PERDAS SÃO NECESSÁRIAS - Roberta Assis [PALESTRA ESPÍRITA]
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[canto][música] dentro de mim que encontrei [música] na [canto] comunhão. Foi nessa casa [música] que [canto] aprendi toda a beleza de viver, doando [canto] amor, [música] vibrando luz, buscando [canto] a ti. >> Senhor, mesmo tão [canto] longe de atingir a [canto] perfeição, [música] aqui eu [canto] entendi [música] qual o valor dessa missão. Foi nessa [música] casa que aprendi [canto] toda a beleza [música] de viver, doando [canto][música] amor, vibrando luz, [música] buscando [canto] a ti. Uma boa tarde a todas e todos. Eh, vou convidá-los a que a gente possa fazer uma pequenina oração pra gente iniciar o nosso momento de reflexões. Então, quem se sentir confortável pode fechar os olhos. Quem preferir pode mantê-los abertos. E assim tomando consciência da nossa respiração, respirando profundamente, nós vamos nos deixar envolver por essas energias de amor que se aproximam de nós nesse momento. Vamos nos lembrar que nesses momentos os nossos anjos da guarda, os nossos mentores se aproximam dos nossos corações e mentes a preparar-nos a essa troca de energias salutares, a desfazer tristezas, miasmas, dores e renovar esperança, alegria e fé em nosso viver em nosso campo íntimo. Dessa forma, rogamos Jesus que permaneça conosco, que nos oriente, que sejamos dóceis à boas orientações dos nossos mentores, dos guias desta casa e nos deixemos renovar. Se conosco, Jesus, hoje e sempre. Graças a Deus. Boa tarde de novo a todos e todas. Hoje a gente vai fazer uma reflexão sobre um assunto que nós todos experimentamos várias vezes na vida, mas que igualmente [limpando a garganta] a maioria de nós, praticamente todos nós, temos muita resistência. com ele. E o nosso tema hoje diz respeito às perdas. O título da nossa palestra hoje é perdas são necessárias. E o nosso desafio, na verdade, o meu desafio aqui hoje, porque o texto base da nossa reflexão tá no livro As Dores da Alma. É uma psicografia do Francisco do Espírito Santo Neto pelo espírito Amed, se vocês tiverem o interesse de
, o meu desafio aqui hoje, porque o texto base da nossa reflexão tá no livro As Dores da Alma. É uma psicografia do Francisco do Espírito Santo Neto pelo espírito Amed, se vocês tiverem o interesse de buscar a obra chama As Dores da Alma. E nessa obra ele vai abordar várias dores que nós encarnados atravessamos, mas entre elas está estão, na verdade as dores relacionadas às perdas, aos processos de perda que nós experimentamos. E o meu desafio é conseguir transmitir a vocês a tanto a o impulso espiritual que a média nos dá, mas também a compreensão e a consolação que ele nos traz. Muitas vezes a gente se confunde um pouco quando a gente escuta, né, mensagens, os mentores nos chamando a superação das nossas dores. Não é incomum a gente se sinta incompreendido ou invalidado nas nossas dores e nas nossas lágrimas. Poxa, eu devia ser mais evoluída, mais evoluído espiritualmente para não sofrer tanto assim. Na verdade, não é isso que os espíritos estão nos chamando e nos convidando. Eles estão nos convidando para simgulharmos nas nossas dores, sentirmos as nossas dores, mas com uma nova perspectiva, com uma nova dimensão, com um olhar que seja capaz de nos trazer esperança e assim nos atravessar por esses períodos. Hoje a gente vai falar de luto, vamos falar de perdas. não só de pessoas amadas e o luto que isso traz, mas outras perdas que também trazem os seus processos de de luto, entendendo, gente, que luto é um processo que nós necessitaremos de atravessar, porque se a gente nega essa dor e vai [limpando a garganta] chamar a nossa atenção para essa essa necessidade de nós sentirmos as nossas dores, de chorarmos as nossas lágrimas, de darmos ao nosso campo emocional e psicológico, o tempo que ele necessita para se recuperar. Mas é preciso que a gente entenda também que nós nos recuperaremos e que a vida segue adiante. Então, o primeiro trecho desse capítulo em que a Méd vai tratar das perdas, ele vai falar de um tipo, ele não começa pelo pelas mortes orgânicas, pelo luto que a
uperaremos e que a vida segue adiante. Então, o primeiro trecho desse capítulo em que a Méd vai tratar das perdas, ele vai falar de um tipo, ele não começa pelo pelas mortes orgânicas, pelo luto que a separação da morte orgânica nos traz. A primeira parte do estudo vai ser dedicada à perda da ilusão que nós temos nos nossos relacionamentos interpessoais. A frustração que sentimos quando amigos, parentes, conhecidos se mostram tal qual qual são e não como a gente projetou que eles fossem. E a gente se sente muitas vezes profundamente confuso com essa ruptura que se estabelece entre aquilo que a gente projetava que o outro era e aquilo que o outro é. E muitas vezes a gente não consegue equacionar muito bem esses sentimentos, reconstruir a nossa relação. que o a média vem nos fazer esse chamado, vem nos fazer esse desafio de que nós não façamos rupturas tão profundas, que a gente consiga desenvolver o entendimento do outro. Quando a gente vai conversar sobre lutos e perdas, será necessário que a gente desenvolva a capacidade emocional de estarmos diante da dor, de vivenciarmos as dores, porque senão nós não conseguiremos operá-las. Nenhum mentor espera que a gente não verta lágrimas, gente. Nenhum mentor espera que seja fácil esse processo. O que se espera é que nós tenhamos coragem de vivê-lo e não negá-lo, né? Como frequentemente a gente faz. Eu não fiquei chateado, não, nem liguei. Quando o nosso coração tá sangrando muitas vezes, quando a gente vai demandar ali naquela situação um processo, um tempo de construção de perdão, de trabalhar a mágoa que ficou em nós, de uma expectativa que não foi cumprida, de uma atitude que nos causou dor. Nós vamos gastar um tempo nessa elaboração até que a gente possa olhar para essa ferida e a gente veja somente uma cicatriz que não dói. A gente se lembra de tudo o que aconteceu, mas não dói mais. é um processo. Mas para que a gente possa chegar neste lugar de superação, nós vamos ter que desenvolver num primeiro momento, a capacidade de
ente se lembra de tudo o que aconteceu, mas não dói mais. é um processo. Mas para que a gente possa chegar neste lugar de superação, nós vamos ter que desenvolver num primeiro momento, a capacidade de estarmos diante da dor, de aceitarmos a realidade tal qual ela é e não como a gente gostaria que ela fosse. Porque nós nos abraçamos tanto com a materialidade, esquecendo frequentemente o espírito que somos. Somos consciências encarnadas. Nós estamos experimentando o mundo encarnado a partir, né, deste nosso corpo orgânico, desse veículo físico que neste momento está ligado ao nosso espírito célula a célula. Por isso que nós sentimos as emoções no nosso corpo. Tudo que o nosso espírito sente reflete no nosso campo orgânico. E da mesma forma, todas as vezes que a gente consegue favorecer o nosso campo orgânico, o nosso espírito acaba se beneficiando também. Por isso que processos de meditação funcionam para que a gente possa voltar a um estado de calma. Porque se a gente retira 5 minutos, que seja para fazermos um parênteses, um iato, eu vou só prestar atenção na minha respiração nesses 5 minutos. O desafio da meditação não é complexo. Ele é desafiador, mas não é complexo. A nossa mente vai voar nos primeiros momentos. A gente já vai começar a pensar em mil coisas e aí a gente vai ver, nossa, esqueci de pensar na minha respiração. E aí a gente vai voltar de novo. Experimentem. Marquem 3 minutos no relógio. Coloca um despertador aí no celular hoje, amanhã. E nesses 3 minutos você se concentra em só em respirar, em lembrar que tá respirando, em sentir o ar saindo e entrando. E vocês vão ver que vocês vão se distrair, porque a nossa mente voa. Opa, me distraí. Deixa eu voltar para prestar atenção só na respiração. E a gente fica nesse exercício durante esses 3 minutos. Sabe o que acontece? Nós nos acalmamos. E nós nos acalmamos através dessa parceria que o corpo orgânico tem com a gente. Nós trazemos o veículo orgânico para um estado de calma, de respiração compassada e nós conseguimos calma
os acalmamos. E nós nos acalmamos através dessa parceria que o corpo orgânico tem com a gente. Nós trazemos o veículo orgânico para um estado de calma, de respiração compassada e nós conseguimos calma também no nosso campo emocional e espiritual. Por isso que um passe espírita que ao final dessa palestra todos nós vamos receber, estejamos nós aqui presencial ou remotamente, todos nós receberemos esse passe. Por isso que ele acaba tendo uma reverberação orgânica também, porque o espírito está ligado ao corpo físico, célula a célula. Então, o que impacta também o meu espírito? Em última análise, as minhas emoções, os meus pensamentos, os fluidos que me envolvem impactam também o meu organismo, porque tudo é interconectado. Então, a gente vai respeitar também os nossos processos de dores, as nossas lágrimas, a nossa tristeza, o nosso momento de dor, compreendendo que é um momento de aceitação. Quando a gente quebra um osso, é necessário que se mobilize aquele lugar até que o organismo tenha condições de reconstruir o que se partiu. Não é assim? É natural que os processos de tristeza tragam uma diminuição da nossa atividade até que a gente consiga sistematizar, compreender, digerir e curar. Então, leva um tempo e o tempo é relativo, dependendo da ferida. Algumas fraturas cicatrizam mais rápido que outras. Algumas a gente só imobiliza, outras a gente tem que enfaxar, outras a gente tem que operar. Tudo depende da ferida, do organismo, do tempo de cada um. É preciso que a gente consiga também aprender a respeitar os nossos tempos emocionais. Então, nós vamos parar de negar a nossa tristeza quando a gente atravessa perdas para abraçar um processo terapêutico de cura. Mas a gente vai entender que elas fazem parte do processo de amadurecimento e expansão da nossa consciência. Um, quando a gente tá falando sobre essa decepção interpessoal, nos relacionamentos interpessoais, o problema é que a gente muitas vezes eh prefere se iludir e a gente não consegue entender que somos todos espíritos imperfeitos,
o sobre essa decepção interpessoal, nos relacionamentos interpessoais, o problema é que a gente muitas vezes eh prefere se iludir e a gente não consegue entender que somos todos espíritos imperfeitos, convivendo uns com os outros. Então, naturalmente, as nossas relações interpessoais terão problemas e atritos, porque nós ainda não damos conta de agirmos sem nos equivocar, sem errar. Se não for eu, será o outro. E depois que for o outro, vai ser eu de novo. Às vezes somos nós dois ao mesmo tempo, errando juntos. É preciso que a gente compreenda que todos nós somos donos de ambivalências. Somos capazes de muitos bens e muitos males. E leva tempo esse processo de aprendizado. Há que haver espaço nas nossas relações para isso. Não é que a gente não vai se chatear, mas a gente não vai cortar as pessoas mais. Talvez haja um tempo de uma distância terapêutica, mas não de uma aniquilação. Às vezes a gente ama profundamente alguém, mas a gente precisa de um espaço, de um tempo de reconstrução. Isso não aniquila o amor, isso não aniquila as qualidades que a gente sabe que essa pessoa tem. Somente abre espaço para uma relação mais realista. E o Amé vai nos chamar atenção assim: modo geral, não admitimos que podem coexistir entre amigos sentimentos ambivalentes, como admiração e inveja, estima e competição, afeição e orgulho. As emoções radicalmente diferentes ou mesmo opostas são inatas nas criaturas humanas no estágio evolutivo em que se encontram. Todo ser na Terra está aprendendo a usar coerentemente seus sentimentos e emoções. É preciso que a gente tenha paciência, gentileza. Todos nós estamos aprendendo a ter coerência. Coerência com o quê? Coerência com o que a gente já admite de belo, com o que a gente deseja e as nossas atitudes. Coerência do evangelho com aquilo que a gente faz. Porque muitas vezes nós somos os cristãos sem Cristo. A gente exclui onde o Cristo sempre incluiu, porque nós estamos nesse processo de amadurecimento, mas não é só a gente, é todo mundo. Então é preciso que a gente
ezes nós somos os cristãos sem Cristo. A gente exclui onde o Cristo sempre incluiu, porque nós estamos nesse processo de amadurecimento, mas não é só a gente, é todo mundo. Então é preciso que a gente vá despindo a ilusão. E o processo da gente se desfazer das ilusões se chama desiludir, desilusões. Ninguém espera que isso aconteça sem lágrimas, tá gente? São legítimas as nossas lágrimas. A gente tem o direito de chorar essas dores. Mas o que a espiritualidade nos chama é que a gente vá além, que a gente compreenda além, que a gente enxergue que isso é só uma parte de um contexto que é muito mais amplo, de criaturas que ainda são imperfeitas, nós e todos que caminham conosco. E que é nesse nessa troca, nesses erros e acertos que a gente vai construindo versões melhores de nós e dos nossos relacionamentos. Então, a gente perde algo e dói e a gente chora, mas a gente ganha uma relação mais verdadeira, mais profunda, mais sólida, mais íntima. Os ganhos superam a perda. E aí [limpando a garganta] o Amédia vai prosseguir nessa conversa sobre perdas para nos falar dessa separação que a morte orgânica frequentemente nos faz atravessar. Todos nós vivemos essa realidade, porque todos nós encarnamos e desencarnamos. ao nosso lado e ao nosso redor, pessoas que nós amamos chegam e vão. E há um chamado da espiritualidade de novo, não há expectativas e ninguém tá pedindo que a gente negue a nossa dor na hora da partida, na hora da separação. É compreensível que haja um período de luto. E gente, não tem protocolo para luto, não, tá? Cada um vive o seu luto da sua forma, que a gente adora botar regra. Nossa, mas acabou de perder a mãe, tá comportando desse jeito. Acabou de perder o irmão, tá comportando daquele jeito. Gente, cada um vive a sua dor da forma que consegue. Elabora a sua perda da forma que consegue. O nosso cérebro encarnado vai levar um tempo de adaptação. Quando é uma pessoa com quem a gente tinha um convívio cotidiano muito íntimo e essa pessoa parte, deixa a encarnação,
da forma que consegue. O nosso cérebro encarnado vai levar um tempo de adaptação. Quando é uma pessoa com quem a gente tinha um convívio cotidiano muito íntimo e essa pessoa parte, deixa a encarnação, leva um tempo até que o nosso cérebro se acostume com a rotina nova. Não é nem uma, nem duas vezes que a gente passa a mão no telefone para ligar pra pessoa. Ah, vou ligar para minha mãe. Eu não posso ligar paraa minha mãe. Há um período que a gente vai seguir fazendo isso e é legítimo que a gente chore. As nossas lágrimas, desde que elas não sejam de desespero, elas vão impactar os nossos amores positivamente, no sentido de que eles vão se sentir lembrados e amados, desde que a gente consiga não se desequilibrar demais. A gente vive a tristeza, a dor da separação, mas a gente vai ressignificando essa dor. A gente vai transformando esse luto. E a gente vai transformando esse luto [risadas] a partir da dimensão do espírito, de lembrarmos que somos espíritos eternos. E do ponto de vista do universo, a morte é uma ilusão. Não existe morte. O que existe são transformações da matéria e da consciência. Nós mudamos de dimensão quando nós desencarnamos ou quando nós encarnamos, nós mudamos de estado vibracional, existencial, existindo em dimensões diferentes. Mas ainda nós, nós vamos adequando aos poucos essa maturidade espiritual. Dessa forma a gente vai educando a nossa dor. A gente vai aos poucos superando a dor do luto, lembrando do espírito que somos e abrindo espaço para sutilezas. Não é raro, aliás, é muito comum. A espiritualidade. Deus conversa conosco. Os nossos amores que já partiram desta encarnação conversam conosco delicadamente, sutilmente. É preciso que a gente esteja atento e os sinais vão fazer sentido só para nós. A gente sabe e a gente não precisa convencer mais ninguém. Para alguns, a presença da mãe vai ser uma borboleta, um passarinho, uma música, um perfume. No meu caso, um arco-íris. Sempre que eu vejo um arcoz me lembro da minha mãe. E eu gosto de contar esse caso por conta
a presença da mãe vai ser uma borboleta, um passarinho, uma música, um perfume. No meu caso, um arco-íris. Sempre que eu vejo um arcoz me lembro da minha mãe. E eu gosto de contar esse caso por conta das sutilezas mesmo que talvez vocês me digam, mas um arco-íris é um fenômeno da natureza. É a luz do sol sendo decomposta nas gotas de águas suspensas na atmosfera. Verdade. Mas também é minha mãe me falando que mantenha a esperança, vai ficar tudo bem, eu tô aqui. E tanto é minha mãe para mim todas as vezes que eu vejo que logo depois do desencarne do meu pai, que foi depois do da minha mãe, o primeiro arco-íris que eu vi foi um arco-íris duplo, um arco-íris dentro do outro. Eram dois arco-íris. É raro a gente ver um arco-íris duplo. Eu vejo com frequência. Deus conversa conosco nas sutilezas. A gente precisa se permitir transcender. A gente precisa se permitir sentir, se reencantar. E sempre que a gente vai falar dessa dessa perda, desse luto de pessoas amadas que partiram, é sempre uma mescla com a saudade, com a beleza, com amor, com a presença, com a transcendência. Quando o tempo vai passando e a gente vai estabilizando, onde a gente já não passa a mão mais no telefone para ligar, porque o nosso cérebro e a nossa rotina já se restabeleceram. O tempo necessário eu já entendi, né? como se a gente mudasse de fuso horário. Quando a gente viaja e o fuso horário é muito distante, a gente chega num no outro país e no meio da tarde a gente tá morrendo de sono, mas o sol ainda tá alto, mas eu preciso dormir. Eu tô sentindo enjoo, não tô bem. leva uns dias até que a gente consiga, o nosso corpo físico consiga entender a nova realidade. Então, o luto também leva um tempo para que o as nossas rotinas, o nosso organismo se acostume com uma ausência. Então essa ausência que no início ela avaçaladora, ela vai ganhando uma possibilidade, um lugar, um espaço, uma convivência possível. Leva um tempo, mas isso se conclui. E é preciso que a gente se auxilie, ajude os espíritos a nos ajudarem, os
ladora, ela vai ganhando uma possibilidade, um lugar, um espaço, uma convivência possível. Leva um tempo, mas isso se conclui. E é preciso que a gente se auxilie, ajude os espíritos a nos ajudarem, os desencarnados, no caso. Tudo bem a gente chorar a nossa tristeza, mas a gente pode chorar a nossa tristeza emitindo para os nossos queridos um sentimento. Olha, eu vou ficar bem, tá tudo bem. Fica bem aí que aqui aqui eu vou seguir com tudo de bom que você me semeou. Algo poderoso é nós seguirmos adiante, honrando a memória daqueles que partiram antes de nós. O que eles gostariam de ver a gente fazendo? como eles gostariam de nos ver vivendo os dias até o nosso reencontro, que nós nos reencontraremos. São partidas e chegadas. Quando nós desencarnarmos, os encontraremos na estação esperando por nós, com flores, abraços, com a felicidade de ver que nós sustentamos as nossas lutas. E é essa força que vai fazer com que a gente supere a dor. É essa alegria da gente perceber na alguma atitude nossa ou num jeito da gente rir a presença de um pai, de uma mãe, de um filho, de um irmão. Nossa, tô rindo igual fulano, né? Tá igualzinho. Ai, tô fazendo isso igual ciclan, né? Sim. Estamos acolhidos e acompanhados. E estamos transcendendo já agora essa noção limitadora de que a morte nos separa irrevogavelmente. Lógico que não é um até breve bastante dolorido, mas a gente dá conta dele e nós não seguimos desacompanhados e os nossos amados não vão muito longe. Que nós então consigamos temperar as nossas lágrimas. Não é que a gente vai parar de vertê-las, mas a gente vai conseguir temperá-las. E elas vão renovar o nosso campo emocional, auxiliar o nosso corpo a trazer para fora essa dor e nós não afogarmos por dentro. a gente chora o que a gente precisar chorar, depois a gente lava o nosso rosto, bebe uma água e segue em frente. E quando a gente esver lavando o nosso rosto, bebendo a nossa água, tenhamos a certeza que os nossos amores estão ao nosso lado, nos abraçando neste momento,
so rosto, bebe uma água e segue em frente. E quando a gente esver lavando o nosso rosto, bebendo a nossa água, tenhamos a certeza que os nossos amores estão ao nosso lado, nos abraçando neste momento, orgulhosos de nos verem lutando, persistindo. Mas a média ainda vai trazer uma outra dimensão da perda. É cansativo, né, gente? Mas todos nós vivemos tudo isso. E nesse último tópico sobre a perda que o Améd trata nesse livro As Dores da Alma, é algo bastante atual e que vem nos afligindo coletivamente de maneira avaçaladora, que é a nossa inconformidade com a perda da juventude, a nossa intolerância por envelhecermos. E aí torna a nossa vida muito complicada. É lógico que a gente vai buscar manter a nossa saúde orgânica, as a melhor forma que a gente puder de se alimentar, um bem-estar. A gente vai buscar existir da maneira mais graciosa que a gente conseguir, mas é preciso que a gente compreenda que envelhecer faz parte do processo encarnatório. E sim, a gente perde ali uma mobilidade do joelho, a nossa memória fica um pouco confusa. Toda mulher que passa pela menopausa sabe do que eu estou falando. As palavras somem, gente, fica coisinha, aquele negocinho fulaninho, sei lá, a gente não lembra palito de fósforo, é uma coisa assim, mas ao mesmo tempo, se a gente se ocupa demais só com o que a gente tá perdendo, a gente deixa de aproveitar o que a gente está ganhando, a perspicácia, a capacidade de não se angustiar tanto com qualquer coisa, porque a gente já viveu tanta coisa nessa vida que a gente sabe que também não é tudo que precisa tirar agenda do sério. A gente vai ganhando o quê? Equilíbrio. A gente perde o equilíbrio um pouco dos joelhos, tem que fazer uma musculação ali firme, tem, né? Garantir ali a musculatura para proteger os ossos, pra gente não ficar caindo demais. Tem, mas o equilíbrio emocional que a gente ganha, só a vivência dos anos pode nos dar. Jamais teríamos o mesmo raciocínio, a mesma dimensão, a mesma capacidade de compreender a vida que temos agora
. Tem, mas o equilíbrio emocional que a gente ganha, só a vivência dos anos pode nos dar. Jamais teríamos o mesmo raciocínio, a mesma dimensão, a mesma capacidade de compreender a vida que temos agora aos 17 anos, a cada fase, o seu encantamento. que a gente não se ocupe tanto em tentar reter algo que não pode ser retido, que é o passar das horas do relógio, mas ao usufruir mais aquilo que nós construímos, que é o nosso patrimônio da nossa vida. E eu tô falando do patrimônio completo, não é o patrimônio material, não. É tudo que a gente já viveu, já sentiu, a capacidade que a gente tem de se encantar. com tantas coisas que a gente nem sabia, nem conseguia refletir até anteontem. essa estabilidade de não se afligir, de sermos pouco a pouco, passarmos a ser pouco a pouco aquilo que foram para nós antes. Meu pai era uma pessoa que até a gente só dele estar sentado na sala sem falar nada com ninguém, todo mundo já ficava mais feliz. Só dele tá ali existindo plenamente. Aos poucos somos nós que vamos assumindo esse papel para quem vem depois. A gente já não tem que fazer mais tanta força física. Os outros estão aí para fazer, mas nós entregaremos a estabilidade emocional, a tranquilidade diante das tormentas. É claro que a gente a gente vai poder dizer para quem vem depois, é claro que você vai superar isso. Eu superei. Podendo muito menos que você, eu superei. Você que pode muito mais. É claro que você, e nesta frase a gente semeia o mundo, mas a gente só é capaz de dizer isso hoje, porque de fato a gente viveu, superou, tivemos as nossas histórias e os nossos embates. Que a gente aprenda a entrelaçar as mãos e a não ficar tão preocupado com o que perdeu, mas perceber a pessoa incrível que a gente está se tornando a cada dia. E isso só a maturidade pode entregar. Felizes de nós que podemos viver e vivenciar o amadurecer na encarnação com todas as lições. É um momento, gente, de colheita, né? Se a gente, né, uma árvore, a gente semeia lá a semente, ela vai crescendo, tem todos os anos.
s viver e vivenciar o amadurecer na encarnação com todas as lições. É um momento, gente, de colheita, né? Se a gente, né, uma árvore, a gente semeia lá a semente, ela vai crescendo, tem todos os anos. O da colheita, o momento da colheita é o mais rico. Honremos a nós mesmos, respeitemos a nós mesmos, saibamos ver a beleza de estarmos maduros. E a nossa meia hora se esgotou. Eu vou convidar vocês para que a gente possa fazer uma oração pra gente encerrar esse nosso momento aqui de reflexões. Fica aí o convite para vocês lerem o As Dores da alma, né, os capítulos sobre a perda e todos os outros que vocês quiserem ler. O livro é um primor e logo após vocês poderão ser nosso nosso irmão vai encaminhar vocês para o passe, tá bem? Vamos fazer a nossa oração pra gente poder encerrar. Querido mestre e amigo Jesus, queridos mentores, rogamos que nos auxilie a aprender a doçura da transformação, iluminando o nosso olhar e os nossos corações, para que consigamos secar as nossas lágrimas, curar os nossos corações e nos deixarmos inundar pela beleza do amor. Ser conosco, Jesus hoje e sempre. Graças a Deus. Uma boa noite a todos. Sejam bem-vindos à nossa sala de passe virtual da comunhão espírita de Brasília. O passe tem como finalidade auxiliar a recuperação física. mental [música] e espiritual, substituindo os fluidos deletérios por fluidos benéficos. Durante o passe, [música] temos uma troca de energias físicas, mentais e espirituais, guiadas pelo melhor sentimento que é o amor. Essa energia amorosa auxilia no reequilíbrio [música] dos pensamentos e emoções, restabelecendo a harmonia íntima. Assim deve [música] ser utilizado quando sentir necessidade ou até que se sinta reequilibrado. Nesse momento em que daremos início à aplicação do paz, pedimos [música] que em um ambiente tranquilo você se coloque de forma confortável, fechando os olhos, respirando de maneira tranquila e serena, para que assim possamos sentir a presença do nosso Deus de amor, Senhor da vida e da misericórdia. [música]
e coloque de forma confortável, fechando os olhos, respirando de maneira tranquila e serena, para que assim possamos sentir a presença do nosso Deus de amor, Senhor da vida e da misericórdia. [música] Entrando em sintonia com o nosso [música] mestre e amigo de todas as horas e com os mentores espirituais dessa [música] casa, rogamos que nesse momento desça sobre nós todos os fluidos salutares e benéficos necessários ao reequilíbrio do nosso corpo físico, mental [música] e espiritual. Senhor meu Deus, permita que os bons espíritos que me cercam me auxiliem nos momentos de dificuldade. Que eu tenha a força necessária para continuar a caminhada no sentido [música] do bem, do amor e da caridade. Traz, Senhor, a cura para os males do corpo e da alma. Mas se não for o momento, traz o refrigério necessário para que eu continue a caminhada. Que nossos amigos espirituais possam visitar os [música] nossos lares, abençoando a cada um que lá se encontra, trazendo a alegria de viver, a paz, a harmonia e que cada um possa colocar o amor do mestre Jesus em seus corações. e também os mentores espirituais possam visitar os nossos ambientes de trabalho, levando a cada canto a tranquilidade, a fraternidade e a serenidade. Que esses bons fluidos se estendam [música] para cada um de nós, amigos e familiares, trazendo o conforto que tanto desejamos. [música] a coragem e a fé para continuarmos a nossa estrada da vida. Estamos chegando aos momentos [música] finais de nosso passe. Faremos então a oração que o Mestre Jesus nos ensinou. Pai nosso que estais no céu, santificado seja o teu nome, venha a nós o teu reino, seja [música] feita a tua vontade, assim na terra como no céu. [música] O pão nosso de cada dia dai-nos hoje. Perdoa [música] as nossas dívidas, assim como perdoamos aos que nos devem. Perdoa [música] as nossas ofensas, assim como perdoamos aos que nos [música] ofendem. Não nos deixes entregues à tentação, mas livra-nos do mal. E nesse momento, calmamente, [música] vamos abrindo os nossos olhos,
a] as nossas ofensas, assim como perdoamos aos que nos [música] ofendem. Não nos deixes entregues à tentação, mas livra-nos do mal. E nesse momento, calmamente, [música] vamos abrindo os nossos olhos, retornando [música] ao nosso ambiente com paz e vibrações fraternais. E agradecidos que somos [música] ao nosso mestre Jesus e aos mentores espirituais desta [música] casa, damos graças a Deus, [roncando] graças a Jesus e assim seja.
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