Morreu Divaldo Pereira Franco, o último Chiquista. Allan Kardec vive e segue ressurgindo!

CanalFEP 14/05/2025 (há 10 meses) 24:23 12,283 visualizações 256 curtidas

Morre Divaldo Pereira Franco, o último Chiquista. Allan Kardec vive e segue ressurgindo!

Transcrição

Boa noite a todos. Boa noite, pessoal. Eu sou o Michel Macedo do Kardec Tube. Recebemos a notícia há alguns minutos, a confirmação da notícia, a notícia oficial da morte de Divaldo Pereira Franco. É. Certamente um dia histórico, uma data histórica para o espiritismo em geral, porque morreu agora a pouco um dos nomes mais conhecidos do meio espírita, uma das personalidades que marcou história no meio espírita. brasileiro e mundial. É, portanto, uma data muito significativa que, evidentemente, o Kardectube como um canal cardecista vem fazer o seu comentário, seu breve comentário e emitir a sua opinião sobre esse ocorrido e o que ele significa. É preciso que as pessoas entendam quem foi Divaldo, o que ele significa, como ele surge e algumas projeções que a gente pode fazer daqui para frente. É preciso que a gente entenda que o Divaldo é no século XX, com certeza a segunda, senão a terceira personalidade mais conhecida e importante da história do movimento SPIC. A gente vai ter basicamente três grandes personalidades, que é Bezerra de Menezes, que que depois é Chico Xavier e em terceiro Divaldo Pereira Franco. Então, o século XX, esse século que pós Kardec, que se iniciou, que passou, teve como marca essas grandes, três grandes personalidades. O bezerra inicia uma ideia daquilo que viria a ser o movimento espírita, aquilo que viria a ser um modelo de movimento espírita, casa espírita e de entendimento do espiritismo. Aqueles que hoje estão se aprofundando na história do espiritismo sabem o envolvimento que Bezerra teve ali na construção de uma ideia de espiritismo. sabem a o peso que Bezerra vai ter também para o o crescimento da Federação Espírita Brasileira que culmina com a figura de Chico Xavier. Então, quando se une, Bezerra prepara o terreno e Chico Xavier consolida o terreno, que vai dar plenos poderes à Federação Espírita Brasileira. que a partir desta união vai ditar no século XX todo o modelo de movimento espírita, casa espírita, estudo espírita e entendimento espírita.

que vai dar plenos poderes à Federação Espírita Brasileira. que a partir desta união vai ditar no século XX todo o modelo de movimento espírita, casa espírita, estudo espírita e entendimento espírita. Essa soma de Bezerra, Chico e Feb vai consolidar uma cultura espírita brasileira que vai substituir o espiritismo de Kardec e se espalhar pelo mundo. Então, a ideia que a FEB já tinha de se tornar a principal instituição espírita que comandaria o movimento espírita, ela se consolida com o Chico, porque com o Chico ela vai ganhar poderes materiais e, entre aspas, espirituais. Porque o Chico vai então doar as suas obras psicografadas para a FEB. É graças ao sucesso da venda destas obras que o Chico vai doar, que a FEB vai crescer materialmente e isso foi importante para ela consolidar o seu poder e mandar no espiritismo brasileiro e depois mundial. Então teve essa importância material que o Chico dá à FEB quando ele doa suas principais obras pra FEB editar. E a gente tem uma espécie de consolidação espiritual junto com o Chico, já que as próprias obras que o Chico vai psografar, aqueles espíritos que se comunicavam, referendavam a FEB como a nova representante do Espiritismo na Terra, como aquela que iria juntamente no território brasileiro assumir a missão do Espiritismo e também a missão do próprio cristianismo agora interpretado pelo espiritismo. É assim que eles vão pintar. Então eles pintaram uma autoridade espiritual para a FEB, juntamente enquanto a FEB também crescia materialmente, financeiramente com a venda das obras. Com essa soma, a FEB passa a nortear e dizer o que é o espiritismo e passa a ter o controle do movimento espírita como um todo. A FEB vai com a ajuda de Emanuel e André Luiz através da mediunidade do Chico, ditar um novo espiritismo a lá brasileira que vai incutir na cabeça das pessoas uma ideia de espiritismo. que hoje todo o modelo de entender a teoria espírita e de entender a casa espírita e a prática da mediunidade é totalmente baseado nessa união de Chico Febe junto

das pessoas uma ideia de espiritismo. que hoje todo o modelo de entender a teoria espírita e de entender a casa espírita e a prática da mediunidade é totalmente baseado nessa união de Chico Febe junto com Emanuel e André Luiz. Nesse caminho de consolidação de poder, surge a figura do Divaldo. O Divaldo surge e ele não é bem recebido, primeiramente, porque todos sabem da famosa polêmica entre Chico e Divaldo, onde o Chico o onde o Divaldo foi acusado de flagiar o Chico. O Divaldo foi absolutamente atacado e perseguido pelo movimento espírito porque ele não recebeu aval dos donos do movimento espírita, mas conforme as coisas vão acontecendo, essa intriga passa e eles percebem que a união entre Chico, Febaldo seria importante, interessante. Então, o Divaldo, que primeiro foi persona não grata, passa a ser adotado, entre aspas, pelo Chico Xavier. E eles inauguram um modelo que vai enaltecer a autoridade pessoal, seja dos médiuns, seja dos espíritos que eles dizem psicografar e seja da instituição que eles carregam nas costas. o Chico ligado à FEB e o Divaldo vai ter todo um envolvimento com a FEB também, embora ele tenha também um projeto paralelo que é a mansão do caminho na Bahia. Mas eles criam modos operante muito interessantes. Primeiro, a ideia de pessoas celibatárias que não casam. Então, Chico e Divaldo vão ser pessoas que não casam, não depois, ambos são médiuns que psicografam obras. Ambos têm um espírito que os guia, um mentor espiritual que os guia e ao mesmo tempo revela coisas paraas pessoas, pros seguidores do Espiritismo, seja através de livros ou consultas pessoais. Vejam o modelo sendo implementado e ambos psicografam obras e lançam obras. Só que claro, o ambos vão criando fama e autoridade dentro da doutrina, mas também como representantes externos do espiritismo, como líderes, chefes através desse modos operante. Ambos também focam muito na questão da assistência material, ajuda aos pobres, aos doentes, às crianças. Vejam que é o modos operante. Enquanto

ismo, como líderes, chefes através desse modos operante. Ambos também focam muito na questão da assistência material, ajuda aos pobres, aos doentes, às crianças. Vejam que é o modos operante. Enquanto eles agem assim, eles crescem enquanto figuras, enquanto autor a espécie de autoridade morais, porque eles fazem o bem e vivem só pro espiritismo. E também criando uma autoridade intelectual, porque eles respondem o que é o espiritismo, seja pessoalmente em entrevistas, seja através dos seus espíritos que eles psicografam. E ao mesmo tempo a FEB vai ganhando poder material para consolidar e disseminar toda essa ideia. Então é uma tríade muito interessante, Chico, Febe e Divaldo. E por trás André Luiz, Joana de Angeles e Emanuel. Então, com essa união, eles vão criando um poder gigantesco a ponto de eles serem a voz do movimento espírito. O Chico já inicia essa mania que vai ser muito forte no Divaldo, de dar entrevistas e responder a tudo em nome do Espiritismo. Chico começa com isso naquela famosa entrevista TV Tupi e depois o Divaldo vai levar isso como também uma característica sua até o final da sua vida. era alguém que sempre respondia tudo em nome do Espiritismo, já que era era ele era visto como a voz do do Espiritismo. Só que claro, o Divaldo vai se destacar por alguns pontos a diferentes do Chico. Primeiro porque ele tinha o aval do Chico e da Febre, então isso lhe abriu portas depois porque ele tinha o mesmo modos operantes do Chico. Então isso carimbava ele como fazendo parte daquele time. Mas o Divaldo tinha oratória e o o Chico, por mais que falasse muito bem, não tinha. O Chico não saía muito do local dele para falar. O Divaldo vai percorrer o Brasil e o mundo com uma oratória impecável. E veja que eu estou falando da forma, do talento da forma. Não estamos discutindo conteúdo. Ninguém tinha a capacidade da oratória do Divaldo. Então, por tudo isso que ele já representava e mais a capacidade da oratória, o Divaldo então se consolida como essa voz que fala em nome

o conteúdo. Ninguém tinha a capacidade da oratória do Divaldo. Então, por tudo isso que ele já representava e mais a capacidade da oratória, o Divaldo então se consolida como essa voz que fala em nome do Espiritismo e tem toda uma autoridade por trás o sustentando. O que acontece é que os anos vão passando, todo mundo já sabia que o Divaldo seria considerado um sucessor do Chico. Quando o Chico morre em 2002, a FEB e o chiquismo, esse modelo de espiritismo que vai absolutamente desprezar Kardec, o conceito básico de todo esse século XX, desses personagens que eu estou falando fizeram, eles absolutamente vão desprezar Kardec, diminuir Kardec e praticamente esquecer que Kardec existiu e só falar em Jesus, a Jesus e eles. No meio Kardec praticamente não existiu. Ele foi um simples codificador que foi superado depois, foi evoluído depois por outros espíritos. Então, a principal função dessas, eles conseguiram criar uma autoridade, falar em nome do espiritismo, criar um novo modelo de espiritismo e de entendimento do espiritismo, onde Kardec. A gente vai ver os espíritos, Emanuelam, André Luiz, Joana dees, junto com a FEB, Divald Chico, pegando eh eh eh atacando todos os pontos que Kardec colocou como base, fazendo o contrário. Então eles conseguem eliminar a figura do de Kardecimento espírita e se colocar como os continuadores de Kardecus e eles não é Kardec praticamente. Então a gente vai ter um século XX em que Kardec é absolutamente desprezado, esquecido e escondido por centenas e centenas de obras que eles vão lançar só os dois. O Chico e o Divaldo, eles vão lançar praticamente quase 1000 obras soterrando as obras de Kardec. Então, a as pessoas passaram a não chegar mais em Kardec graças a eles, porque eles já ofereciam tudo dentro do modelo deles. Autoridade moral, então autoridade intelectual, os espíritos, já existia em Man, André Luiz e Joana, não precisava dos espíritos da época de Kardec. Então esse foi o desenho construído no século XX. Com a morte do Chico, esse modelo sofre o primeiro BAC.

íritos, já existia em Man, André Luiz e Joana, não precisava dos espíritos da época de Kardec. Então esse foi o desenho construído no século XX. Com a morte do Chico, esse modelo sofre o primeiro BAC. Logo depois da morte do Chico, que já é o enfraquecimento desse modelo, a gente teve o surgimento da internet, que já dificultou também o papel da FEB, porque a FEB sempre foi muito forte enquanto instituição física e a sua força estava na venda dos livros. Todo mundo sabe que a a a internet prejudicou muito a venda do livro físico, que era a fonte principal da FEB. Então, a FEB começa a sofrer uma decadência, mas fica o de volta. É nesse momento que o Divaldo assume quase que por completo o movimento espírito e aí ele não esconde mais que ele prega para enaltecer ele mesmo. Ele passa a ser a pessoa que ele chega ao ponto de quase nem falar mais em espiritismo, porque ele vai falar muito em Jesus, em em movimentos pela paz, em religiões. E chega o momento que a principal campanha do Divaldo é fazer promoção para ele mesmo, para ganhar o Nobel da Paz, coisa que não aconteceu. Nisso começa a vir a questão da decadência física do divo. E no final da sua vida ele é marcado por entrar em discussões políticas sempre em nome do espiritismo. Aos seus últimos anos de vida, ele assumiu questões políticas e mesmo pessoas que eram muito ligadas a ele começaram a a se sentir incomodadas porque viram o exagero do que ele estava fazendo. Mas é curioso que esse modelo que os dois implementaram não surge um um outra pessoa para continuar. O Divaldo tenta, de uma certa maneira sustentar o Haroldo, Haroldo Dutre, como essa personagem que que ele sustenta, entre aspas, politicamente e em que ele apresenta pro movimento espírita, ou seja, ele passa o pastão de uma certa forma. Mas o Aroldo, mesmo com isso, embora tenha ganhado notoriedade espita, graças a isso, ele não é como o Chico, como o Dival. ele já não tem mais o mesmo modo operante e a gente nota que o modelo vai enfraquecendo ainda

mo com isso, embora tenha ganhado notoriedade espita, graças a isso, ele não é como o Chico, como o Dival. ele já não tem mais o mesmo modo operante e a gente nota que o modelo vai enfraquecendo ainda mais. Então a gente chega, a gente chega no dia de hoje com ninguém vai substituir o Divaldo porque ele não conseguiu deixar um sucessor como o Chico conseguiu deixar ele. Então é mais um momento de decadência e fim dessa era que se construiu no século XX. Porque eles não continuavam. Esse modelo está em decadência. A febre está em decadência material e sem representatividade. Ela ainda o o que ainda sustenta a febre foi o que ela construiu no século XX. Mas não tem nada de novo que tenha que esteja dando força pra febre. Já não tem o Chico e agora não terá mais também o de volta. Num primeiro momento, o movimento espírita agora vai se dividir mais ainda, porque muitas pessoas vão tentar pegar esse posto de liderança, mas nenhuma com a mesma organização e força que o Divald e o Chico tiveram, até por causa da internet, porque por muito tempo o Chico Divaldo, eles não eles não eram criticados e confrontados. Isso ajudou a consolidar sua autoridade. Hoje com a internet qualquer autoridade que surgir, ela pode ser cancelada, questionada e exposta. Então também fica mais difícil. Mas a verdade é que esse modelo ruí, esse modelo ruí, ele trouxe consequências extremamente prejudiciais, porque se a gente tem milhares e milhares de obras psicografadas, eh, é isso é consequência do que o Chico e Divaldo fizeram. Eles plantaram esse modo das pessoas psiografarem obras sem parar, responderem a tudo em nome do espiritismo sem parar. Então a gente tem uma obra mais maluca que outra, mas isso começou com Divaldo e com sustentados pela fé. Então a gente a gente tem uma consequência, uma ramificação aí de mil maneiras de encarar, mas que começou com os dois. Mas é como eu falei, a figura central de liderança se perde, a gente vai ter pequenos subgrupos divididos, mas apesar de tudo isso que

cação aí de mil maneiras de encarar, mas que começou com os dois. Mas é como eu falei, a figura central de liderança se perde, a gente vai ter pequenos subgrupos divididos, mas apesar de tudo isso que foi feito, Kardec permanece. É interessante que tudo que eles fizeram para que Kardec fosse esquecido, eles agora com a figura do Divaldo também entram numa fase em que eles vão desaparecendo, eles vão sendo esquecidos, o seu modelo não é reproduzido e Kardec, com todo o desprezo e ataque que sofreu, permanece vivo. os grupos cardecistas não param de crescer e de aumentar e enquanto o movimento espírita que não retoma Kardec está perdido no que seguir, em que líder seguir. Então a verdade é que o dia de hoje encerra um ciclo e dá ainda mais força para o cardecismo. E para encerrar, nós diríamos que, apesar de tudo isso que nós colocamos aqui, o espiritismo em Kardec nos ensina a caridade até mesmo para os inimigos do Espiritismo. Então, nesse momento em que Divaldo Franco morre no corpo físico, é um dever de todos nós espíritas que mesmo que a gente critique, discorde e aponte tudo isso que a gente apontou, que todos procurem orar por essa alma, que os grupos que praticam evocação o evoquem para que eles saiam o mais rápido possível da perturbação e para que ele e perceba o quanto antes tudo o que fez em sua vida e tem a oportunidade de reparar, contando com a nossa ajuda e as nossas portas abertas, porque assim deve ser o verdadeiro espírito. Então, que a gente ore, ah, prece pelos inimigos do Espiritismo, lá no Evangelho Segundo Espiritismo, que a gente se lembre bispo que mandou queimar as obras de Kardec. Depois ele desencarna como Kardec recebe, como Kardec trata a morte desse bispo. A gente deve fazer a mesma coisa com relação a Chico e Divald e hoje, especificamente, ao Divald. A gente deve orar por ele usando como modelo a prece pelos inimigos do Espiritismo e o modelo de como Kardec lá na revista espírita recebeu o próprio bispo que mandou queimar suas obras para

o Divald. A gente deve orar por ele usando como modelo a prece pelos inimigos do Espiritismo e o modelo de como Kardec lá na revista espírita recebeu o próprio bispo que mandou queimar suas obras para que esses espíritos percebam o que fizeram e comecem o trabalho de reparação, porque Deus sempre dá oportunidade para que a gente se reconcilie e para que a gente repare nossos erros. Então, é importante que a gente continue de maneira séria criticando e apontando tudo que foi feito contra Kardec, mas que também a gente moralmente esteja sempre disposto a ajudar, perdoar e orar pelas pessoas, até mesmo aquelas que a gente entende que prejudicaram a obra cardequiana, porque evidentemente elas também têm seus méritos e só Deus pode julgar no sentido moral, espiritual. é só Deus. A gente faz análises históricas ou intelectuais. Então, que a gente ore por esse espírito e aprenda sobre o que aconteceu, o que está acontecendo e o que não pode voltar a acontecer. e que ele possa o mais rápido possível estar bem aonde ele estiver nesse novo momento e seguir verdadeiramente a obra de Kardec, até mesmo nos auxiliando, porque futuramente seremos nós essa situação. E a mesma maneira que nós queremos ser caridos agora, um dia nós vamos precisar também, porque afinal de contas somos todos imperfeitos. morre Divaldo Franco. Oremos por ele. Kardec segue cada vez mais vivo. Uma boa noite a todos. 100 pessoas online ao vivo me assistindo.

Mais do canal