Lusiane Bahia, Solange Seixas e Denise Lino • Conversando Sobre Espiritismo
Apresentação: Lusiane Bahia Toda quinta-feira, realizamos uma breve exposição e, em seguida, recebemos um convidado especial para responder perguntas do público. APRESENTAÇÃO DA CONVIDADA: Denise Lino é expositora e escritora espírita. É dela o livro Humano, demasiado humano - a transformação moral de Pedro. Sendo ainda idealizadora e apresentadora do Programa de grande sucesso Literatura Espírita: prazer em conhecer, transmitido no primeiro domingo de cada mês pela WEBTV Mansão do Caminho. Ela é também professora titular na área de Linguística Aplicada, na Universidade Federal de Campina Grande, na Paraíba, onde reside.
Em todas as situações da vida, trabalho e paciência, o trabalho santificando nossos atos e a paciência revelando nossos sentimentos diante da enfermidade pertinho e paciência. O trabalho grangia méritos redentores e a paciência coloca o cinete da autenticidade em nossas resoluções. Faça em ingratidão de amigos devotados que não nos compreendem as aspirações santificantes do serviço. Trabalho e paciência. O trabalho conceder-nos a o atestado inequívoco dos propósitos superiores e a paciência falar-nos a mais alto sobre as nossas legítimas aspirações, considerando os propósitos malévolos que em vigilância parzem ante os nossos pés, trabalho e paciência. O trabalho modifica a face negativa das coisas e a paciência semelhante à lixívia do tempo. Aprimora contornos e arranca da estátua o ideal de vida. O trabalho é mensagem de Deus e a paciência é virtude dos anjos, lembrando-nos dele, o divino pomicultor, que até hoje trabalha pacientemente pela transformação da terra e do homem, trabalhemos com paciência. O nosso pretérito no nosso presente, a benefício do nosso futuro. Caiba Chutel. Irmãs e irmãos queridos, sejamos todos muito bem-vindos ao Conversando sobre espiritismo. Cumprimentamos a todos que estão aqui no presencial, todos que nos acompanham pelo virtual. Cumprimentamos a equipe da TV Mansão do Caminho e a nossa Solange Seixas, tia Solange, para quem passamos a palavra agora paraa nossa prece inicial. Senhor e Mestre Jesus, nosso divino pastor, as nossas mentes se erguem para buscar-te através do convívio, da troca das nossas necessidad cidades, sabendo que tu as agasalhas endereçando aos nossos corações as respostas necessárias ao nosso aprendizado, onde nem tudo acontece como desejamos, mas como nos é necessário para o nosso crescimento e aprendizado. Ó Jesus, queremos agradecer-te, louvar-te, bendizer-te, Senhor, a oportunidade que temos de estarmos na tua casa para aprender contigo, seguindo as tuas pegadas, a ser manso e humilde de coração. permite-nos clarear a visão
ecer-te, louvar-te, bendizer-te, Senhor, a oportunidade que temos de estarmos na tua casa para aprender contigo, seguindo as tuas pegadas, a ser manso e humilde de coração. permite-nos clarear a visão para entender os desígnios da vida, a fim de não confundirmos as nossas precipitações com aquilo que deve ser realizado de forma paciente, eficaz e amorosa. Jesus, tu és o grande sol que aquece as nossas vidas. Permite, Senhor, que os anjos tutelares acompanhem o nosso Divaldo e Dr. em tarefas doutrinárias, levando aos seus corações a proximidade das energias revigorantes e a palavra dulcificante, esclarecedora e boa para aqueles que os buscarem nas tarefas a serem realizadas. Dá-nos, Senhor, a tua bênção, para que, fortalecidos na fé, continuemos as lutas da existência humana, prosseguindo, sorrindo, caindo, levantando, chorando e sorrindo, porque acreditamos que os desafios são muitos, mas que o Pai celestial nos proporciona a tranquilidade para entendermos as dores e os sofrimentos como molas propulsoras ao nosso crescimento. E acima de tudo, Senhor, as estruturas reforçadas moralmente para a busca de novos horizontes. Dá-nos a coragem e fortifica-nos no ideal para que possamos servir, amar e passar. como tu nos ensinastes. Ser conosco agora e sempre. Que assim seja. Antes de passarmos a palavra paraa apresentação da nossa querida convidada, nós temos alguns avisos. Primeiro explicarmos a ausência do nosso tio Divaldo, que não está aqui com a gente hoje. Inicia uma agenda de compromissos para serem atendidos compromissos doutrinários e dentre eles a 12ª conferência da Federação Espírita da Flórida. Vai acontecer nos dias 18 e 19 de março, sábado e domingo. E a gente pode acompanhar pela web TV Mansão do Caminho. Basta que a gente se programe para atender, para participar. para assistir essas reflexões que o nosso tio vai trazer a respeito das temáticas que ali serão abordadas. Trazer também o mais novo livro, que é esse aqui, ó, Mundo Regenerado. Mundo regenerado da
r. para assistir essas reflexões que o nosso tio vai trazer a respeito das temáticas que ali serão abordadas. Trazer também o mais novo livro, que é esse aqui, ó, Mundo Regenerado. Mundo regenerado da Benfeitora Joana de Angeles. E eu gostaria de ler só o último parágrafo dessa quarta capa, só pra gente se avisinhar um pouquinho da obra. A presente obra composta por 30 valiosas mensagens ditadas pela benfeitura Joana de Ângeles e psicografadas pelo médium Divaldo Franco, é um convite a todos que queiram, de uma forma ou de outra, melhorar suas condutas nas mais variadas situações vigentes e colaborar para que tenhamos um mundo melhor, um mundo regenerado. Essa obra tá disponível no site da livraria Leal. nessa configuração, né, de livro físico, mas também em ebook. E o nosso último aviso, que é um aviso muito especial, porque a gente vive esperando quando vai acontecer um workshop, para que a gente possa se aproximar de reflexões tão profundas a respeito de obras que o nosso tio Divaldo vai trazendo pra gente. E no dia 7 de maio, das 8:30 às 13:30, aqui na Mansão do Caminho, aqui nesse espaço do Cenáculo, mas também em um telão aí na frente, no prédio do Labanhos, nós vamos ter workshop Novos Rumos. É uma obra do Manuel Viana de Carvalho pela psicografia do nosso querido tio Divaldo. Os ingressos vão estar disponíveis a partir da segunda-feira. Então, estes são os nossos avisos e nós gostaríamos de convidar a nossa a participante especial de hoje, a nossa querida convidada Denise Lino, já fazendo a sua apresentação. Denise é expositora, escritora espírita. É dela o livro humano demasiado humano, A transformação moral de Pedro, sendo ainda idealizadora e apresentadora do programa Literatura Espírita. Prazer em conhecer, transmitido sempre no primeiro domingo de cada mês pela Web TV Mansão do Caminho. Ela também professora titular na área de linguística aplicada na Universidade Federal de Campina Grande, na Paraíba, onde reside. Querida amiga, seja muito bem-vinda.
ês pela Web TV Mansão do Caminho. Ela também professora titular na área de linguística aplicada na Universidade Federal de Campina Grande, na Paraíba, onde reside. Querida amiga, seja muito bem-vinda. Suas pal. Olá, Luziane, muito boa noite para você, paraa Solange, que se encontra aí conosco e para todos os que estão no presencial, no cenáculo da mansão do Caminho e os que nos acompanham agora no ao vivo da web TV Mansão do Caminho. É uma alegria e uma honra estar aqui com todos vocês. Gratidão, Denise. Como a gente sempre faz, a cada quinta-feira é um momento de conversa sobre o espiritismo. Então aqui para esses que estão presentes no salão doutrinário, tem a nossa equipe sempre ali à disposição para que a gente possa colocar as nossas perguntas, que elas vão chegar aqui à mesa para para as respostas. E aqueles que estão no virtual, coloquemos as perguntas no chat e que também vão ser direcionadas para que a gente possa, após o momento inicial de uma breve conversa, trazermos as respostas às perguntas. É sempre encantador observar e admirar aquilo que advém da convivência com as crianças. É algo que particularmente nós gostamos muito. Tanto a convivência com as crianças, com os jovens, parece que deles vem ensinamentos tão especiais. Além de nos suscitarem uma revisitação dos nossos próprios momentos infantis e juvenis, é como se cada pergunta que eles fazem, cada curiosidade que eles trazem, suscitam em nós uma oportunidade de ressignificarmos conceitos, de refletirmos um pouco mais, de tentarmos amadurecer sobre pensamentos, sobre reflexões que às vezes trazemos tão estratificados para nós, como se nós já tivéssemos as respostas como se determinados conceitos estivessem prontos. E aí vem uma criança, faz um questionamento, vem o jovem e traz uma curiosidade que é a marca muito característica desses estágios da condição humana. E aí nós estávamos em uma atividade aqui da nossa casa da evangelização. E uma criança entre seis e 7 anos mais ou menos nos fez o seguinte
rca muito característica desses estágios da condição humana. E aí nós estávamos em uma atividade aqui da nossa casa da evangelização. E uma criança entre seis e 7 anos mais ou menos nos fez o seguinte questionamento: "Tia, o que é o mal?" E aí quando uma criança faz uma pergunta dessas, a gente fica tentando organizar a mente para rapidamente trazer uma resposta, algo que possa alcançar aquela percepção infantil, adaptando os conceitos e ao mesmo tempo sendo prático. E quando a nossa mente estava nessas reflexões, a criança veio e já trouxe outras informações. Tia, porque eu tava pensando, eu acho que o mal é quando a gente não age certo. E ele continuou conversando, dizendo que imaginava que algumas pessoas que são boas às vezes tem comportamentos que não são bons, que às vezes se permitem, ele ele dizia, às vezes elas se distraem e agem no mal. E aí essa conversa que a gente ia tentando trazer uma resposta e ele mesmo fez a pergunta, ele mesmo já trazia as respostas, já trazia os exemplos, ele começou a trazer reflexões da própria família, mostrando comportamentos do pai, da mãe, dos familiares no seu entorno, que apresentavam pensamentos, atitudes que não eram boas. E esse questionamento, minhas irmãs, meus irmãos, trouxeram à nossa mente estas reflexões que ele foi fazendo, o próprio livro dos espíritos, que nós encontramos na terceira parte desta magistral obra, as leis morais. E nessas leis morais que Kardec inicia ali nessa terceira parte, trazendo a lei divina ou natural, há uma conversa. Há perguntas e existem respostas acerca do bem e do mal. A primeira pergunta, que é a 629, a respeito dessa temática, o codificador anota qual seria o conceito, o significado de moral. E os espíritos respondem que é o bem proceder e que faz com que haja a distinção entre o bem e o mal, o coeficiente da moralidade. Kardec como exíio educador, pedagogo, diante da sua disciplina e da sua didática, traz logo em seguida a questão 630, questionando aos espíritos, então, qual seria o significado
iciente da moralidade. Kardec como exíio educador, pedagogo, diante da sua disciplina e da sua didática, traz logo em seguida a questão 630, questionando aos espíritos, então, qual seria o significado de bem e de mal? E a equipe do Espírito de verdade responde que bem é tudo aquilo que está em conformidade com as leis de Deus, que está de acordo com as leis de Deus. E mal é tudo aquilo que lhe é contrário. É todas as vezes que nos afastamos, que não trazemos uma correspondência em atitude, em consonância com as leis divinas. Se nós nos lembrarmos, a própria codificação na questão 621 nos traz a percepção de que estas leis estão inscritas na nossa consciência. Então, em nós mesmos temos esta oportunidade de parâmetro, de distinguirmos entre o bem e o mal. À medida que vamos agindo de acordo com as leis de Deus, a lei do amor, da justiça, da caridade, da bondade, da fraternidade, da solidariedade, à medida que vamos atrelando o nosso comportamento em vigilância, em cuidados, em atenção a essas atitudes de acordo com a lei divina, vamos conhecendo a energia dia do bem. Vamos nos assenando, nos aproximando e ficando cada vez mais próximos desta condição do bem. Mas basta que adentremos a seara da invigilância e que nos seja realizado a partir das nossas atitudes, situações de equívocos, adentramos esta, este afastamento, apartamos-nos das leis de Deus e desta forma o mal se faz presente. Kardec traz inúmeras outras perguntas. Inclusive questionando que se o mal for feito por alguém, nós não fizemos aquele mal, mas nos aproveitamos do mal feito por alguém, também nós estaremos incorrendo no mal? E a resposta é sim. E aí nós refletimos sobre quantas circunstâncias, comezinhas, naturais, pequenas no contexto social. a exemplo da própria maledicência que alguém fala, alguém cria, alguém reproduz, alguém espalha e outros alguéns vão fazendo couro à aquele mal, aquele afastamento da lei divina. E quando a gente começa a refletir sobre esses pequenos detalhes, adentramos num processo de autopercepção
ém espalha e outros alguéns vão fazendo couro à aquele mal, aquele afastamento da lei divina. E quando a gente começa a refletir sobre esses pequenos detalhes, adentramos num processo de autopercepção que é muito valioso. que esta moralidade que Kardec sinaliza, essa distinção entre o bem e o mal, é interessante que nós façamos para que não digamos que desconhecemos, que as nossas ações não eram daquela forma ou não deveriam ser, mas foram. e ações nos ensina a codificação. Precisamos entender por pensamentos, palavras e atos não somente aquilo que se faz nos movimentos, mas aquilo que se pensa, aquilo que se fala. Kardec ainda pergunta se seria necessário simplesmente não fazer o mal. Agrada a Deus que simplesmente não façamos o mal. E a pleade de espíritos da equipe do espírito de verdade responde: "Não basta que não façamos o mal. É necessário que façamos o bem, pois seremos responsáveis pelo mal que aconteceu, pelo bem que nós não fizemos. E para que compreendamos cada vez mais isto, basta que observemos um espaço. Se o espaço não for culpado por algo, pode ser por outro, de outra ordem. Então, se ocupamos um espaço com o bem, não vai ter condições nem ensejo para o mal. Mas se deixamos o espaço livre, existe a possibilidade dele ser ocupado pelo mal. E dizem os espíritos, e aí há a nossa responsabilidade é a responsabilidade pela omissão, por não termos realizado, não termos feito, como a mensagem que apareceu aqui no início do nosso conversando, a mensagem ditada, trazida pelo tio Divaldo, que fala do trabalho e da paciência. Quando não há o trabalho, há omissão, a ausência do esforço de nos posicionarmos. de nos colocarmos diante de uma situação que pode ser definida para o bem diante daqueles que querem o bem. E nós desejamos tanto bem e como é importante que sejamos ativos e realizadores do bem. A partir daquela pergunta da criança, ficamos pensando nessa distinção entre bem e mal, mas também entre bons e maus. Porque existe o momento de um comportamento bom e um comportamento
zadores do bem. A partir daquela pergunta da criança, ficamos pensando nessa distinção entre bem e mal, mas também entre bons e maus. Porque existe o momento de um comportamento bom e um comportamento equivocado, mas também existe o reiterário e a viciação nos comportamentos equivocados e também algumas situações de invigilância que conduzem à marca ou ao equívoco a partir de uma ignorância, a partir de uma ausência de cuidado, de uma condição intempestiva ou que seja a trazer para aquela situação malefício. E aí nos veio a mente uma página psicografada por Francisco Cândido Xavier. Essa página está em um lindo livro intitulado 30 anos com Chico Xavier. É de autoria de Cloves Tavares esse livro. E Cloves Tavares narra nesse livro a experiência que ele teve de convivência com Chico de 1936 a 1966. 30 anos de convivência com o médium Cândido Chico Xavier. Clov Tavares vai observando e ele diz que estar ao lado de Chico é viver e aprender mesmo com o seu silêncio, observando os gestos, os atos, os comportamentos, as lições vivas que este grande médium trouxe e ainda traz para toda a humanidade. E nesse livro que ele relata também como é que ele conheceu o Chico, ele que aproximou-se da doutrina dos espíritos por conta do falecimento da sua noiva Nina Arra, que com apenas 19 anos retorna à pátria espiritual. Então Cloves, que era materialista aproxima-se de um livro que é o primeiro livro de Chico, Parnaso de Alé túmulo, que foi publicado em 1932. O Cloves viu na vitrine lá em Campos do Goitacazes, na cidade, na sua cidade natal, mas não adquiriu a obra, não sentiu encanto inicial, mas em 1935 são as páginas de Parnio de Além Túmulo que vem consolar a dor de Cloves Tavares pelo afastamento em relação a Nina Arroeira. E ali Cloves relata a primeira vez que viu Chico na Avenida Passos no Rio de Janeiro, na antiga sede, na sede histórica. da Federação Espírita Brasileira, no abraço e na emoção de encontrar Chico Xavier, o estreitamento, a sua relação de amizade, a visita de Chico a Campos, a visita de
na antiga sede, na sede histórica. da Federação Espírita Brasileira, no abraço e na emoção de encontrar Chico Xavier, o estreitamento, a sua relação de amizade, a visita de Chico a Campos, a visita de Cloves, pelo menos uma vez por ano a Pedro Leopoldo e dizendo que naquelas noites de aprendizado ao lado do médium eram estudos informais acerca da doutrina dos espíritos, em que muitas vezes Emanuel se fazia presente para elucidar aspectos que vinham à mente daqueles que estavam ali em curiosidade e em estudo. Pois bem, neste livro existe uma página intitulada Recordações, que foi recebida por Chico Xavier a partir do espírito que a gente conhece das memórias do padre Germano. anotações e a psicografia mediunidade da Amália Domingo Soler, a espírita espanhola, que traz esse livro para todos nós, a Memórias do Padre Germano. O padre Germano que vai compartilhando um pouquinho da sua vida, do sacerdócio, da sua caridade, da sua vida de apostolado. E esta mesma entidade espiritual é que se comunica através do Chico e traz essa página intitulada Recordações. Padre Germano, estava nas suas reflexões naturais pensando sobre por o sacerdote não pode se casar, porque tantas pessoas podem ter a sua vida de família, a sua vida familiar, a esposa, os filhos, e aquele sacerdote não poderia. E ele ouve então uma mensagem inacústica de si mesmo, dizendo: "Mas como és ingrato, não tens esposa? Vincula-se à dama pobreza e atende aos corações desvalidos. Não tens filhos? Quantos estão abandonados? Sem mãe, sem pais, é um relento e que você pode servir de apoio. Quantas ações você pode realizar? E essas eram as meditações do padre Germano, quando de repente lhe bate a porta um mensageiro e lhe diz: "Padre, vamos logo porque o conde Enoque precisa da sua intervenção. Ele precisa se confessar porque ele está à beira da morte." O padre toma um susto, fica sobressaltado, porque não eu haver encontrado o Enoque. E como é que agora ele estava assim, de uma hora para outra no leito de morte?
ar porque ele está à beira da morte." O padre toma um susto, fica sobressaltado, porque não eu haver encontrado o Enoque. E como é que agora ele estava assim, de uma hora para outra no leito de morte? E ele vai ao caminho do castelo do Conde, refletindo, pensando, mas o Conde é uma pessoa tão boa, voltada às coisas do bem, tão probo, tão justo, tão misericordioso, tão bom, está numa vida tão venturosa o que deve ter acontecido recentemente está em Núcias, a sua esposa, tão bela, mas é bem verdade, tão frívola e vaidosa. O que terá acontecido? E nessas reflexões, o padre chega ao castelo, adentra, a esposa condessaça, está muito nervosa, ele pede para ficar sozinho com o conde e naquele leito, buscando despertar com todo cuidado, qual for uma criança que estivesse adormecida, o padre Germano escuta as palavras do conde que fala com muita dificuldade. Estou com a consciência tranquila. Mas também sei que Margarida, minha esposa, envenenou-me e sei que agora estou expirando por conta disso. O médico e não conseguiu dizer mais uma palavra. O padre então envolveu nas melhores palavras e disse: "Meu filho, não leva a ressentimento de ninguém. Retorna aos braços do Pai e perdoa, porque é muito melhor sair daqui sendo vítima do que seu algós. Segue em paz. Fecha as portas dos aposentos do conde e a conde está às portas e lhe pergunta: "Mas o que foi que ele disse? Quais foram as suas últimas palavras? Qual é a sua última vontade?" E o padre, lamentando toda aquela atuação, refletiu um pouco e falou: "Não deu tempo dele dizer qualquer palavra. Ele retorna a Deus, levando com ele as suas últimas vontades. Ele disse que parecia que tinha tirado um peso daquela senhora e ela foi para desenvolver as suas atividades e o padre nunca mais retornou àquele castelo. ficou sabendo e acompanhando de longe que ela esteve em segundas núpcias dois anos depois com o médico que tinha diagnosticado a enfermidade, entre aspas, do Conde Enoque. E ele então entendeu que fazia parte de todo aquele
hando de longe que ela esteve em segundas núpcias dois anos depois com o médico que tinha diagnosticado a enfermidade, entre aspas, do Conde Enoque. E ele então entendeu que fazia parte de todo aquele engendramento que o Conde havia lhe confessado. Os anos se passam e ele diz que fica envolvido nas suas atividades, na sua modesta igreja. Quando já muitos anos depois a antiga viúva, já na condição de madureza, vai à sua igreja religiosamente, diariamente, de maneira disciplinada, orando, sendo tão dedicada. E muitas vezes o o padre a surpreendeu, chorando copiosamente aos pés da imagem do crucificado. Ele pensava: "É a mente arrependida ou com remorço, é a mente sufocada pelo crime realizado." E ele lamentava por toda aquela circunstância que a mente daquela senhora fazia com que ela mesma estivesse aprisionada. Anos depois, ele é chamado novamente na sua igreja para estar naquele castelo para ouvir as confissões da Margarita. Vai no caminho pensando, refletindo o que que ele poderia falar, o que que ele iria escutar. Mas quando chega, a morte já havia ocorrido. Ele faz apenas uma oração e pensa: "Pobre senhora, levará consigo as mais penosas dores e estará no confessionário diante de Deus". O padre segue ainda alguns anos aqui na terra realizando as suas atividades do bem, do amor, da bondade, da justiça. Um determinado dia, retorna à pátria espiritual. E dentre aqueles amigos que o receberam no momento em que há o despertamento dele do outro lado, dentre eles o primeiro Enoque, que vem com muita emoção abraçá-lo e agradecer por todas as preces, por todo o cuidado em relação à sua história. E ele fica então embecido e vai querer saber sobre Margarida. E Enoque então diz que ela habitava um inferno mental muito intenso. Envolvida nas suas próprias reflexões, pensamentos, lembranças, memórias, estava absorvida por toda a culpa. As entidades espirituais tentavam auxiliá-la, o próprio Enoque, para trazer-lhe o refrigério, abrandar-lhe as dores. Mas insistentemente ela reproduzia as cenas, insistia
a absorvida por toda a culpa. As entidades espirituais tentavam auxiliá-la, o próprio Enoque, para trazer-lhe o refrigério, abrandar-lhe as dores. Mas insistentemente ela reproduzia as cenas, insistia nas mesmas, nos mesmos pensamentos, envolvendo-se na mesma forma de comportamento. Mas era necessário, chegado um determinado momento em que ela apresentou o sincero arrependimento, que ela retornasse novamente à Terra, habitasse um novo corpo para as novas experiências. E ela nasce numa península na região de Trieste, na Itália, uma península muito numa região, uma aldeia muito pobre e o seu corpo retorcido com as marcas das suas dificuldades morais e interiores. Toda a sua organicidade física apresentava espantos para aqueles que com ela se defrontavam. Viam vagar pela aldeia uma senhora abandonada, esquecida, desconsiderada, que nem conseguia expressar-se direito, porque as suas falas pareciam grunidos, roucos, fanhos. Onde teria nascido? Ninguém sabia. O que fazia, ninguém sabia quais eram os seus interesses, tinha familiares, ninguém sabia. Mas a sua imagem horrenda trouxe-lhe um apelido, um nome, e chamava na de fera. Fera caminhava esquecida entre uma aldeia e outra, em um lugarejo e outro. Enoque no plano espiritual, roga ao Senhor dos séculos para que venha ao encontro da sua amada Margarida, para que possa auxiliá-la, para que possa dentro desta expiação auxiliar para abrandar as suas dores e volta a essa concessão do Senhor e ele retorna na condição de seu filho. No início, a comunidade, as pessoas que estavam acostumadas a apedrejá-la, a rejeitá-la, a expulsá-la, da mesma forma agira diante do filhinho que chegava. Mas os seus traços, as suas características eram diferentes da sua mãezinha. tinham características angelicais, tinha doçura no seu olhar e de uma certa forma as pessoas atendiam aos seus pedidos, mas não daquela mulher que foi inclusive diagnosticada com a lepra, a morfeia, que distanciava ainda mais as pessoas dela. Mas aquele filhinho que vai crescendo,
as pessoas atendiam aos seus pedidos, mas não daquela mulher que foi inclusive diagnosticada com a lepra, a morfeia, que distanciava ainda mais as pessoas dela. Mas aquele filhinho que vai crescendo, que vai se desenvolvendo, que vai aprendendo a falar, vai se comunicando e trazendo auxílio para aquela a que ele tanto ama, pedindo pão, pedindo moedas, pedindo amparo e aqui e ali vai sobrevivendo. E quando ele via sua mãezinha envolta em muitas dores, ele dizia: "Mãe, não perca a esperança. Não nunca duvides de Deus, porque eu sei, mãezinha, que nós vamos para uma aldeia onde vão existir pássaros brilhantes, árvores encantadoras, anjos que sorriem, mães que amam, anciãos que abençoam. Espera e aguarda, mãezinha, que tudo isso vai acontecer. Ela tinha aprendido a orar com seu filho e mesmo diante da sua inconsciência em relação ao seu passado, algo lhe dizia que ela havia realizado um desvio muito grande em relação às leis de Deus. um mal que agora de alguma maneira ela experimentava a oportunidade de conhecimento, de libertação, de refazimento. Os anos se passam e o seu filhinho sempre dedicado, era um guia, era um orientador. Até que num determinado dia, no inverno muito intenso, o filhinho sai para buscar o alimento e é surpreendido por uma avalanche. Ache o encobre e retira-lhe a vida. Fera recebe o corpinho do seu filho já sem vida, grita, urra, estende o corpinho frágil aos céus. Ninguém entende ao certo que ela profere, mas era uma dor tão forte, uma dor de mãe que não compreendia quais eram os desígnios de Deus, mas aceitava porque aprendeu que precisava ser resignada diante das suas dores. Vai arrastando-se ao longo dos dias. E quando estava muito triste, muito desolada, lembrava da promessa do seu filho. Existe uma aldeia onde os pássaros brilham, as árvores são encantadas, onde os anjos sorriem, as mães amam e os anciãos abençoam. Até que é chegado um dia em que suas dores estão ainda maiores, a fragilidade do seu corpo ainda é mais intensa e ela percebe que são seus últimos instantes
orriem, as mães amam e os anciãos abençoam. Até que é chegado um dia em que suas dores estão ainda maiores, a fragilidade do seu corpo ainda é mais intensa e ela percebe que são seus últimos instantes aqui na Terra. No momento em que está elevando o pensamento a Deus, mesmo sem forças, ela vê no espaço da sua parca e simples residência uma entidade espiritual que se aproxima. E ao lado dela roga ao Senhor: "Pai de misericórdia e bondade, aqui não mais se encontra a mulher frívola e vaidosa de outrora, mas sim a mãe, a mulher que aprendeu a vivenciar as dores da vida e a superar as dificuldades. Aqui está alguém que esforçou-se, que trabalhou. E rogo do Senhor a misericórdia diante das suas faltas de outrora. E conto o padre Germano, que essa entidade que provavelmente é o próprio Enoque, essa entidade a toma pelos braços e a conduz ao desprendimento e ao plano espiritual. Quando ela desperta, ela olha ao redor e percebe que realmente existe para aqueles que se fazem justos, para aqueles que se empreendem na recuperação. Uma aldeia onde os pássaros realmente brilham, as árvores realmente são encantadas, os anjos sorriem, a mães, as mães amam e os anciãos abençoam. Em o livro dos espíritos, os espíritos nos esclarecem que o mal que fazemos só prejudica ao próprio causador. E o espírito Joana deângeles, no livro Vida Plena, em um capítulo intitulado Bem e mal, ela diz que tudo resulta no bem. Mesmo circunstâncias tão difíceis, tão adversas, tão perturbadoras, tão intensas, males, vão nos conduzir, sem dúvida alguma, à medida que nós nos dediquemos, nos aperfeiçoemos, nos esforcemos a um bem. É aquilo que o espírito define de Girardã no capítulo 5to do Evangelho Segundo o Espiritismo, numa mensagem que ela intitula desgraça real. Ela diz que é necessário que diante dos acontecimentos nós observemos quais são as consequências, porque muitas vezes são os louros, as grandes venturas com as quais nós nos envolvemos e que vão ser fontes e causas de grandes desesperos. Mas de outro lado, situações de dores,
são as consequências, porque muitas vezes são os louros, as grandes venturas com as quais nós nos envolvemos e que vão ser fontes e causas de grandes desesperos. Mas de outro lado, situações de dores, de dificuldades, de embates que são essenciais para a nossa libertação. E aí, lembrando da pergunta daquela criança que nos convidava a refletirmos o que é o mal, traz-nos na pergunta o alerta para que fiquemos mais vigilantes, que percebamos mais as nossas atitudes, o quão é tênue a relação entre a paciência e a impaciência, o equilíbrio e a desestabilidade, a harmonia e o desespero. O quão é tênue tudo isto e uma atitude realizada gera consequências que às vezes vão levar anos, séculos, momentos porvindouros para que nós libertemos a consciência onde se encontra escrita a lei de Deus. Vamos passar agora pro intervalo para logo mais trazermos as perguntas paraa nossa conversação. Chegou a revista Presença Espírita em Formato Digital. Nesta edição, destacamos uma nova coluna sobre Joana de Angeles. O leitor também conhecerá um documento histórico sobre os primórdios do Espiritismo na Bahia e ainda as colunas habituais sobre a doutrina espírita em seus três aspectos: científico, filosófico e religioso. Disponível no Espiritismo Play. Vamos fazer a nossa primeira pergunta para a nossa querida convidada Denise Lino. Denise, é uma pergunta da Débora de Marco. Você poderia falar sobre doenças raras? a luz do espiritismo. OK, Luziane, eu gostaria de destacar a importância dessa pergunta que nos traz um desafio científico, as doenças raras, qual o seu papel na Terra? E queria inicialmente destacar que aquilo que nós consideramos hoje uma doença já devidamente descrita pela ciência com medicação, com tratamento, há algumas décadas atrás, alguns anos atrás e até mesmo alguns séculos atrás, eh poderia ser considerada uma doença rara, a com pouca incidência na história da humanidade. Mas o processo populacional tornou muitas das doenças que eram raras no século passado e mesmo aquelas que
eh poderia ser considerada uma doença rara, a com pouca incidência na história da humanidade. Mas o processo populacional tornou muitas das doenças que eram raras no século passado e mesmo aquelas que eram desconhecidas e para as quais não tinham tratamento, doenças mais recorrentes. Então o avanço da ciência é também o avanço da história da humanidade, é o avanço do desafio da inteligência na Terra. E as doenças raras, elas têm um papel muito importante, que é o papel de impulsionar a ciência. E Deus não permitiria que existisse entre nós algo que não pudesse ser perscrutado pela ciência, não pudesse ser investigado pela ciência. Então, provavelmente existem nesse momento da história da humanidade muitas doenças raras para as quais a medicina não tem ainda uma resposta, mas que elas exercem uma função muito importante para aqueles que são portadores dessas doenças. é a função de tornar-se um desafio existencial a ser acolhido pela emoção. Nós precisamos entender que todos nós e tudo aquilo que existe na Terra está sob a supervisão divina e não existem exceções. Quero lembrar, Luziane, já devolvendo a palavra para você, a sua, acho que última, praticamente última frase, quando você lembrava a Joana de Ângeles a nos dizer que mesmo aquilo que nos parece um grande mal, que é um despropósito, que é algo afrontoso paraa história da humanidade, redunda. E aí nós colocaríamos historicamente do ponto de vista da evolução na Terra num bem para nós. Evidentemente, nós vamos precisar transmutar isso, eh, retirar lições, reconfigurar os relacionamentos naquilo que nos atinge e nos provoca um grande mal. Então, as doenças raras, elas entram, digamos, nessa cota de desafios existenciais que, sob a misericórdia divina nos vem impulsionar a existência e impulsionar o desenvolvimento da medicina. Vamos fazer uma pergunta pra nossa tia Solange. Como superar e vencer a obsessão, a consciência culpada, a inveja, o orgulho, a ingratidão, a maldade em nós? É um seminário. Bom, a inveja, o orgulho, a ingratidão,
ma pergunta pra nossa tia Solange. Como superar e vencer a obsessão, a consciência culpada, a inveja, o orgulho, a ingratidão, a maldade em nós? É um seminário. Bom, a inveja, o orgulho, a ingratidão, a maldade em nós, tudo isso fazem parte do nosso processo de crescimento. Nós estamos saindo do primitivo, adentrando exatamente a questão racional. a lógica, a razão e a consciência. Para que nós saibamos trabalhar todas essas dificuldades, já devemos ter uma consciência lúcida que vai nos dar exatamente a condição de avaliarmos os nossos atos, não os atos dos outros. Porque nós só podemos julgar a nós mesmos, porque não conhecemos as dificuldades do outro, a trajetória do outro. Daí Jesus disse: "Não julgueis para não serdes julgados, porque com a medida que nós medirmos o outro, nós seremos medidos também, porque estamos dentro de padrões limitados ainda de uma consciência capaz de entender o porquê de cada criatura. Quando nós começarmos a agir dessa forma, começamos a superação desses estágios que estão mais ligados ao primitivo, ao nosso egoísmo, ao nosso orgulho, a nossa vaidade, que vai nos dando uma estrutura para acertarmos mais e errarmos menos, porque faz parte do nosso aprendizado, nós darmos a resposta ou agirmos conforme o nosso aprendizado e cada criatura vai estar num patamar. É claro que isso pode nos levar a um conúbio nefasto. Nós baixamos a nossa vibração, começamos a pensar mal até de nós mesmos, nós abrimos a oportunidade para aquelas consciências que estão do outro lado, em busca de alguém com a qual ele precisa sintonizar por necessidades várias. Pode não ser um credor do passado, mas pode ser alguém que tenha inveja de nós ou qualquer coisa desse tipo que leva à expectativa do outro de ser atendido. Por quê? Porque nós baixamos a guarda, isto é, fazemos o mal a nós mesmos quando nos desequilibramos, quando nós tratamos o outro mal, quando nós não temos paciência, enfim, nós já sabemos uma gama imensa de atitudes que não devemos ter, mas que ainda por
o mal a nós mesmos quando nos desequilibramos, quando nós tratamos o outro mal, quando nós não temos paciência, enfim, nós já sabemos uma gama imensa de atitudes que não devemos ter, mas que ainda por indisciplina plina em vigilância, nós somos muito mais reativos. Nós reagimos e não agimos conforme os ensinamentos crísticos. Denise Marta Matias Silva faz a seguinte pergunta: Quando oramos para uma alma que pensamos ainda estar no plano espiritual e na verdade esse espírito já está encarnado, como é que é recebido essa oração? OK, Luciana, eu queria também dizer paraa Marta que a pergunta dela é muito importante e nos permite na resposta revisitar uma obra muito cara ao nosso coração do Manuel Viana de Carvalho, eh, aliás, Manuel Filominho de Miranda através do Divaldo Franco. e vamos encontrar em tanto em nos bastidores da obsessão, como vamos encontrar nas demais obras uma descrição importantíssima do espírito Manuel Filomeno de Miranda sobre o que no mundo espiritual e mais especificamente na colônia a qual o Filomeno de Miranda está vinculado, o chamado seletor de preces. O seletor de preces seria para nós algo como um centro de distribuição da de preces, que recebe os pedidos quando, evidentemente formulados a partir da nossa emoção, da nossa convicção de que estamos imersos na misericórdia divina. E o seletor de preces vai distribuir essas preces na direção daqueles que são o alvo desse pedido. São as chamadas orações intercessórias. Então, quando nós oramos para um espírito e oramos sinceramente, envolvendo este espírito na nossa emoção, a nossa vibração, ainda ampliada pela emoção, pelo cuidado dos espíritos que nos acompanham e que trabalham em vários centros com seletores de pressas, esse espírito receberá a nossa vibração e toda aquela cota do nosso pedido. ou do nosso agradecimento ou da nossa vibração de paz. Então eu queria dizer paraa amiga que nos interroga que não se preocupe se o espírito está encarnado ou desencarnado. Continue orando por ele e
. ou do nosso agradecimento ou da nossa vibração de paz. Então eu queria dizer paraa amiga que nos interroga que não se preocupe se o espírito está encarnado ou desencarnado. Continue orando por ele e por outros se você puder. Porque a sua prece sinceramente feita, aquela prece que nasça do seu coração, com a sua emoção, ela certamente fará bem inicialmente a você mesma que mergulha nesse estado de oração. fará bem aos que estão ao seu entorno, porque a sua vibração estará melhorada e maravilhosa, e atingirá aquele a quem você destina a sua pressa, independentemente de estar este espírito ainda no mundo espiritual ou já de retorno à Terra. Tem uma pergunta, Luziane, como podemos saber se uma pessoa que não é da nossa família tem alguma questão a ser resolvida na nossa reencarnação? E como podemos resolver essa questão? É interessante, diante dessa pergunta, que a gente se lembre que ninguém eh encontra, a gente não se encontra com ninguém por acaso. Os encontros são reencontros ou os encontros têm algo a nos trazer como lições, tem um aprendizado a percebermos a partir daquelas relações. É através dessa relação nossa que a gente se e a encontra alguém que a gente não imaginava queria nos trazer uma determinada proposta de ação, alguém que nos irrita, que nos provoca, que nos traz incômodos, mas também muitas pessoas que nos traz oportunidades de bem-estar, de satisfação e não são pessoas das da nossa família. Como é que a gente identifica isso? são aquelas questões de incômodo, aquelas questões que ficam insistentes e e insiste na nossa em nos trazer um desconforto. E à medida que a gente vai percebendo isso, a gente diz: "Olha, tem alguma questão com essa pessoa, tem alguma relação do passado com essa pessoa". e às vezes nem tem uma relação do passado. Aquela pessoa traz algo que incomoda em nós ou que a gente precisa trazer uma transformação acerca daquele ponto. Por isso sinaliza tanto, por isso fica tão evidente pra gente. E pra gente resolver as questões, a gente não não precisa
da em nós ou que a gente precisa trazer uma transformação acerca daquele ponto. Por isso sinaliza tanto, por isso fica tão evidente pra gente. E pra gente resolver as questões, a gente não não precisa saber se isso é do passado, do presente. são as tentativas da boa convivência, são as tentativas da paciência, da compreensão, de do diálogo, do silêncio. E à medida que a gente vai se defrontando com estes encontros, reencontros e desencontros, a gente tendo a percepção, a cuidade de identificar o que que aquilo pode trazer como contribuição pra gente na nossa construção, mas o que que a gente pode contribuir para a construção do outro. Lembrando que não existem esses encontros, desencontros, reencontros que não sejam para algo que venha a contribuir pra gente. Não existem aquelas pessoas que reencarnam para fazer o mal. Isso é importante que a gente reflita. Não existe programação reencarnatória para o mal. Então, às vezes a gente diz: "Meu Deus, essa pessoa surgiu na minha vida para me espezinhar, para me fazer o mal". É a missão dela fazer esse mal. Não existe missão do mal. Só existe missão para o bem. Quando nós nos equivocamos, quando nos afastamos das leis de Deus e adentramos as paixões, os vícios, essas vontades, esses caprichos, aí é que adentramos a oportunidade de sermos instrumentos destas coisas que não são boas. Mas é a vigilância, é a percepção de de estarmos atentos, despertos para as oportunidades que temos na vida de relação. Não iremos saber o que é perdão, o que é misericórdia, o que é solidariedade se não convivermos. É através da convivência que a gente aprende esses grandes conceitos na prática, não apenas em teoria. Denise Ruda faz a seguinte questão para você. Uma pessoa materialista que desencarnou em virtude de doença grave como câncer. Seu desligamento foi completo ou permanece ligada ao corpo? OK. Oi, Rô, um grande abraço para você. Sua pergunta também é muito importante. E eu queria lembrar que no processo de desencarne o que prevalece não é
mento foi completo ou permanece ligada ao corpo? OK. Oi, Rô, um grande abraço para você. Sua pergunta também é muito importante. E eu queria lembrar que no processo de desencarne o que prevalece não é exatamente a filosofia à qual o desencarnante se ligou. No caso, o materialismo é uma filosofia de vida. Evidentemente é uma filosofia que na sua cerne, na sua constituição, não reconhece a existência de Deus e atribui o surgimento do universo, a vida na Terra, o desenvolvimento da vida na Terra a outros fatores. Porém, eu gostaria de lembrar que entre muitas pessoas que defendem o materialismo, nós vamos encontrar pessoas boníssimas, de um coração excepcional, capazes de enxergar o outro, de viver com empatia, de realizar ações extraordinárias que muitas outras vinculadas à filosofias religiosas, inclusive entre nós espíritas, não são capazes de praticar. Então, eu gostaria de lhe dizer apoiada na na codificação espírita, que não é a filosofia que a pessoa defendeu que será responsável pela forma como ela desperta no mundo espiritual. Nesse momento eu lembro do livro Voltei, assinado pelo irmão Jacob, de Francisco Când Xavier e lembro também de depois da morte de Otília Gonçalves, psicografado por Dibaldo Franco. E nós vamos encontrar nesses dois livros relatos diferentes de processos de desencarnação. No caso do livro Voltei do irmão Jacobe, há alguns relatos singulares. do próprio irmão Jacob, que vai relatar o seu processo de desencarne um ano depois. E ele vai nos dizer que naquele momento em que ele desencarnou e que estava sendo recebido no mundo espiritual, outros espíritos também estavam. Ele que tinha o merecimento de ser recebido pelo Dr. Bezerra de Menezes, porém o seu destaque não é exatamente para o seu desencarne, nem pela recepção que o Dr. Bezerra de Menezes consegue lhe ofertar. Mas para o desencarne que se deu concomitante ao seu, igualmente recebido pelo Dr. Bezerra de Menezes, de um espírito cuja última existência tinha ocupado um corpo de mulher e tinha exercido uma profissão
para o desencarne que se deu concomitante ao seu, igualmente recebido pelo Dr. Bezerra de Menezes, de um espírito cuja última existência tinha ocupado um corpo de mulher e tinha exercido uma profissão em que muitas mulheres, aliás, a qual muitas mulheres estão vinculadas, havia sido uma professora da educação fundamental dos primeiros anos, aqueles anos ali entre o primeiro e o 5º ano. E a ação anônima dessa professora alfabetizando crianças numa escola de periferia na cidade do Rio de Janeiro tinha sido o grande foco libertador deste espírito. Então essa obra é muito bonita. Voltei do irmão Jacob pela editora da FEB que vai nos trazer essa narrativa. E eu acredito que esse livro seria muito esclarecedor para você. Do mesmo jeito do livro Depois da Morte de Otília Gonçalves, psicografia de Divaldo Franco, que vai trazer o relato desta pessoa que havia convivido com Divaldo Franco e narra as suas dificuldades, as suas descobertas, os seus acertos e o seu relacionamento com seus familiares nesse período pós desencarno. Então eu diria para você que fez a pergunta preocupar-se menos com esse aspecto da filosofia que a pessoa esteve vinculada com a doença degenerativa, que já foi certamente uma experiência de reencontro consigo própria, de revisão da vida e fazer como a pessoa que nos encaminhou a pergunta antes, ore. ore por essa pessoa, porque certamente as suas preces serão para ela um grande lenitivo e um grande presente no mundo espiritual. Tia Solange, a Célia pergunta: "Gostaria de saber se uma pessoa pode ficar doente por não saber lidar ou não aceitar a mediunidade?" Célia. Célia, realmente a pessoa pode adoecer porque a mediunidade é uma oportunidade que a criatura traz após conquistar a conquista da sua alma, porque ela vai se desenvolvendo através dos milênios. E ela traz na mediunidade uma oportunidade abençoada, aonde ela poderá fazer, como Divaldo já disse aqui, duas encarnações em uma só. Se você tem um canal que você não usa, ele fica exposto. você não utiliza o recurso que você
uma oportunidade abençoada, aonde ela poderá fazer, como Divaldo já disse aqui, duas encarnações em uma só. Se você tem um canal que você não usa, ele fica exposto. você não utiliza o recurso que você dispõe, se você não educa, se você deixa ao Léo da Sorte, então por aí vão entrar e passar qualquer um que deseje, porque você não se disciplinou, não disciplinou a mediunidade, não educou-se, não se evangelizou, porque se você se evangeliza, você não se nega a servir, porque é um instrumento que lhe possibilita crescimento através do servir. Porque como Jesus falou, que você que faça a mão esquerda, a mão direita, aquilo que a mão esquerda nem tá sabendo. Quando você é médium, você beneficia através da sua mediunidade, canalizando essa energia, disciplinando a sua própria mente, a sua própria vida. Então, você tem tudo para crescer, porque você precisa educar-se, disciplinar-se e conhecer a mediunidade, estudar. Você precisa tomar conhecimento como se processa, o que você precisa fazer para que você tenha o resultado desejado. Se você deixa ao Léo da Sorte, então você pode adoecer. Como eu disse, é uma porta que se abre. Por ali vai passar qualquer um. Se você não tem exatamente a disciplina e saber a hora que você pode usá-la ou não e como você deve usá-la. Então, para que você procure ter maiores informações, leia o livro dos médiuns, que aí você terá um esclarecimento mais detalhado para que você possa servir a Jesus através da mediunidade abençoada. Denise Nilda pergunta: "Como posso ajudar minha filha? que não acredita em Deus, nem em vida, nem que a vida continua. OK, Nilda. Eh, eu achei a sua pergunta muito tocante e fiquei aqui pensando, eh, talvez num estilo Divaldo Franco, a resposta seria vivendo a sua crença em Deus, vivendo a cada dia a o testemunho de que as leis divinas presidem a nossa vida e de que a imortalidade é uma certeza para todos nós. Todavia, o vivenciar não significa que você fique falando nesse assunto a todo momento ou criando situações para que o assunto vê
dem a nossa vida e de que a imortalidade é uma certeza para todos nós. Todavia, o vivenciar não significa que você fique falando nesse assunto a todo momento ou criando situações para que o assunto vê à tona a fim de que você demonstre para sua filha o quanto você conhece esse assunto e o quanto ele é importante para você. Eh, é preciso também que o outro tenha o espaço para construir as conclusões. Então, a sua vivência, a demonstração da sua fé serão certamente livros impeléveis para sua filha. Ela observará pela sua forma de se cortar, pela forma como você enfrenta a vida, que de fato a sua convicção não é uma mera crença que não tem fundamento, ao contrário, é uma crença que encontra evidências nas inúmeras circunstâncias da vida. Então, se eu pudesse sintetizar para te dar uma recomendação, seria essa: Viva a sua experiência de ser um espírito imortal enquanto você está no corpo físico ao lado da sua filha e amea-a muito, porque você estará demonstrando vivamente para ela o amor de Deus para com todos nós. Nós gostaríamos de agradecer a todos que estão presentes aqui no nosso cenáculo, a todos que nos acompanharam no formato virtual. Agradecemos a TV Mansão do Caminho, a nossa querida tia Solande, ao intérprete para Libras, o Bruno, e agradecer a nossa querida Denise, para quem encaminhamos a palavra paraas suas considerações finais. Eu também agradeço muito, Luziane, esse espaço que é um espaço extraordinário, conversando sobre o espiritismo, ainda mais nesse formato híbrido, não é? em que a tecnologia permite quem esteja tão longe, chegar tão perto de quem tá na mansão do caminho e estando tão longe ver de tão pertinho quem está aí no cenário. Então um abraço a todos e um abraço também aos internautas que nos acompanham num chat muito movimentado nessa noite, Luciane. Fomos cumprimentadas várias vezes por quem está nos acompanhando no Vida. Obrigada, Denise. Vamos então passar paraa nossa última parte. eh convidando os médiuns responsáveis pela aplicação do passe em nossa casa
mentadas várias vezes por quem está nos acompanhando no Vida. Obrigada, Denise. Vamos então passar paraa nossa última parte. eh convidando os médiuns responsáveis pela aplicação do passe em nossa casa para que possam se dispor no salão doutrinário. Querido mestre Jesus, neste instante recebe a nossa sincera gratidão pela oportunidade de estarmos juntos reunidos em teu nome, em busca da salutar mensagem que preenche. o mais profundo de cada um de nós. Rogamos neste instante as tuas bênçãos, Senhor, para que elas recaiam sobre os mensageiros, sobre os médiuns, que vão aplicar os passes, essa energia que refaz, que anima, que nos traz o refrigério e o bálsamo. fortalecendo-nos para os embates da vida. Gratidão pela presença dos bons espíritos que estruturam todo este ambiente, que nos acolhem, nos atendem diante de dores que são tão íntimas e pessoais e diante de enfermidades que nós desconhecemos, mas em atendimento a misericórdia do Pai, eles se colocam servos do Senhor para nos trazerem a contribuição da fraternidade através da caridade, permitindo um só erguimento nosso em relação às nossas próprias vicissitudes. que as tuas bênçãos possam alcançar os lares em desespero, as pessoas aturdidas, os desencarnados que ignoram a sua condição, aos loucos que perderam o discernimento. a partir das práticas e da eleição do mal. Abençoa cada um de nós, Senhor, para que a vigilância e a oração sejam constantes nas nossas vidas, para ficarmos atentos aquilo que nos cabe realizar, os deveres que precisamos cumprir, as tarefas que precisamos desempenhar e rogando a proteção do mais alto. é que seguimos fortalecidos pelas bênçãos de amor e de paz que vem de ti. Fica conosco, mestre, fica em nossos corações. Alcanço o nosso tio Divaldo na atividade de labor, bem como o Mário, para que possam ser envolvidos nas dúidas vibrações e os labores possam transcorrer em tranquilidade. Gratidão imensa, Senhor, por tudo. Está encerrada a nossa doutrinária da noite de hoje.
Mais do canal
Conversando Sobre Espiritismo | Mário Sérgio, Solange Seixas e Marco Antonio
1:06:33 · 5.3K views
Em Busca do Sagrado | #193 • A Alegria
🔴 AO VIVO | Diálogo Franco: Sexualidade - Uma Visão Espírita
[EN FRANÇAIS] Nul ne meurt - Divaldo Franco
1:27:15 · 240 views
[EN FRANÇAIS] Pike et son fils toxicomane - Divaldo Franco
1:10:29 · 293 views
Estudo da Obra – Loucura e Obsessão | T7:E34 – Cap. 17: Terapia desobsessiva – Parte 2