Jesus e Saúde Mental | #138 • Perguntas e Respostas
Websérie | Jesus e Saúde Mental » Apresentação: Leonardo Machado com participação de Sérgio Lopes » Episódio 138 • Perguntas e Respostas #jesus #saúdemental #espiritismo *Conheça o EspiritismoPLAY — a sua plataforma espírita digital.* Acesse conteúdos exclusivos: palestras históricas com Divaldo Franco, eventos, filmes, músicas, audiolivros, revista digital e muito mais. 👉 http://www.espiritismoplay.com
на Sejam muito bem-vindos a mais um programa Jesus e Saúde Mental. Hoje nós iremos fazer respostas em relação a algumas perguntas que nos chegaram e já convido você para também enviar mais perguntas. Eventualmente nós abrimos uma caixinha de perguntas nos histories do meu perfil do Instagram e lá selecionamos, basicamente respondemos sempre todas que chegam. Logicamente são perguntas voltadas ao tema saúde mental e Jesus. saúde mental e espiritismo. Perguntas que podem ser úteis não só para você, mas para as pessoas como um todo, já que os nossos dilemas humanos, eles guardam alguma semelhança, tanto na sua origem quanto também em eventuais soluções. Dessa forma, eh, iremos hoje, com a ajuda do nosso amigo Sérgio Lopes, responder alguma dessas questões. Nós temos percebido que uma das principais ferramentas práticas que Jesus e portanto a sua vida e o seu evangelho nos ensinam para obter algum alívio em nossa saúde mental, mas sobretudo para caminhar em direção à resignação, que por si só é um grande alívio para nosso ser, é justamente a oração. E por isso eu lhe convido mais uma vez a estarmos em sintonia do ponto de vista do pensamento e podermos dizer: "Amado Mestre Jesus, tu nos disseste que onde houvestem duas ou mais pessoas reunidas em teu santo nome, tu aí estarias". É por isso que aqui nós nos encontramos unidos, vinculados em prol de uma causa maior, a causa do amor que vieste trazer à humanidade. Por isso, Senhor, temos a ousadia de pedir a tua presença indireta através dos seus benfeitores amigos para esse momento, para que todas as pessoas que nos escutam e nós mesmos, sobretudo possamos ser inundados com a esperança do teu amor. possamos ser inundados pela presença do otimismo cristão que nos fala de uma vida após a vida, que nos fala de uma existência posterior, na qual, sem nos deixarmos de viver hoje, sem abandonar a vida no hoje, vislumbrarmos também o amanhã. Por isso ilumina essas pessoas que nos pedem ajuda. Aquela mãe com seu filho nos Estados
sterior, na qual, sem nos deixarmos de viver hoje, sem abandonar a vida no hoje, vislumbrarmos também o amanhã. Por isso ilumina essas pessoas que nos pedem ajuda. Aquela mãe com seu filho nos Estados Unidos, aquela jovem com seu corpo com câncer, essas pessoas que nos procuram a partir do Espiritismo, a partir desse programa também abençoando as suas dores e trazendo sobretudo resignação. designação da qual essas visões de esperança, de confiança podem trazer. E nos iluminando, nós te pedimos a permissão para iniciar mais um Jesus em saúde mental com teu santo e divino nome. Que assim seja, Senhor. Muito bem, Sérgio. Todos que nos acompanham aqui já conhecem o nosso amigo Sérgio Lopes, mas para aqueles que estão chegando pela primeira vez, eu gostaria de reapresentá-lo nosso amigo Sérgio Lopes. Ele é espírita, né, de uma família espírita, trabalhador, palestrante, com larga experiência também em livros. E além disso, profissionalmente, ele é médico psiquiatra e também psicoterapeuta na formação da psicanálise e tem ficado aqui conosco já há muito tempo. Eh, analisamos duas obras dele, duas obras de autoria dele, né? Uma obra chamada Código do Monte, muito boa pro sinal, e uma outra obra que ele fez em parceria com a Dra. Vênia e Dr. Décio, chamado cérebro triuno, que também nós analisamos não a obra inteira, mas a parte das leis morais que diz respeito inclusive a um desdobramento de um outro livro que o Sérgio tem, salvo engano, é Leis Morais e Saúde Mental, Leis Morais da vida e saúde mental. Então, Sérgio, seja mais uma vez bem-vindo. Hoje a ideia é que nós possamos eh responder algumas questões, mas passo a palavra para que você possa fazer a tua saudação inicial. É uma alegria muito grande poder estar aqui contribuindo novamente para esse programa Jesus e a Saúde Mental, que serve como um momento de reflexão, um momento de aprofundamento de temas e quem sabe de alívio de angústias para quem possa estar nesse momento interessado em refletir e encaminhar as suas próprias. as questões. Sempre
nto de reflexão, um momento de aprofundamento de temas e quem sabe de alívio de angústias para quem possa estar nesse momento interessado em refletir e encaminhar as suas próprias. as questões. Sempre dizemos, né, que somos bastante limitados para poder abranger totalmente as questões que nos chegam, mas de alguma forma uma pequena reflexão, uma contribuição pode servir como uma semente para expansão de ideias e de compreensões. Então, é uma alegria, Léo, aqui estar contigo novamente nesse trabalho que estamos sendo chamados a realizar. Uma questão inicial diz assim, Sérgio, eh se você, se nós poderemos fazer uma explanação sobre narcisismo na visão espírita. O tema do narcisismo é bastante amplo, né? Porque narcisismo diz respeito a como nós formamos a nossa própria imagem no desenvolvimento da nossa vida. Quando se fala em narcisismo, de imediato, na nossa cultura comum se remete a uma ideia de patologia. Então se fala da do indivíduo narcisista, das personalidades narcisistas, mas é muito importante lembrar que narcisismo ele não é em si patológico. O narcisismo ele é um uma condição em que a partir das relações de espelhamento que nós desenvolvemos no início da vida, nós vamos desenvolver a nossa imagem, a nossa autoimagem. Então, a autoestima ela se estrutura a partir do narcisismo. Um narcisismo bem encaminhado, ele vai gerar autoestima. um narcisismo que ficou mal constituído no início e mal encaminhado na sequência, ele vai desenvolver uma carência que nós então aí então chamamos de uma condição patológica, de um narcisismo patológico. É quando a pessoa então desenvolve aquela autorreferência como um ponto de localização da sua mente em relação aos outros, excluindo o alheio e ficando apenas consigo mesmo numa espécie de um de um enconchamento, de um isolamento, não é? Eh, o Freud lá no no 1914, quando ele estudou a questão do narcisismo, ele fez uma metáfora muito interessante. Ele disse que se nós pegássemos um protozoário, né, ou um organismo unicelular,
, não é? Eh, o Freud lá no no 1914, quando ele estudou a questão do narcisismo, ele fez uma metáfora muito interessante. Ele disse que se nós pegássemos um protozoário, né, ou um organismo unicelular, e esse organismo unicelular ele não aceitasse trocas, ele ficasse apenas eh com a formação dos seus das suas próprias secreções, ele entraria num estado de colapso e morreria muito rapidamente. No entanto, nessa experiência, se esse organismo unicelular ele recebesse do mundo externo lavagens, né, vamos dizer assim, nutrientes permanentes, ele iria se renovando e iria ter uma vida quase que que imortal, né? E isso fala-nos dos das nossas condições, porque para nós nos relacionarmos com o mundo, nós precisamos de fato fazermos uma membrana, vamos falar assim, no sentido simbólico, uma membrana emocional para sabermos o que que é nosso e o que que é dos outros, para que nem tudo que venha de fora seja absorvido por nós. Só que essa membrana, ela precisa ser permeável. Se ela não for permeável, ela for muito rígida, a pessoa fica presa apenas nas suas próprias formações mentais. Isso seria um narcisismo patológico, fazendo com que a pessoa se intoxique com os próprios pensamentos. A pessoa é ela, ela veicula tanto só de si mesma que ao não efetuar trocas, ela se empobrece. No entanto, se o indivíduo, a pessoa, ela consegue organizar trocas satisfatórias, ela mantém a sua integridade enquanto um eu, um self integrado, mas também recebe os acréscimos do alheio. Aqui nessa experiência, por exemplo, nós estamos tendo uma experiência narcísica. Tem dois narcisismos, pelo menos aqui em questão, que é o meu e o do Léo. Enquanto eu tô falando, o Léo tá pensando em alguma coisa e de repente eles ele está aceitando ou, enfim, interagindo nas ideias no pensamento comigo e daqui um pouco ele vai falar alguma coisa que é além do que eu pensei, né, e que foi suscitado pelo que eu falei. Então, é um exercício do narcisismo saudável, porque nós nos somamos a experiência um com o outro.
co ele vai falar alguma coisa que é além do que eu pensei, né, e que foi suscitado pelo que eu falei. Então, é um exercício do narcisismo saudável, porque nós nos somamos a experiência um com o outro. Diferente de dois indivíduos narcisistas que estariam, espero que não seja o nosso caso, estaríamos disputando quem é que sabe mais. Então, dois narcisistas conversando, um fala e o outro, agora eu tenho que falar melhor que ele agora eu tenho que falar melhor que ele e ao invés de integrar a os saberes, invés de somar, fica uma disputa, fica um torneio de de falsos sábios. Hum. Então, como que dentro do espiritismo a gente vê isso? Na nossa trajetória evolutiva, o espiritismo nos apregou a que nós precisamos obedecer a lei do progresso, a lei de sociedade. E a lei de sociedade e a lei do progresso colaboram para o refinamento do nosso narcisismo. A evolução, ela fala de um narcisismo revigorado, renovado, depurado, mais evoluído. E para isso nós encarnamos. encarnamos para trabalhar as nossas mazelas evolutivas, que nós viemos com um egoísmo primário, vamos dizer assim, muito instituído através das reencarnações, com as nossas tendências autorreferentes muito fortes, precisando nos desenvolver através da lei do amor, né, que é uma outra lei natural, né, a lei de amor, justiça e caridade, que é a lei, uma das leis maiores rumo à perfeição moral. Então, o trabalho da nossa encarnação é um trabalho eminentemente em torno do nosso narcisismo, tornando um narcisismo mais depurado. Porque assim, a pessoa que está bem consigo mesmo não é aquela que se despreza, não é aquela que se maltrata. Dentro da visão espírita cristã, nós sabemos que aquela pessoa que gosta de si mesmo, que gosta de si mesmo, que evolui, que tem satisfação, que tem prazer, mas que não se isola, não se retira do mundo e continua integrada com na relação com os outros. Assim, Jesus nos propôs, exercendo ele mesmo, através da sua prática sublime, a experiência de conviver com o humano, tendo se tornado humano, e, a partir daí trazendo a sua
na relação com os outros. Assim, Jesus nos propôs, exercendo ele mesmo, através da sua prática sublime, a experiência de conviver com o humano, tendo se tornado humano, e, a partir daí trazendo a sua grande mensagem que nos deixou e pela qual nós estamos ainda trabalhando e refletindo sobre ela até hoje. ao caro amigo que está nos vendo, cara amiga que não está nos vendo, a programas anteriores. Não saberia dizer qual o número do programa, mas na playlist da TV da Mansão em relação ao Jesus e Saúde Mental, certamente vocês vão encontrar programas em que eu, próprio e o Sérgio Lopes, estivemos falando mais diretamente sobre esse tema, especialmente quando falamos no Código do Monte, eh, sobre a questão da humildade e também quando falamos no cérebro triuno, nas aspectos das leis morais também, também falamos um pouco sobre isso e algumas outras programas, eu falei um pouco, a visão espírita podem ser camadas a mais de reflexão, mas para por hora, eu pegaria esse final que o Sérgio trouxe, eh, a humildade como sendo a princípio, né, a antitese, a antítese da vaidade, né, ou seja, da do narcisismo. São termos que mudam. Você vai encontrar na Bíblia, por exemplo, no livro Eclesiastes, que a gente analisou aqui também no Jesus saúde mental, a palavra vaidade e vaidade como uma certa inutilidade, vaidade como algo que tem um uma autoalimentação. Então, se a gente pensasse na antitese ou na antítese do narcisismo, a gente pode pensar na humildade. Porém, essa é uma antitese, uma antíntese temporária, porque muitas vezes a gente precisa de uma postura, talvez assim, de diminuição de si para poder encontrar uma outra postura que é uma postura realista de si. Mas eh ao longo das nossas encarnações, como fizemos provavelmente alguns que sabem, eh movimentos de expansões excessivas de si, que seria esse narcisismo excessivo de si, eh às vezes precisamos de uma outra antitese, né, que seria essa diminuição de si para encontrar uma síntese, que seria uma humildade que tem vaidade e uma vaidade que tem humildade.
excessivo de si, eh às vezes precisamos de uma outra antitese, né, que seria essa diminuição de si para encontrar uma síntese, que seria uma humildade que tem vaidade e uma vaidade que tem humildade. Ou seja, uma humildade real e uma vaidade saudável, narcisismo saudável que se transforma em autoamor. E a gente pode pensar nisso quando encontramos Jesus, por exemplo, há muito a tese atualmente de que eu não preciso da opinião alheia para viver, né? Esqueça a opinião alheia. Mas isso seria muito bem o que Sérgio colocou, se fechar demais e seria um narcisismo, aparentemente as avessas, mas que não deixa de ser, porque narcisismo muitas vezes é proteção, né? Uma, a gente fala assim, uma defesa narcísica para se defender de um olhar mais profundo sobre si. E nós precisamos sim da opinião do outro nessa simbologia de deixar a nossa membrana, a nossa carapaça permeável, mas sabendo a que é permeável. A grande questão é tentar fazer uma curadoria daquilo que a gente vai eh conseguir deixar mais permeável, daquele que vai ficar mais impermeável. Então, envolve algum nível de maturidade. E me parece que sim, Jesus exemplificou muito bem isso quando ele questiona aos discípulos em determinado momento quem eles pensavam que Jesus era. Veja, quando ele faz essa pergunta, ele está justamente dizendo para nós assim: "Nós precisamos eh da opinião do outro". Por quê? Porque a opinião dos discípulos sobre Jesus era muito importante para que eles pudessem crer na uma ter uma convicção mais robusta para que quando Jesus não estivesse, digamos, fisicamente presente, aqueles discípulos pudessem dar uma continuidade. Então veja que é perguntar a a opinião dos discípulos sobre ele, o mestre, era fundamental para uma construção maior de um apostolado, de uma visão nova que ele veio revolucionar. E quando Pedro fala que ele é o Messias, ele vai dizer assim: "Pedro, quem te revelou foi Deus. Tu falas eh inspirado pelo divino, eu sou. Eu sou". Não é? é um exemplo essa frase "Eu sou", ela muito bem essa
o Pedro fala que ele é o Messias, ele vai dizer assim: "Pedro, quem te revelou foi Deus. Tu falas eh inspirado pelo divino, eu sou. Eu sou". Não é? é um exemplo essa frase "Eu sou", ela muito bem essa maturidade, essa síntese de humildade junto com uma eh um narcisismo que se chama autoamor numa perspectiva saudável. Ao mesmo tempo, quando Pedro já perto da última ceia, em determinado momento, quer proteger demais eh Jesus, né? né? E Jesus então fala: "Sai de ti, sai de ti, Satanás". Como assim? Pedro simbolizava aquele médium, né? Aquela todos nós que às vezes somos influenciados por uma inspiração divina e essa opinião que vem pela inspiração divina deve ser eh permeada dentro de nós para amadurecer o a a nós mesmos. Mas ao mesmo tempo, Pedro, pela vaidade de saber-se ou de pensar se saber mais do que Jesus ali na proteção, ele acaba dando vazão a, entre aspas, ao Satanás, ou seja, a influência que não deveria ser escutada. Então, de fato, se a gente pode escutar o Evangelho e ler o Evangelho numa perspectiva, digamos, um pouco mais aprofundada, que não fique só na letra que mata, mas no espírito simbólico que vivifica, a gente vai encontrar muito bem essas possibilidades em torno do narcisismo. Aí eu coloco novamente para tu, Sérgio, como eh uma consequência natural disso daí, né? eh que vai ter outras perguntas, mas assim me parece que umas uma retirada porque fala assim muito nas redes sociais, né, narcisismo, eu acho até diminuído hoje em dia. Teve uma que tava demais, né, falando sobre a relação tóxica e sempre o outro era narcisista e chegava aquela descoberta, doutor, descobri que fulano é narcisista, né, e geralmente é uma projeção um pro outro, como se narcisismo nós não tivéssemos nada. Mas muitas vezes o que pelo menos eu enquanto psiquiatra deixava para falar uma coisa é defesa narcísica, uma coisa natural, etc. Mas existe o diagnóstico do narcisista que é muito parecido do diagnóstico do antissocial, né? E uma das umas coisas características dos dois
alar uma coisa é defesa narcísica, uma coisa natural, etc. Mas existe o diagnóstico do narcisista que é muito parecido do diagnóstico do antissocial, né? E uma das umas coisas características dos dois é a ausência de culpa. Porque o psicopata, o antissocial, ele já tem uma dificuldade natural de sentir culpa, de empatizar, né? Mas o narcisista também, porque ele tá tão egocentrado, né, egoísta em si, que ele também não empatiza com outro, ele empatiza consigo, ele também não se >> ele falha empaticamente, é, >> né? E aí pegando esse extremo, que eu acho que é bastante didático, a proposta um na visão espírita, quando a gente vai ver quando tem a possibilidade de acessar reencarnações de algumas pessoas, memórias, a gente vai vendo que quando entra algum arrependimento, e aí eu remeto Allan Kardec e o inferno, já é uma saída dessa postura narcísica patológica. Por quê? porque já é um entendimento de que eu sou falível. E o narcisismo, enquanto patologia, ele se vê infalível. Então, se o narcisismo eh começa a se ver falível através do arrependimento, já é um início reencarnatório, trajetória de mudança. >> Faz sentido para você, Sérgio? >> Sem dúvida. Se ponto de vista reencarnatório, né? espíritos que podem estar já em cursos em condições de autorreferência muito exagerados. Então ele ele ele ele falha na na na no processo empático. Eu colocaria também, Léo, que eh por trás de um narcisista, nesse sentido que nós estamos falando agora, de um narcisista enquanto um transtorno narcisista, existe alguém que teve uma falha no desenvolvimento psicoemocional, uma falha empática. Teve algum tipo de perturbação no relacionamento com os pais. no qual ele não aprendeu a empatia, ele não desenvolveu a empatia. E frequentemente esses indivíduos narcisistas, essas pessoas narcisistas deste jeito, carregam carências gigantescas de falta de olhar, de falta de referência e desenvolvem uma carapaça. Esse narcisismo é como se fosse uma casca que a pessoa tem de super pessoa, de pessoa
deste jeito, carregam carências gigantescas de falta de olhar, de falta de referência e desenvolvem uma carapaça. Esse narcisismo é como se fosse uma casca que a pessoa tem de super pessoa, de pessoa bem resolvida, da pessoa que sabe tudo. De indivíduos narcisistas são muito sedutores, são capazes de de de mover multidões porque vendem uma imagem como se fossem muitos senhores de si, pessoas que aparentemente são muito bem resolvidas. Mas se a gente cutucar um pouquinho nessas personalidades, a gente encontra carências gigantescas. São como crianças brincando de superheróis, se imaginando ser um superhomem ou uma mulher maravilha. Por trás desse super homem, por trás dessa mulher maravilha, existe um quase super nada e uma mulher porcaria, como ela se sente ou como ele se sente, porque lá atrás houve algum dano, algum tipo de perturbação em que a pessoa não conseguiu se constituir. Então ela cria aquilo que o Inicot irá chamar mais adiante de falso selfie. O falso self é uma personalidade casca. em que a pessoa se mostra forte, se mostra resoluta, mas ela não pode empatizar, porque se ela der um espaço pro outro, ela perde esta condição de palco, de estrela. E para isso aí sim ela precisaria ter esse ingrediente que você falou por último da humildade. A humildade de pensar assim: "Não, eu não sou tudo isso. Eu nasci como todo mundo. Eu vou morrer como todo mundo. Eu adoeço como todo mundo. Eu não sou melhor do que ninguém." Então, por isso o espiritismo e o e Jesus nos traz a humildade como a primeira das virtudes. Se a pessoa não faz esse movimento, ela não avança no seu desenvolvimento. É por isso que é muito difícil que uma pessoa orgulhosa, muito narcisismo, ela queira se conhecer. Porque para ela se conhecer, ela precisa enfrentar os seus pântanos, os seus infernos, as suas mazelas. E por trás dessa pessoa bem resolvida, ela terá que olhar para aquela pessoa que sofreu, que tem as suas inseguranças, os seus medos. E isso paraa pessoa orgulhosa, paraa pessoa
rnos, as suas mazelas. E por trás dessa pessoa bem resolvida, ela terá que olhar para aquela pessoa que sofreu, que tem as suas inseguranças, os seus medos. E isso paraa pessoa orgulhosa, paraa pessoa vaidosa, ela não se admite, porque para ela tá tudo pronto já. Não, na verdade os outros é que têm que melhorar e não não eu, né? É aí que então se estabelece esta esse narcisismo eh patológico, né? esse narcisismo exacerbado que faz com que a pessoa se estenda além do que deve num estágio que precisa ser um estágio inicial, como nós vimos antes, um estágio inicial do desenvolvimento, mas não como uma etapa final, porque isso aí são escalas de desenvolvimento. Uma criança logo que nasce, ela precisa ser narcisista, porque se ela não tiver as atenções todas voltadas para ela, ela não se desenvolve. Mas mais adiante se espera que o indivíduo ele deixe de ser criança. Ele passa a ser alguém que tem a condição de se desenvolver para o altruísmo, para a alteridade, para a inclusão dos outros na sua vida. Quando isso não acontece, você estabelecem diagnósticos mais eh ligados a essa ideia do narcisismo, do transtorno de personalidade narcisistais, né? Então, temos uma segunda questão que diz assim, ó: "Como melhorar a saúde mental?", ou seja, a minha própria saúde mental quando eu recebo tanta ingratidão justamente depois de me doar muito? Então, alguém que se doa muito, mas recebe ingratidão a parte dessa doação e isso afeta a saúde mental dela, dessa pessoa. É uma questão, na verdade, muito eh, digamos assim, comum, né? Porque em geral nós nós estamos acostumados a dar esperando algo, né? Então, no final das contas, nas relações humanas, dificilmente nós conseguimos fazer algo de uma maneira totalmente altruística. É sempre uma questão filosófica que me perguntam, esse altruísmo 100% ele existe? E aí eu sempre coloco uma outra, eu costumo pensar com uma outra argumentação filosófica. E será que seria saudável existir um um altruísmo 100%? Será que é saudável do ponto de
uísmo 100% ele existe? E aí eu sempre coloco uma outra, eu costumo pensar com uma outra argumentação filosófica. E será que seria saudável existir um um altruísmo 100%? Será que é saudável do ponto de vista evolutivo, coletivo, por exemplo, o que nós fizemos com Jesus, alguém que simboliza para nós uma doação inteira, já que o ideal seríamos nós abraçarmos inteligentemente a oportunidade, porque se a gente coloca assim que um sacrifício total seria o saudável totalmente, a gente acaba persistindo na postura, né, de uma doação sacrificial e acaba gerando no outro um egoísmo de só receber. Então, no final das contas, o que Jesus vem trazer é como que uma simbolização, né, de que é natural, comum, eh é o esperado diante dessas relações que a pena gostam de receber, que exista algum tipo de glória no sacrifício, ou seja, algum tipo de retribuição eh interna em você fazer algum tipo de sacrifício. E é natural que isso aconteça nas relações humanas. Por exemplo, se eu estou falando da relação humana dos pais com seus filhos, a própria missão paternal, a própria missão maternal nos impõe este tipo de relação que não é horizontal, é vertical. Sim, existe algum tipo de horizontalidade no amor, mas existe algum tipo de verticalidade na posição. Eu preciso ter algum ser algum tipo de guia. para aquele espírito que tá eh reencarnando. E naturalmente é comum em receber algum tipo de ingratidão ou algum tipo de não retribuição da mesma forma, porque também eu quanto pai, se eu só faço e fico cobrando, já não é um fazer tão saudável, já é um fazer que impõe assim uma culpa muito grande para com o meu filho, para com a minha filha. Então, o que a gente tá colocando nessa primeira rodada de reflexão é que é natural, né, nas relações humanas ter algum tipo de assimetria emocional em que a gente faça algo e não receba algo da mesma forma. Mas também é natural que essa assimetria ela seja, digamos assim, um tanto quanto transitória, que não seja permanente, a não ser que nós tenhamos algum papel,
a algo e não receba algo da mesma forma. Mas também é natural que essa assimetria ela seja, digamos assim, um tanto quanto transitória, que não seja permanente, a não ser que nós tenhamos algum papel, né? Porque mesmo Jesus ele veu para uma vida sacrificial, mas percebamos que mesmo ele nos ensina que nos últimos três anos da sua existência, né? Ou seja, não foi a vida inteira no madeiro, né? não foi uma vida inteira numa situação eh de crucificação. Ele nos ensina que tudo tem o seu tempo. Se é uma coisa há de eterno, é muito mais masoquismo de nossa parte. E se é um masoquismo de nossa parte, é como se fosse assim, na minha percepção, seja, um certo narcisismo escondido, uma certa vaidade escondida. Por quê? Porque no masoquismo eu de certa forma imponho uma autopunição ou uma punição externa. Se eu imponho algo, a própria imposição já é uma vaidade de eu saber qual é a consequência que eu devo receber. Quando no final das contas a proposta espiritual é uma submissão total ao divino, que nem a sapiência do que eu mereço como consequência eu posso ter, porque quem sabe a consequência do meu erro, a consequência do que eu devo receber, não é uma um castigo que eu imponho porque já é uma vaidade de controle, uma vaidade de querer controlar o que eu vou receber. No final das contas, é a lei, que está no universo que vai trazer essas consequências que eu não tenho nem como saber exatamente o que é que é. Então, nessa primeira camada, a gente pode perceber também que será que a quantidade de dor que eu tenho diante dessas situações de ingratidão também não tem uma percepção que eu tenho, né, de que, digamos assim, de alguma forma, mesmo que sutilmente, eu espero demais, eu ao meuaroar, na verdade, Eu estou esperando demais. E se eu espero demais, não significa talvez que eu tenha, digamos assim, sapiência demais. E se eu tenho sapiência demais, se eu sei demais de tudo, não é talvez um pouquinho de uma vaidade escondida, de um narcisismo escondido, que a gente nem se percebe, Sérgio.
s assim, sapiência demais. E se eu tenho sapiência demais, se eu sei demais de tudo, não é talvez um pouquinho de uma vaidade escondida, de um narcisismo escondido, que a gente nem se percebe, Sérgio. >> É, eu acho que você abordou já bem amplamente a questão, Léo. Eu eu ficaria apenas pensando em complementar algumas coisas. Primeiro lugar, agradecendo essa pergunta. Eu acho uma pergunta bastante sincera, né, bastante verdadeira por parte da pessoa que fez, porque ela ela geralmente as pessoas não dizem isso, né? Não, o que eu faço, eu sou uma pessoa que faço bem só pelo amor e tal. E ela não, ela tá se sentindo eh ressentida, assim ainda de não tá recebendo de volta na medida do que a do que proporcionou, né? Fiquei curioso para saber também o que que ela tá chamando de dar muito, né? De se dar muito. Isso pode ser tanta coisa, né? Que que significa a pessoa se dar muito ou dar muito, né? Isso é é muito muito variável. Eu fiquei lembrando, Léo, da parábola do filho pródigo, daquele filho mais velho que ficou na aldeia junto com o pai, enquanto o mais novo, o pródigo, ele foi sair paraas aventuras dele, né? Para o mais velho, até o o mais novo voltar, até o pródigo voltar, ele estava dando tudo dele, né? Ele estava assim, ele ficou lá fazendo o que que o pai esperava dele, o que ele achava que o pai esperava dele, né? Ele ficou trabalhando como o pai trabalhava, como todos trabalhavam. Ele ficou cumprindo o papel dele dentro do contexto sociocultural, daquilo que se esperava de um filho obediente, de um filho certinho, bonzinho. Ele fez tudo certo, né? Ele ele fez aquilo que a cultura ensinou para ele que ele deveria fazer. Ele era um representante legítimo do fazer correto. O fazer correto. Fazia muito. Todos os dias de manhã acordava cedo, ia trabalhar, voltava tarde, ajudou na manutenção, no sustento da da família, do da da aldeia. teve todo um trabalho de ser aquilo que ele imaginava que o pai esperava dele. Bastou que o irmão voltasse e o pai deu uma grande festa pro irmão.
nutenção, no sustento da da família, do da da aldeia. teve todo um trabalho de ser aquilo que ele imaginava que o pai esperava dele. Bastou que o irmão voltasse e o pai deu uma grande festa pro irmão. Saiu correndo em direção ao pródigo que tinha aprontado todas, gastou todo o dinheiro, saía com prostituta, passou, fez tudo ao contrário. E quando ele volta, o pai dá um festão para ele. Este aqui provavelmente deve ter esse sentido como a pessoa da pergunta, como melhorar, né? Se você recebe tanta ingratidão depois de dar muito. Ele deve ter dito assim: "Por eu dei a minha vida toda para ele, para ele, né? E eu recebo isso para mim nenhum cabrito ofereceu para eu festejar com meus amigos, diz na parábola, né? Ele mostra a o ressentimento dele naquele momento. O que que tem aqui? E acho que tem uma sutileza muito importante. O Inicot disse assim que o ser precisa sempre anteceder o fazer. O fazer não pode surgir antes do ser. O fazer precisa ser uma expressão do ser. Eu dou porque eu quero. Eu dou porque isso faz bem para mim. Eu não dou para receber o olhar de aprovação de alguém. Porque se eu fizer deste jeito, da minha doação ser ter por trás um um uma intenção, ainda que inconsciente, mas de ser visto, de ser admirado, de ser reconhecido, a chance de dar errado é muito grande, porque aí eu não estou sendo o que eu sou de verdade. O primeiro, o pródigo, o mais novo, o segundo, né, no caso, o filho, ele ele foi, ele foi, ele o que ele era. Ele saiu, dis, não, eu não aguento essa vida aqui na aldeia, acho isso aqui muito chato, não tem festa, não tem que nem o fundo da parede do Léo aí, violão, bateria, isso aqui tá uma um um sacrifício, tá uma coisa muito chata. Eu quero ir embora. me dá meu dinheiro, a minha parte na herança que eu vou sair fazer alguma coisa diferente, né? Ele foi autêntico. Então, quando ele retorna, o pai sabe que ele retorna amadurecido porque ele passou pela experiência própria dele e ele retorna e o pai dá uma grande festa. Aí tem alguém eh identificado com o próprio selfie,
uando ele retorna, o pai sabe que ele retorna amadurecido porque ele passou pela experiência própria dele e ele retorna e o pai dá uma grande festa. Aí tem alguém eh identificado com o próprio selfie, enquanto o outro que ficou, ele ficou num ofício, numa tarefa. Isso é muito importante pra gente pensar na quem é espírita, assim, pelo que que tá trabalhando? Será que tá trabalhando porque aquilo é uma expressão autêntica do seu ser? Ou é uma negociação? Ou é uma negociação? tá fazendo um tipo de trabalho para que possam os outros lhe enxergarem de uma maneira mais generosa, que ele possa ser visto de uma maneira mais positiva, para que ele ou ela possam ser admirados, possam ser aplaudidos. Este ponto de, essa pedra de toque é a que faz toda a diferença. Na parábola do filho pródigo, nós vemos então que o pai convida o mais velho para entrar na festa também. Diz assim: "Olha, você é que tá convidado para participar da festa". dele de não, porque essa festa não é para mim. Então, mostrando ali que, na verdade, ele era uma pessoa que não havia desenvolvido aquela autenticidade na doação. Então, acho valiosa essa pergunta pra gente poder olhar para dentro de nós e também pegar a carona no que o Léo já falou, que é a questão do da intensidade. O que fazer para melhorar a saúde mental quando você deu muito e recebe? Não dá tanto assim. Esse muito já tá dizendo que exagerou, né? Porque não tem que dar muito, tem que dar bem. Dar bem significa dar dentro da medida de si mesmo. Porque se o reconhecimento não vier, não tem problema. Aquilo fez bem para mim. Eu doei porque aquilo fez bem para mim. Eu viro as costas e vou embora. Eu não fico olhando para ver se houve reconhecimento ou não. Agora, se eu exagero na doação, eu já estou negociando, eu já estou querendo alguma coisa de retorno que se não vier aí dói. Aí é uma ferida narcísica. É aquilo que falávamos também quando abordamos a questão do narcisismo. >> Óbvio que nós temos várias reentrânças assim, mas eh como a nossa ideia não é
se não vier aí dói. Aí é uma ferida narcísica. É aquilo que falávamos também quando abordamos a questão do narcisismo. >> Óbvio que nós temos várias reentrânças assim, mas eh como a nossa ideia não é esgotar o tema com uma resposta, acredito que a próxima possa ser feita. E dentro dessa sinceridade, né, porque só em as pessoas já mandaram, já é assim uma tentativa de se enxergar uma situação que não estavam conseguindo enxergar. E aí a pessoa pergunta assim: "Como posso fazer o que gostaria que me fizesse se na mesma situação eu me desejaria o pior?" Essa é uma pergunta bastante interessante. Eh, e eu começaria, eu lembrei assim nessas perguntas que vêm de uma situação, Sérgio, que no final das contas falam da falta de amor para si mesmo, né? Se a gente tava falando de um amor maduro, né? O narcisismo escondendo uma falta de amor a si mesmo, uma falta, uma carência. Você falava dos líderes e aí eu lembro de Jesus falando da figura de um cego, que guia outro cego. E o narcisista pode ser colocado nessa figura porque ele está cego, ou seja, ele não tá vendo, ele tem alguma área de obscura. E porque quando eu olho para um lado, eu não olho pro outro, né? Eu não consigo abarcar tudo. E a ilusão nacísica nos fala de conseguir abarcar tudo. Uma perfeição que vira perfeccionismo. Quando a gente fala nessa questão de doar-se demais, às vezes é também querendo fazer tudo, barcar tudo. Aí vira uma ilusão de perfeccionismo, eh, em nome de uma perfecilidade, ou seja, uma perfeição antes do tempo que caracteriza o perfeccionismo. Mas ao mesmo tempo, agora a gente tá falando de uma falta de amor, uma carência percebida, porque a pessoa percebe e que na mesma situação ela desejaria o pior. Então, essa falta de amor às vezes também vai para um outro campo que é uma uma postura mais vítima, uma postura mais eh que fala mais visivelmente dessa falta de amor. E aí eu acho interessante uma duas situações assim, ó. uma eu estava assim bastante eh culpado, com culpa mesmo, com raiva direcionada a mim mesmo
is eh que fala mais visivelmente dessa falta de amor. E aí eu acho interessante uma duas situações assim, ó. uma eu estava assim bastante eh culpado, com culpa mesmo, com raiva direcionada a mim mesmo por conta de um equívoco. E aí um benfeitor, eu sei que foi uma voz de benfeitor mesmo, falou assim: "Mas meu filho, você achava que não ia errar?" Eu achei interessante essa proposta assim, porque eh foi bem libertador, porque de certa forma fala do narcisismo, ao contrário, >> um perfeccionismo, como é que você não vai se equivocar? E aí o aut perdão, né, sendo já um caminho de humildade, né, a brecha pro auto pererdão inicial é algum tipo de humildade que faz com que você veja o todo. Ao mesmo tempo em outra >> uma noção do uma noção de que de que é falível, né? >> A noção da a noção da falibilidade nos coloca numa condição de igual a todo mundo e não de >> de alguém que tem algum super poder ou algum dom. né? E ao mesmo tempo, Sérgio, uma outra situação que veio num bojo em outro momento em que eu estava sentindo mágoa eh grande e aí veio um pouquinho mais forte assim, veio assim falou: "E você achava que era quem? Você já tava achava que não ia sentir mágua?" >> Então isso bem interessante que vem no bojo no sentido de ter, digamos assim, uma um pouquinho mais a real noção do que nós somos. Eh, >> é na mesma carona, né, Léo? Na mesma carona do narcísico, né? Da mesma forma que não se perdoaria, também se sente machucado por alguma questão que tá sujeito a como qualquer ser humano, né? >> Pois é, que perfeição é essa, né? Porque eu me lembro, eu fico pensando nessa pergunta, eh, a ideia do autoamor e só é espaço pro autoamor se há espaço pro auto perdão, se há espaço e aí se é espaço e o espaço é dado pela humildade, né? Eu vejo muito assim, eu acho bem interessante essa imagem simples, vaidade como falta de espaço, né? A a vaidade incha tanto que não tem espaço para mais nada. E a humildade é um espaço de esvaziamento, espaço para o autoamor. Amor, né? >> Pois é, Léo. Mas a pergunta é do do
como falta de espaço, né? A a vaidade incha tanto que não tem espaço para mais nada. E a humildade é um espaço de esvaziamento, espaço para o autoamor. Amor, né? >> Pois é, Léo. Mas a pergunta é do do postulante aqui é muito enigmática, né? Eu fiquei me perguntando o que que ele tá chamando por se desejar o pior. Como posso fazer o que gostaria? Porque a a colocação é assim, fazer os outros o que eu gostaria que fizessem para si. parte da ideia de que se eu só gostaria de coisas boas para mim, então eu só tenho que fazer o bem pros outros. Essa é a proposição de Jesus, né? Mas ele ele coloca uma pimenta aqui nessa questão. Tá, mas e se eu não desejo o melhor para mim? Se eu desejo o pior, então o que que eu faço? Eu vou ter que fazer o pior pros outros? Ela é enigmática. E eu fiquei me perguntando que que ele tá chamando de se desejar o pior. E eu fiquei pensando, Léo, vai me interrompendo também assim com a medida que tu fores pensando, que tem dois caminhos ali. Um, um caminho nessa questão é assim, a pessoa que se deseja o pior, primeiro, isso tá ligado a algum processo de culpa. De culpa por que que eu me desejo pior para mim? Porque eu não me acho digno do melhor. Já é o sinal de que houve alguma coisa no meu processo de crescimento em que eu passei a me considerar uma porcaria de pessoa. Ou eu já cresci assim me achando uma droga. Aliás, estamos falando para um monte de gente nesse momento, né? A pessoa já desde pequeninho acha que estragou a vida dos pais, que nasceu na hora errada, que não foi amado porque não merecia, porque é uma um ser inferior. E se fizer uma leitura equivocada, doutrinária, vai achar é que é porque foi porque errou muito no passado. Como se quem tá aqui não tivesse errado muito no passado, como se o Léo tivesse em missão e eu também não, né? foi porque teve falhas, mas a pessoa diz, a sua autoestima, o seu narcisismo novamente aí ficou ferido de morte. Então a pessoa ela ingressa no masoquismo. Existe um masoquismo primário também. Existe um masoquismo primário no
s a pessoa diz, a sua autoestima, o seu narcisismo novamente aí ficou ferido de morte. Então a pessoa ela ingressa no masoquismo. Existe um masoquismo primário também. Existe um masoquismo primário no desenvolvimento que ele é constitucional, que ele é necessário, mas esse masoquismo primário, ele precisa sair dessa etapa do autfrimento para uma outra etapa que é o do da gratificação, do prazer. Não sei se eu vou complicar um pouco, né, porque esse assunto é bastante amplo. daria para abordar somente essa questão assim, mas todos nós, de alguma maneira eh temos uma parte nossa que é movido pela pulsão de morte, aquilo que Freud falava da pulsão de morte. Que que é pulsão de morte? Olhando, vamos olhar espiritualmente paraa pulsão de morte. Aonde que nós encontramos a pulsão de morte no espiritismo, na lei de destruição, entrando nas leis morais, que é aquele desejo de voltar para o plano espiritual, de voltar pro lugar de onde veio. O desejo de sair daqui o mais breve possível. Lá na no Evangelho Segundo Espiritismo, essa passagem tá muito bem caracterizada no capítulo a melancolia. Sabeis porque uma vaga tristeza se, né, se aposta do vosso coração. É o vosso espírito que desejando sair do plano físico e voltar para o plano espiritual, anseia pelo, né? E logo a segunda parte diz assim: "Lutai vigorosamente contra esses impulsos". Porque existe uma outra lei dentro da nossa do nosso funcionamento mental, que é a pulsão de vida em Freud e que no espiritismo corresponde a lei de conservação. Então, pulsão de morte em Freud, lei de destruição, pulsão de vida, lei de conservação e de reprodução, que deve servir como contraponto contra essas tendências negativas que a pessoa traz, né? Em algum momento a gente acaba tendo que lutar para que a gente possa sair das condições de culpa, das condições de autodestruição para levar uma vida saudável. Então, indo direto a essa pergunta, a pessoa que nos fez assim, se a pessoa tem um um uma autoestima de autoacusação negativa, ela precisa de
condições de autodestruição para levar uma vida saudável. Então, indo direto a essa pergunta, a pessoa que nos fez assim, se a pessoa tem um um uma autoestima de autoacusação negativa, ela precisa de ajuda psicoterapêutica. A pessoa que deseja o pior para si significa que não tá legal, que tá precisando de ajuda. Tem algo errado com ela, tem algo que falhou que ela vai precisar olhar para dentro dela. Por que que ela se sente uma droga? Se todos nós somos criaturas divinas feitas pro amor, para o progresso, se a pessoa se sente uma alguma coisa no sentido contrário, tem algo que falhou, tem algo que não vai bem. Então essa pergunta ela é muito interessante porque nos traz toda a necessidade da do autolhar, da psicoterapia, do autoconhecimento, né, Léo? Quer dizer, aquilo que você trabalha tão bem lá quando fala em Sócrates do conhece-te a ti mesmo. Por que que eu desejo mal para mim? Por que que eu não me acho digno? Opa, que que é? Aí tem alguma coisa que falhou nesse desenvolvimento na na estruturação do narcisismo, o desenvolvimento da autoestima? né, do self, do self mais eh saudável e ficou mais detido na questão do masoquismo, da culpa, da autocondenação. Essa minha pergunta me deixou pensando muitas coisas. >> Tem a ver com a próxima, Sérgio, que eu vou eh pra gente arrematar, porque é próximo, né? Porque é uma pessoa que pede para ensinar a como se perdoar. >> Hum. bem próximo, porque de certa forma eh não é que de todo seja totalmente sem utilidade, você perceber que quer o pior para ser. é útil no sentido de que você já trouxe a consciência, ou seja, tá claro na sua cabeça fazendo esse exercício de projeção pro outro, porque é quase um exercício psicoterapêutico, né, que Jesus propõe fazer ao outro aquilo que você gostaria de receber. eh tirar um pouco de sir a imagem, fazer uma autoscopia, um distanciamento. Então, ao fazer isso, você percebeu que faria para você algo equivocado, certamente motivado por essa essa autoimagem muito destrutiva, essa autoestima é muito muito baixa, né? E aí
um distanciamento. Então, ao fazer isso, você percebeu que faria para você algo equivocado, certamente motivado por essa essa autoimagem muito destrutiva, essa autoestima é muito muito baixa, né? E aí simbolizando emocionalmente a culpa, porque o auto perdão vem com uma como uma estratégia terapêutica para trabalhar essa culpa. E essa culpa vem ligada a uma sensação de erro, uma sensação de que não é amável, uma sensação de que não é merecedor. Eh, dentro da doutrina espírita, nós percebemos que muitas dessas feridas que tocam nessa existência atual, por exemplo, nós temos um cenário ambiental, pai, mãe, ambiente, cultura. E aí temos várias feridas, mas também temos várias eh, digamos assim, bandides, né? E às vezes o que toca mais na nossa alma, no nosso ser, são as feridas, provavelmente porque já estavam abertas essas feridas em outras reencarnações. São temas, são dilemas, são complexos e já vamos temos passado, né? E aí cola um pouco mais isso. Eh, e não é que seja a origem de tudo nessa existência, porque provavelmente esse dilema é com a lei. me disse uma vez uma um benfeitor assim, ó, depois das expiações físicas, aquelas que trazem uma mudança no corpo, né, especialmente através de doenças incuráveis que a gente consegue passar bem, vem as expiações morais, que são aquelas situações em que a gente não consegue sair, porque uma prova a gente consegue escolher a expiação, a gente não consegue sair, eh, não por uma postura mental, mas assim por uma questão de vida a gente não consegue sair. Aí, mas é uma situação dolorosa. Isso já é um outro um outro caminho. É uma questão com a lei, já que falou-se de lei de destruição, lei de conservação, alguma destruição que nós provocamos com a lei no futuro, alguma desarmonia e agora estamos harmonizando. E o caminho de harmonizar-se, né, eh, harmonizar a lei é harmonizar-se. Por isso que no final das contas não é um modismo pensarmos o espiritismo e pensarmos o evangelho em uma perspectiva psicológica, porque no final das contas o problema do universo
lei é harmonizar-se. Por isso que no final das contas não é um modismo pensarmos o espiritismo e pensarmos o evangelho em uma perspectiva psicológica, porque no final das contas o problema do universo é um problema das profundezas do ser também, né? No final das contas, há uma psicologia dentro do evangelho e há uma psicologia dentro do espiritismo, por conseguinte. Tanto é que Allan Kardec coloca jornal de estudos psicológicos para revista espírita. Tanto é que Gabriel Delane coloca no livro um subtítulo de A evolução anímica, também estudos de de fisiologia psicológica, porque a psicologia, enquanto o ramo saindo da filosofia, tava sendo construída ali no século XIX junto com o Espiritismo, eh, junto com uma série de visões. Então, há uma psicologia no sentido de olhar para si. é uma filosofia que sai da especulação da física externa e entra na especulação de si mesmo, como Sócrates o fez. E na especulação de si mesmo, a gente vai encontrando esses dilemas, essas questões. E só em olhar já é o primeiro passo, né? olhar, perceber, eh, é estar consciente, trazer pro consciente já é um passo interessante, útil, mas é um passo. E aí ela, a gente pode aprofundar aqui algumas questões desse auto perdão. >> Eh, eu acho que o evangelho ele é o a resposta, né? O evangelho é a resposta, porque Jesus quando fala do perdão, ele também está falando do auto pererdão. Mas me parece que é uma abordagem que fala diretamente a esta questão é o autoconhecimento, né? é o autoconhecimento. A gente só consegue se perdoar se se conhece, se conhece suficientemente. Eu fiquei lembrando nessa pergunta de um de uma pessoa conhecida minha que desde pequeno ele se culpa muito porque ele sentiu que estragou a vida do pai e da mãe quando nasceu. Desde pequeninho ele carrega um sentimento de que foi por causa do nascimento dele que a vida dos pais deu uma agnada para pior. E isso foi confirmado pelos pais, porque os pais diziam: "É, não, a gente só não fez tal coisa porque depois você que você nasceu, a gente teve que se dedicar
a vida dos pais deu uma agnada para pior. E isso foi confirmado pelos pais, porque os pais diziam: "É, não, a gente só não fez tal coisa porque depois você que você nasceu, a gente teve que se dedicar para você". Uma outra situação de uma pessoa também que eu conheço que ela tem a situação da de culpa porque ela sente que estragou a vida da mãe, porque a mãe teve um casamento com o pai que não foi bom, o pai foi uma pessoa muito tirânica, enfim, mas a mãe dependia financeiramente desse marido, sobretudo depois que ela nasceu, que a menina nasceu. A menina nasceu e a mãe diz: "Ah, eu fiquei com teu pai por causa porque você nasceu". Então ela desde pequena, ela carrega um sentimento de que a mãe não viveu, de que a mãe não teve coisas boas na vida dela porque ela nasceu. E depois a gente trabalhando essas questões, a gente viu assim que a mãe não se separou, não foi adiante, não foi porque ela nasceu, porque foi a mãe que escolheu aquele pai, foi a mãe que escolheu aquela vida. Assim como aqueles dois do menino tiveram um relacionamento que escolheram, uma criança nunca é culpada daquilo que os pais fizeram, né? Só que a criança quando bebê, ela por ser o centro de tudo, ela tem uma onipotência de pensamento, uma onipotência. E nessa onipotência, ela se acredita causadora de todos os males, assim como ela se acredita lá no início que ela é o centro do universo. Uma criança se sente o centro do universo e é preciso que se sinta assim. E ela de certa forma é mesmo, quando entra uma criança num ambiente, todo mundo, olha lá que coisa linda aquela criança e tal, esse bebê, que a criança ela precisa se sentir olhada para se desenvolver narcisicamente. Mas se as coisas não dão muito bem, ela, assim como ela se sentiria o centro positivo do universo, ela se sente o centro negativo também. Então ela desenvolve uma autoestima falha. Olha, fui eu depois que eu nasci, que meus pais estragaram a vida dele. Ou a outra, ah, depois que eu nasci, que a minha mãe não pôde mais estudar, não pôde
Então ela desenvolve uma autoestima falha. Olha, fui eu depois que eu nasci, que meus pais estragaram a vida dele. Ou a outra, ah, depois que eu nasci, que a minha mãe não pôde mais estudar, não pôde trabalhar, não pôde fazer, porque foi por causa minha. Só até o momento que ela, ao conhecer esta este processo interno dela, ela pode considerar assim: "Não, eu não tive culpa disso. Eu não tive culpa disso. Foram eles que escolheram esta trajetória e eu entrei nesse caminho." Então, essas culpas levam a uma autocondenação. A pessoa fica se punindo durante a vida. Se ela não se conhece a ponto de se não sentar dizer: "Olha, eu eu fiz o que pude. Eu nasci num ambiente aonde eu é que tinha que ser cuidada, não era eu a cuidadora." Ou seja, um trabalho interno para chegar a isso que a pergunta traz assim: se perdoar, né? É um perdão estranho, né? Porque é um perdão por uma culpa que não deveria ter nem existido. Eu diria assim, Léo, que o perdão mais difícil é aquele de que a pessoa não teve culpa nenhuma, mas é como se tivesse, né? Porque quando a pessoa cometeu alguma coisa negativa, é como você falou, tava lá, tinha errou, pisou na bola em alguma situação, enfim. E aí veio uma voz assim: "Você achou que não ia não ia errar?" Como quem diz assim, quem que você pensa que é, né? Então assim, essa é fácil de se perdoar porque basta ter um pouco de humildade, dizer: "Não, de fato, eu tô me sentindo rei da cocada e não sou, eu posso errar também, né?" Mas quando a pessoa carrega um sentimento de culpa que não é procedente, que ele se instala por uma questão que transcende, ela não sabe do que que ela, ela não sabe do que que ela tem que se perdoar, ela só tem um sentimento de culpa vago, não é de uma situação específica, é uma uma situação eh ampla. Então aí ela precisa se examinar, uma psicoterapia, alguém que ajude ela a fazer uma incursão no seu mundo interno para que ela se olhando ela possa de fato enxergar melhor a si mesmo eem as situações. Porque esse perdão não é o
inar, uma psicoterapia, alguém que ajude ela a fazer uma incursão no seu mundo interno para que ela se olhando ela possa de fato enxergar melhor a si mesmo eem as situações. Porque esse perdão não é o perdão de quem se dá conta de um erro que cometeu. Esse perdão é o perdão existencial. É um perdão assim da pessoa que precisa ter o direito de ingressar na própria existência, no próprio ser. >> Amigo, nessa perspectiva, conseguimos aí pensar vários pontos ao longo dessa uma hora. Nós, em nome da TV da Mansão em geral e em nome da do programa Jesus Saúde Mental, agradecemos as pessoas estavam perguntando: "Cadê o Sérgio? E já tavam querendo que eu e você estivéssemos juntos de novo. Que bom que pudessem, eu recebi uma pergunta, eu lhe mandei. Então você viu a prova, não é assim, não é galanteando para que você fique aqui, não. Eh, realmente foi uma pergunta que mandaram. Eh, que bom, que bom que podermos estar juntos fazendo essas reflexões que são baseadas eh em conhecimento intelectual, mas é baseado também em processos terapêuticos pessoais, porque somos profissionais que passamos, né, quando o Sérgio fala de psicoterapia, ele sabe da importância porque ele, enquanto psicoterapeuta, enquanto alguém que foi fazer psicanálise passa também pelo processo também. a gente sabe o a utilidade que é para deixar um pouco mais claro as coisas, clarear um pouco mais as coisas e ao mesmo tempo a vivência espírita. Então tudo isso traz uma reflexão que é muito bom para mim também, no sentido que acaba sendo uma troca, como foi colocado pelo Sérgio. Então, agradeço Sérgio. Eh, fico feliz ter tido esse momento e pensando na parte prática que a doutrina espírita e Jesus nos convida nessa reflexão para tentarmos entrar nessa existência na qual você coloca. Se você puder terminar para conosco com a oração, nós agradeceríamos. Com prazer, Léo. Então, neste momento, nós elevamos os nossos pensamentos, a força criadora da vida, que é Deus. Que possamos nos sentir merecedores, merecedores de estarmos aqui,
nós agradeceríamos. Com prazer, Léo. Então, neste momento, nós elevamos os nossos pensamentos, a força criadora da vida, que é Deus. Que possamos nos sentir merecedores, merecedores de estarmos aqui, sabendo que a nossa existência física não serve apenas às experiências dolorosas. Sabemos que nós podemos aprender muito com o sofrimento se tivermos humildade e vontade de aprender, mas também sabermos que nós estamos numa experiência que nos faz passarmos por tudo aquilo que nos é merecido também de bom. que possamos nos sentir filhos amados de um pai maior. Que possamos nos sentir merecedores de estarmos aqui. Há tantas coisas boas em torno de nós. A maior parte delas coisas que nós às vezes não enxergamos. Ajuda-nos, Senhor, a ver. Ajuda-nos a ouvir, a ver as belezas que estão na nossa volta. a ouvir os sons da natureza que nos chegam na forma da música, na forma dos sons positivos. que a nossa alma se encha de coisas positivas nesse momento e que essas mazelas que estão perto de nós ou que estão de dentro de nós possam aos poucos irem sendo minimizadas na medida do nosso crescimento. Obrigado pela experiência. Obrigado por estarmos aqui. Que o nosso caminhar e o nosso vir a ser possa ser cheio de realizações hoje e sempre. Que assim seja. เฮ
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