"Instruções espontâneas e explicações diretas: a origem das respostas de O Livro dos Espíritos"
Live de estudos espíritas com o tema "Instruções espontâneas e explicações diretas: a origem das respostas de O Livro dos Espíritos", com Herivelto Carvalho e apresentação de Adriano Máscimo!!! Não perca!!!
เฮ เ Pai, Deus protetor, aqui me ponho aos seus pés para lhe falar. Pai, pequeno eu sou. Mas seu amor me deu a chance de poder recomeçar. Por isso peço em oração que ilumine meu caminho de cristão. Que eu jamais esqueço o que eu tenho nas mãos. A doutrina da consolação. Pai meu criador, bênção maior, tesouro igual, neste lugar não há. Pai, ó meu Senhor, com gratidão lhe peço forças para fazer multiplicar no lar, na casa de oração, numa rua onde houver algum irmão, levarei com toda a minha Minha devoção, a doutrina do meu coração. Pai meu criador, bção. O maior tesouro igual neste lugar não há. Pai, ó meu Senhor, com gratidão lhe peço forças para fazer multiplicar no lar, na casa de oração, numa rua onde houver algum irmão. Levarei com toda a minha devoção a doutrina do meu coração. Ah. Olá, olá. Sejam todos muito bem-vindos a mais uma live do Instituto Goiano de Estudos Espíritas. É com muito prazer que nós estamos aqui com vocês neste dia 6 de abril de 2026 para mais um momento aí de reflexões acerca de um tema relacionado à doutrina dos espíritos. E hoje conosco um grande amigo do Iges, tá sempre à nossa disposição aqui, né? E eu já vou agradecendo pela disponibilidade de sempre. Erivelto Carvalho, seja bem-vindo, meu irmão. Tudo tranquilo? Tudo bem? Graças a Deus, meu irmão. Obrigado mais uma vez aí pelo convite. >> Olha que bacana te receber mais uma vez. Sempre presença ilustre, trazendo aí um conteúdo de altíssima qualidade. E hoje ele vem trazer pra gente esse tema aqui, ó, para quem não viu ainda, instruções espontâneas e explicações diretas. A origem das respostas de O livro dos Espíritos. Eu achei bacana demais, viu? quando você eh eh colocou isso para mim, a gente acertando, né, a live de hoje, eu achei bacana demais e tenho certeza que a moçada que está nos ouvindo aí vai gostar muito, muito, muito. Deixa eu só mandar alguns abraços aqui, ó. Tem gente que já se manifestou aqui através do chat. Carlos Carmelo Benedeto, por esse sobrenome, ele não tá muito satisfeito com a seleção italiana
, muito. Deixa eu só mandar alguns abraços aqui, ó. Tem gente que já se manifestou aqui através do chat. Carlos Carmelo Benedeto, por esse sobrenome, ele não tá muito satisfeito com a seleção italiana não, viu? Que ficou fora da Copa do Mundo pela terceira Copa do Mundo seguida. Carlos, um abraço, obrigado por estar nos acompanhando, viu? Valeu demais. Obrigado. TV Secal, a equipe da TV Secal deixou aqui a mensagem de boa noite, né, equipe de Florianópolis, Santa Catarina. Quero agradecer a TV SECAL, assim como todos os outros parceiros que retransmitem o nosso conteúdo. Conecta Espiritismo, Rede Amigo Espírita, TV SECAL, Web Rádio Fraternidade, eh, TV Goiás Espírita e Grupo Espírita Fonte Viva estão aí retransmitindo o nosso conteúdo. É, então a gente agrade, não sei se a rádio ah, deixa eu ver aqui, me parece que teve um probleminha com algum dos canais aqui em relação a essa transmissão, não sei, depois eu vou ver isso aqui. Mas agradecer demais, então, né, a todos esses parceiros. Muitíssimo obrigado. Então, mensagem aqui da TV CCA. Ahã. Ah, e aproveitando a a oportunidade, se inscrevam no canal do Igésic aqui no no YouTube, Jes Instituto Grande estudos espíritas. Se inscrevam, ativam as notificações, curtam e compartilh os nossos vídeos, inclusive este que você está assistindo. Isso é muito importante para que o nosso conteúdo chegue a mais pessoas e consequentemente a mais lares, tá bom? Isso dá mais engajamento pra gente aí na plataforma. Eh, abraço pro Rui Meirelles, meu companheiro de CA, de conselho de administração da Federação Espírita do Estado de Goiás. Valeu demais, Rui. Obrigado. Ele tá lá em Luziânia, cidade do interior de Goiás, nos acompanhando. Valeu demais, R obrigado. Eh, Selma Denmark, presença internacional aqui no nosso chat, ela que mora nos Estados Unidos. Obrigado, Celminha. Valeu demais por estar nos prestigiando mais uma vez. Suzi Prudente, Lar de Jesus também deixou o seu boa noite aqui. Valeu, Suzi, obrigado. Sempre conosco também, assim
os Unidos. Obrigado, Celminha. Valeu demais por estar nos prestigiando mais uma vez. Suzi Prudente, Lar de Jesus também deixou o seu boa noite aqui. Valeu, Suzi, obrigado. Sempre conosco também, assim como a Dayane Pinheiro. Daiane que é lá do nosso trabalho do Fonte Viva e da Oziic, Jardim do Serrado, aqui em Goiânia, Goiás. Valeu demais, Diane, muitíssimo obrigado. Ã, José da Costa, Goianese, cidade do interior aqui de Goiás. Grande José da Costa, sempre nos acompanhando também. Muitíssimo obrigado, José, por estar aqui conosco. Pessoal, vou fazer a nossa prece de abertura, então, para que a gente possa aí entrar em sintonia com os bons espíritos. Deixa eu pedir que todos fechemos os nossos olhos. Vamos elevar os nossos pensamentos a Jesus, pedir que o divino amigo esteja conosco neste momento nos amparando e nos intuindo. Nós que te rogamos, Jesus, que o Senhor permita que nós recebamos neste momento o tratamento espiritual que todos necessitamos. permita que uma chuva de bênçãos caia sobre nós neste momento, tirando de nós todas as energias pesadas e deletérias que porventura estejam nos envolvendo, tudo aquilo que nos traz sensação de cansaço, de tristeza, de amargura, de agonia, que tudo isso possa ser dissipado por ti, Jesus. E realizada essa limpeza, nós te pedimos, Senhor, as energias renovadoras que vem nos trazer tranquilidade, paz, harmonia e, ao mesmo tempo, ânimo, coragem e vigor para o enfrentamento do dia a dia da vida terrena. E te pedimos que todos esses benefícios sejam estendidos a aqueles que são caros aos nossos corações, aqueles que convivem conosco no nosso ambiente doméstico, os nossos parentes, amigos, vizinhos, companheiros de estudo e de trabalho, companheiros de casa espírita, de movimento espírita. Enfim, Jesus, que o Senhor possa ser o lenitivo eh para todos os que precisam de ti nesse momento. É o que nós te rogamos. Muito obrigado por tudo. Graças te damos. Que assim seja. Graças a Deus. Erivelto. Eh, antes de mais nada, alguma divulgação? Como é que tá a questão lá
am de ti nesse momento. É o que nós te rogamos. Muito obrigado por tudo. Graças te damos. Que assim seja. Graças a Deus. Erivelto. Eh, antes de mais nada, alguma divulgação? Como é que tá a questão lá do canal? Você tá tá alimentando lá o canal? Como é que tá aquele projeto lá? É, eu tenho já uns vídeos gravados, né, para colocar lá no no canal que é o espiritismo analisado. Vai sair um vídeo talvez essa semana agora, porque eu deixo algum material gravado, mas depois você tem que cuidar da edição, né, que acaba demorando mais do que a própria gravação do vídeo. Então você tem o roteiro, a gravação, depois a edição, que dá muito trabalho. Ultimamente também eu criei as versões do espiritismo analisado, tanto pro Instagram quanto também para o TikTok. Então, quem quiser também basta procurar lá nessas plataformas, né, no TikTok, no Kawai, eh também no Instagram por o Espiritismo Analisado. Então lá eu tô colocando agora também vídeos curtos, né? Vídeos de três, 4, 5, 6, 7 minutos que também tratam de curiosidades, né, de assuntos eh aprofundados sobre a doutrina espírita, mas no formato, né, de de vídeos curtos, que é um tipo de vídeo também que hoje tá bastante em alta aí nas redes sociais e sem perder a qualidade do assunto. Então, quem quiser pode conferir lá. Então andei nesses últimos meses cuidando mais de expandir, né, para essas plataformas de vídeos curtos, né, e tal, e vou retornar em breve para o YouTube, onde eu vou colocar vídeos maiores, vídeos aí de 20, 30 minutos, até um pouco mais, eh, que dependem de uma análise maior do da da de questões, né, da doutrina espírita. Então, medida que eu tô tendo um tempinho, tô aí fazendo um roteiro, gravando, editando e tal, mas como eu sou sozinho para fazer tudo, então vai nesse meu ritmo aí. >> É isso aí, meu irmão. Ó, só mandar um grande abraço aqui para Marleusa lá de Laguna, litoral de Santa Catarina. Obrigado, Marileusa. Valeu demais por estar aqui nos prestigiando. Elivelto, então te passar a palavra, meu irmão,
ó mandar um grande abraço aqui para Marleusa lá de Laguna, litoral de Santa Catarina. Obrigado, Marileusa. Valeu demais por estar aqui nos prestigiando. Elivelto, então te passar a palavra, meu irmão, para você falar pra gente acerca desse tema, né? É o tema proposto paraa noite de hoje. Instruções espontâneas e explicações diretas, a origem das respostas de O livro dos Espíritos. palavra tá contigo então, meu irmão. >> Obrigado, Adriano. Bem, quando nós falamos a respeito de o livro dos espíritos, nós somos muito acostumados com a o formato que o livro dos espíritos tem, né, atualmente, que é baseado na segunda edição que foi publicado em 1860. A edição original, todos nós sabemos, é de 18 de abril de 1857, cerca de três anos antes. Então, quando a gente fala do livro dos espíritos, já estamos acostumados com essa versão a partir da segunda, que se tornou a versão praticamente definitiva e consolidada da qual nós conhecemos. Mas a primeira edição de 1857, ela tinha um formato menor, eh tinha uma composição de redação diferente da do formato que ficou definitivo, né, que é a segunda edição de 1860, e traz algumas curiosidades interessantes sobre como foi o processo de formação da doutrina espírita, como que foi esse processo de diálogo entre Kardec e os espíritos. espíritos, como que essas respostas dos espíritos foram selecionadas e chegaram até nós, como também o princípio, né, progressivo da doutrina espírita. A doutrina espírita, ela eh mantém um caráter progressivo que sempre vai acrescentando novas revelações à medida que os espíritos vão trazendo também informações novas e nós também tenhamos condições de compreender essas informações novas. Mas mesmo entre a primeira e a segunda edição de O Livro dos Espíritos, nós vamos ver que algumas transformações também ocorreram. Algumas respostas foram corrigidas nesse período pelos espíritos dentro do trabalho de Kardec. Algumas foram ampliadas e outras se tornaram até mais completas. Algumas respostas que estavam ainda eh meio
umas respostas foram corrigidas nesse período pelos espíritos dentro do trabalho de Kardec. Algumas foram ampliadas e outras se tornaram até mais completas. Algumas respostas que estavam ainda eh meio vagas foram completadas entre a primeira e a segunda edição, onde principalmente Kardec contou com a presença de comunicações de mais médiuns, utilizou eh comunicações que foram inclusive publicadas na revista espírita nos períodos de 1858 e 1859. alguns trechos ali de comunicações foram utilizados para ampliar perguntas e respostas para a segunda edição do livro dos espíritos. Kardec contou também com o trabalho, né, de mais médiuns da Sociedade Parisense de Estudos Espíritas, que havia sido fundada em janeiro de 1858, alguns meses depois da publicação da primeira edição de O livro dos Espíritos. E ele passou também a contar com um outro recurso que eram as correspondências que recebia de outros grupos mediúnicos, sejam eles da França ou até mesmo do exterior, que também remetiam a ele outras comunicações, outros textos de comunicações mediúnicas, contendo ali eh instruções espontâneas que puderam também ser aproveitadas. Para se ter uma ideia aqui resumida, hoje nós temos uma edição do livro dos espíritos que é composta, né, além da introdução e da conclusão, de quatro livros como divisão do livro dos espíritos. A primeira, ela possuía apenas três livros, a introdução, a conclusão e o número de perguntas, né, o número de diálogos entre Kardec e os espíritos era de apenas 501 questões ou 501 conversas, diálogos. Já a edição definitiva para nós hoje contém 1019. para você ver o tamanho do atualização entre a primeira e a segunda edição. Mas uma das principais curiosidades da primeira edição do livro dos espíritos é que ele da questão número um até a questão 226, ela contava com duas colunas. E essas duas colunas eh deram duas colunas de respostas. Então, ou seja, CADEC formulava a pergunta e cada pergunta tinha então duas colunas de respostas. Aliás, não era até 226, mas
com duas colunas. E essas duas colunas eh deram duas colunas de respostas. Então, ou seja, CADEC formulava a pergunta e cada pergunta tinha então duas colunas de respostas. Aliás, não era até 226, mas corrigindo até 276. Então, das 501 perguntas dá 1 a 276. Cada pergunta tinha duas colunas de respostas. a partir da questão 277, aí era aquele formato que já ficamos acostumados com a segunda edição, ou seja, tem uma pergunta, o texto da resposta abaixo simplesmente e às vezes algum texto complementar no formato de comentário que algumas têm. E a partir então da 277 ele passa a ter esse formato de uma pergunta, um texto de resposta e às vezes um texto complementar em boa parte dessas. Mas então o que eram essas esse sistema de coluna dupla da questão um até a 276, nós tínhamos a coluna da esquerda e a coluna da direita. Podemos chamar aqui, né, de maneira didática, a coluna da esquerda de coluna um ou primeira coluna e a coluna da direita de coluna dois ou segunda coluna. E lá todas duas tinham respostas para a mesma pergunta, só que eram de naturezas diferentes. Então, a primeira coluna, ou seja, a da esquerda, continha o tipo de resposta que nós podemos chamar de explicações diretas. Por que explicações diretas? seriam respostas que foram diretamente dada pelos espíritos à pergunta formulada por Allan Kardec. Então ele formulava a pergunta, apresentava essa pergunta aos espíritos e os médiuns recebiam a resposta diretamente aquela pergunta provocativa aos espíritos. Então, por isso eram respostas que chamamos de explicações diretas, porque foram comunicadas, foram transmitidas pelos espíritos com o objetivo de responder a uma pergunta que Kardec fez diretamente aos espíritos. Já a segunda coluna, a da direita, tinham respostas que complementavam a primeira coluna, mas que nós chamamos esse tipo de resposta de instruções espontâneas. Por que instruções espontâneas? Bem, porque essa resposta que tava na coluna dois, elas não surgiram com o objetivo de responder diretamente a pergunta que Kardec
e resposta de instruções espontâneas. Por que instruções espontâneas? Bem, porque essa resposta que tava na coluna dois, elas não surgiram com o objetivo de responder diretamente a pergunta que Kardec formulou. Elas continam, na verdade, trechos ou então resumos de comunicações que Kardec tinha guardados em seu arquivo, mas que coincidentemente tratavam do mesmo assunto da pergunta que Kardec havia formulado aos espíritos. Então, eram comunicações que haviam acontecido em diferentes momentos por diferentes médiuns. E os espíritos, as comunicações que eles apresentavam as equipes de pesquisa mediúnica de Kardec, nem sempre as instruções eram referentes a perguntas previamente formuladas. Muitas eram, na verdade, aquilo que nós chamamos de instruções espontâneas. Os espíritos davam ensinamentos espontâneos. tipo mini palestras que eles achavam interessantes, né, informações que eles achavam interessantes de passar para aquele grupo, dar essas instruções e elas depois eram arquivadas ali por Kardec. Então, essas instruções que eram dadas de maneira espontâneas, muitas delas possuíam trechos que coincidentemente complementavam ou tocavam no mesmo assunto eh da pergunta que Kardec havia formulado depois, posteriormente aos espíritos. Então ele pegava esses trechos ou então fazia resumo. Às vezes o resumo pegava duas ou três mensagens diferentes com o mesmo tema, ele fazia o texto dele resumindo aquelas duas ou três mensagens em um texto único, de maneira a fazer uma síntese, né, para evitar que ficasse fazendo ali uma colagem quase infinita de textos e acaba eh acabando tornando a redação de O Livro dos Espíritos muito prolixo, muito confuso e às vezes até com ideias repetitivas. Então, para evitar isso, ele pegava às vezes um trecho que se aproveitava ou fazia eh fusões e resumos desses textos e aí eram colocados nessa coluna dois. Então, como eu disse, esses textos não eram criados pelos espíritos para responder a uma pergunta prévia que Kardec fez, mas sim, coincidentemente
desses textos e aí eram colocados nessa coluna dois. Então, como eu disse, esses textos não eram criados pelos espíritos para responder a uma pergunta prévia que Kardec fez, mas sim, coincidentemente tratavam do mesmo assunto e não repetiam a mesma resposta provocada. Então, a explicação direta era aquela resposta que os espíritos davam para a pergunta formulada a eles. Essa é a explicação direta. As outras instruções espontâneas eram textos que coincidentemente tratavam do mesmo tema e ampliavam aquilo que estava na nas explicações diretas. que se se o texto eh digamos assim falasse exatamente a mesma coisa, não haveria necessidade de Kardec acrescentar essa informação na segunda coluna. Então, geralmente era sobre o mesmo tema do que tava na primeira coluna, porém acrescentava informações extras que tornavam as respostas mais ricas. Então, da questão 1 a 276, nessa primeira edição do livro dos espíritos, praticamente todas as perguntas tinham respostas de explicações diretas e respostas de instruções espontâneas, que na maioria das vezes eram resumos que Kardec fazia da opinião dos espíritos. Eu vou mostrar para vocês aqui um exemplo que estava nessa primeira edição de O Livro dos Espíritos. Eu vou pegar aqui a questão número sete da primeira edição. A questão número sete da primeira edição, Kardec perguntou o seguinte aos espíritos: "Alguns filósofos dizem que Deus é o infinito, até mesmo espíritos o têm assim designado." Que se deve pensar desta explicação? Aí na primeira coluna das explicações diretas vinha o seguinte texto dos espíritos: Definição defeituosa, palperismo da linguagem humana, a qual é insuficiente para definir coisas que se acham acima de sua inteligência. Resposta direta dada por um espírito. A pergunta formulada. Na segunda coluna, Kardec fez um resumo do sobre o mesmo assunto de várias respostas esparsas que ele tinha nos espíritos. E aí ele resumiu na segunda coluna complementando a resposta da seguinte maneira: Deus é infinito em suas perfeições,
do sobre o mesmo assunto de várias respostas esparsas que ele tinha nos espíritos. E aí ele resumiu na segunda coluna complementando a resposta da seguinte maneira: Deus é infinito em suas perfeições, mas o infinito é coisa abstrata. Dizer que Deus é o infinito é tomar o atributo pelo próprio sujeito e definir o ser que é incognissível por uma abstração que não é o menos. É assim que, procurando penetrar o que não é dado à sua inteligência conhecer, o homem se mete em becco sem saída e abre a porta a ociosas discussões. Então, observe que essa pequena redação constante na coluna da direita, na coluna número dois, amplia significativamente o texto da resposta dada diretamente por algum espírito. Então, a primeira geralmente era a resposta dada por um. ou até o resumo de mais de um espírito, porém era a resposta direta. A segunda eram coletâneas que Allan Kardec havia selecionado e feito um resumo para ampliar a resposta direta da primeira coluna. E ele mesmo eh faz esse tipo de de comentário em uma nota na primeira edição, que nós vamos fazer uma leitura delas aqui para ver como que Kardecus leitores da primeira edição para entender melhor porque essa dinâmica é de duas colunas. Então, Kardec ele eh explicou essa questão da seguinte maneira. Vamos ver aqui. A primeira coluna contém as perguntas formuladas e as respostas textuais. A segunda encerra o enunciado da doutrina de sobr fluente. São ambas, propriamente falando, duas redações ou duas formas diferentes do mesmo tema. Uma tem a vantagem de mostrar certa sorte de feição das entrevistas espíritas, a outra de permitir uma leitura sequente. Enquanto o assunto versado em cada coluna seja o mesmo, encerram às vezes uma e outra pensamentos especiais que quando não resultam propriamente de perguntas diretas não constituem menos o fruto das lições dadas pelos espíritos, vista como não há nenhuma que não seja expressão do pensamento deles. Então aqui é interessante, Kardec, explicar que mesmo os textos das respostas constantes na coluna dois, que eram as
os espíritos, vista como não há nenhuma que não seja expressão do pensamento deles. Então aqui é interessante, Kardec, explicar que mesmo os textos das respostas constantes na coluna dois, que eram as instruções espontâneas, mesmo quando Kardec fazia um resumo, aquilo ali não era um texto de Kardec, ou seja, não era Kardec dando uma resposta eh de sua própria cabeça àquela situação, mas sim ele resumindo uma coletânea de respostas dos espíritos que enriqueciam aquela resposta. E ele faz questão de salientar isso, né, que não há nenhuma que não seja a expressão do pensamento deles. Então, mesmo que o estilo redacional fosse do próprio Kardec, o pensamento, o conteúdo que estava ali era a expressão completa do pensamento dos espíritos. Então, as duas colunas tinham propriamente dita eh respostas dadas pelos espíritos, uma textualmente e a outra um resumo daquilo que os espíritos pensavam feitas por Kardec. Mas Kardec também para garantir que não houvesse distorção do pensamento dos espíritos, principalmente nessa coluna número dois, que era um resumo das instruções espontâneas, ele utilizava uma certa garantia. Ele pegava esse texto que ele havia feito de resumo e apresentava aos espíritos como a forma de revisão, principalmente no momento em que o livro dos espíritos era elaborado, ele contava com o trabalho eh específico da Médium Celine Jafé. também contou com outros médiuns, mas a médium Selinafé foi a principal utilizada nesse momento da elaboração da primeira edição do livro dos espíritos para se fazer a revisão. Na maioria das vezes também eram os espíritos São Luís e também o espírito da verdade ou alguns outros que atuavam como revisores espirituais. Então, o Kardec apresentava esse texto que ele havia formulado para a segunda coluna, né, como resumo que ele fazia dessas instruções espontâneas e pedia aos espíritos para revisar, para ver se aquilo ali não estava tendo eh nenhuma distorção. Ou seja, que havia o perigo de, no momento que ele fosse fazer um resumo das respostas dos espíritos, ele
edia aos espíritos para revisar, para ver se aquilo ali não estava tendo eh nenhuma distorção. Ou seja, que havia o perigo de, no momento que ele fosse fazer um resumo das respostas dos espíritos, ele poderia eh acidentalmente, por uma questão de falha de interpretação, interpretar erroneamente o pensamento dos espíritos e escrever algo que não correspondia ao pensamento exato que os espíritos eh haviam tentado manifestar nessas instruções espontâneas. Então, para ter garantia de fidelidade ao pensamento dos espíritos, passava por esse momento de revisão espiritual. A partir do momento que a a mensagem recebia a chancela dos espíritos, então aquela redação ficava eh consolidada para entrar nessa segunda coluna e complementar a resposta como um todo. Então, lembrando mais uma vez que isso foi feito da coluna 1 até a coluna 276. E como que foi a metodologia de Kardec? Bem, eh, Kardec começa a a metodologia e os procedimentos mediúnicos de coleta dessas mensagens em agosto de 1855 na casa da família Bodan, onde lá as médiums principais eram a as filhas, né, do casal Bodan, que eram a Caroline e a Pelag eh, Bodan. Hoje, por pesquisas mais recentes, né, feitas pela equipe do Sassai Espiritismo, já se sabe que eh não era Caroline e Julie Bodan como a tradição espírita eh consolidou. Muitos ainda têm uma ideia de que as meninas, né, as irmãs Bodã, elas eram eh adolescentes, né, 14, 16 anos e teriam então atuado ali ainda bastante jovens para receber as comunicações, que seriam a base de um livro dos espíritos. Mas as pesquisas modernas, né, eh, biográficas a respeito dessas duas médiuns, já constataram que uma delas, de fato, chamava Caroline, a outra não chamava Julie, chamava, na verdade, eh, Pelage. E elas, na verdade, já eram mulheres adultas, já estavam ali na casa dos 20 para os 30 anos e já tinha uma certa idade maior do que aquilo que a tradição eh erroneamente havia consolidado até os dias de hoje. E elas utilizavam o sistema de psicografia indireta, que era através de uma de uma
e já tinha uma certa idade maior do que aquilo que a tradição eh erroneamente havia consolidado até os dias de hoje. E elas utilizavam o sistema de psicografia indireta, que era através de uma de uma sexta peão, aonde elas utilizavam essa essa sexta peão para poder fazer a psicografia indireta e obter as respostas. Posteriormente, elas começaram também a desenvolver a psicografia direta, né? Ou seja, eh obter as respostas por escrita automática diretamente com as mãos. sem a necessidade dessa desse objeto da sexta peão. Posteriormente, Kardec também passa a a frequentar eh outros grupos mediúnicos onde havia eh a presença da Médium Celine Jafé, que atuava como revisora das comunicações obtidas pelas irmãs Bodã. Então, esses espíritos faziam eh através da mediunidade da senhora Jafé, faziam a revisão desse texto e faziam lá também a complementação. Também há relatos, né, de alguns historiadores do movimento espírita, que no momento em que Kardec, em agosto de 1855, começa essas pesquisas na casa da família Bodan, ele não começou do zero. ele havia recebido alguns cadernos, né, cerca de 50 cadernos que a tradição geralmente eh nos fala, que pertenciam a um grupo de estudo mediúnico formado por alguns intelectuais franceses que teriam sido frequentados por eh alguns escritores, algumas pessoas que até depois passaram a fazer parte da Sociedade Parisense de Estudos Espíritas, como o dramaturgo, né, Victória Sardô, e que uma das principais médiuns desse grupo também era a senhorita Jafé, né, a médium Celine Jafé. Então, eh ele havia recebido esses cadernos que já tinham ali, digamos, várias instruções eh espontâneas, né, alguns textos ditados espontaneamente por vários espíritos e com certeza era um material bastante extenso, né? A tradição fala em 50 cadernos de comunicação mediúnica, tratando de assuntos variados. Então ele pega esses cadernos e talvez dali ele tira, digamos assim, a inspiração para começar as perguntas no grupo familiar da família Bodan e vai ali recebendo essas eh comunicações
untos variados. Então ele pega esses cadernos e talvez dali ele tira, digamos assim, a inspiração para começar as perguntas no grupo familiar da família Bodan e vai ali recebendo essas eh comunicações através das duas médiuns. E depois em outro grupo, através da mediunidade também da Celine Jafé, ele faz então essa eh revisão das comunicações. Ele na revista espírita janeiro de 1858, ele fala mais ou menos a respeito desse procedimento. Ele diz o seguinte: "Os primeiros médiuns que concorreram para o nosso trabalho foram as senhoritas B. Eu só fala B. Kardec não gostava muito de eh expor o nome dos médiuns que participavam do trabalho. Na maioria das vezes, ele eh não citava o nome completo desses médiuns e colocava apenas algumas abreviações ou apenas o primeiro nome, né? Senhor Rosé, senhorita M, senhor não sei o quê, como aquele fala as senhoritas B, que a gente sabe hoje que eram as senhoritas Bodã, Caroline e Pélagin, cuja boa vontade jamais nos faltou. O livro foi quase todo escrito por seu intermédio, o intermédio das duas, e em presença de numeroso público que assistia as sessões nas quais tinha o mais vivo interesse. Mais tarde, os espíritos recomendaram, então até por recomendação dos próprios espíritos comunicantes, recomendaram uma revisão completa em sessões particulares, tendo-se feito então todas as adições e correções que eles julgaram necessárias nessa segunda etapa. Essa parte essencial do trabalho foi feita com o concurso da senhorita Jafé, né, Médium Celine Jafé, a qual se prestou com a melhor boa vontade e o mais completo desinteresse a todas as exigências dos espíritos, porque eram eles que marcavam dia e hora para as lições. Então, repetindo-se, é um trecho da revista espírita, edição de janeiro de 1858, né? Edição inaugural da revista espírita. Mas Kardec não se contentou somente com a revisão feita através da Médium Celine Jaafé lá em obras póstumas, que foi publicado já na década de 90 eh eh do século XIX, né, contendo uma seleção de textos que Kardecou em
contentou somente com a revisão feita através da Médium Celine Jaafé lá em obras póstumas, que foi publicado já na década de 90 eh eh do século XIX, né, contendo uma seleção de textos que Kardecou em vida, né, por isso obras póstumas, há um um texto na qual Kardec também faz, digamos assim, uma descrição também novamente desse período. ele fala que não me contentei, entretanto, com essa verificação, ou seja, ele tá falando da verificação feita através da mediunidade da senhorita Jafé, ou seja, ele não contentou somente com aquela revisão, ele quis submeter também aquelas questões a mais médiuns. Aí ele fala: "Os espíritos assim me haviam recomendado, tendo minha circunstância posta em relação com outros médiuns. sempre que se apresentava ocasião e eu aso aproveitava para propor algumas das questões que me pareciam mais espinhosas, aquelas que ele tinha mais dúvida, que gostaria de resolvê-las. Foi assim que mais de 10 médiuns prestaram concurso a esse trabalho. Então ele fala que mais de 10 além da própria senhorita Celine Jafé. Da comparação e fusão de todas as respostas coordenadas, classificadas e muitas vezes retocadas no silêncio da meditação, foi que elaborei a primeira edição de O Livro dos Espíritos, entregue à publicidade em 18 de abril de 1857. Então, depois que ele obteve, né, principalmente as comunicações das meninas Bodan, da Celine Jafé e desses mais de 10 médiuns que ele utilizou como revisão e complementação, é que ele fez toda a fusão, retocou, fez a redação que se tornou então a primeira edição de O Livro dos Espíritos. E ele retocou e mexeu nessas respostas na estrutura que ele mesmo explicou, como nós limos há pouco tempo agora. Essa nota de Kardec, a gente utilizou dois tipos de mensagens: explicações diretas dadas pelos espíritos, a provocação das perguntas e as instruções espontâneas, ou seja, que surgiram sem a necessidade de uma pergunta previamente formulada, mas que aproveitavam para o texto como um todo. Então, nós podemos resumir que
das perguntas e as instruções espontâneas, ou seja, que surgiram sem a necessidade de uma pergunta previamente formulada, mas que aproveitavam para o texto como um todo. Então, nós podemos resumir que o trabalho de Kardec até chegar nessa redação final de O Livro dos Espíritos começou com aqueles cadernos do grupo mediúnico da qual Victória em Sardô participava e que contava também com a mediunidade da Celine Jafé. Depois a as comunicações obtidas pelas duas irmãs Bodan. Depois novamente a revisão feita pela Médium Celino Jaafé, que também era uma médium de psicografia indireta. Ela utilizava, se eu não me engano, a cesta de bico e não a cesta peão, uma outra metodologia de comunicação espiritual indireta. Em seguida, passava pelo complemento de médiuns diversos, segundo Kardec, mais de 10. E aí sim a redação final de O Livro dos Espíritos, que foi publicado em 18 de abril de 1857. E um fato curioso é que da questão 1 até 276, algumas questões e principalmente a questão número um, não tinha eh como resposta, ou seja, estava vazia a a primeira coluna, que era das instruções espontâneas e só tinha resposta, aliás, corrigindo a informação. Eh, a questão número um, o que é Deus nessa primeira edição? A primeira coluna a da esquerda, ela ficou praticamente vazia, ela não tinha resposta, ou seja, ela não tinha nenhuma explicação direta dada pelos espíritos. Aquela resposta, né, causa primeira de todas as coisas dada pelos espíritos, apareceu na segunda coluna, a coluna da direita, que continha as instruções espontâneas. Então essa primeira coluna, ela foi respondida onde Kardec fez um resumo das instruções espontâneas dadas pelos espíritos. Algumas outras questões também eh apareceram assim, né? Não havia resposta de explicações diretas, né, na primeira coluna, mas haviam somente eh respostas na segunda coluna das instruções espontâneas. Então, às vezes, muitos chegaram às vezes a confundir, achar que essa resposta dada a questão número um de O Livro dos Espíritos havia sido respondida pelo
a segunda coluna das instruções espontâneas. Então, às vezes, muitos chegaram às vezes a confundir, achar que essa resposta dada a questão número um de O Livro dos Espíritos havia sido respondida pelo próprio Kardec. Na verdade, não é que o próprio Kardec a respondeu, mas Kardec fez um resumo da da opinião dos espíritos a respeito de Deus. E aí ficou aquela resposta, né, causa primária de todas as coisas que nós todos conhecemos. Então, Kardec fez ali então uma espécie de resposta indireta dos espíritos como resumo. Fica então essa curiosidade. Quem tiver acesso, né, fizer o download dessa primeira edição de O Livro dos Espíritos, vai ver que a resposta então da primeira pergunta sobre o que é Deus foi feita através dessa metodologia de Kardecâneas e não explicações diretas dadas pelos espíritos. Mas de qualquer maneira são propriamente ditas opiniões ou respostas dos espíritos apenas numa outra metodologia, apenas num outro formato, tá? E a partir da questão 277, como eu disse para vocês, Kardecão 277, o formato pergunta e resposta, ou seja, é uma pergunta e apenas um texto de resposta somente. Geralmente essas respostas que vinham após a as questões 277 em diante eram basicamente explicações diretas. Então ali haviam explicações diretas somente, mas em algumas delasc colocava um texto complementar que muitas pessoas depois confundiram como comentários de Kardec, mas o próprio Kardec vem explicar que não eram comentários dele. Na verdade se tratavam de resumos também no mesmo estilo que ele fez com a segunda coluna da questão 1 a 276. Ele explica numa outra nota que ele elaborou a partir da questão 277. Ele explica o seguinte a respeito dessa redação dos textos complementares após as respostas dadas como explicações diretas. Vocês vão ver que essa explicação dessa desses textos que parecem comentários após as respostas diretas constituindam, na verdade instruções espontâneas. Também Kardec diz o seguinte a respeito delas: "O que vem as após as respostas constituiento
textos que parecem comentários após as respostas diretas constituindam, na verdade instruções espontâneas. Também Kardec diz o seguinte a respeito delas: "O que vem as após as respostas constituiento do assunto emanado também dos espíritos quanto ao fundo, não na forma. A forma quem dava era ele, era a redação dele. E afinal sempre revisto, aprovado e não raro corrigido por eles. É o que eu havia falado agora há pouco. Kardec fazia essa redação do próprio punho, resumindo o pensamento dos espíritos e submetia à revisão. Então ele mesmo diz, né, que os os espíritos o revisavam e não Raram às vezes corrigiam, porque Kardec no momento em que fazia essa esse resumo, às vezes ele podia, na sua interpretação eh distorcer o pensamento original dado pelos espíritos, mas aí na revisão os espíritos corrigiam ou complementavam, ampliavam aquela ideia que era passada. Então, mesmo que a redação fosse Kardec, o pensamento era sempre dos espíritos, senão não faria o menor sentido, né, do livro se chamar o livro dos espíritos se ele fosse parte eh de conteúdo originário dos espíritos e outra parte de conteúdo originário eh apenas da opinião ou da cabeça de Kardec, seria o livro dos espíritos e de Kardec, o que não faria o menor sentido. Então, para que seja o livro dos espíritos, todo o conteúdo de respostas é emanada exclusivamente dos espíritos, mesmo que alguns sejam textos diretamente apontados por eles e outros sejam resumos das ideias que os espíritos apresentaram espontaneamente. E a CADEC continua, né? São ideias que emitiram parceladamente em diversas épocas, resumidas em estilo mais fluente para que o texto ficasse mais fluido e mais direto ao assunto. Delas excluindo-se o que formava duplicilição, ou seja, assuntos repetidos que eh não havia necessidade de de ficar ali com aquela repetição, com aquela duplicidade toda. contexto da resposta precedente. E quais foram as principais mudanças, né, depois que Kardec fez isso paraa segunda edição de O Livro dos Espíritos? Bem, primeiro Kardec percebeu que era
icidade toda. contexto da resposta precedente. E quais foram as principais mudanças, né, depois que Kardec fez isso paraa segunda edição de O Livro dos Espíritos? Bem, primeiro Kardec percebeu que era necessário eh para tornar o texto mais fluente e mais agradável a leitura do público, ele decidiu acabar com essa questão de primeira coluna e segunda coluna ou coluna da esquerda e coluna da direita. ele resolveu fazer uma fusão, né, da dos dois tipos de respostas. Então, as explicações diretas e as instruções espontâneas foram fundidas em uma mesma resposta, em uma mesma redação. Kardec fez então a fusão desse texto e transformou na segunda edição, em grande parte delas, em uma resposta única. Então, quando a gente vê hoje lá algumas respostas que estão presentes em determinadas questões do livro dos espíritos, algumas delas são fusões que lá na primeira edição estavam em colunas diferentes e Kardec juntou fazendo um resumo. Então, Kardec modificava o texto, botava a revisão dos espíritos novamente para não perder o pensamento original dos espíritos, mesmo que ele tivesse que fazer uma intervenção na redação, mesmo que ele tivesse que resumir aquela questão para tornar o texto mais fluido, mais direto, mais agradável à leitura, uma vez que a doutrina espírita estava ganhando grande popularidade na França, em outros países da Europa, e o livro tinha o objetivo de ser uma propaganda da doutrina espírita. Então, ele tinha que ter uma forma de leitura agradável, mais simples, mais direta ao público e que facilitasse, né, a compreensão das pessoas que iriam fazer a leitura daquela obra. Então, nesse momento, Kardec ampliação do livro dos espíritos, mas muda esse estilo redacional. Então, para se ter uma ideia, passou de 501 perguntas ou 501 diálogos para 1019. E nesse momento, nessas mudanças, aconteceram as seguintes situações. Eh, Kardec também nesse período, como eu disse para vocês, no início aqui do nosso estudo, ele contou com os correspondentes, comunicações que haviam sido publicadas
conteceram as seguintes situações. Eh, Kardec também nesse período, como eu disse para vocês, no início aqui do nosso estudo, ele contou com os correspondentes, comunicações que haviam sido publicadas na revista espírita. Ele utilizou parte delas para fazer acréscimos na segunda edição, comunicações obtidas pelos médiuns da Sociedade Parisense de Estudos Espíritas no período 1858 1859. E contou agora também com a a revisão através principalmente, né, também de outros espíritos, mas principalmente da jovem médium Hernan Dufô. A irmã Sidufô colaborou bastante nesse período de revisão e lá por dia 15 de setembro de 1859, Kardec havia feito o registro, né, pela pela através da tipografia Bordier já dessa dessa edição de O Livro dos Espírito da segunda edição. Então, em 15 de setembro de 1859, a obra já estava concluída e ela, se não me engano, é publicada, né, definitivamente em 16 de março de 1860. Então, nesse período de 2 anos aí, 58, 59, ele trabalhou nessa ampliação para a segunda edição de O Livro dos Espíritos. Praticamente, as mudanças seguiram as seguintes eh características. Primeiro, como disse para vocês, foi o fim da divisão em duas colunas. passou a ter apenas uma pergunta e uma resposta, uma coluna só para cada pergunta. Kardec também ele faz o seguinte, ele transfere eh algumas situações, né, o conteúdo da da da segunda coluna, ele mescla com a primeira. Então, explicações diretas, instruções espontâneas passam a fazer parte de um texto só. Algumas respostas elas foram alteradas utilizando comunicações novas dos espíritos, as revisões feitas pela irmã Fox, textos novos da revista espírita. Então, algumas respostas da primeira edição foram modificadas em relação à segunda, seja por correção, seja por ampliação do assunto. Foram excluídas também algumas questões que Kardec eh achava que elas faziam eh referência diretamente ao fenômeno mediúnico. Então, toda, praticamente quase todas as perguntas da primeira edição que faziam parte do capítulo 10 dessa primeira
e Kardec eh achava que elas faziam eh referência diretamente ao fenômeno mediúnico. Então, toda, praticamente quase todas as perguntas da primeira edição que faziam parte do capítulo 10 dessa primeira edição, que eram chamado de manifestações dos espíritos, Kardec retirou todas essas perguntas de lá e futuramente utilizou essas mesmas perguntas no livro dos médiuns que ele publica em 1861, que como ele decidiu separar o livro dos espíritos e depois o livro dos médiuns, ele achou que especificamente essas perguntas e respostas ficariam melhores no novo livro e não Mais em o livro dos espíritos também, que tipo de mudanças ocorreram? Algumas perguntas, né? Algumas respostas, aliás, perguntas mesmo, algumas perguntas foram substituídas por outras. Perguntas originais tiveram redação completamente mudada para ficar uma pergunta mais precisa. Outras perguntas foram completamente excluídas porque ele achou que às vezes elas elas eram redundantes ou não acrescentavam muitas informações precisas. e algumas foram eh reunidas e sintetizadas numa única questão. Houve casos lá de três ou quatro perguntas diferentes, mas que às vezes tocavam no mesmo assunto, que Kardec transformou essas três ou quatro perguntas em uma pergunta só na segunda edição e também fez um ajuntamento das três ou quatro respostas e resumiu numa resposta só. Então, três ou quatro perguntas diferentes foram transformadas em uma pergunta e em uma única resposta. E houve casos também de respostas que foram completamente reformuladas para ficarem mais precisas. Vou trazer um exemplo aqui para vocês. Eh, na primeira edição, a a pergunta 86 do livro dos Espíritos, eh questionava o seguinte aos espíritos: em que época a alma se une ao corpo? Aí lá na primeira coluna, a das explicações diretas, os espíritos responderam simplesmente no nascimento. Então, ou seja, os espíritos disseram que a alma se uniento. Ficava então essa ideia de que durante toda a gestação, aquele feto, né, aquela criança ali que estava sendo gerada,
esmente no nascimento. Então, ou seja, os espíritos disseram que a alma se uniento. Ficava então essa ideia de que durante toda a gestação, aquele feto, né, aquela criança ali que estava sendo gerada, talvez não tinha espírito nenhum ligado àquele corpo. Ficou então uma resposta bastante imprecisa que poderia até induzir ao erro. Na segunda edição, essa pergunta já não pertence mais à questão 86. Ela passa a ser renumerada como questão 344. Aí lá na segunda edição ela é renumerada para 344. É perguntada assim: "Em que momento a alma se une ao corpo?" E aí vem uma resposta mais completa ainda, dizendo o seguinte: a união começa na concepção, mas só se completa no momento do nascimento. Então, ou seja, aí os espíritos modificaram a resposta porque a primeira resposta dada por explicação direta na primeira edição era muito vaga. dava a entender que o espírito só se ligava ao corpo do nascimento e depois não, eles explicam, não começa a ligação na concepção e ela vai se intensificando até o nascimento quando ela se completa de vez. Então, houve vários casos de respostas da segunda edição que foram ampliadas, corrigidas ou tornada, digamos assim, mais nítidas, mais completas, como esse caso que eu relatei para vocês, que na primeira edição era pergunta 86, na segunda passou a ser de número 344. E você vê, não houve, digamos assim, propriamente dito um erro, mas sim uma ampliação e uma explicação mais detalhado a respeito do mesmo assunto. Na segunda edição também, Kardec manteve em alguns momentos eh os textos complementares, as perguntas que muitos começaram a chamar de comentários de Kardec, né? a tradução começou a chamar aquilo ali de comentário de Kardec, mas aqueles textos menores que aparecem depois de algumas respostas dadas pelos espíritos são iguais àquelas que Kardec havia falado na primeira edição. Não são comentários dele propriamente dita, são respostas dos espíritos resumidas em linguagem mais fluente. Mas aí aparece agora um terceiro elemento, que aí sim é
ec havia falado na primeira edição. Não são comentários dele propriamente dita, são respostas dos espíritos resumidas em linguagem mais fluente. Mas aí aparece agora um terceiro elemento, que aí sim é uma redação dada pelo próprio Kardec. lá na segunda edição, que são os ensaios. Os ensaios são aqueles textos maiores que Kardec acrescenta no livro dos espíritos para dar explicações mais detalhadas. Aquilo ali sim é redação completa de Allan Kardec, mas com a supervisão dos espíritos, com a supervisão, com a correção e revisão dos espíritos. Exemplo desses ensaios que foram acrescentados dentro de O livro dos Espíritos na segunda edição, tem o texto da Escala Espírita, que ele foi publicado originalmente na edição de fevereiro de 1858 da revista espírita e depois é reaproveitado dentro da segunda edição de O Livro dos Espíritos. Há também outros ensaios ali, né, como aquele considerações sobre a pluridade das das existências e outros textos mais que apesar de ser redação direta de Kardec é submetida à opinião dos espíritos para que elas constituam, digamos assim, eh fidelidade ao pensamento dos espíritos propriamente diso. Então, Kardec, ele sempre foi muito honesto em deixar claro que tanto eh a redação dado, as instruções espontâneas que ele resumia, quanto também aos ensaios que ele acrescentou na segunda edição, a forma literária era dele, né, o estilo, a gramática, a concatenação lógica, tudo era dele. Mas o conteúdo doutrinário, né, as ideias, os princípios ali eh eh emitidos eram, na verdade originário dos espíritos e garantiam que esse pensamento se mantesse fidelidade através do processo de revisão a qual era submetido aos espíritos. E isso mostra uma certa honestidade intelectual de Kardec. Kardec nunca eh escondeu que ele fez essas intervenções nos textos das instruções espontâneas e também dos ensaios. E ele deixou isso muito claro, tanto naquele trecho que nós lemos agora a pouco, que foi publicado em obras póstumas, mas também eh em outros momentos, na primeira edição mesmo, na
também dos ensaios. E ele deixou isso muito claro, tanto naquele trecho que nós lemos agora a pouco, que foi publicado em obras póstumas, mas também eh em outros momentos, na primeira edição mesmo, na introdução da primeira edição do livro dos espíritos, ele vai e fala dessas intervenções que ele fez no texto, né, que foram necessários. também na edição de janeiro da revista espírita em 1858, ele fala também dessas redações que ele teve que fazer e ele deixa muito claro também nas próprias notas que inseriu na primeira edição de O livro Espírito. Nós lemos as duas notas aqui, onde ele deixa claro o papel dele como redator, como alguém que retoca o texto, mas que mesmo assim eh ele mantém fidelidade ao pensamento dos espíritos. Então, ou seja, não são ideias dele que ele inseriu ali na redação de O Livro dos Espíritos. Então, ou seja, Kardec, ele dá essa honestidade intelectual dizendo que ele fez intervenções programadas, assessorados pelos espíritos. E isso a gente vê que ele utilizou então de técnicas editoriais para dar clareza e fluidez, né, a um ensino coletivo. Porque imagina pegar todo esse esse ensino coletivo dos espíritos constituído de centenas ou milhares de textos e transformar isso tudo em uma doutrina coerente, né, coesa, com linguagem fluida e que os leitores pudessem ler e entender com clareza tudo que estava ali. Então ele utiliza essa sua metodologia, essas técnicas editoriais, sem ferir o pensamento dos espíritos, que são os autores de fato de toda a doutrina contida em o livro dos espíritos. Então, podemos dizer que a edição da forma dada por Kardecida a autenticidade do conteúdo dos espíritos, principalmente das instruções espontâneas e dos ensaios que ele inseriu ali. Então, que a própria publicidade desse método que o Ric Kardec deu, né, a respeito de como ele fez essas redações, essas interferências, mostra a sua boa fé, que algum crítico ou cético podia argumentar. Não. Kardec retocou e colocou ideias de sua própria cabeça ali no meio, tornando, digamos assim, a
as redações, essas interferências, mostra a sua boa fé, que algum crítico ou cético podia argumentar. Não. Kardec retocou e colocou ideias de sua própria cabeça ali no meio, tornando, digamos assim, a ideia de que o livro fosse de fato dos espíritos eh uma ideia completamente falsa ou que ele houvesse manipulado de maneira escondida do público. e a experiência e os próprios deixos Kardec demonstram que não, que sempre teve essa honestidade intelectual e deixou muito claro para o público desde a primeira edição, como que ele fazia a composições dessas respostas que deram origem ao conteúdo do livro dos espíritos, praticamente surgida então em dois tipos de comunicações espirituais que nós chamamos aqui nesse estudo de explicações diretas e instruções espontâneas. Então, espero que todos tenham compreendido aqui o nosso objetivo e vamos estar dispostos aí para responder algumas perguntas, o comentário do Adriano e que possamos ter mais oportunidades como essa de estar discutindo aqui esses assuntos. >> É isso aí, meu irmão. Ó, deixa eu ver aqui só falar da presença de Edna Pereira de Salvador na Bahia, do núcleo espírita Teles Menezes. Que bacana. Obrigado, Edna. Rui tá falando aqui, ó, que tem que sair para fazer uma palestra, mas vai continuar assistindo depois. Isso aí, Rui, obrigado. E depois ele agradeceu aqui pela exposição, né, pelo extraordinário ensino. É isso aí. Valeu, demais, Rui, muito obrigado. E a nossa e a nossa Neurali também tá aqui. Ela que tá colocando aqui que bela explicação. Boa noite, luz e paz. Valeu demais, Neurinha. Obrigado a Neura, que faz parte lá do trabalho do grupo espírita Fonte Viva, meu irmão. É isso. Eu acho que a exposição foi claríssima. Recado dado. Eh, mais uma vez você trouxe um conteúdo de extrema qualidade para nós. Então fica aí o agradecimento, viu? Muitíssimo obrigado. E para então entrarmos aí na reta final, né, do programa de hoje, eu vou te pedir suas considerações finais, pedir que você mais uma vez divulgue pra gente aí
agradecimento, viu? Muitíssimo obrigado. E para então entrarmos aí na reta final, né, do programa de hoje, eu vou te pedir suas considerações finais, pedir que você mais uma vez divulgue pra gente aí tanto o canal quanto as redes sociais do canal, né, do do de todo o material que você tem eh disponibilizado aí nas redes sociais e depois apreste o encerramento pra gente, por favor. Tá certo, meu irmão. Bem, mais uma vez, né, agradecer essa oportunidade que o Igzi tem dado para nós apresentarmos aqui eh essas pesquisas que temos feito eh a respeito da doutrina espírita. Como nós já dissemos aqui, o as pessoas que estiverem aqui nos acompanhando na palestra podem depois conferir, né, os canais que eu tenho no YouTube, no TikTok, no Instagram, que é o Espiritismo Analizado, onde a gente coloca várias dessas questões lá. Inclusive eu vou gravar um vídeo também lá editado sobre o tema dessa palestra que nós fizemos aqui, né? Vamos colocar alguns dados esses também. Eh, vamos colocar lá algumas questões eh recentes, né, de pesquisas científicas sobre a mediunidade, que dão uma chancela muito interessante à metodologia de Kardecências cruzadas, de selecionar eh as mensagens oriundas de da comunicação de diferentes médiuns, de diferentes espíritos, fazer todo esse cruzamento, toda essa metodologia que nós citamos aqui hoje e como que pesquisas modernas na área da mediunidade tê demonstrado que Kardec estava realmente no caminho certo para poder, digamos assim, eh, obter a maior fidelidade possível ao pensamento que os espíritos tentavam eh passar para ele naquele momento. Então, a gente vai também abordar muito desses aspectos. Então é apenas isso, agradecer por essa oportunidade mais uma vez e vamos então a esse nosso momento agora de reflexão, né? Podemos fechar os nossos olhos, né? ampliar a nossa concentração, vamos elevar o nosso pensamento a Deus, à espiritualidade, pensarmos no nosso mestre Jesus, que é uma das maiores inspirações que nós possamos ter, e que a espiritualidade amiga, que o próprio
tração, vamos elevar o nosso pensamento a Deus, à espiritualidade, pensarmos no nosso mestre Jesus, que é uma das maiores inspirações que nós possamos ter, e que a espiritualidade amiga, que o próprio Jesus possa nos dar a inspiração correta para esses dias difíceis que vivemos no nosso mundo atual, para que nós espíritas possamos melhorarmos cada vez mais moralmente, desenvolver vemos a nossa parte intelectual, buscando sempre essa renovação da nossa espiritualidade, porque somente com a nossa fé e a nossa espiritualidade é que conseguiremos eh sobreviver a essas questões tão difíceis que passamos hoje, a esses desafios desse nosso mundo, cheio de provas, cheio de expiações, cheio de pessoas vivendo situações complicadas, que possamos ter mais força para ampararmos o nosso próximo na sua, no seu sofrimento, nas suas condições difíceis, que possamos nós mesmos termos condições morais, intelectuais para vencermos os nossos próprios desafios. E isso nós só obteremos através mesmo da inspiração que a espiritualidade possa nos dar, buscando então a nossa fé, a nossa consolação, a nossa força íntima e espiritual. E que o mestre Jesus nos abençoe e que possamos ter também uma semana que começa cheia de realizações e um pensamento equilibrado diante de todas as situações que se apresentarem a nós nesse momento. Que assim seja. >> Que assim seja. Graças a Deus, pessoal. Então é isso, vamos encerrando a live de hoje. Eh, vou fazer observação aqui que amanhã estarei na apresentação da série de Moisés a Kardec. Sexta temporada estarei com Jorge Alará, professor Severino Celestino e Álvaro Mornerai aqui no canal do Iges, tá bom? Então, a partir das 21:30 amanhã, dia 7 de abril, meu irmão, muitíssimo obrigado. Valeu demais. Acredito que você, se Deus quiser, estará conosco aí no segundo semestre e eu tenho certeza que para mais um momento de reflexão bastante enriquecedor. Valeu demais, muitíssimo obrigado, viu? Beijo no coração, pessoal. É isso aí. Vamos encerrando, então, sempre dizendo para para todos
erteza que para mais um momento de reflexão bastante enriquecedor. Valeu demais, muitíssimo obrigado, viu? Beijo no coração, pessoal. É isso aí. Vamos encerrando, então, sempre dizendo para para todos vocês, né, que esse trabalho é feito com muito amor, com muito carinho para vocês, por vocês, tá? Beijo nos corações. Até amanhã, até amanhã que eu vou estar no de Moisés a Kardec. E até a próxima segunda-feira também, se Deus quiser.
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