A Esquina de Pedra | Stela Martins | 02.11.25
A Esquina de Pedra | Stela Martins | 02.11.25 🎙️ Novo na transmissão ou querendo melhorar? Confira o StreamYard e ganhe $10 de desconto! 😍 https://streamyard.com/pal/d/5483594840801280
เฮ [música] >> São as coisas simples, despretenciosas que a alma [música] descobre os encantos dos dias. No bailar [música] dos astros, nas folhas já mortas, no ficar mais perto das almas queridas. Nessas [música] horas simples, a alma percebe o que é para sempre e [música] o que sempre passa. Então se desce do que não lhe aprece para ser quase [música] tudo sem ter quase nada. Quando [música] a alma complica, acumula pega, passa pelos dias iludida e cega, [música] vive como morta e sequer percebe, até que desperta os [música] encantos dos dias. Pois se a ilusão nos afasta da vida, são as coisas simples que a vida acontece. [música] São coisas simples, despretenciosas, [música] que a alma descobre os encantos dos dias, no bailar [música] dos astros, nas folhas já mortas, no ficar mais perto das almas queridas. >> Nessas [música] horas simples, a alma percebe o que é para sempre e o que sempre passa. Então se despido do [música] que não lhe aquece quase tudo sem ter quase nada. Quando a alma [música] complica, acumula pegia, passa pelos dias iludida [música] e cega, vive como morta e sequer percebe até que desperte aos encantos [música] dos dias. Pois se a ilusão nos afasta da vida, são nas [música] coisas simples que a vida acontece. >> até que desperte aos encantos dos dias. Pois se a ilusão nos [música] afasta da vida, são nas coisas simples [música] que a vida acontece. >> Boa noite. Nós já temos até nome, né? A turma já tem nome. São os esquineiros. Adorei. Adoro esquineiros. Boa noite para vocês, sejam todos muito bem-vindos. Lá vamos nós nos enveredar pelas histórias lindas, por esse romance lindo do Ala Cileal Rodrigues, A esquina de Pedra. Eh, essa música da da Sâmia é maravilhosa mesmo, né? E é muito interessante porque a Lilian tá tá fazendo a parte técnica aqui hoje, gente. Desde já eu agradeço a disponibilidade dela e ela falou assim: "Qual música você quer?" Eu falei: "Ah, escolhe uma. Você, olha, escolheu a perfeita, né? Porque é exatamente sobre isso que nós estamos lendo, sobre a
radeço a disponibilidade dela e ela falou assim: "Qual música você quer?" Eu falei: "Ah, escolhe uma. Você, olha, escolheu a perfeita, né? Porque é exatamente sobre isso que nós estamos lendo, sobre a simplicidade dos dos cristãos primitivos, não é mesmo? Vamos falar boa noite pra turma que já chegou. Tem duas já chegaram aqui. Oi, Rosiane, boa noite, querida. Chegou logo logo rapidinho, né? Chegou bem cedo. Olguinha querida, bem-vinda. Isso, Rose. São as coisas simples, né? Exatamente. É, o poema é lindo. Olga, tem razão. Vamos lá. Vamos lá, porque tem, eu sei que tem mais de uma pessoa que tem acompanhado a o nosso a nossa reflexão sobre esse romance, mas não ao vivo, tem visto depois, em outro dia, porque de vez em quando eu recebo umas mensagens no WhatsApp, escuta, como é que é aquela história? Eu tô procurando o o capítulo e não tô achando na playlist. Eu falo: "Não, procura lá no YouTube que tá lá, pode ir que você vai achar." E então tem bastante gente que tá acompanhando o a nosso o nosso estudo, mas em outros horários, né? O que não é problema nenhum. A gente gosta quando tá todo mundo no chat conversando. Então, se você puder depois colocar aí da onde que você tá assistindo, né? se apresentar no chat. Nós agradecemos bastante. Agradecemos também os nossos, agradecemos o canal Consolar Esclarecer pela transmissão, né, pela oportunidade desse estudo do esquina de pedra e a Lilian que tá fazendo a parte técnica. E agradecemos também aos canais que são nossos eh transmissores desse estudo. E já pedimos para vocês, se vocês não conhecem os canais, para, por favor, vocês conhecerem e também curtirem e se inscreverem no canal, no canal Consolar Esclarecer, que é da onde parte esse estudo, e nos retransmissores também, tá bom? Então, vamos lá. Vocês lembram que a semana passada estou em São Sebastião, tá chovendo aí, olga, tá uma chuvarada, né? Dá até medo da praia quando chove. [risadas] Tomara que esteja tudo calmo. Então, vamos lá. A gente tava, a semana passada,
passada estou em São Sebastião, tá chovendo aí, olga, tá uma chuvarada, né? Dá até medo da praia quando chove. [risadas] Tomara que esteja tudo calmo. Então, vamos lá. A gente tava, a semana passada, nós paramos com a Gala fazendo a descrição daquela reunião que eles tiveram na na igreja deles lá, que foi uma reunião muito tensa, né? porque apareceu aquela pessoa eh lá de Alexandria já avisando que ia ficar um outro uma outra um outro rapaz lá para dar uma uma nova organizada na igreja, mudar algumas coisas na comunidade. E eles estavam muito preocupados com isso, né? Porque a gente tá lendo uma obra que fala exatamente da virada do do cristianismo para o catolicismo. Primeiro ele vai virar de cristianismo, vai continuar com esse nome cristianismo, mas vai criar uma série de de hierarquias, de rituais. Eh, já entrou aí uma turma achando que precisa eh fazer silêncio, ficar circunspecto, não é para comer, que é para ficar recluso, já começaram a inventar uma série de coisas que não eram, não faziam parte dos costumes das, opa, desculpa, das comunidades cristãs, né? Eles, as comunidades todas eram independentes, mas elas tinham um formato de trabalho mais ou menos parecido e isso era muito respeitado. Mas isso tudo tá mudando e eles estão muito preocupados com essa com essa situação. E Gala tá conversando com o Filotemo sobre isso, né? E aí, eh, ela fala, né, que houve um silêncio entre eles, né, porque eles estavam discutindo exatamente isso. Será que eles iam descobrir o significado exatamente da esquina de pedra, né, da esquina, quer dizer, da sustentação da igreja de criada por por pelos apóstolos depois da crucificação de Jesus. Era isso que eles estavam discutindo. Então, houve um silêncio entre nós, tínhamos falado rapidamente, agora estávamos como que cansados por um grande esforço. Foi toda a atenção deles durante a a cerimônia lá, durante a reunião. Eles não chamavam de cerimônia, era reunião, né? Olhei para Filoteno, nossos segredos outra vez tinhamse feitos feito maiores, que por que
a atenção deles durante a a cerimônia lá, durante a reunião. Eles não chamavam de cerimônia, era reunião, né? Olhei para Filoteno, nossos segredos outra vez tinhamse feitos feito maiores, que por que acontecia assim? Como eu desejaria partilhar com ele meus sentimentos, como eu desejaria simplesmente amá-lo. Porque Filotemo é apaixonado pela gala, ela sabe disso, mas ela não tem esse sentimento por ele, né? Ela sente por ele amor de irmão. Ela gosta mesmo do Prisco, né? E nós estamos aqui doido para saber o que que vai acontecer com galo e Prisco. Estávamos no escuro e eu me pus a chorar miseravelmente. Ele voltou a falar, mas eu não compreendi de pronto o que pretendia saber. Gala, não posso deixar de te perguntar o que quiseste dizer na sala quando falaste deles? Eu não sei. Eu não sei. Ah, desculpa. Ô, ô, Lilia, desculpa, querida. esqueci de pedir para você compartilhar a tela. Perdão. Bem, [risadas] vou eu aqui falando e esqueci. Desculpa, desculpa para vocês também que estão acompanhando. E aí, Gala responde, né? Eu não sei, eu não sei. A voz dele se fez grave. O seu rosto estaria severo se eu pudesse ver, porque tava muito escuro, né, onde eles estavam. Procura pensar. foi ainda pouco. Tu disseste: "Eles tentarão outra maneira quando arremeterem". E aqui eu vou parar porque eu fiquei pensando assim, por que que tá usando um termo da aviação, né? Porque na minha cabeça arremeter sempre uma coisa da aviação, não é? o avião arremeteu. Na minha cabeça essa palavra tá ligada à aviação, mas quando eu fui lá ver eh quando eu fui lá ver o significado de de arremeter, na verdade é investir furiosa ou impetuosamente, lançar-se em ataque, adiantar-se com ímpeto, avançar ameaçadoramente. Então, é a palavra certa mesmo para essa situação, né? Porque a Gala tinha dito isso, né? Eles tentarão de outra maneira quando arremeterem, quando eles forem eh mais eles chegarem com maior violência. E aí o o Filotemo pergunta: "Eles quem?" Algo tamborilou em minha cabeça. Experimentei um momento de breve
utra maneira quando arremeterem, quando eles forem eh mais eles chegarem com maior violência. E aí o o Filotemo pergunta: "Eles quem?" Algo tamborilou em minha cabeça. Experimentei um momento de breve desespero. Pelo amor de Deus, pedi-lhe, não voltes a este assunto. Não sei porque o disse. Não sei. Houve outra pausa de silêncio entre nós. Um golpe de venta assoprou folhas secas ao longo do pátio e dobrou as chamas das tochas. Fez também os galhos dos tamarineiros oscilarem. E entre intervalos de luar e sombra, eu vi o rosto de Filoteno. Os olhos dos falcões desejos desejosos de furar as nuvens seriam como os dele. Voltava-se para mim e o movimento das ramas altas mostraram-lhe o meu rosto infeliz. Então aquela ânsia de perscrutar o futuro desconhecido se desfez e o suave alito do amor surgiu. Pobre Gala, disse baixinho. Pobre Gala, eu te forço sofrer. Tomei-lhe as mãos e apertei-as contra meu rosto molhado pelas lágrimas. Como poderias perdoar? Como? De nenhuma forma, irmãzinha. Quanto temos falado e quão poucos dias se passaram desde que nos conhecemos e quanto temos ainda nos dizer. Com suas mãos enxugou meu rosto e me disse: "Vamos voltar, pois mais dois elo, tenho mais dois elos para te mostrar." Que coisa impressionante, né? Ela sabe que ele gosta dela, ele sabe que ela tá sabendo também. Eles não se declaram, né? Ela não diz exatamente que não sente esse amor por ele e ele não sente a raiva dela, pelo contrário, ele continua tendo um carinho profundo por ela e demonstrando esse carinho, apesar do sentimento dele não não dela não eh não ser recíproco, né, por parte dela. Que coração, né, do Filoteno, que coração. E aí nós vamos lá pro Teófilo. O Teófilo é o nosso novo, é o novo elo da nossa, da corrente que o, o Filotemo já, já disse, né, pr, pra gala, vocês lembram, né? Filotemo disz paraa Gala que ele via uma série de pessoas em determinadas circunstâncias e que essa essas pessoas estavam unidas como se fosse elos de fossem elos de uma corrente que ele não
bram, né? Filotemo disz paraa Gala que ele via uma série de pessoas em determinadas circunstâncias e que essa essas pessoas estavam unidas como se fosse elos de fossem elos de uma corrente que ele não sabia qual era o significado. Oi gente, chegou mais uma turma aqui. Cristiane, oi Cris, boa noite querida. Terezinha, boa noite meu bem. Boa noite para Dani também. Dani, muito obrigada por ser um novo membro do canal de Canal Espírita, viu, querida? A gente agradece bastante. Então, vamos lá. Teófilo vai ser o novo, mais um elo a ser apresentado que o Filotemo vai apresentar paraa Gala. Então, algo distraiu sua atenção. Quer dizer, o Filotemo disse, né? Vamos voltar. Tenho mais dois elos para te mostrar. Então, algo distraiu sua atenção. Por detrás do templo, junto ao qual se detivera, se encontrava o liceu, a escola, né? Na realidade, não passava de uma velha granaria construída de pedras, oblonga, alta e pouco atraente, mas que uma ou algumas pessoas de gosto tinham cercado de canteiros florescidos e de três maciiras de Copa Verde, de onde partiam os tio rei dos pardais. Eu achei o máximo, gente, ter pardal lá. Vocês podiam imaginar aqui em casa agora eles voltaram, não tem aparecer aqui na na minha região aqui tem uns quatro ou 5 anos só porque eles tinham desaparecido, né? Sumiram os pardais. Agora eles voltaram. Mas tem pardal lá. Olha que coisa. Naquele exato instante o instrutor sai pela larga porta, rodeado pelos adolescentes que falam sem cessar. Teófilo tem vontade de segui-los. A rua desce abruptamente e morre nos caibros da praia. Existem ali ruínas de um antigo porto e é nas pedras roídas pelas ondas que o grupo se instalara. Não é difícil verificar que os adolescentes que constituem o grupo são filhos de camponeses e trabalhadores da estiva. Estão queimados pelo sol e suas mãos são rudes. O instrutor é jovem ainda, pequeno de estatura, de figura frágil, insignificante, mas tem qualquer coisa que o faz parecer alto e que lhe dá importância. Notou certamente que Teófilo o seguiu,
rudes. O instrutor é jovem ainda, pequeno de estatura, de figura frágil, insignificante, mas tem qualquer coisa que o faz parecer alto e que lhe dá importância. Notou certamente que Teófilo o seguiu, mas não parece dar importância ao fato. Mas depois que todos já estão acomodados, volta-se para ele e de longe chama-o pelo nome. Faz isso com tanta naturalidade que Teófilo se assusta. Atende ao chamado e em se aproximando, cumprimenta o instrutor. Auguri, auguri. Oi, né? A gente já viu isso. Eh, como a gente fala, olá, tudo bem? Porque lá na Itália hoje eles falam tchau. Quando eles se encontram de forma assim gentil, eles falam tchau. Auguri, podes te assentar conosco com vossa permissão. No breve diálogo que se segue, Teófelos segue de surpresa em surpresa. O instrutor sabe de onde veio e para onde vai. Conhece o nome de seus pais, enumera as coisas que o interessam. O jovem assusta-se e pergunta: "Como podeis saber tudo isso, senhor? Falam-me os espíritos dos mortos. Não tenhas medo. Os espíritos dos mortos não são diferentes de nós mesmos. Tu és um espírito, eu o sou. Todos estes jovens são espíritos. Apenas somos espíritos ainda vestidos de carne. Eles convers andaram conversando com Allan Kardec, né? Deve ser, porque olha, se não é mais que vocabulário, né? E lembrando, né? O o Wallace Leal faz uma para escrever o livro, essa obra, ele faz uma um tipo de desdobramento e vai ver ou rever essa história para poder contá-la depois em formato de livro, que também é um processo muito parecido, se não for igual, né, mas com pequenas diferenças. É um processo muito semelhante ao que a Ivone do Amaral Pereira usou para escrever boa parte dos seus romances também. Então eles têm uma uma semelhança, embora eles não tenham se conhecido, pelo menos até onde a gente sabe do que eu vi da biografia do do Alace Leal, eles não se conheceram. A Ivone do Amaral Pereira e o e o Alace Leal viveram mais ou menos na mesma época, né? Ah, ao morrermos, perdemos este envoltório, esta casa. Será motivo para que nos
ace Leal, eles não se conheceram. A Ivone do Amaral Pereira e o e o Alace Leal viveram mais ou menos na mesma época, né? Ah, ao morrermos, perdemos este envoltório, esta casa. Será motivo para que nos tornemos aterrorizantes? Colocada a situação dessa forma, Teófilo concorda em que tudo se torna fácil. O homem prossegue explicando. Os espíritos falaram fal falam-lhe outras vezes, aparecem-lhe. Hoje pela manhã, teu velho mestre Procópio avisou-me que virias. Assim eu te esperava. Quando saíste de trás da edícula de Diana, sabia que eras o rapaz de Procópio. Dependendo de tua vontade, poderá permanecer conosco por três dias, não é assim? Procópio estava morto havia dois anos e ninguém ali podia conhecer o número de dias que ele, Teófilo, dispunha. Sim", respondeu simplesmente apavorado, né? Como que esse homem consegue saber tanta coisa? E quem são esses mortos que ficam conversando com ele, né? As pessoas têm muita preocupação com isso. Como é que você fala com os mortos? Como é que os mortos falam com você? Oi, Marilda, bem-vinda. Que bom que você chegou, querida. Muito bem. Mas as pessoas têm muito medo, né, quando você fala para elas assim: "Ah, eu sou médium". Nossa, aí vira uma confusão, né? Porque eles ficam sempre ficam espantado. Oi, Nivalci, bom, boa noite, querida. Que bom que você chegou, meu bem. Estamos aqui caminhando no nosso no nosso capítulo. Muito bem. Eu pulei alguma coisa, não é? Ele respondeu: "Sim, né?" "Procópio esperava que o teu entendimento se dilatasse antes de tratar contigo sobre um assunto que lhe parecia da maior importância." "Afirma que o momento chegou. Está conosco aqui. Fala-me, sentes a sua presença?" Teófilo experimenta a sensação de um toque suave de uma branda mão em sua cabeça. Procópio procedia assim. Ele estremece. mas não experimenta receios. A saudade do generoso velhinho que um breve instante aquecer alhe alma transforma-se na alegria de sua presença quase tangível. Quem nunca, né? Quem nunca sentiu um cheirinho, um perfume
enta receios. A saudade do generoso velhinho que um breve instante aquecer alhe alma transforma-se na alegria de sua presença quase tangível. Quem nunca, né? Quem nunca sentiu um cheirinho, um perfume que parecia daquela ser aquela pessoa que já desencarnou há tempos ou sente uma saudade assim, uma vem uma lembrança daquela pessoa que já desencarnou e que a gente sente tanta falta dela, né? Quem nunca é tão bom, né? saber que eles estão tão perto de nós. Deveis, pois instruir-me sobre que assunto? A doutrina de Jesus Teófilo. Ante a juvenil assembleia, o instrutor comenta entre perguntas e apontamentos dos aprendizes fortemente interessados certos ângulos sutis e renovadores do sermão sobre a montanha. E quando um pequeno silêncio cai sobre o grupo meditativo, Teófilo olha as ombras que se sucedem calmo e seguramente, uma umas após outras, garantindo o movimento do mar, e compreende que todos aqueles anos sob a tutela de Procópio, tinham preparado seu coração infantil exatamente para aquele momento, pois tudo se faz tão claro quanto a luz do sol que os ilumina. Quem de nós não gostaria de se sentir assim, né? Sabe quem de nós não gostaria de perceber na num momento determinado que chegou ao aquilo que mais esperava, aquela aquela situação, aquele ponto da vida que mais esperava. É, é aqui, é daqui para frente que tudo muda, é daqui para frente que eu mudo, que tudo que eu me preparei tanto. Não seia fantástico, né? Não é? Seria fantástico. Tudo se faz tanta luz do sol que os ilumina. É a sensação dele. Que coisa, né? Que coisa mais linda. No interior da sala e volta lá para pr pra gala e pro Filoteno. Então a gente deu uma saidinha só para entender ali o que que aconteceu com Teófilo. E agora a gente volta lá para pra Gala e por Filotema. No interior da sala, Filotema apontou meu moço que com respeitoso interesse ouvia Dastro. Eu o conhecia. é teófilo escriturário na casa do pretor e o outro, o que atravessa a sala e se aproxima de Teófilo. Aí já vamos para outro personagem, outro
que com respeitoso interesse ouvia Dastro. Eu o conhecia. é teófilo escriturário na casa do pretor e o outro, o que atravessa a sala e se aproxima de Teófilo. Aí já vamos para outro personagem, outro elo da corrente, certo? Que é o Cisínio. E aí nós vamos saber quem ele é, ou pelo menos uma parte da história dele. Pois muito bem, estás abandonado a ti mesmo. Há caminhos à direita e caminhos à esquerda. Ele deve, ele deve escolher o seu. Quer, entretanto, um trajeto que o conduza ao topo. Está cansado, asfixia-se ao rest do chão. Percebe também que o menor movimento desavisado poderá precipitar avalanche. E isso de escolher vai muito longe. Optando pelo caminho ao longo dele, vai ter de abrir portas, terá de escolhê-las. Esta sim, esta não e abri-las. Assenta-se num tronco caído para poder pensar melhor. Agora pela trilha vem um camponês muito velho. Seus cabelos e barbas são compridos. Suas sobrancelhas enrolam-se sobre os olhos. Veste um capote de couro de carneiro e usa calças de grosseiros tecidos ajustados à ajustadas as pernas por tiras de cânhamo. Ele inveja esse velho recurvo que já se encontra no fim da estrada, que já fizeram suas escolhas boas ou más. Que importa? Cisínio raciocina que o pior momento é o momento da decisão. Bem, ao passar por ele, o velho hesita ao firmar seu cajado, escorreguega e cai. O moço precipita-se a ampará-lo. É cansaço, velho. Diz. Não seria bom sentardes um pouco? Não. Ajuda-me a chegar a casa. Ampara-o com o braço e vagarosamente progridem pela trilha. A habitação do velho é um quadrado de pedra envolto na luz crepuscular. Entrando, nada se vê a princípio, nada. Antes de vislumbar, vislumbrar o catre, onde vai depositar o velho, Cisío tropeça num banco e vai de encontro à parede. O catre é a cama, viu, gente? A aquela cama feita de tronco de madeira ou pedaço de madeira, ela é a mais o mais básico do mais básico é o cart. Existe no ar o cheiro acre de certas madeiras em combustão. No canto extremo do aposento encontra brasas ainda vivas.
madeira ou pedaço de madeira, ela é a mais o mais básico do mais básico é o cart. Existe no ar o cheiro acre de certas madeiras em combustão. No canto extremo do aposento encontra brasas ainda vivas. Assopra-as e refaz as chamas. encontra um toco de vela e acende-o. Ao lucilar das chamas, o velho ganha um ar de irrealidade e de beleza. Lembra a figura de um rei antigo. Cisío sente seu coração tocado. As mãos do velho, grossas, gretadas, cobertas de rugas, estão caídas sobre as abas do casaco. E ele seguramente dormiu, pois que tem um sobressalto quando Cisinho fala-lhe para saber se sente melhor. O o idoso lá, o velho, deu uma uma dormida, né? Sabe? Deu aquela pescada, deu uma dormida. Oi, Valdeci, boa noite. Bem-vindo ao nosso estudo. Então o o o idoso lá que o que o Cisío tá socorrendo, deu uma, sabe, sentou na na no catre lá na cama dele e deu aquela, sabe, aquela cochilada quando a gente tá muito cansado. Nem te ofereci um assento, diz o velho. Perdoa minha descortesia. Sua voz é sonora e agradável, já não sente nada. fatigara-se no caminho. Bastou, porém, que dormisse um pouco e se refez. Cisío vai-se embora, porém retorna nos dias subsequentes a visitar o velho, ao qual se afeiçoa. Saem a passear em torno do sopé do monte e falam-se sobre experiências pessoais. O ancião viajara muito, estivera para bem do Sinos Persicus. é o nome do antigo Golfo Pérsico. Para quem gosta de procurar no mapa, a gente logo no começo aqui do estudo aqui do livro, eu mostrei para vocês, né, os o mapa, qual é mais ou menos a localização pra gente entender, porque eles estão eh no entorno, né, do Mar Mediterrâneo. É uma região ali bem próxima do Mar Mediterrâneo. país dos grandes do, desculpa, da Itália, né? No país dos grandes ídolos de pedra chamados Budas. Olha só onde o o ancião já tinha ido. Só conversa é viva e rica. Seus pontos de vista comandados por uma curiosa filosofia. Para o velho, antes de tudo, vem a necessidade da compreensão, da tolerância, da fraternidade entre os homens. O moço
conversa é viva e rica. Seus pontos de vista comandados por uma curiosa filosofia. Para o velho, antes de tudo, vem a necessidade da compreensão, da tolerância, da fraternidade entre os homens. O moço fala-lhe de da sua solidão, de sua insegurança diante de uma vida que se inicia das suas hesitações ante ante as escolhas. Essa forma de preocupação agrada mentir, diz o velho. Não é mal que sejas assim. Depois olha só sobre o que que o velho vai falar com Cizinho. Depois fala-lhe do caminho estreito e do caminho largo. Das portas que existem nesses caminhos. Lembra o perigo das facilidades e o mérito da luta. Que coisa! A experiência do velho é valiosa. Sizínio sente-lhe a inteligência, a argúcia. Leis naturais sobre as quais nunca dantes ouvira falar deflagram-lhe no entendimento com o fugor dos raios, a lei das vidas sucessivas, da ação e reação, da causa e efeito, do menor que se torna maior. Olha, eu fico nessa nesses momentos quando quando eu leio essa essa essa obra, pensando aonde foi, em que momento que a gente deixou isso tudo, a gente abandonou tudo isso, esses conhecimentos que eram ah compartilhados com tanto, com tanta tranquilidade, com tanta naturalidade uns com os outros. outros. Sabe onde foi que a gente abandonou essas conversas tranquilas, esses momentos de de meditação? Claro que não eram todos, né? A gente já viu aqui na na própria história uma família que a mãe já tinha desencarnado e o pai e os filhos paravam de trabalhar já tarde, quando já não tinha mais luz e acordavam antes do amanhecer para voltar a trabalhar. Eles obviamente que não tinham tempo para ficar meditando, né? Mas a gente tem esse tempo. E por que que a gente parou de meditar, sabe, de filosofar, né? Ainda mais nós espíritas que que seguimos e que nos eh que estamos ah envolvidos com uma doutrina que é ciência, filosofia e religião. Bom, vamos lá. Sobre o motivo de suas preocupações fundamentais, o ancião lega-lhe pequeninas frases inesquecíveis. Essas são aquelas frases que a gente tem
utrina que é ciência, filosofia e religião. Bom, vamos lá. Sobre o motivo de suas preocupações fundamentais, o ancião lega-lhe pequeninas frases inesquecíveis. Essas são aquelas frases que a gente tem que deixar na porta da geladeira, viu, gente? Quem serve prossegue. Seguir é renovar-se todos os dias. Tuas ações preparam-te o caminho. Mais vale auxiliar hoje que ser auxiliado amanhã. O arrependimento é útil. Arrepender-se a toda hora é sinal de teimosia e viciação. Devagar, mas sempre. O reconhecimento de Sisíio procura extravazar-se em frases de gratidão. O outro escusa-se. A sabedoria é assim. vem de uns para os outros. Tu deverás transmiti-la também. E de quem vos veio? De homens que aprenderam de outros homens e estes aprenderam de Jesus. Gostarias que te falasse dele? Esío também funcionário junto a Mamerco. Já voltamos lá de novo para para Gal Gala e Filoteno. Ele e Teófilo frequentam a igreja já faz algum tempo, pois fazem parte dos elos. É estranho. Não posso explicar o que se passa. É assim como se o retrato que tenho na memória de súbito se adaptasse, se identificasse inteiramente ao rosto que tenho pela frente. E o mais curioso é que em todas essas vezes não me fica a mais leve sombra de dúvida. Confessei-lhe que não podia compreender aquela eleição, mas silenciei a respeito da inquietação que me trazia. "Não se trata de eleição", ele disse. Todos nos equivalemos. É, talvez uma questão de grupo, não sei, é difícil saber. Em seguida, falou-me de um velho projeto que acariciava, o Filotemo, né, falando paraa Gala, o de reunir a mocidade cristã num movimento coordenado com a vida da igreja e que fosse capaz de preparar a juventude especificamente para o trabalho de evangelização. É uma coisa fantástica isso, né? Lembrei-me de que uma vez Cirilo me falara sobre isso e aconselhei-o a tocar no assunto com ele. Então, era uma necessidade dos jovens, né, deles poderem se reunir além daquela reunião que que juntava todo mundo, crianças, adultos, jovens, adolescentes, que tava
lhei-o a tocar no assunto com ele. Então, era uma necessidade dos jovens, né, deles poderem se reunir além daquela reunião que que juntava todo mundo, crianças, adultos, jovens, adolescentes, que tava todo mundo junto, os jovens queriam conversar sobre as essas coisas que a gente se preocupa quando é jovem, né? o futuro, as relações, o aprendizado, a incerteza, a insegurança, tudo isso, né, é uma necessidade. Não podíamos imaginar naquele instante que bem cedo o plano seria posto em realização, quase que independentemente dele ou de meu irmão. Mas naquele instante, nossa atenção se distraía entre os que partiam e que nos diziam os seus cumprimentos de paz. Filotemo esqueceu-se e eu também me esqueci. E nos dias que se seguiram não voltei a pensar naquilo. Prisco, que é a pessoa que é o o o moço do que fazia parte do exército romano, mas de uma família abastada, de uma família romana abastada, já não vinha pela manhã, porém à tarde, pois que qualquer coisa se alterara no comando da legião. Mas o nosso prazer não se modificara. Assentávamos sobre o granito mergulhado no ar adormecido da tarde e tranquilamente esperávamos que vovô ou Cirilo fizessem soar a trompa. Não nos tocávamos, só nos olharmos bastava e não me ocorria que pudesse haver alguma coisa mais que isso. Eu olhava para as mãos dele, morenas, fortes, que prendiam as coisas com firmeza, que me pareciam honestas e que eu amava. Ele notou o meu olhar, desenlaçou-as, pois prendiam-lhe o joelho desnudo e ergueu uma delas no ar. fez um movimento. Vê assim empunha a daga. Não corrigi. Vê antes a precisão dos movimentos, a harmonia. Julgas que tudo isso sirva apenas como instrumento para violência? Ele não respondeu. Ficou a olhar seus próprios dedos a esboçar sucessivos movimentos. Eu prossegui. Assim, os ouvidos, os olhos, o dom da fala. Fora precisa que o homem compreendesse. A incompreensão é sombra. Urge que se arranque o homem dela. Como? Dando-lhe a luz. Ele percebeu onde eu queria chegar. virou-se rapidamente
hos, o dom da fala. Fora precisa que o homem compreendesse. A incompreensão é sombra. Urge que se arranque o homem dela. Como? Dando-lhe a luz. Ele percebeu onde eu queria chegar. virou-se rapidamente para mim e perguntou-me se não desejaria partir com ele, se eu não seria capaz de tomar uma decisão e casar-me com ele. Estávamos muito perto. Eu vi uma veia em sua testa que pulsava agitadamente. Eu não esperava que aquilo acontecesse, nunca pensar em tal coisa naquela possibilidade. Mas, para minha própria surpresa, não me descontrolei. também não respondi de pronto e o meu silêncio pesou sobre nós. Ele se enrijeceu. Abençoem-te os deuses pela resposta, disse com amargura. Então senti-me envergonhada e trêmula. Não, por favor, gaguejei sem encontrar as palavras exatas para me explicar. Sabes que terias deveres exatamente iguais aos meus, não sabes? Disse com rispidez. levantou-se, depois disse com abrandamento: "Tudo é perfeito entre nós. Uma única diferença compromete e arruína o conjunto inteiro, mas temos de nos compreender mutuamente." Eu tentava repanhar mentalmente os meus pensamentos, percebendo melancolicamente a inutilidade de contemporizar. Ele ficou a olhar as águas barrentas que rolavam no rio até que se apercebeu de minha melancolia. Estou sendo estúpido e cruel. Não é essa a ideia que te quero dar de mim. Subitamente apercebi-me dos pensamentos e sentimentos que ele lutava por conter. Como, entretanto, eu não poderia exacerbar o seu rancor? Como eu poderia abrandar a sua repulsa? E o seu orgulho, que que era também o orgulho de sua gente, como superá-lo sem que ele se sentisse aos meus olhos como um pagão apenas? A palavra parou-me no espírito como um pedaço de pão envenenado, e eu me apercebi do seu sentido estúpido e cruel, tão estúpido e cruel quanto for aquele outro já esquecido e que em uso nos discriminaria também. Gentil. Tentei explicar-me com ele, falar-lhe honestamente, porém sentia-me confusa e perplexa. A velha inibição tomava conta de mim. Não sabia nem ao menos como
e que em uso nos discriminaria também. Gentil. Tentei explicar-me com ele, falar-lhe honestamente, porém sentia-me confusa e perplexa. A velha inibição tomava conta de mim. Não sabia nem ao menos como começar. Não tinha as palavras exatas para exprimir o que pensava. E ao mesmo tempo, como que para aumentar a minha confusão, minha imaginação pôs-se a trabalhar avidamente. Ohô meu Deus do céu, lá vamos nós para ela vai viajar no pensamento. na casa das estátuas brancas, ouvindo marulhar das ondas do mar, ouvindo sussurro do vento no jardim das rosas, sentindo o perfume das uvas sazonadas e dos limoeiros floridos. Estava de mãos dadas com ele e passeávamos na colunata. Depois corríamos de pés descalços na areia da praia, borrifados pelas ondas espumosas. Mordiscávamos a casca perfumada das laranjas e de tarde eu punha um jasmim nos meus cabelos. Vi ao lado dele a fosforescência das ondas na hora em que o sol nascesse. Sobre tudo aquilo Prisco me falara e como parecia tão perto pela imaginação. Mas não estávamos na casa do promontório Taenaro. Estávamos na step da Capadócia. Fui voltando devagarinho do meu sonho. A pétria mudez dele se desfazia. Quem sabe, dizia. Quem sabe serias capaz de calar tua convicção e ignorar a minha? Tu me acompanharias, digamos, formalmente, então eu te prometeria não interferir no que pensasses. Eu percebia seus pensamentos desesperados, a fenda dolorosa que se abria em seu orgulho e o olhava dolorosamente, querendo dizer a mim mesma que ainda não era verdade, que eu imaginava apenas. Quem sabe era possível conciliar. Mas que preço eu estaria disposta a pagar? pela minha felicidade. Então, minhas ideias se aclararam. Aqui é bom a gente dar uma paradinha para pensar no seguinte. Pode parecer a princípio, que seja aí um um pouco de exagero, talvez, né? Porque qual que é o problema de pessoas que têm religiões diferentes viverem juntas, né, serem marido e mulher? Qual que é o problema? Eles não, eles não estão em 2025, né? Eles estão uns 300 anos depois do do da
que é o problema de pessoas que têm religiões diferentes viverem juntas, né, serem marido e mulher? Qual que é o problema? Eles não, eles não estão em 2025, né? Eles estão uns 300 anos depois do do da crucificação de Jesus. E naquela época você precisa precisava aparentar a sua crença. Não bastava só você crer. E aí como é que ela ia viver desse jeito? Como é que os dois era uma época em que ainda se perseguia cristãos, que o império romano perseguia cristãos. Como que ela poderia viver com o romano e toda a comunidade dela saber disso? Como ele, como romano, poderia se casar com uma com uma seguidora de Jesus, uma seguidora do Nazareno e a família tradicional romana aceitar essa situação. Era muito difícil, né? Além disso, as diferenças aí levam a outras questões também. Para os romanos, a o orgulho de ser romano estava acima inclusive da família. E eles imag eles eh entendiam que esse orgulho fazia parte das conquistas do Império Romano. Então, transformar pessoas em escravos, em servos, não tratar os outros como iguais era uma coisa para ele supernatural, normalíssima. Ah, você não é romano, então você não é civilizado. Você não não serve nem para conversar com a gente. Fica aí da porta para fora. Era nesse eram nesses termos, né? Então, como é que ela ia assistir isso tudo criada na no cristianismo e na ideia do amor ao próximo? Somos todos irmãos, precisamos nos ajudar, né, nos socorrer, nos entender como que ela ia viver num ambiente em que a competição e a disputa eram tão arraigados na cultura. Imagina Jesus aqui conosco hoje. Ele está nos vendo, né, mas não dá um aperto no coração. Oi, Tânia. Boa noite, querida. a gente precisa lembrar, né, que eles estão num período diferente. Por isso essa preocupação tanto dos dois, né, como é que como é que a gente eh pode viver junto, né, se é possível. E é isso que ele tá falando para ela. Você vai viver comigo, né, porque eu sou rico. E aí você vai comigo mostrando que você me acompanha nas tradições romanas e eu finjo que não sei que você é
sível. E é isso que ele tá falando para ela. Você vai viver comigo, né, porque eu sou rico. E aí você vai comigo mostrando que você me acompanha nas tradições romanas e eu finjo que não sei que você é cristã. Essa é a proposta dele para ela, né? Aí ela ela diz, né? Então, minhas ideias se aclararam. Sim, seria possível conciliar se eu não fosse quem era. Antes que uma questão de foro antes que uma questão de foro íntimo para Prisco, aquela era uma questão de postulação social de clã. Para mim, entretanto, aquela era questão de vida ou de morte. Eu me levantara fogueada e trêmula. E quando ele leu em meus olhos, não sei por julguei vernos dele uma aprovação. Não, eu não poderia. Pergunto-me qual seria a maior oportunidade e percebo que é a mais grave. Se negasse a Jesus, disse com simplicidade convicção: "Também te negaria a ti." A fragância do amor que te dedico vem da flor que ele depositou entre minhas mãos, ainda não de todo fortes para segurá-la. Se deixá-la cair, Prisco compreendia. Ele ia aceitar minha amorosa obstinação. Eu prossegui. Não poderia dar-te os meus sentimentos contaminados no erro. Amartei apenas na bondade e na beleza. Que postas onde os dois pudermos tocar, possamos partilhar os dois. Ouvi que suspirou. Naquele instante de expectativa, vi que não me enganara. havia aprovação em seu olhar. Estávamos, porém, ambos, demasiado tristes para que pudéssemos dizer mais alguma coisa. Com aquela negativa, o quadro de nossas vidas se completava e este era o único consolo que nos restava. Éramos muito jovens, mas tínhamos sabido retirar de qualquer qualquer ponto misterioso e profundo de nós mesmos a força suficiente para nos provar que em nosso amor não havia lugar para a escória inútil. E a partir dali estava decidida a não mais fazer planos para o futuro. O mesmo, entretanto, não sucedia brisco, como bem cedo eu teria a prova. Então ela não ia mais fazer planos, né, pro futuro, planos dos dois juntos, mas C Prisco, pelo jeito não. Um dia se passou e também o seguinte, eu
, não sucedia brisco, como bem cedo eu teria a prova. Então ela não ia mais fazer planos, né, pro futuro, planos dos dois juntos, mas C Prisco, pelo jeito não. Um dia se passou e também o seguinte, eu me consolava pensando que em outros lances de vida nos encontraríamos para não dizer a Deus. Vocês vocês estão ouvindo barulho? Não se assusta, não. É daqui, mas não é problema nenhum. Vocês estão ouvindo, né? Não sei se vocês estão ouvindo. Estava naquele mesmo ponto das ruínas. Olha só, gente, o que que vai acontecer agora? Estava naquele mesmo ponto das ruínas, quando asiras chegaram com cortinas de seda e almofadas bordadas a ouro. Grupos de escravos fortes e bem alimentados sustinham-nas e à frente da da primeira delas via o antebulo. Olha, fui atrás, né? Porque que que é um antebulo? É um termo de origem latina que se refere a um escravo romano que andava na frente para abrir caminho para o seu senhor, limpando a multidão. Ai, que horror, não é horror? Então, era um escravo que ia à frente da do povo todo ali para dizer pras pessoas que estavam na rua: "Saiam da frente, saiam da frente". Quando a gente vê no nos filmes, saiam da frente, o senhor fulano está passando. Saiam da frente, a senhora não sei o que tá passando. Era, é esse antebolo? Fala sério, pensa. Homem maciço, armado de um forte cajado. Corona se pôs a ladrar e eu me esforçava por contê-la. Quando a comitiva se deteve e os lectakari descansaram as liteiras. É, nos carregadores, né? Eu não sei falar desse se não sei se a pronúncia tá certa, possivelmente não. Mas de uma para outra houve então uma pequena manobra que o antebolo realizava com pequenas corridas solícitas. Depois o homem pôs-se a fazer sinais para que eu me aproximasse. Ordenei a corona que se calasse e com ela nos meus calcanhares subi a pequena lombada e me aproximei. Há uma ordem sussurrada. Aiteira, que estava mais recuada, se aproximou de mim e eu me vi entre as duas, embora sem perceber ainda com quem ia tratar, pois que as cortinas
uena lombada e me aproximei. Há uma ordem sussurrada. Aiteira, que estava mais recuada, se aproximou de mim e eu me vi entre as duas, embora sem perceber ainda com quem ia tratar, pois que as cortinas de seda se conservavam descidas. Percebia que no silêncio que se fez, observavam-me. Podia sentir o exame. Era quase como se me tatiassem. Um curto espaço transcorreu e uns dedos brancos de compridas unhas pintadas, elas já pintavam as unhas. Elas já pintavam as unhas. 300 anos depois do da crucificação. Carregados de anéis, fizeram correr as cortinas perfumadas. Vi então sobre as almofadas bordadas uma dama já avançada em anos, mas ainda bela, de t muito clara e cabelos dourados. O nariz, a linha da boca denunciavam a mulher romana. Sua expressão era de agastamento e ironia. Não precisou muito para que a reconhecesse com extrema surpresa. Era Albina Sexta, a esposa do legado. Vira algumas vezes na estrada quando se dirigia com seucto para a propriedade campestre que possuía num belo trecho do Vale do Rio. Num surdo murmúrio, a dama falou a outra pessoa na liteira de vizinha. Eu estava longe demais para entender seus coxichos, porém a outra estava suficientemente perto para ouvir e responder. Entretanto, eu percebia que era em latim que falavam. Trocaram várias frases até que a certa altura da letra fechada veio uma exclamação alta, um protesto. "Certamente que não", disse uma nova voz e a cortina foi aberta com súbito repelão. Aquela que se mostrou, eu já a vira e dela já ouvira falar. Era Otávia, hóspede ilustre de Sebasties, residindo em casa do legado. Gema louvar a sua beleza. Sebastião chegando hoje. Sebasti, a vila, né, mais próxima do da casa da gala e onde ficava a eclésia, a igreja onde eles iam fazer a os estudos. Em certo trecho da jornada, quando a família de Filotemo mudava-se para Sebastes, o secto de Otávia juntara-se no caminho. Gema virá naquela situação. E eu me lembrava agora de que também mencionária mencionária, ô meu Deus, mencionara aquele ergúlio
lotemo mudava-se para Sebastes, o secto de Otávia juntara-se no caminho. Gema virá naquela situação. E eu me lembrava agora de que também mencionária mencionária, ô meu Deus, mencionara aquele ergúlio antebulo escravo de confiança que comandava o secto. fazia certamente uma triste figura à frente delas, com minhas vestes rústicas e o comprido cajado da pastora firmemente apertado nas mãos, mas por compensação elas me pareciam terrificamente esplendentes. Eram como um quadro da Bíblia quando Jezebel Dalila ou Betabá surgem. Elas iam brincar de rato e gato comigo e eu pensava: "Era contra mulheres como aquelas que os profetas antigos gritavam sua indignação. O modo como a mais velha iniciou o interrogatório que se seguiu não se coadunava com o que viria depois. Onde foi arranjar esses cabelos loiros?", perguntou-me ela. Herdeios de meus avós macedônios. Respondi com simplicidade. O que disseram em seguida veio sem reticências nem rebussos. Otávia estava visivelmente escandalizada. Para ela, eu conhecia aquelas plantas espinhosas e estranhas da Step e com ela fizera filtros que dera beber a beber a ele. Não me foi difícil perceber que se tratava de Prisco. Albina Sexta, era mãe de Prisco, procurava rebater os argumentos, examinando-me, medindo-me e pesando-me com os olhos, atribuindo-me cruamente o capricho da situação. Eu acho, né, que a Albina Sexta é a mãe dele. Vocês acham também? Eu tô achando que é ela. Era um espírito mais arejado, mais objetivo e esperto. Ao contrário de Otávia, que me parecia dotada de sentimentos pesados, supersticiosos, capazes de uma crueldade animalizada e terrível. Não se tinham dado ao trabalho de me perguntar se eu conhecia Prisco. O espião que as informara merecia-lhes inteiro crédito. A questão que a Albina Sexta propôs em seguida teve o condão de informar-me da situação. Dize-me, estarias mesmo disposta a te casares com ele? O tom de intensa curiosidade que se que pusera nesta pergunta se modificou em nuances de fingida conselheira. Filha,
de informar-me da situação. Dize-me, estarias mesmo disposta a te casares com ele? O tom de intensa curiosidade que se que pusera nesta pergunta se modificou em nuances de fingida conselheira. Filha, tiraste um instante para considerar as diferenças que o separam? Porque não deves nem por sonhos imaginar que tudo se arranje facilmente. Uma simples licença do legado não seria suficiente. É preciso ir ao procurador geral e dependendo da situação, ao próprio governador da Síria. Já pensaste no que vai custar essa licença, minha cara? Pelos deuses? Em que enrascada está se metendo essa pastora? Experimentei um desejo idiota de rir e de chorar ao mesmo tempo. A cena era dolorosa e ridícula e eu não sabia como tais mulheres não se apercebiam disso. Por um momento, desejei nunca ter conhecido Prisco, ter continuado como era antes até o fim de minha vida. Otávia deixou escapar uma série de risadinhas nervosas e curtas. Comparou-me a água parada e a brasa dormida e tornou-se e tornou a rir-se. Foi sorte sua que soubéssemos da coisa. Viemos aqui para salvar-te, cara. Disse a dama. Está claro que não te enrascarias sozinha. Ele estaria metido na toice e isso seria imperdoável. Albina Sexta olhava as ruínas e foi por isso que deixou escapar a frase que incendiou a outra. Vê só. Aí se encontram. Seu irônico sorriso, entretanto, rapidamente se desfez. A sugestão, a visão do local, com suas arcadas e corredores, fizeram Otávia erguer-se, tomada como das sete fúrias. Pálida, de olhos chamejantes, fechava os punhos diante de meu rosto, chamando-me de vagabunda e velhaca. Gritou que eu queria destruí-lo e avançou um passo para mim. Porém, Corona interceptou-a. A cena agora ganhar os tons de um pesadelo. Otávia chorava e o lulava. Agitava-se em convulsões, despedaçando as roupas. A mulher do legado também gritava em desespero e exasperação, exigindo a cooperação do antebulo afobado e suarento. Já então Otávio se desnudara de todo. Fato que não parecia aborrecer nem incomodar a albina sexta.
gado também gritava em desespero e exasperação, exigindo a cooperação do antebulo afobado e suarento. Já então Otávio se desnudara de todo. Fato que não parecia aborrecer nem incomodar a albina sexta. De não sei de onde surgiu um pequeno pote de um guento balsâmico que foi levado às narinas da moça presa de ataque. Entre todos aqueles gritos, gemidos e imprecações, Corona latia furiosamente, interpondo-se entre mim e os escravos agressivos que não se animavam a me tocar. Eu tinha a impressão de um sonho mau e desejava acordar. Poder dizer que era tudo mentira, que uma coisa semelhante não poderia jamais me suceder. Sei que o alarido morreu e que a mulher cerrou as cortinas, ordenando o retorno. Entretanto, antes de partir, dirigiu-se a mim pela última vez e agora não escondi as ameaças. Não acredites se falar em casamento. Não acredites. Ele não envergonharia os amigos a este ponto. Não se atreveria. De qualquer forma, vê bem se desejas a desgraça de tua família. Não pense em nos desafiar, nem penses. Atirou-me em um duro olhar e desceu o cortinado cor de esmeralda. Todas aquelas palavras começaram a ecoar dentro de minha cabeça. Desci para o meio das pedras, fechei os olhos e apertei com força as mãos contra os ouvidos. Herdei-os de meus avós macedônios. Só isso eu pudera dizer. Mas aquelas mulheres estariam dizendo a verdade. Era uma pura loucura o que se passava. Em que se estava transformando minha vida? Em quê? Deixei a cabeça pender sobre o peito e pus-me a chorar perdidamente. Em torno de mim, corona latia, tocava-me com a pata também ela cheia de desinquietação. E o fato de partilhar meu sentimento com animal generoso e amigo, pois que a ninguém mais eu ousaria contar, serviu apenas para aumentar o meu desespero. Aquele era o meu primeiro contato com o mundo de Prisco e eu saía arrasada, ferida para sempre. Mas eu não o desejava e nem poderia participar dele. Se fosse um pergaminho entre minhas mãos, eu o rasgaria. Minha dor era também vê-lo para sempre preso ali. Todas as vidas que vivéramos
ara sempre. Mas eu não o desejava e nem poderia participar dele. Se fosse um pergaminho entre minhas mãos, eu o rasgaria. Minha dor era também vê-lo para sempre preso ali. Todas as vidas que vivéramos não tinham bastado para libertá-lo. E por isso nossas necessidades eram tão diferentes. Deixa eu ver agora quanto tá faltando aqui, gente. Pera aí. Ah, já tá acabando. Vamos terminar o capítulo. [risadas] Vocês aguentam terminar o capítulo? As leituras dessas obras espíritas são cultura, aprendendo sempre. Impute, inpute. [risadas] Ai, ai. Gente, vamos terminar o capítulo, ó. Vou estourar o tempo, mas eu vou não vou vou demorar, vou demorar. Minhas emoções eram confusas e minhas lágrimas abundantes. Dantes, eu me diz abundantes, Dantes, eu me dizia, eu poderei esperar por ele, mas agora não mais podia repetir assim. Eu me exauria, já não podia esperar. Levantei a cabeça e olhei a vasta a vasta step vazia, triste, avermelhada pelo primeiro clarão do crepúsculo. De longe veio o toque da trompa. E Corona pôs-se por si mesma a reunir os animais. Enquanto voltávamos em sua vigilância, não se esquecia de mim. Punha-se ao meu lado com a língua rosada amostra e olhava-me com seus líquidos olhos, com aquele amor que só os cães sabem ter. Essa ternura encorajou-me. Pus-me a orar enquanto caminhava. Sim, tudo acabaria bem, não obstante as provas que estivessem de permeio. Olhei para o céu e pedi, por favor, ser conosco. É demais, né? É demais, cara. Não é? por favor, ser conosco. A ligação, a ligação que eles tinham, né, com com Jesus, a ligação que eles tinham com os bons espíritos, era uma coisa completamente diferente do que a gente tem hoje. Mas a gente pode retomar, não é? A gente pode retomar essa ponderação, né? Essa certeza de que eh eu jamais posso deixar de ser cristã. Como que eu vou deixar de ser cristã só para seguir um amor? Não é possível, né? Não é possível. Para eles não era possível, mas para nós, será que nós teríamos essa mesma convicção? Será que nós faríamos a mesma
vou deixar de ser cristã só para seguir um amor? Não é possível, né? Não é possível. Para eles não era possível, mas para nós, será que nós teríamos essa mesma convicção? Será que nós faríamos a mesma coisa? Ter um grande amor e falar: "Não, ah, larga a mão do espiritismo". Eu já vi muita gente fazer isso, né? Vocês devem conhecer também pessoas que mudam de religião, não tô falando só do espiritismo, tô falando de das mais variadas. Deixam uma determinada religião para poder conviver com alguém por quem se apaixonou, por quem e com quem casou para não criar problema na família. Não que eu ache que não deva, né, que deva ter problema na família, não é isso. Mas você deixar de se casar com uma pessoa para não afrontar as as suas crenças, não afrontar os seus seu entendimento a respeito do que é a vida. É algo pra gente pensar profundamente. Profundamente. Gente linda, semana que vem nós vamos falar sobre o capítulo e nós temos tempo, hein? Nós temos tempo que vai longe. Isso aqui vai até março. Vai até março. Então vocês se preparem porque tem muita água para passar por baixo dessa ponte, não é? Se Deus quiser, Márcio, a gente termina o livro. Olha, uma boa noite para vocês. Fiquem todos bem. Eu espero que continue sendo divertido fazer a leitura dessa dessa obra. Nós estamos aqui num trecho que a gente não fez muita pesquisa, né? Não precisou ir atrás de muita informação, mas é sempre muito bom fazer leitura com vocês. Um beijo grande para todos. Fiquem todos muito bem. Beijinhos. Olga, fiquem todos muito bem. Tem uma semana maravilhosa. Eu esqueci de fazer a prece de abertura. A semana que vem eu não esqueço. Podem ficar sossegad. Semana que vem eu faço a prece de abertura. Tá esquentando a história. Isso mesmo, Rose. Tá esquentando a história. Fiquem todos com Deus e até a próxima semana, viu? Muita paz para todos. >> Quando a tristeza [música] te invadir, abre a janela e senti. A luz do sol a te aquecer [música] com sua eterna chama te joga plena a receber [música]
é a próxima semana, viu? Muita paz para todos. >> Quando a tristeza [música] te invadir, abre a janela e senti. A luz do sol a te aquecer [música] com sua eterna chama te joga plena a receber [música] esse calor perene. Olha pro dia em ingratidão, [música] abre teus braços, dançar. E se as nuvens o esconderem [música] com suas cinzas cores? E o tempo se fechar [música] em águas encharcando as ruas e te [música] sentires fracassando, não te serde as dores. Abre tua porta, sai [música] pra rua e vem dançar na chuva. E quando a noite te chegar e tô sem desculpa [música] por encontrar teu pior erro na tua noite escura, volta a olhar ao bomboar [música] que por te amar te cura e teus braços [música] te perto, dança e sorri pra lua. E quando enfim alvorada [música] te sorrir, amiga, ao [música] ver que jorras de tua alma, amor, sabedoria, tudo já tiver [música] passado, como diz Maria, deixa o passado no passado e vem dançar [música] pra vida, porque o sol a te aquecer é Deus [música] te consolando. A fia a chuva te molhar. É Deus [música] te despertando na tua noite. Ouar é Deus já [música] te curando. E a alvorada eterna neiga. Deus sempre te amando. Porque eu sou a te aquecer. [música] É Deus te consolando. A fia a chuva te molhar. É Deus te despertando na tua noite. [música] O ar é Deus já te curando. E a alvorada eterna em meio que é Deus sempre te amando. [música] Deus fez da vida uma graça eterna harmoniosa, que te convida simplesmente a dançar com ela. Segue [música] o ritmo, sublime das divinas notas, dança com Deus e [música] faz da tua vida a canção mais bela.
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