Live 25 Afinal, somos os espírito no tempo
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Ah. Ah. Boa noite a você que está neste momento acompanhando. Mais uma live, a número 25. Afinal, somos espíritos no tempo. Bacana. Adorei essa abertura. Então, sejam bem-vindos ao TV Conecta e Conecta Espiritismo. E vamos chamar aqui o o apresentador oficial, né, de desta live, o Jorge Larrá, que todos nós conhecemos. Então, deixa eu puxar ele aqui para dentro da transmissão. Deixa eu só ajeitar aqui. Boa noite, Jorge Larrá, tudo bem? Olá, como é que você tá, Rotney? Tá tudo tranquilo? Como estão as coisas em Pinhais? Eu acho que deve tá igual Curitiba, né? Frio, uns 9º aqui. É, aqui tá 10, tá nove por aí, né? É, é. próximo dos mananciais aqui fica mais frio. Fica mais frio. Verdade. Então, bom, deixa eu primeiro dar uma explicação paraos nossos queridos companheiros. Eh, a Cris Drux e a Ivana, elas estão numa reunião nesse momento e assim que a reunião delas acabar, elas estarão conosco hoje. Não sei que horas que vai terminar a reunião delas lá para que a gente possa se juntar para o estudo da noite de hoje. Mas independente e da chegada dela, nós vamos avançando no conteúdo e vamos conversando com os nossos queridos companheiros que já estão aqui conosco, fazendo parte eh do nosso estudo da noite de hoje. Sejam todos muito bem-vindos para que a gente possa dar prosseguimento às nossas nossas perquirições aqui dos nossos estudos. Para quem não está eh ambientado com esse nosso trabalho, a nossa atividade é a tentativa de reunir no único estudo três obras magníficas. Uma delas, a mais antiga das três que a gente tem para trabalhar é uma obra chamada Depois da Morte de Leon Deni. aqui depois da morte de Leão Deni, que foi uma obra escrita em Jorge Jorge e eu eu vou deixar você em vidência para você mostrar melhor ali a capa do livro para as pessoas que estão aqui na live pela primeira vez, de repente já identificar fica mais fácil, tá? Eu só vou sair aqui da A única versão que eu tenho em casa em Esperanto, mas eu vou mostrar mesmo assim. Eu não tenho, eu não tenho em
pela primeira vez, de repente já identificar fica mais fácil, tá? Eu só vou sair aqui da A única versão que eu tenho em casa em Esperanto, mas eu vou mostrar mesmo assim. Eu não tenho, eu não tenho em português. É este livro. depois da morte, desenvolvimento da doutrina dos espíritos. Então, esse livro de Leão Deni, após a morte, é uma obra que ele escreveu em 1897. É uma obra que ele fez com 31 anos de idade. Ele era um menino quando fez isso. E é uma obra magnífica, porque eu estou hoje considerando que seria a obra que eu daria para uma pessoa que quer conhecer doutrina espírita. Porque esse livro, Depois da Morte é um livro que eh Leoneni navega pelas várias culturas antigas, mostrando a doutrina secreta expressa na Índia, na China, na entre os celtas, entre os romanos, os gregos. E ele vai navegando pelas diversas culturas, mostrando esse pensamento. Então ele vai caminhando nessa obra o a história do pensamento religioso, mostrando como que os princípios espíritas sempre estiveram presentes eh na nossa cultura desde épocas bem mais recuadas do que hoje. Essa obra ela começa com esse tipo de discussão e depois ela envereda pela doutrina espírita, aonde Leon Deni vai mostrar um pouco dos aspectos históricos daquela daquele período das metas gerantes, mostrando um pouco do surgimento do espiritismo, alguma parte mais fenomênica e rapidamente ele passa para o aspecto filosófico da doutrina espírita, mergulhando nas questões das consequências morais do conhecimento espírita. Então, essa é a primeira obra que a gente tem para trabalhar. Uma segunda obra que a gente tem e que a gente também está trabalhando aqui chama-se Afinal, Quem Somos, que é esta outra obra aqui, ó. Afinal, quem somos? O autor espírit, o autor é Pedro Granja, um companheiro espírita que fez um trabalho muito bom. A obra é de 1948. A obra é uma obra interessantíssima que fala sobre fundamentalmente as mesmas coisas que a obra do Leão Denir. Ela também vai tratar sobre os aspectos da história do pensamento religioso.
a é de 1948. A obra é uma obra interessantíssima que fala sobre fundamentalmente as mesmas coisas que a obra do Leão Denir. Ela também vai tratar sobre os aspectos da história do pensamento religioso. Existe alguns que são extremamente parecidos, que a gente tem a sensação de que um que o o Pedro Granja copiou do porque tem parágrafos inteiros que que são do outro e alguns capítulos que só tem mesmo na obra do Pedro Granja, mas é a mesma ideia ir caminhando, mostrando os pensamentos nas antigas doutrinas e no agora. A diferença é que no trabalho do Leon Deni, ele chama esse conhecimento universal de doutrina secreta, que é um termo que não vai aparecer na obra do Pedro Granja. O Pedro Granja não trata esse conteúdo com esse nome, não tem, ele não chama de doutrina secreta. Ele vai mostrando as várias doutrinas. E essa obra do Pedro Granja, ela vai fazer uma guinada muito forte quando ela chegar no Espiritismo. Por quê? Porque ela vem caminhando, passa pelo cristianismo, fala das várias fases do cristianismo. Quando chega no espiritismo, ela não se detém apenas nas discussões, como acontece com Leonir, de passar pelo fenômeno do surgimento do Espiritismo e seguir para as consequências morais. Não, o livro do Pedro Granja, este segundo que eu mostrei chamado, afinal, quem somos, já é um livro que está muito interessado em apresentar para nós uma outra ideia, os experimentos científicos de materialização. Meu Deus do céu, é extremamente robusto o conteúdo deste livro. reunindo as experiências de materialização diversas, os vários médiuns, os vários experimentos, os cientistas, o que eles pesquisaram, o que cada um descobriu, o pensamento de cada um deles. Olha, é uma infinidade de informações extremamente preciosas sobre esse fenômeno. Quem gosta de fenômeno materialização e mediunidade, comprovação científica, vai se agradar muito da leitura do Pedro Granja, porque esse é o foco dele, apresentar especificamente as características eh do espiritismo especificamente ou do
e mediunidade, comprovação científica, vai se agradar muito da leitura do Pedro Granja, porque esse é o foco dele, apresentar especificamente as características eh do espiritismo especificamente ou do movimento espírita no início do século XX e até no século XIX, os experimentos que foram feitos por vários pesquisadores. Ele tem um capítulo, capítulo 14 da obra, em que ele reúne a opinião de 82 sábios, só cientistas, pessoas que a gente lê nas nossas literaturas de outras ciências e que também pesquisaram o fenômeno espírita. vários homens que não estão vinculados ao pensamento espírita, mas que evidentemente em função do tempo que viveram tiveram as suas opiniões sobre o fenômeno espiritual e são incontáveis, né? Não são incontáis porque são 82. São bastante numerosos os casos que aparecem nessa obra. E por exemplo, nós temos o pensamento de Tomás Alva Edson e de vários outros pensadores que também apresentaram suas opiniões sobre a questão do do fenômeno espírita, tá? Então, o que que a gente vai encontrar nessa nessa nessa obra? Toda uma discussão vai pro aspecto filosófico. Leonir não vai para o aspecto filosófico. Ele fica unicamente na historicidade do fenômeno espírita e depois quando chega no fenômeno espírita, um mergulho profundo nas várias experimentações eh mediúnicas que aconteceram até a publicação do livro em 1948. A terceira obra que a gente está junto estudando é uma obra chamada O Espírito e o Tempo de Herculano Pires. Uma obra publicada em 1966, é a mais recente de todas elas, feita por Herculano Pires. É uma obra que surgiu de uma espécie de curso que ele deu para uma juventude espírita para você ver o que como é que são as coisas. Eh, ele foi chamado para dar um fazer um conjunto de palestras numa na juventude espírita em São Paulo. E ele então reuniu, fez uma espécie de apostila e foi apresentando. Só que o conteúdo é muito bom, é muito profundo. E ele então resolveu pegar a apostila e transformar em livro. Tempos mais tarde, quando o movimento espírita decidiu
ie de apostila e foi apresentando. Só que o conteúdo é muito bom, é muito profundo. E ele então resolveu pegar a apostila e transformar em livro. Tempos mais tarde, quando o movimento espírita decidiu apontar quais seriam as 10 melhores obras do século XX, a obra do Herculano Pir apareceu entre essas 10. Sim, a primeira obra apresentada como mais importante é Nosso Lar de Chico Xavier. A segunda tida como mais importante, Paulo e Estevan também. Eh, Emanuel, né? A primeira seria nosso lar de André Luiz por por Chico Xavier. A segunda também eh seria da Lavra de Chico Xavier. A terceira Parnaso de Alentúmulo, também oriunda da mediunidade Chico Xavier. A quarta obra que seria tida como a obra mais a quarta obra mais importante do século XX, o problema do ser do destino que é publicado por de Leon Denir. O nome do livro é O problema do Ser e do destino. Não é o problema do ser destino da dor. A obra quando foi lançada, foi lançada com esse título, o problema do ser e do destino. Porque ela tem três partes, né? Uma parte é o problema do ser, a segunda parte é o problema do destino e a parte última, a terceira parte são as oito virtudes, né? Os oito, as oito potências da alma. não tinha dador. E durante muitas edições o livro foi publicado assim, o problema do ser do destino. Somente já próximo da desencarnação do Leon Denis é que ele resolveu dar uma mexida no título e passou a chamar-se o problema do ser, do destino e da dor. Mas o título original mesmo era o problema do ser e do destino. Essa seria a nossa quarta obra. A quinta obra mais importante é essa, o do espírito e o tempo apresentado por Herculano Pires. A sexta obra mais importante, ah, não, a quinta obra mais importante, Memória de um suicida, de Vô Domaral Pereira. A sexta obra mais importante é Caminho da Luz de Emânel. A sétima é esta que seria o espírito e o tempo. A oitava obra mais importante teria sido há 2000 anos de Emanuel. A nona obra mais importante seria Evolução em dois mundos de André Luiz e a última das 10 das 10 seria
que seria o espírito e o tempo. A oitava obra mais importante teria sido há 2000 anos de Emanuel. A nona obra mais importante seria Evolução em dois mundos de André Luiz e a última das 10 das 10 seria Missionários da Luz de André Luiz também. Então, das das 10 obras, sete são do Chico, um de Ivone, uma de Leão Deni e uma de Herculano Pires. E aí nós resolvemos tomar essa obra do Herculano Pires para também eh ajudar na nossa formação. Essa obra do Herclono Pires, ela tem uma proposta muito mais filosófica, ela é muito mais voltada para uma leitura crítica e antropológica da sociedade. E ele faz também uma viagem pelo tempo. Só que a viagem que o Herculano faz é diferente dos outros dois. Porque os outros dois o que fazem? Pegam um fenômeno da das crenças espirituais. O que acreditavam os hindus? O que acreditavam, o que acreditava Krishna? O que pregava Buda. Então ele pega as pregações, né, e vai conectando. É isso que Leon Den faz e é isso que o Pedro Granja faz. Herculano não é isso. Ele faz um estudo da mediunidade no tempo. A mediunidade estudada. Mediunidade na época antiga, depois passando pelos vários paus, só a manifestação mediúnica, não as crenças religiosas, a mediunidade, só a mediunidade, só a mediunidade, mas não as crenças religiosas. Então, por isso que a gente trançou as três obras para fazer um estudo histórico da mediunidade e das crenças religiosas paraa formação eh do nosso entendimento sobre as coisas. Depois disso, num próximo bloco de conteúdo, ele ingressa nas discussões sobre o movimento espírita. Nós estamos exatamente nesse momento da obra. E depois ele mergulha numa filosofia fantástica sobre doutrina espírita, muitas discussões dos conceitos espíritas e da filosofia espírita. Então ele não avança para os fenômenos mediúnicos. E o que a gente deseja nesse nosso trabalho é exatamente essa construção de como é que esses pensamentos se articulam para a formação do conhecimento que a gente tem. Então, é isso que nós estudamos aqui. E hoje, particularmente, a gente vai
ho é exatamente essa construção de como é que esses pensamentos se articulam para a formação do conhecimento que a gente tem. Então, é isso que nós estudamos aqui. E hoje, particularmente, a gente vai avançar eh primeiramente dentro da obra terceira, que é o espírito e o tempo, num capítulo que está contido na segunda parte da obra. Ele é o terceiro capítulo, capítulo número três, capítulo 3 da segunda parte do livro O espírito e o tempo. O nome deste capítulo de hoje chama-se A invasão espiritual organizada. Eh, a proposta do capítulo de Herculano, a Invasão Espiritual Organizada, é mostrar como houve numa janela de tempo estreita a chegada de vários fenômenos espirituais muito intensos, fazendo com que a humanidade desse uma guinada nas suas crenças a partir da manifestação eh desses múltiplos médiuns e pesquisadores que surgiram eh nesse período da nossa nossa história nessa questão aí relativa à invasão organizada. Então, o que nós temos de de leitura sobre isso? Ele vai apresentando logo no começo dessa discussão uma revisão dos capítulos anteriores em que ele fala que ao longo da história a mediunidade passou por alguns horizontes, por algumas formas de manifestação que foram se tornando cada vez mais h complexas à medida que a sociedade e a civilização foi se modernizando. Então ele vai começando a falar que ao longo do tempo não só aconteceu uma complexidade maior da mediunidade, como também ela foi ficando mais formal. No começo, ela não tinha nenhum tipo de vinculação com nenhuma estrutura de formalidade. E ele até traz isso quando ele comenta pra gente eh esse esse fenômeno do do da mediunidade numa coisa que ele chama de os horizontes. O que que são os horizontes para Herculano? são as etapas, os períodos da história, olhando pela ótica da mediunidade em si. Então, ele vai apresentar para nós, e ele já comentou sobre isso nos capítulos anteriores, falando sobre eh o período primeiro, que é o chamado horizonte primitivo. O que que vem a ser o horizonte primitivo? Maria Regina
entar para nós, e ele já comentou sobre isso nos capítulos anteriores, falando sobre eh o período primeiro, que é o chamado horizonte primitivo. O que que vem a ser o horizonte primitivo? Maria Regina Cardoso. O horizonizonte primitivo é o período fundamentalmente pré-histórico em que as civilizações ainda não estavam formadas. E desse período de muita ignorância, de muito desconhecimento das coisas, ainda de muita, muito despreparo até da linguagem, muito rudimentar, o homem recém-saído da pré-história ou ainda vivendo o período do neolítico, ele vive as primeiras experiências espirituais, as primeiras manifestações mediúnicas, os primeiros fenômenos mediúnicos surgem exatamente como o surgimento do homem. E o Herculano chama isso de horizonte primitivo. O horizonte primitivo seria a o período do surgimento do homem na Terra e as manifestações, ainda que grosseiras de mediunidade, mas que eram, na verdade, a maneira mais efetiva para que o mundo espiritual entrasse em contato com o mundo corporal. Esse é o primeiro. Aí ele diz que depois desse veio um segundo horizonte que ele chama de horizonte agrícola. O horizonte agrícola é quando a gente sai da condição de nômade que nós éramos, descobrimos a agricultura e nos sedimentamos num determinado local onde a gente vai cultivar a agricultura. é o surgimento das primeiras civilizações, antigas como sejam, mas eh civilizações marcadas por um início de desenvolvimento das questões relacionadas com a religiosidade. E como a gente tem um um território, tem uma presença num determinado local, essa sociedade ela tá um pouquinho mais organizada, então ela tem uma maneira de lidar com a mediunidade que é o culto aos ancestrais. Daí que nesse horizonte agrícola o foco são os tótem, porque os tótem, para quem não sabe, cada animal do tótem é uma geração dentro de uma mesma família. Então os tótems vão crescendo à medida que uma nova geração surja. Aí você vai colocando em cima. Os que estão lá em cima são as últimas gerações, os embaixo
é uma geração dentro de uma mesma família. Então os tótems vão crescendo à medida que uma nova geração surja. Aí você vai colocando em cima. Os que estão lá em cima são as últimas gerações, os embaixo são as gerações mais eh antigas. Então, no horizonte agrícola, a mediunidade se desenvolve, ocorre um culto aos ancestrais, uma reverência aos nossos antepassados e as várias culturas se organizam em torno dessa expressão mediúnica. Aí dizculano na sequência do texto dele que nós iríamos depois passar por um terceiro estágio que ele chama de horizonte civilizado. O que vem a ser o horizonte civilizado? Seria o momento em que a civilização realmente se estruturou. A Maria Regiana tá falando assim: "No horizonte primitivo, estávamos por lá iniciando nossa viagem um tempo." Sim. É, é, é, é a história de nós próprios, Maria Regina. É a história de nós próprios. Então, no horizonte primitivo, sim, nós estávamos lá. Talvez nós estivéssemos como habitantes da Terra e talvez estivéssemos como aqueles migrados que chegaram no planeta vindo de outros orbes para se misturar a população terrena e impulsionar o progresso intelectual. Talvez estivéssemos também entre esses, o que não é nem um mérito, mas sim um demérito, porque a gente ainda está por aqui depois de tantos milênios, como se nós tivéssemos perdido a chave de retorno para o nosso lar e para o convívio dos nossos amados, que de alguma forma perderam essa conexão conosco na medida em que nós nos enraizamos neste planeta e perdemos a chance mais efetiva de retornar. Então, eh, primeiro, Maria Regina, o horizonte primitivo, depois o horizonte agrícola, aí vem o terceiro, que é o horizonte civilizado. O horizonte civilizado dito pelo Herculano Pires, é o horizonte no qual a civilização de fato se organiza, o mundo se estrutura de uma maneira bem mais eh se bem bem mais eh alicerçado e há uma uma compreensão de cidade, de estado, de de deuses locais. Isso tudo está eh eh e iniciado nesse nesse horizonte civilizado, aonde nós vamos ter de maneira muito clara
bem mais eh alicerçado e há uma uma compreensão de cidade, de estado, de de deuses locais. Isso tudo está eh eh e iniciado nesse nesse horizonte civilizado, aonde nós vamos ter de maneira muito clara esse processo de estruturação daquilo que lembra quando a gente fala de Troia, os deuses, os deuses de Troia, os deuses de Atenas, os deuses de Esparta. Esse é o período do chamado horizonte civilizado, aonde já não são mais as reverências aos nossos ancestrais, mas já existe um sentido de pertencimento e uma hierarquização das divindades. Esse é o horizonte em que as civilizações se organizam. E a gente percebe isso, por exemplo, na sociedade egípcia, aonde nós tínhamos aquele panteão com vários deuses por ali. O quarto estágio, segundo aquilo que o Herculano coloca, é o momento da estruturação eh complexa da religião com o chamado horizonte oracular. É quando os oráculos, os os profetas, todos esses que eram representantes da comunicação dos homens se estabelece. A religião se estrutura de uma maneira muito mais sólida. A mediunidade ela é guindada a uma condição de de superioridade. Os que são médiuns, os que são oráculos, as cibilas, as pitonisas, elas possuem um os profetas. possuem uma distinção em relação à sociedade e são vistos como seres superiores, como sendo eh quase que representações da divindade entre os homens. E cria-se uma casta em torno daqueles que são médiuns, como se eles constituíssem um um grupamento específico de seres com essas condições espirituais diferenciadas. E a Maria Regina traz aqui uma contribuição dizendo que já tive tanta certeza de fazer parte dos migrados, porém hoje tenho minhas dúvidas. Não, pode ter certeza. Pode ter certeza, sim, Regina. Por quê? Porque quando você olha no universo daqueles que habitam a planeta Terra hoje, existe uma quantidade enorme de pessoas em consciência de sono, desinteressado das coisas espirituais. vivendo só do pescoço para baixo, tendo eh total desinteresses pelas coisas do espírito, mergulhado nos vícios, no erro, nas
e de pessoas em consciência de sono, desinteressado das coisas espirituais. vivendo só do pescoço para baixo, tendo eh total desinteresses pelas coisas do espírito, mergulhado nos vícios, no erro, nas questões da matéria, sem nenhum interesse que não seja somente os prazeres do mundo. Esses espíritos que estão alheios a tudo que é espiritual, alheios ao seu próprio crescimento, que não estão nem aí para o amanhã, para a imortalidade. Não estou me referindo a espíritas, não, mas em todas as doutrinas ou até entre os ateus, aqueles que se questionam de onde viemos, para onde vamos, o que que estamos fazendo aqui. Essas pessoas que se indagam sobre a vida, que questionam sobre o existir, que procuram um ideal superior para a existência, podem pertencer à grande massa da sociedade. Os nossos interesses de estarmos, por exemplo, numa terça-feira à noite, 10 horas da noite, ligado numa live para discutir esses assuntos tão filosóficos, já nos distingue. Mas isso não é para nós nenhum mérito, dizer assim: "Ah, nossa, eu sou um espírito migrado". é demérito, porque é sinal de que nós não soubemos aproveitar as oportunidades que nos foram oferecidas, que nós ainda estamos patinando, estamos como que marcando passo no nosso processo evolutivo, porque as oportunidades têm surgido e a gente não tem sabido aproveitá-las. Então pode ficar tranquila que na verdade a gente tem muito disso. Boa noite, Nice Bush. seja muito bem-vinda ao nosso estudo da noite de hoje. Então, aí na sequência dessas discussões em que ele chega nesse horizonte eh quarto, que é um horizonte já da do formalismo religioso, e aí abraça toda a história do cristianismo e essa hierarquização religiosa que o cristianismo teve, toda a construção do do movimento cristão, das igrejas, das várias expressões que o cristianismo apresentou no período da da idade média e da idade moderna. Então, tudo isso pertence a esse quarto horizonte aí, mais o horizonte oracular da divinização, da complexidade da religião, dos templosos,
apresentou no período da da idade média e da idade moderna. Então, tudo isso pertence a esse quarto horizonte aí, mais o horizonte oracular da divinização, da complexidade da religião, dos templosos, das hierarquias, dos rituais, dos paramentos, dessa excelsa riqueza, dessa pompa que se vestiu a religião. Tudo constitui, segundo Herculano 1/4to estágio. Aí vem o quinto. Qual é o quinto? O quinto estágio para Hergulano é a chegada da doutrina espírita, que segundo ele, é um rompimento com os formalismos religiosos. E faz até muito sentido na medida em que a doutrina espírita ela vem questionar de maneira muito frontal as estruturas rígidas religiosas que foram erigidas pela sociedade no Ocidente para tentar vestir o cristianismo de riqueza para dar a ele importância. O o espiritismo então eh vem e despe o cristianismo dessas estruturas eh hierarquizadas, dessas estruturas ritualísticas, sacerdotais, para retornar à essência do cristianismo como sendo esse movimento de eh libertação da criatura. E aqui, nesse sentido, a gente observa uma proximidade muito grande eh do pensamento espírita com relação ao pensamento de origens. Oigen foi um grande eh cristão do século que tinha um pensamento cristão muito parecido com o espiritismo. O que que Origenes pensava? Origens dizia o seguinte, que ele antes de ser cristão, ele tinha tido muito conhecimento da escola grega, do pensamento grego, que falava de reencarnação, de evolução, de transformação moral, de libertação das nossas imperfeições para alcançar a felicidade e tal. Todas essas coisas que a gente bem conhece do Espiritismo. Quando ele ele topa com a doutrina cristã, ele diz: "Gente, a doutrina de Jesus é exatamente a receita para a libertação do espírito." Então, qual era a proposta de de origens? que nós precisávamos de uma transformação moral para alcançarmos a nossa felicidade espiritual e que a receita para essa libertação estava nos conteúdos que Jesus oferecia do amor, do perdão, do desprendimento dos bens terrenos, dessa busca de uma vida mais
nçarmos a nossa felicidade espiritual e que a receita para essa libertação estava nos conteúdos que Jesus oferecia do amor, do perdão, do desprendimento dos bens terrenos, dessa busca de uma vida mais limpa, do desenvolvimento do amor ao próximo, da caridade. disse: "Gente, esta receita que Jesus oferece é a receita ideal para a libertação do espírito do seu processo de sofrimento. Eis aqui como se fosse uma espécie de modelo e guia pra humanidade, para a nossa libertação." Esse era o pensamento de origens, que é bem próximo do pensamento espírita. Mas o a doutrina de de origens, ela foi muito perseguida porque ela tirava de Jesus a ideia de que ele era um salvador. Porque a doutrina de origens era a seguinte: "Não, Jesus não é um salvador. Eu é que me salvo. Ele me dá receita e eu tenho que seguir a receita para que eu me salve. Se eu seguir a receita, eu me liberto do ciclo das reencarnações e me torno uma alma feliz. Mas se eu não fizer isso, eu fico preso nesse mecanismo de vinda das várias existências. Não, Jesus é o salvador. Encontrou com ele, pá, quebra tudo e você está salvo. Então, não dava a a doutrina de eh origem, ela colidia com essa doutrina dominante. Ele foi perseguido, os seus seguidores eh foram perseguidos e durante os primeiros séculos do cristianismo, a doutrina de origens vinha, era perseguida, assumia. Aí ela vinha, perseguida, assumia. O houve nos primeiros séculos muitas ondas reencarnacionistas dentro do do cristianismo apoiadas no pensamento de origens, mas ela acabou não vingando e acabou sendo vitoriosa a doutrina salvacionista. Jesus é o Salvador que se aproxima e pá, liberta a criatura humana de todos os sofrimentos. Então, quando a doutrina espírita comparece, ela faz exatamente um retorno ao pensamento de origens, quando ela vem sugerir para nós que não existem essas fórmulas, que não é preciso essas estruturas pesadas e que Jesus não seria o salvador da criatura, mas eu seria o salvador de mim mesmo. é uma coisa muito importante para que a
s que não existem essas fórmulas, que não é preciso essas estruturas pesadas e que Jesus não seria o salvador da criatura, mas eu seria o salvador de mim mesmo. é uma coisa muito importante para que a gente tenha contato no entendimento do que seja a doutrina espírita. E é aí que entra uma coisa muito interessante, porque eh nós todos temos muito aquela preocupação de encaixar o espiritismo dentro daquela visão que está posta de que o espiritismo é o consolador prometido. Muitas pessoas já tiveram a oportunidade de discutir este assunto apresentando o espiritismo como o consolador prometido. E o que que pensa Kardec sobre isso? Qual é a visão que o livro dos espíritos nos oferece sobre esta leitura? E aqui é importante a gente parar um pouco eh essa discussão do livro do Herculano para dar uma visitada no conteúdo apresentado no livro dos espíritos de Allan Kardec. Vocês podem pegar aí no livro de vocês no item 22 da obra. Sim, eu não disse pergunta, eu falei item porque eh não é uma pergunta. O item 22 é um item, não é, não é pergunta, é uma dissertação. Ah, eu vou ler aqui só o comecinho deste texto, primeiro parágrafo, vocês podem acompanhar aí. Número 2 2 2 Kardec. O dogma da reencarnação, dizem algumas pessoas, não é novo. Foi ressuscitado de Pitágoras. Ponto. Jamais dissemos que a doutrina espírita fosse uma invenção moderna. Por constituir uma lei da natureza, o Espiritismo há de ter existido desde a origem dos tempos. E sempre nos esforçamos em provar que se encontram sinais dele na mais remota antiguidade. Pitágoras, como se sabe, não foi autor do sistema da metempsicose. Ele acolheu dos filósofos indianos e dos egípcios, onde isto existia desde tempos memoriais. E segue o texto mostrando que as verdades espíritas existiam de todo o tempo. Então, Kardec chama aqui o espiritismo existe de toda a antiguidade num conceito um pouco distinto daquele que a gente tem. Quem tá dizendo que o espiritismo existe desde a antiguidade não é o espiritismo conteúdo da obra de Allan Kardec. A
xiste de toda a antiguidade num conceito um pouco distinto daquele que a gente tem. Quem tá dizendo que o espiritismo existe desde a antiguidade não é o espiritismo conteúdo da obra de Allan Kardec. A gente tá chamando de espiritismo as verdades espíritas. Então, se no lugar de espiritismo eu tirar e escrever verdades espíritas, fica: "As verdades espíritas existem desde toda a antiguidade." Sim, é verdade. Quando foi que a humanidade não soube da da reencarnação? Quando foi que a humanidade não soube da imortalidade da alma? Então, o texto aqui, onde Kardec está escrevendo a palavra espiritismo, ele está querendo representar o conteúdo que o espiritismo tem. e não a doutrina quadradinha criada por ele, Allan Kardec. Reforçando isso que eu estou dizendo, eu vou ler o segundo trecho do livro dos espíritos. Agora, lá na conclusão, lá no final dele, na conclusão, no item número seis, item seis da conclusão aqui, ó, conclusão item seis. Aqui nós encontramos a seguinte informação. Seria formar uma ideia muito falsa do espiritismo quem julgasse que ele aure suas forças na prática das manifestações materiais mediúnicas e que impedindo citar as manifestações mediúnicas é possível minar-lhe a base, ou seja, o espiritismo é só mediunidade. E ele diz: "Não, sua força está na sua filosofia, no apelo que dirige a ração, razão e ao bom senso. Ponto. Na antiguidade era objeto de estudos misteriosos, doutrina secreta, que cuidadosamente se ocultavam do vulgo. Doutrina secreta era oculta do voo. Hoje ele não tem segredos para ninguém. fala uma linguagem clara, sem ambiguidades. Nada há nele de místico, nada é há de alegorias suscetivas de falsas interpretações. Novamente, ele está dizendo que o espiritismo era estudado na na antiguidade sob o nome de doutrina secreta. Mas como assim o espiritismo? O espiritismo não surgiu em 1857 com a publicação de O Livro dos Espíritos? Sim, mas as verdades espíritas e não o espiritismo, como doutrina de Allan Kardec existe desde a mais remota antiguidade. Esses
spiritismo não surgiu em 1857 com a publicação de O Livro dos Espíritos? Sim, mas as verdades espíritas e não o espiritismo, como doutrina de Allan Kardec existe desde a mais remota antiguidade. Esses conceitos que organizam-se como sendo a doutrina espírita era, na verdade estudado desde o princípio dos tempos. Então ele desde o primeiro, do início da antiguidade era estudado. O esse mesmo texto que a gente está vendo, se eu saltar um parágrafo e for para o parágrafo terceiro, olha o que diz aqui. Parágrafo terceiro do do item seis da conclusão. O espiritismo não é obra de um homem. Não, não é obra de um homem. Ninguém pode dizer que é seu criador, não. Mas ninguém pode dizer que é criador do Espiritismo, pois ele é tão antigo quanto a criação. Como assim tão antigo como a criação? Ele não foi concebido em 1857. Então, ele não está falando da doutrina espírita como nós conhecemos. Ele está falando dos princípios espíritas. E aí continua o texto dizendo: "Ninguém pode dizer seu criador, pois ele é tão antigo quanto a criação, encontra-se por toda parte, em todas as religiões, principalmente na igreja, religião católica. E aí com mais autoridade do que as outras, pois no catolicismo se acha o princípio de tudo quanto existe no espiritismo." Então ele está dizendo que o espiritismo está em todas as religiões. Então não é o espiritismo, são as verdades espíritas, as aparições, a mediunidade, os fenômenos espirituais, eles estão em todas as doutrinas. Então, quando se diz que o espiritismo é o consolador prometido, não é a doutrina intrínseca estrito senso de Kardec, mas são as verdades espíritas. Me digam se não é consolador saber que tem vida após a morte, se não é extraordinário saber que um filho que se suicidou tem perspectiva de melhoria e de se renovar espiritualmente. Então isso tudo é muito importante para que a gente redefina o sentido do que que é o consolador prometido. Consolador prometido não é o espiritismo, são as verdades espíritas, porque são elas que consolam, não é o
o é muito importante para que a gente redefina o sentido do que que é o consolador prometido. Consolador prometido não é o espiritismo, são as verdades espíritas, porque são elas que consolam, não é o livro. Eu não posso ter a crença de dizer assim: "Ah, é o espiritismo que vai ser a crença que vai dominar o mundo, mas não, não, espiritismo não. Mas as verdades espíritas vão, não tem como." Por quê? Porque as verdades espíritas estão na lei da natureza, gente. A verdade espírita não é na lei da natureza. Ou a imortalidade da alma pertence ao espiritismo. Ela não pertence. Quem estudar, quem pesquisar, quem investigar sobre a questão da vida após a morte, vai deparar com a imortalidade. Ela é da lei natural. Reencarnação não pertence espiritismo. Não, não pertence. Você é falado desde os vedos que você é falado. Então não pertence. O que pertence, na verdade ao Espiritismo é a forma como ele foi concebido, que é a universalidade dos ensinos dos espíritos, o que faz do espiritismo uma doutrina extraordinária, porque ela não vem de um guru. Eu não tô falando mal de outras doutrinas, não. Mas nós temos muitas doutrinas reencarnacionistas que falam de vida no mundo espiritual, que falam da lei de causa efeito, que foram concebidas por um único médium. Um único médium, um único revelador inspirado veio e disse: "Não, as coisas não são assim, porque eu como médium estou vendo, o mundo se processa dessa forma". Então, pode, por conta disso, a gente se enganar, porque a gente acha que viu uma coisa e aquilo não sei exatamente como a gente viu. Se agarrar em um médium é perigoso. Então, qual é a grande vantagem do Espiritismo? a universalidade dos ensinos dos espíritos. Uma mesma verdade dita em vários grupos, por vários médiuns, em vários países, vários lugares, ah, apontam na mesma direção. Então, a gente põe isso no corpo da doutrina. Não é pensamento de um, é o pensamento de um coletivo de médiuns. Então isso dá ao espiritismo muito mais autoridade, dá muito mais condição de
a direção. Então, a gente põe isso no corpo da doutrina. Não é pensamento de um, é o pensamento de um coletivo de médiuns. Então isso dá ao espiritismo muito mais autoridade, dá muito mais condição de que ele de fato eh represente o pensamento da espiritualidade. Este é o consolador prometido. Se alguém se aproxima da reencarnação, da mediunidade, do mundo espiritual, da comunicabilidade dos espíritos e se consola através disso, está consolado. O consolador prometido é saber que existe reencarnação, imortalidade, felicidade, que ninguém está perdido, que Deus nos ama, que caminhamos para uma condição espiritual superior. É isso que é consolador. É isso que é consolador. Então, o que que acontece, Elizabete Viana? A gente tem que se despir desse desse ufanismo de achar que não, o espiritismo, o espiritismo vai dominar o mundo. Não, o espiritismo não vai dominar o mundo necessariamente, mas as verdades que ele tem, ah, isso aí vai se tornar universal. Não existe como, Elizabeth, não tem como. Como que não vai se tornar universal? Como que a gente não vai caminhar para entender a reencarnação? Não tem como, porque tá na lei da natureza. E é isso que nos consola. A mensagem que veio como consolador prometido não é necessariamente estrito senso o espiritismo em si. Mas eu poderia dar aqui várias doutrinas que têm princípios assemelhados ao espiritismo. Não são iguais. Porque pela universalidade dos ensinos dos espíritos, a gente tem algumas particularidades, principalmente em nos despirmos de rituais e coisas desse tipo. Então, por exemplo, eu posso encontrar essas mesmas verdades consoladoras no pensamento do Krishna, no pensamento de Buda, na Cabala judaica, estudando os Vedas, estudando ah no círculo esotérico da comunhão do pensamento, estudando na Ordem Rosa Cruz, estudando na maçonaria, ah, fazendo estudos na na Seito, na igreja messiânica, nos cultos afro, eu vou encontrar Todos esses lugares, reencarnação, mediunidade, mundo espiritual, como foi encontrar. É isso
ando na maçonaria, ah, fazendo estudos na na Seito, na igreja messiânica, nos cultos afro, eu vou encontrar Todos esses lugares, reencarnação, mediunidade, mundo espiritual, como foi encontrar. É isso que é a doutrina consoladora. É isso que consola. Este é o consolador prometido, Madame Blavatsk, com a sua teosofia, Led Bitter. Meu Deus, eu tenho uma série de Nitire Daionimin, eu tenho uma série de reveladores. Narraro Tanigut, meu pai do céu, muitos não são espíritas, mas eles estão com propostas muito assemelhadas daquilo. E as os detalhes eles são menos importantes do que a essência. A essência consoladora é saber, o seu filho que se suicidou não está perdido. O amor da sua vida que partiu voltará para conviver com você. Os erros que você tem, você terá tempo para se liberar. As culpas que você carrega, Deus lhe dará o tempo para se libertar delas. O ódio que você nutre por alguém atrairá seus inimigos para dentro do seu lar. É isso que interessa. Se isso foi dito pela boca de Krishna, de Buda, se foi num culto africo, se foi na doutrina espírita, tá bom? Mas a essência é o entendimento de que a verdade não tem fronteiras. Então, quando nós chegamos nesse período da da quinta etapa, o consolador prometido chega ao planeta. O grande representante, sim, eh, desse consolador prometido é a doutrina espírita. é um excelente representante, mas ele representa um universo muito pequenininho de pessoas no planeta, muito pequeno. Eh, no Brasil que onde ele tem maior expressão, ele tá próximo de 2%, segundo o senso. Claro que isso são os que se dizem espíritas, os que falaram no senso, que são espíritas. Mas se você for perguntar quem acredita nas verdades espíritas, o número é muito maior, embora as pessoas não se declarem espíritas, fazendo com que a gente possa dizer que o movimento espírita ele caminha sim, mas as verdades espíritas galopam. Olha a novela que tá passando. Se ela não é um sinal de que a sociedade aceita bem as ideias da imortalidade. Nunca haveria uma reapresentação de uma novela que não
mas as verdades espíritas galopam. Olha a novela que tá passando. Se ela não é um sinal de que a sociedade aceita bem as ideias da imortalidade. Nunca haveria uma reapresentação de uma novela que não tivesse audiência, né? Não faz sentido. Então, na verdade, eh, embora as pessoas não se declarem espíritas, elas não digam que são espíritas, isso não significa que elas não tenham crença de alguns princípios que o espiritismo tem. O grande problema é que nós dentro da doutrina espírita não temos sacerdotes. Então as pessoas só se sentem espírit se está estiverem trabalhando. Quem não tá trabalhando não, não sou espírita. Eu eu só vou lá, mas eu como eu não tenho nenhuma tarefa, eu não me sinto pertencente. Eu sou alguém debruçada numa janela que assiste algo. Então você tem uma pessoa que assiste palestra há anos na casa espírita, né? há anos, há anos de de de casas espirituais, nunca fez nada. A Margarete nunca tem nenhuma atividade. Então, ela não sente pertencente, ela diz: "Não, eu não sou espírita". Isso trata-se de da mensagem que consola mesmo que não seja. É, isso é isso é o mais importante, é que console as pessoas. O importante é consolar, é tirar as pessoas desse sofrimento que a humanidade hoje atravessa em função é do desconhecimento espiritual. E é isso que é a chave mais importante do nosso desenvolvimento. Então, os espíritas eles estão muito vinculados a trabalho na casa espírita. Quando a pessoa não exerce nenhuma atividade, ela não se sente pertencente ao grupo. Ela acha que ela é um um frequentador assíduo, mas ela não se declara espírita. Então, eu posso até dizer, de repente o número de pessoas que se declara espírita é, na verdade, o número de trabalhadores espíritas, o número de pessoas que trabalham no movimento espírita e que eh se reconhecem como tais. Mas muita gente que vai eh não se reconhece como espírito. resultado. Nós precisamos, eh, dentro dessa leitura que o Herculano Pir nos oferece, ter a possibilidade de enxergar que quando eh o Espiritismo é apresentado
ue vai eh não se reconhece como espírito. resultado. Nós precisamos, eh, dentro dessa leitura que o Herculano Pir nos oferece, ter a possibilidade de enxergar que quando eh o Espiritismo é apresentado como o consolador prometido, não é exatamente o Espiritismo, como nesses outros textos, não é o Espiritismo, mas são as verdades espíritas que são o grande consolador, né, o espírito de verdade que vai oferecer à humanidade a condição de transformação. E isso Herculano Pires vai trabalhando e dizendo que a o grande triunfo do Espiritismo com relação às crenças anteriores é que o Espiritismo vai oferecer de verdade para nós uma grande mudança. Por quê? Porque ele volta lá atrás fazendo com que a mediunidade seja vista como um fenômeno natural. retira retira da mediunidade esse aspecto eh esse aspecto assim mais rígido, mais hierarquizado que tem. A Mauricélia Herácio, minha vizinha, por sinal, diz que todos podem fazer parte. É verdade, Mauricélia, todos podem fazer parte, mas é muito difícil que as pessoas nos aceitem como trabalhador. O movimento espiritual, ele é muito desconfiado. Como nós estamos do lado de dentro do movimento, a gente acha que a gente tá carente, precisando de gente, mas quem está do lado de fora diz: "Vocês são muito fechados. Vocês são muito fechados". E o movimento espírita realmente ele é muito desconfiado das pessoas para oferecer uma tarefa. Meu Deus! Sem dúvida nenhuma existe espaço, trabalho para todos, em todas as partes. Mas os que não são ainda trabalhadores espíritas reclamam que nós constituímos um grupo muito hermético e que temos muita dificuldade de admitir novas pessoas nos quadros de trabalhadores. É um defeito do movimento espírito. É um defeito. Nós temos essa essa particularidade, uma desconfiança muito grande das pessoas para que elas integrem as equipes de trabalho da casa espírita. Mas é assim mesmo, no Acre, né, onde você está, Rio Branco, as coisas às vezes são mais fáceis, porque a cidade sendo menor é mais fácil você conseguir. Mas existem
uipes de trabalho da casa espírita. Mas é assim mesmo, no Acre, né, onde você está, Rio Branco, as coisas às vezes são mais fáceis, porque a cidade sendo menor é mais fácil você conseguir. Mas existem cidades que são maiores, aonde a possibilidade de você chegar a ser um trabalhador é muito mais difícil. para você conseguir dar passe numa casa espírita. Meu Deus, quantos anos você vai precisar para você conseguir estender a mão para beneficiar uma pessoa? Você fazer uma palestra? Meu Deus. Então, há muita resistência no movimento, né? Quando a gente tá dentro, não. Quando você tá dentro, todo mundo quer puxar você para todo lado. Fulano vem para cá, fulano vem para lá. Você tem que furar essa bolha e conseguir ser visto como um trabalhador espírito. Aí, pronto. Aí todo mundo vem, não vem para minha casa, faz isso, faz aquilo, ajuda aqui, que você tem que ficar se segurando. Mas quem não rompeu essa parte dessa dessa porta para ingressar pro lado de dentro, fica pela janela olhando as pessoas e com muita vontade de trabalhar, mas com poucos convites nesse sentido. É uma característica do movimento. Algumas casas são muito mais eh atentas a isso e fazem um trabalho de acolhimento e de integração das pessoas. Muito bom. Mas isso não é a regra geral. A regra geral do nosso movimento é uma desconfiança e uma dificuldade em admitir novas pessoas dentro dos nossos quadros de trabalhadores. Muito bem. Muito bem. Eh, então, eh, dentro dessa leitura que o o Herculano Pires vai nos oferecer, ele vai depois nos comentar sobre o processo de desenvolvimento que o Espiritismo promove no cristianismo. E ele vai resgatar uma frase de Emanuel linda, linda, linda, linda, linda, linda, linda. Acho que uma das frases mais bonitas ah de Emanuel sobre o definição do espiritismo é essa. Ele diz que o espiritismo é a renascença do cristianismo. Eu achei essa imagem linda. Aqui a Margarete Cruz de Campinas diz o seguinte: "Estes que só frequenta, acredito que não se engajam por receio de assumir um compromisso que já
nascença do cristianismo. Eu achei essa imagem linda. Aqui a Margarete Cruz de Campinas diz o seguinte: "Estes que só frequenta, acredito que não se engajam por receio de assumir um compromisso que já entenderam ser de muita responsabilidade. Existe isso também, Marga? Existe sim pessoas que não se não se apresentam para o trabalho porque sabem que haverá muita responsabilização e a pessoa prefere ficar apenas do lado de fora. Mas tem muita gente que quer trabalhar, mas a casa espírita não enxerga a pessoa, né? nem de maldade. É que ela olha, não, não, esse aí não tá pronto ainda, não. Não, isso aí não, não, não, isso não. E aí a gente faz tanta exigência que acaba não aproveitando as pessoas. Parece assim, isso não existe mais, mas na minha época existia aquelas moças que escolhiam muito o rapaz para casar. Não, não, esse tem a orelha grande. Não, não, não. Esse aqui, esse tem o nariz muito comprido. Não, esse é feio. Não, esse é esse é muito magro. esse é muito gordo. Ah, esse é muito pobre, esse é muito rico. Escolhia tanto, tanto que ficava sozinha. Então, às vezes, eh, a gente quer escolher tanto a pessoa para trabalhar na casa espírita, procurando uma pessoa perfeita que não existe e perdemos as oportunidades de enxergar as pessoas que podem produzir alguma coisa, né? Tem até um texto espírit é um texto jocoso, né? está no livro Entre Irmãos de Outras Terras, que conta a história de dois companheiros espíritas que disseram: "Olha, a gente tem que acabar com essa com essa coisa de de fazer muita resistência para novos trabalhadores". A gente vai fazer o seguinte, nós vamos pegar as pessoas que estão vindo na palestra e nós vamos pegar as pessoas, vamos botar para dentro, vamos aproveitar que tem um pessoal ali que eu acho que já vem há bastante tempo, acho que a gente pode aproveitar. Aí ele eles diseram assim: "Olha, tem uma pessoa que vem na nossa casa espiritual faz um tempo, a gente nunca conversou com ele, mas tem anos que ele vem, vamos convidá-lo para ser trabalhador. Aí
ar. Aí ele eles diseram assim: "Olha, tem uma pessoa que vem na nossa casa espiritual faz um tempo, a gente nunca conversou com ele, mas tem anos que ele vem, vamos convidá-lo para ser trabalhador. Aí vamos." Aí chegou lá, chegou numa pessoa, disse assim: "Eu queria, senhor, faz tempo que o senhor vem aqui no centro espírita, eu queria fazer algumas perguntas e o outro só de longe olhando para ver se ele ia dar respostas boas, né?" Se eu queria perguntar para você o que é que o senhor acha por tudo que o senhor assistiu aqui da sua vida, de tudo. Queria que saber o que que o senhor acha da morte. Senhor acha que a morte realmente é o fim de tudo depois da morte não tem nada. E o cara respondeu: "Depois da morte, meu amigo, depois da morte é que tudo começa. Tudo começa. Aí um olhou pro outro aí fez aquele sinal. Sei se dá para aproveitar. Aí disse: "Tudo começa como? Como assim? Como que assim tudo começa? Não teve a morte, não. Começa porque depois da morte é que vem o trabalho. A gente tem trabalho, o esforço, não é? Vai se seguir após a morte. É onde a gente vai realmente fazer uma grande luta de mudança e tal. E o outro começou a se empolgar. Aí fazia sinal pro outro. Maravilhoso. Por eu tô vendo que o senhor tá com uma compreensão muito boa sobre a morte, da continuidade das coisas, do trabalho que tem que ser feito, de como isso tá tem o engajamento de nós. E se você acha que isso é uma coisa para ser feito sozinho ou você acha que esse trabalho após a morte tem que ser um trabalho que precisa de colaboração? Não é um trabalho. Após a morte, o trabalho é um trabalho de equipe. Nós temos que trabalhar em equipe, rapaz. Aí ele disse pro outro se com licença. Aí falou: "Esse cara é o cara perfeito. Vamos chamá-lo para trabalhar conosco". Aí sentou com ele, disse: "Nós nunca conversamos, não sei nada sobre o senhor, mas eu queria saber qual é a sua profissão. O senhor é o quê?" Se eu souveiro. Por isso que depois da morte que tudo começava. Por isso que depois da morte
ca conversamos, não sei nada sobre o senhor, mas eu queria saber qual é a sua profissão. O senhor é o quê?" Se eu souveiro. Por isso que depois da morte que tudo começava. Por isso que depois da morte vinha o trabalho. Por isso que depois da morte um trabalho. E ele era coveiro. Covero. Por isso que ele tinha essa visão. Olha aqui, nós temos umas falas. Tecnofoto diz o seguinte: "Poa noite, amigos. Um di atuais, ser cristão virou um co de qualidade ou rótulo. Temos que refletir independente do número que estamos fazendo de concreto no trabalho de consolação das dores. Tem que rolar para cima, que aí ele vai aparecer a sequência. Só puxa, rola assim para cima que ele vai aparecer o finalzinho que é a consolação das dores. Mas eu tô lendo aqui, tô vendo que é. E a Maria Regina diz assim, ó. Entre os frequentadores das reuniões públicas dos centros espíritas, encontramos todos, primeira vez com receios, os que se assustam com responsabilidade, os que são estão interessados e não sabem eh se manifestar, aí continua. Vamos descobrir como acolher a todos. É, sem dúvida nenhuma, esse é o nosso papel, né? Sem dúvida esse acolher as pessoas, porque o trabalho é muito importante eh para essa transformação. E aí, olha a frase de Emmanuel. O espiritismo é a renascença do cristianismo. Olha o período do renascimento. Por quê? Porque a arte estava morta e a renascença ressurgiu. O espiritismo não é o cristianismo rede vivo. Então é a renascença, aquele período lindo, lindo, lindo que veio e que renovou a história da arte. Assim também o Espiritismo vem e renova, restaura da vida para o cristianismo num movimento é muito bonito nesse sentido. E e aí a gente vai entender que a chegada do espiritismo nesse período do século XIX só foi possível porque era foi quando a ciência já estava mais desenvolvida. Não tinha como o Espiritismo vir antes, porque a Revolução Francesa do século XIX, do século XVI, é quem quebra as resistências religiosas e permite com que a religião se desatrele da ciência,
olvida. Não tinha como o Espiritismo vir antes, porque a Revolução Francesa do século XIX, do século XVI, é quem quebra as resistências religiosas e permite com que a religião se desatrele da ciência, comece a pesquisar e o espiritismo sobreviva. Se o Espiritismo tentasse vir antes da Revolução Francesa, todo mundo teria sido morto. Como foram, não é? todos os que tentaram de alguma forma levantar a bandeira da espiritualidade no período anterior não dava certo. Então depois da Revolução Francesa cai o pano. A religião não tem mais a força que tinha antes e consequentemente ocorre um fenômeno de enfraquecimento do poder religioso. E aí a doutrina espírita consegue se estender por causa exatamente desse fenômeno. Então era preciso que existisse isso para diminuir a força da religião e ao mesmo tempo, a ciência se desenvolvesse para poder pesquisar. Porque se você fosse pesquisar o fenômeno espírita com uma ciência muito incipiente, você ficaria em dúvida se aquilo é real ou não. Então, foi necessário todo esse processo para que eh abrandasse o poder religioso, fortalecesse o poder filosófico, fortalecesse o poder científico e a mediunidade pudesse ser estudada de uma forma bastante natural. E o que que o que Herculano Pires vai colocar no seu texto é que o espiritismo traz a mediunidade para o local natural que ela sempre deveria ter ocupado, sem aquela coisa pomposa do quinto período, não é, do quarto período, do período chamado eh oracular, aquele período de divinização de médium, nem do período civilizado, com aqueles excessos de cultos aos deuses locais, nem do período agrícola dos deus dos deuses ancestrais, dessa religiosidade voltada para os aspectos familiar, mas sim a coisa de maneira natural, como ela sempre deveria ser, porque a mediunidade faz parte da vida. Então, essa releitura do sentido da mediunidade e o despir dela de desses paramentos, dessa coisa, e a religião ser tratada de uma maneira muito clara, muito franca, foi muito importante, porque eh vai se
o, essa releitura do sentido da mediunidade e o despir dela de desses paramentos, dessa coisa, e a religião ser tratada de uma maneira muito clara, muito franca, foi muito importante, porque eh vai se apresentar uma palavra que foi muito usada, né, que era o sobrenatural. Disse: "Não, não, não. O sobrenatural não existe." Por quê? Porque o sobrenatural é natural. Isso aqui é muito legal. Não, isso é sobrenatural. Não existe sobrenatural. Ah, então você nega a espiritualidade. Não, eu compreendo que aquilo que nós dizemos que é sobrenatural é, na verdade, a mais pura expressão da naturalidade. Nós aqui, inhabituados com as questões do espírito, queremos tratar o que é o que é natural, como se ele fosse sobrenatural. E o espiritismo vem tratar isso de uma maneira muito muito simples, dando ao médium a condição natural que ele tem, que é de ser uma pessoa normal como qualquer outro, sem aquela divinização que muitas vezes a nossa sociedade eh estabeleceu para os que tinham eh a condição de de se comunicar com os espíritos. Então assim, as comunicações sempre existiram ao longo da história, sempre elas aconteceram, mas no século XIX, com o final eh das perseguições, tudo pode ser estudado de maneira muito mais fácil. Por quê? Porque a mediunidade foi muito perseguida. os processos horrorosos que acontecia contra os chamados bruxos que estão registrados nos anais da história religiosa do ocidente. Não é mentira. Foram milhares de pessoas que foram torturadas e mortas simplesmente por serem médiuns. Celas de conventos e de mosteiros que eram, na verdade, eh, câmaras de mediunidade. Quantas histórias de mediunidade nós temos no período do cristianismo medieval. E depois essas mesmas pessoas que tinham experiências mediúnicas, eram mais tarde perseguidas e mortas por serem médiuns. Então elas eram elas entravam no ambiente religioso, tinham experiências mediúnicas, os fatos eram registrados e depois esses mesmos fatos eram tratados como se eles fossem eh demoníacos. As pessoas eram perseguidas
elas entravam no ambiente religioso, tinham experiências mediúnicas, os fatos eram registrados e depois esses mesmos fatos eram tratados como se eles fossem eh demoníacos. As pessoas eram perseguidas e mortas. Meu Deus. E quanto mais se queimava essas pessoas, mais acontecia de se perceber a verdadeira essência desses fenômenos, porque eles se multiplicavam cada vez mais dentro da nossa sociedade. Então, eh eh o Herculano Pires vai dizer que a partir da Revolução Francesa inicia-se uma chamada invasão organizada, porque quebrou-se a resistência, começa a chegar uma série de médiuns, uma série de reveladores com uma intensa mediunidade para quebrar o materialismo que existia. Então, o século XVI já começa com a presença de personagens como Emmanuel Swindenborg, que foi um grande médium do século XVI, que tinha uma mediunidade incrível, ele era um cara super cabeça, conhecido de todas as ciências e quando já adulto, a sua mediunidade apareceu de uma hora para outra, começou a ver espírito, a ver tudo, via tudo, entendia tudo, compreendia tudo, falava com os mortos como se fossem vivos. Ele era eh muito impressionante nesse sentido. sua mediunidade era uma coisa eh fantástica e ele vai ser um grande precursor das ideias espíritas que depois vão encontrar outros fenômenos como as irmãs Fox de 1848 já no século XIX com a presença, né, dessas manifestações que foram muito curiosas e que são bem conhecidas de todos nós e que teria se dado em em momentos em que a humanidade tanto precisava para combater eh o materialismo. E o o Paulo Wter tá lembrando aqui os espíritos do Senhor, qual estrelas cadentes espalham-se por toda a terra. Sim, porque quando chegou o momento em que o espiritismo se tornou um movimento necessário para combater o o o ateísmo que vigia naquele período, na primeira metade do século XIX, foi grande a quantidade de médiuns que apareceram com várias vários poderes interessantes, né? Então, as irmãs Foxes, elas são muito conhecidas. Nem vou perder tempo falando delas, mas
do século XIX, foi grande a quantidade de médiuns que apareceram com várias vários poderes interessantes, né? Então, as irmãs Foxes, elas são muito conhecidas. Nem vou perder tempo falando delas, mas vou falar de um outro personagem que é menos conhecido no movimento espírita, Jonathan Kuns. Ele era um fazendeiro americano, vivia no interior dos Estados Unidos e ele era muito médium. E aí, em 1852, ele cria um negócio na sua fazenda muito interessante. Ele faz uma sala, cria uma uma câmara aonde ele entrava nessa câmara e fenômenos mediúnicos aconteciam lá. Qual eram os fenômenos que aconteciam? Voz direta, Paulo. Voz direta. Esse Jonathan entrava nesse lugar. se concentrava, os espíritos vinham e falavam no no ambiente. Tinha uma corneta que a que eles usavam para falar assim, tipo um amplificador de som. Os espíritos livos falavam ali e o som deles ampliava de potência. É uma coisa impressionante. Isso é 1852 que esse cara eh realiza essas experiências, né? Então o é o Arthur Conandoy no livro A história do espiritualismo, que algumas traduções colocam a história do espiritismo, mas o texto original é do espiritualismo, porque ele não não trata só do espiritismo, mas ele trata das da onda de espiritualidade que aconteceu no século XIX. Ele ch é ele que chama de invasão organizada que aconteceu. Então nós temos além do do episódio da mediunidade de de Swindenborg, nós temos também um fenômeno muito curioso que apareceu na Califórnia a partir de 1837, que é o movimento dos shakers. Shake é sacudir, né? Milkshake, leite batido. Os shakers se sacudiam. Então, foi um um movimento religioso que aconteceu em algumas igrejas já constituídas, em que as pessoas entravam em transe durante os cultos. E aí, meu amigo, quem assistiu já um culto pentecostal sabe o que eu tô falando. As pessoas entrava em trans, começava a se sacudir, caiu no chão, se bater e dando passividade. Ninguém sabia direito o que que era aquele negócio, mas eh era o início do pentecostalismo, né, nesse nesse momento. E as pessoas
ns, começava a se sacudir, caiu no chão, se bater e dando passividade. Ninguém sabia direito o que que era aquele negócio, mas eh era o início do pentecostalismo, né, nesse nesse momento. E as pessoas faziam movimentos corporais, se sacudiam, se batiam, entravam em trans, caiam no chão, eh, faziam vários, vários fenômenos, não é, que foram interpretados pelos espíritas como sendo fenômenos mediúnicos. Os sheakers não gostam de dizer que o fenômeno era mediúnico, eles dizem que era um fenômeno do Espírito Santo, que é a maneira que eles têm de interpretar. eram protestantes e apresentavam essas manifestações às vezes ruidosas de mediunidade e que que promovia esse processo. Não conhecia quem Paulo, o Jonathan Kunos com a câmara, a câmara mediúnica dele ou os shakers que se sacudiam, que se se debatiam. Esses todos são da primeira metade do século XVI, né? O o Jonathan é de 1852, um pouquinho depois, né? Mas o Shakes são de 1837. Então são fenômenos dessa invasão organizada que aconteceria. Um grande nome também desse mesmo período que a gente tem é Andrew Jackson Davis. Andrew Jackson Davis é americano e nasceu em 1826. E ele ele era um cara impressionante. Ele tinha uma vência absurda. Ele olhava pra pessoa e via a máquina por dentro funcionando e diz: "Esta no coração." Ele não entendia nada. Ele era analfabeto, não entendia nada de de nada, mas ele enxergava tudo. Então ele tem até um livro que ele dita, eu disse dita. Por quê? Porque como ele tinha dificuldade com a escrita, aí não poderia escrever. Em que ele relata uma mulher desencarnando, olha, chegou um espírito, aconteceu isso, agora ela tá assim. Então ele vai descrevendo todo o fenômeno desencarnatório numa numa coisa bem assemelhada ao que acontece no livro Obreiros da Vida Eterna, aonde eh André Luiz faz cinco relatos nesse sentido. H esse rapaz, o Andrew Jackson Davis, foi muito usado em circo, em tudo, porque ele era muito pobre. Depois é que ele vai se desembaraçando disso, até estuda, sabe? depois aprende a ler, tem
sentido. H esse rapaz, o Andrew Jackson Davis, foi muito usado em circo, em tudo, porque ele era muito pobre. Depois é que ele vai se desembaraçando disso, até estuda, sabe? depois aprende a ler, tem uma vida até um pouco mais confortável, mas ele a sua primeira parte na roça, ele era bem usado pelos espertalhões e e ele eh já alfabetizado e ele ele tem alfabetização tardia, né? Mas ele com 20 e poucos anos já tinha se alfabetizado. E ele já alfabetizado na na sua agenda, ele escreve nela um texto que num determinado dia ele acordou com um espírito falando com ele. O espírito diz: "Irmão, um bom trabalho foi começado. Olha que surgiu uma prova viva ou uma demonstração viva." Então esse esse texto ele anota na agenda dele, disse: "Olha, hoje aconteceu alguma coisa no mundo porque mandaram esse aviso e eu anotei. Era dia 31 de março de 1848, o dia em que começam as manifestações das irmãs Foxes. E aí, eh, esses fenômenos eles se multiplicam no mundo nessa década, a década de 1848. a 1858, aí Kardec já estava por dentro publicando o livro dos espíritos. É uma época de intensa atividade mediúnica em vários lugares do mundo e ninguém sabia o que fazer porque pipocava fenômeno mediúnico para todo lado. Era o período das mesas girantes, é o período de Andrew Jackson Davis, é o período em que os shakers eh estavam ainda mais eh presentes nesse processo. Eles começam em 1837. Mas eles continuavam existindo. Então, havia manifestações mediúnicas em vários lugares e tudo isso levava a uma sensação de que, meu Deus, o mundo está passando por uma grande revolução. Sim, era a chamada, era a chamada invasão organizada que acontecia nesse período, promovendo toda uma grande transformação na nossa história. Nós não teríamos mais a mesma realidade de antes, porque o mundo não teria mais o desconhecimento das coisas espirituais. A segunda metade do século XIX seria marcada por fenômenos de materialização. Eusapia paladino, eh, também Daniel Dunglas Home, que fazia coisas incríveis de mediunidade,
mento das coisas espirituais. A segunda metade do século XIX seria marcada por fenômenos de materialização. Eusapia paladino, eh, também Daniel Dunglas Home, que fazia coisas incríveis de mediunidade, eram os grandes investigados desse período, fazendo com que materializações impressionantes acontecessem. o período em que aparece Florence Cook na Inglaterra fazendo as materializações de Kate King. Médios de materialização, embora não sejam tão comuns naquele período, ficou um pouco mais comum. E aí você vai ter vários cientistas estudando através de vários médiuns, chegando a conclusões muito interessantes sobre o processo da mediunidade, transformando a história da humanidade para todo sempre, inaugurando assim uma nova fase para a história da humanidade. Perguntas? tivermos perguntas, está na hora de nós respondermos isso. Dou-lhe uma, dou-lhe duas, dou-lhe três. É, não temos perguntas. Então, se nós não temos perguntas, a gente pode então ir para o encerramento da nossa live e a gente completa aqui mais um capítulo do livro O Espírito e o Tempo de Herculano Pires. E podemos voltar a esse conteúdo daqui a 15 dias, quando a gente for estudar agora eh o pensamento de nosso querido Leão Deni no capítulo sobre materialismo e positivismo. Tá bom, querido Rodney, cadê você, meu querido? Vamos encerrar então a live, já que ninguém tem perguntas. Opa, estamos de volta. Eh, só dando um aviso aqui que realmente é a Cris Drux, né, Cristiane Drux e a Ivana estão eh trabalhando já faz um bom tempo aí sobre a o trabalho da conecta espiritismo. Então, elas estão envolvidas até o momento, pediram desculpas aí que não vão poder estar, né, durante a live. Então, eh, realmente, eh, é uma tarefa árdua, mas que trará grandes transformações nessa proposta do conecta espiritismo, tá? Pessoal, quer saber um pouquinho mais, ó, acessa aqui o site, ó, www.conectaespiritismotudojo.com.br. br. E aí você vai visualizar lá qual é a proposta, quem tá lá, qual é o time que tá se formando de grandes expositores e
pouquinho mais, ó, acessa aqui o site, ó, www.conectaespiritismotudojo.com.br. br. E aí você vai visualizar lá qual é a proposta, quem tá lá, qual é o time que tá se formando de grandes expositores e e os conteúdos exclusivos que vão também surgir na TV Conecta Espiritismo. Uma nova forma de apresentar aqui eh essa proposta espiritismo, né, de conectarmos todos nós juntos. Então, Jorge, fiquei muito feliz de de estar junto contigo aqui. Nós que estamos aqui na capital paranaense, eu tô na região metropolitana, um grau a mais, quer dizer, um grau a menos, né? Estamos com frio aqui. Olha, tem uma tem perguntas aqui. Tem pergunta? Vamos lá. Vamos ver. Tem perguntas aqui. Então, vamos lá. Tem uma aqui. Você conhece algo sobre Madame Desperança? Sim, Madame Desperança também foi o Pera, deixa eu deixar você aqui aí. Tá. Eh, Madame Desperanç foi um grande médium, uma grande médium também desse período e foi muito estudada por vários estudiosos, tanto ingleses como franceses e até eh italianos. também tinha eh Alexander Axacov também também eh trabalhou a mediunidade perrança. Ela fazia fenômeno de materialização. Aí aqui nós temos do Paulo Wter que ele pergunta: "Se você imagina que poderemos ter uma nova invasão organizada para uma nova etapa do progresso unidade". Sim. Sim. O espiritismo não pode ser a última, porque tem muita coisa ainda pela frente. No livro Devação do Invisível, dona Ivone fala que existe uma nova invasão organizada que vai acontecer na arte no século agora, no século XX, que vai ser capitaneada por Victor Go e que será o renascimento do bem, porque o renascimento das artes era a arte pela arte. Agora nós teremos a arte belo, pelo bem, não pelo belo, fazendo com que a humanidade enverede por um novo caminho. Então, fala-se que haverá uma chegada eh de espíritos ligados à arte para fazer a mudança. E com relação a novas invasões organizadas, sem dúvida nenhuma. E até vou dizer uma coisa, Paulo. Eh, no livro que é o espiritismo, está dito o seguinte: se algum dia se
s à arte para fazer a mudança. E com relação a novas invasões organizadas, sem dúvida nenhuma. E até vou dizer uma coisa, Paulo. Eh, no livro que é o espiritismo, está dito o seguinte: se algum dia se queimarem todos os livros espíritas, ele se reescreveria. O espiritismo se reescreveria, talvez com outro nome, mas se reescreveria porque está na lei da natureza. Então eu diria o seguinte, que se por algum motivo o espiritismo for destruído ou ele desaparecer, isso não nos deve preocupar, porque eh esse esse essa essa doutrina está na lei da natureza, então ela se reescreve de novo. Foi escrito outras vezes, reescreve de novo. Então ninguém deve temer o futuro das verdades da espírito. Espiritismo pode até ter dificuldade, mas as verdades espíritas não vão ter não, porque isso aí se for preciso vem de novo. Eusapia paladino e as investigações de César e Lombroso. Ah, o Zapé Paladino foi um médium fantástico. Meu Deus, essa mulher era impressionante. Então, eh, sim, César de Lombroso foi o grande investigador da mediunidade dela. Ela materializava com bastante nitidez e ela foi a grande médium do continente e Florence Cook a grande médium na Inglaterra, né, lá na ilha, lá na Inglaterra. E Eusápia foi muito muito estudada. Eh, Alexander Zakov também investigou bastante a mediunidade de Eusápia Paladino. O, o fenômeno dela era materialização. Essa era o dela. O Daniel Dunglas Home, ele não era muito de materialização, ele era mais de levitação, fazia muita levitação, mas não tanto a mediunidade de eh materialização. Osápia, não, ela excretava o ectoplasma, produzia entidades com bastante nitidez, fazia coisas incríveis. E César Lombroso foi um grande pesquisador dela. Ele era um criminalista, era contrária ao espiritismo, era um dos grandes críticos do espiritismo. E um dia ele vai para uma reunião mediúnica e ela materializa a mãe dele. Aí a mãe dele vem e fala com ele. A partir dali, ele ficaria profundamente mexido e começa uma nova história junto ao Espiritismo, em que ele de detrator, de
ão mediúnica e ela materializa a mãe dele. Aí a mãe dele vem e fala com ele. A partir dali, ele ficaria profundamente mexido e começa uma nova história junto ao Espiritismo, em que ele de detrator, de perseguidor, de questionador, se torna um ardoroso defensor e produz muitas obras interessantes sobre eh a mediunidade, a estudando a mediunidade dela e outras que não, outras estudando a morte, né? A crise da morte. A crise da morte é do Ernesto Bano, não é do César Lombroso. Lombroso é que estudava com com Eusapia Paladino, mas o foco dele era estudar imortalidade da alma e reencarnação e perdão, imortalidade da alma e mediunidade. Esse era o foco do do César de Lombroso. ele queria fazer como médico legista que ele era ou perdão, criminalista que ele era, eh, fazer o estudo da criatura humana. Ele fez algumas teorias na época que já estão até como criminalista eh ultrapassadas. Ele ele estudava o o corpo humano e em cima do corpo e dizer que crime que aquela pessoa tinha propensão de cometer, né? Mas ele foi o, talvez, o maior investigador da mediunidade de Eusápia, né? Fez muitas coisas, né, que que foram muito importantes para a construção da ideia da mediunidade no século XIX. Muito bem. Então é, para você ter uma ideia, Jorge, nós, eu falei que tava nove aqui, você tava com 10, né? Agora já tá 7.8, sensação térmica de sete. Como aqui é mais frio do que Curitiba, tá? Eu estou com 7º aqui. Ah, então então empatamos aqui. Bom, minha gente, eh agradecemos então baixou a a participação de de todos. E o interessante é o seguinte, além do nosso espaço do chat, depois que a live termina, você tem a oportunidade de colocar em comentários. A gente tá atento aos seus comentários. Então, durante a sua visitação a esse conteúdo, de repente você pode ter alguma dúvida e pode enviar ali nos comentários a sua o a sua questão, a sua contribuição, que nós estaremos ali atentos e de repente a gente pode pegar a aquela sua colocação, aquele seu comentário já na abertura de um outro programa para que possa sanar
a sua questão, a sua contribuição, que nós estaremos ali atentos e de repente a gente pode pegar a aquela sua colocação, aquele seu comentário já na abertura de um outro programa para que possa sanar as suas dúvidas, tá? OK, combinado? a gente tá atento a tudo que vocês colocam no chat e também nos comentários, mas a gente pede também para fazer aquela caridade virtual que a gente fala aqui, né? Encaminhar paraas pessoas que estão aqui junto aprendendo, ampliando seus conhecimentos. Então é dessa forma que a gente tá estudando online e e confesso para vocês que eu achei bastante enriquecedor, né? Então, a gente tá aqui com a 25ª live. Então, as anteriores, em breve, a gente vai avisar vocês que vai passar tudo integralmente na TV Conecta Espiritismo e aí você pode assistir, inclusive sem nenhuma interrupção às vezes daquelas propagandas que surgem no meio da live, né? Então, nós estamos trabalhando nisso para oferecer para você eh esse novo formato também para você aprender, compartilhar e conversar com o pessoal na sua família, né? Reunir a família para conversar sobre determinados temas, se aprofundar nos estudos e dar oportunidade aqui aos nossos expositores para participarem justamente desse novo dessa nova plataforma que tá se formando, que é a TV Conecta Espiritismo. Tá bom, Jorge? se quiser passar aí para as suas considerações finais que eu geralmente vocês fazem. Eu eu às vezes eu que é bem divertido. Tenho acompanhado algumas lives você com o Álvaro Moters, o professor Severino tava acompanhando que eu tava fazendo teste de transmissão e achei bacana aqui a o jeito que vocês conduzem a live. Ah, pois é. Olha, e minhas considerações finais são só no sentido de a gente não temer, que a gente não tema, porque a nossa civilização ela não está a deriva. Nós caminhamos com uma sociedade cheia de espíritos imperfeitos. E como nós somos imperfeitos, nós cometemos muitos equívocos, mas o governador planetário está atento a tudo, permitindo com que eh haja o melhor aproveitamento possível
heia de espíritos imperfeitos. E como nós somos imperfeitos, nós cometemos muitos equívocos, mas o governador planetário está atento a tudo, permitindo com que eh haja o melhor aproveitamento possível das nossas experiências. Se aquilo que vivemos hoje não se concretizar como sendo a grande mudança, outras revelações virão. Que a verdade nunca morre, nunca morrerá, porque existe uma equipe que toma conta de todas as coisas. A idade média foi um período muito difícil em que se poderia acreditar que o mundo acabaria, cristianismo seria destruído, mas aí está o cristianismo renascido através das várias reflexões modernas que se faz sobre ele, cada vez mais pujante no sentido do entendimento verdadeiro das palavras de Jesus. Então, que a gente não tema o que vivemos hoje e nunca esqueçamos que somos espíritos imortais e que nada pode nos destruir. Maravilha. Obrigado pela mensagem que a gente vai refletir bastante. Bom, gente, um grande abraço e da até daqui 15 dias estamos de volta com mais uma transmissão aqui pelo TV Conecta Espiritismo. Obrigado, Jorge. Um abraço.