foi um pilar muito forte, muito presente na nossa instituição. os estudos doutrinários, palestras, as reuniões mediúnicas envolvidas durante décadas ao longo dessa dessa desse tempo, com certeza solidificaram, né? Então, se a gente pudesse falar em vitória, eu não falaria assim como uma vitória eh de ganhos, mas eu falaria com uma vitória de experiência, de êxito em corações tocados, de êxito em almas convertidas. Se a gente tá falando também número de encarnados que a gente não faz ideia ao longo desse dess anos, quantos desencarnados foram auxiliados, instruídos, acolhidos, tratados nessa instituição. É a isso que eu dedico essa vitória. E a experiência que nos fica, na verdade, até uma boa vontade, é de que isso permaneça e de que continue a a por mais 100 anos. Eh, e isso só se faz, como a gente disse, né, com amor, com dedicação, com seriedade, com respeito, com persistência e é o legado que a gente pretende. Eh, somos dois jovens velhos, eh, que nos dedicamos à nossa instituição, mas outros tantos também estão conosco, outros tantos já passaram. Eh, a nossa grande vontade é que esse entusiasmo, que essa vontade de estar ali crescendo, auxiliando, desejando bem aos nossos irmãos, é que contamine os outros, porque com certeza é isso que vai fazer dar essa continuidade pros próximos 100 anos e com certeza seremos exitosos. É incrível ele falar sobre continuidade se a gente for parar para analisar, refletir sobre o que as notícias históricas eh refletem sobre a

idade pros próximos 100 anos e com certeza seremos exitosos. É incrível ele falar sobre continuidade se a gente for parar para analisar, refletir sobre o que as notícias históricas eh refletem sobre a forma de viver o espiritismo naqueles primeiros tempos do século XX, eh a gente pode perceber que as casas espíritas elas nascem da comunhão familiar, mostrando que a a não é o poder eh político, não é o poder financeiro que fazia diferença. O que fazia diferença é como você traz a fé pro lar. Então, o que era vivido no centro era consequência do que era testemunhado no lar. Esse diálogo, lar, eh, espírita, larstico, era muito profundo na época. Não havia divisões entre isso. A pessoa não entrava no centro, vestia uma capa, uma edumetária de santo, de espírita, e quando saía voltava pro seu lar, ele vivia a própria personalidade. Não. Era um diálogo muito profundo entre a família no lar e a família no centro. Além disso, a gente percebe que a o centro foi criando uma família espiritual que foi para além túmulo. Nas nossas reuniões mediúnicas, com frequência nós vemos a presença desses amigos que, além de espíritas, eram muito amigos e que continuam trabalhando como amigos e como parceiros num elo de fraternidade muito solidário, muito jovial, muito eh interessante entre eles. Outra coisa que eu acho que as notícias históricas trazem é que a perseguição, a intolerância nunca destrói o evangelho, sempre o deixa mais forte. Aquelas pessoas, quanto mais elas eram combatidas, pressionadas, coagidas, menos combalidas elas se sentiam. Ao contrário, elas viviam testemunho que aquele período histórico exigia delas e elas levavam o espiritismo pela palavra, pela leitura, pela comunicação social, pela promoção social, levavam à doutrina espírita pela forma de viver. E era um espiritismo muito comunitário, sempre conectado com as camadas populares, sempre envolvido com as pessoas. Talvez eu posso dizer que aqui não são só dois jovens, mas a própria jovialidade de um centro centenário é muito vivo ainda

sempre conectado com as camadas populares, sempre envolvido com as pessoas. Talvez eu posso dizer que aqui não são só dois jovens, mas a própria jovialidade de um centro centenário é muito vivo ainda hoje. A gente vê que as mocidades em muitas décadas do centro eram mocidades que tinham mais de 100 jovens. Era um modelo de de trazer a família pro centro e a gente via que o centro também era lugar paraa família por completo, né? Isso fazia toda a diferença. Isso. OK. Muito bom. Teremos festa. Teremos algumas comemorações. Como é que tá a programação? Teremos um banquete de luz, com certeza. Mas sim, nossas comemorações elas se iniciam agora ainda no mês de maio com muitas palestras, seminários, oportunidades de estudo, de confraternização e de participarmos desse centenário ao qual nós convidamos todos vocês para estarmos estar juntos conosco para que possam levar adiante essa mensagem de paz e amor. Eh, nós iniciamos com várias palestras e seminários contados a partir da próxima semana, no qual a gente convida, estamos aqui eh deixando aberto eh junto a FEGO todos as datas. A gente deixará os nossos informativos, levando até vocês, né, até os nossos irmãos, que possam estar junto conosco presencialmente ou de forma remota nas transmissões que também serão feitas. Mas com certeza será um banquete luzes, onde esperamos de coração aberto, não apenas encarnados, mas também desencarnados para festejar junto com aliás, eu aproveito a oportunidade para agradecer a abertura que a Federação Espírita dá, pra gente trazer a baila um pouco da história dessa instituição, por mais que a gente não tem, não esteja à altura de referendar tantas informações relevantes, mas a gente tá aqui para dar essa esse e esse tempero que de que 100 anos traz para cada um de nós e convidar todas as pessoas a valorizarem a história de suas instituições, a cultivarem a memória, a terem uma equipe de trabalho que façam essa curadoria da história da instituição, porque às vezes as instituições acham que isso acaba sendo

a história de suas instituições, a cultivarem a memória, a terem uma equipe de trabalho que façam essa curadoria da história da instituição, porque às vezes as instituições acham que isso acaba sendo vaidade, mas não é. É tão relevante quando passa o tempo e as pessoas olham para trás e se miram nesses pioneiros. Então esse trabalho de curadoria ele é é importantíssimo, porque você vai anotando detalhes, você vai anotando nomes, acontecimentos, eh, que possam inspirar as gerações futuras. Eu acho que o nosso maior desafio hoje, Gu, você tocou na ideia do jovem, o Divaldo, ele não só era tão conhecido no Brasil por ser um médium de uma tarimba impressionante, por ser um comunicador extraordinário, mas o jovem, o Divaldo, tinha uma personalidade muito jovial, ele era cativante, ele tinha uma aura contagiante no seu jeito de se conectar com o outro ser humano. Eu acho que a gente tá precisando muito disso no espiritismo, criar essa conexão de olho no olho, alma na alma, calor humano com calor humano. E eu acho que o nosso maior desafio como instituição espírita pros próximos 100 anos é como nós vamos dialogar com a sociedade de hoje, em que o tempo é rápido, em que a comunicação virtual muitas vezes toma mais tempo do que a comunicação presencial, em que nós distanciamos basicamente de das pessoas, porque hoje com o virtual a gente simplificou as coisas, mas vencer distâncias e criar elos entre pessoas é o que o espiritismo como instituição precisa resolver hoje como aproximar as pessoas pro trabalho no bem, para o compromisso solidário, para o estudo constante, para deixar a preguiça de lado e colocar a disciplina como pauta da agenda no dia e fazer amigos. Nossa, não tem prazer maior do que a gente ir paraa casa espírita. E ao invés da gente ficar só sentadinho no banco esperando o passe chegar e mal saber o nome de quem tá do lado, ter o prazer de fazer amigos, dar abraço, de ser gentil, eh criar pontes entre pessoas e a partir daí a gente continuar com essa família espiritual, como

chegar e mal saber o nome de quem tá do lado, ter o prazer de fazer amigos, dar abraço, de ser gentil, eh criar pontes entre pessoas e a partir daí a gente continuar com essa família espiritual, como provavelmente parte dessa família está aqui conosco, nos acompanhando e dividindo esses momentos com todos nós. interessante o nosso irmão Lucas falando, né, sobre fazer amizade. Sim, eu me lembrei de uma fala de Eu Barçanufo. Ele diz assim que a verdadeira felicidade ela não vive isolada em uma só alma, pois que somente vi seja na reciprocidade de vibrações entre vários grupos de seres amigos, né? Hum. Acho que a base do do nosso movimento tem que ser a amizade, o respeito, o carinho, né? A gente tem que sentir falta de encontrar com os companheiros da casa espírit. Interessante que era comum anteriormente a gente se chamar de confrades. Exato. Isso. Hoje praticamente não ouvimos mais essas terminologias que tanto nos aproximavam, né? Como o Lucas falou, eram famílias e irmãs que se uniam no propósito ideal, chamando-se de confratos. Acho que esse é um grande desafio que a gente vai transir de hoje. Grand Muito bom. A Federação Espírita agradece a presença de vocês e que estejamos juntos novamente nos próximos 100 anos. Com certeza a gente ainda que desencarnados ou ainda que reencarnados reencarnados a gente Muito bem. Muito obrigado a vocês, tá? levem lá o nosso abraço. E vocês que estão nos acompanhando, sigam as redes da Federação Espírita do Estado de Goiás, no nosso Instagram e também no nosso na nossa página, né, na TV Goiás Espírita. e segue, compartilha esse vídeo, porque deve chegar a outras instituições como exemplo de como deve ser um centro espírita. 100 anos não é qualquer coisa, né, meus irmãos? Então, nós ficamos por aqui agradecendo a Jesus nesse momento, lembrando o nosso companheiro Casimiro Cunha quando ele diz: "O espiritismo é uma luz gloriosa, divina e forte. que clareia toda a vida e ilumina além da morte. É uma fonte generosa de compreensão compassiva, derramando em

anheiro Casimiro Cunha quando ele diz: "O espiritismo é uma luz gloriosa, divina e forte. que clareia toda a vida e ilumina além da morte. É uma fonte generosa de compreensão compassiva, derramando em toda parte o conforto da água viva. É o templo da caridade em que a virtude oficia, em que a bênção da bondade é flor de eterna alegria. É uma árvore verde e farta, nos caminhos da esperança, toda aberta em flores e frutos. de verdades e bonanças. É a claridade sublime do bem que aniquila o mal. É o chamamento divino da vida espiritual. Se buscas o Espiritismo, norteia-te em tua luz. O Espiritismo é uma escola e o mestre amado é Jesus. E é isso que nós queremos com o nosso programa Espiritismo em Movimento, em nome da área de comunicação social espírita da nossa amada federação. Agradecemos a participação e colaboração da nossa coordenadora adjunta da comunicação, Daniela Lacerda. Na equipe técnica, né? Eh, Gisele Freitas e Natã Lacerda. Sem esses companheiros nada seríamos. Muito obrigado, muita paz e luz a todos vocês. Até a próxima. Até a próxima. Gratido.

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