Esquina de pedra | Stela Martins | 12.10.25
Essa série de lives tem por objetivo principal divulgar a obra “A esquina de pedra” e seu autor, Wallace Leal V. Rodrigues. O livro aborda a história do cristianismo primitivo e a formação do catolicismo, com capítulos que se assemelham a crônicas poéticas, explorando temas como a fé, a caridade e a transformação moral. Wallace Leal Valentim Rodrigues, autodidata, foi ator e diretor de teatro, diretor de cinema, escritor, jornalista tendo atuado durante 25 anos na Casa Editora o Clarim como continuador da obra de seu fundador, Cairbar Schutel. Conheça a trajetória inspiradora desse espírito no documentário WALLACE LEAL – PODERES DO ESPÍRITO (Márcia Tamia | Zé Henrique Martiniano) https://youtu.be/pwItf50t0fg?si=D2qw3eQpXZMVXeyo #espiritismo, #doutrinaespírita, #allankardec, #reencarnação, #mediunidade, #evoluçãoespiritual, #vidaapósamorte, #cristianismoprimitivo, #esquinadepedra
Faça-se na escrava a vontade do Senhor para aquela mãe amorosa. cuja alma digna observa que o vinho generoso de Caná se transformara no vinagre do martírio. O tempo assinalava sempre uma saudade maior no mundo e uma esperança cada vez mais elevada no céu. Mãe, eis aí o teu filho. Filho, eis aí a tua mãe. >> Mãe, eis aí teu filho. Filho, eis aí tua mãe. Por muito tempo conservaram-se ainda ali em preces silenciosas, até que o mestre exânime fosse arrancado à cruz antes que a tempestade mergulhasse a paisagem castigada de Jerusalém num dilúvio de sombras. O tempo passou filas de sofredores, de pessoas desalentadas, de mães que também haviam perdido filho, de almas que estavam experimentando a dor, o sofrimento, iam até Maria na sua casinha, no alto daquele morro. E então um deles agradeceu de uma maneira muito inspirada. Ele disse assim: "Senhora, Senhora, sois a mãe de nosso mestre e nossa mãe santíssima. Senhora, sois a mãe de nosso mestre e nossa mãe santíssima. Mas chega um peregrino muito esfarrapado, muito sofrido, muito judiado e diz assim: "Minha mãe, como tantos outros, que mendigo Como seria aquele que lhe acalmava as dores secretas da alma saudosa com bálsamos tão doces? Nenhum lhe surgir até então para dar. Era sempre para pedir alguma coisa. No entanto, aquele viandante desconhecido lhe derramava no íntimo as mais santas consolações, onde ouvira aquela voz meiga e carinhosa no outros tempos? Que emoções eram aquelas que lhe faziam pulsar o coração de tanta carma? Seus olhos se umedeceram de Ventura, sem que conseguisse explicar a razão de sua emotividade. Foi quando o hóspede anônimo lhe estendeu as mãos generosas e lhe falou com profundo assento de amor. Minha mãe vem aos meus braços. >> Minha mãe vem aos meus braços. Minha mãe vem aos meus braços. Nesse instante fitou as mãos nobres que se lhe ofereciam num gesto da mais bela ternura. Tomada de comoção, viu nelas duas chagas. como aquelas que seu filho revelava na cruz. Não pôde mais. Compreendendo a visita amorosa que Deus
obres que se lhe ofereciam num gesto da mais bela ternura. Tomada de comoção, viu nelas duas chagas. como aquelas que seu filho revelava na cruz. Não pôde mais. Compreendendo a visita amorosa que Deus lhe enviava ao coração, bradou com infinita alegria. Meu filho, meu filho, que úlceras te fizeram, >> meu filho? O meu filho que o sereste fizeram. queria abraçar-se aos pés do seu Jesus. Ele, porém, levantando-se, cercado de um de luz celestial, se ajoelhou aos pés dela e, beijando-lhe as mãos, disse em carinhoso transporte: "Sim, minha mãe, sou eu. Venho buscar-te. Pois meu pai quer que sejas no meu reino a rainha dos anjos. Sim, minha mãe, sou eu. Venho buscar-te, pois meu pai quer que sejas no meu reino, a rainha dos anjos. Boa noite para vocês. Essa é nossa singela homenagem usando essa produção lindíssima dessas pessoas maravilhosas em homenagem a Maria de Nazaré. Para os nossos queridos irmãos católicos, Nossa Senhora Aparecida, para nós, a maravilhosa Maria de Nazaré. Se vocês quiserem ver de novo esse vídeo lindíssimo, ouvir só a música, talvez basta procurar aí no YouTube. Rainha dos Anjos, José Henrique, eh, José Henrique Martiniano, tá lá à disposição para ser ouvida sempre que vocês quiserem. Boa noite a todos. Alexandre, boa noite, querido. Bem-vindo ao nosso esquina de pedras. Deixa eu pô lá no comecinho que eu já pulei aqui. Clé Mota, boa noite, querida. Muito obrigada por ser membro de um canal espírita. E aí, eu espero que vocês também se sintam estimulados a se inscreverem, pelo menos em algum em um dos canais espíritas, esse estudo A esquina de Pedra parte do canal Consolar Esclarecer e é retransmitido pela web Rádio Fraternidade, pela rádio Espírita do Paraná, pelo grupo Espírita Fonte Viva e pelos nossos amigos lá do GESIE, do Instituto Goiano de Estudos Espíritas. Denise Macedo, boa noite, querida. É lindo, né? É lindo. Boa tarde, Lúcia. Carinho especial. Que bom, querida. Eu agradeço as primeiras aulas. Meu Deus, quantos ensinamentos sobre esse espírito aula. Como aprendi,
, boa noite, querida. É lindo, né? É lindo. Boa tarde, Lúcia. Carinho especial. Que bom, querida. Eu agradeço as primeiras aulas. Meu Deus, quantos ensinamentos sobre esse espírito aula. Como aprendi, não é? Ele é fantástico. Fantástico. E a gente assim, essas coisas acontecem. a gente começa a estudar muito um determinado autor e a esquece dos outros. E durante muito tempo, pouquíssimo se ouviu falar de Ivone do Amaral Pereira e ela foi hilmente resgatada e nos estudos realizados eh por um grupo muito querido também e tem estudos maravilhosos sobre as obras de Ivon do Amaral Pereira. Eh, eu espero que as pessoas se animace leal e a ler suas obras também, que são riquíssimas, riquíssimas. Desde Orlando juntos novamente. Muito bom, Lúcia. Muito bom, querida. Oi, Alexandre. Oi, bem-vindo, querido. Lúcia, a abertura é linda, né? Nossa, este livro é lindíssimo. É mesmo. Eu choro, Alexandre, que você não tem ideia. Rejane, meus amor, boa noite, esquineiros. Ai, ai. Boa noite. Boa noite para vocês. Estela, eu tive a bção de visitar a casa de Maria. Nossa, nossa. junto com Aroldo Duda. Foi umas uma excursão, as cartas de Paulo. Puxa vida, queria muito fazer isso. Queria muito fazer isso, de verdade. Esse é um dos poucos lugares que eu tenho muita vontade de conhecer. Muita mesmo. Vera, boa noite, querida. Bem-vinda. Bom, vocês estão preparados? Porque nós temos hoje, ah, hoje nós vamos aprender um monte de coisa, vamos conhecer um monte de coisa. Eh, Gala nos dá uma série de referências históricas e geográficas pra gente poder se organizar melhor, entender melhor onde ela tá e aprender algumas coisas. E aí vocês vão ver que depois de muito procurar, eu finalmente entendi porque que eu não achava casa, a cidade mais próxima da propriedade onde Gala e a e a família dela viveram. Eh, vai ser muito interessante, muito interessante mesmo. Eh, para vocês que não estiverem com o livro em mãos, não tem problema. Eu vou compartilhando as imagens aqui. Eh, eu vou compartilhando o texto, né?
ser muito interessante, muito interessante mesmo. Eh, para vocês que não estiverem com o livro em mãos, não tem problema. Eu vou compartilhando as imagens aqui. Eh, eu vou compartilhando o texto, né? Então, nós vamos hoje começar pelo nós vamos começar o capítulo sétimo, mas eu acho que a gente não vai conseguir concluir o esse capítulo porque ele é bem longo. Ele é bem longo e tem muita coisa importante, muita coisa interessante pra gente falar. Só para quem tá entrando agora na nas nossas eh começando agora a acompanhar os nossos encontros. H, se vocês puderem fazer como a Deixa eu achar aqui que eu perdi a Lúcia, né, Lúcia? Eh, se vocês puderem, né, eh, procurem a playlist do Esquina de Pedra, do estudo da Esquina de Pedra, que tá aqui no canal Consolar Esclarecer. lá vocês vão poder acompanhar melhor, mas para vocês não perderem a de hoje, assim, poderem entender. Oi, Alguinha, boa noite, querida. Eh, vocês poderem acompanhar. Esse é um livro do Wallace Leal Rodriguez. Eh, não é uma psicografia, porque ele fazia uma um é um tipo de mediunidade que a Ivone do Amaral Pereira usou muito também nos para inclusive paraa produção dos livros dela. Ela e ah ele ia até o ambiente onde a Gala viveu e lá ele se lembrava das coisas, das situações, né? ia eh revivendo aquelas aquelas cenas todas e transformando isso em texto para que a gente pudesse acompanhar. Esse é um período interessante da nossa história, né, que a gente, infelizmente fala pouco. Cadê aqui? Deixa eu só achar para eu não falar, para eu não falar nenhuma bobagem aqui. Eh, a narrativa se dá numa cidade romana chamada Sebastiadócia, no século depois de Cristo, certo? século 4 depois de Cristo. Eu eu busquei essa Sebasti 500 vezes, mas hoje nós hoje eu vou compartilhar com vocês a minha frustração de saber que eu não vou achar Sebasti ou, né, talvez alguém ache me conte, mas eu não consegui achar. Mas por outro lado eu já fiquei apaziguada porque é é para não achar mesmo. A história tá retratando a vida dos
eu não vou achar Sebasti ou, né, talvez alguém ache me conte, mas eu não consegui achar. Mas por outro lado eu já fiquei apaziguada porque é é para não achar mesmo. A história tá retratando a vida dos primeiros cristãos, né? Eles eh se reuniam em comunidades e que muitas vezes utilizavam grutas e moradias simples nas montanhas. Nós vamos ver isso, né? E a trama caminha junto com um debate, um conflito teológico da época em que os arianos defendiam que Jesus era filho de Deus. Eh, como ele chama? E o Constantino? Não, não era o Constantino. Era, cadê? Alexandre. Achei. E o Alexandre, né? Ariano defendia que Jesus era filho de Deus. E o o Alexandre de Alexandria diz, que era o patriarca, né, de Alexandria, dizia que Jesus era Deus. Então vocês imaginem a confusão, né? Vocês podem imaginar a confusão, certo? Oi, Terezinha, muito bom. Que bom que você chegou. Abençoada noite para nós todos, né? Já tinha colocado aqui alguinha. Então, é é nesse, nesse nesse clima que nós vamos aqui eh conversar, vamos lendo o o livro, porque não é um um não são ensinamentos que a gente possa fazer aqui estudo sem ter a leitura do texto, né? Até porque hoje nós vamos fazer, nós vamos ter um daqueles nossos momentos que eu digo para vocês, fechem os olhos e imaginem o lugar que ela tá descrevendo. Nós vamos ter isso hoje também. Então vamos lá, vamos paraa nossa leitura capítulo 7, certo? Naquela mesma noite, fomos atingidos pelas primeiras rajadas do Áfricos. E eu fui atrás, né? Rajada do Áfricos. Como assim rajada do Áfricos? E aí, olha que que notícia interessante, né? Vou mostrar para vocês. Pera aí, eu vou tirar ele daqui. Mas enfim, a mitologia grega identificava os ventos e suas origens como deuses, né? Mas eles não eram deuses iguais aos outros. Eles eram de uma classe inferior. Eles não eram deuses maravilhosos, porque eles eram deuses só do vento. Então eles eram menores na mitologia grega. Calma que vocês vão entender porque que eu tô falando isso. E aí esse esse vento a que Gala se
ram deuses maravilhosos, porque eles eram deuses só do vento. Então eles eram menores na mitologia grega. Calma que vocês vão entender porque que eu tô falando isso. E aí esse esse vento a que Gala se refere no texto que ela chama de chama de rajadas do Áfricos, possivelmente seja o outro nome de Lips, que era um desses deuses da mitologia grega, um dos deuses do vento. Então, é um deus do vento sudoeste. Esse Lipes é o vento do sudoeste. Por que que é possível que seja a mesma coisa? Aí vocês vão vocês vão ver aqui no mapa. Eu dei uma uma marcadinha aqui na parte mais baixa, nessa parte aqui mais baixa da da do mapa que tá o pedaço roxo grande aí circundado de azul, é a parte ã da África do Império Romano, certo? A parte logo acima que tá em cor de rosa é a bota, é a Itália, né, onde viviam os romanos, portanto, né, onde ficar fica Roma inclusive. E os pedaço c circundado de azul à direita é a Capadócia, é a região onde viveu gala. Então, o vento a que ela a que ela se refere possivelmente é o vento que aqui da região da África e que ao invés de chamar de lips, porque eles não seguiam, não tinham relação com a mitologia grega, eles faziam alusão a essa a essa mitologia, chamando os ventos de ventos ali da África, né, que viriam dali. Eh, é interessante porque aí a gente começa a ver a relação de um lugar pro outro, certo? E é bom a gente conhecer, né, essas particularidades, porque se a gente vai entender a importância que o vento tem ali na vida deles, né? A gente já viu que é uma região inóspita. Hum, arrasei agora com inóspita, hein? É uma região inóspita porque é muita pedra, muita pedra e muita areia. Eles têm pouco espaço de plantil, pouca condição de plantil e pouca condição também de criação de animais. Então ele é cabra, né, basicamente porque são os animais que conseguem que são eram já eram domesticados e que conseguiam viver ali naquela região. Então é muito interessante a gente acompanhar isso tudo pra gente poder entender as dificuldades que eles viviam ali naquela época, né? Então,
m domesticados e que conseguiam viver ali naquela região. Então é muito interessante a gente acompanhar isso tudo pra gente poder entender as dificuldades que eles viviam ali naquela época, né? Então, continuando aqui o nosso texto. Nos dias que se seguiram, assoprou incessantemente, levantando cortinas de poeira ao longo do altiplano da step, arrancando os espinheiros e desfolhando as bétolas e redodendros nos vales dos rios. a gente viu no na nossa na nossa eh na semana passada, como ela reclama, né, que não tem não tem eh verde na onde ela mora, não tem um ambiente assim de natureza agradável, né? Mas ela tá falando das bétolas e dos redodendros. E aí eu fui atrás. Bétolas são essas árvores aí de eh tronco estreito. Elas têm um formato parecido com o eucalipto, né? Embora as folhas não tenham nada a ver, mas aí tá um ambiente mais agradável, né? A gente tem bastante água, muito verde, mas esse vento a que ela se refere tá tirando todo o verde do lugar e tá tirando ainda as as flores dos redodendros, que são essas plantinhas cor de derdeosa aí. Então, o pouco de verde que eles tinham no lugar, o pouco de beleza natural que tinha no lugar, o vento tá destruindo tudo, né? Por isso que Gala tá fazendo referência a a essa situação, porque era uma coisa que incomodava muito a eles todos ali, né? Estávamos no primeiro mês do verão, ao qual os romanos chamavam de ecatombeon, quando os ventos secos e quentes se levantam e as grandes ondas no mar interno. A gente já viu isso, mas não custa lembrar. Mar interno é um termo em latim que significa mar interior, usado pelos antigos romanos para se referir ao mar Mediterrâneo. Então, quando ela diz mar interno, ela tá falando do mar Mediterrâneo. Certo? Muito bem. Tirei aqui. Certo. Então, quando os ventos secos e quentes se levantam e as grandes ondas no mar Mediterrâneo investem como avalanches sobre as galeras desgovernadas. Olha só, porque é importante a gente entender esse contexto todo. Presta atenção. Era um tempo detestado pelos romanos, quando se
Mediterrâneo investem como avalanches sobre as galeras desgovernadas. Olha só, porque é importante a gente entender esse contexto todo. Presta atenção. Era um tempo detestado pelos romanos, quando se tornavam ainda mais irritados, intratáveis e quando, por isso, mais tínhamos a recear. Então, essa não é uma época normal para eles, não é um período igual a qualquer outro, porque toda vez que os soldados romanos ficavam irritados, eles descontavam em quem? preferencialmente nos cristãos, né? Porque nem os outros moradores ali dos das áreas ocupadas gostavam muito dos cristãos. Então, ficava mais fácil eh eh gastar a, digamos assim, né? Descarregar a sua raiva, descarregar o seu mau humor nos cristãos, porque ninguém se importava com eles, né? Ah, que bom. Conexão Quantum é parecido com atividade jornalística. Nossa, vou contar um segredo para você. É a minha, foi é a minha profissão. É difícil a gente desconectar, né, do trabalho, não é? Éí, eu não sei quem é. Você der seu nome e conexão, fica mais fácil. Rosâela, boa noite. Boa noite. É um, é, a gente não desconecta, né? Mas ó, que bom que você identificou. Fico bem feliz, na verdade. Muito bom. Era um tempo, eh, então eles se tornavam mais irritados, intratáveis, né? E aí os cristãos ficavam ainda mais, mesmo que eles não alardeassem que eles eram cristãos, eles não saíam contando para todo mundo. Na verdade eles guardavam o máximo de segredo possível, mas eles eram povos que viviam sob a ocupação de Roma, né? Então, não era fácil de qualquer jeito, mas a gente da step continua o nosso texto aqui, envolta até os olhos nos seus mantos cor de terra, apenas esperava filosoficamente que o vento deixasse de soprar. Foi num dia assim que decidi tanger o rebanho para o leste, o que me levava a aproximar-me da porta sul da cidade Sebasties, né? Ela vai falar da Sebastiando-me do Porto do Rio e das ruínas da fortaleza. Ela já citou a fortaleza, lembra que ela falou que os soldados iam lá, ficavam se divertindo com as mulheres e ficavam bebendo e tal. Essa
da Sebastiando-me do Porto do Rio e das ruínas da fortaleza. Ela já citou a fortaleza, lembra que ela falou que os soldados iam lá, ficavam se divertindo com as mulheres e ficavam bebendo e tal. Essa fortaleza. Até certo ponto, a encosta abrigava os animais. Eu, porém, ia me esconder entre as velhas muralhas escurecidas pelos anos. Ao tempo em que aquelas arcadas incólumes dominavam sobranceiramente o rio, Sebastes, que é a cidade onde ela mora, se chamava Dióspolis. Aí eu fiquei toda animada, falei: "Pronto, agora eu acho onde fica Sebastes. Agora eu vou encontrar Sebasties." Dióspulis significa cidade de Zeus e foi um nome dado a várias cidades antigas na região do Mediterrâneo e do Egito. Aqui eu já comecei a ficar triste porque eu falei: "Pronto, se várias cidades tinham o mesmo nome, eu não vou achar." Bom, mas quem sabe Diáspolis Sebasti ou Sebastipolis. Vou tentar, né? Não adiantou. Não adiantou, gente. Dióspolis, não, Diáspolis. Dióspolis e Sebasti são nomes de cidades antigas distintas, mas ambas foram usadas para se referir a locais diferentes em diferentes épocas. Dióspolis era o nome de cidades como a antiga cidade grega de Fríia, posteriormente conhecida como Laudisseia e também uma cidade na região da Lídia. Sebasti foi o nome de várias cidades, como a capital na província romana da Judeia, hoje conhecida como Samaria, e outra na Anatólia, onde os 40 mártires foram martirizados. Não é o caso de nenhuma das duas situações. Então eu continuo sem saber onde ficava Sebasti Sebasties, a não ser que era Capadócia, né? Isso a gente sabe porque ela também já localizou para para nós. Nós já fizemos essa localização. Bom, de qualquer forma, Sebasti conhecida como a rainha do Porto. Aqui tá a tá errado. Não é um N, é um R, é porto. Em Roma mandava Pompeu. Pitódores, chamara Sebastes, o que significava Augusta, honrando primeiro dos imperadores romanos. Eu gostava daquelas monumentais ruínas. Olha só o tamanho. Ela vai descrever agora as ruínas que eu fiquei preocupada. Falei
stes, o que significava Augusta, honrando primeiro dos imperadores romanos. Eu gostava daquelas monumentais ruínas. Olha só o tamanho. Ela vai descrever agora as ruínas que eu fiquei preocupada. Falei assim: "Se os soldados iam lá para fazer festa, essa menina vai se enfiar lá com as cabras dela e vai acabar encontrando soldados lá também. Olha o perigo. Mas ó, por que que ela vai lá? tão vastas e tão intrincadas que nunca em meninos, quer dizer, quando eles eram crianças, né, tínhamos podido explorá-las por inteiro. Sucediam-se em subterrâneos, arcadas, pátios, muralhas com ceteiras e na face do porto uma área de fórum e altar tão vastos que nela frequentemente brincavam os batalhões da 12ª legião. E aí, vamos lá. A 12ª legião romana, conhecida também como fulminata, era uma legião do exército romano que em sua estrutura era composta por um grande número de soldados divididos em unidades menores e como cortes e centuras. Mas o que importa pra gente é que há uma avaliação de que eles eram cerca de 6.000 homens. Então, cabia 6.000 homens naquela parte das ruínas. que ela tá chamando agora de a área de fórum, né, que ela disse que era onde eles podiam, eles iam lá brincar os batalhões da 12ª legião. No verão, os rododendros que a gente acabou de ver aí ainda estavam vestidos de vermelho. E quando áfricos não soprava, eu podia ver os patos selvagens, as andurinhas, algumas vezes os formos ibes do Nilo. Eu falei: "Esse eu não conheço. Esse eu não conheço. Então eu quero ver quem é o IBS. O Ibs é esse passarinho aqui, ó. Ele tem outras versões também, mas é mais o menos feio eu achei que era esse, porque eu não achei ele feio, achei esse bicho feio, mas como eles lá tinham pouco passarinho, né, poucos animais nativos, ainda mais assim que eles pudessem ver com frequência, tudo bem, né? Tá tudo bem, tá tudo bem, não é bom? e as mais das vezes o silencioso voo dos gaviões que espreitavam com seus agudos olhos as lagartixas e lagartos entre as pedras. Então ela ficava prestando atenção na natureza, né? Era o
m, não é bom? e as mais das vezes o silencioso voo dos gaviões que espreitavam com seus agudos olhos as lagartixas e lagartos entre as pedras. Então ela ficava prestando atenção na natureza, né? Era o que ela tinha ali para se divertir enquanto ela estava cuidando do rebanho. Aquele dia, assentara-me no cotovelo de duas paredes e ria-me, assistindo aos obstinados esforços que as cabras faziam, tentando galgar os paredões. Alcançando os pontos mais altos, expunham-se a forte corrente do vento que as desequilibravam. eram porém teimosas e não desanimavam de alcançar o escasso prêmio de um maço de gramas ressequidas. Eram cômicas e desde menina faziam-me rir as bandeiras despregadas. Eu pude até ouvir ela ela dando risada com as as bandeiras despregadas. De repente, Corona latiu. Corona é a cachorra que vai junto com ela quando ela ela vai cuidar do rebanho. Corona latiu em certa direção. Voltei-me rápida e vi um homem. Encostava-se num arco exposto à ventania. E entre nós, um pé de rododendro agitava-se doidamente, despetalando suas últimas flores sanguíneas. A luz tíbia do sol, o seu baltus, eu fui atrás, né? Porque a gente precisa saber, é o cinto. Então, a luz do sol, o seu cinto e as pedras que enfrentavam o broche do seu sagum. Sagum pode se referir a um manto de lã usado por soldados romanos e outros povos antigos. Coruscavo. Eu vou parar aqui porque a gente precisa pensar numa coisa, né? Ela tá falando de alguém com recursos suficientes para ter um cinto, né, e um manto de lã, que não eram coisas muito comuns, nem mesmo entre os soldados romanos. Então, a gente já pode ficar guardar essa informação, porque ela é importante, ela vai ser muito importante ali na frente. Eh, então eles estavam brilhando, né, com a luz do sol. olhava-me e possivelmente devia estar ali havia muito tempo, vendo-me a rir e assaltar com espalhafato sem motivo suficiente. Só eu fiquei com medo dessa situação porque ela tá sozinha, sozinha, num lugar meio afastado da meio não, bem afastado da casa dela, só a
ndo-me a rir e assaltar com espalhafato sem motivo suficiente. Só eu fiquei com medo dessa situação porque ela tá sozinha, sozinha, num lugar meio afastado da meio não, bem afastado da casa dela, só a cachorra por defesa e com um cara esquisito que ela não sabia quem era olhando para ela e pelo jeito fazia tempo que ele tava ali. Só eu que fiquei incomodada? Vocês me contem aí no chat se vocês também acharam, ficaram preocupadas agora. Meu rosto ardeu de vergonha e irritação. O desconhecido deixou seu posto e descendo, desapareceu por trás das paredes. Aqui já me deu taquicardia. Eu falei: "Que que vai acontecer com a gala?" O instinto dizia-me que ia aparecer do outro lado, próximo a mim. Por isso, extremamente tensa, apertei nas mãos a buzina que trazia suspensa ao pescoço. Ao pescoço. Com corona atenta aos meus pés, eu faria a trompa soar ao primeiro movimento suspeito, contando que a direção do vento me ajudasse. O desconhecido surgiu e Corona correu-lhe ao encontro. Esperei o pior. Porém, o animal se pôs a dar curtos ladridos de satisfação, enquanto seu rabo felpudo se agitava festivamente no ar em movimento. Eu falei: "Uai, será que esse é algum personagem que eu perdi no meio do caminho?" Aí voltei no livro para ver. A gente já tinha visto alguém, algum soldado romano, amigo da família, amigo de alguém ali? Não, não vimos nenhum soldado romano. Esse é o primeiro que aparece, que tem amizade, né, que que se aproxima para uma conversa tranquila. Mas já fiquei aqui preocupada. Olha só o que ela coloca. O que que a Gala coloca? Vivemos muitas vidas, porém não tive em todas momentos de terror, desfalecimento, surpresa e encantamento como aquele, tudo junto, né? Lembrando que essa nossa personagem está na adolescência, né, nos primeiros períodos da adolescência, com o corpo se descobrindo, com os hormônios todos em choque, né? esse período maravilhoso que acho que todos nós lembramos bem como é que ele foi. Ele parou alguns passos à distância de mim com coronas com corona, saltando-lhe
com os hormônios todos em choque, né? esse período maravilhoso que acho que todos nós lembramos bem como é que ele foi. Ele parou alguns passos à distância de mim com coronas com corona, saltando-lhe em torno e sua mão a afagá-la com distraídos movimentos contra o fundo da encosta estéril e das paredes escuras carcomidas pelo vento. Apolo, aquele que comandava o carro do sol, estava à minha frente. Então, ela achou ele lindo, né? Porque ela tá chamando ele de Apolo, sabe? Não é para pouca coisa não. Apolo é só para homens muito lindos. Apesar do sibil do vento e dos berros, das cabras e carneiros, eu podia ouvir as batidas do meu próprio coração. Não sei como foi que nos assentamos. Pus-me a olhar as águas barrentas do rio enrugadas de ondas, os caniços dobrados pelo sopro quente do vento. Os caniços são aquelas plantinhas que ficam dentro do rio, sabe? Uns uns parece uns canços, mas uns palitinhos assim, ó. Depois o pelo castanho e branco de corona que dançava e se repartia em macias franjas. Não sei bem o que falamos. Posso me lembrar apenas do que senti recordar o timbre grave e quente de sua voz, que por vezes ganhava um acento extremamente suave como de um menino. Eu estava acostumada em pregar apenas, olha só que interessante, sobre o vocabular, sobre a a o idioma que ela usava. Eu estava acostumada a empregar apenas o nosso dialeto feito de um grego corrompido pelo sííaco e o armênio. Que mistura, gente, que mistura fantástica era isso. Mas naquele momento surpreendi-me a falar com desembaraço e segurança o latim que eu não amava e ao qual subtraía-me sempre, talvez por ser a língua dos nossos perseguidores. Então, saber o latim, ela sabia, né, que era o idioma que os os romanos usavam, mas ela não fazia menor menor questão de de usar. Disse-me o seu nome, Prisco, e eu lhe disse o meu. Hoje percebo que nos encontramos e nos falamos como desde que o mundo é mundo, um moço e uma jovem que se encontram e se falam pela primeira vez. Ai, ai. O que modificava tudo,
, e eu lhe disse o meu. Hoje percebo que nos encontramos e nos falamos como desde que o mundo é mundo, um moço e uma jovem que se encontram e se falam pela primeira vez. Ai, ai. O que modificava tudo, entretanto, era um fluído misterioso, o encontro de duas correntes de força que não se harmonizam sem a faísca inicial. Não me apercebi das horas e me sobressaltei com a súbita modificação da luz. O vento amainara, mas a tarde ia se fazer sem as claridades limpas do céu da step. Senti frio e ao aperceber-se disso, ele me envolveu em seu sagum encarnado, no na manta, né, que ele tava usando. Ao fazer isso, aproximou-se mais de mim. Eu me levantei, embora sem precipitação, e lhe disse: "Fa tarde, eu preciso voltar". Fiz o movimento de retirar o sagum, porém ele me deteve. Não, por favor", disse-me. Mas eu vou tinha voltado à realidade. Não, não, não posso. Como eu explicaria aquele manto em minha casa? Eu quis me fazer despreocupada. Entretanto, meu tom era nervoso e tolo. Ô, gente, tem alguém ainda aí que que passa por essa situação de uma pessoa aparecer e falar: "Não, usa meu agasalho, pode levar para casa". Eu falei: "Ai, que bons os tempos em que a gente se desfazia das coisas com mais tranquilidade, não é?" Nossa. Ai, que saudade que eu tenho dos meus 12 anos. Que saudade ingrata. Aí vem, segue o texto. Entreguei-lhe o manto com seu alfinete de pedras valiosas. Veja bem, hein? Veja bem. Voltas. Ele perguntou, né? Sim, amanhã, quem sabe. Retornei à casa vagamente irritada com aquele final. Naquele tempo, eu era sujeita a insatisfações e pequenas revoltas contra mim mesma. O sangue novo da juventude fazia-me sonhar, despertar ranzinza, tornar a sonhar. Nem sempre me portava como desejaria. Ava gala, todos nós passamos por isso, meu bem, e muitas vezes, todas as vezes que nós reencarnamos. Mas no caminho, o sentimento arrefeceu. Eu antes me sentia contente, secretamente uma exaltação e um inocente orgulho apoderavam-se de mim. E porque as raízes pagãs não tinham de todo sido
encarnamos. Mas no caminho, o sentimento arrefeceu. Eu antes me sentia contente, secretamente uma exaltação e um inocente orgulho apoderavam-se de mim. E porque as raízes pagãs não tinham de todo sido arrancadas, pus-me molecamente a cantar a canção que falava de Apolo e Dafne, a filha do rio, que desprezada se converteu em loureiro. Distraída, trazei-me pelo caminho que me valeu a censura de minha mãe. Agora vocês, bastante atenção, porque nós vamos para uma cena lindíssima. Cirilo veio ajudar-me a prender o rebanho e separar os animais. Aconteceu alguma coisa? Perguntou-me. Não respondi nada. Não aconteceu nada. Eu só vi Apolo. Apolo quis me emprestar o agasalho dele, mas eu recusei, né? Ai, ai. Ah, querido, muito obrigada. Muito obrigada. Maravilhoso texto. Importante poeta. Parabéns pelo trabalho de divulgação do estudo. Obrigada, querido. Muito obrigada. Maria das Graças. Boa tarde, boa noite já, né? Olha só, a noite já deitada, lembrei-me de todas aquelas festas que Corona fizera Prisco. A intimidade significava que já se conheciam de muito tempo. Corona era redia, arisca. Sua simpatia não se ganhava com facilidade. Se fosse possível interrogá-la, oxe, eu estava então sob observação havia muito tempo. Talvez não apenas ali nas ruínas, mas também nas outras pastagens. E de que viera ele? A cavalo de biga. Os jovens romanos de posição apreciavam as bigas. Lembra que nós falamos lá? Ó, ele tem já a vestimenta dele já indicava que ele não era um soldado romano qualquer, ele era um um alguém com dinheiro. Era este o segundo detalhe que minha perturbação deixara escapar. Ele ficara ainda atrás e não ouvira chegar. Inesperadamente foi assaltada por uma impressão de sonho, de irrealidade. Encontrara um soldado romano entre as ruínas. falar ali. Senti-me confusa e angustiada e pus-me a chorar baixinho, abandonando abandonando-me a correnteza de minhas emoções. Uma cordilheira de nuvens parecia estender-se sobre o horizonte até onde eu desejava abarcar. Quanto tempo se passaria antes que eu voltasse
abandonando abandonando-me a correnteza de minhas emoções. Uma cordilheira de nuvens parecia estender-se sobre o horizonte até onde eu desejava abarcar. Quanto tempo se passaria antes que eu voltasse a sentir-me seguro outra vez? Sentia-me incapaz de dominar minhas emoções e essa incapacidade, somada as flutuações de humor a que estava sujeita, aos repentes de tristeza e de alegria, as oscilações entre momentos de poeril fantasia e profundas reflexões fazia-me sofrer. Só adormeci pela madrugada e no dia seguinte aquela impressão de sonho estava desfeita. A vida habitual da casa ao amanhecer, a rotina. Muitas pessoas viam Pan, o deus caprino, nas encostas dos morros. Meus pensamentos vagavam sobre as nuvens. Eu vira Apolo. Muita gente via Pan, mas ela preferiu ver Apolo. Não era fácil abandonar a infância. Seria fácil envelhecer? Não, Gala, não é fácil envelhecer. O áfricos se acalmara naquele quarto dia. Diziam, então já passou um tempo, né? Porque nós estamos lá no primeiro dia do do Áfricos e nós já estamos no quarto aqui, hein. Diziam que o vento funesto do ecatombeon fazia as pessoas enlouquecerem. Eu delirara era, olha só que ela não lembrava de quase nada, nem do que tinha conversado direito com ele. Agora, olha só que o que o quar no quarto dia que que ela tava descrevendo. Era alto e com seu sagu inflado pelo vento, lembrava um navio encalhado nas pedras. Disser chamar-se Prisco: "O que pode proibir os seres dos sonhos de se darem um nome?" Suas mãos eram morenas e belas. E belo era o seu rosto, como o de um deus de terracota, com os olhos tristes, mas que às vezes sorriam, embora a imobilidade do seu rosto. Seus cabelos eram negros e também negros os cílios enormes que filtravam o nostálgico olhar. Agora ela tá lembrando de tudo, né? tá lembrando de todos os detalhes, de tudo que ela viu. Recompondo a sua figura no espírito saturado de tristeza, uma profunda paz, uma alegria desconhecida tomara-me de assalto. Eu estava chorando. Agora que é a cena bacana. Eu estava
de tudo que ela viu. Recompondo a sua figura no espírito saturado de tristeza, uma profunda paz, uma alegria desconhecida tomara-me de assalto. Eu estava chorando. Agora que é a cena bacana. Eu estava chorando e Cirilo, que é o irmão dela, né, gente, olhava para mim com cuidado. Ainda estávamos assós no cercado e eu lhe disse sorrindo: "Não te assustes, eu choro à toa. Ando emotivo ultimamente, adivinhando quem sabe que a vida começa para nós." Ele estava sério, ajoelhou-se junto a mim e colheu minhas mãos, interrompendo a ordenha. apertou-as com força contra seu peito. Eu lhe disse: "Crê, eu não escolheria outro se não tivesse irmão e Deus me oferecesse um." Não é bonito? Ela diz para ele, eu não escolheria outro se não tivesse irmão e Deus me oferecesse um, seria você mesmo, né, Cirilo? Mas percebi que esta frase o emocionara e que eu além disso, agravara sua preocupação. Por isso, sorri, encostei meu rosto ao humor no pelo cabrita e pus-me a rir. Como soltou-la, disse: "Para que te servirá uma irmã choramingas? Só três dias depois decidir-me decidi-me a voltar às ruínas." João, João lembrando as pessoas e e dando a informação pro pro pessoal que tá chegando hoje. João era um um cristão, eh, que sofreu um um ataque e ele foi levado lá paraa casa da Gala e do Cirilo para ser cuidado por eles. Eles faziam isso com muita frequência. os eh os cristãos quando aparecia alguém que precisava ser escondido ou que precisava ser cuidado porque tava doente, tava muito machucado. E eles não podiam deixar essa pessoa lá na na esqueci agora na igreja, eh eles levavam paraa casa de um deles, né? E de vez em quando ia lá paraa casa da Gala e do Cirilo paraa mãe deles cuidar, para eles todos, né? Porque todo mundo cuidava. João, sensivelmente recuperado, já saía para respirar o ar puro das manhãs. Ele ajudou-me a soltar o rebanho. Cirilo descera para a cidade e vovô se dirigia ao rio. João me disse: "Tens medo?" Não. Por que teria? Por que perguntas? Por nada. Sinto-te preocupada. Já viste os
. Ele ajudou-me a soltar o rebanho. Cirilo descera para a cidade e vovô se dirigia ao rio. João me disse: "Tens medo?" Não. Por que teria? Por que perguntas? Por nada. Sinto-te preocupada. Já viste os cabritos e as ovelhas quando estão a crescer? Perguntei-lhe e disse depois sorrindo: "Pois eu me sinto assim." Soltei corona e encaminhei o rebanho. Antes de chegar, senti que ele estava lá, ele e o Apolo, né? Era um vulto solitário no mesmo arco das ruínas, de onde a vista abarcava os arredores. Da outra vez não pudera ver o transporte de que se servira. Agora vira na dobra da colina uma leve big bronzeada. O dia estava apenas amanhecendo. Corona emitiu um alegre ladrido e pôs-se a correr em direção a ele. Sorrimos ao nos encontrar como as crianças fazem quando se querem bem. Não perguntou porque eu não viera antes e apenas saudou, dizendo: "Auguri! Auguri hoje é uma palavra italiana que significa felicidade, parabéns e é usada para desejar votos positivos em várias ocasiões, como aniversário, casamento, feriado, mas também é é usada para desejar boa sorte em situações difíceis. Mas eh nesse caso aqui, no caso do livro, deve significar o mesmo que a gente que os italianos usam como tchau, né? Quando a gente encontra com os italianos, eles falam tchau. O tchau é de chegada para eles e não de partida. Para nós tchau é quando a gente vai embora. E o augure nessa época para eles devia ser esse cumprimento de encontro. Depois foi andando ao meu lado na perfeita paz do amanhecer até o ponto que nos assentáramos da outra vez. Naquele dia falou-me da sua terra o promontório Taenarum, descrito como ponto mais meridional do lugar chamado Mesenia. Este lugar eu achei. Olha só que lugar lindo. Promontório Taenarum. Não sei se é assim que pronuncia. Tô pronunciando do jeito que a gente escreve. Mas é bonito, né? e muito diferente do que ela tava acostumada, porque ele já tem aí um uma um, embora a gente não esteja vendo aí muito verde, né, mas ele ele é bem como ele tá próximo do mar, a umidade do ar,
to, né? e muito diferente do que ela tava acostumada, porque ele já tem aí um uma um, embora a gente não esteja vendo aí muito verde, né, mas ele ele é bem como ele tá próximo do mar, a umidade do ar, né, mais alta. Então, a quantidade de tanto de animais como de plantas é muito diferente da região onde mora a gala. Então, a ele faz uma descrição muito linda do lugar. Nós vamos ver agora. Se eu tiver indo muito de pressa, vocês tiverem alguma dúvida, vocês falem no chat, viu, gente? Porque eu tô começando a achar que vocês estão dormindo já. Vezes e vezes voltaria a falar-me daquela vila junto ao mar, entre dois golfos que ele denominava mesiânicos e lacônicos. Falou-me do mar e do céu profundamente azul, dos penedos, das vagas espumosas, por onde um delfim levar em suas costas, salvando um poeta de nome Arion. Falou-me dos roseirais e dos pomares, porém não tocou em si mesmo. Também eu nada dissera de mim mesma, como citas citamente sentíssemos que durante todos aqueles anos tivéssemos estado um no outro, embora em forma de espera. Sua terra tinha flores e nuvens. Suas palavras faziam-me vê-lo menino à margem do mar sobre os penedos. Os pássaros marinhos tatalavam asas em bandos numerosos e emetiam agudos gritos. O sol pintava-lhe de ouro o pequeno corpo molhado. Lembrei-me de mamãe, de sua saudade, das distâncias que seus olhos nunca viram, padecendo a nostalgia das fontes e das verdes colinas. Agora eu vou falar para vocês, ó. Fechem os olhos. Ah, que bom. tá me escutando, menos mal, né? Pelo menos uma pessoa tá me ouvindo. Olha, agora eu quero que vocês fechem os olhos e tentem imaginar esse lugar. A vila no Teanarum era branca. A vila era branca com colunas sobre as quais as vinhas pesavam no outono. As vinhas, né, os pés de uva pesavam no outono. As grandes marés, com seus surdos rumores, desmanchavam-se contra uma explanada enfeitada de estátuas de deuses bonançosos. Por detrás da casa, nas colinas enfeitadas de flores, havia carvalho e ciprestes, e o jardim da vila dividia-se
umores, desmanchavam-se contra uma explanada enfeitada de estátuas de deuses bonançosos. Por detrás da casa, nas colinas enfeitadas de flores, havia carvalho e ciprestes, e o jardim da vila dividia-se entre rosas. Jasmins bogares, lilazes, cor-de-rosa, Sebbes de Azaleias e Oliveiras, cor de prata. Que lugar lindo, não é? Que lugar lindo. Prisco oferecia minhas belezas de sua infância e em torno de nós a step monótona pesava, embora o fulgor e a beleza de minhas emoções. Eu não tardaria, porém, a encontrar dentro daquela cesta de flores a víbora peçonhenta. compreenderia então o fugor triste dos olhos do moço que eu já amava. Mas naquela manhã eu ainda não sabia que não o poderia esquecer. Éramos muito jovens e assim porque um lagarto entre as pedras sou a sombra. Desculpa, éramos muito jovens. E assim, porque um lagarto entre as pedras ou a sombra de um gavião voando baixo espantasse o rebanho, corremos e rimos a claridade do sol. Bem junto ao rio, ele colheu uma estranha flor silvestre de adocicado perfume. E aquele foi o primeiro e o único presente que jamais me pôde oferecer. Muitos anos depois, quando os meus cabelos branquearam, aquela saxifá áspera ainda eram dos meus tesouros mais caros. Obviamente que eu vou mostrar que planta é essa para vocês. Essa é uma saxigra saxífra. Ah, que bom que tá todo mundo escutando. Ah, graças a Deus. Graças a Deus. Falando e a gente viajando, a cena, não é? Não é? Oi, rei. Eu também tô ouvindo com atenção, graças a Deus. Ainda bem que eu não tô sozinha. Ai, que bom. Então essa daqui é a saxífraga ou saxífraga, não sei. Saxífraga, que é uma flor que é é bonitinha, gente. Ela não é feia não. Ela não é feia. Lá a Olga já tá achando ela linda. Eh, e essa foi então a o único presente que Prisco pôde dar para que Prisco deu para pra Gala. De entre as ruínas veio o canto conhecido dos marinheiros. Rio acima, presos por grossas cordas, rebocavam exaustivamente as jangadas e barcos. Para afastar o cansaço e o tédio, cantavam canções que
. De entre as ruínas veio o canto conhecido dos marinheiros. Rio acima, presos por grossas cordas, rebocavam exaustivamente as jangadas e barcos. Para afastar o cansaço e o tédio, cantavam canções que através do século seguiriam cantando. Lembrou alguma coisa para vocês? Eu me lembrei na hora dos negros, dos dos escravizados aqui no Brasil. O sabor e o fascínio da descida faziam-nos esquecidos dos pesados momentos e então só raramente viou os cantar. Agoraam como animais de trela, presos pelos ombros, palmilhando as trilhas laterais do curso. Na outra margem vio e Cândido. Vocês lembram deles? Eles já tiveram aqui, foram nossos personagens de uma história de um um pedaço triste do livro, né? Mas ainda bem que os dois estão juntos. Anjo foi, anjo não, Cândido foi eh curado por uma prece profunda e um passe super amoroso que Angelio fez nele quando Cândido falou pela primeira vez sobre Jesus. E e né, essa prece, esse passe que uma criança fez em outra, porque eles eram muito novinhos, foi o que salvou a vida de um deles. Na verdade, que salvou a vida dos dois. É uma história, uma parte do livro muito linda. Quem ainda não acompanhou, eh, compra o livro, vai lá ler ou volta alguns episódios e acompanha a leitura aqui pelo estudo. Corona latiu alvoroçada e contente, e eles também nos viram. Gritaram meu nome e eu lhes acrendo para um ponto mais próximo. Estavam suados e sujos e, como de outras vezes, enchi-me de pena. Eles, entretanto, apreciavam aquela vida e sobretudo estavam juntos, o que tinha a mais alta significação. Acenei-les outra vez e eles me acenaram também. E depois que passaram, embora eu retornasse espontânea e alegre, percebi que Prisco se constrangera. "Tu conheces?", perguntou-me. "Sim, conheço-os". Havia perplexidade em sua voz quando prosseguiu. Eles gritaram o teu nome e aqueles marinheiros do rio. Sim, gritaram. Cândido e Anjo são amigos de meu irmão Cirilo. São recebidos em minha casa. Tu me encontraste duas vezes já, Prisco. E como foi que não viste? Que
teu nome e aqueles marinheiros do rio. Sim, gritaram. Cândido e Anjo são amigos de meu irmão Cirilo. São recebidos em minha casa. Tu me encontraste duas vezes já, Prisco. E como foi que não viste? Que milagroso vé toda-te a visão para que não tenhas ainda enxergado a rude moça do pastoreio. Ele ela percebeu o o incômodo. Ela percebeu o incômodo que o fato dela conhecer dois trabalhadores, que é o que eu falei para vocês, quando ela começou a descrever, eu na hora lembrei dos escravizados que eram tratados dessa forma, né? E ele ficou horrorizado. Como assim, né? Eles eles conhecem você e te chamam pelo nome. Sim. Ó lá, Rede Mundial, Emissoras Espíritas. Estamos aqui, graças a Deus. Conexão tá aqui também. Muito bom. Muito bom. Eu pudera dizer tudo aquilo sem me tornar agressiva. Olha só o cuidado, hein? Então, ela percebeu que ali havia um preconceito, mas ela não saiu metendo os pés pelas mãos, não. Ela só falou: "Meu amigo, nós estamos aqui já nos encontrando já pela segunda vez, já conversamos tanto e você não percebeu, né? Não olhou para mim para perceber, né? Que eu sou uma modesta, eh, criadora de uma modesta pastora. Queria apenas que ele tivesse a visão integral de uma vez por todas. Aquele incidente banal tivera o dom de desfazer a bruma de sonho em que nos movíamos. Eu tomara sua mão e passara por minhas roupas grosseiras e lhe dissera: "Vê?" Porque o tecido que da roupa dela era bem grosseiro, né? Porque eles próprios é que faziam que faziam a a o tecido que era usado nas roupas, né, que era usado em todo lugar. Ele estava sério, uma funda arruga entre as sobrancelhas. Eu me decidir a tudo dizer. Melhor agora, melhor já. Não penses que eu seja a deusa disfarçada de pastora. Sou a moça do povo, amiga dos moleiros, dos tecelões, dos marinheiros. Ele não disse nada, estava visivelmente magoado. E eu então tive pena. Melhor agora, voltei a dizer. Não é fácil falar-te assim, Prisco. É corajoso sofrermos antes se sabemos que vamos sofrer depois. Ainda há pouco falavas com beleza e
ente magoado. E eu então tive pena. Melhor agora, voltei a dizer. Não é fácil falar-te assim, Prisco. É corajoso sofrermos antes se sabemos que vamos sofrer depois. Ainda há pouco falavas com beleza e ternura do mundo de que vieste, onde tu te formaste. Da vila de Taenaro promana uma forma de vida, regras de conduta, pensamentos que deslizariam sobre mim como a gota do orvalho sobre a palma do cacto. O prisco da vila de Taenarum seguramente tem de estranhar o apelo dos marujos do rio. Detive-me um instante quase sem coragem de prosseguir. Isco. Aquela gente que viste é a minha gente e por nada no mundo a deixaria. Agora eu quero que vocês respirem fundo, porque ela vai fazer algo que talvez nós não tenhamos tido coragem de fazer. Ela vai fazer uma coisa que para quem tá há muitos anos no espiritismo vai entender o que eu tô, o que eu vou falar. Eh, durante muito tempo a gente escondeu que era espírita, porque a declarar, declarar-se espírita era se expor a situações bem bem complicadas. Isso 30, 40 anos atrás. Agora é razoavelmente simples, mas a gente não pode esquecer, não pode, porque lembrando dessa condição pela qual nós já passamos, nós temos mais consciência de defender os nossos irmãos que ainda passam por esse tipo de de situação e de humilhação, por serem desta ou daquela religião. Segue, Gala. Além disso, há uma coisa seríssima que preciso dizer-te, sem rebuços de uma vez por todas. Sou uma conversa à religião de Jesus, de Cristo Jesus. Quer dizer, sou uma cristã. pelo código evangélico que aceito, todos somos irmãos e eu não te diferencio de anjo e de când para o cristão, o último pode ser o primeiro. E isso torna horrivelmente o isso transtorna horrivelmente o raciocínio de quem não pode compreender. Peço-te perdão se te magou, mas a verdade é esta. Assim penso convictamente e seria indigno não te revelar. Então ela conta eh para um soldado romano, olha o risco que ela tá passando, o risco que ela corre. Ela conta para um soldado romano que ela é cristã,
nso convictamente e seria indigno não te revelar. Então ela conta eh para um soldado romano, olha o risco que ela tá passando, o risco que ela corre. Ela conta para um soldado romano que ela é cristã, porque não seria justo nem honesto continuar conversando com ele sem contar isso para ele. E aí eu vou parar. Eu vou parar porque depois ele vai ele vai explicar para ela, ele vai eles vão discutir muito sobre essa questão ainda do do cristianismo, né? Vai ser um tema muito muito comum ali para eles. E aí se a gente entrar nisso e não continuar vai ficar complicado. Eu falei, eu falei, eu falei que não dava pra gente terminar o capítulo hoje. Esse capítulo é muito comprido e daqui em diante as conversas vão ser mais filosóficas, né? As questões vão ser filosóficas mesmo. Mas é muito interessante, né? A a ela não teve dúvida, né? Não foi uma coisa que ela que ela programou, que ela ficou calculando. Eu digo, eu não digo, será que eu devo dizer? Ah, mas se eu disser, ele foi embora. Ela não teve esse tipo de dúvida. Olha, se ele tomou esse susto todo ao saber que eu tenho como amigos jovens que trabalham nos barcos do rio, eu tenho que dizer para ele que eu sou cristã, não é? E eu é preciso ser honesta com a pessoa, com o outro. deixando de lado todo medo que ela devia estar sentindo, né? Que ela vai sentir depois, eu acho, porque eu não cheguei na parte ainda do medo. Eu li só um pedaço, eu só reli uma parte, mas vai ser muito bom. As coisas estão esquentando, hein, Lúcia? Foi bom, né? Foi bom. Eu toda vez que eu pego o os capítulos para fazer a leitura, né? Ver que que era legal a gente ter ver a imagem, entendeu? significado, essas coisas, eu leio e fico pensando, é por isso que eu gostei tanto desse livro. Nossa, por isso que eu sempre gostei tanto desse livro. Vou continuar a ler aqui. No próximo domingo eu volto a essa parte. É isso. É isso, gente. Queridos, muito obrigada pela companhia. É um prazer poder compartilhar esse gosto que eu tenho por essa obra. E não se esqueçam,
aqui. No próximo domingo eu volto a essa parte. É isso. É isso, gente. Queridos, muito obrigada pela companhia. É um prazer poder compartilhar esse gosto que eu tenho por essa obra. E não se esqueçam, né, existem muitos outros autores maravilhosos na literatura espírita falando sobre outras questões, né, não falando só a respeito do cristianismo primitivo, mas eh revisitando as obras, as as obras básicas, as obras clássicas e nos trazendo mais informações para que a gente possa compreender as coisas com mais tranquilidade. Eh, o espiritismo é um convite constante ao aprimoramento intelectual e moral. Eles não se separam. Quando a gente ouve eh nas casas espíritas a frase de que é preciso desenvolver os dois lados, né, o intelecto e a moral, as duas asas, eh o conhecimento e o amor, isso não é não é uma, não são palavras vãs, mas é a absoluta verdade. Uma coisa não caminha sem a outra. É preciso intelecto e coração, é preciso conhecimento e amor. E é preciso que eles andem juntos. Tenham todos uma ótima semana. Para aqueles que que puderem, que quiserem, amanhã tem bom dia café, às 7:30 da manhã, a partir do canal Renovando Consciências. Um beijo grande para vocês e até breve.
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