Para viver o Evangelho 174 | Estudo da obra "Lázaro Redivivo" (capítulos 9 e 10)

Mansão do Caminho 12/08/2025 (há 8 meses) 56:20 1,443 visualizações

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Transcrição

Fiesta Convention Center, Salvador, Bahia. Inscrições www.feb.org.br. br. Venha, participe. Caros internautas, boa noite aos nossos irmãos e irmãs aqui presentes na sede central da Federação do na Federação Espírita do Estado da Bahia. Boa noite, sejam muito bem-vindos. Como vocês viram inicialmente, já se tornou um hábito até que cheguemos à etapa do nosso congresso. Sempre passamos esse víd para relembrar, fortalecer que temos esse compromisso que parece que está longe, mas logo logo chegaremos a outubro. Então, garantam a participação de vocês. Além do site da federação, vocês também podem adquirir o ingresso pelo SIMPLA. Então, é uma forma de facilitar o acesso ao nosso congresso com os convidados que aí se encontram, dentre outros, que integram o corpo de palestrantes da federação. Serão todos muito bem-vindos. Além do nosso congresso, nós temos o seminário integrado que já vai acontecer nesse próximo domingo, no dia 17 de agosto, de 8:30 às 12:30. Lembrar que esse é um evento exclusivamente presencial. Ele contará com as facilitadoras Simone Figueiredo, Teresa Bélico, nossa querida Nja Matos, que está toda a noite de segunda aqui no programa para Viver o Evangelho, e Eleonora Peixinho. Esse seminário é muito especial, além da temática que traz, vai tratar do atendimento espiritual fraterno e na arte de envelhecer com base na obra de André Luiz Peixinho, A face Eterna do ser. Então, programem-se para estar aqui na sede central da Federação Espírita neste horário já divulgado de 8:30 às 12:30. Outro evento que não é necessariamente um evento, é um estudo que vai começar no dia 20 de agosto, também já está próximo, vai acontecer todas as quartas-feiras, é um estudo semanal das 19:30 às 21 horas também na sede da Federação. Então ainda tempo para se inscreverem para o módulo um, que vocês podem também encontrar as informações, bem como a possibilidade de inscrever-se no site da federação. Além do estudo sistematizado da doutrina espírita do ESD, nós temos, para aqueles

lo um, que vocês podem também encontrar as informações, bem como a possibilidade de inscrever-se no site da federação. Além do estudo sistematizado da doutrina espírita do ESD, nós temos, para aqueles que se interessam, o estudo da mediunidade ou MEP, como denominamos, que é a sigla, que significa mediunidade estuda e prática, como vocês estão vendo aí na nossa divulgação. Também é um estudo presencial que vai acontecer aqui na sede central da Federação nos primeiros e terceiros sábados de cada mês, com abertura no dia 30 de agosto, de 9 da manhã às 10:30. As inscrições podem ser feitas no site da federação, bem como no local, ou seja, aqui na própria FEB. Além do MEP, nós encerramos hoje a divulgação das atividades de estudo, integração, fortalecimento do movimento espírita e a nossa qualificação com o cuidando das emoções das crianças. Trata-se de uma formação continuada voltada para evangelizadores de infância, aqueles que atuam com a família nas casas espíritas e demais interessados na temática. Vai acontecer no dia 31 de agosto, finalzinho do mês, das 9 às 12:30, presencialmente aqui na sede central da Federação Espírita. aos nossos internautas, especialmente que residem em outras cidades que não Salvador e os que nos acompanham de outro estado. É bom reiterar que essas ofertas acontecem aqui na cidade de Salvador, mas outros eventos que nós realizamos podem ser vistos pelo nosso canal no YouTube, TV FEB, e alguns outros, como para Viver o Evangelho com visualização compartilhada com a TV Mansão do Caminho. E agora, depois dos nossos avisos, vamos então retornar a Lázaro Regivo. E hoje nós trabalharemos dois capítulos. o capítulo nove, que é uma continuidade do capítulo da semana passada, e mergulharemos com maior incisividade no capítulo 10 para discutirmos alguns pontos de vista, algumas questões sobre a tal ideia do que é mesmo essa sensação que a gente tem sobre uma figura intitulada o demônio. O que é isso para o Espiritismo? O que é que a gente pode abordar e quem de fato é essa figura na

sobre a tal ideia do que é mesmo essa sensação que a gente tem sobre uma figura intitulada o demônio. O que é isso para o Espiritismo? O que é que a gente pode abordar e quem de fato é essa figura na nossa existência? Então vamos começar com o Marcel Mariano, seguido da nossa companheira Nadia Amados. Meus amigos, amigas que nos acompanham remotamente ou que estão aqui presentes no salão principal da nossa Federação Espírita do Estado da Bahia, nós fizemos os três a opção por juntar dois capítulos, porque o nove é praticamente uma continuidade do oito, onde se valendo de uma outra Outra história de alguns argumentos, irmão X volta a enfatizar que a morte permanece uma grande desconhecida. Não obstante hoje encontrarmos na Terra cerca de 20.000 1 religiões, crenças, filosofias que abastecem a criatura humana ou deveriam abastecer a criatura humana de dividendos iluminativos para que ela desvendasse essa fatalidade da vida orgânica. Todo mundo vai morrer, portanto, terá que enfrentar a morte cedo ou tarde. Mas o que se encontra é mistério sobre novos mistérios. eh, fugas psicológicas, fugas teológicas, de modo que o assunto não merece o lastro da ciência, como se a religião detivesse o tacão da verdade sobre este assunto. Ora, parece que se ignora que a Dra. Elizabeth Kleberross, uma das maiores autoridades mundiais em quase morte, experiência de quase morte, EQM, foi fundadora de uma ciência chamada tanatologia. Ela se valeu do termo grego tanatos, morte, logia, estudo, para criar uma ciência que ela foi investigar aqueles pacientes em estado terminal. E muitos tiveram experiências de quase morte. Se viram à beira de um túnel, se viram diante de uma porta que indicava uma claridade, se viram cercados de luzes e de parentes já falecidos. ouviram vozes, escutaram músicas e foram recambiados ao corpo e puderam contar experiências muito convincentes desses desses estados de quase morte. Isso é material científico. Então, ela investigou cientificamente o depoimento destes pacientes, concluindo, e agora

uderam contar experiências muito convincentes desses desses estados de quase morte. Isso é material científico. Então, ela investigou cientificamente o depoimento destes pacientes, concluindo, e agora ela tem certeza que ela já tá morta também. Dra. Elizabeth Cliberros já está no além. Ela já conclui agora claramente que a vida continua. Mas no país onde ela vive, Estados Unidos, ainda de maioria predominantemente protestante, esse tipo de assunto não prospera ou é sufocado pela avalanche de um pensamento contrário do ponto de vista teológico. Então ele enfatiza, volta a bater nessa mesma tecla, demonstrando o apego que o indivíduo tem no corpo, de tal maneira que nós costumamos dizer nos nossos discursos: "Hoje, meu espírito não está bem". Quando eu digo meu espírito não está bem, está traduzindo de que o corpo é dono do espírito. Quando a frase deveria meu corpo hoje amanheceu febril, ué, mas não é você que tá doente? Não, eu tô ótimo. Agora é meu corpo amanheceu hoje febril e eu vou medicá-lo. Já fazendo a separação clara, a distinção entre o eu, quem sou eu, pessoa, essência e a aparência que eu estou utilizando é transitoriamente. E por isso mesmo ele volta a enfatizar irmãos X, demonstrando com alguns exemplos pessoas que se sentiram tragadas na terra, relatos. Sempre rico dentro da mitologia, ele também coloca isso, porque os infernos na mitologia era coordenado por Ades em uma mitologia e por Plutão em outra outra mitologia. Então tinha dois deuses. Depois houve a cisão dessas duas mitologias, porque para cada deus grego passou a corresponder um deus romano, atuando na mesma área. E por isso mesmo os o inferno, como uma estação que dizia cheia de fogo, era tinha como o guardião cérbero, ou seja, um cão, um cachorro que tinha três cabeças. e na mitologia conseguiu ser morto por um herói. Então existia todo um envolvimento mitológico, toda uma literatura, toda uma beleza poética dentro da mitologia, ensejando que os indivíduos deveriam temer esse local que era cheio de labaredas. Ainda

Então existia todo um envolvimento mitológico, toda uma literatura, toda uma beleza poética dentro da mitologia, ensejando que os indivíduos deveriam temer esse local que era cheio de labaredas. Ainda hoje tem-se a ideia de que o inferno é embaixo, porque a cada 32 m se desce sobe um grau de calor. 66 2 99 3 até que o indivíduo chega no manto interior da Terra que é feito de knife, níquel e ferro derretido. Temos o núcleo da Terra com quase 3.000 de calor e nós estamos, portanto, numa crosta muito leve. Se eu subir, vou pro céu. Bom, isso dentro da teoria da Terra plana funciona, como essa mesa aqui, né? A Terra sendo plana, parada, funciona. O problema é que se eu for caminhando pela Terra, eu posso chegar borda da Terra e caio no abismo, porque num plano ele tem limite. O problema é que depois Galileu disse que a Terra gira em torno do seu próprio eixo a cada 24 horas. e em torno do sol a cada 12 meses. O que é que significa ela girando em torno do seu próprio eixo? A cada 12 horas, os capetas que estão no inferno passam uma temporada no céu e os anjos estão no céu passam uma temporada no inferno queimando as asas. Foi por isso que mandaram o coitado se calar. >> Uma boa noite a todos. Obrigada pela presença aqui conosco no auditório da FEB e pela internet. E obrigada também aqueles que nos eh darão o prazer de nos ouvir mais para frente em algum outro momento. É muito bom estarmos juntos dessa forma assim meio quântica. Alguns estão, outros não estão, outros estarão, outros talvez estejam. É, é bem legal isso. Marcel tava falando, né, dessa coisa da terra, do céu, do inferno, capetas em cima e embaixo. E é exatamente assim que irmão X começa a abordar a temática, porque ele vai falar das percepções corriqueiras sobre a morte. Na maioria das vezes, na maioria dos casos, independente das pessoas terem religião, terem uma crença espiritual, predomina a ideia da morte como o fim de tudo, da morte como o encerramento. Depois da morte não se sabe o que vem. Eh, talvez isso, talvez aquilo, talvez

terem religião, terem uma crença espiritual, predomina a ideia da morte como o fim de tudo, da morte como o encerramento. Depois da morte não se sabe o que vem. Eh, talvez isso, talvez aquilo, talvez nada. Alguns falam de descanso, mas não há eh majoritariamente entre nós, seres humanos, uma ideia de continuidade da vida, uma ideia de um processo que não cessa, que faz, que sofre transformações, onde a consciência pode estar situada num âmbito agora e num outro âmbito mais adiante. Isso normalmente não existe. O que existe é a ideia generalizada. E ele vai falar que ele cria, coloca aquelas imagens do cemitério. As pessoas estão em em condições de frente à morte. E aí o o falecido, o difunto, ele vai usar toda aquela linguagem pitoresca. Mas se nós olharmos ao nosso redor, predomina uma ideia de, no mínimo incerteza. Isso mesmo. Muitas pessoas que têm crenças espirituais, tem crenças religiosas, mas é como se a gente não conseguisse trazer isso para ser vivenciado com a clareza com que nós vivenciamos o mundo material. E isso nós já sabemos, se trata do nível evolutivo em que nós nos encontramos, nós nos identificamos com a matéria. O mundo material pra gente é real, é palpável, é concreto, não padece dúvidas. O mundo espiritual, a dimensão espiritual, ela nós podemos ter uma ideia mentalmente a gente diz: "Não, eu, a gente desencarna, aí nós vamos para outras esferas". Eh, Marcel citou o trabalho de Elizabeth Kibler Ross, uma pioneira, uma médica. E ela teve uma ideia que na época, eu não sei se foi anos 50, anos 60, foi uma ideia escandalosa. Por quê? Ela era médica, professora, né, preceptora dos estudantes de medicina que iam ao hospital. E ela achou que era interessante que eles conversassem com as pessoas que estavam em estado adiantado de doença e estavam já considerados como a beira da morte. Eh, essas pessoas, o o estudante ia lá e conversava com elas. O hospital todo ficou indignado. Os médicos, que eram os que eram responsáveis pelo tratamento daqueles

onsiderados como a beira da morte. Eh, essas pessoas, o o estudante ia lá e conversava com elas. O hospital todo ficou indignado. Os médicos, que eram os que eram responsáveis pelo tratamento daqueles pacientes, ficaram enfurecidos. Disseram que ela não respeitava a morte das pessoas, que ela não respeitava as pessoas. Como era que fazia? Era considerado uma ofensa conversar com uma pessoa que estava prestes a desencarnar. E isso foi uma luta muito grande. Eh, a luta foi reduzindo quando se soube o que é que ela ouviu das pessoas. As pessoas queriam conversar, elas queriam falar sobre a morte. A morte era um tabu absoluto. Não, no hospital a gente tá para curar as pessoas, então até o último segundo estaremos lutando contra a morte. a gente não vai falar de morte, mas a pessoa estava em processo de desencarne. Ela queria eh ela queria eh fazer uma catarse, ela queria falar um pouco sobre o que tava se passando com ela. E aí ela encontrou nesses estudantes em Elizabeth Kleros um ouvintes. Então elas falavam dos sentimentos, de como se sentiu em relação à morte, quem se sentia melhor, quem se sentia pior. Foi preciso o pioneirismo dessa médica, foi preciso o pioneirismo de outros estudiosos para que se tivesse efetivamente uma abertura para o campo. Porém, isso não afeta a maioria das pessoas, porque na maioria das vezes a vida real mesmo é a vida material. Então ele vai dizer que muitos temem a grande transformação e a gente teme porque a gente vai deixar o que é conhecido para entrar no que para a mente desperta, a mente concreta é desconhecido. Nós não desejamos eh enfrentar essa situação, enfrentar essa dificuldade. E aí nós vamos lembrar de uma passagem do Evangelho. Primeiro assim, toda a forma como Jesus nos ensina a lidar com a morte. A morte é uma transição. Jesus vai trazer a evidência da ressurreição como algo que acontece com todos os seres. Ele era o exemplo vivo disso. Ele tem uma frase que eu acho muito bonita, que ele diz aos discípulos quando ele vai preparando-os para o fato de que ele

ição como algo que acontece com todos os seres. Ele era o exemplo vivo disso. Ele tem uma frase que eu acho muito bonita, que ele diz aos discípulos quando ele vai preparando-os para o fato de que ele estava próximo, né, de de ser morto. Ele diz assim: "Mais um pouco e não mais me vereis. outro pouco e vereis novamente. Eu acho interessante essa frase, eu acho ela muito própria. Ele tava falando que ele ia morrer e que dias depois ele iria voltar à vida, no caso, não à vida física, mas ele iria ressurgir, iria ser visto como de fato foi. Mas isso vale pra gente também. A morte é uma transição. Kardec no livro O céu e Inferno vai falar no capítulo O passamento, ele vai falar de como essa transição pode ser perturbadora para nós. Quanto mais estivermos identificados com a matéria, quanto mais estivermos ligados às coisas materiais e não necessariamente coisas ruins, quanto mais a gente só colocar o nosso empenho, a nossa, os valores nas questões materiais, mesmo que sejam afetos, mais a gente vai ter essa dificuldade. Quanto mais nós tivermos expectativa de uma vida espiritual, mais nós vamos ter facilidade. Então isso vale para todos nós. Quando nós desencarnarmos, podemos eh os nossos entes queridos podem ter certeza, mais um pouco e eles não mais nos verão. Estaremos mortos para o mundo, outro pouco e verão novamente. Quando eles desencarnarem, antes disso, durante a a emancipação da alma, poderemos nos encontrar e com certeza como espíritos estaremos sempre em contato. Vamos recordar dessa palavra no mestre, do mestre, para ver se a gente consegue reduzir o temor da grande transformação. Muitas vezes nós até nos valemos da figura demoníaca ou do diabo, dentre outras coisas, para amedrontar crianças, né, ou deixá-las um tanto quanto mais quietas. E isso me fez lembrar do significado eh demônio vem do grego diamond e que pode falar de um espírito interno que cada um possui ou até de um espírito orientador. Só que aí ele teria uma função que o próprio irmão X coloca ao final do

ado eh demônio vem do grego diamond e que pode falar de um espírito interno que cada um possui ou até de um espírito orientador. Só que aí ele teria uma função que o próprio irmão X coloca ao final do capítulo que tanto pode dizer pode ser santificadora quanto pode ser perturbadora, o que fala dessa questão que não é maniqueísta e que cada um tem as suas virtudes e os seus desafios morais a serem vencidos. E nessa ideia, tanto da filosofia quanto da mitologia grega, a perspectiva é que este ser tem uma espécie de categoria, pertence a uma categoria que é medianeira. Então, ao mesmo tempo que ele tem um aspecto divino, tem também um aspecto humano. E se nós nos olharmos, vamos perceber que estamos nesse caminhar permanente para trazer o que há de divino em nós, com afirmativa bem conhecida do Vós sois deuses. E o título do capítulo, o capítulo 10, Marcel e Naja trouxeram a conclusão e finalização do capítulo anterior, trazendo essa ideia de imortalidade. E o capítulo 10 já traz um título bem específico, o diabo e a construção que o capítulo vai fazendo. E o final inclusive é bem interessante. >> A cara deberto >> bem a cara. Concordo, Nádia de Humberto de Campos. Quando numa pergunta então revela-se que eu conheço o diabo, é o homem. Então, falando da própria humanidade e o quanto essa inteligência ou essa dualidade que nós vivemos pode ser alimentada, pode ser despertada e pode ser também aos poucos ser deixada quando essa divindade então permite-se ser aflorada. Marcel bem lembrou antes de iniciarmos o nosso encontro de hoje que nós estamos em plena comemoração dos 160 anos de O Céu Inferno. E é muito interessante como em um dos capítulos é o capítulo 9, onde o título é Os demônios segundo o Espiritismo. E a explicação que é dada é que nós não adotamos, nós, os espíritas ou espiritistas, como queiram, a nomenclatura demônio para os espíritos, porque isso seria traçar uma espécie de destino fixo em que seres à parte da criação divina estariam por aí e a perversidade e a crueldade seriam a sua

eiram, a nomenclatura demônio para os espíritos, porque isso seria traçar uma espécie de destino fixo em que seres à parte da criação divina estariam por aí e a perversidade e a crueldade seriam a sua condição permanente. E obviamente que entre esses seres não criados por Deus, nós estaríamos aqui a mercer de todo e qualquer ataque diabólico. Então a gente até poderia assumir a condição de vítima, que a gente já sabe que não é cabível porque somos responsáveis pelas nossas questões. Aí tem até um comentário que Kardec faz, que é: "Podemos até denominá-lo, mas não nos apropriarmos da ideia que circula sobre o que de fato é essa figura demoníaca". Mas no sentido de que, e eu achei tão um tanto quanto cante da expressão que ele usa quando ele afirma, querendo se pode chamá-los de demônios, porque são capazes de todas as ações feias atribuídas a este último. E quando ele fala eh de ações feias, que traz essa ideia cândida, um tanto quanto respeitosa do nosso nível evolutivo, eu lembrei de Plotino. Esse filósofo trazia a ideia de beleza e de fealdade. A beleza é justamente quando nós conseguimos fazer o reino dos céus resplandecer. Adquirimos virtudes, nos tornamos pessoas propensas ao bem e nos interessamos pelos tesouros da alma, que são aqueles permanentes que nos acalentam e mantém a harmonia e o equilíbrio a despeito das dificuldades que nos rodeiam. Já a fealdade por ele denominada era tudo aquilo que nos distancia de uma base maior e que era cheia de bondade e misericórdia. Ele não intitula ou denomina Deus, mas fala que nós derivamos de uma fonte máxima de onde aimos o amor, por ele vivemos e também fazemos com que ele chegue às demais pessoas. Aí, isso me fez lembrar desta afirmação de ações feias que nós vamos eh ainda perpetrando por aí, fazendo conosco e com o próximo também. Então, essa reflexão de que como inteligências, como seres que ainda oscilam espiritual e moralmente falando, é só uma questão de escolha. Se nós queremos continuar na condição de diabos

óximo também. Então, essa reflexão de que como inteligências, como seres que ainda oscilam espiritual e moralmente falando, é só uma questão de escolha. Se nós queremos continuar na condição de diabos ou demônios, sabendo que a nossa essência é divina e que anjos, todos nós caminharemos saindo da condição de átomo nessa caminhada que estamos. E todos nós que aqui estamos e os que estão em outros cantos serão arcanjos. Para aqueles que desejarem aprofundar a temática que tá sendo provocativa essa noite em cima dos textos de irmão X, a leitura e o estudo de O céu e o Inferno ou a justiça divina segundo o Espiritismo, torna-se imprescindível, que Kardec não teve nenhum medo, nenhum receio de enfrentar na época dele, segunda metade do século XIX, esse assunto, quando nenhuma outra Outra pessoa teve essa audácia, pegar cânones que a igreja defendia de maneira absoluta, incontestável a existência da concorrência. o inimigo de Deus, a concorrência que vai arrebatando o povo, vai desfazendo um anjo que em algum momento criado perfeito, porque se já criou anjo Lúcifer, ele não fez a trajetória evolutiva, ele já foi criado perfeito, de repente tá situado no céu sob o comando de Deus, mas ele tem uma ideia. Eu vou dar um golpe de estado. Vou dar um golpe de estado. Vou quebrar tudo aqui. Vou tomar o poder e me sentar no trono de painho. Vou usar aqui uma expressão bem nordestina. O trapainho do lugar e me sentar no lugar dele. Quer dizer, esse anjo devia ter algum chipe com defeito de fabricação. Todos os outros serviam a Deus de maneira cordial, de maneira absolutamente a fidelidade era integral e total. menos esse que resolveu dar um golpe. Aí os irmãos expulsam ele, lutam, Miguel, Rafael, os arcanjos conseguem deterpulsam do céu. Prazar nosso infeliz caiu na terra. Tanto planeta no universo, bilhões de planeta. A gente é tão azarado que ele vem para cá. Aqui ele faz escola. a incorpora uma serpente. Uma serpente no paraíso, quando toda a história começa, a serpente tinha dupla

o universo, bilhões de planeta. A gente é tão azarado que ele vem para cá. Aqui ele faz escola. a incorpora uma serpente. Uma serpente no paraíso, quando toda a história começa, a serpente tinha dupla qualidade. Ela era bilingue. Ela silva, porque o silvo é a linguagem dos répteis, serpente é répel. E ela falava a linguagem dos humanos, falava a linguagem de Adão e de Eva, uma serpente. E era médio de incorporação, recebia o capeta, a serpente. Aí tá demais. Mas apar de tudo isso, Kardec enfrentou com a sabedoria, com a agudeza do seu raciocínio para demonstrar que, em verdade, nós nos valemos na história de elementos da mitologia, de elementos do paganismo, que eram oriundo também da mitologia para incorporar. E de certa maneira, se olharmos os deuses egípcios, Anubis, Anubes é corpo de homem, cabeça de chacau, ou seja, cabeça de uma hiena ou a cabeça de um lobo que vive no deserto. A hiena consegue sobreviver em ambientes mais áridos, o lobo não. Ele precisa de ambientes mais úmidos, com mais água para sobreviver. não é um mal de deserto. Anubes, se olharmos o minotauro que viveu na ilha de Quinsos alguns séculos antes, era um guerreiro que vivia dentro de um labirinto criado por uma deusa que puniu a cidade porque foi contra ela. E a deusa puniu, criando perto da cidade um labirinto, onde a cidade, nas noites de lua cheia, era obrigada a escolher pegar compulsoriamente sete mulheres, sete virgens e jogar dentro do labirinto. As meninas, em desespero começavam a percorrer o labirinto. Quanto mais percorre-se um labirinto, mais se perde. Essa é a proposta do labirinto, mais você fica perdido. Mas esse minotauro que vivia lá dentro, ele era corpo de homem, cabeça de touro. Ele tinha um faro apurado, achava as meninas, matava e comia. O problema é que todo touro, vaca e boi é herbívoro. Esse touro era carnívoro. Temos alguma coisa bem diferente, bem diferente mesmo. Esse gostava de carne e carne humana. quando seria tipo ter lá dentro um leão, um tigre, uma onça, uma

boi é herbívoro. Esse touro era carnívoro. Temos alguma coisa bem diferente, bem diferente mesmo. Esse gostava de carne e carne humana. quando seria tipo ter lá dentro um leão, um tigre, uma onça, uma susuarana, qualquer outro animal, tipicamente felino, que adora carne fresca, mata a presa e a devora. Não é o caso dos bois que consomem capim, de preferência braquiara. Não, mas eles achando essas moças matavam. Desse caldo cultural histórico foi se forjando essa figura. Então ele tem que ter chifre. Aí o diabo tem essa personificação bem da mitologia. Ele passou a ter chifre, passou a ter rabo, os pés são de caprino, os olhos são avermelhados, a cara parece um fulcinho, tem que lembrar um dragão e ele tem que ser o tormento das criaturas humanas. Então, Kardec fez por onde investir para, juntando essas informações históricas, diluir esse pavor e demonstrar que a moça, a senhora que tava na tertúlia evangélica do capítulo 10, quando o benfeitor, que era um senhor idoso, fez um retrato desse diabo. Então a moça disse: "Eu conheço, eu conheço." Você conhece? Conheço. Já estive na terra. É o homem e a mulher também. Então, quem quiser ver um anjo, pega um espelho. Quem quiser ver o diabo, pega o espelho. Essa a concepção que a gente vai aprender da doutrina espírita. Eh, a ideia de que o mal não tem existência própria. Portanto, não é possível existir um ser que é a representação do mal. O mal é a ausência do bem. Tem um texto muito bom de Kardec Gênese, que é exatamente o bem e o mal. E ele vai dizer: Deus criou o bem. O bem é tudo aquilo que está de acordo com as leis de Deus. Porque todo o universo, toda a realidade, ela é estruturada a partir das leis de Deus. Então, tudo que funciona dentro dessas leis vai funcionar bem, vai funcionar com perfeição. E mas como Deus é amor, a sua criação, ela é destinada à plenitude, à perfeição. O ser humano, ele é destinado. Somos criados como espíritos simples e ignorantes destinados à união total com Deus, a manifestação completa de todo

a criação, ela é destinada à plenitude, à perfeição. O ser humano, ele é destinado. Somos criados como espíritos simples e ignorantes destinados à união total com Deus, a manifestação completa de todo potencial divino em nós. Então, a doutrina espírita, ela não trabalha com uma ideia de que há precisamos, né, lutar contra o mal. A gente ouve essa frase, mas você vai lutar contra o que não existe? Ah, Nádia, mas existe. Você não vê a crueldade, você não vê as guerras, você não vê o assassinato, você não vê a destrutividade humana dentro da concepção espírita. Isso é ausência do bem. É uma sutileza. Lutar contra algo pressupõe que esse algo tem uma existência própria. Como é que se luta contra o mal? Você não luta contra o mal, você faz o bem. Este é o convite do Cristo o tempo todo no evangelho. Essa é a proposta das leis de Deus. Faça o bem. Ame que onde você conseguir colocar plenamente o amor, o mal não tem oportunidade de existir e realizar. Porém, para nós é difícil compreender isso, porque somos ainda espíritos muito primitivos. Nós estamos mais na condição do minotauro, que apesar de pertencer a uma espécie herbívora, devora seres humanos, destrói. Era uma coisa aterrorizante que tinha que dar aqueles jovens, aquelas jovens toda a vida para saciar aquele minotauro para ele deixar a a região em paz. Isso é uma representação do que nós olhando no espelho somos. seres que não compreendem as leis de Deus. Kardec vai dizer lá na questão 100 de o livro dos espíritos e seguintes, o espírito de terceira ordem não compreende a lei de Deus. Não compreende Deus tem uma vaga impressão, uma vaga intuição assim muito imprecisa e muito inadequada. E, portanto, sente que ele precisa se defender e ele precisa se cuidar. Porque estando identificado com a matéria, sabe que a matéria é perecível. A matéria é perecível. Tudo que é material acaba. Todas as coisas materiais acabam. O sol, uma estrela, de quinta grandeza, existem outras que são de primeira grandeza. Um dia essas estrelas serão consumidas,

a é perecível. Tudo que é material acaba. Todas as coisas materiais acabam. O sol, uma estrela, de quinta grandeza, existem outras que são de primeira grandeza. Um dia essas estrelas serão consumidas, elas deixarão de existir. Veja um um uma potência como é uma estrela, que é um sol, planetas, mundos, criações humanas, obras de arte, tudo que é material acaba. é da natureza da matéria a transitoriedade, mas nós não somos matéria. Nós nos relacionamos com a matéria, nós vivenciamos a vida material, mas nós somos seres espirituais, imortais, portanto, não acabamos. Assim, fomos criados. Então, o que a gente olha que vê que é o mal é a expressão da inferioridade dos habitantes deste mundo, dos habitantes desse planeta. Sabemos que há planetas felizes, não porque eles foram sorteados para serem felizes, mas porque os seus habitantes são espíritos que têm consciência da vida espiritual, que se alinham com a lei de Deus, que a realizam e, portanto, criam felicidade. Os espíritos bons de segunda ordem, eles vivem felizes. Por quê? Porque o que traz a nossa infelicidade não é o que tá fora de nós, é a forma como a gente vive. São as paixões, são os apegos. Se a gente se apega a uma coisa que vai acabar, tá eh agendando o sofrimento pro futuro, porque na hora que acabar a gente vai sofrer. Se a gente compreende que tem uma vivência e que mais adiante haverá outras vivências, é uma outra qualidade de paz e de harmonia. Então, a ideia do diabo que, como Marcel falou, dentro da mitologia, dentro da história, dentro da cultura, é a essa incapacidade de compreender que o mal é a expressão da ignorância, o mal é a expressão da falta do bem, da falta da vivência das leis de Deus. E no ensino de Jesus, o roteiro de luz, que é o evangelho. A gente não vive o evangelho, a gente acha lindo. A, o sermão da montanha é uma coisa linda, todo mundo se comove, todo mundo se emociona, mas quem quem é que faz aquilo? Quem é que dá outra face? Quem é que se considera bem-aventurado porque eh é

o. A, o sermão da montanha é uma coisa linda, todo mundo se comove, todo mundo se emociona, mas quem quem é que faz aquilo? Quem é que dá outra face? Quem é que se considera bem-aventurado porque eh é caluniado e por causa do reino de Deus? Quem é que se sente feliz quando é perseguido, porque sabe que está então num nível mais avançado e tá construindo uma coisa melhor? Então, a representação do diabo, né, que a gente vê no capítulo 10, ela é a a expressão da nossa percepção como espíritos inferiores. Mas a gente não vai ficar inferior à vida toda. Nós vamos hoje e agora seguir tentando cada vez mais viver o evangelho na nossa vida, no nosso cotidiano, porque aí nós vamos construir sim o rosto de um anjo, como Marcelo disse, você vai olhar no espelho, você vai olhar em volta e a gente vai viver num mundo muito feliz. E essas questões que Nja trouxe aí pra gente junto com as reflexões de Marcel me fazem lembrar agora de a Gênese, quando Kardec afirma que o planeta ele vai ser um retrato fiel dos seus habitantes. Então, se a gente olhar um pouquinho a nossa foto, eu acho interessante que a gente se melhore. Não estamos muito bem na foto, como costumamos dizer coloqumente, porque estamos distante dessa perspectiva de fraternidade, de colaboração, de perdão, que é uma imagem objetiva, é o anjo do vir a ser que todos nós estamos nessa caminhada. E eu fico pensando também, compartilho com vocês que há uma espécie de comodidade em ter uma figura como a do diabo para que a gente possa atribuir responsabilidades. Então, às vezes a gente pode até dizer que fomos tomados por seres dessa natureza, eu não quis fazer, isso é obra do diabo e coisas desse tipo, o que nos exime de uma responsabilização pelas nossas próprias atitudes. E claro que isso gera um certo eh conforto, porque eu tenho algo que está acima de mim e que me domina de um certo modo. Então eu posso até estar desculpado dos meus delitos, dos inconvenientes e de tudo que eu venha a fazer. assumir a responsabilidade de

enho algo que está acima de mim e que me domina de um certo modo. Então eu posso até estar desculpado dos meus delitos, dos inconvenientes e de tudo que eu venha a fazer. assumir a responsabilidade de reconhecer-se como criatura divina, óbvio que não é fácil, principalmente por condicionamentos que nós temos, que não foram criados simplesmente nessa existência, mas que a gente já vai trazendo de lutas anteriores, de outras experiências, não só encarnados, mas também aquilo que nós vivemos no mundo espiritual. Então, ao longo do tempo em que a gente vai fazendo esse exercício, o que Joana denomina de esforço, e ela recomenda que o esforço precisa ser permanente, contínuo e disciplinado. Então, não é uma coisa que eu faço hoje e deixo de fazer amanhã. Eu vou precisar repetir. Se eu tenho o hábito, por exemplo, de me alimentar de forma que não seja interessante para o meu corpo físico, eu vou buscar fazer uma adequação, uma redução. No início, isso não vai ser agradável, não é aquilo que eu gosto. Do mesmo jeito, quando eu começo uma atividade física, se eu saio do sedentarismo, eu vou pensar mil vezes antes de acordar cedo. Eu até queria ir paraa academia, mas como choveu, para não ficar gripado, eu preferi ficar em casa. Então, a gente vai encontrando algum tipo de justificativa para não se dedicar ao esforço. É a repetição que permite, por exemplo, um musicista se tornar um virtuoso. Do mesmo jeito do campo moral, nós vamos precisar substituir os atos que nos afastam de Deus por aqueles que são então os benéficos para nós e pros outros e que permitem essa aproximação que não é instantânea, que não é numa única vida. Por isso que bom que nós temos múltiplas existências para irmos lapidando esse diamante que somos todos nós. E haverá em algum momento esse espelho que foi trazido. Eu gosto dessa ideia do reflexo, em que veremos esse anjo que já está em todos nós. A questão é se a gente quer que essas asas sejam logo postas para fora ou se a gente ainda vai se contentar nessa condição ilusória e

eia do reflexo, em que veremos esse anjo que já está em todos nós. A questão é se a gente quer que essas asas sejam logo postas para fora ou se a gente ainda vai se contentar nessa condição ilusória e que não nos pertence de diabos como criaturas divinas. E eu gostei bastante dessa ideia quando o irmão X ele fala que ele estava numa aula que ele chama de aula de sabedoria. E nessa aula, então, a explicação, ele diz aqui que foi um velho orientador eh muito sábio que estava na condução dessa reflexão. E ele explica que o diabo existe como personificação do desequilíbrio. entender isso. Além de tirar o medo e essa figura social que muito tempo eh vigeu e trazia muito medo as pessoas, ainda isso perdura, mas não com tanta força como no passado, mas ainda tem a sua legitimidade, mas de nos olhar e ver o que é que nos desequilibra, nos desharmoniza. E a gente vai lembrar do tal eh adjetivo que Kardec usou das ações que nos tornam feios e aí feios espiritualmente falando. Aí, nesse momento, o anjo esqueceu do seu potencial e daquilo que é e se deixou arrastar por aquilo que Kardecou há muito tempo para nós de maus arrastamentos, mais inclinações, que vai requerer realmente um esforço permanente, eh, com persistência, sabendo que vamos ter falhas no caminho, mas que é justamente a regularidade de quem nos ajuda. que nem a pergunta. Você faz evangelho no lá? Faço no mês passado. Eu fiz, é semanal. Como tá a sua participação nos estudos? Ah, eu lembro que eu li um livro há 3 anos atrás. A gente precisa de regularidade e disciplina o tempo inteiro. Daí a recomendação de oração, boa, boas relações sociais, conversas saudáveis, programa, leitura. Para que tudo isso, como Leon Denir recomendou, se você quiser estar bem acompanhado, busque as atitudes e os locais onde as boas companhias espirituais se apresentam, nos livros e na prática do bem. Duas situações se nos apresentam. A crença no adversário de Deus permanece ainda profundamente entranhada na criatura humana e é fruto de crença.

rituais se apresentam, nos livros e na prática do bem. Duas situações se nos apresentam. A crença no adversário de Deus permanece ainda profundamente entranhada na criatura humana e é fruto de crença. Portanto, a crença é uma credibilidade que eu dou a alguma coisa ou alguém, mas que não passou pela experiência. Eu posso crer hoje e descrer amanhã. Nós temos que evoluir do eu creio para eu sei. Na hora que eu sei, a sabedoria, o entendimento vem fruto do conhecimento, da experiência, da maturidade. Mesmo que eu troque de religião, de crença ou minha vida sofra reveses muito cruéis por força de circunstâncias minhas ou alheias, aquele conhecimento que eu tenho está inabalável, porque é aquilo, é aquilo mesmo, eu não posso modificar. Os contrafatos não há argumentos, não tem como se contrapor. Eu me contraponho a hipóteses, eu me contraponho a teorias. O fato é o que é. Aldos Hckl Huxley afirmava, né, que os fatos não deixam de existir por serem ignorados. É porque eu não conheço, porque na minha crença isso não está previsto. Bom, é um problema da sua crença, do livro que você segue. Os livros é um monte de papel onde tem um monte de coisa escrita. Tiveram épocas, tiveram períodos, eles refletem o pensamento de quem escreveu que estava a distrito. A gente pega a Divina Comédia de Dante Aligieri. Nós vamos viajar paraa Idade Média. Qual eram as concepções que ele tinha? Então, em desdobramento, ele visitou três lugares: céu, inferno e purgatório. Pela cultura que ele tinha católica, no céu, foi Beatriz que o gui amada era cristã. Já para o inferno e para o purgatório já foi um outro personagem, um poeta romano que o levou a visitar essa região, porque esse poeta não teria acesso credencial para entrar no céu pelo fato de que ele nasceu, o crime dele, ele nasceu antes do cristianismo. Quem estaria hoje no inferno? Platão, Sócrates, todos os grandes poentes da Guetaria no inferno. Delito deles, eles nasceram 500 anos do cristianismo. Então, o indivíduo é punido porque nasceu meio milênio antes

a hoje no inferno? Platão, Sócrates, todos os grandes poentes da Guetaria no inferno. Delito deles, eles nasceram 500 anos do cristianismo. Então, o indivíduo é punido porque nasceu meio milênio antes de surgir uma coisa que eles deveriam aderir. É, então eles não têm acesso, não pede, não pega, não dá, ofende o bom senso, é violenta qualquer lógica. Então, temos que nos libertar da crença. E quando o entendimento houver de que o inferno não existe, o inferno é uma consciência culpada como o mal, o mal é o emprego da energia em sentido contrário aos propósitos do Senhor. Olha que frase do ministro Flacos, um ministro de nosso lar fazendo uma palestra no primeiro capítulo do livro Libertação. Então, todo emprego de uma energia, a energia nossa, a energia da vida em sentido contrário ao Senhor, redunda na utilização para o mal. E tanto quanto mal não existe, porque não tem vida própria. Nós podemos dizer de que existe uma ciência que estuda a luz, a ótica estuda a luz. Mas não conheço nenhuma ciência que estuda a treva, porque a treva não tem vida própria. O que é a treva? A ausência de luz. Apaguem-se esses fluorescentes do salão e entraremos em sombras intensas. Não nos veremos mais. Acenda um fluorescente, né? Não é os os mais de 90 que estão aqui em cima da gente, não. Acenda um. E todo esse salão cheio de trevas ilumina-se um só fluorescente. O que significa que um pirilampo pode afugentar uma madrugada inteira com seu abdômen luminoso. Então, o que aconteceria numa sociedade sem mais a presença, nem o conhecimento do demônio, do diabo, do tinhoso, disso, daquilo, essas expressões todas aqui, Mefistófeles, como ele vem colocar aí, um demônio medieval, é que o indivíduo se tornaria responsável porque saberia, por conhecimento, de que não vai para o inferno, nem para o céu. Ele pode converter a existência dele aqui e agora, já em céu ou inferno, a depender da conduta, abandonando a culpa, que é um entulho teológico que nos fizeram engolir guela abaixo, seríamos responsáveis. Que diferença! Com a

tência dele aqui e agora, já em céu ou inferno, a depender da conduta, abandonando a culpa, que é um entulho teológico que nos fizeram engolir guela abaixo, seríamos responsáveis. Que diferença! Com a responsabilidade, o indivíduo amadurece, assume o compromisso pelo que faz e pelo que deixa de fazer. E aquela figura grotesca passa a ser caricatura desses indivíduos perturbados. Recordava aqui uma uma das páginas de Manuel Filomeno de Miranda no livro Trilhas da Libertação. Ele está em companhia de Dr. Carneiro de Campos, foi ilustre médico aqui em Salvador, professor catedrático da Universidade Baiana de Medicina. E surge diante deles um espírito que toma toda a aparência de um Satanás. Tem chifre, tem rabo, cheira enxofre e aparece dizendo que vai fazer e acontecer. Mas Carneiro de Campos, olha ali, Tutkemik é um nome indiano. Tutkemik, você é um homem, você é um homem. Você é um espírito. E fica dizendo como se fosse um mantra. O espírito perde a força, o rabo cai, os chifres caem, toda a casca que o emoldurava transformando num demônio despenca e aparece um homem nu, carregado de pústulas, como se fosse um leproso devorado por úlceras lepratosas. O homem estava enfermo, mas logo ele te desaparece numa fogueira de pólvora, um estouro, ele desaparece dali. Aquele era o retrato dele. Ele apenas estava vestindo uma roupa emprestada por mentes mais ardilosas para representar o medo. Mas diante de Miranda, estudioso da obsessão, de Carneiro de Campos, um expert também no além em lidar com essas vidas, aquilo funciona. Por isso, nós temos também que combater o medo. O medo é um dos mais terríveis adversários da criatura. Quando se conhece, aí o medo se dilui. Isso não mostrará mais nenhum receio. Por último, eu recordo as aventuras de Tibiquera, de Érico Veríssimo. O índio recebe uma cruz de presente do grande apóstolo do Brasil, José de Anchieta. E conversando com ele em Hiperogue, nas praias do Rio, diz a à Tibquera: "Não existe Tibquera esses bichos do mato que vocês acreditam. Ananguera, eh, o

do grande apóstolo do Brasil, José de Anchieta. E conversando com ele em Hiperogue, nas praias do Rio, diz a à Tibquera: "Não existe Tibquera esses bichos do mato que vocês acreditam. Ananguera, eh, o curupira, o boitatá, a mula sem cabeça, o Anhangá, não existe não, mas ele acreditava da tribo. Até que com essa cruz já convertida ao catolicismo, Tibiquera entra na mata, segura a cruz e grita: "Angá, curupira, boitatá, venham". Ele só ouve a mata em silêncio. Aqueles animais da sua mitologia indígena, tupinambá, tinham desaparecido. A fé se lhes tinha renovado na alma o conceito. Ele nunca mais teve medo de ninguém, a não ser de outro homem. Vamos encerrar com uma frase que está no capítulo nove ainda, onde diz assim: "Todo particularismo é cárcere". Ele vai dizer isso a partir de uma história que ele conta, de um espírito que desencarnado eh tinha vontade de falar com os amigos, mas os amigos não o reconheceram. queriam que ele se apresentasse tal como ele era antes de desencarnar e ele tinha se transformado. E aí o mentor vai dizer a ele que ele não fique focado no que as pessoas querem, ele não fique focado no que as pessoas pensam, que ele vá fazer o trabalho dele. Essa é uma frase muito importante quando a gente lembra que o ponto central de dificuldade do espírito de terceira ordem é o interesse pessoal. E como para nós é difícil entender isso, porque nos parece que se não cuidarmos dos nossos interesses, seremos necessariamente prejudicados. Quando ele diz aqui todo particularismo é um cárcere, significa assim: se a gente deixar a vida da gente ser do tamanho dos interesses imediatos, pessoais, repetitivos, materiais, nós vamos encolher a nossa vida. Se a gente amplia a nossa vida, se a gente se coloca, como Jesus disse, luz do mundo, sal, vós sois deuses, aí nós estaremos criando ativamente o mundo melhor, no qual, gente, nós também viveremos. Então, quando se lida com o interesse de todos, com o amor cósmico, com o interesse geral, a gente esquece que a gente tá

remos criando ativamente o mundo melhor, no qual, gente, nós também viveremos. Então, quando se lida com o interesse de todos, com o amor cósmico, com o interesse geral, a gente esquece que a gente tá dentro. Por quê? Porque o espírito imperfeito, ele acha que não. Primeiro eu, eu tenho que cuidar de mim, se eu não cuidar, ninguém cuida. E aí eu perco a maravilha da criação, que é o amor universal. E encerrando o nosso encontro da noite de hoje, eu relembro aos nossos irmãos de Salvador que vocês têm um encontro marcado neste domingo, dia 17/08, no seminário integrado A Face Eterna do Ser, no atendimento espiritual. fraterno e na arte de envelhecer. Aqui na nossa sede, na sede da Federação Espírita. Presencialmente das 8:30 às 12:30, teremos as facilitadoras Simone Figueiredo, Teresa Bélico, Nádia Matos e Eleonora Peixinho, ou seja, um evento imperdível. Gostaríamos de agradecer a todos aqueles que estão no chat, especialmente ao Núcleo Espírita da Fraternidade Paulo de Tarso em Recife, Pernambuco. E eles nos contaram no chat, Marcel e Naj, os nossos que estão aqui, que eles têm um grupo de estudo e os integrantes se reúnem para nos assistir. Então eles fazem um estudo coletivo junto com a gente. Agradecer ao Centro Espírita Caminho da Luz em Irará, Celáave, Coité, aos irmãos de Juiz de Fora, Minas Gerais. Barra Mansa, no Rio, Curitiba, Bom Jesus da Lapa, Núcleo Espírita Maria de Nazaré, Fraternidade Espírita Irmã Sheila, os Irmãos de Arã Mari, Alagoinhas, Cascavel, Paraná, Santa Maria da Vitória, o Núcleo Espírita Tes de Menezes, os irmãos de Osasco, São Paulo e Carpina e Pernambuco e tantos outros também que vão aqui sinalizando a presença no chat. E encerramos de fato dizendo a todos vocês que estão aqui internautas e os que estão presencialmente que deixem a luz então brilhar. Hoje estamos nessa condição, mas o que nos aguarda de fato é felicidade, plenitude e perfeição. Até logo ali, quando todos nós nos reconheçamos na condição de anjos que já somos e precisamos trazer a essência.

mos nessa condição, mas o que nos aguarda de fato é felicidade, plenitude e perfeição. Até logo ali, quando todos nós nos reconheçamos na condição de anjos que já somos e precisamos trazer a essência. Somos a luz do mundo. Boa noite,

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