Jesus e Saúde Mental | nº 161 – Bondade ou ansiedade?
Websérie | Jesus e Saúde Mental » Apresentação: Leonardo Machado com participação de Ivana Carneiro » Episódio 161 – Bondade ou ansiedade? #JesusESaúdeMental #LeonardoMachado #Espiritismo #SaúdeEmocional #EquilíbrioInterior #Autoconhecimento #PsicologiaEspírita #Evangelho #Espiritualidade #BemEstar #ReflexãoDiária #EspiritismoPLAY *Conheça o EspiritismoPLAY — a sua plataforma espírita digital.* Acesse conteúdos exclusivos: palestras históricas com Divaldo Franco, eventos, filmes, músicas, audiolivros, revista digital e muito mais. 👉 http://www.espiritismoplay.com
Muito bem, vamos começar mais um programa Jesus e Saúde Mental. É uma alegria ter você conosco. Nós est nós temos nos últimos tempos nos debruçado sobre o livro Ansiedade e Felicidade, que eu tive a alegria de escrever e publicar pela Leal. É um tema bastante importante porque ele foi escrito de uma forma terapêutica. Obviamente, quando a gente fala terapêutica, não substitui a terapia tradicional com o psiquiatra, com o psicólogo, com as terapeutas, eh, em geral, mas nos ajuda a aprofundar algumas questões, eh, relacionando à saúde mental positiva, uma área da ciência, da da ciência psíquica com o Evangelho de Jesus na tentativa de trazer reflexões para ajudar na diminuição das nossas ansiedades, não só a ansiedade, digamos, patológica, mas a ansiedade nossa do nosso dia a dia. Então, como tem sido de prach, eu queria convidá-lo a fechar os olhos para podermos então juntos agradecer a Jesus a oportunidade da reencarnação. agradecer ao nosso mestre querido a oportunidade de termos o evangelho como bússola, como um roteiro que nos dá diversos direcionamentos em diversos pontos da nossa existência. Muito obrigado, mestre, por ser exemplo vivo para nossa humanidade e para nós outros. nos ilumina nas inspirações de hoje, mas especialmente ilumina aqueles que nos procuram a partir dessa programação. Aqueles que conseguem sentir a autenticidade do nosso coração nas falas que propomos. que as suas casas, que seus lares, que os seus afetos possam ser iluminados neste momento e que as nossas palavras sirvam não apenas para um conhecimento intelectual, mas de alguma forma para uma reestruturação emocional. Reestrutura, Senhor, as nossas emoções. Possamos seguir a nossa trajetória das trevas, chegar à luz. Fica conosco hoje e sempre e que assim seja. Então, como vocês estão vendo, hoje, graças a Deus, nós não estamos sozinhos do ponto de vista físico. Temos a grata satisfação de ter a nossa amiga Ivana Carneiro. A Ivana, ela tem uma ampla experiência, não só no espiritismo, como
oje, graças a Deus, nós não estamos sozinhos do ponto de vista físico. Temos a grata satisfação de ter a nossa amiga Ivana Carneiro. A Ivana, ela tem uma ampla experiência, não só no espiritismo, como trabalhadora espírita, que é aqui da mansão do Caminho, mas também como filósofa, né, doutorado na área, professora de filosofia, mas também terapeuta eunguiana. Então, ela consegue ter uma ampla experiência de conceitos, mas também de contato com a dor humana. Por isso, Ivana, nós agradecemos você estar aqui conosco. E a ideia hoje, né, Ivana, é que a gente possa se debruçar num capítulo desse livro em que nós falamos sobre bondade ou ansiedade. Tomamos como, digamos assim, um ponto de partida a parábola do samaritano, também chamada de parábola do bom samaritano. E aí, a partir daí, vamos fazendo algumas análises sobre bondade e ansiedade. E aí eu queria já começar com essa questão para você, né? É um ponto que a gente bate muito nesse capítulo, é qual é a diferença entre ansiedade de evoluir e uma bondade madura? Porque existem momentos em que o desejo de ser melhor deixa de ser uma virtude e passa também a ser a ser uma fonte de sofrimento. Como é que a gente pode então identificar esse momento de transição? um desejo de evoluir saudável para construir uma virtude e um desejo de evoluir que acaba gerando um sofrimento, né? Como é que a gente pode identificar se estamos agindo pela culpa ou mais eh por uma compaixão, por uma autocompaixão? Hum. Eu quero dizer da alegria de estar aqui com você e agradecer por isso, por ter pelo seu convite e que nós possamos de alguma maneira falar sobre um assunto que é tão importante hoje, né? Considerando que a ansiedade é um problema que, especialmente depois da pandemia tomou uma dimensão absurda, né? Hoje são, aproximadamente pela OMS 301 milhões de pessoas sofrem de ansiedade. Então o Brasil é o país que mais vende ansiolítico e antidepressivo, né? Então é realmente algo que que nos toca diretamente. Eu acho também que é interessante a
ilhões de pessoas sofrem de ansiedade. Então o Brasil é o país que mais vende ansiolítico e antidepressivo, né? Então é realmente algo que que nos toca diretamente. Eu acho também que é interessante a gente falar que ansiedade não é uma doença, não é? Não é uma coisa patológica, ela pode se tornar. E eu achei muito, esse seu livro é maravilhoso, Léo. Esse capítulo é especialmente eh reflexivo, né, por todas as as nuances que você traz. E essa pergunta sua é fantástica, porque nós em muito em muitos momentos já temos a ansiedade normal do dia a dia, não é? E aí nós vamos pegar esse modo de vida nosso e vamos levar também paraa nossa formação espiritual, para nosso processo de evolução, não é? E a gente precisa entender que a ideia não é ser santo hoje, não é ser perfeito hoje. A ideia não é essa, né? Não ponhais a candeia debaixo do alqueir, eu acho que é bem isso. A gente precisa entender que nós não somos, como eh tá bem colocado no seu texto, uma visão cardeciana, né? Nós não somos perfeitos, nós somos, como diz Bezerra, fazendo uma síntese de tudo isso, perfectíveis. Então, dentro dessa questão, nós precisamos entender que estamos num processo evolutivo. E dentro desse processo evolutivo cabem muitas coisas. E é preciso que a gente não desenvolva um uma perspectiva de cobrança excessiva para nós sermos perfeitos, para nós sermos bons. Bom é Deus, não é? Nós estamos num processo de construção, de autoconhecimento, e isso vai nos levar certamente mais adiante para essa ideia de um ser melhor, né? Mas é um processo evolutivo. A perfeição absoluta, ela pertence a Deus, né? Bom é somente o Pai. Lá no livro dos espíritos, nas questões 115, 919, né, Kardec vai descrever esse progresso moral que ele ocorre gradualmente por múltiplas experiências existenciais. Então, a evolução, a evolução é um processo, não é um estado. E onde é que surge o problema? Ansiedade espiritual nasce quando nós queremos transformar esse ideal que a gente tá buscando de perfeição em uma cobrança excessiva, né?
é um processo, não é um estado. E onde é que surge o problema? Ansiedade espiritual nasce quando nós queremos transformar esse ideal que a gente tá buscando de perfeição em uma cobrança excessiva, né? Quando a gente transforma a nossa consciência em culpa, quando a gente acaba transformando a nossa caridade em autoexigência moral, né? E isso é tão excessivo que a gente acaba se distanciando do que realmente importa, que é caminhar no sentido de ir buscando um processo de melhoria que é gradativo, né, e que vai acontecer aos poucos, não tem jeito. Eh, a Joana de Angeles, ela até fala, né, como a gente acaba desenvolvendo uma culpa neurótica e fica o tempo todo. eh, buscando e se arrependendo porque a gente não cresceu o suficiente, porque a gente não é bom o suficiente. E aí acaba que a gente coloca a candeia debaixo do alqueir porque a gente fica esperando um momento especial pra gente fazer algo especial, né? Quando nós formos perfeitos, quando nós soubermos mais sobre o espiritismo, quando nós pudermos estar com mais tempo para fazermos eh algum tipo de trabalho na seara do bem, enfim, essa condição ideal não vai existir. Então, a gente precisa equilibrar isso e tentar transformar, né, a oportunidade em atividade efetiva. >> Pois é, Vana. O ideal espírita, a ambição espírita, a ambição do cristão espírita não deixa de ser a perfeição, né? Nós temos um trabalho de desenvolvimento interior que chamamos de evolução a partir da ferramenta da reforma íntima. E essa reforma íntima que utiliza-se do autoconhecimento nos levará a uma perfeição que nós sabemos que é uma perfeição relativa, porque a perfeição absoluta é só Deus. Como muito bem você lembrou, Jesus faz essa diferenciação quando ele chama bom só o meu pai. E aí um dois pontos que eu queria levantar nessa tua fala daqui inicial é assim. Quando nós ficamos muito apressados, é um sinal, né? A pressa excessiva, constante não significa que nós não possamos fazer as coisas, digamos assim, mais rápidas. Cada um tem o seu tempo.
al é assim. Quando nós ficamos muito apressados, é um sinal, né? A pressa excessiva, constante não significa que nós não possamos fazer as coisas, digamos assim, mais rápidas. Cada um tem o seu tempo. Tem pessoas que são mais ágeis mesmo do ponto de vista mental, do ponto de vista de atividade, são mais proativas, não é isso, mas é uma questão de uma sensação de urgência. constante, mesmo que seja para ajudar o outro, mesmo que seja para evoluir, porque essa sensação de urgência constante, ela nos fala muito mais de um perfeccionismo do que isso que você colocou bem do Dr. Bezerra, de perfectibilidade que visa atingir a perfeição relativa. O perfeccionismo, eu gosto de caracterizar assim para que os espíritas entendamos, é a perfeição antes do tempo, então é a perfeição apressada, então é a perfeição sem paciência. E uma perfeição sem paciência acaba não sendo perfeição, é um perfeccionismo. E essa é a é uma perspectiva que ajuda a gente diferenciar, né? Porque é natural que nós sintamos empatia pela dor do outro, mas paralisar com a dor do outro é um outro sinal dessa pressa. Porque veja, eu fico com pressa de evoluir, fico com pressa de as pessoas evoluírem e eu acabo, digamos assim, sofrendo muito duplamente por mim, pela minha sensação de impotência que eu não consigo lidar e também pela perspectiva do sofrimento do outro. Aí eu sofro demais com o sofrimento do outro. Eu tenho visto assim, Ivana, e queria também levantar esse ponto aqui pra gente conversar. Eh, assim, muito vinculado a isso, o medo e a dor que a sensação de impotência traz, né? Muitas vezes nós nos sentimos impotentes e isso gera uma angústia muito grande. E eu tenho ficado pensando assim que às vezes a sensação de impotência é um remédio para antiga ilusão prepotente de onipotência que muitos de nós carregávamos em outras reencarnações. Então, queria repetir a sensação de impotência que muitas vezes nós somos levados a sentir na atualidade. Porque às vezes no passado a sensação de impotência era combatida com o quê? Com
eencarnações. Então, queria repetir a sensação de impotência que muitas vezes nós somos levados a sentir na atualidade. Porque às vezes no passado a sensação de impotência era combatida com o quê? Com mais destruição. A sensação de impotência, vamos supor, alguém tirava a vida de um familiar, isso dava uma sensação de impotência. O que que se fazia? vingança com homicídio, com a matança. Então, hoje no jornando ir pelo caminho da destruição, já não estamos desejando pelo caminho da vingança, então ficamos numa sensação de impotência e sem saber o que fazer com ela. E aí eu queria propor que essa sensação de impotência aliada a um desejo de não vingança, a um desejo de amor, a um desejo de agir corretamente, é o justamente o remédio que nós precisamos para a antiga ilusão de prepotência onipotente que muito de nós víamos. Por exemplo, quando eu vou lá e eu cometo no passado um homicídio, não deixa de ser o meu psiquismo tendo a ilusão prepotente de que se eu matar o outro, eu resolvo o problema. E hoje, com a visão espírita, nós entendemos que não. E aí vem a sensação de impotência para esperar que o caminho da justiça divina se efetue dentro da intimidade de cada um. Por que tô dizendo isso? Porque na bondade patológica eu não consigo me sentir impotente. Na bondade madura, eu entendo que a impotência faz parte justamente da humildade de compreender que todos somos filhos de Deus. Tudo obedece um caminho de Deus e, portanto, o Pai é quem sabe eu sei muito pouco. Faz sentido, Ivana, essa perspectiva também para você? muito, Léo. Eh, quando fala da questão do perfeccionismo, né, começando lá, eh, a perfeição, essa perspectiva, ela pode virar um vício. Tem até um livro da Mariona, o vício da perfeição. Eu acho ele bem interessante, porque ele vai falar sobre isso e do quanto isso é é nocivo para nós, né? E aí, como você fala dessa sensação de de impotência, né? E como a gente não pode voltar ao passado, isso pode gerar uma culpa tóxica, né? E a gente acaba caindo de
uanto isso é é nocivo para nós, né? E aí, como você fala dessa sensação de de impotência, né? E como a gente não pode voltar ao passado, isso pode gerar uma culpa tóxica, né? E a gente acaba caindo de novo nesse nessa perspectiva. E isso pode nos levar, se a gente fica o tempo todo no passado e nesse sofrimento, uma depressão, né? Enfim, eh eu lembro muito de Joana aqui quando ela disse que nós somos herdeiros de nós mesmos. É, e aí é preciso entender o que isso significa com profundidade, né? E aí a gente vai chegar um momento em que não há mesmo o que fazer. Então é preciso que a gente prossiga a partir dali, né? E aí é preciso ter muita atenção para que essa virtude não vire um sofrimento, não é? que vem a ideia da gente diferenciar com clareza quando a pergunta deixa de ser: "Como eu posso ajudar?" E passa a dizer assim: "O que isso diz sobre mim como pessoa boa?" Não é como pessoa que quer ser perfeita? E aí deixa de ser uma questão ética, uma questão espiritual, uma questão do processo evolutivo. E você passa a se identificar e é uma identidade que a gente efetivamente ainda não tem maturidade para ter. Então, é também preciso entender isso. E aí me faz pensar na ideia da culpa e da compaixão, né? Porque é preciso que a gente tenha atenção para não focar no erro, não ficar se autocondenando, porque com certeza isso vai gerar ansiedade. Essa ansiedade vai gerar necessidade de controlar o que a gente não pode, não é? Então, quando a gente pensa na ideia da compaixão, a gente vai no foco no sofrimento, tá? O sofrimento ele faz parte da nossa condição humana e a gente tem várias formas de lidar com o sofrimento, que é se colocar no papel de vítima, ficar na culpa tóxica e aí ir para essa neurose danosa e ficar se sentindo e potente e sofrendo. ou a gente assumir a responsabilidade que é nossa, que é do nosso processo de de perfectibilidade, tentar regular esse nosso lado emocional e buscar ter cuidado com as coisas, não é? Emanuel, ele fala que a caridade verdadeira não inquieta, ela pacifica,
é do nosso processo de de perfectibilidade, tentar regular esse nosso lado emocional e buscar ter cuidado com as coisas, não é? Emanuel, ele fala que a caridade verdadeira não inquieta, ela pacifica, né? Então, é preciso que a gente pense nessa perspectiva da dessa possibilidade da gente eh encontrar equilíbrio dentro da nossa realidade atual. Eh, e Jung fala também uma coisa interessante, ele fala dessa, quando a gente tá nesse movimento da perfeição, né, desse, eh, dessa ideia que você falou, de se sentir eh buscando, né, e impotente, ele fala de uma inflação do ego e a gente tem que ter muita atenção com isso, porque meio que já é uma característica nossa, né, eh, se inflacionar. Então, se a gente fica com ego inflado, o que é que acontece? Você acaba não deixando que sombras, que são características nossas, sejam pensadas, sejam vividas e sejam melhoradas. Porque eu acredito que a gente tem aqui um processo de transformar vícios em virtudes, né? E quando a gente efetivamente olha paraas nossos para os nossos vícios, para as nossas sombras, eu acho que essa sensação de impotência ela vai diluindo, porque a gente vai percebendo assim: "Olha, eu realmente estou dentro desse processo evolutivo, como você bem coloca no seu texto falando da da escada, você faz uma uma metáfora bem interessante, né? Porque a gente não evolui, né? Mas aí a gente vai fazendo o quê? a gente vai subindo os degraus, né, no processo evolutivo. E aí a gente tem a escada, você coloca o andar, é o nível evolutivo, a escada é esse esforço pessoal que a gente faz, né? E os degraus são as experiências que a gente vai fazer, vai tendo, né? E elas vão nos transformando em pessoas mais maduras e em e vai direcionando pro nosso processo evolutivo, né? O espiritismo não fala em evolução. O espírito não desaprende virtudes, né? Não há uma evolução. Mas a gente precisa entender que às vezes a gente tem quedas, às vezes a gente tem o comportamento, vamos dizer assim, inconsistente, não desejado temporariamente, que isso também faz
há uma evolução. Mas a gente precisa entender que às vezes a gente tem quedas, às vezes a gente tem o comportamento, vamos dizer assim, inconsistente, não desejado temporariamente, que isso também faz parte do nosso processo, não é? e que a gente precisa >> adequar para buscar melhorar nesse sentido, né? >> É verdade. Essa metáfora que você se refere, eh, eu aprendi, Vana, com um espírito psiquiatra, assim, que foi psiquiatra, que de alguma forma eh me ajuda, ele escreveu uma mensagem amplificando isso daí. E aí eu coloquei o que eu entendi da mensagem que ele escreveu, psicografada. Eh, e o resumo é esse, né, assim, a evolução consolidada, o estágio evolutivo consolidado é o andar, primeiro andar, segundo andar, né? A escada seria esse esforço que a gente tá passando e os degraus, as experiências, né? Aí às vezes às vezes fica assim, sei lá, a gente vê o livro Voltei do Irmão Jacó ver os livros dos mensageiros, o filme Os mensageiros e vê assim, poxa, trabalhadores que faliram, poxa, como é que ele ele evoluiu? Não, ele tava na escada, ele tava entre o primeiro e o segundo andar. Se ele tivesse conseguido subir os degraus de forma adequada, aí ele teria consolidado um novo patamar evolutivo, ou seja, teria chegado no outro andar, mas como não conseguiu, vem a falência, ou seja, vem a queda, não a queda para antes do que ele tava, paraa queda do andar que ele já estava antes de reencarnar. Então, acho que essa é uma metáfora interessante que o Loureiro me apresentou e eu tentei, digamos assim, colocar com minhas palavras aí no livro para entender esse mecanismo evolutivo, né? que é outro nível de ansiedade também que as pessoas eh apesar de serem espíritas, às vezes a gente guarda nossas visões, muitas vezes guarda nossas visões de outras eh religiões, né, de outras explicações. E é um medo, digamos assim, por exemplo, em outras vidas, nós tínhamos em outras existências tínhamos aquela ideia, poxa, eu fiz tudo bem, fiz tudo bem, mas na hora H, no finalzinho, o diabo pode vir
E é um medo, digamos assim, por exemplo, em outras vidas, nós tínhamos em outras existências tínhamos aquela ideia, poxa, eu fiz tudo bem, fiz tudo bem, mas na hora H, no finalzinho, o diabo pode vir me tentar e me pegar, né? Então não importa muito o que eu faço, eu fico muito vulnerável. E podemos cair no outro lado, que seria uma sensação de invulnerabilidade. Aí a onipotência é o erro, é a inflação do ego que você colocou, essa ilusão prepotente da onipotência, de vulnerabilidade, que não é o caso, mas também entender que é um processo, né? Não é assim, você não vai eh voltar para um uma coisa pior. Mesmo quando a gente fala de exilados de capela, daqui a pouco exilados da terra, uma pessoa, a Ivana ansiosíssima viu sobre esse ser exilado da terra, ela ficou angustiada, meu Deus, eu vou ser exilada da terra. Só que ela é super boa, só que ela é boa demais, entendeu? Ela guarda essa ansiedade eh de bondade assim. E ela, então é interessante a gente manejar e ver como pode às vezes interpretar de forma negativa, né? Aí eu acho que a parábola do samaritano ela dá alguma uma alguns exemplos bons para esse ponto que a gente tá se detendo mais hoje. A próbula de samaritano tem aquela ideia de que o samaritano deu uma parada, ajudou o caído, né? E continuou. Então queria te perguntar assim: o que a parábola do samaritano nos ensina? sobre o equilíbrio entre ajudar o outro e cuidar da própria existência, cuidar das próprias questões, porque o samaritano continua, ele vai lá, ajuda, ele sai, ele sai da rota dele, mas foi uma saída de rota temporária, ele depois volta pra rota porque ele tinha as questões dele também. Nossa, eh, de novo, parabenizando seu texto. Eu adorei o texto. Eh, essa perspectiva do samaritano, ela é fantástica, porque o samaritano não é ali o modelo de altruísmo extremo, ele é o modelo de saúde espiritual, né? Ele faz três coisas que são importantes. Ele interrompe o caminho, como você pontuou, ele ajuda efetivamente, ele volta à própria vida. Então ele não
o extremo, ele é o modelo de saúde espiritual, né? Ele faz três coisas que são importantes. Ele interrompe o caminho, como você pontuou, ele ajuda efetivamente, ele volta à própria vida. Então ele não abandona o destino dele. Isso é muito importante, porque há um desvio de rota, né? Vamos pensar assim, em Jerusalém como ideal espiritual, em Jericó como mundo concreto e nesse homem ferido que fala da nossa vulnerabilidade humana e a estrada como sendo a existência, né? Então o samaritano ele vai representar lá consciência ética que tá integrada. Ele não ignora o sofrimento do outro, né? ele tem eh mais do que empatia, porque na empatia às vezes você se eh compadece com o outro, mas fica ali no processo, na compaixão, que é o que ele vai fazer, ele ajuda, mas segue o seu caminho, não é? Eh, porque é importante a gente não se identificar com o arquétipo do Salvador e e ter muito cuidado com isso, né? Porque eh compaixão não é fusão emocional, né? Você ajuda sem sequestrar o destino do outro. Então o ansioso dentro dessa perspectiva que você tá trazendo, ele ficaria preso no hospedaria, não é? Eh, ele seria, sei lá, pensaria na síndrome do Salvador. Não, ele tem, não é uma ideia salvacionista. Ah, se eu não tiver, ele não vai conseguir. Meu Deus, eu preciso agora. Eu não posso ir embora sem deixá-lo. Não, você dá o peixe, não é dar o peixe sem ensinar aqui que nós somos capazes de pescar, né? Então é com a ideia da compaixão, você desenvolve assim: "Olha, você consegue, eu te apoio enquanto necessário, né?" Então a compaixão é a ideia de desenvolver autonomia, o salvacionismo vai criar a dependência e ele não faz isso. E e eu acho bem legal porque eh aqui a gente precisa ter alguns cuidados dentro dessa perspectiva, etc. traz lá para que a ansiedade ela não prejudique também quem tá ajudando, né? Porque a ansiedade ela vai buscar sempre previsibilidade, né? Então você pode querer controlar a vida do outro, ficar preso na vida do outro, ficar interferindo na vida do outro, né? E aí eu me lembro de Manuel
nsiedade ela vai buscar sempre previsibilidade, né? Então você pode querer controlar a vida do outro, ficar preso na vida do outro, ficar interferindo na vida do outro, né? E aí eu me lembro de Manuel Flamengo de Miranda que ele vai descrever obsessões afetivas exatamente assim, né? é um vínculo baseado em posse emocional. Você é especialista nele? Eu só sou uma leitora iniciante, mas assim, eu acho que tem essa questão, né, da gente ter o cuidado para que a gente não pare a nossa vida, né, e acabe adoecendo, até porque essa ansiedade também prejudica quem tá ajudando, né? E eh não siga com o nosso caminho, né? Eh, assim, acho que essa ideia é você ajudar, mas você seguir. Isso é a bondade madura, não é? Eu não fico presa no processo, eu vou adiante, eu eu sigo a minha vida, eu ajudo no que é preciso, né? E e eu acho interessante porque eh Jesus quando ele fala na parábola, ele mostra que os outros não tiveram essa compaixão, né? Mas ele diz: "Olha, ele teve a compaixão, mas ele seguiu a vida." Ou seja, segue tua vida, ajuda, mas não fica preso nesse ideal de bondade, nesse ideal de perfeição, porque você precisa seguir e continuar andando, né? Continuar a sua caminhada existencial. Esse é o processo. >> É importante, é importante lembrar que o samaritano é colocado pelo próprio Jesus na conclusão de que foi o exemplo daquele que amou o próximo de forma mais ideal, né? ele é colocado como realmente um protótipo, como um ideal, como um símbolo. Então, se Jesus tá colocando que a atitude do samaritano é uma atitude ideal de amor ao próximo, é importante a gente levar isso em consideração, não só a história, porque a gente às vezes fica preso na história, em decorar a história como foi, né? E esquece dos simbolismos e ele coloca isso é o ideal. Então, nessa perspectiva também é interessante, o samaritano não deixou de fazer as coisas assim, ele fez muito, né? Ele fez algo a mais, desviou a própria rota, foi lá no na hospedagem, pagou a hospedagem, ainda falou assim: "Olha, o que você gastar
samaritano não deixou de fazer as coisas assim, ele fez muito, né? Ele fez algo a mais, desviou a própria rota, foi lá no na hospedagem, pagou a hospedagem, ainda falou assim: "Olha, o que você gastar mais, o que gastar mais com ele na volta eu pago". Ou seja, ele fez bastante coisa, né? Porque muitas vezes quando nós queremos eh ser bom, isso é muito primeiras que isso, assim, querer ser bom ruim, né? Querer ser bom é um sinal de que a gente tá saindo de um nível de psicopatia, um nível de narcisismo extremo e querendo ver o outro. Agora é como calibrar essa bondade que aí é a maturidade que vai nos dando a partir da experiência reencarnatória. Então muitas pessoas ficam com medo, não, mas eu não vou fazer nada, vou lavar minhas mãos. Não, o samaritano não lavou as mãos. E o samaritano não só tirou da da rua e levou paraa hospedagem, ele fez muito mais. Ele pagou, ainda falou assim: "Se tiver mais algum gasto, eu volto na minha volta eu pago." Há também aí um exemplo de confiança, né? É porque nas entrelinhas do samaritano, vê, existe a confiança do samaritano no na pessoa que tava caída, assim, o caído não tava, ele não tava preocupado em ele, o samaritano não estava preocupado em o caído enrolá-lo, né? Que é outra coisa. Não vou fazer o bem não, porque podem estar me enrolando. Veja assim, o outro é que tem um problema dele assim, né? Faça a tua parte sim. E realmente, se você tá percebendo que essa tua parte tá sistematicamente servindo para uma enrolação, aí sim, aí você estaria sendo conivente para com a dependência. Mas deixar de fazer para se prevenir de alguma enrolação a priori, aí às vezes não é bem o caso. Você tem que fazer, digamos assim, a sua parte. como a sua parte vai ser recebida, já vai ser um outro um outro ponto a discutir, né? Ele também confia no cara, na pessoa do hotel, do dono da hospedaria, né, que não vai ter, digamos assim, nenhum tipo de trambique em relação à à quantidade de dinheiro. Então, acho que também fala aí nas entrelinhas da confiança, que para
hotel, do dono da hospedaria, né, que não vai ter, digamos assim, nenhum tipo de trambique em relação à à quantidade de dinheiro. Então, acho que também fala aí nas entrelinhas da confiança, que para sairmos de uma bondade de ansiedade que envolve controle, né? Você falou assim, a obsessão por posse, então tem controle. O controle não confia. O controle faz com que a gente cheque, cheque, cheque, faça checagem excessiva. E a confiança é justamente o oposto da checagem, né? A confiança é dar um voto, né? Eh, fiançar, né? E acreditar, como disse esse psiquiatra assim numa mensagem, acho interessante, acreditar é colocar crédito na contabilidade divina, né? Acreditar. Quando você vai passar pelo você é professora universitária, sabe? tem um processo de acreditação. Acreditação é quanto de crédito dá para se colocar, dá para se acreditar na pós-graduação. Aí então acreditar é colocar crédito em algo, na poupança de algo. Acreditar no caso da fé é acreditar, colocar algo de de de confiança na contabilidade divina. Então acho que essas entrelinhas também dessas meandras assim de como o samaritano agiu nos fala também de como a gente pode sair da ansiedade mais patológica de um controle que seria a bondade controlada de controlar e essa bondade madura que confia. Confia na ajuda. Primeiro confiou no terreno do coração do do do caído na rua. Não ajudei, fiquei vendo assim, como é que vai ser o resultado da minha ajuda, será que o cara vai mudar de vida ou não? Será que ele vai ser grato ou não? Confia. Fez a parte dele, confiou na no dono da hospedagem. Ou seja, é um outro um outro ingrediente, né? Confiança ter um ingrediente para essa bondade mais madura, né? É interessante porque em geral nós estamos vivendo um processo tão difícil em que a gente desconfia de tudo e de todos, né? E às vezes eh a gente tem medo de ajudar e está ali proporcionando algo que vai ser ruim até pra pessoa. E eu sempre quando essas coisas acontecem, eu penso que bom, o que importa é a intencionalidade. Se a
ezes eh a gente tem medo de ajudar e está ali proporcionando algo que vai ser ruim até pra pessoa. E eu sempre quando essas coisas acontecem, eu penso que bom, o que importa é a intencionalidade. Se a sua intenção é boa, ok. Se o outro tá se aproveitando disso, isso é responsabilidade dele, não é como nós falamos, nós somos herdeiros de nós mesmos. E eu acho que o que fica sempre à vista é qual é a sua intenção com aquela atitude, tá? Né? Como eu vejo? >> O Ivana, tem um outro ponto que eu queria levantar que assim, eu até coloquei, foi uma professora minha de psicanálise que ela achei muito boa, ela era muito didática e ela falou assim: "Olha, tem muita gente que é devedor perpétuo e outros que são credores perpétuos". Devedor perpétuo é aquele que acha que tá com dívida com todo mundo, com o mundo sempre, né? Nada o que que ele faça vai tirar a dívida dele, porque o que ele fez sempre foi muito mal. E o criador perpétuo é ao contrário, aquele cara, aquela pessoa que acha que todo mundo deve para ele, né? Então o criador perpétuo tá sempre insatisfeito e o devedor perpétuo também, mas por motivos diferentes. O devedor perpétuo geralmente se sente vitimista, assim, né? eh eh no sentido assim de de ele se vitimiza por excesso de culpa. Ele sente tão culpado que ele se sente vítima, ele se sente insatisfeito. E o credor perpétuo, ele se vitimiza porque os outros é que devem para ele, né? Então é uma uma vitimização até mais difícil de lidar. Era um pouco fica um pouco mais chato, né? Você lidar com alguém que se vitimiza completamente o tempo todo, é insaciável. Acho que esse é um ponto interessante também pra gente poder abordar o que que você acha. >> Eh, é interessante porque a gente tem que ter muita atenção e é bem legal essa perspectiva da sua professora aí e que você sintetizou também, porque é pensar em que momentos nós nos posicionamos como devedores perpétuos, né, em que nunca nós estamos fazendo suficiente, nós temos sempre poderíamos fazer mais, não é? E aí entramos na tal da culpa
ue é pensar em que momentos nós nos posicionamos como devedores perpétuos, né, em que nunca nós estamos fazendo suficiente, nós temos sempre poderíamos fazer mais, não é? E aí entramos na tal da culpa tóxica e paralisamos. Eu acho que o ponto importante do devedor perpétuo é a paralisia. E aí aquilo que a gente falou da candeia de baixo do você não faz porque você fica sempre achando que o que você tá fazendo não é bom e se culpando e você entra no processo de ser o salvador. Isso vai criar uma ansiedade interna que com certeza pode adoecer, não é? Então é preciso ter muita atenção com isso. O credor perpétua, eu brinco dizendo o seguinte, é ele está exercendo o direito dele de culpar outra pessoa, sabe? Então assim, é meio que isso. Não, eu é a vítima eterna, não, eu o outro é o responsável, eu não não sou reconhecido, as pessoas não gostam de mim. Poxa, tudo as pessoas me excluem, né? e fica sempre ressentido e com o dedo em riso para acusar sempre as outras pessoas. Cria uma ansiedade relacional terrível, porque eh todo mundo lhe deve algo, né? Isso é ruim. Isso é muito ruim na nas relações. Eu acho que na nossa perspectiva espírita é bom a gente ter atenção de que a gente precisa seguir nosso caminho. A maturidade moral é você, Kardec bem te escreve isso, é agir no bem, sem servilismo e sem orgulho, né? Então, como é que nós podemos fazer isso, né? como é que nós podemos buscar eh talvez tentar essa ideia de de que a gente tá buscando aí de perfectibilidade e Jesus vai dizer que nós somos perfeitos como nosso pai, né? Que sejamos perfeitos como o nosso pai. E aqui é bom a gente ter um certo cuidado, porque é pensar que naquele momento para aquelas pessoas Jesus não podia entrar em detalhes em dizer que nós não somos perfeitos, que a perfeição é só de Deus e tal. Então ele ele vai direcionar de uma maneira mais fácil, né, para que seja entendida, mas didática mesmo, né? Em que Mas assim, é em que é que consiste essa perfeição, né? Para que nós saiamos desse, dessa vitimização e
direcionar de uma maneira mais fácil, né, para que seja entendida, mas didática mesmo, né? Em que Mas assim, é em que é que consiste essa perfeição, né? Para que nós saiamos desse, dessa vitimização e busquemos a maturidade moral. Ele diz lá eh no Evangelho Segundo Espiritismo, no capítulo 17, amar os nossos inimigos, fazer o bem aos que nos odeiam, orarmos pelos que nos perseguem, né? Então assim, eu acho que se a gente sai desse movimento de culpar e de dever e para para pensar assim, como realmente eu posso melhorar? E e tá tudo respondido, né? O espiritismo é interessante nesse sentido, porque Kardec já respondeu isso com auxílio dos espíritos, tá? Então assim, de fato, se você pensar, não é fácil você amar o seu inimigo mas é aí que entra a grande questão. Porque eu ser boa ou amar aquelas pessoas que me amam e ter o comportamento gentil com quem é gentil comigo, não tem nada de especial. Jesus fala sobre isso, não é? Mas quando você efetivamente reconhece que tem pessoas do seu lado que elas são fenomenais pro seu crescimento, porque elas ajudam você a enxergar a realidade como ela precisa ser vista, a a dialogar com suas sombras, porque as pessoas que nos causam eh constrangimentos, irritabilidade, né, que fazem com que a gente sinta raiva, com que a gente perceba que a gente ainda é uma, não tá no processo evolutivo que a gente achou que estava, ou seja, sai desse orgulho, né, e entende que a gente não deve esperar que o outro seja grato. A gente deve fazer porque a gente acredita que aquilo é o que precisa ser feito. E que essas pessoas que cruzam os nossos caminhos, elas são essenciais para que nós possamos evoluir. Porque se a gente tiver sempre com pessoas que são benevolentes conosco, que são amorosas, há o risco da gente continuar no patamar lá na no mesmo andar, né? Sem buscar ir subindo os degraus. Então, é preciso que a gente lide com o que é diferente, com quem é difícil, porque essas pessoas difíceis, elas mostram para nós também as nossas dificuldades. E aí a gente
car ir subindo os degraus. Então, é preciso que a gente lide com o que é diferente, com quem é difícil, porque essas pessoas difíceis, elas mostram para nós também as nossas dificuldades. E aí a gente prestar atenção se nesse processo eu não estou sendo a devedora perpétua ou a credora perpétua quando eu não quero ir para esse patamar da maturidade moral. Ivana, pra gente evoluindo paraa nossa parte final, eh, tem uma conversa que eu relato aí que eu coloquei que é uma amiga, né, mas foi com Paula que eu conversei sobre evolução e ela falou algo muito bom. Ela ela falou assim: "Ela, o problema é que a gente quer uma evolução pura, né?" Ela falou assim, eu falei: "Po mesmo pá, eu gostei dessa frase, evolução pura, porque a ideia da evolução pura é a ideia da evolução que não erra. Ou seja, se a evolução não erra, não é evolução, já é perfeição. Então, ela é uma coisa contraditória, né? E realmente é esse o nosso desejo, assim, o desejo de ser o ideal hoje. Aí ficamos às vezes no que a gente traz aí o masoquismo do ideal. Eu acho interessante uma história que eu escutei contada por um próprio médico homeopata, eh, e pediatra. E obviamente homeopatia é um tipo de medicina diferente da medicina alopática. A medicina, por exemplo, que eu me formei é a medicina alopática, a medicina tradicional. Se eu for paraa medicina homeopática, vou ter que fazer uma outra formação, né? Vou ter que fazer outros cursos, etc. E muitas vezes são pontos de divergência em termos epistemológicos, mesmos assim, de construção do conhecimento. Isso desemboca em tratamentos bem diferentes. Isso de alguma forma gerava um certo conflito nesse jovem pediatra. E e ele agora já mais idoso, tudo, mais experiente de vida, eh na entrevista que fizeram, uma entrevistadora, né, falava assim: "Ah, mas doutor, você foi pessoa tão boa, me ajudou tanto meus filhos, eu acreditava na homeopatia e o senhor me ajudou". E aí ele foi interessante porque ele deu uma uma exemplificação dele, né? Ele espírita também.
você foi pessoa tão boa, me ajudou tanto meus filhos, eu acreditava na homeopatia e o senhor me ajudou". E aí ele foi interessante porque ele deu uma uma exemplificação dele, né? Ele espírita também. Ele falou assim: "Eu tava no início da minha vida, ficava muito angustiado, né? Porque era como se na cabeça dele prescrever um remédio alopático, um remédio tradicional para uma criança, fosse trair a própria convicção homeopática que ele tinha, né? Então ele e ele via que às vezes precisava, então ele até que ponto?" E aí a entrevistadora contou um continuou conversando e falou assim: "Pois é, teve um fato lá, doutor, muito interessante, porque meu filho estava sofrendo com um ataque de alergia e e eu não queria levar pro hospital porque eu sabia que você levasse tava tão alérgico que ia ter que fazer adrenalina. né? Não queria fazer adrenalina porque era contra o que eu acreditava, tudo. E aí eu tentei ligar pro senhor, o senhor não tava porque foi de madrugada, o médico tava dormindo, né, normal e não tava de plantão, tava em casa. E aí ele, ela tentava ligar até que ele conseguiu atender e ela falou: "Doutor, tava assim na angústia, mas o senhor passou para, eu, eu falei para o senhor como é que meu médico, meu filho, tava e aí eu pude, o senhor analisou e falou assim: "Não, d segurar um pouco mais sem adrenalina". Aí foi fazendo lá os remédios da homeopatia e ele conseguiu tá aí, né? demorou bastante, o menino sofreu bastante diante desse dessa dessa medicação que é mais eh para uma situação menos emergencial, né? Parece que paraa emergência as coisas mais alopáticas elas são mais rápidas, né? Para ter aquele sofrimento. E aí ela tava dando esse testemunho, Evana, para mostrar como ela interpretou aquilo como um testemunho de fé dela, né? testemunho de fé diante da dor do filho, ela mantendo lá a crença. E aí ele muito ponderado, muito sabiamente falou assim: "Pois é, minha filha, você sabe, naquela época eu era muito jovem, estava nesse dilema. Provavelmente hoje eu lhe pedir
la mantendo lá a crença. E aí ele muito ponderado, muito sabiamente falou assim: "Pois é, minha filha, você sabe, naquela época eu era muito jovem, estava nesse dilema. Provavelmente hoje eu lhe pedir para fazer eh a adrenalina, fazer a o corticóide". Porque sabe o que que acontece? Uma vez eu tava nesses dilemas e entrei na reunião mediúnica. O médium não sabia dos meus dilemas internos, das perguntas que eu tava querendo fazer pros espíritos, até que ponto, né, para não ser, digamos assim, exagerado, não ter essa, digamos assim, uma prática profissional puramente perfeita, né? Entendeu? perfeita puramente. E aí não perguntei, mas o espírito, né, a partir do médium falou uma mensagem assim para mim: "É, meu filho, você vai ter que ter cuidado para não cair no masoquismo do ideal". Eu achei essa fala assim do espírito, esse fenômeno, esse relato muito sincero de um médico amadurecido, experiente, que tem as duas vertentes de conhecimento, que aparentemente são duas vertentes que se chocam. E ele conseguiu entender que não se chocam, se complementam. E ele fala assim: "É, hoje eu teria prescrito, hoje eu prescrevo mais a lopatia, porque eu entendi que é preciso sim uma junção, porque senão a gente cai no masoquismo do ideal." Achei fantástica assim, trouxe essa ideia do masoquismo do ideal no livro, mas não me recordo se contei a história. Acho que não contei. Aqui tá contada a história de onde escutei esse masoquismo do ideal, né? que às vezes o ideal seria uma coisa, mas não dá ainda para fazer. Nós estamos no corpo, o ideal seria talvez ter um outro tipo de alimentação do sol, né, para não ferir nenhum tipo de animal, nenhum tipo de planta, mas estamos no corpo e nos dá talvez o corpo, a necessidade biológica nos dá uma mensagem assim, ó, seja um pouquinho mais humilde, seja um pouquinho menos vaidoso, porque você não ainda está no plano da pureza, de viver da energia. Que que tu acha, Ivana, pra gente sintetizar aí nossa conversa? >> Começando por Paula, que eu acho Paula
m pouquinho menos vaidoso, porque você não ainda está no plano da pureza, de viver da energia. Que que tu acha, Ivana, pra gente sintetizar aí nossa conversa? >> Começando por Paula, que eu acho Paula uma fofa, assim, ela tem uma uma forma de ver a realidade. Algumas passagens que você já contou assim dela, que eu acho fantástico, ela tem uma maturidade espiritual muito grande, né? Então, eh, aqui me vem várias coisas. A primeira delas sobre o que você contou, eu lembro de Aristóteles, a ideia do justo meio termo. É preciso que a gente encontre um equilíbrio e isso em tudo na vida. Se a gente conseguisse perceber a importância, né? Ele diz assim: "Tratar os desiguais de forma desigual, na medida da sua desigualdade". E é isso que a gente precisa entender, que desiguais são esses, inclusive pensando eu sou a referência para medir isso e como isso funciona internamente para que eu possa equilibrar essas desigualdades, né? E pensando no no na questão do erro, né? Fazendo a ideia, o erro é didático, só que a nossa sociedade desvaloriza o erro. Isso é um grande erro, não é? Eu lembro também de Thomas Edson quando ele ele descobre a lâmpada, ele está com seu eh discípulo, né, a pessoa que tava ajudando ele a fazer o trabalho e ele tava na na no experimento 699, ia pro 700. E aí o a criatura vira presa assim: "Ah, não acredito. O Senhor vai fazer mais um experimento." Nós já erramos quase 700 vezes. Ele falou: "Não, nós descobrimos 7 699 formas de como não fazer. Isso é muito importante." E ele consegue, né? Então, a gente precisa entender que o erro é educativo, ele é necessário, ele ajuda no nosso processo evolutivo. E aí a gente precisa ter o cuidado quando você fala do masoquismo e do ideal. Porque esse triângulo aqui, ansiedade, culpa e perfeccionismo, assim, eh, perfeccionismo moral, essa culpa excessiva e a hiperresponsabilidade vai desembocar na ansiedade, né? E é, e isso é o masoquismo do ideal, eh, o ideal moral, vamos dizer assim, impossível, né, que a gente tenta a eh
moral, essa culpa excessiva e a hiperresponsabilidade vai desembocar na ansiedade, né? E é, e isso é o masoquismo do ideal, eh, o ideal moral, vamos dizer assim, impossível, né, que a gente tenta a eh buscar, que ainda não nos é possível, como você disse, nós estamos aqui no corpo. Existem eh planetas em que as pessoas levitam. Observe, a gente ainda caminha, então a gente precisa tanta coisa ainda e a gente fica nesse processo desse masoquímo, do teal, de se maltratar. de usar e isso é é um grande risco, né, de você usar isso como um processo. Quer dizer, o ideal espiritual vira um instrumento de autopunição, né, gerando ansiedade religiosa, um escrupulo moral excessivo, uma rigidez psicológica. A gente vai cair na religiosidade neurótica, a gente vai efetivamente se fazer mal. E aí a gente vai fazer o quê? Se eu tenho ser perfeito, né, e moralmente e tudo mais, eu vou reprimir sombra. Isso é muito danoso, porque em algum momento essa sombra vai me tomar e aí vai sair o tiro pela colatra, vai ser muito pior porque eu vou em algum momento ter uma atitude muito excessiva, né? Então eu acho que voltando a essa ideia, é fundamental a gente pensar eh na ideia de Aristóteles lá, sabe que é preciso encontrar os dois meio termo. E eu acho que a gente precisa entender também que a gente não tá, a gente não, o espiritismo não exige de você que você seja perfeito hoje. Ele pede que a gente esteja disposto a melhorar hoje, né? a a estar o tempo todo buscando esse processo de autocrescimento, de autodescobrimento, de evolução. E eu acho que é isso que a gente precisa fazer. Eh, eu acho que a parábola do samaritano também nos dá um ensinamento importante. Ajuda de verdade, mas não abandona a vida. Faz o bem possível, continua caminhando, né? Encontra essa bondade madura. Não é você baixar seu padrão moral. Mas é trocar perfeccionismo por responsabilidade. Perfeição imediata vai gerar ansiedade. O crescimento progressivo, autoacolhimento, isso gera paz, né? E a proposta espiritual não é ser impecável,
l. Mas é trocar perfeccionismo por responsabilidade. Perfeição imediata vai gerar ansiedade. O crescimento progressivo, autoacolhimento, isso gera paz, né? E a proposta espiritual não é ser impecável, é ser cada dia um pouco mais consciente e um pouco mais humano, né? E eu acho que que é isso que a gente precisa pensar. Oi, Ivana, agradecendo, portanto, a tua participação, queria que você pudesse fazer nossa prece final para que a gente possa ato contínuo, encerrar nosso programa de hoje com muita gratidão pelas reflexões. Mestre amigo, agradecemos pela possibilidade da nossa existência, por mais um dia para que possamos buscar não a perfeição, mas o melhor da nossa versão, para que nós possamos crescer transformando nossos vícios em virtudes, buscando cada vez mais seguir o teu caminho para termos de fato a possibilidade de chamá-lo de mestre. Sabemos também que é muito difícil essa caminhada e por isso pedimos sempre, Pai, que esteja conosco sendo o nosso norte, o nosso guia e a nossa possibilidade de força, de termos a certeza que podemos carregar a nossa cruz e caminharmos junto com o Senhor. Que os bons espíritos sempre estejam nos ajudando, nos fazendo enxergar quem somos de verdade, para que possamos trabalhar nossas sombras e nos tornarmos seres humanos melhores.
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