Orvalho em Poesia - Paterno Amor

Estudantes do Evangelho TV 19/08/2020 (há 5 anos) 4:47 84 visualizações

Paterno Amor (Maria Dolores, psicografia de Chico Xavier) Orvalho em Poesia, projeto no qual pela voz do nosso querido companheiro Rômulo Marques enviaremos semanalmente um poema da literatura espírita,em consonância com os temas abordados na Escola de Evangelização Espírita da Infância e Família, que nos iluminará o dia, trazendo lindas palavras e propiciando fartas reflexões. Para mais informações sobre a CASA FEEGO acesse o site: http://casa.feego.org.br/ Instagram: @casafeego Facebook: ...

Transcrição

paterno amor na entrada do asilo um homem robusto jovem e tranquilo apresentava o pai um velho Que contava 82 janeiros de existência atenta que o ouvia após sentá-lo num pequeno banco falou a moça em tom seguro e Franco o velho já não sabe o que pensa ou o que diz a gritar e a gemer de exigência a exigência formou de minha casa um Recanto infeliz cujo clima de luta é fogo que me arrasa não quero ver meu filho Crescendo com o avô Inconveniente quero-lhe a internação de modo permanente quando custa a pensão a moça respondeu indiferente a pensão é de 4.000 cruzeiros a serem pagos mensalmente o Senhor então fez o cheque fazendo o pagamento da quantia e depois de informar que voltaria foi-se ao pai fatigado explicando ao velhinho meu pai aqui é a nossa casa de descanso terás aqui mais sossego e carinho ao voltarmos da Europa virei buscar-te imediatamente o pranto deslizou sobre a face enrugada e o velho respondeu em voz tremente o que será meu Deus que medonho impecilho estar aqui a sós sem te encontrar meu filho e como aguentarei a falta de meu neto não queria afastar-me de meu teto peço por Deus não te demores e vem logo buscar-me o filho replicou quase asperamente semv que podes esar mas não faças alarme nada farás de mim um filho diferente creio que ao fim do mês que vem regressarei como convém mas o moço Partiu e nunca mais voltou e ante a expressão do velho triste e amarga notava-se que o filho ali se despedir como quem se desliga de uma carga agindo Alegremente o velinho viveu porá anos de dor e desenganos a esperar pelo filho desertor a fadiga alterar-lhe a memória não sabia contar a própria história declarava-se um rico possuidor de terras e fazendas produtivas mas entregara tudo ao filho sem amor numa procuração sem julgá-lo capaz de alguma ingratidão e embora o filho lhe pagasse o asilo Sem questionar o preço não lhe enviava notas de endereço após 36 meses de clausura o velhinho ralado de amargura morreu clamando a falta da família o cadáver desceu a vala da indigência por fim se lhe acabara a

onar o preço não lhe enviava notas de endereço após 36 meses de clausura o velhinho ralado de amargura morreu clamando a falta da família o cadáver desceu a vala da indigência por fim se lhe acabara a penosa existência mas o tempo não para em parte alguma 40 anos passados de coração batido e passos o homem que internar o esquecido velhinho nota que a morte chega a cercar cam poderoso senhor não consegue expressar-se so qualquer Disfarce tomba inerte no leito e ante o Infortúnio da Separação grita por Deus quer vida e proteção mas a morte o reclama o corpo se lhe esfria vê-se desencarnado em noite atroz terrível e sombria chora quase sem voz quando sente que alguém lhe toma o cbro cansado e lhe diz brandamente filho do coração não te aflijas nem temas acabaram-se agora os teus problemas confia em Deus não percas a esperança acalma-te e descansa e beijando-lhe os cabelos dedos mostrando carinhosos Zelos exclamou Com ternura Agora sim achei minha Aventura eu sou teu pai meu filho estou aqui amo-te agora mais do que te amava e só Deus sabe a dor que eu chorava com saudades de ti Maria Dolores por Chico Xavier

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