PAPO ESPÍRITA | #60 - A vivência da morte

Comunhão Espírita de Brasília 02/05/2019 (há 6 anos) 39:40 177 visualizações

A Vivência da Morte é o tema do programa Papo Espírita desta semana. Míriam dos Anjos e Ana Cristina Sampaio conversam sobre temas como eutanásia, suicídio, doença terminal, visita de espíritos amigos, e como podemos nos preparar para o que é comum a todos os seres humanos: o regresso ao mundo espiritual. O Programa Papo Espírita, é uma produção da Comunhão Espírita de Brasília. Em bate papo leve e descontraído, diversos temas da vida cotidiana e da espiritualidade são debatidos à luz da Doutrina Espírita. O Programa Papo Espírita é exibido na Rádio Comunhão (www.radiocomunhao.com.br), com exibição toda terça, às 19 horas, com reprises às quintas, no mesmo horário. Tema: A vivência da morte Equipe: Ana Cristina Sampaio, Miriam dos Anjos e Telma Alves #PapoEspírita TV Comunhão - Inscreva-se no nosso canal, deixe seu like e ative as notificações para ficar por dentro de tudo o que acontece na Comunhão Espírita de Brasília. Canais de Mídias e Redes Sociais da Comunhão Espírita de Brasília: HomePage: http://www.comunhaoespirita.org.br Rádio Comunhão: http://www.radiocomunhao.com.br TV Comunhão: http://www.tvcomunhao.com.br Facebook: http://www.facebook.com/comunhaoespirita Instagram: http://www.instragram.com/comunhaoespirita Twitter: http://twitter.com/ComunhaoOficial COMUNHÃO ESPÍRITA DE BRASÍLIA Missão: Promover o Ser Humano, facilitando-lhe o acesso ao Conhecimento da Doutrina Espírita, amparando-o e ofertando-lhe os meios para vivência cristã. Visão do Futuro: Ser uma Casa Espírita de excelência na sua organização, na geração de conhecimento, na educação, na difusão doutrinária, na assistência espiritual e social , com estímulo a vivência cristã. ESPIRITISMO O termo "Espiritismo" é sinônimo de Doutrina Espírita, porém, frequentemente, é utilizado erroneamente para designar qualquer prática do mediunismo (comunicação com os Espíritos), ou confundido com cultos afro-brasileiros (Umbanda, Candomblé, entre outros). O Espiritismo é uma doutrina que trata da natureza, da origem e do destino dos Espíritos e de suas relações com a vida material. Traz em si três faces: filosofia, ciência e religião (moral). Os adeptos da Doutrina Espírita são os espíritas e suas práticas se baseiam no estudo das obras básicas da Codificação e na assistência material e espiritual aos necessitados. Quando Surgiu? Foi revelada por Espíritos Superiores e codificada (organizada) em 1857 por um professor francês conhecido como Allan Kardec. Surgiu, pois, na França, há mais de um século. Porque estudá-lo? Em João 8:32, Jesus disse: "E conhecereis a verdade e a verdade vos libertará ." Para sermos, verdadeiramente, espíritas – porque é impossível compreender e viver uma Doutrina tão complexa e abrangente sem dominar seus conhecimentos básicos.

Transcrição

Bem-vindo ao Papo Espírita, [música] a espiritualidade na sua vida. Queridos amigos, sejam bem-vindos ao programa Papo Espírita. Nós falamos diretamente do estúdio da comunhão espírita de Brasília. Eu sou Ana Cristina Sampaio e hoje o nosso bate-papo tem aqui a nossa colega Miriam dos Anjos. Tudo bem, Miriam? Tudo bem, Ana? Hoje nós vamos falar sobre um tema pode parecer um pouquinho pesado, um pouquinho complicado, mas muito necessário. A compreensão do que nós vamos conversar aqui, que é sobre a vivência da morte. Parece um paradoxo, mas nós podemos sim experimentar de forma consciente um dos momentos mais importantes das nossas inúmeras existências, que é a nossa partida para o mundo espiritual, que é considerada a nossa verdadeira pátria. Como espíritas, nós acreditamos na imortalidade da alma e na reencarnação. A morte para nós é chamada de desencarnação, pois é o momento em que o espírito se separa do corpo material. Mas mesmo para que quem tem uma fé diferente, a morte não deixa de ser o único momento que é comum a todos os seres vivos. Então, para começar o bate-papo, né, Miriam, vamos fazer uma reflexão sobre o papel da morte na nossa vida e o que acontece nesse momento da desencarnação. Bom, Ana, como você disse, esse a morte, né, é um tema em que as famílias, né, às vezes a gente mesmo tenta evitar até de conversar, porque trazemos um tabu de de nossas vivências anteriores com a prática da religiosidade, sem indagações, sem questionamentos. E talvez isso persista até hoje, essa nossa dificuldade de lidar com a coisa, como você falou, que é um evento inevitável a qualquer ser vivo, né? Não há quem escape. E também é importante porque embora tenhamos uma religiosidade, é sempre bom lembrar que em qualquer que seja, né, ainda o ateu, ele sabe que um dia a vida material terá um um fim, né, chegará a termo. E o que acontece depois? É sempre uma pergunta, neres religiões sempre irá, né? Aquele que desencarnou, aquele que morreu irá para algum lugar, né? Não interessa o

terá um um fim, né, chegará a termo. E o que acontece depois? É sempre uma pergunta, neres religiões sempre irá, né? Aquele que desencarnou, aquele que morreu irá para algum lugar, né? Não interessa o nome que dão. Mas nós espíritas, e essa doutrina é muito abençoada no sentido de que nos faz compreender que nós iremos para algum lugar, como outras religiões. Se vamos para algum lugar, há um espírito, uma alma, como queremos chegar eh falar, que prossegue a vida, né? eh, material e se prossegue, há, né, uma essência divina em nós que sobrevive. E aí eu posso já pensar nas questões da espiritualidade, porque se eu penso e vivo somente as questões materiais, de fato, a morte é um tabu e é uma palavra horrível que eu não quero lidar com ela e nem tampouco comentar. O luto, né? o luto, o o preto, o vestir o preto. Eh, antigamente as mulheres tinham que ficar um ano vestindo eh o preto. Quer dizer, uma coisa muito pesada, né? O luto é sempre muito triste daqueles que se vão, mas nós acreditamos que a vida ela continua porque somos espíritos. Dentro de uma vida material, iremos para o mundo espiritual, a vida vai continuar lá. E daí a importância dessa passagem, né? Em outras religiões também, eh, muitos acreditam, talvez não na reencarnação, porém no prosseguimento da vida espiritual, onde se vai ficar em algum lugar e tal. Eh, de acordo com a, digamos, suas obras aqui, né? Se você fez o bem, se você não fez o bem. Porém, e o que nós queremos falar nesse programa é sobre experimentar esse momento da finitude da vida material. Estamos aqui terminando, vamos terminar uma etapa e prosseguir na vida espiritual. Como é que a gente pode passar por esse momento de uma forma mais positiva, consciente, recapitulando o que o que foi feito, eh os perdões que a gente deve pedir, fazendo um balanço, né? Você acha que é possível isso? Da mesma forma que quando nós reencarnamos, nós fazemos um planejamento e e porque a gente trata a morte com tanto tabu, a gente não percebe a importância também de se ter

cê acha que é possível isso? Da mesma forma que quando nós reencarnamos, nós fazemos um planejamento e e porque a gente trata a morte com tanto tabu, a gente não percebe a importância também de se ter um planejamento para essa realidade que a gente bota um pano em cima que não quer enxergar. Eh, como passar de forma positiva, acredito que a doutrina sempre nos diz, né, que nós devemos fazer o melhor que podemos. E Jesus nos deixou a melhor das maneiras, né, nos seus evangelhos e o mandamento de amar aos outros como a nós mesmos e a Deus. Se a gente consegue amar a nós mesmos, então nós já temos em nós o amor e doar, dar aquilo que se tem ao outro, com certeza foi uma trajetória de problemas, porque todos nós vamos vivenciar problemas, mas com certeza de um olhar amoroso pra vida em relação às dificuldades sua e dos outros. e também numa busca de se fazer o bem. É aquilo que eu penso que é você ter de fato uma consciência tranquila. Não interessa se será os cinco daqui a 5 anos, daqui a 1 minuto, da agora, né? Mas eh ter a certeza que eu depois quando me der conta que estou numa outra realidade, que retornei ao plano espiritual, tudo que me cabia fazer do momento é que eu entendi que eu sou responsável por fazer o bem também, que não precisa, que eu não tenho que ficar exigindo nem dos outros, né, nem de Deus que faça isso ou faça aquilo. é chegar e perceber que na toda a minha capacidade que eu tinha, eu tentei fazer, que errei, como todos nós vamos errar muitas vezes, se eu ainda hoje não sou capaz de perdoar e desencarno, chegar lá e observar que em alguns momentos, embora isso fosse uma coisa muito difícil ainda para mim, eu fui capaz de não revidar, eu fui capaz de não discutir, eu fui capaz de não eh pensar, planejar vinganças, né? Então, eh, como vivenciar esse momento da morte? Eh, eu vou compartilhar com você e com os ouvintes. Eu falei: "Uai, como é que eu vou falar de uma coisa que eu não me lembro e ainda tô encarnada?" Mas nesse sentido é exatamente isso, né? Ter consciência

u vou compartilhar com você e com os ouvintes. Eu falei: "Uai, como é que eu vou falar de uma coisa que eu não me lembro e ainda tô encarnada?" Mas nesse sentido é exatamente isso, né? Ter consciência tranquila de estar fazendo o melhor que se pode em qualquer espaço que esteja vivendo, com qualquer expressão de religião que esteja. O fim da vida material, né, do corpo físico, muitas vezes ela não vem fácil. A maioria das vezes ela vem de uma forma bem difícil ainda, né? Porque estamos ainda nessa nesse momento aqui de provas e expiações. Então você vivencia doenças muito graves, acidentes. Mas eu queria falar sobre esse papel da doença na desencarnação. Eh, Miriam, você com seu conhecimento, existe diferença entre uma morte súbita, uma morte através de uma enfermidade ou simplesmente, por exemplo, morrer dormindo? Que a gente fala: "Nossa, que que morte abençoada, né? morreu dormindo. Eh, desencarnar, né, que não é morrer fisicamente, desencarnar é você deixar seus restos materiais, seus gozos, seus desejos, né, suas necessidades materiais. Isso é desencarnar, né? Isso tudo. Qualquer uma desses tipos que você me falou de, né, de motivos de desencarnação, eu acredito que o que mais importa é como eu tô passando. Se for súbita, se for por uma doença, se for dormindo, porque é a minha ligação com as minhas necessidades materiais que vai fazer com que, não é o processo que é súbito, né? Como é que eu lido com a minha necessidade materiais? que eu sou muito apegado às questões materiais na morte súbita, na morte por uma doença prolongada ou dormindo, eu vou ter muita dificuldade no plano espiritual, independente desse tipo. Então, eu penso que o que muda na verdade é a minha maneira como eu me preparo para chegar. Conversando com você, tô me lembrando do livro da do filme Nosso Lar. Eu achei tão interessante quando tava na parte que a a senhora que morava na casa onde André Luiz estava, que eu sou péssima de memória, sabe, de nomes. Então, e ela se preparava para reencarnar e foi para o

i tão interessante quando tava na parte que a a senhora que morava na casa onde André Luiz estava, que eu sou péssima de memória, sabe, de nomes. Então, e ela se preparava para reencarnar e foi para o departamento para fazer todo o seu planejamento. E a família ficou chorosa, né? Nossa, ela vai, quanto tempo nós vamos passar sem vela, né? E ao mesmo tempo acontece quando há o retorno espiritual. A nossa realidade é no plano espiritual, não é nessa, né? não é na parte material. Nós somos espíritos vivenciando necessidades materiais e não o inverso, né? E ao mesmo tempo que nós estamos conversando, tô aqui imaginando, né, para continuar na sua pergunta, imagine que nós tivemos, estivemos fazendo no plano espiritual uma reunião de como é que nós vamos constituir a nossa família, quatro membros, cinco membros, nenhum filho, né? E aí a gente escolhe as pessoas, né, junto com a espiritualidade superior. Nós acordamos que vou me casar com cicrana ou não vou me casar, terei receberei eh Yx como filhos. Imagine que nessa escolha nós possamos ter, né, eh, um filho que teve grandes dificuldades na reencarnação anterior, traz no seu perespírito deformidades que precisam ser melhoradas somente no processo de reencarnação. E esse filho precisaria de um tempo de 3, 5 anos para que ele pudesse refazer aquelas deformidades que ele adquiriu na na encarnação passada. Temos um companheiro que também trouxe, todos nós reencarnamos com dificuldades, excesso, né, exceto Jesus que reencarnou de outra forma. Ele traz os seus problemas, nós também trazemos. Algum de nós até acordamos que no no processo nosso de vida possa a nossa desencarnação ter um período maior às vezes de doença, né, de doenças graves, de doenças crônicas, em que passe um tempo grande no hospital, porque é um tempo de reflexão, é um tempo que em que a gente dá valor aquilo que a gente nunca deu, ao sorriso, a uma palavra, uma conversa, um abraço, pedir perdão, dizer amor, não é isso? Isso é importante nas nossas vidas, né? Se vai

tempo que em que a gente dá valor aquilo que a gente nunca deu, ao sorriso, a uma palavra, uma conversa, um abraço, pedir perdão, dizer amor, não é isso? Isso é importante nas nossas vidas, né? Se vai ser hoje, se vai ser amanhã, como vai ser. São preocupações pequenas no universo, tão importante que é como eu como eu vou voltar, vou voltar melhor. Exato. É, as pessoas eh ficam muito preocupadas com a doença, né? E é um momento de muita tristeza pra família. Você vê um ente querido que tá sofrendo, tá num hospital, tá com uma doença grave, uma coisa incurável e tem toda uma questão material, né, de tratamento que às vezes também maltrata muito o paciente e a família. Porém, a gente observa que a doença, como você disse, ela é uma preparação também. E nós já falamos sobre isso aqui no nosso programa em com outras entrevistas, né, sobre o papel da doença, que ela também pode ser uma cura para o espírito. Então, é nessa hora que o doente muitas vezes vai eh ter que tomar uma atitude mais humilde, ele vai depender dos outros. às vezes é uma pessoa que precisava passar pela experiência da dependência no no plano físico, né? Porque tá acostumada a tomar conta de si, ser muito independente e não, a doença vem para te mostrar, não. Você vai ter que agora abaixar sua cabeça e você vai ter que rezar e você vai ter que depender de Deus e você vai depender da família. Então, eh, eu, eu conheci doentes, por exemplo, cuja doença permitiu que a família se reunisse, a família não se via mais. Aí em torno de uma mãe doente, a família se reencontrou. Então, a doença ela tem inúmeros papéis que a gente não está às vezes prestando atenção e são papéis, são mudanças para o espírito, né, em que ele passando por aquela experiência, ele vai adentrar o mundo espiritual renovado em várias questões, não é isso? Eh, e quando a gente fala sobre isso, eh, nós não estamos banalizando a questão da dor de quem tá vivendo, por exemplo, uma doença, não é? E nem tampouco a dor de quem tem um ente querido que volta à

Eh, e quando a gente fala sobre isso, eh, nós não estamos banalizando a questão da dor de quem tá vivendo, por exemplo, uma doença, não é? E nem tampouco a dor de quem tem um ente querido que volta à espiritualidade, não é isso? Eh, nós estamos falando de como é que nós nos comportamos diante de de um evento que ocorrerá inevitavelmente, não é? E se nós tivermos, né, sempre em mente, então é preferível que a gente se prepare, tenha hábitos durante o proceder dos nossos dias, porque nos momentos difíceis é o esclarecimento, é o conhecimento que nos torna mais forte para enfrentá-lo. Não que a gente não entre no processo de luta e nem é também e negligenciar, né, as dores. É, se nós cremos num Deus onisciente, sabe de tudo, onipresente, está presente em todos os lugares, não é? Então, se ele tem pelo menos essas duas características importantes, ele jamais deixaria que alguém ficasse doente, sofrendo num leito, desnecessariamente. Sim, porque todo o amor também é eh jamais nos chegaria dores lacinantes que nós não pudéssemos vencer. Agora a dor nos chega. Escolher o sofrimento é opção nossa. Então, se a pátria maior tá na no plano espiritual, se Deus que rege a vida é justo, é amoroso, que nós é que estamos nesse caminho de aprendermos a sermos melhores. E veja bem, tudo que é vivo, né, na natureza, nesse planeta, um dia tem que chegar, né, a a enfrentar depois a decomposição para que todo o material retorne à Terra, não é? Então, independente do que a gente possa estar preocupado, se é uma doença, se é um acidente, estejamos preocupado sim como é que eu estou vivenciando os dias nos quais eu tô passando. E se pudéssemos fazer como Santo Agostim, toda noite nós reavaliarmos o que fiz e o que eu posso corrigir no dia seguinte, é importante. Eu tô me lembrando aqui rapidamente de uma tragédia que o Brasil viveu em Suzano e aquilo me chocou pensando quantas daqu quantos, né, poderiam naquele momento, quantos pais que perderam seus filhos tiveram e não aproveitaram a oportunidade de dizer que

ue o Brasil viveu em Suzano e aquilo me chocou pensando quantas daqu quantos, né, poderiam naquele momento, quantos pais que perderam seus filhos tiveram e não aproveitaram a oportunidade de dizer que eu os amavam do quanto eles eram importantes, né? Quantos amigos não puderam ter essa oportunidade? Porque nós somos muito econômicos nos nossos sentimentos para demonstrar o outro. E aí nos deparamos com uma situação de que a gente nunca saberá quando será a hora de que poxa, podia ter dito e não disse. É, essa essa questão eu me lembro de ver naquela tragédia da Boat Kiss. Sim. Porque teve um rapaz que deu uma entrevista que a namorada, eles, eles brigaram, ele ele na noite em que ela foi paraa boate, eles tiveram uma briga e aí ela foi chateada com ele e ela morreu lá. E aí ele deu uma entrevista dizendo que ele tava de laaccerado pela culpa porque por que que ele por que eles brigaram e ela se foi. Então, eh essa questão da vivência da morte, ela é muito eh grave no sentido dos nossos sentimentos, tudo que fica, culpas, né, arrependimentos, tudo isso na na chegada da morte aflora. Então, eh, essa, o nosso tema da vivência da morte, na verdade a gente chega à conclusão de que a gente tem que viver como se a gente fosse morrer amanhã. Agora, tem uma outra questão eh que a doutrina se coloca eh bem claramente eh contra, que é a eutanásia. E a gente queria falar rapidamente sobre isso, né, Miriam? Eh, é possível o que que a a doutrina ela pensa sobre apressar a morte de alguém que já está desenganado? Qual é o momento em que é melhor não tentar mais a manutenção da vida? Olha, no livro dos espíritos, na questão 953, Kardec faz uma pergunta. Quando uma pessoa vê diante de si um fim inevitável e horrível, se era possível apressar voluntariamente a morte, né, a sua morte. Ele é muito, os espíritos nos responde de forma muito clara, é sempre culpado aquele que não aguarda o termo que Deus lhe marcou para a existência. Então há uma justiça, há uma necessidade do indivíduo que nós desconhecemos.

s nos responde de forma muito clara, é sempre culpado aquele que não aguarda o termo que Deus lhe marcou para a existência. Então há uma justiça, há uma necessidade do indivíduo que nós desconhecemos. E quem poderá estar certo de que malgradas aparências esse termo tenha chegado, de que um socorro inesperado não venha no último momento? Porque às vezes, eh, nós bagunçamos também a nossa relação com Deus, não é? Nesses momentos, nós enchemos de oração, de preces, pedindo a Deus a cura, muitas vezes a cura física daquele que tá sofrendo e que nós estamos vendo. Mas o socorro nos chega muitas vezes pela cura espiritual. Não haverá uma cura física, mas uma cura maior, que é a cura do espírito. Então, aquele que passou no seu planejamento uma necessidade para que, por exemplo, seu perespírito, por erros passados precisasse passar, né, e ele consegue chegar até o fim com todo o sofrimento, mas entendendo, com resignação, essa é a cura. Essa é uma cura, não é essa? Com certeza. E aí Kardec também pergunta, né, que é interessante, que nas circunstâncias, né, ordinárias, o suicídio seja condenado. Mas estamos figurando o caso em que a morte é inevitável e em que a vida só é encurtada de alguns instantes. Então, é naquele processo em que não há nenhuma terapêutica, né, eh, que possa ser recomendado. E aí no afã de auxílio, porque ninguém acredita, faça isso pensando no mal, pensando em não ajudar, pelo contrário, tentando diminuir aquela dor daquele que passa, ainda que seja um segundo, esse um segundo a Deus pertence. Nós não temos, né, em nenhum momento esse aval de por fim, ainda que seja por um segundo mais. É, então vamos dar um pequeno intervalo. Nós estamos falando sobre a vivência da morte. É um minuto só. Nós estamos nas redes sociais. No Facebook você pode acessar facebook.com/comunhãoespírita. No Twitter, twitter.com/comunhãoficial. Estamos também no YouTube. [música] Acesse youtube.com/comunhãoespíritadas e siga o nosso Instagram @comunhãoespírita. Acompanhe, divulgue e participe de

írita. No Twitter, twitter.com/comunhãoficial. Estamos também no YouTube. [música] Acesse youtube.com/comunhãoespíritadas e siga o nosso Instagram @comunhãoespírita. Acompanhe, divulgue e participe de nossas atividades. [música] Voltamos ao Papo Espírita. Hoje nós estamos conversando sobre a vivência da morte comigo aqui no estúdio Miram dos Anjos. Um fato que muitos noticiam, né, nessa questão da dessa passagem pro mundo espiritual, é a visão de amigos ou parentes já falecidos ao lado dos que estão prestes a desencarnar, né, Miriam? Isso realmente acontece? Nós somos acompanhados por espíritos protetores no nosso regresso ao mundo espiritual. Nós, primeiramente, nós temos o nosso anjo da guarda, nosso mentor, nosso guia, né? Aquele que vai estar junto conosco. É aquilo que nós conversávamos no primeiro bloco. Se eu já me permito me espiritualizar, quando eu defrontar com essa realidade, né? ou mesmo quando eu estiver naquela, naquele momento em que tô tô no mundo material, mas também tô no mundo espiritual, eu consiga ver, né, aqueles que me precederam. Se eu estou apenas no mundo material, revoltado porque aquilo tá acontecendo comigo, decepcionado, rebelde, porque eu não tenho mais o controle de, aliás, a gente não tem controle de nada, né? Mas não tenho controle, não consigo fazer com que as coisas aconteçam da minha forma, principalmente quando se diz respeito à minha vida material. Eu me bloqueio, eu estou focada naquela monoideia da rebeldia e realmente não vejo nada do que acontece. Nós espíritas temos uma literatura bastante vasta. Então nós vamos ver, tem um livro de Luís Sérgio, né, na hora do adeus. Isso é muito interessante. Então, nós vamos ver que alguns a amorosidade é tão grande da espiritualidade que ele dorme naquele momento para que a serene e não fique em mais transtorno. Aqueles que podem verão seus familiares, né? Verão amigos que zelaram por ele enquanto tava vivenciando a vida encarnada e que estão ali para receber com alegria. É alguém que chega de da de uma viagem que tá

que podem verão seus familiares, né? Verão amigos que zelaram por ele enquanto tava vivenciando a vida encarnada e que estão ali para receber com alegria. É alguém que chega de da de uma viagem que tá sendo recebido. Que bom que você tá aqui. Aquele movimento, né, de bastante alegria. Mas se eu também vejo e meu Deus, tá chegando a minha hora porque eu tô vendo, né, fulano cicrano e me desespero, eu também acabo dificultando este momento que não deve ser fácil para nenhum de nós, porque nós vivenciamos apegos, né? Então, é apego com a e apego com a família, apego com os filhos, apego às vezes tem pessoas apego com as coisas materiais que tem. de repente vê que tudo isso se desfaz e ter a realidade de que tudo aquilo que eu deu em valor nesse momento em nada me ajuda, né, e nada me traz de bagagem, deve ser muito difícil. Então, Ana, nós temos, né, nos nossos trabalhos espirituais, na literatura espírita, que sim, parentes, né, amigos queridos, venham nos receber, às vezes até amigos que eh espirituais que nós até desconhecemos, né, e que estão presentes, que não lembramos. Exatamente. Lembramos e que vamos demorar um tempinho para lá no mundo espiritual recordar, né? Exatamente. Exatamente. Mas com certeza o nosso anjo protetor estará sempre conosco, né? É, parece que segundo a literatura espírita, ninguém desencarna desacompanhado, o que já é um grande alento, né? E sempre de amigos, porque às vezes a gente nem dizem que eh dependendo você não consegue enxergá-los logo de pronto, porém você passa por um momento em que você dorme. Quando você desperta no mundo espiritual, aí você já tem um pouco mais de ciência, né? E também eu já ouvi falar que a encarnação, encarnar é mais difícil do que desencarnar. E nós já desencarnamos muitas vezes, né, Miriam? É, não lembramos por sorte nossa para não lembrar o que fizemos. Lembramos Exato. Que que aconteceu? Porque às vezes foram grandes tragédias, com certeza, né? Não foram mortes fáceis. E a gente guarda muitas vezes isso, coisas que nós vamos viver

rar o que fizemos. Lembramos Exato. Que que aconteceu? Porque às vezes foram grandes tragédias, com certeza, né? Não foram mortes fáceis. E a gente guarda muitas vezes isso, coisas que nós vamos viver futuramente numa outra existência, né? marcas de eh um desencarne difícil por uma doença, por um acidente, por um suicídio, né? Uma alguma coisa que aconteceu com a gente. Eh, agora, muita gente também diz que recebe a visita de parentes e amigos desencarnados. Isso também acontece. Você está encarnada e você recebe eh parentes que já morreram. Como é que funciona isso? Vamos explicar pro ouvinte. Interessante, porque quando eu tenho uma mediunidade que me permite vê-los, né, legal, mas todos nós temos realmente reencontros com os nossos parentes em outro processo que é num processo consciente mediúnico, né, de vidência, por exemplo. Mas quando nós estamos dormindo no durante o processo do sonho, quantas vezes a gente encontra com parente A, com parente B, né? Agora, nossa, mas eu acho, eu acho que eu senti que encontrei qualquer, às vezes esse alguém até tá com a fisionomia diferente, mas o sentimento, né, que te lembra, te reporta aquela pessoa que já foi, isso é extremamente possível. Com certeza. Agora, tenhamos sempre muito cuidado, eh, que nós já conversamos aqui em outros momentos no Papa Espírita da questão dos sonhos, é que muitas vezes o sonho não é uma o meu intercâmbio com plano espiritual. Muitas vezes eu durmo muito preocupada ou então eu assisti um filme extremamente violento, passei um dia, né, com imagens fortes, eu durmo e associo à cenas no qual precederam o meu sono, com alguma particularidade, às vezes d até com alguém que fosse violento enquanto encarnado. E eu vou dizer: "Nossa, sonhei com fulano, fulano não mudou nada", né? Então, a gente tenha muita compaixão conosco mesmo no momento em que a gente tentar interpretações, mas nós com certeza quando quando nos é permitido e a eles principalmente essa visita nós reencontramos. É, existem histórias

a compaixão conosco mesmo no momento em que a gente tentar interpretações, mas nós com certeza quando quando nos é permitido e a eles principalmente essa visita nós reencontramos. É, existem histórias também de pessoas que nem sabiam que alguém tinha desencarnado, sonham com aquela pessoa e aí no outro dia ficam sabendo que aquela pessoa tinha já tinha partido. Então, às vezes é realmente uma visita de um desencarnado, né? Eh, agora o nosso objetivo aqui no programa é falarmos sobre como podemos passar toda uma existência encarnados nos preparando para a partida, né? Como que a gente pode viver uma vida mais voltada, tendo em mente que vamos terminar, vamos morrer, vamos desencarnar, porque a gente vive como se isso não fosse acontecer. a gente evita pensar sobre isso e de repente através de uma doença, através de um acidente, uma uma morte repentina, a gente se vê no mundo espiritual, né, Miriam? Você acha que a gente deve quebrar esse tabu de que muita gente fala: "Não, não quero nem pensar porque senão atrai". Vamos falar sobre isso? Vamos, vamos sim. É, eu tô aqui pensando também, Ana, eh, isso é inevitável, não é? Então, não há nada, nada, nada, absolutamente nada que alguém possa fazer que evite. É lógico que existem merecimentos em que aquele prazo em que nós viemos ser eh na encarnação, nós estamos trabalhando com amor, né, nós podemos ter uma prorrogação do nosso tempo, não é? Uhum. Eh, mas o que estamos querendo? Mesmo com a prorrogação, chegará um dia. E eu costumo brincar lá em casa, principalmente com meus pais, que todos nós reencarnamos com contrato assinado com data de validade. Essa data de validade nós não sabemos, mas quando chega o dia, qualquer desculpa é desculpa. Qualquer coisinha vai acontecer, porque a vencer o contrato, né? Aquele contrato vencer, temos que retornar. Então, se eu tenho um contrato com uma data estabelecida que eu não sei qual é, 50 anos, 60, 90 anos, né, 2 anos, um mês, um dia, eh, se eu tô com aquela data e se eu já passei do momento

ue retornar. Então, se eu tenho um contrato com uma data estabelecida que eu não sei qual é, 50 anos, 60, 90 anos, né, 2 anos, um mês, um dia, eh, se eu tô com aquela data e se eu já passei do momento em que eu já ajo como um adulto, vamos dizer assim, né, já tenho domínio sobre mim mesmo, eu já posso est pensando em que estou aqui para melhorar. Melhorar significa espiritualizar-me. O que que é espiritualizar? Na verdade, é compreender que eu preciso cada vez mais ser uma pessoa melhor. Eu preciso vencer as minhas dificuldades, que são as minhas fraquezas, como a Daniele muito amorosamente chama de sombras, né? Eu preciso reconhecer em mim que daquela maneira não posso prosseguir, porque tudo no universo é energia. mesmo quando nós retornamos ao plano espiritual, vou a aqueles locais no qual a minha energia se afiniza. Então, permita que eu, né, que eu me permita trabalhar no bem, que eu me permita ajudar sem ficar esperando agradecimento, que eu me envolva com grupos da igreja que seja, do centro espírita que seja, mas que seja sério e que faça com que eu queira de fato entender e praticar que eu quer eu vou ser uma pessoa melhor. viver o bem, viver o amor, reencontrar em nós as nossas dificuldades, mas ver como é que eu posso, né, abraçá-las para que a gente possa passar por uma existência melhor. Então, o preparo, planejamento é esse que a gente tá tão envolvido com a questão material, com a posse, com controle, com ter, que esquecemos esse evento inevitável. Quanto antes a gente pensar nele. Aqui na doutrina espírita, a gente pensa muito na desencarnação, porque sabemos que a vida, a nossa vida vai continuar, o que nos traz muito mais responsabilidade. Que não é não falar na morte que ela não vai chegar, né? Exato. Ela vai vir independente. Agora, pensar sobre ela enquanto estamos encarnados e saber que essa transição, essa volta ao mundo espiritual não vai nos tirar de nenhuma responsabilidade, de nenhum conflito que a gente tenha, de nenhuma falta de perdão, de nenhuma

stamos encarnados e saber que essa transição, essa volta ao mundo espiritual não vai nos tirar de nenhuma responsabilidade, de nenhum conflito que a gente tenha, de nenhuma falta de perdão, de nenhuma raiva, de nenhum sentimento negativo. Nós só vamos mudar de estado. Vamos sair do corpo e vamos para o lado espiritual. Isso traz uma responsabilidade bem maior, porque quanto melhor estivermos, mais conscientes estivermos dessa passagem, mais fácil ela tende a ser. Embora a gente não saiba como é que ela vai ser, ela é individual, né? Ninguém desencarna da mesma forma. Exatamente. O alento é que temos sempre a ajuda do nosso mentor. Olha, eu acho que o alento na vida é saber que nós estamos num mundo em que há muitas dificuldades, né? Onde o nosso egoísmo, nosso orgulho, a vaidade é extremamente exacerbado. Então, a gente só quer ter, a gente só quer possuir, né? só quer ganhar. Só quer ganhar. Então, eh, só valorizamos aquele que chegou num patamar e às vezes financeiro em que se almeja, mas ninguém quer saber se foi honesto o trabalho que teve, se é desonesto, então passa uma um verniz e ignora que chegou de uma maneira errônea. Mas o o alento da vida é saber que, apesar de tudo isso, eu estou no mundo por alguma tarefa. ainda que seja uma tarefa pequena de me autoconhecer e me melhorar, porque a gente às vezes fica esperando grandes tarefas, um eh tarefas como Chico Xavier, tarefas de dedicação como Divaldo Franco, Mara Teresa, coisas grandes que a gente se não está fazendo é porque ainda não deu conta, porque ainda tá tão pequeno que não consegue fazer essas cois. É, e poucos iam querer a vida deles, como a Mais fala, né? Todo mundo quer uma morte de Chico Xavier morrer dormindo por Mas ninguém quer a vida que ele teve. Todo mundo quer o louro, mas ninguém quer saber do trabalho. E o alento de saber que Deus é justo, que nós temos todas as ferramentas para vencer essas dificuldades, para aprendermos a sermos melhores e melhor. Aqueles que partem poderão estar conosco quando for

o alento de saber que Deus é justo, que nós temos todas as ferramentas para vencer essas dificuldades, para aprendermos a sermos melhores e melhor. Aqueles que partem poderão estar conosco quando for permitido. Não, não se perde a ligação, né? O pensamento nos leva até ele, o sentimento nos leva aqueles que partiram. Daí se nós também que ficamos, ficamos com sentimentos de revolta, de inconformação, lembrando só os últimos momentos, como se aquele ser querido que foi não tivesse feito grandes coisas, não tivesse boas atitudes, grandes coisas no sentido de que fez aquilo que melhor podia no momento que ele estava vivendo. Então, se a gente não percebe isso, nós também estamos emitindo tanta revolta, tanto desconhecimento, tanta ignorância. O consolo é saber que tudo está no lugar certo, que a morte é física e que nós somos imortais. Nos encontraremos em algum momento, com certeza. Eh, e Miram, eh, eu gostaria de ler só um texto que eu escrevi, de minha autoria, eh, alguns alguns anos, sobre exatamente, o tema é sobre morrer e eu achei que tem que tá bem a calhar aqui com com a nossa reflexão. Me permitam ler os os ouvintes também. Eu conheço. Espero que os ouvintes estejam bem atentos, porque é formidável. Bom, eh, eu escrevi na época em que o Pedro Bial, o jornalista, ele escreveu sobre a morte de, eu não me lembro agora quem era, era um artista famoso, uma pessoa famosa. Então eu digo assim: Pedro Bial disse: "Morrer é ridículo sempre que morre alguém próximo, aquele que encontramos outro dia, somos tomados de um sentimento estranho, um misto de pavor e incredulidade. A verdade é que a morte inesperada nos assusta. É disso que trata Bial em seu texto poético e realista. Só pensa na morte quem está num hospital, sofrendo de uma doença grave, às portas de uma cirurgia, mesmo assim, debaixo de muita coragem, eu vi minha mãe entrar numa sala de cirurgia e não sair viva. Nunca vou esquecer a cena. Os quatro filhos a acompanhavam pelo corredor. A maca parou para nos

ia, mesmo assim, debaixo de muita coragem, eu vi minha mãe entrar numa sala de cirurgia e não sair viva. Nunca vou esquecer a cena. Os quatro filhos a acompanhavam pelo corredor. A maca parou para nos despedirmos e eu disse apenas: "Quando você sair, será vida nova". Era uma simples cirurgia do coração, mas uma morte inesperada, improvável, certamente cogitada por ela, que se deitava numa maca para abrir o peito. Essa é uma questão que me intriga bastante. Como é saber que se vai morrer? Foi o que eu me perguntei durante o falecimento do meu pai. Por cinco dias, ele aguardou pacientemente a morte num leito de hospital. Após uma doença grave, já não havia esperança de tratamento. A recomendação médica foi morrer aos poucos com pequenas ajudas para evitar o sofrimento. Ele sabia de tudo. Embora não mais falasse, nos fitava a demonstrar o que se passava em sua mente. Ainda estou aqui. Ao final, um último olhar lúcido de adeus. Desde então penso: "Como será saber-se vizinho da morte? Talvez seja a grande oportunidade para fazer o balanço da vida, acalmar o coração, despedir-se mesmo que mentalmente, agradecer, preparar-se para o que vier. Não deve ser fácil morrer de supetão, como descreve Bal, com tantos compromissos, planos, esperanças, situações por resolver, contas a pagar. Morrer encerra tudo. É o cúmulo da inutilidade da vida. Rei morto, rei posto, sefini, a Inesa é morta. Sinceramente, acho melhor se preparar para isso. Ser prego de surpresa, como num acidente deve ser traumático demais para quem morre. Imagina se você deixou dívidas para os filhos, se está escondendo uma traição da esposa, se passou a perna no sócio, se mentiu para não ir ao trabalho, já pensou sair desta vida deixando para trás algum mal feito? Já imaginou falarem mal de você no velório? Que vergonha! Por essas e outras, é melhor morrer com antecedência, ter tempo de pedir desculpas, retribuir as ajudas, fazer as pazes, rever os amigos, pagar as contas, visitar quem está longe. Saber a data da morte deve ser muito

as, é melhor morrer com antecedência, ter tempo de pedir desculpas, retribuir as ajudas, fazer as pazes, rever os amigos, pagar as contas, visitar quem está longe. Saber a data da morte deve ser muito bom. Imagina poder dar a volta ao mundo, comer e beber tudo que se gosta, ouvir as músicas preferidas, ler todos os livros da lista, fazer muito carinho em todos que amamos, brincar e rir à vontade, sair da vida feliz e satisfeito. Mas como a morte é o único momento do qual não temos certeza de quando será, para morrer bem é preciso começar a morrer agora, ou melhor, viver como se fôssemos morrer amanhã. Muita gente fala isso de uma forma meio romântica, do tipo viver o agora. Eu penso que é mais do que viver o momento presente. É viver para morrer com o dever cumprido. Creio que a melhor vida é aquela em que se morre com dignidade, com respeito por sua história, sem medo de críticas, porque se viveu com coerência. Temos que viver, sim, pensando que vamos morrer. E quando esse dia chegar, queremos estar com a consciência limpa, morrer em paz. É uma construção que se faz em vida. Morrer com desejos aplacados, medos enfrentados, mágoas perdoadas, é uma bênção a que muito poucos se dão ao direito. Para isso, é preciso pensar na morte de cabeça erguida, sabendo que ela virá a qualquer momento e que para vivenciá-la de forma mais plena e consciente possível, é necessário preparar-se durante todos os minutos em que estivermos vivos. Como diz o Bial em seu texto, por isso, viva tudo que há para viver. Não se apegue às coisas pequenas e inúteis da vida. Perdoe sempre, porque se amanhã for seu dia de morrer, que você esteja pronto, que a sua história de vida possa ser contada com orgulho e que você deixe somente boas lembranças. É viver bem naquele sentido de fazer ao outro, aquilo que eu gostaria que fizesse também por mim, né? Com certeza. Então, queridos ouvintes, Papo Espírita vai ficando por aqui. Nós agradecemos, Miriam, por esse bate-papo. Eu que agradeço esse bate-papo aqui no

gostaria que fizesse também por mim, né? Com certeza. Então, queridos ouvintes, Papo Espírita vai ficando por aqui. Nós agradecemos, Miriam, por esse bate-papo. Eu que agradeço esse bate-papo aqui no Papa Espírita. É sempre muito bom. Papo Espírita vai ao ar todas as terças pela rádio comunhão na internet e as quintas pelo canal da comunhão no YouTube. Inscreva-se no canal e assista a todas as produções da nossa casa espírita e escreva para o e-mail radio@comunhãoespirita.com. Obrigada a todos e até a próxima. Você ouviu o programa Papo Espírita? A [música] espiritualidade na sua vida.

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